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O ESTADO DO PARANÁ,
07 de abril de 2009 | Economia
Salário mínimo deveria
ser de R$ 2.005,57 em março
Agência Estado
Levantamento divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que
o salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ser de R$
2.005,57 em março, para suprir suas necessidades básicas e da
família. O cálculo foi feita com base na Pesquisa Nacional da
Cesta Básica do mês passado, realizada pela instituição
em 17 capitais.
A partir do maior valor apurado
para a cesta, de R$ 238,73, em Porto Alegre, e levando em consideração
o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo
deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação,
moradia, saúde, transportes, educação, vestuário,
higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo
deveria ser 4,31 vezes superior ao piso vigente, de R$ 465,00.
Em fevereiro, o valor do salário
mínimo necessário era maior, de R$ 2.075,55, e correspondia
a 4,46 vezes o mínimo em vigor. Em março do ano passado,
este valor era de R$ 1.881,32, ou seja, 4,53 vezes o salário mínimo,
na época de R$ 415,00.
O Dieese informou também
que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro
que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em março,
o conjunto de bens essenciais diminuiu, na comparação com
o mês anterior.
Na média das 17 cidades
pesquisas pela instituição, o trabalhador que ganha salário
mínimo necessitou cumprir uma jornada de 96 horas e 28 minutos
para realizar a mesma compra que, em fevereiro, exigia a execução
de 100 horas e 21 minutos.
A quantidade de horas do
mês passado foi a menor desde julho de 2007, quando se iniciou
um período de elevação no preço dos alimentos
e o número era de 92 horas e 37 minutos.
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InfoMoney, 7 de abril de
2009
Produção industrial
avança em 9 das 14 regiões pesquisadas, diz IBGE
A produção da indústria
nacional avançou em 9 das 14 regiões pesquisadas na passagem
de janeiro para fevereiro, como mostra a Pesquisa Industrial Produção
Física - Regional, elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística) e divulgada nesta segunda-feira (6).
Em relação a fevereiro
de 2008, entretanto, o único local com aumento de produção
foi o Paraná (1,5%), devido ao desempenho positivo do setor de
edição e impressão. A média nacional teve
queda de 17,0%, nesta base de comparação.
Entre as áreas com taxas
negativas mais acentuadas, figuraram Espírito Santo (-29,5%),
Minas Gerais (-26,0%), Amazonas (-20,8%), Rio Grande do Sul (-20,5%)
e Santa Catarina (-19,8%).
Passagem
mensal
Na comparação mensal, o destaque positivo foi Bahia e Espírito
Santo, com respectivos aumentos de 13,7% e 8,3% em suas atividades industriais.
Na outra ponta, Pernambuco (-5,6%)
e Santa Catarina (-4,6%) foram as áreas que tiveram contração
mais elevada. A média nacional foi de +1,8%.
Passagem
bimestral
No acumulado do primeiro bimestre, ocorreu recuo nas 14 regiões pesquisadas.
As indústrias de
Espírito Santo (-31,4%), Minas Gerais (-27,6%), Amazonas (-22,0%),
Rio Grande do Sul (-20,6%) e São Paulo (-17,7%) registraram
quedas maiores que a média nacional (-17,2%).
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Folha de S.Paulo, 7 de abril
de 2009
Retomada das montadoras anima indústria
Setores como siderúrgico, plástico
e tintas recuperam parte da atividade puxados por venda de veículos
após corte de imposto | Mas analistas dizem que patamar da
indústria ainda está baixo na comparação
com 2008 e citam queda nos investimentos do setor
DA REPORTAGEM LOCAL
DA SUCURSAL DO RIO
O princípio de retomada
na produção da indústria automotiva, propiciada
pelo corte do IPI sobre os veículos, já começa a
ocupar parte da ociosidade de segmentos que enfrentaram quedas com a
crise.
Embora analistas considerem ser ainda cedo para dizer que o setor automotivo
poderá garantir o crescimento da produção industrial,
segmentos como o siderúrgico, o de plásticos, o de tintas e o
de tecidos já sentem aumento na atividade.
Em março, a produção das montadoras cresceu 15,9% sobre
fevereiro, considerando as médias diárias, com a fabricação
de 272.371 veículos, segundo a Anfavea (associação das
montadoras). "Temos uma perspectiva muito boa de vendas no mercado interno",
disse o presidente da entidade, Jackson Schneider. Segundo ele, com a prorrogação
do corte do IPI, que de dezembro a junho deve custar R$ 2,5 bilhões
ao governo federal, o nível de vendas no primeiro semestre deve se igualar
ao do ano passado.
A reação rápida das vendas de carros -que no mês
passado cresceram 17,6% em relação a fevereiro na média
diária- já provoca até um certo estresse na cadeia automotiva. "As
encomendas aumentaram abruptamente. De uma hora para outra, a cadeia precisou
ser reativada às pressas", disse Sergio Pin, vice-presidente da
Schaeffler, fabricante de autopeças.
A indústria siderúrgica, que trabalha com queda de até 10%
na produção de aço bruto neste ano, também viu
os pedidos voltarem, segundo Marco Polo de Mello Lopes, vice-presidente do
IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia). Por enquanto, as siderúrgicas
encaram com cautela a retomada das montadoras, embora a considerem positiva
para o mercado.
Impacto instantâneo foi sentido pelos fornecedores de tintas automotivas. "A
recuperação foi imediata. Como as montadoras não trabalham
com estoques, a volta da produção em ritmo mais acelerado já ativou
nossa indústria", disse Dilson Ferreira, presidente-executivo da
Abrafati (associação dos fabricantes de tintas). As montadoras
absorvem 7% das vendas totais do produto.
Merheg Cachum, presidente da Abiplast (Associação Brasileira
da Indústria do Plástico), também afirmou que os sinais
vindos das montadoras levaram a um incremento da atividade. "Quem trabalha
para as montadoras retomou a produção, cancelou férias
coletivas e tem uma boa perspectiva", disse Cachum. Ele admite que o ânimo
na indústria retornou após meses de baixa demanda, como janeiro
e fevereiro.
Apesar da recuperação da indústria automotiva e de seus
ecos na cadeia produtiva, analistas ainda mostram ceticismo em relação à produção
industrial em março.
Para Braulio Borges, economista da LCA, os dados da Anfavea sinalizam que a
indústria está "cada vez mais longe do fundo do poço",
atingido em dezembro -quando a produção industrial caiu 12,7%
ante novembro.
" Os números trazem um certo otimismo, pois mostram, pelo menos,
que a indústria parou de afundar. Ainda assim, opera ainda num patamar
de produção bastante deprimido se comparado com o do ano passado",
diz Borges.
Para Sérgio Vale, da MB Associados, a indústria ainda demonstra
fragilidade, com o agravante da queda mais intensa nos investimentos em fevereiro. "É certo
que a indústria automobilística é uma parte importante,
mas não podemos esquecer que agora começou a aparecer a outra
ponta, a de investimentos, puxando a produção industrial para
baixo."
(PAULO DE ARAUJO, AGNALDO BRITO E PEDRO
SOARES)
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O ESTADO DO PARANÁ,
07 de abril de 2009 | Economia
Construção civil retoma
nível de emprego pré-crise
Agência Estado
O setor de construção civil retomou, em fevereiro, o nível
de emprego registrado em junho e julho de 2008, antes do acirramento da crise
financeira internacional, segundo levantamento mensal do Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP)
e da FGV Projetos, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. No fim de fevereiro, o
total de empregados pelo setor de construção no País somava
2,103 milhões, acumulando alta de 0,88% no primeiro bimestre e de 10,16%
no período de 12 meses. No mês de fevereiro, o setor contratou
4.114 trabalhadores com carteira assinada.
No Estado de São Paulo,
foram contratados 1.625 trabalhadores com carteira assinada em fevereiro.
Na comparação com janeiro, o número de empregados
aumentou 0,27%. No fim de fevereiro, a construção paulista
empregava 601,7 mil pessoas, o que representa crescimento de 11,5% em
12 meses. Houve contratações na maioria das regiões
do interior do Estado, com destaque para Santos e São José dos
Campos. Foram registradas demissões em São José do
Rio Preto e Santo André. Na cidade de São Paulo, havia
290 mil empregados no setor em fevereiro, 11,62% a mais que no mesmo
mês do ano passado.
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G1, 07 de abril de 2009 |
Economia e negócios / Construção civil
Construção civil deve
abrir 200 mil vagas de emprego até o fim do ano
Governo lançou programa para construção
de 1 milhão de casas populares.
Mariana Oliveira
Do G1, em São Paulo
Com as medidas recentes anunciadas pelo governo federal na área da construção
civil, o setor pode abrir até o fim deste ano 200 mil novas vagas de
emprego em todo o país, segundo estimativa de sindicalistas e empresários
do setor.
Entretanto, para a meta ser cumprida,
eles apontam que os projetos do programa "Minha Casa, Minha Vida",
anunciado no fim de março e que prevê 1 milhão de
casas populares, precisam ser implantados com "agilidade".
Sobre a redução
de impostos para material de construção, a avaliação é de
que a medida beneficie de imediato o consumidor final. Para as construtoras,
no entanto, o efeito será mais lento, uma vez que os estoques
já adquiridos foram comprados com os preços sem desoneração.
Baseado na expectativa positiva
das construtoras, o G1 listou as dez maiores empresas do ramo no país,
segundo um ranking da consultoria especializada em construção
ITC, e indica o caminho para se candidatar a vagas nas companhias.
As construtoras recebem currículos
por sites ou e-mail. Algumas estão com vagas abertas no momento
nas áreas financeira, marketing, engenharia, arquitetura, vendas,
além de funções produtivas, como técnicos
e mestre de obras.
Vagas em SP
As unidades do Centro de Apoio
ao Trabalho (CAT), da Prefeitura de São Paulo, têm quase
500 vagas em aberto para profissionais de nível fundamental e
médio na área de construção civil. O salário
máximo chega a quase R$ 2 mil.
Pacote habitacional
O Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP)
estima que até 2011 podem ser criadas 500 mil vagas no país
em razão do programa. "Se houver geração de
obra, vai haver emprego. Isso vai depender da velocidade com que as obras
sejam implementadas", afirmou o diretor da economia do Sinduscon,
Eduardo Zaidan.
Zaidan destaca entre os principais
entraves a parte de licenciamento ambiental, a aprovação
de projetos e de financiamento. "Fazer a obra é o menor dos
problemas."
O presidente do Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil
de São Paulo (Sintracon-SP),
Antonio de Sousa Ramalho, disse
que o pacote beneficia, além de trabalhadores na construção,
a cadeia ligada ao setor, como a área de decoração.
Segundo ele, com 200 mil novas vagas neste ano, o nível de emprego
na construção civil recuperaria a queda registrada no fim
de 2008.
"Temos de trazer as construtoras
que já têm projetos prontos para a baixa renda e agilizar
o processo para a obra começar. Se depender de comprar terreno,
liberar, aí vai dois anos para começar a obra", analisou
Ramalho.
Construtoras
O diretor da Schahin Desenvolvimento
Imobiliário, Guilherme França, afirmou que a construtora
já tem dois projetos dentro do programa em análise na Caixa
Econômica Federal.
"Eu vejo muitas virtudes
no pacote porque atende uma necessidade social, que é o déficit
de moradia. (...) A grande ameaça se chama burocracia dos órgãos
de aprovação e da Caixa, com quem temos um relacionamento
maravilhoso, mas eles têm dificuldade de interpretação
de regras. O prazo para aprovação de projetos chega a 24
meses."
Segundo França, o nível
de emprego deve aumentar se essas barreiras forem superadas. "A
construção civil no Brasil não é industrializada,
demanda mão-de-obra. Em cada obra, são de 300 a 500 trabalhadores
no canteiro", afirmou o diretor da Schahin.
O Grupo Capuche, construtora
que atua no Rio Grande do Norte e na Paraíba, avalia que, para
o programa dar os frutos esperados, é preciso uma "operacionalização" adequada.
Para o diretor comercial e de
marketing do Grupo Capuche, Luis Fernando Dias, a agilidade nos processos
será fundamental para o nível de emprego. "As empresas
estão abertas a esse programa. O que atrasa é o aspecto
burocrático. Se os processos forem mais ágeis, o ritmo
será mais eficaz."
Perfil do trabalhador
O presidente do sindicato dos
trabalhadores de São Paulo, Antonio de Sousa Ramalho, destaca
que cada vez mais é exigida mão-de-obra qualificada no
setor de construção civil.
Entre os postos mais requisitados
do setor produtivo estão pedreiro, azulejista, pintor, encanador,
eletricista, carpinteiro, armador, marceneiro e gesseiro. O salário
médio é de R$ 1,5 mil, mas é preciso ter curso na área.
"A maioria das empresas
exige segundo grau mesmo para postos de produção, porque
o trabalhador, muitas vezes, precisa ter noção de computação,
inglês, cálculo", contou o sindicalista.
Segundo ele, há falta
também de engenheiros e arquitetos com experiência em obras. "Tem
muita gente que se forma e acha que virou engenheiro e está pronto
para comandar uma obra. Ele precisa ter humildade e ir aprender no canteiro."
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Folha de S.Paulo, 7 de abril de 2009
A crise chega à poupança
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Poupança teve mais depósitos que saques durante estirão
do PIB; neste ano, teve primeiro trimestre negativo desde 2006
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AS PESSOAS estão tirando mais dinheiro da caderneta de poupança.
As pessoas tiraram muito dinheiro dos fundos de investimento em 2008. Em fevereiro,
os fundos deram mais sinais de vida. Agora, em, março, voltaram a receber
menos aplicações.
Para onde o dinheiro vai? Vira "seguro-desemprego" privado? Paga
contas da pequena empresa, que está faturando menos? No ano passado,
durante o tumulto da explosão da crise, era comum ouvir em bancos e
empresas que pequenos e médios empresários estavam sacando dos
fundos a fim de pagar contas.
Sim, como dizem os economistas, trata-se de uma "evidência anedótica",
e há pouca pesquisa sobre a vida dos negócios menores. Mas poupança
no vermelho não parece um indício de que a vida vai bem.
Caderneta de poupança é preferência nacional. É "pop", é simples
e previsível. O comum dos brasileiros não tem informação
suficiente para lidar com bancos e seus fundos; alguns dos mais velhos, por
sua vez, ficaram escaldados com décadas de maluquices na economia e
preferem não arriscar. Aliás, para ser preciso, o comum dos brasileiros
não tem dinheiro para poupar, mas passemos.
O que importa aqui é que o saldo da poupança, a diferença
entre depósitos e retiradas, foi negativo em março passado. Mesmo
com as notícias de que a caderneta se tornou mais atrativa, dada a queda
dos juros de mercado (para o aplicador, entenda-se). Pode ser um movimento
aleatório. Mas não parece.
Em cada mês de setembro de 2006 a março de 2008, os depósitos
superaram os saques (a "captação líquida" foi
positiva). Foi o período "no azul" mais longo da poupança
desde 1995, o primeiro ano inteiro depois do Plano Real. Foi também
o período do estirão do PIB.
Em abril de 2008, foi sacado R$ 1,8 bilhão (para um saldo, no mês
anterior, de R$ 242,6 bilhões). Em março de 2008, houvera o primeiro
grande remelexo visível da crise, com a quebra do banco de investimentos
Bear Stearns e outras notícias assustadoras que tiveram repercussão
na mídia de público mais amplo. Mas as pessoas voltaram a depositar
e, mesmo em outubro de 2008, depois da explosão da bomba atômica
financeira em Wall Street, o saldo negativo foi de apenas R$ 284 milhões.
Neste ano, a poupança ficou no vermelho em janeiro e em março.
No ano, a "captação líquida" está negativa
em R$ 582 milhões (para um saldo total de R$ 274,7 bilhões). É o
primeiro trimestre de captação líquida média no
vermelho desde junho de 2006. Não deve ser por acaso.
Nos fundos de investimento mais "pop", a situação parou
de piorar. Nos últimos 12 meses, a "captação líquida" ficou
no vermelho em R$ 80 bilhões (o patrimônio líquido dos
fundos está agora em torno de R$ 1,16 trilhão). No ano, está positiva
em R$ 11,2 bilhões. Mas os fundos de renda fixa, os mais "pops",
com patrimônio de R$ 343 bilhões, voltaram ao vermelho em março;
os DI perdem desde fevereiro. Os fundos de curto prazo captaram muito pouco.
A exceção positiva foram os fundos multimercado. Esses quatro
tipos de fundo equivalem a mais de 71% do mercado. Mas, para os clientes dos
fundos mais "pop", DI, renda fixa e curto prazo, parece estar sobrando,
na média, menos dinheiro.
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ESTADÃO.COM, 07 de
abril de 2009 | Economia
Governo regulamenta crédito
com FGTS para construtoras
Caixa Econômica Federal começa
a escolher projetos de construtoras que poderão ter o Fundo
como sócio
Isabel Sobral, da Agência Estado
BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal começou nesta segunda-feira,
6, a escolher os projetos das construtoras que poderão ter o Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como sócio. Foi publicada
no Diário Oficial da União uma regulamentação do
banco público de uma linha de crédito especial de R$ 3 bilhões
para socorrer as construtoras, que foi autorizada em dezembro do ano passado
pelo Conselho Curador do FGTS. Naquele momento, por causa do agravamento da
crise financeira e da escassez de crédito, muitas construtoras estavam
paralisando obras por falta de capital de giro.
Estava previsto que os recursos começassem a ser liberados a partir
deste ano, pois a Caixa precisava de tempo para criar uma carteira específica
para administrar este tipo de crédito já que ele foi criado com
características diferenciadas das linhas tradicionais. O FGTS comprará papéis
emitidos pelas construtoras, como debêntures, cotas de fundos imobiliários
montados por um grupo de empresas ou ainda recebíveis das construtoras.
Assim, a ideia é permitir que as empresas que já tinham empreendimentos
na planta em andamento, mas ficaram parados por falta de capital de giro, possam
usar os recursos para prosseguir as obras.
Desde o início deste ano,
a Caixa tem recebido várias propostas de emissão de dívidas
de empresas médias ou pequenas, e algumas poucas de grandes construtoras,
para que o FGTS adquira seus papéis. Com a edição
da circular, a Caixa já pode começar a fechar os negócios
que forem avaliados como viáveis.
Pelas regras aprovadas
pelo Conselho Curador em dezembro, o FGTS poderá financiar até 80%
dos empreendimentos imobiliários. As taxas de juros poderão
ser de 7% mais TR, quando as incorporações cujas unidades
sejam avaliadas em até R$ 130 mil, ou de 9% mais TR quando os
imóveis a serem vendidos tiverem valor superior a isso. Todos
os empreendimentos precisam seguir as regras do Sistema Financeiro
de Habitação (SFH).
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Agência Diap, 7 de
abril de 2009
Em carta, CUT pede a Lupi mudanças
nas regras atuais do FGTS
Com o objetivo de adequar as regras de transferência dos depósitos
no FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) aos avanços
tecnológicos, a CUT enviou carta ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi,
e que pontua a necessidade de mudanças nas regras do fundo.
A CUT entende que o repasse dos
recursos depositados pelos empregadores devem ser repassados às
contas vinculadas no mesmo dia. Atualmente, a Caixa faz o repasse dois
dias depois que o pagamento é feito.
A central defenda ainda que a
correção dos recursos depositados nas contas vinculadas
devem ser atualizadas "no dia primeiro de cada mês".
"A correção
sobre o depósito do mês entre o dia 7 (data limite) e o
dia 10 (data base para correção) simplesmente não é credita
na conta vinculada", questiona a CUT.
Na carta ao ministro, a CUT aponta "outra
distorção da legislação atual", que
a central quer corrigir. Trata-se dos valores remanescentes nas contas
vinculadas que não são atualizados na sua totalidade em
caso de saques.
Assim, "entre os dias 10
e 31", não há correção do montante que
havia, mas apenas do remanescente, o que ocasiona um prejuízo
nos 21 dias de correção, constata.
Em síntese, a central
pede ao ministro "a transferência dos recursos na data em
que tenham sido efetuados" os depósitos e a "correção
da conta vinculada no dia 1º de cada mês".
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Folha Online, 7 de abril
de 2009
PSDB eleva pressão para Aécio
desistir e ceder a Serra
Houve uma nítida mudança de tom na disputa entre os governadores
de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves,
pela disputa da candidatura presidencial do PSDB em 2010. Nas últimas
semanas, ações discretas de bastidor foram feitas no sentido
de tentar realizar um acordo entre Serra e Aécio. O acerto não
está fechado, mas existem sinais de que talvez possa ser concretizado.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está no centro da articulação.
O movimento visa convencer o governador mineiro a desistir da disputa.
FHC disse a Aécio que,
caso a disputa com Serra resulte num racha que leve à derrota
do PSDB em 2010, o governador mineiro também sofreria dano político.
O fracasso também seria debitado na conta de Aécio.
O ex-presidente argumentou que
incentivar um levante do eleitorado mineiro contra a possibilidade de
o PSDB escolher Serra era uma estratégia arriscada de Aécio.
Também afirmou que os tucanos não deveriam menosprezar
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a possível candidata
do PT, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Serra autorizou emissários
a dizer a Aécio mais ou menos o seguinte. Ambos desejam ser presidente.
Ambos precisam um do outro para chegar lá. Aos 68 anos na época
da eleição, Serra disse que seria sua última tentativa
de conquistar o Palácio do Planalto. Afirmou que, se tiver o apoio
de Aécio e vencer, vai se empenhar para acabar com a reeleição.
Cumpriria quatro anos e apoiaria o Aécio com força em 2014.
Os relatos sobre a reação
do governador mineiro são diferentes. Mas todos têm em comum
o seguinte: Aécio reduziu o ímpeto para transformar a disputa
numa guerra fratricida. Para alguns tucanos, ele ainda tentará se
viabilizar como candidato em 2010. Para outros, ficou sensibilizado com
a mensagem de Serra e poderia compor.
Chapa puro-sangue
FHC ainda insiste na montagem
de uma chapa Serra-Aécio. Avalia que ela obteria a grande maioria
dos votos nos dois maiores colégios eleitorais do país.
Emissários de Serra disseram
que, se Aécio aceitasse ser vice, teria forte influência
no governo. O mineiro não gosta da idéia de ser coadjuvante.
Não acredita muito na capacidade de Serra de dividir poder. Mas
o recado foi transmitido.
Vitrine de pré-candidatos
Para apimentar ainda mais a
movimentação pré-eleitoral, Aécio terá que
dividir o palco com outra potencial candidata presidencial nesta segunda-feira
durante eventos sediados em Montes Claros, onde o governador mineiro
será o anfitrião do 10º Fórum de Governadores
do Nordeste e da 5ª Reunião do Conselho Deliberativo da Sudene
(Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste).
Ao mesmo tempo em que resolveu prestigiar Aécio, transferindo para Montes
Claros o ato de assinatura do decreto que regulamenta as ZPES (Zonas de Processamento
de Exportação), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
levará, a tiracolo, sua candidata e ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Para o evento, em que também será comemorado o aniversário
de 50 anos de criação da Sudene, são aguardados os nove
governadores do Nordeste e o do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB),
além de Aécio. A julgar apenas pela legenda de cada um deles,
a ministra Dilma transitará à vontade entre os governadores petistas
Jaques Wagner (BA), Marcelo Déda (SE) e Wellington Dias (PI). Além
de Aécio, o único tucano da região é Teotônio
Vilela, de Alagoas.
Em fevereiro, um grupo de deputados estaduais votados no Norte de Minas, em
companhia do prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite (PMDB), após
serem recebidos pelo governador mineiro, em audiência no Palácio
da Liberdade, divulgaram que iriam fazer o lançamento da candidatura
de Aécio à Presidência da República durante a reunião
desta segunda-feira. O próprio governador declarou que não achava
a oportunidade para lançamento de candidaturas, por se tratar de uma
reunião de trabalho. "Mas, no bom sentido da palavra, acho que
a reunião da Sudene terá uma importância mais política
do que técnica", afirma o prefeito de Montes Claros.
Ainda que não aconteça o lançamento de sua candidatura,
a reunião da Sudene e o Fórum dos Governadores do Nordeste em
Montes Claros vão servir como vitrine para Aécio reforçar
a sua imagem junto aos nordestinos. Com isso, ele marcará pontos na
disputa que trava com governador paulista José Serra para a escolha
do candidato tucano à Presidência a República. O espaço é oportuno
para o governador mineiro porque os nordestinos têm resistência à hegemonia
paulista. "Realmente, será um grande momento para o Aécio
se apresentar para o Nordeste e para o Brasil", diz um aliado do governador
mineiro.
Por outro lado, a oportunidade também deverá ser aproveitada
pela ministra Dilma Rousseff, especialmente por conta do seu principal cabo
eleitoral, o presidente Lula. Será o primeiro evento público
de Lula no território nacional após ele ter sido elogiado pelo
presidente americano Barack Obama, num momento de descontração
durante a reunião de cúpula do G20, na quinta-feira, em Londres.
Na ocaisão, Obama disse que Lula "é o cara". Segundo
Obama, o presidente brasileiro é o "político mais popular
da terra".
A expectativa de lideranças petistas é que a frase do presidente
dos EUA vai contribuir para aumentar a popularidade de Lula, que deverá ter
uma grande recepção em Montes Claros. "Se o Obama reconheceu
a força do presidente Lula, certamente o Norte de Minas vai reconhecer
muito mais",afirma o deputado federal Virgílio Guimarães
(PT). "Acho que a visita será o coroamento da lua-de-mel do Norte
de Minas com o Governo Lula, que trouxe a usina de biodiesel e recriou a Sudene",
completa Virgílio.
Ele também acredita que os eventos
em Montes Claros vão servir para dar um empurrãozinho
na popularidade da ministra Dilma Rousseff entre os mineiros. "É preciso
reforçar que a ministra Dilma é mineira. Ela tem sotaque
mineiro, é torcedora do Galo e foi universitária da UFMG",
disse o deputado petista.
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Congresso em Foco, 7 de abril
de 2009
Cristovam levanta hipótese
de plebiscito sobre fim do Congresso
Fábio Góis
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF)
sugeriu hoje (6) um plebiscito que, caso fosse realizado, resultaria
no fim do próprio mandato. Em discurso na tribuna de um plenário
com cinco ou seis colegas presentes, Cristovam disse que deveria ser
realizada uma consulta popular sobre a hipótese de fechamento
do Congresso, ou seja, da Câmara e do Senado.
“Eu disse, domingo, numa
entrevista na rádio, que a reação é tão
grande hoje contra o Parlamento que talvez fosse a hora de fazer um plebiscito
para saber se o povo quer ou não que o Parlamento continue aberto”,
revelou Cristovam, dizendo ter recebido reclamações por
ter suscitado a idéia. “Muitos me criticaram, porque disseram
que podia haver, sim, uma votação propondo fechar. Mas
e se o povo quiser? O nome disso é golpe? Não, o nome disso
não é golpe. Pode até ser equívoco, mas não
seria golpe.”
Cristovam disse ainda ter recebido
com “alegria” o fato de que também alguns eleitores
consideram “absurda a simples idéia de pensar no plebiscito”. “Significa
que, apesar de todas as desmoralizações que nós
temos, a opinião pública ainda sabe que um Congresso, por
piores que sejam seus defeitos, é melhor aberto do que fechado”,
discursou, avisando que não apresentaria a proposta formalmente,
mas não recuaria da sugestão. Ele acrescentou que faria
campanha pela permanência do Congresso.
“Não vou retirar
a idéia. Deixo o povo comentar quem é a favor ou contra
um plebiscito sobre fechar ou não o Congresso, até porque
as razões para fechar não são apenas as dos escândalos;
são as razões da inoperância e do fato de que nós
estamos hoje em uma situação de total disfunção
diante do poder: de um lado das medidas provisórias do Executivo
e, de outro, das medidas judiciais do Judiciário”, reclamou
o senador pedetista. “Nós somos quase que irrelevantes.”
Made in Brazil
As declarações
de Cristovam foram uma espécie de reação não
declarada às críticas que recebeu ao projeto de sua autoria,
aprovado por unanimidade na semana passada, em plenário, segundo
o qual os brasileiros residentes no exterior deveriam ter o direito de
escolher um deputado que representasse seus interesses lá fora.
O senador disse que recebeu reclamações tanto de senadores
quanto de setores da imprensa, acusando o Senado de querer aumentar os
gastos públicos com a criação de “boquinhas” no
Congresso.
“Quero dizer a esses que
dizem que eu, com meu projeto, estou querendo criar ‘boquinhas’,
que apenas quatro senadores votaram contra o aumento no número
de vereadores [PEC 20/08]. Eu fui um dos quatro”, frisou, lembrando
que um deles era o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que assistia ao discurso
do colega.
Cristovam disse ainda que, também
resposta aos críticos de sua proposta, que o número atual
de deputados poderia ser reduzido para viabilizar a tese da representação
estrangeira, cada vez mais complicada – partidos com PMDB e PSDB
já se manifestaram contra sua aprovação.
“Eu lembro também
a esses que tanto criticaram pelo aumento de gastos que há um
projeto correndo, do deputado Clodovil, que propõe reduzir para
250 o número de Deputados. Por que não discutimos isso?”,
questionou, acrescentando que os brasileiros que moram no exterior
são “exilados econômicos” vítimas de
uma “diáspora”.
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AGÊNCIA SENADO, 07
de abril de 2009
COMISSÕES / Constituição
e Justiça
CCJ analisa proposta que amplia acesso
ao FGTS para compra de casa própria
As entidades fechadas de previdência complementar poderão passar
a utilizar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)
para pagamento de financiamentos habitacionais. A proposta, de autoria do senador
Paulo Paim (PT-RS), recebeu parecer favorável de Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
e está na pauta da reunião da Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ) desta terça-feira (7).
O projeto (PLS 68/04) acrescenta
inciso ao artigo 20 da lei que dispõe sobre o FGTS (Lei 8.036/90),
para permitir a operação, já que atualmente a utilização
dos recursos do Fundo de Garantia para aquisição de moradia
só é permitida pelo Sistema Financeiro de Habitação.
Ao justificar a necessidade da
proposta, Paim argumenta que "pode ocorrer que o trabalhador obtenha
financiamento em outras instituições dispostas a investir
em moradia, como, por exemplo, os fundos de pensão". Em seu
parecer, Azeredo afirma que o projeto permite a democratização
do acesso à moradia. "E nada mais justificável que
permitir a utilização dos recursos das contas vinculadas
do FGTS para pagamento de outros financiamentos ofertados pelo mercado,
além dos limites do Sistema Financeiro de Habitação",
alegou o parlamentar.
A matéria será ainda
votada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em decisão
terminativa.
Policial
A CCJ deve apreciar também
nesta terça-feira emenda da Câmara dos Deputados a projeto
do Senado (PLS 32/99) que cria circunstância agravante para casos
de crimes cometidos "contra policial civil ou militar, membro do
Ministério Público ou magistrado no exercício da
função ou em razão dela".
A emenda retira do texto a expressão "civil
ou militar", de forma a abranger todos os policiais. A relatora
da proposta na CCJ, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), apresenta parecer
favorável à alteração.
Em seu parecer, Ideli afirma
que "a redação sugerida pela Emenda abraça,
portanto, todos os policiais, inclusive solucionando eventuais dúvidas
quanto à sua aplicabilidade no que se refere aos crimes praticados
contra policiais federais".
Após a votação
na CCJ, a proposta será apreciada pelo Plenário do Senado.
Eleição
A comissão também
deve apreciar a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 34/04 que reduz de 70 para 65 anos de idade a obrigatoriedade do
alistamento eleitoral e do voto. A proposta, cujo primeiro signatário é o
senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), obteve parecer favorável
do relator, senador Aloizio Mercadante (PT-SP).
O parlamentar alega, em seu relatório,
que "nada justifica a manutenção do atual limite de
70 anos para a obrigatoriedade do voto e do alistamento eleitoral na
Constituição federal se a própria Lei Maior adota
a idade de 65 anos para fins de promover tal discriminação
positiva no âmbito previdenciário e social".
A matéria será ainda
apreciada em plenário.
Os trabalhos da CCJ ocorrem,
geralmente, às quartas-feiras, mas como a última reunião
do colegiado, realizada dia 1º, foi suspensa - em vez de concluída,
como é de praxe -, o presidente a comissão, senador Demóstenes
Torres (DEM-GO), convocou nova reunião para esta terça-feira,
para concluir as votações não encerradas na semana
passada, mantendo a reunião ordinária na quarta-feira (8).
Valéria Castanho / Agência
Senado
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Folha de S.Paulo, 7 de abril
de 2009
Oi demite mais 500 após compra
da Brasil Telecom
Tele diz que foram "constatadas sobreposições"
DENISE MENCHEN
DA SUCURSAL DO RIO
A Oi demitiu ontem cerca de 500
funcionários alegando reestruturação das operações
após a fusão com a Brasil Telecom. Cerca de 20% deles serão
inseridos no novo plano de aposentadoria incentivada.
Em nota, a Oi disse que as demissões resultam da sobreposição
de funções, principalmente nas áreas de mercado e vendas.
Em fevereiro, ela já tinha anunciado a eliminação de cerca
de 400 postos de gerência. Agora, os cortes chegaram também a
cargos inferiores.
" Assim como previsto e já verificado na etapa anterior, foi identificada
necessidade de realocação geográfica de colaboradores, cumprida
apenas parcialmente, e foram constatadas sobreposições, que não
poderiam ser mantidas no novo desenho da empresa", afirmou nota da Oi. Ela
diz ainda que cerca de 200 vagas seguirão abertas para preenchimento via
recrutamento no mercado.
Segundo a Oi, os demitidos terão o seguro de vida e o plano de saúde
mantidos até o fim do ano, além de apoio, por um ano, de consultoria
para recolocação, redirecionamento orientado de carreira ou aconselhamento
de empreendedorismo.
Eles receberão também uma indenização de 0,3 salário
para cada ano de trabalho na empresa, com piso de um salário e meio
e teto de seis salários.
A empresa disse que as demissões não afetam o compromisso firmado
com a Anatel no ano passado, segundo o qual a empresa se comprometia a manter
ao menos os 25.542 postos de trabalho de fevereiro de 2008. Em dezembro, as
duas empresas tinha, juntas, 31.433 funcionários.
Segundo a analista de marketing Sâmara de Assis, 34, demitida ontem,
os boatos sobre o desligamento dos funcionários corriam pela empresa
há alguns meses. "A informação vazou, e todo mundo
estava muito apreensivo. As pessoas nem conseguiam trabalhar direito",
disse ela.
O presidente do Sinttel-RS (Sindicato dos Telefônicos do Rio Grande do
Sul), Flávio Rodrigues, criticou as demissões, que, segundo ele,
ocorreram principalmente em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília. "Tememos
que a redução no quadro de funcionários chegue a 20% a
30% do total até o fim do ano", disse ele.
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O ESTADO DO PARANÁ,
07 de abril de 2009 | Economia
Prevenção de acidentes
em madeireiras em debate
Cintia Végas
Integrantes da Câmara Técnica dos Setores de Plantio, Extração
e Transformação da Madeira se reuniram ontem, em Curitiba, para
discutir questões ligadas à prevenção de acidentes
de trabalho e à regularização de trabalhadores.
O encontro teve como base a decisão
do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de entrar na Justiça,
a partir do final deste mês, com ações regressivas
por prejuízos causados a vítimas de acidentes de trabalho
quando comprovada culpa dos empregadores.
Segundo os procuradores da Advocacia-Geral
da União (AGU) e Procuradoria-Geral Federal (PGF), Adilson Gasparelli
e Marcus Alexandre Alves, inicialmente, no Paraná, o INSS deve
ingressar com cerca de trinta ações, contra empresas de
diversos setores.
No setor madeireiro, segundo
o coordenador da Câmara Técnica e representante do Ministério
do Trabalho, Anderson Bonacin Moura, os acidentes de trabalho acontecem
principalmente nas pequenas e médias empresas. “Geralmente
os empregadores têm poucas informações sobre prevenção
e normas de segurança e saúde”, informou.
Os acidentes ocorrem desde o
plantio até a indústria, podendo ser leves - sem lesão
alguma às vítimas - ou mesmo levar a óbito. “Outra
preocupação da Câmara diz respeito à falta
de registro de trabalhadores do setor madeireiro, que faz com que os
mesmo fiquem totalmente descobertos em caso de acidentes”, comentou
Anderson.
Atualmente, no Estado,
o setor madeireiro tem cerca de 6.300 empresas cadastradas. Entre 2005
e 2008, foram comunicados 6.606 acidentes de trabalho do plantio até a
indústria. No ano passado, foram realizadas 452 ações
de fiscalização, sendo encontrados 374 trabalhadores
sem registro em carteira.
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AEN - AGÊNCIA ESTADUAL
DE NOTÍCIAS, 07 de abril de 2009
PR: Comissão rejeita emendas
e salário mínimo volta à pauta na Assembleia
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na Assembleia
Legislativa rejeitou nesta segunda-feira (6) duas emendas apresentadas pela
bancada de oposição e pelo deputado Mauro Moraes (PMDB) e preservou
a íntegra do projeto de lei do governador Roberto Requião que
prevê reajuste de 14,9% ao salário mínimo regional do Paraná.
Desta forma, o projeto volta para ser votado, em segunda discussão,
ao plenário do legislativo.
“Era o que esperávamos.
As emendas eram demagógicas e não podiam constar no projeto
de reajuste do piso regional. Agora vamos aprovar o projeto ainda nesta
semana e enviar para sanção do governador Roberto Requião”,
disse o líder do Governo, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB).
Segundo acordo de lideranças,
o reajuste que eleva o piso regional em seis faixas salariais - entre
605,52 e R$ 629,65 – entra na ordem do dia desta terça-feira
(7). O mínimo regional do Paraná é o maior do país
- 30,2% a 35,4% maior que os R$ 465,00 do salário mínimo
nacional do país. E, em média, 12,5% maior que o dos três
estados que também adotam a medida — São Paulo, Rio
de Janeiro e Rio Grande do Sul.
INSTRUMENTO -
O salário mínimo regional, disse Romanelli, se tornou um
importante instrumento de distribuição de renda desde que
foi implantado, há quatro anos, em 2006. “O salário
se tornou fundamental principalmente agora, em tempos de crise, para
que se mantenha, principalmente nos pequenos municípios, a grande
maioria no Paraná, o poder de compra dos trabalhadores”.
O piso regional aliado à política
fiscal do Governo do Paraná - segundo Romanelli - impulsionou
a economia e sustenta o consumo de alimentos e de outros bens - roupas,
calçados e produtos de limpeza e de higiene pessoal -, além
de amortecer o impacto da crise tanto na produção como
no emprego. “O salário mínimo regional deu poder
de compra para mais de um milhão de trabalhadores. Com mais dinheiro
circulando, a economia se mantém fortalecida”, disse.
O deputado Waldyr Pugliesi -
presidente estadual e líder do PMDB na Assembleia Legislativa
- destacou que o salário mínimo regional foi a fórmula
encontrada pelo governo Requião para garantir salário digno
aos trabalhadores do Estado. “Quando nós parlamentares aprovamos
o piso salarial diferenciado do Paraná, tínhamos a noção
exata dos benefícios que traz, principalmente para os trabalhadores
que não são assistidos por sindicatos ou associações
de classe”, disse.
IMPACTO – De
acordo com o Dieese, além dos 174 mil trabalhadores diretamente
atendidos pelo reajuste, outros 284 mil trabalhadores formais também
terão aumentos, já que recebem entre 1,3 e 1,6 do piso
regional. “Os trabalhadores organizados em sindicatos terão
no piso um importante instrumento para negociação dos seus
salários nos dissídios coletivos. Essa projeção
não conta ainda os trabalhadores informais. No total, o reajuste
pode atender 468 mil trabalhadores formais”, disse o economista
Sandro Silva.
O Dieese também
mediu o potencial de impacto na renda dos trabalhadores e na economia
do Estado. Aos 174 mil trabalhadores atendidos diretamente, o reajuste
representa R$ 282,4 milhões. Para os trabalhadores organizados
em sindicatos cujos salários são indexados ao piso regional,
a medida trará mais R$ 472 milhões por ano. “Somado,
isso representa um potencial de impacto de R$ 754,4 milhões
na economia do Paraná”, explicou Sandro Silva.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
07/04/2009
Auxílio-doença concedido
no aviso prévio permite estabilidade provisória
A incapacidade de trabalho constatada
durante o aviso prévio dá direito ao empregado à estabilidade
provisória de no mínimo 12 meses depois de expirado o benefício
previdenciário. Foi esse o entendimento da Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho ao deferir o pedido de estabilidade decorrente de
auxílio-doença por acidente de trabalho a um funcionário
do Banco Bradesco S.A.
A Terceira Turma declarou a nulidade
da dispensa e determinou a reintegração. Segundo o ministro
Alberto Bresciani, relator do recurso de revista, “mantém-se
suspenso o vínculo enquanto perdurar o benefício previdenciário”.
No caso de já haver terminado o período de estabilidade,
a Turma definiu que sejam pagos ao trabalhador os salários do
período entre a data da despedida e o término da estabilidade,
sem a reintegração ao emprego.
Ao recorrer ao TST, depois de
seu pedido ter sido julgado improcedente pelo Tribunal Regional do Trabalho
da 1ª Região (RJ), o bancário afirmou que foi dispensado
sem que o empregador tenha cumprido a exigência de realização
de exame demissional. Funcionário do Bradesco desde outubro de
1981, ele recebeu o aviso de demissão em 27/08/04. Portador de
tendinite no ombro direito, em 13/09/04 ele requereu o benefício
por incapacidade laborativa, com emissão pelo sindicato de classe.
Posteriormente, o INSS concedeu o auxílio-doença por acidente
de trabalho a contar de 12/09/04, data em que vigorava seu aviso prévio.
O ministro Alberto Bresciani,
ao examinar o recurso do bancário, ressaltou que a análise
conjunta das Súmulas 371 e 378, inciso II, do TST, conduz à conclusão
de que a percepção do auxílio-doença acidentário
no curso do aviso prévio não impede o direito à garantia
provisória de emprego prevista no artigo 118 da Lei nº 8.213/1991.
A Terceira Turma seguiu o voto do relator, concluindo pelo provimento
do recurso, com deferimento da estabilidade provisória e nulidade
da dispensa. ( RR-1469/2004-070-01-00.3)
(Lourdes Tavares)
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07/04/2009
Ausência de carta de preposição
não configura irregularidade
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho devolveu um processo à Vara do Trabalho de origem
para que julgue ação em que o Banco Santander Banespa S.A.
sofreu pena de confissão pelo juiz de primeiro grau, porque seu
representante não apresentou, na audiência, carta de preposto
com outorga de poderes para representar o empregador. O relator do recurso
no TST, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, lembrou que não
há lei que discipline a obrigatoriedade desse documento no processo.
A questão nasceu quando,
ao comparecer à audiência de conciliação e
instrução na 6ª Vara do Trabalho de Campinas, São
Paulo, para representar o banco em uma reclamação de um
ex-empregado, o preposto pediu prazo para apresentar a carta de preposição,
mas o juiz aplicou a pena de confissão, mesmo entendendo que a
carta podia ser juntada ao processo em qualquer tempo. O problema é que,
naquele caso, o juiz daria a sentença na própria audiência,
e considerou que não podia condicionar a decisão à juntada
de documento posterior.
O Santander argumentou em vão
ao Tribunal Regional da 15ª Região que a sentença
não podia prevalecer, pois feria o dispositivo constitucional
que lhe garante o direito de defesa. O Regional, porém, afirmou
que a ausência da carta de preposição legitimava
a decisão do juiz, que “guardou perfeita correspondência
com a teleologia diferida das normas processuais trabalhistas”.
Quando o recurso do banco chegou
ao TST, os ministros da Sexta Turma verificaram que a empresa tinha razão
e apoiaram unanimemente o voto do ministro Aloysio Corrêa da Veiga
que anulava a sentença e devolvia o processo à vara de
origem. “O parágrafo 1º do artigo 843 da CLT faculta
ao empregador fazer-se substituir por qualquer preposto que tenha conhecimento
dos fatos, cujas declarações obrigarão o preponente,
não exigindo a apresentação de carta de preposição”,
explicou o relator, acrescentando que não existe previsão
legal quanto à obrigatoriedade de apresentação de
documento formal nesse sentido. “Na realidade, se trata de uma
prática forense”, esclareceu.
Concluindo que a aplicação
de pena de confissão ao banco configurou cerceamento de defesa,
nos termos do artigo 5º, inciso LV, da Constituição,
a Sexta Turma anulou os atos processuais, a partir da sessão de
prosseguimento, e determinou o retorno dos autos à Vara de origem,
a fim de prosseguir na instrução processual, afastada a
confissão ficta aplicada ao banco. ( RR-1300-2003-093-15-00.0)
(Mário Correia)
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07/04/2009
Usina indenizará cortador de
cana por hérnia de disco
A Segunda Turma do Tribunal manteve
a indenização por danos morais a ser paga pela Usina Caeté S/A,
de Minas Gerais, a um empregado que trabalhava no plantio e corte de
cana-de-açúcar e desenvolveu hérnia de disco em
razão do esforço despendido no manuseio dos feixes da planta.
A perícia realizada concluiu haver nexo causal entre a doença
e as atividades exercidas pelo trabalhador. O valor da indenização é de
R$ 8 mil. Segundo o relator do agravo, ministro Renato de Lacerda Paiva,
não há dúvidas de que os danos físicos sofridos
estão intimamente ligados à execução do serviço,
que era executado sem qualquer cuidado ergonômico.
Depoimentos demonstraram que,
no dia em que o trabalhador teve sua coluna “travada”, ele
estava se equilibrando em cima de um caminhão em movimento, carregado
de cana, que cruzava terreno acidentado e com declives, aos solavancos.
No agravo ao TST, a defesa da usina sustentou que há estudos comprovando “a
influência genética” na patologia da hérnia
de disco e que a culpa da empresa não foi cabalmente demonstrada,
na medida em que foram fornecidos equipamentos de proteção
individual (EPIs) e ministrado treinamento de segurança específico
para o desempenho da função.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 3ª Região (Minas Gerais) concluiu, com base em perícia
médica, que a doença foi deflagrada em virtude do trabalho
desempenhado pelo empregado, sem qualquer cuidado ergonômico (protetor
de coluna). Segundo o TRT/MG, ainda que a doença seja degenerativa,
essa circunstância não afasta, por si só, o nexo
causal entre a enfermidade e o serviço executado, pois este concorreu
para o agravamento do dano. O TRT/MG, porém, reduziu de R$ 20
mil para R$ 8 mil o valor da indenização, após verificar
que o trabalhador não está incapacitado para o trabalho:
seu quadro clínico foi passível de correção
por cirurgia. ( AIRR 1168/2005-042-03-40.5)
(Virginia Pardal)
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06/04/2009
Avon terá de pagar indenização
de R$ 100 mil por acidente fatal na Bahia
A Avon Cosméticos Ltda.
terá de pagar indenização por danos morais no valor
de R$ 100 mil ao espólio de uma funcionária da empresa,
morta em um acidente automobilístico quando se dirigia a Salvador
(BA) para participar de uma reunião de trabalho. A decisão
foi confirmada pela Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho, em voto relatado
pelo ministro Vantuil Abdala, que manteve acórdão da Quarta
Turma do TST, desfavorável à multinacional de cosméticos.
A moça dirigia o carro
cedido em regime de comodato pela Avon. O acidente fatal ocorreu no dia
11 de janeiro de 2001, na BR 324, nas proximidades de Feira de Santana.
O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (Bahia) concluiu
que, embora a responsabilidade nos casos de danos moral e material decorrente
de infortúnios do trabalho seja objetiva, há provas nos
autos que apontam a culpa da empresa. Com base em informações
da perícia realizada no veículo, o TRT/BA concluiu que
houve “conduta omissiva da empresa relativamente às condições
de segurança do veículo”.
A defesa da empresa afirmou que
o acidente ocorreu por “culpa exclusiva da funcionária”.
Segundo a defesa, sempre que há reuniões de trabalho nas
capitais, a empresa libera os gerentes de setor na véspera do
encontro para que possam viajar tranquilamente. Como as reuniões
são normalmente realizadas em hotéis, a empresa paga uma
diária para que os gerentes possam lá pernoitar. A falecida
morava em Euclides da Cunha, a 320 quilômetros de Salvador mas,
segundo a Avon, tinha interesse em pernoitar em Feira de Santana, onde
morava seu companheiro.
A Avon argumentou ainda que,
nos contratos de empréstimo gratuito (comodato) de veículos
que firma, há cláusula expressa no sentido de que as revisões
periódicas do veículo sejam providenciadas pelos usuários,
que são ressarcidos. Quando não é possível
retirar o carro da oficina no mesmo dia, a empresa oferece outro. O carro
utilizado pela gerente de setor era um GM Corsa Wind, ano 2000. Segundo
a Avon, o carro passou por revisão em concessionária autorizada
dois meses antes do acidente, tendo os pneus sidos alinhados e balanceados.
Após o acidente, a Avon
enviou correspondência de pêsames à família
da gerente, onde comprometeu-se a custear os estudos de sua filha até a
oitava série. A ação trabalhista pleiteando indenização
por danos provenientes de infortúnios do trabalho foi ajuizada
logo depois, tendo como titular a menina de dois anos, assistida pelo
pai. Na ação, foi pedida pensão no valor do salário
médio que a gerente recebia (aproximadamente R$ 2 mil mensais)
e indenização por danos morais. A indenização
por dano material (no caso, a pensão) foi negada pelo TRT/BA porque
não foram discriminados os prejuízos sofridos pela autora
da ação. (E-RR 693.039/2000.6)
(Virginia Pardal)
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