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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de abril de 2009 | Economia
Impacto do mínimo na Previdência
somará R$ 7 bilhões em 2010
Agência Estado
O secretário da Previdência Social, Helmut Schwarzer, disse hoje
que o reajuste do salário mínimo previsto para 2010 deverá impactar
em R$ 7,2 bilhões as contas da Previdência Social no próximo
ano. Segundo as projeções da Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO), divulgada pelo governo federal na semana passada, o salário mínimo
subirá dos atuais R$ 465 para R$ 506,46 no ano que vem, e começará a
valer em 1º de janeiro de 2010.
Esse reajuste considera a fórmula
negociada há quatro anos entre o governo e as centrais sindicais,
de conceder ao salário mínimo o equivalente a inflação
do ano anterior, somado ao crescimento econômico de dois anos anteriores.
Além disso, desde o acerto entre o governo e as centrais, o reajuste
tem sido antecipado em um mês, a cada ano, até chegar ao
primeiro mês do ano.
Recorde
Schwarzer informou também
que a arrecadação da Previdência Social em março,
de R$ 14,209 bilhões, foi recorde mensal, excluindo as arrecadações
dos meses de dezembro.
Segundo o secretário,
dois fatores contribuíram para esse desempenho: a formalização
de 531 mil micro e pequenas empresas, que aderiram ao Simples Nacional
(programa de recolhimento tributário simplificado) desde o início
deste ano. Segundo ele, houve algumas prorrogações de prazo
para a adesão ao programa, desde janeiro deste ano, que foi encerrado
em março de 2009.
Outro fator foi a estabilidade
do mercado formal de trabalho, em fevereiro, depois de dois meses seguidos
de mais demissões do que contratações. Segundo dados
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério
do Trabalho e Emprego, em fevereiro houve um saldo positivo de 9,1 mil
empregos. E esse resultado se refletiu nas contas da Previdência
de março. "A folha salarial é a base mais estável
de incidência de impostos", afirmou o secretário.
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O Globo, 22 de abril de 2009
Com ProUni, estudantes empregados
sobem de 56% para 80%
Alunos recém-formados
por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) estão saindo
do ensino superior empregados e dizem que tanto a renda familiar como
sua vida melhoraram após iniciar o curso.
Essas são conclusões
de pesquisa inédita realizada com 1,2 mil recém-formados.
Uma das principais bandeiras do Governo Lula usadas na campanha da reeleição
em 2006, o ProUni começou a formar os primeiros estudantes em
janeiro deste ano.
O levantamento, feito por telefone
no mês passado pelo Instituto Ibope a pedido do Ministério
da Educação, apontou que 80% dos entrevistados disseram
estar saindo da universidade com emprego garantido.
Esse índice era de 56%
antes de os estudantes entrarem no programa. Além disso, 68% afirmaram
que a renda familiar aumentou desde a entrada na faculdade, sendo que
a maioria, 40%, diz que a melhoria foi pequena. Outros 28% afirmam que
sua renda melhorou muito.
Há, no entanto, diferenças
significativas entre as regiões pesquisadas. No Norte e Centro-Oeste
- onde é registrada a menor oferta de cursos superiores no País
- 36% informaram que sua renda aumentou muito. Já no Sul, 69%
afirmaram que houve melhoria, mas apenas 23% disseram ter registrado
um aumento significativo.
Criado em 2004, o ProUni selecionou
sua primeira turma de beneficiados no ano seguinte. Estudantes que cursaram
o ensino médio em escola pública e com renda familiar per
capita de até 3 salários mínimos podem concorrer
a bolsas integrais ou parciais em instituições particulares
de ensino superior usando a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem).
As instituições
filantrópicas concedem as bolsas para cumprir a exigência
legal, já que elas têm isenção de impostos.
As outras instituições particulares têm abatimento
de alguns impostos federais em troca das bolsas.
A cada semestre são oferecidas
entre 100 mil e 150 mil bolsas integrais e parciais. Atualmente, o programa
atende cerca de 450 mil alunos. No início deste ano, cerca de
156 mil jovens formaram o primeiro grupo graduado totalmente dentro do
ProUni.
Diferenças
Nas regiões Sul e Sudeste, a taxa de empregados depois do ProUni é de
83% e 81%, respectivamente. No Norte e Centro-Oeste, a taxa de emprego subiu
33 pontos porcentuais, alcançando 79% de empregados.
Os jovens formados também
mostram estar satisfeitos com o fato de terem conseguido entrar em uma
faculdade: 68% acreditam que sua vida melhorou muito depois de ter entrado
no ensino superior e outros 26%, que melhorou pelo menos um pouco.
O levantamento aponta satisfação
dos bolsistas com o programa: 99% dizem que indicariam o ProUni para
amigos e familiares. Além disso, 8 em cada 10 afirmam que outras
pessoas na família ficaram motivadas a tentar uma vaga no ensino
superior depois que o entrevistado teve sucesso.
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Agência Brasil, 22
de abril de 2009
Banco Central não descarta
novas medidas para reduzir juros
O presidente do Banco Central
(BC), Henrique Meirelles, não descarta novas medidas para a redução
dos spreads bancários - diferença entre a taxa de captação
de recursos pelos bancos e o custo cobrado nos empréstimos ao
consumidor.
Ele considera que as medidas
adotadas pelo BC já surtem efeito na economia, mas é preciso
aguardar um pouco mais antes de novas decisões.
"Está havendo redução
gradual e algumas medidas já foram tomadas, como o Fundo Garantidor
de Crédito e o leilão de dólar sem direcionamento.
Estamos aguardando o efeito disso. E, caso seja necessário, poderemos
tomar novas medidas", afirmou.
Quanto às mudanças
nas cadernetas de poupança, Meirelles informou que, independentemente
da decisão do Governo, a idéia é "manter a
aplicação como grande canal de investimento e preservação
de patrimônio da população brasileira, principalmente
dos pequenos investidores".
Sobre a vinculação
do rendimento à Selic (taxa básica de juros), o presidente
do Banco Central disse que o Governo "não tem ainda nenhuma
decisão" à respeito das mudanças para a caderneta
de poupança.
As mudanças no rendimento
das cadernetas de poupança vêm sendo discutidas pela área
econômica por determinação do presidente Lula.
O objetivo é evitar
que os grandes poupadores usem esse tipo de aplicação
para proteger seus investimentos por causa da queda dos juros de outras
aplicações.
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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de abril de 2009 | Economia
FMI projeta perdas de us$ 4 bilhões
em países desenvolvidos
Agência Estado
O FMI estima que as perdas agregadas no sistema financeiro internacional ligadas
a ativos que se originaram nos Estados Unidos e outras regiões nos chamados
mercados maduros (por incluírem financiamentos e títulos originados
na Europa e no Japão) podem totalizar US$ 4,1 trilhões, de acordo
com o Relatório de Estabilidade Financeira Global (GFSR, na sigla em
inglês).
Para o acumulado no período
que vai de 2007 a 2010, a projeção de baixas contábeis
aumentou em reflexo da "piora" no cenário básico
traçado pelo Fundo para o crescimento econômico e foi feita "sob
um cenário de recessão global", afirma o FMI.
No período em questão,
o Fundo elevou as projeções de perdas aos detentores dos
ativos que foram originados nos EUA de US$ 2,2 trilhões para US$
2,7 trilhões ou US$ 2,8 trilhões (quando se contabiliza
o total de US$ 340 bilhões de baixas ligadas a ativos dos mercados
emergentes). De acordo com o FMI, um terço dessas perdas já ocorreu.
Vale lembrar que, em outubro de 2008, durante o Encontro Anual, o número
projetado para as perdas de ativos originados nos EUA era de US$ 1,4
trilhão.
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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de abril de 2009 | Política
Ritmo do PAC não reflete discurso
de Lula
Agência Estado
O desempenho do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está longe
de refletir o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em defesa
da ampliação dos investimentos públicos para enfrentar
a crise mundial. Nos dois primeiros anos de existência do PAC, o governo
federal conseguiu gastar apenas 28% do orçamento destinado aos projetos.
Agora, se quiserem cumprir o cronograma previsto e inaugurar as obras até 2010,
ano da eleição do substituto de Lula, os ministérios terão
de gastar mais de R$ 37 bilhões em apenas um ano, o dobro da soma das
execuções de 2007 e 2008, segundo cálculos da Confederação
Nacional da Indústria (CNI).
Os primeiros números
do ano, no entanto, não apontam para este caminho. Até 31
de março, o governo havia gasto apenas 4% dos recursos disponíveis.
Se forem excluídos os valores de restos a pagar (empenhados em
anos anteriores, mas não desembolsados), a execução
cai perigosamente para 0,8% do orçamento atual. Nesse ritmo, especialistas
calculam que apenas metade das obras do PAC, que dependem de recursos
do governo, será concluída até o ano que vem. "O
que podemos concluir é que há muita propaganda e nenhuma
gestão para acelerar os investimentos", afirma o professor
de avaliação de empresas do Ibmec São Paulo, Eduardo
Padilha, especialista em infraestrutura.
A crítica é que,
apesar de haver recursos disponíveis para os investimentos, o
dinheiro não chega na ponta final. Exemplo disso é que
uma prática que deveria ser exceção acabou virando
regra no Brasil. Trata-se dos restos a pagar. Segundo os dados da CNI,
o País iniciou o ano com mais de R$ 18 bilhões referentes
a recursos de orçamentos passados que não foram pagos até hoje.
No início de 2008, esse número estava em R$ 12,8 bilhões. "O
crescimento dessa conta é um reflexo da morosidade das obras no
Brasil, já que é a última etapa da execução
orçamentária", diz o especialista em contas públicas,
Raul Velloso.
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Gazeta
do Povo, 22 de abril de 2009
Farra aérea
Deputados podem ter aumento de 50% com pacote “moralizador”
Proposta de limitar gastos com passagens deve
incluir fim da verba indenizatória de R$ 15 mil mensais. Em
contrapartida, salário passaria de R$ 16,5 mil para R$ 24 mil
Uma semana depois de prometer regras transparentes
para o uso do dinheiro da cota de passagens aéreas dos deputados
e apresentar apenas uma resolução que oficializou a
farra da viagens, o comando da Câmara fará hoje nova
tentativa de editar um “pacote moralizador”. A proposta,
que será apresentada pelo presidente da Casa, Michel Temer
(PMDB-SP), na reunião da Mesa Diretora com o colégio
de líderes, foi discutida ao longo do feriado prolongado de
Tiradentes com outros parlamentares e combina teses polêmicas.
A resposta que a Câmara promete dar à opinião
pública, passados 78 dias de sucessivos escândalos,
viria em forma de um pacote que promete moralizar os gastos feitos
por deputados: fim da farra com as passagens aéreas, fim da
verba indenizatória e estabelecimento de cotas fixas para
gastos, uma espécie de “conta de serviços” com
várias rubricas, como postagens, impressos, telefones, deslocamentos
de funcionários e combustíveis.
Em compensação, deputados e
senadores receberiam aumento de 50% no salário e teriam direito
a um pacote de serviços, com valores e cotas definidos pelos
próprios parlamentares. As medidas, que exigem mudanças
constitucionais, teriam repercussão nas Assembleias e Câmaras
Municipais.
Incertezas
A resistência a medidas moralizadoras
e a possibilidade de ver o salário equiparado ao dos ministros
do Supremo Tribunal Federal (STF) – aumento de R$ 16,5 mil
para R$ 24 mil – já suscita dúvidas, mesmo entre
os deputados, sobre qual será a versão final do tal
pacote. O temor é que, no fim, a única decisão
concreta venha a ser o aumento de salário. O grande desafio é obter
respaldo interno para medidas éticas.
“Temos de conduzir esse processo. Não
podemos ir a reboque da imprensa e da opinião pública”,
afirma Temer. Ele quer convencer os deputados a aceitar regras de “racionalização
e transparência nos gastos, que resultem, em compensação,
em uma cifra vultosa de economia de recursos”.
Apesar de o momento de crise ser considerado
inconveniente para falar em aumento de salário, o líder
tucano, José Aníbal (SP), e o corregedor da Câmara,
ACM Neto (DEM-BA), também vão propor a extinção
da verba indenizatória de R$ 15 mil mensais para justificar
o reajuste de salário – medida que, em tese, já proporcionaria
uma economia de R$ 7,5 mil por deputado.
Na reunião de líderes da semana
passada, os parlamentares começaram tratando da moralização
no uso das passagens, mas acabaram por legalizar tudo o que era informal.
Os líderes chegaram ao ponto de sacramentar a prática
de “poupar” a cota, isto é, o direito de o parlamentar
acumular créditos para usar em viagens.
Novos casos
A assessoria de Temer divulgou nota oficial
na segunda-feira, admitindo que ele próprio também
gastou parte de sua cota de passagens aéreas com parentes
e terceiros. O presidente da Câmara defenderá na reunião
a proposta de que, a partir de agora, os bilhetes aéreos emitidos
pela Câmara sejam de uso restrito dos deputados e apenas para
o exercício da atividade parlamentar. E que, a cada emissão
de passagem, o nome do deputado e o trecho do voo seja publicado
na internet, para conhecimento geral. O deputado federal Fernando
Gabeira (PV-RJ) também confessou, anteontem, o uso da cota
aérea para pagar passagens a familiares.
Ontem veio à tona mais uma denúncia
envolvendo passagens da Câmara. O ministro do Tribunal de Contas
da União (TCU) Augusto Nardes viajou de Brasília para
Porto Alegre com uma passagem paga pela cota do deputado José Otávio
Germano (PP-RS), de acordo com informação divulgada
pelo site Congresso em Foco. O TCU informou que o dinheiro gasto
com a passagem foi devolvido. Mas não foram apresentados comprovantes.
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Gazeta do Povo, 22 de abril
de 2009
Farra aérea
Verba indenizatória é ainda
maior em estados e municípios
Os valores pagos pela Câmara e pelo Senado como verba indenizatória
são modestos se comparados aos gastos de deputados em sete estados.
Segundo levantamento da Câmara, os deputados estaduais de Alagoas, por
exemplo, recebem mensalmente R$ 39 mil para despesas com aluguel, manutenção
de escritórios, locomoção e alimentação.
O valor supera os R$ 15 mil pagos pelo Congresso a seus parlamentares.
Levantamento feito no início
de março pelo jornal Folha de S. Paulo revelava que os deputados
paranaenses tinham a terceira maior verba indenizatória. Atualmente,
cada parlamentar do Paraná tem direito a gastar R$ 27,5 mil mensais
em despesas com combustível, alimentação, hospedagem
e gastos administrativos – como gráfica e serviços
postais.
Conforme os números requisitados
pela Câmara Federal para embasar a proposta de extinguir a verba
indenizatória, além do Paraná, as Assembleias de
Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas e Mato Grosso
também gastam mais com seus deputados que os R$ 15 mil pagos no
Congresso. Em Santa Catarina, a verba indenizatória é de
R$ 38 mil. Em São Paulo, de R$ 17.450,00.
Economia
O “pacote moralizador” prometido
pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para conter
a sucessão de escândalos com os gastos de parlamentares
pode incluir o fim da verba indenizatória em todo o país,
o que seria feito por meio de emenda à Constituição.
A ideia é proibir o pagamento do adicional, sobre o qual não
incide o Imposto de Renda. A economia, segundo cálculos feitos
por técnicos do gabinete de Temer, somente nas Câmaras Municipais
das capitais, seria superior a R$ 70,3 milhões por ano. Nas Assembleias,
R$ 176,5 milhões seriam poupados por ano.
Para compensar parte dessa perda,
assim como fariam Câmara e Senado, deputados estaduais e vereadores
teriam os salários aumentados. No Congresso, os salários
de deputados e senadores seriam equiparados aos dos ministros do Supremo
Tribunal Federal – R$ 24,5 mil. Nas Assembleias, poderiam passar
de R$ 12.384,06 para R$ 18.375,00. Para arcar com essa despesa, as Câmaras
Municipais teriam de despender R$ 52,4 milhões. As Assembleias
gastariam R$ 115,1 milhões a mais.
O resultado final dessa conta,
com o fim da verba indenizatória, mas com o aumento dos salários,
seria uma economia de R$ 18,5 milhões anuais para as Câmaras
Municipais das capitais e de R$ 61,4 milhões para as Assembleias.
Se for levada adiante essa proposta, que primeiro depende de consenso
entre os integrantes da Mesa Diretora da Câmara, o texto precisará ser
aprovado em dois turnos por deputados e senadores.
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Folha de S.Paulo, 22 de abril
de 2009
ONG do PC do B recebe mais verba do
que prefeitos de SP
Instituição elogiada pelo TCU
recebeu R$ 8,5 mi do Esporte, pasta controlada pelo partido | Maior
doadora da campanha da ex-jogadora de basquete Karina, que dirige
a ONG, foi uma empresa que mantém contrato com a instituição
DA REPORTAGEM LOCAL
Uma ONG ligada ao PC do B recebeu
do Ministério do Esporte mais recursos do que 12 Estados ou todas
as prefeituras paulistas contempladas pela pasta no ano passado. O ministério é controlado
pela sigla desde o início do governo Lula.
A ONG Bola pra Frente, que recebeu R$ 8,5 milhões em 2008 do governo, é dirigida
pela ex-jogadora de basquete Karina Valéria Rodrigues, eleita, em Jaguariúna
(SP), vereadora pelo PC do B, no ano passado, com 642 votos. O partido elegeu
outro vereador na mesma cidade com o mesmo número de votos, contra nenhum
nas eleições anteriores.
A verba do Ministério do Esporte é repassada por meio do Programa
Segundo Tempo, que promove práticas esportivas com alunos no período
em que eles não estão em aula.
A ONG promoveu uma licitação para escolher a fornecedora de alimentos
por dois anos. O valor do contrato é de R$ 4,4 milhões e a vencedora
foi a RNC Comércio de Produtos Alimentícios e Artigos Esportivos.
Essa empresa foi a maior doadora da campanha de Karina em 2008, responsável
por 54,3% dos R$ 28,5 mil arrecadados pela candidata. Em média, cada
voto recebido por Karina custou R$ 44.
Para comparação, cada voto dado ao prefeito paulistano, Gilberto
Kassab (DEM), custou R$ 7,85 e para a sua adversária Marta Suplicy (PT),
R$ 8,57. "Todas as doações são legais e declaradas",
diz Karina.
Ganhadores ou perdedores, os quase 380 mil candidatos a prefeito e vereador
gastaram cerca de R$ 2,2 bilhões nas eleições passadas,
segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Foram R$ 17 por eleitor.
Repasses
Somando-se todos os valores repassados por meio do Segundo Tempo para os Estados
de Acre, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso
do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa
Catarina, Sergipe e Tocantins chega-se a um total de R$ 8,3 milhões.
Somando-se os repasses para 23 prefeituras paulistas no último ano,
o total foi de R$ 5,35 milhões.
A sede da ONG fica na casa de Karina, enquanto a sede administrativa está em
uma sala no centro da cidade. A vereadora diz que não alterou o endereço
da sede por conta das correspondências.
Segundo o balanço de 2008, as despesas da instituição
somaram R$ 7,5 milhões, custo de R$ 418 anuais por aluno.
O gasto com pessoal totalizou R$ 1,82 milhão. As despesas operacionais
somaram R$ 4,3 milhões, entre elas R$ 132,5 mil com combustível
e lubrificantes e R$ 3,33 milhões com refeições e lanches
para os alunos.
TCU
O TCU (Tribunal de Contas da União) já fez duras observações
sobre repasses do programa Segundo Tempo. Mas citou apenas uma vez a Bola Pra
Frente, elogiando o trabalho.
De acordo com a ONG, são atendidas 18 mil crianças em cidades
do interior paulista. O dinheiro do ministério é responsável
por 81% da receita total.
Karina argumenta que, além do TCU, a CGU (Controladoria Geral da União)
também elogiou o trabalho da ONG. Apresenta ainda auditorias feitas
nas contas da instituição.
Sobre a filiação ao PC do B, diz que procurou o partido mais
ligado a esportes e que todos os seus projetos na Câmara são ligados
ao tema. Sempre que questionado sobre o Segundo Tempo, o Ministério
do Esporte diz que ligações partidárias não são
consideradas.
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ZERO HORA, 22 de abril de
2009 | Economia
TRABALHO
RS: Mínimo regional em fase
final de definição
Média de propostas para reajuste apresentadas por trabalhadores e empresários
ficaria em 5%, afirma secretárioNos próximos dias, a Casa Civil
deve enviar à Assembleia Legislativa uma proposta de reajuste do salário
mínimo regional. O valor ainda depende de discussão com o conselho
político e com a governadora Yeda Crusius.
Segundo o chefe da Casa Civil,
José Alberto Wenzel, os índices possíveis de aumento
variam de zero a 12%, considerando as propostas apresentadas por entidades
de trabalhadores e empresários.
– Não temos o índice
definido, mas a média entre estas propostas ficaria em torno de
5%. Entretanto, teremos de avaliar a questão da crise financeira
para decidir. Isso deve ocorrer até o final desta semana – disse
Wenzel.
Os estudos do índice são
feitos pelas secretarias da Fazenda e do Planejamento. Antes de confirmar
o percentual, o secretário quer se reunir com o conselho político
do governo, o que deve ocorrer até a segunda-feira.
– A proposta deve estar
afinada com o esforço do governo em garantir a manutenção
do emprego dentro do atual momento de crise – afirmou.
Se o percentual ficar na média
das propostas, de 5%, não agradará à Central Única
dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT-RS). Para o presidente da
entidade, Celso Woyciechowski, mantendo-se o critério de reajuste
utilizado no ano passado, a média do crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB) dos últimos dois anos mais a correção
pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o
aumento teria de ser de 11,64%. A CUT-RS quer correção
de 15%, para recompor parte das perdas do piso regional frente ao nacional.
– Não podemos esquecer
que são os salários que movimentam a economia, aumentando
o poder de compra do trabalhador – ressalta Woyciechowski.
Apesar de o governo ainda não
ter encaminhado o projeto de reajuste à Assembleia, o piso gaúcho
tem o dia 1º de maio como referência, e os trabalhadores receberão
a diferença nos próximos contracheques.
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O DIA, 22 de abril de 2009
Extrato do INSS nos bancos
A partir do dia 1º, trabalhadores poderão
acessar comprovantes previdenciário e do FGTS em caixas eletrônicos
Rio - A Caixa Econômica
Federal e o Banco do Brasil (BB) vão começar a fornecer
extratos do INSS e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)
a partir da semana que vem em seus caixas eletrônicos e pela Internet.
Os testes nos sistemas das duas instituições deverão
ser finalizados até o dia 30, e os trabalhadores poderão
retirar o demonstrativo do histórico previdenciário e acompanhar
os depósitos regulares nas contas do Fundo de Garantia a partir
do dia 1º.
Segundo o ministro da Previdência,
José Pimentel, essa é uma primeira fase do programa que
amplia o acesso aos dados e dá mais transparência ao Cadastro
Nacional de Informações Sociais (Cnis). Antes, para emitir
o extrato, o segurado do INSS precisava ter uma senha para acessar os
dados da Dataprev, que só era concedida nas agências. O
próximo passo é enviar ao Congresso Nacional um projeto
de lei para conceder aos bancos privados os mesmos direitos. Hoje, por
questões de sigilo, essas instituições não
podem acessar os dados do Cnis e do FGTS.
O cartão do banco
dará direito ao acesso a um item no campo ‘Extratos’ dos
caixas eletrônicos. Os trabalhadores que têm contas nos
bancos privados também poderão retirar o extrato desde
que tenham o Cartão do Cidadão que, pela rede da Caixa,
dará acesso às informações. O ministro
José Pimentel anunciou a medida no mês passado, durante
uma visita ao Rio de Janeiro.
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CORREIO 24 HORAS/ BAHIA,
22 de abril de 2009
Proibição de amianto
pode tornar construção civil dependente, diz FGV
A proibição da extração, uso e comercialização
de amianto do tipo crisotila no Brasil pode causar um colapso no fornecimento
de telhas, que recobrem mais de 50% das moradias no país, além
de provocar impacto negativo na geração de empregos do setor,
segundo mostra um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV). A
pesquisa foi encomendada pela Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo (Fiesp).
O uso de produtos à base
do amianto é questionado pelo Ministério do Meio Ambiente
e já conta com adesão dos estados de São Paulo,
do Rio de Janeiro, de Pernambuco e do Rio Grande do Sul.
O estudo realizado pela FGV destaca
que foram usados apenas critérios econômicos sobre o impacto
que a proibição dos derivados do amianto provocaria, sem
entrar no mérito quanto à questão da saúde.
Segundo a FGV, não há nenhuma alternativa de substituição
a curto prazo do produto, o que poderia levar a construção
civil brasileira a uma dependência externa. O texto destaca também
que haveria um longo período de adaptação para substituir
a tecnologia.
A retirada de cena do uso do
amianto colocaria em risco também o andamento do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC).
Milhares de trabalhadores do
setor participaram sexta-feira (17) de uma manifestação
na Esplanada dos Ministérios em defesa da exploração
e comercialização de compostos de amianto – usados
na produção de equipamentos automobilísticos à base
de fibras e na fabricação de telhas e caixas d'água.
Eles tentaram sensibilizar o
governo e os poderes Legislativo e Judiciário sobre a importância
econômica do produto e para a manutenção de seus
empregos. Entre ocupações diretas e indiretas, o setor
emprega cerca de 170 mil trabalhadores, e responde por R$ 2,6 bilhões
em exportações por ano. A cidade de Minaçu, no norte
de Goiás, concentra a única mina de amianto crisotila da
América Latina.
O movimento realizado em Brasília
em defesa do amianto foi promovido pela Comissão Nacional dos
Trabalhadores do Amianto (CNTA) e centrais sindicais. Josélio
Pires Cunha, um dos manifestantes, afirmou que está aposentado
e trabalhou na reserva de Minaçu durante 8 anos e não teve
nenhum problema de saúde. Segundo ele, a tecnologia hoje empregada
para extração do amianto é toda feita por máquinas
e utiliza água para evitar a poeira do produto, apontada como
elemento cancerígeno. Ele disse que 'muito mais perigosa é a
manipulação de amônia' feita na cidade goiana de
Niquelândia 'e ninguém fala nada'.
Romeu Petrônio Souza, outro
morador da cidade que estava na manifestação, afirmou que,
se a mina for fechada, município de 30 mil habitantes vai virar
uma cidade fantasma. Segundo ele, 'quando morre uma pessoa de setenta
anos na região, todos dizem que foi por causa do amianto'. 'Mas
a média de vida do brasileiro não está abaixo dos
70?', pergunta. Matilde Siqueira, também moradora de Minaçu,
tem um irmão que é funcionário da mineradora que
explora o amianto. Ela diz que apesar da segurança que hoje existe,
sua família fica sempre preocupada com a possibilidade dele adoecer.
O governador de Goiás,
Alcides Rodrigues, já se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal
Federal (STF), Gilmar Mendes, para defender a atividade, a propósito
de ação impetrada na Corte pela Associação
Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) e pela Associação
Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).
Eles questionam a Lei federal
9.055/95 que permite a exploração e a comercialização
do amianto crisotila no país. Na ocasião, o governador
defendeu que o amianto crisotila, é diferente do tipo anfibólio,
e não oferece maiores riscos se explorado com as devidas precauções.
Além disso, Rodrigues mencionou a importância econômica
do produto para o estado.
(com informações
da Agência Brasil)
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
22/04/2009
Intervalo entre dano moral e ajuizamento
da ação não caracteriza perdão tácito
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho, acompanhando voto do ministro Alberto Bresciani,
rejeitou a alegação de ocorrência do chamado “perdão
tácito” feita pela defesa de uma loja de calçados
de Goiânia (GO), tendo em vista o transcurso de tempo entre o dano
moral sofrido por um ex-empregado e o ajuizamento de sua ação
trabalhista. A ação foi proposta um ano e sete meses após
o fim das revistas pessoais a que eram submetidos os vendedores da loja
Flavios Calçados e Esportes Ltda..
O ministro Bresciani destacou
em seu voto que a ação foi ajuizada dentro do prazo prescricional
de dois anos previsto na Constituição (artigo 7º,
XXIX), não havendo que se cogitar de prescrição
da pretensão de reparar o dano à intimidade sofrido. “Tendo
em vista a impossibilidade de a lesão ao direito à intimidade
convalescer com o passar do tempo, não há que se cogitar
de perdão tácito pelo transcurso de um período entre
o dano e o ajuizamento da ação em que se busca a respectiva
reparação”, afirmou.
Na ação, o vendedor
requereu indenização por danos morais, pois, além
de ser desviado da função por várias vezes, para
conferir estoques, classificar e limpar mercadorias, faxinar a loja após
o expediente, distribuir panfletos de propagandas nas calçadas
e semáforos da cidade, ainda participava do sorteio em que cerca
de 40% dos empregados eram submetidos à revista íntima
todos os dias, na sala de treinamento ou banheiro, onde abaixavam as
calças na presença do gerente da loja e do segurança.
O juiz da 6ª Vara do Trabalho
de Goiânia, após depoimentos de testemunhas, entendeu que
o desvio de função não gerava danos morais, mas
quanto à revista íntima, concluiu ter sido abusiva por
ferir direitos inerentes à personalidade, deferindo, assim, ao
vendedor a indenização de R$ 10 mil por danos morais. A
Flávios recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região
(GO) alegando que abolira a revista íntima em abril de 2004 e
o fato de o vendedor pleitear a indenização somente em
março de 2006 indicava o seu perdão tácito.
“Não há que
se falar em perdão tácito, considerando a subordinação à qual
está submetido o empregado no curso de seu contrato, diferente
do perdão tácito do empregador. Não se pode exigir
que o empregado se rebele, rescinda o contrato por via indireta, para
sofrer depois as consequências financeiras, dentre outras, do desemprego ”,
concluiu o TRT/GO. Para o Regional, a empresa pode vigiar seu patrimônio,
tomando cuidados necessários para evitar furtos, mas é importante
que as medidas tomadas respeitem os trabalhadores e não ofendam
sua dignidade e intimidade. O Tribunal, entretanto, reduziu o valor da
indenização para R$ 5 mil.
O ministro Bresciani destacou
ainda em seu voto que o direito à intimidade insere-se nos direitos
da personalidade, marcados pelas características de absolutos,
indisponíveis relativamente, imprescritíveis e extrapatrimoniais. “No
caso dos autos, o TRT delimitou que a ré realizava revistas em
seus empregados de forma abusiva. Não obstante a Constituição
Federal garantir o direito de propriedade, é indene de dúvidas
que deve atender à sua função social. A proteção
do patrimônio do empregador não pode desconsiderar as vocações
do ordenamento jurídico, especialmente a dignidade da pessoa humana”,
concluiu Bresciani. (RR-532/2006-006-18-00.0)
(Lourdes Côrtes)
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22/04/2009
TST afasta indenização
por submissão de empregado a detector de mentiras
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho acolheu recurso da American Airlines Inc. e da Prudencial
Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo Ltda. e excluiu
a condenação imposta às duas empresas relativa ao
pagamento de indenização por danos morais (no valor de
R$ 11.800,00) a um ex-empregado submetido a testes regulares de polígrafo,
mais conhecido como “detector de mentiras”. Para o relator
do recurso, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, está claro
que a adoção da medida decorre de recomendação
do governo dos Estados Unidos às empresas aéreas norte-americanas
após os atentados de 11 de setembro de 2001, tendo como objetivo
reforçar a segurança, inclusive a do próprio trabalhador.
Embora tenha reconhecido que
a situação é constrangedora, Corrêa da Veiga
afirmou que não há provas de que o uso do equipamento Polygraph
Examination tenha provocado qualquer efeito prático punitivo em
relação ao contrato de trabalho do empregado, que exercia
a função de “agente de segurança de aeronave
e de passageiros” no Aeroporto de Confins (MG). O contrato entre
a American Airlines e a Prudential Serviços de fornecimento de
mão-de-obra terceirizada prevê a submissão dos agentes
de segurança ao teste do polígrafo. O equipamento verifica
reações musculares e de sudorese, batimentos cardíacos
e outras reações fisiológicas e emocionais enquanto
a pessoa é interrogada, com o objetivo de verificar se as respostas
são acompanhadas da inquietação típica de
quem mente.
O relator afirmou que não
discutiu a legalidade da utilização do sistema de detecção
de mentiras, “cujas oscilações e aplicações
no meio penal não são incondicionalmente aceitas com o
fim de busca da verdade”, mas se sua utilização importa
em ofensa à honra, à dignidade e à intimidade do
trabalhador a ponto de ensejar reparação por danos morais.
Para ele, não há esta ofensa. “Inexistindo fatos
incontroversos, inclusive sem qualquer notícia de que a dispensa
tenha se dado por reprovação no referido teste, tem-se
que resta apenas ao julgador verificar se houve abuso do poder diretivo
do empregador, em razão da utilização do exercício
regular de um direito que, no caso, é a defesa do seu patrimônio
e da observância de normas aeroportuárias com o fim de preservação
da integridade de todos que utilizam o sistema, inclusive o trabalhador”,
afirmou.
O ministro acrescentou que a
preocupação com segurança atualmente atinge todos
que utilizam aeroportos e são submetidos a revistas e a detectores
de metais, numa sucessão de constrangimentos. A decisão
da Sexta Turma, entretanto, não foi unânime. O ministro
Maurício Godinho Delgado divergiu do relator, votando vencido
pela manutenção do acórdão do TRT da 3ª Região
(MG). Para ele, a utilização do polígrafo extrapola
o exercício do poder empregatício porque o sistema não é reconhecido
pelo ordenamento jurídico brasileiro e, de acordo com jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal, quando o meio de prova não é lícito,
a prova não vale. Godinho ressaltou ainda que o detector de mentiras é utilizado
somente por empresas norte-americanas de aviação e, se
a medida fosse realmente indispensável, já teria sido adotada
pelas companhias de aviação de outras nacionalidades. O
ministro Horácio de Senna Pires acompanhou o voto do relator.
Como funciona o detector de mentiras
Na ação trabalhista,
o empregado informa que foi submetido ao Polygraph Examination antes
de ser contratado e uma vez por ano ao longo do contrato de trabalho.
Relata que aceitou a prática, pois sabia que o teste era indispensável
para a contratação e posterior permanência na empresa.
Durante o teste, coloca-se um sensor em um dos braços da pessoa
interrogada para medição do pulso e da pressão arterial.
Um tubo flexível ajustado no tórax permite a observação
da respiração. Dois eletrodos nas mãos ou braços
medem as variações elétricas e um sensor de movimentos
colocado nas pernas mede a contração involuntária
dos músculos. Em seguida, o interrogatório é iniciado.
O equipamento é fornecido por uma empresa da Flórida (EUA).
Na ação, o agente
de segurança transcreveu as perguntas feitas ao longo dos interrogatórios,
entre elas: Usa bebibas alcoólicas?; Usa narcóticos?; Vende
ou já vendeu narcóticos?; Cometeu crime ou já foi
preso?; Deve para alguém? Quem? Quanto?; Já roubou no local
onde trabalha?; Com seu conhecimento, permitiu contrabando em alguma
aeronave?; Permitiu que alguém violasse os procedimentos de segurança?;
Transportou droga ilegal em um avião?; Intencionalmente permitiu
que alguém viajasse com documentos falsos? Desde seu último
teste, usou drogas ilegais? (RR 317/2003-092-03-00.9)
(Virginia Pardal)
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22/04/2009
Gerente acusado de fraude não comprovada
receberá indenização
A Quarta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho manteve a decisão que condenou o Banco ABN AMRO Real
S/A e o Banco de Pernambuco (Bandepe) a pagarem R$ 50 mil de indenização
pelas humilhações sofridas pelo trabalhador. A Turma rejeitou
apelo dos bancos para reformar o acórdão do Tribunal Regional
do Trabalho da 6ª Região (PE). Sem comprovação
da sua participação em eventos fraudulentos, o gerente
foi advertido publicamente, e acusou o banco de perseguição,
obtendo indenização por danos morais por decisão
da Justiça do Trabalho.
A sentença da 5ª Vara
do Trabalho de Recife, de agosto de 2002, foi questionada pelos empregadores
em recurso ao TRT/PE, que em nada alterou o entendimento da Vara. O Regional
considerou que as punições impostas ao gerente revelam “extravagância
do poder potestativo patronal, o qual não está autorizado
a atingir, inclusive, a órbita pessoal do empregado”. Os
julgadores entenderam que a transgressão demonstra “afetação à honra
e à dignidade da pessoa do trabalhador, a autorizar a reparação
devida, no que acertadamente decidiu o juízo de origem”.
Ao manter a concessão
da indenização, o Tribunal Regional salientou que “o
comportamento inadequado” da empregada envolvida na fraude não
transfere ao gerente “a responsabilidade negativa consequente,
ademais, quando não restou comprovada a sua participação
na consecução dos fatos desabonadores”. Após
esse julgamento, os bancos recorreram ao TST, alegando que o acórdão
regional, nesse tema, violava artigos da CLT e do CPC.
No entanto, a relatora do recurso
no TST, ministra Maria de Assis Calsing, avaliou que não procede
o inconformismo das empresas, pois a conclusão do TRT/PE, ao considerar
extravagante a conduta dos bancos, “não depende da titularidade
da prova produzida e é suficiente para o deferimento do direito
pleiteado, sem que o julgador regional incorra em ofensa aos artigos
818 da CLT, 128, 333, I, 460 e 515, caput e parágrafos 1º e
2º, do CPC”.
Relato
O trabalhador conta que foi admitido
pelo Banco ABN AMRO Real S.A. em setembro de 1973, como chefe de escritório
da filial de Recife (PE) e, em abril de 1975, foi promovido a gerente.
Em agosto de 1977, transferido para o Rio de Janeiro, ali permaneceu
até a ruptura do primeiro contrato de trabalho, em maio de 1979.
Em outubro de 1993, firmou novo contrato com o Banco ABN, para a função
de gerente de CDC da filial de Recife. Em 1994, devido a seu desempenho
profissional, afirma o gerente, passou a integrar o Comitê de Concorrência,
um órgão consultivo formado apenas pelos gerentes das dez
filiais com o maior volume de financiamento. Posteriormente, integrou
também, desde a sua criação em abril de 1995, o
Comitê Aymoré, órgão executivo formado por
gerentes de filiais.
No fim de 1996, após detectada
fraude no setor CDC Lojistas e Pesados, área que não estava
submetida à sua supervisão, foi realizada auditoria interna
e instaurado inquérito policial para apurar a responsabilidade,
que concluíram pela inexistência de culpa do autor da reclamação
trabalhista. Apesar da conclusão da filial de Recife, a diretoria
do banco comunicou-lhe de forma pública e constrangedora, segundo
o gerente, em janeiro de 1997, a atribuição de responsabilidade
pela ocorrência do furto cometido por uma funcionária do
CDC Lojistas e Pesados. Assim, ele seria afastado do Comitê Aymoré,
receberia uma carta de advertência e deixaria de receber um bônus.
Entretanto, posteriormente, a
decisão da diretoria foi revista, sendo paga novamente a gratificação
suprimida e o funcionário reintegrado ao Comité Aymoré.
O trabalhador relata que, depois disso, continuou sofrendo perseguições,
com múltiplas transferências de agências, devolução
de veículo que estava à sua disposição desde
1994 e, em março de 1999, transferência para o Bandepe,
onde ficou sem função e sem participar de reuniões.
Demitido em maio de 2000, o trabalhador
ajuizou a ação em dezembro de 2001, obtendo o deferimento
da indenização pela Vara de Recife. Para reformar a decisão
do Regional de manutenção do pedido, a Quarta Turma teria
que avaliar o conjunto das provas dos autos, “procedimento vedado
a esta Corte pela Súmula nº 126/TST”, esclareceu a
ministra Calsing. (RR-1596/2001-005-06-00.3)
(Lourdes Tavares)
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22/04/2009
Sancionada lei que altera dispositivos da
CLT
O presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei nº 11.925, de
17 de abril de 2009, que dá nova redação a dois
dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT:
o artigo 830, que trata de cópia autenticada de documento oferecido
como prova, e o artigo 895, sobre recurso ordinário para a instância
superior.
O novo texto, publicado na edição
extra do Diário Oficial da União do dia 17 de abril de
2009, estabelece:
“Art. 1º - Os arts.
830 e 895 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada
pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, passam a
vigorar com a seguinte redação:
‘Art. 830. O documento
em cópia oferecido para prova poderá ser declarado autêntico
pelo próprio advogado, sob sua responsabilidade pessoal.
Parágrafo único.
Impugnada a autenticidade da cópia, a parte que a produziu será intimada
para apresentar cópias devidamente autenticadas ou o original,
cabendo ao serventuário competent proceder à conferência
e certificar a conformidade entre esses documentos.’
‘Art. 895.
I - das decisões definitivas
ou terminativas das Varas e Juízos, no prazo de 8 (oito) dias;
e
II - das decisões definitivas
ou terminativas dos Tribunais Regionais, em processos de sua competência
originária, no prazo de 8 (oito) dias, quer nos dissídios
individuais, quer nos dissídios coletivos.’
Art. 2º - Esta Lei entra
em vigor 90 (noventa) dias após a data de sua publicação.”
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