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Folha de S.Paulo, 28 de
abril de 2009
CONSTRUÇÃO
Operários fazem protesto em
SP por aumento real de 5,5%
DA REPORTAGEM LOCAL
Trabalhadores da construção
civil fizeram ontem paralisações de advertência
em obras da capital paulista para pedir aumento real de 5,5%, além
de perdas da inflação dos últimos 12 meses. A
categoria ameaça greve por tempo indeterminado em maio, caso
o setor não ofereça aumento até o dia 11.
As paralisações ocorreram ontem entre as 5h e as 12h e tiveram
a adesão de 80% dos operários de 9.000 canteiros da cidade, segundo
o Sintracon-SP (sindicato dos trabalhadores). Cerca de 20 mil fizeram manifestação
na zona sul de São Paulo, segundo Antonio de Sousa Ramalho, presidente
do sindicato.
Para os representantes da indústria, os números dos sindicalistas
estão "superestimados". O SindusCon-SP (sindicato da indústria)
informou que o trabalho foi "normal" em "praticamente todas" as
obras da cidade.
" A manifestação foi totalmente fora de hora porque não
interrompemos as negociações. Apesar de o setor ter contratado
neste ano, as admissões foram em patamares inferiores às de 2008,
cuja média era de 35 mil contratações por mês",
diz Haruo Ishikawa, vice-presidente de Relações Capital-Trabalho
do SindusCon-SP. (CR)
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Agência Diap, 28 de
abril de 2009
Agenda Política: centrais
realizam atos em comemoração ao 1º de maio
Em todo País, o movimento
sindical realiza atos para comemorar o Dia Internacional do Trabalhador.
Em São Paulo, as centrais promovem vários movimentos. CUT
fará atividades descentralizadas. Força faz festa na praça
Campo de Bagatelle. CTB, UGT e NCST fazem ato unificado
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva encontra-se com o colega peruano, Alan García, em
Rio Branco (AC), onde vão assinar um convênio de integração
energética.
Este acordo permitirá investimentos
de pelo menos US$ 4 bilhões na construção de seis
hidrelétricas, de acordo com informação da chancelaria
peruana. Os presidentes também inaugurarão a primeira linha
de ônibus para passageiros que unirá as regiões de
Madre de Dios, no Peru, e o Acre.
Na sexta-feira (1º), Dia
Internacional do Trabalhador, Lula estará no Rio de Janeiro, onde
participa da primeira extração de petróleo da recém-descoberta
reserva na área de pré-sal no campo de Tupi, na bacia de
Santos.
A Câmara poderá destravar
a pauta votando as duas medidas provisórias que restringem a votação
das demais matérias em pauta. E poderá votar ainda as medidas
saneadoras do uso indevido de passagens aéreas pelos deputados,
para coibir os abusos denunciados nos últimos dias. São
esperadas pressões para amenizar a regra que prevê uso dos
bilhetes apenas pelos parlamentares.
Veja, a seguir, os principais
acontecimentos políticos desta semana.
Segunda-feira
(27)
- O Conselho Sindical Regional da Baixada Santista debate a "crise, trabalho,
e financiamento público", com a participação das
centrais, DIAP, Dieese e o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
- Reunião do Parlamento
do Mercosul, em Assunção, Paraguai, para definição
do critério de proporcionalidade para a eleição
dos futuros representantes de cada país do bloco.
- Em Manaus, o presidente Lula
almoça com os governadores da Amazônia Legal e assina o
compromisso "Amazônia pela Cidadania". Também
visita obras e inaugura hospital e o conjunto habitacional "Lula" na
cidade.
- Em Santos (SP), o presidente
da Petrobras, Sérgio Gabrielli, faz conferência de abertura
do seminário "Gás na Economia", cujo objetivo é debater
os avanços nas atividades de exploração de petróleo
e gás na Bacia de Santos e seus reflexos na economia da Baixada
Santista.
- Lula encontra em Rio Branco,
no Acre, o presidente do Peru, Alan García. Depois, parte para
o município de Cruzeiro do Sul para a inauguração
de aeroporto internacional.
- Reunião de líderes
da Câmara dos Deputados para decidir como será a votação
em plenário do projeto que restringe o uso da cota de passagens
aéreas pelos deputados.
- Ainda na Câmara, há expectativa
para a votação da MP 457 que trata do parcelamento de débitos
dos municípios decorrentes de contribuições sociais
e da Previdência Social.
- Em São Paulo, a Fundação
Getúlio Vargas promove o seminário Impacto da Crise na
Gestão Governamental, que terá na abertura o governador
de SP, José Serra (PSDB), e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil),
ambos cotados para disputar a sucessão presidencial.
- O Tesouro Nacional divulga
resultado do governo central em março.
- Deputados do PT e sindicalistas
de São Paulo, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul promovem
o seminário intitulado "Desmonte do Estado: o modelo tucano
de governar", em Porto Alegre.
- O presidente do Cade, Arthur
Badin, fala sobre o projeto de reestruturação de defesa
da concorrência e suas implicações para o setor empresarial
e o consumidor em evento organizado pela Sociedade Brasileira de Estudos
Jurídicos Brasil-Alemanha, em São Paulo (12h às
14h).
Terça-feira
(28)
- O presidente do Peru, Alan García, viaja a Rio Branco, Acre, para
uma reunião com o presidente Lula, quando será firmado convênio
de integração energética que vai exigir investimentos
de mais de US$ 4 bilhões.
- O Copom se reúne nesta
terça e quarta-feira para decidir sobre a taxa básica de
juros, hoje em 11,25%. A expectativa do mercado é de nova queda,
entre 0,75% e 1%. A ata da reunião será divulgada na próxima
semana.
- A comissão especial
da Jornada Máxima de Trabalho realiza audiência pública
e reunião ordinária para deliberar sobre requerimentos
da pauta ordinária do colegiado.
- Audiência pública
conjunta, às 9h30, na sala 7 da Ala Alexandre Costa, das comissões
de Agricultura e Reforma Agrária, e de Meio Ambiente, Defesa do
Consumidor e Fiscalização e Controle, para debater a MP
que trata da regularização fundiária das ocupações
incidentes em terras situadas em áreas da União, no âmbito
da Amazônia da Legal.
Os ministros de Assuntos Estratégicos,
Mangabeira Unger; do Meio Ambiente, Carlos Minc; e do Desenvolvimento
Agrário, Guilherme Cassel, estão entre os convidados.
- A Comissão de Assuntos
Econômicos do Senado pode votar relatório da subcomissão
que discutiu marco regulatório para as agências reguladoras
e outros 14 setores da economia.
- A Comissão de Minas
e Energia da Câmara promove audiência pública sobre
reestruturação do Departamento Nacional de Produção
Mineral (14h30).
- O ministro da Justiça,
Tarso Genro, e o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando
Correa, participam de audiência pública na Comissão
de Constituição e Justiça do Senado sobre a Operação
Castelo de Areia, que investigou doações supostamente ilícitas
da empreiteira Camargo Corrêa a diversos partidos políticos.
- A Comissão de Seguridade
Social e Família da Câmara promove audiência pública
(14h30) para debater os avanços da política de medicamentos
genéricos aos 10 anos de sua implementação com Dirceu
Raposo, presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa).
- A Comissão Especial
sobre a Crise - Repercussão na Indústria (Câmara)
realiza audiência com o diretor de Estudos Macroeconômicos
do Ipea, João Sicsú, e outros.
- A Comissão de Viação
e Transportes da Câmara realiza audiência pública
(14hs) sobre o programa de novas concessões de rodovias federais
com Bernardo Figueiredo, Diretor-Geral da Agência Nacional de Transportes
Terrestres, Marcelo Perrupato, secretário de Política Nacional
de Transportes do Ministério dos Transportes, e outros.
- A Comissão de Agricultura
da Câmara realiza audiência pública sobre a liberação
de recursos de crédito rural e medidas de busca e apreensão
de máquinas e equipamentos agrícolas. Foram convidados,
entre outros, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a presidente
da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil,
senadora Kátia Abreu, e o presidente da Frente Parlamentar da
Agropecuária, deputado Valdir Colatto (PMDB/SC).
- Em São Paulo, a Fundação
Getúlio Vargas promove o seminário Impacto da Crise na
Gestão Governamental, que terá na abertura o governador
de São Paulo, José Serra (PSDB), e a ministra Dilma Rousseff
(Casa Civil), ambos cotados para disputar a sucessão presidencial.
- Início da reunião
do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco
Central.
- O Banco Central divulga resultado
do setor público consolidado em março.
- Prevista reunião da
Câmara de Comércio Exterior (Camex ).
- A Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel) promove audiência pública,
em Manaus, sobre as propostas de novos condicionamentos, metas de qualidade
e universalização para o Serviço Telefônico
Fixo Comutado (STFC).
Quarta-feira
(29)
- Pela manhã, o presidente Lula tem encontro com representantes da Confederação
Nacional dos Trabalhadores da Agricultura em Brasília. Em seguida, faz
reunião sobre o Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC).
- A comissão especial
sobre a crise - Serviços e Emprego realiza audiência pública
e também pode votar novos requerimentos para a realização
de mais audiências públicas para debater o tema.
- Em parceria com a Comissão
de Relações Exteriores, a Comissão de Trabalho vai
debater a atuação da Organização Internacional
do Trabalho (OIT) desde a sua instalação no Brasil, por
ocasião da comemoração de seus 90 anos.
- A Comissão de Direitos
Humanos e Minorias realiza audiência pública para debater
as propostas do relatório sobre a efetivação do
direito humano à moradia adequada no Brasil em 2007/2009.
- A comissão especial
da Lei da Anistia realiza audiência pública para debater
a questão dos trabalhadores do Arsenal de Marinha demitidos durante
a ditadura militar.
- Dom Hélder Câmara
será homenageado pelo Senado durante período do expediente
que antecede a sessão plenária deliberativa marcada para
as 14h, pelo transcurso do centenário de seu nascimento.
- O Copom anuncia a taxa básica
de juros (Selic).
- A comissão especial
de Desoneração Tributária do Transporte (Câmara)
realiza audiência pública sobre reduções tributárias
e previdenciárias com a secretária da Receita Federal,
Lina Vieira, o ministro da Previdência, José Pimentel, e
o presidente do Ipea, Márcio Pochmann.
- O presidente dos EUA, Barack
Obama , concede entrevista coletiva à imprensa (depois das 20h,
horário de Brasília) sobre os primeiros 100 dias de seu
governo.
- O Tesouro Nacional divulga
resultado do Governo central em abril.
- Divulgação do
IGP-M de abril.
Quinta-feira
(29)
- No Rio de Janeiro, o presidente Lula participa do lançamento do extrato
de informações previdenciárias. Depois, tem reunião
com o Comitê Olímpico Internacional (COI).
- Ainda no Rio de Janeiro, Lula
vai ao campo de Tupi onde assiste à primeira extração
de petróleo do local.
- A Comissão de Relações
Exteriores e Defesa Nacional do Senado realiza nova audiência pública
para instruir o projeto que aprova o texto do Protocolo de Adesão
da Venezuela ao Mercosul.
- A Comissão de Turismo
e Desporto da Câmara realiza audiência pública sobre
a proposta de liberação tarifária para destinos
internacionais e debate sobre a Política Nacional de Aviação
com a presidente da Anac, Solange Paiva, o presidente da TAM, David Barioni,
e o secretário de Aviação Civil, Jorge Godinho.
- O Banco Central divulga resultado
do setor público consolidado em abril.
- Seminário sobre Transações
Comerciais em Moedas Locais do Mercosul, em Assunção, Paraguai.
- Termina o prazo de entrega
da declaração do Imposto de Renda de pessoas físicas
para a Receita Federal.
Sexta-feira (1º): feriado
de 1º de Maio, Dia internacional do Trabalhador
- Em todo País, o movimento sindical realiza atos para comemorar o Dia
Internacional do Trabalhador.
- A Central Única dos
Trabalhadores (CUT) realiza atos descentralizados em SP, com oito celebrações, "sem
shows e sorteios", segundo a entidade.
- A Força Sindical faz
festa na praça Campo de Bagatelle, região norte de São
Paulo, onde haverá o sorteio de 20 automóveis zero km,
além de shows com artistas.
- Também em SP, a CTB
(Central dos Trabalhadores do Brasil), a UGT (União Geral dos
Trabalhadores) e a Nova Central realizam ato unificado.
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Portal CTB, 28 de abril de
2009
Desemprego avança no Brasil
e castiga mais os jovens, entre 16 e 24
Por Umberto Martins
As estatísticas divulgadas nesta sexta-feira (24) pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística) devem ser lidas como um sinal
de alerta para os sindicalistas. O desemprego continua avançando e deteriorando
o mercado de trabalho no Brasil. A população desocupada cresceu
0,5% em março na comparação com fevereiro, elevando a
taxa para 9%, a maior desde setembro de 2007.
Os jovens, especialmente os que
acabam de ingressar no mercado de trabalho, constituem o segmento mais
castigado. Em termos absolutos, pelo critério do IBGE (mais estreitos
do que os do Dieese), o exército de desempregados somou 2,1 milhões
de pessoas nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, 141 mil
a mais do que em fevereiro, o que representa uma alta de 7,3%. A variação
absoluta da população ocupada não foi significativa,
segundo o IBGE: ficou em 21 milhões, com alta de 9 mil pessoas.
Tais informações
são compatíveis com as divulgadas pelo Ministério
do Trabalho, com base no Caged, que constatou um saldo positivo entre
admissões e demissões em março. A taxa subiu em
função do crescimento vegetativo da população
economicamente ativa que procura vender sua força de trabalho
no mercado, estimado em 1,5 milhão de jovens trabalhadores e trabalhadoras.
O rendimento médio real
habitual do trabalhador em março foi de R$ 1.321,40, e ficou estável
em relação a fevereiro. Já na comparação
com março do ano passado, houve um aumento de 5%. O rendimento
médio real domiciliar per capita foi de R$ 850,81, e cresceu 1,7%
no mês.
Juventude:
21%
A população mais jovem é o segmento que mais sofre com
o desemprego. De acordo com a Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego para a faixa etária
de 16 a 24 anos subiu para 21,1% em março, a maior desde agosto de 2007.
Em fevereiro, a taxa para esse grupo era de 18,9%.
O gerente da pesquisa mensal
de emprego do IBGE, Cimar Azeredo, explica que a taxa para essa faixa
da população é geralmente mais alta porque falta
qualificação e experiência, dificultando a inserção
no mercado de trabalho. "Com a chegada da crise e um número
maior de pessoas procurando trabalho, a qualificação e
a experiência vão falar ainda mais alto", disse.
No que diz respeito ao desemprego
segundo o nível de escolaridade, Azeredo disse que a faixa mais
afetada pela crise é a de desocupados com 8 a 10 anos de estudo,
ou seja, que não completaram o segundo grau. Para esse grupo,
a taxa de desemprego subiu de 10,3% em fevereiro para 11,3% em março.
Procura
e oferta
Azeredo disse que o aumento da taxa de desemprego em março reflete um
quadro do mercado de trabalho no qual há uma demanda forte por emprego
e uma geração insuficiente de vagas. "O mercado não
gera postos e a procura é maior do que a oferta, o resultado dessa equação
só pode ser o aumento na desocupação", disse.
O número de desocupados
(sem trabalho e procurando emprego) voltou ao patamar de 2 milhões
nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE (São
Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre),
o que não ocorria desde setembro de 2007. Em março de 2009,
segundo a pesquisa mensal de emprego, havia 2,08 milhões de desocupados
nas seis regiões, com alta de 6,7% ante março do ano passado.
Segundo Azeredo, um sinal preocupante
em março foi a desaceleração no aumento do número
de empregados com carteira assinada, que subiu 2,5% ante março
de 2008, a menor variação ante igual mês de ano anterior
desde agosto de 2003.
O Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho de março,
divulgado na semana passada, indicou a criação de 34 mil
vagas formais no País, após saldo positivo de 9 mil postos
em fevereiro. A pesquisa do IBGE, mais ampla, não se restringe
ao mercado formal de trabalho, abarcando também assalariados sem
carteira assinada.
Setores
A indústria foi o setor da economia mais afetado pelo aumento do desemprego
em março, destacou Azeredo. A taxa de desemprego na indústria
praticamente dobrou de outubro do ano passado (3,1%), mês que marcou
o início dos efeitos da crise na produção industrial,
para março deste ano, quando chegou a 6,1%, a maior apurada pelo instituto
desde julho de 2003. Em fevereiro, a taxa de desemprego havia sido de 5,4%
no setor.
"Há um cenário
econômico que não está favorável, sobretudo
para a indústria, e isso tem efeitos no mercado de trabalho",
observou Azeredo. Em março, o número de pessoas ocupadas
na indústria caiu 1,5% ante fevereiro e recuou 1,2% por cento
ante março do ano passado.
Por outro lado, as maiores expansões
no número de ocupados no mês foram apuradas no grupamento
de educação, saúde e administração
pública, com alta de 2,0% ante fevereiro e de 3,6% ante março
de 2008.
São
Paulo
Principal polo concentrador da indústria brasileira, a região
metropolitana de São Paulo teve 41 mil postos fechados em março,
variação de 2,3% frente a fevereiro. Esse desempenho foi decisivo
para que o mercado de trabalho paulista registrasse 1,045 milhão de
desempregados. Desde maio de 2007, o contingente de desocupados em São
Paulo não ultrapassava a marca de 1 milhão de pessoas.
"Todo processo do mercado
se dá como um reflexo do cenário econômico. Se está em
crise, vai ter reflexo. O quanto vai afetar, a gente não sabe.
O que se vê é uma redução de contingente na
indústria, fazendo que tenha uma taxa de desocupação
mais alta, o que aponta mais dispensas", observou Azeredo.
O nível de emprego com
carteira assinada está em desaceleração. Na comparação
com março, houve variação negativa de 0,5%. Em "Pode-se
dizer que há uma desaceleração no processo de geração
de empregos com carteira. Em relação a igual período
no ano anterior, a taxa vinha crescendo acima de 4%", comentou.
Movimento
sindical
O avanço do desemprego ameaça as modestas conquistas obtidas
pela classe trabalhadora ao longo dos últimos anos nas negociações
com o patronato. A mudança do clima nas relações entre
capital e trabalho já é sensível nas campanhas salariais,
com o patronato aproveitando a conjuntura crítica, que deriva das próprias
contradições do sistema capitalista, para impor retrocessos como
a redução dos salários e a flexibilização
de direitos. O mercado formal de trabalho, que vinha crescendo, agora encolhe,
induzindo ao crescimento do precarização.
Resta ao movimento sindical a
alternativa de intensificar a mobilização e as lutas em
defesa do emprego, dos salários e dos direitos sociais.
É imperioso que as centrais
consolidem sua unidade e ampliem as pressões para que os capitalistas
abram mão de parte dos seus lucros e cessem com as demissões
e o Estado nacional tome medidas mais efetivas para contornar a crise
e defender a economia nacional, reduzindo radicalmente a taxa básica
de juros e o spread bancário, pondo fim ao superávit primário,
exigindo contrapartida social (garantia de emprego) aos benefícios
concedidos à iniciativa privada.
O Brasil precisa crescer
a taxas robustas para ampliar a oferta de emprego e reduzir a taxa
de desemprego que já é estruturalmente muito alta (uma
das maiores do mundo). A conjuntura fortalece a necessidade de realizar,
logo após o 1º de Maio, uma Marcha Emergencial em Brasília
pelo Emprego, conforme propõe a CTB.
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FOLHA DE LONDRINA, 28 de
abril de 2009 | Economia
Projeções do PIB têm
leve melhora
Após sete quedas seguidas das projeções para o Produto
Interno Bruto (PIB) em 2009, as estimativas do mercado financeiro para o ritmo
da economia brasileira mudaram de rumo esta semana. De acordo com a pesquisa
Focus, a expectativa de retração da economia em 2009 foi atenuada,
de uma queda de 0,49% para uma diminuição do PIB de 0,39%. Para
2010, a previsão de expansão foi mantida em 3,50% pela oitava
semana consecutiva.
No mesmo levantamento, a estimativa
de retração do setor industrial em 2009 piorou, de -3,75%
para -4%, ante expectativa diminuição da atividade de 2,74%
prevista um mês atrás. Para 2010, a mediana das previsões
sinaliza crescimento de 4% pela décima semana seguida.
Os analistas mantiveram a previsão
para o nível do dólar no fim deste ano em R$ 2,25. Para
o fim de 2010, a previsão oscilou um centavo de real, passando
de R$ 2,28 para R$ 2,27.
Os analistas melhoraram ligeiramente
a previsão para o déficit em conta corrente (saldo negativo
de todas as transações do País com o exterior) em
2009, segundo a pesquisa Focus. No levantamento, a mediana das previsões
para o déficit passou de US$ 20 bilhões para US$ 19,5 bilhões.
Essa foi a quinta melhora seguida da previsão. Para 2010, a previsão
passou de US$ 23,6 bilhões para US$ 23,55 bilhões.
Ainda segundo o levantamento,
a previsão de superávit comercial em 2009 permaneceu em
US$ 16 bilhões, enquanto para 2010, a estimativa de saldo comercial
subiu de US$ 14 bilhões para US$ 15 bilhões.
Analistas não alteraram
a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em
2009, que permanece em US$ 22 bilhões pela sexta semana seguida.
Para 2010, a estimativa de capital externo produtivo seguiu em US$
25 bilhões, número repetido há 22 pesquisas. (Agência
Estado)
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Folha de S.Paulo, 28 de abril
de 2009
JUROS
Selic deve cair para 10,25%, prevê mercado
DA FOLHA ONLINE, EM BRASÍLIA
O Comitê de Política
Monetária do Banco Central deve reduzir a taxa básica de
juros dos atuais 11,25% para 10,25% ao ano na reunião de amanhã,
segundo a expectativa de economistas ouvidos pelo próprio BC na
pesquisa semanal Focus. A previsão é que a Selic encerre
o ano a 9,25%, e o PIB caia 0,39% -na semana passada, a aposta era de
-0,49%.
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O ESTADO DO PARANÁ,
28 de abril de 2009 | Economia
'Vejo sem nenhum otimismo melhora
na economia'
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que vê, "sem
nenhum otimismo, melhoras na situação da economia brasileira".
No programa semanal de rádio "Café com o Presidente",
Lula citou como exemplo deste progresso a indústria automobilística,
o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o varejo, com
a redução de imposto da linha branca de eletrodomésticos.
"Não existe milagre.
O que existe são medidas concretas para motivar o consumidor brasileiro
a consumir, o comércio a vender e a indústria a produzir.
Isso vai gerar emprego, vai gerar renda", disse. Ele lembrou que
a indústria de automóveis voltou a produzir em março
deste ano mais do que em março de 2008. Lula também mencionou
as obras do PAC, que começarão a ter dois turnos de trabalho
para que se criem mais empregos.
Em relação ao varejo,
o presidente disse que os consumidores estão comprando. Segundo
Lula, a redução de tributos da linha branca (geladeiras,
fogões e lavadoras de roupas) é uma "demonstração
de que o governo está com muita disposição de fazer
com que a economia volte a crescer rapidamente".
"O Brasil, eu posso assegurar,
continua sendo um país com maiores possibilidades de sair dessa
crise muito fortalecido porque a crise chegou aqui, mas não chegou
na intensidade que ela está nos Estados Unidos ou que ela está na
Europa", disse.
O presidente reiterou que a crise
econômica mundial chegou ao Brasil mais tarde do que em outros
países e muito mais por causa da ausência de crédito
no mercado internacional. "Nós tínhamos 30% do crédito
brasileiro tomado em dólares por empresas brasileiras e, de repente,
esses dólares desapareceram. As empresas brasileiras voltaram-se
para o mercado interno, e nós não tínhamos dinheiro
para todo mundo."
Além disso, declarou,
os bancos ficaram seletivos, começaram a fazer mais exigências
para evitar riscos e aumentaram o spread (diferença entre o custo
de captação de dinheiro por um banco e a taxa de juros
por ele cobrada dos tomadores de empréstimos). "Isso causou
um problema muito sério", afirmou acreditar.
Lula admitiu também que
houve "pânico na sociedade". Conforme o presidente, de
tanto se falar em crise, um houve "certo bloqueio na compra de produtos
que, em situação normal, eles (consumidores) estariam comprando". "Quando
o governo se deu conta disso, tomou todas as medidas necessárias
para que a crise fosse amenizada e começássemos a extirpar
essa crise no Brasil", garantiu.
"Nós estamos
torcendo para que a crise nos Estados Unidos diminua, para que a crise
na Europa diminua, para que a crise no Japão diminua, porque
são países grandes exportadores, grandes produtores,
grandes consumidores, e, se eles estiverem bem, a economia mundial
tende a estar melhor", disse.
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O ESTADO DO PARANÁ,
28 de abril de 2009 | Economia
OIT teme agravamento da crise mundial
de emprego
Agência Estado
O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT),
Juan Somavia, alertou para a gravidade dos riscos atrelados ao desemprego diante
das projeções que indicam crescimento econômico recomeçando
apenas em 2010 e "fraca recuperação" depois disso.
A OIT está monitorando a situação, disse Somavia em pronunciamento,
uma vez que o pior caso delineado anteriormente pela organização,
baseado em projeções mais otimistas, indicava aumento de 50 milhões
de pessoas desempregadas em escala mundial durante 2008 e 2009. "O fermento
de uma recessão social está aí", acrescentou.
O pronunciamento foi feito, hoje,
no Comitê de Desenvolvimento, fórum conjunto do Fundo Monetário
Internacional (FMI) e Banco Mundial (Bird), depois de ter sido apresentado
ontem em comitê do FMI. "Com aproximadamente 45 milhões
de pessoas entrando no mercado de trabalho a cada ano, a crise de emprego
deve piorar acentuadamente à medida que a recessão tenha
aprofundamento", avaliou Somavia.
A preocupação do
diretor-geral da OIT deriva do fato de que a recuperação
no mercado de trabalho ocorre com "considerável defasagem" em
relação ao crescimento do PIB. O temor da OIT, diz Somavia, é que
aumente "significativamente" o número de homens e mulheres
que não irão conseguir sair da linha de pobreza caracterizada
por renda de US$ 1 ou US$ 2 por dia, por causa da recessão. "A
crise mundial de emprego poderia se tornar extremamente grave com sérias
consequências políticas e sociais", afirmou.
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Folha de S.Paulo, 28 de abril
de 2009
Construtora Klabin Segall é vendida
por R$ 154 mi
Investidor espanhol, que também controla
a Agra, assumirá empresa | Construtora tinha dívidas
de R$ 640 milhões e não honrou pagamento de debêntures;
papéis tiveram alta superior a 30% ontem
DA REPORTAGEM LOCAL
A Klabin Segall foi vendida ontem
para a Agra Empreendimentos Imobiliários e sua controladora, Veremonte
Participações. O valor total pago pela Klabin Segall foi
de R$ 154 milhões. Para dar liquidez imediata à Klabin,
no entanto, a Agra e a Veremonte colocarão, cada uma, R$ 10 milhões
no negócio, antes mesmo de a assembleia que deliberará sobre
a venda a ser realizada.
A venda envolve um aporte de R$ 100 milhões por parte da Veremonte e
ainda a inclusão de outros ativos imobiliários da Agra no valor
de R$ 44 milhões. Esses empreendimentos têm valor geral de vendas,
como é medida sua possível geração futura de receita,
de R$ 355 milhões.
Com o negócio, o empresário espanhol Enrique Bañuelos,
controlador da Veremonte, torna-se um dos consolidadores do setor do Brasil.
Bañuelos anunciou que pretende controlar seis empresas da área
no país por meio de uma holding. Em fevereiro, a Veremonte já havia
comprado 70% de participação da Abyara em parceria com a Agra.
Alavancagem
Com dívidas de quase R$ 640 milhões, a Klabin Segall foi mais
uma das construtoras que não resistiram à crise. A empresa foi
considerada investimento de "alto risco" pela alavancagem financeira,
segundo relatório do Banco Fator divulgado ontem. Isso porque a Klabin
Segall não cumpriu os compromissos financeiros das debêntures
(dívidas) em 2008 e pediu postergação do pagamento dos
juros das debêntures até o mês de junho.
O não cumprimento das obrigações fez com que a agência
de classificação de risco Standard & Poor's rebaixasse a
companhia, cuja prejuízo líquido no último trimestre do
ano foi de R$ 15,2 milhões.
Para concluir o negócio, as ações da Klabin Segall foram
avaliadas em R$ 1,83. Isso fez com que o valor da empresa fosse estimado em
R$ 112,5 milhões. A construtora continuará a ter capital aberto
e sendo negociada no Novo Mercado da Bovespa, segundo comunicado divulgado
ontem à noite ao mercado.
Os administradores Sérgio Segall, Oscar Segall e Antonio Setin permanecerão
na empresa e assinaram termos de não concorrência até 2014.
Ontem, as ações da Klabin Segall subiram mais de 30%, enquanto
o Ibovespa, indicador que abriga as ações mais negociadas na
Bolsa, caiu 2,04%. A possibilidade da concretização do negócio
havia sido noticiada ontem pelo jornal "Valor Econômico". A
operação, no entanto, não acarretará direito de
retirada para os acionistas da Klabin Segall.
Ontem, também, a Klabin Segall anunciou a venda de 25% de participação
no empreendimento Seridó, no Jardim América, em São Paulo,
por R$ 50 milhões. A participação foi vendida a um fundo
de private equity americano, pertencente ao grupo Golden Tree Insite Partners.
Procuradas, tanto a Klabin Segall quanto a Agra não concederam entrevista
e afirmaram que se pronunciarão em conferência a ser realizada
amanhã.
(CRISTIANE BARBIERI)
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Vermelho, 28 de abril de
2009
Saúde do trabalhador exige
mudanças na legislação. Debate em curso
Reformular a Legislação
para garantir a Saúde do Trabalhador é a proposta do seminário
que acontece nesta terça-feira (28), na Câmara dos Deputados,
para comemorar o Dia Mundial em Memória das Vítimas de
Acidentes de Trabalho.
Os deputados Ricardo Berzoini
(PT/SP), Pepe Vargas (PT/RS) e Jô Moraes (PCdoB/MG) farão
um grande debate sobre as propostas de alteração na lei,
as condições de trabalho nas empresas brasileiras e os
problemas enfrentados pelos trabalhadores em seu dia-a-dia.
O seminário, que reunirá representantes
das centrais sindicais CUT, CGTB, Força Sindical, NCST, UGT e
CTB, além do Fundacentro/SP e Antônio Rebouças, advogado
da área previdenciária e acidentária, vai propor
uma revisão na legislação. Os sindicalistas querem
aprimorar os mecanismos de defesa da saúde dos trabalhadores,
cobertura previdenciária adequada e investimentos em ambientes
de trabalho saudáveis.
A data de 28 de abril como Dia
Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho
surgiu no Canadá por iniciativa do movimento sindical, espalhando-se
por diversos países, e foi escolhido em razão de um acidente
que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia,
nos Estados Unidos, no ano de 1969.
Desde 2003, a Organização
Internacional do Trabalho (OIT) consagra a data à reflexão
sobre a segurança e saúde no trabalho. No Brasil, a data
foi instituída em 2005 como o Dia Nacional em Memória das
Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.
Vítimas
do trabalho
Em todo o mundo, milhões de trabalhadores se acidentam e centenas de
milhares morrem no exercício do trabalho a cada ano. No Brasil, os números
também são impressionantes: todos os anos, três mil trabalhadores
morrem - uma morte a cada duas horas de trabalho - e outros 300 mil se acidentam
- três acidentes a cada minuto trabalhado.
Dos trabalhadores mortos, 22
mil são crianças, vítimas do trabalho infantil.
Ainda segundo a OIT, todos os dias morrem, em média, cinco mil
trabalhadores devido a acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho.
As estimativas da OIT dão
conta der que ocorrem, anualmente no mundo, cerca de 270 milhões
de acidentes de trabalho, além de aproximadamente 160 milhões
de casos de doenças ocupacionais. Essas ocorrências chegam
a comprometer 4% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial. Cada acidente
ou doença representa, em média, a perda de quatro dias
de trabalho.
No Brasil, são gastos
bilhões em recursos públicos com os acidentes de trabalho,
pois a parte majoritária da assistência é prestada
pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os benefícios
por incapacidade temporária ou permanente, bem como as pensões
por morte dos beneficiários, são arcados com os recursos
do sistema de Previdência Social.
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Gazeta do Povo, 28 de abril
de 2009
Montadoras
GM fica a um passo de se tornar “semiestatal”
São Paulo - Em uma nova tentativa para evitar a concordata, a General
Motors propôs a troca de seus títulos de dívida por ações
da empresa. Se aprovado, o plano pode levar o governo dos Estados Unidos, seu
maior credor, a tomar o controle acionário da montadora. A proposta
de reestruturação, que inclui o fechamento de 13 fábricas
e metade das concessionárias, o corte de 21 mil funcionários
norte-americanos e a extinção da marca Pontiac, foi bem recebida
pelo mercado. As ações da GM subiram 20,71% e fecharam a US$
2,04, apesar do ceticismo de alguns analistas em relação à viabilidade
do plano.
O próprio presidente-executivo
da General Motors, Fritz Henderson, classificou como “tarefa difícil” convencer
os credores a fazer a conversão até o dia 26 de maio, prazo
previsto pela empresa para evitar a recuperação judicial.
A GM tem até o dia 1º de junho para apresentar ao governo
um programa de reestruturação satisfatório.
Se a proposta for aceita, a GM
afirmou que conseguirá se desfazer de US$ 44 bilhões em
dívidas. Nesse caso, o Tesouro dos EUA e o UAW, sindicato da indústria
automotiva, passariam a deter até 89% das ações
em circulação da empresa. Sozinho, o Tesouro ficaria com
mais da metade dos papéis.
Chrysler
Em outra notícia do problemático
mercado automotivo norte-americano, o grupo alemão Daimler (detentor
da marca Mercedes) renunciou aos seus 19,9% restantes de participação
na Chrysler e perdoou a dívida da qual é credor. O governo
americano deu até o dia 1º de maio para a Chrysler apresentar
um plano de reestruturação de suas responsabilidades financeiras
e operações e que inclui uma aliança com a Fiat.
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O ESTADO DO PARANÁ,
28 de abril de 2009 | Economia
Com reestruturação, GM
demitirá 21 mil nos EUA
Agência Estado
A montadora norte-americana General Motors (GM) anunciou hoje a revisão
de seu plano de viabilidade, que prevê a demissão de 21 mil pessoas
e a eliminação da marca Pontiac até o fim de 2010. A montadora
disse que irá se concentrar nas quatro marcas principais nos Estados
Unidos - Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC - e que reduzirá o número
de modelos para se focar em programas de desenvolvimento de novos produtos.
O número de modelos será reduzido de atuais 48 para 34 até o
ano que vem.
A companhia também irá reestruturar
sua rede de concessionárias nos EUA, reduzindo o número
de lojas em 42% até o fim de 2010. Tal corte implica o fechamento
de 500 lojas, mas em um prazo quatro anos menor do que foi proposto no
primeiro plano de viabilidade, apresentado em fevereiro deste ano. O
plano estima que a empresa terá 19,5% de fatia de mercado no fim
de 2009.
O executivo-chefe da GM, Fritz
Henderson, disse que a companhia está adotando "ações
difíceis, mas necessárias", que são cruciais
para a viabilidade de longo prazo da companhia. Ele afirmou que as negociações
com relação a mudanças nos contratos com o sindicato
dos trabalhadores, o United Auto Workers (UAW, na sigla em inglês),
ainda estão em curso.
A administração
do presidente norte-americano, Barack Obama, deu prazo à montadora
até 1º de junho para apresentar um plano de reestruturação
ou pedir concordata. Esse prazo foi dado depois de o governo ter rejeitado
o primeiro plano de viabilidade apresentado, em 17 de fevereiro.
Troca de papéis
A GM anunciou hoje uma oferta
para troca de US$ 27 bilhões em dívida não securitizada
por ações ordinárias da companhia. De acordo com
a montadora, o sucesso na troca de dívida por ações
permitirá que a GM se reorganize sem precisar recorrer à concordata.
A GM está oferecendo
225 ações ordinárias a cada US$ 1.000 do volume
principal da dívida em circulação. A troca será realizada
apenas se 90% dos credores concordarem com os termos. A companhia disse
por meio de um comunicado que espera pedir concordata se não
houver adesão suficiente. A data limite para os credores aderirem à oferta é 26
de maio. A proposta de troca de dívida por ações
foi encaminhada à Securities Exchange Commission (SEC), comissão
de valores mobiliários dos EUA. As informações
são da Dow Jones.
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FOLHA DE LONDRINA, 28 de
abril de 2009 | Cidades
Funcionários têm aula
na obra
Enquanto alguns têm dificuldades
para conciliar o trabalho e a escola, outros contam com apoio do patrão
para retomar a rotina da sala de aula. Este é o caso de um grupo
de dez funcionários de uma construtora de Londrina. Quatro dias
por semana, os trabalhadores deixam a atividade um pouco mais cedo e
têm uma hora de aula.
Oportunidade que o operário
Rosinaldo César Travassos da Costa, 39 anos, não pensou
duas vezes para aproveitar. Uma chance de retomar os estudos, que ele
abandonou na terceira série para trabalhar na colheita de laranja.
''Já leio e escrevo. Para mim, o curso não está difícil,
não'', afirma o trabalhador, que pretende voltar para a escola
quando as aulas na empreiteira terminarem.
O curso, de acordo com o diretor
de Recursos Humanos da empresa Aparecido Siqueira, vai durar oito meses
e foi pensado inicialmente para alfabetizar os funcionários. Ele
destaca que os funcionários não são obrigados a
participar e que todos os interessados são atendidos. A turma
atual é a segunda montada pela construtora, que pretende formar
novos grupos de trabalhadores-estudantes.
Para lecionar, a empresa contratou
a pedagoga Maria Cristina Sampaio e montou uma sala de aula numa obra
na Gleba Palhano (Zona Sul). Após encerrar o expediente meia hora
mais cedo que o normal, os funcionários têm tempo para tomar
banho, trocar de roupa e fazer uma lanche, que é oferecido pela
própria firma.
Maria Cristina não poupa
elogios aos alunos. Para ela, ensinar adultos é gratificante devido
ao interesse desmonstrado nas aulas. ''Acredito que o aprendizado vai
auxiliá-los até no trabalho. Hoje, até para operar
uma máquina o funcionário tem que saber ler'', destaca.
A história do operário
Osvaldo Aparecido Serrano, 42, é semelhante à de inúmeros
trabalhadores espalhados pelo País. Por ter começado a
trabalhar muito jovem, fez até a quarta séria do antigo
primário. E hoje sente falta do estudo para progredir na profissão
e buscar novas alternativas de sustento. Para isso, ressalta, saber ler
e escrever é fundamental. ''Sou jardineiro. Tenho que estudar
para poder tirar a carteira de motorista. Como tenho uma kombi, vou poder
pegar serviço nesses bairros que têm mansões'', planeja.
Fernando Rocha Faro
Reportagem Local
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FOLHA DE LONDRINA, 28 de abril de 2009 | Geral
Funcionários da Caixa em greve
Londrina - Arquitetos, engenheiros e advogados da Caixa Econômica Federal
de todo o país estão em greve por tempo indetermindado desde
a zero hora de hoje. Segundo o Sindicato dos Bancários de Londrina,
no Paraná a categoria envolve 100 funcionários, sendo 21 deles
na cidade. Os funcionários da área técnica reclamam a
instituição de um plano de carreira, cargos e salários
e apontam que os salários que recebem estariam muito abaixo dos práticados
pelo mercado. O movimento pode interferir, por exemplo, no andamento dos projetos
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Habitação.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
28/04/2009
Sétima Turma do TST afasta vínculo
de emprego concedido a diarista
O reconhecimento do vínculo
empregatício com o empregado doméstico está condicionado à continuidade
na prestação dos serviços, o que não se aplica
quando o trabalho é realizado durante apenas alguns dias da semana.
O entendimento foi aplicado pela Sétima Turma do Tribunal Superior
do Trabalho em julgamento envolvendo uma dona de casa de Curitiba (PR)
e uma diarista que lhe prestou serviços, a princípio, três
vezes por semana e, posteriormente, duas vezes. O relator do recurso
foi o ministro Pedro Paulo Manus.
De acordo com o ministro relator,
o artigo 3º da CLT exige, para o reconhecimento do vínculo
de emprego, dentre outros requisitos, a prestação de serviços
não eventual. Do mesmo modo, o artigo 1º da Lei nº 5.859/71
(que regulamenta a profissão do empregado doméstico) dispõe
que o empregado doméstico é aquele que presta serviços
de natureza contínua e de finalidade não lucrativa a uma
pessoa ou a uma família. No caso julgado, restou incontroverso
que a moça trabalhava somente dois ou três dias por semana,
o que caracteriza o trabalho da diarista, segundo Manus.
“Dos textos legais em exame,
percebe-se que o reconhecimento do vínculo empregatício
do doméstico está condicionado à continuidade na
prestação dos serviços, o que não se aplica
quando o trabalho é realizado durante alguns dias da semana. Isso
considerando que, para o doméstico com vínculo de emprego
permanente, a jornada de trabalho, em geral e normalmente, é executada
de segunda-feira a sábado, ou seja, durante seis dias na semana,
até porque foi assegurado ao empregado doméstico o descanso
semanal remunerado, preferencialmente aos domingos”, afirmou Manus
em seu voto.
A dona de casa recorreu ao TST
contestando decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região
(PR) que confirmou o reconhecimento do vínculo e determinou o
pagamento de verbas típicas da relação de trabalho.
Na ação, a diarista relatou que trabalhou aproximadamente
18 anos em três dias da semana: às segundas, quartas e sextas-feiras,
das 7h às 18h, com uma hora de intervalo. Mas a sentença
da 7ª Vara do Trabalho de Curitiba concluiu que houve trabalho em
três dias por semana apenas nos oito primeiros anos, e em dois
dias, nos dez anos seguintes, mediante pagamento de meio salário
mínimo.
A sentença condenou a
dona de casa a pagar as verbas típicas da relação
de emprego (13º salário, férias mais um terço,
além das contribuições previdenciárias e
fiscais) e fazer anotação do contrato em carteira de trabalho.
Ambas as partes recorreram ao TRT/PR. A empregada afirmou que o salário
fixado na sentença não era condizente com a verdadeira
remuneração que recebia, e contestou o número de
dias trabalhados por semana. Afirmou que recebia R$ 120,00 por semana,
e não por mês, como equivocadamente entendeu o juiz. Mais
abrangente, o recurso da dona de casa contestou a declaração
do vínculo e suas consequências.
O TRT do Paraná deu parcial
provimento ao recurso da dona de casa, apenas para limitar a 7/12 as
férias proporcionais devidas em 2004, o que a levou a recorrer
ao TST. Quanto ao recurso da diarista, este foi também acolhido
parcialmente para ajustar sua remuneração à realidade
dos fatos: R$ 140,00 até 14/05/1995 e, de 15/05/1995 em diante,
R$ 320,00. No recurso ao TST, a defesa da dona de casa insistiu que a
autora da ação trabalhista prestou serviços na condição
de diarista, em apenas dois ou três dias por semana, ou seja, de
forma intermitente e eventual, sem a habitualidade necessária à caracterização
de vínculo empregatício. (RR 17.676/2005-007-09-00.0)
(Virginia Pardal)
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28/04/2009
Clube gaúcho é condenado
por rompimento unilateral de contrato com jogador
Em sentido contrário às
decisões da Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho, que vem aplicando
a cláusula penal exclusivamente aos jogadores e isentando os clubes
da penalidade, em caso de rompimento antecipado de contrato de trabalho,
a Quarta Turma do Tribunal aplicou ao Grêmio Esportivo São
José, do Rio Grande do Sul, multa no valor de R$ 2 milhões
relativa à quebra de contrato com um de seus ex-atletas, que reclamou
na Justiça seus direitos trabalhistas.
A questão começou
em 2005, quando o clube o dispensou o atleta em plena vigência
do contrato – (assinado pelo período de dezembro de 2002
a dezembro de 2006) – sem lhe pagar nada. O jogador contou que
dez dias após ter assinado com o clube foi emprestado a times
portugueses para atuar até 2003 e, depois de ter jogado até junho
de 2004 em outro clube brasileiro, recebeu instrução do
Esportivo São José para aguardar em casa “até segunda
ordem”. Só que, segundo ele, a partir daí não
mais recebeu salário. Além verbas que lhe foram deferidas
pelo juiz da Vara do Trabalho de Cachoeira do Sul (RS), o jogador queria
também a multa pelo descumprimento das obrigações
contratuais, mas o pedido foi considerado improcedente.
Insatisfeito com a sentença,
mantida no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS),
o jogador apelou ao TST para julgar o seu caso. O recurso foi analisado
na Quarta Turma pelo ministro Barros Levenhagen, que reformou a sentença
e condenou a entidade esportiva a pagar a multa contratual ao jogador.
Ressaltou o relator que “o princípio geral do direito deve
tratar igualmente ambos os contratantes naquilo em que cada um deles
assume a obrigação de cumprir o contrato”.
O ministro lembrou que a interpretação
da Lei 9.615/1998 (Lei Pelé), que disciplina a relação
profissional dos jogadores de futebol com os clubes, ainda é controversa,
tanto que as decisões da SDI-1 (uniformizadora das decisões
da Justiça Trabalhista) no sentido de restringir a cláusula
penal ao atleta, não têm sido unânimes, e sim por
maioria, após debatidas sessões de julgamentos.
Destacou o relator que, além
de considerar juridicamente incorreta a interpretação do
artigo 28 da Lei Pelé, que responsabiliza unilateralmente o atleta
no caso de rompimento contratual, a questão social é outro
fator importante a se considerar. Ele observa que os profissionais que
conseguem contratos milionários são uma elite reduzida
elite, e que a grande maioria dos atletas profissionais de futebol ganha
salários pequenos, insuficientes. A realidade caminha no sentido
contrário da interpretação do artigo 28 da lei,
pois “não existe a mística de que todos os jogadores
de futebol ganham milhões de reais, a ponto de ser a carreira
sonhada por muitos pais para seus filhos”.
O ministro citou artigo publicado
no Repertório de Jurisprudência IOB, de autoria de Mariju
Ramos Maciel, com a informação de que, dos cerca de “22
mil jogadores de futebol que atuam no País, por volta de 3.500
estão empregados e 18.500, desempregados. Dentre aqueles, empregados,
85% ganham salários de no máximo três salários
mínimos, 13% ganham até 20 salários mínimos
mensais e apenas 2% ganham acima disso”. Dados de outro autor,
Antônio Sérgio Figueiredo Santos, sócio-fundador
do Instituto Mineiro de Direito Esportivo, na obra “Direito Desportivo
e Justiça do Trabalho”, informam que, da maioria dos atletas
que “amargam parcos salários, o mais grave é que
trabalham com emprego garantido apenas quatro meses por ano, sobrevindo
o restante do período no subemprego”.
Finalmente, o relator assinalou
que o TST “não se tem mostrado refratário à bilateralidade
da cláusula penal”, e transcreveu vários precedentes
nesse sentido. Ao final dos debates a Quarta Turma decidiu, por maioria,
imputar a penalidade ao clube gaúcho. Ficou vencida a ministra
Maria de Assis Calsing, que se posicionou de acordo com as decisões
da SDI-1. (RR-400-2005-721-04-00.4)
(Mário Correia)
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28/04/2009
Demora para ajuizar ação por
dano moral não configura perdão tácito
O ajuizamento de ação
com pedido de danos morais somente dois anos depois de abolida a prática
da revista íntima não caracteriza perdão tácito
por parte do trabalhador. Com este entendimento, a Terceira Turma do
Tribunal Superior do Trabalho acompanhou o voto do relator, ministro
Alberto Bresciani, e manteve condenação imposta à empresa
Flávios Calçados, de Goiânia, de indenizar um trabalhador
em R$ 10 mil.
O ministro Bresciani destacou
em seu voto que a ação foi proposta dentro do prazo prescricional,
conforme dispõe o artigo 7º, inciso XXIX, da Constituição
Federal. “Tendo em vista a impossibilidade de a lesão ao
direito à intimidade convalescer com o passar do tempo, não
há que se cogitar de perdão tácito pelo transcurso
de um período entre o dano e o ajuizamento da ação
em que se busca a respectiva reparação”, afirmou.
Demitido, sem justa causa, em
maio de 2005, o vendedor ajuizou a ação em março
de 2006. Nela, informou ter sido contratado em março de 2000 e
reclamava a diversas verbas trabalhistas, no montante de R$ 50 mil, que
alegava não terem sido pagas. Requereu, ainda, indenização
por danos morais, pois a empresa realizava diariamente “sorteios” em
que cerca de 40% dos empregados, sem nenhum aviso, tinham que passar
por uma revista íntima. Na sala de treinamento ou no banheiro,
tinham de abaixar as calças na presença do gerente da loja
e do segurança. Entretanto, não mencionou o valor referente
ao dano moral, deixando a cargo do juiz arbitrá-lo.
O juiz da 6ª Vara do Trabalho
de Goiânia, ante os depoimentos das testemunhas, entendeu que a
revista íntima era abusiva por ferir direitos inerentes à personalidade,
e deferiu ao vendedor a indenização de R$ 10 mil. A Flávios
recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (Goiás)
alegando que abolira a revista íntima em abril de 2004, e o fato
de o vendedor pleitear a indenização somente em março
de 2006 indicava o seu perdão tácito.
“Não há que
se falar em perdão tácito”, concluiu o Regional,
por considerar a subordinação à qual se submeteu
o empregado no curso de seu contrato diferente do perdão tácito
do empregador. Para o TRT/GO, não se poderia exigir que o trabalhador
se rebelasse, rescindisse o contrato por via indireta, para sofrer depois
as conseqüências financeiras, como o desemprego. Ao rejeitar
o recurso, o ministro Bresciani destacou que “o direito à intimidade
insere-se nos direitos da personalidade, marcados pelas características
de absolutos, indisponíveis relativamente, imprescritíveis
e extrapatrimoniais”. (RR-532/2006-006-18-00.0)
(Lourdes Côrtes)
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