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Agência Senado, 29
de abril de 2009
1º de maio passa a ser 'Dia
do Trabalhador e da Trabalhadora'
A Comissão de Educação,
Cultura e Esporte (CE) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira
(10), projeto de lei (PLS 103/08) do senador Paulo Paim (PT-RS) que altera
a denominação do ''Dia do Trabalho'', comemorado em 1º de
maio. Paim afirma que essa data deve homenagear o trabalhador, e não
o trabalho.
O texto original previa a alteração
para ''Dia do Trabalhador'', mas o relator da proposta, senador Inácio
Arruda (PCdoB-CE), apresentou uma emenda para acrescentar a expressão
''e da trabalhadora'', mudando a nova denominação para
''Dia do trabalhador e da trabalhadora''.
Inácio Arruda afirmou
que sua emenda - com a qual Paim concordou - teve o objetivo de destacar
o papel das mulheres no processo de luta pelos direitos trabalhistas.
A matéria foi aprovada pela comissão em decisão
terminativa. Se não houver recurso para que haja apreciação
em Plenário, a matéria será enviada diretamente à Câmara
dos Deputados.
Em seu relatório, o Senador
Inácio Arruda destacou o mérito da matéria ao enfatizar
a condição do cidadão homenageado, o trabalhador
e propôs emenda, acatada pela comissão, que incluiu as trabalhadoras
na denominação da data. 'O fator mais relevante para justificar
a instituição do feriado são as características
das atividades pessoais desenvolvidas pelos trabalhadores e trabalhadoras,
embora toda a sociedade interrompa, neste dia, seus afazeres para render
homenagem àquele que é o grande responsável pelo
progresso e pela criação de bens e serviços úteis
ao bem-estar de todos', observou. O projeto será remetido à Câmara
dos Deputados.
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O Estado de S.Paulo, 29 de
abril de 2009
Campanha: sindicatos ameaçam
fazer greve na construção civil
Em campanha salarial no estado
de São Paulo, trabalhadores da construção civil
fizeram, nesta segunda-feira (27), uma greve de advertência de
24 horas, na capital paulista, com o objetivo de pressionar as construtoras
a negociar com a categoria.
Com data base em 1º de maio
para renovação da atual convenção coletiva,
os trabalhadores querem aumento real de salários de 5,5%, além
da reposição das perdas com a inflação, entre
outras reivindicações.
Se até o dia 11 de maio
não se chegar a um acordo, os sindicalistas ameaçam organizar
uma greve geral da categoria por tempo indeterminado em todo o estado.
"Foi uma greve de advertência
para por fim à indiferença patronal nas negociações",
disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção
Civil de São Paulo, Antonio de Souza Ramalho. "Caso não
tivermos o atendimento das nossas reivindicações ou uma
proposta que agrade à maioria, vamos parar por tempo indeterminado",
frisou.
A categoria reúne cerca
de 850 mil trabalhadores no estado. Só na capital e algumas cidades
da região metropolitana, o número de trabalhadores da construção
civil chega a 300 mil. "Conseguimos parar 80% dos canteiros de obras
na parte da manhã", disse Ramalho, referindo-se ao movimento
iniciado à zero hora desta segunda.
Para o Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon/SP),
o trabalho foi normal em praticamente todos os canteiros de obras da
capital paulista.
"Algumas obras pararam,
mas não foi representativo para o nosso setor", disse o vice-presidente
de Relações Capital-Trabalho da entidade, Haruo Ishikawa.
Para ele, o movimento causou estranheza.
"Estamos negociando normalmente
com todos os sindicatos e federações de trabalhadores da
construção civil no estado e esperamos firmar as convenções
coletivas em breve", disse.
Segundo o diretor do Sinduscon,
vários itens da pauta dos trabalhadores já foram praticamente
delineados nas negociações. Ele citou como exemplo o aumento
da cesta básica, dos atuais 30 quilos para 36 quilos. A reivindicação é de
40 quilos.
No caso do reajuste salarial,
Ishikawa disse que a contraproposta a ser apresentada pela entidade deverá prever "um
pequeno aumento acima da inflação".
O protesto dos trabalhadores
incluiu passeata por ruas e avenidas da zona sul da cidade. A manifestação
terminou com uma assembleia que estabeleceu o prazo para a resposta às
reivindicações da categoria.
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Folha de S.Paulo, 29 de abril
de 2009
Construtoras e trabalhadores definem
reajuste
DA REPORTAGEM LOCAL
Os trabalhadores da construção
civil paulista fecharam ontem acordo que prevê reajuste salarial
escalonado neste ano. Segundo o SindusCon-SP (sindicato da indústria),
o reajuste será de 6,74% para quem recebe até R$ 2.500
mensais; 5,5% para empregados na faixa salarial de R$ 2.500 até R$
5.000 e 3% para funcionários com salário acima R$ 5.000.
Os pisos salariais passam para R$ 764, no caso de trabalhadores não
qualificados (como serventes), e para R$ 914 para os qualificados (pedreiros,
eletricistas).
Segundo o Sintracon-SP (sindicato dos trabalhadores), 90% da categoria ganha
o piso salarial, que foi reajustado em 7,75%. São 300 mil operários
na capital.
O reajuste do piso incluirá 2,3% de aumento real, se a inflação
acumulada pelo INPC nos últimos 12 meses (encerrados em maio) for de
5,5% -índice estimado pelos sindicalistas.
" O que importa é que 90% da categoria terá reajuste de 7,75%.
Esperávamos mais, mas esse percentual foi considerado razoável.
Apenas 7% dos operários terão reajuste de 5,5%", diz Antonio
de Sousa Ramalho, presidente do sindicato. Segundo o acordo, a cesta básica
de 30 quilos passou para 36 quilos. As empresas deverão fornecer protetor
solar a quem trabalha exposto ao sol. (CR)
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MTE, 29 de abril de 2009
Dieese: Anuário do Sistema
Público de Emprego, Trabalho e Renda
O Ministério do Trabalho
e Emprego, em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lança, nesta quarta-feira
(29), em Brasília, às 11h, o Anuário do Sistema
Público de Emprego, Trabalho e Renda.
A publicação, que
apresenta detalhes sobre o emprego no Brasil, evidencia o perfil do trabalhador
por meio de características das vagas colocadas disponíveis
e procuradas no Sistema Nacional de Emprego (Sine), a taxa de rotatividade,
o pagamento de benefícios trabalhistas e as formas de qualificação
profissional disponíveis.
Pela primeira vez é lançado
um estudo tão amplo sobre o tema, que mostra como é feita
a integração das políticas públicas de trabalho
e renda no Brasil.
O anuário é fruto
de uma coleta de dados em diferentes instituições - além
do Ministério do Trabalho e Emprego, há pesquisa no Ministério
da Educação e IBGE - e estará disponível
no site do Dieese.
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Diário Vermelho, 29
de abril de 2009
Saúde é argumento
para defesa da redução da jornada de trabalho
A saúde do trabalhador
foi o argumento usado pelo representante da Associação
Luso Brasileira do Trabalho, Nilton Correia, para defender a redução
da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Segundo ele, o viés
da saúde pode retirar a tensão que envolve a discussão
do tema. Correia representou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), Cezar Brito, no debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) de autoria do ex-deputado Inácio Arruda (PCdoB-CE), nesta
terça-feira (28), na Câmara.
Para o deputado Chico Lopes (PCdoB-CE)
não se pode fugir o tensionamento do assunto, porque “o
empresário quer ganhar mais investindo menos, eu (trabalhador)
quero ganhar mais trabalhando menos.” O parlamentar admite que
não vai ser fácil aprovar a proposta. E que será preciso
muita pressão externa para isso, porque o Congresso não
tem força para regulamentar, mas considera positivo o debate.
Ele, que foi o único deputado a acompanhar toda a reunião,
quer que o empresariado discuta o assunto no Parlamento.
O presidente da Associação
Nacional dos Procuradores do Trabalho, Fábio Leal Cardoso, concorda
com o deputado. Ele diz que não tem como se fugir do viés
ideológico que cerca o assunto. E fez um paralelo entre a redução
da jornada de trabalho e a crise econômica, destacando que a crise
foi gerada por um princípio liberal e não intervencionismo
nos mercados financeiros. Segundo ele, “a política não
intervencionista demonstrou que está falida. Não atende
aos clamos da sociedade”, afastando a hipótese de trazer
essa ideia para as relações de trabalho.
“Propomos mais intervenção
no mercado de trabalho para manutenção das relações
sociais, que é um marco civilizatório da sociedade. Só o
direito do trabalho permite efetivos direitos sociais”, explica
o jurista. Para ele, se o trabalhador não tivesse garantia de
direito social viveríamos em situação de crime e
violência.
A exemplo dos demais palestrantes,
Fábio Leal Cardoso também apontou a saúde do trabalhador
e a economia dos cofres públicos como benefícios que viriam
com a redução da jornada de trabalho.
Benefício para todos
O representante da Procuradoria
Geral do Trabalho, Ricardo José Macedo de Britto Pereira, disse
que os benefícios da aprovação da proposta não
será apenas para o trabalhador, mas para toda a sociedade brasileira,
porque reduz acidentes e garante tempo livre para o trabalhador com a
família, descanso e lazer.
Ele explicou que a concepção
de direito do trabalho na atualidade permite e até exige medidas
como essa. Hoje o trabalhador é cidadão pleno – dentro
e fora do emprego, o que substituiu as relações de poder
da empresa de antigamente, que funcionavam como sistema prisional, o
que prevalecia era o poder do empregador. Ele disse que a Constituição
de 1988 estabelece direitos, além de outras melhorias das condições
sociais de todos os trabalhadores, o que proíbe retrocessos, a
irreversibilidade de direitos, e visa melhoria das condições
de trabalho como a redução da jornada sem reduzir salário.
Estresse e fadiga
Para Nilton Correia, que insistiu
nos dados médicos para defender a proposta, um milhão e
600 mil trabalhadores receberam auxílio doença só no
ano passado, o que consumiu cinco bilhões de reais da Previdência
Social. Esses acidentes – 90% deles - decorrem do excesso de trabalho.
Todas as pesquisas indicam que a fadiga e o estresse decorrem do excesso
de jornada de trabalho.
A constituição
de 1988 elegeu lazer e bem estar como bens constitucionais, lembrou Correia,
dizendo que isso só se consegue com menos trabalho. Ele disse
ainda que deve ser considerado na jornada todo o período dedicado
ao trabalho – transporte, refeição, cursos de aperfeiçoamento
etc. E, para derrubar o argumento dos empresários de que a redução
da jornada reduz a competitividade e lucratividade, usou o exemplo dos
bancos, que apresentam os mais “gordos balanços” e
os bancários tem carga de seis horas diárias de trabalho.
O deputado Vicentinho (PT-SP),
que é relator da matéria na Comissão Especial que
discute o projeto, passou rapidamente pela reunião. Ele se desculpou
pela ausência no debate e resumiu a sua opinião sobre o
assunto. “O poder do capital é tão grande que exige
leis trabalhistas”, afirmou, destacando que “o lucro não
pode ser insano e a redução da jornada de trabalho não
quebra empresa, traz ambiente agradável, diminui acidente e aumenta
produtividade”, enumerando as vantagens da medida. Ele anunciou
que os farmacêuticos de São Paulo conquistaram o benefício
- vão trabalhar 40 horas sem redução de salário.
De Brasília
Márcia Xavier
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de abril de 2009 | Economia
Fiesp: nível de atividade industrial
sobe 0,5% em março
Agência Estado
A atividade da indústria paulista mostrou recuperação
no mês de março, segundo dados divulgados hoje pela Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na comparação
com fevereiro, o Indicador do Nível de Atividade (INA) subiu 0,5% no
resultado com ajuste sazonal. No levantamento sem ajuste, o aumento foi bem
maior e atingiu 10,4%. Na comparação com março do ano
passado, o INA teve queda de 13,1%.
No acumulado de janeiro a março,
o INA mostrou recuo de 14,9%, o pior resultado para o período
na série disponibilizada pela Fiesp, que tem início em
2003. Em 12 meses encerrados em março, o INA registrou baixa de
1,7%.
A Fiesp revisou para baixo o
resultado do INA no mês de fevereiro. Com ajuste, ele passou de
alta de 1,1% para queda de 1,1%. Sem ajuste, o indicador saiu de uma
elevação de 0,8% para uma diminuição de 1,7%.
O nível de utilização
da capacidade instalada (Nuci) na indústria paulista subiu para
77% em março ante 76,1% em fevereiro, sem ajuste. Já no
resultado com ajuste o Nuci recuou de 77,6% em fevereiro para 76,7% em
março.
Confiança
A confiança dos empresários
paulistas melhorou na segunda quinzena de abril, segundo pesquisa divulgada
hoje pela Fiesp. O levantamento Sensor, que sinaliza o humor dos industriais,
ficou em 51,4 pontos, ante 49,5 pontos nas primeiras duas semanas de
abril. O patamar apurado na pesquisa é o maior desde setembro
de 2008 (54,8 pontos). Em outubro do ano passado, primeiro mês
em que a indústria paulista sentiu os efeitos da crise, foram
registrados 50,2 pontos.
Entre os destaques positivos
no mês, estão os estoques, que saíram de um índice
de 34,7 pontos na primeira quinzena para 39,8 pontos na última
divulgação. Isso sugere que as indústrias conseguiram
diminuir o nível dos estoques no período recente.
Outro dado benigno é o
emprego, que atingiu 51 pontos, ultrapassando a marca dos 50 pontos,
que não era atingida desde outubro de 2008. O número sinaliza
que os empresários estão deixando para trás o ímpeto
de demitir funcionários.
O item mercado ficou com 57,9
pontos; vendas, 54,4 pontos; e investimento, 53,8 pontos - todos praticamente
inalterados ante a pesquisa anterior.
A pontuação
acima de 50 representa otimismo, igual a 50 indica estabilidade e abaixo
de 50 sinaliza pessimismo. Vale ponderar que até outubro a pesquisa
era mensal, e a partir de novembro passou a ser quinzenal para medir
melhor os efeitos da crise.
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de abril de 2009 | Economia
Caixa apresenta balanço do "Minha
casa, minha vida"
Redação
A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho,
fez ontem um balanço dos 10 primeiros dias do programa habitacional
do governo federal “Minha casa, minha vida” e informou que, desde
seu início, no dia 13 deste mês, até a quinta-feira da
semana passada (dia 23), a Caixa recebeu 221 projetos habitacionais de construtoras
para atender a população com renda de até dez salários
mínimos, alvo do programa.
Maria Fernanda disse que, no
período, a Caixa assinou mais de 200 termos de adesão de
estados e de municípios ao programa e que outros 600 municípios
já manifestaram intenção de aderir ao programa,
mas ainda estão se organizando para efetivamente fazê-lo.
A presidente da Caixa disse também que o crediário Caixa Fácil,
voltado para o turismo, não descarta a possibilidade de financiar pacotes
internacionais, mas inicialmente a linha de crédito será oferecida
para os pacotes domésticos.
O comentário se refere
ao crediário da Caixa, em parceria com agências de viagens,
lançado anteontem em São Paulo e que dará crédito
de até R$ 10 mil para compra de pacotes de viagens. O financiamento
poderá ser pago em até 24 meses.
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de abril de 2009 | Economia
Caixa recebeu 221 projetos para programa
habitacional
Agência Estado
A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho,
fez hoje um balanço dos 10 primeiros dias do programa habitacional do
governo federal "Minha Casa, Minha Vida" e informou que, desde seu
início, no dia 13 deste mês, até a quinta-feira da semana
passada (dia 23), a Caixa recebeu 221 projetos habitacionais de construtoras
para atender a população com renda de até dez salários
mínimos, alvo do programa.
Maria Fernanda disse que, no
período, a Caixa assinou mais de 200 termos de adesão de
Estados e de municípios ao programa e que outros 600 municípios
já manifestaram intenção de aderir ao programa,
mas ainda estão se organizando para efetivamente fazê-lo.
Segundo a presidente da Caixa,
os 221 projetos habitacionais apresentados ao banco público correspondem
a 43 mil moradias. "É importante dizer que são empreendimentos
espalhados por todo o Brasil, não há concentração
em nenhuma região", afirmou. De acordo com Maria Fernanda,
esses projetos habitacionais estão em processo de análise,
que a Caixa estima concluir em 30 a 45 dias. "Com isso, a nossa
expectativa é que as primeiras casas do programa poderão
começar a ser entregues dentro de oito a 12 meses", afirmou.
No dia 13 de abril, quando o
programa teve início, o vice-presidente da Área de Governo
da Caixa, Jorge Hereda, havia antecipado que alguns projetos habitacionais
apresentados anteriormente ao banco público seriam "adaptados" às
regras do programa para dar um impulso inicial. Dessa forma, a Caixa
espera poder começar a entregar as primeiras unidades habitacionais
no próximo ano.
Maria Fernanda, ao responder
hoje perguntas durante o programa de rádio, transmitido pela Empresa
Brasileira de Comunicação (EBC), ressaltou que o programa
habitacional é permanente e que não há prazo para
as inscrições das famílias com renda inferior a
três salários mínimos por mês.
Turismo
A presidente da Caixa disse também
que o crediário Caixa Fácil, voltado para o turismo, não
descarta a possibilidade de financiar pacotes internacionais, mas inicialmente
a linha de crédito será oferecida para os pacotes domésticos.
O comentário se refere ao crediário da Caixa, em parceria
com agências de viagens, lançado ontem em São Paulo
e que dará crédito de até R$ 10 mil para compra
de pacotes de viagens. O financiamento poderá ser pago em até 24
meses.
"A ideia é trabalhar
inicialmente com o financiamento dos 65 roteiros nacionais apoiados pelo
Ministério do Turismo dentro do programa de regionalização
do turismo, mas não há restrições a, num
segundo momento, nós também termos financiamentos para
pacotes internacionais", afirmou.
Maria Fernanda disse que
o objetivo principal da iniciativa é permitir que famílias
de baixa renda possam programar as suas férias e, por isso,
o modelo de concessão é simplificado, podendo ser acertado
diretamente no balcão das agências.
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Gazeta do Povo, 29 de abril
de 2009
“Minha Casa, Minha Vida”
Caixa demora em aprovar financiamento
para baixa renda
Apesar da pressa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ver resultados
do programa “Minha Casa, Minha Vida”, a Caixa Econômica Federal
não assinou até agora nenhum contrato de financiamento de projetos
habitacionais de construtoras para atender à população
com renda de zero a três salários mínimos. O andamento
do programa, que entrou em operação no último dia 13,
deve atrasar ainda mais com a greve dos arquitetos, engenheiros e advogados
do banco iniciada ontem.
Responsáveis pela análise
e acompanhamento dos projetos de financiamento que chegam à Caixa,
esses profissionais dizem que não só o “Minha Casa,
Minha Vida” vai parar, como também a parte do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) que está sob responsabilidade
do banco. Quando lançou o programa habitacional no final de março,
o presidente cobrou agilidade e mais eficiência da Caixa.
O banco informa que ainda não é possível
calcular os impactos do movimento, porque ele é muito recente.
Mas, segundo o vice-presidente da Associação Nacional dos
Engenheiros e Arquitetos da Caixa (Aneac), Frederico Valverde, a greve
paralisa a análise de projetos. De acordo com balanço parcial
da Aneac, 80% da categoria aderiu à greve. No Paraná, a
Caixa emprega cerca de 150 engenheiros, arquitetos e advogados, 80 deles
em Curitiba.
Os grevistas pedem o alinhamento
dos salários pagos pela Caixa com os pagos pelo Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ministérios. “A
gente entende que o nosso trabalho é equivalente, mas nós
temos muito mais coisas sob nossa responsabilidade que o BNDES”,
diz o engenheiro Aroldo Lima, que trabalha em Curitiba.
Frederico Valverde, da Aneac,
diz que o banco, até agora, não sinalizou com uma proposta
consistente – segundo ele, a oferta da Caixa é de reajuste
médio de 7,5%. Valverde conta que o salário inicial da
categoria é de cerca de R$ 5 mil, enquanto no BNDES é de
cerca de R$ 8 mil. Hoje, os grevistas fazem assembleia para avaliar o
movimento e definir seus rumos.
Balanço
Durante um programa de rádio,
a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, informou que o banco
já recebeu 221 projetos habitacionais de construtoras para atender à população
com renda de zero a três salários mínimos. Mas nenhum
foi aprovado. Segundo Maria Fernanda, os 221 empreendimentos habitacionais
vão garantir 43 mil moradias. “Importante dizer que são
empreendimentos espalhados por todo o Brasil, não há concentração
em nenhuma região”, afirmou.
Ela explicou que esses projetos
ainda estão em processo de análise pela Caixa, que dura
em torno de 30 a 45 dias após recebê-los das construtoras. “Com
isso, a nossa expectativa é que as primeiras casas do programa
poderão começar a ser entregues dentro de 8 a 12 meses”,
afirmou.
Investimentos
Alterações na poupança são estudadas
O rendimento da caderneta de
poupança deverá ficar menor após as mudanças
que estão em estudo no governo, admitiu ontem a presidente da
Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho. Ela destacou,
entretanto, que ainda não estão definidas que alterações
serão feitas e apelou para que a população não
fique preocupada. “Essa discussão sobre a poupança
está sendo conduzida no âmbito do Banco Central e do Ministério
da Fazenda e o governo tem sido muito prudente”, afirmou.
“É evidente que,
se há um processo de redução das taxas de juros,
essa redução vai ocorrer em todos os setores da economia,
mas não há porque as pessoas terem preocupação
(com relação ao que acontecerá com as cadernetas
de poupança) porque isso está sendo bastante discutido,
e é uma discussão que precisará amadurecer até poder
ser divulgada”, declarou a presidente.
A Caixa Econômica é o
principal operador de cadernetas de poupança do país. O
banco acumula, no primeiro trimestre deste ano, um saldo de captações
em poupança de R$ 95,8 bilhões, o que representa um acréscimo
de 21,1% em relação a igual período do ano passado.
Com esse saldo, a Caixa tem uma participação de 35,17%
no segmento de poupança.
A caderneta de poupança é uma
das aplicações mais populares no país, com a garantia
em lei de rendimento equivalente à variação da Taxa
Referencial (TR) mais 6% ao ano e livre da incidência de qualquer
tributo, inclusive Imposto de Renda.
A equipe econômica estuda
alterações no rendimento porque teme que, com a redução
dos juros básicos da economia, essa aplicação se
torne mais atraente para grandes investidores do que os fundos de investimentos.
Os fundos são formados em sua maioria por títulos públicos.
Uma queda nas aplicações colocaria em risco a rolagem da
dívida pública e financiamento das ações
de governo.
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Valor Econômico, 29 de
abril de 2009
Mercado eleva previsão para
IPCA e melhora a do PIB, segundo Focus
Analistas do mercado financeiro
revisaram para cima as previsões para o Índice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve como meta para o Banco Central,
de 4,23% para 4,30% neste ano, segundo o boletim Focus divulgado nesta
segunda-feria (27).
A meta de inflação
estipulada pelo Governo é de 4,5%, podendo chegar a 6,5% no intervalo
de tolerância (teto da meta). O Índice de Preços
ao Consumidor (IPC) da Fipe ficou em 4,35%.
Para outros índices de
inflação os economistas revisaram as projeções
para baixo. O Índice Geral de Preços - Disponibilidade
Interna (IGP-DI), foi de 2,09% para 2,05% e o Índice Geral de
Preços - Mercado (IPG-M) passou de 2,02% para 1,99%.
Segundo o mercado, o Comitê de
Política Monetária do Banco Central (Copom) deve reduzir
a taxa básica de juros dos atuais 11,25% para 10,25% ao ano na
reunião desta quarta-feira (29).
A crise econômica já levou
o BC a reduzir os juros de 13,75% ao ano para o nível atual. Essa é a
maior sequência de cortes desde 2003. A previsão é de
que a taxa básica de juros (Selic) deva chegar a 9,25% ao ano
até o fim de 2009.
O corte nos juros está sendo
motivado pela expectativa de desaceleração da economia
brasileira. De acordo com a pesquisa Focus, os economistas esperam uma
queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,39% neste ano - uma melhora
em relação aos 4,9% esperados na semana passada.
O número, contudo, está abaixo
das previsões do Governo, que prevê crescimento de 2%, segundo
dados do Orçamento.
A pesquisa também mostra
uma piora na previsão para o desempenho da indústria neste
ano, de -3,75% para -4%.
A previsão para o dólar
no fim deste ano ficou em R$ 2,25. A estimativa para o saldo da balança
comercial está em US$ 16 bilhões. A expectativa para o
déficit em conta corrente neste ano caiu de US$ 20 bilhões
para US$ 19,5 bilhões.
Para os investimentos estrangeiros
diretos, a projeção ficou em US$ 22 bilhões. A
previsão para a relação dívida/PIB está em
37,17%.
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Folha de S.Paulo, 29 de abril
de 2009
Com redução da Selic
hoje, Brasil perde a liderança do ranking dos juros reais
FABRICIO VIEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Uma redução hoje
na taxa básica Selic, de qualquer magnitude, irá tirar
o Brasil da liderança do ranking dos países com maior juro
real do planeta. Se a expectativa do mercado de corte de um ponto percentual
na Selic for ratificada, os juros reais do país descerão
a 5,8%.
A liderança será assumida pela China, com taxa real de 6,6%,
seguida pela Hungria, com 6,4%. Desde 2003, o Brasil não ficava na terceira
colocação do ranking, que considera 40 países e é elaborado
pela UpTrend Consultoria Econômica.
" Essa posição não era alçada desde 2003. Isso
mostra que a política de afrouxamento monetário ainda deixa o país
entre os melhores pagadores de juros, principalmente se considerarmos os dois
graus de investimento do Brasil", diz Jason Freitas Vieira, economista-chefe
da UpTrend.
Os juros reais são calculados tendo por base a taxa básica da
economia, descontando dela a inflação projetada para os 12 meses
seguintes.
Mesmo com o ciclo de redução da taxa básica conduzido
atualmente pelo BC, a distância das taxas reais praticadas por aqui e
a da maioria dos países pesquisados é bastante elevada. A taxa
média dos 40 países da pesquisa ficou em 0,2% ao ano.
As taxas reais de juros são uma importante referência para o setor
privado na hora de planejar seus investimentos. Também são acompanhadas
com atenção pelo capital especulativo, que busca os países
que mais pagam oferendo os menores riscos.
Entre as economias mais importantes da América Latina, a distância
dos juros em relação ao Brasil é ainda maior. O México,
por exemplo, está com taxa real de 0%. No Chile, essa taxa está negativa
em 3,1%.
Hoje o Copom anuncia como fica a taxa básica Selic. A maioria do mercado
projeta que os juros sejam reduzidos em um ponto percentual -de 11,25% para
10,25% anuais.
" A percepção de indícios de reativação
da demanda interna tem crescido. Isso se refletiu nas apostas do mercado em relação
ao resultado do Copom, que passaram a se concentrar num corte de um ponto, desfecho
que desde meados de março consideramos o mais provável e que agora
reiteramos", avalia a LCA Consultores.
Mas há quem ainda projete um corte maior, de 1,5 ponto, como a Gradual
Investimentos.
Até o fim do ano, os analistas esperam que a taxa básica desça
para 9,25%.
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Folha de S.Paulo, 29 de abril
de 2009
TRIBUTAÇÃO
Senado aprova isenção do
IR a aposentado a partir de 66 anos
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A CAE (Comissão de Assuntos
Econômicos) do Senado aprovou ontem projeto de lei que isenta do
IR os rendimentos de aposentadorias e pensões de pessoas com mais
de 66 anos. A medida valeria para quem recebe até R$ 3.800 mensais.
Se não houver apresentação de recurso contrário à votação,
a matéria não precisará ser apreciada pelo plenário
da Casa. Mas antes de ir à sanção presidencial, terá de
ser votada pela Câmara. O projeto é de autoria do senador Efraim
Morais (DEM-PB). Na CAE, a iniciativa teve como relator o senador Cícero
Lucena (PSDB-PB).
A isenção é concedida de forma progressiva: começa
com 20%, quando o contribuinte fizer 66 anos, e alcança 100% da renda
quando completar 70 anos", diz Lucena, em seu relatório.
Apesar de ser maioria na CAE, a bancada governista não impediu a aprovação
do projeto de Morais.
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de abril de 2009 | Economia
Brasil sairá da crise de forma
extraordinária, afirma Lula
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou hoje que os principais
indicadores econômicos já servem de prova de que o País
deverá se sair bem da crise econômica internacional. "Estou
otimista. Continuo otimista, achando que o Brasil vai sair de forma extraordinária
desta crise", disse o presidente, pouco antes de embarcar pela manhã de
Manaus (AM) para Rio Branco (AC).
Lula disse que segue atento às
manifestações da crise no mercado internacional e admitiu
que o Brasil ainda depende, em parte, da forma como outros países
reagirão a este cenário. Mas a expectativa, segundo ele,
continua sendo a de que o País chegue ao fim deste ano em uma
situação "mais confortável". Exemplo
disso, ressaltou o presidente, é que as medidas adotadas em
setores como o automotivo e o da construção civil já começaram
a surtir efeito. "Acho que o povo brasileiro não tem motivo
para ter medo", declarou. "Olhando pelos números do
Brasil, eu acredito que o pior já passou."
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Folha de S.Paulo, 29 de abril
de 2009
Serra e Aécio acertam prévia
para fevereiro, caso não haja consenso sobre candidatura
DA REPORTAGEM LOCAL
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE
Os governadores tucanos de São
Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, fixaram
fevereiro de 2010 como data para a realização de prévias
no PSDB, caso não haja consenso sobre o nome do candidato do partido à Presidência
da República. Os dois teriam concordado, porém, que o ideal é a
costura de um acordo até lá.
Num jantar que invadiu a madrugada de ontem, em Belo Horizonte, Serra alegou
que não poderia precipitar sua campanha e sugeriu que a disputa, se
necessária, acontecesse às vésperas do prazo de desincompatibilização
(afastamento do governo).
Ele disse a Aécio que só no ano que vem decidirá se vai
concorrer ao Planalto.
Nenhum dos dois teria mostrado apetite pela prévia. "Da nossa parte
há uma compreensão de que as prévias, se necessárias,
poderão ocorrer entre dezembro e fevereiro. Fui sensível aos
argumentos do governador Serra, que acha que, sobretudo no seu caso, por ser
o primeiro mandato, antecipar muito esse calendário traria para ele
algum desconforto", afirmou Aécio Neves.
Como o mineiro insiste em uma agenda conjunta de viagens, Serra sugeriu que
os dois participem de eventos partidários. A agenda ficará a
cargo do PSDB, sendo a primeira reunião no dia 11, na Paraíba.
Segundo Aécio, Serra alegou que não poderia viajar com frequência.
O cronograma será de uma viagem por mês, podendo aumentar depois.
Questionado sobre a composição de uma chapa única, Aécio
disse que "todos os cenários" foram discutidos.
Aécio disse que essas viagens permitirão que o PSDB se contraponha à movimentação
do governo e faça agenda para o país.
(CATIA SEABRA E PAULO PEIXOTO)
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FOLHA DE LONDRINA, 29 de
abril de 2009 | Política
Câmara inicia reforma administrativa
Brasília - Para encerrar a discussão sobre a farra das passagens
com um ato administrativo que tornou as regras mais rígidas, a Mesa
Diretora da Câmara iniciou, ao mesmo tempo, o processo de uma reforma
administrativa que abre caminho para aumento salarial dos deputados. A avaliação
de líderes e de integrantes da Mesa é que haverá corte
de benefícios, mas será inevitável a contrapartida de
elevar a remuneração e equiparar ao salário dos ministros
do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje de R$ 24.500. Para evitar maior desgaste
político, a ideia é aprovar o pacote agora, mas pôr em
prática neste ano apenas os cortes de gastos. O salário mais
alto ficaria para depois, provavelmente 2011, quando assumirão os novos
deputados.
O presidente da Câmara,
Michel Temer (PMDB-SP), anunciou a criação de uma comissão
para, no prazo de 30 dias, apresentar uma proposta de reforma, depois
da reunião da Mesa com os líderes partidários que
recuou da decisão de votar no plenário um projeto que restringe
o uso de passagem e adotou as medidas por meio de um instrumento administrativo.
''Muitas vezes o recuo é para avançar'', disse.
Luciana Nunes Leale Denise
MadueÀo
Agência Estado
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Adital, 29 de abril de 2009
Trabalhadoras domésticas
lutam por igualdade de direitos laborais
Carteira assinada, fundo de garantia,
pagamento de horas extras, adicional noturno, seguro-desemprego. Essas
são algumas das reivindicações que fazem hoje quase
7 milhões de trabalhadoras domésticas, segundo dados da
federação nacional da categoria. No dia 27, o segmento
comemorou o Dia Nacional das Trabalhadoras.
Além da desigualdade com
que são tratadas na questão do trabalho, outros aspectos
sociais acompanham as trabalhadoras: a maioria é negra ou afrodescendente
e com baixa ou nenhuma escolaridade. Por estas razões, a data é dedicada
a homenagear e a fortalecer a luta por um trabalho digno e pela garantia
de direitos.
Para Lucilene Binsfeld, presidente
da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio
e Serviços (Contracs), o dia 27 de abril é um dia de referência
das trabalhadoras domésticas. "É um dia para refletirmos
quem são e como tratamos [essas trabalhadoras]", afirma.
Neste ano, as empregadas estão
unidas em busca de duas conquistas: a carteira assinada e a previdência
social; e a equiparação de direitos. A campanha segue com
os lemas: "Trabalho doméstico também é profissão" e "Equiparação
de direitos já".
Lucilene comenta que a luta é para
uma "conscientização de que o trabalho doméstico
também é uma profissão". Para isso, as trabalhadoras
reivindicam o direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS), seguro-desemprego, hora extra, salário-família
e auxílio-acidente.
Para a presidente da Confederação,
a luta principal é pela garantia da carteira assinada. Ela explica
que esse é um direito conquistado, mas ainda não está sendo
completamente utilizado. "Das quase 7 milhões de trabalhadoras
domésticas, apenas 1.600 possuem carteira assinada", destaca.
Além disso, as trabalhadoras
ainda buscam uma equiparação de direitos trabalhistas e
uma mudança da Constituição Federal. De acordo com
Lucilene, há, no artigo 7° da Constituição,
uma diferenciação do trabalho doméstico em relação
aos demais trabalhos.
Através das inúmeras
lutas o trabalho dessas mulheres já está mudando. Hoje,
elas já conquistaram algumas vitórias, como a estabilidade
no emprego em razão da gravidez, o auxílio-doença,
entre outros. Entretanto, afirma Lucilene, as reivindicações
devem continuar. "A nossa luta tem que ser toda hora e todo momento",
comenta.
Outra ferramenta de luta
está em andamento. Trata-se da convenção sobre
o trabalho doméstico que deverá ser apresentada, em 2010,
pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo
Lucilene, várias entidades nacionais e até internacionais
estão realizando debates para levantar as principais demandas
das trabalhadoras.
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Vermelho, 29 de abril de 2009
Acidentes que matam trabalhadores
não atraem atenção da mídia
No ano passado, 2.804 pessoas
morreram vítimas de acidentes de trabalho. Nem o grande número
de vítimas, nem as condições, que em grande parte
poderiam ser prevenidas, atraem atenção da mídia
para a tragédia, como os acidentes aéreos e rodoviários.
A avaliação é dos parlamentares e sindicalistas
que se reuniram, nesta terça-feira (28), em seminário que
marcou o Dia Mundial das Vítimas de Acidentes de Trabalho.
O objetivo do evento é discutir
a modernização da legislação trabalhista
para garantir mais segurança ao trabalhador. A utopia é fazer
com que o dia 28 de abril seja uma data de comemoração
e não para lamentar as vítimas.
Além do impactos nas famílias,
os acidentes representam custos financeiros para o país. Dos 653.090
acidentes de trabalho ocorridos em 2007, 8.504 trabalhadores ficaram
inválidos permanentes.
"Os custos que isso tem
para a sociedade brasileira, só de benefícios, representam
10,8 bilhões de reais em 2007. Acrescido dos custos indiretos,
o custo total é de 42 bilhões de reais", anunciou
o deputado Pepe Vargas (PT/RS), citando dados do Ministério da
Previdência Social.
Para a deputada Jô Moraes
(PCdoB/MG), uma das organizadoras do evento, os deputados têm consciência
da dimensão do problema, a importância maior é as
centrais sindicais ocuparem a Casa para pressionarem os parlamentares
a votarem a matéria de reformulação da legislação
trabalhista.
Outro deputado que participa
da mobilização por uma nova legislação trabalhista é Ricardo
Berzoini (PT/SP). Ele falou sobre os procedimentos que se deve adotar
para garantir que uma "lei mais adequada e modernizada e sintonizada
com situação atual do mundo do trabalho" seja votada
ainda nessa legislatura, ou até julho do próximo ano, quando
começa a campanha das eleições de 2010, o que inviabiliza
qualquer votação na Casa.
Berzoini lembrou que o Brasil é um
país heterogêneo e que alguns setores ainda estão
com os processos produtivos atrasados e são responsáveis
pelo alto índice de morte ou lesão ou incapacidade. A construção
civil e o transporte rodoviário de carga são os dois setores
que mais vitimam os trabalhadores, responsável por 28% do total
de acidentes. Segundo ele, isso ocorre por conta da falta de prevenção
e da falta de respeito à legislação.
Jornada
''intensa e extensa''
Todos os representantes das centrais sindicais que participaram do evento manifestaram
apoio à proposta de alterar a legislação trabalhista.
O representante da CTB, Elias Bernardino, disse que é impossível
manter a situação de índices da acidentes de trabalho. "Ano
após ano tem aumentado os óbitos, vemos isso com preocupação
e queremos discutir com a sociedade essa questão", afirmou.
A necessidade de reformulação
da lei trabalhista foi unanimidade entre os sindicalistas, que querem
mais garantias para a saúde e segurança do trabalhador.
Mas, cada um deles, levantou uma questão específica. O
vice-presidente da CGTB, Ubiraci de Oliveira, disse que "um café com
leite e pão com manteiga, um feijão com arroz reforçado,
podem reduzir os acidentes", afirmou.
O representante da CUT, Quintino
Severo, destacou duas questões a serem atacadas: as novas tecnologias
e a jornada de trabalho. Segundo ele, a modernização tecnológica
aumenta a produção e as doenças do trabalho. Ele
sugeriu discussão sobre criação de instrumentos
para evitar que todo ganho de produtividade não seja causa de
doença.
A segunda proposta é de
garantir a redução da "intensa e extensa" jornada
de trabalho - uma combinação perigosa, que tem demonstrado
ser a causa de doença e acidentes. Ele sugere penalidades financeiras
para os empregadores que não cuidam da saúde dos trabalhadores. "Modernidade é trabalhar
com segurança e saúde", destacou.
Tudo é doença
Plínio Pavão, diretor de saúde da Confederação
Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), apresentou as
propostas que servirão para dar início ao debate com as centrais
sindicais e especialistas em saúde do trabalhador. A primeira delas é a
redefinição do conceito de acidente de trabalho.
A lei atual vai na contramão
prevencionista, ao estabelecer que só é doença do
trabalho aquela que causa incapacidade. Segundo Plínio, é preciso
dar caráter mais amplo e prevencionista na legislação.
A doença do trabalho deve ser conceituada como qualquer uma, sem
exceção, endêmica ou degenerativa, porque se o trabalho
não for a causa, é certamente agravante.
Ele elencou ainda como propostas
de mudanças a necessidade de controle social no Conselho Nacional
da Previdência Social, com caráter colegiado e deliberativo,
e estendido aos comitês estaduais e municipais; a inclusão
do empregado doméstico ao benefício acidentário
e a ampliação do direito do aposentado, que representa
uma das grandes injustiças na atual legislação.
Plínio disse que o aposentado
se mantém no mercado de trabalho por necessidade, para complementar
a renda, e embora contribua com a Previdência Social, não
tem direito aos benefícios do auxílio doença.
As propostas incluem ainda a
inclusão das entidades trabalhistas nas fiscalização
feitas pelo Ministério do Trabalho; a ofensa física ou
moral por disputa relacionada ao trabalho como acidente de trabalho;
a garantia de reabilitação profissional em caso de suspensão
da aposentadoria por invalidez, que pode ser revista por perícia
do INSS.
Outra questão que merece
mudanças é o auxílio acidente pago ao trabalhador
que tem que voltar ao trabalho, embora não tenha mais 100% de
sua capacidade laboral. Esse auxílio hoje é de 50% do valor
da aposentadoria.
A medida, ao invés
de ajudar, prejudica os trabalhadores. Muitos deles perdem o benefício
em função de apresentar uma pequena sequela. A proposta é de
que volte o escalonamento de acordo com a gravidade do problema para
garantir o pagamento. A proposta ainda é tornar o benefício
vitalício. Atualmente, ele cessa com a aposentadoria.
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Agência Brasil, 29
de abril de 2009
País gasta R$ 42 bi com acidentes
de trabalho por ano, diz Todeschni
Os acidentes de trabalhos custam
aos cofres públicos R$ 42 bilhões por ano, o que representa
1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A informação é do
coordenador da Comissão Tripartite de Saúde e Segurança
no Trabalho (CSST), Remígio Todeschni. Para ele, o combate aos
acidentes de trabalho pode ajudar a conter os efeitos da crise financeira
internacional.
No Dia Mundial de Segurança
e Saúde do Trabalhador, a comissão, formada pelos ministérios
da Saúde, Previdência Social, e Trabalho e Emprego debateu
a unificação de esforços na luta contra os acidentes
de trabalho.
A preparação
dos profissionais da área de saúde para a identificação
de doenças e acidentes causados pelo trabalho é um dos
principais desafios do grupo. Segundo Todeschni, a identificação
correta das doenças do trabalho é um dos fatores que
interfere no combate e prevenção.
"O crescimento das notificações
de 2006 para 2008 foi de 152%, devido ao melhor reconhecimento das
doenças profissionais a partir de abril de 2007", afirma.
A reabilitação
profissional dos trabalhadores acidentados é um dos pontos defendidos
pelo coordenador. "Temos que fazer com que as pessoas com incapacidades
parciais sejam readmitidas nos locais de trabalho, com mais qualidade",
afirma Remígio.
O ministério do Trabalho
Emprego tem investido nas análises dos acidentes de trabalho,
para isso assinou um termo de cooperação com a Procuradoria
do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Segundo o representante
do ministério, Rinaldo Marinho, a pesquisa servirá instrumento
de prevenção de novos acidentes.
Entre as principais ações
desenvolvidas pela comissão estão reforço na fiscalização
de acidentes, estudo de uma regulamentação mais ampla,
e fortalecimento do diálogo social, para a criação
de políticas públicas setoriais benéficas para
os trabalhadores, patrões e Governo.
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FOLHA DE LONDRINA, 29 de
abril de 2009 | Economia
Greve na Caixa afeta programas habitacionais
Curitiba - Os engenheiros, arquitetos e advogados da Caixa Econômica
Federal entraram ontem em greve por tempo indeterminado. Em Curitiba são
cerca de 80 profissinais e no Paraná todo 160. Os trabalhadores, segundo
a diretora de imprensa do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Sonia
Boz, reivindicam a unificação das carreiras e a valorização
do piso salarial.
Segundo ela, a greve teve adesão
ontem de quase 100% dos funcionários, com exceção
dos coordenadores de grupo. Sonia disse que a paralisção
não traz problemas para o atendimento nas agências bancárias,
no entanto, afeta os programas e financiamentos habitacionais como o
''Minha casa, minha vida'' e as obras do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) do governo federal. Estes profissionais são
os responsáveis pela análise de projetos, liberação
e acompanhamento das obras.
Hoje acontece uma assembleia às
16 horas para decidir os rumos do movimento. Sandra informou que a Caixa
ainda não marcou nenhuma negociação. Os funcionários
já tinham realizado paralisações de alerta. No entanto,
segundo o sindicato, a Caixa manteve uma proposta considerada insuficiente
pelos profissionais.
A Caixa informou que está em
processo de negociação com as entidades que representam
os empregados para chegar a um entendimento sobre cláusula do
Acordo Coletivo de 2008 que prevê uma nova estrutura para a carreira
profissional na empresa
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
29/04/2009
Responsabilidade subsidiária se mantém
em “terceirização indireta”
Embora não tenha contratado
diretamente a empregadora do trabalhador, a Companhia Siderúrgica
Paulista – Cosipa foi a tomadora dos serviços e em suas
dependências é que houve a prestação. Com
esse entendimento, a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho responsabilizou
subsidiariamente a empresa pelo pagamento de verbas deferidas a um supervisor
de vulcanização contratado pela Pluridex Borrachas Ltda.
O ministro Fernando Eizo Ono,
relator do recurso de revista, esclareceu que a Cosipa contratou a empresa
Naldex Equipamentos Industriais Ltda., que, por sua vez, manteve contrato
de prestação de serviços com a Pluridex, a empregadora
do autor. Por essa razão, a Justiça do Trabalho da 2ª Região
(SP) havia excluído a Cosipa da reclamação trabalhista,
por considerá-la apenas dona da obra.
Para o relator do TST, no entanto,
a Cosipa não era dona da obra e, sim, tomadora de serviços.
O ministro lembrou que o empregado trabalhou dentro da Cosipa, fazendo
serviço de manutenção da empresa, em atividade-meio
da companhia. Diante dessas condições, entendeu que a companhia
responde de forma subsidiária pela dívida trabalhista e,
ao pronunciar seu voto, o relator propôs a reforma da decisão
do Tribunal Regional, no que foi seguido por unanimidade pelos outros
integrantes da Quarta Turma.
O trabalhador foi admitido em
março de 1995 e dispensado em abril de 1996. Ajuizou a reclamação
logo a seguir, pleiteando horas extras, adicional noturno, horas de sobreaviso,
adicional de insalubridade ou de periculosidade e salário in natura,
entre outros. A sentença da 5ª Vara do Trabalho de Cubatão
deferiu parcialmente o pedido, mas excluiu a Cosipa da ação.
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) manteve
a exclusão, por entender que o contrato celebrado com a Naldex
não se referia à atividade-fim da Cosipa, que é a
produção de chapas e bobinas de aço.
Para a Quarta Turma, porém,
a decisão do TRT/SP contrariou a jurisprudência do TST,
mais especificamente a Súmula nº 331, inciso IV, que estabelece
que o inadimplemento de obrigações trabalhistas, por
parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária
do tomador dos serviços, desde que haja participado da relação
processual e conste também do título executivo judicial.
( RR-24353/2002-900-02-00.8)
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