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Vermelho, 30 de abril de 2009
Dieese: 254 mil desempregados a mais
em março
A taxa de desemprego aumentou
de 13,9% para 15,1% em março, comparada a fevereiro, segundo a
Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Fundação
Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). De fevereiro para
março, o índice aumentou em todas as seis regiões
pesquisadas. Comparado com março de 2008, houve redução
em Belho Horizonte, Salvador e Distrito Federal, estabilidade em Porto
Alegre e aumento em São Paulo e Recife.
Em números absolutos,
houve acréscimo de 254 mil pessoas no total de desempregados,
que subiu para 3,010 milhões. Na comparação com
fevereiro, as maiores elevações ocorreram em Porto Alegre,
que passou de 10,4% para 11,7%, com variação de 12,5%,
e em São Paulo, que aumentou de 13,5% para 14,3%, com avanço
de 10,4%.
A nota do Dieese sobre o resultado
comenta que, "apesar do crescimento (da taxa de desemprego) ser
usual no período, a intensidade verificada neste mês foi
a maior de toda a série da pesquisa.
Há uma grande discrepância
entre as taxas de desemprego nas cinco regiões metropolitanas
pesquisadas. Salvador apresenta o pior resultado, 21,0% de desemprego,
quase o dobro de Belo Horizonte, que possui o índice mais baixo,
11,4%.
O fechamento de postos de trabalho
foi mais intenso no comércio, com um corte de 145 mil vagas, que
equivale a um recuo de 5,1%. Em seguida vêm a indústria
com 30 mil, ou queda de 1,2%, e serviços, que ficou praticamente
estável, com -0,1%.
No setor de construção civil, ocorreu o contrário: houve
aumento de 1,5% e a contratação de 15 mil empregados. Em outros
setores, foi registrado crescimento de 1,6%, com a criação de
23 mil vagas.
A pesquisa mostra ainda que em fevereiro, o rendimento médio dos ocupados
aumentou em 1%, passando para R$ 1.208,99. O mesmo crescimento foi constatado
no rendimento dos assalariados, que passaram a ganhar R$ 1.271,00. Recife foi
a única área com queda do rendimento, de 0,2%, enquanto o Distritoi
Federal e Porto Alegre tiveram as maiores elevações (1,9% e 1,8%).
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FOLHA DE LONDRINA, 30 de
abril de 2009 | Economia
Produção e emprego têm
o pior trimestre desde 1999
Dados da CNI apontam recuo de 4,7 pontos
percentuais na produção; número de trabalhadores
caiu para 39,2 pontos – redução de 4,8%
Brasília - A desaceleração da indústria brasileira
foi mais intensa no primeiro trimestre de 2009 do que no final de 2008, quando
foram sentidos os primeiros reflexos da crise econômica mundial.
De acordo com a Sondagem Industrial
divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria
(CNI), o indicador que mede o nível de produção
recuou 4,7 pontos percentuais no primeiro trimestre, em relação
ao trimestre anterior. Com isso, chegou ao menor patamar desde 1999,
para 36,1 pontos (em uma escala de zero a 100).
O número de trabalhadores
na indústria caiu para 39,2 pontos - redução de
4,8 pontos na mesma comparação. O valor também é o
mais baixo da série da CNI, iniciada em 1999.
''O desempenho da indústria
brasileira no primeiro trimestre de 2009 foi ainda pior que o registrado
no último trimestre de 2008'', diz a CNI em nota. ''Os efeitos
da crise internacional se tornaram mais intensos e abrangentes.''
Crédito
Os empresários também
continuam insatisfeitos em relação ao nível de crédito
disponível para a indústria. O indicador ficou no mesmo
nível do trimestre anterior, já afetado pela crise (32,4
pontos).
A insatisfação
em relação à situação financeira das
empresas caiu pelo terceiro trimestre seguido, para 43,3 pontos. Em relação à margem
de lucro, o indicador está no menor nível desde 2007 (36
pontos), início dessa série.
De acordo com a CNI, a indústria
reverteu a tendência de acumulação de estoques verificada
até o final de 2008. Esse indicador caiu de 53,5 pontos para 49,9
pontos na mesma comparação.
Apesar da queda em relação
ao trimestre anterior, os estoques ainda estão no maior nível
verificado desde o segundo trimestre de 2006.
No final do ano passado, as empresas
reduziram sua produção e aproveitaram para queimar seus
estoques, devido ao receio de queda nas vendas.
O uso da capacidade instalada
chegou ao menor nível desde 1999, 68 pontos, ante 74 pontos no
trimestre anterior. Foi o segundo trimestre seguido de queda nesse indicador,
que chegou a 78 pontos antes da crise.
Eduardo Cucolo
Folhapress
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O ESTADO DO PARANÁ,
30 de abril de 2009 | Economia
Desemprego aumenta nas regiões
metropolitanas
Agência Brasil
A taxa de desemprego aumentou de 13,9% para 15,1% em março, comparada
a fevereiro, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade),
realizada nas cinco principais regiões metropolitanas do país
- Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo - , além
do Distrito Federal.
Houve acréscimo de 254
mil pessoas no total de desempregados, que subiu para 3, 010 milhões.
As maiores elevações na taxa ocorreram em Porto Alegre,
que passou de 10,4% para 11,7%, com variação de 12,5%,
e em São Paulo, que aumentou de 13,5% para 14,3%, com avanço
de 10,4%.
Na comparação
com março de 2008, a taxa de desemprego diminuiu em duas regiões
- Belo Horizonte, com queda de 10,5%, e Salvador, com taxa negativa de
4,3%, mais o Distrito Federal, com índice de -5,5%.
O fechamento de postos de trabalho
foi mais intenso no comércio, com um corte de 145 mil vagas, que
equivale a um recuo de 5,1%. Em seguida vêm a indústria
com 30 mil, ou queda de 1,2%, e serviços, que ficou praticamente
estável, com -0,1%.
No setor de construção
civil, ocorreu o contrário: houve aumento de 1,5% e a contratação
de 15 mil empregados. Em outros setores, foi registrado crescimento de
1,6%, com a criação de 23 mil vagas.
A pesquisa mostra ainda
que em fevereiro, o rendimento médio dos ocupados aumentou em
1%, passando para R$ 1.208,99. O mesmo crescimento foi constatado no
rendimento dos assalariados, que passaram a ganhar R$ 1.271,00.
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O ESTADO DO PARANÁ,
30 de abril de 2009 | Economia
Seade/Dieese: desemprego em São
Paulo sobe pelo 3º mês
Agência Estado
A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo subiu
pelo terceiro mês consecutivo e passou para 14,9% em março, de
acordo com pesquisa da Fundação Seade e do Dieese, divulgada
hoje. O desemprego aumentou 1,4 ponto porcentual em relação a
fevereiro, quando a taxa estava em 13,5%.
Embora o crescimento do desemprego
seja usual para o período, os técnicos da Fundação
Seade e do Dieese destacam que a intensidade desse aumento só é comparável
ao ritmo observado no início dos anos 90.
Em março do ano passado,
o desemprego estava em 14,3% na região metropolitana de São
Paulo, inferior ao nível apurado este mês. Esse comportamento
de crescimento da taxa no comparativo com o mês do ano anterior
não ocorria desde 2004.
No mês passado, o desemprego
atingiu mais 154 mil pessoas, elevando o contingente total de desocupados
para 1,551 milhão, na região. Essa elevação
foi a maior para meses de março de toda a série histórica
da pesquisa, iniciada em 1985.
Já o rendimento médio
real dos trabalhadores ocupados cresceu 1% em fevereiro ante janeiro,
e 1,6% na comparação com fevereiro de 2008, passando a
equivaler a R$ 1.241. O período de fevereiro é o dado mais
atualizado para esse componente da pesquisa.
Setores
No mês de março,
os efeitos da crise atingiram em cheio o comércio na região
metropolitana de São Paulo, que liderou a perda de vagas e desbancou
a indústria, que vinha sendo a mais agressiva no ritmo de dispensas
até então, segundo a Fundação Seade e o Dieese.
No mês passado, foram
demitidas 112 mil pessoas no comércio e surpreendentemente houve
contratação de um mil pessoas pelas indústrias
localizadas na região metropolitana de São Paulo.
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Agência Diap, 30 de
abril de 2009
Sob o pretexto da crise, patrões
querem enterrar redução da jornada
A posição dos trabalhadores
deve ser a negação da lógica patronal, pois
se trata de uma posição de classe. A contradição é insanável
e inconciliável. O movimento sindical não deve, sob
pena de sucumbir, assimilar o discurso da crise para protelar a
aprovação da proposta
Marcos Verlaine*
Até os aliados da proposta
de redução da jornada de trabalho, sem redução
de salário estão assimilando a lógica patronal,
que com ou sem crise são contrários a aprovação
da PEC 231/95, dos ex-deputados e atuais senadores Inácio Arruda
(PCdoB/CE) e Paulo Paim (PT/RS). Agora a tese patronal está ancorada
na crise para justificar a posição divergente dos empregadores.
Então, se daqui para frente
o País sair da crise quer dizer que os patrões serão
favoráveis à proposta. Imaginarão os incautos. Não.
Os patrões são contra, independente da situação
econômica do Brasil, pois entendem que a solução
do desemprego passa por outras alternativas: banco de horas, flexibilização
de direitos, renúncia fiscal...
Certo e aceitável, do
ponto de vista dos patrões. A posição dos trabalhadores
deve ser a negação da lógica ou posição
patronal, pois se trata de uma posição de classe. A contradição é insanável
e inconciliável. Por isso, o movimento sindical não deve,
sob pena de sucumbir, assimilar o discurso da crise para protelar a aprovação
da proposta na comissão especial.
Aprovar a proposta
Em discussão desde a instalação da comissão especial,
em 2 de fevereiro, quando iniciou-se a terceira sessão legislativa,
o colegiado dispõe de 40 sessões para aprovar ou rejeitar a proposta.
Nesta quarta-feira (29), os trabalhos
da comissão já consumiram 20 sessões ordinárias
do plenário da Câmara. O debate, para efeitos práticos
da agenda do colegiado está na metade do caminho. Nesta terça-feira
(28) foi realizada mais uma audiência pública para instrução
da proposta.
O amigo, com argumentos do inimigo
Nesta nova audiência, o procurador-chefe da Procuradoria Regional do
Trabalho da 10ª Região, Ricardo José Macedo de Britto Pereira,
afirmou que, se a redução da jornada não vier acompanhada
de outras medidas de proteção contra demissão em massa,
pode significar mais desemprego ainda.
É o tipo de argumento
contra a proposta, pois reforça a tese patronal, que se regozija
em ver e ouvir aqueles que defendem os trabalhadores defendendo, com ênfase
e convicção, a posição que os patrões
têm dificuldades de verbalizar, pois os seus argumentos são
falsos e insustentáveis.
Ora, antes da crise o País
vivia uma fase de expansão e consumo interno, sob o binômio
da estabilidade e controle da inflação, e os patrões
nem por isso eram favoráveis à redução da
jornada, sem redução de salário.
Desse modo, se há alguma
dúvida se esse mecanismo poderá amenizar o desemprego,
que se prove com dados palpáveis essa tese. Se for preciso construir
outros mecanismos para com a redução da jornada de trabalho
mitigar o desemprego que se proponha, mas ficar com elucubrações
que dificultam a aprovação da proposta em nada ajuda os
trabalhadores. Caso a proposta provocasse algum ônus para este
Governo podem ter certeza que não haveria dificuldades para aprová-la
no Congresso.
Sair da defensiva
O deputado Roberto Santiago (PV/SP), que presidiu a reunião, um aliado
dos trabalhadores na Câmara, optou por uma posição de cautela
e defensiva ao concordar que o momento atual, "apesar de alguns setores
já mostrarem sinais de recuperação, não parece
ser propício para a proposta".
Mas quando o ambiente econômico
era 'propício', os empresários também não
toparam fazer uma discussão séria sobre o tema. Os argumentos
que usavam não passavam de tergiversações. Eles
diziam que se a redução da jornada de trabalho fosse aprovada
causaria desemprego.
"Estudos do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos [Dieese]
mostram que a redução de jornada num momento normal gera
mais empregos", afirmou Santiago. Então por que o Congresso
não aprovou a proposta antes, quando o País vivia um bom
momento econômico? Se o problema era só esse, por que os
empresários não se mobilizaram para aprovar a proposta?
O problema não é só econômico, é também
político
O deputado Chico Lopes (PCdoB/CE) lamentou que a atual correlação
de forças realmente não favorece os trabalhadores, porque a mobilização
sindical é muito baixa. Mas ele defendeu a pressão pela aprovação
da proposta.
Esta é a posição,
me parece, mais acertada. E o problema de fato é que o movimento
sindical não dispõe, neste momento, de força suficiente
para impor sua vontade histórica. Não se trata apenas de
o momento econômico não favorecer. Reconhecer que a correlação
desigual de forças não permite avançar não
deve significar que a tese patronal está correta. Portanto, concordar
com essa posição sob o argumento da crise é uma
posição derrotista.
O movimento sindical pode e deve
fazer pressão para aprovar a proposta na comissão, pois
isso significará o fortalecimento de uma posição
histórica dos trabalhadores. Trata-se de uma disputa, que vença
quem tiver mais capacidade de mobilizar e construir uma tática
e estratégia capazes de convencer quem vai decidir - os deputados
e senadores.
Ao movimento sindical cabe mobilizar
e sensibilizar os trabalhadores para que pressionem os deputados nos
estados. As centrais podem e devem fazer esse debate nos estados e convidar
os parlamentares para que se posicionem claramente diante desse desafio.
Se a crise do desemprego não será, pelo menos diminuída,
como será então?
Mais claro, impossível
Para o relator da PEC 231/05, deputado Vicentinho (PT/SP), é preciso
ficar claro que a redução de jornada não faz as empresas
quebrarem, mas sim melhora a produtividade em decorrência de um melhor
ambiente de trabalho. Ele afirmou que seu parecer deve refletir essa certeza
de que "o lucro não pode ser obtido contra o bem estar das pessoas".
Ao se posicionar assim, o relator
oferece uma convicção ao movimento sindical e ajuda-o a
fazer o debate com a certeza de que a tese não está derrotada.
Tanto melhor, pois qualquer posição dos aliados dos trabalhadores
que seja diferente dessa será, no 'frigir dos ovos', favorável
aos patrões, que apenas se aproveitam da crise para reforçar
uma posição histórica e de classe, que não
mudará se a crise for debelada.
Depois de debater com os operadores
do direito, a comissão vai realizar nova audiência para
debater o tema com os empresários.
Tática protelatória
Em artigo publicado no dia 1º de abril argumentei que era preciso mudar
a tática e aprovar logo a proposta na comissão especial. Leia-o
no link no rodapé deste.
Neste reforço a opinião
que o 'debate' em curso nada mais é que uma tática protelatória
- dentro e fora do Congresso - daqueles que são contra a redução
da jornada, pois entre os atores não há mais ninguém
a convencer.
Quem é contra é contra
mesmo. Quem é a favor é a favor e pronto! Vamos ao voto!
(*) Analista político
e assessor parlamentar do Diap
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Folha de S.Paulo, 30 de abril
de 2009
Sindicatos e empresários criticam
falta de ousadia
Para trabalhadores e empresas, crise mundial
demanda corte maior da Selic | Após anúncio da decisão
do Copom, bancos divulgaram redução das taxas de juros
praticadas em algumas modalidades de crédito
DA REPORTAGEM LOCAL
Trabalhadores e empresários
criticaram a decisão do Copom de cortar os juros, dizendo que
a redução é tardia e demasiadamente tímida.
Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústria
do Estado de São Paulo), reclamou da desaceleração no
ritmo de corte da taxa. "A diminuição de juros leva seis
meses para fazer efeito. Se tivéssemos baixado os juros em outubro do
ano passado, agora, em abril, estaríamos sentindo seus reflexos. Essa
demora contribuiu para quedas drásticas do PIB [Produto Interno Bruto]
e do emprego", disse.
Para Armando Monteiro Neto, presidente da CNI (Confederação Nacional
da Indústria), a diminuição ficou "aquém das
expectativas".
" O atual ciclo recessivo da economia exige um corte mais substancial da
Selic, mesmo porque a inflação se encontra em trajetória
decadente", disse. "Os indicadores dos últimos meses mostram
que a crise financeira ainda está longe de uma solução."
A Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São
Paulo) avalia que o BC poderia ter cortado a taxa em dois pontos percentuais. "Em
razão do agravamento da crise, o Copom deveria ter sido mais ousado.
O Brasil ainda continua com uma das taxas de juros mais altas do mundo. Comemorar
que a Selic caiu de 11,25% para 10,25% parece ser resignação
demais", afirmou Abram Szajman, presidente da entidade.
A Força Sindical pediu uma "queda drástica dos juros. "Um
pouco mais de ousadia traria enormes benefícios para o setor produtivo,
que gera emprego e renda e anseia há tempos pelo crescimento expressivo
da economia", disse Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da
central.
O mercado financeiro aprovou o tamanho da redução, no entanto. "A
manutenção do ritmo da redução, a exemplo do que
já aconteceu na reunião passada, foi apropriada", defendeu
Walter Machado de Barros, presidente do conselho de administração
do Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças).
Na sua opinião, um aumento do ritmo de redução seria exagerado
porque já são observados sinais de retomada no consumo devido às
medidas de estímulo tomadas pelo governo, como a diminuição
dos impostos sobre produtos industrializados, como automóveis e eletrodomésticos.
Acompanhando a redução oficial, vários bancos já anunciaram
a redução das suas taxas nos empréstimos para pessoa física
e jurídica.
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Folha de S.Paulo, 30 de abril
de 2009
Apesar da crise, arrecadação
do FGTS cresce
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Apesar do abalo no mercado de
trabalho provocado pela crise econômica, o FGTS (Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço) acumula arrecadação líquida
positiva de janeiro a abril (dados parciais), segundo números
do Ministério do Trabalho. No período, a arrecadação
de contribuições ao fundo superou os saques em R$ 1,8 bilhão.
Em março, no entanto, o saldo do fundo ficou negativo em R$ 440 milhões. "O
FGTS é um fundo sólido. Está aumentando a arrecadação.
Não é possível pegar um mês atípico e dizer
que o fundo é deficitário", afirmou ontem o ministro do
Trabalho, Carlos Lupi.
Segundo o ministro, o resultado de março reflete as elevadas demissões
ocorridas em dezembro -quando o mercado de trabalho cortou 655 mil vagas com
carteira assinada- e janeiro -perda de 102 mil postos. "As demissões
de dezembro e janeiros caíram pesadamente sobre o fundo em março",
declarou.
Lupi destacou que, em abril, os dados parciais mostram uma arrecadação
líquida positiva de R$ 310 milhões, o que, na interpretação
dele, seria um sinal de que o Brasil saiu da crise.
Embora o saldo do primeiro quadrimestre seja positivo, fica abaixo do resultado
apurado no primeiro trimestre do ano passado, quando a arrecadação
líquida alcançou R$ 2,5 bilhões. Até outubro de
2008, antes de a crise atingir o mercado de trabalho brasileiro, todos os indicadores
de emprego vinham mostrando desempenho fortemente positivo, turbinando o caixa
do fundo.
Nesse período de bonança, o governo aproveitou para destinar
recursos do FGTS para outros fins que não os previstos na legislação
que o criou. Foi instituído o FI-FGTS (fundo de investimento em obras
de infraestrutura), com R$ 17 bilhões. Também foram destinados
R$ 13 bilhões ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social). Esses desvios, porém, não afetam a arrecadação
líquida do fundo, nem o saldo das contas do trabalhadores.
FAT
Lupi confirmou ainda que a liberação de recursos do FAT (Fundo
de Amparo ao Trabalhador) a partir de agora será associada à redução
do "spread" -diferença entre o custo de captação
do capital e a taxa cobrada nos empréstimos. Conforme a Folha antecipou
ontem, o governo só liberará dinheiro do FAT para os bancos oficiais,
se houver redução do "spread".
" Vamos amarrar as pontas, liberando o recurso com a redução
da taxa. Às vezes, os agentes financeiros estão adotando taxas
acima das aceitáveis", declarou o ministro. Segundo ele, a equipe
técnica do ministério trabalha em uma proposta que será apresentada
ao Codefat (Conselho Deliberativo do FAT) de redução dos "spreads" em
várias linhas do fundo.
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Gazeta do Povo, 30 de abril
de 2009
Política monetária
Selic cai ao menor nível da história
Taxa básica de juros da economia brasileira é reduzida
em um ponto porcentual, para10,25% ao ano. Ciclo de cortes está perto
do fim
O Banco Central anunciou ontem à noite
um corte de um ponto porcentual na taxa básica de juros, a Selic,
que agora está fixada em 10,25% ao ano. Trata-se da taxa mais
baixa já registrada desde a criação do Comitê de
Política Monetária (Copom) do BC, em 1996.
Ainda assim, a decisão
representou uma mudança nos rumos traçados nos outros dois
encontros do Copom realizados neste ano, quando, diante do quadro recessivo
no Brasil, a redução nos juros se acelerou. Em janeiro,
quando o mercado financeiro apostava num corte de 0,75 ponto porcentual,
o BC surpreendeu e baixou a Selic em 1 ponto. Em março, a queda
foi ampliada para 1,5 ponto.
Em nota divulgada após
a reunião, o BC não apresentou maiores justificativas para
a decisão. “Avaliando o cenário macroeconômico
e visando ampliar o processo de distensão monetária, o
Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 10,25% ao ano, sem viés,
por unanimidade”, diz o texto.
A decisão de ontem fez
o Brasil perder o amargo posto de país com o maior juro real do
planeta – taxa descontada a inflação projetada para
os próximos 12 meses. Levantamento da UpTrend Consultoria mostra
que a taxa real brasileira caiu para 5,8%, abaixo da China que tem juro
real de 6,6%, e Turquia, com 6,4%.
O ministro da Fazenda, Guido
Mantega, disse que o BC está na direção correta
ao reduzir a Selic. “Toda a vez que a Selic cai, eu fico feliz.
Está na direção correta.”
Perto do fim
Com a queda anunciada ontem,
o processo de redução da Selic se aproxima do fim. No mercado
financeiro, a expectativa é que os juros não caiam para
menos de 9,25% ao ano, sendo que a dúvida está no cronograma
dessa redução.
Desde o início da fase
mais aguda da crise, em setembro do ano passado, o BC reduziu os juros
em 3,5 pontos porcentuais. Mas a queda só teve início em
janeiro, quando já se acumulavam muitos sinais de que a economia
brasileira estava sofrendo uma forte retração.
Agora, a avaliação é outra.
Para o BC, há sinais de que a economia brasileira já conseguiu
sair do fundo do poço em que se encontrava entre o final de 2008
e o início de 2009. Embora reconheçam que a recuperação
ainda é tímida, diretores da instituição
têm dito que as projeções do setor privado para o
Produto Interno Bruto (PIB) deste ano estão excessivamente pessimistas.
Atraso
Para o presidente da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, a decisão
do Copom foi positiva, mas aquém das expectativas da indústria
brasileira. “Os indicadores dos últimos meses mostram que
a crise financeira ainda está longe de uma solução.
Os níveis de produção, emprego e as concessões
de crédito ainda se mostram acentuadamente abaixo dos níveis
registrados no período pré-crise”, destacou.
Concorda com a CNI a Força
Sindical. O presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, disse
que a queda na Selic foi tímida. “É um absurdo esta
mesmice conformista dos tecnocratas do Banco Central que insistem em
reduzir os juros a conta gotas e se curvar aos especuladores”,
criticou a direção da entidade.

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O ESTADO DO PARANÁ,
30 de abril de 2009 | Economia
BNDES bate recorde de desembolsos no
1º trimestre
Agência Estado
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou
hoje que os desembolsos realizados no primeiro trimestre do ano totalizaram
R$ 18,7 bilhões, desempenho 13% superior a igual período do ano
passado. Trata-se de um número recorde para um primeiro trimestre. Também
foi observada elevação nas consultas em igual período,
que cresceram 29%, para R$ 57,32 bilhões.
O volume de aprovações,
no entanto, mostrou retração de 12% no primeiro trimestre,
para R$ 20,108 bilhões. De acordo com o banco, a redução
ocorreu em razão de uma grande operação aprovada
no primeiro trimestre de 2008.
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O ESTADO DO PARANÁ,
30 de abril de 2009 | Política
Câmara prepara terreno para aumento
de salários
Agência Estado
Para encerrar ontem a discussão sobre o mau uso das passagens aéreas
com um ato administrativo que tornou as regras mais rígidas, a Mesa
Diretora da Câmara iniciou, ao mesmo tempo, o processo de uma reforma
administrativa que abre caminho para aumento salarial dos deputados. A avaliação
de líderes e de integrantes da Mesa é que haverá corte
de benefícios, mas será inevitável a contrapartida de
elevar a remuneração e equipará-la ao salário dos
ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje de R$ 24.500. Para evitar
maior desgaste político, a ideia é aprovar o pacote agora, mas
pôr em prática neste ano apenas os cortes de gastos. O salário
mais alto ficaria para depois, provavelmente 2011, quando assumirão
os novos deputados.
O presidente da Câmara,
Michel Temer (PMDB-SP), anunciou a criação de uma comissão
para, no prazo de 30 dias, apresentar uma proposta de reforma, depois
da reunião da Mesa com os líderes partidários que
recuou da decisão de votar no plenário um projeto que restringe
o uso de passagem e adotou as medidas por meio de um instrumento administrativo. "Muitas
vezes o recuo é para avançar", disse Temer.
A preocupação
dos integrantes da Mesa Diretora é construir uma reforma que adote
medidas moralizadoras, mas não provoque nova rebelião no
baixo clero, como são chamados os deputados de pouca expressão.
A reação desses parlamentares contra as medidas disciplinadoras
da cota de passagem aérea, especialmente por causa da proibição
de viagens de parentes, fragilizou ainda mais a imagem da Câmara,
já abalada pela série de denúncias de uso do recurso
público para viagens a passeio, vendas de créditos excedentes
no mercado paralelo e emissão de bilhetes em nome de parentes
e amigos. No episódio das passagens, a revolta foi contida pelos
líderes, mas os deputados ainda esperam uma compensação.
"Sou a favor de uma
reforma arrojada. A resposta precisa ser completa. Isso vai depender
de apoio político e da consciência da Casa", diz
o corregedor da Câmara, ACM Neto (DEM-BA). Ele listou o que entende
ser essencial na proposta: transparência, economia de recursos
públicos e garantia de condições para o exercício
do mandato. As novas medidas - viagens só para deputados e assessores,
redução de 20% nos valores, proibição de
emissão de bilhetes para o exterior e prestação
de contas na internet, entre outras - entram em vigor com a publicação
do ato da Mesa no Diário da Câmara, o que deve ocorrer
hoje.
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FOLHA DE LONDRINA, 30 de
abril de 2009 | Política
Senadores gastam mais de R$ 2 mi
da verba
Total foi utilizado somente nos
três primeiros meses de 2009; benefício mensal custeia
despesas dos parlamentares
São Paulo - Os senadores
gastaram mais de R$ 2,2 milhões de verba indenizatória
no primeiro trimestre de 2009, informa reportagem do site Congresso
em Foco. O número, no entanto, exclui os gastos de 21 parlamentares,
que ainda não foram publicados no site do Senado. A verba
indenizatória é um benefício mensal de R$
15 mil para cobrir gastos dos parlamentares referentes ao mandato.
Segundo a reportagem, na prestação
de contas dos senadores, a rubrica predileta dos parlamentares no primeiro
trimestre foi a que reembolsa despesas com locomoção, alimentação,
hospedagem, combustíveis e lubrificantes.
Na quarta-feira passada, a Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou
o projeto que autoriza a divulgação de gastos de agentes
públicos na internet.
Pelo projeto, as Mesas da Câmara
e do Senado, o presidente da República, o Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público
(CNMP) podem divulgar os gastos destinados ao reembolso - as chamadas
verbas indenizatórias - de despesas efetuadas por seus agentes
públicos, no exercício de suas funções. A
proposta inclui também os gastos efetuados com cartão corporativo.
Câmara
Após denúncias
de uso irregular da verba indenizatória, a Mesa Diretora da Câmara
definiu restrições e ficou proibido o uso da verba para
pagar pesquisas e consultorias.
Os deputados também estão
impedidos de usa o benefício para pagar gastos em suas próprias
empresas ou de entidades e associações nas quais eles tenham
participação.
Pela decisão da Câmara,
ficou estabelecido ainda que as despesas com combustíveis, locação
de veículos e contratação de segurança estão
limitados, cada uma, a 30% do valor mensal.
Mas os deputados estão
liberados para ressarcir despesas alimentícias em seus Estados
de origem com a verba.
Proposta
Anteontem, durante reunião
de líderes na Câmara, os parlamentares desistiram de discutir
temporariamente a proposta de incorporação da verba indenizatória
aos seus salários - o que elevaria os vencimentos dos atuais R$
16,5 mil para R$ 24,5 mil.
Técnicos da Casa chegaram
a realizar estudo para incorporar a verba aos vencimentos dos parlamentares.
O reajuste estaria condicionado à criação
de uma cota única que incluiria todos os benefícios e auxílios
recebidos pelos parlamentares - assim como a votação de
proposta de emenda constitucional (PEC) que impedisse o chamado ''efeito
cascata'' com aumentos salariais nas Câmaras Legislativas estaduais
e de vereadores.
Folhapress
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Vermelho, 30 de abril de
2009
Aécio já aceita Serra,
com Itamar na vice em chapa SP-MG
O namoro entre os governadores tucanos Aécio
Neves (MG) e José Serra (SP) vai de vento em popa e nesta
semana ganhou contornos mais nítidos: haverá prévias
para escolher o candidato presidencial, como quer o mineiro, porém
mais adiante, entre dezembro e fevereiro, como deseja o paulista.
Este vencerá as prévias, enquanto Aécio, que
tem 49 anos, sairá para senador e esperará na "fila".
Já se fala até num vice para selar o acordo "café com
leite": o ex-presidente Itamar Franco, que entraria no PPS-MG.
Por Bernardo Joffily
Aécio e Serra: prévia para dar o 'start'
"O que tenho certeza é que,
pela afinidade que temos hoje, pelo respeito mútuo que nos une,
o presidente Itamar e eu estaremos juntos em 2010, independente da posição
que ele tome", disse Aécio nesta quarta-feira (29), antes
de embarcar para a França e depois de uma conversa telefônica
com o ex-presidente.
Itamar "no momento
certo"
" O presidente Itamar é um
dos homens mais respeitados do Brasil e é um homem que tem condições
de ser presidente da República, o que inclusive já foi,
e ocupar qualquer outro cargo. Caberá a ele, no momento certo,
tomar sua definição", agregou Aécio.
O ex-presidente foi convidado
a se filiar ao PPS, que deseja "compor" o "bloco oposicionista" e
recuperar-se de uma trajetória descendente. Peemedebista histórico,
hoje com 78 anos e sem partido, Itamar já fez um movimento semelhante
em 1989, quando entrou no PRN de Fernando Collor de Mello e foi vice
deste na primeira eleição presidencial pós-ditadura.
Isto o levou a assumir a Presidência com o impeachment de Collor,
em 1992.
Agora, o nome do ex-presidente é lembrado
para selar um acordo de pacificação do PSDB, dividido desde
2006 entre dois projetos presidenciais conflitantes. O próprio
Itamar parece não ter se decidido, e Aécio não explicitou
apoio à chapa com o Itamar na vice, que equivaleria a uma confissão
de desistência. Porém os dois presidenciáveis concorrentes
acertaram os contornos de um acordo de paz tucano, ao jantarem juntos
em Belo Horizonte nesta segunda-feira.
" Juntos em 2010"
Após o jantar, o governador
mineiro era todo cordura no tratamento do ex-rival. "O menos importante
em toda essa discussão é aquilo que muitas vezes parece
a setores da imprensa como relevante, que existe uma disputa entre Serra
e Aécio. Serra e Aécio estarão juntos em 2010. De
que forma: daquela forma que for mais adequada para o enfrentamento do
governo para vencermos as eleições", disse Aécio.
" Nós temos conversado
muito ultimamente e o clima é de absoluta afinidade. Estamos avançando,
sim, na construção de uma agenda comum, devemos estar juntos,
como eu sempre defendi, em algumas regiões do país nesses
próximos meses. Caberá à direção nacional
do partido, ao presidente Sérgio Guerra, definir quando isso ocorrerá",
disse ainda o governador mineiro.
Mudança de conteúdo
No entendimento, Serra admitiu
a realização de prévias no partido, insistentemente
defendida por Aécio. Aceitou também uma agenda de viagens
dos dois pelo país. Aécio, em contrapartida, concordou
que as prévias fiquem para mais tarde, talvez até para
fevereiro, a sete meses da eleição.
Porém a mudança
maior foi no conteúdo das prévias. Antes, Aécio
prometia fezer delas uma tribuna de seu inconformismo com a hegemonia
de São Paulo no partido. Argumentava que Serra em 2010 seria a
sexta candidatura paulista do PSDB, em todas as eleições
presidenciaispós-ditadura. Agora, prepara-se para prévias
que ceem um "start" na pré-campanha de Serra 2010, dar " visibilidade
ao partido, é uma forma adequada, correta", enquanto ele
aguarda na "fila".
Os primeiros sinais de que os
dois presidenciáveis tucanos não se engalfinhariam até o
fim surgiram ainda em fevereiro, quando o ex-presidente Fernando henrique
Cardoso passou a se movimentar claramente em favor de Serra. E ganharam
um tom de alvoroço a partir deste fim de semana, quando a ministra
Dilma Rousseff, candidata declarada do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, anunciou que está em tratamento para combater um
câncer no sistema linfático.
Ao menos em público,
os oposicionistas lamentam a doença da ministra-chefe da Casa
Civil. Porém o deputado federal Geraldo Thadeu (PPS-MG) chegou
a declarar para a imprensa que Dilma devia se afastar para tratamento: "Ela
extraiu um tumor maligno e são quatro ou cinco meses de quimioterapia,
em que as resistências baixam bastante, o que faz com que a pessoa
perca a capacidade de trabalho”, comentou.
A outra torcida é para
que a enfermidade estimule, ao menos nos bastidores, o aparecimento de
petistas desejosos aparecer como alternativa a Dilma. Numerosos "analistas
políticos" já apareceram na mídia estimulando
a possibilidade.
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Agência Diap, 30 de abril
de 2009
Seguridade aprova vinculação
do aumento da aposentadoria ao mínimo
O projeto, do senador Paulo Paim
(PT/RS), cria o Índice de Correção Previdenciária
(ICP), que é a relação do salário de benefício
do segurado (aposentadoria) na data de sua concessão com o menor
salário de benefício (mínimo) pago pelo Regime Geral
na mesma data de concessão
A Comissão de Seguridade
Social e Família aprovou, nesta quarta-feira (29), o Projeto de
Lei 4.434/08, do senador Paulo Paim (PT/RS), que trata da recomposição
dos benefícios previdenciários com base no número
de salários mínimos recebidos na época da concessão
da aposentadoria. Na Casa de origem, o Senado, trata-se do PLS 58/03.
O projeto cria o Índice
de Correção Previdenciária (ICP), que é a
relação do salário de benefício do segurado
(aposentadoria) na data de sua concessão com o menor salário
de benefício pago pelo Regime Geral da Previdência Social
(salário mínimo) na mesma data de concessão. O ICP
será individual e passará a ser usado para cálculo
dos reajustes por toda a vida do beneficiário.
A proposta altera a Lei 8.213/91,
que trata dos planos de benefícios da Previdência, e estabelece
uma regra de transição de cinco anos até que a proporção
entre benefício e valor mínimo seja totalmente recuperada.
Achatamento
O relator do projeto na comissão foi o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP),
que defendeu a aprovação da medida. O parlamentar explicou que
a adoção de indexadores diferenciados para o piso (salário
mínimo) e para os demais valores de benefícios (Índice
de Preços ao consumidor - INPC) tem produzido grande achatamento nas
aposentadorias e pensões.
"A tal ponto que, a cada
reajuste, observa-se uma perda progressiva de referência entre
esses valores e o do salário mínimo", ressaltou Faria
de Sá.
De acordo com o deputado, os
argumentos de que a proposta pode quebrar os cofres da Previdência
Social não são válidos. Segundo ele, apenas 7,5
milhões dos 15 milhões de benefícios previdenciários
são superiores a um salário mínimo.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, deve ainda ser analisado
pelas comissões de Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ir a voto
no plenário da Câmara.
Se houver alterações
de mérito, a matéria retornará ao exame do Senado,
Casa que dará a posição final ao texto.
Outros
projetos
Tramita ainda na Câmara outros dois projetos do senador Paim, que com
este pretendem recompor a renda dos aposentados e pensionistas do País.
O primeiro é uma emenda
aprovada no Senado ao PL 1/07, do Executivo, que cria uma política
de recuperação e atualização do mínino
até 2023. A emenda determina que as aposentadorias e pensões
devem ser reajustadas segundo a política do mínimo, que
foi proposta pelas centrais.
O segundo é o PL
3.299/08, que extingue o fator previdenciário. Pela fórmula
do fator, ao se aposentar o trabalhador perde um terço ou mais
da renda de que quando estava na ativa.
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BEM PARANÁ, 30 de
abril de 2009 | Economia
FGTS
PR: Superintendência notifica
241 empresas
Em 2009, no primeiro trimestre do ano, a
Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR),
ao verificar o recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS)
Em 2009, no primeiro trimestre do ano, a Superintendência Regional do
Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR), ao verificar o recolhimento
do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) por parte das empresas,
notificou 241 estabelecimentos. O valor recolhido em função das
ações fiscais neste período foi de R$ 2.037.127,84 e o
valor pago por meio das notificações superou os R$ 37 milhões.
Ou seja, mais de R$ 39 milhões foram recolhidos através da atuação
da SRTE/PR nos primeiros três meses do ano.
No ano passado, neste mesmo período,
a Superintendência notificou 221 empresas. Em conseqüência
disso, R$ 2.787.335,58 foram pagos durante a fiscalização
e R$ 5.725.345,77 foram através das notificações
realizadas pela SRTE.
“ O valor do depósito é definido pela quantia de 8% do salário
mensal (para os empregados) e de 2% para aqueles que atuam com contrato temporário
de trabalho com prazo determinado, e deve ser depositado na conta vinculada da
Caixa Econômica Federal”, destaca.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
30/04/2009
TST mantém indenização
a trabalhador ferido em desabamento de chaminé
A Oitava Turma do Tribunal Superior
do Trabalho manteve condenação imposta pelo Tribunal Regional
do Trabalho da 9ª Região (PR) a uma fábrica de rações
e alimentos para animais, localizada em Colombo (PR), relativa ao pagamento
de indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil (corrigidos
monetariamente) em razão de acidente ocorrido no local de trabalho
em 27/01/1995. O trabalhador foi atingido depois que a chaminé de
uma caldeira tombou sobre o barracão por onde ele passava.
De acordo com a relatora do recurso,
ministra Maria Cristina Peduzzi, embora o TRT/PR tenha verificado que
a empresa prima pela segurança dos seus empregados – mantendo
programas de prevenção de riscos e comissão interna
de prevenção de acidente (Cipa) -, e tenha proibido a passagem
pelo local do acidente depois que chuvas e fortes ventos abalaram a estrutura
da chaminé, não houve fiscalização quanto à segurança,
já que os empregados continuaram a utilizar o caminho para transitar
até o depósito localizado na parte de trás do barracão.
O trabalhador foi admitido pela
Nuvital Nutrientes S/A como auxiliar de produção em 14/11/1994
e fazia serviços gerais na expedição, como carregar
e descarregar caminhões com insumos para a fabricação
de ração animal. Antes do término do expediente,
ele fazia a faxina no local. Na “ação de reparação
de dano decorrente de ato ilícito” que ajuizou contra a
empresa após ser demitido, um ano após o acidente, o trabalhador
conta que não havia outro caminho para chegar ao depósito
onde eram armazenadas as embalagens destinadas à reciclagem.
A defesa da empresa nega a informação
e argumenta que, embora o local tenha sido sinalizado e interditado para
travessia, o empregado desrespeitou a proibição e se expôs
ao risco por vontade própria, porque queria fazer o trajeto mais
curto até o depósito. A defesa afirmou ainda que a chaminé era
praticamente nova e estava dentro do período de garantia, mas
as chuvas e os fortes ventos que atingiram a região no começo
do ano de 1995 por mais de 20 dias comprometeram sua estrutura.
O empregado ficou afastado do
trabalho por dois meses. Embora as sequelas não o tenham incapacitado
para o trabalho, ele ficou com cicatrizes na cabeça e no joelho
e também é portador de transtorno bipolar, patologia de
ordem psíquica que alega ter relação com o acidente.
Segundo o TRT/PR, após o acidente, o empregado retornou ao trabalho
sem restrição funcional, mas foi colocado para exercer
função mais leve. Mas a relação da doença
psiquiátrica com o acidente não restou comprovada.
No recurso ao TST, a defesa da
Nuvipal questionou também a aplicação de juros de
mora e a correção monetária sobre o valor da indenização
a partir do ajuizamento da ação trabalhista, alegando que
a determinação elevará o valor da indenização
por danos morais a mais de R$ 35 mil. A empresa defendeu que o marco
inicial deveria a publicação do acórdão do
TRT/PR ou a sua citação. A pretensão foi rejeitada
pela ministra relatora. “É assente na nossa jurisprudência
o entendimento no sentido de que, decorrendo a reparação
por danos morais da relação trabalhista, o termo inicial
da incidência dos juros de mora é o ajuizamento da reclamação
trabalhista, a teor do artigo 883 da CLT”, concluiu Peduzzi. A
decisão foi unânime. (RR 99.528/2006-657-09-00.2)
(Virginia Pardal)
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30/04/2009
Estado do Espírito Santo é responsabilizado
por dívidas de fundação
Dívidas trabalhistas de
um grupo de 23 pessoas admitidas pela Fundação Centroleste,
sem carteira assinada, pagas com recurso do Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT) para trabalhar em repartições estaduais, podem ser
pagas pelo Estado do Espírito Santo. A Quarta Turma do Tribunal
Superior do Trabalho manteve a condenação do Estado, por
responsabilidade subsidiária, já decidida pelo Tribunal
Regional do Trabalho da 17ª Região (ES). No recurso ao TST,
a Fundação Centroleste queria ser excluída da ação,
deixando todos os encargos para o Estado, sustentando que não
houve qualquer prestação de serviços pelos trabalhadores à fundação
e que eles sequer sabiam onde se localizava a sede do estabelecimento.
A Turma, porém, assegurou o vínculo empregatício
com a Centroleste, além da responsabilidade do Estado.
Segunda a empregadora, a responsabilidade
trabalhista deveria ser estabelecida diretamente com o Estado do Espírito
Santo. Argumentou, ainda, que houve cerceamento de defesa, pois o acórdão
do Regional teria se baseado, para reconhecer o vínculo empregatício, “na única
testemunha dos trabalhadores, que é nitidamente suspeita, por
ajuizar ação exatamente igual”. Para a relatora do
recurso de revista, ministra Maria de Assis Calsing, no entanto, o vínculo
de emprego foi reconhecido considerando “o depoimento da testemunha
trazida pelos autores e, inclusive, da testemunha trazida pela própria
reclamada”. Então, concluiu a relatora que não ficou
caracterizado o cerceamento de defesa, “ainda mais que o fato de
a testemunha ter litigado contra o mesmo empregador não a torna
suspeita”.
Nem recibo, nem carteira assinada
Os trabalhadores exerceram, em
repartições estaduais, atividades como assessores de gabinete,
técnicos de serviço de apoio, assessores administrativos,
gerente de pessoal, assessor jurídico e assistente social, com
salários que variavam de R$ 430,00 a R$ 3.000,00. Além
de não terem a carteira assinada, nem haverem recebido o décimo
terceiro salário de 2000, o pagamento dos salários estava
atrasado desde março de 2001, em grande parte dos casos.
De acordo com o que pôde
verificar a 3ª Vara do Trabalho de Vitória, por meio de provas
testemunhais, os trabalhadores foram contratados para prestar serviços
a órgãos do governo, e eram pagos com recursos do FAT.
O pagamento, em sua maioria, era efetivado por depósito em conta
corrente, sem identificação de depositante, e, para alguns,
diretamente em dinheiro. A Vara do Trabalho averiguou, ainda, que a Secretaria
de Trabalho e Ação Social do Estado do Espírito
Santo firmou contrato com a Fundação Centroleste visando à qualificação/requalificação
de 10.588 trabalhadores, pelo valor de R$ 719.235,50, com vigência
de 14/09/00 a 31/12/00.
A Vara de Vitória considerou
que, apesar de os trabalhadores não terem prestado serviços
diretamente à Centroleste, esta atuou como intermediária
de mão-de-obra para o Estado e assumiu o caráter oneroso
da contratação, recebendo, para isso, verbas do FAT. Isso
explicaria a ausência de contrato e de recibos e o fato de os trabalhadores
não conhecerem a sede da empregadora. A fundação
foi condenada, mas a Vara julgou improcedente o pedido de responsabilidade
subsidiária do Estado do Espírito Santo, pois todos os
trabalhadores prestaram serviços diretamente à Fundação
de Assistência Social, que possui personalidade jurídica
própria. Trabalhadores e Centroleste recorreram ao TRT/ES, que
reformou a sentença para reconhecer a responsabilidade do Estado.
A Centroleste tentou, ainda, reformar o acórdão regional
no TST, mas o recurso foi rejeitado pela Quarta Turma. ( RR-61/2002-003-17-00.3)
(Lourdes Tavares)
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30/04/2009
Sétima Turma isenta empresa de indenização
por morte de motorista
A Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho considerou indevido o pagamento de indenização
por danos morais aos herdeiros de um motorista de ônibus da Viação
Flecha Branca, de Cachoeiro do Itapemirim (ES), que foi morto em um assalto
quando dirigia o ônibus em serviço. A família já havia
recebido indenização por danos materiais e pretendia obter,
também, reparação por danos morais. A decisão
reformou o entendimento do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região
(ES) que manteve a sentença condenatória imposta à empresa
no primeiro grau.
O assalto ocorreu em meados de
2001, quando o motorista dirigia o ônibus no percurso Cachoeiro
X Gruta. Ele faleceu vítima de um tiro no rosto. Em fevereiro
de 2004, sua esposa e dois filhos menores ajuizaram a ação
na Justiça Comum, sustentando que o motorista era o único
provedor da família e que a indenização também
lhes era devida por “terem passado por sofrimento pela perda de
um ente querido”. A ação foi encaminhada à Justiça
do Trabalho, onde o juiz reconheceu a culpa da empresa e a condenou ao
pagamento de R$ 20 mil reais.
Considerando-se prejudicada com
a sentença, confirmada pelo TRT/ES, a Viação Flecha
Branca recorreu ao TST. Ao analisar seu recurso na Sétima Turma,
o relator, ministro Ives Gandra Martins Filho, verificou que o apelo
era procedente, uma vez que os equipamentos de roleta e cofre forte que
ela não instalou no veículo, mencionados nas instâncias
anteriores, não poderiam ter evitado o sinistro. O relator manifestou
ainda que “risco de assalto todos corremos, mormente vivendo em
cidades em que a segurança é precária”.
O ministro Guilherme Caputo Bastos
endossou o acórdão do relator e manifestou o entendimento
de que a decisão que condenou a empresa considerou apenas o fato
de a família não ficar desamparada, mas não levou
em consideração os elementos jurídicos para se conceder
ou não o dano moral. O relator complementou que “é uma
das hipóteses em que o Judiciário, querendo dar alguma
satisfação à família da vítima, procura
encontrar alguma justificativa, quando não há, no caso
concreto”, e acrescentou que a condenação imposta à empresa “é um
exagero, um extrapolamento aos limites da razoabilidade”. ( RR-1768-2005-132-17.8)
(Mário Correia)
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