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Agência Diap, 8 de
maio de 2009
Veto à Emenda 3 corre risco
de ser derrubado; movimento sindical deve mobilizar-se
O tema é grave e exige articulação
urgente de todos que defendem os trabalhadores. A derrubada do veto
significará retrocesso inominável nas relações
de trabalho, já que empresas irão contratar apenas "serviços" da
pessoa jurídica e não empregados com carteira assinada
Antônio Augusto de Queiroz*
O veto à Emenda 3, texto
incluído pelo Senado e mantido pela Câmara no Projeto de
Lei 6.272, de 2005 (PLC 20/06, no Senado Federal), que tratava da Super
Receita (Lei 11.457/07), com o propósito de descaracterizar vínculo
empregatício entre o prestador e tomador de serviço de
pessoa jurídica, poderá ser votado na sessão do
Congresso programada para o dia 13 de maio, próxima quarta-feira.
O texto, aparentemente inofensivo: "No
exercício das atribuições da autoridade fiscal de
que trata esta lei, a desconsideração da pessoa, ato ou
negócio jurídico que implique reconhecimento de relação
de trabalho, com ou sem vínculo empregatício, deverá sempre
ser precedida de decisão judicial" - é extremamente
nocivo aos interesses dos trabalhadores.
O objetivo do texto vetado, ao
retirar do auditor fiscal do Trabalho e transferir para Justiça
do Trabalho a prerrogativa de desconstituir empresa jurídica criada
só para burlar o vínculo empregatício, é permitir
que qualquer trabalhador, independente de profissão regulamentada
ou de formação, possa se transformar em pessoa jurídica,
liberando o contratador das obrigações trabalhistas e previdenciárias.
O deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT/SP) tem feito contato com os líderes partidários no
sentido de evitar a inclusão do veto em pauta no próximo
dia 13, diante do risco concreto de que possa ser rejeitado, mas essa
decisão dependerá do presidente do Congresso, senador José Sarney
(PMDB/AP), a quem os líderes têm feito apelos pela exclusão
desse veto na lista a ser apreciada na sessão programada para
apreciação dos vetos polêmicos.
Diante do risco de votação,
e, mais do que isso, da ameaça de derrubada do veto, seria conveniente
que as centrais sindicais, as confederações, federações
e sindicatos mobilizassem suas bases no sentido de pedir a cada deputado
e cada senador que vote "sim" pela manutenção
do veto, vote "abstenção" ou não compareça à sessão,
já que para a rejeição de veto são necessários
257 votos "contrários" de deputados e 41 de senadores.
A eventual derrubada do veto
significará um retrocesso inominável nas relações
de trabalho, já que as empresas irão contratar apenas "serviços" da
pessoa jurídica e não empregados com carteira assinada.
E pessoa jurídica, diferente
do trabalhador contratado, não tem jornada definida, descanso
semanal remunerado, FGTS, férias, 13º, enfim, direitos trabalhistas
e previdenciários, entre outros direitos.
O tema é grave demais
e exige uma articulação urgente de todos aqueles que defendem
os trabalhadores.
(*) Jornalista, analista político
e diretor de Documentação do Diap
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O ESTADO DO PARANÁ,
08 de maio de 2009 | Economia
Pacote de habitação pode
incluir outros bancos
Agência Estado
Apesar de festejado, o programa habitacional do governo federal "Minha
Casa, Minha Vida" ainda depende da aprovação do Congresso
Nacional. O governo apresentou a proposta por meio de Medida Provisória
- a 459/2009 - e o deputado federal Henrique Alves (PMDB-RN), relator do projeto,
pretende entregar o relatório à Câmara na próxima
semana para que seja votado ainda em maio. Até lá, Alves tem
pela frente uma missão difícil: negociar com os ministros Dilma
Rousseff (Casa Civil) e Guido Mantega (Fazenda) a inclusão de emendas à MP.
Uma proposta já foi aprovada. O projeto excluirá municípios
com menos de 50 mil habitantes.
A MP já tem 307 emendas,
como a que inclui o financiamento para a aquisição de lotes.
A proposta que deve encontrar mais resistência do governo é a
que prevê que outros agentes financeiros além da Caixa Econômica
Federal participem da gestão dos recursos do programa. O relator
alega que a Caixa, sozinha, não tem como atender a mais de 4,5
mil municípios que serão incluídos no programa. "Vou
negociar até o último minuto. Não adianta oferecer
casa e depois não poder atender a população",
diz.
Para especialistas em urbanismo,
as casas do programa de moradia popular do governo federal - que completou
40 dias do lançamento e de prático o que se viu até agora
foi, principalmente, uma onda de histeria nas portas das agências
de habitação e nas consultas à Caixa - só ficam
prontas em um ano e meio (18 meses). Paulo Safady, presidente da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), é incisivo
ao dizer que "não há como produzir em escala sem a
classe empresarial".
Material de construção
A redução do Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI) em material de construção
elevou em 25% a venda dos itens incluídos no pacote de ajuda do
governo federal, em vigor desde 1º de abril. O desempenho só não
foi melhor por que o mês teve apenas 17 dias úteis, observou
o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de
Material de Construção (Anamaco), Cláudio Conz.
Com base nos números, o executivo disse que vai lutar pela prorrogação
da desoneração fiscal, a exemplo do que ocorreu no setor
automotivo.
Nos primeiros dois meses
do ano, com a deterioração do ambiente doméstico,
as vendas de material de construção despencaram 12% em
comparação com igual período do ano passado. Em
março, antes do anúncio de desoneração
fiscal, o setor conseguiu uma ligeira recuperação de
1,5% comparado a março de 2008, destaca o presidente da Anamaco,
associação que representa 138 mil lojas de material de
construção em todo País. Em abril, o crescimento
de 25% dos produtos desonerados incrementou as vendas reais (descontadas
a inflação) do setor em 4,5%. No total, 30 itens tiveram
a redução ou isenção total do IPI.
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O ESTADO DO PARANÁ,
08 de maio de 2009 | Economia
Caixa realizará Feirão
da Casa Própria em dez cidades
Agência Estado
O financiamento imobiliário pela Caixa Econômica Federal (CEF)
somou R$ 10 bilhões de janeiro a abril deste ano. O volume é recorde
e supera em 104% o total registrado no mesmo período de 2008. O número
de unidades chegou a 207 mil, com expansão de 114% na comparação
com o intervalo equivalente do ano passado. Em nota, o vice-presidente de Governo
da Caixa, Jorge Hereda, informou que o financiamento habitacional até abril
ultrapassou os R$ 8,9 bilhões de 2008 e representa o dobro do total
financiado em 2003.
De 14 de maio a 21 de junho,
a Caixa realizará a quinta edição do Feirão
Caixa da Casa Própria, em dez cidades. Nos cinco primeiros feirões,
estarão disponíveis 109 mil imóveis, incluindo novos,
usados e na planta. O evento será realizado, inicialmente, no
Rio de Janeiro e em seguida em Salvador, Curitiba, Uberlândia,
Belo Horizonte, São Paulo, Brasília, Recife, Porto Alegre
e Fortaleza. Em 2008, o evento movimentou R$ 4 bilhões entre valores
contratados e negócios encaminhados. A Caixa tem a expectativa
que o Feirão deste ano supere os anteriores.
No Rio de Janeiro, a projeção é que
o feirão movimentará R$ 750 milhões, 16,28% a mais
do que em 2008. Para o evento de Belo Horizonte, a meta são R$
400 milhões e, de Salvador, R$ 300 milhões.
As linhas de financiamento da
Caixa atendem a todas os segmentos de renda, com prazo de até 30
anos e prestações decrescentes. Os juros variam de Taxa
Referencial (TR) mais 4,5% a 11,4% ao ano.
Em nota, a Caixa ressalta
que o feirão será uma "excelente oportunidade" para
que as pessoas conheçam empreendimentos que se encaixam no programa
habitacional "Minha Casa, Minha Vida". O banco já recebeu
268 propostas de empreendimentos habitacionais, 156 delas para a faixa
de renda de até três salários mínimos. Até o
momento, 11 Estados, 12 capitais e 218 outros municípios aderiram
ao programa.
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FOLHA DE LONDRINA, 08 de maio de 2009 | Economia
Redução de IPI faz vendas
na construção crescerem
Aumento de 4,5% ocorre após o setor
acumular queda de 12% nos dois primeiros meses do ano, na comparação
com o mesmo período de 2008
São Paulo- A venda de
materiais de construção incluídos no pacote de desoneração
do governo cresceu 25% em abril deste ano, primeiro mês de redução
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), segundo dados da Associação
Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).
A entidade afirmou que a venda
geral de materiais cresceu 4,5% em abril deste ano, na comparação
com o mesmo período de 2008. A expansão, no entanto, poderia
ser maior se não fossem os feriados do mês.
O aumento nas vendas ocorre após
o setor acumular queda de 12% nos dois primeiros meses do ano, na comparação
com o mesmo período de 2008. Em março, o varejo de material
de construção apresentou leve recuperação,
com crescimento de 1,5% sobre março de 2008.
‘‘Sem dúvida,
este número [de março] só não foi maior porque
os consumidores estavam na expectativa do eventual anúncio sobre
redução dos impostos (IPI), que vinha sendo noticiado constantemente
e que acabou acontecendo no dia 30 de março’’, afirmou
Cláudio Conz, presidente da Anamaco.
‘‘Este represamento
fez crescer nossas vendas dos produtos incluídos no pacote de
desoneração em 25% durante o mês de abril, forçado
pelos consumidores que estavam adiando suas compras, mas também
influenciando aqueles que pretendem reformar, já que a medida,
inicialmente, vale para abril, maio e junho’’, disse.
Segundo o presidente da Anamaco,
o mês de abril foi muito prejudicado pelos feriados. ‘‘Como
maio não terá a influência destes feriados, é de
se esperar um crescimento perto de 8% comparativo com o mesmo período
de 2008’’.
Segundo o presidente da Anamaco,
o mês de abril foi muito prejudicado pelos feriados.Os dados da
Anamaco demonstram que os primeiros quatro meses do ano ainda não
conseguiram recuperar as perdas do primeiro bimestre de 2009.
Folhapress
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Folha de S.Paulo, 8 de maio
de 2009
Poupança com saldo maior
pagará IR
Para evitar custo político, Lula quer
excluir mais de 95% dos poupadores da mudança da regra causada
pela queda nos juros | Para estimular investidor a permanecer nos fundos
de investimento, governo prepara medidas para desonerar o setor
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Com receio do desgaste político,
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu anteontem em reunião
com a equipe econômica que a maioria dos aplicadores não
será atingida pelas mudanças de regras de remuneração
que irão fazer a caderneta de poupança render menos.
Segundo a Folha apurou, o governo vai cobrar IR (Imposto de Renda) sobre os
rendimentos a partir de um patamar alto de aplicação -o que deixaria,
nas palavras de um ministro, "mais de 95%" dos aplicadores com as
atuais regras de ganho. Lula pediu que a equipe econômica elaborasse
uma proposta para desonerar os atuais fundos de investimento, medida que deverá ser
finalizada até a semana que vem.
Dessa forma, Lula estimularia grandes aplicadores a optarem pelos fundos, que
recuperariam atrativos apesar da queda da taxa básica de juros, a Selic,
que reduz os ganhos dessas aplicações.
Um auxiliar direto de Lula disse à Folha que o temor de dar uma bandeira à oposição
na reta final do governo e nas eleições de 2010 levou o presidente
a optar por não alterar as regras da poupança para os pequenos
e médios aplicadores, a imensa maioria na poupança.
PSDB, DEM e PPS, partidos de oposição, têm criticado a
possibilidade de mudança na poupança desde que o governo anunciou
que cogitava tal medida após a queda dos juros. Com a redução
de 3,5 pontos da Selic desde setembro, os fundos de investimento, que aplicam
recursos nos títulos do Tesouro e financiam a dívida pública,
perderiam atratividade na comparação com a poupança, que
não paga IR e tem remuneração garantida de 6% ao ano mais
a variação da TR (Taxa Referencial).
Números do Banco Central mostram que, em dezembro, 80,580 milhões
de clientes (89,55% do total) tinham contas com saldo até R$ 5.000,00.
Outros 6,578 milhões de contas (7,3% do total) eram de clientes com
saldo de R$ 5.000,01 a R$ 20 mil. Menos de 4% dos poupadores possuíam
contas acima de R$ 20.000.
Lula fez reuniões com a equipe econômica sob forte contrariedade.
Alegava que Fazenda e BC foram imprevidentes ao não alterar com antecedência
regras da caderneta e que tomar uma medida impopular na véspera de ano
eleitoral seria suicídio político. A decisão de Lula de
não mudar as regras para a grande maioria busca minimizar o desgaste
político.
As alternativas, avaliou, dariam munição à oposição
para falar que o governo "tungou" os pequenos poupadores. O PPS chegou
a fazer propaganda na TV comparando a mudança de regras na poupança
com o traumático bloqueio de contas do governo Collor, em 1990.
A não alteração das regras para a grande maioria dos aplicadores
deverá ser anunciada em breve. Também pesou na decisão
de Lula a avaliação de que o espaço para a queda dos juros
não será tão grande e permitiria a manutenção
do atual formato até o início do próximo governo. A Selic
está em 10,25% ao ano, e o mercado prevê 9,25% até dezembro.
Além de tributar parte dos poupadores, Lula recebeu outras propostas
da área econômica, que preferia simplesmente acabar com os juros
fixos de 6% ao ano. Uma das ideias era vincular o ganho da poupança
a um percentual da Selic. Também se cogitaram rendimentos diferenciados
de acordo com o saldo ou mudança no cálculo da TR.
Na fórmula decidida por Lula, os grandes aplicadores da caderneta de
poupança terão de pagar IR sobre os rendimentos ao fazer a declaração
anual. Diante dessa possibilidade, o governo avalia que esses poupadores preferirão
aplicar seus recursos nos fundos de investimento. A intenção
de desonerar esses fundos seria uma forma de torná-los mais atraentes.
Os fundos de renda fixa são tributados com IR e IOF (Imposto sobre Operação
Financeira). O IOF tem uma tabela regressiva. A partir de 30 dias de aplicação,
há isenção desse imposto. Já o IR na renda fixa
tem uma regressão mais longa.
Até 180 dias, os ganhos nos fundos de renda fixa são taxados
em 22,5% de IR. Entre 181 dias e 360, essa cobrança cai para 20%. No
intervalo de 361 a 720 dias, há nova queda (17,5%). E acima de 720 dias
de aplicação são cobrados 15% de IR. A tributação é feita
em maio, outubro ou na data do resgate.
Nos fundos de renda variável, não há cobrança de
IOF, mas são pagos 15% de IR no resgate da aplicação.
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Folha de S.Paulo, 8 de maio
de 2009
Taxar poupança será inevitável,
diz Setubal
Para presidente do Itaú, dedução
do pagamento de juros no Imposto de Renda seria mais eficaz para
incentivar habitação | Presidente do maior banco no
país afirma que modelo brasileiro apoia o investidor, mas
não o mutuário do financiamento habitacional
TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente do Itaú Unibanco,
Roberto Setubal, disse ontem que será "inevitável" o
governo tributar o rendimento da poupança, aplicação
financeira mais popular no país e que fornece recursos para o
financiamento imobiliário.
Para Setubal, o financiamento imobiliário teria um incentivo mais eficaz
se o governo permitisse ao mutuário deduzir o pagamento de juros no
Imposto de Renda, como acontece nos EUA, do que manter a isenção
da poupança. "Aqui no Brasil, você não pode deduzir
de sua declaração de renda os juros do financiamento imobiliário,
o que é usual em qualquer país do mundo. Os mutuários
não podem fazer essa dedução e o aplicador [da poupança]
não paga Imposto de Renda. Estamos trocados. Deveríamos ter um
modelo que apoie o financiamento e não o investidor, como é em
qualquer lugar do mundo", disse.
O presidente do Itaú reconhece a dificuldade política para o
governo mexer na poupança, mas afirma que não haverá outra
solução se o país quiser conviver com taxas de juros baixas. "A
gente vai caminhar para isso, gostando ou não."
Os bancos estão no centro do debate sobre o rendimento da poupança,
que ameaça secar os recursos captados pelos fundos de investimento,
que, por sua vez, financiam a rolagem da dívida pública. Eles
defendem a flexibilização do direcionamento de 65% para financiamento
imobiliário, além de 20% de compulsório.
" Nos EUA, eles liberaram tudo e o banco paga o quanto quer [pela poupança].
Aqui não estamos ainda prontos para liberar o mercado inteiro. Mas a etapa
de tributar a caderneta de poupança é inevitável. Senão
todos os instrumentos que irrigam outros setores da economia ficam sem recursos",
disse.
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Agência Diap, 8 de
maio de 2009
Veto presidencial: como se vota
em sessão do Congresso Nacional
Os vetos presidenciais, segundo a Constituição e o Regimento
Comum do Congresso, devem ser comunicados ao presidente do Senado, em mensagem
enviada pelo presidente da República, devidamente acompanhada das razões
que levaram o Chefe do Poder Executivo a vetor, total ou parcialmente, projetos
de lei aprovados pelo Poder Legislativo.
A Constituição
Federal, em seu artigo 66, parágrafo 4º, determina que "o
veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta
dias a contar de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo
voto da maioria absoluta dos deputados e senadores, em escrutínio
secreto".
De acordo com o artigo 104 do
Regimento Comum, após o recebimento da mensagem de veto, o presidente
do Senado deverá convocar sessão conjunta, dentro de 72
horas, para dar conhecimento da matéria ao Congresso Nacional,
que deverá constituir Comissão Mista para relatar e definir
o calendário de sua tramitação.
A comissão mista, formada
por três deputados e três senadores, dispõe de 20
dias para elaborar seu relatório, que não conterá voto
ou opinião, mas apenas o relato sistematizado das razões
de veto e, quando for veto parcial, também sobre o que foi sancionado.
Prazo
O veto deverá ser apreciado em 30 dias de seu recebimento, sob pena
de bloqueio da pauta do Congresso, travando todas as demais proposições.
Se a maioria absoluta da Câmara
e do Senado, em votações separadas e escrutínio
secretos, rejeitar o veto, a matéria é devolvida ao presidente
da República, que terá 48 horas para promulgá-la,
sob pena de o presidente do Congresso fazê-lo.
O veto derrubado entra em vigor
na data de sua promulgação.
O processo de votação,
em caso de vetos parciais, consiste na apreciação de cada
um dos itens vetados separadamente.
Para facilitar, geralmente é feita
uma cédula contendo cada um dos vetos parciais e as opções
de voto para deputados e senadores, que serão colhidos também
separadamente: sim, não e abstenção. O voto sim
mantém o veto e o voto não derruba o veto.
Se na Câmara o veto não
alcançar 257 votos contrário, ou seja, se não for
derrubado na Câmara, não serão apurados os votos
do Senado, já que a rejeição do veto exige o voto
contrário da maioria absoluta das duas Casas.
As exigências de prazo,
entretanto, nem sempre são obedecidas pela Mesa do Senado, que,
reiteradamente, utiliza o artifício de atrasar a leitura do veto
ou, para evitar o bloqueio da pauta após trinta dias da leitura,
convoca sessões extraordinárias, numa manobra que é impedida
nos regimentos internos da Câmara e do Senado, mas omisso no regimento
comum ou do Congresso.
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O ESTADO DO PARANÁ,
08 de maio de 2009 | Política
Para Tarso, é possível
votar reforma política este ano
Agência Estado
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse acreditar que a retomada do
debate sobre a reforma política no Congresso Nacional abre a perspectiva
da votação de duas matérias fundamentais, o financiamento
público de campanha e o voto em lista fechada, ainda neste ano. "Não
estou dizendo que as possibilidades são muito boas, mas, pela primeira
vez há uma razoável possibilidade de aprovação
do início de uma profunda reforma", avaliou Tarso, hoje, em Porto
Alegre, onde participou de um seminário que debateu o tema na Assembleia
Legislativa.
A perspectiva traçada
por Tarso está baseada em relatos de congressistas que indicam
que há um grupo de 250 a 300 deputados dispostos a votar as matérias
nos próximos meses. "Se conseguirmos (aprovar) esses dois
temas acho que ganharemos uns oito anos", afirmou. "Seria a
primeira grande mudança política que o Brasil proporcionaria
para o próximo período e um legado altamente positivo para
as próximas gerações." Tarso também
advertiu que há alguma pressa para resolver o assunto. "Se
não for aprovado no primeiro semestre dificilmente será depois
porque no segundo semestre começa a esquentar o ambiente eleitoral."
Em palestra para os cerca de
150 participantes do seminário, Tarso defendeu a adoção
imediata do que é possível, especificamente o voto em lista
e o financiamento público de campanha, para fazer pelo menos parte
da reforma andar. Para defender o voto em lista, o ministro chegou a
dizer que "essa situação do presidencialismo de coalizão
incentiva um mercado partidário que se move em torno do poder",
numa referência às negociações que, nas condições
atuais, qualquer administrador tem de fazer para manter sua base articulada. "A
formação de maioria se dá por interesses regionais",
observou. "Precisamos transitar para as coalizões políticas,
programáticas e ideológicas."
Financiamento público
Tarso também mostrou-se
favorável ao financiamento público de campanha, afirmando
que custaria menos ao Estado do que o modelo atual. "É sabido
que determinadas empresas colocam adicional de preços nas licitações
porque depois terão de financiar campanhas eleitorais seja legalmente,
seja pelo caixa dois, como está sendo demonstrado pelos tribunais
eleitorais", comparou ele, referindo-se à transferência
de dinheiro público que ocorre com essa prática. O ministro
sustentou ainda que o financiamento público "barateia a
campanha, permite rigoroso controle do tribunal e reduz despesas públicas".
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Folha de S.Paulo, 8 de maio
de 2009
Doação eleitoral eleva
valor de obras públicas, diz Tarso
Para ele, empresários embutem nas
licitações valor extra que será destinado
a campanhas | Ministro defende reforma política e financiamento
público para baratear obras e diz que proposta foi para
o Congresso por ordem de Lula
GRACILIANO ROCHA
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE
O ministro Tarso Genro (Justiça),
pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, disse ontem
que empresários brasileiros embutem nos preços das concorrências
públicas das quais participam um valor extra que será destinado
ao financiamento de campanhas eleitorais.
"É sabido que determinadas empresas colocam um adicional de preços
nas licitações porque depois vão ter que financiar campanhas,
seja legalmente, seja pelo caixa dois." Tarso, que participou ontem de seminário
sobre a reforma política em Porto Alegre, afirmou que a redução
de preços de obras públicas e o barateamento das campanhas são
efeitos esperados do financiamento público das eleições
-um dos pontos da proposta que está em discussão no Congresso.
Pela legislação em vigor, pessoas físicas e jurídicas
podem doar a candidatos e partidos. Para o ministro, porém, doações
privadas podem deixar o político suscetível a pressões
de quem o bancou. "A relação entre financiado e financiador é absolutamente
legal, mas é imoral politicamente."
Questionado sobre a relação entre a corrupção em
licitações e a existência de caixa dois nas campanhas,
afirmou que a prática é combatida pelo governo, por meio da Polícia
Federal, e pelos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas
da União. Essas investigações, disse, já se desdobraram "em
centenas de processos na Justiça Eleitoral".
Apesar de a discussão sobre a reforma na Câmara ter começado
sem consenso sobre os principais pontos da proposta -lista fechada e financiamento
público de campanha-, Tarso defendeu a viabilidade da votação
da proposta porque o "Congresso brasileiro precisa de uma agenda positiva".
Disse que enviou a proposta ao Congresso por determinação de
Lula. "O presidente sempre disse e mantém a visão de que é tarefa
do Congresso." "Se não nos esforçamos agora, vamos
entrar num processo eleitoral no ano que vem com o sistema em profunda crise.
E isso pode prejudicar a legitimidade dos próximos mandatos." Segundo
ele, a adoção do voto em lista fechada será uma forma
de fortalecer os partidos e suas plataformas programáticas, uma vez
que o eleitor não votará diretamente no candidato a uma vaga
no Legislativo, mas sim na sigla.
Ao fortalecer as legendas, teorizou o ministro, haveria menos fisiologismo
nas relações entre governo e congressistas. A mudança
poria fim ao "mercado eleitoral", como o ministro se referiu à liberação
de emendas em troca de apoio. "O mercado eleitoral se move em cima do
poder que uma parte do Parlamento tem sobre o Orçamento e do poder que
o Executivo tem para fazer as liberações das emendas e manter
sua base articulada", disse. Questionado sobre a prática de fisiologismo
pelo governo, Tarso afirmou que, pelo modelo atual, os interesses regionais
se sobrepõem às convicções ideológicas na
formação de maioria no Congresso.
" Essa deformação desideologiza o partido, deixa programas
partidários em segundo plano e estabelece relações contraditórias
que se unem só em razão da execução orçamentária."
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O Outro Lado da Notícia, 8 de maio de
2009
PR: Renault reintegra 70% do pessoal
afastado por crise, informa RH
Perto do término do acordo
feito no final do ano passado com o Sindicato dos Metalúrgicos
da Grande Curitiba e com o Ministério do Trabalho para evitar
a demissão de mil funcionários do seu quadro, a Renault
do Brasil continua contabilizando o retorno de empregados ao seu quadro
ativo.
Pelo acordo, que passou a vigorar
em janeiro, estes empregados teriam o contrato suspenso, mas não
seriam demitidos por um prazo de cinco meses, recebendo metade do salário
da Renault e metade da Bolsa de Qualificação prevista no
FAT - Fundo de Amparo do Trabalhador.
"No primeiro momento chamamos
500 empregados no final de março. Mas, com o acréscimo
de vendas foi possível trazer mais 200 funcionários".
E segue: "Como houve algumas
saídas espontâneas neste período, temos hoje um quadro
de 280 empregados ainda com contrato suspenso e 700 reintegrados",
informa o diretor de Recursos Humanos da empresa, Carlos Magni.
Segundo ele, porém, na
situação atual de produção e do mercado, "não
há necessidade de se chamar estes empregados restantes.
Resta aguardar se até o
final do mês haverá um fato novo, quando voltaremos a conversar
com o Sindicato.
Pelo acordo, no final de maio,
os metalúrgicos que não tiveram sua volta antecipada serão
demitidos", explicou o diretor.
A decisão da Renault em
não demitir foi benéfica para a empresa que não
teve de fazer um desencaixe imediato de recursos como é comum
nestas decisões de cortes de pessoal.
"Nós resolvemos assumir
o risco positivo de não demitir e esperar que o mercado reagisse
quando todos esperavam o pior", reconhece Carlos Magni.
A Renault optou por adotar esta
saída após recorrer a todas as medidas clássicas
de redução da produção como o banco de horas
e antecipação das férias dos funcionários.
"Pesa sobre nós ainda
um risco de desembolso de longo prazo porque, pelo acordo, se demitirmos
algum destes funcionários que teve o contrato suspenso num prazo
de 16 meses, somos obrigados a devolver os 50% que eles receberam do
FAT", acrescenta o diretor de RH.
"Se fizemos demissões
depois do final do acordo esse dinheiro terá de voltar ao Fundo",
diz.
Pelos números divulgados
no início de maio pela Fenabrave, a situação dos
que permanecem com o contrato de trabalho suspenso pode ficar difícil:
a Renault estabilizou as vendas ocupando nos primeiros quatro meses do
ano 4,26% do mercado carros, que teve comercialização de
716.615 unidades.
Suas vendas foram de 31.623 unidades.
Em 2008, nesta época, as vendas somavam 36.730 unidades e a faixa
de mercado era praticamente a mesma: 4,3%.
Apesar disso o coordenador da
delegação sindical da Renault, Robson Jamaica, está otimista
e disse que vai haver negociação no final do mês
e que todos os trabalhadores poderão voltar com o fim do contrato
suspenso. Ele acredita, inclusive, que mais empregados serão chamados
antes do final de maio.
Com o retorno de 700 empregados,
a produção dos veículos de passeio dos modelos Sandero
e Logan subiu de 350 para 500 unidades diárias. Enquanto ficaram
com contratos suspensos, os empregados da Renault fizeram cursos de especialização
no Senai, num total de 140 horas de aulas.
Segundo a empresa, o tempo parado
também será contado para efeitos do cálculo de férias
e de do recebimento do 13º salário.
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Agência Câmara,
8 de maio de 2009
CCJ poderá votar adicional
de periculosidade para eletricitários na 5ª
Todas as comissões permanentes da Câmara cancelaram as atividades
ontem, em razão de o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB/SP) ter
convocada sessão extraordinária do Congresso para votar matérias,
a partir da interpretação da tramitação de medidas
provisórias no plenário.
Na pauta desta semana, na Comissão
de Constituição e Justiça, encontram-se dois importantes
projetos de interesse dos trabalhadores.
O primeiro é o PL 1.432/03,
do deputado Dr. Rosinha (PT/PR), que revoga o inciso II do artigo 852-B
para permitir a realização da citação por
edital no procedimento sumaríssimo e acresce o parágrafo
6º ao artigo 899, que dispõe sobre o valor recursal nas causas
submetidas a esse procedimento, que corresponderá ao valor da
condenação.
Este projeto já recebeu
parecer favorável do relator, deputado Régis de Oliveira
(PSC/SP), e parecer pela rejeição do substitutivo apresentado
na Comissão de Trabalho da Câmara quanto ao mérito
da matéria.
Na sessão desta terça-feira
(5), os deputados Moreira Mendes (PPS/RO) e Paulo Maluf (PP/SP) pediram
vistas conjunta do projeto. A proposição poderá ser
votada na próxima semana.
Adicional de periculosidade para eletricitários
A segunda matéria é o
PL 7.337/06 (proposição originária do PLS 170/05),
do senador Paulo Paim (PT/RS), que concede adicional de periculosidade
aos eletricitários. Como já foi aprovado no Senado Federal,
o projeto está na Câmara para cumprimento da função
revisora.
Anexado ao projeto do senador
Paim está o PL 7.384/06, que pretende incluir como atividades
ou operações perigosas as que impliquem contato permanente
com energia elétrica, de autoria da deputada Maria do Rosário
(PT/RS).
O relator, deputado Pastor Manoel
Ferreira (PTB/RJ), já apresentou parecer favorável pela
aprovação deste e do PL 7.384/06. O projeto poderá ser
votado na sessão desta quinta-feira (7), marcada para ter início às
10 horas, no plenário 1.
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O ESTADO DO PARANÁ,
08 de maio de 2009 | Cidades
Marmorarias irregulares em discussão
Leonardo Coleto
Ciciro Back

Renée Machado, do MPT: poeira pode causar câncer e até matar.
Em todo o Paraná, existem cerca de 1.150 marmorarias que trabalham com
o corte e polimento de mármore, granito e ardósia. No entanto,
a maioria delas está irregular quando se trata do quesito segurança
dos trabalhadores.
A constatação foi
feita pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Mármore
e Granito do Paraná (Sindmármore) e pelo Ministério
Público do Trabalho (MPT) do Paraná.
Para tentar orientar e padronizar
as empresas do ramo, o MPT organizou ontem uma audiência coletiva
com representantes de pelo menos cem empresas notificadas pelo órgão.
No encontro, foi discutida a adequação das marmorarias,
com prazo estabelecido até 13 de setembro, à Portaria 43
do Ministério do Trabalho e Emprego.
“Estamos preocupados com
a saúde daqueles que estão ligados às atividades
nesse ramo. A poeira gerada pelo corte das pedras é rica em silício,
uma substância cancerígena e fatal, se inalada em grandes
quantidades”, afirma a procuradora do trabalho Renée Araújo
Machado.
Ciciro
Back

Kondratoski, do Sindimármore: meios de evitar o pó e aliviar
peso.
Até o prazo dado pelo
MPT, as marmorarias deverão fazer duas alterações
previstas na portaria. A primeira delas será a umidificação
do corte e a segunda, a instalação de esteiras para transporte
das pedras.
“Essas duas mudanças
irão reduzir os problemas de saúde dos operários.
Assim, não haverá mais poeira e nem problemas nas costas
causados pelo levantamento excessivo de peso, o que é comum na
categoria”, afirma o presidente do Sindmármore, Ilson Kondratoski.
Ao inalar a poeira gerada pelo
corte das pedras, os operários correm risco de adquirir silicose. “É uma
doença pulmonar irreversível, sem cura, sem tratamento
e que acontece após a exposição do pulmão à poeira
por vários anos. Quando diagnosticada, a única solução
de tratamento é afastar o operário daquele local rico em
poeira de mármore”, explica o médico do trabalho
do MPT, Elver Moronte.
O barulho no ambiente de trabalho
também preocupa as entidades. O ruído, gerado principalmente
pelas serras de corte e ferramentas motorizadas, causa perda auditiva,
também irreversível.
“As empresas devem instalar
discos de corte silenciosos e enclausurar fontes de ruído, como
motores de máquinas. Além disso, devem fornecer materiais
de segurança como óculos, respiradores e protetores de
ouvido compatíveis às atividades dos operários”,
completa o médico.
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O Outro Lado da Notícia,
8 de maio de 2009
Além de extinguir fator previdenciário,
Vargas quer corrigir injustiças
Entre março e abril, a Comissão de Finanças e Tributação
realizou quatro audiências públicas com objetivo de debater a
matéria. Relator promete apresentar relatório até final
deste mês e adiantou que poderá incluir regra retroativa para "corrigir
eventuais injustiças"
O deputado Pepe Vargas (PT/RS),
relator do PL 3.299/08, que extingue o fator previdenciário, promete
aprontar seu relatório até o final do mês e adiantou
que poderá incluir uma regra retroativa para "corrigir eventuais
injustiças" com aqueles que se aposentaram a partir de novembro
de 1999 até a data de promulgação da nova lei.
"Essa regra estabeleceria
na lei um princípio retroativo, dando os mesmos direitos aos que
já se aposentaram, em condições idênticas à nova
regra que passar a vigorar", disse ele.
Vargas diz que o fator previdenciário
só se aplica nas aposentadorias por tempo de contribuição
e por idade.
Neste último caso, apenas
se for mais vantajoso ao trabalhador. Esse redutor não se aplica
nos demais benefícios previdenciários.
Pepe Vargas informou que vai
propor uma regra que "facilite o trabalhador chegar aos 100% do
valor da aposentadoria.
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Agência Senado, 8 de
maio de 2009
Paim crê que fator previdenciário
acaba este ano
Autor do projeto de lei que acaba com o fator previdenciário, o senador
Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a matéria pode ser aprovada ainda este
ano. Já aprovada no Senado, a proposta tramita atualmente na Câmara
dos Deputados. Paim informou que já se encontrou com o presidente da
Câmara, Michel Temer, e o relator do texto naquela Casa, deputado federal
Pepe Vargas (PT-RS), para tratar do assunto. "É grande a possibilidade
acabarmos com o fator previdenciário este ano", comemorou.
Esse dispositivo é utilizado no cálculo das aposentadorias. Ele
considera, entre outros itens, a expectativa de vida do beneficiário.
Paim argumenta que, por causa do fator previdenciário, o trabalhador
perde até 40% de seus rendimentos no ato da aposentadoria."Peço,
a quem está para encaminhar sua aposentadoria, que espere um pouco mais.
Vamos derrubar o fator", declarou ele.
O senador também defendeu a derrubada, pelo Congresso Nacional, do veto
presidencial a emenda de sua autoria à Medida Provisória (MP)
288, de 2006. Essa emenda estende o reajuste de 16,67% - concedido naquele
ano ao salário mínimo - a todas as pensões e aposentadorias.
Vários senadores, além do próprio Paim, defendem a derrubada
desse veto.
Fonte: Agência Senado
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Agência Diap, 8 de
maio de 2009
Diaristas não terão
direitos trabalhistas como domésticas, diz TST
A sétima turma de ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu
que para as diaristas não há vínculo trabalhista.
De acordo com os ministros, diaristas
que trabalham até três vezes por semana não devem
ter os mesmos direitos que as empregadas domésticas.
De acordo com a legislação
será considerado empregado doméstico aqueles com trabalho
de "natureza contínua".
Entre as diferenças, o
doméstico tem uma remuneração mensal, de um salário
mínimo regional, já a diarista deve receber o pagamento
após o dia de trabalho.
Segundo o Ministério do
Trabalho, os empregados domésticos têm direitos diferenciados
dos demais empregados com carteira assinada.
Segundo a assessoria de imprensa
do tribunal, cada caso é analisado separadamente, mas desde 2006
já havia o entendimento de que trabalho duas ou três vezes
por semana não caracteriza vínculo trabalhista.
Só existe a obrigação
de pagar todos os benefícios se a empregada trabalhar pelo menos
seis dias por semana.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
08/05/2009
Brasil Telecom é condenada por
implantar PDV discriminatório
A Oitava Turma do Tribunal Superior
do Trabalho manteve a condenação imposta à Brasil
Telecom S/A de pagar a uma empregada demitida as verbas e vantagens previstas
no plano de desligamento voluntário intitulado “Apoio Daqui”,
após evidências de que o incentivo foi dirigido, discriminatório
e concedido a funcionários “eleitos” mediante critérios
subjetivos. Em voto relatado pela ministra Dora Maria da Costa, a Turma
do TST rejeitou (não conheceu) recurso da Brasil Telecom (sucessora
da CRT - Companhia Riograndense de Telecomunicações), no
qual a companhia tentou rediscutir fatos e provas.
Com base na análise de
provas documentais, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região
(RS) concluiu que o programa “Apoio Daqui” não tinha
critérios objetivos para participação do empregado,
não delimitava o modo de seleção dos candidatos
que poderiam a ele aderir e deixava ao livre arbítrio da empresa
indicar quem seria beneficiado a partir da elaboração de
uma “relação de colaboradores desimpedidos”.
O plano vigorou entre 20/08/2001 e 31/03/2002, mas ficou provado que
o incentivo foi aplicado para beneficiar um grupo de empregados, mesmo
após seu término oficial.
A autora da ação
trabalhista em questão não foi selecionada para o “Apoio
Daqui”, e foi demitida, sem justa causa, em novembro de 2002, sem
direito a nenhum benefício. Ela ingressou na Justiça do
Trabalho requerendo os benefícios do plano ou, sucessivamente,
uma indenização adicional pela sua despedida imotivada,
em razão da violação do princípio isonômico
pela Brasil Telecom, que dispensou tratamento desigual a trabalhadores
na mesma situação. Segundo o TRT/RS, possivelmente muitos
dos empregados selecionados para o “Apoio Daqui” voltaram à empresa
como terceirizados, recebendo salários menores.
Ao dar ganho de causa à trabalhadora,
deferindo-lhe todos os benefícios do PDV da CRT/Brasil Telecom,
o Tribunal Regional reafirmou o direito do empregador de modificar as
condições de trabalho de seus empregados e de propor planos
de incentivo ao desligamento do emprego, mas ressaltou que esses programas
devem, “imperativamente, apresentar requisitos equânimes
e isonômicos a seus destinatários, observando padrões
mínimos de conduta, estabelecidos pela legislação
protetiva e sobre os quais se pauta o ordenamento jurídico, o
que não se vislumbra no presente caso”.
No recurso ao TST, a defesa da
Brasil Telecom sustentou que a empregada não teria direito à indenização
porque foi demitida após 31/03/2002, quando o programa foi encerrado.
Sustentou ainda que o “Apoio Daqui” tinha critério
objetivo quanto à escolha dos empregados que seriam contemplados
ou não, cabendo aos superintendentes a definição
dos eleitos. Ao rejeitar a alegação, a ministra Dora Costa
afirmou que o TRT/RS concluiu pela existência de tratamento diferenciado
e discriminatório, tanto na eleição dos empregados
que participariam do programa, quanto na concessão de vantagens
apenas a alguns após o término da sua vigência. Por
isso a insurgência da empresa evidenciava a intenção
de reexaminar o conjunto fático-probatório, o que é vedado
pela Súmula 126 do TST. ( RR 1.411/2003-005-04-00.3)
(Virginia Pardal)
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08/05/2009
AMBEV é condenada por usar assédio
moral para aumentar produtividade
A Terceira Turma do TST restabeleceu
sentença que condenou a Companhia de Bebidas das Américas – Ambev
a pagar indenização por assédio moral como forma
de aumento de produtividade dos empregados. O ex-empregado autor da ação
trabalhou na empresa como vendedor externo de bebidas e, durante esse
período, relatou ter sido alvo de punições e espécies
de castigos por parte de gerentes e supervisores, quando as metas de
vendas não eram atingidas.
Após ser demitido, o ex-funcionário
pediu reparação na 25ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte
(MG) por ofensas à sua honra e imagem diante dos constrangimentos
reiterados dos gerentes setoriais da empresa. Ele contou que os vendedores
eram obrigados a fazer flexões na sala de reunião, na presença
dos colegas de trabalho e dos supervisores, a usar saia, capacete com
chifres de boi, perucas coloridas, passar batom e desfilar nas dependências
da empresa, além de serem alvo de xingamentos dos superiores.
As testemunhas confirmaram os fatos. Diante disso, a primeira instância
concedeu o pedido.
Insatisfeita, a empresa recorreu
ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), que excluiu
a Ambev da condenação a pagamento da indenização
por assédio moral. O Regional entendeu que, embora as situações
relatadas efetivamente incluíssem o ex-funcionário, conforme
depoimento de testemunha, os fatos não teriam ensejado dor, sofrimento,
constrangimento ou humilhação, uma vez que as fotos trazidas
como prova pelo trabalhador revelaram clima de descontração
e divertimento na empresa, e as brincadeiras ocorrem com vários
funcionários. “Não há prova de lesionamento íntimo,
não despontando dos autos qualquer notícia de afetamento à integridade
psíquica do trabalhador, o que configura, como dito antes, requisito
para a indenização pleiteada”, diz o acórdão
do TRT/MG.
O trabalhador, então,
recorreu ao TST. Diante da descrição dos fatos analisados
na ação e da decisão de primeiro grau, a Terceira
Turma, por unanimidade, aceitou o recurso do ex-funcionário e
restabeleceu a decisão da vara do trabalho. O relator do recurso,
ministro Alberto Luiz Bresciani, registrou em seu voto as definições
sobre o conceito de dano moral e ainda trouxe julgados de TRTs em que
a Ambev fora responsabilizada pela prática de assédio moral. “A
produtividade do empregado, intrinsecamente relacionada à adequada
gestão de pessoas, está vinculada ao ambiente de trabalho
saudável e à sua satisfação”, ressaltou
o ministro. “Em conseqüência, a construção
de um ambiente favorável à produção, que
preserve a auto-estima, o respeito, a confiança e a dignidade
do trabalho depende, antes, do modo de atuação do empregador
na condução e direção da atividade econômica.” (
RR 985/2006-025-03-00.7)
(Alexandre Caxito)
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