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Agência Diap, 9 de
maio de 2009
MTE cria Comitê de
Acompanhamento de Assuntos Trabalhistas
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Portaria
nº 694, de 30 de abril, criou o Comitê de Acompanhamento de
Assuntos Trabalhistas (CAAT).
O colegiado, de composição tripartite, vai
funcionar no âmbito do Ministério do Trabalho,
sob a coordenação do ministro da Pasta, e
terá a finalidade de natureza consultiva para promover
o entendimento entre trabalhadores, empregadores e Governo
Federal, nos assuntos relativos à competência
do ministério, prevista no inciso XXI do art. 27
da Lei nº 10683, de 28 de maio de 2003 e art. 1º do
Anexo I do Decreto nº 5.063, de 3 de maio de 2004.
Composição
Os representantes dos trabalhadores serão indicados pelas centrais
sindicais que atenderem aos requisitos de representatividade, conforme
disposto no art. 3º da Lei nº 11.648, de 31 de março
de 2008, que reconhece formalmente a existência e atuação
das centrais.
Já os representantes dos empregadores serão
indicados pelas confederações com cadastro
ativo no MTE.
Atribuições
Compete ao CAAT opinar, quando provocado pelo ministro de Estado do
Trabalho e Emprego ou pela maioria dos seus componentes, quanto aos
assuntos afetos à competência do MTE, especialmente sobre:
I - elaboração de propostas legislativas concernentes
aos assuntos relacionados à matéria trabalhista;
II - proposições em discussão no Congresso Nacional
com conteúdo relacionado à matéria trabalhista;
III - diretrizes de políticas públicas, programas e ações
governamentais, no âmbito das atribuições do MTE;
IV - estabelecimento de critérios para a coleta, organização
e divulgação de dados referentes às atividades
do MTE;
V - ações e procedimentos relacionados à organização
sindical; e
VI - outros assuntos que lhe sejam submetidos pelo Ministro de Estado
do Trabalho e Emprego.
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Agência Diap, 9 de
maio de 2009
MP 449: exclusão
dos trabalhadores nos conselhos de contribuintes
Desde 2007, é assegurado aos trabalhadores participação
nos conselhos de contribuintes do Ministério da Fazenda (atual
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão colegiado,
paritário, com metade de representantes do Governo e a outra metade
dividida entre trabalhadores e empresários
A Câmara aprovou novo programa de parcelamento
de dívidas de empresas e pessoas físicas
com a Receita. Dívidas vencidas até novembro
de 2008 poderão ser pagas em até 180 meses.
Governo e oposição concordaram em retirar
parte das alterações feitas pelo Senado.
A medida segue agora para a sanção do presidente
Lula. Trata-se da MP 449/08. Empresários e parlamentares
tentarão convencê-lo a não vetar o
parágrafo do texto que prevê a correção
das dívidas pela TJLP, fixada em 6,25% ao ano -
menos que a taxa básica do Banco Central, hoje em
10,25%.
Foi mantida ainda na MP, a exclusão de representantes
dos trabalhadores nos conselhos de contribuintes.
Desde junho de 2007, é assegurado aos trabalhadores
a participação nos conselhos de contribuintes
do Ministério da Fazenda (atual Conselho Administrativo
de Recursos Fiscais), órgão colegiado, paritário,
com metade de representantes do Governo e a outra metade
dividida entre representantes dos trabalhadores e dos empresários,
destinados a julgar processos envolvendo legislação
tributária, como as contribuições
previdenciárias.
Resta, agora, as centrais pressionarem o Governo para
que Lula vete este dispositivo que veda essa participação.
Em artigo do
diretor de Documento, Antônio Augusto de Queiroz,
o DIAP havia alertado para este problema.
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O Globo, 9 de maio de 2009
BC: Juros cairão
mais após nova poupança em estudo pelo Governo
O Banco Central deu sinais de que novos cortes mais significativos de
juros vão depender do anúncio de mudança de regras
na caderneta de poupança. O alerta, de maneira velada, veio no
texto da ata da última reunião do Copom, divulgada nesta
quinta-feira (7).
Na véspera, o presidente do BC, Henrique Meirelles,
já citara que os fundos de investimento vinham perdendo
recursos para a poupança, mais atrativa com a queda
da Taxa Selic.
A caderneta rende TR mais 0,5% e é isenta de impostos.
Apesar disso, em abril, houve resgates de R$ 526,285 milhões.
A ata da última reunião do Comitê de
Política Monetária (Copom) - que na semana
passada cortou em um ponto percentual a Taxa Selic, para
10,25% ao ano - indica que o Banco Central (BC) continuará a
reduzir os juros, ao menos no próximo encontro,
em junho.
Para o colegiado, apesar dos sinais de recuperação
das economias brasileira e global, o ritmo da atividade
ainda é fraco, aqui e lá fora. Consequentemente,
não há pressões inflacionárias.
Porém, o BC advertiu no documento, de forma velada,
que resolver a questão da remuneração
da poupança é elemento-chave para a continuidade
da queda dos juros.
O texto, divulgado ontem pela autoridade monetária,
reforça que "a continuidade do processo de
flexibilização monetária torna premente
a atualização de aspectos, resultantes do
longo período de inflação elevada,
que subsistem no arcabouço institucional do sistema
financeiro nacional".
A frase é bastante similar ao alerta que o presidente
do BC, Henrique Meirelles, fizera na véspera em
videoconferência com empresários gaúchos:
"Evidentemente que tudo tem custo e já começamos
a ver alguns dos problemas causados por isso, (...) fundos
de pensão que têm rentabilidades mínimas
que estão revisando isso, a caderneta de poupança
que tem questões fiscais e de rentabilidade... Então é interessante,
na medida em que os juros começam a cair começam
a se enfrentar os problemas de uma sociedade toda estruturada
para operar com juros muito mais altos".
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Gazeta Mercantil, 9 de
maio de 2009
Ata do Copom sinaliza
com ciclo maior de baixas na taxa Selic
O Banco Central está disposto a reduzir ainda
mais a taxa Selic, fixada em 10,25% ao ano na última
reunião do Comitê de Política Monetária
(Copom), em abril. A indicação está presente
na ata dessa reunião, divulgada ontem pelo BC. Em
determinado momento, o documento cita que "a despeito
de haver margem para um processo de flexibilização,
a política monetária deve manter postura cautelosa".
Para especialistas, esse é o trecho que deixa clara
a postura do BC. O texto destaca que inflação
está sob controle, há ociosidade na capacidade
produtiva e incerteza na recuperação internacional,
ingredientes que sugerem novas quedas das taxas dos juros.
Para o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio
Borges, a ata deixa claro que o BC quer baixar juros ao
citar que "há margem para flexibilização",
mas disse também que foi indicada claramente uma
condicionante para novas reduções da Selic,
ou seja, uma definição sobre nova sistemática
de remuneração das cadernetas de poupança.
Refere-se à frase presente na ata de que "o
comitê entende que a continuidade do processo de
flexibilização monetária torna premente
a atualização de aspectos, resultantes do
longo período de inflação elevada,
que subsistem no arcabouço institucional do sistema
financeiro nacional".
Segundo Borges, fica nítida a intenção
de reduzir juros. "Mas o BC deixa claro que, antes
disso, tem que resolver o problema da poupança".
O economista disse estar surpreso com a demora do governo
em estabelecer definições sobre esse tema.
Mesmo que superado esse obstáculo, Borges avalia
que novas reduções de juros ocorrerão
em velocidade mais lenta.
"A partir de agora será um ajuste fino",
disse o economista da LCA. Como a próxima reunião
do Copom ocorrerá somente em junho, haverá mais
tempo e menos pressão para que seja concluído
o debate sobre a remuneração da poupança,
disse Borges.
Na quarta-feira, em teleconferência feita a partir
de Brasília em palestra para a Federação
da Indústria do Rio Grande do Sul (Fiergs), o presidente
do Banco Central, Henrique Meirelles, havia mencionado
que o Brasil enfrentava dificuldades oriundas do período
em que o País trabalhava sob altos índices
de inflação.
"Nós vamos enfrentar problemas de uma sociedade
preparada para operar com juros altos", disse Meirelles
na ocasião.
A economista Marcela Prada, da Tendências Consultoria,
compartilha da análise de que o BC estar pronto
para reduzir mais a Selic. "Há alguns sinais
de retomada da economia na margem, mas em ritmo muito lento",
disse, reforçando o que estava sinalizado na ata
do Copom sobre o alto grau de ociosidade.
Segundo Marcela, o BC deve, a partir de agora, operar
com maior atenção sobre o que ocorrerá em
2010, já que para este ano está afastado
risco inflacionário. Sobre essa perspectiva, a ata
deixa claro que não há perigos.
A economista lembrou que mesmo que se projete crescimento
zero para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, é preciso
haver uma recuperação mais forte da economia
a partir de agora, compensando os maus resultados acumulados
no início de 2009. E para isso, juros mais baixos
serão muito bem-vindos.
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Gazeta do Povo, 9 de maio
de 2009
Pesquisa
25% dos brasileiros
desconhece a crise
Desemprego e menor poder de
compra foram sentidos por 45% dos entrevistados
São Paulo - Um em cada quatro brasileiros ainda
não ouviu falar de crise econômica e mais
da metade não sentiu nenhum efeito dela, revela
a pesquisa Pulso Brasil, feita pelo instituto Ipsos a pedido
da Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo (Fiesp). Segundo o levantamento, divulgado
na manhã de ontem pela Folha Online, divisão
de internet do jornal Folha de S. Paulo, 26% dos mil entrevistados
não sabem da existência da crise global. Além
disso, 55% das pessoas disseram que a turbulência
financeira não afetou seu cotidiano. A margem de
erro da pesquisa é de três pontos porcentuais.
Dentre os que sentiram efeitos da crise, os maiores problemas
citados foram o aumento dos preços dos alimentos
(41%), o desemprego (25%) e a redução do
poder de compra (8%). Já os maiores temores com
a crise são: não poder honrar compromissos
financeiros (23%), perder o emprego (23%) e um rendimento
familiar menor (18%).
Ao “ignorar” a crise, a população
também mostrou desconhecimento quanto às
medidas tomadas pelo governo para reduzir seus impactos.
Seis em cada dez entrevistados na pesquisa disseram não
ter conhecimento sobre essas medidas. Entre os demais,
foram citados a redução dos juros, a liberação
do depósito compulsório, a redução
do IPI para veículos e o plano de construção
de casas populares.
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Gazeta do Povo, 9 de maio
de 2009
Ideologia
Para Pochmann, saída é aumentar
impostos
“É preciso aumentar o fundo público
para que tenhamos um Estado que atenda aos brasileiros”,
disse ontem o economista Marcio Pochmann, presidente do Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Antes que a platéia retrucasse que a carga tributária brasileira é tão
alta quanto a de países desenvolvidos, ele adicionou que, dos
35% em impostos brutos recolhidos pelo Fisco, apenas 15% são efetivamente
repassados aos Poder Executivo de municípios, estados e União. “O
resto é direcionado para isenções, e para pagamento
da dívida”, disse.
Defensor de uma tributação maior sobre renda e patrimônio,
Pochmann esteve ontem em Curitiba em um debate sobre os desafios do Brasil
diante da crise mundial. Ao lado do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR),
ele criticou desde os “padrões de consumo incompatíveis
com a realidade do Brasil” até a falta de atitude dos organismos
internacionais para lidar com o crash econômico. “Onde está o
Banco Mundial, ou o Fundo Monetário Internacional, nesse período
de crise?
A ONU foi incapaz de chamar uma reunião dos países para
tratar do assunto”, disse, para em seguida lembrar que o G20 – o
grupo das 20 principais economias do mundo – fez uma reunião
que ganhou destaque na imprensa mundial. “O problema é que
o G20 não tem caráter institucional, ele representa governos
com interesses em comum”, atacou. “Vivemos uma época
em que os países não têm empresas.
Pelo contrário, as empresas têm países”, disse,
citando que as 500 maiores corporações do mundo detêm
48% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. “O futuro que essas
empresas projetam é o de continuidade no poder, e mudar esse futuro
será difícil”, afirmou. A saída para o Brasil
perante a crise, de acordo com Pochmann, é olhar a crise como
oportunidade para criar uma “maioria política” que
possa mudar o sistema que vigora atualmente.
Entre as prioridades estão as “reformas necessárias
do capitalismo”, dando ênfase à reforma agrária
e à reforma tributária. “Até hoje não
se conseguiu democratizar a propriedade e a renda. Sem mudar o perfil
distributivo, o Estado não vai para a frente”, completou.
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Gazeta Mercantil, 9 de
maio de 2009
RUMO A 2010
Lula afirma que PT precisa
de aliança nacional com PMDB
DA ENVIADA A CAMPO GRANDE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Menos de uma semana depois de ter ouvido queixas e pressões da
cúpula do PMDB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
afirmou, em Campo Grande, ter clareza de que o PT "está muito
próximo" de consolidar uma aliança nacional com os
peemedebistas em 2010.
" Estou convencido de que precisamos construir esta aliança com o
PMDB. Se vai ter problema num ou noutro lugar, nós vamos resolver individualmente.
Mas nacionalmente estamos trabalhando com muito carinho para construir esta aliança",
disse, em entrevista ao lado do governador André Puccinelli (PMDB), após
a inauguração do Trem do Pantanal.
O ex-prefeito de Recife João Paulo, que deverá ter papel
de coordenação na campanha de Dilma Rousseff (Casa Civil),
minimizou ontem a importância do PMDB como aliado. "Nós
ganharemos no primeiro turno com ou sem o PMDB", disse ele, após
reunião do Diretório Nacional do PT. "Claro que sem
o PMDB será mais apertado, mas vamos ganhar de qualquer jeito."
João Paulo disse que em alguns Estados a aliança não
será viável. "Em Pernambuco, por exemplo, é impossível." Ele
também criticou a ameaça do PMDB de retaliar o governo
por ter perdido apadrinhados na Infraero. "Isso é o PMDB.
Não adianta tentar inventar outro."
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Consultor Jrídico,
9 de maio de 2009
virtual
Compra fraudulenta na
internet se equipara a estelionato
As compras feitas pela internet com a utilização de cartões
e dados de terceiros equiparam-se a estelionato, e não a furto
mediante fraude. Por isso, devem ser processados pela Justiça
do local onde se obteve a vantagem ilícita. O entendimento é do
Superior Tribunal de Justiça.
Para o STJ, nessa situação, a empresa é induzida
a entregar, voluntariamente, as mercadorias objeto do crime.
Nos caso dos saques eletrônicos, ocorre furto por
meio de fraude, já que a retirada dos valores ocorre
sem autorização do titular da conta. Na hipótese,
a competência é definida pelo local onde se
consuma a prática ilegal.
O ministro Og Fernandes citou decisão anterior
do STJ para explicar a diferença entre as práticas. “O
furto mediante fraude não pode ser confundido com
o estelionato. No furto, a fraude é utilizada para
burlar a vigilância da vítima, para lhe tirar
a atenção. No estelionato, a fraude objetiva
obter consentimento da vítima, iludi-la para que
entregue voluntariamente o bem.”
No entanto, no caso específico, mesmo tendo reconhecido
a compra fraudulenta, a competência não foi
alterada. De acordo com o relator, ministro Og Fernandes,
as investigações até o momento não
identificaram o local exato das infrações,
principalmente pela existência de várias vítimas,
o que leva à aplicação, por analogia,
do parágrafo 3º do artigo 70 do Código
de Processo Penal, que define a competência por prevenção.
Com informações da Assessoria de Imprensa
do Superior Tribunal de Justiça.
CC 95.343
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Consultor Jrídico,
9 de maio de 2009
Família na política
Nomear parente para
cargo político não é nepotismo
Ivo Ferreira Gomes, irmão do governador do Ceará, Cid Gomes
(PSB), poderá continuar exercendo o cargo de chefe de Gabinete
do Executivo do estado. A decisão foi tomada pelo ministro Celso
de Mello, do Supremo Tribunal Federal, que indeferiu pedido de liminar
formulado pelo Ministério Público do estado na Reclamação
7.834. O MP sustenta que a nomeação de Ivo descumpre o
enunciado da Súmula Vinculante 13, que veda a prática de
nepotismo em todos os escalões do serviço público.
Em sua decisão, o ministro baseou-se em jurisprudência
do próprio STF no sentido de que a nomeação
de parente para o exercício de cargo eminentemente
político não contraria a Súmula Vinculante
13. Ele comparou a decisão com outras semelhantes,
como a do ministro Menezes Direito, que indeferiu liminar
na RCL 6.650, e da ministra Ellen Gracie, que indeferiu
recurso de agravo na RCL 66.750.
Na RCL 7.834, que ainda terá o mérito julgado
pelo STF, o MP do Ceará se insurge contra decisão
do Tribunal de Justiça do Ceará de manter
o irmão do governador cearense no cargo. O processo
foi iniciado com uma Ação Civil Pública
intentada pelo MP, visando à anulação
da nomeação de Ivo Gomes para o mencionado
cargo.
O desembargador do TJ-CE indeferiu o pedido de concessão
de efeito suspensivo a Agravo de Instrumento lá interposto,
por entender que o STF, ao aprovar o enunciado da Súmula
Vinculante 13, “excluiu, em princípio, os
exercentes de cargos de natureza eminentemente política,
como secretários municipais e estaduais e ministros
de Estado, conforme o caso”. Com informações
da Assessoria de Imprensa do Supremo Tribunal Federal.
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