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O ESTADO DO PARANÁ,
11 de maio de 2009 | Economia
Acordos têm garantido ganho real
dos salários
Agência Estado
Categorias profissionais com data-base para renovação da convenção
coletiva de trabalho no primeiro semestre têm conseguido negociar acordos
que garantem reposição da inflação e aumento real
de salário, apesar da crise. O que mudou foi o porcentual dos ganhos:
em vez de se concentrarem na faixa entre 2% e 3% acima da inflação,
têm ficado entre 0,5% e 1%.
Sob os efeitos da crise, as negociações
ficaram mais difíceis. Muitas empresas começam a negociar
oferecendo reajuste abaixo da inflação, enquanto sindicalistas
reivindicam aumentos de dois dígitos. Um exemplo é o dos
25 mil sapateiros de Franca, no interior paulista, que pediam 16,75%.
Com data-base em 1º de fevereiro, os trabalhadores só fecharam
acordo em 30 de abril. Eles aceitaram 7% (ganho real de 0,5%), a ser
aplicado em duas etapas: 6,5% retroativos a fevereiro, e 0,5% a partir
de julho.
Em setores menos afetados pela
crise, as negociações têm favorecido ganhos salariais.
Na indústria de alimentação do setor de doces e
conservas, os salários foram corrigidos em 7,5% - aumento de 1,18%
além da inflação acumulada desde o reajuste do ano
passado. O acordo beneficiou 25 mil trabalhadores no Estado de São
Paulo, com data-base em 1º de março. No segmento de bebidas,
o aumento real foi de 0,7%, o que, somado à inflação
de 6,2%, medida pela variação do INPC de 12 meses, corresponde
a um reajuste de 7%. Também com data-base em 1º de março,
a categoria reúne 12 mil trabalhadores no Estado.
"Os resultados das
negociações estão muito parecidos com os do ano
passado, quando quase 90% das categorias conseguiram reajustes iguais
ou superiores à inflação", diz Clemente Ganz
Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O professor
de Relações do Trabalho e consultor da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), José Pastore, vê nesses
acordos mais um indicador de que a crise não é generalizada.
Segundo ele, os resultados das negociações este ano serão
diferenciados não apenas por setores, mas também pelas
regiões.
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Agência Diap, 11 de
maio de 2009
Agenda Política: Congresso
se reúne nesta 4º; na pauta, a Emenda 3
Dois eventos merecem a atenção do movimento sindical nesta semana:
a possibilidade de o Congresso, cuja sessão está prevista para
esta 4ª feira, votar e derrubar o veto à Emenda 3; e a possibilidade
de a Câmara aprovar PLP 92/07, cujo efeito para os servidores será desestabilizador
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva parte no final da semana que vem para primeira visita à Arábia
Saudita onde se encontrará com o rei Abdullah bin Abdul Aziz Al-Saud.
Durante a visita, o chefe de
governo do país mais influente da Organização dos
Países Exportadores de Petróleo (Opep) assinará atos
com o presidente Lula. Na estadia, o brasileiro também terá encontros
com empresários e lideranças econômicas sauditas.
A viagem acontece no caminho
para a visita oficial à capital da China, Pequim.
Antes, o presidente Lula participa
do aniversário de 50 anos do Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC, em São Bernardo do Campo, onde ele começou sua
carreira política como líder sindical na década
de 80.
Aposentados
O sindicato dos aposentados de Santa Catarina fará uma série
de movimentos nesta semana. O objetivo é que os trabalhadores que se
aposentaram com mais de um salário possam ter direito a revisão
do beneficio.
O primeiro ato será em
Joinville, no dia 13 de maio, às 9h no Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias de Refrigeração (Sinditherme).
Já no dia 14 será a
vez de Florianópolis, às 14h na Força Sindical.
Esse será o lançamento oficial dos processos de revisão
do benefício.
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Portal CTB, 11 de maio de 2009
Movimento sindical subestima relevância
da comunicação, conclui-se
A necessidade de o movimento
sindical investir na comunicação para ampliar a intervenção
dos trabalhadores e trabalhadoras na sociedade, e o envolvimento ativo
nos debates das pré-conferências municipais e estaduais
que antecedem a 1º Conferência Nacional de Comunicação,
foram as principais preocupações nos debates 1º Encontro
de Comunicação da CTB, realizado nos dias 7 e 8 de maio,
em São Paulo.
O Encontrou reuniu jornalistas,
assessores de imprensa e diretores de comunicação de entidades
sindicais da Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal, Pernambuco e Rio
de Janeiro, que apresentaram experiências inovadoras, debateram
princípios, repensaram práticas de comunicação,
discutiram estratégias no uso das novas tecnologias e defenderam
propostas alternativas que contribuem com o propósito da Secretaria
de Comunicação da CTB de elevar a qualidade e potencializar
sua intervenção nos estados.
Durante o evento, João
Batista Lemos, secretário adjunto de Relações Internacionais
da CTB, afirmou: "É preciso ganhar as lideranças dos
sindicatos e da CTB para priorizar a comunicação e destinar
ao setor os recursos necessários para desenvolver a luta de idéias
contra a mídia capitalista".
A observação, feita
por João Batista Lemos, secretário adjunto de Relações
Internacionais da CTB. Os jornalistas Altamiro Borges e Sergio Gomes
realizaram palestra no último dia do Encontro.
Quarto
poder
Altamiro Borges analisou a concentração de poder da mídia
capitalista, oligopolizada, com os jornalões, revistas semanais e redes
de TV concentradas nas mãos de cinco famílias e praticando um
jornalismo parcial, superficial, elitista e subordinado aos interesses da classe
dominante.
"É uma mídia
extremamente reacionária e com grande capacidade de interferência
na sociedade", ressaltou.
O jornalista lembrou que os meios
de comunicação cumprem papel central na circulação
de informações, idéias e na formação
de valores, mas apesar do caráter público que possuem,
estão concentrados nas mãos de poucos, sem a participação
democrática da sociedade.
"A mídia não
se limita à divulgação de informações,
mas também contempla a cultura e o entretenimento, formando um
grande conglomerado. A mídia já foi chamada de quarto poder,
hoje ela é o poder atrelado ao capitalismo. É o poder vinculado
ao poder de Estado", concluiu.
1ª Conferência
Nacional de Comunicação
Altamiro Borges disse que as direções sindicais precisam valorizar
a comunicação, alertando para a importância dos sindicalistas
se envolverem nos debates das pré-conferências municipais e estaduais
que antecedem a 1ª Conferência Nacional de Comunicação,
convocada para ocorrer os dias 1, 2 e 3 de dezembro de 2009.
Para ele, o movimento sindical
ainda não percebeu a importância de participar ativamente
das etapas regionais e estaduais, embora todos saibam que a grande mídia é um
dos principais entraves para os movimentos sociais.
"Os empresários já estão
se preparando para o embate que vai ocorrer, principalmente em torno
da concessão pública para exploração de serviços
de rádio e TVs, e a legalização das rádios
comunitárias. O jogo na será pesado", avaliou.
"A Conferência Nacional
de Comunicação será o espaço que os trabalhadores
e os movimentos sociais terão para apresentar e defender suas
propostas de diretrizes para democratizar as políticas de comunicação
no Brasil", concluiu Altamiro Borges.
Foco
no alvo
O jornalista Sergio Gomes, fundador da Oboré, apresentou um relato escrito
da sua experiência na formação de uma rede de rádios
do movimento sindical dos trabalhadores e trabalhadoras rurais.
"Os programas foram concebidos
para que a direção da Contag pudesse "costurar" sua
relação com os sindicatos e federações de
trabalhadores rurais".
E arrematou: "A experiência
constituiu-se em um exemplo único no Brasil e na América
Latina de uma comunicação sindical sistêmica, sonora,
vivenciada através de uma rede de parceria e cooperação
e de absoluto respeito às realidades regionais e locais",
disse Sergio Gomes.
O jornalista afirmou que vivemos
em um tempo em que as pessoas sabem o que deve ser feito, sentem o que
necessário mudar, mas se sentem impotentes diante do quadro de
dificuldades e obstáculos que precisam ser superados.
"Para mudar as coisas, é primordial
que haja foco, que se escolha o alvo e se persiga com insistência
os objetivos que precisam ser alcançados", concluiu.
Fortalecer
a Comunicação da CTB
Após os debates estimulados pela intervenção dos jornalistas
Altamiro Borges e Sergio Gomes, o secretário de Imprensa e Comunicação,
Rogério Nunes, organizou uma rede nacional de colaboradores que estará conectada
na para potencializar a comunicação da CTB.
"Ao encerrar o 1º Encontro
de Comunicação da CTB fica a certeza de que estamos avançando
no debate sobre a comunicação no movimento sindical e que
vamos aprimorar a comunicação da CTB".
E mais: "Também fica
a convicção de que com a contribuição de
todos os profissionais e sindicalistas nos vamos ampliar a luta classista
pela democratização dos meios de comunicação
no Brasil", concluiu Rogério Nunes.
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O Outro Lado na Notícia,
11 de maio de 2009
Aumento em valor de imóvel, saques
do FGTS devem subir R$ 1,1 bi
O Governo aumentou de R$ 300
mil para R$ 500 mil o limite do valor do imóvel que pode ser financiado
com o SFH (Sistema Financeiro de Habitação).
A medida, de acordo com a CEF
(Caixa Econômica Federal), deve estimular saques do FGTS (Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço) na ordem de R$ 1,1 bilhão
entre este ano e 2010.
De acordo com a CEF, a mudança
do limite do valor do imóvel a ser financiado não deve
causar desequilíbrios às contas do FGTS.
Em março deste ano, o
Governo, além de aumentar o valor do imóvel a ser financiado,
determinou que o financiamento não poderia exceder 90% do preço
da casa ou apartamento a ser adquirido.
Porém, as instituições
financeiras ficaram livres para praticar percentuais abaixo do limite
determinado.
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Gazeta do Povo, 11 de maio
de 2009
Imóveis
Busca por consórcio cresce 69%
Nova lei, que entrou em vigor
em fevereiro, ajudou a reverter números ruins do setor no início
do ano. Administradoras preveem alta de 40% em 2009
A nova lei dos consórcios,
que entrou em vigor no início de fevereiro permitindo ao usuário
contemplado quitar financiamentos imobiliários com a carta de
crédito, causou uma reviravolta neste mercado.
No primeiro bimestre, em função
da crise, a venda de novas cotas sofreu queda de 16,6% em todo o país,
a primeira retração após mais de cem meses de crescimento
consecutivo. Foram 25 mil cotas vendidas para aquisição
de imóveis em janeiro e fevereiro, contra 30 mil no mesmo período
do ano passado.
Já em março, após
a vigência da nova lei, as vendas atingiram 22,3 mil, acelerando
69% na comparação com fevereiro (13,2 mil) e trazendo o
resultado do primeiro trimestre de volta para o campo positivo, com crescimento
de 3,2% sobre 2008. Os dados são da Associação Brasileira
de Administradoras de Consórcios.
Essa recuperação
levou o setor a prever um crescimento de 40% nos resultados de 2009.
E foi justamente a possibilidade
de quitar o financiamento imobiliário com o crédito do
consórcio que levou o servidor público federal Marcos Rogério
Pires Bueno a adquirir uma cota no último mês de março.
Ele mora em um imóvel no valor de R$ 130 mil, financiado em dez
anos pela Caixa Econômica Federal, pelo qual paga uma mensalidade
de R$ 2,3 mil. No consórcio, para uma carta de crédito
de R$ 100 mil, em doze anos, a mensalidade é de R$ 880.
Para Bueno, o principal atrativo
da modalidade é justamente o custo mais baixo na comparação
com o financiamento bancário.
“Ainda posso usar o Fundo
de Garantia [FGTS] para dar um lance, reduzindo as prestações,
e conseguir a carta [de crédito] para quitar o financiamento”,
diz.
O servidor conta que tinha receios
em relação ao sistema de consórcio. “Mas acabei
entrando em um grupo para a compra de um carro e fui contemplado logo
no início. Vendi a carta de crédito e vi que era um bom
negócio. Agora quero ver se consigo sair do financiamento”,
conta.
O presidente da regional Sul
da Abac e gerente comercial do Consórcio Servopa, Gilberto Marenda
Pereira, ressalta que uma campanha institucional, veiculada na televisão
em rede nacional no mês de março, também pode ter
contribuído para a retomada das vendas. “Também é preciso
levar em conta que, em janeiro e fevereiro, ainda havia uma desconfiança
muito grande sobre o futuro econômico. Hoje há uma acomodação,
com uma virada razoável no cenário”, avalia. Com
isso, o dirigente aposta em um crescimento de até 40% sobre o
resultado do ano passado.
A diretora superintendente de
consórcios da Ademilar, Tatiana Reichmann, afirma que mesmo nos
dois primeiros meses do ano sua empresa teve resultados positivos na
comparação com 2008.
“Com o cenário econômico,
esperávamos um início de ano mais difícil, mas acabamos
com um resultado cerca de 70% maior, o que nos levou a abrir dois novos
grupos”, afirma. “Consórcio não é um
produto muito simples de ser vendido. Requer planejamento, tanto de quem
vende quanto de quem compra. Mas o consumidor está buscando o
consórcio como um investimento”, avalia.
Perfil
De acordo com Bueno, quase 90%
dos clientes de consórcio já têm imóvel próprio. “O
consórcio é um sistema interessante, mas não é o
melhor caminho para quem quer adquirir seu primeiro imóvel”,
diz. Segundo ele, a desvantagem é que, ao contrário do
financiamento, o consórcio não garante a entrega imediata
do bem. “Geralmente são pessoas que querem se mudar para
um imóvel melhor, mas não têm tanta urgência.
Assim, quando contemplado, este cliente vende o imóvel atual e
usa a carta de crédito para comprar um novo”, explica.
Uma pesquisa da Abac mostra que
a classe B, que possui renda média mensal entre R$ 4 mil e R$
8 mil, representa 64% dos clientes de consórcios, enquanto a classe
A representa 21%. A classe C, com renda média de R$ 1.370, representa
apenas 10%, justamente pela dificuldade dessas famílias em arcar
com as despesas do aluguel e a mensalidade do consórcio simultaneamente.
Atualmente, existem 513 mil consorciados
na compra de imóveis em todo o país. O número é 9,3%
maior que no mesmo período de 2008.
Prós e contras
Veja as vantagens e desvantagens
do consórcio em relação ao financiamento para aquisição
da casa própria:
Vantagens
Juros - O consórcio não
prevê a incidência de juros sobre o valor do bem. Além
da mensalidade, o consorciado paga uma taxa de administração
proporcional ao valor da parcela.
Lance - É possível
utilizar o saldo do FGTS para dar como lance para ser contemplado em
um grupo.
Adiantamento - As parcelas pagas
antecipadamente são válidas como lance.
Desvantagens
Incerteza - O consorciado não
recebe o imóvel de imediato. Fica dependendo dos sorteios ou da
contemplação através de um lance.
Inadimplência - Ao contrário
do financiamento, no consórcio a inadimplência de algum
outro consorciado pode ter impactos negativos para todo o grupo.
Desistência - A desistência
em um grupo pode custar caro, já que existe uma multa por rescisão
contratual. A nova lei prevê o reembolso das parcelas pagas, mas
isso fica sujeito ao fluxo de caixa dos grupos.
Fonte: Abad/PR / Mercado
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Folha de S.Paulo, 11 de maio
de 2009
Empresas dos setores de commodities
e construção civil lideram altas neste ano
DA REDAÇÃO
As ações de empresas
dos setores de construção civil e commodities estão
entre as que têm apresentado maior alta na Bovespa, passado o impacto
inicial da crise financeira.
Na semana passada, a Bovespa voltou a romper a barreira dos 50 mil pontos puxada
em boa medida pelos sinais de retomada da atividade industrial na China, o
que pressionou os preços das commodities no mercado internacional.
Nesse cenário, as companhias de mineração e siderurgia
tiveram seus papéis impulsionados na Bolsa de Valores paulista. De janeiro
a abril deste ano, as ações ordinárias da CSN (Companhia
Siderúrgica Nacional), por exemplo, registraram alta de 47,07%.
Os papéis da Vale também passaram por expressiva valorização.
No acumulado deste ano, as ações ordinárias da companhia
subiram 43,12%, e as preferenciais, 39,49%. Já a Petrobras acumulava
alta de 53% até a última sexta-feira.
A valorização desses papéis surpreende, uma vez que o
setor de commodities foi justamente um dos mais atingidos com o recrudescimento
da crise econômica global, em setembro do ano passado.
Em face da perspectiva de contração ou ao menos de diminuição
no ritmo do crescimento econômico em países como a China, houve
um freio na demanda global pelas commodities, o que afetou países exportadores
como o Brasil. Investidores que especulavam com contratos atrelados a commodities
também sacaram seus recursos, em boa parte para cobrir perdas registradas
nos EUA, o que fez esvaziar a "bolha" nas cotações.
Outro setor "líder" neste ano é o de construção,
por conta especialmente das expectativas geradas pelo pacote habitacional do
governo, anunciado em março. Empresas com atuação maior
nas faixas mais baixas de renda, foco do pacote, devem crescer mais, dizem
analistas.
As ações da Rossi (ON) chegaram a se valorizar 99,74% entre janeiro
e abril, e as da Gafisa (ON) acumularam alta de 80,93% no período.
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O ESTADO DO PARANÁ,
11 de maio de 2009 | Economia
Quase 22 mil devem perder empregos
na Venezuela
Agência Estado
Sindicatos da Venezuela estimaram hoje que quase 22 mil funcionários
do setor petrolífero devem perder seus empregos, após o presidente
Hugo Chávez ordenar a expropriação de bens de 60 empresas
nacionais e estrangeiras do setor. "Essa lei não nos beneficia",
afirmou o líder do Sindicato de Trabalhadores do Petróleo, Bernardino
Chirinos, em entrevista ao jornal El Nacional.
O sindicato fica no Estado de
Zulia, no oeste do país, palco das nacionalizações
realizadas pelo governo na sexta-feira. "Há 35 mil empregados
na costa leste (de Zulia) e apenas 8 mil serão absorvidos (pelo
governo). Há 22 mil trabalhadores sem garantias", denunciou
o sindicalista.
A Venezuela, o principal exportador
de petróleo das Américas, começou ontem a expropriar
algumas instalações de empresas que prestam serviços
no setor de petróleo. Um dia antes, a Assembleia Nacional aprovou
uma lei ampliando o controle estatal sobre atividades relacionadas à indústria
petrolífera.
Pouco após a aprovação
da lei, o governo anunciou que tomaria o controle dos ativos de 60 prestadoras
de serviço que atuam no Lago Maracaibo, em Zulia. Segundo o governo,
esses ativos, e também os funcionários das empresas, passarão
ao controle da estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA). Foi confirmado
que aproximadamente 8 mil trabalhadores passarão a ser empregados
da PdVSA. "Nós estamos libertando a terra, construindo o
socialismo com os trabalhadores", discursou Chávez.
Parlamentares da oposição
criticaram a PdVSA por não conseguir saldar suas dívidas
com essas prestadores da serviço. Em setembro, a PdVSA devia
US$ 7,858 bilhões a seus fornecedores. A empresa foi também
afetada pela queda nos preços internacionais do petróleo.
As informações são da Dow Jones.
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Folha de S.Paulo, 11 de maio
de 2009
Renovação no Senado
ameaça aliança PT-PMDB em 2010
83% das vagas de senadores peemedebistas
estarão em jogo na próxima eleição |
Divergências regionais dos dois partidos na disputa ao Senado,
como em SP e no RN, põem sob risco os palanques locais para
Dilma
FERNANDO BARROS DE MELLO
JOSÉ ALBERTO BOMBIG
DA REPORTAGEM LOCAL
A disputa eleitoral por vagas
no Senado é o mais novo entrave para a concretização
da aliança PMDB-PT nas eleições do ano que vem em âmbito
nacional. Nada menos que 83% das cadeiras dos peemedebistas estarão
em jogo (15 de 18), o maior índice na Casa, seguido por 75% dos
petistas (9 de 12).
A consequência imediata desse cenário se traduz no acirramento
das rivalidades regionais, em detrimento da união tão sonhada
pelo Planalto em torno da candidatura da ministra petista Dilma Rousseff (Casa
Civil) à Presidência tendo o PMDB no posto de vice.
Conforme a legislação, estarão em jogo duas cadeiras para
o Senado por Estado. Em 2006, cada ente federativo elegeu um representante.
Os mandatos na Casa são de oito anos.
" Os dois partidos têm muitas vagas em disputa. Alguém vai
topar abrir mão delas?", questiona o cientista político José Luciano
de Mattos Dias, do Iuperj, que fez um levantamento recente sobre os cenários
para o Senado em 2010.
Uma das forças do PMDB está justamente na maior bancada de senadores.
Não por acaso, cinco das quinze cadeiras em disputa são ocupadas
atualmente por suplentes da sigla, já que os titulares viraram ministros
ou se elegeram governadores em 2006.
" O PMDB tem uma encruzilhada na frente. Ao fazer opção de
ocupar os cargos no governo com senadores, ele não aumentou sua base nos
Estados, pois os suplentes é que ficaram com as cadeiras. Não está tão
fácil para o PMDB entrar nas negociações de palanques e
ele precisa ver agora a melhor estratégia para manter essa bancada",
diz o cientista político.
Mesmo com o fim da verticalização (repetição obrigatória
das coligações em todo o país), o PT espera ter o apoio
peemedebista na maior parte dos palanques estaduais. Não será fácil,
conforme os principais líderes dos dois partidos.
Estados
" Nem sempre o que está prevalecendo em Brasília, no relacionamento
partido e governo, corresponde à realidade regional. Mas a situação
ainda está muito indefinida", disse o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN),
que não descarta aliança contra o governo, mas diz acreditar que,
no Nordeste, o candidato de Lula a presidente receberá mais apoio.
" O PMDB é um grande aliado. É natural que haja disputas nos
Estados com o PT, e que cada partido queira ter seu candidato. Mas devemos saber
contornar em nome de um grande projeto nacional. Precisamos ter um programa único
com todos os aliados", disse Cândido Vaccarezza (SP), líder
do PT na Câmara dos Deputados.
No Rio Grande do Norte, por exemplo, há pelo menos três pré-candidatos
ao Senado: além do próprio Garibaldi, José Agripino (DEM)
e a governadora Wilma de Faria (PSB), que também é da base governista,
o que poderia prejudicar a candidatura do peemedebista.
Com isso, Garibaldi espera o apoio do PT e do Planalto, assim como Wilma. "Os
partidos estão esperando o ano que vem, mas a questão regional é o
grande ponto. Aqui no Rio Grande do Norte existe quem queira que o partido
marche com Lula e quem queira que marche com a formação de uma
chapa local integrada pelo DEM, PSDB e PMDB", disse.
Outro entrave é São Paulo. Orestes Quércia, principal
líder do PMDB, pretende concorrer ao Senado, mas o petista Aloizio Mercadante
já manifestou à direção do PT no Estado não
querer disputar sua reeleição tendo o ex-governador como companheiro/adversário.
O temor de Mercadante é perder a vaga para Quércia. Com isso,
o ex-governador está cada vez mais perto do bloco liderado por José Serra
(PSDB).
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Agência Senado, 11 de
maio de 2009
Senado pode votar nesta semana MP
que cria novas alíquotas do IR
O plenário do Senado começa
a semana com 53 itens na pauta de votações, seis deles
com prioridade, pois são oriundos de medidas provisórias
assinadas pelo presidente da República há mais de 45 dias.
O primeiro item da pauta, desta
terça-feira (12), é o Projeto de Lei de Conversão
(PLV) 4/09, originado da MP 451/08, que corrigiu em 4,5% a tabela do
Imposto de Renda das pessoas físicas desde o primeiro dia deste
ano, ao mesmo tempo em que criou duas novas alíquotas.
A tabela que vigorou até o
final do ano passado tinha apenas duas faixas (15% e 27,5%). Agora, são
quatro faixas (7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%). Quem recebe até R$ 1.434,59
está isento do recolhimento de IR na fonte. A mudança nas
alíquotas implicou em uma renúncia fiscal de aproximadamente
R$ 5 bilhões neste ano.
Transferência
aos municípios
A MP 451/08 foi transformada em PLV 4/09 devido às mudanças feitas
pelos deputados, entre elas a permissão para que a União repasse
recursos de transferência voluntária a municípios mesmo
que eles descumpram exigências legais depois do contrato assinado com
o Governo Federal.
O PSDB criticou essa alteração
durante os debates da matéria na Câmara dos Deputados, sob
o argumento de que ela fere a Lei de Responsabilidade Fiscal. O relator
do PLV é um senador do PSDB, Marconi Perillo (GO).
Fundo
Soberano
O segundo projeto da pauta desta terça é o PLV 5/09, proveniente
da MP 452/08, que autorizou o Tesouro Nacional a emitir R$ 14,2 bilhões
para compor o Fundo Soberano do Brasil. O fundo foi criado no ano passado,
mas o Congresso não havia aprovado o crédito para viabilizá-lo.
A matéria será relatada pelo senador Eliseu Resende (DEM/MG).
Empréstimo
ao BNDES
Consta como terceiro item o PLV 6/09, originado da MP 453/09, que autorizou
a União a emprestar R$ 100 bilhões ao Banco Nacional do Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), para aumentar a capacidade da instituição
de financiar projetos de longo prazo. O empréstimo será viabilizado
principalmente pela emissão de título de dívida pública
no mercado. O relator é o senador Fernando Collor (PTB/AL).
Terras
da União
O quarto item em votação é uma proposta que vai resolver
de vez pendências na transferência de terras da União para
o estado de Roraima. Trata-se do PLV 7/09, oriundo da MP 454/09, que será relatado
pelo senador Romero Jucá (PMDB/RR). A Lei 10.304/01 havia autorizado
a transferência das terras, mas a operação não pôde
ser finalizada porque faltava o detalhamento das áreas que devem permanecer
com a União.
Transporte
e merenda escolar
Quinta matéria da pauta, o PLV 8/09 (que modificou a MP 455/09) inclui
alunos do ensino médio e da educação infantil no programa
de transporte escolar e os do ensino médio no programa federal de merenda
escolar. O sexto item é a MP 456/09, que aumentou o salário mínimo
de R$ 415 para R$ 465 no dia 1º de fevereiro. Os deputados não
fizeram qualquer mudança na proposta.
Outras
proposições
As outras 47 matérias que constam da pauta do plenário do Senado
nesta semana incluem cinco propostas de emenda constitucional, 16 projetos
de lei de senadores, 19 projetos enviados pelos deputados e sete projetos de
decreto legislativo (acordos internacionais firmados pelo Executivo).
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Agência Diap, 11 de
maio de 2009
PL 1.432: Comissão de Justiça
aprecia alteração no rito sumaríssimo
Comissão de Trabalho pode votar
projeto que trata de direitos e interesses transindividuais
A Comissão de Constituição
e Justiça da Câmara dos Deputados poderá votar, nesta
terça-feira (12), PL 1.432/03, do deputado Dr° Rosinha (PT/PR),
que altera a legislação sobre o rito sumaríssimo
na Justiça do Trabalho.
O relator da proposta na CCJ é o
deputado Regis de Oliveira (PSC/RJ) e seu parecer é pela constitucionalidade
da matéria. Há pouco mais de um ano, a Comissão
de Trabalho aprovou o substitutivo da relatora, deputado Andréa
Zito (PSDB/RJ).
CCJ: rito sumaríssimo
em pauta
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara
dos Deputados poderá, nesta terça-feira (5), apreciar o PL 1.432/03,
do deputado Dr° Rosinha (PT/PR), que altera a legislação
sobre o rito sumaríssimo na Justiça do Trabalho.
O relator da proposta é o
deputado Regis de Oliveira (PSC/RJ) e seu parecer é pela constitucionalidade
da matéria. Há pouco mais de um ano, a Comissão
de Trabalho aprovou o o substitutivo da relatora, deputado Andréa
Zito (PSDB/RJ).
Periculosidade
para os eletricitários
Outra matéria na pauta da Comissão é o PL 7.378/06, do
senador Paulo Paim (PT/RS) (no Senado, PLS 170/05), que modifica o artigo 193
da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei
5.452, de 1º de maio de 1943, concedendo adicional de periculosidade aos
eletricitários.
O relator da proposta é deputado
Pastor Manoel Ferreira (PTB/RJ) e seu parecer é favorável
ao texto. O colegiado se reúne no plenário 1, às
14h30, desta terça-feira (5). E também na quarta e quinta-feira,
pela manhã.
Justiça
do Trabalho
A Comissão de Trabalho pode votar o PL 2.422/07, do deputado Efraim
Filho (DEM/PB) que acrescenta e altera a redação de dispositivos
da Lei 7.347, de 24 de julho de 1985, que trata da ação civil
pública para tutela de direitos e interesses transindividuais dos trabalhadores
e especifica normas para o seu processamento na Justiça do Trabalho.
O relator da matéria é o
deputado Mauro Nazif (PSB/RO), que ofereceu parecer favorável
ao projeto.
Outra matéria que poderá ser
apreciada pela Comissão é o PL 4.347/98, do deputado Walter
Pinheiro (PT/BA), que estabelece diretrizes para uma política
de prevenção e defesa dos trabalhadores, em relação
aos trabalhos com movimentos repetitivos.
O relator, deputado Eudes Xavier
(PT/CE) apresentou parecer favorável ao texto.
Requerimentos
Nesta quarta-feira (13), a Comissão de Trabalho se reúne para
deliberar sua pauta ordinária. Entre outros itens, o colegiado poderá aprovar
o requerimento de audiência pública dos deputados petistas Eudes
Xavier (CE) e Maria do Rosário (RS) que solicitam a realização
de audiência pública para debater as demissões na Oi, resultantes
da compra da Brasil Telecom, no ano de 2008.
Outro requerimento que pede a
realização de audiência pública é da
deputada Manuela D'ávila (PCdoB/RS) para debater a situação
dos funcionários da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). A
reunião da Comissão será no plenário 12, às
10h.
Redução
da jornada
A comissão especial da jornada máxima de trabalho, que analisa
a PEC 231/95, realiza audiência pública com a participação
do ministro do Trabalho, Carlos Lupi; e com a diretora da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo. Ainda sem plenário
definido, o colegiado se reúne, nesta terça-feira (12), às
14h30.
Direitos
Humanos
Nesta terça-feira (12) à Comissão de Direitos Humanos
e Minorias da Câmara dos Deputados realiza audiência pública
sobre a situação política e jurídica do refugiado
Cesare Battisti; e sobre o instituto da extradição no Brasil.
Para reunião foram convidados
o ministro da Justiça, Tarso Genro; o jornalista italiano radicado
no Brasil Achille Lollo; e representantes da OAB. A audiência será no
plenário 9 do anexo II às 14h.
6º Seminário
LGBT
As comissões de Legislação Participativa; de Direitos
Humanos e Minorias; e de Educação e Cultura; e a Frente Parlamentar
pela Cidadania LGBT realizam o 6º Seminário LGBT no Congresso Nacional.
O evento será, nesta quinta-feira (14), no plenário 3, às
8h30.
Educação
A Comissão de Educação e Cultura realiza nesta semana
duas audiências públicas. A primeira vai debater a violência
nas escolas públicas. Para esta foram convidados o representante da
Unesco, Vincent Defourny; o diretor do Programa Paz nas Escolas, João
Araújo; e a pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência
da USP Caren Ruotti. Ainda não há local definido para a reunião,
que está prevista para começar às 14h30.
A outra audiência será,
nesta quinta-feira (14), e debaterá os trotes violentos nas universidades.
Foram convidados representantes do Ministério da Educação
e do Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília;
a presidente da UNE, Lúcia Stumpf; e a professora da USP Selma
Pimenta. A reunião será às 10h, mas ainda não
tem local definido.
Precatórios
A Frente Parlamentar dos Advogados realiza, nesta quarta-feira (13), café da
manhã para debater assuntos de interesse dos advogados. Em destaque,
a PEC 351/09, que estabelece novas regras para o pagamento de precatórios.
A proposta já foi aprovada no Senado. O evento começa às
8h30 no restaurante do 10º andar, do Anexo IV, da Câmara dos Deputados.
Meio
Ambiente
Nesta quinta-feira (14), às 9h, a Comissão de Desenvolvimento
Econômico, Indústria e Comércio realiza audiência
pública sobre o uso de sacolas plásticas biodegradáveis
no comércio. Foram convidados para o debate o ministro do Meio Ambiente,
Carlos Minc; o diretor de Relações Institucionais da Confederação
Nacional da Indústria, Marco Guarita; e Evandro Costa, assessor da Confederação
Nacional do Comércio. A reunião será no plenário
5.
A Comissão de Meio Ambiente
e Desenvolvimento Sustentável realiza, nesta quinta-feira (14),
audiência pública para debater as falhas de segurança
no programa nuclear. Foram convidados para o debate o presidente da Eletrobrás
Termonuclear, Othon da Silva; o presidente da Comissão Nacional
de Energia Nuclear, Odair Gonçalves; e o presidente da Associação
de Fiscais de Radioproteção e Segurança Nuclear,
Rogério Gomes. A reunião será no plenário
10, às 10h.
Licenciamento ambiental será o
tema da audiência pública promovida pela Comissão
de Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento
Regional. O colegiado se reúne no às 10h, ainda não
há plenário definido para a audiência.
Seguridade
Social
A Comissão de Defesa do Consumidor realiza audiência pública
sobre o aumento das mensalidades da Fundação de Seguridade Social
Geap e a qualidade dos serviços prestados. Foram convidados para o debate,
a diretora-executiva da Geap, Regina Parizi; e o presidente da Agência
Nacional de Saúde (ANS), Fausto dos Santos. A reunião será às
10h, mas ainda não há plenário definido.
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Agência Câmara,
11 de maio de 2009
Projeto garante férias proporcionais
a demitido por justa causa
J. Batista
A Câmara analisa o projeto de lei 4763/09, do deputado Carlos Bezerra
(PMDB-MT), que estende ao empregado demitido por justa causa o direito a receber
o valor salarial correspondente às férias proporcionais não
gozadas.
Atualmente, esse direito é garantido
apenas nas demissões sem justa causa. A proposta altera a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT - Decreto Lei 5.452/43). Segundo o deputado,
o direito às férias proporcionais não pode ser subordinado
ao instituto da justa causa.
"O fato de o empregado ter
cometido falta grave não pode interferir no direito às
férias, pois este direito está relacionado às necessidades
sanitárias, higiênicas e sociais dos trabalhadores como
um todo" , afirma Carlos Bezerra.
Punição
suplementar
O deputado assinala que a perda das férias, para o demitido por justa
causa, funciona como uma punição suplementar à da ruptura
do contrato de trabalho. "Essa punição suplementar, além
de infundada, acaba por afrontar os valores jurídicos e sociais em torno
do instituto de férias", sustenta.
Carlos Bezerra espera que o Legislativo
corrija essa situação, "suprimindo a justa causa como
fator de impedimento de aquisição de férias proporcionais".
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter
conclusivo, será analisada pelas comissões de Trabalho,
de Administração e Serviço Público; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
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PL-4763/2009
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FOLHA DE LONDRINA, 11 de
maio de 2009
40% dos aposentados voltam a trabalhar
Maioria retorna ao mercado para complementar
renda; especialista orienta idosos a levarem em conta a vocação
Curitiba - A necessidade de complementar a renda e de ter uma atividade são
os principais motivos que levam os aposentados a voltarem ao mercado de trabalho.
Cerca de 40% das pessoas que já cumpriram o tempo de serviço
voltam a trabalhar. O grande problema é que grande parte desses trabalhadores
são empregados com salário 30% menor do que quando estavam na
ativa, segundo o diretor institucional do Sindicato Nacional dos Aposentados,
Paulo José Zanetti.
De acordo com ele, a maior parte
dos aposentados volta ao mercado para complementar a renda familiar. "Não
dá para viver com R$ 465,00", disse. No Paraná, cerca
de 70% dos aposentados e pensionistas ganham de um a dois salários
mínimos. "Eu sou contra permanecer no mercado. O trabalhador
teria que ter uma aposentadoria justa e digna", disse Zanetti.
As principais atividades que
os aposentados ocupam são embaladores de supermercados, produção
no setor metalúrgico, limpeza pública e transporte coletivo
como cobradores e motoristas. Segundo ele, dos que estão no mercado,
50% respondem pelo sustento da família.
Dados do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que no Paraná há 896
mil aposentados pela previdência oficial. Deste total, 346 mil
estão ocupados e 624 mil são responsáveis pela parte
principal da renda familiar.
Os setores que mais empregam
as pessoas nesta fase da vida no Estado são agricultura (48%),
comércio (12%), indústria (10%) e educação
(6%).
Deonedes Ferreira do Amaral,
63 anos, foi contratado em novembro do ano passado como embalador do
supermercado Angeloni, em Curitiba. "Eu tinha necessidade de estar
em atividade. Se a gente fica acomodado tem tendência a ficar doente.
E dinheiro não faz mal a ninguém", disse. Ele sempre
trabalhou no comércio. Se aposentou em 1996 como vendedor de móveis
e eletrodomésticos da antiga rede Disapel que foi vendida para
o Ponto Frio. Permaneceu na rede até o fechamento em 1998. Depois
resolveu fazer alguns trabalhos por conta. Em seguida, abriu uma pequena
livraria que funcionou durante três anos. Hoje, trabalha sete horas
por dia, com uma folga semanal e escala aos domingos e recebe um salário
mínimo por mês.
A aposentada Maria Marly Keidrosky,
57 anos, trabalha há exatos seis anos e três meses como
embaladora também em supermercado. "Eu tinha procurado bastante
e não conseguia emprego por causa da idade", contou. Antes
disso, atuou como auxiliar de serviços gerais e auxiliar de produção.
Agora, falta três anos para se aposentar.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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MTE, 11 de maio de 2009
Grupo de Trabalho fiscaliza programas
com recursos do FAT e FGTS
O Grupo de Trabalho criado para
acompanhar o cumprimento dos programas financiados com recursos do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT) teve sua primeira reunião na última quinta-feira
(7), na sede do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Brasília.
Formado por representantes do
gabinete do ministro, secretarias do MTE, centrais sindicais e confederações
patronais, os membros conheceram os balanços mais recentes dos
fundos, apresentados pela coordenação.
Soluções
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, participou do encontro e disse
que a finalidade do GT é dar transparência à sociedade
e ouvir os representantes patronais e de trabalhadores. "Queremos ouvir
os membros deste grupo para buscar soluções em conjunto".
O grupo estudará propostas
e soluções para a geração de emprego e renda
para as linhas de investimentos dos Fundos e acompanhará as áreas
de investimentos de políticas públicas.
O GT foi instituído por
meio de Portaria 996, de 1º de dezembro de 2008 e terá que
prestar informações ao ministro Lupi. Já a Portaria
41, de 21 de janeiro de 2009, nomeou os integrantes.
Participação
Representado o ministério, participa o secretário-executivo da
pasta, André Figueiredo, como representante do Gabinete Ministerial;
os secretários de Relações do Trabalho, Luiz Antonio Medeiros;
de Políticas Públicas de Emprego; Ezequiel Nascimento; de Inspeção
do Trabalho, Ruth Beatriz Vilela, e de Economia Solidária, Paul Singer.
As centrais sindicais são
representadas por Arthur Henrique (CUT); Paulo Pereira da Silva (Força
Sindical); José Calixto Ramos (Nova Central Sindical dos Trabalhadores);
Ricardo Patah (União Geral dos Trabalhadores); Wagner Gomes (Central
de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e Antonio Fernandes Neto
(Central Geral dos Trabalhadores do Brasil).
As confederações
patronais são representadas por José Colombo Neto (Confederação
Nacional do Transporte); Mario Sergio Carraro (Confederação
Nacional da Indústria); Rodolfo Tavares (Confederação
da Agricultura e Pecuária do Brasil); Antonio Lisboa Cardoso (Confederação
Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo); José Pereira
Gonçalves (Confederação Nacional do Sistema Financeiro).
FAT
O Fundo de Amparo ao Trabalhador é um fundo especial, vinculado ao Ministério
do Trabalho e Emprego, destinado ao custeio do Programa do Seguro-Desemprego,
do Abono Salarial e ao financiamento de Programas de Desenvolvimento Econômico.
As principais ações
de emprego financiadas com recursos do FAT estão estruturadas
em torno de dois programas: o Programa do Seguro-Desemprego (com as ações
de pagamento do benefício do seguro-desemprego, de qualificação
e requalificação profissional e de orientação
e intermediação do emprego) e os Programas de Geração
de Emprego e Renda, cujos recursos são alocados por meio dos depósitos
especiais criados pela Lei 8.352, de 28 de dezembro de 1991 (incorporando,
entre outros, o próprio Programa de Geração de Emprego
e Renda (Proger), nas modalidades Urbano e Rural e o Programa Nacional
de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
FGTS
Os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além
de proteger o trabalhador que é demitido, favorece o trabalhador de
forma indireta, ao proporcionar as condições necessárias à formação
de um fundo de aplicações, voltado para o financiamento de habitações,
assim como para investimentos em saneamento básico e infra-estrutura
urbana.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
11/05/2009
Uso de toalete: Segunda Turma mantém
indenização a operador de telemarketing
A empresa mineira TNL Contax
S.A. foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar indenização
por dano moral, no valor de R$ 6 mil, a um operador de telemarketing
que alegou passar por situação constrangedora quando precisava
ir ao toalete fora dos intervalos determinados: era obrigado a pedir
autorização e registrar a pausa, que, por sua vez, era
limitada em apenas cinco minutos, sob pena de repreensão verbal
e escrita. A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou
agravo de instrumento da empresa que pretendia dar seguimento ao seu
recurso, negado pelo Tribunal Regional da 3ª Região (MG).
Nas provas testemunhais, o supervisor
da firma não só confirmou o fato como informou que o tempo
de cinco minutos somente podia ser extrapolado se o empregado requeresse
autorização antecipada ou a comunicasse posteriormente,
mediante justificativa. Ele acrescentou que toda pausa dos empregados
eram registradas no sistema eletrônico. Esses motivos, descritos
na decisão do TRT/MG, levaram o relator do agravo na Segunda Turma,
ministro Renato de Lacerda Paiva, a concordar com o Tribunal Regional
de que a exigência patronal “é absurda, pois viola
a intimidade do empregado e o expõe ao ridículo”,
e revela que a empresa extrapolava o seu poder diretivo e organizacional.
O relator observou ainda que
a limitação e a fiscalização, por meio de
registro eletrônico do tempo gasto pelos atendentes em suas idas
ao banheiro constitui “privação desumana e degradante,
agravada pelo risco de os empregados virem a apresentar problemas de
saúde” pelo controle das necessidades fisiológicas. “A
reparação do dano no presente caso está assegurada
pelo artigos 186, 187 e 927 do novo Código Civil”, afirmou. “Não
se trata de impedir a iniciativa fiscalizadora do empregador”,
salientou o relator, “mas de questionar a forma de controle adotada”,
uma vez que o constrangimento ao empregado poderia ser evitado com a
simples consulta às planilhas eletrônicas, que têm
o registro de todas as pausas ocorridas durante o expediente. Unanimemente,
os ministros da Segunda Turma negaram provimento ao agravo da empresa.
(AIRR-578-2007-140-03-40.6)
(Mário Correa)
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11/05/2009
Empresa alega violação
de dispositivo constitucional inexistente e perde recurso
A Primeira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou (não conheceu) recurso da empresa
Ultrafértil S/A no qual alega violação a um suposto “inciso
XXXVI” do artigo 7º da Constituição Federal,
que lista os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Ocorre que
o artigo em questão tem somente 34 incisos (subdivisões
do artigo). Na Constituição e nas demais leis brasileiras,
os incisos são sempre listados em algarismos romanos, o que pode
ter contribuído para o erro. Mas, segundo o relator do recurso,
Lelio Bentes Corrêa, a parte tem o dever de indicar com precisão
o dispositivo legal ou constitucional que entende violado.
“Estamos em sede extraordinária,
e essas formalidades são absolutamente relevantes para viabilizar
a veiculação do recurso”, afirmou o ministro relator. “Nessas
circunstâncias não é possível ao julgador
nem tentar aferir qual era a intenção da parte: se era
arguir violação “sétimo/trinta e quatro” ou
ao “sétimo/vinte e seis”? Vale ressaltar ainda que,
de acordo com a jurisprudência da nossa Seção Especializada
em Dissídios Individuais I, não se cogita em erro material
da parte. As partes têm o dever de indicar com precisão
o dispositivo que entende violado.”
De acordo com a Súmula
221 do TST, a admissibilidade do recurso de revista e de embargos por
violação tem como pressuposto a indicação
expressa do dispositivo de lei ou da Constituição tido
como violado. O item da jurisprudência do TST diz ainda que a interpretação
razoável de preceito de lei, ainda que não seja a melhor,
não dá ensejo à admissibilidade ou ao conhecimento
de recurso de revista ou de embargos. A violação ao preceito
legal ou constitucional tem de ser literal. (RR 32.427/2002-902-02-00.2)
(Virginia Pardal)
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11/05/2009
Usina indenizará companheira
de trabalhador falecido em acidente de ônibus
O empregador que assume o transporte
do empregado ao local de trabalho é responsável objetivamente
por eventual acidente ocorrido no trajeto. A Terceira Turma do TST dotou
entendimento ao manter decisão que condenou a usina Vale do Verão
S.A. Açúcar e Álcool, de Goiás, a pagar indenização
por danos morais e materiais à companheira de funcionário
que faleceu em acidente quando se dirigia ao trabalho, no transporte
fornecido pela empresa.
A ministra relatora do recurso,
Rosa Maria Weber, observou que o dano causado ao trabalhador em acidente
de trânsito é considerado acidente de trabalho, atraindo
a responsabilidade do empregador. “Frente à responsabilidade
objetiva da empresa, não cabe o argumento de ausência de
culpa no evento, considerando-se, em especial, o disposto no artigo 735
do Código Civil”, diz o voto. Este dispositivo estabelece
que a responsabilidade contratual do transportador não é suprimida
por culpa de terceiro, o que evidencia a responsabilidade objetiva do
empregador.
A Vale do Verão recorreu
ao TST questionando decisão do Tribunal Regional da 18ª Região
(GO), que também manteve sentença que obrigava o pagamento
de indenização. No Tribunal Regional, a empresa alegou
que a responsabilidade objetiva decorrente do contrato de transporte
somente se daria quando o transporte fosse a título oneroso e
por empresas concessionárias ou permissionárias do serviço
público. Contudo, o Regional considerou que a lei não faz
distinção a respeito. “Qualquer que seja o transportador,
se a empresa avocou para si essa responsabilidade, a transportadora se
equipara.”
O trabalhador foi contratado
em junho de 2004 como cortador de cana. No dia 10/11/2004, quando se
dirigia ao trabalho, o ônibus contratado para o transporte de outros
funcionários, que transportava 20 trabalhadores, bateu de frente
com um caminhão que transportava gás GLP, no Km 620 da
BR-452, no município de Maurilândia (GO). O cortador faleceu
no local do acidente, devido ao choque recebido. A sentença de
primeiro grau condenou a empresa à indenização de
50 mil reais por danos morais. O TRT/GO considerou o valor razoável,
pois a indenização civil tem, também, finalidade
pedagógica, além da de minimizar a dor sofrida pelo ofendido.
(RR-09/2006-102-18-00.7)
(Alexandre Caxito)
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