 |
Último Segundo, 19 de
maio de 2009
Brasil cria 106 mil empregos formais
em abril, aponta Caged do MTE
Em abril, foram admitidos 1.350.446
empregados e demitidas, 1.244.241 pessoas. O saldo é 2,95% em
relação ao mesmo período de 2008. Por estes dados
fica claro que o Governo, com o Congresso Nacional precisam construir
normas que impessam a demissão arbitrária
O Brasil registrou a criação
de 106.205 novos postos de trabalho formais em abril, segundo dados do
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta
segunda-feira (18). Em março, o saldo era de 34.818 novos postos.
"Pela primeira vez no ano,
passamos a ter um saldo positivo [nos primeiros quatro meses] de 48.454
novos postos de emprego", explicou o ministro do Trabalho, Carlos
Lupi. Até março, o saldo era negativo em 57.751 postos.
O ministro reforçou que
sua previsão para o ano é a criação de mais
de um milhão de empregos. Em 2008, foram 1,5 milhão de
empregos. Apesar de menor que em 2008, a previsão para 2009, segundo
Lupi, é positiva uma vez que o país enfrenta um período
de crise.
Em abril, foram admitidos 1.350.446
empregados e demitidas, 1.244.241 pessoas. O saldo é 2,95% em
relação ao mesmo período de 2008.
O minisro destacou o fato de
a indústria ter apresentado, pela primeira vez no ano, saldo positivo
na criação de empregos. "Apesar do saldo modesto,
de 183 novos postos, a indústria começou a reagir",
destacou o ministro.
Entre os ramos da indústria,
O segmento que mais cresceu foi a indústria alimentícia
com alta de 1,06% na mesma comparação, referente saldo
de 18.967 postos.
Já a metalúrgica
foi a que apresentou a maior queda, de 1,26% em relação
a mês anterior, referente a um saldo negativo de 9.025 postos.
A indústria mecânica
também apresentou saldo negativo de 5.650 postos. "O resultado
ainda preocupa por estar negativo, mas já demonstra reação
em relação ao mês passado e deve ser positivo em
maio", avaliou Lupi.
Sobre a possibilidade de impacto
da fusão entre a Sadia e a Perdigão, Lupi destacou que
não houve conversas entre o ministério e as empresas, mas
espera que não haja impacto sobre o emprego no setor.
Diante dos números apresentados,
o ministro afirmou que o seguro-desemprego deve ser ampliado em dois
meses para outros setores da economia. Mais detalhes devem ser divulgados
ainda nesta semana.
Todos os setores avaliados apresentaram
saldo positivo no número de postos de trabalho, com exceção
do setor de Extrativismo Mineral, com queda de 0,34% no número
de postos em abril em relação ao mês anterior.
Em abril, os setores que mais
contrataram foram os de serviços, com 59.279 novos postos de trabalho;
agricultura, com 22.684 novos postos de trabalho, construção
civil, com 13.338 mil novas vagas, e comércio (5.647 adições).
No quadrimestre, o setor de serviços
também foi o destaque, com 168.529 novos postos, no qual a área
de educação apresentou recorde para o período, com
adição de 58.719 mil vagas.
A construção civil
ficou em segundo lugar, somando 43.677 mil vagas. Em seguida, apareceu
a administração pública, com 28.898 mil empregos.
A crise global afetou de forma
mais clara a indústria de transformação e o comércio,
que acumularam resultados negativos entre janeiro e abril de 2009.
A indústria apresentou
pela primeira vez no ano saldo positivo na criação de empregos. "Apesar
do saldo modesto, de 158 novos postos, a indústria começou
a reagir", destacou o ministro.
Entre os ramos da indústria,
a metalúrgica foi a que apresentou a maior queda, de 1,11% em
relação a mês anterior. O setor que mais cresceu
foi a indústria alimentícia com alta de 1,06% na mesma
comparação.
|
FOLHA DE LONDRIA, 19 de maio
de 2009 | Economia
Serviços e agropecuária
elevam número de vagas formais
É a primeira vez que saldo de demissões
e contratações fica positivo no acumulado de 2009
Brasília - Com a ajuda dos setores de serviços e agropecuária,
o saldo líquido de demissões e contratações em
abril foi de 106.205 vagas formais. Com isso, o estoque de empregos formais
na economia subiu 0,33% em relação a março, para 32.041.756
vagas. O resultado é visto pelo governo como um sinal inequívoco
de recuperação, e já motivou o Ministro do Trabalho, Carlos
Lupi, a divulgar a primeira previsão de novas vagas em todo o ano. ''Arrisco
dizer que teremos, neste ano, mais de um milhão de novos empregos'',
disse.
Essa sensação,
no entanto, divide o mercado e há quem preveja a necessidade de
maior redução dos juros básicos da economia para
estimular a criação de vagas. Quando comparado com dados
do ano passado, os resultados mostram o quanto a crise financeira prejudicou
o mercado de trabalho. De janeiro a abril, foram abertos 48.454 empregos
com carteira assinada, resultado 94,29% menor que os 848.962 empregos
formais criados no mesmo período do ano passado.
''Houve uma evolução
mais fraca em postos na indústria do que a gente imaginava'',
disse o economista da LCA Consultores Fabio Romão. Segundo ele,
o resultado de abril é ''realmente pífio''. Mas, para o
presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
Márcio Pochmann, os dados de abril mostram uma surpresa positiva.
De qualquer forma, o resultado
de abril foi comemorado pelo ministro Carlos Lupi porque além
de representar o terceiro dado positivo no ano é a primeira vez
em que o saldo de demissões e contratações fica
positivo no acumulado de 2009, a indústria parou de demitir pela
primeira vez em cinco meses: o saldo foi positivo em 186 novas vagas.
O resultado do emprego no mês passado é também três
vezes maior que o de março, quando foram criados 34.818 empregos
formais.
De acordo com o Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged), o setor de serviços liderou
as contratações em abril, com a abertura de 59.279 postos
de trabalho (55,8% do total), seguido da agropecuária, com 22.684
vagas. O comércio também criou 5.647 vagas. O único
setor que ainda mostra saldo negativo é o de extrativa mineral,
com eliminação de 582 vagas.
Também como anteciparam
especialistas, o comércio voltou a registrar saldo líquido
de empregos formais positivo em abril, de 5.647 ocupações,
após quatro meses seguidos de resultados negativos. Os lojistas
do comércio atacadista e varejistas voltaram a encomendar produtos à indústria,
após reduzirem os estoques nas vendas realizadas no primeiro trimestre
do ano. Com isso, influenciaram positivamente a contratação
de novos empregados.
Em termos geográficos,
o Caged de abril mostrou que quatro das cinco regiões do País
tiveram saldos positivos de empregos formais, sendo o Sudeste o destaque
com 99.065 vagas abertas. O Centro-Oeste ficou em segundo com 19.402
postos de trabalho. Apenas a região Nordeste teve saldo negativo,
com a eliminação de 24.622 vagas.
Isabel Sobral
Agência Estado
|
Agência Diap, 19 de
maio de 2009
Dirigentes sindicais discutem com
Temer agenda dos trabalhadores
Esta semana, na quinta-feira (21), dirigentes sindicais se reúnem com
o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB/SP), para tratar da inclusão,
na pauta de votação no plenário, de matérias de
interesse dos trabalhadores. Na semana passada, as centrais fizerem reunião
para definir a agenda prioritária
O plenário da Câmara
dos Deputados pode votar, em sessão extraordinária, a Proposta
de Emenda à Constituição (PEC) 277/08 que, nesta
semana é um dos destaques da pauta do Plenário para as
sessões extraordinárias.
Nas sessões ordinárias,
os deputados podem analisar a MP 459/09, que cria o programa habitacional
Minha Casa, Minha Vida para a população com renda de até dez
salários mínimos. O objetivo é construir 1 milhão
de moradias populares a um custo estimado de R$ 60 bilhões.
Outra MP em pauta é a
460/09 que reduz tributos sobre as motocicletas, nacionais ou importadas,
e para as construtoras de imóveis no âmbito do programa
habitacional criado pela MP 459/09. Essa renúncia fiscal será compensada,
em parte, pelo aumento de tributos sobre os cigarros.
Nesta quinta-feira (21), dirigentes
sindicais se reúnem com o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB/SP),
para tratar da inclusão na pauta de votação do plenário
matérias de interesse dos trabalhadores.
Cadastro
Positivo
A proposta deverá entrar em pauta extraordinária nesta quarta-feira
(20), assim como o projeto que cria o cadastro positivo de consumidores (PL
836/03). Na terça (19) e quinta-feira (21), a Câmara deverá apreciar
as medidas provisórias com prazos vencidos.
O projeto prevê a instalação
de um banco de dados de bons pagadores que seria consultado por estabelecimentos
comerciais e principalmente por bancos, nos casos de pedidos de empréstimos.
Os defensores da ideia
acreditam que as pessoas inscritas no Cadastro Positivo conseguirão
juros menores nas operações de crédito.
|
O ESTADO DO PARANÁ,
19 de maio de 2009 | Economia
Cresce interesse pela compra da casa
própria
Joyce Carvalho
O programa de habitação Minha casa, minha vida, do governo federal,
ainda depende de alguns ajustes. Mas a avaliação, desde o lançamento
do programa, no mês passado, é positiva pela procura da população
e pelo número de projetos de construção.
Uma audiência pública
na Assembleia Legislativa, ontem pela manhã, discutiu o assunto
e tirou as dúvidas do programa com o ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo; o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge
Hereda; e Inês Magalhães, secretária nacional de
habitação do Ministério das Cidades.
Nacionalmente, o governo federal
promete a construção de um milhão de casas, o que
diminuiria o déficit habitacional no País em 14%. Hoje,
para resolver a questão habitacional, seriam necessárias
7,2 milhões de unidades.
O investimento estimado chega
aos R$ 60 bilhões, sendo R$ 34 bilhões em subsídios.
O governo do Paraná e a prefeitura de Curitiba já assinaram
o protocolo para fazer parte do programa. No Estado, devem ser construídas
44.172 unidades.
Segundo Bernardo, existem detalhes
a serem regulamentados, como o seguro. “Barateamos o seguro, mas
a regulamentação definitiva sai quando for votada a lei.
A medida provisória já está no Congresso Nacional.
Mas só podemos tocar do jeito que queremos quando for votado”,
afirma.
Outro ajuste é a abertura
do programa para municípios com menos de 50 mil habitantes, o
que deve ser acertado ainda nesta semana, de acordo com Hereda. O banco,
um dos agentes do programa, tem mais de 50 mil unidades novas em análise.
A Caixa já contratou mais de 1,8 mil. “Acreditamos que nos
próximos meses vamos aumentar muito a quantidade”, comenta.
Atualmente, uma pessoa que recebe
três salários mínimos tem 17 mil reais em subsídios
para qualquer financiamento feito com o Fundo de Garantia por Tempo de
Serviço (FGTS).
“Se alguém vai comprar
um imóvel novo de 55 mil reais, já entra com subsídio
de 17 mil. Além disso, não paga seguro, que dependendo
da idade tem um peso grande na prestação”, relata
Hereda. “A gente já viu nos feirões da Caixa um aumento
muito grande da população que recebe de 3 a 6 salários
mínimos, que tem acesso ao financiamento graças ao subsídio
que o programa ofereceu”, avalia.
Quem tiver dúvidas
sobre o programa pode acessar o site www.minhacasaminhavida.gov.br.
|
Gazeta do Povo, 19 de maio
de 2009
Habitação
Feirão da Caixa movimentou R$ 184
mi em financiamentos
A edição 2009 do Feirão da Casa Própria, promovido
no último fim de semana em Curitiba pela Caixa Econômica Federal,
bateu recorde e mais do que dobrou o volume de recursos contratados nos financiamentos
imobiliários em relação ao evento do ano passado. Entre
a última sexta-feira e domingo, a feira recebeu aproximadamente 35 mil
visitantes, que fecharam 2.420 negócios, totalizando R$ 184 milhões
em contratos imobiliários. O volume representa um crescimento de 130%
em relação à edição anterior, quando 1.349
negócios movimentaram cerca de R$ 80 milhões.
Os números surpreenderam
até mesmo os organizadores do evento, cuja expectativa inicial
era contratar R$ 120 milhões. Dos total de negócios, 244
foram efetivados no próprio feirão, 751 foram encaminhados
para contratação nas agências da Caixa e outras 522
operações foram fechadas diretamente com as construtoras.
Além disso, ocorreram 903 operações diretas.
De acordo com a Caixa Econômica,
o valor médio do imóvel negociado no evento foi de R$ 78
mil, sendo que 80% das unidades ficaram na faixa entre R$ 50 mil e R$
130 mil. Eles foram contratados principalmente com recursos do FGTS e
por famílias com renda mensal de até R$ 4,9 mil mensais.
O feirão reuniu mais de 11 mil imóveis – 4 mil novos
e 7 mil usados – de Curitiba e região metropolitana.
Próxima
A próxima edição
do feirão está programada para 2010, mas, de acordo com
a Caixa Econômica, o interessado que não pôde financiar
um imóvel durante o evento poderá encontrar as mesmas condições
de financiamento nas agências da instituição. No
site www.caixa.gov.br/habitacao o banco oferece um simulador, que calcula
as condições do financiamento imobiliário.
|
Folha de S.Paulo, 19 de maio
de 2009
Editorial da Folha: Sindicatos de
fachada
Unicidade sindical e contribuição
obrigatória estão na origem da proliferação
de entidades de empregadores
OS ANOS que se seguiram à promulgação
da Constituição de 1988 foram terríveis para a economia
brasileira, mas não para a indústria de criação
de sindicatos. Com a liberdade sindical, mesmo nos estertores da chamada
década perdida o número das entidades de classe crescia à taxa
anual de 5,3% (1988 a 1992). Na década seguinte, o ritmo se reduziria
para 4% -o suficiente, mesmo assim, para atestar que se tratava de um
negócio rentável.
O segredo do sucesso também se encontra na Carta de 1988. Embora tenha
revogado a necessidade de autorização do Estado para criar entidades,
ela manteve dois dispositivos típicos da ditadura getulista, herdados
da Constituição de 1937: a unicidade sindical -só pode
haver um sindicato por categoria em cada unidade regional- e as contribuições
obrigatórias.
Não foram apenas associações de trabalhadores que se beneficiaram
da facilidade corporativista. Só de sindicatos de empregadores reconhecidos
pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) há hoje 4.000. Segundo
outra fonte, o IBGE, em 1988 eram 3.140 as agremiações do gênero,
incluindo as 1.676 de base rural, cujo número sofre contínuo
encolhimento desde então.
A proliferação de entidades patronais demonstra que o oportunismo
não conhece diferença de classes. O paternalismo do Estado irmana
pelegos dos dois lados do balcão, interessados em auferir aquela parte
da renda do trabalho e do capital confiscada por um imposto mal disfarçado
com o eufemismo de "contribuição".
A contribuição sindical patronal, paga desde 1943, abocanha de
0,02% a 0,8% do capital social das empresas. São R$ 363 milhões
ao ano, dos quais 60% vão para os sindicatos de empregadores. O restante é repartido
entre federações estaduais (15%), confederações
nacionais (5%) e Ministério do Trabalho (20%).
Todo esse maná e a quantidade despropositada de sindicatos originam
casos risíveis de falta de representatividade, como mostrou reportagem
de ontem na Folha. Existe de tudo: sindicato com apenas duas empresas associadas,
advogado que administra sete entidades a partir de um único endereço,
salas da Fiesp que abrigam até cinco sindicatos, todos partilhando uma
só secretária -para não falar das entidades que nem mesmo
se encontram no endereço oficial.
É óbvio que esses sindicatos de fachada não representam
de fato nenhum setor. Mais provável é que prestem outra natureza
de serviços, caso da intermediação de votos para eleger
dirigentes de federações e confederações.
Sindicatos representativos de empregadores e empregados são úteis
para a economia contemporânea, na medida em que organizam os interesses
de trabalhadores e patrões e criam bases coesas para negociação
direta. Sua representatividade será obtida só quando unicidade
sindical e contribuições compulsórias forem banidas da
legislação.
|
Folha de S.Paulo, 19 de maio
de 2009
Procuradoria vai pedir fechamento de
sindicatos patronais
Procurador-geral do Trabalho deve recorrer à Justiça
para acabar com entidades sem sócios, que vivem de contribuições
| Estima-se que, dos quase 4.000 sindicatos patronais registrados
no Ministério do Trabalho, 80% não tenham representatividade
FÁTIMA FERNANDES
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
A Procuradoria Geral do Trabalho
em Brasília deve pedir à Justiça o fechamento de
sindicatos patronais que não tenham representatividade. Para isso,
aguarda informações do Ministério do Trabalho e
Emprego sobre a atuação de sindicatos cadastrados.
Otavio Lopes Brito, procurador-geral do Trabalho, diz que chegaram à procuradoria
informações de que sindicatos cadastrados "nunca" firmaram
convenção ou acordo coletivo de trabalho desde a criação.
A Folha constatou que dezenas de sindicatos da indústria e do comércio
sobrevivem com poucos ou sem nenhum sócio -conforme revelado em sua
edição de ontem. Eles se mantêm abertos com dinheiro da
contribuição sindical, paga de forma compulsória.
Estima-se que, dos quase 4.000 sindicatos patronais registrados no Ministério
do Trabalho, 80% não têm representatividade para defender os interesses
econômicos de empresas associadas e representadas na base em que atuam.
A Secretaria de Relações do Trabalho informa que não cabe
ao Ministério do Trabalho investigar a ação dos sindicatos
porque a Constituição Federal garante autonomia e liberdade para
as entidades sindicais.
" Apesar de defendermos a existência de sindicatos fortes e representativos,
não cabe ao governo investigá-los. Esse papel tem de ser feito
pelos procuradores", diz Luiz Antonio de Medeiros, secretário de
Relações do Trabalho do MTE.
O que estimula a criação e a manutenção de sindicatos
de fachada, na avaliação de Brito, é a contribuição
sindical obrigatória paga pelos trabalhadores e pelas empresas.
Associações só podem ser dissolvidas ou terem atividades
suspensas, segundo ele, por decisão judicial definitiva, como determina
o inciso 19 do artigo 5º da Constituição.
" A suspensão das atividades por meio de liminar tem efeito rápido
e cabe se comprovado que dinheiro de empresários ou de trabalhadores estiver
sendo desviado, utilizado por pessoas que não prestam qualquer tipo de
atividade sindical. O sistema sindical no país está viciado, e,
se alguém abrir a boca, ele cai", diz o procurador.
Para o secretário de Relações do Trabalho, os sindicatos
patronais não passaram por um processo de renovação como
passaram os sindicatos de trabalhadores -com a criação das centrais
sindicais que atuavam politicamente antes mesmo de serem reconhecidas legalmente
em março de 2008.
Os sindicatos patronais e de empregados que vivem sem associados, segundo Medeiros,
não têm razão de existir. "São sindicatos de
carimbo, que vivem do imposto sindical e para votar nas eleições
de federações às quais são ligados. Devem receber
algum tipo de benesse para manterem suas sedes abertas, seus status e seus
uísques de vez em quando. Vivem disso e pronto", diz.
Claudio Montesso, presidente da Anamatra (associação que reúne
os juízes trabalhistas), afirma que a falta de renovação
dos dirigentes que comandam parte dos sindicatos também acentua essa
crise de representatividade.
" Um dirigente que está há 30, 40 anos no poder mostra a ausência
de participação efetiva daqueles que de fato deveriam ser representados. É como
se fosse uma ação entre amigos", diz Montesso.
Por esse motivo, em sua avaliação, as associações
industriais, câmaras setoriais e fóruns empresariais ganham espaço
e cumprem o papel que deveria ser dos sindicatos.
|
Vermelho, 19 de maio de 2009
Oposição demonstra
receio com repercussão da CPI da Petrobras
A CPI da Petrobras deve dominar a pauta política esta semana em Brasília.
Há rumores de que um acordo para esvaziar a comissão estaria
em andamento com a colaboração do DEM. Os tucanos também
já estariam demonstrando receio com a repercussão da iniciativa
de investigar a Petrobrás. A CPI pode reverter contra os senadores oposicionistas,
que sairiam “mal na foto” junto ao eleitorado que precisam conquistar
para renovar seus mandatos em 2010. A expectativa é de que isso diminua
o ímpeto investigativo.
Os que já falam na composição
da Comissão, alertam para a necessidade de escolher nomes que
tenham responsabilidade com o debate, bom senso e equilíbrio.
A opinião é do senador Renato Casagrande (PSB-ES), preocupado
em evitar que a comissão vire palco de disputas políticas.
Os governistas alegam que a
oposição quer a CPI para expor à opinião
pública a ministra Dilma Rousseff, que pertence ao Conselho de
Administração da empresa e que transita na área
energética com desenvoltura desde que exerceu o cargo de Ministra
de Minas e Energia. Eles estendem as acusações a oposição
afirmando que seus líderes representam interesses financeiros
de fornecedores da companhia.
DEM cauteloso
O líder do DEM, José Agripino
Maia (RN), adotou uma conduta cautelosa. Ele disse que não trata
do assunto antes de terça-feira (19), quando reunirá sua
bancada para traçar uma linha de ação. Um líder
tem que refletir a posição de toda a sua bancada, tem dito
Agripino desde sexta-feira (15) quando admitiu que na bancada democrata
existem posições cautelosas e outras mais decididas sobre
a CPI da Petrobras.
Agripino parece disposto a participar
de um acordo para adiar a instalação da CPI para depois
de um depoimento às comissões técnicas do Senado
pelo presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli,
ainda que esta oposição abale a imagem oposicionista do
partido e o futuro das relações com o PSDB na campanha
presidencial de 2010.
O plano consiste em avaliar como
suficientes as explicações de Gabrielli e considerar desnecessária
a investigação. A partir dessa ''avaliação'',
os líderes aliados e o DEM não indicariam seus representantes
e a CPI só se instalaria se o Supremo Tribunal Federal (STF) mandasse,
o que vai depender de uma iniciativa do PSDB por meio de mandado de segurança.
Diante da inviabilidade política da investigação,
o PSDB aguardaria a evolução dos acontecimentos deixando
a CPI a pairar sobre a cabeça do governo como uma espada de Dâmocles.
Maioria
governista
Frustrada a tentativa de retirar as seis assinaturas do requerimento de instalação
da CPI, o governo aguarda a reunião de líderes que discutirá a
composição da CPI. O ministro das Relações Institucionais,
José Múcio Monteiro, disse à Agência Brasil que
o governo está fora dessas discussões que, agora, cabem exclusivamente às
lideranças partidárias.
A CPI será composta por
11 senadores, que vão ser indicados pelos blocos partidários
de acordo com o tamanho de suas bancadas. Por esse critério, caberão
ao PMDB-PP três vagas; ao Bloco da Maioria, três; ao Bloco
da Minoria, três; e ao PTB-PDT, uma vaga. Teoricamente, essa divisão
dá ao governo maioria na comissão, que será confirmada
pelas indicações dos partidos. No PMDB e no bloco PDT-PTB
existem senadores alinhados com o Executivo e outros que adotam uma postura
de independência.
O líder do PMDB, Renan
Calheiros (AL), disse que o presidente José Sarney (PMDB-AP) deve
estabelecer o prazo para que os líderes façam suas indicações.
E que, durante este prazo, vai conversar com as bancadas para que os
trabalhos de investigação possam ser conduzidos de forma
calma e serena e por pessoas que têm colaboração
a dar.
Renan Calheiros pretende reunir
nesta semana os 19 senadores para definir os seis nomes - três
titulares e três suplentes - que integrarão a CPI. Muita
gente quer, mas nós só temos três vagas para titular
e três para suplentes, disse o líder peemedebista. Concentrado
na escolha dos nomes, o parlamentar ressaltou que, neste momento, não
se pode querer queimar etapas.
O senador Renato Casagrande (PSB-ES)
também adota o discurso da prudência. Ele diz que são
necessárias conversas com todos os líderes para definir
uma linha de trabalho e evitar que a comissão vire palco de disputas
políticas. A composição vai ser importante para
que se defina o limite das investigações e um prazo para
o fim dos trabalhos. “Uma empresa como a Petrobras não pode
ficar muito tempo sob investigação,” defende Casagrande.
|
Gazeta do Povo, 19 de maio
de 2009
Reforma política 2
Peemedebista deve propor emenda do 3.º mandato
O deputado federal Jackson Barreto (PMDB-SE) promete apresentar até o
fim do mês a proposta de emenda constitucional para que o presidente
Lula possa concorrer a uma nova reeleição.
A emenda prevê a realização
de um referendo em setembro, para valer já para a eleição
de 2010. Barreto já tem o mínimo de 171 assinaturas de
deputados (16 deles dos oposicionistas PSDB, DEM e PPS) para protocolar
a proposta, que prevê duas reeleições para presidente,
governador e prefeito.
“Pretendo entrar com a
emenda até o final do mês”, disse Barreto. Ele corre
contra o tempo: a emenda teria menos de seis meses para ser aprovada
na Câmara e Senado, o que faz com que a ideia seja vista com ceticismo
no Congresso.
A base do governo deve adotar
uma posição ambivalente. Não vai apoiar explicitamente,
mas também não trabalhará contra. Se houver incertezas
sobre o rumo do tratamento de saúde de Dilma, a tese do terceiro
mandato pode voltar.
“Não haverá ato
a favor nem ato contra a emenda. Todo parlamentar tem direito de apresentar
propostas”, diz o líder do PMDB na Câmara, Henrique
Alves (RN). “A posição do PMDB é a mesma do
presidente Lula – ou seja, contra. Se o presidente mudar de posição,
aí nos iremos analisar”, disse.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini,
diz que a emenda “é um direito dele”, mas prevê o
fracasso da proposta: “Não é um fato com relevância
política. O PT tem resolução aprovada contra o terceiro
mandato”.
|
O ESTADO DO PARANÁ,
19 de maio de 2009 | Política
Serra culpa PT por antecipar debate
eleitoral
Agência Estado
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), responsabilizou
hoje o governo federal, comandado pelo PT, pela antecipação do
debate eleitoral para as eleições de 2010. Em discurso durante
evento da secretaria estadual do Meio Ambiente, na zona sul paulistana, Serra
condenou as discussões "precipitadas" sobre o próximo
pleito.
"Um dos prejuízos
enormes para o País da antecipação da campanha eleitoral é que
provavelmente quando a gente terminar isso (o evento), os repórteres
vão perguntar do tititi de Brasília", disse. "O
que vale mesmo é o tititi brasiliense, e não a questão
ambiental."
Questionado durante a entrevista
coletiva sobre quem seria o causador desse fenômeno, o governador
respondeu: "O PSDB não é. Eu posso garantir. Se
alguém antecipou o processo eleitoral do ano que vem é do
lado do governo (federal) e do PT", afirmou o governador paulista.
|
O ESTADO DO PARANÁ,
19 de maio de 2009 | Política
Aécio diz que chapa com Serra
para 2010 é 'piada'
Agência Estado
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), negou hoje enfaticamente
que tenha firmado um acordo informal no qual aceitaria compor como vice uma
chapa tucana puro-sangue encabeçada pelo colega paulista José Serra
na eleição presidencial de 2010. Demonstrando irritação
com a especulação, Aécio disse que "não há hipótese" de
ele participar de uma chapa puramente tucana e classificou a notícia
de uma "invencionice", afirmando que a recebia como uma "grande
piada". "Não sabia que eu estava gerando tantas preocupações
em tantas pessoas para uma invencionice dessas. Se há algum acordo,
esqueceram de me avisar", afirmou governador mineiro, após receber
para um almoço a cúpula e boa parte da bancada federal do PR,
que declarou apoio à sua eventual candidatura à Presidência.
Segundo Aécio, após
a definição do candidato o PSDB deve buscar aliados e "construir
com aliados a chapa e o programa de governo. Portanto isso é uma
invencionice e, na verdade, uma grande piada", salientou. O governador
reiterou a posição contrária à chapa puro-sangue. "Não
existe absolutamente nada nessa direção, e vou além:
eu acho que qualquer negociação ou qualquer construção
da chapa de um só partido, qualquer que seja esse partido, ela
não tem eficácia eleitoral, e acho que ela tem uma grande
dose de presunção. Acho que não faz bem ao PSDB.
Não há hipótese de isso ocorrer."
Apontado como articulador
de um suposto entendimento entre Serra e Aécio, o ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso é esperado na noite de hoje em Belo
Horizonte para uma palestra numa universidade particular. Depois ele
se reúne com Aécio no Palácio das Mangabeiras.
O governador de Minas almoçou com o presidente nacional do PR,
Sérgio Tamer, e 26 congressistas do partido. O líder
da bancada na Câmara, deputado Sandro Mabel (GO), disse que o
partido está "de portas abertas" para Aécio.
|
O ESTADO DO PARANÁ,
19 de maio de 2009 | Política
Lista fechada causa resistência à reforma
política
Agência Estado
A tentativa de trazer à tona a discussão em torno da reforma
política, um dos temas mais controversos do Congresso, encontra uma
resistência inicial: a aprovação do financiamento público
e da lista fechada - aquela em que os eleitores não votam no parlamentar,
mas em uma espécie de ranking com nomes propostos pelo partido. Em debate
na TV Estadão, realizado na sexta-feira, os deputados Arnaldo Madeira
(PSDB-SP) e Carlos Zarattini (PT-SP) defenderam pontos de vistas distintos
em relação a esses dois temas. É a partir deles que o
presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), pretende aprofundar com
os líderes partidários, nesta semana, a discussão sobre
a reforma.
Os parlamentares, no entanto,
são céticos em relação à aprovação
de alterações na legislação às vésperas
da eleição de 2010. Zarattini afirmou que a posição
do PT, firmada em congresso do partido em 2007, é de defesa da
lista fechada. "Consideramos que é uma forma de valorizar
o partido, reduzir o gasto de campanha e, ao mesmo tempo, possibilitar
que as pessoas tenham uma visão mais clara do processo político",
declarou. De acordo com deputado, a lista fechada permite o financiamento
público, já que os recursos para as campanhas ficam a cargo
do partido, e não do candidato. O lado mais negativo do sistema
atual, na avaliação de Zarattini, é que ele deixa "turvada" a
visão do eleitor, em razão da "infinidade de candidatos".
O deputado Madeira discorda.
Com uma visão bastante crítica da lista fechada, ele
acha que o sistema afasta o político do eleitor. "Em vez
de ficarmos discutindo como construir um sistema eleitoral para que
o eleitor se sinta mais confortável na escolha do seu representante,
nós estamos com essa história de lista fechada na véspera
do prazo para se decidir as regras", disse o parlamentar. Na bancada
do PSDB na Câmara, também não há uma posição
fechada sobre o assunto. "Hoje o eleitor não se sente representado
no Legislativo. Para pegar um exemplo, (na eleição para
deputado federal em 2006) o Capão Redondo tinha cerca de 266
mil eleitores. O mais votado teve 9,8 mil votos. Então é óbvio
que essa população não se sente representada.
Essa é a distância que nós temos que ultrapassar",
afirmou.
|
Gazeta do Povo, 19 de maio
de 2009
Análise
Parcela extra do seguro - desemprego
será estendida
Brasília - Ainda nesta semana, o governo irá anunciar uma nova
lista de trabalhadores que serão beneficiados com as duas parcelas extras
do seguro-desemprego, com base nos dados do quadrimestre encerrado em abril.
Essa medida foi criada neste ano para ajudar as pessoas que perderam emprego
desde o fim do ano passado. O pagamento é feito automaticamente, mas
a lista é restrita aos setores e estados que registraram queda no emprego
por causa da crise.
Em março, o Conselho Deliberativo
do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) autorizou a liberação
do pagamento das parcelas adicionais do seguro-desemprego para os 103
mil trabalhadores demitidos sem justa causa em dezembro do ano passado,
em função dos efeitos da crise econômica. “Com
esse estudo que fechamos hoje, com certeza ampliaremos para alguns setores,
daqueles que foram demitidos em janeiro’’, disse o ministro
do Trabalho, Carlos Lupi.
Hoje, o benefício varia
de três a cinco meses, dependendo do tempo em que o trabalhador
ficou no emprego – o seguro vai de R$ 465 a R$ 870, sendo o valor
médio pago de R$ 595,20. Nos casos especiais, as parcelas podem
chegar a sete meses.
|
Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
19/05/2009
Lei municipal que estende norma coletiva
tem de ser cumprida
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou recurso do Município de Ponta Grossa
(PR) e confirmou a decisão regional que reconheceu a dois servidores
públicos o direito de receber adicionais de horas extras e noturno
previstos em lei municipal. As vantagens, fixadas em acordos coletivos
de trabalho, foram estendidas aos servidores por meio da Lei Municipal
6.247/99.
No recurso ao TST, o município
sustentou que a decisão violava o dispositivo constitucional que
impede a Administração Pública de ajustar vantagens
e condições de trabalho mediante negociação
coletiva, além de comprometer a observância da Lei de Diretrizes
Orçamentárias e da Lei Responsabilidade Fiscal. Mas, segundo
o relator do recurso, ministro Alberto Bresciani, esse não é o
caso dos autos.
Para ele, a fixação
de vantagens em lei, ainda que inspiradas em norma coletiva, não
autoriza o seu descumprimento pelo ente público. “Conforme
expressamente registrado pelo TRT/PR, as vantagens pretendidas pelos
servidores foram aprovadas por lei municipal. O princípio da legalidade é imperativo
do Estado de Direito. Como o próprio município aprovou
lei com previsão de vantagens para seus servidores, deve observá-la
e arcar com as suas repercussões”, afirmou o ministro relator
em seu voto. A decisão da Terceira Turma do TST foi unânime.
A sentença de primeiro
grau havia considerado inválidos os acordos coletivos, aprovados
pela lei municipal, que previam o pagamento de horas extras com adicionais
de 50%, 75% e 100%, além de adicional noturno. A decisão
baseou-se no dispositivo constitucional que veda aos órgãos
da Administração Pública o ajuste de vantagens e
condições de trabalho por meio de negociação
coletiva. Para o juiz, o fato de as vantagens terem sido instituídas
por meio de lei municipal não modifica sua ilegalidade porque, “se
inconstitucional o acordo celebrado, também o é a lei municipal”.
No Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), a sentença
foi reformada sob o entendimento de que as vantagens previstas em instrumento
coletivo devem ser reconhecidas, desde que aprovadas por lei municipal.
(RR 520/2004-024-09-00.5)
(Virginia Pardal)
|
19/05/2009
Comissária em aeronave durante
abastecimento não recebe periculosidade
O adicional de periculosidade
não é devido a comissário de bordo que permanece
no interior da aeronave durante o abastecimento de combustível
do avião. Mais uma decisão nesse sentido foi definida pela
Seção Especializada em Dissídios Individuais I (SDI-1)
do Tribunal Superior do Trabalho, desta vez em favor da Viação
Aérea Rio-Grandense S.A. – Varig. Segundo o ministro Vantuil
Abdala, relator dos embargos, o artigo 193 da CLT prevê dois fatores
determinantes para o recebimento do adicional de periculosidade - o contato
com inflamáveis e o risco acentuado -, e “nenhum desses
requisitos se verificou”.
A SDI-I reformou acórdão
da Terceira Turma, que rejeitara (negara provimento) recurso da empresa,
julgando que era devido o adicional à comissária de bordo.
Para a Terceira Turma, o laudo pericial confirmou a possibilidade, ainda
que remota, de haver incêndio na aeronave devido a vazamento de
combustível e, estando a empregada no interior da aeronave no
momento do abastecimento, ela “se encontrava na área de
risco de que trata o item I da NR nº 16” - Norma Regulamentadora
do Ministério do Trabalho sobre atividades perigosas.
Ao analisar a NR nº 16,
que define como de risco toda a área de operação
de abastecimento de aeronaves, o ministro Vantuil entendeu por trabalhadores
que operam em áreas de risco “aqueles que, no exercício
de suas atribuições, se encontram nesse espaço físico
ou que nele transitam”. Para ele, essa não era a situação
da comissária , que permanecia no interior do avião durante
o abastecimento. O relator ressaltou ainda que “o próprio
laudo pericial destacou a existência de ‘risco remoto’”.
Nesse mesmo sentido, há outra
decisão da SDI-1, em processo julgado em 14/11/08. O relator,
ministro Horácio Senna Pires, também considerou que “somente
fazem jus ao adicional os trabalhadores que de fato operem na área
de risco, assim entendido aqueles que estão diretamente nesse
espaço” – o que não é o caso da comissária
de bordo, que “não desembarca até o ponto do abastecimento”.
No processo da relatoria do ministro Vantuil, a SDI-1 seguiu o voto do
relator, com exceção da ministra Rosa Maria Weber. ( E-ED-RR –67/2000-052-01-00.6)
(Lourdes Tavares)
|
SINTRICOMB, 19 de maio de 2009
Brusque/SC
Definidos salários da construção civil
e do mobiliário para 2009
Está definida a convenção coletiva dos trabalhadores
na construção civil e mobiliário. Uma reunião
entre a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
da Construção e do Mobiliário de Brusque região
(Sintricomb) e do Sinduscon, que representa a classe patronal, definiu
os percentuais de reajuste para o ano de 2009. O encontro aconteceu na
terça-feira, dia 12.
Ficou definido que os trabalhadores que
recebem o piso terão
reajuste de 10% e os que ganham acima desse valor ganharão 7%
de aumento. A negociação ultrapassou a data-base, que é o
dia 1º de maio. Patrões e representantes dos empregados não
entravam em consenso sobre os valores, já que o pedido inicial
dos trabalhadores era de um percentual em torno de 15% para quem recebe
o piso e de 10% para os que ganham até acima desse valor. Todas
as demais cláusulas existentes na convenção foram
mantidas. Com o fim das negociações, os salários
da categoria ficaram definidos da seguinte forma:
| Piso encarregado e mestre-de-obras |
|
R$ 814,00 |
|
R$ 3,70 A HORA |
|
| Piso profissional |
|
R$ 682,00 |
|
R$ 3,10 A HORA |
|
| Piso meio-oficial |
|
R$ 550,00 |
|
R$ 2,50 A HORA |
|
| Piso servente |
|
R$ 530,00 |
|
R$ 2,40 A HORA |
|
| Subsídio
esposa |
|
R$ 50,00 |
|
| Premio
frequência |
|
R$ 27,50 |
|
| Mensalidade sindical |
|
R$ 34,00 |
|
| Subvenção
patronal |
|
R$ 5,00 |
Valdomiro da Motta
Assessoria
de imprensa do Sintricomb
47 33512089 | 47 91877553
|