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Valor Econômico, 23 de maio de 2009
Nova realidade: baixa escolaridade ameaça
emprego de portuários
Valdir Martins de França, 38 anos, casado, está com o futuro
profissional seriamente ameaçado. Estivador do porto de Santos
há 18 anos, França está marcado para ser excluído
do cais, porque tem apenas o ensino fundamental completo. Com o mesmo
nível de instrução dele existem atualmente quase
2 mil trabalhadores no porto, 25% do quadro.
Já aqueles que sequer concluíram o ensino
básico equivalem a 26% do contingente que atua na
faixa do cais na condição de avulsos. O quadro
total inscrito no Órgão de Gestão da
Mão de Obra (Ogmo) soma 7.623 homens.
Na nova era da operação portuária,
com equipamentos da terceira geração - como
os superguindastes de US$ 8,5 milhões -, exigências
de segurança e de aptidão para fazer carreira,
a mão de obra contratada para trabalhar nos terminais
e a bordo dos navios deve ter o ensino médio completo
e conhecimentos básicos de informática e até inglês.
Mas um rápido levantamento no setor de formação
profissional na região indica que faculdades e órgãos
ligados ao porto oferecem cursos gerenciais, administrativos
ou operacionais adequados ao pessoal com formação
de nível médio para cima. A base com menor
formação tem sido relegada.
França mora na cidade do Guarujá e vê colegas
voltarem aos bancos escolares, mas confessa que as dificuldades
para isso são grandes.
"Como só ganhamos quando trabalhamos, obedecendo
a turnos que variam nas 24 horas do dia, faltar à parede
[local de apresentação dos estivadores candidatos
ao trabalho] provoca, além da perda do pagamento,
a descida na vez da escala. E como vou pagar minhas contas?",
diz
Ele acha que os trabalhadores avulsos deveriam receber bolsas
de estudo para compensar as ausências no cais. O setor
de treinamento do Ogmo confirma que os cursos, em seu início,
têm bom número de alunos, mas a frequência
cai durante o seu desenrolar.
Esse quadro conflita com a tendência do porto de quintuplicar
a movimentação de carga, hoje ao redor de 81
milhões de toneladas, até meados da próxima
década, quando se estima a necessidade de um contingente
de 40 mil trabalhadores com conhecimentos atualizados de
manuseio direto e indireto com a carga.
Nas faixas seguintes de escolaridade estão trabalhadores
com o ensino médio completo e incompleto, que representam
33,7% (cerca de 2.200 funcionários) do total. Nas
duas últimas faixas, estão os que chegaram
ao curso superior incompleto e completo, correspondentes
a 8,6% do quadro geral.
Mauro Assis, formado em história pela Universidade
Católica de Santos, 46 anos, casado, preferiu 'batalhar'
na faixa do cais, descendo aos porões dos navios,
a ser professor.
"Dei aulas por três anos no Estado, mas a baixa
remuneração me fez continuar na estiva. Com
18 anos na estiva, há dois anos sou associado do sindicato,
depois de ser 'bagrinho'"
E segue: "Tenho a carteira preta (só entregue
a associados, depois de cerca de três anos, em média
de função)".
Esse contingente tem preferência na escala de trabalho.
O ganho mensal médio dos estivadores é de R$
2.500, remuneração que se eleva se o profissional
desempenhar funções com equipamentos, como
motorista de empilhadeira, por exemplo.
Na faixa do cais, Assis tem cerca de 650 colegas que cursaram,
cursam ou abandonaram o nível universitário.
Entre os estivadores, existem 234 nessas condições,
em cursos de direito, engenharia, administração
de empresas, química, ciências contábeis
e educação física, entre outros.
O número é significativo, porque a categoria
de conferentes, com 348 homens, possui 211 com curso superior
completo ou incompleto.
"Com a baixa escolaridade do pessoal não consigo
fechar um acordo com faculdades para obter desconto em mensalidades.
A maioria absoluta tem o ensino fundamental incompleto",
conta Robson Apolinário, presidente do sindicato dos
operários portuários, o Sintraport, com 1.761
inscritos no Ogmo como avulsos.
Mais de mil deles estão nas duas faixas de menor
escolaridade.
"As empresas estão publicando anúncios
com exigências crescentes, mas nunca se investiu no
trabalhador que faz atividade extremamente braçal",
reclama Apolinário. "Há novos equipamentos
que precisam ser incorporados ao conhecimento dos operários.
O tempo é de novo perfil e o desejável é que
se reduza a força física."
A tendência de dar trabalho a pessoas com maior nível
de escolaridade é clara nos terminais que assumiram
as operações do porto, confirmada por anúncios
na imprensa.
Essa posição se reforça com base em
dispositivo legal, que permite aos operadores contratar trabalhadores
inscritos no Ogmo, então avulsos, para que assumam
vínculo empregatício nos terminais.
Existem atualmente em Santos 103 profissionais saídos
do Ogmo para trabalhar com carteira assinada nos terminais. É o
momento em que aumentam as exigências de escolaridade.
Querginaldo Alves de Camargo, diretor de operações
do Tecondi, especializado em contêineres, também
presidente do Ogmo, diz que pedir pelo menos ensino médio
completo é "a tendência natural".
"Procuramos pessoas em que possamos investir profissionalmente,
fazer carreira na empresa e crescer. Por isso a preferência
para quem conheça informática e inglês,
pelo menos com formação básica",
diz Camargo. Para a maioria dos sindicatos, essa vinculação,
com carteira assinada, tem em vista reduzir a massa salarial
dos avulsos, daí a resistência às demandas
dos terminais.
Antonio Carlos Sepúlveda, diretor de operações
do Santos Brasil, maior terminal de contêineres da
América do Sul, avalia que as funções
operacionais exigem o ensino médio completo.
"Os trabalhadores nos terminais de contêineres,
operadores de equipamentos ou de apoio, interagem continuamente
com o sistema operacional, baseado em software, que é o
cérebro do terminal.
Por isso, conhecimento de informática e raciocínio
lógico são indispensáveis para operação
desses sofisticados sistemas", diz Sepúlveda.
O setor também se defronta com crescentes normas
de segurança e ambientais. José dos Santos
Martins, diretor executivo do Sindicato dos Operadores Portuários
do estado de São Paulo (Sopesp), afirma que muitos
trabalhadores têm dificuldade para leitura. "Se
eles entram em áreas restritas e não sabem
o que está escrito lá, o risco de acidente é maior".
Um acordo que está sendo negociado entre o sindicato
dos estivadores e a Câmara de Contêineres do
Sopesp é uma mostra da preocupação da
categoria com o seu futuro.
Em troca da manutenção da equipe de estivadores
para movimentar contêineres, o sindicato concorda com
a prorrogação dos atuais níveis de ganhos
por três anos. Pelo contrato em vigência, após
28 de fevereiro a equipe seria reduzida em um homem.
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O Estado de S.Paulo, 23
de maio de 2009
Roubini: ''Desafio
do Brasil é crescer como os demais países do
Bric''
O economista Nouriel Roubini, professor da New York University, disse
nesta quinta-feira (22), em São Paulo, que o maior desafio do
Brasil é elevar a média de crescimento econômico,
que oscilou de 4% a 5% nos últimos dois anos, para uma taxa próxima
da russa, chinesa e indiana, que variou de 8% a 10% no mesmo período.
"O Brasil tem grande potencial de expansão,
uma quantidade extraordinária de recursos naturais,
mas precisa elevar o crescimento para um nível próximo
do das outras nações do Bric", comentou,
referindo-se ao acrônimo formado pelas iniciais desses
quatro países.
Ao discursar no evento "Perspectivas da Economia
Mundial - Visão Geral e os Impactos no Brasil",
promovido pela Serasa Experian, Roubini relacionou os fatores
que vão potencializar o avanço do Produto
Interno Bruto (PIB) do País: ampliação
dos investimentos em infraestrutura, melhora da qualidade
do ensino e reformas capazes de dar mais eficiência
ao setor público e estimular as empresas a ampliar
a Formação Bruta de Capital Fixo.
No geral, Roubini fez avaliações positivas
do Brasil. Ele destacou a "estabilidade macroeconômica,
que perdura por vários anos", promovida de
forma significativa pelo Banco Central (BC), "que
tem independência" para controlar a inflação.
"Isso fez com que o País apresente hoje resiliência,
o que não permitirá que ocorra o risco de
crise financeira, ao contrário do que aconteceu
em 1999 e 2002".
O acadêmico atribuiu o bom desempenho do País,
em meio à recessão mundial, a outros elementos,
como os resultados das contas externas, que não
apresentam déficit de transações correntes
elevado, e a solidez dos bancos, o que, para ele, está relacionada
com a adequada regulação do sistema financeiro
pelo Governo.
Ele usou o exemplo do País para defender a ação
do Estado sobre a atividade das instituições
financeiras em todo o planeta.
"Os Governos devem agir, sobretudo, para evitar desequilíbrios
macroeconômicos", comentou ele, acrescentando
que isso também deveria ocorrer para coibir a expansão
de bolhas de ativos financeiros.
"A crise nos EUA, por exemplo, não afetou
só o mercado de hipotecas subprime, mas todo o sistema
de crédito", disse.
"Não foi à toa que surgiu todo um abecedário
de ativos financeiros que visavam a lastrear operações
com diversos títulos, como os CDOs", disse,
referindo-se à sigla em inglês das Obrigações
de Dívida Colateralizada, que dão ao portador
o direito de ficar com o ativo dado como garantia, caso
as obrigações não sejam honradas.
"A atual crise mostrou que estão errados os
que defendem o laissez-faire, pois o livre mercado, da
forma como vimos até recentemente, causou problemas
graves à economia mundial".
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Correio Braziliense, 23
de maio de 2009
Eleições: Planalto
se movimenta para respaldar Dilma à sucessão
Planalto divulga pesquisa encomendada pelo PT, em que a ministra tem
22% das intenções de voto, como um sinal de que a candidatura
da "mãe do PAC" vai bem. O Palácio não
pensa na tese de um terceiro mandato
Por determinação do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, petistas e ministros deflagraram uma campanha
para reforçar a pré-candidatura da ministra-chefe
da Casa Civil, Dilma Rousseff, alvo de um "ataque especulativo",
segundo governistas, desde a divulgação de
seu tratamento contra o câncer.
A estratégia começou a ser executada ontem
em duas frentes. Numa delas, foi divulgado o resultado parcial
de uma pesquisa encomendada pelo PT ao instituto Vox Populi
que apontaria a "mãe do PAC" com 22% das
intenções de voto para a Presidência.
Na outra, auxiliares de Lula saíram a campo a fim
de rechaçar a tese do terceiro mandato, que serviria
apenas para enfraquecer a ministra.
"Ela é uma candidata consolidada. Esperávamos
que chegasse aos 20% no fim do ano, mas está bem melhor
e com condições de crescer mais", disse
o líder petista na Câmara, Cândido Vaccarezza
(SP).
Além de divulgar o novo percentual conquistado por
Dilma, que a colocaria na segunda posição no
páreo presidencial, atrás do governador de
São Paulo, José Serra (PSDB), com 40%, governistas
foram orientados a lembrar que a ministra é pouco
conhecida pela população.
Ou seja, ainda teria muito a crescer, embalada pela baixa
rejeição e a ajuda de Lula. "Se não
usarmos essa informação, e bem usada, haverá um
clima de debandada geral", afirmou um cacique petista
que analisou os dados do levantamento com a secretária
executiva da Casa Civil, Erenice Guerra.
Desde o anúncio da doença de Dilma, Lula capta
sinais de afastamento das siglas aliadas. Cobiçado
como parceiro preferencial para 2010, o PMDB, por exemplo,
intensificou as conversas com o PSDB. Tem tratado ainda,
informalmente, da possibilidade de apoiar uma emenda em favor
da re-reeleição.
Além disso, voltou a cogitar o lançamento
de um concorrente próprio à sucessão
de Lula. Esse ponto foi discutido pelos presidentes da Câmara,
Michel Temer (SP), e do Senado, José Sarney (AP),
na segunda-feira passada (11). "Eu advogo a tese da
candidatura própria. Temos que deixar de ser a eterna
noiva", declarou o deputado Moisés Avelino (PMDB/TO).
Indefinição
Avelino foi um dos participantes de jantar na casa do líder
peemedebista na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), na quarta-feira,
quando integrantes da legenda discutiram táticas para 2010.
Na ocasião, houve uma espécie de consenso sobre a indefinição
do cenário eleitoral. "O quadro está absolutamente
confuso", concordou o deputado Rodrigo Rollemberg (DF).
Líder do PSB na Câmara, Rollemberg mostrou
descontentamento com a estratégia petista. Sobretudo
porque o PT não divulgou o percentual de votos no
pré-candidato socialista, o deputado Ciro Gomes (CE),
e ainda "vendeu" a versão de que o crescimento
de Dilma ocorreu à custa da queda do parlamentar cearense
e da vereadora Heloísa Helena (AL).
"O Ciro não aparece na pesquisa? Tínhamos
claro que a ministra, graças à sua superexposição,
passaria o deputado. Mas entendemos que a campanha só começa
mesmo com a propaganda na televisão", afirmou
Rollemberg.
Ele ressaltou ainda que, apesar de Lula negar, governistas
mantêm conversas sobre eventual mudança na Constituição
para garantir ao presidente o direito de disputar um terceiro
mandato seguido.
O deputado Jackson Barreto (PMDB/SE) pretende apresentar
até o fim da próxima semana uma proposta nesse
sentido. "A gente percebe insinuações
nos partidos, sobretudo no PMDB, sobre o terceiro mandato
para Lula", arrematou Rollemberg.
Lula nega que queira continuar no Palácio do Planalto
depois de 2011. Já afirmou que isso seria "brincar
com a democracia". No curto prazo, considera a discussão
um desserviço aos esforços para dar fôlego à ministra.
"Vamos votar contra uma PEC desse tipo. Mas, se ela
passar, vamos discutir o terceiro mandato da Dilma, porque
o presidente Lula não será candidato",
disse Vaccarezza. Os ministros da Justiça, Tarso Genro,
e de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, ecoaram
a mesma cantilena ontem.
"Seria uma ruptura com esse processo de normalidade
que todos estamos empenhados em afirmar", declarou Genro. "Essa
questão do terceiro mandato se torna recorrente porque
está estabilizado na mente de todo mundo que o governo
brasileiro é de sucesso", acrescentou.
Pré-candidato do PSDB à Presidência,
o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, identifica
outro motivo por trás da discussão. "É natural
que setores do PT, talvez assustados com as perspectivas
que a oposição tem para a eleição
do ano que vem, pensem em terceiro mandato".
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Agência Senado, 23
de maio de 2009
CAE vota projeto que
elimina a cobrança de IR sobre a hora extra
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) examinará nesta
terça-feira (26), às 10h, uma pauta com dez projetos, entre
eles um que elimina a cobrança de Imposto de Renda sobre o serviço
extraordinário dos empregados. O autor do projeto (PLS 109/06),
senador Valdir Raupp (PMDB-RO), argumenta que o pagamento de hora extra
pelo patrão é uma indenização pelas perdas
e danos do empregado, que troca o lazer pelo trabalho.
Raupp lembra que as indenizações não
são tributadas com Imposto de Renda, pois não
são geradoras de renda. Pondera ainda que, apesar
de a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
deixar claro que o empregado não é obrigado
a cumprir hora extra, na prática quem recusar a
convocação da empresa ou do órgão
público pode acabar sofrendo retaliações
ou até ser demitido.
O relator da matéria, senador Gim Argello (PTB-DF),
diz que a argumentação contra a cobrança
de IR "é defensável", mas pondera
que a isenção pode levar as empresas a optarem
sempre pelo pagamento de horas extras aos empregados, em
vez de criarem novas vagas. Lembra que o custo de contratação
e de dispensa de empregados é alto, o que pode tornar
corriqueira a prática do serviço extraordinário.
Por isso, Gim Argelo recomenda a rejeição
do projeto.
Outra proposta que os senadores da CAE vão examinar
nesta terça (26) foi apresentada no último
dia 13 pelo senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) e busca "superar
os vários problemas quando ocorrem calamidades públicas,
como enchentes, secas ou até furacões. O
projeto (PLS 193/09) cria o Fundo de Atendimento às
Situações de Emergência Decorrentes
de Calamidades Públicas (FASEC).
O Fundo receberá do orçamento federal, no
próximo ano, R$ 1 bilhão. Ele terá um
conselho deliberativo, com representantes do governo federal,
do Congresso e de entidades de defesa civil, ao qual competirá promover
ações de socorro ou de prevenção
de calamidades. O relator da matéria é o
senador João Vicente Claudino(PTB-PI).
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Vermelho, 23 de maio de
2009
Dilma Rousseff passa dos 20%
e Serra cai na pesquisa
Nos cenários projetados pelo Instituto Vox Populi sobre a preferência
do eleitor para a sucessão do presidente Luiz Inácio da
Silva, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), já ultrapassou
os 20% da intenção de voto. A pesquisa foi divulgada no
site do PT e corresponde aos dias entre 2 e 7 de maio. Com exceção
do Amapá e Roraima, foram entrevistadas em 305 municípios
duas mil pessoas maiores de 16 anos das zonas urbana e rural em todos
os estados brasileiros e no Distrito Federal. A margem de erro vai de
2,2% a 5,7%.

Foram elaboradas cinco lista com cenários em que a única
candidata presente em todas é Dilma Rousseff. Além disso,
houve a comparação com o levantamento feito em maio de
2008. Num deles, sem a presença do governador mineiro Aécio
Neves na disputa, o governador de São Paulo, José Serra
(PSDB) ainda lidera, mas apresentou queda acentuada de 10%.
Em maio do ano passado José Serra tinha 46% da
intenção de voto estimulada. Agora ele tem
36%, seguido de Dilma com 19%, Ciro Gomes (PSB) 17%, Heloísa
Helena (PSOL) 8%. Dilma cresceu 10 pontos na pesquisa levando
em conta que em maio de 2008 tinha apenas 9%. Ciro Gomes,
que possuía 23% na pesquisa anterior, caiu seis
pontos.
No cenário sem a presença de Serra, quem
leva a melhor é o deputado Ciro Gomes com 23%, seguido
de Dilma com 21%, Aécio Neves 18% e Heloísa
Helena 10%. Nenhum, Brancos e Nulos somam 12%. Não
sabem responder 16%.
Noutro cenário, sem José Serra e Ciro Gomes,
Dilma lidera com 25%, seguido de Aécio com 20% e
Heloísa Helena 16%. Já sem a presença
de Ciro e Aécio, Serra lidera com 43%, seguido de
Dilma 22%, Heloísa 11%. Fora da disputa Ciro, Aécio
e Heloísa Helena, o governador de São Paulo
chega a 48% contra 25% de Dilma.
A pesquisa também apontou os candidatos com maior índice
de rejeição. Nesse quesito, Heloísa
Helena lidera com 17%, seguida de Aécio com 13%,
Serra 12%, Dilma 11% e Ciro 9%. Questionados sobre se votaria
no candidato apoiado pelo presidente Lula, 23% dos eleitores
responderam que com certeza. 41% deles poderiam votar,
dependendo do candidato, 10% não votariam e 22%
não levariam isso em conta.
Comparado aos dois últimos anos, esse item revela
que aumentou significativamente a influência que
o presidente terá na campanha do seu sucessor. É que
em maio de 2007 apenas 14% votariam com certeza no candidato
de Lula. Também aumentou o número de eleitores
que votariam no partido do presidente de 33% para 34% .
O PT lidera na preferência entre os partidos com
29%, mas é o que tem o maior índice de rejeição
com 8%, seguindo do PMDB com 5%, PSDB com 5%, DEM (ex-PFL)
3% e PSOL 2%. PCdoB, PV, PDT, PSB, PTB e PP têm o
menor índice com 1% apenas.
Governo Lula
Sobre o Governo Lula, houve crescimento no número
daqueles que acham seu governo ótimo. Subiu de 15%
(2008) para 19% em maio deste ano. Dos que acham bom de
44% para 47% e regular de 25% para 21%. Apenas 3% e 4%
consideram ruim e péssimo, respectivamente.
Questionado sobre “a melhor coisa que Lula fez”,
36% dos eleitores consideram a implantação
dos programas sociais com o principal item. No segundo,
aparece o Programa da Bolsa Família com 31%. Sobre “a
pior coisa que Lula fez”, 9% dizem que ele não
combateu a corrupção, 4% a menos em relação
a pesquisa de 2008.
De Brasília,
Iram Alfaia
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Vermelho, 23 de maio de
2009
Shakespeare: o sindicalismo,
o verde da vida e o dos cifrões
A pauta das entidades sindicais é sempre
extensa e ganha fôlego extra em tempos de crise internacional,
onde é preciso que dirigentes e militantes se desdobrem
em mil para fazer frente às pressões empresariais,
que buscam construir o atalho para o lucro fácil em cima
do emprego, do salário, dos direitos da classe trabalhadora
e da devastação do meio ambiente.
Por Shakespeare Martins
Quando o que está em jogo é a própria
sobrevivência do trabalhador, o meio ambiente do mundo
do trabalho muitas vezes acaba sendo secundarizado na ação
sindical, daí a importância desta reflexão.
Afinal, é neste momento em que as grandes empresas
se aproveitam para potencializar a sua exploração,
agravando a precarização, não dando a
mínima para a insalubridade e até mesmo para
a periculosidade em determinados locais de trabalho.
Nossos passos dialogam com a luta dos companheiros eletricitários
e operários da construção civil que, vitimados
por uma epidemia de lesões, mutilações
e mortes, pressionam pelo reconhecimento ao direito à aposentadoria
especial; caminham ao lado dos agricultores familiares e trabalhadores
rurais em sua luta contra a contaminação das
lavouras pelos transgênicos da Monsanto e a criminosa
substituição das matas e campos pelo deserto
verde de eucaliptos; têm como Norte a busca incessante
pela justiça numa terra em que as transnacionais, os
latifundiários e o capital financeiro tentam plantar
a impunidade.
Somando consciência e experiência nesta batalha,
convocamos a militância à luta pela construção
de um ambiente seguro e saudável, para que o verde da
vida fale mais alto que o dos cifrões.
* Shakespeare Martins é coordenador
da Comissão Nacional do Meio Ambiente da CUT .
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Gazeta do Povo, 23 de maio
de 2009
Sucessão
Lula indica que pode voltar
nas eleições de 2014
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistiu,
em Ancara, capital da Turquia, que não tem planos
de participar das eleições em 2010. “Meu
mandato termina no dia 31 de dezembro de 2010”, frisou
ontem. Mas, pela primeira vez, deixa a porta aberta para
uma eventual candidatura sua às eleições
presidenciais de 2014. Segundo ele, isso seria legal perante
a Constituição e lembrou que, na política,
tudo é possível.
Petistas especulam que o projeto de Lula seria voltar
ao poder em 2014 “nos braços do povo”,
e não partir para a briga por um terceiro mandato.
Mesmo tendo desistido de emprestar apoio ao fim da reeleição
e à ampliação do mandato para cinco
anos, Lula sabe que se conseguir deixar a herança
no Palácio do Planalto para a ministra da Casa Civil,
Dilma Rousseff (PT), em 2010, não haverá nenhum
empecilho para uma futura candidatura.
Lula está convencido de que pode emplacar Dilma
e vai insistir nesse plano. Só mudará de
ideia se for obrigado pelas circunstâncias. Para
o presidente, o fato de a ministra anunciar o tratamento
que faz para combater um câncer no sistema linfático
pode até mesmo humanizá-la.
Pesquisa
A solidariedade já aparece em pesquisa encomendada
pelo PT, mostrando o crescimento das intenções
de voto da mãe do PAC. Dilma Rousseff tem 19% das
intenções de voto, contra 36% do governador
tucano José Serra (PSDB), segundo pesquisa VoxPopuli,
encomendada pelo PT. O levantamento foi realizado entre
os dias 2 e 7 de maio, após o anúncio do
tratamento de câncer linfático da ministra.
Ciro Gomes (PSB) aparece com 17%. Em relação
a maio de 2008, Dilma subiu 10 pontos; Serra caiu 10 pontos;
e Ciro caiu seis pontos.
No cenário com o governador de Minas, Aécio
Neves (PSDB), Ciro Gomes (PSB) sai na frente, com 23%.
Dilma aparece com 21%, contra 18% de Aécio. Com
Ciro e Serra fora do páreo, Dilma aparece em primeiro,
com 25% das intenções de voto, seguida por
Aécio (20%) e Heloisa Helena (16%). Se a disputa
for apenas entre Serra e Dilma, o tucano (48%), desbanca
Dilma (25%). A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em todo o país.
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Gazeta do Povo, 23 de maio
de 2009
Trabalho
Reajuste do mínimo
eleva pisos salariais, diz Dieese
São Paulo - O reajuste do salário mínimo
protegeu o poder de compra dos pisos salariais no ano passado,
segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas
e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor do mínimo
serve como parâmetro em negociações de
aumentos para os salários mais baixos. “Os reajustes
reais do salário mínimo estão empurrando
os pisos para cima”, afirma Luis Ribeiro, técnico
do Dieese.
No ano passado, o salário mínimo teve aumento
real de 4%, e, em 2007, de 5,1%. Cerca de 77% dos pisos
salariais negociados em 2008 não ultrapassam 1,5
salário mínimo. O porcentual é igual
ao de 2007. No ano passado, só 2% das categorias
obtiveram pisos acima de 2,5 salários mínimos.
Fábio Romão, consultor da LCA, destaca que,
embora a taxa de ocupação tenha melhorado
até o ano passado, o aumento dos salários
e a diminuição da desigualdade de renda são
um processo mais lento. “A política de ganho
real do mínimo durante parte do governo Fernando
Henrique Cardoso e no governo Lula trabalha para melhorar
a distribuição de renda, embora só isso
não resolva.”
Campo
A maior incidência de salários de ingresso
baixos está no campo. Comércio e serviços
são os setores em que são mais recorrentes
os pisos superiores a dois salários mínimos.
Na indústria, quase um terço das negociações
sindicais obteve pisos superiores a 1,5 salário
mínimo em 2008. O Dieese analisa que não
houve queda dos pisos em razão da crise e que o
ajuste para suportar a retração da economia
foi feito no número de funcionários, e não
no valor dos salários que servem de base para admissão.
“A depender do que vai ocorrer, é possível
que a política de valorização do salário
mínimo mude, mas por enquanto os dados continuam
mostrando aumento real no salário mínimo
e nos pisos”, diz o pesquisador. O salário
mínimo já teve aumento real de 5,8% neste
ano. A política adotada pelo governo para determinar
os reajustes do salário mínimo considera
a inflação e o crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB).
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Folha de S.Paulo, 23 de
maio de 2009
Financiamento imobiliário
cresce 10% no ano
Alta considera empréstimos
com recursos da poupança; feirão da Caixa já recebeu
mais de 34 mil pessoas
DA FOLHA ONLINE
Os financiamentos imobiliários com recursos da
poupança cresceram em abril tanto em quantidade
de unidades financiadas como em volume de empréstimos,
segundo dados da Abecip (Associação Brasileira
das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
Nos primeiros quatro meses do ano, já são
R$ 8,256 bilhões, crescimento de 10,26% ante igual
período do ano passado.
Em números absolutos, as contratações feitas pelos
agentes do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo)
envolveram a construção e a aquisição de
78.552 unidades, 6,31% a mais do que o registrado entre janeiro e abril
de 2008. Se considerado apenas o mês de abril, o número
de unidades financiadas atingiu 22.831, 6,1% acima do anotado em março
e 19,5% maior em relação a abril de 2008. No acumulado
em 12 meses, as unidades financiadas somam o recorde de 304.345.
Em valores, foram registrados empréstimos de R$ 2,370 bilhões
em abril, alta de 4,1% ante março e de 17,1% sobre o mesmo mês
do ano passado. Em 12 meses, são R$ 30,801 bilhões, também
recorde. A Abecip destacou em nota divulgada à imprensa que
verificou queda no valor médio dos financiamentos destinados à construção.
Isso indica, segundo a entidade, "que o setor de incorporações
começa a se voltar para as faixas de renda mais baixas, em que é maior
o déficit de habitações".
Ontem, no segundo dia de funcionamento em São Paulo, o Feirão
Caixa da Casa Própria chegou a R$ 555 milhões em movimentação,
considerando os contratos assinados no local e os já negociados.
O dado é parcial e inclui os números da Caixa Econômica
Federal e das construtoras e imobiliárias.
No total, são oferecidos 110 mil imóveis residenciais
na região metropolitana de São Paulo, sendo 42,5 mil
unidades novas. O número total de visitantes já ultrapassou
os 34 mil. A expectativa da Caixa é que cerca de 150 mil pessoas
passem pelo evento até amanhã.
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Consultor Jurídico,
23 de maio de 2009
MONTADORES SÓ COM VÍNCULO
EMPREGATÍCIO
Casas Bahia paga R$
500 mil por descumprimento de acordo trabalhista
Da Redação
A Casas Bahia concordou em destinar o valor de R$ 500
mil a instituições de caridade dos municípios
de Jundiaí e São Caetano do Sul, o acordo
decorreu de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com
o MPT (Ministério Público do Trabalho). A
empresa não poderá adotar esquema de contratação
autônoma.
De acordo com a PRT (Procuradoria Regional do Trabalho)
em Campinas, a conciliação deriva de uma
execução judicial referente a um acordo anterior,
descumprido pela empresa na qual havia se comprometido
a contratar montadores de móveis apenas mediante
reconhecimento de vínculo empregatício formal.
A empresa é alvo de investigações
do MPT desde 2004, quando foram constatadas diversas irregularidades
acerca do tema, o que ensejou, inclusive, o ajuizamento
de ação civil pública pedindo o ajustamento
de conduta da empresa.
Caso a empresa volte a descumprir o acordo assumido perante
a Justiça do Trabalho acarretará multa no
valor de R$ 20 mil por empregado não registrado.
Foi fixada multa de 50% pelo inadimplemento ou atraso do
pagamento da doação estipulada.
De acordo com os autos, o MPT recebeu denúncia
da 1ª Vara do Trabalho de Piracicaba após o
reconhecimento de vínculo empregatício entre
a empresa e um montador de móveis autônomo,
sentenciado em reclamação trabalhista.
O MPT instaurou então, inquérito civil público
para investigar o modus operandi da função
de montador de móveis e se esta estaria relacionada à atividade
prestada com exclusividade para a rede varejista.
Em depoimentos, o procurador percebeu que todas as lojas
da empresa Casas Bahia, no estado e fora do estado, trabalham
em um sistema de cadastramento de montadores, os quais
realizam montagens mediante remuneração paga
pela própria loja.
Os depoentes afirmaram que o sistema implementado pela
direção quanto à montagem de móveis é de
não registrar os responsáveis pela atividade
em CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social),
mesmo que sejam prestadores exclusivos, trabalhem com as
próprias ferramentas, mantenham ajudantes e ainda
cumpram jornada – alguns chegam às lojas bem
cedo.
O MPT ouviu diversos montadores de móveis e o encarregado
do depósito central, juntando evidências que
comprovaram a relação de emprego entre os
funcionários "autônomos" e a empresa.
O responsável pelo setor disse que todas as lojas
utilizam da mesma forma de condução dos serviços,
o valor da montagem vem embutido no preço da venda
e os montadores são vinculados à chefes que
distribuem ordens de serviço.
Os montadores recebem remuneração por produção
e usam crachá e uniforme fornecidos pela Casas Bahia,
além de receberem advertências e ficarem sujeitos
a dispensa.
Após a recusa da empresa em firmar um acordo extrajudicial,
o MPT ajuizou ação civil pública,
pedindo a adequação da conduta da empregadora
mediante a declaração do vínculo empregatício
com os montadores.
No primeiro acordo, antes que se julgasse o mérito
da ação, o juízo designou audiência
de conciliação para formular um acordo, que
foi aceito pelas partes. A empresa Casas Bahia reconheceu
os pedidos formulados pelo Ministério Público
e comprometeu-se a não mais contratar montadores
de móveis de forma autônoma, mas apenas por
meio de contratação formal.
Ainda se comprometeu a estabelecer um cronograma para
registrar todos aqueles que já exerciam a atividade
no momento do acordo. Cada item descumprido pela rede implicaria
em multa diária no importe de R$ 20 mil.
Outros Estados
A procuradora Cláudia Marques de Oliveira oficiou
a fiscalização do Trabalho para que fosse
verificado o cumprimento da determinação
judicial.
O relatório fiscal emitido pelos auditores das
GRT (Gerências Regionais do Trabalho) em Goiás,
no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina apontaram para
a continuidade das irregularidades.
A GRT em Caxias do Sul, em auditoria realizada na filial
da empresa daquela cidade, constatou a falta de registro
em CTPS de um empregado que executa a atividade de auxiliar
de montagem.
Em Goiás, a fiscalização atingiu
duas filiais da rede, uma em Goiânia e outra em Aparecida
de Goiânia. Os auditores atestaram que "não
existem empregados contratados na função
de montador de móveis", e que "a montagem é feita
por terceirizado, contratado pelo depósito".
Em Santa Catarina, a GRT constatou uma volumosa quantidade
de dispensas de montadores de móveis e artefatos
de madeira ao longo do ano, conforme atestado em relatório.
A fiscalização verificou que a rede varejista
efetuou a operação de dispensa para mascarar
a prática irregular de contratação
sem vínculo formal.
A constatação de descumprimento de determinação
da Justiça ensejou a execução judicial
do acordo. A empresa Casas Bahia, então, mostrou-se
favorável a uma nova conciliação para
pôr fim à ação de execução,
que resultou no acordo no valor de R$ 500 mil.
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FETRACONSPAR, 22 de maio
de 2009
Fundo de Amparo ao Trabalhador
Geraldo Ramthun representa a Nova Central
em Grupo de Apoio ao CODEFAT
Geraldo Ramthun, 3º Vice-Presidente da NCST – Nova
Central Sindical de Trabalhadores, presidente da FETRACONSPAR e do
DEPACOM, foi indicado pela central, para integrar o Grupo de Apoio
Permanente ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador – GAP/CODEFAT.
A nomeação se deu por meio da portaria
nº. 805 do MTE, de 15 de maio de 2009, publicada
no Diário Oficial da União de 18 de maio
de 2009.
Já nesta sexta-feira (22/05), Ramthun participou
em Brasília/DF de reunião do GAP/CODEFAT.
Confira abaixo a pauta e o resumo
do que foi discutido sobre cada item:
1. APROVAÇÃO DA ATA DA 99ª REUNIÃO
ORDINÁRIA, REALIZADA EM 26 DE MARÇO DE 2009;
Abstivemos-nos devido não termos participado da 99ª reunião,
tendo em vista que a nomeação ocorreu dia 15 de maio
de 2009. Sugerimos ao nosso Conselheiro no Codefat adotar a mesma posição.
2. PROPOSTA DE RESOLUÇÃO QUE APROVA
O REGIMENTO INTERNO DO CODEFAT;
Manifestei o descontentamento em relação a exclusão
do inciso IV do art. 18... “IV - acompanhar a concessão
de empréstimos e financiamentos pelo Banco Nacional do Desenvolvimento
Econômico e Social, de forma a propiciar ao Conselho, meios para
avaliar o impacto social e de geração de emprego resultante
dos recursos transferidos ao BNDES pelo FAT”. Sugerimos ao nosso
conselheiro que adote a mesma posição.
3. APROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO
DE CONTAS DO FUNDO DE AVAL PARA GERAÇÃO
DE EMPREGO E RENDA – FUNPROGER, EXERCÍCIO
2008;
Foi aprovado com ressalvas, por faltar o relatório da auditoria
independente, a ser elaborado pelo Banco do Brasil, recomendado pela
CGU – Controladoria Geral da União, não apresentado
nesta reunião
3.1 – Neste item, solicitamos
que as contas fossem apresentadas através de balancetes em
cada reunião ordinária. Sugerimos ao nosso conselheiro
reforçar essa posição.
4. PROPOSTA DE RESOLUÇÃO QUE INSTITUI LINHA
DE CRÉDITO ESPECIAL FAT-MOTOFRETE;
Foi aprovado, no entanto, será apresentado ao CODEFAT melhor
definição sobre o público alvo, resoluções
do CONTRAN e mecanismos de segurança para estes profissionais.
5. PROPOSTA DE RESOLUÇÃO QUE ALTERA A DE Nº 493,
DE 15 DE MAIO DE 2006, QUE INSTITUIU A LINHA DE CRÉDITO
ESPECIAL FAT - GIRO SETORIAL (SETOR TURISMO);
Foi aprovado. Propomos que na data da solicitação, bem
como na data da concessão, a empresa deverá apresentar
o CAGED, a fim de se verificar se os empregos foram mantidos. Fomos
informados nesta reunião que o GAP/CODEFAT já está formatando
esses dados, e que os conselheiros terão acesso a este documento.
6. PROPOSTA DE RESOLUÇÃO QUE ALTERA A PROGRAMAÇÃO
ANUAL DA APLICAÇÃO DOS DEPÓSITOS ESPECIAIS
DO FAT, PARA O EXERCÍCIO DE 2009 – PDE/2009, DE QUE
TRATA A RESOLUÇÃO Nº586, DE 17 DE DEZEMBRO DE
2008;
Aprovado.
7. PROPOSTA DE RESOLUÇÃO QUE DETERMINA TAXA
EFETIVA DE JUROS NOS FINANCIAMENTOS COM RECURSOS DO FAT ALOCADOS
NA FORMA DE DEPÓSITOS ESPECIAIS;
Aprovado.
8. PROPOSTA DE RESOLUÇÃO QUE APROVA A DISTRIBUIÇÃO
DE RECURSOS PARA O EXERCÍCIO DE 2009 E ESTABELECE O CUSTO
ALUNO/HORA NO ÂMBITO DO PLANO NACIONAL DE QUALIFICAÇÃO
- PNQ;
Aprovado, sendo que o valor continuará R$ 3,95 por hora, ou
seja, R$ 790,00 por aluno, com carga horária de 200 horas.
9. PROPOSTA DE RESOLUÇÃO QUE DISCIPLINA O
PAGAMENTO DO ABONO SALARIAL REFERENTE AO EXERCÍCIO DE 2009/2010;
Aprovado. Solicitamos o número de trabalhadores que deixaram
de receber o abono. Fomos informados que são 700 mil em todo
Brasil, e que o MTE encaminha correspondência a estes trabalhadores,
porém, devido ao endereço nem sempre estar atualizado,
os mesmos deixam de receber. Propomos que seja encaminhada às
Centrais Sindicais, a relação dos trabalhadores que deixaram
de receber, em cada unidade da federação, para que através
das entidades sindicais possamos localizar esses trabalhadores, através
da imprensa sindical.
10. PROPOSTA DE RESOLUÇÃO QUE DISPÕE
SOBRE O PAGAMENTO DE PARCELAS ADICIONAIS DO SEGURO-DESEMPREGO AOS
BENEFICIÁRIOS DOS SUBSETORES DE ATIVIDADE ECONÔMICA
E RESPECTIVAS UNIDADES DA FEDERAÇÃO, SEGUNDO CRITÉRIOS
ESTABELECIDOS PELA RESOLUÇÃO CODEFAT Nº 592,
DE 11 DE FEVEREIRO DE 2009;
Manifestamos contrariedade quanto aos critérios utilizados,
haja vista que setores tais como: Papel e Papelão, Madeira e
Mobiliário, Vestuário e Têxtil, Fumo, Borracha
e Artefatos de Couro, setores que sofreram com demissões, não
foram contemplados na ampliação do seguro-desemprego
em diversos Estados. Citamos como exemplo os estados da Bahia e do
Ceará, no setor de Borracha e Artefatos de Couro, que estão
demitindo mais do que contratando desde novembro/2008 até março
deste ano, sendo que no estado do Ceará até abril/2009,
inclusive. Mesmo caso da categoria do Papel e Papelão do Estado
de São Paulo, que vem demitindo desde novembro/2008 até abril
de 2009. Fomos informados pelo GAP/CODEFAT que o DIEESE e a UNB estão
estudando os critérios, e os técnicos do grupo se colocaram
a disposição para esclarecimentos adicionais. Sugerimos
ao nosso conselheiro que por ocasião da reunião que será realizada
dia 27/05, reforce nossa posição. Em
anexo dados de algumas categorias.
11. PROPOSTA DE RESOLUÇÃO QUE APROVA OS MODELOS
DE REQUERIMENTO DO SEGURO-DESEMPREGO (RSD) E DE COMUNICAÇÃO
DE DISPENSA (CD) IMPRESSOS EM PAPEL NO FORMATO A4, MEDIANTE O ACESSO
AO SISTEMA SEGURO-DESEMPREGO - SDWEB;
Aprovado somente para Brasília, como projeto piloto.
12. PROPOSTA DE RESOLUÇÃO QUE DISPÕE
SOBRE O PAGAMENTO, EM CARÁTER EXCEPCIONAL, DO SEGURO-DESEMPREGO
AOS PESCADORES ARTESANAIS DA LAGOSTA DURANTE O PERÍODO DE
PROIBIÇÃO DA PESCA NO CEARÁ, ESTABELECIDO
PELA PORTARIA IBAMA Nº 137, DE 12 DE DEZEMBRO DE 1994, PARA
O PERÍODO DE 01/01/2008 A 30/04/2008, E DÁ OUTRAS
PROVIDÊNCIAS;
Aprovado.
13. APROVAÇÃO DE CALENDÁRIO DE REUNIÕES
DO GAP PARA O EXERCÍCIO DE 2009;
Aprovado.
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