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NCST, 29 de maio de 2009
Especial 2º Congresso Nacional
da NCST
II Congresso
Na abertura do II Congresso, presidente da NCST
reafirma os compromissos da central
Mais de 1.500 delegados, vindos de todas
as regiões do País, estiveram presentes na abertura do II Congresso
Nacional da Nova Central, realizada ontem, dia 27, em Brasília. A solenidade
foi aberta pelo presidente da NCST, José Calixto Ramos, que destacou
a trajetória da central desde a sua fundação, em 29 de
junho de 2005. Ele afirmou, de forma incisiva, que a Nova Central veio para
ficar, pois seu compromisso com a unicidade sindical, a justiça social,
o custeio compulsório e a defesa dos direitos sindicais e trabalhistas
são princípios que jamais serão abandonados.
José Calixto disse que
não há nenhum entendimento no sentido de que a NCST vai
se fundir com outra sindical. “São boatos infundados. A
Nova Central está cada vez mais forte, atuante e comprometida
com os interesses da classe trabalhadora.”
Ministro do Trabalho destaca o papel
Nova Central
O Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, reconheceu
o papel da Nova Central no movimento sindical brasileiro. Ele, na
abertura do II Congresso da NCST, observou que a Nova Central é herdeira
do sonho e dos ideais de Getúlio Vargas, pois, mantém
identificada com a estrutura da organização sindical
brasileira que foi criada no governo Vargas.
O Ministro salientou que a Nova
Central é a sua central, também, pois a defesa da unicidade
sindical é uma dos pilares da estrutura sindical brasileira que
não pode ser destruída. Destacou a importância do
presidente da NCST, José Calixto Ramos, para o movimento sindical
brasileiro, considerando como exemplo e referência para todos os
demais dirigentes sindicais, pela sua postura ética e honrada.
Encerrou dizendo que a Nova Central significa uma das maiores conquistas
dos trabalhadores brasileiros.
Senador Paulo Paim se emociona pela
sua identificação com a NCST
Mesmo acometido por um forte gripe, o Senador Paulo Paim (PT-RS)
esteve presente na abertura do II Congresso da Nova Central, assim
como esteve no congresso de fundação da central. Paim
afirmou que estava em casa, tamanha é a sua identificação
com a NCST.
Disse da importância da
unidade de todos os brasileiros para acabar com o fator previdenciário,
para recuperar os direitos dos aposentados e para avançar na construção
de um país mais justo com melhor distribuição de
renda. Afirmou que estava à vontade, pois, ali, junto aos delegados
do II Congresso, esquecera que estava sem voz, devido à forte
gripe, pois, a Nova Central é a sua central sindical com a qual
se identifica pelos seus princípios. Paim será um dos palestrantes
do II Congresso.
Deputado afirma que a Nova Central é decisiva
para a unidade das centrais
A unidade das centrais sindicais
em defesa dos trabalhadores brasileiros deve-se, em muito, à existência
da Nova Central, afirmou o deputado Paulinho (PDT-SP). “A posição
e o respeito a José Calixto, presidente da NCST, é um fator
decisivo para assegurar a unidade de ação entre as centrais
sindicais”, destacou.
Falou sobre a pauta trabalhista
definido pelas centrais sindicais, que inclui vários projetos
de interesse da classe trabalhadora, como a redução da
jornada de trabalho sem a redução dos salários,
o fim do fator previdenciário, a votação da PEC
do trabalho escravo e a ratificação da Convenção
151 da OIT, entre outros.
Os deputados Roberto Santiago
(PV-SP), João Dado (PDT-SP) e Arnaldo Faria de Sá (PDT-SP)
manifestaram os seus reconhecimentos pela importância da Nova Central
e destacaram a importância de José Calixto Ramos, presidente
da CNTI e da Nova Central, para o movimento sindical brasileiro.
Dirigentes sindicais destacam a importância
do presidente da Nova Central no movimento sindical brasileiro
Dirigentes sindicais de confederações e de centrais
sindicais ressaltaram a presença da Nova Central no movimento
sindical brasileiro. Entre eles, José Augusto, coordenador
do Fórum Sindical de Trabalhadores e secretário-geral
da CNTC, enfatizou as origens da Nova Central, a partir do surgimento
do FST, do qual a NCST é uma das entidades. Disse que as bandeiras
do FST e da Nova Central são idênticas na defesa dos
direitos sindicais e trabalhistas, consagrados na Constituição
Brasileira.
O vice-presidente da CGTB, Ibiraci
Dantas, destacou a importância da unidade das centrais sindicais
na defesa das bandeiras históricas da classe trabalhadora. Salientou
a necessidade de grandes mobilizações dos trabalhadores
em defesa da Petrobrás e do pré-sal, bem como afirmou que
espera a afirmação de um grande fortalecimento da classe
trabalhadora brasileira quando formos capazes de nos unirmos em uma única
central sindical de trabalhadores.
O presidente da UGT, Ricardo
Patah, referiu-se ao presidente da NCST, José Calixto Ramos, como
um ícone do movimento sindical brasileiro, ao qual todos devem
respeito. Disse que, Calixto, pela sua postura ética, pela sua
trajetória história, pela sua dignidade é um fator
de entendimento entre as centrais sindicais e um exemplo a ser seguido.
Conclamou aos delegados do II Congresso para que aprofundem análises
sobre o momento atual para que se fortaleçam as ações
conjuntas das entidades sindicais em defesa dos interesses de toda a
classe trabalhadora.
II Congresso tem início oficial
com reforma do estatuto e debates no plenário
Com uma programação que começou hoje,
dia 28, às 09:00, o II Congresso da NCST vai debater várias
questões fundamentais para os trabalhadores brasileiros. O
primeiro ponto importante serão as deliberações
sobre alteração do estatuto da NCST, seguindo-se o
início da Tribuna Livre, com a participação
dos delegados inscritos.
Ainda hoje haverá o painel
sobre “A crise mundial e seus impactos”, com as participações
dos economistas Sérgio Mendonça, do DIEESE, com o tema “A
crise mundial e seus impactos no emprego e na economia brasileira”,
José Carlos de Assis, do BNDES, que falará sobre “A
política de pleno emprego como alternativa à crise” e
o professor Ricardo José de Souza Oliveira, com o tema “Os
efeitos sociais e sindicais da crise mundial”. Após as intervenções
ocorrerão debates.
Ás 17:00h o senador Paulo
Paim fala sobre “Os trabalhadores e trabalhadoras frente aos desafios
e ameaças aos direitos sindicais e trabalhistas” e às
20:00hs será realizada a programação cultural.
No dia 29, a partir das 9:00
será iniciado o processo de eleição dos novos membros
da diretoria da Nova Central, com encerramento previsto para às
17:30 hs, com a proclamação e posse dos eleitos. Às
14:00h será realizada a Plenária Final de deliberações,
com previsão de que o Encerramento do II Congresso seja às
18:00h.
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Folha de S.Paulo, 29 de maio
de 2009
TRABALHO
Desemprego será pior que o previsto,
diz OIT
DE GENEBRA
O desemprego gerado pela crise
global será pior do que o esperado, segundo a OIT (Organização
Internacional do Trabalho).
No cenário mais otimista projetado, o número de novos desempregados
entre 2007 e 2009 chegará a 29 milhões.
No mais pessimista, atingirá a marca de 59 milhões, totalizando
239 milhões -taxa mundial de desemprego de 7,4%. O OIT afirma que Brasil,
Argentina, México e Venezuela terão retração, e
que entre 22,6 milhões e 25,7 milhões de vagas serão eliminadas
de 2007 até o fim do ano. A taxa de desemprego ficará entre 8,1%
e 9,2%.
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Folha de S.Paulo, 29 de maio
de 2009
PIB
País vai crescer entre 3% e 4% em
2010, afirma Mantega
JULIANA ROCHA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ministro da Fazenda, Guido
Mantega, disse ontem que o crescimento econômico do ano que vem
será entre 3% e 4%. A expectativa é menor do que a previsão
oficial de 4,5% incluída pelo governo na proposta de LDO (Projeto
de Lei de Diretrizes Orçamentárias). A estimativa oficial
para este ano é um crescimento de 1%.
Em audiência pública no Senado, o ministro fez a avaliação
de que a crise ainda não acabou, mas o Brasil já retomou o crescimento.
Em referência à avaliação da FGV (Fundação
Getulio Vargas) de que o Brasil entrou em recessão no último
trimestre do ano passado, Mantega disse que esse é um dado do passado "visto
pelo retrovisor".
Questionado pelos senadores sobre a desvalorização do dólar
em comparação com o real, ele disse que uma das saídas
para "enxugar" a liquidez no mercado de câmbio é a compra
de dólares para aumentar as reservas internacionais do país.
O ministro disse ainda que os juros no Brasil são muitos altos e falta
crédito para empresas.
"O importante é que, olhando para a frente, já estamos em
recuperação. Ainda temos o problema sério do crédito.
A taxa de juros é muito alta, atrapalha a produção",
afirmou.
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Vermelho, 29 de maio de 2009
Petrobras anuncia criação
de 1 milhão de empregos até 2013
Os investimentos da Petrobras no Brasil devem gerar mais de 1 milhão
de novos postos de trabalho entre 2009 e 2013. Dos 104,6 bilhões de
dólares que a companhia pretende aplicar no período nas áreas
de exploração e produção, 92 bilhões de
dólares vão ficar no Brasil e aquecer o mercado interno. As informações
são do diretor de Exploração e Produção
da Petrobras, Guilherme Estrella, que participou, nesta quarta-feira (27),
de audiência pública conjunta das comissões de Desenvolvimento
Econômico e Minas e Energia da Câmara.
A companhia prevê a criação
de 267 mil novos postos de trabalhos diretos até 2013. Outros
777 mil postos de trabalhos indiretos estão relacionados à cadeia
produtiva e ao chamado efeito renda, quando a renda dos trabalhadores
se transforma em consumo.
Segundo Guilherme Estrella,
o Brasil precisa “aproveitar a oportunidade” proporcionada
pela descoberta do pré-sal. “A Petrobras passa por um momento
importante em relação ao seu compromisso com o desenvolvimento
do país. É um momento que traz uma série de oportunidades
para o Brasil, e nós não podemos perder essa oportunidade”,
afirmou.
Críticas à CPI
O deputado Luiz Alberto (PT-BA),
autor do requerimento da audiência e que durante 20 anos foi técnico
químico da Petrobras, destacou o rigor administrativo da empresa.
E criticou os partidos de oposição, que defendem a instalação
de uma CPI no Senado para investigar a companhia.
“ Enquanto o Senado instala
uma CPI, o jornal inglês Financial Times elogia o papel da Petrobras,
sua capacidade de gestão e o domínio da tecnologia de prospecção
de petróleo. No campo internacional se reconhece a importância
da empresa. No Brasil, de forma irresponsável, tenta-se jogar
a Petrobras no centro da arena política”, afirmou.
O presidente do Sindicato Nacional
da Indústria da Construção e Reparação
Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo da Rocha, também criticou
a instalação da CPI no Senado. Ele classificou a investigação
como “absurda”.
Postura
agressiva
Durante a audiência, o
diretor de Exploração e Produção destacou
a “postura agressiva” da empresa desde o primeiro mandato
do presidente Lula. Entre 1999 e 2002, a carteira exploratória
da Petrobras atingiu uma média anual de 22.737,5 quilômetros
quadrados. Nos três primeiros anos de governo Lula, a média
anual saltou para 32.377,3 quilômetros quadrados.
“Isso nos dá a garantia
e o conforto de ter uma área suficiente de exploração
para os próximos 15 anos. A Petrobras vinha perdendo essa agressividade
antes de 2003”, afirmou Guilherme Estrella.
Guilherme Estrella afirmou que,
nas próximas décadas, as chamadas energias fósseis
devem ocupar uma posição hegemônica entre as demais
modalidades energéticas. “O Brasil tem uma situação
privilegiada porque conta com grandes reservas de óleo e gás.
A descoberta do pré-sal é uma grande oportunidade para
o desenvolvimento industrial, tecnológico e científico
do país”, afirmou.
O diretor da Petrobras informou
ainda que os investimentos específicos no pré-sal – que
estavam previstos para 28,9 bilhões de dólares no período
2009-2013 – devem alcançar 111,4 bilhões de dólares
no período 2009-2020. A produção de óleo
do pré-sal deve crescer a uma taxa anual de 35,3% entre 2013 e
2020. A expectativa é de que, em 2013, sejam produzidos 219 mil
barris por dia, ante 1,8 milhão de barris por dia previstos em
2020.
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Agência Diap, 29 de
maio de 2009
Reforma política: pesquisa
Inesc-DIAP revela pensamento parlamentar
A maioria dos parlamentares (53,3%) defendeu que as mudanças, resultado
da reforma política, comecem a valer já nas eleições
do ano que vem. A pesquisa foi feita pelo DIAP em parceria com Inesc e aplicada
pela Empresa Júnior da UnB (Strategos), que entrevistou 150 parlamentares
Em tempos de discussão
da reforma política e da possibilidade de se mudar as regras eleitorais
e permitir um terceiro mandato para presidente da República, uma
pesquisa feita com deputados e senadores mostra que a maioria deles (51,3%) é contra
a reeleição para a Presidência.
Entretanto, quando perguntados
sobre a manutenção dos quatro anos de mandato para presidente
e deputados, com apenas uma reeleição e oito para senadores,
32% se disseram favoráveis e 23,3% defendem apenas o aumento do
mandato do presidente de quatro para cinco anos, com proibição
de reeleição.
A pesquisa foi feita pelo Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) em parceria com o Instituto
de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e aplicada pela Empresa Júnior
da UnB (Strategos), que entrevistou 150 parlamentares – 120 deputados
e 30 senadores.
Apesar de o número ser
bem menor que o total nas duas casas legislativas (513 deputados e 81
senadores), os entrevistados representam a proporcionalidade partidária,
de estado e sexo no Congresso.
A maioria dos parlamentares (53,3%)
ainda defendeu que as mudanças eleitorais, resultado da reforma
política, comecem a valer já nas eleições
do ano que vem.
Apesar da decisão dos
líderes da base aliada de recuar no apoio a urgência para
votação dos projetos que tratam do tema, o presidente da
Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB/SP) reafirmou, nesta quinta-feira
(28), que a discussão sobre mudanças nos sistemas político
e eleitoral será mantida.
Temer lembrou que os dois temas
(lista fecha e financiamento público) não são os únicos
sobre reforma política e eleitoral em tramitação
na Câmara.
Há, de acordo com o presidente,
outras propostas como o voto distrital e a lista flexível com
voto proporcional, entre outros.
Ele acredita que ainda é possível
alterar alguns aspectos da legislação eleitoral para 2010.
Em relação a uma
reforma política mais ampla, o presidente da Câmara considera
que seria mais fácil fazê-la em 2014, quando as resistências
seriam menores.
Lista
fechada
Quanto ao sistema eleitoral, 35,3% querem manter o atual sistema, com o voto
em lista aberta, em que o eleitores votam diretamente no candidato de sua preferência.
A proposta de adoção
do voto em lista fechada, 30% são favoráveis, mas desde
que seja uma lista flexível, em que o eleitor vote preferencialmente
em um determinado candidato da lista.
O sistema de lista fechada e
bloqueada, uma das principais propostas da reforma política, encontra
apoio de apenas 25,3% dos entrevistados.
Em caso de adoção
da lista fechada, 51,3% são contra reserva de vagas para os sexos,
cabendo à convenção definir a ordem dos nomes na
lista, independente do sexo.
Os entrevistados ainda são
favoráveis à atual regra de inelegibilidade, em que o candidato
só é impedido de se eleger quando condenado em última
instância pela Justiça ou com trânsito em julgado.
Do total, 32% defendem que o
candidato só se torne inelegível quando condenado judicialmente
em segunda instância.
Fidelidade
Quase metade, 46%, defende a fidelidade partidária relativa, com liberdade
para o parlamentar discordar pontualmente do partido, só perdendo o
mandato em caso de mudança de legenda sem motivo relevante.
Quanto à fidelidade ampla,
com a perda de mandato em caso de mudança de partido ou desobediência às
diretrizes partidárias, 42% são favoráveis.
Apenas 4% preferem que o mandato
pertença ao parlamentar e que ele possa mudar de partido sempre
que julgar conveniente.
Mas, 54% do total são
favoráveis à janela partidária, prazo para que os
parlamentares possam trocar de partido treze meses antes das eleições.
Coligações
Os deputados e senadores que participaram da pesquisa são favoráveis às
coligações apenas nas eleições majoritárias
(51,3%).
E, em caso de fim das coligações,
42,7% defendem a constituição de federação
de partidos, que não poderá ser desconstituída por
menos de três anos.
E a maioria, 58,7%, é favorável
ao financiamento público de campanha. Clique aqui e
veja a íntegra da pesquisa.
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Folha de S.Paulo, 29 de maio
de 2009
ELEIÇÃO
PEC que permite 3º mandato é protocolada
e devolvida
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Horas depois de apresentada,
a PEC (proposta de emenda constitucional) que abre a possibilidade para
um terceiro mandato do presidente Lula foi devolvida pela secretaria
da Câmara para o seu autor, deputado Jackson Barreto (PMDB-SE).
Diante da pressão dos presidentes dos dois principais partidos da oposição,
senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) e deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), 5
tucanos e 8 dos 11 democratas que apoiaram inicialmente o texto retiraram as
assinaturas.
Com isso, a PEC protocolada na tarde de ontem com o apoio de 183 deputados,
passou a ter apenas 170 nomes, o que torna a sua tramitação inviável.
Para que ela seja enviada à Comissão de Constituição
e Justiça da Casa são necessárias 171 assinaturas.
A PEC será devolvida ainda hoje para o deputado, que poderá buscar
novos apoios.
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Vermelho, 29 de maio de 2009
Veteranos precisam dar espaço
a jovens no movimento sindical
O 1º Encontro da Juventude Trabalhadora da CTB (Central dos Trabalhadores
e Trabalhadoras do Brasil), realizado em São Paulo dias 23 e 24 de maio,
cumpriu relevante papel na organização da juventude cetebista
ao discutir temas como a Lei do Estágio, a crise, o desemprego e os
desafios dos jovens no campo e da cidade. A opinião é da secretária
de Jovens da Central, Ana Rita Miranda, Fetag-BA (Federação dos
Trabalhadores na Agricultura), em entrevista ao Portal CTB.
Por Cinthia Ribas
Qual sua avaliação
sobre o 1º Encontro de Jovens?
Ana Rita: A minha avaliação foi bastante positiva. Foi um encontro
relativamente pequeno, com apenas 130 pessoas, mas cumprimos o nosso papel.
Não é um encontro fácil de ser construído. A questão
da juventude é pouco debatida no movimento sindical. Conseguimos fazer
três mesas de maneira muito organizada e qualificada, com temas atuais
como: crise, precarização do trabalho, a questão da sucessão
rural com a juventude camponesa e a Lei dos estágios, que é uma
coisa nova que está surgindo e a CTB sai na frente sendo a primeira
central a fazer esse debate. O debate sobre a questão rural foi muito
interessante, fizemos um link com a juventude do campo e conseguimos discutir
como os problemas do campo afetam a cidade e vice-versa.
O objetivo foi alcançado?
Rita Sim, claro. A juventude que chegou aqui não
vai sair do mesmo jeito que chegou. Sairá com uma nova visão
de mundo e de trabalho, sabendo qual o nosso papel na sociedade.
Quais as serão as principais iniciativas tomadas
a partir desse encontro?
Rita: Fizemos um documento com as resoluções
tiradas no encontro, com a contribuição de vários
estados, que será encaminhado para o II Congresso da CTB.
Esse encontro não é deliberativo, mas elaboramos
o documento e discutiremos no congresso, incluindo-o nas teses.
Outra ação foi a formação de um coletivo
de jovens com sete pessoas, que vai unir as diversas forças
do movimento sindical, contemplando as CTBs mais atuantes para
auxiliar a secretaria nacional a difundir e incentivar a participação
da juventude no movimento sindical, tanto no campo quanto na
cidade. A participação dos jovens nos sindicatos é muito
baixa, então o coletivo tem como principal função
ampliar essa participação. Não só participar
de debates e palestras, mas garantir que a juventude esteja dentro
das diretorias dos sindicatos e federações, no
movimento sindical em geral. E também já faz parte
em nosso documento a garantia de uma cota mínima de 10%
de jovens em todos os espaços do movimento sindical.
E qual será o principal desafio do Coletivo de Jovens?
Rita: Será fazer com que a juventude entre de fato no movimento sindical.
Eles acham que movimento sindical é só ir ao encontro. E não é isso. É você participar
dia a dia do movimento, do seu sindicato, da sua federação, você se
sentir parte daquilo, você ocupar um cargo. Não apenas ocupar
por ocupar, mas sim se dedicar e procurar fazer um trabalho organizado, um
trabalho de qualidade. Então, essa será a nossa maior dificuldade,
mudar essa compreensão de participação nos espaços
de decisão dentro do movimento.
A que se deve essa ausência de jovens no movimento sindical?
Rita: Muita gente acha que é porque a juventude não quer participar.
Eu discordo. O que falta é oportunidade. Não que seja uma luta
de gerações. A questão é: quem chega ao movimento
tende a ficar por muitos anos e não abre espaço. Tem sindicalista
que não compreende isso. Acha que o jovem quer roubar o seu “emprego”.
E não é isso, movimento sindical não é emprego.
Estamos ali para fazer a luta. Não é uma disputa. Para nós,
jovens, o interessante é fazer a parceria. É muito importante
essa troca de experiências entre juventude e os sindicalistas que estão
há mais tempo no movimento. É uma troca de experiências,
uma parceria: a união da nossa força, nossa vontade de fazer,
vontade de mudar com a experiência de quem já está ai e
tem muita coisa para ensinar.
Você acha que a principal iniciativa para mudar essa
baixa participação dos jovens no movimento sindical é unir
forças?
Rita: Sim. Os mais experientes abrirem espaço e a juventude ocupar seu
lugar com responsabilidade. Porque se o espaço é dado e o jovem
não cumpre seu papel, fica difícil. Tem que cumprir suas tarefas
com muita responsabilidade e compromisso com a classe trabalhadora.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
29/05/2009
SDI-1 mantém validade de acordo
coletivo sobre jornada de trabalho de 12x36
Por voto de desempate do ministro
Milton de Moura França, presidente do Tribunal Superior do Trabalho,
a Seção Especializada em Dissídios Individuais I(SDI-1)
do Tribunal Superior do Trabalho manteve hoje (28) seu entendimento pela
validade de acordo coletivo que estabeleça turnos de revezamento
de 12 horas de trabalho por 36 de descanso sem que seja devido o adicional
de horas extras, quando há observância da carga horária
de 44 horas semanais. A votação fechou em sete votos a
sete, mas o voto da Presidência, acompanhando a divergência,
foi decisivo no sentido de rejeitar o pedido de horas extras do empregado
da Thor Segurança Ltda.
Nesta ação, a Justiça
do Trabalho manteve o mesmo entendimento desde o início. Segundo
o artigo 59 da CLT, a compensação pactuada entre empregado
e empregador é permitida desde que não ultrapasse o limite
de dez horas diárias. Pelo inciso XIII do artigo 7º da Constituição
Federal, o regime especial de compensação da jornada de
trabalho pode eventualmente exceder o limite diário de dez horas,
desde que não sejam ultrapassadas as 44 horas semanais.
A análise do caso começou
no TST pela Quarta Turma, que rejeitou o recurso do trabalhador e esclareceu
que a CLT não se opõe “à hipótese de
se ajustar regime de compensação de 12 por 36 horas, por
meio de negociação coletiva, tendo em conta a norma do
artigo 7º, inciso XIII, da Constituição, segundo a
qual é facultada a compensação de horários
e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção
coletiva de trabalho”.
Na apreciação na
SDI-1, o ministro Vantuil Abdala, relator dos embargos, ficou vencido
ao mandar pagar a décima primeira e a décima segunda horas
como extras, apesar de reconhecer a possibilidade do trabalho em jornada
especial pactuada por acordo coletivo. O relator levantou os problemas
decorrentes da adoção da jornada de 12x36, na sua opinião
um “mau sistema”, que tem como resultado profissionais mal
remunerados e sujeitos a trabalhar em várias empresas ao mesmo
tempo. Para inibir a utilização desse regime, avalia que
o empregador deve pagar as horas além da décima com adicional
de 50%.
A ministra Maria Cristina Irigoyen
Peduzzi foi designada a redatora do voto vencedor, por ter aberto a divergência,
negando provimento aos embargos do trabalhador. A ministra ressaltou
o interesse das categorias nessa negociação, seja de vigilantes
ou de trabalhadores em hospitais, porque, “ao final do mês,
importa redução do total do trabalho, mais economia, mais
horas de descanso, e a pessoa não enfrenta trânsito todos
os dias”. O raciocínio da ministra comparou a situação
em que o trabalhador comum se dedica 220 horas por mês ao trabalho,
enquanto o do regime de 12x36 trabalha em média 192 horas.
A ministra Peduzzi argumentou
que a Constituição autoriza a negociação
coletiva, e que não há qualquer inviabilidade para sua
aplicação. “A flexibillização da
jornada é possível, e os dispositivos constitucionais
se sobrepõem a um dispositivo da CLT”, concluiu a redatora
designada. Aproveitando a discussão do assunto, a ministra Maria
de Assis Calsing propôs a votação de um recurso
de embargos de sua relatoria, que tratava da jornada de 12x72 horas,
contra o Banco do Estado do Espírito Santo – Banestes.
A SDI-1 seguiu o entendimento do processo anterior, pela mesma votação.
( E-RR –3154/2000-063-02-00.3 e E-RR-984/2002-008-17.00.7)
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