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O ESTADO DO PARANÁ,
02 de junho de 2009 | Economia
IBGE: produção industrial
sobe 1,1% em abril ante março
Agência Estado
A produção industrial brasileira cresceu 1,1% em abril ante março,
na série com ajuste sazonal, informou hoje o IBGE. O resultado veio
dentro das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que
variavam de uma queda de 0,2% a uma alta de 2,4%, e acima da mediana de 0,7%.
Na comparação com
abril do ano passado, a produção da indústria caiu
14,8%. Neste caso, as projeções variavam de -16% a -13,2%,
com mediana de -15%. Até abril, a produção industrial
do País acumula queda de 14,7% em 2009 e de 3,9% nos últimos
12 meses.
Tendência
O Índice de Média
Móvel trimestral da produção industrial, considerado
o principal indicador de tendência, registrou alta de 1,3% no trimestre
encerrado em abril, ante o terminado em março.
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FOLHA DE LONDRINA, 02 de
junho de 2009 | Economia
A indústria está patinando,
diz Dieese
Pesquisa do IBGE mostra tímida reação
na produção industrial e no emprego do Paraná
Curitiba - A produção industrial brasileira teve alta de 1,1%
em abril na comparação com março. No entanto, em abril
comparado com o mesmo mês de 2008 houve queda de 14,8%. Os dados fazem
parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física divulgada
ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De
janeiro a abril, a produção acumulou queda de 14,7% na comparação
com igual período do ano passado. Nos últimos 12 meses, a produção
teve recuo de 3,9%, o nível mais baixo desde junho de 1996, quando a
produção caiu 4%.
O levantamento mostra que houve
aumento na produção em 16 dos 27 ramos pesquisados em abril,
na comparação com março. O principal destaque ficou
com a indústria de veículos automotores, com alta de 3,3%
no mês. Na comparação com o mês de dezembro,
o setor registra alta de 61,1%.
Outros setores que tiveram resultado
positivo em abril frente a março foram metalurgia básica
(5,1%), borracha e plástico (6,7%), máquinas, aparelhos
e materiais elétricos (8,3%), produtos de metal (6,8%), e material
eletrônico e equipamentos de comunicações (5,2%).
Por outro lado, os principais resultados negativos ocorreram nas produções
de equipamentos de instrumentação médico-hospitalares
e óticos (-13%) e edição e impressão (-3,1%).
O economista do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese),
Sandro Silva, disse que os indicadores de emprego e produção
da indústria não estão apresentando reação.
De janeiro a abril, a indústria do Paraná gerou 3.298 empregos
contra 29.582 no mesmo período de 2008. Os setores que mais cortaram
vagas foram madeira e mobiliário (-2.011), mecânica (-1.448),
material elétrico e de comunicação (-870), metalúrgica
(-867) e material de transporte (-844). ''A indústria está patinando'',
disse. Em abril de 2009, a indústria paranaense gerou 3.900 empregos
contra 6.600 no mesmo mês do ano passado.
Ele destacou que, no Paraná,
a queda na produção está ocorrendo em ritmo menor.
Tinha caído em dezembro e janeiro. No entanto, em fevereiro e
março fechou em alta de 1,46% e 4,05%, respectivamente. De janeiro
a março, o Estado teve queda na produção de 0,90%.
''A indústria foi o primeiro
setor que sentiu a crise e alguns segmentos estão demorando muito
para retomar a produção'', disse. Segundo ele, os setores
que não foram tão afetados pela crise são alimentos
e bebidas, edição e impressão de materiais. Ele
lembrou que uma das áreas que segura a produção
no Estado é a agroindústria. Os dados da produção
industrial regional, que inclui o Paraná, devem ser divulgados
na próxima quinta-feira.
Silva destacou que o resultado
da produção no Brasil é reflexo da crise que afeta
o setor desde novembro. A expectativa dele é que ocorra uma reação
a partir do início do segundo semestre deste ano.
Para o economista da Federação
das Indústrias do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, 1,1%
de aumento em abril em relação a março é um índice
muito pequeno e não significa saída da crise. ''Os números
mostram que a crise afetou o Brasil'', afirmou.
Ele destacou que os bens que
sofrem mais são os que dependem de crédito. Em abril comparado
com o mesmo mês de 2008, os bens duráveis tiveram queda
na produção de 21,6%. Na produção de bens
de capital a redução foi de 29,3%, o que inclui máquinas
e equipamentos. Isso mostra que as indústrias não estão
investindo nesta área. Nos bens semiduráveis e não
duráveis, a queda foi menor de 4,2% que inclui alimentos.
Ele acredita que o Brasil ainda
vai ser afetado durante alguns meses pela crise e prevê que a produção
industrial não chegue aos mesmos níveis de 2008.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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FOLHA DE LONDRINA, 02 de
junho de 2009 | Economia
Pagamento do PIS/Pasep começa
em julho
Servidores correntistas do BB e trabalhadores
da iniciativa privada com conta na Caixa recebem primeiro
Belo Horizonte - Os trabalhadores que têm direito ao PIS/Pasep deste
ano já pode se preparar para receber um salário mínimo
(R$ 465) a partir de julho. Cerca de 6 milhões de pessoas com carteira
assinada poderão receber o abono diretamente na conta corrente. Para
todos os beneficiários, o prazo para retirada do abono vai até 30
de junho de 2010.
Serão beneficiados primeiramente
os servidores correntistas do Banco do Brasil e os trabalhadores da iniciativa
privada com conta na Caixa Econômica Federal. No total, 16,5 milhões
receberão a grana extra. Para os demais, o pagamento começa
no dia 11 de agosto.
O calendário de pagamento
foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador
(Codefat). Tem direito ao dinheiro neste ano quem está cadastrado
no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e recebeu, em média,
até dois salários mínimos em trabalho com carteira
assinada em 2008. Também podem receber os nomeados em cargo efetivo
do serviço público durante pelo menos 30 dias em 2008.
O PIS é um programa criado
pelo Governo Federal, que tem a finalidade de promover a integração
do empregado na vida e no desenvolvimento das empresas. O abono de R$
465 pode ser retirado nos caixas eletrônicos da Caixa, correspondentes
do banco ou nas casas lotéricas com o Cartão Cidadão.
Sem o cartão, o trabalhador deve buscar informações
em qualquer agência da Caixa Econômica Federal.
Agência Graffo
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O ESTADO DO PARANÁ,
02 de junho de 2009 | Economia
Custo da construção paulista
sobe 1,54% em maio
Agência Estado
O custo unitário básico (CUB) da construção paulista
subiu em maio, após dois meses em queda. Segundo levantamento do Sindicato
da Indústria da Construção Civil do Estado de São
Paulo (Sinduscon-SP) e da FGV Projetos, em maio houve alta de 1,54% para R$
842,15 por metro quadrado. Em 2009, o CUB acumula aumento de 1,97% e, nos 12
meses encerrados em maio, alta de 8,99%.
No mês, a alta do
indicador foi puxada pelo aumento de 3,72% nos custos com salários
dos engenheiros e de 2,8% da mão de obra, em decorrência
do acordo coletivo fechado com o sindicato dos trabalhadores do setor.
O custo dos materiais de construção ficou praticamente
estável (+0,08%). Os principais insumos com altas superiores
ao IGP-M foram registro de pressão cromado (+1,05%), bloco de
concreto (+0,56%) e brita 2 (+ 0,44%).
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Blog O Outro Lado da Notícia,
2 de junho de 2009
Aposentado tem perda de 76% do poder
aquisitivo, diz FAP/MG
Segundo cálculos da FAP/MG, quem se aposentou em 1998 com dez salários
mínimos, começou recebendo R$ 1.200 (na época, o mínimo
era R$ 120). Mantida a paridade, deveria receber R$ 4.650 hoje, mas com as
correções diferentes, o benefício atual é de R$
2.635,06, uma perda de 76,47%

Os aposentados e pensionistas
pretendem reunir um milhão de ações na Justiça
contra o fator previdenciário e pela criação de
uma política nacional de recuperação do poder de
compra do benefício.
O movimento, encabeçado
pelo Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força
Sindical, diz que as primeiras dez mil ações devem ser
ajuizadas em meados de junho, em São Paulo.
Segundo cálculos da Federação
dos Aposentados e Pensionistas de Minas Gerais (FAP/MG), quem se aposentou
em 1998 com dez salários mínimos, começou recebendo
R$1.200 (na época, o mínimo era R$ 120).
Mantida a paridade, deveria receber
R$ 4.650 hoje, mas com as correções diferentes, o benefício
atual é de R$ 2.635,06, uma perda de 76,47%.
De acordo com o presidente do
Sindicato, João Batista Inocentini, dos 26,5 milhões de
aposentados brasileiros, sete milhões foram prejudicados pelo
fator previdenciário - regra criada em 1999 para inibir aposentadorias
precoces.
Quem se aposenta antes da idade
mínima (60 anos para mulher e 65 anos para homens) tem redução
média de 40% no valor do benefício. Os aposentados entendem
que a regra é inconstitucional.
Outros 16,5 milhões sofrem
com a defasagem do benefício.
Desses, 8,5 milhões ainda
recebem mais que um salário mínimo e oito milhões
recebiam acima do piso quando se aposentaram e hoje recebem um salário
mínimo.
A diferença acontece porque
a correção do piso salarial do país é sempre
maior do que a da aposentadoria.
Este ano, o mínimo subiu
12,04% e a aposentadoria, 5,92%.
Inocentini afirma que a ideia
não é vincular a correção do benefício
ao mínimo, e sim criar um indicador próprio para reajustar
as aposentadorias.
"Se o índice for
o mesmo, só vai corrigir daqui para frente, não vai recompor
as perdas que já tivemos", explica.
Esse índice deve ser baseado
nos custos de vida do aposentado.
De acordo com Inocentini, foi
elaborada uma lista com cem itens que vão desde os gastos com
a casa (luz, água, telefone, gás) até itens de saúde
(plano de saúde, medicamento de uso contínuo, óculos,
dentista).
"Não tem como o aposentado
fugir desses gastos. E todos eles sobem mais que o INPC", diz.
O Índice Nacional de Preços
ao Consumidor (INPC) é normalmente usado para basear os reajustes
dos benefícios.
A campanha do Sindicato já foi
lançada em outras cidades, principalmente as do Sul e Sudeste,
regiões que concentram 85% dos aposentados e pensionistas que
recebem mais que um salário mínimo.
A ideia é que os aposentados
procurem os sindicatos da categoria em cada cidade para ajuizar ações
individuais, mas que serão encaminhadas coletivamente à Justiça.
"Um milhão de processos
até dezembro é uma forma de pressionar o governo a negociar",
afirma.
Para o ministro da Previdência,
José Pimentel, o fator previdenciário é constitucional
e, por enquanto, não deve acabar.
Segundo ele, na década
de 1990, o Supremo Tribunal Federal declarou que a regra é constitucional.
(Fontes: jornal O Tempo e Agência Senado, no blog O outro lado
da notícia)
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Folha de S.Paulo, 2 de junho
de 2009
Ministério Público
denuncia diretores da Camargo Corrêa
Funcionários da empreiteira são
acusados pela Polícia Federal de crimes financeiros | Investigação
da Operação Castelo de Areia apontou movimentações
ilegais de pelo menos US$ 16 milhões; construtora nega acusação
FLÁVIO FERREIRA
FERNANDO BARROS DE MELLO
DA REPORTAGEM LOCAL
O Ministério Público
Federal denunciou à Justiça quatro executivos e duas secretárias
da construtora Camargo Corrêa, quatro doleiros e um empresário
pela suposta prática de crimes financeiros investigados durante
a Operação Castelo de Areia da Polícia Federal.
A estimativa da Procuradoria da República é de que os acusados
tenham movimentado ilegalmente pelo menos US$ 16 milhões nos últimos
anos.
A construtora nega a "responsabilidade penal" dos funcionários
denunciados.
A Procuradoria também pediu à Justiça a continuidade do
inquérito da Castelo de Areia, para investigar crimes de superfaturamento
de obras públicas e doações ilegais a partidos políticos
e candidatos eventualmente praticados pela Camargo Corrêa, além
da apuração de supostas ligações entre os denunciados
e membros da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo).
A avaliação do Ministério Público é a de
que os documentos apreendidos durante a busca e apreensão realizada
nos escritórios da Camargo Corrêa já comprova a ocorrência
dos crimes financeiros, mas ainda é possível aprofundar as apurações
quanto aos outros delitos, que podem ter repercussão até na Justiça
Eleitoral.
A denúncia (acusação formal) foi protocolada na sexta-feira
na 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que tem como titular
o juiz Fausto De Sanctis.
A acusação elaborada pela procuradora da República Karen
Louise Jeanette Kahn indica que os acusados montaram um esquema de importação
simulada de software (sistemas para computadores).
A simulação serviu para justificar formalmente transferências
de valores entre a Camargo Corrêa e mais quatro empresas -duas brasileiras
e duas estrangeiras. Os destinos finais do dinheiro foram vários países
de Europa, África e Ásia.
Para a Procuradoria, os valores envolvidos no esquema podem ter origem em superfaturamentos
de obras públicas nas quais a Camargo Corrêa atuou. Apesar de
ainda não possuir provas conclusivas sobre esse fato, a Procuradoria
menciona que há várias suspeitas de superfaturamento contra a
construtora apontadas pelo Tribunal de Contas da União, que originaram
ações de improbidade em vários Estados.
No texto da denúncia, a procuradora cita seis obras sob suspeita: a
Refinaria Abreu e Lima, em Recife, o Metrô de Salvador, a ampliação
do aeroporto de Vitória, a implantação de trens urbanos
em Fortaleza, a implantação do terminal de passageiros-Timbi
e a modernização do trecho Rodoviária-Recife-Cabo, ambos
no sistema de trens urbanos de Recife.
Segundo a procuradora Karen, "tais registros se mostram como graves precedentes
de conduta da Camargo Corrêa, diante da indicação de sua
reiterada prática financeira irregular. Referidos fatos, porém,
podendo envolver possíveis práticas de crimes correlatos, são,
ainda, passíveis de investigação, razão pela qual
o Ministério Público Federal se limita, por ora, apenas a consigná-los".
Acusados
Entre os funcionários da Camargo, as principais acusações
recaem sobre os executivos Pietro Francesco Giavina Bianchi, Dárcio
Brunato e Fernando Dias Gomes, denunciados por fraude contra o sistema financeiro,
evasão de divisas, lavagem de dinheiro e quadrilha.
O Ministério Público atribuiu aos executivos Raggi Badra Neto
e às secretárias Marisa Berti Iaquinto e Darcy Flores Alvarenga
participação menor no suposto esquema e denunciou-os só por
evasão de divisas e formação de quadrilha.
Segundo a acusação, o suíço Kurt Paul Pickel era
o doleiro que coordenava o esquema, a mando de Bianchi, Brunato e Gomes, e
tinha como braços operacionais José Diney Matos e Jadair Fernandes
de Almeida, também indicados como doleiros pela Procuradoria. Eles foram
denunciados por câmbio ilegal, fraude financeira, evasão de divisas,
lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Maristela Sum Doherty foi acusada pelos crimes de câmbio ilegal, evasão,
lavagem e formação de quadrilha. O empresário Girolano
Santoro, dono da empresa Soft Consultoria Ltda., supostamente usada para simular
importações, por fraude financeira, evasão e formação
de quadrilha.
Se a denúncia for aceita pelo juiz De Sanctis, terá início
a ação penal contra os acusados.
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Folha de S.Paulo, 2 de junho
de 2009
Outro lado
Defesa nega acusações e diz
que provas são ilícitas
DA REPORTAGEM LOCAL
Os advogados de defesa da Camargo
Corrêa e de outros investigados pela Operação Castelo
de Areia negaram os crimes atribuídos pelo Ministério Público
Federal. Disseram que não tiveram acesso à denúncia.
Por meio de nota, a Camargo Corrêa afirmou que "acredita que seus
profissionais não tenham responsabilidade penal". "Esses profissionais
contam com a constitucional presunção de inocência até o
fim do devido processo legal, no qual eles exercerão amplo direito de
defesa", diz a nota.
" A construtora está comprometida com as instituições,
com a legalidade e com o desenvolvimento dos países onde atua, com seus
profissionais, e vai cooperar com as investigações com postura à altura
das responsabilidades e dos valores desta organização de 70 anos
de contribuição para o Brasil", complementa o documento.
O advogado dos funcionários da Camargo Corrêa, Antonio Claudio
Mariz de Oliveira, afirmou: "Não tive acesso à denúncia,
tomei ciência do seu oferecimento pelo site do Ministério Público.
Porém, pelo exame das provas do inquérito, não posso ver
como os crimes apontados pelo Ministério Público possam estar
respaldados por elementos probatórios".
Alberto Zacharias Toron, advogado de Kurt Paul Pickel, disse que a qualificação
de seu cliente como doleiro é "um absurdo e um disparate". "Ele é um
homem de alto nível no mercado financeiro, dava palestras no Banco Central",
disse Toron, que também afirmou não ter tido acesso à denúncia.
Segundo o advogado, as provas obtidas com interceptações telefônicas
durante a operação são ilícitas. "As escutas
telefônicas foram deflagradas com denúncia anônima, o que
a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça considera ilícito.
Esse tema também já está sob apreciação
de um habeas corpus no STJ", afirmou.
Arthur Lavigne, advogado de Jadair Fernandes de Almeida, apontado como doleiro,
afirmou que ainda não tinha lido a denúncia. "O que posso
dizer é que esse é um processo complexo, com operações
financeiras muito complicadas, baseadas em contratos, e que por conta dessa
complexidade acho muito precipitado o Ministério Público fazer
uma denúncia antes de exame mais apurado."
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O ESTADO DO PARANÁ,
02 de junho de 2009 | Política
CNT/Sensus: aprovação
de Lula sobe de 76,2% a 81,5%
Agência Estado
A aprovação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva subiu de 76,2% para 81,5% na pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira,
1º. Também voltou a subir a aprovação ao governo
Lula, que passou de 62,4% para 69,8%. O instituto abordou na sondagem qual
seria o desempenho do presidente caso ele pudesse concorrer nas eleições
de 2010. A porcentagem de intenções de voto subiu de 16,2% para
26,2%.
Lula, no entanto, não
pode disputar um terceiro mandato, a não ser que o Congresso
consiga alterar a Constituição. A tese foi apresentada
na semana passada em forma de projeto de lei do deputado Jackson Barreto
(PMDB-SE), mas perdeu parte das 183 assinaturas e não prosperou.
Foram 17 assinaturas retiradas na última hora e a proposta não
atingiu os 171 apoios necessários. Barreto disse que reapresentará a
PEC.
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O ESTADO DO PARANÁ,
02 de junho de 2009 | Política
CNT/Sensus: Dilma empata com Serra
na 'espontânea'
Agência Estado
A mais recente edição da pesquisa CNT/Sensus revela o aumento
das intenções de voto na ministra-chefe da Casa Civil e potencial
candidata à Presidência, Dilma Rousseff. A ministra avançou
em todas as listas e cenários do levantamento, que ouviu 2 mil eleitores
entre os dias 25 e 29 de maio. Dilma conseguiu empatar com o governador de
São Paulo e potencial candidato do PSDB, José Serra, na pesquisa
espontânea - aquela em que os entrevistados respondem sem uma lista específica
de nomes. Nessa coleta específica, Dilma registrou 5,4% de preferência,
enquanto Serra ficou com 5,7%. Na pesquisa anterior, realizada em março,
Serra tinha 8,8% e Dilma, 3,6%.
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, que não pode ser candidato à eleição
em 2010, segue liderando a pesquisa espontânea, com 26,2% das intenções.
Esse porcentual era de 16,2% no levantamento de março. No cenário
com listas para o primeiro turno, Serra continua na frente de Dilma,
com 40,4%, mas esse número representa uma queda ante o nível
de 45,7% em março. Dilma passou de 16,3% em março para
23,5% em maio.
Essa lista é completada
ainda pela ex-senadora Heloísa Helena, do PSOL, que ficou em posição
praticamente inalterada, com 10,7%. "A tendência da ministra
Dilma é normal. Parece que ela cresce na medida em que a candidatura
ganha a percepção de que é definitiva", avaliou
o coordenador da pesquisa, Ricardo Guedes. Na lista com o nome do governador
de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), Dilma passou o tucano no
1º turno também. Em março, Aécio tinha 22%
e Dilma, 19,9%. Agora, a ministra detém 27,8% e o tucano, 18,8%.
No segundo turno, Serra
segue vencendo Dilma, com 49,7%, ante 28,7% da ministra petista. A
diferença entre os dois é de 21 pontos porcentuais, menor
do que os 32,2 pontos porcentuais que separavam Serra de Dilma em março,
quando o tucano tinha 53,5% e ela 21,3%. Em eventual segundo turno
com Aécio, Dilma venceria, já que conquistaria 39,4%
e o tucano ficaria com 25,9%. Na pesquisa de março, Dilma ganhava,
mas com pequena vantagem, com 29,1%, ante 28,3% do governador mineiro.
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O ESTADO DO PARANÁ,
02 de junho de 2009 | Política
Dilma Rousseff é desconhecida
por 26% de eleitores
Agência Estado
A pesquisa CNT/Sensus com dois mil entrevistados divulgada hoje revela que
26,1% do eleitorado não conhece nem ouviu falar da ministra-chefe da
Casa Civil, Dilma Rousseff. Dos 72% que afirmaram possuir algum grau de conhecimento
sobre a ministra, 32,4% disseram que não votariam nela. Essa rejeição é maior
que a enfrentada pelo governador de São Paulo, José Serra, entre
o público que o conhece. Segundo a pesquisa, 94,9% dos entrevistados
sabem quem é o governador paulista, ante apenas 3,7% que não
conhecem. Desses 94,9% que conhecem o tucano, 25,9% não votariam nele.
A rejeição ao
governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também é menor
do que a de Dilma, mas ele conta com um porcentual de desconhecimento
maior, de 33,2%. Dos 65% que sabem de Aécio, 28,5% não
votariam nele. O coordenador da pesquisa, Ricardo Guedes, comentou que,
apesar de a taxa de rejeição entre os que conhecem Dilma
ser maior do que a dos dois principais potenciais oponentes, o porcentual
de 32,4% não representa uma rejeição impeditiva
para a candidatura da petista. Segundo ele, seriam proibitivas taxas
de rejeição entre 35% e 40%.
Entre os que conhecem Dilma,
19,5% votariam apenas nela e 35,1% poderiam votar nela. Entre os 94,9%
que conhecem Serra, 19,4% somente votariam nele e 43,8% poderiam votar
nele. De maneira geral, a pesquisa CNT/Sensus mostra um avanço
das intenções de voto em Dilma. No cenário do
primeiro turno, contra Serra, por exemplo, ela avançou de 16,3%,
em março, para 23,5% em maio. O levantamento foi feito em maio, época
em que o câncer da ministra já havia sido amplamente divulgado
pela imprensa, mas a CNT/Sensus não fez perguntas relacionadas
ao assunto.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
02/06/2009
Eletricista aposentado ganha horas gastas
em percurso interno na Açominas
Com o fundamento de que ato
normativo não pode excluir horas in itinere já quantificada,
a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho restabeleceu a sentença
do primeiro grau que condenou a empresa mineira
Gerdau Açominas a pagar a um eletricista aposentado vinte minutos diários
relativos ao trajeto que levava da portaria da usina ao seu local de trabalho.
O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) havia inocentado
a empresa da condenação.
Já aposentado, o empregado
entrou na justiça pleiteando o recebimento das referidas horas.
Informou que durante os 21 anos que esteve na empresa – de 1986
a 2007 -, permanecia à sua disposição vários
minutos antes e depois da jornada, que se estendia de 8h15 às
17h30, de segunda a sexta-feira. O trajeto era feito em transporte
próprio da empresa, pois o local era de difícil acesso
e não contava com transporte público.
A despeito dos argumentos da
empresa de que acordos coletivos realizados com o sindicato dos empregados
descaracterizavam as horas gastas em transporte, o juiz destacou que
aqueles instrumentos normativos não “podem prevalecer
sobre a legislação em vigor, quando desfavoráveis
ao empregado”, nos termos do parágrafo 2º do artigo
58 da CLT. O TRT/MG, no entanto, aceitou recurso da Açominas
e excluiu da sentença as horas in itinere com base nos termos
dos acordos coletivos. O eletricista recorreu ao TST, pediu a reforma
da decisão e foi atendido. O relator do recurso na Quarta Turma,
ministro Barros Levenhagen, deu-lhe razão ao entendimento de
que não é possível se utilizar de instrumento
coletivo para descaracterizar as referidas horas como tempo à disposição
do empregador, o que “vale dizer a supressão do pagamento
das horas in itinere”.
Esclareceu o relator que a
manutenção de cláusulas dessa natureza em acordos
e convenções “implicaria conferir-lhes o status
de lei em sentido estrito, em condições de lhes atribuir
inusitado derrogatório de preceito legal, como já se
manifestou em outra ocasião a Seção Especializada
em Dissídios Coletivos do TST”. Seu voto restabeleceu
a sentença do primeiro grau e foi apoiado unanimemente pelos
ministros da Quarta Turma. (RR-259-2008-088-03-00.9)
(Mário Correia)
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02/06/2009
Após 22 anos no Banespa, coordenador
de informática tem vínculo reconhecido
Vinte e dois anos de intermediação
fraudulenta de mão-de-obra. A conclusão de ocorrência
de fraude levou a Justiça do Trabalho da 2ª Região
(SP) a reconhecer a um coordenador de informática o vínculo
de emprego diretamente com o Banco do Estado de São Paulo S.A. – Banespa,
decisão mantida pela Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho.
Segundo a ministra Maria Cristina Peduzzi, relatora do recurso de revista
dos empregadores, ficou comprovada a “atividade indispensável à consecução
da finalidade empresarial” pelo trabalhador, entre 1979 e 2001,
ao Banespa, com evidências de pessoalidade, exclusividade e subordinação
direta.
A Oitava Turma rejeitou (não
conheceu) integralmente o recurso do Banespa e do empregador que contratou
o coordenador em 1979 – o Banespa S.A. Serviços Técnicos,
Administrativos e Corretores de Seguros. O recurso pretendia reformar
o acórdão regional em relação a vínculo,
horas extras e multa, entre outros itens. Para a relatora, “não
merece reparos a decisão que reconheceu o vínculo diretamente
com o Banco do Estado de São Paulo.” A ministra Peduzzi
rejeitou a alegação das empresas de “impossibilidade
de reconhecimento do vínculo com sociedade de economia mista,
por ausência de concurso público”, pois o reconhecimento
refere-se a período que teve início antes da Constituição
de 1988.
A sentença - que reconheceu
a condição de bancário do trabalhador e determinou
ao banco retificar a anotação na carteira de trabalho -
partiu da 49ª Vara do Trabalho de São Paulo (SP). Trabalho
desenvolvido nas dependências do Banespa, subordinação
a empregados do banco, serviços prestados exclusivamente em prol
do Banespa e coordenação de equipes de empregados do banco,
tudo isso serviu para demonstrar a fraude, no entendimento da 49ª Vara.
As empresas recorreram, então,
ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP). Ao apreciar
o recurso, o Regional negou provimento ao apelo, considerando que o intuito
da intermediação foi o de impedir a aplicação
das normas específicas do Banco do Estado de São Paulo,
mais benéficas, o que resultou em prejuízo ao trabalhador.
O TRT/SP destacou que, para se chegar a essa conclusão, bastou
examinar o salário de outro coordenador de informática – este
contratado do próprio banco. A remuneração era aproximadamente
o dobro daqueles admitidos através da empresa Banespa S.A. Serviços
Técnicos, Administrativos e Corretores de Seguros. (RR-914/2002-049-02-00.6)
(Lourdes Tavares)
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02/06/2009
Trabalhador que perdeu dois dedos receberá indenização
A Segunda Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, em voto relatado pelo ministro Renato de Lacerda Paiva,
manteve a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 13° Região
(PB) quanto à concessão de indenização por
danos morais e materiais a trabalhador que perdeu dois dedos da mão
direita numa máquina de impressão de plásticos.
A decisão se deu ao negar-se provimento ao agravo de instrumento
em recurso de revista da Carvaplast Indústria e Comércio
de Plásticos S.A.
O acidente em questão
ocorreu no dia 21/05/2006, às 19h15, quando o empregado operava
a máquina de impressão de materiais plásticos cujo
cilindro atingiu seu dedo indicador e médio da mão direita,
esmagando-os e causando sequelas permanentes. Desde então, ele
passou a receber auxílio-doença acidentário do INSS.
No entanto, insatisfeito, entrou com reclamação na Vara
do Trabalho local, requerendo indenização e pensão
vitalícia no valor de R$ 264 mil, a serem pagos de uma vez só,
e correspondente ao período de sobrevida até que ele completasse
65 anos.
A primeira instância deferiu
somente indenização por dano moral, no valor de R$ 20 mil,
negando o pedido da pensão vitalícia, sob o argumento de
não ter havido perda total da capacidade de trabalho, mas apenas
diminuição. O trabalhador então recorreu à segunda
instância e conseguiu acréscimo à condenação
no valor de R$ 30 mil, a título de danos materiais, dada a “natureza
do ocorrido e a idade do reclamante à época”, 26
anos. O TRT/PB negou seguimento, ainda, ao recurso de revista da Carvaplast
para o TST.
Com a decisão do TRT,
a Carvaplast interpôs agravo de instrumento para o TST pedindo
a modificação da condenação, alegando não
ter havido incapacitação definitiva do empregado para o
trabalho. No entanto, a Segunda Turma declarou que a decisão regional
está em sintonia com o Código Civil no tocante à concessão
de indenização “na extensão do dano”.
Desse modo, o trabalhador, embora não tenha se tornado inapto
para o trabalho, teve sua capacidade diminuída, caso em que se
deve indenizá-lo pelas despesas de tratamento, lucros cessantes
e também pensão correspondente à importância
do trabalho para o qual se inabilitou.
(Carolina Tocalino)
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