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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de junho de 2009 | Economia
Dieese: salário mínimo
deveria ser de R$ 2.045 em maio
Agência Estado
Levantamento divulgado hoje pelo Departamento Intersindical de
Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou que o salário mínimo
do trabalhador brasileiro deveria ser de R$ 2.045,06 em maio, para suprir as
necessidades básicas individuais e da família. A constatação
foi feita por meio da utilização da Pesquisa Nacional da Cesta
Básica do mês passado, realizada pela instituição
em 17 capitais do País.
Com base no maior valor apurado
para a cesta, de R$ 243,43, em Porto Alegre, e levando em consideração
o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo
deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação,
moradia, saúde, transportes, educação, vestuário,
higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo
deveria ser 4,4 vezes superior ao piso vigente, de R$ 465.
Em abril, o valor do salário
mínimo necessário era menor, de R$ 1.972,64, e correspondia
a 4,24 vezes o mínimo em vigor. Em maio do ano passado, este valor
era de R$ 1.987,51, ou seja, 4,79 vezes o salário mínimo,
na época de R$ 415.
O Dieese informou também
que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro
que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em maio, o
conjunto de bens essenciais subiu, na comparação com
o mês anterior. Na média das 17 cidades pesquisadas pela
instituição, o trabalhador que ganha salário mínimo
necessitou cumprir uma jornada de 98 horas e 35 minutos para realizar
a mesma compra que, em abril, exigia a execução de 96
horas e 42 minutos. Em maio de 2008, no entanto, o período comprometido
era maior e correspondia a 111 horas e 8 minutos.
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Bahia Notícias, 5
de junho de 2009
Em 8 anos, salário mínimo
tem ganho real de 132,5%, diz Dieese
O salário mínimo, hoje na faixa dos R$ 465, registrou desde abril
de 2002 a fevereiro de 2009 um ganho real de 132,5%.
Descontado o peso da inflação
no período, segundo cálculos do INPC/IBGE, o aumento real
cai para 45,3%.
O valor ainda assim é considerado
grande, segundo Ana Georgina da Silva Dias, supervisora técnica
do Dieese, num comparativo com outras categorias que não conseguiram
repetir o êxito na mesa de negociações.
Ela considera o crescimento um
divisor de águas nas políticas públicas e no aquecimento
da economia nacional.
"A política de valorização
do salário mínimo faz parte de um acordo entre governo
e sindicatos. Somente neste ano o salário mínimo teve ganho
real de 5,7% ao passo que outras categorias menos de 2%".
E segue: "O ganho real no
salário mínimo é importante pois ele serve de referência
a outras categorias", diz. (Fonte: site Bahia Notícias)
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de junho de 2009 | Economia
Produção industrial
cresce em sete de 14 regiões
Agência Estado
A produção industrial brasileira subiu em sete das 14 regiões
pesquisadas em abril ante março, divulgou hoje o IBGE. Os destaques,
na base mensal de comparação, ficaram com o Espírito Santo
(7,1%), Goiás e Rio Grande do Sul (ambos com 2,3%) e Ceará (1,7%).
Todas essas regiões ficaram acima da alta na média nacional,
de 1,1%, registrada no período. Houve taxas positivas também,
mas abaixo da média, em São Paulo (1%), Minas Gerais (0,6%) e
Santa Catarina (0,5%).
Por outro lado, os destaques
de queda na produção ante o mês anterior ficaram
com Bahia (-11%), região Nordeste (-5,1%) e Amazonas (-5%).
Na comparação
com abril de 2008, todos os 14 locais pesquisados pelo IBGE registraram
queda na produção da indústria em abril, sendo
que os maiores recuos ocorreram no Espírito Santo (-26,7%) e
Minas Gerais (-21,6%).
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de junho de 2009 | Economia
Recuperação da indústria
ainda não se consolidou
Agência Estado
O gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, afirmou hoje
que ainda não está solidificado um cenário de recuperação
na atividade industrial. Ele disse acreditar que só haverá uma
recuperação no segundo semestre deste ano.
Castelo Branco afirmou que isso
poderá ser percebido quando os indicadores industriais mostrarem
uma recuperação mês a mês em relação
ao mês anterior. Ele avaliou que, em qualquer comparação
que se faça com períodos de 2008 ficará negativa
no segundo e no terceiro trimestres, já que o pico da atividade
econômica em 2008 ocorreu nesses trimestres.
O economista disse acreditar
que os indicadores já deverão ser positivos no último
trimestre de 2009 em relação ao último semestre
do ano passado, quando a base já estava mais fraca. Mas essa recuperação
no final deste ano não anulará o resultado negativo que
deve ser registrado no ano de 2009.
"Já rodamos um terço
do ano muito aquém do resultado do ano passado", comentou
Castelo Branco ao analisar os dados divulgados hoje sobre o desempenho
da indústria em abril de 2009. Castelo Branco disse que a previsão
da CNI para o PIB industrial em 2009 é de uma queda de 2,8%. Esse
número só será revisado após a divulgação
do resultado do primeiro trimestre de 2009 pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE).
O economista da CNI disse que
a recuperação no segundo semestre ocorrerá como
efeito das medidas de estímulo ao crédito adotadas pelo
governo no final do ano passado e início deste ano e pela redução
das taxas de juros da economia, além da política expansionista
do governo, que reduziu a meta de superávit primário fiscal.
Castelo Branco considera necessário
que a taxa Selic (juro básico da economia) continue em queda,
para ajustar a taxa brasileira à de outros países. "Uma
taxa de um dígito é extremamente necessária",
afirmou. Hoje a Selic está em 10,25% ao ano.
O economista disse acreditar
que o pior da crise internacional já foi superado - no sentido
de que não há mais um pânico no mercado mundial. "O
que não significa que o processo recessivo tenha passado. Será o
mais longo desde a depressão de 1930. O comércio mundial
continuará em queda", previu.
Castelo Branco afirmou
ainda que a recuperação da indústria só poderá ser
identificada quando os indicadores se mostrarem predominantemente positivos.
Em abril, à exceção do nível de utilização
da capacidade instalada (Nuci), todos os dados foram negativos, na
comparação com março de 2009 e em relação
a abril de 2008.
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Gazeta do Povo, 5 de junho
de 2009
Fiep
Vendas recuam 10,25%
As vendas da indústria paranaense caíram 10,25% em abril em relação
a igual mês do ano passado, segundo cálculos da Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Com o resultado de
abril, as vendas acumuladas nos primeiros quatro meses do ano ficaram 7,92%
abaixo do registrado no primeiro quadrimestre de 2008.
Os três gêneros de
maior participação na indústria de transformação
paranaense tiveram queda em abril, na comparação com março:
veículos automotores (-13,86%), alimentos e bebidas (-6,60%) e
refino de petróleo e produção de álcool (-1,12%).
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Agência Câmara,
5 de junho de 2009
Crise econômica afeta mais as mulheres,
atesta pesquisa do Ipea
Até o momento, a crise econômica mundial causou mais desemprego
para a população masculina que para a feminina no Brasil, de
acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea).
"No entanto, isso não
tem significado vantagens para as mulheres", disse a pesquisadora
Natália de Oliveira Fontoura, que participou de audiência
pública, nesta quarta-feira (4), na Comissão Especial que
discute o impacto da crise econômica no Brasil.
Mulher é incorporada ao
mercado por que ganha menos Autora do requerimento para realização
do debate sobre o trabalho da mulher no Brasil, a deputada Alice Portugal
(PCdoB/BA) defende que o Brasil tem de adotar "políticas
afirmativas" para mulheres chefes de família.
"Nesse primeiro momento
são os homens que sofrem mais. Mas, segundo a Organização
Internacional do Trabalho (OIT), as mulheres são as que mais vão
sentir", afirmou.
Segundo ela, o País poderia
adotar medidas de proteção do emprego para a mulher trabalhadora
ou estender o período de recebimento do seguro-desemprego para
essa população, por exemplo.
A deputada também sugeriu
que os movimentos organizados pressionem o Congresso pela aprovação
da lei que garante aposentadoria para empregadas domésticas. E
defendeu a criação de uma contribuição especial
para mulheres que trabalham apenas em casa.
"Muitas vezes, quando o
casamento acaba, essas mulheres ficam sem nenhuma proteção",
sustentou.
Relator da comissão, o
deputado Vicentinho (PT/SP) afirmou que pretende levar seu texto a votação
até o dia 10. E, segundo o parlamentar, "o trabalho não
seria completo sem a participação das mulheres".
Menor
remuneração
A redução de vagas na indústria de transformação
e na construção civil, que tradicionalmente empregam mais homens,
e a menor remuneração das mulheres são possíveis
razões para esse cenário, segundo apontou Natália Fontoura.
Dos 585.912 postos de trabalho
perdidos de outubro do ano passado a abril deste ano no País,
somente 5.273 (0,9%) eram ocupados por mulheres. Segundo a especialista,
em alguns setores ocorreu, inclusive, substituição de homens
por mulheres. É o caso da construção civil, que
demitiu 63.082 empregados, enquanto empregou 3.745 trabalhadoras.
Na opinião de Natália
Fontoura, a menor remuneração das mulheres pode ser um
dos fatores que explicam a substituição de homens por mulheres
no mercado de trabalho.
Avaliação semelhante
tem a presidente do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre
a Mulher (Neim) da Universidade da Bahia, Cecília Sardenberg.
Ela destacou que, muitas vezes, a mulher é incorporada ao mercado
porque vai ganhar menos que o homem que desempenhava a mesma função.
Cecília afirmou ainda
que os efeitos da crise não serão os mesmos para as mulheres,
porque as condições são desiguais.
Sem vantagens
A pesquisadora destaca que a troca de homens por mulheres no mercado de trabalho
não significa vantagens para elas.
"Ao contrário. Em
crises anteriores as mulheres foram as mais afetadas, e nada impede que
isso volte a ocorrer. Como mais mulheres tendem a buscar emprego nesse
momento, pode haver desemprego ainda maior entre elas e a remuneração
pode cair ainda mais", destacou.
Hoje, a taxa de desemprego feminino é da
ordem de 54%, contra 26% do masculino.
Outras consequências possíveis
da crise, segundo Natália Fontoura, são a intensificação
do trabalho informal e o aumento da pobreza, que é maior em famílias
chefiadas por mulheres. Com isso, "pode haver regressão no
cenário de aproximação entre os gêneros observados
na última década".
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Agência Câmara,
5 de junho de 2009
PIS: mais de 700 mil ainda não
sacaram abono salarial do Governo
Mais de 700 mil trabalhadores ainda não sacaram o abono salarial, a
que têm direito todos os trabalhadores que ganharam até dois salários
mínimos por mês (R$ 930), e trabalharam no mínimo 30 dias
entre 2007 e 2008.
Esses trabalhadores podem receber
o benefício, no valor de R$ 465 (um salário mínimo)
em uma das agências da Caixa Econômica ou do Banco do Brasil
até o dia 30 de junho, segundo divulgou, nesta quarta-feira (3),
o Ministério do Trabalho.
Até o momento, 14 milhões
de beneficiários já receberam o abono salarial. Com isso,
já foram pagos R$ 6,024 bilhões, sendo que isso representa
95% de cobertura.
Contudo, 739.654 ainda não
sacaram o benefício, o que representa R$ 343,9 milhões.
O Ministro do Trabalho e Emprego,
Carlos Lupi, disse que quem ainda não foi sacar o abono deve verificar
se tem direito ao benefício.
Isso pode ser feito consultando
a própria carteira de trabalho. Se o trabalhador teve ao menos
30 dias de trabalho entre 2007 e 2008 passa a ter direito a receber o
abono.
Lupi fez algumas ligações
telefônicas para trabalhadores, que ainda não foram sacar
o abono. Lauro Mendes de Morais, que mora na cidade satélite de
Sobradinho (DF), disse não saber que tinha direito ao benefício.
"Isso vai me ajudar muito,
dá pra fazer uma boa compra", disse Morais.
Mônica Monteiro Souza,
de Manaus (AM), também recebeu o telefonema do ministro e igualmente
não sabia que tinha direito ao benefício e vai colocar
o dinheiro na poupança.
"Eu pretendo usar como depósito",
informou.
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Congresso em Foco, 5 de junho
de 2009
Processados são de 16 partidos
e todos os estados
Mais da metade das bancadas de Roraima e
do Tocantins respondem a processo no STF. PMN, PMDB e PP são
os partidos com mais representantes com pendências judiciais
Daniela Lima e Renata Camargo
A lista dos congressistas com
pendências judiciais transcende as cores partidárias e as
divisas entre os estados. Alcança representantes de todas as unidades
federativas e de 16 dos 20 partidos com assento no Congresso. Duas bancadas
estaduais têm mais da metade de seus parlamentares com investigações
no Supremo Tribunal Federal (STF).
Seis dos 11 representantes de Roraima e Tocantins no Congresso são alvo
de inquérito ou ação penal na mais alta corte do país.
Depois das duas, a bancada de Alagoas é a que mais tem congressistas
sob investigação em termos proporcionais: seis de seus 12 parlamentares.
Um terço dos 33 deputados e senadores paranaenses tem pelo menos um
processo no Supremo.
Veja a relação dos parlamentares, por estado
O
que dizem os parlamentares
PCdoB, PTC, PHS e PTdoB são
as únicas legendas cujos parlamentares não figuram como
objeto de processo na página do Supremo Tribunal Federal (STF)
na internet. As investigações atingem toda a bancada, de
cinco deputados, do PMN e quase metade do PP no Congresso. Entre os 39
parlamentares do Partido Progressista, 18 devem explicações à Justiça.
Em números absolutos, as bancadas mais numerosas são também
aquelas que reúnem a maior quantidade de investigados. Há 54
procedimentos contra 21 dos 73 congressistas de São Paulo.
Veja
a relação dos parlamentares, por partido
PMDB e São Paulo
O PMDB – maior bancada partidária no Congresso, com 115 parlamentares – lidera
o ranking dos partidos com integrantes processados. São 25 deputados
e sete senadores com pendências judiciais. O DEM fica com a segunda posição.
De seus 71 parlamentares, 21 respondem a procedimentos no STF.
A terceira posição fica com o PSDB, com 13 deputados e seis senadores
processados. Os tucanos também ocupam 71 cadeiras no Parlamento. Logo
depois vem o PP, com 18 deputados na mira do STF e, em seguida, empatados,
o PR, com 11 parlamentares processados, e o PT, com dez. Os petistas ocupam
90 cadeiras na Câmara e no Senado.
O PTB tem sete deputados e três senadores com procedimentos ativos no
STF. A lista dos partidos com integrantes processados segue com PDT, com nove
parlamentares; PMN, com cinco deputados; PSB com três deputados e um
senador; PSC com três deputados; PPS e o PRB, com dois; PV, PRTB e Psol
com um parlamentar processado cada.
A relação inclui um deputado sem filiação partidária. É o
caso de Edmar Moreira (MG), que responde a dois inquéritos no Supremo,
e a um processo no Conselho de Ética da Câmara, por suspeita de
fraude no uso da verba indenizatória.
Conforme revelou o Congresso em Foco na última quarta-feira (3), atualmente
150 congressistas acumulam 318 pendências na mais alta corte do país,
quase um quarto do Congresso Nacional. Em junho do ano passado, eram 143. Hoje,
52 são réus em 100 ações penais.
O levantamento foi realizado a partir de informações divulgadas
no site do STF a partir dos nomes dos parlamentares. Na consulta, no entanto,
nem sempre é possível saber todos os processos ao qual o denunciado
responde. Como acontece com juizes de todas as instâncias, os ministros
do STF têm poder para resguardar os nomes dos envolvidos em processos
quando soliditado pelo Ministério Público Federal. Os magistrados
podem também ocultar os nomes se julgam pertinente um pedido feito pelo
réu. Os procedimentos que correm em sigilo só podem ser localizados
pelo número.
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de junho de 2009 | Política
Líderes decidem votar reforma
eleitoral em até 15 dias
Agência Estado
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e os líderes partidários
decidiram votar o projeto de reforma na lei eleitoral dentro dos próximos
15 dias. Uma comissão formada por representantes de todos os partidos
se reuniu hoje para discutir o projeto, elaborado pelo deputado Flávio
Dino (PCdoB-MA), e tentar um consenso em torno do texto final que deverá ser
apresentado até a próxima semana. A ideia é levar ao plenário
uma proposta já acordada com todos os partidos para evitar tentativas
de mudanças durante a votação.
Na reunião de Temer com
os líderes, ficou decidido que o projeto que cria o fundo partidário
complementar para bancar os gastos das campanhas eleitorais deverá ser
votado em uma segunda etapa. A resistência maior ao financiamento
público por meio do fundo partidário partiu do líder
do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO). Para ele, o financiamento público
só poderia ser implantado com a aprovação de uma
lista fechada partidária - quando o eleitor vota no partido e
não no candidato individualmente, proposta já descartada
pelos partidos.
Caiado discorda da proibição
de doações de empresas privadas para campanhas eleitorais
como propõe o projeto de Dino. A proposta acaba com a possibilidade
de empresas financiarem campanhas, permite a doação de
pessoas físicas em um limite menor do que o atual e cria um fundo
partidário complementar para bancar os gastos das campanhas eleitorais.
"Quem tem a CUT (Central Única
dos Trabalhadores) e a CGT (Central Geral dos Trabalhadores) vai querer
isso", disse Caiado, se referindo a centrais sindicais que apoiaram
a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Se é para
tirar (doadores de campanha), tira tudo. Tentar fazer realidade seletiva,
não tem chance de prosperar", completou Caiado.
Pré-campanha
O projeto que altera a
lei eleitoral vai permitir o uso da internet nas campanhas e liberar
a pré-campanha dos partidos, permitindo que os pré-candidatos
façam reuniões e participem de encontros antes do prazo
atual até julho, no ano das eleições. Há uma
preocupação dos deputados em deixar clara a legislação
eleitoral para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não baixe
resoluções que surpreendam os candidatos no próximo
ano.
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de junho de 2009 | Política
Lula reitera que Dilma é sua
candidata em 2010
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou ontem, em entrevista
concedida à rede CNN, antes de deixar Costa Rica depois de uma viagem
de quatro dias à América Central, que a ministra-chefe da Casa
Civil, Dilma Rousseff, é a sua candidata à Presidência
e "está em perfeitas condições de saúde".
Lula disse que a ministra está em "tratamento preventivo" de
um câncer linfático e "já não tem problema".
No entanto, ele não quis revelar o que pretende fazer depois de deixar
o governo. "O futuro a Deus pertence", desconversou.
Lula também falou sobre
a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras,
acusando a oposição de estar fazendo "pirotecnia" e
que ela "está sem discurso", já que não
consegue fazer um debate econômico ou sobre infraestrutura. Ao
ser questionado se não achava possível que, dentro de uma
empresa do tamanho da Petrobras, com milhares de servidores e diretorias,
pudesse haver problemas de corrupção, Lula admitiu que
sim.
"É possível
que haja, mas para investigar isso, existem órgãos específicos,
como o TCU, CGU". Para Lula, "estão querendo brincar
com a imagem da empresa". Porém, o presidente ressalvou
que se os parlamentares quiserem investigar, que o façam, "mas
preservando a imagem da Petrobras".
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STF, 5 de junho de 2009
Adiada decisão sobre retirada
unilateral do Brasil da Convenção 158 da OIT
Entidades - Contag e CUT - contestam o Decreto 2.100/96 do então presidente
Fernando Henrique Cardoso, no qual informa a retirada do Brasil do acordo internacional
relativo ao término da relação de trabalho por iniciativa
do empregador. Ministra Ellen Gracie pediu vista da Adin 1625
O julgamento sobre denúncia
da Convenção 158 da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), que protege o trabalhador contra a demissão
arbitrária, teve sua conclusão adiada mais uma vez.
A ministra Ellen Gracie pediu
vista da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 1625
ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Agricultura (Contag) e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).
As entidades contestam o Decreto
2.100/96 do então presidente da República, Fernando Henrique
Cardoso, no qual informa a retirada do Brasil do acordo internacional
relativo ao término da relação de trabalho por iniciativa
do empregador.
Alegam as entidades que um ato
unilateral do presidente da República relativo a tratado internacional
fere o artigo 49, I, da Constituição Federal, que trata
das competências do Congresso Nacional.
Voto
Vista
O julgamento de hoje começou com a apresentação do voto
vista do ministro Joaquim Barbosa que abriu uma nova vertente no julgamento
do caso.
O ministro se pronunciou no sentido
de julgar totalmente procedente a ação da CUT e da Contag
para declarar inconstitucional o decreto presidencial que excluiu a aplicabilidade
no Brasil da Convenção 158 da OIT.
Na avaliação de
Joaquim Barbosa, da mesma forma que um acordo internacional para vigorar
no Brasil precisa ser assinado pelo presidente da República e
submetido à ratificação do Congresso Nacional, a
extinção desse tratado deve passar pelo mesmo processo.
Caso contrário, disse
o ministro, há violação [formal] do texto constitucional,
uma vez que o processo legislativo não foi respeitado.
Joaquim Barbosa, afirmou que
na Constituição brasileira não há norma sobre
denúncia de tratado, mas observou que um acordo internacional
tem força de lei e que no Brasil nenhum ato com força de
lei vigora sem a anuência do Parlamento.
O ministro citou como exemplo
as medidas provisórias que são editadas pelo poder Executivo,
mas dependem de apreciação do Legislativo.
Parcial
procedência
O relator da matéria, ministro Maurício Corrêa (aposentado)
e o ministro Carlos Ayres Britto, inicialmente votaram pela procedência
parcial da ação movida pela Contag e CUT.
O julgamento começou em
outubro de 2003 e nele os ministros defenderam que, assim como o Congresso
Nacional ratifica os tratados internacionais, também tem o poder
de decidir sobre a extinção deste tratado, por meio de
decreto legislativo.
Assim, ambos os ministros haviam
decidido que o decreto presidencial em questão deve ter interpretação
conforme o artigo 49, inciso I da Constituição Federal,
de forma a condicionar a denúncia da Convenção 158
da OIT ao referendo do Congresso Nacional.
Improcedência
Já em julgamento realizado em março de 2006, o ministro Nelson
Jobim (aposentado) votou pela total improcedência da ação
e a manutenção do decreto presidencial que denunciou a convenção
158 da OIT.
Na avaliação de
Jobim, a denúncia de tratado internacional é feita unilateralmente
pelo presidente da República que é o órgão
que representa o país na ação e independe da apreciação
do Congresso Nacional.
Denúncia
Quando um tratado internacional é firmado, como no caso da Convenção
158 da OIT, os países signatários têm um prazo para ratificar
o acordo e também para contestá-lo.
Ao apresentar uma denúncia,
o país denunciante informa e torna público que a partir
de uma determinada data aquele tratado deixará de vigorar internamente,
ou seja, que houve rompimento do tratado.
No decreto contestado, o então
presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, informa que
a partir de 20 de novembro de 1997 a Convenção 158 da OIT
deixaria de ser cumprida no Brasil.
A convenção
foi adotada em Genébra (Suíça) em junho de 1982
e é relativa ao término da relação de trabalho
por iniciativa do empregador chamada de demissão arbitrária.
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FOLHA DE LONDRINA, 05 de
junho de 2009 | Política
STJ nega pedido para suspender piso
regional
Curitiba - A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recusou
o pedido feito pela Federação das Indústrias do Estado
do Paraná (Fiep) para suspender os efeitos da lei estadual que estabeleceu
o novo piso salarial regional para categorias de trabalhadores do Estado que
não possuam acordo coletivo. De acordo com a assessoria de imprensa
do STJ, a Fiep alegou na ação que a lei seria inconstitucional.
Segundo a assessoria, o STJ extinguiu o recurso sem o julgamento do mérito,
não chegando a analisar se a lei era ou não constitucional. O
pedido teria chegado ao STJ em recurso ordinário em mandado de segurança,
enquanto a súmula 226 do Supremo impediria esse tipo de recurso contra
lei em tese.
A Fiep buscava modificar uma
decisão do Tribunal de Justiça do Paraná que negou
o pedido aplicando a mesma súmula. A decisão esclarece
que o mandado de segurança não se presta a declarar inconstitucionalidade
de lei, quando essa for a única finalidade da impetração.
O instrumento processual adequado para isso é a ação
direta de inconstitucionalidade (Adin).
Equipe da Folha
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Monitor Mercantil, 5 de junho
de 2009
TST dá cobertura para indenização
por assédio moral, R$ 1,3 milhão
Em abril, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) concedeu a maior indenização
por assédio moral registrada no Brasil: R$ 1,3 milhão.
Esta decisão é apenas
uma, dentre os milhares de casos de dano moral que adentram a esfera
trabalhista todos os anos.
As empresas, assimilando boas
práticas de governança corporativa, já estão
atentas para este risco adotando códigos de conduta, guias de
prevenção e treinamentos específicos.
"A Justiça brasileira
considera que as empresas são responsáveis pela conduta
de seus empregados no ambiente de trabalho. Logo, por mais precauções
que se tome, ainda há risco".
E acrescenta: "Nesse sentido,
o seguro de práticas trabalhistas ressarci as empresas de eventuais
prejuízos", explica Vinicius Villela Jorge, Executivo de
Contas da Zurich Brasil Seguros.
O objetivo deste seguro é cobrir
as eventuais indenizações que a empresa segurada for responsabilizada
pelos danos morais causados a seus colaboradores.
Alem da própria indenização,
o seguro também ajuda a defesa da empresa, arcando com os custos
de honorários advocatícios e demais despesas legais necessárias.
"O dano moral pode advir
de uma série de fatos, como descriminação (por sexo,
raça, etnia ou opção sexual), demissão injusta,
privação de oportunidade de carreira, assédio moral
e sexual", afirma Vinícius.
Na Zurich, esse segmento tem
crescido: apenas no primeiro trimestre deste ano houve um crescimento
de aproximadamente 20%.
"O seguro de práticas
trabalhistas possibilita a empresa transferir o risco à seguradora
de uma forma transparente", completa o Executivo.
A Zurich oferece coberturas com
limite de até US$ 35 milhões.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
05/06/2009
Empresa é condenada por restringir
utilização de banheiro e bebedouro
Por adotar condutas constrangedoras,
como restringir a ida dos funcionários ao sanitário a duas
ou três vezes ao dia, e em algumas ocasiões apenas com autorização
do superior hierárquico, a empresa de Calçados Hispana
Ltda. (sucessora da Calçados Azaléia) foi condenada pela
Justiça do Trabalho a pagar indenização por danos
morais a um grupo de trabalhadores que moveu ação por assédio
moral. A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou
recurso de revista da empresa ao concluir pela incompatibilidade das
medidas com os direitos da personalidade, protegidos pela Constituição
(artigo 5º, inciso X). Para o ministro Ives Gandra Martins Filho,
relator do processo, no TST, a decisão do Tribunal Regional do
Trabalho da 20ª Região (SE) foi acertada, uma vez que a Constituição
considera invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e
a imagem das pessoas, e assegura o direito a indenização
pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.
A ação foi movida
um grupo de funcionários residentes em Aracaju (SE). Eles trabalhavam
na linha de produção de calçados e informaram que,
durante o contrato de trabalho, vivenciaram situações de
constrangimento. As idas ao sanitário eram limitadas e, quando
o superior hierárquico se encontrava presente, deveria consentir
a saída.
As idas ao banheiro eram controladas
pela substituição dos crachás: quando o funcionário
ia ao banheiro, deixava o seu pendurado em vassouras e colocava um especial,
sinalizando que fazia uso do sanitário. Segundo o relato, aconteceu
de haver chefes que cronometravam essas idas, e, se ultrapassassem os
cinco minutos, iam buscar os funcionários. Havia somente um crachá para
cada setor, de modo que somente um empregado podia parar a produção
para usar o banheiro. A situação chegou a tal ponto, que
eles ingeriam pouco líquido para não ter que ir ao banheiro.
Ao mesmo tempo, havia também controle de saída para beber água.
O trabalho dos empregados muitas vezes era cronometrado: um supervisor, com
o cronômetro na mão, se posicionava na frente do empregado cuja
produção não fosse considerada satisfatória e
contava seu tempo. Caso as metas não fossem atingidas, eles eram chamados
em mesa redonda, onde eram repreendidos, segundo eles, na frente de todos,
com palavrões, xingamentos e ameaças de perda do emprego. Muitos
funcionários, em razão das pressões e falta de ergonomia
no ambiente de trabalho, desenvolveram doenças ocupacionais e problemas
psicológicos.
Tais fatos foram anteriormente
objeto de ação civil pública movida pelo Ministério
Público do Trabalho, na qual a Hispana foi condenada por danos
morais no valor de 240 mil reais, cabendo a cada funcionário o
valor de 20 mil reais, mais 300 mil reais, a ser revertido ao FAT (Fundo
de Amparo ao Trabalhador), por danos morais coletivos. A empresa foi
condenada ainda a abster-se de adotar no ambiente de trabalho qualquer
prática de constrangimento, coação e humilhação
aos empregados.
Na ação movida
pelo grupo de trabalhadores, a empresa foi novamente condenada. A condenação
foi mantida pelo TRT/SE, que concluiu existir nos autos provas suficientes
para evidenciar o assédio moral e o terror psicológico
vivenciados pelos funcionários, porque dependiam do emprego para
o sustento de suas famílias.
Ao julgar recurso de revista
da empresa, o ministro Ives Gandra destacou em seu voto que, independentemente
dos motivos que justificariam o zelo pela produtividade, a empresa deveria
observar critérios de razoabilidade, uma vez que “é responsável
direta pela qualidade das relações e do ambiente de trabalho
e adotar medidas compatíveis com os direitos da personalidade
constitucionalmente protegidos”. ( RR-1186/2007-004-20-00.5)
(Lourdes Côrtes)
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05/06/2009
Quarta Turma afasta deserção
declarada após negativa de isenção de custas
A Quarta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho acolheu apelo de uma ex-empregada do Banco Santander S/A
que teve seu recurso ordinário declarado deserto pelo Tribunal
Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo) porque
ela apresentou o comprovante do pagamento da guia de custas processuais
supostamente fora do prazo recursal. A trabalhadora requereu a isenção
de custas, mas o benefício foi negado pelo juízo. Após
a negativa, ela efetuou o pagamento. Mas o TRT/SP declarou a deserção
(extinção dos efeitos do recurso por falta de pagamento
das custas) por considerar que a apresentação do comprovante
de pagamento após a intimação do indeferimento do
pedido de isenção não atenderia à exigência
legal, pois o prazo não comporta dilação.
Segundo o relator, ministro Fernando
Eizo Ono, a trabalhadora requereu a isenção de custas nas
razões de recurso ordinário e, na expectativa de que seu
pedido fosse aceito, aguardou a decisão judicial. Quando foi intimada
da rejeição de seu pedido, efetuou então o pagamento.
Segundo o relator, não se poderia esperar conduta diversa neste
caso. “Isso porque, caso efetuasse o pagamento das custas no prazo
legal, demonstraria a insubsistência dos argumentos que pediam
a isenção, bem como a desnecessidade do provimento judicial
para isentá-la daquela obrigação processual”,
afirmou Eizo Ono em seu voto. Segundo o ministro, como não há prazo
estabelecido em lei para casos semelhantes, o pagamento das custas e
a respectiva comprovação nos autos no prazo de cinco dias
atende à previsão contida no artigo 185 do Código
de Processo Civil, aplicado subsidiariamente no processo do trabalho.
Fernando Eizo Ono afirmou que
a decisão regional de que o pagamento das custas foi feito de
forma extemporânea violou o dispositivo constitucional que assegura “aos
litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em
geral o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos
a ela inerentes”. No recurso ao TST, a defesa da bancária
sustentou que, pela lógica, o prazo para recolhimento das custas
processuais somente começa a fluir após o indeferimento
do pedido de isenção de custas processuais. “Assim,
tão logo foi intimada do indeferimento do seu pedido, mais precisamente
no dia 27 de outubro de 2000, iniciou-se o prazo legal de cinco dias,
sendo que recolhimento das custas foi feito no dia 1º de novembro
de 2000. Portanto, dentro do quinquídio legal”, sustentou.
Após afastar a deserção por unanimidade de votos,
a Quarta Turma do TST determinou o retorno dos autos ao TRT/SP para que
prossiga no julgamento do recurso ordinário da bancária
como entender de direito. ( RR 35.126/2002-900-02-00.8)
(Virginia Pardal)
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