 |
MS NOTÍCIAS, 08 de junho de 2009
MS: Empregados na construção
civil ganham 7.9% de reajuste em CG
Empregados na construção civil de Campo Grande ganharam um reajuste
médio de 7.9% em seus salários, retroativos a 1º de março,
e um abono de 10% a ser pago em duas vezes nos meses de agosto e outubro. Esses
e outros benefícios fazem parte da nova Convenção Coletiva
de Trabalho, firmada esta semana entre as entidades de classe, patronal e laboral,
informa Samuel da Silva Freitas, presidente do Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de
Campo Grande (Sintracom).
Pelo acordo, os pisos salariais ficaram assim: O salário dos auxiliares
de serviços gerais, que ganhavam R$ 415,00 passam a receber R$ 465,00;
Auxiliar de escritório, serventes e vigia, de R$ 440,00 para R$ 482,00;
Apontador e oficial, de R$ 600,00 para R$ 650,00; Motorista, de R$ 610,00,
para R$ 660,00; Almoxarife, de R$ 630,00, para R$ 680,00; Encarregado de obra,
de R$ 739,70 para R$ 790,00 e mestre de obra, de R$ 1.072,90 para R$ 1.131,90.
As demais funções, não prevista nesse quadro, terão
reajuste salarial de 5,5%, que incidirá sobre o vencimento vigente em
1º de março de 2008.
O acordo prevê que todas as empresas deverão pagar as diferenças
dos meses de março, abril e maio, nas folhas de pagamento dos meses
de junho e julho de 2009.
Os trabalhadores, segundo Samuel Freitas, conquistaram outro benefício
importante: O desconto do vale transporte que era de 6%, previsto em lei, foi
reduzido para apenas 3%. “Estamos satisfeitos, pois conseguimos avançar
nas negociações. Os salários tiveram aumento real, acima
do índice de inflação acumulado no ano, que foi de 5,98%”,
explicou o sindicalista.
Patrões e empregados acordaram também que o trabalho em andaime
suspenso ou “cadeirinha”, que envolve elevado grau de risco ao
empregado, incidirá “adicional de risco de vida” de 34%
sobre o salário base.
Ficou assegurado ainda um prêmio de férias a título de
assiduidade, consistente de uma cesta básica de alimentos, ao trabalhador
que não tiver nenhuma falta injustificada ao trabalho, durante o seu
período aquisitivo de férias. Pelo Sintracom, além de
Samuel Freitas, assinaram o acordo o 1º secretário Carlos Alberto
P. Martins e o tesoureiro, Castelo Gonçalves Blanco.
|
JORNAL CIDADE/ RIO CLARO (SP), 08 de junho
de 2009
SP: Salários da Construção
Civil de Rio Claro têm aumento de 7,70%
Piso dos trabalhadores passa a ser de
R$ 891
( Trabalho) - Os trabalhadores da Construção Civil da região
de Rio Claro, Santa Gertrudes e Cordeirópolis tiveram um reajuste de
7,70% em junho, data-base da categoria. Com o aumento, o piso salarial passa
a ser de R$ 750,20 para os não qualificados e R$ 891,00 para os trabalhadores
qualificados do setor.
O índice de reajuste deixou satisfeitos os dirigentes do Siticecom (Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias Cerâmicas, da Construção
e Mobiliário de Limeira e região), já que muito provavelmente
deverá superar em largo a inflação acumulada do período. “Nos últimos
meses, a inflação tem estado abaixo dos 6%, e não há perspectiva
de alteração brusca. Com isso, podemos prever que teremos um
ganho real de salário para esta categoria, mesmo em tempos de crise”,
afirmou o presidente do Siticecom, Ademar Rangel.
Além de Construção Civil, estão inclusas no Acordo
as categorias de Construção Pesada, Pintura, Instalações
Elétricas e Montagem Industrial. Entre as três cidades que compõem
esta região, são cerca de 3 mil trabalhadores atuando no setor.
Apenas o piso dos trabalhadores da Montagem Industrial é diferenciado,
e passou a R$ 963,60 com o reajuste.
|
PORTAL AMAZONIA.COM, 08 de
junho de 2009
Construção civil no Amazonas
tem carência de mão-de-obra
MANAUS - O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintracomec)
preocupa-se com a falta de mão-de-obra especializada para construção
civil no mercado amazonense.
As obras de infraestrutura para
a Copa 2014 estão apenas no início, mas o sindicato estima
que faltará funcionários especializados para reforçar
o quadro. Roberto Bernardes, presidente do Sintracomec estima que Manaus
precisa de pelo menos 20 mil profissionais para reforçar a área
da construção, com demanda elevada.
De acordo com Bernardes, a capital
amazonense precisará importar pessoal de outros estados para atender
as inúmeras construções que serão feitas
nos próximos anos.
As construtoras locais
reclamam da falta de pedreiro, carpinteiro e gesseiros e da falta de
qualificação da mão-de-obra local.
|
DIÁRIO DO NORDESTE,
08 de junho de 2009
NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Oferta de vagas é consistente
Os sinais de recuperação de atividade e, consequentemente, de
oferta de empregos com carteira assinada neste início de ano são
mais consistentes na construção civil dentre todos os setores
da economia brasileira, na avaliação de especialistas em mercado
de trabalho. Eles apontam dúvidas na durabilidade da eventual melhora
no cenário industrial, que levou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi,
a afirmar que maio será um mês ´bom´ para a indústria
da transformação na geração de vagas formais.
Fatores como a redução
dos juros básicos, o apetite dos bancos por aumentar sua fatia
no crédito habitacional e o programa do governo federal ´Minha
Casa, Minha Vida´, que ainda não deslanchou totalmente,
devem estimular a construção civil nos próximos
meses, com reflexos positivos na geração de empregos. ´São
fatores que dão ânimo às construtoras para investirem
e esperarem bom retorno´, afirmou o supervisor do Dieese, Sérgio
Mendonça.
Expectativas tão animadoras,
o analista não vê para a indústria de transformação
no curto prazo. ´No setor industrial, persiste uma dúvida
se chegamos ou não ao fundo do poço´, afirmou. Na
metalurgia, por exemplo, a produção de aço está sendo
prejudicada pela queda dos preços no mercado internacional e a
freada do consumo interno.
A indústria extrativista
também ainda enfrenta dificuldades. ´E não por acaso
são setores onde ainda paira o fantasma das demissões´,
disse.
|
Correio Braziliense, 8 de
junho de 2009
Casa própria: programa do
Governo eleva preço de imóveis até 10%
Anunciado em março pelo Governo federal, o Programa 'Minha Casa, Minha
Vida' está provocando uma forte valorização nos preços
dos imóveis novos para a população com renda mensal de
até 10 salários mínimos (R$ 4.650).
Esse movimento se deve ao aumento
da procura por empreendimentos que ainda serão construídos,
ou seja, com habite-se registrado a partir de 26 de março, e que,
portanto, contam com um subsídio público mais expressivo
para aquisição do imóvel.
Em Valparaíso de Goiás,
uma casa de dois quartos - com 48 a 52 metros quadrados construídos
- custava, antes do anúncio do programa do Governo, R$ 50 mil.
Agora, o valor subiu 10%, ou seja, o imóvel passou a ser vendido
por R$ 55 mil.
Segundo uma corretora de imóvel,
o consumidor acaba não sentindo esse aumento porque existe o subsídio
do Governo, que, neste caso, pode chegar a R$ 16 mil.
Na prática, a ajuda do
Governo está bancando parte da elevação. "Mas
para subir os preços tivemos que promover uma melhoria",
afirma a funcionária de uma imobiliária.
No caso dos imóveis usados,
os interessados poderiam até pagar menos, mas estão optando
por desembolsar mais para não perder os incentivos do Governo.
O delegado do Conselho Regional
de Corretores (Creci) de Valparaíso, Nixon Gutemberg, concorda
que a elevação dos preços está vinculada
ao Programa Minha Casa, Minha Vida.
Isso porque muita gente está procurando
imóveis novos, porém não existem empreendimentos
suficientes. "É a lei da oferta e da procura", conta
Gutemberg.
Benefícios
As vantagens para quem comprar a casa própria com habite-se registrado
a partir de 26 de março são muitas. Pode ser financiado 100%
do valor da moradia em 30 anos, ter desconto no custo do seguro incidente nesses
contratos e iniciar o pagamento apenas no momento do recebimento das chaves.
Para quem tem renda de até três
salários mínimos, a prestação será de
no mínimo R$ 50 e no máximo 10% da renda familiar (R$ 139,50).
A valorização nos
preços dos imóveis não preocupa o Governo. Segundo
o ministro das Cidades, Márcio Fortes, foram criados limites para
os preços das unidades habitacionais e eles devem ser obedecidos
pelas construtoras que trabalharem com a população de renda
mais baixa.
O projeto da construtora só será aceito
pela Caixa se os tetos forem obedecidos. "Não faz sentido
aumentar o valor do imóvel. Neste período de crise, os
tetos do programa estão com preços apertados", explica
o ministro.
O valor máximo do imóvel
para famílias com renda entre três e seis salários
mínimos é de R$ 130 mil nas regiões metropolitanas
de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Esse valor cai
para R$ 100 mil nos municípios com mais de 500 mil habitantes
e demais capitais estaduais e municípios limítrofes e para
R$ 80 mil nas demais localidades.
Mercado
aquecido
O subsídio do Governo é de R$ 23 mil para quem ganha até três
salários mínimos e de R$ 16 mil para as pessoas com renda de
até quatro salários. Esse valor cai para R$ 9 mil nos rendimentos
de até cinco salários e para R$ 2 mil para seis salários.
A lógica do programa é de
quanto maior a renda, menor a necessidade de auxílio. As famílias
com renda acima de seis e até 10 salários mínimos
não terão subsídio. Pela análise feita pelo
Governo, elas possuem capacidade de pagamento.
Fortes explica que não
há espaço para elevação de preços
nem para empreendimentos voltados para famílias com renda de sete
a 10 salários.
Isso porque, antes da liberação
do financiamento, a Caixa Econômica Federal vai avaliar o custo
da unidade habitacional e verificar se ele pode ou não ser vendido
pelas regras do Programa 'Minha Casa, Minha Vida'.
Com a eclosão da crise
financeira mundial em setembro do ano passado, a equipe econômica
de Lula não tem poupado esforços para evitar um tombo do
Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano e, por isso, está adotando
medidas para estimular segmentos como o da construção civil,
um dos principais empregadores do País.
Uma das ações para
incentivar o setor foi o anúncio do programa Minha Casa, Minha
Vida, que visa construir um milhão de unidades habitacionais até 2011.
|
Folha de S.Paulo, 8 de junho
de 2009
Com juro em queda, imóvel
volta a atrair
Para especialistas, baixa liquidez e riscos
de alugar são as principais desvantagens dessa modalidade
de investimento | Mercado cria novas opções, como fundos,
prédios comerciais e hoteleiros, destinadas a quem deseja
aplicar recursos em imóveis
DENYSE GODOY
DA REPORTAGEM LOCAL
A recente trajetória de
queda da taxa básica de juros (Selic) e a expectativa que mude
definitivamente, nos próximos anos, o nível no qual os
juros brasileiros oscilam estão reacendendo o interesse pelo investimento
em imóveis, tido nos últimos anos como a aplicação
mais conservadora.
Antes da criação do Plano Real, em 1994, a inflação
galopante explicava por que a classe média buscava proteger a maior
parte das suas economias adquirindo casas, apartamentos e terrenos.
Com a estabilização da moeda, outros tipos de aplicação
ganharam força, mas o investimento em imóveis para alugar nunca
deixou de fazer parte da cultura nacional. Com retorno que varia de 0,5% a
1% do valor do bem por mês, segundo estimativas do setor, volta a parecer
atraente na comparação com as demais categorias.
Os fundos DI renderam 0,87% no período de 30 dias até 2 de junho,
de acordo com a Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento),
enquanto os de renda fixa deram 1,08%. O ganho da poupança foi de 0,545%
no mês passado.
Apesar desses números, muitos especialistas não consideram investir
em imóveis uma boa ideia.
" Tem pouca liquidez -ou seja, é difícil e demorado se desfazer
do ativo- e o proprietário fica muito ao sabor do movimento de oferta
e demanda", diz Haroldo Vale Mota, professor da Fundação Dom
Cabral.
" Um empreendimento de qualidade em local promissor até oferece boa
rentabilidade. No entanto, logo surgem outros prédios ao redor e o retorno
cai drasticamente. Fora os gastos com a contratação de imobiliárias
para ajudar na administração, os riscos que um inquilino desonesto
oferece e as perdas sofridas nos tempos em que o imóvel está desalugado. É uma
ilusão achar que essa é uma alternativa segura."
Novas
possibilidades
Para quem resolveu diversificar a carteira de investimentos comprando imóveis,
o mercado apresenta produtos mais sofisticados que têm como objetivo
diminuir as desvantagens da modalidade.
Um deles é o fundo de investimento imobiliário. Ainda pouco conhecido,
esse tipo de fundo emprega os recursos dos cotistas na aquisição
de empreendimentos residenciais ou comerciais, como shopping centers, que serão
alugados. A vantagem é ter acesso a imóveis somente disponíveis
a grandes investidores e tentar obter, dessa maneira, lucros maiores.
Mesmo sozinhas, as pessoas físicas podem buscar os imóveis comerciais.
Nesse caso, procurando prédios menores, começa-se com capital
de R$ 200 mil a R$ 300 mil. "Tendo empresas como inquilinos e um bom contrato,
o risco diminui bastante", afirma Guilherme Rossi, presidente da incorporadora
GR Properties.
Do seu catálogo fazem parte galpões industriais e uma nova espécie
de minicentro comercial aberto que reúnem estabelecimentos de conveniência
e serviços em bairros residenciais de São Paulo.
Também há novidades no segmento de veraneio. Comuns nos EUA e
na Europa, os condo-hotéis estão chegando ao Brasil. Por tal
modelo, o investidor adquire uma casa ou apartamento em zona turística,
tem direito de usufruir dele por um período determinado de dias durante
o ano e, no restante do tempo, o imóvel é administrado como dependência
de hotel por uma companhia do ramo.
O grupo português Pestana deve entregar neste mês, em Salvador,
um empreendimento do gênero, com 98 apartamentos que custam entre R$
250 mil e R$ 1,2 milhão. "Trata-se de uma maneira de investir em
imóvel e turismo ao mesmo tempo", comenta Patricia Judice de Araújo
Esteves, diretora da imobiliária Judice & Araújo, que negocia
unidades do edifício no Rio de Janeiro. "O proprietário
recebe 50% da receita líquida de hospedagem do hotel distribuída
de acordo com a área do apartamento, sendo que nos primeiros cinco anos
o realizador garante um mínimo de 6% ao ano."
Já os mais ousados e capitalizados podem seguir o exemplo do engenheiro
Patrick Matthias, 40. Há três anos, depois de reformar o seu próprio
apartamento, ele recebeu uma proposta sedutora pelo imóvel e acabou
vendendo-o. Surgiu daí a ideia de um negócio.
Matthias fez da aquisição, remodelação e revenda
de imóveis residenciais para a classe alta a sua principal ocupação.
Negociando um a cada três meses, o engenheiro comanda pessoalmente a
equipe de pedreiros que realiza as melhorias nas residências. "Meu
prazer é colocar a mão na massa", diz.
|
Folha de S.Paulo, 8 de junho
de 2009
Comprar a casa própria à vista
ainda é melhor
Apesar das quedas recentes, juro do crédito
segue alto, dizem especialistas | Investindo o dinheiro da prestação
no mercado financeiro, dá para comprar o imóvel à vista
em prazo inferior ao do financiamento
DA REPORTAGEM LOCAL
Da mesma forma que tem animado
os investidores a aplicar em imóveis, a recente queda dos juros
no país reaviva o sonho de comprar a casa própria. Os interessados
acham que, como os empréstimos ficarão mais baratos e as
aplicações no mercado financeiro tendem a dar menores retornos,
usar o crédito com o objetivo de adquirir o primeiro imóvel é uma
atitude inteligente pensando no longo prazo.
No entanto, de acordo com os especialistas do setor, juntar dinheiro para comprar
o imóvel à vista continua sendo mais vantajoso.
Os juros praticados pelos bancos no financiamento habitacional -entre 8,2%
e 11,5% ao ano, mais TR (Taxa Referencial), no caso da Caixa Econômica
Federal- ainda são elevados e não acompanham de perto a Selic,
a taxa básica de juros brasileira.
Além disso, existe um limite virtual para a redução dos
juros dos empréstimos imobiliários. Por lei, 65% dos recursos
depositados nas cadernetas de poupança devem ser direcionados ao SFH
(Sistema Financeiro de Habitação). Os juros cobrados dos mutuários
remuneram os poupadores, os quais têm garantidos rendimento mínimo
anual de 6% ao ano mais TR.
O retorno das aplicações financeiras -mesmo desconsiderando a
Bolsa de Valores, que traz mais risco- segue compensador na comparação
com o custo do crédito.
" As famílias devem fazer uma conta simples. Se desejam comprar um
imóvel que vale R$ 150 mil, a prestação que pagariam seria
de aproximadamente R$ 1.500 por mês. Alugando um apartamento por R$ 700
e guardando os R$ 800 da diferença, em nove anos consegue-se adquirir à vista
o imóvel que levaria 30 anos para quitar", afirma o educador financeiro
Reinaldo Domingos. "O montante pago em um empréstimo é suficiente
para comprar até três casas, no final."
Na opinião dele, o brasileiro precisa mudar a mentalidade e entender
que não deve pagar juros e, sim, poupar para comprar à vista.
" Guardar é um hábito. Caso seja muito difícil separar
o dinheiro do orçamento, existem algumas opções para tornar
a poupança para o imóvel próprio obrigatória, como
colocar os recursos em um fundo de previdência privada -o qual exige contribuições
periódicas de valores determinados- ou participar de um consórcio",
sugere Domingos. "Só é preciso ficar atento às taxas
de administração e de carregamento cobradas."
Se entrar em um financiamento é inevitável, o melhor é dar
a maior entrada possível e evitar os prazos extensos demais. "As
pessoas esquecem que vão querer trocar de imóvel no futuro",
alerta Haroldo Vale Mota, professor da Fundação Dom Cabral.
É preciso considerar também os imprevistos que podem surgir pelo
caminho, como a perda de emprego, e não comprometer uma parcela grande
demais da renda com as mensalidades. (DENYSE GODOY)
|
FOLHA DE LONDRINA, 08 de junho
de 2009 | Economia
Brasileiro desconhece peso dos impostos
No País ninguém está livre
da cobrança de tributos; o volume de contribuição
corresponde a 147 dias de trabalho
A questão tributária no Brasil é um peso no bolso do contribuinte.
Seja o grande empresário, o trabalhador formal, informal ou até mesmo
o desempregado, ninguém está livre da cobrança dos impostos.
A diferença neste cenário é que alguns detêm mais
consciência do quanto estão pagando do que outros, sendo esses últimos
a grande maioria dos brasileiros.
Conforme a frase atribuída
ao estadista norte-americano Benjamin Franklin: na vida só existem
duas certezas: a morte e os impostos. Em alguns municípios do
Brasil, nem os mortos estão ficando livres da tributação.
Recentemente, o prefeito de Goiânia (GO), Iris Rezende, resolveu
instituir o ''IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) dos defuntos'',
uma forma de contribuição voltada para a manutenção
dos jazigos. O projeto aguarda aprovação da câmara
de vereadores.
Enquanto muitos governantes utilizam
sua astúcia para descobrir formas inovadoras de aumentar a arrecadação
para os cofres públicos, ocupamos a quinta posição
entre os países com maior carga tributária mundial ao entregarmos
36,56% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) às mãos do
poder público. Perdemos posições apenas para a Suécia
(50,70%), Noruega (44,90%), França (43,70%) e Itália (42,20%).
Ou seja, arrecadamos proporções semelhantes a de países
de primeiro mundo, mas ainda recebemos serviços públicos
de países de terceiro.
A arrecadação tributária é um
mal necessário. É por meio dela que as três esferas
de poder (federal, estadual e municipal) adquirem recursos para manter
a máquina pública em funcionamento e investir em segurança,
educação, saúde e infra-estrutura para a população.
Conforme dados obtidos na pesquisa
realizada pelo professor Sidnei Pereira do Nascimento, do curso de Economia
da Universidade Estadual de Londrina (UEL), apesar de todos os brasileiros
contribuírem para o abastecimento dos cofres públicos,
apenas uma pequena parcela tem a real percepção da carga
tributária a que está submetida. ''O brasileiro tem facilidade
de identificar os impostos que são discriminados ou cobrados com
carnês, como o IPTU'', analisa Nascimento.
Enquanto 68% da população
reconhecem o IPTU como um imposto, apenas 2% sabem da existência
do Imposto sobre Serviço de qualquer natureza (ISS) e do Imposto
sobre Estabelecimento Comercial. Somente 14% dos brasileiros conhecem
o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS). Em um levantamento preliminar, o economista docente identificou
que atualmente estamos à mercê da cobrança de 79
tributos distribuídos entre impostos, taxas e contribuições.
''Como o governo não pode cobrar impostos de mesma natureza mais
de uma vez, são editadas as chamadas contribuições
e taxas'', esclarece.
Maria Antonieta Toledo
Especial para a FOLHA
|
Agência Brasil, 8 de
junho de 2009
BC deveria baixar juros para segurar
real, diz especialista
A recente queda da cotação do dólar, com a forte entrada
da moeda norte-americana no país, tem provocado um debate sobre a necessidade
de reduções mais intensas na taxa básica de juros, a Selic,
e de aumento na tributação de capital estrangeiro de curto prazo
e especulativo.
A queda da Selic reduziria o interesse de investidores estrangeiros em trazer
dinheiro para o Brasil. A diferença entre a taxa básica brasileira
e as praticadas fora do país aumenta a atratividade das aplicações
locais. Investidores tomam recursos fora do país a uma taxa de juros
baixa, convertem os dólares em reais e aplicam os recursos no Brasil.
A forte entrada de recursos estrangeiros no país tem sido apontada como
uma das razões para a forte queda do dólar no Brasil. "Os
juros reais [descontada a inflação] no Brasil estão em
5% e no resto do mundo, próximos de zero. Os juros no Brasil deveriam
se aproximar ao máximo dos praticados fora do país", diz
o economista Antônio Corrêa de Lacerda, da Pontifícia Universidade
Católica (PUC) de São Paulo.
A reunião do Comitê de
Política Monetária (Copom) do Banco Central, que define
a Selic, será realizada na próxima terça (9) e quarta-feira
(10). A expectativa de analistas de mercado, ouvidos pelo Banco Central, é de
uma redução dos juros básicos dos atuais 10,25%
para 9,5% ao ano.
Segundo Lacerda, se o dólar
ficasse em torno de R$ 2 os efeitos na economia não seria tão
danosos. Mas, acrescenta ele, a continuidade de queda acentuada do dólar
leva a uma redução das exportações brasileiras
e afeta a os investimentos na produção doméstica,
uma vez que a importação de produtos fica mais barata e
passa a crescer.
“A importação
para substituir a produção local não gera emprego
e reduz a arrecadação de tributos”, disse. No caso
da importação de máquinas e equipamentos, que indicam
incremento na produção no país, Lacerda sugere que
sejam zerados o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a tarifa
de importação para estimular a compra desses produtos.
Lacerda também defende
que, além de reduzir os juros os básicos, o Banco Central
intensifique a compra de dólares que estão entrando fortemente
no país. O Banco Central tem feito leilões de compra de
dólares no mercado à vista diariamente desde o dia 8 de
maio deste ano. Outra ação necessária, na visão
de Lacerda, é a tributação maior para inibir a entrada
de capital especulativo.
No último dia 3, o presidente
do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que “não se
justifica no momento” a retomada da cobrança do Imposto
sobre Operações Financeiras (IOF) nos investimentos estrangeiros
em renda fixa. Segundo ele, o fluxo de entrada e saída de dólares "mostra
que a grande entrada de capitais” é principalmente para
o investimento estrangeiro no setor produtivo e ações na
Bolsa de Valores de São Paulo.
Meirelles também rechaçou
a ideia defendida por analistas do mercado e economistas de uso da taxa
Selic para baixar o câmbio. Para o presidente do BC, essa estratégia “seria
um abandono do atual sistema [câmbio flutuante e metas de inflação],
que tem tanto sucesso”. Ele destacou que existe muito mais correlação
entre o preço das commodities (soja, minério de ferro,
petróleo) e a moeda brasileira.
Segundo ele, quando há aumento
dos preços das commodities, o valor da moeda brasileira também
sobe porque as exportações crescem e mais recursos estrangeiros
entram no país. “É uma correlação importante,
que influencia as cotações do câmbio. Dificilmente,
governos conseguem alterar essas correlações em termos
reais.”
O professor da PUC concorda
com o argumento das commodities, mas afirma que justamente o fato de
o dólar ser influenciado por fatores externos é que o Brasil “deveria
usar os instrumentos que tem disponíveis internamente”.
|
Folha de S.Paulo, 8 de junho
de 2009
Maior recessão desde Collor é amortecida
Divulgação do PIB do 1º trimestre
amanhã deve confirmar recessão, mas perdas concentradas
e ação fiscal atenuam crise | Queda acumulada da economia
entre outubro e março deve ficar entre 4% e 5%, mas popularidade
de Lula resiste à recessão
GUSTAVO PATU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Salvo uma revisão radical
das estatísticas oficiais ou um erro coletivo nas projeções
dos analistas de mercado, está para ser decretada a recessão
mais aguda no país em duas décadas -ainda que seus efeitos
políticos, ao menos até o momento, não sejam tão
intensos quanto os de suas antecessoras.
Amanhã, será divulgada a variação do Produto Interno
Bruto de janeiro a março deste ano, que, mesmo para os mais otimistas,
apontará dois trimestres consecutivos de encolhimento da renda nacional.
Embora não seja unanimidade, é a marca mais usada em todo o mundo
para determinar quando uma redução da produção,
dos empregos, dos salários, do consumo e dos investimentos é grave
o bastante para ser chamada de recessão.
Das avaliações reservadas do governo aos cálculos dos
bancos e empresas de consultorias, estima-se que a queda acumulada do PIB no
período, que começa com o agravamento da crise econômica
global, ficará na casa dos 4% ou 5%. Em qualquer caso, é a maior
taxa desde que o Plano Collor promoveu o confisco da poupança e demais
depósitos bancários em 1990.
Iniciada em outubro, com a parada brusca do crédito e do comércio
exterior, a reviravolta econômica produziu no final do ano passado um
PIB 3,6% menor que o do trimestre anterior. Ainda que o número deva
ser revisto, espera-se, para o primeiro trimestre deste ano, nova queda, de
1,5% ou mais.
A retração é muito maior, por exemplo, do que a medida
em 2001, quando o colapso da Argentina, a escassez de energia e a comoção
mundial pós-11 de Setembro provocaram, em três trimestres seguidos
no vermelho, perda de 1% do PIB.
Na época, em seu penúltimo ano de mandato, o presidente Fernando
Henrique Cardoso era considerado ótimo ou bom por 24% dos entrevistados
pelo Datafolha. Agora, no penúltimo ano de seu mandato, a aprovação
de Luiz Inácio Lula da Silva, que havia caído a 65%, voltou ao
patamar pré-crise de 69%.
Há casos mais dramáticos entre as dez recessões das últimas
três décadas. As de 1981 e 1982/83, tempos de calote da dívida
externa, contribuíram para apressar o fim da ditadura; as de 1988 e
1989 ajudaram a enterrar os projetos nacionais de PMDB e PFL, hoje DEM, que
sustentavam o governo Sarney; Fernando Collor, que não chegou a ver
crescimento econômico, teve de enfrentar um processo de impeachment.
As comparações não podem ser limitadas aos índices
econômicos. Mas especialistas veem na recessão atual particularidades
que atenuam o impacto para boa parte da população. "Há setores
importantes que sofreram muito menos, como o de alimentos industrializados
e outros que não dependem de crédito", diz o economista
Paulo Picchetti, um dos sete membros do comitê recém-criado pela
Fundação Getulio Vargas para fazer a datação dos
ciclos de expansão e contração da economia do país.
Para Luiz Fernando Lopes, do Pátria Investimentos, a crise está localizada,
principalmente, nas empresas voltadas ao mercado externo, porque as exportações
estão se recuperando mais lentamente que o crédito.
Exemplos emblemáticos são a Vale, que cortou mais de um terço
dos investimentos, e a Embraer, que demitiu 4.200.
Já a indústria automobilística, que ensaiou demissões
em massa após a secura do crédito, teve apoio do governo via
redução de imposto, e segurou a produção. A construção
civil, outra grande empregadora em crise, também foi socorrida.
Bráulio Borges, da LCA Consultores, endossa. "O setor que está puxando
o emprego para baixo é a indústria exportadora. Para os demais,
o único mês ruim mesmo foi o de dezembro", argumenta, com
base no cadastro do emprego formal do Ministério do Trabalho.
Em situação fiscal privilegiada após anos de bonança,
o governo pôde ampliar programas que afetam o consumo, especialmente
da maioria mais pobre. Segundo a consultoria MB Associados, os reajustes concedidos
ao funcionalismo público, ao salário mínimo e ao Bolsa
Família impulsionarão crescimento de 1,2% no consumo geral das
famílias neste ano.
Estudiosos dos fenômenos demográficos argumentam, ainda, que o
novo perfil etário da população pode minimizar os efeitos
da crise. Por esse raciocínio, a entrada de jovens no mercado de trabalho
tem caído ano a ano, o que atenua o desemprego e a informalidade, como
exemplifica o pesquisador José Eustáquio Diniz Alves, do IBGE.
|
O ESTADO DO PARANÁ,
08 de junho de 2009 | Política
Dilma diz que governo continua sem
3.º mandato
Agência Brasil
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma
Roussef, comentou hoje (6) em São Paulo sobre a Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) do Terceiro Mandato,
de autoria do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), que abre caminho
para um terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva. Segundo ela, Lula tem razão quando afirma que a democracia
brasileira é frágil e que por isso seria melhor haver
alternância na presidência da República.
"Olhamos e esperamos que
num determinado momento entendam que não é isso o projeto
do governo. O governo pode continuar sem ser terceiro mandato."
Segundo ela, para o PT, mais
importante do que um terceiro mandato de Lula é eleger um nome
do partido. A PEC foi encaminhada à Comissão de Constituição
e Justiça, pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP),
na sexta-feira (5) para a análise de sua admissibilidade, ou seja,
se não fere a Constituição.
Dilma está participando
hoje de um almoço organizado pela ex-ministra do Turismo Martha
Suplicy em São Paulo com a presença de 19 mulheres, entre
elas Viviane Senna, a filósofa Marilena Chaui e as apresentadas
Adriane Galisteu, Ana Maria Braga e Luciana Gimenez.
|
Agência Diap, 8 de
junho de 2009
Penhora ‘online’ nas
execuções trabalhistas na agenda da CCJ
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara
dos Deputados pode votar, nesta semana, o PL 5.140/05 do ex-deputado Marcelo
Barbieri (PMDB/SP), que modifica a CLT para dispor sobre a execução
trabalhista e a aplicação do princípio da desconsideração
da personalidade jurídica. O projeto trata sobre a penhora 'online'
nas execuções trabalhistas.
O relator da matéria,
deputado Zenaldo Coutinho (PSDB/PA) ofereceu parecer favorável à proposição
e, no mérito, pela aprovação do projeto.
Dirigente
sindical
Também consta na pauta do colegiado, o PL 5.710/01, do deputado Fernando
Ferro (PT/PE), que acrescenta parágrafo ao artigo 543 da CLT, dispondo
sobre a indenização em caso de rescisão do contrato de
empregado eleito para cargo de dirigente sindical ou suplente.
O relator, deputado Zenaldo Coltinho
(PSDB/PA) ofereceu parecer favorável ao texto, que se aprovado
e não houver recurso contrário à decisão
do colegiado, segue para o Senado Federal.
Taxas
para emprego
O PL 6.246/05, da deputada Sandra Rosado (PSB/RN), também consta na
pauta da CCJ. O projeto proíbe a cobrança de taxas, pelas empresas
privadas, para fins de preenchimento de vagas em seu quadro de pessoal. O parecer
do relator, deputado Colbert Martins (PMDB/BA), é pela constitucionalidade
da matéria.
Destinação
das gorjetas
O PL 252/07, do deputado Gilmar Machado (PT/MG) estabelece a natureza salarial
das gorjetas, e obriga o empregador a destiná-las integralmente aos
garçons e trabalhadores assemelhados que laborem no mesmo horário
também está na pauta do colegiado.
O relator, deputado Arnaldo Faria
de Sá (PTB/SP) apresentou parecer pela constitucionalidade da
matéria. Entre as várias propostas em tramitação
no Legislativo que tratam da regulamentação da "taxa
de serviço", ou seja, os 10%, esse projeto é o que
atende a categoria com o repasse integral das gorjetas para o segmento.
Porém, o relator na Comissão
de Trabalho, deputado Laerte Bessa (PMDB/DF), apresentou substitutivo
que determina uma parte do arrecadado para pagamentos de encargos trabalhistas,
isso registrado em acordo coletivo de trabalho.
Periculosidade
Faz parte ainda da pauta da CCJ, o PL 7.378/06 do senador Paulo Paim (PT/RS)
(no Senado PLS 170/05), que modifica o artigo 193 da CLT para conceder adicional
de periculosidade aos eletricitários. O relator, deputado Pastor Manoel
Ferreira (PTB/RJ) ofereceu parecer pela constitucionalidade. O colegiado se
reúne, nesta terça-feira (9), às 14h, no plenário
1.
Jornada
do aprendiz
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados se reúne
nesta quarta-feira (10) para deliberar sua pauta ordinária. Entre os
projetos destaque para PL 2.898/04, da ex-deputada Ann Pontes (PMDB/PA) reduz
para quatro horas a jornada de trabalho do aprendiz. A relatora, deputada Andréa
Zito (PSDB/RJ) é favorável ao projeto.
O objetivo da proposição é garantir
aos aprendizes a conclusão do ensino médio, com uma jornada
de trabalho reduzida.
Gratificação
Outra matéria em pauta no colegiado é o PL 440/07, da deputada
Sandra Rosado (PSB/RN), que dispõe sobre gratificação
por tempo de serviço. Para a autora, a iniciativa favorece as duas partes
na relação "capital x trabalho".
O empregado terá um estímulo
a mais para "vestir a camisa" da empresa e não se sentirá tão
tentado a trocar de emprego por qualquer diferença salarial ínfima.
E o empresário poderá contar com profissionais mais dedicados.
Segundo a autora, a medida representará custos ínfimos
para os empregadores e por certo serão cobertos com os lucros
proporcionados com a experiência dos trabalhadores adquirida com
os "anos de casa".
O relator, deputado Daniel Almeida
(PCdoB/BA) apresentou parecer favorável ao projeto. A Comissão
se reúne às 10h, no plenário 12.
Jornada
dos enfermeiros
A Comissão de Seguridade Social e Família se reúne, nesta
quarta-feira (10), para deliberar sobre sua pauta ordinária. A Comissão
poderá apreciar o PL 2.295/00 (PLS 161/99), do ex-senador Lúcio
Alcântara, que dispõe sobre a jornada de trabalho de 30 horas
para os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.
O relator, deputado Arnaldo Faria
de Sá (PTB/SP) apresentou parecer favorável à proposta.
O colegiado poderá ainda
analisar ainda o PL 2.895/08, do ex-deputado Barbosa Neto (PDT/PR) que
dispõe sobre a obrigatoriedade de exames médicos periódicos
para motoristas profissionais autônomos de caminhão. O relator,
deputado Neilton Mulim (PR/RJ) é favorável ao projeto.
Outra matéria na pauta
do colegiado é o PL 1.892/07, do deputado Mauro Nazif (PSB/RO),
que acrescenta dispositivo à Lei 6.684, de 3 de setembro de 1979,
para dispor sobre a duração do trabalho do Biomédico.
A proposta fixa a duração do trabalho em 30 horas semanais.
O relator, deputado Ribamar Alves (PSB/MA) apresentou parecer pela aprovação.
O colegiado se reúne no plenário 6, às 9h.
Imprensa
Nesta terça-feira (9), a TV Câmara realiza a 4ª Conferência
Legislativa sobre Liberdade de Imprensa. A atividade será no auditório
da TV Câmara às 9h. O tema em debate será a "Discussão
da prática do seu exercício e os mecanismos para seu aperfeiçoamento
no Brasil e o seu contexto no cenário latino-americano".
Reforma
política
Colégio de Líderes para Reforma Eleitoral se reunirá,
nesta terça-feira (9), para definir o texto do projeto que reunirá as
propostas do deputado Flávio Dino (PCdoB/MA) relativas ao financiamento
de campanhas e à propaganda eleitoral, alterando as Leis 9.096/95 (dos
Partidos Políticos) e 9.504/97 (das Eleições). A reunião
será na sala de reuniões da Mesa Diretora, às 9h.
Registro
Sindical
As comissões da Amazônia; e de Trabalho, se reúnem em audiência
pública para debater sobre o reconhecimento do Código Sindical
das Entidades de Pesca, Colônias e Federações de Pescadores
e da Confederação Nacional dos Pescadores.
Foram convidados para o debate
o secretário de Políticas Públicas de Emprego do
Ministério do Trabalho, Ezequiel Nascimento; o ministro da Pesca,
Altemir Gregolin; e o procurador da 4ª Região (RS), Eduardo
Parmeggiani. A reunião será no plenário 14, às
14h.
Previdência
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara realiza, nesta
terça-feira (9), audiência pública sobre a retificação
do Decreto 81.240/78 e os direitos previdenciários.
Foram convidados para o debate
o presidente da Associação Brasileira de Previdência,
Fernando de Oliveira; e o presidente da Associação Nacional
dos Funcionários do Banco do Brasil, Valmir Camilo. A reunião
será no plenário 9, às 14h.
Crise
A Comissão Especial da Crise Econômico Financeira - Serviço
e Emprego realiza, nesta quarta-feira (10), a votação do parecer
do relator, deputado Vicentinho (PT/SP). A reunião será no plenário
14, às 14h30.
|
Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
08/06/2009
Falta de recolhimento previdenciário
não impede recurso na JT
A exigência de recolhimento da contribuição previdenciária
como requisito para se admitir um recurso não tem respaldo legal; pelo
contrário, constitui ato confiscatório. Com base nesse entendimento
do voto do relator, juiz convocado Douglas Alencar Rodrigues, os ministros
da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho julgaram procedente o recurso
de revista da Brasplast Indústria e Comércio de Móveis
Ltda. e afastaram a deserção decretada pelo Tribunal Regional
do Trabalho da 6ª Região (PE).
A empresa recorreu ao TST depois
que o TRT pernambucano rejeitou o seu recurso ordinário por considerá-lo
deserto (sem garantia de depósito recursal). De acordo com o Regional,
para a Brasplast recorrer da da sentença da 2ª. Vara do Trabalho
do Cabo de Santo Agostinho que lhe foi desfavorável, precisava
depositar R$ 2.582,08 (R$ 2.405,79 equivalente ao principal, acrescidos
de custas processuais de R$ 48,12 e mais R$ 128,18 de contribuição
previdenciária).
Ocorre que, como a empresa excluiu
do recolhimento a obrigação devida ao INSS, o TRT concluiu
que o depósito recursal estava incorreto, porque a parcela relativa à previdência
social também fazia parte do valor da condenação.
No entanto, para a Brasplast, o valor do depósito recursal foi
compatível com o da condenação estabelecida na sentença.
Ainda segundo a empresa, com a recusa do TRT em analisar o seu recurso,
os princípios constitucionais que garantem ampla defesa, contraditório
e apreciação de lesão ou ameaça a direito
pelo Poder Judiciário estavam sendo desrespeitados (artigo 5º,
incisos XXXV e LV, da Constituição Federal).
O relator do recurso de revista,
juiz convocado Douglas Alencar Rodrigues, concordou com os argumentos
da empresa. O juiz lembrou que a parte deve efetuar o depósito
recursal sob pena de deserção, mas, atingido o valor da
condenação, nenhum depósito mais é exigido.
Além do mais, esse depósito tem por objetivo garantir o
crédito trabalhista futuro (que pode ser alterado até a
decisão final do caso) - diferente da contribuição
previdenciária, que constitui Um tributo com características
de cobrança próprias. Em conseqüência, afirmou
o juiz, não há amparo legal para condicionar a admissão
de um recurso ao recolhimento da contribuição previdenciária.
Caso contrário, o ato seria confiscatório, uma vez que
o fato gerador do tributo ainda não existia.
Por essas razões,
em seu voto, o relator defendeu que o recurso da empresa não
estava deserto e o TRT deveria analisar o mérito do conflito
trabalhista. Na mesma linha de entendimento, seguiram todos os ministros
da Terceira Turma do TST. (RR 433/2007 - 172-06-00.9)
|
08/06/2009
Acidente de trabalho: TST mantém
condenação à empresa de chocolates Pan
A Primeira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho manteve decisão regional que condenou a Pan
Produtos Alimentícios Nacionais S/A a pagar pensão mensal
vitalícia, a título de indenização por danos
materiais, a uma ex-empregada que sofreu acidente de trabalho no setor
de produção de balas e chocolates, em 1982. A trabalhadora
limpava o setor, incluindo o interior das máquinas que fazem as
misturas, e caiu da escada que usava para alcançar o local. Em
razão do acidente, ela ficou a perna esquerda mais curta, anda
de forma claudicante, sofre dores e inchaço, não dobra
o joelho nem pode permanecer em pé por muito tempo. O Tribunal
Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) reconheceu a ocorrência
de grave culpa da empresa, considerando que a Pan foi negligente quanto
ao seu dever de prevenir acidentes de trabalho.
Ao manter a condenação,
o ministro Lelio Bentes Corrêa verificou não ter havido
dúvidas acerca da condição escorregadia do piso
das instalações onde trabalhava a moça, em função
da manipulação de produtos como manteiga de cacau, leite
e cremes de chocolate. À época do acidente, o local não
era dotado de piso antiderrapante. No agravo ao TST, a defesa da Pan
alegou que, como a ação de reparação de perdas
e danos foi proposta 19 anos após o acidente, os elementos de
prova não foram suficientes para demonstrar a culpa da empresa
pelo acidente. Em razão da reforma do Judiciário (EC 45/2004),
a ação migrou para a Justiça do Trabalho. O juiz
da Vara do Trabalho de São Caetano do Sul (SP) considerou não
haver provas capazes de relacionar o acidente aos restos de chocolate:
o que havia na escada, segundo ele, eram água e sabão.
Além disso, a empregada recebia botas para fazer o serviço.
A sentença foi reformada
parcialmente pelo TRT/SP, sob o entendimento de que “se havia limpeza
ao término do expediente, é porque no chão havia
chocolate e manteiga, e essa foi a causa do acidente, intensificada pelo
sabão, necessário para a lavagem”. O Regional acrescentou
que atas da CIPA (Comissão Interna de Prevenção
de Acidentes ) demonstram que havia muitas quedas de empregados em razão
do mesmo problema, o que evidencia falta de segurança no setor
de produção de balas e chocolates. O TRT/SP condenou a
Pan a pagar à trabalhadora pensão mensal vitalícia
correspondente a 25% de seu salário contratual, atualizada segundo
os reajustes e aumentos salariais de sua categoria profissional.
Na ação,
a defesa da trabalhadora, que tinha 21 anos quando se acidentou, pediu
indenização por lucros cessantes alegando que ela progrediria
na profissão, considerando cursos que poderia ter feito, não
fosse o acidente. O pedido foi rejeitado pelo TRT/SP sob o argumento
de que a empregada, registrada na função de serviços
gerais, não era especializada, e dificilmente alcançaria
aprimoramento profissional no quadro da empresa. O pedido de indenização
por danos morais foi rejeitado sob o fundamento de que se aplica a
lei contemporânea ao fato. O acidente foi anterior à atual
Constituição e, antes de 1988, não havia no ordenamento
jurídico pátrio previsão legal para indenização
por dano moral, exceto se resultasse dano patrimonial. Na ação,
a defesa informa que a ex-empregada da Pan está incapacitada
definitivamente para trabalhos que exigem mobilidade do membro inferior,
de sorte que as empresas não a admitem diante de sua deformidade
e perturbação funcional, obrigando-a a viver de “bicos”.
(AIRR 1509/2005-471-02-40.6)
|