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O ESTADO DO PARANÁ,
09 de junho de 2009 | Economia
Emprego industrial em abril foi o pior
em oito anos
Agência Estado
A queda de 5,6% no emprego industrial em abril deste ano ante igual
mês
do ano passado e a sequência de sete resultados negativos na série
com ajuste sazonal (ante mês anterior) levaram a indústria brasileira
a registrar, em abril, o pior mês para o mercado de trabalho em oito
anos, observou hoje o economista da coordenação de indústria
do IBGE, André Macedo. Segundo ele, a recuperação lenta
e gradual da produção e da confiança dos empresários
ainda é insuficiente para uma reação mais forte no emprego
do setor.
"O que se observa historicamente é que é preciso
um aumento muito consistente na produção e na confiança
dos empresários para uma reação mais forte no emprego",
afirmou. Macedo explicou ainda que os setores que vêm puxando a
recuperação industrial, na base mensal, como a indústria
automotiva, fizeram ajustes muito fortes no emprego e não estão
entre os maiores empregadores da indústria. Segundo o economista,
não há detalhamento para setores nos dados ante o mês
anterior, o que dificulta a avaliação sobre quais segmentos
estão derrubando a ocupação nessa base de comparação.
Na comparação com
igual mês do ano passado, porém, os principais impactos
de queda em abril vieram de vestuário (-9,7%) e meios de transporte
(-9,4%, inclui a indústria automobilística).
Folha de pagamento
No que diz respeito à queda
observada na folha de pagamento real do setor - recuo de 0,2% ante março
e de 1,8% ante abril de 2008 -, Macedo disse que o poder de barganha
dos trabalhadores na indústria foi prejudicado por causa do recuo
na produção.
Além disso, ele
lembra que o setor industrial não tem os rendimentos vinculados
diretamente ao salário mínimo, o que também impede
um aumento na renda do setor. Macedo observou ainda que a queda no
emprego acaba rebatendo nos dados da folha, que equivalem à massa
salarial.
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FOLHA DE LONDRINA, 09 de
junho de 2009 | Economia
Construção acelera alta
do IGP-DI
Rio de Janeiro - A reviravolta nos preços da construção
civil (de -0,04% para 1,39%) de abril para maio levou à taxa maior do
IGP-DI, que subiu 0,18% no mês passado, após avançar 0,04%
no mês anterior. ‘‘Praticamente 100% da aceleração
do IGP-DI foi causada pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo da Construção)’’,
afirmou. Segundo o coordenador de Análises Econômicas da Fundação
Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, houve fortes acelerações
de preços em serviços (de 0,25% para 0,81%) e, principalmente,
em mão-de-obra (de 0,58% para 3,49%), no período.
Os serviços da construção
estão com taxa de inflação mais forte devido à alguns
sinais de aquecimento no setor, que foi beneficiado recentemente com
a redução do IPI em alguns materiais de construção.
Entre os destaques estão as acelerações de preços
em aluguel de máquinas (de 0,22% para 0,42%); e serviços
de carreto para retirada de entulhos (de 0,01% para 0,58%).
Entretanto, foi o setor de mão
de obra que mais colaborou para o avanço da taxa do INCC. Quadros
lembrou que essa época do ano é conhecida historicamente
como a do ‘‘auge’’ do INCC mensal, visto é o
mesmo período em que são resolvidos os dissídios
salariais do setor.
Para Quadros, os IGPs em 2009
podem registrar taxas anuais abaixo de 3% ‘‘com folga’’.
Para Quadros, no caso do IGP-DI, o índice está caminhando
para uma taxa cada vez menor. Isso porque as taxas referentes aos meses
de junho e de julho do ano passado, respectivamente de 1,89% e de 1,12%,
são muito elevadas e devem ser substituídas na série
de 12 meses por taxas menores, referentes aos meses de junho e de julho
esse ano.
O economista comentou que não
há cenário, atualmente, para a inflação mensurada
pelo IGP-DI e pelos IGPs ‘‘disparar’’ e atingir
taxas mensais acima de 1,50%. ‘‘O INCC deve diminuir de ritmo
em junho. Além disso, o IPA (que representa 60% dos IGPs) conta
ainda com muitos preços em queda e em desa-celeração’’,
afirmou o economista, lembrando que, em maio, o IPA-DI repetiu deflação
apurada em abril (de -0,10%).
Outro ponto destacado pelo especialista,
que pode ajudar a manter o IGP-DI de junho em patamar comportado é o
câmbio. De abril para maio, o segmento de materiais para manufatura,
termômetro da influência cambial na inflação
do atacado, passou de -0,96% para -0,78%.
Na avaliação
de Quadros, o IGP-DI de junho deve ser menor do que o de maio, mas
ainda no terreno positivo.
Alessandra Saraiva
Agência Estado
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Jornal de Brasília,
9 de junho de 2009
Governo quer juros a 9%. Copom deve
reduzir Selic para um dígito
Redução da taxa
Selic em 0,75 ponto percentual deve ser anunciada esta semana. Ministério
da Fazenda quer corte maior. Fazenda quer redução de um
ponto percentual, mas pode ficar em 0,75. Confirmada a expectativa do
Governo, a taxa básica irá cair para um dígito -
de 10,25% para 9,50%
Travando mais uma guerra de bastidores
com o Banco Central, o Ministério da Fazenda espera que o Comitê de
Política Monetária (Copom) reduza a taxa básica
de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual nesta quarta-feira (10).
Se dependesse da vontade da equipe
do ministro Guido Mantega (Fazenda), o corte seria maior, de um ponto.
Na avaliação de assessores de Mantega, há espaço
para essa queda maior da chamada Selic diante da redução
no ritmo da economia e da valorização do real.
Nas últimas semanas, BC
e Fazenda têm trocado farpas por conta da desvalorização
do dólar.
Preocupada com os efeitos negativos
do dólar barato sobre as exportações, a equipe de
Mantega avalia que o BC precisa agir para diminuir o diferencial entre
as taxas de juros aqui e no exterior, contribuindo para reduzir a entrada
de capital estrangeiro.
Mas o presidente do BC, Henrique
Meirelles, tem insistido no discurso de que a política monetária
não pode ser cambiante. Seu objetivo, segundo ele, é conter
a inflação e não definir a taxa de câmbio.
A Fazenda avalia que as pressões
sobre o BC terão pelo menos um efeito parcial. Para um assessor
de Mantega, não fosse isso, o Copom optaria por uma redução
de 0,50 ponto percentual na taxa Selic.
A equipe de Meirelles tem dado
sinais de que a economia dá sinais de recuperação
que podem recomendar maior prudência na política monetária.
Um dos fatores dessa discussão é o
comportamento dos preços das commodities. O aumento dos preços
seria sinal de que os alimentos podem voltar a subir. O argumento contrário é que
a valorização do real anula qualquer pressão inflacionária,
já que barateia as importações.
Além disso, cortes feitos
pelo BC desde o ano passado começarão a fazer efeito ao
longo do segundo semestre.
Por esse raciocínio, seria
preciso avaliar com cuidado como será a retomada da economia até final
do ano. Se o crescimento for forte, cortes nos juros agora poderão
gerar pressão na inflação de 2010.
Assim, seria prudente reduzir
menos os juros agora que ter que fazer uma elevação mais
forte em ano eleitoral.
Juros
reais
Confirmada a expectativa do Governo, a taxa básica irá cair para
um dígito - de 10,25% para 9,50%. Com isso, os juros reais (descontando
a inflação) se situarão na casa dos 5%.
Com essa medida, o Brasil fica
fora do topo da lista dos campeões de taxas de juros no mundo.
A Fazenda avalia que um corte
mais ousado do BC seria uma contribuição fundamental, já que
na véspera o IBGE divulgará o resultado do PIB no primeiro
trimestre do ano, confirmando tecnicamente recessão no País.
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Folha de S.Paulo, 9 de junho
de 2009
TRABALHO
Obama diz que programa vai criar 600
mil vagas em cem dias
DA REDAÇÃO
O presidente dos Estados Unidos,
Barack Obama, afirmou que o programa de estímulo econômico
de US$ 787 bilhões (cerca de metade do PIB brasileiro em 2008)
aprovado pelo Congresso americano em fevereiro vai criar ou manter 600
mil empregos no verão no hemisfério Norte.
" Nós temos um longo caminho a percorrer na nossa estrada de recuperação,
mas estamos na direção certa."
Segundo a Casa Branca, os 600 mil postos de trabalho que serão mantidos
ou criados graças ao pacote nos próximos cem dias é quatro
vezes o número de vagas afetadas nos primeiros cem dias após
a criação do plano.
A afirmação do presidente norte-americano aconteceu dias depois
de o governo anunciar que a taxa de desemprego chegou a 9,4% no mês passado,
a maior desde 1983, apesar de o número de postos eliminados ter se desacelerado.
Nos cinco primeiros meses deste ano, 2,92 milhões de vagas deixaram
de existir, quase o mesmo número de postos que foram eliminados em todo
o ano passado.
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Folha de S.Paulo, 9 de junho
de 2009
CNJ vota hoje norma que afasta titulares
de 5.000 cartórios
Resolução determina a remoção
de todos os tabeliães que assumiram os cargos sem concurso
após a Carta de 1988 | Se for aprovada pelo CNJ, a resolução
vai encontrar forte oposição; Supremo deve receber
uma série de ações contra a medida
FLÁVIO FERREIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça)
vota hoje a aprovação de uma resolução que
determina a remoção de titulares de cerca de 5.000 cartórios
civis -aproximadamente um quarto do total do país- que não
prestaram concurso para ocupar os cargos.
A resolução também prevê a realização
de seleções públicas para o preenchimento dos postos até o
final deste ano.
O texto da medida do CNJ determina que todos os tabeliães e oficiais
registradores de cartórios de registro civil, de imóveis, de
notas e de protesto que assumiram os cargos sem concurso, após a promulgação
da Constituição de 1988, deixem os postos.
A proposta de texto legal, elaborada pela Corregedoria do CNJ, define que os
cargos em aberto deverão ser ocupados interinamente pelo funcionário
mais antigo de cada cartório -que pode até ser o próprio
tabelião ou oficial registrador.
A atividade cartorária é considerada privada, realizada por meio
de uma delegação do poder público. Segundo a legislação,
os cargos dos titulares são vitalícios. O posto de titular de
cartório civil em geral é muito lucrativo -há casos em
que os ganhos líquidos chegam a mais de R$ 400 mil.
O último balanço fechado do CNJ sobre a movimentação
anual dos cartórios, relativa a 2006, indicou que o setor arrecadou
mais de R$ 4 bilhões.
A expectativa da Corregedoria do CNJ é que a resolução
leve à efetiva aplicação do artigo 236 da Constituição,
que prevê que "o ingresso na atividade notarial e de registro depende
de concurso público de provas e títulos". Atualmente há 225
procedimentos sobre o tema em andamento no CNJ.
Se for aprovada, a resolução terá caráter obrigatório,
uma vez que o CNJ é a instituição responsável pelo
controle administrativo e disciplinar do Poder Judiciário.
A expectativa do conselho é que ocorra uma forte oposição
do setor de cartórios, que deverá se manifestar, sobretudo, por
meio de ações no STF (Supremo Tribunal Federal).
Na contramão da resolução em pauta no CNJ, tramita atualmente
na Câmara dos Deputados um projeto de emenda constitucional -a PEC 471-
que prevê a anistia dos titulares de cartórios que não
passaram nos concursos públicos.
O texto legal já foi aprovado pelas comissões internas da Câmara
e está pronto para ir a votação pelo plenário.
Irregularidades
Em inspeções estaduais realizadas nos órgãos judiciais
nos últimos anos, a Corregedoria constatou vários tipos de desvios
em relação ao disposto na Constituição, muitos
deles amparados até mesmo em leis estaduais ou em resoluções
dos tribunais de Justiça locais.
Além de situações em que os titulares dos cartórios
não prestaram concurso, a Corregedoria identificou casos em que os postos
foram transferidos a pessoas que passaram por seleções públicas,
porém para cargos de técnicos nos tribunais de Justiça
dos Estados.
Outra ocorrência frequente nas inspeções do CNJ foi o acúmulo
das atividades de titular de cartório judicial e de registros civis.
Em muitos desses casos, os serviços da Justiça ficaram em segundo
plano, por não serem lucrativos, gerando uma morosidade incomum no andamento
das ações judiciais.
A resolução do CNJ também prevê um texto padrão
para os editais de concursos futuros que visem o preenchimento dos cargos nos
cartórios, para evitar a atual disparidade de regras entre os Estados.
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FOLHA DE LONDRINA, 09 de
junho de 2009 | Política
Políticos preveem dificuldade
em arrecadação em 2010
Na opinião de parlamentares, o cerco
em torno das doações para campanhas eleitorais reforça
o debate sobre o financiamento público
São Paulo - O cerco às doações acima do limite
legal pelas Procuradorias Regionais Eleitorais, em todo o Brasil, pode fazer
com que 2010 seja um ''ano árido'' de arrecadação para
campanhas, avaliam parlamentares. Para eles, a discussão aumenta a necessidade
de um ''modelo novo'' para as eleições do ano que vem e reforça
o debate sobre o financiamento público.
Já há 3.984 representações
contra empresas e pessoas físicas que doaram mais que o permitido
em 2006. De acordo com a Lei Eleitoral, empresas podem doar até 2%
de seu faturamento no ano anterior. Pessoas físicas, até 10%
da receita declarada ao Fisco. Quem ultrapassou o limite pode ser punido
com multa e ficar proibido de celebrar contratos com a administração
pública.
''Estamos em uma sinuca de bico.
O financiamento privado está minguando e a outra proposta, que é o
financiamento público, tem pouca receptividade'', disse o senador
Delcídio Amaral (PT-MS). ''Acho que 2010 vai ser um ano árido
para as campanhas. Os que fazem doações com transparência
acabam desestimulados.''
De acordo com o senador, conversas
com empresários têm mostrado que será difícil
garantir contribuições no ano que vem. ''O problema é que
virou uma geleia geral. Escândalos surgem com doações
tanto legais como ilegais. E até a doação legal
acaba se tornando um problema para as companhias'', afirmou.
Procuradores eleitorais acreditam
que, apesar da aplicação de multas volumosas, que podem
chegar a R$ 50 milhões, os doadores não se sentirão
inibidos no ano que vem. Mas o deputado federal Flávio Dino (PC
do B-MA), autor da proposta de financiamento público, já vê ''falência
do modelo atual''.
''Temos de caminhar para um novo
modelo que vede o financiamento por empresas, porque é o que gera
mais problemas de doação ilegal. Os fatos revelam que esse
paradigma está saturado'', destacou.
Dino acredita que é preciso
''diminuir o peso do dinheiro no processo eleitoral''. ''No mínimo,
criar um parâmetro geral, um teto para todos os doadores. O limite
de faturamento de empresas é desigualador.''
O presidente nacional do PSDB,
senador Sérgio Guerra (PE), nega que a ação das
procuradorias possa resultar em uma redução nas contribuições
para candidatos no ano que vem. No entanto, ressaltou que ''ficar simplesmente
atrás de doador não é boa conduta''.
Guerra lembrou das suspeitas
levantadas com a Operação Castelo de Areia, da Polícia
Federal, deflagrada dia 25 de março deste ano. Os agentes encontraram
na sede da empreiteira Camargo Corrêa planilhas com informações
consideradas indícios de doação ilegal a sete partidos
- que em seguida apresentaram recibos das contribuições.
''Aquilo seguramente não ajuda as campanhas legais, mas uma fiscalização
sim.''
O senador acrescentou que o PSDB
deverá fazer uma reeducação de seus doadores para
que não caiam no dispositivo da contribuição acima
do limite legal. ''Dá para trabalhar isso bem'', disse.
Representações
A Procuradoria Regional
Eleitoral do Rio de Janeiro informou que já foram ajuizadas
cerca de 300 representações por doações
acima do limite legal. Com isso, o número de contribuintes sob
suspeita no País ultrapassa a marca dos 4,2 mil.
Roberto Almeida
Agência Estado
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Gazeta do Povo, 9 de junho
de 2009
Reforma eleitoral
Câmara tenta liberar uso da internet
em 2010
Candidatos poderiam usar o meio de comunicação
para fazer propaganda e captar doações
A Câmara dos Deputados
começa hoje um “esforço concentrado” para agilizar
a votação de mudanças na legislação
eleitoral que possam entrar em vigor para a campanha de 2010. A principal
proposta libera o uso da internet como meio de propaganda e captação
de doações. O texto também pretende regulamentar
a pré-campanha e aprimorar as regras dos debates televisivos entre
candidatos.
Os temas serão reunidos
em um projeto de lei que está sendo formulado desde a semana passada
por uma Comissão Especial da Reforma Eleitoral. O responsável
pela formatação do texto é o deputado federal Flávio
Dino (PCdoB-AM). “Estamos chegando a consensos sobre vários
aspectos, especialmente sobre a internet, o que pode facilitar a apreciação
em plenário até o fim do mês”, disse o parlamentar.
Pela legislação
atual, os candidatos podem apenas manter sites oficiais de campanha (com
extensão .can). A ideia é liberar, a qualquer tempo, o
uso de blogs e microblogs (Twitter), além da participação
em redes de relacionamento como Orkut e Facebook. “A internet é a
praça pública da modernidade, não faz sentido que
a sua utilização fique na obscuridade”, disse Dino.
O parlamentar também pretende
regulamentar as doações de pessoas físicas pela
internet. A proposta, batizada de “financiamento cidadão”,
foi inspirada no uso da ferramenta nos Estados Unidos e já está sob
análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mais de um terço
dos recursos conseguidos pelo democrata Barack Obama foram originados
de pequenas doações de pessoas físicas.
O projeto também tentará flexibilizar
a realização de debates eleitorais televisivos e proibir
a participação de parlamentares em inaugurações
de obras públicas nos três meses que antecedem o pleito.
Por último, os deputados discutem a consolidação
de resoluções já editadas pelo STF.
A comissão pretende restringir
o uso de faixas, placas, cartazes, pinturas e inscrições
em bens particulares a uma área de apenas 4 metros quadrados.
Por outro lado, ficariam liberados até a véspera da eleição
carreatas, caminhadas, passeatas e o tráfego de carros de som
divulgando jingles ou mensagens de candidatos.
“É uma tentativa
válida de tentarmos nos antecipar ao TSE e criarmos um conjunto
de novas regras desde já”, afirmou o deputado federal Ricardo
Barros (PP). Vice-líder do governo, o paranaense disse que não
será tão fácil aprovar todas as propostas, como
esperam Dino e o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).
“Eu mesmo discordo de muitas
sugestões. Acho que só vai passar o que realmente houver
consenso.” A estratégia de Temer é colocar a proposta
na pauta e, caso a maior parte dos temas seja aprovada, iniciar a discussões
de questões mais complexas, como o financiamento público
de campanha.
A proposta era o ponto de partida
da reforma política, ao lado da adoção de listas
fechadas nas eleições proporcionais (nas quais o eleitor
escolhe o partido e não o candidato). Ambos os temas foram colocados
em segundo plano por falta de acordo entre os líderes partidários.
Na semana passada, começou
a ser debatida a possibilidade de criação de um Congresso
Revisor, em 2011, para a votação da reforma política.
A ideia, entretanto, não conta com a aprovação de
vários partidos, como o DEM, que ainda brigam para que as mudanças
sejam debatidas neste ano. Para qualquer alteração, eleitoral
ou política, ter efeito em 2010, é necessário que
a matéria seja aprovada na Câmara e no Senado, além
de sancionada pelo presidente Lula, até setembro.
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Gazeta do Povo, 9 de junho
de 2009
Infância
Cartilha do PR previne trabalho infantil
em 183 países
Material produzido no estado será entregue
a todas as nações que participam da Organização
Internacional do Trabalho
Foz do Iguaçu - Idealizadas
no Paraná, duas cartilhas que servem como material pedagógico
para prevenir a exploração da mão-de-obra infantil
serão entregues a 183 países membros da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) em Genebra, na Suíça, neste
dia 12 de junho, Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. O material,
agora traduzido para o inglês e o espanhol, foi adotado no Brasil
no fim do ano passado.
O superintendente do Trabalho
e Emprego no Paraná, João Graça, criador do projeto,
diz que as cartilhas são utilizadas como ferramenta de esclarecimento. “A
intenção é esclarecer sobre o trabalho infantil
e as suas consequências. Levar isso para a OIT é demonstrar
o que está sendo feito em todo país”, afirma. Cerca
de 6 mil cartilhas serão distribuídas pelo mundo, em duas
versões: uma chamada Viva o Trabalho, com textos explicativos
sobre o trabalho infantil; e outra com o título Saiba Tudo sobre
o Trabalho Infantil, voltada para pais e professores, que traz informações
sobre a legislação. O escritor e caricaturista Ziraldo
Alves Pinto é o autor das ilustrações.
A entrega será feita durante
a 98ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT, que terá participação
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde o ano passado,
após lançamento feito em Curitiba, mais de 500 mil cartilhas
já circulam no país. Na capital, o conteúdo do material
também vem sendo utilizado por professores. Em breve será levado
a assentamentos rurais do estado.
Investigações
A cartilha é uma das formas
de prevenir o trabalho infantil no Paraná, onde existem registros
de diversas irregularidades. Somente no Ministério Público
do Trabalho há 1.323 investigações abertas sobre
trabalho infantil, das quais 451 em Curitiba e outras 872 no interior
do estado. Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai, concentra
a maioria (um total de 304) seguida de Cascavel (167), Maringá (136),
Ponta Grossa Ponta (109,) Toledo(62), Umuarama(52), Campo Mourão(30),
Londrina (25) e Guarapuava (17).
A coordenadora nacional e procuradora
do trabalho no Paraná, Mariane Josviak, diz que o número
de procedimentos está crescendo no estado porque os registros
não referem-se apenas ao trabalho infantil. Prefeituras que não
colocam em prática políticas públicas voltadas para
a erradicação do trabalho infantil e pequenas e médias
empresas que não cumprem a Lei da Cota de Aprendizagem, que determina
a contratação de 5% a 15% de adolescentes aprendizes, também
são alvos do Ministério Público.
Multa
A maior parte das crianças
paranaenses trabalhando irregularmenre hoje está em lavouras de
fumo, oficinas mecânicas irregulares, carvoarias, olarias e lixões.
Em Foz do Iguaçu, cidade que aparece no topo da lista de investigações
no interior, o número de crianças colhendo papelão
nas ruas levou o Ministério Público a agir. O procurador
do Trabalho de Foz do Iguaçu e região, Enoque Ribeiro dos
Santos, convocou 120 pais e mães para assinar um termo de compromisso.
Eles se comprometeram a não colocar crianças e adolescentes
com menos de 18 anos para recolher, manusear ou transportar lixo. Os
pais ou responsáveis flagrados poderão ser presos ou receber
multa de R$ 10 mil.
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FOLHA
DE LONDRINA, 09 de junho de 2009 | Cidades
Seu Direito: Auxílio-Doença
Como fica a aposentadoria por invalidez quando
esta for precedida pelo auxílio-doença?
O Superior Tribunal de Justiça
(STJ), em atendimento exclusivo aos interesses do INSS, decidiu sobre o
valor da remuneração da aposentadoria por invalidez, quando
esta for precedida pelo auxílio-doença. O STJ considerou
que a aposentadoria por invalidez deve ser calculada pelo valor da remuneração
recebida antes do auxílio-doença em detrimento ao cálculo
com base na remuneração recebida neste.
O caso levado ao STJ trata da concessão
de aposentadoria por invalidez em momento posterior ao recebimento do auxílio-doença,
mas sem ''conversão'' deste último, sendo esta a argumentação
do INSS para utilizar o previsto no art. 36, º 7º, do mero Decreto
3.048/99. Nos casos onde o auxílio-doença é ''convertido''
em aposentadoria por invalidez, aquele período deve ser revisto
em 9% (a fim que seja alcançado os 100% do salário de contribuição
previsto na Aposentadoria por Invalidez) e posteriormente incluído
na base de cálculo do benefício final, conforme previsto
no art. 29, 5ºda Lei 8.213/91.
A decisão pautou-se na pretensa
necessidade da comprovação de efetiva contribuição
para a previdência, entre os períodos que intercalam o recebimento
do benefício.
É interessante destacar
que se exige o recolhimento de contribuições mensais a quem
estava justamente em gozo de benefício incapacitante. O sistema
previdenciário preceitua pela atuação do Seguro Social
e Solidarismo, não havendo prejuízo para os demais beneficiários
ou para o equilíbrio atuarial daquele, devendo prevalecer os Princípios
da Dignidade da Pessoa Humana e Razoabilidade.
Assim é possível
não apenas o reconhecimento do auxílio-doença para
o acréscimo do tempo de contribuição, mas também
para a efetiva averbação da carência e revisão
da base de cálculo, como corolário lógico do acréscimo
do tempo de serviço.
Guilherme Pessoa Franco de Camargo
- advogado (São Paulo)
colunas@folhadelondrina.com.br
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Folha de S.Paulo, 9 de junho
de 2009
FRANÇA
Integrante de "reality show" tem
direito trabalhista
DA REDAÇÃO
A Justiça francesa determinou
que os participantes de "reality shows" também devem
ter direitos trabalhistas, como hora extra e férias.
A Suprema Corte francesa disse que três participantes do programa "L'Ile
de la Tentation" ("A Ilha da Tentação", em que
uma série de casais testa a sua fidelidade) devem receber 11 mil (cerca
de R$ 33 mil) cada um. Os juízes decidiram que o trio deveria ter direito
a hora extra, férias e até indenização por eliminação
injusta do programa, entre outros itens.
Anteriormente, um tribunal já decidira que o trio deveria receber indenização
de 8.176 (cerca de R$ 24,5 mil) em horas extras, alegando que eles trabalhavam
24 horas por dia.
A decisão deve abrir um precedente legal para os integrantes das versões
francesas de programas como "Big Brother".
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
09/06/2009
Claro indenizará empregado por fornecer
uniforme de corte feminino
A Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho manteve decisão do Tribunal Regional do Trabalho
da 20ª Região (SE) que condenou a empresa BCP CLARO a indenizar
um empregado que teve de utilizar uniforme feminino no trabalho. O entendimento
foi o de que a atitude da empresa caracterizou dano moral, por permitir
situação de humilhação e vexame.
O empregado foi vendedor de produtos
e serviços de telefonia móvel na sede da Claro em Aracaju
(SE) de junho de 2006 a janeiro de 2007. Ele relatou, na inicial da reclamação
trabalhista, que, no início das atividades na empresa, era motivo
de escárnio e de brincadeiras por parte de suas supervisoras,
que questionavam sua orientação sexual e o tachavam de
homossexual. Após essas ofensas, o empregado descreveu que foi
o único a receber uniforme feminino para o trabalho, com formato
de corte acinturado e mangas curtas, nitidamente diferentes do modelo
masculino. Ao questionar tal fato, foi avisado de que deveria usar o
aquela vestimenta, e passou a ser alvo constante de perseguições
e ofensas sobre sua personalidade e produtividade no serviço.
Após se desvincular da
Claro, o vendedor ingressou com ação trabalhista na 1ª Vara
do Trabalho de Aracaju (SE), com pedido de indenização
por danos morais em virtude das ofensas vivenciadas. A sentença
foi favorável ao empregado, concedendo a reparação
pelo fato de a empresa permitir situação fora do comum
ao oferecer uniforme de corte feminino, o que afrontou sua dignidade
como pessoa humana.
O TRT/SE manteve a decisão
de primeiro grau, mas reduziu o valor da indenização pela
metade, para R$ 5 mil. “A relação de emprego está assentada
no respeito e confiança mútuas das partes contratantes,
impondo ao empregador o dever de zelar pela dignidade e segurança
dos seus trabalhadores”, afirmou o Regional. “Desse modo,
a imposição de situações de humilhação
e vexame, diminutos da dignidade humana, pela empresa, é uma clara
fonte de dano moral que sujeita a recorrente reparação.”
Inconformada, a empresa recorreu
ao TST, que rejeitou o recurso por ausência de argumentação
específica quanto ao caso e pela inviabilidade do Tribunal em
analisar fatos e provas em instância extraordinária (Súmula
126). O ministro relator do processo, Ives Gandra Martins, destacou que,
no contexto fático apresentado, e à luz do que estabelece
o artigo 5°, inciso X, da Constituição Federal ( segundo
o qual são invioláveis a intimidade, a vida privada, a
honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito ou indenização
pelo dano material ou moral decorrente de sua violação),
revelou-se acertada a conclusão a que chegara o TRT/SE. “Independentemente
dos motivos que justificariam o fornecimento de fardamento feminino ao
trabalhador, a empresa deveria observar critérios de razoabilidade,
devendo a empregadora, que é responsável direta pela qualidade
das relações e do ambiente de trabalho, adotar medidas
compatíveis com os direitos da personalidade constitucionalmente
protegidos”, diz o voto. ( RR-1306/2007-001-20-00.5)
(Alexandre Caxito)
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09/06/2009
TST isenta tomadoras do serviço de
pagamento de créditos trabalhistas
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho declarou inexistente a responsabilidade subsidiária
de quatro empresas do ramo de confecção de roupas pelo
pagamento de créditos trabalhistas a ex-empregados de outras duas
fábricas que lhes forneciam produtos. Os ministros acompanharam
o voto do relator, ministro Alberto Luiz Bresciani, que concluiu não
haver exclusividade na prestação dos serviços nem
controle sobre as atividades das contratadas que justificassem a condenação.
Diferentemente do que entendeu
a 2ª Vara do Trabalho de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina,
o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC) condenou
as empresas Lunender S.A., Elian Indústria Têxtil, Triesse
e Elian Confecções Ltda. a responder, de forma subsidiária,
pelos créditos trabalhistas devidos a quatro ex-costureiros das
fábricas Nanibel e Crisbel Confecções Ltda. Para
o TRT, o caso era típico de contrato de facção firmado
entre as empresas para a produção de peças de vestuário.
E, como as tomadoras do serviço se beneficiaram do trabalho dos
empregados, deveriam arcar também com todas as obrigações
devidas a eles. Ainda de acordo com o Regional, a escolha da Nanibel
e Crisbel para prestar os serviços não foi acertada, e
faltou fiscalização no cumprimento das responsabilidades
contratuais.
No recurso de revista que apresentaram
ao TST, as tomadoras do serviço disseram que o contrato com as
duas fábricas era para o fornecimento de bens, e não havia
intermediação de mão-de-obra nem terceirização
de serviços. Nessas condições, a Súmula 331
do TST, que trata da responsabilidade subsidiária do tomador dos
serviços em caso do inadimplemento das obrigações
trabalhistas pelo empregador direto, não podia ser aplicada à situação
do processo.
O relator do recurso, ministro
Alberto Luiz Bresciani, lembrou que, no Regional, ficou comprovado que
as empresas contratantes não interferiam na administração
ou no trabalho dos operários das prestadoras dos serviços.
Assim, na medida em que não havia exclusividade na prestação
de serviços das empresas onde trabalhavam os empregados (o contrário
indicaria uma terceirização ilícita de mão-de-obra)
nem havia controle, por parte das contratantes, sobre as contratadas,
o relator entendeu que, de fato, a responsabilidade subsidiária
prevista na Súmula 331 do TST era inaplicável no caso.
Por unanimidade, os ministros
da Terceira Turma decidiram dar provimento ao recurso de revista para
restabelecer a sentença de primeiro grau e isentar as empresas
tomadoras do serviço do pagamento dos créditos trabalhistas
devidos aos empregados. ( RR-381/2008-046-12-00.4)
(Lilian Fonseca)
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09/06/2009
Novo entendimento sobre substituição
processual chega à Oitava Turma
A legitimidade dos sindicatos
e a substituição processual. Com o novo entendimento adotado
pelo Tribunal Superior do Trabalho a respeito, a questão de que
a substituição processual assegurada aos sindicatos pela
Constituição deve ser interpretada de forma ampla foi discutida
pela Oitava Turma. O assunto apareceu no julgamento de um recurso de
revista da Associação dos Docentes da Universidade Metodista
de Piracicaba – Adunimep - Seção Sindical do Sindicato
Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – Andes,
que tratava da legitimidade da Adunimep para substituir processualmente
seus associados.
O recurso da Adunimep refere-se
a ação em que os professores assistentes III, vinculados à associação,
pretendem receber, do Instituto Educacional Piracicabano, o mesmo reajuste
salarial de 92,57% aplicado sobre o salário de agosto de 1985
dos substituídos pelo Sinpro – Sindicato dos Professores
de Campinas. O reajuste, fixado em decisão do Tribunal Regional
do Trabalho da 2ª Região (SP), é pago pelo instituto
desde dezembro de 1996 a todos os que fizeram parte da ação
do Sinpro.
Desde julho de 2000, a associação,
que é uma seção sindical da Andes em Piracicaba,
e enfrenta dificuldades de admissibilidade da ação de equiparação
salarial devido ao reconhecimento de sua legitimidade para ajuizar a
ação, ou seja, para substituir processualmente seus associados.
Procurando superar o problema, a Adunimep, no recurso ao TST, sustentou
que o artigo 8º da Constituição Federal deve ser interpretado
de forma ampla, e não restritiva. O novo entendimento adotado
pelo TST foi levantado pela Oitava Turma, ao julgar o caso. No entanto,
a relatora, ministra Dora Maria da Costa, indicou uma dificuldade para
o conhecimento do recurso: a falta de análise, pelo Tribunal Regional
do Trabalho da 15ª Região (SP), a respeito do pedido da Adunimep.
A ação teve início
na 1ª Vara do Trabalho de Piracicaba (SP), que julgou extinta a
reclamação trabalhista após concluir pela ilegitimidade
da associação devido à falta de autorização
expressa em seu regimento para atuar como representante de seus filiados
em questões de direito individual. Em seguida, o TRT da 15 ª Região
(SP) negou provimento ao recurso de ambas as partes.
Legitimidade da associação
A ministra Dora Costa esclareceu
que as Turmas do Supremo Tribunal Federal já expressaram entendimento
de que o artigo 8º da Constituição reconhece a legitimidade
das entidades sindicais para representar todos os integrantes da categoria.
Com o cancelamento da Súmula nº 310 do TST, o entendimento
atual do Tribunal segue na mesma direção.
Ao abordar o tema, a ministra
ressaltou que a legitimidade do sindicato para defender direitos individuais
da categoria é uma forma de universalizar o acesso dos trabalhadores à Justiça,
considerando que muitos empregados deixam de ingressar na Justiça
do Trabalho com receio de perder o emprego ou mesmo de não conseguir
novo emprego. “O fato é notório, tanto assim que
a maioria das ações propostas nos tribunais trabalhistas é de
cidadãos desempregados”, observou. A substituição
processual conferida aos sindicatos, porém, não é irrestrita,
deixou claro a relatora: ela se limita às ações
que tratem da proteção de direitos e interesses coletivos
ou individuais homogêneos da categoria.
No caso concreto, porém,
a ministra constatou estar impedida de ultrapassar a fase de conhecimento
do recurso, sem poder apreciar o mérito da questão, por
falta de pressuposto de admissibilidade do apelo. A relatora observou
que o TRT da 15ª Região nada registrou sobre o pedido do
sindicato na reclamação trabalhista, e concluiu que “a
análise de tal premissa é questão fática
imprescindível para a solução da controvérsia”,
porque “permitiria verificar se o sindicato efetivamente atua na
defesa de direitos e interesses coletivos ou individuais homogêneos
da categoria”. A Adunimep já interpôs embargos declaratórios à decisão
da Oitava Turma. ( RR-1581/2000-012-15.00.3)
(Lourdes Tavares)
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