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Agência Diap, 23 de junho
de 2009
MTE divulga criação
de mais 131 mil novos empregos no mês de maio
O Ministério do Trabalho
e Emprego (MTE) divulgou, nesta segunda-feira (22), a criação
de mais de 131 mil vagas com carteira assinada no mês de maio.
Este é o quarto mês
consecutivo de expansão e o melhor resultado mensal do ano.
O número de admissões
no mês foi de 1.348.575, o segundo maior da série do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e de desligamentos foi de
1.217.018.
Assim, totaliza-se um saldo positivo
de 131.557 novos empregos no País.
Os setores que mais contribuíram
para esse resultado foi o agronegócio com 52.927 novos postos;
serviços com 44.059 e a construção civil com 17.407.
O desempenho favorável
do agronegócio deve-se, principalmente, as variáveis de
cunho sazonal como cultivo de cana-de-açúcar e café no
Centro-Sul do Brasil.
Em entrevista coletiva à imprensa
o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, demonstrou confiança
nos resultados.
"É a primeira vez
este ano que todos os setores da economia em todas as regiões
do País apresentam saldo positivo de emprego. É a prova
de que a recuperação está acontecendo de forma coerente,
permanente e segura".
Já foram criados no ano
180.011 postos de trabalho, um crescimento de 0,56%, tomando como referência
o mês de dezembro de 2008.
Dados do Caged também
apontam que hoje no Brasil, 32.173.313 trabalhadores possuem carteira
assinada, mais pessoas com direitos como INSS, 13º salário,
férias remuneradas, seguro-desemprego.
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O ESTADO DO PARANÁ,
23 de junho de 2009 | Economia
Saldo de emprego foi positivo em
todo o País em maio
Agência Estado
Todas as regiões do País registraram saldo líquido positivo
na criação de empregos formais no mês de maio. "Foi
a primeira vez que isso ocorreu neste ano e é um indicativo muito positivo
da recuperação da economia", comentou o ministro do Trabalho,
Carlos Lupi, ao anunciar hoje o resultado do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged). Os Estados do Sudeste, particularmente São Paulo,
Minas Gerais e Espírito Santo, além do Paraná e da Bahia
apresentaram os melhores resultados líquidos de empregos com carteira
assinada.
O setor agropecuário foi
o destaque na geração de postos de trabalho com carteira
assinada em maio (com abertura de 52.927 novos empregos) e esse fato
explica os bons desempenhos de Estados onde há vários ciclos
agrícolas em desenvolvimento desde abril. O cultivo do café,
por exemplo, foi responsável pela contratação de
muita mão de obra em São Paulo, Minas Gerais e Bahia. O
ciclo da cana-de-açúcar ajudou também a deslanchar
novas contratações em São Paulo.
Em razão desse comportamento
sazonal da agricultura, o Caged registrou em maio a abertura de mais
vagas de trabalho com carteira assinada nas cidades do interior do País
do que nas regiões metropolitanas. No interior, houve saldo líquido
positivo de 79.218 empregos formais contra 34.202 postos no conjunto
das regiões metropolitanas.
O ministro do Trabalho e Emprego,
Carlos Lupi, relacionou o resultado positivo da geração
de empregos formais no País às medidas de estímulo
da economia adotadas pelo governo federal. "Estamos no caminho certo
e é preciso continuar na política de redução
de juros, nas ações de estímulo do crédito
ao setor produtivo, nas ações anticíclicas para
estimular o consumo e a renda", comentou.
Ele informou que, no que
diz respeito ao Ministério do Trabalho, será feita em
breve uma reunião com a diretoria do Banco do Brasil para uma
nova rodada de negociação da redução dos
juros cobrados nos empréstimos feitos com recursos do Fundo
de Amparo ao Trabalhador (FAT). O BB e o BNDES são hoje os principais
bancos públicos que operam recursos do FAT.
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O ESTADO DO PARANÁ,
23 de junho de 2009 | Economia
Saldo de emprego em junho será melhor
Agência Estado
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou hoje que o Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de junho deverá registrar
saldo positivo maior do que o de maio, que foi de criação de
131.557 postos de trabalho com carteira assinada em todo País. Segundo
ele, os setores de serviços e construção civil deverão
continuar o ritmo forte de novas contratações. Lupi também
aposta que a indústria de transformação continuará registrando
saldo positivo na geração de empregos formais.
Em maio, a indústria registrou
saldo líquido positivo de 700 empregos, sendo o segundo mês
consecutivo de resultado positivo. Mas no acumulado de janeiro a maio,
a indústria ainda tem saldo negativo, de 146.478 postos. "O
meu otimismo tem alguma base real", afirmou Lupi, fornecendo dados
do seguro-desemprego para justificar a crença na tendência
de alta do emprego. Em maio deste ano, foram solicitados 536.170 pedidos
do benefício, contra 566.676 pedidos registrados em maio do ano
passado.
CSN
O ministro do Trabalho afirmou
ter recebido do sindicato dos metalúrgicos de Volta Redonda (RJ)
a informação de que a Companhia Siderúrgica Nacional
(CSN) voltou a contratar empregados com carteira assinada, o que seria
a primeira vez que isso acontece desde o agravamento da crise, no final
de 2008. Segundo Lupi, os sindicalistas informaram que a companhia já teria
recontratado 70% dos demitidos no final do ano. "Isso mostra uma
recuperação da indústria do aço", afirmou
o ministro, após divulgar o resultado do Caged do mês de
maio. De acordo com ele, a indústria está se recuperando
e os problemas que ainda existem são localizados.
Pelos dados do Caged, em
maio a indústria de transformação registrou saldo
positivo de 700 empregos formais. Dos 12 subsetores da indústria
acompanhados pelo Cadastro, cinco ficaram com saldo positivo, com destaque
para a indústria de produtos alimentícios, que teve um
saldo líquido de empregos de 13.382 postos no mês. As
indústrias metalúrgica e mecânica foram os segmentos
com pior desempenho, registrando saldo negativo, respectivamente, de
5.499 e 2.917 postos.
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Gazeta
do Povo, 23 de junho de 2009
Emprego
Abertura de vagas em maio foi a maior do ano
Nos cinco primeiros meses de 2009, 34,5 mil postos
de trabalho foram criados no Paraná. Em 2008, no entanto, esse número
era quase três vezes superior

Maio foi o mês com o maior
saldo de vagas no mercado de trabalho do Paraná em 2009. Foram gerados
11,6 mil empregos com carteira assinada no mês passado, segundo dados
do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério
do Trabalho. No ano, o estado acumula 34,5 mil postos de trabalho abertos,
número que evidencia a lentidão do mercado quando comparado
ao saldo de 95 mil vagas do mesmo período de 2008.
Os 34,5 mil postos abertos em 2009
ainda não repuseram todas as vagas fechadas na fase de maior tensão
da crise – só em dezembro do ano passado, o saldo ficou negativo
em quase 50 mil empregos. Na época, os cortes foram puxados pela
indústria, que naquele mês eliminou 24,5 mil vagas. No mês
passado, a indústria do estado abriu 2,2 mil postos. No ano, foram
5,5 mil.
“ A geração de empregos está lenta, mas os números
de maio têm o aspecto positivo de que quase todos os setores contrataram
mais do que demitiram”, analisa Sandro Silva, economista do Dieese. Na
indústria, a abertura de vagas deixou de depender apenas do setor alimentício,
que em abril apresentou um saldo positivo de 3,8 mil vagas. Mesmo segmentos bastante
abatidos pela crise já saíram do vermelho. É o caso da indústria
mecânica, que abriu mais de 700 vagas, e de materiais de transporte, com
31 novos postos.
“Também notamos uma
redução na diferença entre o resultado de 2008 e o
de 2009”, aponta Silva. O saldo de maio deste ano é 30% menor
do que no mesmo mês de 2008, enquanto no acumulado do ano a diferença é de
63%. Mesmo assim, o ritmo de expansão do emprego, um porcentual
calculado sobre o total de pessoas empregadas, continua em queda acentuada.
Em maio de 2008, o número de pessoas no Paraná com carteira
assinada crescia a um ritmo de 6,7% ao ano. Agora, a velocidade é de
2,45%, e em queda.
A região metropolitana de
Curitiba (RMC) ficou com aproximadamente 40% das novas vagas – foram
4,1 mil novos empregos em maio. O setor da construção civil é o
que mais contratou na região, com 1,5 mil vagas, seguido pela área
de serviços, com 1,4 mil empregos. A indústria teve desempenho
ainda modesto, com pouco mais de 700 postos de trabalho. Somente em Curitiba,
foram criados 2,4 mil empregos, com uma expansão de 0,4% no número
de pessoas com carteira assinada. O desempenho ficou abaixo da média
do estado, de 0,54%. O setor com o melhor resultado foi o de serviços,
com pouco mais de 900 vagas.
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G1, 23 de junho de 2009 |
Economia e negócios / Construção Civil
Caixa lança fundo de investimentos
em construção civil
Aplicação mínima será de
R$ 5 mil e taxa de administração de 2% ao ano | Índice
do setor subiu 91,16% no ano, contra 41,67% do Ibovespa.
Do G1, em Brasília
A Caixa Econômica Federal informou nesta segunda-feira (22) que está lançando
um fundo de investimentos que permitirá aos investidores aplicações
de recursos somente em empresas que participem, direta ou indiretamente, do
setor de construção civil.
Não serão permitidas,
entretanto, aplicações de recursos do Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço (FGTS) da conta vinculada dos trabalhadores.
De acordo com a Caixa, o fundo é destinado
a clientes pessoas físicas e jurídicas que busquem ganhos
no médio e longo prazo. "Com aplicação mínima
de R$ 5 mil e taxa de administração de 2% ao ano, o fundo
tem o objetivo de obter maior retorno efetivo aplicando em ações
de empresas que pertençam, direta ou indiretamente, ao setor da
construção civil", informou o banco público.
A instituição financeira
lembra que o produto chega ao mercado em um momento de aumento da oferta
de crédito por conta do lançamento do programa "Minha
Casa, Minha Vida" do governo federal.
"O retorno dos recursos
estrangeiros à Bolsa de Valores, que contribuiu significativamente
para a valorização das ações de empresas
ligadas à construção civil, reafirma, também,
a perspectiva de um cenário positivo para o setor", avaliou
o gerente nacional de Desenvolvimento de Fundos e Carteiras Administradas
da Caixa, Alessandro Cruzolini.
Até maio deste ano, o índice
do setor imobiliário (Imob) registrou, no ano, valorização
de 91,16% contra a média de 41,67% do Ibovespa.
“Além do cenário
atual, em que as ações das empresas da construção
civil voltam a compor as carteiras dos investidores e dos Fundos de
Investimento, o efeito multiplicador que o setor de construção
civil tem na economia é de fundamental importância para
a retomada do crescimento”, acrescenta Cruzolini.
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MONITOR MERCANTIL, 23 de junho de 2009
CONJUNTURA
Desoneração e gastos
garantem emprego
A redução do Imposto
Sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de carros novos e de
eletrodomésticos da linha branca garantiu a manutenção
do emprego de 10% dos trabalhadores do setor de comércio, segundo
estimativa do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores
do Comércio (CNTC), Antônio Alves de Almeida.
Já a desoneração
do IPI sobre materiais de construção, o aumento do financiamento
habitacional e as obras do PAC contribuíram para o emprego na
construção civil, que registrou em maio a criação
de 17.407 empregos formais.
O setor foi o terceiro que mais
contratou ou formalizou empregos em maio, atrás de agropecuária
(52.927 vagas) e serviços (44.029) e à frente do comércio
(14.606 empregos formais) e indústria em geral (700 vagas).
O Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados (Caged) de maio registrou a geração de
131.557 empregos formais na economia, saldo de 1.348.575 admissões,
menos 1.217.018 demissões. Nos cinco primeiros meses de 2009,
houve a abertura ou formalização de 180.011 postos de trabalho.
A forte atividade na construção
civil estimulou a multinacional Lafarge Gypsum a anunciar a instalação
da terceira unidade no país de produção de chapas
de gesso para paredes e forros, agora em Poços de Caldas, MG.
O presidente da empresa, Mário
Castro, disse que o setor de chapas cresceu 24% em 2008, na comparação
com 2007; enquanto que o mercado de construção cresceu
9%. "Com os programas de habitação anunciados pelo
Governo Federal, as nossas expectativas são de que o mercado cresça
ainda mais", disse.
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Folha
de S.Paulo, 23 de junho de 2009
Fusão forma gigante do setor
de móveis e construção
Duratex e Satipel se unem em marca com receita de
R$ 3,3 bi
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A Duratex e a fabricante de painéis
de madeira Satipel anunciaram ontem fusão para formar a oitava
maior empresa do ramo no mundo.
Ligada ao grupo Itaúsa, a Duratex será incorporada pela Satipel
em um processo de troca de ações. O valor do negócio não
foi divulgado porque depende da cotação dos papéis no
momento da troca.
O presidente da nova empresa, que levará o nome de Duratex S.A., Henri
Penchas, estimou em "algumas dezenas de milhões" os ganhos
com sinergia a partir da fusão. De acordo com ele, o nome aproveitará a
força da marca.
Além da complementaridade -a Satipel possui fábricas em Minas
Gerais e no Sul, enquanto a Duratex tem plantas em São Paulo-, um dos
motivos que levaram à decisão foi o aumento na escala e a criação
de uma empresa global.
" A meta é ser o produtor de mais baixo custo e maior margem de revenda",
disse Penchas. De acordo com ele, a empresa está disposta a investir no
exterior, tanto no setor moveleiro como no de construção.
Não há planos de demissão na nova Duratex. São
cerca de 9.700 empregados. A empresa terá receita de cerca de R$ 3,3
bilhões anuais e patrimônio líquido de R$ 2,3 bilhões
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Folha
de S.Paulo, 23 de junho de 2009
CRÉDITO
Financiamento imobiliário com poupança
cresce
DA FOLHA ONLINE
Os financiamentos imobiliários com recursos
da poupança cresceram 5% em maio ante o mesmo mês de 2008,
segundo a Abecip (associação de entidades de crédito
imobiliário). O valor, R$ 2,38 bilhões, ficou quase estável
ante abril (R$ 2,37 bilhões). De janeiro a maio, houve alta
de 8,94% ante o mesmo período de 2008.
Em nota, a Abecip afirma que o crédito imobiliário tende à estabilização, "depois
de cinco anos de crescimento acelerado".
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Vermelho, 23 de junho de 2009
BNDES incluirá cláusulas
sociais em contratos de financiamento
“ Fica vedada a concessão ou renovação de quaisquer
empréstimos ou financiamentos pelo BNDES a empresas de iniciativas privadas
cujos dirigentes sejam condenados por assédio moral ou sexual, racismo,
trabalho infantil, trabalho escravo ou crime contra o meio ambiente”. A
proposta, do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), faz parte da lei sancionada
pelo Presidente Lula que concede credito de até 100 bilhões de
reais ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A lei, oriunda da Medida Provisória aprovada pelo Congresso, quer aumentar
a capacidade do banco de financiar projetos a longo prazo, já que a
demanda por financiamento do BNDES cresceu 173% de 2003 a 2008.
Ao sancionar o texto, o Presidente manteve as duas emendas aprovadas no Congresso
de autoria do senador Inácio Arruda. A outra proposta autoriza a inclusão,
nos contratos de financiamento com os recursos da lei, de cláusulas
que exijam das empresas beneficiadas pelos empréstimos o compromisso
de criar postos de trabalho ou de restringir as demissões sem justa
causa, durante um período específico a ser definido.
De Brasília
Márcia Xavier
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O ESTADO DO PARANÁ,
23 de junho de 2009 | Política
Reforma cortará carga tributária
para o cidadão brasileiro em até 20%
Agência Brasil
A carga tributária para quem ganha atualmente até cinco salários
mínimos é de 48%, mas, com o alargamento da base de impostos,
aliado ao desenvolvimento econômico, poderá ser reduzida em até 20%
nos próximos quatro a seis anos. A estimativa foi apresentada hoje (22)
pelo relator da reforma tributária na Câmara dos Deputados, Sandro
Mabel (PR-GO).
"É trazer uma pessoa
que paga 48% para 28%. Isso quer dizer que um aposentado que ganha um
salário mínimo vai ter mais R$ 100 no bolso, um trabalhador
que ganha R$ 1 mil vai levar mais R$ 200 para casa", disse Mabel.
Para ele, quem ganha até cinco salários mínimos
não deveria pagar nenhum imposto. "Só consumir."
Segundo o deputado, essa poupança
será canalizada para o consumo. "Ele [aposentado ou trabalhador]
vai consumir mais. As lojas vão vender mais, contratar mais gente,
arrecadar mais, comprar mais das indústrias. E essas vão
vender mais. É um país que roda."
Mabel disse que movimento semelhante
ocorreu na Austrália, na Índia, no Chile. "O mundo
já demonstrou que só se baixa a carga tributária
crescendo. O governo tem a arrecadação de que precisa para
fazer as obras, para manter a máquina, mas vai cortando a carga
tributária para todo mundo."
Com a reforma, as 27 legislações
estaduais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços (ICMS) serão unificadas. E quatro contribuições
- para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), para o Programa
de Integração Social (PIS), de Intervenção
no Domínio Econômico (Cide) e o salário educação
- serão reunidas no Imposto Sobre Valor Adicionado (IVA).
O deputado Sandro Mabel
Mabel participou hoje da reunião conjunta dos Conselhos Empresariais
de Assuntos Legislativos, de Jovens Empresários e da Política
Econômica e Industrial da Federação das Indústrias
do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
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Vermelho, 23 de junho de
2009
Estamos rumando para o fim do regime
do dólar?
Brasil, Rússia, Índia e
China (os Bric) querem anunciar uma nova ordem econômica mundial.
Como Estados do Bric buscam o respaldo na reunião de Ecaterimburgo,
primeiro encontro de cúpula destes países. O que está em
jogo nesta reunião é, nem mais nem menos, uma aliança
estratégica na política econômica de alcance planetário,
a fim de exercer contrapeso ao “modelo” de capitalismo dos
mercados financeiros estadunidense.
Por Michael R.Krätke, no Sin Permiso*
As grandes crises são tempos de mudanças e ajustes. No sistema
capitalista mundial os equilíbrios estão se alterando a toda
velocidade, e a atuação dos países do Bric não
jogam um papel menor nisso. Tudo se passa como se, de uma figura artística
criada tempos atrás pelo Goldman Sachs surgisse agora uma magnitude
global capaz de competir com os EUA e a União Européia: China,
a potência mundial vindoura, e Rússia, a decadente, têm
sido as primeiras a se entenderem; Brasil e Índia vêm em seguida.
Há um ano esses países vêm mantendo reuniões informais
como Estados Bric. Esta semana se realiza a primeira cúpula oficial
de países do Bric na cidade russa de Ecaterimburgo.
Brasil, Russia, Índia
e China representam quase 46% da população mundial, e suas
potências econômicas de nível mundial como exportadoras
de matérias primas e produtos agrícolas, como oficina do
mundo, fábrica de ideias e centro de prestação de
serviços. Dispõem, juntos, do maior volume de reservas
monetárias: 2,9 trilhões de dólares. Suas economias
nacionais crescem, ainda assim, agora, num ritmo claramente menor.
Não lhes resta outra
opção, senão a de livrarem-se o mais rápido
possível da mordaça da recessão. E têm possíveis
chances de consegui-lo, porque seus governos não se limitam a
uma política de gestão da crise, como os governos norte-americanos
e da União Européia, mas estão decididos a induzir
mudanças.
Se conseguirem-no, em poucos
anos alcançarão ou superarão economicamente os Estados
do G7. Porque então estariam mais imbricados entre si do que jamais
estiveram, e vai de si que isso se poderia constatar objetivamente no
momento em que a China substitui os EUA como parceiro comercial principal
do Brasil.
O FMI pode ficar satisfeito
O que está em jogo na
cúpula de Ecaterimburgo é, nem mais nem menos, uma aliança
estratégica na política econômica de alcance planetário,
a fim de exercer contrapeso ao “modelo” de capitalismo dos
mercados financeiros estadunidense. Quem quiser superar a crise presente
sem assentar as bases para um próximo derretimento financeiro
não pode se limitar a resgates bilionários de bancos e
a regular mercados financeiros, escreveu o ministro brasileiro de estratégia
Roberto Mangabeira Unger, autor de vários livros em que tem advogado
pela importação pela América Latina do socialismo
democrático de tipo europeu.
E aonde essas manobras e mudanças
dos Estados do Bric levam? Já antes de sua cúpula, chineses,
brasileiros e russos vêm advogando pelo fim do regime do dólar
e por uma nova divisa mundial. Os bancos centrais desses três países
que, junto com a Índia, experimentaram, nas últimas quatro
semanas, um aumento de 60 bilhões em suas reservas de dólares,
estão decididos a fragmentar e a diversificar. Já anunciaram
sua intenção de adquirir bônus de empréstimo
do FMI e, ao mesmo tempo, vender bônus do Tesouro norte-americano
por uma valor de 100 bilhões de dólares. Os títulos
do FMI serão emitidos como direitos especiais de giro, quer dizer,
vai se tratar de dinheiro fiduciário internacional, fundado numa
cesta monetária composta de dólares, euros, libras esterlinas,
yenes e francos suíços.
O FMI estará safisfeito,
porque sua emissão programada de bônus de empréstimo
se converterá então num negócio seguro, ainda que
não admirável. Em contrapartida, os Estados Bric podem
endurecer suas exigências de igualdade nas deliberações
do FMI.
Nas atabalhoadas ações
dos Estados visando ao resgate de empresas no espaço da União
Européia, algumas das crises que haverão de se tornar decisivas
para o transcurso da atual Grande Depressão do ano de 2009 (a
quarta do capitalismo moderno), estão silenciosas: a crise de
fome, a crise agrícola, a crise energética, a crise de
matérias primas e as ameaçadoras consequências da
catástrofe ambiental.
Do Bric ao “Bricss”
Os Estados do Bric não
podem deixar de ver que todas essas crises mundiais não apenas
batem na porta de sua casa, mas irrompem no seio de seus próprios
países. Assim, esses Estados poderiam facilmente se converterem
num grupo de Estados “Bricss”, se Indonésia, Coréia
do Sul e África do Sul se incorporarem [Krätke usa as iniciais
desses países na grafia inglesa].
Então se ia poder falar
com propriedade de um contrapoder de alcance econômico mundial.
A União Europeia, agora em situação de espera, terá que
decidir com quem quer dar as mãos: se vai ao abismo com os EUA,
ou com os países do Bric, rumo a uma nova ordem econômica
mundial.
* Michael R.Krätke, membro
do Conselho Editorial de SinPermiso, é professor de política
econômica e direito fiscal na Universidade de Amsterdã,
pesquisador associado ao Instituto Internacional de História Social
dessa mesma cidade e é catedrático de economia política
e diretor do Instituto de Estudos Superiores da Universidade de Lancaster,
no Reino Unido; tradução da Carta Maior
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Reuters, 23 de junho de 2009
Crise no Senado: aumenta pressão
e senadores cobram Sarney
Sarney sangra, tal como Renan
sangrou, não porque se quer apurar irregularidades e corrigi-las.
O atual presidente do Senado é a 'vítima' da vez, porque é aliado.
A nova crise paralisa a Casa e compromete a produção legislativa,
num ano crucial para o Governo e seus programas
O presidente do Senado, José Sarney
(PMDB/AP), tornou-se refém do recente escândalo que atingiu
a instituição. Enfraquecido e objeto de pressão
crescente dos seus pares, o também ex-presidente da República
pode sucumbir à crise se não recuperar o controle da Casa.
A avaliação é de
aliados e adversários. Se não estancar a atual sangria,
pode ser levado a se afastar do cargo.
A saída para evitar esse
desfecho é anunciar medidas administrativas que realmente moralizem
e tirem a Casa do calvário. Esse seria o antídoto para
preservar-se no comando do Senado, que assumiu em fevereiro.
"Depende muito de sua atuação
nos próximos dias. Se estabelecer medidas concretas, ele recupera
energia. Caso contrário, o risco político é muito
grande", afirmou o senador Renato Casagrande (PSB/ES).
A semana é decisiva.
Nesta terça-feira (23),
o primeiro secretário da Casa, senador Heráclito Fortes
(DEM/PI), tornará público os mais de 600 "atos secretos",
realizados em sua maioria com o objetivo de esconder medidas como criação
de cargos e aumento de salário.
A extensão do escândalo
ainda é desconhecida. Ninguém sabe exatamente quantos e
quais funcionários se beneficiaram da prática, assim como
ninguém sabe se, na vasta lista, Sarney figura como um dos favorecidos.
Por lei, todos os atos devem
ser publicados na data em que as mudanças foram feitas. Os atos
devem ser publicados num sistema interno e também no Diário
Oficial do Senado.
"Os senadores são
prisioneiros dos próprios fatos. A depender (do conteúdo)
dos atos secretos, vão rolar algumas cabeças", disse
o senador José Agripino (DEM/RN), líder da bancada.
Na semana passada, Sarney subiu à tribuna
do plenário e afirmou que a crise era do Senado, não dele.
Os atos secretos são práticas
que datam de 1995, ano que coincide com a indicação do
servidor Agaciel Maia, ex-diretor-geral afastado do posto em março
após denúncias sobre a evolução de seu patrimônio.
Ele não teria declarado
uma mansão avaliada em R$ 5 milhões. Foi Sarney quem o
nomeou.
Outro pivô da crise é o
ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi, que usou apartamento
funcional pago com dinheiro público para acomodar familiares.
Ele mora numa mansão em Brasília.
Tanto Agaciel como Zoghbi são
suspeitos de terem determinado a omissão dos atos. Não
se sabe, ainda, a mando de quem.
Afastamento
do cargo
Num sinal claro de que a crise subiu mais um degrau, o senador Arthur Virgílio
(PSDB/AM) fez um forte discurso no plenário nesta segunda-feira (22).
Segundo ele, Agaciel Maia teria
usado atos secretos para chantagear parlamentares e se manter no cargo.
"Há senadores com
mandato por trás de Agaciel", disse o tucano sem apontar
nomes.
Dirigindo-se a Sarney, foi enfático: "Se
Vossa Excelência não puder romper com essa camarilha, perderá as
condições de governar esta Casa. Vossa Excelência
não necessariamente tem que sobreviver. Quem tem que sobreviver é o
Senado Federal".
Em resposta, o presidente do
Senado garantiu que não "acobertará ninguém" e
afirmou que nomeou Agaciel atendeu a diversos pedidos de senadores à época.
Também presente no plenário,
o senador Cristovam Buarque (PDT/DF) pediu que o colega se licencie do
cargo.
A pressão lembra o passado
recente, quando o senador Renan Calheiros (PMDB/AL) não resistiu às
pressões e afastou-se do posto para fugir da cassação.
Acusado de quebra de decoro por
supostamente ter despesas pagas por um lobista, foi levado ao julgamento
do plenário e absolvido pelos pares.
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Congresso em Foco, 23 de
junho de 2009
Cristovam sugere que Sarney se licencie
da presidência
Fábio Góis
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF)
sugeriu há pouco que o presidente do Senado, José Sarney
(PMDB-AP), peça licença do posto para que a Casa possa
minimizar a crise em curso – intensificada com o mais recente escândalo,
o caso dos atos administrativos secretos (leia abaixo).
“Sugiro que ele [Sarney]
desça à planície e fique conosco aqui. Peça
licença ao menos por alguns meses, e passe a presidência
ao vice-presidente", disse Cristovam, referindo-se ao senador Marconi
Perillo (PSDB-GO).
"Tenho certeza de que ele,
com experiência que tem, pode contribuir muito mais com o Senado
aqui embaixo do que presidindo a Mesa e tendo que se defender todos os
dias”, emendou Cristovam, responsável pela apresentação
de um conjunto de propostas de mudanças administrativas.
Além da licença
de José Sarney, Cristovam sugeriu uma vigília noturna aberta à opinião
pública, com representantes da sociedade civil organizada, para
discutir soluções que moralizem o Senado. "Por que
não podemos fazer isso para debater o Senado se fizemos para debater
a Amazônia?", disse o senador, referindo-se à vigília
protagonizada por artistas da TV Globo, em meados de maio (leia mais).
“Abramos essa tribuna para
a opinião pública”, disse o pedetista, para quem
deveriam participar do ato entidades como Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e Confederação
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), além de “alguns jornalistas”. “Pode
não ser das melhores, mas são duas propostas.”
À francesa
Avisado de que Cristovam faria
pronunciamento em que pediria a licença, Sarney passou o comando
da sessão para o terceiro-secretário, Mão Santa
(PMDB-PI), e abandonou o plenário. Mas, momentos antes, pronunciou-se
sobre as colocações feitas por seus pares acerca da crise
do Senado.
“Quero dizer à Casa
que fique tranquila, que ninguém vai acobertar ninguém.
Ninguém vai evitar que qualquer um seja punido”, disse Sarney,
referindo-se à auditoria externa anunciada na sexta-feira (19)
para analisar os atos secretos, que já teria o acompanhamento
de um procurador da República e de um representante do Tribunal
de Contas da União. A comissão terá sete dias para
apresentar um relatório. “Espero que ela seja concluída
para, na forma da lei, em seguida gerar um inquérito administrativo
no qual as punições aos culpados serão aplicadas.”
Acuado, Sarney tentou novamente
se eximir da culpa pela crise que abala a instituição desde
que tomou posse pela terceira vez na presidência, em fevereiro
deste ano. E, recorrendo ao estilo metafórico característico
do presidente Lula, seu aliado, disse que não esperava uma gestão
como a que está em curso. “Julguei que eu fosse eleito presidente
para usar e presidir politicamente a Casa, e não para ficar submetido
a procurar a despensa ou a limpar o lixo das cozinhas da Casa”,
lamentou Sarney, que já presidiu o Senado entre 1995 e 1997 e
2003 e 2005.
Atos obscuros
A sessão não deliberativa
desta segunda-feira (22) foi marcada pelo debate sobre o mais recente
escândalo instalado a instituição: o caso dos atos
administrativos secretos, que beneficiaram, além de parlamentares,
servidores, parentes, amigos e aliados políticos.
Tendo sido emitidos desde 1998
pela alta direção da Casa, os documentos não eram
veiculados no Boletim Administrativo do Senado, como determina a lei,
e serviram para propósitos diversos – entre eles a nomeação
de “espião” no Conselho de Ética e contratação
de parentes do próprio Sarney. Quase que diariamente, ao passo
em que os atos vão sendo veiculados na rede interna da Casa, surgem
novos casos de nomeações de familiares do peemedebista.
“São as páginas
mais nojentas da história deste Parlamento”, disse Virgílio,
em discurso em que pede a prisão do ex-diretor-geral do Senado
Agaciel Maia, afastado por omissão de bens à Receita Federal.
Técnicos da comissão
de sindicância designados pela Primeira Secretaria descobriram
que a maioria dos atos sigilosos foi assinada pelo então diretor-geral
adjunto e atual diretor-geral, Alexandre Gazineo, e podem chegar a mil.
Tanto Agaciel quanto Zoghbi pertencem ao grupo político de Sarney
no Senado.
Amanhã (terça,
23), às 17h, uma reunião da Mesa Diretora servirá para
a análise das propostas de reforma administrativa apresentadas
por um grupo suprapartidário de senadores. Sarney tem restrições
a alguns deles. Também está prevista para esta terça-feira
a apresentação de um relatório com as conclusões
da comissão sobre os atos secretos, entre outros desmandos administrativos. “Tenho
certeza que há muita perfídia nesses dados”, observou
Virgílio.
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O ESTADO DO PARANÁ,
23 de junho de 2009 | Política
Terceiro mandato é brincar
com democracia, diz Lula
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a declarar hoje que não
deseja um terceiro mandato. "Eu não quero o terceiro mandato por
uma coisa muito simples: eu tenho dito que a gente não pode brincar
com a democracia", disse, em entrevista concedida à rádio "Paiquerê FM",
ao chegar pela manhã em Londrina. Lula defendeu a alternância
de poder e disse torcer para que os eleitores escolham alguém melhor
que ele para a presidência em 2010.
"Eu acho que a alternância
de poder é importante porque vai permitindo ao povo, cada vez
mais, escolher alguém. E eu sempre vou torcer para que as pessoas
escolham alguém melhor do que eu, alguém que possa fazer
avançar aquilo que nós começamos a fazer em 2003".
Lula afirmou que, após seu segundo mandato, pretende seguir na
política. "(Vou fazer) o que eu fazia antes, com mais experiência.
Eu pretendo continuar trabalhando, fazendo política", disse.
O presidente também comentou
o fato de o Brasil ter se tornado credor do Fundo Monetário Internacional
(FMI), após décadas como devedor. "Quando nós
assumimos o governo em 2003, eu tinha como meta, como ambição
minha, acabar com a nossa relação de dívida com
o FMI". Lula criticou a ingerência do organismo. "O fato
de o FMI emprestar dinheiro a um país é normal. O que é anormal é o
FMI emprestar dinheiro e depois começar a mandar seus diretores
aos países, dizer o que o país tem que fazer." Segundo
Lula, o Fundo tem de emprestar dinheiro e o único compromisso
que o país tem é pagar. "E os juros têm que
ser mais baixos e não pode ter nenhuma condicionalidade."
Sobre a decisão
de emprestar dinheiro ao fundo, Lula afirmou que o Brasil precisava
se portar como um país grande. "O Brasil não pode
fingir que é pequeno e dizer: não, eu sou pobre, eu não
posso dar. Nós temos reservas, nós temos grandeza suficiente
para dizer: nós vamos dar a nossa parte." "E isso é importante
porque não diminui as nossas reservas, porque é um empréstimo.
Portanto, nós estamos tranquilos e muito felizes. Eu tenho orgulho
porque passei 20 anos da minha vida carregando faixa por este País
afora: 'Fora FMI! Fora FMI!' Foi exatamente no meu governo que nós
criamos as condições para não precisarmos mais
do FMI."
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FOLHA DE LONDRINA, 23 de
junho de 2009 | Política
Dilma sugere 'novo PAC' para sucessor
de Lula
Ministra-chefe da Casa Civil, que acompanhou
Lula ao Norte do Paraná, justifica atraso nas obras do programa
de aceleração do crescimento
Pré-candidata à Presidência da República pelo PT,
em 2010, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou ontem em Londrina
que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),
do Governo Federal, estão prontas para ''agora entrar em processo de
aceleração'' e deixar, para o substituto de Luiz Inácio
Lula da Silva (PT), projetos que sustentem ''um novo PAC''.
Dilma esteve na cidade ao lado
de Lula e dos ministros Reinhold Stephanes (Agricultura, Pecuária
e Abastecimento) e Paulo Bernardo (Planejamento), além do governador
Roberto Requião (PMDB) e seu vice Orlando Pessuti (PMDB), para
o lançamento do Plano Safra 2009/2010. A ministra criticou gestões
anteriores à do PT, sem citar nomes de governantes ou partidos,
e rebateu críticas sobre uma suposta morosidade no andamento das
obras do PAC - algumas, da ordem de bilhões de reais, receberam
percentagens ínfimas diante da necessidade de investimento, tal
como a do alcooduto Goiás-São Paulo, anunciado para custar
R$ 2,4 bilhões, mas que recebeu, até o momento, cerca de
R$ 12 milhões.
Ela justificou a demora argumentando
que, antes da gestão petista, foram ''mais de 20 anos sem investimento
em ferrovias''. ''Tivemos dificuldades enormes porque nos últimos
25 anos não houve investimentos em infraestrutura para escoamento
da safra'', disse, para completar: ''Duplicamos rodovias e fizemos várias
ferrovias onde o eixo é leste-oeste - uma delas é a Transnordestina,
mas o presidente determinou que fizéssemos também a ferrovia
da integração oeste-leste, da região de Feira de
Santa (BA) ao Porto de Iguape. Mesmo no Paraná, temos várias
outras ferrovias de integração que estão em estudo
e que vão permitir um escoamento mais ágil''.
Na avaliação da
ministra, o andamento das obras tem de ser analisado pela necessidade
de projetos. ''Somos um país que não fazia projeto, porque
nem fazia planejamento. Não olhávamos a questão
da agricultura, por exemplo, como estratégica e essencial para
o desenvolvimento do País - tanto que o Plano Safra 2009/2010,
orçado em R$ 107,5 bilhões, era de R$ 24 bilhões
em 2002/2003. Falaram muito que o PAC estava no papel; quem dera, pois
sequer papel existia no Brasil para que se pudesse fazer investimento.
Fizemos projetos e estudos, pois sem eles não há obras,
mas, como não herdamos uma estrutura de estado capaz de executá-las,
digo que agora que tudo está em um processo de aceleração'',
definiu. ''Nós vamos legar projetos e também (projetos)
para um novo PAC, em próximo governo.''
Janaina Garcia
Reportagem Local
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AGORA/ RIO GRANDE (RS), 23
de junho de 2009
RS: Trabalhadores da construção
civil têm dissídio homologado
O Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio
Grande (Sinduscon) e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da
Construção Civil e do Mobiliário do Rio Grande já homologaram
o dissídio coletivo referente ao período de 1º de maio de
2009 a 30 de abril de 2010. O presidente do Sinduscon Rio Grande, Airton Viñas,
considera que o resultado das tratativas foi bastante positivo, ainda mais
levando em conta a crise internacional que atingiu diversos setores e fez com
que várias categorias de trabalhadores abrissem mão dos reajustes
salariais para manter os empregos.
Viñas destaca que a categoria dos trabalhadores na construção
civil obteve uma correção salarial de 7,25%, bem acima da média
obtida em outras cidades. Os pisos salariais definidos foram: serventes de
obras, vigias e auxiliares de escritório, R$ 515,00; meio-oficiais,
R$ 615,00, profissionais (assim considerados pedreiros, ferreiros, carpinteiros,
pintores, azulejistas, colocadores de basalto, pastilheiros, operadores de
máquinas automotoras, marceneiros, marmoristas, graniteiros, serralheiros,
operadores de bate-estaca, operadores de grua e eletricistas de manutenção),
R$ 710,00; encarregado, R$ 775,00; contramestre, R$ 865,00 e mestre, R$ 1.100,00.
Também constam do dissídio a hora extra no repouso semanal remunerado,
horas extras nos demais dias da semana, despesas de funeral por acidente de
trabalho e a possibilidade de adesão ao banco de horas.
Fiergs
O Sinduscon Rio Grande também recepcionou a comitiva da Federação
das Indústrias do Rio Grande do Sul, que na última quarta-feira,
17, visitou Rio Grande. O presidente Airton Viñas e o diretor Jorge
Bandeira participaram da reunião-almoço realizada no Centro de
Indústrias.
A comitiva da Fiergs, liderada pelo presidente Paulo Tigre, esteve composta
pelos empresários Jorge Serpa, Enir Grigol, José Zortéa,
Edison Lisboa e Elisabeth Urban. Após o almoço, os visitantes
conheceram a área portuária e industrial. Por último,
visitaram as instalações do Senai Rio Grande.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
23/06/2009
Motoristas que trabalham em portos
não integram categoria diferenciada
A movimentação
de mercadorias na área do porto organizado é atividade
inerente à capatazia e não enseja o agrupamento dos motoristas
portuários em categoria profissional diferenciada, uma vez que
não se assemelha ao transporte rodoviário de cargas. O
entendimento, previsto na Lei dos Portos (Lei nº 8.630/93), levou
a Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC)
do Tribunal Superior do Trabalho a declarar a ilegitimidade do sindicato
dos motoristas de Santos (SP) e a extinguir, sem julgamento de mérito,
dissídio coletivo ajuizado pela entidade contra o Sindicato dos
Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp).
Relator do recurso, o ministro
Walmir Oliveira da Costa afirmou que o reconhecimento da categoria diferenciada
dos motoristas somente se justifica quando a atividade desenvolvida pelo
trabalhador não se insere na atividade própria da empresa – por
exemplo, quando ele deixa o local de trabalho transportando pessoas ou
produtos pelas vias rodoviárias e não partilha, portanto,
as mesmas condições de trabalho dos demais empregados.
Não é o que ocorre nos âmbito dos portos, segundo
o relator, porque a atividade de transporte interno é espécie
do gênero capatazia, conforme dispõe a Lei dos Portos (artigo
57, parágrafo 3º, inciso I).
“Se a atividade dos trabalhadores
se insere na descrição da capatazia, não se pode
reconhecer uma categoria diferenciada a ser representada pelo sindicato
dos trabalhadores rodoviários”, afirmou o relator. “Com
efeito, tais trabalhadores desempenham suas atividades dentro da área
dos portos, transportando mercadorias (sacaria, contêineres, carga
geral) até o costado dos navios, do costado para os armazéns,
dentro da área do cais. Essas atribuições não
os distinguem dos demais trabalhadores de capatazia, mas delineiam a
similitude de condições no desempenho das atividades laborais”,
assinalou Walmir Oliveira da Costa em seu voto, citando precedente do
ministro Fernando Eizo Ono no mesmo sentido (RODC 20.080/2003).
O ministro acrescentou que não
se trata de motoristas que trafegam em ruas ou estradas, transportando
cargas rodoviárias, sujeitos às regras do Código
Nacional de Trânsito e à fiscalização por
autoridade de trânsito, mas que desempenham tarefas similares àquelas
desempenhadas pelos operadores de máquinas, tais como as empilhadeiras,
utilizadas comumente nas atividades internas de certas empresas, como
as grandes atacadistas do setor de comércio, ou nos galpões
das indústrias. “São, portanto, trabalhadores portuários
que não se confundem e pouco se assemelham a motoristas rodoviários,
razão pela qual não se mostra suficiente para atestar a
legitimidade do suscitante o registro sindical acostado aos autos”,
concluiu Walmir Oliveira da Costa, e foi seguido à unanimidade
pelos demais ministros da SDC. ( RODC 20067/2004-000-02-00.1)
(Virginia Pardal)
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23/06/2009
Banco do Brasil pode demitir empregado
com síndrome do pânico
O empregado de empresa pública
ou de sociedade de economia mista, ainda que admitido por concurso público,
pode ser dispensado sem justa causa, porque não possui a mesma
estabilidade prevista na Constituição Federal (artigo 41)
para servidores. Essa é a jurisprudência do Tribunal Superior
do Trabalho aplicada pela Quinta Turma do TST no julgamento de recurso
de revista do Banco do Brasil. Com decisão unânime, os ministros
desobrigaram a instituição de reintegrar um ex-bancário,
demitido sem motivação, que adquiriu síndrome do
pânico após sofrer um sequestro.
Apesar do drama vivido pelo ex-empregado,
o relator do caso, ministro Emmanoel Pereira, explicou que o Banco do
Brasil celebra contratos trabalhistas conforme as regras da CLT (Consolidação
das Leis do Trabalho), por isso está equiparado ao empregador
comum. Nessas condições, pode demitir sem motivo seus empregados,
pagando as verbas salariais devidas na rescisão contratual. Em
resumo, o relator esclareceu que as empresas públicas, sociedades
de economia mista e outras entidades que exploram atividade econômica
se sujeitam ao regime próprio das empresas privadas, inclusive
quanto às obrigações trabalhistas e tributárias.
O caso foi parar na Justiça
quando o bancário alegou, na 4ª Vara do Trabalho de Fortaleza
(CE), que foi demitido injustamente depois de 17 anos de serviço
no banco, e pediu a reintegração ao emprego. Reconheceu
que houve mudanças no seu comportamento, entretanto atribuiu o
problema ao desenvolvimento de síndrome do pânico. Contou
que, no dia 15 de julho de 1999, ao chegar a casa, foi feito refém
junto com a família por um grupo de assaltantes. Como era responsável
pela tesouraria da agência de Aquiraz, no dia seguinte, enquanto
a mulher e o filho ficaram em casa com parte da quadrilha, ele foi obrigado
a ir ao banco com alguns assaltantes, que roubaram R$ 145 mil. A partir
desse evento traumático, o empregado disse que sofreu transtorno
mental e não recebeu assistência médica adequada,
tanto que está até hoje em gozo de auxílio-doença
pelo INSS.
De outro lado, o Banco sustentou
que o empregado não tinha estabilidade contratual e não
havia norma legal que o protegesse da despedida sem justa causa. Também
afirmou que o bancário queria ser demitido para receber a multa
de 40% do FGTS, porque abrira duas locadoras de vídeo. Além
do mais, não poderia reclamar da falta de assistência médica,
uma vez que usufruía do plano de saúde Cassi – a
Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.
O juiz concluiu pela validade
da demissão, já que houve a intervenção do
sindicado do empregado no processo e não houve ressalvas sobre
o seu estado de saúde (físico ou mental). Também
pesou na decisão o fato de existir uma declaração
assinada pelo bancário pedindo para ser exonerado, pois estaria “desmotivado
em relação ao emprego e salário”. Quando o
Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE) analisou
o recurso do empregado, entendeu que ele deveria ser reintegrado. De
acordo com o TRT, o ato de demissão era nulo, pois não
obedeceu aos princípios constitucionais de legalidade, impessoalidade,
moralidade e publicidade imprescindíveis para as instituições
que integram a Administração Pública Indireta da
União, como é o caso do BB.
Mas o banco conseguiu restabelecer
a sentença de primeiro grau com o julgamento do seu recurso de
revista no TST. Como observou o relator, a tese do Regional era contrária
ao entendimento do TST, que não vê obstáculo jurídico à despedida
de empregados de empresa pública e de sociedade de economia mista,
mesmo sem motivação – é o que consagra a Orientação
Jurisprudencial nº 247 da Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI– 1) do Tribunal. ( RR 1500/2001 – 004-07-00.5)
(Lilian Fonseca)
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23/06/2009
Escola indenizará professor
que figurava em lista de avaliação na internet
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho manteve decisão que condenou a escola Vieira
e Silva Informática Ltda., de Belo Horizonte (MG) a pagar indenização
por dano moral a um professor de informática que tinha seu nome
inserido em lista de cunho depreciativo. A Turma rejeitou recurso da
empresa, que integra a rede S.O.S Computadores.
O professor foi admitido fevereiro
de 2003 e dispensado em outubro de 2004, sem justo motivo e sem aviso
prévio. Após a demissão, ele entrou com ação
trabalhista na 3ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte (MG), em busca
de direitos e verbas devidas, e pediu reparação por danos
morais. Ele relatou que, quando estava na empresa, foi incluído
em uma relação de nomes, chamada “Lista Verde”,
que ficava na página eletrônica da empresa e servia de consulta
para toda a rede de ensino no país. A lista seria abastecida com
nomes de professores e funcionários que já prestaram serviços
e foram dispensados pela empresa, e trazia comentários pejorativos
sobre sua atuação profissional e motivos de demissão.
A sentença de primeira
instância foi favorável ao professor e fixou indenização
no valor de R$ 2 mil. O juiz observou que, embora a testemunha tenha
patronal tenha negado que todos tivessem acesso à lista, somente
o fato de ela existir e dela saberem os empregados já era motivo
de constrangimento. “As provas testemunhal e documental demonstraram
que o professor teve o seu nome indevidamente incluído num site
da empresa com informações pejorativas e não provadas
sobre sua pessoa, informações estas as quais teve acesso”,
registrou a sentença.
A empresa recorreu ao Tribunal
Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), que manteve a condenação.
O acórdão regional destacou que a existência da lista
seria mais do que suficiente para acarretar prejuízos à imagem
profissional e causar desgaste emocional e constrangimentos, “ainda
mais em uma época de escassez de emprego, em que a lista criaria
obstáculos à obtenção de novo emprego e até mesmo à defesa
do empregado, ensejando ferimento à liberdade de trabalho”.
A empresa de informática
lançou mão de novo recurso, agora ao TST. O ministro relator
do processo, Alberto Bresciani, rejeitou o recurso por aspectos processuais,
como a falta de especificidade das decisões supostamente divergentes
trazidas pela empresa ( RR-99/2005-003-03-00.5)
(Alexandre Caxito)
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23/06/2009
Cooperativas de crédito: contribuição é dirigida
a sindicato de bancários
A Segunda Turma do Tribunal Superior
do Trabalho decidiu que deve ser destinada ao sindicato dos bancários
a contribuição sindical paga pelo empregado de cooperativa
de crédito. Foi a primeira vez que o tema foi discutido sob este
enfoque neste órgão colegiado do TST, e o entendimento
unânime foi o de que a destinação é consequência
lógica do enquadramento desses empregados como bancários,
somada ao fato de não haver, no caso em questão, sindicato
específico que represente tais trabalhadores. O recurso, que teve
como relator o ministro Renato de Lacerda Paiva, envolve o Sindicato
dos Bancários de Blumenau (SC) e a Cooperativa de Crédito
do Vale do Itajaí (Viacredi).
O sindicato recorreu ao TST contra
decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região
(SC) que, após negar a equiparação da cooperativa à instituição
financeira bancária, negou sua pretensão de ser o destinatário
dos recolhimentos. No recurso ao TST, a defesa da entidade sindical informa
que a Viacredi creditou as contribuições em seu favor até o
ano de 2001, mas as correspondentes aos anos de 2002 e 2003 foram feitas
em favor de uma “conta especial empregado e salário”,
em função de a cooperativa não se considerar uma
instituição bancária. O sindicato afirma que não
houve alteração na legislação que justifique
a falta de recolhimento em seu favor a partir de 2002.
Em seu voto, o ministro Renato
Paiva afirmou que a decisão regional discrepa da previsão
contida na legislação que regula a questão (Lei
nº 4.595/64), que dispõe sobre a política e as instituições
monetárias, bancárias e creditícias e criou o Conselho
Monetário Nacional. A lei considera instituições
financeiras as pessoas jurídicas públicas ou privadas que
tenham como atividade principal ou acessória a coleta, intermediação
ou aplicação de recursos financeiros próprios ou
de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de
valor de propriedade de terceiros. Em função disso, a jurisprudência
do TST prevê que a jornada de trabalho dos empregados em cooperativa
de crédito é de seis horas diárias, assim como a
dos bancários, como prevê a CLT (artigo 224).
“Assim, com apoio na legislação, é de
se concluir que a cooperativa reclamada deve ser equiparada a estabelecimento
bancário, à luz da Súmula 55 desta Corte, cujo entendimento é o
de que as empresas de crédito, financiamento ou investimento,
também denominadas financeiras, equiparam-se aos estabelecimentos
bancários para os efeitos do artigo 224 da Consolidação
das Leis do Trabalho”, afirmou o ministro relator. O ministro Vantuil
Abdala, presidente da Segunda Turma, não participou desse julgamento.
A ministra Kátia Arruda compôs o quorum nesta sessão.
O recurso do sindicato foi conhecido e provido e a Turma considerou a
contribuição sindical devida ao Sindicato dos Bancários
de Blumenau por unanimidade de votos. ( RR 1.939/2006-051-12-40.7)
(Virginia Pardal)
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23/06/2009
Celetista de fundação
paulista tem direito a adicional por tempo de serviço
A Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou recurso da Fundação Centro
de Atendimento Sócio-Educativo ao Adolescente – Fundação
Casa - SP, e firmou entendimento no sentido de que o servidor celetista
tem direito ao adicional por tempo de serviço, previsto no artigo
129 da Constituição do Estado de São Paulo. A constituição
paulista, ao utilizar a expressão “servidor público”,
não faz distinção entre funcionários públicos
e empregados públicos, e ambas, portanto, devem ter direito ao
adicional.
A Fundação Casa,
ex- Febem, recorreu ao TST contra decisão do Tribunal Regional
do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP), que reconhecera
o direito ao adicional. O empregado foi admitido na autarquia estadual
após aprovação em concurso público, em 2000,
como agente de apoio técnico. A partir de setembro de 2005, teria
direito ao adicional por quinquênio, mas alegou que a Fundação
nunca lhe pagou a verba.
Para o Regional, o artigo 129
da carta constitucional paulista estabelece de forma genérica,
aos servidores públicos estaduais, o pagamento desse adicional.
A redação do artigo não faz distinção
entre a categoria dos servidores públicos (gênero) em relação
aos funcionários públicos em estrito senso, estabelecendo
a garantia a todos os servidores públicos. “Não cabe
ao intérprete fazer restrições inexistentes no texto
da lei”, afirmou o TRT.
No julgamento do recurso da fundação
no TST, o ministro Guilherme Caputo Bastos, relator, citou precedentes
de vários ministros no mesmo sentido, e também destacou,
em seu voto, que, segundo a jurisprudência do Tribunal, a expressão
servidor público, num sentido mais amplo, abrange o gênero
dos trabalhadores que prestam serviços à Administração
Pública, sendo espécies do gênero os funcionários
públicos, regidos pelo regime estatutário, e os empregados
públicos, contratados pelo regime da CLT. ( RR-1037/2007-103-15-00.5)
(Lourdes Côrtes)
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