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O ESTADO DO PARANÁ,
23 de junho de 2009 | Economia
Pesquisa revela desemprego estável
em seis regiões
Redação
A taxa de desemprego apurada pela Fundação Seade/Dieese em seis
regiões metropolitanas atingiu 15,3% em maio, repetindo a taxa de abril.
De acordo com a pesquisa de emprego e desemprego, o total de desempregados
nas seis regiões subiu de 3,079 milhões em abril para 3,096 no
mês passado, o que representou um acréscimo no total de pessoas
sem ocupação de 17 mil cidadãos.
As seis regiões analisadas
na pesquisa foram: São Paulo, Belo Horizonte, Distrito Federal,
Porto Alegre, Salvador e Recife. A indústria foi o único
setor que eliminou postos de trabalho, com corte de 16 mil vagas. O segmento
de serviços foi o que mais criou vagas, com acréscimo de
60 mil vagas.
A construção civil
apresentou incremento de 19 mil postos, o comércio exibiu um aumento
de 5 mil empregos, enquanto a categoria outros setores, que engloba serviços
domésticos, gerou 12 mil postos de trabalho.
Em abril, o rendimento
médio real dos ocupados nas seis regiões metropolitanas
subiu 0,3% ante março e atingiu R$ 1.210,00. O salário
médio real avançou 1% e equivale a R$ 1.288,00. O rendimento
médio real das pessoas que estão trabalhando apresentou
incremento de 1,1% em abril de 2009 em relação ao mesmo
mês de 2008.
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O DIÁRIO DO NORTE
DO PARANÁ, 23 de junho de 2009
Construção, educação
e saúde contratam mais
Caged mostra que a construção
de prédios, ruas e rodovias e as áreas de saúde
e educação geraram 1.142 dos 2.439 empregos formais
de janeiro a maio deste ano em Maringá
As obras de edifícios e pavimentação, atividades da construção
civil; e educação e saúde, do setor de serviços;
foram as classes específicas da economia de Maringá que mais
contribuíram para o saldo positivo de 2.439 postos de trabalho no município
nos cinco primeiros meses do ano. Juntas, elas foram responsáveis pela
criação de 1.142 empregos formais.
De acordo com dados do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do
Trabalho e Emprego, a construção de ruas e rodovias ampliou
278 postos de trabalho de janeiro a maio e as obras de casas, barracões
e edifícios gerou 214 empregos. As instituições
de ensino — da pré-escola a pós-graduação
e ao nível técnico — criaram 370 vagas com carteira
assinada no período. Hospitais e clínicas da cidade tiveram
saldo de 280 empregos.
Construção
civil
A construção civil, que só em maio gerou 333 empregos — o
melhor desempenho entre todos os setores no mês — colaborou para
que Maringá conseguisse saldo positivo de contratações
pelo quinto mês consecutivo.
O diretor de economia e estatística
do Sindicato da Indústria da Construção Civil da
Região Noroeste do Paraná (Sinduscon-Nor/PR), Claudio Alcalde,
considera que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) dos materiais de construção animou quem queria construir.
“Percebemos boa queda de
preço em materiais básicos, como aço e cimento”,
afirma. A ampliação do volume de crédito também
contribuiu para o aumento das contratações.
Educação
Para o economista Neio Lúcio Peres Gualda, do Departamento de Economia
da Universidade Estadual de Maringá (UEM), o aumento na contratação
de professores é justificado por dois fatores.
O primeiro é a retomada
das admissões nos meses de fevereiro e março, após
as demissões de docentes entre dezembro e janeiro, época
em que as instituições praticamente param por causa do
período de férias escolares. No começo do ano, novas
turmas e novos cursos são abertos. “O setor de educação
fica naturalmente aquecido nos primeiros meses do ano”, diz.
O segundo fator que impulsionou
contratações é busca por qualificação
dos trabalhadores. A competitividade do mercado de trabalho incentiva
o empregado a se qualificar para não ficar defasado e colocar
o emprego em risco.
Saúde
O técnico em enfermagem Elizeu Mortean, presidente do Sindicato dos
Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Maringá e
Região (Stessmar), atribui o resultado positivo à demanda por
atendimento de saúde na cidade, que se consolidou como polo na área.
“Os hospitais estão
lotados e os administradores tiveram de contratar funcionários
para dar conta de atender a população”, aponta. Mortean
cita também a chegada de novas especialidades nos municípios,
exigindo a contratação de médicos e dentistas com
especialização.
Em baixa
Na contramão da construção civil e da prestação
de serviços está o setor de supermercados. De janeiro a maio
deste ano, 315 postos de trabalho foram fechados.
Segundo o economista Gualda,
a justificativa para a retração das contratações é o
término dos contratos dos funcionários temporários,
que foram chamados para trabalhar no final do ano passado, época
de grande movimento no comércio. “Quando começa um
novo ano, há demissões e o número de empregados
volta ao normal”, explica Gualda.
A atividade com o segundo
maior saldo negativo de empregos foi a fabricação de
produtos de carne, que fechou os cinco primeiros meses do ano com 65
postos de trabalho a menos. O desempenho está ligado à queda
das exportações, ocasionando redução da
produção interna e desemprego na região.
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BEM PARANÁ, 23 de junho
de 2009 | Economia
Crise
PIB do Brasil vai diminuir 0,8% em 2009,
prevê OCDE
Para 2010, Organização estima
que economia brasileira terá expansão de 4%
24/06/09 às 08:12 | Agência Estado
A Organização para
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê que
a economia brasileira sofrerá uma contração de 0,8%
neste ano, anunciou a entidade. Para 2010, a OCDE estima que o PIB do
Brasil terá expansão de 4%
Em sua projeção
econômica para o país, que não é membro da
organização, a OCDE diz que depois da desaceleração
do primeiro trimestre a economia brasileira parece estar se recuperando. "A
demanda doméstica está pronta para ganhar força
no segundo semestre, na esteira da atual flexibilização
da política monetária", afirma a OCDE, apontando os
cortes efetuados pelo Banco Central na taxa básica de juros, de
4,5 pontos porcentuais desde janeiro
Mesmo com essa recuperação,
a OCDE acha que o PIB do Brasil em 2008 vai se encolher em 0,8%, queda
ligeiramente maior do que a contração de 0,3% projetada
pela entidade em março.
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Folha
de S.Paulo, 24 de junho de 2009
Arrecadação da Previdência
cresce 8% e bate recorde
Desempenho melhora após retomada do emprego
formal; despesas, no entanto, também têm alta
EDUARDO CUCOLO
DA FOLHA ONLINE, EM BRASÍLIA
A arrecadação da Previdência
Social somou R$ 14,4 bilhões em maio, maior valor da série
histórica, iniciada em 1995. Trata-se de alta de 8% sobre
maio do ano passado e de 1,6% sobre abril. A comparação
não considera os meses de dezembro, quando o resultado praticamente
dobra influenciado pelo recolhimento da contribuição
sobre o 13º salário.
Com o recorde, o déficit previdenciário -diferença entre
arrecadação e despesas- apresentou queda pela primeira vez em
2009, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
O déficit (R$ 2,739 bilhões) está 12% abaixo do registrado
em abril e 5,6% menor que o de maio do ano passado.
A arrecadação da Previdência havia registrado forte queda
nos meses de janeiro e fevereiro, por causa da crise, mas se estabilizou na
casa dos R$ 14 bilhões nos meses seguintes, quando houve também
recuperação no emprego formal.
Por outro lado, as despesas no mês passado somaram R$ 17,1 bilhões,
aumento de 5,5% no ano e queda de 0,9% em relação a abril.
" Estamos recuperando as nossas receitas e, ao mesmo tempo, equilibrando
as nossas despesas", disse o secretário de Previdência Social,
Helmut Schwarzer.
A arrecadação foi influenciada, entre outros fatores, pelo aumento
do emprego formal no mês anterior e pela recuperação de
créditos acima da média histórica, principalmente em relação
a depósitos judiciais. A recuperação de créditos
foi de R$ 1,14 bilhão.
" A sinalização para julho é que os números
serão também bastante positivos, até porque geramos 131
mil empregos em junho", disse o ministro da Previdência, José Pimentel.
No acumulado do ano, o déficit nas contas da Previdência Social
cresceu 10,4%, para R$ 18,1 bilhões, ante o mesmo período do
ano passado -diferença de R$ 58,5 bilhões de arrecadação
e R$ 86,6 bilhões de despesa. O percentual é menor que o verificado
até abril, de 14%, o que indica melhora nas contas da Previdência.
Para o ano, o governo prevê um déficit de R$ 42,1 bilhões.
Em relação aos trabalhadores na área urbana, o déficit
acumulado no ano está em R$ 2,61 bilhões, crescimento de 12%.
A Previdência rural, por sua vez, registrou déficit de R$ 15,5
bilhões, avanço de 10,1%.
Em maio, 69,3% dos benefícios pagos pela Previdência possuíam
valor de até um salário mínimo, o que representa 18,3
milhões de beneficiários que ganham o piso do INSS ou benefícios
ainda menores.
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Gazeta do Povo, 24 de junho
de 2009
Desoneração
Para Lula, dar dinheiro a pobres dá mais
resultado
Presidente critica os empresários
que cobram corte nos impostos, mas não repassam os benefícios
que são concedidos. Novas medidas tributárias serão
apresentadas hoje pela Fazenda
Rio de Janeiro - Em vez de desonerar
a atividade produtiva – caso das isenções do Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis e eletrodomésticos – o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que prefere distribuir
dinheiro diretamente aos pobres para aquecer a economia. Insatisfeito
com o reflexo das isenções fiscais no preço final
dos produtos, Lula defendeu as políticas de transferência
de renda e afirmou que é preciso rever o discurso de redução
de carga tributária, que costuma ouvir dos empresários.
No lançamento das obras
de revitalização do Porto do Rio, o presidente disse ter
dado o recado numa reunião recente com o ministro da Fazenda,
Guido Mantega, e um grupo de empresários. “Eu falei para
eles: em vez de a gente ficar desonerando o tanto que está desonerando, é melhor
pegar esse dinheiro e dar para os pobres. Se os pobres tiverem dinheiro
e forem comprar, vocês têm que produzir. Agora, a gente desonera
e vocês não repassam para o custo do produto. Nós
já desoneramos nesse meu mandato R$ 100 bilhões. Imagina
R$ 100 bilhões na mão do povo brasileiro!”
Aplausos
As declarações
de Lula arrancaram aplausos dos trabalhadores das obras do porto que
assistiam à cerimônia. O discurso do presidente foi todo
centrado neste princípio e na defesa da manutenção
do Estado forte e com capacidade financeira para influenciar a economia. “Cada
real que você dá na mão de uma pessoa pobre volta
automaticamente para o comércio, para o consumo. Voltando para
o consumo, vai reativar a economia. Às vezes você dá R$
1 milhão para uma pessoa e fica lá no banco. Ele não
faz nada, só ele vai ganhar dinheiro. Na hora em que você dá R$
1 para cada pobre, dando para mil pessoas são R$ 1 mil que voltam
para o comércio meia hora depois que o cara pegou o dinheiro.
Nem que for para um boteco, para tomar uma canjebrina (cachaça).
Ele não vai para derivativos. Vai para o comércio, que é isso
que nós precisamos para fazer a economia desse país crescer”,
afirmou.
Novidades
O ministro da Fazenda, Guido
Mantega, apresenta hoje ao presidente Lula a proposta de prorrogação
de benefícios com alíquota diferenciada do Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e construção
civil, além dos benefícios para estimular o setor de bens
de capital. O anúncio das medidas deve ocorrer na segunda-feira.
Segundo fontes do governo, a equipe econômica continua trabalhando
com a ideia de elevar a alíquota de IPI para automóveis
em relação ao que vigorou nos últimos seis meses,
mas abaixo dos níveis que vigoravam em 2008.
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O ESTADO DO PARANÁ,
23 de junho de 2009 | Política
Lula defende reforma política
como medida anti-corrupção
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje a reforma política
ao comentar a crise no Senado, após discurso de lançamento de
conjunto de obras na região portuária do Rio de Janeiro. "Se
não houver reforma política e a estrutura partidária continuar
como está, será muito difícil evitar que essas coisas
aconteçam", declarou o presidente. Lula se referia a recentes denúncias
sobre atos secretos no Senado, usados para beneficiar parlamentares.
No entanto, Lula afirmou
que existem "coisas mais importantes" a serem discutidas
no País. Para ele, quando o Senado tem um problema, ele deve
ser resolvido pela própria Casa. O presidente também
afirmou que o povo tem a chance de mudar a situação a
cada quatro anos e lembrou que em 2010 haverá eleição. "Se
tem problema, só tem uma solução: é consertar
o problema. Se não tiver problema, tem que mostrar que não
tem. Mas não vamos fazer disso uma causa nacional porque temos
coisas mais importantes para discutir no Brasil."
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Congresso em Foco, 24 de junho
de 2009
Abolir o Senado não é a
solução
A reputação do
Senado vem sendo severa e justamente abalada por conta da chamada “crise
dos atos secretos”. De fato, não há nenhum argumento
razoável para justificar a falta de publicidade das mais de 600
decisões administrativas implementadas clandestinamente ao longo
dos últimos treze anos.
Essa nova crise é mais
um triste capítulo da verdadeira novela de escândalos em
que se converteu o noticiário sobre o Congresso desde o início
do ano. Infelizmente, a maioria dessas crises foi resolvida (ou “abafada”)
por uma anistia geral das irregularidades passadas.
Mas também é verdade,
por outro lado, que as crises abriram espaços para alguns avanços
institucionais significativos, os quais devem reduzir o espaço
para novos escândalos da mesma natureza no futuro. A regulamentação
mais rigorosa da utilização da verba indenizatória
pelos deputados e senadores é um bom exemplo disso.
No entanto, muito mais grave
do que essa crise dos atos secretos foi a suposta (e bizarra) solução
que vem sendo proposta por alguns “feiticeiros” institucionais:
a pura e simples extinção do Senado Federal. Salvo engano, é a
primeira vez que essa tese é defendida publicamente. Nem mesmo
o regime militar chegou a cogitá-la.
Os argumentos a favor da extinção
do Senado podem ser agrupados em duas categorias: os políticos
e os econômicos. Ambas as justificativas são extremamente
frágeis, e podem ser facilmente refutadas.
Do ponto de vista político,
os defensores da extinção do Senado alegam em primeiro
lugar que a instituição teria se tornado meramente uma
casa revisora da Câmara. A recente e histórica rejeição
da CPMF pelos senadores me parece ter sido justamente prova do contrário.
Outro argumento “furado” é que o país não
seria uma verdadeira federação. Mas a atual constituição
inclui a forma federativa do estado como uma de suas cláusulas
pétreas.
O argumento econômico tampouco
se sustenta diante das evidências. O Legislativo não é o
responsável pelo descontrole dos gastos públicos. Os “feiticeiros” institucionais
alegam que o Congresso seria extremamente caro para o país. Mas
os orçamentos da Câmara e do Senado para 2009 são,
respectivamente, de R$ 3,5 bilhões e de R$ 2,7 bilhões.
Há nada menos que 16 pastas do governo Lula com orçamentos
maiores do que esses. A dotação orçamentária
do Congresso inteiro corresponde a menos de 2% da verba destinada à Esplanada
dos Ministérios como um todo.
O bicameralismo é a coexistência
de dois princípios complementares de representação
no Legislativo. A Câmara representa a população enquanto
o Senado representa as unidades da federação. Trata-se
de um arranjo institucional bastante interessante e que dificilmente
será abolido algum dia no Brasil. Qual é, afinal, o problema
de uma lei precisar ser aprovada tanto pela maioria dos eleitores como
também pela maioria dos estados para entrar em vigor? Confesso
que não consigo enxergar nenhum.
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AGÊNCIA BRASIL, 24 de
junho de 2009
Salário médio pago no comércio
caiu 14% entre 2003 e 2007
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O salário
médio pago aos empregados do comércio no Brasil teve uma
redução de 14% entre 2003 e 2007. Enquanto em 2003, eram
pagos, em média, 2,1 salários mínimos no comércio,
em 2007 pagou-se 1,8 salário mínimo.
A constatação é da
Pesquisa Anual do Comércio de 2007, do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). O cálculo do salário
médio se baseia na valor do salário mínimo.
De acordo com a gerente de análise
da pesquisa, Juliana Paiva, isto não significa que tenha havido
redução dos salários pagos, mas apenas uma redução
da proporção desses salários quando transformados
em salário mínimo.
“O salário mínimo
cresceu mais do que a inflação, então, quando você transforma
o salário [normalmente reajustado de acordo com o índice
de inflação] em salário mínimo, você tem
uma queda. Mas quando você pega a massa salarial em reais, não
percebe mais essa queda”, disse.
O segmento do atacado foi o que
apresentou a maior queda da média de salários mínimos,
passando de 3,5 para 2,9. Ainda assim, manteve-se como a maior média
entre os três segmentos (atacado, varejo e comércio de automóveis
e de peças).
As empresas de comércio
de combustíveis e lubrificantes foram as que tiveram a melhor
média salarial em 2007 (7,9 salários mínimos), seguidas
pelo comércio de máquinas, equipamentos e aparelhos de
uso agropecuário, comercial e industrial (4,4 salários
mínimos).
A média dos salários
do comércio varejista caiu de 1,8 para 1,6 salário mínimo,
entre 2003 e 2007. No comércio de automóveis, peças
e motocicletas a redução foi de 2,5 para 2,1 salários
mínimos.
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AGÊNCIA DIAP, 24 de
junho de 2009
Direito de greve é tema da Carta
de 88 que necessita regulamentação
Temer: regulamentação constitucional facilitará vida
do brasileiro
A regulamentação
da Constituição vai facilitar a vida do brasileiro.
A afirmação é do
presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), que participou, nesta
terça-feira (23), da reunião da comissão especial
criada para normatizar artigos da Constituição ainda não
regulamentados.
Depois de 20 anos da promulgação,
a Constituição ainda tem 142 dispositivos pendentes de
normatização. Entre eles, o artigo 5º, que trata dos
direitos e garantias individuais e o artigo 37, que inclui a regulamentação
do direito de greve dos servidores públicos.
Segundo Michel Temer, o trabalho
da comissão é essencial para o Judiciário deixar
de legislar, invocando princípios constitucionais, o que acontece
por conta da falta de regulamentação.
Inclusão
na pauta
Empenhado em mudar este quadro, o presidente disse estar disposto
a colaborar na hora de incluir os projetos da comissão na pauta
do plenário. Michel Temer citou o exemplo de uma moradora do interior
para explicar como a regulamentação vai afetar a vida das
pessoas.
"Os tribunais vão
poder, com mais agilidade, decidir as questões da dona Maria.
Porque a lei ordinária, naturalmente ela visa, ao regulamentar,
esmiuçar o texto constitucional. Explicitar, sem sair dos seus
limites. Isso será útil para a sociedade e para a dona
Maria", observou.
Direito
de greve
Coordenador do grupo temático que vai tratar do direito de greve, José Eduardo
Cardozo (PT/SP) estuda os vários projetos em tramitação
relativos ao tema, com o objetivo de reuni-los.
"Estou debruçado
sobre isso, a minha ideia é concluir o mais rapidamente possível,
mas dentro de um tempo que nos permita realmente termos um resultado
bom, satisfatório, adequado e, claro, submetido, o mais possível,
a um pacto em torno do entendimento desta regra", destacou o deputado.
Conforme o coordenador da comissão
especial da regulamentação da Constituição,
deputado Régis de Oliveira (PSC/SP), os 10 grupos temáticos
estão fazendo o levantamento dos projetos em andamento na Casa.
Régis explicou a próxima
etapa dos trabalhos.
"Distribuir a tarefa para
todos os parlamentares, que já têm um esboço para
cada um fazer seu trabalho, e, partir daí, fazer o trabalho braçal,
que é levantar tudo, colocar em pauta e fazer votar".
O deputado estima em cerca
de um ano o prazo para a conclusão da regulamentação
dos dispositivos constitucionais. (Fonte: Agência Câmara)
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AGÊNCIA DIAP, 24 de
junho de 2009
Antônio Augusto de Queiroz*:
STF julgará contribuição sindical para centrais
O objetivo é suprimir das centrais fonte de financiamento, que tem sido
utilizada na formação política, na qualificação
e na mobilização dos trabalhadores, cujos interesses não
coincidem com a linha programática do DEM, cujo universo de filiados
pertence às classes patronais.
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar, em breve, a Ação
Direta de Inconstitucionalidade 4067, impetrada pelo partido político
Democratas - DEM (ex-PFL) , contra a Lei 11.648/08, que reconhece as centrais
sindicais, especialmente no que se refere à destinação
a elas de parcela da contribuição sindical.
Formalmente, o argumento é de
que se trata de contribuição parafiscal, instituída
com base nos artigos 8º e 149 da Constituição e com
destinação especifica a uma determinada categoria profissional,
sendo vedada sua utilização para o custeio de atividades
que extrapolem os limites da respectiva categoria profissional.
Politicamente, o objetivo é suprimir
das centrais sindicais essa fonte de financiamento, que tem sido utilizada
na formação política, na qualificação
e na mobilização dos trabalhadores, cujos interesses não
coincidem com a linha programática do autor da ação,
cujo universo de filiados pertence, majoritariamente, às classes
patronais.
O argumento jurídico,
de que extrapola a representação de uma categoria profissional,
apenas esconde o real interesse dos autores, que é o de retirar
da representação geral dos trabalhadores essa fonte de
recursos, por inexistência de organização similar
na representação patronal, cuja organização
inclui sindicatos, federações e confederações.
A Adin do Democratas, portanto,
faz parte da luta política entre o capital e trabalho.
De um lado estão os trabalhadores,
representados pelas centrais, e, de outro, o setor patronal, que não
aceita que as centrais sindicais recebam parcela dos recursos da contribuição
sindical, antes destinada ao Ministério do Trabalho e Emprego,
mas não questiona o repasse ao sistema "S" para as federações
e confederações patronais, igualmente uma contribuição
instituída com base no artigo 149 da Constituição
Federal.
Para aqueles que questionam a
contribuição sindical e advogam outra forma de financiamento
das entidades sindicais, a partir das assembléias, é preciso
ficar claro que não está em causa a contribuição,
mas apenas o percentual que vai paras as centrais.
E esse percentual só vai
para as centrais por indicação das entidades a ela filiadas,
não se tratando de obrigação ou imposição
do poder público.
O fato de a contribuição
sindical ter sido instituída na Era Vargas, durante o Estado Novo,
carrega um certo preconceito por parte de setores do movimento sindical
de trabalhadores, e isso ajuda a escudar investidas como a que o DEM
ora propõe em relação às centrais sindicais,
a ponto de o Ministério Público ter se manifestado pelo
acatamento dessa Adin.
O melhor, neste momento, seria
adiar esse julgamento, porque o resultado, considerando a conjuntura
e a correlação de forças no STF, poderá ser
prejudicial às centrais.
E o que menos as centrais precisam
neste momento, de forte unidade de ação, é de uma
derrota jurídica e política.
(*) Jornalista, analista político
e diretor de Documentação do Diap
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AGÊNCIA DIAP, 24 de
junho de 2009
Aposentados pedem reajuste e acampam
em frente ao Congresso Nacional
Manifestantes de diversos estados chegaram a Brasília na manhã de
terça (23). Eles querem que a Câmara vote a paridade dos reajustes
das aposentadorias e pensões do Regime Geral em relação à política
de recuperação e atualização do mínimo -
PL 1/07, do Executivo
Cerca de 520 aposentados protestam
em frente ao Congresso Nacional exigindo a aprovação do
Projeto de Lei 1/07, que prevê o mesmo índice de reajuste
do salário mínimo para aposentadorias e pensões,
e a aprovação de proposta que acaba com o fator previdenciário
(PL 3.299/08), já aprovado no Senado e em discussão na
Câmara.
Os manifestantes de diversos
estados chegaram a Brasília na manhã desta terça-feira
(23) e pretendem permanecer acampados no gramado da Esplanada dos Ministérios
até que o projeto de lei seja aprovado.
"Só iremos embora
depois da aprovação do PL, ou pelo menos após ele
ser colocado em pauta para votação", diz o presidente
da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas
(Copab), Warley Martins Gonçales.
O índice que reajusta
aposentadorias e pensões é de 5%. Segundo o presidente
da Copab, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB/SP),
teria prometido votar o projeto de equiparação com o sistema
de reajuste do salário mínimo assim que medidas provisórias
destrancassem a pauta.
"Tem duas semanas que abriu
a janela para votação e nem na pauta a nossa [proposta]
está. Estamos pedindo para que votem o PL como prometeram",
diz Gonçales.
Os aposentados fincaram
no gramado do Congresso Nacional 513 cartazes com as fotos de cada
um dos deputados federais. (Com Agência Brasil)
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O ESTADO DO PARANÁ,
24 de junho de 2009 | País
INSS avisará trabalhador sobre
aposentadoria por idade
Agência Estado
A partir de hoje, os trabalhadores urbanos que atingirem as condições
para pedir aposentadoria por idade deverão ser comunicados pelo Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) de que já poderão pedir a aposentadoria.
Nesta quarta-feira, em resolução publicada no Diário Oficial
da União (DOU), o INSS regulamentou o sistema de envio dessas comunicações
aos trabalhadores.
Pela resolução,
a carta da Previdência será enviada ao contribuinte um
mês antes de ele atingir as condições para receber
o benefício. Pelas regras em vigor, o homem pode requerer a
aposentadoria por idade quando atingir 54 anos. A mulher terá direito
ao benefício por idade quando completar 60 anos. Segundo o Ministério
da Previdência, o primeiro lote de cartas será enviado
no mês que vem.
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AGÊNCIA
DIAP, 24 de junho de 2009
Bosch demite 900 em Curitiba; centrais,
em nota conjunta, protestam
CUT, CGTB, CTB, Força Sindical,
Nova Central e UGT, em nota pública repudiam demissões
na Bosch de Curitiba (PR). A empresa demitiu 900 trabalhadores e colocou
outros 3 mil em licença remunerada.
Diante deste fato, as centrais sindicais reforçam
a "necessidade da imediata aprovação, pelo Congresso
Nacional, da Convenção 158 da Organização
Internacional do Trabalho, que impede as demissões imotivadas".
Leia a íntegra da nota pública:
"As centrais sindicais
- CUT, CGTB, CTB, Força Sindical, Nova Central e UGT - reunidas
nesta terça-feira (23), em São Paulo, vêm a público
manifestar o seu mais veemente repúdio à postura intransigente
e truculenta da direção da Bosch, que demitiu 900 trabalhadores
da sua unidade de Curitiba, colocando outros três mil funcionários
em licença remunerada.
Conforme denúncia
do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba, a política
do facão foi aplicada no último dia 18 pela multinacional
alemã após os trabalhadores terem soberanamente se
posicionado contra a proposta de redução salarial advogada
pela empresa, sem qualquer garantia de manutenção dos
empregos.
O comportamento da Bosch,
assim como as milhares de demissões patrocinadas recentemente
pela Embraer e pela Vale, entre outras grandes empresas, reforçam
a nossa convicção da necessidade da imediata aprovação,
pelo Congresso Nacional, da Convenção 158 da Organização
Internacional do Trabalho, que impede as demissões imotivadas.
Tal medida é fundamental
para combater os altos índices de rotatividade da mão-de-obra
brasileira, que têm penalizado com mais intensidade as mulheres
e jovens.
Os empresários vêm
se aproveitando deste mecanismo para acumular lucros e diminuir os
ganhos salariais dos trabalhadores, que foram fruto da nossa organização
e mobilização unitária.
Diante dos sucessivos atropelos à negociação
e à representação sindical, os Tribunais Regionais
do Trabalho de São Paulo e Minas Gerais já se pronunciaram
pela ilegalidade de tais procedimentos e pela necessidade de que
seja garantido o diálogo com os trabalhadores.
Compreendemos que
o fortalecimento do mercado interno, dos empregos, salários
e direitos da classe trabalhadora é, neste momento, o caminho
para defender o país dos impactos negativos da crise internacional."
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
24/06/2009
Sexta Turma rejeita depósito recursal
fora da conta do FGTS
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho considerou inválido o recolhimento do depósito
recursal fora da conta vinculada do FGTS do trabalhador. Em decisão
unânime, os ministros rejeitaram (não conheceram) o recurso
de revista do Clube Curitibano, que esperava reverter a deserção
decretada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região
(PR).
Segundo o relator do processo,
ministro Maurício Godinho, a revista não podia prosperar
porque o Clube não apresentou exemplos de decisões provenientes
de outros Tribunais Regionais, da Seção de Dissídios
Individuais do TST ou de Súmula do TST, como recomenda o artigo
896, letra “a”, da CLT, para debater a matéria em
instância extraordinária. Além do mais, a associação
não apontou, de forma expressa, qual dispositivo legal ou constitucional
teria sido violado.
Na 7ª Vara do Trabalho de
Curitiba, no Paraná, um pintor que prestou serviços por
quase dois anos ao Clube Curitibano e foi demitido sem justa causa, alegou
que as verbas rescisórias não tinham sido pagas corretamente.
Como a juíza concordou, em parte, com os pedidos do ex-empregado,
a associação entrou com recurso ordinário no TRT,
que foi considerado deserto, ou seja, sem garantia do depósito
necessário para recorrer da decisão. O relator, ministro
Maurício Godinho Delgado, destacou que a questão não é meramente
formal, pois envolve discussão social relevante – a destinação
dos valores recolhidos em conta vinculada ao FGTS.
De acordo com o Regional, o depósito
era irregular porque não tinha sido feito na Guia de Recolhimento
do FGTS e Informações à Previdência Social
(GFIP), com o título “Guia de Recolhimento para Fins de
Recurso Junto à Justiça do Trabalho”, conforme estabelecem
o artigo 899 da CLT e a Instrução Normativa nº 26/2004
do TST. No caso, o Clube juntou ao processo a chamada “Guia para
Depósito Judicial Trabalhista”, deixando de observar a formalidade
exigida.
No TST, o Clube defendeu que
o recolhimento atendera aos requisitos legais e à finalidade do
depósito: foi feito na Caixa Econômica Federal, em nome
do empregado e com a identificação do processo. Por isso,
a associação entendia que estava sendo cerceada no seu
direito constitucional de ampla defesa e do contraditório.
Para o relator, a questão
em debate ultrapassava o aspecto meramente formal da impropriedade da
guia utilizada. O formalismo poderia até ser superado se não
envolvesse uma discussão social relevante: a destinação
dos valores recolhidos em conta vinculada de FGTS. Por lei, completou
o ministro, os valores do fundo são destinados a programas de
habitação popular, saneamento básico e infra-estrutura
urbana. Portanto, o caráter complexo do fundo não pode
ser descuidado pelo juiz.
Durante o julgamento, o presidente
da Sexta Turma, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, lembrou que a
Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1)
do TST já decidira caso semelhante em sentido contrário
- ocasião em que ele e o ministro Horácio Pires ficaram
vencidos. Mas, como destacou o relator, a matéria ainda não
está pacificada no Tribunal, e é importante o debate pelo
aspecto público e social do tema, e não por uma questão
meramente processual. ( RR – 3386 / 2006-007-09-00.0)
(Lilian Fonseca)
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24/06/2009
VW não consegue reverter condenação
de R$ 60 mil por dano moral
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho manteve condenação imposta pelas instâncias
ordinárias à Volkswagen do Brasil Ltda. em virtude de um
acidente de trabalho, ocorrido em junho de 1985, na linha de montagem
de automóveis de sua unidade em Taubaté (SP). O ex-empregado,
atualmente aposentado, exercia a função de prático,
e seu trabalho era abastecer a linha de montagem com peças. Em
voto relatado pela ministra Rosa Maria Weber, a Turma rejeitou (não
conheceu) recurso da montadora contra a decisão que determinou
o pagamento de indenização por danos morais no valor de
R$ 60 mil.
No recurso ao TST, a defesa da
VW fez pedidos alternativos, iniciando pela alegação de
que o direito do trabalhador de recorrer estaria prescrito. A empresa
pediu o restabelecimento da sentença que rejeitou a ação
do empregado, ou a redução da condenação
para cinco salários mínimos, ou, por fim, diante da possibilidade
de reconhecimento de culpa recíproca, a redução
da condenação por danos morais à metade do valor.
A defesa alegou prescrição porque a ação
foi ajuizada na Justiça Comum de Caçapava (SP) em 2002,
quatro anos após a extinção do contrato de trabalho,
mas, segundo a ministra Rosa Weber, a prescrição aplicável
aos processos que migraram para a Justiça do Trabalho após
a reforma do Judiciário (EC 45/2004), como é o caso, é a
prescrição do Código Civil, ou seja, 20 anos.
Quanto à culpa da empresa
pelo acidente, a ministra relatora verificou não restar dúvidas
de sua negligência, visto que o acórdão do TRT da
15ª Região (Campinas-SP) relata que “a sucessão
de erros verificada revela o descuido da ré, do todo organizacional,
em criar salvaguardas que evitassem o fato ocorrido”. No caso em
questão, a salvaguarda mencionada seria a utilização
de uma simples escada. O acidente ocorreu quando o empregado buscava
alcançar peças que estavam em local elevado e, para tanto,
empilhou cestas e caixas, subindo e descendo várias vezes carregado,
até que caiu e fraturou o fêmur, com o rompimento de vários
vasos sanguíneos importantes. Em virtude da lesão, foi
acometido de trombose venosa profunda e teve de se submeter a três
cirurgias para fixação de pinos metálicos.
Embora tenha sido mantido no
emprego, o trabalhador teve sua capacidade de trabalho reduzida, em razão
da impossibilidade de flexionar o joelho direito, da deficiência
circulatória em caráter definitivo e das fortes dores que
sente. Na ação, ele relata que a empresa, “por condescendência”,
resolveu mantê-lo empregado dando-lhe tarefas que podia fazer sentado,
que exigem pouca mobilidade e pouco esforço físico. Sua
defesa relatou que, embora aposentado por tempo de serviço, ele
precisa trabalhar novamente, mas está encontrando dificuldade
de conseguir novo emprego em razão de suas limitações
físicas.
O TRT de Campinas considerou
que se, por um lado o prejuízo material não ficou demonstrado,
pois o autor da ação continuou trabalhando até se
aposentar e ainda está capacitado para o trabalho, por outro o
prejuízo moral é patente. Segundo o TRT, o empregado subiu
e desceu carregando o material não uma, mas diversas vezes. Foi
a primeira vez que tentou o procedimento, mas antes do acidente o repetiu,
conforme se depreende das provas constantes dos autos. “Se o ambiente
fosse realmente seguro, haveria fiscalização, e a disposição
do material sequer possibilitaria o ato. O trabalhador tomou uma decisão
infeliz, mas o fez ante as exigências do trabalho, permitidas pela
omissão da empresa”, concluiu o acórdão regional,
mantido na íntegra pela Terceira Turma do TST. ( RR 179/2006-119-15-00.0)
(Virginia Pardal)
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24/06/2009
Primeira Turma isenta Zero Hora de pagar
horas extras a editor
Seguindo a jurisprudência
do Tribunal Superior do Trabalho, a Primeira Turma da Corte deferiu recurso
da Zero Hora Editora Jornalística S/A e isentou-a do pagamento
de horas extras a jornalista, que, pelo exercício da função
de editor, excedeu a carga horária de cinco horas prevista em
lei. O entendimento da Turma é o de que, embora o artigo 303 da
CLT determine ser de cinco horas a jornada normal de jornalista, o artigo
306 estipula que esta jornada não se aplica, entre outras, à função
exercida por ele.
As horas extras, bem como adicional
noturno, foram deferidas pela Justiça do Trabalho da 12ª Região
(SC). Para o Regional, o fato de a função de editor ser
enquadrada como de confiança (Decreto-Lei nº 972/1969), não
pode afastar o limite da jornada laboral estabelecido no art. 303 da
CLT. O TRT/SC constatou, ainda, a existência de documento referente à promoção
a editor, comprovava que as cláusulas de seu contrato de trabalho
permaneceram inalteradas.
Contratado em setembro de 1995
como repórter, a partir de março de 1996 o jornalista passou
a editor. Nessa função, sua jornada era variada, com início
pela manhã em alguns dias e, em outros, à tarde, porém,
a duração média da jornada era de treze horas por
dia, de segunda-feira a domingo, com uma folga semanal. Em setembro de
2002, pediu demissão e, no ano seguinte, ingressou com ação
trabalhista, pleiteando todas as horas extras excedentes da quinta diária
e das trinta semanais e as decorrentes do intervalo intrajornada concedido
a menor, acrescidos dos adicionais previstos nos instrumentos normativos
da categoria, com reflexos nas demais verbas, bem como adicional noturno
e FGTS sobre todas as verbas postuladas.
A 1ª Vara do Trabalho de
Blumenau julgou procedentes alguns pedidos do jornalista e condenou a
Zero Hora a pagar-lhe horas extras e feriados, com adicional noturno
e reflexos. A condenação foi mantida no julgamento de recurso
ordinário da empresa.
Para o ministro Lélio
Bentes, relator do recurso de revista no TST, embora estivesse expresso
na decisão do Regional que o jornalista estava sujeito ao cumprimento
de horário, o exercício da função de editor
de jornal configura cargo de confiança, sendo compatível
seu enquadramento na exceção prevista nos artigos 305 e
306 da CLT, relativa às funções típicas de
confiança como a de redator-chefe, entre outras. ( RR-1138/2003-002-12-00.4)
(Lourdes Côrtes)
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