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ZERO HORA, 06 de julho de
2009
Construção e serviços
puxam emprego no país
Trabalhadores demitidos no ano passado
voltam ao mercado de trabalho e contêm avanço do desemprego
Responsáveis por quase
metade do emprego formal no país, a construção
civil e o setor de serviços puxam a recuperação
da ocupação com carteira assinada e ajudam a conter
o avanço do desemprego.
A taxa de desocupação,
que no auge da crise chegou a ser projetada para este ano na casa de
dois dígitos, deve fechar 2009 ligeiramente abaixo de 9%. Se confirmada
a projeção, a taxa de desemprego deste ano perderá apenas
para a de 2008, de 7,9%, que foi a menor da série histórica
apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As empresas prestadoras de serviços
e, especialmente, as construtoras, enfrentam hoje dificuldades para recrutar
mão de obra. Trabalhadores que foram demitidos no fim do ano passado
por causa da crise já voltaram a se empregar na área, mas
informalmente, para não perder o benefício do seguro desemprego.
Esse movimento é uma clara indicação da resistência
desses dois setores ao efeito dominó da crise.
Saldo de contratações
em maio superou a média da década
No mês passado, entre admissões
e demissões, foram abertas 131,6 mil vagas formais de trabalho
em todos os setores no país, apontam os dados do Cadastro Geral
de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho. Só na
construção civil, o saldo líquido de contratações
em maio somou 17,4 mil vagas, muito acima da média desta década
para o mês de maio, que é de 10,7 mil, observa o economista
da LCA Consultores, Fábio Romão.
Nos serviços, o saldo
líquido foi de 45,5 mil vagas em maio, ante a média da
década para o mês de 46 mil. No caso da indústria,
agropecuária e comércio, os resultados de maio ficaram
bem abaixo da média para o mês.
– A geração
de empregos líquidos formais na construção civil
e nos serviços já retomou os níveis históricos
e não tem relação com o que acontece hoje na indústria,
que está estagnada – afirma Romão.
Por causa do bom desempenho das
contratações na construção civil e no setor
de serviços apontado pelos dados do Caged de maio e do resultado
da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE do mês passado, a consultoria
acaba de rever a projeção para a taxa de desemprego deste
ano, que cai pouco, mas se reduz de 8,8% para 8,7%.
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UOL, 06 de julho de 2009
Cerca de 70 mil trabalhadores de estádios
sul-africanos farão greve
Das agências internacionais
Em Johanesburgo (AFS)
As obras de estádios que
ainda estão em desenvolvimento para a Copa do Mundo de futebol
de 2010, na África do Sul, serão interrompidas na quarta-feira.
Os trabalhadores entrarão em greve, depois de uma decisão
judicial declarar legal a medida, segundo fontes sindicais do país.
Esta greve deve afetar cerca
de 70 mil trabalhadores, que fazem parte das obras de infra-estrutura
de estádios. O sindicato NUM, o mais importante do país,
afirmou que os trabalhadores exigem reajuste salarial na casa de 13%.
A decisão judicial contradisse
os empregadores, que afirmavam ser ilegal a greve dos trabalhadores. "Mais
de 70 mil sul-africanos vão parar seu trabalho na quarta-feira",
anunciou um porta-voz do sindicato.
Com a parada dos trabalhadores,
serão afetadas as obras de revitalização de alguns
estádios para a Copa do Mundo. Além disso, projetos como
a instalação de um trem de alta velocidade em Johanesburgo
e as obras no aeroporto internacional de King Shaka ficarão comprometidas.
"Os empregadores não
podem esperar nenhuma concessão de nossa parte. Queremos os 13%
de reajuste salarial, ou ficaremos em greve até 2011", afirmou
um dos negociadores do sindicato.
As obras estão suspensas
há duas semanas no estádio Moses Mabhida, de Durban, e
um conflito social já havia paralizado os trabalhos no Green Point
da Cidade do Cabo. Mesmo assim, os organizadores garantem que a África
do Sul está preparada e no prazo para receber a Copa do Mundo,
com a chegada prevista de 450 mil turistas.
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DIÁRIO DE MARINGÁ,
06 de julho de 2009
Imóveis | Redução
do IPI
Prazo estendido dá fôlego
para a construção civil
Redação
A prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) vai melhorar as vendas e ampliar o número de
empregos e investimentos na cadeia produtiva no setor de Construção
Civil, segundo avalia o presidente da Associação Nacional dos
Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio
Elias Conz.
A medida, anunciada na última
segunda-feira, estendeu para até 31 de dezembro a diminuição
temporária do imposto, cujo prazo anterior era 30 de junho.
Segundo o presidente do Sindicato
dos Revendedores de Materiais de Construção de Maringá e
Região, Valdeci Aparecido da Silva, os preços baixos aliados às
linhas de crédito com as taxas de juros mais acessíveis
torna o momento favorável para se construir e contribui com o
programa habitacional do governo.
“Quando essa redução
acabar e a economia estiver estabilizada, a tendência é de
que o consumo seja mantido por causa do grande déficit habitacional”,
diz.
O diretor de Economia e Estatística
do Sindicato da Indústria da Construção Civil da
Região Noroeste do Paraná (Sinduscon/Nor/PR), Cláudio
Alcalde, comenta que, após o prazo de redução, as
taxações deveriam ter aumento progressivo.
“Também deveriam
ser fixadas em valores mais baixos do que os praticados antes da medida”,
afirma, acrescentando que, dessa forma, o mercado poderia se manter permanentemente
aquecido.
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de julho de 2009 | Economia
Emprego industrial mostra recuperação
em Curitiba
Helio Miguel
A indústria de Curitiba fechou o mês de maio com um saldo positivo
de 486 empregos formais e um crescimento de 0,53% no estoque de empregos, em
relação a abril.
O número é o maior
entre as capitais do País com mais de um milhão de habitantes,
e quebrou uma sequência de saldos negativos que já vinha
desde novembro do ano passado.
No entanto, a estatística
dos primeiros cinco meses de 2009 mostra uma perda de quase 2,8 mil postos
de trabalho na indústria de transformação curitibana.
E a variação acumulada do ano ainda é negativa,
em -2,92%.
O resultado foi divulgado ontem
pelo Observatório do Trabalho, que é uma parceria entre
o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese) e a prefeitura de Curitiba.
De acordo com o levantamento,
o resultado do período foi o pior, na capital, desde o início
da série histórica, em 2000. A indústria de transformação
emprega cerca de 92,8 mil trabalhadores em Curitiba, e é responsável
por 15,27% do total de empregos formais do município.
A economista Lenina Formaggi,
do Dieese, ressalta que o saldo positivo de maio não pode, ainda,
ser considerado uma tendência de crescimento. Para ela, apesar
dos índices de produção industrial, divulgados pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estarem
mostrando uma recuperação consistente, ainda não
estão em patamares confiáveis. “O saldo de Curitiba
foi bom, mas talvez tenha sido um fato isolado”, conclui.
Formaggi lembra, também,
que fatos recentes, como as 826 demissões ocorridas na Bosch que
deverão aparecer nas estatísticas de junho , comprovam
que ainda não se pode apontar uma tendência de crescimento
no emprego industrial curitibano.
Segundo ela, setores como o de
materiais elétricos, comunicações e a indústria
mecânica, que em Curitiba são bastante focados em exportações,
têm um futuro mais incerto, já que dependem da economia
internacional.
Subsetores
Nos números de maio, foram
seis os subsetores da indústria curitibana que tiveram resultados
positivos: mecânica, alimentos e bebidas, minerais não-metálicos,
material elétrico e de comunicações, química
e calçados.
Entre os subsetores que
perderam postos de trabalho em maio, o principal foi a indústria
metalúrgica, com saldo negativo de 150 vagas e variação
de -2,02%. O segmento de madeira e mobiliário, que teve uma
queda de 1,16% e ficou com 57 vagas a menos em maio, teve o segundo
pior desempenho.
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Agência Diap, 6 de
julho de 2009
OIT revela que mais de 65% dos jovens
estavam sem emprego em 2006
Em 2006, 67,5% dos brasileiros entre 15 e 24 anos estavam desempregados ou
na informalidade, revela um estudo da OIT (Organização Internacional
do Trabalho), intitulado "Trabalho decente e juventude no Brasil" e
divulgado no dia 1º de julho.
Os dados, que foram baseados
na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) de 19996
a 2006, apontam que o problema era mais acentuado entre as mulheres jovens
(70,1%) do que entre homens jovens (65,6%).
O índice também
era mais elevado entre os jovens da raça negra (74,7%) do que
entre os brancos (59,6%).
Para se ter uma ideia, 7% dos
jovens brancos tinham baixa escolaridade em 2006 e o número mais
do que dobrava, quando se analisava o grupo de jovens negros.
Inserção
no mercado é difícil
A conclusão da OIT é que parte significativa da juventude brasileira
apresenta grande dificuldade de conseguir uma inserção no mercado
de trabalho.
E mais do que isso: geralmente,
a inserção é marcada pela precariedade, o que torna
difícil a construção de trajetórias de trabalho
decente.
Na opinião da diretora
do Escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, os números
podem se agravar ainda mais, diante da crise mundial.
Ela lembrou que o Brasil vive,
atualmente, um processo de geração de empregos formais,
mas em um ritmo muito inferior ao que vinha sendo registrado nos últimos
anos.
Segundo ela, os avanços
na agenda de emprego para a juventude foram importantes, mas as desigualdades
regionais, de gênero e de raça permanecem.
Laís acredita que a solução
para o desafio passa pela melhoria na qualidade da educação
no País.
O pior é que Laís
percebe um "círculo vicioso", quando o assunto é a
inserção de jovens no mercado de trabalho: "O jovem
não entra no mercado porque não tem experiência,
mas, para ter experiência, ele precisa estar dentro do mercado",
afirma.
"Medidas de aprendizagem,
por exemplo, são importantes para romper essa barreira de entrada",
acrescenta.
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Gazeta do Povo, 6 de julho
de 2009
Diplomacia
Alinhada com o Brasil, França
confirma o desprestígio do G8
Paris - O desmonte do G8, o grupo dos sete países mais ricos do mundo,
mais a Rússia, não é uma ambição exclusiva
do Brasil. Às vésperas da reunião do grupo, em Áquila,
na Itália, autoridades do governo da França se juntaram neste
fim de semana aos críticos que apontam o desprestígio do grupo.
Em seu lugar, enaltecem a importância crescente do G20 – o fórum
do qual participam emergentes como Brasil, China e Índia.
A análise sobre a perda
de relevância do G8 foi feita no sábado, em Aix-en-Provence,
no Sul da França, pela ministra da Economia, Christine Lagarde – um
dos nomes mais importantes do staff do presidente Nicolas Sarkozy. Falando
a especialistas reunidos pelo Círculo dos Economistas, a ministra
foi taxativa: “O G8 deve imperativamente ser modificado e ampliado
para se adaptar à realidade dos tempos”, afirmou. “O
G8 é uma instituição muito mais antiga e sem dúvida
muito menos pertinente, dada a sua composição e a evolução
do mundo.”
Para Christine Lagarde, os países
emergentes não podem mais ser convidados periféricos do
encontro entre os chefes de Estado e de governo dos Estados Unidos, do
Canadá, do Japão, da Alemanha, da França, do Reino
Unido e da Itália, além da Rússia. “Grandes
atores como os emergentes, seja a Índia, a China ou o México,
são convidados para se sentar em um banquinho ao lado”,
resumiu. A ministra também demonstrou ter mais expectativas em
relação à reunião do G20 prevista para setembro,
em Pittsburgh, nos EUA, do que em relação à reunião
na Itália.
As críticas da ministra
francesa às limitações do G8 antecipam um dos temas
que devem dominar o encontro entre os presidentes Nicolas Sarkozy e Luiz
Inácio Lula da Silva, no Palácio do Eliseu, em Paris. Há cerca
de um mês, diferentes autoridades do governo brasileiro, como o
ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, vêm
declarando “a morte” do grupo dos ricos. Lula, um pouco mais
comedido, fala em enfraquecimento.
Posições semelhantes
foram externadas pela Casa Branca e pela chanceler da Alemanha, Angela
Merkel, nos últimos dias. “Falar em fim do G8 pode ser só uma
metáfora. Mas o fato é que o G20 é o que mais cristaliza
o mundo multipolar”, reiterou o assessor especial da Presidência
para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, membro da
comitiva que está em Paris. “O que nós queremos é restabelecer
o império das Nações Unidas. E isso passa pelo G20,
pelo Ibas (grupo de Brasil, África do Sul e Índia), pelos
Brics (reunião de Brasil, Rússia, Índia e China).”
No encontro de Áquila,
segundo Garcia, o governo brasileiro manterá o discurso que faz
desde o aprofundamento da crise, em setembro de 2008. “O Brasil
vai fazer o que tem feito ultimamente: subir o tom progressivamente em
alguns temas”, disse o assessor, enumerando a reestruturação
da governança mundial e reformulação das instituições
internacionais.
Silêncio
Depois de falar brevemente aos
jornalistas em sua chegada a Paris, no sábado, Lula se manteve
em silêncio durante todo o dia. Pouco depois do meio dia, o presidente,
acompanhado da família, deixou a casa do embaixador em Paris e
partiu em programa privado. Nem a imprensa oficial pôde acompanhar
o passeio.
Hoje, além do encontro
com Sarkozy, Lula receberá o Prêmio Félix Houphoët-Boigny,
oferecido pela Organização das Nações Unidas
para a Cultura, a Educação e a Ciência (Unesco),
por sua ação pela defesa da justiça social e pela
democracia.
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de julho de 2009 | Economia
Críticas à exclusão dos emergentes crescem
Agência Estado
O desmonte do G8, formado pelos sete países mais ricos do mundo, mais
a Rússia, não é uma ambição exclusiva do
Brasil. Às vésperas da reunião do grupo, em Áquila,
na Itália, autoridades do governo da França se juntaram neste
domingo aos críticos que apontam o desprestígio do G8. Em seu
lugar, enaltecem a importância crescente do G20 - o fórum do qual
participam emergentes como Brasil, China e Índia.
A análise sobre a perda
de relevância do G8 foi feita hoje, em Aix-en-Provence, no sul
do país, pela ministra da Economia da França, Christine
Lagarde - um dos nomes mais importantes do alto escalão do presidente
Nicolas Sarkozy. Falando a especialistas reunidos pelo Círculo
dos Economistas, a ministra foi taxativa: "O G8 deve imperativamente
ser modificado e ampliado para se adaptar à realidade dos tempos",
afirmou. "O G8 é uma instituição muito mais
antiga e sem dúvida muito menos pertinente dada a sua composição
e a evolução do mundo."
Para Christine Lagarde, os países
emergentes não podem mais ser convidados periféricos do
encontro entre os chefes de Estado e de governo dos Estados Unidos, do
Canadá, do Japão, da Alemanha, da França, do Reino
Unido e da Itália, além da Rússia. "Grandes
atores como os emergentes, seja a Índia, a China ou o México,
são convidados para se sentar em um banquinho ao lado", resumiu.
A ministra também demonstrou
ter mais expectativas em relação à reunião
do G20 prevista para setembro, em Pittsburgh, nos EUA, do que em relação
ao encontro na Itália. As críticas de Christine às
limitações do G8 antecipam um dos temas que deve dominar
a reunião entre os presidentes Nicolas Sarkozy e Luiz Inácio
Lula da Silva, depois de amanhã, no Palácio do Eliseu,
em Paris. Há cerca de um mês, diferentes autoridades do
governo brasileiro, como o ministro das Relações Exteriores,
Celso Amorim, vem declarando "a morte" do grupo dos ricos.
O presidente Lula, um pouco mais comedido, fala em enfraquecimento.
Silêncio
Depois de falar brevemente
aos jornalistas em sua chegada a Paris, ontem, Lula se manteve em silêncio
durante todo o dia. Amanhã, o presidente vai jantar com o primeiro-ministro
de Portugal, José Sócrates, e conceder entrevistas a
veículos de imprensa internacional, como o jornal francês
Le Monde e a rede de TV britânica BBC. Na terça-feira,
além do encontro com Sarkozy, Lula receberá o Prêmio
Félix Houphoët-Boigny, oferecido pela Organização
das Nações Unidas para a Cultural, a Educação
e a Ciência (Unesco), por sua ação pela defesa
da justiça social e pela democracia.
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Revista Dinheiro, 6 de julho
de 2009
Entrevista: dez perguntas para Vicentinho,
relator da PEC da jornada
" As vantagens são inúmeras. O trabalhador vai ter mais tempo
com a família e isso reduzirá acidentes. Em geral, eles ocorrem
no fim do expediente, quando o trabalhador está estressado", diz
o relator
Em entrevista à revista
Dinheiro, o deputado e ex-sindicalista Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho
(PT/SP), comenta a vitória política da proposta de emenda à Constituição
(PEC) pela redução da jornada de trabalho, de 44 para 40
horas semanais.
O texto foi aprovado pela comissão
especial da Câmara dos Deputados, com o plenário lotado
por dirigentes e ativistas sindicais.
Agora, a proposta pode ir ao
plenário para votação em dois turnos. Depois vai
ao exame do Senado.
Leia a entrevista:
Dinheiro - Por que reduzir
a jornada de trabalho?
Vicentinho - As vantagens são inúmeras.
O trabalhador vai ter mais tempo com a família e isso reduzirá acidentes.
Em geral, eles ocorrem no fim do expediente, quando o trabalhador está estressado.
A medida vai gerar emprego e também melhorará as relações
entre capital e trabalho. É bom para o empresário.
Dinheiro - O projeto
está na Câmara desde 1995. Como o sr. conseguiu avançar?
Vicentinho - Graças à ação
das centrais sindicais. Elas foram às ruas, arrecadaram um
milhão de assinaturas pelo País afora, convenceram
os deputados a retomar o debate. O movimento sindical está totalmente
unido, enquanto os empresários estão divididos, porque
uma parte concorda e já pratica a jornada menor.
Dinheiro - Muitos trabalhadores
gostam de fazer hora extra para aumentar a renda. Não vão
ficar frustrados?
Vicentinho - Acho que não. Trabalhador
nenhum gosta de fazer hora extra. Eles só fazem porque ganham
pouco e querem compensar um pouquinho. Todo trabalhador gosta de
trabalhar no seu horário normal, ir para casa e ficar com
sua família.
Dinheiro - Industriais
já estão prevendo demissões. Isso pode acontecer?
Vicentinho - Eles diziam isso nos anos 80. É o
mesmo discurso. As organizações patronais não
representam a totalidade do empresariado, mas a parte mais sectária
do empresariado. O projeto até terá um impacto nos
custos, de 1,99%, mas é algo que será compensado.
Dinheiro - O projeto
passou na comissão especial. Qual a sua expectativa agora?
Vicentinho - Como foi aprovado por unanimidade
e lá tinha deputados de outros partidos, do PSDB, inclusive,
vamos tentar mostrar que este projeto é bom para o Brasil,
para os empresários e para os trabalhadores.
Dinheiro - O sr. acha
que ele pode ficar engavetado?
Vicentinho - Como este projeto vai fazer 14 anos,
ações protelatórias já ocorreram e podem
ocorrer. Mas eu prefiro que não ocorram. A gente vai para o
debate. Agora é hora de convencer, de conversar, de namorar.
Dinheiro - O Dieese prevê mais
2,5 milhões de vagas. O sr. concorda?
Vicentinho - O estudo do Dieese é baseado
na atual estrutura produtiva e na atual produtividade. É um
estudo que especula, não é algo comprovado. Que vai
gerar emprego, vai. Agora se vão ser 2 milhões, 1,9
milhão ou 2,1 milhões, não se sabe.
Dinheiro - O sr. acha
que existe espaço para flexibilização das leis
trabalhistas?
Vicentinho - Flexibilização nas relações
de trabalho significa redução de direitos. Enquanto
a flexibilização for para reduzir direitos, nós
não vamos concordar.
Dinheiro - Há um
debate sobre a reforma previdenciária e um projeto que reduz
a idade para aposentadoria. Qual é a sua posição?
Vicentinho - Eu sou contra que se mude a contagem dos últimos 11 anos
para os últimos três anos para o cálculo da aposentadoria,
porque isso permite que as pessoas que ganham mais fiquem a vida inteira pagando
um salário mínimo e os últimos três anos pagando
o máximo para receber mais depois. Isso significa que os assalariados
que ganham menos vão pagar pelos outros. Eu sou autor de um projeto
que assegura que os aposentados nunca mais tenham perda em seu poder aquisitivo.
Dinheiro - Como o sr.
analisa as medidas do governo para combater a crise?
Vicentinho - No caso do setor automotivo, acho que
foram muito boas. Quando presidi o Sindicato dos Metalúrgicos,
eu liderei pelos trabalhadores a questão da câmara setorial,
em 1992, em que o governo reduziu os impostos e as empresas reduziram
o preço dos veículos e no final foi muito bom porque
todo mundo ganhou e a produção aumentou. Acho que são
medidas importantes que estão sendo tomadas.
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Gazeta do Povo, 6 de julho
de 2009
Imposto de Renda
Consulta ao segundo lote de restituições
sai até quinta
São Paulo - A Receita Federal deve divulgar até a próxima
quinta-feira a consulta ao segundo lote de restituições do Imposto
de Renda Pessoa Física 2009, ano-base 2008. O dinheiro estará disponível
no dia 15 nos bancos. No primeiro lote de restituições, os recursos
foram corrigidos em 1,77%. Cerca de 1,3 milhão de contribuintes receberam
a restituição, com prioridade de pagamento aos idosos, segundo
informações da Agência Brasil.
Após a liberação
do segundo lote, os contribuintes que não informaram o número
da conta para crédito da restituição devem procurar
uma das agências do Banco do Brasil, ou ligar para qualquer agência
do BB ou para o BB Responde para pedir o crédito em conta corrente
ou poupança em seu nome, em qualquer banco. O banco atende pelos
telefones 4004-0001 nas capitais e 0800-729-0001 nas demais localidades
(ligação gratuita).
Como em todos os anos, em 2009
haverá sete lotes de restituições. Os valores são
pagos, geralmente, no dia 15 de cada mês.
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Gazeta do Povo, 6 de julho
de 2009
Regulação
O setor de cartões na berlinda
Banco Central e ministérios da Fazenda e da Justiça querem impor
regras às operadoras de cartões de crédito. Estudo encontrou
no setor práticas como a barreira à entrada de concorrentes e
abuso de poder
Um setor econômico com
manifestação abusiva de poder de mercado, existência
de barreiras à entrada de novos competidores, práticas
de cartel e estruturas verticalizadas certamente não é o
ambiente mais propício para a defesa dos direitos do consumidor.
Não é à toa que o mercado brasileiro de cartões
de crédito – que recebeu essas classificações
em um relatório de 300 páginas, elaborado pelo Banco Central – poderá sofrer
mudanças significativas ainda neste ano.
O estudo, iniciado em 2006, é parte
de um convênio firmado entre o Banco Central (BC), a Secretaria
de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça
e a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério
da Fazenda para promover a modernização dos sistemas de
pagamento de varejo no Brasil.
Entre 2002 e 2007, o volume de
transações com cartões de crédito e débito
cresceu aproximadamente 180% no país, passando de R$ 1,4 bilhão
para R$ 3,9 bilhões. No fim do período, as duas maiores
bandeiras – Visa e Mastercard –, respondiam por mais de 90%
das transações com cartões do mercado nacional.
O relatório, que permaneceu
por 90 dias sob consulta pública, teve o prazo para apresentação
de críticas e sugestões encerrado na última terça-feira
(30/06). Neste período, o BC recebeu 57 manifestações
sobre o tema. Desse total, 12 propostas foram extraídas e serão
objeto de análise pelos técnicos para eventual incorporação
no texto final do relatório, que deve ser apresentado até 30
de setembro. O BC, no entanto, não revela o teor dessas contribuições.
Mesmo assim, o relatório
preliminar aponta para algumas direções, como o fim da
verticalização deste mercado – ou seja, quando uma única
empresa credencia, fornece os serviços de rede, os terminais,
processa e compensa as transações –, a obrigatoriedade
do compartilhamento dos terminais de pagamento pelas diversas bandeiras
e o fim da exclusividade entre bandeiras e credenciadoras.
Mas, mesmo se implantadas, essas
medidas seriam produtivas para os comerciantes, mas insuficientes para
garantir uma melhora significativa para os usuários de cartão
de crédito. A avaliação é da coordenadora
institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor
(Pro Teste), Maria Inês Dolci. “Defendemos que haja uma regulamentação
que atenda plenamente aos direitos do consumidor, com a definição
de um órgão para fiscalizar a atividade”, argumenta.
A coordenadora cita os países
da União Europeia e Argentina como exemplos onde existe a regulamentação
e fiscalização do setor de cartões. “No Brasil,
a atividade é baseada na autorregulamentação, ou
seja, as regras são impostas pelas próprias operadoras.
Isso em um mercado muito concentrado e que ninguém fiscaliza,
o que torna o consumidor refém dessas operadoras”, afirma.
Segundo Maria Inês, uma
proposta neste sentido foi encaminhada pela Pro Teste ao BC. “Mas
dificilmente será aceita neste momento”, avalia. Mesmo assim,
a coordenadora garante que a definição de regulamentação
específica e a instituição de um órgão
fiscalizador para o setor de cartões de crédito sejam "fundamentais" e
continuarão sendo um dos focos dos órgãos de defesa
do consumidor.
Discussão
Saiba quais os principais pontos discutidos no relatório do Banco Central
e que devem alterar o mercado brasileiro de cartões de crédito:
Terminal compartilhado
Atualmente, cada operadora possui
o seu próprio terminal de pagamento de cartão de crédito.
Pela proposta, o aparelho passará a ser compartilhado pelas diferentes
bandeiras, possibilitando o pagamento de compras em um único aparelho.
Fim da exclusividade
Fica proibida a exclusividade
entre bandeiras e credenciadoras. A intenção é estimular
a concorrência entre os credenciadores, podendo assim oferecer
melhores condições aos estabelecimentos.
Quebra da verticalização
Hoje, as empresas possuem um
modelo de negócio que integra o credenciamento, o processamento
e a liquidação das transações, impedindo
a entrada de novos competidores. O proposta prevê a entrada de
outras empresas nos negócios de processamento e liquidação.
Redução
do prazo de pagamento
No Brasil, o prazo para que um
estabelecimento receba o valor de uma venda através de cartão
de crédito é de, em média, 30 dias – o que
encarece o custo da operação. Em outros países,
esse prazo gira em torno de 2 dias úteis.
Fim da regra do "não
sobrepreço"
Atualmente,o Código de
Defesa do Consumidor proíbe a diferenciação de preços
em função da forma de pagamento. O BC sugere o fim dessa
regra, de forma que a competitividade entre os meios de pagamento reduza
o artifício do “subsídio cruzado” – quando
os consumidores que não utilizam cartão pagam um valor
adicional embutido no custo do produto.
Fonte: Relatório sobre a Indústria
de Cartões de Pagamentos/Banco Central
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Gazeta do Povo, 6 de julho
de 2009
Regulação
Indústria teme “efeitos colaterais
negativos” com intervenção
A indústria de cartões de crédito avalia que a intervenção
governamental no setor deve ser evitada, diante dos elevados riscos de efeitos
colaterais negativos “imprevisíveis”. A Associação
Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços
(Abecs) divulgou um documento com as proposições do setor como
contraponto ao estudo elaborado pelo Banco Central.
A entidade sugere a necessidade
de um estudo mais aprofundado sobre alguns temas considerados “sensíveis”,
como a obrigatoriedade do compartilhamento dos terminais de processamento
entre as diversas bandeiras. A Abecs avalia que grande parte das medidas
propostas pelo relatório governamental poderiam aumentar os custos
das transações para os usuários de cartões.
“Devem ser preferidas soluções
pontuais e não intrusivas, de natureza mais comportamental do
que estrutural, voltadas para corrigir as falhas de mercado encontradas”,
sugere o relatório.
Embora o relatório da
Abecs não contemple as questões de regulamentação
do setor propostas pelo estudo do BC, a entidade garante que o estudo
deixa claro o compromisso da indústria de cartões em aperfeiçoar
constantemente as práticas comerciais e ampliar a rivalidade com
mais investimentos e inovações em benefício do consumidor
brasileiro.
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de julho de 2009 | Economia
Criação do MEI beneficiará a
Previdência
Cintia Végas
Cerca de um milhão de brasileiros devem se cadastrar, no período
de um ano, na categoria Microempreendedor Individual (MEI) e fazer parte da
economia formal, podendo usufruir dos benefícios previdenciários.
A previsão é do
ministro da Previdência, José Barroso Pimentel, que ontem
esteve falando sobre o assunto no plenário da Assembléia
Legislativa (AL) do Paraná, em Curitiba.
A figura do MEI foi criada pela
Lei Complementar 128/08, que começou a vigorar no último
dia primeiro. A estimativa é de que ela beneficie cerca de 11
milhões de pessoas (565 mil no Paraná) que trabalham na
informalidade ou autônomos que pretendem se transformar em pessoas
jurídicas - como pipoqueiros, cabeleireiros, manicures, camelôs,
ambulantes, entre outros trabalhadores.
“O MEI é um capítulo
do Simples Nacional, criado em 2007. Na informalidade, os trabalhadores
não podem crescer. Tornando-se empreendedores individuais, eles
podem ter acesso aos benefícios previdenciários e também
ao crédito. Como pessoas físicas, obtêm créditos
com juros entre 7% e 8%. Como pessoas jurídicas, irão conseguir
taxas bem mais baixas”, disse o ministro.
Para ser enquadrado no MEI, o
trabalhador deve ter receita bruta anual de até R$ 36 mil, passando
a pagar R$ 51,15 ao INSS (Instituto Nacional de Seguro Social), R$ 1,00
de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)
ou R$ 5,00 de ISS (Imposto Sobre Serviços).
No primeiro ano de vigência
da nova categoria, as empresas contábeis brasileiras (cerca de
128 mil escritórios) estarão divulgando o MEI e prestando
esclarecimentos gratuitos sobre o assunto.
Cadastramento
Para se formalizar, o trabalhador
precisa entrar no endereço www.portaldoempreendedor.gov.br, sendo
que o Ministério da Previdência já pensa em criar,
em todo Brasil, espaços que serão denominados de “salas
do empreendedor” para facilitar o acesso.
Segundo o presidente da Federação
Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas
de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas
(Fenacon), Valdir Pietrobon, nos dois primeiros dias de vigor do MEI,
o site recebeu 167 mil visitantes.
Porém, devido a um problema
técnico de incompatibilidade de desenvolvimento de dados, só os
moradores de Brasília (DF) conseguiram se cadastrar. O prazo para
que o problema seja resolvido é de noventa dias.
“O sistema pertence ao
Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior. Porém, está sendo transferido para o Serpro (Serviço
Federal de Processamento de Dados). O problema está acontecendo
porque estamos absorvendo os serviços das juntas nacionais, mas
logo deve ser resolvido. É considerado normal que algumas dificuldades
aconteçam nos primeiros dias”, declarou o ministro.
Greve
Durante sua passagem por Curitiba,
José Barroso Pimentel também apontou a greve do INSS, que
está em sua terceira semana, como sendo ilegal. “O Poder
Judiciário declarou a greve ilegal mesmo antes de ela começar.
Isto porque, em julho de 2008, nós assinamos um acordo com todas
as entidades sindicais e concedemos um reajuste de 457% sobre a folha
de 2003, que implicou em um investimento de R$ 5 bilhões a mais
nos servidores do INSS. Hoje, todas as outras categorias federais pedem
equiparação ao INSS.”
Durante a estada do ministro
na AL, entidades sindicais ligadas aos servidores do INSS estiveram
presentes para levar suas reivindicações, que incluem
manutenção da jornada de trabalho de trinta horas semanais
e contratação de pessoas aprovadas em concursos públicos.
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Agência Diap, 6 de
julho de 2009
PL 5.498/09: mini-reforma política
na pauta no plenário da Câmara
A reforma das regras eleitorais deverá ser o destaque das votações
do plenário da Câmara dos Deputados nesta semana.
A proposta em pauta é o
resultado de negociação dos líderes com o presidente
da Casa Michel Temer (PMDB/SP).
O PL 5.498/09 é o resultado
de um grupo de trabalho multipartidário criado para analisar as
propostas de mudanças nas normas de campanha.
Na última quarta-feira
(8), entidades da sociedade cível entregaram uma sugestão
de projeto de lei na Comissão de Legislação Participativa
da Casa.
A proposta é mais abrangente
e aprofunda em uma reforma política que, para as entidades é necessária
para o avanço da democracia.
Pauta
trancada
Nas sessões ordinárias, o principal item a ser analisado é a
MP 462/09, que autoriza a União a transferir R$ 1 bilhão para
o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
O objetivo é ajudar as
prefeituras a enfrentarem as consequências da crise financeira.
A medida tranca a pauta da Casa.
Devido à queda na arrecadação
dos tributos federais (por causa do recuo da produção industrial
e de incentivos fiscais concedidos pelo Governo para estimular a economia),
as prefeituras que dependem do FPM têm tido dificuldades para honrar
seus compromissos.
Isso ocorre porque o fundo é composto
por parcelas desses tributos.
Também tranca a
pauta das sessões ordinárias o Projeto de Lei 5.245/09,
do Executivo, que concede o Bônus Especial de Desempenho Institucional
aos servidores do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes
(Dnit) pela superação de metas de desempenho relacionadas
a obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
acompanhadas pelo órgão.
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de julho de 2009 | Política
Senadores do PT discutem permanência
de Sarney
Agência Estado
Sob pressão do Palácio do Planalto, a bancada do PT no Senado
se reúne amanhã para tentar fechar questão em torno do
afastamento ou da permanência do presidente do Senado, José Sarney
(PMDB-AP). Na semana passada, a maioria dos 12 senadores petistas defendeu
que o peemedebista se licenciasse do posto por 30 dias. Um dia depois, porém,
o partido foi "enquadrado" pelo presidente Luiz Inácio Lula
da Silva e recuou. "A situação de Sarney tem piorado a cada
dia. Entendemos e nos preocupamos com a governabilidade, mas também
tem a questão moral. O PT tem uma história a zelar", disse
hoje o senador João Pedro (AM). Fiel escudeiro e amigo pessoal de Lula,
João Pedro, desta vez, acha que o melhor caminho seria a saída
de cena, ainda que temporária, do presidente do Senado.
Dos 12 senadores petistas, apenas
três tem se posicionado claramente em defesa da continuidade de
Sarney no cargo: Delcídio Amaral (MS), Serys Slhessarenko (MT),
que é integrante da Mesa Diretora, e a líder do governo
no Congresso, Ideli Salvatti (SC).
A exemplo do último encontro,
a reunião desta semana deverá contar com a presença
do presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP). "Ainda
acho que o afastamento, a licença por 30 dias, é a melhor
recomendação a ser feita ao presidente Sarney. Mas não
temos condições de impor a ele isso. Eu e a maioria dos
senadores do PT pensa assim. Acho que terça (amanhã) vai
ser um dia de longos diálogos", resumiu o senador Eduardo
Suplicy (SP).
A pressão do Planalto
para que o PT recuasse na tese de defesa da saída de Sarney
ocorreu depois que o peemedebista ameaçou renunciar ao cargo,
fato que desencadearia um processo sucessório na Casa e abalaria
a aliança PT-PMDB em 2010.
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O ESTADO DO PARANÁ,
06 de julho de 2009 | Política
Oposição quer manobra
conjunta pela saída de Sarney
Agência Estado
Inconformada com a intervenção do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva para manter José Sarney (PMDB-AP) na presidência
do Senado, a oposição volta ao Congresso hoje disposta a organizar
uma ação conjunta para reagir ao Palácio do Planalto e
desestabilizar o peemedebista. "O DEM não se dá por vencido
diante da interferência do Lula. Vamos continuar defendendo a licença
de Sarney", disse o líder do partido, José Agripino (RN).
Além de mobilizar a própria bancada, ele vai sugerir ao PSDB,
ao PDT e a dissidentes de partidos da base governista que se reúnam
para acertar uma tática comum que comece "centrando fogo" na
instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI) da Petrobras.
A avaliação geral é de
que a gravidade da situação não comporta movimentos
individuais e de que cabe aos partidos dar o primeiro passo. A oposição
planeja uma ofensiva para criar o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar
do Senado. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) aposta que não
será difícil mobilizar os insatisfeitos, porque o desconforto é grande
até no PT. "A partir desta semana, haverá um movimento
dos senadores que não aceitam o comando de Sarney", prevê o
pedetista.
"Tudo é legítimo
se o objetivo for salvar o Senado", diz o presidente nacional
do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), certo de que a crise vai
continuar, a despeito da intervenção do Planalto para
manter Sarney. As informações são do jornal O
Estado de S. Paulo.
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Agência Diap, 6 de julho
de 2009
Comissões da Câmara:
na CCJ, execuções trabalhistas em discussão
A Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania da Câmara pode votar, nesta semana,
o PL 5.140/05, do ex-deputado Marcelo Barbieri (PMDB/SP), que modifica
a CLT para dispor sobre a execução trabalhista e a aplicação
do princípio da desconsideração da personalidade
jurídica.
O projeto trata sobre a penhora
'online' nas execuções trabalhistas.
O relator da matéria,
deputado Zenaldo Coutinho (PSDB/PA) ofereceu parecer favorável à proposição
e, no mérito, pela aprovação do projeto.
Dirigente
sindical
Também consta na pauta do colegiado, o PL 5.710/01, do deputado Fernando
Ferro (PT/PE), que acrescenta parágrafo ao artigo 543 da CLT, dispondo
sobre a indenização em caso de rescisão do contrato de
empregado eleito para cargo de dirigente sindical ou suplente.
O relator, deputado Zenaldo Coutinho
(PSDB/PA) ofereceu parecer favorável ao texto, que se aprovado
e não houver recurso contrário à decisão
do colegiado, segue para o Senado Federal.
Taxas
para emprego
O PL 6.246/05, da deputada Sandra Rosado (PSB/RN), também consta na
pauta da CCJ. O projeto proíbe a cobrança de taxas, pelas empresas
privadas, para fins de preenchimento de vagas em seu quadro de pessoal.
O parecer do relator, deputado
Colbert Martins (PMDB/BA), é pela constitucionalidade da matéria.
Periculosidade
Faz parte ainda da pauta da CCJ, o PL 7.378/06 do senador Paulo Paim (PT/RS)
(no Senado PLS 170/05), que modifica o artigo 193 da CLT para conceder adicional
de periculosidade aos eletricitários. O relator, deputado Pastor Manoel
Ferreira (PTB/RJ) ofereceu parecer pela constitucionalidade. O colegiado se
reúne, nesta terça-feira (7), às 14h, no plenário
1.
Jornada
do aprendiz
A Comissão de Trabalho da Câmara se reúne, nesta quarta-feira
(8), para deliberar sobre sua pauta ordinária. Entre os projetos, destaca-se
o PL 2.898/04, da deputada Ann Pontes (PMDB/PA), que reduz para 4 horas a jornada
de trabalho do aprendiz.
A relatora, deputada Andréa
Zito (PSDB/RJ) apresentou parecer favorável à matéria.
O objetivo da proposição é garantir
aos aprendizes a conclusão do ensino médio tendo uma jornada
reduzida.
Piso
dos professores
Outra proposta em pauta no colegiado é o PL 3.133/08 (no Senado PLS
433/07), do senador Cristovam Buarque (PDT/DF), que estabelece que os profissionais
da educação básica terão vencimento inicial igual
ou superior ao Piso Salarial Profissional Nacional, e a cada sete anos de trabalho
a licença das atividades normais, com duração mínima
de um ano.
A relatora, deputada Andréia
Zito (PSDB/RJ) apresentou voto favorável, com complementação.
Participação
na gestão
Já o projeto do Executivo, PL 3.407/08 dispõe sobre a participação
de empregados nos conselhos de administração das empresas públicas
e sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas e demais
empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria
do capital social com direito a voto, também consta na pauta do colegiado.
O relator, deputado Pedro Henry
(PP/MS) é favorável ao projeto e apresentou parecer pela
aprovação da matéria.
Estabilidade
Outra proposta em pauta é o PL 1.780/07, do Daniel Almeida (PCdoB/BA).
A matéria dispõe sobre a estabilidade provisória do trabalhador
vítima de acidente de trabalho que apresenta redução na
capacidade laboral. O relator, deputado Edgar Moury (PMDB/PE) e seu parecer é pela
aprovação da matéria com substitutivo.
Aposentadoria
A pauta ordinária da Comissão de Seguridade Social e Família
desta semana conta com o projeto de lei complementar (PLP) 372/06, do deputado
Beto Albuquerque (PSB/ES), que dispõe sobre a aposentadoria dos servidores
públicos portuários e hidroviários, vinculados à Administração
Portuária.
A relatora, deputado Elcione
Barbalho (PMDB/PA) e seu parecer é pela aprovação.
A comissão ser reúne nesta quarta-feira (8) às 9h
no plenário 7.
Tecnologia
Nesta terça-feira (7), a Câmara dos Deputados realiza Conselho
de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica o seminário
em pareceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia; da Educação;
e do Trabalho e Emprego realizam o fórum "Extensão Tecnológica
dos Institutos Federais", às 9h.
Fundações
Públicas
Nesta terça-feira (7), a Comissão de Seguridade Social e Família
da Câmara dos Deputados realiza audiência pública para debater
sobre o PLP 92/07, que cria as Fundações Públicas de Direito
Privado.
Foram convidados para o debate
o procurador de Justiça do Distrito Federal José Eduardo
Paes; o diretor-geral de Hospitais Universitários do Ministério
da Educação, José Rebelatto; e a gerente de projetos
da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento,
Valéria Bigonha.
O projeto de lei complementar
está pronto para ser votado no plenário da Casa. A matéria
tem entrado na pauta da Casa, mas pressão do movimento sindical
e dos movimentos em defesa da saúde pública impediu a votação
da matéria. A audiência ainda não tem plenário
definido.
Meio
Ambiente
A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio
realiza audiência pública para discutir o uso de sacolas plásticas
biodegradáveis. Foram convidados o ministro do Meio Ambiente, Carlos
Minc; o diretor de Relações Institucionais da Confederação
Nacional da Indústria, Marco Guarita; e o presidente da Associação
Brasileira de Supermercados, Sussumo Honda. A reunião ainda não
tem plenário definido, mas será às 14h30.
Nesta quarta-feira (8), a Frente
Parlamentar Ambientalista realiza café da manhã para discutir
o tema "Empresas e responsabilidade ambiental". Foram convidados
integrantes da Associação Brasileira de Celulose e Papel
e de ONGs ambientalistas. A atividade será no restaurante do 10º andar, às
8h30.
Orçamento
2010
Comissão Mista de Orçamento realiza reunião para apresentação,
discussão e votação do relatório ao Projeto de
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2010. O colegiado
se reúne no plenário 2, às 14h30. O recesso do Congresso
Nacional depende da votação da LDO.
Reforma
universitária
A Comissão Especial da Reforma Universitária realiza audiência
pública para debater o assunto. Foram convidados o presidente da Associação
Brasileira das Universidades Comunitárias, Gilberto Garcia; e o representante
da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais
e Municipais, Carlos Alberto Callegaro. A reunião será no plenário
10, às 15h.
Educação
Comissão de Educação e Cultura realiza audiência
pública para discutir a implementação e a reestruturação
das bibliotecas escolares. A reunião será às 10h, no plenário
10.
Foram convidados o presidente
do Conselho Federal de Biblioteconomia, Nêmora Rodrigues; o presidente
do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE),
Daniel Balaban; e a coordenadora de Contratos e Convênios do Livro
Didático do FNDE, Alzeni Millions.
Lei Seca
As comissões de Viação e Transporte; de Segurança
Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Seguridade Social e Família
realizam audiência pública para analisar os resultados de um ano
de vigência da Lei Seca. Foram convidados os ministros da Saúde,
José Gomes Temporão; das Cidades, Márcio Fortes; e da
Justiça, Tarso Genro. A reunião será no plenário
11, às 9h.
Comunicação
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação
e Informática realiza audiência pública sobre o processo
de organização da Conferência Nacional de Comunicação.
Para o debate foram convidados o ministro das Comunicações, Hélio
Costa; o diretor do Coletivo Brasil de Comunicação Social, Jonas
Valente; e o presidente da Associação Brasileira de Emissoras
de Rádio e Televisão, Daniel Slaviero. A reunião será no
plenário 13, às 10h.
Segurança
privada
A comissão especial dos Agentes de Segurança Privada realiza
audiência pública. Entre os debatedores foram convidados os presidentes
da Federação dos Vigilantes do Rio de Janeiro, Fernando Bandeira;
o da Federação dos Trabalhadores em Segurança, Vigilância
Privada e Transporte de Valores de São Paulo, Pedro Araújo; e
da Confederação dos Vigilantes e Prestadores de Serviços,
José Boaventura. A reunião será no plenário 13,
do anexo II da Casa.
Diploma
A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio
debate em audiência pública, nesta quinta-feira (9), o fim da
obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.
Foram convidados o presidente
do STF, Gilmar Mendes; o procurador-regional da República do Estado
de São Paulo, André de Carvalho; e o presidente da Federação
Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murilo. A reunião
será às 9h30, ainda sem local definido.
Guerrilha
do Araguaia
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados
realiza, nesta quinta-feira (9), audiência pública sobre as atividades
do Grupo de Trabalho destinado à localização, recolhimento
e identificação dos corpos de guerrilheiros e militares da Guerrilha
do Araguaia. A reunião acontecerá no plenário 9, às
10h, contará com a presença do ministro da Defesa, Nelson Jobim.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
06/07/2009
TST julga controvérsia de trabalho
em feriados no comércio de Salvador
O trabalho dos comerciários
em feriados na cidade de Salvador provocou recurso de revista do Sindicato
dos Supermercados e Atacados de Auto Serviço do Estado da Bahia – Sindisuper,
representante da classe patronal. A polêmica foi apreciada pela
Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que manteve a decisão
regional de que o direito ao descanso nos dias de feriados deve ser garantido
aos empregados efetivos das empresas vinculadas ao Sindisuper, sob pena
de multa de R$ 25 mil a ser paga por estabelecimento a cada infração.
O recurso é resultado
de uma ação civil pública do Sindicato dos Empregados
em Supermercados, Hipermercados, Mercadinhos e Similares do Ramo Atacadista
e Varejista da Cidade de Salvador – Sintrasuper, após várias
tentativas frustradas de negociação com a classe empresarial
para que fosse concedido o direito ao descanso nos dias de feriado. Segundo
o relator do recurso de revista, ministro Aloysio Corrêa da Veiga,
o descanso é um direito fundamental do trabalhador que deve ser
reconhecido e protegido.
A 2ª Vara do Trabalho de
Salvador havia determinado que o sindicato patronal deveria promover
as medidas necessárias a assegurar a todos os empregados efetivos
dos estabelecimentos comerciais sob sua representação -
entre outros o Bompreço Bahia S.A. e o Extra Hipermercado – o “direito
ao descanso nos dias de feriados (e não o mero pagamento de indenização
por dia trabalhado)”, sob pena de que cada estabelecimento nominado
na ação pagasse multa de R$100.000 por infração.
Em recurso ao Tribunal Regional da 5ª Região (BA), o Sindisuper
conseguiu apenas a redução da multa para R$ 25 mil. Insatisfeito
com o resultado, recorreu ao TST.
Ao analisar o recurso, a Sexta
Turma entendeu que os dispositivos legais e constitucionais apontados
pelo Sindisuper não foram violados e rejeitou (não conheceu)
o apelo. O ministro Aloysio observa que o artigo 6º-A da Lei 10.101/2000
permite o trabalho em feriados nas atividades do comércio em geral,
desde que autorizado em convenção coletiva e observada
a legislação municipal. Além disso, a Lei Municipal
5.280/97 estabeleceu diretrizes para a atividade comercial no Município
de Salvador, tornando livre o trabalho em quaisquer dias e horários.
No entanto, de acordo com o Regional, “a conduta no comércio
denota abuso na utilização do direito”.
O relator do recurso no TST considerou
correta a linha de raciocínio do Regional. Para o ministro Aloysio
Corrêa, o TRT/BA não negou a validade da norma municipal, “apenas
destacou que ela não guarnece a pretensão da empresas,
do modo genérico, como pretendido, pois a mera autorização
não impede que se adotem medidas para proteção dos
empregados em relação ao dia de descanso trabalhado, quando
exercido o direito pelos supermercados com abuso”. (RR-858/2002-002-05-00.0)
(Lourdes Tavares)
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06/07/2009
Rompimento do contrato por morte afasta
multa do art. 477 da CLT
A multa imposta ao empregador
que atrasa, sem motivo justificado, o pagamento das verbas rescisórias
(prevista no artigo 477 da CLT, parágrafo 8º) não é aplicável
quando o contrato de trabalho é extinto em razão de morte
do empregado. O entendimento foi aplicado em julgamento envolvendo os
herdeiros de um metalúrgico e a Fiat Automóveis S/A pela
Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, em voto relatado pelo
ministro José Simpliciano Fernandes. Contratado como operador
de produção em 1996, o trabalhador morreu em 11/05/2002,
e as parcelas rescisórias foram pagas à viúva em
03/09/2002.
Segundo o artigo 477 da CLT,
o não-pagamento das verbas rescisórias até o primeiro
dia útil imediato ao término do contrato, ou até o
décimo dia, contado da data da notificação da demissão,
quando não há aviso prévio, implica multa no valor
de um salário em favor do trabalhador. A defesa da Fiat sustentou
que aguardou a regularização sucessória (em relação
aos efetivos beneficiários do falecido perante o INSS) para efetuar
o pagamento a quem de direito.
Ao rejeitar o pedido da defesa
da Fiat para que a multa fosse retirada, o Tribunal Regional do Trabalho
da 3ª Região (MG) argumentou que o dispositivo legal, ao
fixar o prazo de pagamento das parcelas rescisórias, não
distingue a causa do término do contrato de trabalho, “não
cabendo ao intérprete da lei distinguir onde esta não o
faz”. Para o TRT/MG, o falecimento do empregado não afasta
a aplicação dos prazos previstos na CLT, cabendo ao empregador,
em caso de dúvida sobre a parte legitimada a receber as verbas
rescisórias, ajuizar ação de consignação
em pagamento a fim de afastar a mora.
O ministro Simpliciano Fernandes
considerou necessária a reforma da decisão regional neste
tópico. “A multa decorre de mora injustificada do empregador
no pagamento das parcelas constantes do termo de rescisão contratual
no prazo fixado, o que não ocorreu na hipótese dos autos,
em que o contrato de trabalho foi extinto em decorrência do óbito
do empregado”, disse. Para o ministro relator, tampouco se justifica
o entendimento do Regional de que a empresa poderia ter ajuizado ação
de consignação em pagamento, caso tivesse dúvida
a quem deveria pagar as verbas rescisórias porque, como o contrato
foi rompido em virtude de morte do empregado, não estava sujeita
ao prazo legal. (RR 380/2004-027-03-00.7)
(Virginia Pardal)
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06/07/2009
Conciliação: trabalhadores
receberão R$ 15 mi em acordos no Pará e Amapá
O mês de junho foi dedicado
ao mutirão de conciliação na Justiça do Trabalho
da 8ª Região, com jurisdição nos Estados do
Pará e Amapá. Anualmente, o TRT/PA-AP realiza dois mutirões
voltados para a obtenção de acordos em processos trabalhistas:
um em junho e o segundo em dezembro, juntamente com a Semana Nacional
de Conciliação promovida pelo Conselho Nacional de Justiça.
Este ano, pela primeira vez,
o mutirão do primeiro semestre estendeu-se por todo o mês,
e não apenas por uma semana, como nos anos anteriores. O resultado
foi a celebração de acordo em 55,31% das audiências,
resultando num repasse de R$ 14.829.750,00 aos trabalhadores. A título
de contribuição previdenciária, foram recolhidos
aos cofres da União R$ 375 mil.
O mutirão de conciliação,
principalmente nas Varas de fora da Sede, com o pagamento das parcelas
devidas pelo empregador aos empregados, causa impacto nas economias locais,
com os recursos injetados nos serviços e principalmente no comércio,
com a demanda em consumo nas próprias regiões. Essa iniciativa
vem impulsionada pelos resultados obtidos nos períodos de conciliação
realizados em anos anteriores.
Na conciliação,
a solução é mais rápida, porque o acordo
geralmente é feito com o pagamento em parcela única ou
em poucas parcelas e, muitas vezes sem necessidade de execução.
Nela, as partes participam da solução, razão pela
qual a possibilidade de aceitação e cumprimento imediato
e espontâneo é maior do que na execução da
sentença, quando não há o acordo.
(Nazaré Chaves, do TRT da
8ª Região)
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