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FOLHA DE LONDRINA, 07 de
julho de 2009 | Economia
Construção se despede
da crise com inovação
Ao que tudo indica, a crise no setor de construção civil está mesmo
chegando ao fim. Reunidos na Rodada de Negócios da Construção
Civil, realizada pelo Sebrae/PR em parceria com o Sindicato das Indústrias
da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon/PR),
empresários de construtoras e dos mais diversos tipos de fornecimento
de produtos e serviços ligados à construção de
empreendimentos imobiliários, estão investindo e apostando numa
retomada do setor, prevista para todo o segundo semestre de 2009. As informações
são da Agência Sebrae de Notícias.
Prova disso é que o evento,
realizado nos últimos dias 30 de junho e 1º de julho, contou
com a participação de 18 construtoras e mais de 80 fornecedores.
A realização da Rodada de Negócios neste momento
do ano foi estratégica. ‘‘Acreditamos que o evento
vai estimular a troca de contatos entre construtoras e empresas fornecedoras
de produtos e serviços, num momento em que o governo está dando
oportunidades e alternativas aos empresários do setor’’,
diz o consultor do Sebrae/PR, Pedro Cesar Rychuv Santos.
Responsável pelo departamento
comercial da construtora Raphael Pocai, que está entrando no mercado
paranaense este ano, Renata Passos afirma que o momento é de segurança
para os investidores. ‘‘No momento crítico da crise
trabalhamos na construção e, agora, queremos aproveitar
o aquecimento do setor para iniciar nossas vendas. Acreditamos que o
consumidor está tão eufórico para começar
a comprar imóveis, quanto estamos ansiosos para iniciar as vendas’’.
‘‘O momento de oscilação
do mercado que vivemos no final de 2008 e início deste ano, em
que tivemos um período de insegurança, está sendo
substituído por investimentos. Sentimos que, desde maio, existem
sinais claros de retomada do setor. Nossa expectativa para o terceiro
trimestre é muito otimista’’, afirma Adriano Greca,
gerente comercial da Andaimes Versátil.
Entre os destaques do setor,
estão os investimentos no segmento de moradias populares. Pedro
Cesar afirma que há muitas oportunidades para que o cidadão
da classe C possa adquirir um imóvel próprio. ‘‘Com
o aumento do acesso a linhas de crédito, criam-se novos comportamentos
de consumo e aspirações mais ambiciosas para essa classe
e, com isso, novas oportunidades de negócios com práticas
e tecnologias diferenciadas’’, avalia Pedro Cesar Rychuv
Santos, do Sebrae/PR.
Reportagem Local
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UOL ECONOMIA, 07 de julho
de 2009
Cresce o número de profissionais
registrados em CLT nos últimos dois anos
SÃO PAULO - No Brasil,
aumentou o número de contratações de profissionais
pelo regime de CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).
De acordo com a pesquisa "A Contratação, a Demissão
e a Carreira dos Executivos Brasileiros", realizada entre março
e abril deste ano pela Catho Online, os trabalhadores com estas condições
contratuais somam 79,5%. Esse resultado é 11,6% maior do que o
obtido no ano de 2007, quando o percentual era de 67,9%.
"A pesquisa questionou o
entrevistado sobre o vínculo empregatício em dois aspectos:
tanto como contratante (se está contratando outros com base na
CLT) como quanto profissional (se é registrado na CLT). Em ambos
os casos percebe-se um aumento do registro formal em carteira",
afirma o diretor de marketing da Catho Online, Adriano Meirinho.
Confira abaixo a tabela com a
porcentagem de profissionais, a forma de vínculo empregatício
e o ano de contratação:
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Vínculo Empregatício
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2007
|
2009
|
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CLT
|
67,9%
|
79,5%
|
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Diretor
estatutário
|
1,1%
|
1,4%
|
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Prestador
de Serviços
|
7%
|
6,1%
|
|
Autônomo
|
4,2%
|
2,9%
|
|
Informal
|
9%
|
5,1%
|
|
Estagiário
|
10,8%
|
5%
|
Idade
Outra constatação
do levantamento é que o registro profissional também tem
relação direta com a função, a idade e o
tipo de empresa em que atua o profissional. Entre os entrevistados de
até 25 anos, 82,7% trabalham com o vínculo da CLT. Já entre
os consultados acima de 60 anos esse índice cai para 47,9%.
O maior percentual de profissionais
que trabalham com os benefícios da CLT são os da faixa
etária entre 25 e 30 anos, nos quais 88,3% dos entrevistados disseram
que trabalham sob esta condição.
Com relação ao
tipo de empresa, 91,7% do quadro de funcionários de multinacionais
têm registro em carteira, enquanto nas empresas nacionais o índice é de
80%.
Sobre o estudo
Esta pesquisa foi realizada entre
os meses de março e abril deste ano e contou com a opinião
de 16.207 participantes, que responderam um formulário online
com 299 perguntas, questionando-os sobre estas três dimensões
da vida do profissional.
Vale ressaltar que foram levadas
em consideração apenas as respostas de profissionais que
trabalham em empresas privadas e que possuem mais de 18 anos de idade.
O estudo é realizado pela Catho desde 1988.
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Gazeta do Povo, 7 de julho
de 2009
Setor produtivo
Indústria do Paraná recua
pelo 3.º mês consecutivo em maio
Retração de 11,9% em relação ao mesmo período
de 2008 é o pior resultado em mais de 9 anos. Produção
no estado piora no momento em que o resto do país dá sinais de
recuperação
A produção industrial
do Paraná registrou o terceiro resultado negativo consecutivo
e caiu 4,1% em maio em relação a abril, informou ontem
o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação
a maio do ano passado, a queda ficou em 11,9%, o pior resultado desde
janeiro de 2000, quando havia sido apurada uma redução
de 13,2% nessa mesma base comparativa.
A indústria paranaense
dá sinais de desaceleração mais forte justamente
em um momento em que o resultado nacional começa a melhorar. De
acordo com o IBGE, a produção industrial brasileira cresceu
1,3%, com avanço em oito das 14 regiões pesquisadas em
maio na comparação com abril.
De janeiro a maio, a indústria
do Paraná acumula queda de 3,7%. “O Paraná foi afetado
pelo fraco desempenho de setores como a produção de veículos
automotores, máquinas e equipamentos e celulose e papel”,
diz Denise Cordovil, economista da coordenação de indústria
do IBGE. “Os setores que vinham puxando o desempenho no ano passado
são agora os que derrubam o índice”, afirma.
Dos 14 segmentos pesquisados
no Paraná, 11 tiveram resultado negativo em relação
a maio do ano passado. Entre as principais contribuições
negativas estão a produção de veículos automotores,
que caiu 25,4% na comparação com maio do ano passado, influenciada
principalmente pelo segmento de caminhões. A Volvo, com fábrica
da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), reduziu em 39% a produção
de janeiro a maio na comparação com igual período
do ano passado e hoje monta 51 caminhões por dia entre pesados
e semipesados, contra 79 no período pré-crise.
Na pesquisa por setor industrial
não é possível fazer a comparação
com o resultado do mês anterior (abril). “Na análise
por segmento a única comparação possível é com
o mesmo período do ano passado. E é preciso considerar
que a base de comparação, de maio de 2008, era muito alta
porque a economia estava crescendo”, lembra Denise.
Para o IBGE, a queda na produção
do setor de veículos revela que as montadoras ainda estavam com
estoques muito elevados e o ritmo de retomada é lento, mesmo com
as medidas de incentivo do governo para estimular as vendas, como a redução
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Papel e celulose
Outro setor que puxou a produção
para baixo foi o de celulose e papel, com queda de 17,4%. “Esse
segmento foi afetado principalmente pela redução da produção
de papel jornal”, afirma Denise. A norueguesa Norske Skog, única
fabricante de papel jornal do país, suspendeu por um mês
a produção na sua fábrica, localizada em Jaguariaíva
(Norte Pioneiro), para ajustar o ritmo de fabricação à redução
da demanda. A gerente de marketing, Carolina Ribeiro, diz que deixaram
de ser produzidas 12,5 mil toneladas de papel em maio.
Pressionada pela queda na demanda
interna e nas exportações, a indústria de móveis
reduziu em 16,7% a produção. Segundo Valdecir Tudino, presidente
do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima),
o consumidor vem trocando a compra do móvel pela de outros produtos
que tiveram redução de IPI, como automóveis e eletrodomésticos
de linha branca, o que derrubou as vendas e elevou os estoques. Além
disso, medidas protecionistas da Argentina – segundo maior destino
do móvel brasileiro – também afetaram as exportações.
Em direção oposta
estão os setores fortemente vinculados ao mercado interno, como
o de metais não metálicos – usados como insumo na
construção civil – cujas vendas cresceram 6%, no
embalo do aquecimento do mercado imobiliário. Os setores de bebidas
e refino de petróleo e álcool foram as outras duas contribuições
positivas, com avanço de 1,7% e 1,6%, respectivamente.
Edição e impressão
O IBGE também mostra uma
mudança nos rumos do setor de edição e impressão,
que vinha sustentando o resultado industrial do Paraná no início
do ano. Depois de registrar forte crescimento, a produção
caiu 9% em maio. De acordo com o presidente da Associação
Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) no Paraná,
Sidney Paciornik, agora o setor começa a sentir os efeitos da
desaceleração econômica. Para Denise Cordovil, do
IBGE, a redução também reflete o fim de algumas
encomendas de livros didáticos por parte do governo, que sustentaram
a venda do setor nos últimos meses.

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InfoMoney, 7 de julho de 2009
Produção industrial
avança em 8 das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE
A produção da indústria
nacional avançou em 8 das 14 regiões pesquisadas na passagem
de abril para maio, como mostra a Pesquisa Industrial Produção
Física - Regional, divulgada nesta segunda-feira (6).
Em relação a maio
de 2008, entretanto, todos os locais registraram recuo.
A taxa média nacional
ficou negativa em 11,3%, segundo informou o IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística).
Entre as áreas com taxas
mais acentuadas, destaque para Espírito Santo (-29,0%), Minas
Gerais (-20,0%), Pará (-11,9%) e Bahia (-12,3%), que recuaram
mais do que a média nacional.
Passagem
mensal
Na passagem mensal, destaque para Amazonas (+11,7%), que registrou a maior
expansão, seguido por Bahia e São Paulo, que avançaram
7,5% e 2,4%, respectivamente.
A média nacional foi de
+1,3%.
Melhores desempenhos:
Amazonas (+11,7%)
Pará (-5,6%)
Bahia (+7,5%)
Ceará (-4,3%)
(Fonte:
InfoMoney)
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O ESTADO DO PARANÁ,
07 de julho de 2009 | Economia
País deve criar até 700
mil empregos formais
Agência Estado
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que, apesar de ser afetado
pela crise internacional, o Brasil deve apresentar uma criação
líquida de 500 mil a 700 mil empregos formais em 2009. O ministro referiu-se à geração
de postos de trabalho com carteira assinada computada pelo Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. "No
ano passado criamos 1,6 milhão de empregos. Este ano será um
pouco menos, mas, mesmo assim, haverá geração de postos
(formais) de trabalho", disse.
Durante cerimônia de posse
do novo presidente da Nossa Caixa, Demian Fiocca, hoje, Mantega fez um
balanço da conjuntura econômica nacional e das ações
de políticas fiscal e monetária anticíclicas que
o governo adotou para atenuar os efeitos da recessão mundial sobre
o País. Ele ressaltou que a ação dos bancos públicos
está sendo fundamental para restabelecer a normalidade da concessão
de crédito e, cada vez mais, vão atuar para elevar a concessão
de financiamentos e reduzir os juros de tais operações.
"Eu espero que os bancos
privados voltem a aumentar a concessão de crédito devido à concorrência
que os bancos públicos vão fazer. Se não aumentarem
o crédito, vão perder clientes para os bancos públicos.
E é isso mesmo o que a gente deseja - maior competição
e elevação da concessão de empréstimos por
parte dos bancos públicos e bancos comerciais", afirmou.
Compulsório
O ministro afirmou ainda que,
devido à liberação de R$ 100 bilhões de depósitos
compulsórios (parte dos recursos captados pelos bancos junto aos
clientes que têm de ser recolhidos ao Banco Central) para bancos
comerciais, redução da taxa básica de juros, Selic,
desde janeiro deste ano e incentivos fiscais para aumentar a demanda
agregada, como a redução de impostos para compra de carros,
produtos de linha branca (fogão, geladeira e lavadora) e material
de construção, os estoques das fábricas "já foram
consumidos". Para ele, o setor industrial deve manter uma trajetória
crescente, em base mensal, até o fim deste ano, o que permitirá ao
País registrar crescimento no segundo semestre de 2009.
"O segundo semestre será melhor
que o primeiro. No último trimestre (deste ano) poderemos ter
uma expansão de 3% a 4% do PIB (Produto Interno Bruto, em relação
ao mesmo período do ano passado) como prevê boa parte dos
analistas". O ministro ressaltou que, em 2009, o País pode
registrar uma leve expansão. "Para 2010, poderemos atingir
uma alta do PIB de 4% a 4,5% tranquilamente e, em 2011, avançar
de 5% a 5,5% restabelecendo, assim, a nossa trajetória de crescimento".
Mantega afirmou que o crédito
na economia brasileira está se restabelecendo, mas ainda não
voltou à normalidade em relação ao que era registrado
antes da piora da crise internacional, em setembro do ano passado. Ele
afirmou que o governo poderá tomar medidas adicionais, como o
aumento da liberação de depósitos compulsórios
de forma direcionada para algumas áreas, caso o Poder Executivo
julgue necessário. "Poderá haver novas liberações
de compulsórios se o governo achar necessário para irrigar
alguns segmentos específicos."
Mas o ministro frisou que uma
eventual liberação de uma parcela desses recursos que estão
em poder do BC terá contrapartidas que serão exigidas dos
bancos comerciais. "Não vamos dar de graça, porque
o compulsório não é remunerado. Sempre tem uma contrapartida,
por exemplo, ou você empresta para fazer investimento e ganha uma
taxa menor (de rentabilidade) ou continua com compulsório não
remunerado", disse.
Superávit primário
O ministro da Fazenda afirmou
ainda que o governo vai manter a meta de 2,5% do Produto Interno Bruto
(PIB) de superávit primário (economia que o governo faz
para pagamento de juros da dívida) em 2009 e que, em 2010, tal
poupança do Orçamento deve subir e retornar para 3,3% do
PIB. "O superávit primário deste ano será aquele
já anunciado por nós, de 2,5%. Estamos fazendo um superávit
primário menor este ano para poder fazer as medidas anticíclicas
que estão dando muito certo", comentou. "Mas isso não
compromete as contas públicas. Nós continuamos mantendo
a relação dívida/PIB baixa e, para o próximo
ano, voltaremos para o superávit primário de 3,3% do PIB".
O ministro ressaltou que
o governo vai manter seu cronograma de investimentos públicos
e a liberação de recursos para programas sociais, como
o Bolsa Família, ao mesmo tempo que as contas públicas
permanecerão sólidas e o País manterá a
estabilidade fiscal. "Em nenhum momento, eu pensei em reduzir
mais o superávit primário para este ano. Alguns andavam
falando em primário zero. Isto não é verdade,
pois nós vamos manter a meta do superávit e também
a solidez das contas públicas brasileiras", comentou.
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O ESTADO DO PARANÁ,
07 de julho de 2009 | Economia
Na crise, desemprego é maior
para o menos qualificado
Agência Estado
O trabalhador menos qualificado foi o mais atingido pelo desemprego na atual
crise, mostra o estudo "Tecnologia, Produção e Comércio
Exterior", publicado no segundo boletim "Radar", do Instituto
de Pesquisa Aplicada (Ipea). Em dezembro, quando o número de desempregados
atingiu o maior patamar no País, dos cerca de 655 mil trabalhadores
demitidos, quase 400 mil não tinham completado o ensino fundamental.
O mesmo padrão foi observado em novembro e janeiro, meses em que o nível
de emprego também foi negativo. A partir de fevereiro, quando começou
a retomada do emprego, o número de postos criados para essa classe de
trabalhadores foi menor que os demais.
"Os postos de trabalho para
aqueles profissionais menos qualificados foram os primeiros a desaparecer
e os últimos a serem recuperados", comentou Márcio
Wohlers, diretor de Estudos Setoriais do Ipea. Ele observou a forte queda
da produção industrial foi determinante para isso. "Quando
se reduz a produção, o chão de fábrica é o
primeiro a sentir os efeitos". Na outra ponta, os trabalhadores
mais qualificados tendem a ser preservados, por conta do conhecimento
técnico e do treinamento que carregam consigo, observou.
O desemprego entre os trabalhadores
com ensino superior completo se manteve relativamente estável
diante da crise e o primeiro a apresentar recuperação,
de acordo com a pesquisa do Ipea, realizada com base nos números
do Cadastro Geral de Trabalhadores Empregados e Desempregados (Caged),
do Ministério do Trabalho.
Wohlers alertou que os números
positivos de emprego - saldo de 106.205 postos criados em abril, no último
dado disponível - não estão embutindo ganho de massa
salarial, pelo contrário. "Os trabalhadores estão
sendo contratados a salários mais baixos. O emprego cresce, mas
a massa salarial continua bastante negativa e segue muito aquém
dos níveis de 2008", afirmou durante a apresentação
do segundo boletim Radar, na Fiesp.
A queda da massa salarial
- que de outubro de 2008 a abril de 2009 atingiu R$ 1,3 bilhão
- indica que a recuperação da crise via mercado interno
será bastante lenta, afirma Wohlers. A plena recuperação
do emprego e do salário deverá ocorrer junto com produção
industrial, que vive um de seus piores períodos. Dados divulgados
pela Fiesp na semana passada mostraram que a produção
industrial paulista deverá recuar cerca de 7,5% em 2009, mesmo
se houver crescimento positivo nos meses de junho a dezembro.
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UOL, 07 de julho de 2009
| Internacional
Brasil reduzirá custos trabalhistas,
diz Guido Mantega
Jonathan Wheatley
Em São Paulo (SP)O governo do Brasil está preparando grandes
cortes nos custos trabalhistas, muito altos do país, como forma de estimular
a produtividade e o crescimento, disse Guido Mantega, o ministro da Fazenda,
ao Financial Times.
" Nós temos a chance de transformar a crise econômica global
em uma oportunidade", disse Mantega. "Nós queremos dar um salto
qualitativo na produtividade e colocar o Brasil à frente do crescimento
global. Essas medidas possibilitarão para vários setores competirem
no mercado internacional."
As medidas, que deverão
ser anunciadas nas próximas semanas, incluem a extinção
dos 25,5% do salário bruto de cada funcionário que os empregadores
devem recolher para vários fundos de bem-estar social.
O governo lançou uma série
de iniciativas para combater os efeitos da crise econômica global
desde o ano passado. Ele liberou R$ 100 bilhões do depósito
compulsório - a parcela de seus depósitos que os bancos
devem manter no banco central - para fornecer fundos ao setor bancário
durante os primeiros estágios do arrocho de crédito. Também
fez cortes temporários nos impostos sobre veículos e eletrodomésticos,
o que fez com que as vendas retornassem rapidamente ao patamar pré-crise.
Muitos desses cortes de impostos,
que deveriam expirar em 30 de junho, foram prorrogados na semana passada
por vários meses. Alguns bens de capital receberam novas isenções.
"Nós adotamos algumas
medidas de curto prazo para fornecer um impulso durante a crise",
disse Mantega. "Agora estamos trabalhando nas medidas para o período
pós-crise, para explorar as oportunidades oferecidas ao Brasil.
Para isso, a indústria necessita de custos mais baixos."
Mantega disse que as reduções
nas contribuições dos empregadores ocorreriam sem prejuízo
para os benefícios dos trabalhadores. "Nós cobriremos
as reduções com outras medidas", ele disse, apesar
de ter se recusado a dar maiores detalhes.
Preocupações surgiram
no mês passado de que o governo poderia não ter como arcar
com novas medidas de estímulo. O custo das medidas anteriores,
combinado com a queda da arrecadação tributária,
colocou o governo no vermelho após anos de superávits orçamentários
primários consistentes (receita menos gastos, sem contar o pagamento
de dívidas).
Também há preocupação
de que algumas medidas - como aumentos salariais para funcionários
públicos, que são muito mais difíceis de reverter
depois - imponham um fardo a longo prazo nas contas públicas que
já precisa de reforma.
A dívida pública
líquida caiu para cerca de 38% do produto interno bruto, apesar
da dívida bruta ter crescido desde o estouro da crise para cerca
de 61% do PIB.
Apesar dos custos trabalhistas
reduzidos serem apreciados pelas empresas, a medida fará pouco
para reduzir a rigidez das leis trabalhistas do Brasil, que foram importadas
da Itália de Mussolini nos anos 30 e dão generosos benefícios
aos trabalhadores, ao mesmo tempo que dificultam a contratação
e demissão pelas empresas.
Tradução: George El
Khouri Andolfato
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Vermelho, 7 de julho de 2009
Pobres gastam proporcionalmente
mais renda do que ricos
Um estudo da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, ligada
ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirma
análises sobre a injustiça tributária no Brasil. Segundo
a dissertação de mestrado do economista Erito Marques de Souza
Filho, os mais pobres gastam proporcionalmente mais renda do que os mais ricos
para o financiamento da seguridade social (saúde, previdência
social e assistência social).
“ Em nossos trabalhos, evidenciou-se que quanto menor a faixa de renda
maior proporção dela é destinada para o financiamento da
seguridade social. Um indivíduo pertencente ao primeiro décimo
da distribuição de renda domiciliar per capita destina 9,4% de
sua renda [de R$ 71,52], enquanto para um indivíduo pertencente ao ultimo
décimo esse valor é de 1,09% [com renda per capita de R$ 3.992,37]”,
compara o economista, que também é professor da Universidade Federal
Rural do Rio de Janeiro.
A razão da distorção é que
a base da contribuição é formada por taxações
que são repassadas aos consumidores como a Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a Contribuição
para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a extinta Contribuição
Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF),
cobrada até 2007 e incluída na pesquisa de Marques.
Os valores cobrados das empresas
são repassados e estão embutidos nos preços finais
das mercadorias, como os produtos da cesta básica de alimentos. “Constatamos
que as despesas com alimentação correspondem a cerca de
37% para os indivíduos pertencentes primeiro décimo da
distribuição de renda domiciliar per capita e de 33% para
um individuo pertencente ao segundo décimo. Além disso,
a contribuição indireta de um domicílio pobre corresponde
a cerca de 20% do valor de uma cesta básica”, calcula Marques.
Cerne
O maior peso do custeio da seguridade
social sobre os mais pobres se manteve inclusive nos últimos anos,
considerados de crescimento da renda desse estrato.“Esse crescimento
permitiu que os pobres aumentassem não somente seu consumo, mas
também sua contribuição indireta para a Seguridade”,
explica o economista. Para Marques, a distorção perpetua
a desigualdade e esvazia a função distributiva que deveria
ter o Estado.
“O cerne da questão
não está na quantia paga pelos pobres ou pelos ricos, mas
sim em como utilizar adequadamente a política tributária,
de modo a permitir ao Estado prover satisfatoriamente esses serviços
ditos não mercantis a toda população. No caso brasileiro,
em função do elevado grau de desigualdade, não é possível
tornar equânime o acesso a esses serviços sem que haja um
processo de redistribuição vertical, dos mais ricos para
os mais pobres.”
Na análise do economista,
a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), unificando
impostos federais e também o Imposto sobre a Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS), conforme previsto na proposta
de reforma tributária em discussão na Câmara dos
Deputados, não reverte a injustiça tributária.
Tributos
“A criação
do imposto sobre o valor agregado, além de não reverter
a tendência de maior ônus sobre os mais pobres, pode inviabilizar
um dos legados da Constituição de 1988: a garantia de um
orçamento próprio para a Seguridade independente das oscilações
do ciclo econômico”, alerta Marques. Na opinião do
economista, o sistema tributário poderá ficar mais justo
e distributivo se houver a instituição de um Programa de
Renda Mínima, proposto pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP), e
desoneração da cesta básica e alimentos em geral.
“Isenções
de impostos sobre alimentos, em particular, ampliariam o consumo e fomentariam
o desenvolvimento econômico e social. De uma maneira mais geral,
qualquer isenção sobre bens essenciais é sempre
benéfica para os mais pobres. Marques avalia que a cobrança
de impostos sobre herança e grandes fortunas são ideias
oportunas, mas pouco viáveis na atual conjuntura.
“Esses impostos poderiam
amenizar ou mesmo compensar a regressividade do sistema tributário
brasileiro. Entretanto, o maior problema com relação a
esses tributos é vencer a resistência da elite econômica,
que empreende esforços para deslegitimá-los”. Na
próxima terça-feira (7), a presidência do Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga, em Brasília,
nova análise sobre os efeitos da carga tributária sobre
a renda dos brasileiros.
Com agências
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Vermelho, 7 de julho de 2009
ONU: crise leva até 90 milhões
de pessoas à extrema pobreza
A recessão econômica
reverteu 20 anos de declínio da pobreza mundial e deve colocar
em 2009 mais 90 milhões de pessoas no ranking dos que passam fome
no planeta, um aumento de 6% em relação aos dados atuais,
informou a ONU nesta segunda-feira.
A estimativa, apresentada num relatório sombrio sobre um programa desenvolvido
há dez anos pela ONU para conduzir países pobres ao desenvolvimento
até 2015, indica que 17% dos 6,8 bilhões de habitantes do mundo
estarão classificados como extremamente pobres no fim de 2009.
"Em 2009, entre 55 milhões
a 90 milhões de pessoas a mais do que o previsto antes da crise
estarão vivendo em extrema pobreza", diz o relatório,
apresentado em Genebra pelo secretário-geral da Organização
das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon. Intitulado "Relatório
de Metas de Desenvolvimento do Milênio", o documento também
alerta que o recente declínio na ajuda externa - apesar das promessas
de países ricos de aumentar o fluxo de recursos - provavelmente
vai causar mais doenças e agitação social no hemisfério
sul.
Meta
Em um discurso no Conselho Econômico
e Social da ONU (Ecosoc, na sigla em inglês), Ban fez um apelo às
nações industrializadas do Grupo dos Oito para que aumentem
a ajuda, especialmente para a África, no próximo ano, dizendo
que as promessas feitas por eles anteriormente ficaram aquém do
anunciado.
"Faço um chamado
ao G8 para explicitar, país por país, como os doadores
ampliarão a ajuda à África no próximo ano",
disse Ban em um discurso voltado para o encontro do G8 entre 8 e 10 de
julho, em Aquila, cidade no centro da Itália, do qual ele participará.
"A credibilidade do sistema
internacional depende de quanto os doadores aportarão", acrescentou. "A
decência humana e a solidariedade mundial exige que nos unamos
pelos pobres e os mais vulneráveis entre nós", afirmou
Ban, em outra reunião, mais tarde.
Em uma cúpula na Escócia,
em 2005, líderes do G-8 prometeram elevar a assistência
aos países “em desenvolvimento” a cerca de 50 bilhões
de dólares até 2010, da qual metade iria para a África.
Mas a ajuda continuou sendo de pelo menos 20 bilhões de dólares
a menos do que a meta fixada em Gleneagles, na Escócia, disse
ele.
Reversão
Os recursos poderiam ajudar a
mudar muitas vidas, mas o atraso na entrega combinado às mudanças
climáticas e à crise financeira estão reduzindo
o progresso nos países pobres, afirmou Ban no início de
três semanas de reuniões do Ecosoc, em Genebra.
As pessoas que vivem na pobreza — definida
pela ONU como as que têm rendimentos de menos de US$ 1,25 por dia — já sofreram
bastante com a crise financeira e econômica nos últimos
dois anos. De acordo com dados da ONU, em 1990 a proporção
de pessoas que passavam fome era de 20% da população mundial,
mas em 2005 caíra para 16% - número que refletiu o aumento
da prosperidade, especialmente na Ásia, estimulada pela expansão
do comércio mundial.
A reversão começou
em 2008, em parte como consequência do aumento dos preços
dos alimentos no mundo, diz o relatório. Embora o custo dos produtos
básicos tenha voltado a cair por volta do fim do ano passado,
isso não tornou os alimentos mais acessíveis para a maioria
das pessoas no mundo.
Com agências
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Gazeta do Povo, 7 de julho
de 2009
Habitação
Crédito imobiliário da Caixa
cresce 75%
São Paulo - O crédito imobiliário da Caixa Econômica
Federal (CEF) registrou aumento de 75% no primeiro semestre deste ano, na comparação
com o mesmo período de 2008, atingindo R$ 17,5 bilhões. O número
também supera os empréstimos realizados em todo o ano de 2006.
Segundo Jorge Hereda, vice-presidente do banco, o programa “Minha Casa,
Minha Vida’’ respondeu por R$ 1,5 bilhão do crédito
liberado no primeiro semestre. Ainda segundo a Caixa, a expectativa é que,
até o fim de 2010, os projetos ligados ao programa e em análise
pelo banco somem 1 milhão de unidades. No mês passado, o Congresso
aprovou a abertura de crédito no valor de R$ 6 bilhões para o
programa.
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O ESTADO DO PARANÁ,
07 de julho de 2009 | Cidades
Nova carga horária para motoristas
incomoda Fetropar
Newton Almeida
O substitutivo do Projeto de
Lei 2.660/96, que regulamenta a carga horária de motorista de ônibus
e caminhão, desagradou parte da categoria. A Federação
dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (Fetropar)
deixou de ser favorável à nova regulamentação
por entender que a lei, que foi ajustada para o Código Brasileiro
de Trânsito, deveria ser fundamentada na legislação
trabalhista. O projeto foi aprovado pela Câmara Federal no último
dia 17 e aguarda a sanção do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
Para a Fetropar, o projeto de
lei foi totalmente descaracterizado. A federação ressalta
que, de acordo com o texto original, o trabalhador teria que fazer uma
parada de uma hora a cada quatro horas de trabalho ininterrupto.
O motorista ainda poderia ter
12 horas de descanso dentro de cada 24 horas. Na alteração,
sugerida pelo senador Osmar Dias (PDT-PR), ficou estabelecido um intervalo
intrajornada de 30 minutos.
Ou seja, a lei não limitaria
o número de horas ao volante, permitindo ao motorista rodar sem
parar, desde que ele descansasse 30 minutos a cada quatro horas. “Muitos
trabalhadores vão continuar sendo explorados pelos patrões”,
afirma o presidente da Fetropar, Epitácio dos Santos.
Segundo a Fetropar, no texto
original do projeto os caminhões e ônibus de transporte
rodoviário seriam obrigados a usar tacógrafo. No substitutivo,
contudo, não há obrigatoriedade de instalação.
Além disso, o empregador ficou isento de multas, passando a infração
apenas para o motorista.
Mas para o motorista de ônibus
de turismo Luiz Fernando Palhano, a mudança é bem-vinda,
desde que haja uma fiscalização efetiva. A reportagem
de O Estado tentou entrar em contato com o senador Osmar Dias, mas
não conseguiu contato até o fechamento desta edição.
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Folha de S.Paulo, 7 de julho
de 2009
Governo estuda desonerar folha de
pagamento em 2010
Recolhimento para o INSS de 20% sobre salários
dos empregados formais pode ser reduzido entre dois e três pontos
percentuais | Medida poderia reduzir arrecadação em até R$
11 bi, mas avaliação é que aumento na formalização
compensaria receita menor
SHEILA D'AMORIM
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo Lula estuda uma redução
entre dois e três pontos percentuais no custo de contratação
de trabalhadores pelas empresas. A medida, que envolve diminuição
da contribuição patronal para a Previdência Social,
no entanto, deverá valer apenas em 2010. Isso porque, para a proposta
evoluir, é preciso definir como será coberta a perda que
a iniciativa gerará aos cofres do INSS.
As empresas recolhem hoje 20% sobre a folha salarial dos empregados formais
para a Previdência. Estima-se no governo que cada ponto percentual de
redução na contribuição das empresas represente
uma queda de R$ 3,8 bilhões nas receitas da Previdência. Com isso,
a proposta em discussão significará uma redução
entre R$ 7,6 bilhões e R$ 11,4 bilhões na arrecadação
anual.
Para parte da equipe econômica, esse rombo é um problema no médio
prazo, já que poderá ser compensado com aumento da formalização
de trabalhadores que não têm carteira assinada e não contribuem
para Previdência. Cálculos preliminares indicam que, num prazo
mínimo de três a cinco anos, o crescimento do número de
trabalhadores formais que pagam regularmente ao INSS cobrirá integralmente
a renúncia fiscal com a medida.
Mesmo assim, a proposta não é ponto pacífico no governo.
A Receita e Tesouro são contrários justamente por causa da perda
fiscal. Há ainda no governo o temor político. Isso porque, ao
lançar a discussão, poderá ser aberto um espaço
para outras demandas dos parlamentares, como a aprovação de projetos
em tramitação no Congresso que podem ampliar o rombo na Previdência.
Na base aliada, já se fala em negociação. Há cinco
propostas em condições de ir a votação neste ano
no Congresso -entre elas, derrubar o veto presidencial que impede estender
o aumento real do salário mínimo aos benefícios do INSS
-que podem aumentar em até R$ 100 bilhões o rombo previdenciário,
segundo dados oficiais.
Para o governo, esse é um custo inaceitável, que comprometeria
o futuro da Previdência. Já a desoneração é considerada
uma medida mais factível, que teria um custo para as contas públicas,
mas poderia ser compensada em prazo menor.
Além disso, a base aliada argumenta que a medida favorece o aumento
da competitividade e ajudaria o país a retomar o crescimento.
Em entrevista ao jornal britânico "Financial Times", o ministro
Guido Mantega (Fazenda) usou esse argumento para justificar a desoneração
na folha de pagamentos. Mantega defendeu que a redução do custo
do emprego dará um salto qualitativo na produtividade, aumentando a
competitividade das empresas aqui instaladas no comércio mundial e colocando
o Brasil "na vanguarda do crescimento mundial".
Ainda de acordo com a entrevista, Mantega argumentou que o governo adotou medidas
de curto prazo para impulsionar a economia no período mais agudo da
crise e disse que, agora, "estamos trabalhando nas medidas pós-crise
para aproveitarmos as oportunidades oferecidas ao Brasil. Para isso, a indústria
precisa de custos mais baixos".
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