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O ESTADO DO PARANÁ,
08 de julho de 2009 | Economia
Conselho aprova orçamento
de 2010 do FAT de R$ 43 bi
Agência Estado
O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat)
aprovou hoje o orçamento de 2010 do FAT - de R$ 43 bilhões. Esse dinheiro
serve para pagamento dos programas do seguro-desemprego, abono salarial, qualificação
profissional e várias linhas de crédito destinados a setores
da economia que podem gerar emprego e renda.
O orçamento do próximo
ano do FAT representa 14,4% a mais que o valor de 2009 - de R$ 37,6 bilhões.
Para custear os programas do seguro-desemprego e o abono salarial, foram
destinados R$ 30,7 bilhões, uma ampliação de 28,9%
do orçamento total, sendo R$ 21,8 bilhões para seguro-desemprego
e R$ 8,8 bilhões para o pagamento do abono salarial. À qualificação
profissional de trabalhadores a proposta aprovada pelos conselheiros
destina R$ 1 bilhão.
Ao BNDES serão destinados
R$ 10,1 bilhões para financiamento de Programas de Desenvolvimento
Econômico, o que equivale a 40% da receita financeira do Fundo
(arrecadação PIS/Pasep), como determina a Constituição
no artigo 239. Além disso, 20% da receita do FAT é direcionada
para a Desvinculação de Receitas da União (DRU)
- uma previsão de R$ 6,3 bilhões. A proposta orçamentária
aprovada hoje pelo Codefat será enviada ao Ministério
do Planejamento, Orçamento e Gestão, que elabora o orçamento
anual da União.
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MTE, 8 de julho de 2009
Codefat aprova proposta do MTE e
reduz "spread" dos bancos públicos
O Conselho Curador do Fundo de
Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou, nesta terça-feira (7),
a redução do spread dos bancos públicos para linhas
de financiamento do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Também foi aprovada a
liberação de mais R$ 100 milhões ao Banco do Nordeste
para uso exclusivo no financiamento ao microcrédito.
Perguntado se haverá mais
cortes nas taxas de juros para linhas de crédito do Governo, o
ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que "ainda há carne,
mas já estamos quase no osso".
Os conselheiros aprovaram em
unanimidade a proposta do MTE que reduzirá em cerca de 30% o spread
bancário para linhas de financiamento do Programa de Geração
e Emprego e Renda (Proger).
O estudo foi uma iniciativa de
Lupi, que criou uma comissão técnica do ministério
para fazer o levantamento. Atualmente, os operadores cobram taxas efetivas
entre 0,98% e 0,73% a.m., que poderão cair para entre 0,68% e
0,61% a.m., a menor praticada no país.
"Não é coerente
assistirmos às quedas nas taxas de juros e nossas linhas de financiamento
continuarem operando de forma abusiva. Quem perde é o trabalhador
e nossa economia", disse o presidente do Codefat, Luiz Fernando
Emediato.
Os bancos que operam as linhas
terão 90 dias para se adequarem às novas normas.
"As novas taxas vão
de 0,68% a 0,61% ao mês. Com isso, o Proger Professor (0,61% a.m.)
torna-se a mais baixa taxa de juros praticada no Brasil", salientou
o ministro.
Ele acrescentou que os empréstimos
mais procurados são o Proger Urbano Investimento e o Proger Urbano
Capital de Giro.
"Disponibilizamos R$ 1,9
bilhão este ano, dos quais R$ 1 bilhão já está nas
mãos dos trabalhadores, em forma de empréstimos. A retirada
média é de R$ 11,4 mil a empresas que têm, também
em média, 6,7 empregados, 42% deles entre 20 e 24 anos",
informou Lupi.
Sobre a liberação
dos novos recursos para o Banco do Nordeste, a expectativa é que
se cumpra uma demanda de empreendedores da região, que necessitam
de empréstimos para fomentar suas produções. Os
créditos podem chegar a até R$ 15 mil.
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Folha de S.Paulo, 8 de julho
de 2009
Financiamento com os recursos do
FAT terá juros reduzidos
Bancos públicos terão 90 dias
para reduzir as taxas para até 0,69% ao mês; caixa do
FAT será reforçado
EDUARDO CUCOLO
DA FOLHA ONLINE, EM BRASÍLIA
Os bancos públicos que
realizam empréstimos com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador)
terão 90 dias para reduzir as taxas de juros cobradas nas linhas
de crédito do Proger (Programa de Geração de Emprego,
Trabalho e Renda).
A proposta de redução dos juros foi apresentada na semana passada
pelo Ministério do Trabalho e aprovada hoje pelo Codefat (Conselho Deliberativo
do FAT).
A taxa final ao consumidor, que hoje varia de 0,73% a 0,98% ao mês -de
acordo com a linha de crédito do Proger-, vai ficar agora entre 0,61%
e 0,69% ao mês.
As linhas do Proger permitem o financiamento de pessoas físicas e pequenos
empresários para implantação, reforma, modernização
e compra de máquinas e equipamentos.
A redução de juros inclui as linhas Proger Urbano, Proger Turismo
Investimento, FAT Empreendedor Popular e Proger Professor.
A queda no juro será possível com a redução de
cerca de 50% no "spread" (diferença entre a taxa que os bancos
pagam para captar dinheiro e a que cobram de seus clientes) máximo cobrado
por essas instituições.
Os juros dessas linhas são formados pela TJLP (Taxa de Juros de Longo
Prazo), que foi reduzida na semana passada de 6,25% para 6% ao ano, mais o "spread",
que hoje varia de 3% a 6% ao ano. Agora, o "spread" vai variar de
1,5% a 2,5% ao ano.
O Codefat também aprovou hoje o orçamento do FAT para 2010, que
será de R$ 43 bilhões. Em 2007, foram R$ 38 bilhões.
Além disso, o Codefat ampliou uma linha de microcrédito com recursos
do FAT em mais R$ 100 milhões. A medida beneficia cerca de 1 milhão
de micros e pequenas empresas do Nordeste.
O dinheiro do FAT é utilizado para o pagamento do seguro-desemprego
e do abono salarial e para o financiamento de programas de desenvolvimento
econômico do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social). A principal fonte desse fundo vem das contribuições
para o PIS/Pasep.
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DCI - COMÉRCIO, INDÚSTRIA
E SERVIÇOS, 08 de julho de 2009
CONSTRUÇÃO
BNDES tem linhas financeiras que favorecem
setor civil
SÃO PAULO – As empresas do setor da construção civil
têm uma linha específica do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES). Com isso, é possível ampliar
a capacidade produtiva e investimento em sistemas construtivos industrializados
para a habitação. O nome da parceria é BNDES Construção
Civil e disponibiliza um limite de até R$ 10 milhões para financiar
projetos.
Para o gerente de Fomento e Desenvolvimento
da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep),
Gustavo Fanaya, “o setor da construção civil é um
dos que mais cresce no Brasil e precisava de uma iniciativa como esta
para alavancar sua produção”.
O programa BNDES Construção
Civil tem a missão de apoiar o setor habitacional e, assim, cumprir
a meta de construção de um milhão de moradias no
Brasil. É incluída também o programa habitacional
Minha Casa, Minha Vida. Agora, a linha de crédito possui recursos
de R$ 1 bilhão, mas que podem ser estendidos a R$ 5 bilhões,
para arcar com projetos e melhoria da qualidade dos materiais de construção
e a industrialização dos componentes.
Outros programas
A linha conta também com
dois subprogramas, o BNDES Construção Industrializada e
o BNDES Qualidade Construção. O primeiro visa investimentos
na construção de edificações e na implantação
de processos de montagem. Além disso, tem o objetivo de ampliar
a capacidade de produção, para reduzir custos e prazos,
melhorar a qualidade e minimizar impactos ambientais, com um financiamento
de até 100% para as micro, pequenas e médias empresas e
de até 80% para empresas de grande porte. O segundo é direcionado
a micro e pequenas empresas e promove capacitação técnica
de pessoal, melhoria da qualidade de produtos e processos e da gestão
de qualidade.
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Congresso em Foco, 8 de julho
de 2009
Lula diz que desconto em folha pode
ser usado para pagar prestação da casa própria
Presidente nega que tenha existido “sangria
de dinheiro público” nos Jogos Pan-Americanos
O presidente Lula afirmou que
o sistema de desconto em folha de pagamentos pode ser usado para que
sejam quitadas as prestações da casa própria. Na
estreia de sua coluna semanal, O presidente responde, ele afirmou também
que o governo federal não vai investir mais do que deve na Copa
de 2014 e rejeitou a acusação de que existiu “sangria
do dinheiro público” nos Jogos Pan-americanos de 2007.
A coluna é enviada a 94
jornais do país que se cadastraram no Palácio do Planalto.
Os leitores enviam as questões aos jornais, que as repassam à Presidência.
Os assessores de Lula selecionam três perguntas, preparam as respostas
do presidente e as enviam de volta aos jornais. A primeira edição
foi publicada hoje (7).
De acordo com Lula, o desconto
em folha para os aposentados se mostra um sistema seguro para quem paga
e para quem recebe. “É uma segurança para os bancos
e uma comodidade para os pensionistas”, afirmou ele, ao responder à questão
feita por Leila Dalgolbo, 41 anos, aposentada de Cariacica (ES). “O
desconto [...] pode vir a ser realizado pelo programa Minha Casa, Minha
Vida. Em relação aos trabalhadores da ativa, os descontos
poderão vir a ser feitos na folha de pagamentos.”
Lula ainda prometeu que a internet
será analisada como uma nova forma de cadastrar-se no programa
habitacional. “Sua pergunta é, na verdade, uma ótima
sugestão. As áreas específicas do governo serão
acionadas para o estudo e a possível adoção dessa
alternativa”, garantiu.
Culpa
de FHC
O presidente negou a afirmação da professora universitária
de Natal (RN) Natália Miranda Vieira, 36 anos, que disse ter existido “sangria
de dinheiro” público nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro,
em 2007. Ela queria saber o que o governo faria para isso não se repetir
na Copa de 2014.
Lula afirmou que os gastos com
o Pan foram elevados porque o governo anterior – de Fernando Henrique
(PSDB) – não previu todas as necessidades do evento. “O
governo federal teve que arcar com compromissos do estado e do município,
o que não acontecerá com a Copa de 2014”, prometeu
ele, ao se referir a um período em que não estará mais
na Presidência da República.
O presidente disse que haverá “planejamento
detalhado das obras” e divisão das tarefas entre estados
e municípios. O Ministério dos Esportes irá monitorar
o processo, segundo Lula.
Leia a íntegra
da primeira coluna O presidente responde
Natália Miranda
Vieira, 36 anos, professora universitária de Natal (RN) – Como
o governo federal vai garantir que não haja uma sangria de dinheiro
público nas obras que serão realizadas para a Copa de
2014, a exemplo da que ocorreu nas obras para os Jogos Pan-americanos
de 2007?
Presidente Lula – Não
houve sangria do dinheiro público. Os investimentos no Pan superaram
o previsto porque o planejamento inicial, que não foi da responsabilidade
do nosso governo, não previu itens necessários para a execução
do evento, como por exemplo, segurança pública e a capacidade
de 45 mil lugares do estádio João Havelange, projetado
para apenas 10 mil pessoas. O governo federal teve que arcar com compromissos
do estado e do município, o que não acontecerá com
a Copa de 2014. Vamos fazer um planejamento detalhado das obras e depois
reunir representantes dos estados e dos municípios sedes para
definir responsabilidades, dando transparência ao processo. O Ministério
do Esporte vai monitorar as obras para que tudo esteja pronto antes de
2014.
Leila Dalgolbo, 41 anos,
pensionista de Cariacica (ES) – Em relação ao programa
Minha Casa, Minha Vida, gostaria de saber por que não é feito
o desconto das prestações em folha do INSS e se legaliza
de vez a tão sonhada casa própria dos menos favorecidos?
E por que as pessoas não podem se cadastrar pelo computador
em vez de ficarem mofando em imensas filas?
Presidente Lula – O
desconto na folha de pagamentos do INSS já é amplamente
adotado pelo sistema bancário brasileiro e pode vir a ser realizado
pelo programa Minha Casa, Minha Vida. É uma segurança para
os bancos e uma comodidade para os pensionistas. Em relação
aos trabalhadores da ativa, os descontos poderão vir a ser feitos
na folha de pagamentos. Quanto à possibilidade de cadastramento
pela internet, sua pergunta é, na verdade, uma ótima sugestão.
As áreas específicas do governo serão acionadas
para o estudo e a possível adoção dessa alternativa.
O cadastramento também pode ser feito pelo 0800-726-0101 da Caixa
Econômica. O mais importante é que o programa atende a boa
parte da demanda por moradia e cria um grande número de empregos
na construção civil e nas empresas que produzem telhas,
tinta, canos, pias, tijolos, vasos, tomadas, torneiras, chuveiros etc.,
tudo contado aos milhões.
Anna Maria Marcus, 60
anos, dona de casa de Diadema (SP) – Diariamente a gente vê na
televisão o caos na saúde nos principais estados brasileiros
e o mau atendimento nos hospitais públicos. Porque é tão
difícil oferecer assistência médica de qualidade
pelo SUS?
Presidente Lula – Sabemos
que há problemas no SUS, como filas e dificuldades para se marcar
um exame ou consulta, o que é um transtorno para as pessoas mais
fragilizadas. Conhecemos essas deficiências e estamos permanentemente
tentando eliminá-las. A questão é que temos o maior
sistema de saúde pública do mundo. Imagine que 70% dos
brasileiros dependem exclusivamente dele. E o restante é beneficiado
em campanhas de vacinação, atendimentos de urgência,
transplantes e aquisição de medicamentos de alto custo.
O financiamento desse sistema é um desafio gigantesco. E as demandas
aumentam sem parar e variam de natureza, devido ao crescimento da população
e da porcentagem de idosos. De 2002 para 2008, a verba que o governo
repassa a estados e municípios triplicou, passando de R$ 12 bilhões
para R$ 37 bilhões. É bom lembrar ainda que, com a derrubada
da CPMF, perdemos volume expressivo de recursos, que esperamos recompor
com a regulamentação, pelo Congresso, da Emenda Constitucional
29.
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TERRA, 08 de julho de 2009
| Política
Aprovado benefício a construtoras
do Minha Casa, Minha Vida
O Plenário do Senado aprovou
na noite desta terça-feira o Projeto de Lei de Conversão
(PLV) que beneficia as construtoras que atuam no programa Minha Casa,
Minha Vida, do governo federal. As informações são
da Agência Senado.
O texto teve origem na Medida
Provisória 460/09. De acordo com o projeto, as construtoras que
fazem parte do programa habitacional receberão incentivos fiscais.
A matéria será encaminhada para apreciação
da Câmara dos Deputados antes de entrar em vigor.
O Minha Casa, Minha Vida deve
viabilizar a construção de 1 milhão de moradias
para famílias com renda de até 10 salários mínimos.
O projeto é uma parceria do governo federal com Estados, municípios
e iniciativa privada.
Redação Terra
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Gazeta do Povo, 8 de julho
de 2009
Encargos salariais
Desoneração precisa ser
detalhada, diz indústria
A desoneração da folha de pagamento, antiga reivindicação
do setor produtivo nacional, deve ser o novo desdobramento das medidas que
o governo federal está implantando para promover a manutenção
de empregos e estimular a economia nacional em tempos de crise. A informação
foi dada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao jornal britânico
Financial Times. O ministro não detalhou o plano, mas especula-se que
haverá diminuição entre 2 e 6 pontos porcentuais na contribuição
previdenciária feita pelas empresas. Esse encargo atualmente responde
por 20% do salário bruto de cada empregado formal.
Em maior ou menor escala, todas
as entidades consultadas pela Gazeta do Povo concordam que qualquer diminuição
na carga tributária teria o potencial para fomentar a produção
nacional. Para o diretor da Federação das Indústrias
do Paraná (Fiep), Evaldo Kosters, ainda há muitas perguntas
não respondidas, como a fundamentação da renúncia
de recursos. “Se a Previdência está melhorando sua
eficiência, diminuindo os desvios e aproveitando melhor os seus
recursos, iremos aplaudir. Mas ainda é preciso saber, entre outras
coisas, se essa diminuição tem consistência de longo
prazo, por exemplo”, afirmou. Ainda segundo Kosters, a simplificação
da burocracia deveria ser priorizada no governo, juntamente com a redução
da carga tributária.
O presidente da Federação
das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap),
Ardisson Akel, avalia que o país vive um momento em que qualquer
incentivo à competitividade das empresas deve ser comemorado. “Redução
nos encargos da Previdência deve impactar positivamente em benefícios
como décimo terceiro e férias. Uma diminuição
nessa escala pode ser pouca, mas não é desprezível,
uma vez que nossas empresas vêm disputando centavo a centavo no
mercado”, disse. Na questão da competitividade empresarial,
o sistema de associações da Faciap tem defendido a criação
de um “Simples trabalhista”, equivalente ao esquema de tributação
Simples que atenuou a carga tributária para micro e pequenas empresas.
Já o economista do Dieese,
Cid Cordeiro, avalia que o principal objetivo do governo com a desoneração
da folha seria aumentar a formalidade das empresas. De acordo com ele,
uma redução nos custos com empregados ajudaria a absorver
os aumentos com a folha de pagamento, caso a redução de
jornada de trabalho que tramita no Congresso Nacional seja aprovada. “Apesar
disso, com ou sem desoneração da folha, eu acredito que
uma jornada menor se compensa com a produtividade e a eficiência
de gestão”, ressaltou.
Renúncia
Cada ponto porcentual a menos
na contribuição previdenciária refletiria em uma
queda de R$ 3,8 bilhões na arrecadação da União.
Os impostos vinculados aos salários representam 22,5% de toda
a carga tributária nacional, segundo dados da Receita Federal
divulgados ontem. Há divergências, no entanto, sobre o peso
desses encargos sobre a folha de pagamento: dependendo da fonte, o preço
para manter um funcionário custa de 38,5% a 102,43% do salário
bruto – os estudos são, respectivamente, do Dieese e da
Fiep. Dessa forma, uma redução de 6 pontos na contribuição à Previdência
poderia reduzir os custos com a folha em 1% ou 4%, dependendo do caso.
Análise
Professor questiona eficácia do plano
A eficácia da desoneração
da folha de pagamento é questionada pelo professor do departamento
de Economia da UFPR, Luiz Alberto Esteves, especializado em relações
trabalhistas. “Ainda há muita incerteza sobre o futuro dos
investimentos. Quem tem ou quer montar empresa não precisa saber
só dos custos com pessoal”, explica. Ainda assim, ele ressalta
que a medida será acertada, pois é uma resposta à crise
econômica. A avaliação é diferente quando
se trata das discussões sobre redução da jornada
de trabalho. De acordo com o professor, uma medida como essa seria perigosa
neste momento. “Mudanças na carga horária de trabalho
são muito estruturais. Se for para discutir isso, que se faça
em momentos normais da economia, não em períodos de crise”,
disse, ressaltando a importância de separar ciclos de tendências
econômicas. (AL)
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Folha de S.Paulo, 8 de julho
de 2009
Planalto pode reduzir aperto fiscal
para desonerar folha
Governo também avalia usar fundo soberano
para financiar corte de tributo | Contribuição patronal
para a Previdência Social, hoje de 20% sobre os salários
pagos, pode ter corte de cinco pontos percentuais
LEANDRA PERES
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A equipe econômica estuda
duas alternativas como fonte de recursos para financiar o corte de tributos
sobre a folha de pagamento das empresas a partir do ano que vem. Uma
delas é reduzir em definitivo a economia que é feita anualmente
para pagar os juros da dívida -o chamado superávit primário.
A outra proposta é usar o fundo soberano -poupança de R$
15 bilhões que o governo acumulou no ano passado e ainda não
gastou.
A escolha dependerá principalmente da velocidade no corte das alíquotas
da contribuição patronal para a Previdência Social, hoje
de 20% sobre os salários pagos. Um dos cenários considera um
corte de aproximadamente cinco pontos percentuais na contribuição
patronal, que cairia para 15%. O impacto sobre as contas do governo seria de
R$ 19 bilhões ao ano, quantia que equivale a pouco mais de 0,5% do PIB
(Produto Interno Bruto).
Para compensar essa perda de receita, a solução proposta é um
corte definitivo no superávit primário nesse mesmo percentual.
Assim, a meta a partir de 2010, que está fixada em 3,3% do PIB, seria
de 2,8%.
Esse modelo pode resolver a questão do financiamento, mas terá custos.
Quando o governo reduz a economia que faz para pagar os juros da dívida
pública, está, na prática, aceitando que o país
terá um endividamento maior. A relação entre a dívida
e o tamanho da economia de um país é um dos principais indicadores
de solvência observado pelos investidores.
Preocupado com a reação do mercado financeiro, o governo vem
sondando alguns economistas sobre como a medida seria interpretada. Para a
equipe econômica, não haverá restrições,
uma vez que os investidores parecem concordar com uma dívida mais elevada
desde que o governo use os recursos para melhorar a competitividade das empresas.
Essa queda na arrecadação poderia ser coberta com os recursos
do fundo soberano ao longo de 2010. Entre os assessores do ministro Guido Mantega
(Fazenda), argumenta-se que uma retomada no crescimento econômico a partir
do ano que vem teria impacto positivo sobre a arrecadação federal
em montante muito superior ao que seria gasto com a desoneração
da folha de pagamento no primeiro ano.
Esse cenário, no entanto, transfere para o próximo presidente,
que tomará posse em 2011, o problema sobre como pagar a conta da desoneração
feita e também como financiar novos cortes na alíquota.
Outras
contribuições
Além da contribuição patronal, as empresas também
recolhem o salário-educação, o seguro de acidentes de
trabalho, o FGTS, a contribuição ao Incra e ao Sistema S (Senai,
Sesi, Sebrae, entre outros). De acordo com o coordenador-geral de Estudos,
Previsão e Análise da Receita, Marcelo Lettieri, discussão
sobre o espaço para novas desonerações será feito
quando sair o próximo decreto orçamentário, com a previsão
de receitas e despesas do restante de 2009.
"O governo trabalha obsessivamente para manter o emprego e a renda, ainda
que ao custo de queda na arrecadação, como a gente tem visto de
forma controlada, monitorada", disse Lettieri. "O último desejo
seria aumentar a carga tributária em ano de crise. O governo acha que
pode fazer desonerações sem necessariamente fazer compensações
neste momento", acrescentou.
Colaborou JULIANA ROCHA, da Sucursal
de Brasília
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Jornal O Dia Online, 8 de
julho de 2009
Só 14% dos impostos retornam
em forma de prestação de serviços públicos
De acordo com a entidade (Ipea),
isso equivale a dizer que, de cada R$ 2,40 que fazem parte da carga tributária
bruta arcada pela sociedade brasileira, apenas R$ 1 é efetivamente
destinado a bens e serviços em prol da população
O Brasil destinou em 2008 apenas
14,85% dos impostos recolhidos no ano para serviços públicos,
como saúde, educação e segurança, e para
a viabilização de bens, como estradas, aeroportos e prisões.
Os dados foram divulgados, nesta
terça-feira (7), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea).
De acordo com a entidade, isso
equivale a dizer que, de cada R$ 2,40 que fazem parte da carga tributária
bruta arcada pela sociedade brasileira, apenas R$ 1 é efetivamente
destinado a bens e serviços em prol da população.
Dos 35,8% do Produto Interno
Bruto (PIB) que atingiu a carga tributária em 2008, 5,61% são
para pagar juros, 14,85% chegam à sociedade e 15,34% vão
para transferências públicas.
"Do total que é arrecadado
pelo Governo, o bolo que chega à sociedade é muito pequeno",
avalia o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, lembrando que o
ideal é que um montante maior fosse aplicado em saúde,
educação e transporte, por exemplo.
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Agência Brasil, 8 de
julho de 2009
Caixa investe recorde de R$ 17,5
bi em crédito imobiliário
A Caixa Econômica Federal
(CEF) investiu, no primeiro semestre deste ano, R$ 17,5 bilhões
em 351 mil operações de financiamento habitacional, conforme
afirmou o vice-presidente de governo da instituição, Jorge
Hereda. Ele disse que foi o melhor primeiro semestre da história
da CEF, em termos imobiliários, com uma expansão de 75%
sobre o valor investido no mesmo período do ano passado.
Hereda acredita que se o setor
continuar no mesmo ritmo, a Caixa vai superar a meta de aplicar R$ 30
milhões este ano em crédito imobiliário. O anúncio
foi feito com números aproximados, e somente na terça-feira
a instituição vai divulgar os números exatos. Os últimos
números fornecidos CEF, por meio da assessoria de imprensa, indicam
investimentos de R$ 16,9 bilhões até o dia 26 de junho,
na contratação de 342.373 habitações, e aumento
de 95% em relação aos R$ 8,6 bilhões contratados
em igual período de 2008.
De acordo com Hereda, do total
aplicado até agora, R$ 9,2 bilhões foram com recursos da
caderneta de poupança e R$ 7,7 bilhões do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS). O restante veio de outras fontes.
Segundo ele, as contratações com dinheiro da poupança
cresceram 220% no semestre.
De acordo com o vice-presidente
de governo da Caixa, os feirões da habitação, realizados
nas capitais e em algumas grandes cidades do país, contribuíram
muito para a expansão do crédito imobiliário, e
continuam dando resultado positivo uma vez que as cartas de crédito
têm validade de seis meses.
Documentação
Hereda afirmou que o programa
Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, também contribuiu
para o crescimento do setor, pois já investiu cerca de R$ 1,5
bilhão no financiamento de novos empreendimentos imobiliários
e na contratação de 10 mil moradias. Com o programa, o
governo federal pretende financiar 1 milhão de casas até fim
de 2010.
Segundo Jorge Hereda, apesar
de recente, a CEF já analisou 580 empreendimentos nos moldes do
programa Minha Casa, Minha Vida, com capacidade de produção
de 100 mil unidades habitacionais. Desses projetos, 175 estavam com documentação
em ordem.
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Gazeta
do Povo, 8 de julho de 2009
Arrecadação
Carga tributária bate recorde
Em 2008, o setor público arrecadou R$ 1 trilhão,
ou 35,8% do PIB. O porcentual é o maior já registrado pela
Receita Federal e mostra que o brasileiro nunca pagou tanto para o governo

Brasília - Mesmo com o fim
da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF) e medidas de cortes de tributos, o brasileiro gastou
mais com impostos no ano passado. A carga tributária, que engloba
o que é arrecado por todas as esferas de governo, bateu recorde
histórico em 2008 ao chegar a 35,8% do Produto Interno Bruto (PIB),
o que representa uma alta de 1,08 ponto porcentual em relação à carga
tributária de 2007, quando foi de 34,72% do PIB.
O nível da carga tributária
do Brasil é comparável ao de países desenvolvidos.
Enquanto o PIB em 2008 foi de R$ 2,88 trilhões, a arrecadação
tributária bruta do país foi de R$ 1,034 trilhão.
A receita do setor público cresceu em uma velocidade maior que a
do crescimento da economia. Enquanto o PIB cresceu 5,1% em 2008, a arrecadação
tributária nos três níveis de governo subiu 8,3%.
Os dados da receita mostram que
o sistema de cobrança de impostos faz com que o consumo seja mais
tributado do que a renda. Logo, pessoas com rendimento menor pagam relativamente
mais impostos do que aqueles com ganhos maiores. “A injustiça
tributária no Brasil é triste. Quanto mais alta a renda,
menor a carga tributária do contribuinte”, afirmou Francisco
Lopreato, especialista em contas públicas da Unicamp.
Setores
A cobrança de impostos que
incidem sobre bens e serviços (consumo), como ICMS e IPI, representaram
17,32% do PIB em 2008, ou mais de R$ 500 bilhões, contra 16,32%
do PIB em 2007. Os tributos que incidem sobre a renda corresponderam a
7,34% do PIB em 2007, contra 6,72% do PIB no ano passado, ou R$ 212 bilhões.
A folha salarial também
supera a tributação sobre renda e sobre propriedade. No Brasil,
essa contribuição representou 8,06% do PIB no ano passado.
Em 2007 era 7,72% do PIB. Os impostos que incidem sobre a propriedade corresponderam
a 1,23% do PIB no ano passado. Por causa do fim da CPMF, a cobrança
de tributos sobre operações financeiras foi a única
base de incidência que teve queda de carga tributária, de
1,7% do PIB em 2007 para 0,73% do em 2008.
No ano passado, o aumento de arrecadação
do governo federal foi o maior responsável pelo crescimento da carga
de impostos. A esfera federal arrecadou 24,9% do PIB em tributos (0,6 ponto
porcentual a mais que em 2007), enquanto os governos estaduais arrecadaram
9,23% (0,4 ponto a mais que em 2007) do PIB em impostos, e as prefeituras,
1,64% do PIB.
Era Lula
Durante o atual governo, a carga
tributária do país cresceu em 3,8 ponto porcentual. Quando
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu, a receita do setor
público era de 32% do PIB. Em 2003, primeiro ano do governo, a carga
recuou para 31,4% devido a uma crise que havia começado em 2002.
De lá para cá, a carga só subiu, impulsionada pelo
crescimento da economia, atingindo 35,8% do PIB em 2008.
Estudo
Área social e juros puxam gasto público
Folhapress
Brasília - O Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) avalia que o aumento da carga
tributária entre 1980 e 2008 foi puxado pelo pagamento de juros
da dívida e de benefícios sociais. De acordo com estudo publicado
ontem pelo órgão, ligado ao governo federal, quase 60% da
arrecadação da União, estados e municípios
teve essas destinações. A carga tributária brasileira
passou de 24,5% do PIB em 1980 para 35,8% no ano passado. Na mesma comparação,
as transferências para o pagamento de aposentadorias, FGTS, Bolsa
Família, entre outros benefícios, passou de 7,3% para 15,3%
do PIB. Em relação aos juros, o porcentual subiu de 1,7%
para 5,6%. “Parte significativa do aumento da carga tributária
foi para pagar juros”, disse o presidente do Ipea, Márcio
Pochmann. “Mas as transferências foram as maiores responsáveis
pelo aumento da carga.”
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Gazeta do Povo, 8 de julho
de 2009
Arrecadação
Redução de alíquotas
deve diminuir receita em 2009
Brasília e São Paulo - A crise econômica deve provocar
em 2009 a primeira redução na carga tributária desde 2003,
de acordo com previsões da Receita Federal. Assim, os brasileiros pagarão
menos do que os 35,8% do PIB de 2008. A retração está sendo
causada pelas desonerações promovidas pelo governo federal e
pela menor lucratividade das empresas.
Nos cinco primeiros meses do
ano, foram arrecadados R$ 270 bilhões, queda real de 7% em relação
ao mesmo período do ano passado. “Os dados do primeiro semestre
sinalizam nessa direção. E o último desejo do governo
seria um aumento de carga em um ano de crise’’, disse o coordenador-geral
de estudos da Receita, Marcelo Lettieri. Nos 15 anos desde a implantação
do Plano Real, só houve redução da carga tributária
em 1996 e 2003, que também foram anos de crise.
A Receita diz que reconhecer
que a carga brasileira é alta para um país em desenvolvimento.
Avalia, no entanto, que essa arrecadação é necessária
para financiar as necessidades sociais, de investimentos e as contas
públicas do país. “Temos uma carga elevada para o
nosso nível de desenvolvimento, mas é a necessária
para o nosso nível de investimentos’’, afirmou o coordenador-geral
do órgão.
Recuo
Para o especialista em contas
públicas e ex-secretário de Finanças de São
Paulo Amir Khair, a retomada da expansão da economia no segundo
semestre deve levar o PIB à estabilidade neste ano, o que vai
gerar uma redução pequena da carga tributária de
35,8% do PIB em 2008 para 35% em 2009. “Para 2010, com uma expansão
do nível de atividade de 4%, a arrecadação da União
deve subir entre 0,5 e 1 ponto porcentual do PIB”, comentou. Assim,
no próximo ano a carga tributária atingiria uma marca entre
35,5% e 36% do PIB.
Khair ressalta que, para analisar
o nível de carga tributária, é preciso descontar
os gastos do governo com juros, que no ano passado atingiram R$ 164 bilhões,
ou 5,7% do PIB. Isso significa que a arrecadação útil
do Brasil seria de 30% do PIB, o que, na sua avaliação, é bem
inferior à média dos países desenvolvidos. Para
ele, o total de receitas teria condições razoáveis
de baixar para 25% do PIB com uma queda contínua nos juros e a
redução de alíquotas de vários impostos,
entre eles o PIS, a Cofins e a contribuição do INSS por
empresários e trabalhadores, o que seria bem mais eficiente do
que a adoção de uma reforma tributária.
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Gazeta do Povo, 8 de julho
de 2009
Credibilidade em alta
Presidente é cotado para o Nobel
da Paz
Lula recebe homenagem da Unesco que serve
de termômetro para apontar o vencedor do prêmio concedido
pelo parlamento norueguês
Paris - O simbolismo é forte:
ao receber o Prêmio Félix Houphouët-Boigny pela Busca
da Paz, oferecido pela Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)
ontem em Paris, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou
a ter grandes chances de receber o Prêmio Nobel da Paz, concedido
pelo parlamento da Noruega em outubro. Criado há 20 anos, a homenagem
antecipou-se à premiação do comitê do Nobel
sete vezes, homenageando antes nomes como Nelson Mandela (ex-presidente
da África do Sul), Yitzhak Rabin (ex-primeiro-ministro de Israel)
e Yasser Arafat (líder palestino).
O prêmio recebido por Lula é destinado
a personalidades vivas, instituições ou organismos públicos
ou privados que tenham contribuído para a promoção,
a busca, a defesa ou a manutenção da paz, da democracia,
da igualdade e da Justiça social. Ele é acompanhado de
um cheque de US$ 150 mil, de uma medalha de ouro e de um diploma da Unesco.
Sua escolha é feita por um comitê formado por 11 personalidades
renomadas, originários dos cinco continentes. Presidido por Henry
Kissinger, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos e prêmio
Nobel da Paz, o júri é composto por nomes como o do argentino
Adolfo Pérez Esquivel, outro prêmio Nobel da Paz.
Protesto
Durante a cerimônia, ativistas
da organização ambientalista Greenpeace subiram ao palco
da premiação segurando faixas com a frase “Lula,
salve a Amazônia, salve o clima’’, escrita em inglês
e português.
Ao discursar, o presidente Lula
comentou o episódio. “O alerta desses jovens vale para todos
nós, porque a Amazônia tem que ser realmente preservada
e cuidada com muito carinho.’’
Centro das atenções
Ontem, em Paris, Lula foi o centro
das atenções dos convidados e do público. Uma enxurrada
de elogios cobriu o presidente brasileiro. Koichiro Matsuura, diretor-geral
da Unesco, apontou o brasileiro como responsável pela “ação
em favor da paz, da Justiça social e do combate à fome
no Brasil”. José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal,
definiu-o como “um estadista”. “O presidente Lula da
Silva é hoje uma das personalidades mais admiradas e respeitadas
do mundo”, afirmou, elogiando a combinação entre
idealismo e pragmatismo que norteia, segundo ele, o brasileiro.
“Recebo este prêmio
como reconhecimento das recentes conquistas sociais do Brasil”,
disse o presidente. Lula criticou quem provoca a violência, em
referências indiretas ao terrorismo e à postura dos Estados
Unidos ao longo do governo de George W. Bush. “Os conflitos armados
são uma afronta à racionalidade humana. É inadmissível
tentar evocar o nome de Deus para justificá-los. É inaceitável
justificar a agressão como medida preventiva”, afirmou.
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FOLHA DE LONDRINA, 08 de
julho de 2009 | Política
Câmara 'enterra' PEC do terceiro
mandato
Brasília - Por unanimidade, a Comissão de Constituição
e Justiça da Câmara rejeitou a emenda constitucional que permitia
um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, governadores
e prefeitos. O relator da proposta, José Genoino (PT-SP), afirmou que
o projeto atacava valores essenciais do Estado democrático-republicano,
sendo, portanto, inconstitucional. Com a decisão, a emenda vai para
o arquivo.
O projeto do terceiro mandato
foi apresentado pelo deputado Jackson Barreto (PMDB-SE). Previa que,
se passasse pela Câmara e pelo Senado, deveria ser referendado
por um plebiscito, a ser realizado no segundo domingo de setembro. Os
partidos de oposição atacaram a proposta desde que ela
começou a ser defendida, a princípio dentro do PT. Argumentavam
os partidos oposicionistas que era um tipo de golpe que começou
a se alastrar pela América Latina, com Hugo Chávez, na
Venezuela, e Evo Morales, na Bolívia. Sempre que indagado a respeito,
o presidente Lula manifestava rejeição pelo ideia.
Genoino afirmou, em seu relatório,
que ''a proposta agride o senso comum de Justiça e razoabilidade
ao pretender aplicar-se aos atuais detentores de mandato eletivo, ao
mesmo tempo que altera regras do jogo político em andamento no
intuito de favorecer determinados resultados''.
Para Genoino, a emenda constitucional
tinha em sua essência o reflexo das paixões e interesses
da política ordinária. ''A norma que visa a aprovar constitui
verdadeira tentação para quem dela poderia se beneficiar.
Uma tentação que espera legitimar-se democraticamente por
meio da obtenção de apoio popular, pois prevê a realização
de um referendo''.
Os representantes de todos os
partidos manifestaram-se contrários à aprovação
da proposta. Eliseu Padilha (RS), vice-líder do PMDB, disse que
lutou pela aprovação, em 1997, da emenda que permitiu a
reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. ''Hoje
sei que cometi um erro'', disse Padilha.
João Domingos
Agência Estado
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Folha de S.Paulo, 8 de julho
de 2009
Brasileiros vão poder pedir
título de eleitor pela internet
Mudança começa por Rondônia
e deve atingir todo o país até o final de agosto |
Alteração vale também para transferência
de domicílio eleitoral; o documento, porém, vai continuar
a ser retirado pessoalmente
DA FOLHA ONLINE
Os eleitores de todo o Brasil
vão poder solicitar o título de eleitor, pedir transferência
de domicílio e fazer a revisão de seus dados eleitorais
pela internet a partir do final do mês de agosto. É o que
prevê o cronograma de implantação do Título
Net, estabelecido pelo ministro Felix Fischer, corregedor-geral da Justiça
Eleitoral.
A implantação da novidade, no entanto, será gradual e
já começou. O primeiro Estado a adotar o processo foi Rondônia.
Na próximo segunda, o projeto deve chegar à Paraíba.
A seguir, virão o Distrito Federal (dia 20), São Paulo e Paraná (dia
27). Em agosto, o cronograma prevê a implantação do projeto
em Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão e Rio Grande
do Sul, no dia 3. Acre, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio e Sergipe, em
10 de agosto.
Amazonas, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Santa
Catarina, no dia 17. Amapá, Bahia, Pará, Pernambuco, Roraima
e Tocantins, no dia 24.
O projeto tem como objetivo agilizar o atendimento dos eleitores, que farão
a solicitação preenchendo um formulário pela internet.
Depois disso, é preciso comparecer a uma unidade de atendimento da Justiça
Eleitoral com documento de identificação e comprovante de residência
para efetivar o cadastro e retirar o documento.
Ao atendente da Justiça Eleitoral caberá apenas conferir os documentos
com as informações previamente registradas.
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O ESTADO DO PARANÁ,
08 de julho de 2009 | Economia
Bancários da Caixa fazem manifestação
hoje no País
Agência Estado
Os bancários da Caixa Econômica Federal farão manifestações
hoje por todo o País, marcando o Dia Nacional de Luta dos trabalhadores
do banco federal, segundo informações do Sindicato dos Bancários
de São Paulo, Osasco e Região.
Em São Paulo, a atividade
será centralizada na agência Pedroso de Moraes, na zona
oeste da capital paulista, onde o Sindicato vai orientar os trabalhadores
a vestirem roupas pretas e não venderem nenhum produto da Caixa
Seguros. No local, também terá o recolhimento de assinaturas
para o abaixo-assinado da campanha "Mais Empregados para a Caixa,
Mais Caixa para o Brasil".
Entre as reivindicações
dos trabalhadores estão o Plano de Cargos Comissionados (PCC),
controle da jornada de trabalho, vale-refeição para aposentados
que entraram na Caixa até 1995 e contratações
de mais empregados.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
08/07/2009
JT garante pensão vitalícia
a trabalhadora com doença profissional
O Banco Santander S.A. terá que
pagar pensão vitalícia e indenização por
danos morais no valor de R$ 20 mil (vinte mil reais) a ex-empregada aposentada
por invalidez depois de adquirir LER (lesão por esforço
repetitivo). Por unanimidade, os ministros da Quinta Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitaram o recurso de revista da empresa e mantiveram
a condenação imposta pelo Tribunal Regional do Trabalho
da 4ª Região (RS).
Na opinião do relator
do processo, ministro Emmanoel Pereira, o recurso não merecia
ser conhecido, porque o banco não indicou violação
direta à Constituição, nem juntou exemplos de decisões
sobre a mesma matéria para serem comparados. Além do mais,
a existência de outros fatores causadores da doença da empregada
não eximia a responsabilidade da empresa e o dever de indenizá-la.
Depois de doze anos de serviços
prestados ao banco, a operadora de microfilmagem foi aposentada por invalidez
aos 40 anos de idade com diagnóstico de LER. Segundo médicos
consultados, ela também sofria de síndrome do túnel
do carpo (dor e formigamento nas mãos devido à compressão
do nervo do punho) – doença que teria sido adquirida em
função das tarefas desenvolvidas para o banco.
A empregada, então, entrou
com ação na 30ª Vara do Trabalho de Porto Alegre (RS),
pedindo indenização por danos morais e pensão vitalícia,
com o argumento de que ficou com a capacidade de trabalho reduzida. O
juiz negou o pedido, entendendo que não havia nexo de causalidade
entre as doenças mencionadas e as tarefas realizadas, com base
no laudo pericial médico.
Já no TRT da 4ª Região,
a bancária conseguiu reformar essa decisão. O Regional
concluiu que, apesar de o laudo não confirmar o nexo causal, existiam
outros elementos complementares que evidenciavam a lesão por esforço
repetitivo. E, ainda que a doença não tivesse como causa
exclusiva as funções realizadas na empresa, certamente
estas desencadearam os sintomas, sem que o empregador tomasse as medidas
necessárias para evitar que isso ocorresse. Nessas condições,
o TRT/RS condenou o banco a pagar à empregada pensão vitalícia
equivalente à diferença entre o valor do último
salário recebido e a aposentadoria por invalidez, além
de indenização por danos morais de R$ 20 mil (vinte mil
reais).
No recurso de revista ao TST,
o Banco insistiu na tese da não-comprovação do nexo
de causalidade entre a doença sofrida e as atividades desenvolvidas
pela trabalhadora. Durante o julgamento, a advogada da empresa ainda
questionou a amplitude das duas condenações sem a caracterização
da responsabilidade civil do banco.
Mas, de acordo com o relator,
o TRT/RS decidiu de forma acertada ao considerar outras provas, além
da pericial, para concluir pela existência do nexo de causalidade.
O presidente da Quinta Turma, ministro Brito Pereira, destacou que o
julgador avaliou todas as provas disponíveis para chegar a essa
conclusão - como lhe permite a lei (artigo 131 do Código
de Processo Civil). A ministra Kátia Arruda também não
teve dúvidas em acompanhar o voto do relator, lembrando como prova
irrefutável o fato de a empregada estar aposentada por invalidez.
( RR – 1941 / 2005-030-04-00.3)
(Lilian Fonseca)
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08/07/2009
Oitava Turma do TST mantém penhora
contra cooperativa do grupo Audi
Por unanimidade de votos, os
ministros da Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho mantiveram
a ordem de penhora determinada pela Justiça do Trabalho de São
Paulo para garantir a execução de créditos trabalhistas
reconhecidos judicialmente em favor de um ex-empregado da empresa Química
Industrial Paulista S/A, de propriedade do empresário Marco Antonio
Audi. Para satisfazer o crédito, a penhora online alcançou
contas das demais empresas do grupo Audi, entre elas, a Cooperativa dos
Usuários de Aeronave em Regime de Propriedade Compartilhada (Cooperfly),
que teria sido instituída como forma de fraudar execuções
trabalhistas.
O grupo econômico da família
Audi é composto de várias empresas que atuam na área
de aviação comercial e na área química. A
penhora foi determinada pelo juiz da 42ª Vara do Trabalho de São
Paulo nos autos de uma reclamação trabalhista movida por
um vendedor contra a Química Industrial Paulista S/A. Segundo
o juiz, para obstar as inúmeras execuções em andamento
contra as empresas do grupo (em cerca de 400 processos trabalhistas),
o empresário Marco Antonio Audi fundou a Cooperfly e para lá desviou
numerário das empresas executadas. Um perito judicial verificou
que a cooperativa e todas as empresas do grupo Audi funcionam no mesmo
endereço (av. Olavo Fontoura, 1.000, São Paulo).
No recurso ao TST, a defesa de
Marco Antonio Audi sustentou que a penhora, por meio do sistema Bacen-Jud,
alcançou contas e aplicações financeiras até o
valor de R$ 800 mil de uma pessoa física e de mais 15 pessoas
jurídicas, dentre elas a Cooperfly. Acrescentou que a penhora
não poderia alcançar a cooperativa, que sequer participou
da relação processual no âmbito das ações
trabalhistas e não foi citada para indicar bens à penhora
antes do bloqueio em dinheiro. A defesa acrescentou que, como cooperativa
que tem regime jurídico diverso das demais sociedades, o bloqueio
ofenderia a Lei nº 5.764/71 (que instituiu a política nacional
de cooperativismo e o regime jurídico das sociedades cooperativas).
Também foi alegado excesso na penhora, que teria ultrapassado
o valor de R$ 800 mil, e inexistência de grupo econômico.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 2ª Região (SP) manteve a constrição dos
bens da Cooperfly por considerá-la integrante do grupo econômico,
sendo, portanto, parte legítima para integrar o pólo passivo
da execução. De acordo com o TRT/SP, Tucson Aviação
Ltda. é a atual denominação de Audi S/A Representações
Aeronáuticas, e é formada por quotas das empresas Lumber
do Brasil Indústria e Comércio Ltda. e Airshop Material
Aeronáutico Ltda.. As empresas Tucson e Lumber têm por objeto
social a representação, importação, intermediação
e comercialização de aeronaves, peças, material
aeronáutico, manutenção de aeronaves, próprias
ou de terceiros, para pequenos e grandes reparos, e hangaragem de aeronaves.
Parte da sentença transcrita
pelo TRT/SP ressalta que “Marco Antonio Audi possui outras empresas
que atuam no ramo de aviação comercial, sendo certo que
recentemente adquiriu a VarigLog, porém não demonstra o
mesmo ânimo para quitar os débitos trabalhistas”.
Ao manter a penhora, a relatora do recurso, ministra Dora Maria da Costa,
afirmou que, no contexto em que a decisão regional foi proferida,
conclusão diversa demandaria o revolvimento de fatos e provas,
o que é vedado em sede recursal pela Súmula 126 do TST.
Segundo ela, a Cooperfly teve oportunidade de apresentar todos os recursos
para defesa de seus interesses e foram respeitadas as garantias do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa. ( AIRR 1835/2006-042-02-40.6)
(Virginia Pardal)
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