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HNEWS – JORNAL ELETRÔNICO
DO INTERIOR DO PARANÁ, 09 de julho de 2009
Cidades
Sindicatos garantem que mínimo
regional não dificulta negociação
Os acordos coletivos de trabalho valem como
lei e são bastante específicos
Presidentes de centrais sindicais,
federações e sindicatos dos trabalhadores rebateram, na última
segunda-feira as declarações do coordenador do conselho
temático de relações do trabalho da Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Amilton Stival.
Em reportagem publicada por um jornal de Curitiba, Stival disse que o
mínimo regional tem dificultado as negociações salariais
entre patrões e empregados. O piso paranaense varia de R$ 605,52
a R$ 629,65, dependendo da categoria. Instituído em 2006, pelo
governador Roberto Requião, o maior salário regional do
Brasil vale 30,2% a 35,4% mais que o mínimo nacional, de R$ 465.
Dados da Superintendência
Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (Srte) mostram que,
desde janeiro de 2009, foram realizados 706 acordos coletivos de trabalho
no Estado, todos sem necessidade de intervenção. Os números
indicam que não há dificuldades nas negociações.
Segundo Marcelo Lourenço, mediador da Srte, o número de
atas negativas, ou seja, de tentativas de acordos que não tiveram
sucesso, é historicamente pequeno.
“Nosso papel é atuar
nas divergências. Fazemos uma mesa redonda com empresa e sindicato
de trabalhadores e ajudamos na solução, de forma que ambas
as partes sejam beneficiadas e fiquem satisfeitas. Neste primeiro semestre
do ano, ainda não foi preciso negociar nenhum acordo”, informa
Lourenço
Os acordos coletivos de trabalho
valem como lei e são bastante específicos, enquanto as
convenções coletivas fixam direitos e deveres para categorias
divididas por ramos de atividades. Um estudo da Coordenadoria de Estudos,
Pesquisas e Relações de Trabalho, da Secretaria Estadual
do Trabalho, Emprego e Promoção Social, indicam que 95%
das convenções do Paraná instituem pagamentos superiores
ao salário mínimo nacional e se baseiam nos valores do
mínimo regional nas discussões de aumento salarial.
O presidente da Central dos Trabalhadores
e Trabalhadoras do Brasil, Zenir Teixeira, conta que o piso regional
baliza o processo de negociações porque garante mais justiça
na distribuição de renda. “O salário mínimo
nacional, apesar do aumento deste ano, ainda é baixo. Por isso,
nenhum dos valores negociados, nas diversas categorias que representamos, é menor
que o piso estadual”, completa.
De acordo com projeções
do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), o salário mínimo paranaense atende 468 mil trabalhadores
formais que não têm convenção coletiva de
trabalho, e mais 284 mil trabalhadores formais, organizados nos sindicatos,
que tem salários vinculados entre 1.3 e 1.6 do piso regional.
O secretário do Trabalho,
Nelson Garcia, defende os impactos indiretos do salário mínimo
paranaense. “Este piso regional não só influencia
positivamente nas negociações, como mantém um ciclo
virtuoso de economia. O trabalhador ganha mais, consome mais e, assim,
faz com que o empresário venda mais, produza mais e contrate mais
pessoas”, ressalta ele.
Para chegar ao valor atual,
o Governo do Estado se baseou em estudos do Instituto Paranaense de
Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O reajuste de 14,9%,
de maio de 2009, representa a soma do crescimento do Produto Interno
Bruto do Paraná – estimado em 5,8% para 2008 – e
9,1% equivalente ao reajuste aplicado sobre o salário médio
de admissão dos trabalhadores – de R$ 642,65, de acordo
com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
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Agência Sindical, 9
de julho de 2009
Franzin: o movimento sindical e
a divulgação das 40 horas
O patronato vai opor forte resistência à redução
da jornada para 40 horas. E já identificou que, para se sair
vencedor, terá de ganhar a batalha da comunicação.
Identificou, não perdeu tempo e, por meio da CNI, começou
a fustigar a redução da jornada.
Por João Franzin*, na Agência
Sindical
O movimento sindical tem, portanto, um desafio, que é conduzir uma eficiente
estratégia de comunicação, em defesa das 40 horas e pela
geração de empregos. Essa estratégia tem de se apoiar
em dois eixos: um é a comunicação eficiente e mobilizadora
das bases sindicais; outro é a comunicação de massa, nos
grandes veículos, que, evidentemente, são grandes empregadores.
Esse trabalho de comunicação
tem de estar vinculado a um plano de ação geral, que inclua
as próprias entidades, as bases sindicais e a Câmara dos
Deputados, com ações focadas em Brasília e nas bases
eleitorais dos parlamentares.
A comunicação,
como se vê, volta a jogar um peso decisivo. E a imprensa sindical
deve ser valorizada.
* João Franzin é jornalista
e assessor sindical
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FOLHA DE LONDRINA, 09 de
julho de 2009 | Economia
IPI da construção deve
manter setor aquecido
Prorrogação no período
de imposto menor pode resultar em um aumento de 5% nas vendas em
2009
Os reflexos da redução do imposto
nas lojas apareceram em junho com incremento
de 5% nas vendas
Curitiba - A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) aplicada aos materiais de construção trouxe uma queda de
8% a 10% nos preços para o consumidor final no Paraná. Segundo
o presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Construção
de Curitiba (Acomac), Ademir Kurten, nos três primeiros meses do ano,
as vendas foram bem fracas com queda de 10% no volume de negociação.
Kurten reforçou que a
partir de junho a redução do IPI começou a trazer
reflexos para as lojas do setor, com um incremento de 5% em comparação
com o mesmo mês do ano passado. Ele estima um crescimento de 5%
neste ano. A ideia inicial da desoneração do IPI era que
a medida tivesse validade do início de abril até o final
de junho. No entanto, uma lista de 35 produtos teve a diminuição
da alíquota prorrogada até o final do ano.
No País, as vendas do
varejo cresceram 4,5% no acumulado de abril e maio deste ano, na comparação
com o mesmo período de 2008. De acordo com informações
da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material
de Construção), em abril, primeiro mês com redução
de IPI, os produtos desonerados tiveram aumento de vendas de 25%. Em
maio, a negociação desses itens cresceu 10%.
''Os produtos que foram beneficiados
com a redução do imposto representam 15% do mix de material
de construção e tiveram peso fundamental no desempenho
do setor nos últimos dois meses. Prorrogar o prazo é manter
esse aquecimento'', disse o presidente a Anamaco, Cláudio Elias
Conz.
Segundo o estudo da Anamaco,
nos meses de abril e maio, com a redução do IPI, produtos
como cimento, tinta e cerâmica tiveram uma diminuição
média nos preços de 8,5%. ''No caso da cerâmica,
a queda chegou a 20%. Foi necessário vender fisicamente mais quantidade
para alcançarmos esse faturamento'', explicou. Ele lembrou que
o setor começou o ano com queda de 12% nas vendas em janeiro e
fevereiro. A previsão é fechar 2009 com crescimento de
5% sobre o ano passado. Hoje, 77% de tudo que é vendido no setor é para
o ''construtor formiga'' e 23% para construtoras.
Apesar da queda de preços
no varejo, esse comportamento ainda não foi detectado pelo Índice
Nacional de Custos da Construção (INCC) que inclui preços
de materiais, serviços e mão de obra calculado pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV). Em abril, o INCC fechou em -0,04% e em maio
em +1,39%. O balanço de junho ainda não foi divulgado.
O diretor de marketing e vendas
da rede de lojas Balaroti, Eduardo Balarotti, contabiliza melhora nas
vendas nos últimos meses. O resultado, para ele, pode ser explicado
não apenas pela redução do IPI, mas por outros fatores,
como as melhores condições de financiamento da economia.
A rede teve um aumento de vendas de 5% em junho. A previsão dele é que
as vendas cresçam 20% neste ano em relação a 2009.
O advogado Adalberto Patricio
Neto e a dona de casa Lucinéia Caldeira Patrício compraram
um apartamento e pretendem investir de R$ 20 mil a R$ 30 mil em acabamentos,
piso, gesso e granito. ''Acredito que a redução do IPI
deixou os produtos mais baratos desde o cimento até os acabamentos'',
disse ele.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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G1, 09 de julho de 2009 |
Economia/ Negócios
IBGE aponta alta de 0,35% no custo
da construção civil em junho
Do Valor OnLine
RIO - O Índice Nacional da Construção Civil, calculado
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou
ampliação de 0,35% em junho, seguindo avanço de 1,30%
um mês antes. No sexto mês de 2008, o indicador tinha aumentado
1,24%.
"Esse movimento é explicado
pela menor incidência de reajustes salariais, já que maio
concentra as datas-base. Em junho, ocorreram reajustes em apenas dois
estados: Mato Grosso e Rio Grande do Sul", destacou o organismo
em nota divulgada nesta quarta-feira.
No primeiro semestre do ano,
o indicador da construção civil acabou em 3,67%, inferior
aos 5,28% do mesmo período de 2008. Nos últimos 12 meses,
houve crescimento de 10,03%, abaixo dos 10,99% dos 12 meses imediatamente
anteriores.
Em junho, da composição
do custo total por metro quadrado, de R$ 701,62, a parcela relativa aos
gastos com materiais correspondeu a R$ 404,58, com 0,14% de elevação
perante maio. Os demais R$ 297,04 foram relativos às despesas
com mão-de-obra, acréscimo de 0,65%.
Os números são
calculados pelo IBGE, em convênio com a Caixa Econômica Federal
(CEF), a partir do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices
da Construção Civil (Sinapi), criado em 1969.
(Valor Online)
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O ESTADO DO PARANÁ,
09 de julho de 2009 | Economia
Benefício acima de um salário
terá ajuste só pelo INPC
Agência Estado
O ministro da Previdência Social, José Pimentel, informou hoje
que os benefícios previdenciários com valor superior ao do salário
mínimo deverão ser corrigidos, em 2010, apenas conforme a variação
do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Ele disse
que especulações a respeito de reajustes reais desses benefícios
são apenas hipóteses, que fazem parte de negociações
que estão sendo travadas no Congresso Nacional.
Segundo Pimentel, o reajuste
conforme a variação do INPC faz parte de um acordo firmado,
em 2006, entre o governo, as centrais sindicais e entidades representativas
dos aposentados. Esse acordo é composto de quatro itens:
1 - Antecipação
dos reajustes em um mês a cada ano, de forma que, em 2010, o salário
mínimo e as aposentadorias serão corrigidos em janeiro.
2 - "Zerar" o resíduo
do INPC de 1995, que não havia sido integralmente repassado. Segundo
Pimentel, essa conta já foi zerada.
3 - A partir de 2007, os benefícios
maiores que o mínimo seriam reajustados pelo INPC.
4 - O salário mínimo
teria crescimento real e seria corrigido conforme a variação
do INPC mais a variação do PIB de dois anos atrás.
Segundo Pimentel, os parâmetros
para o orçamento do Ministério da Previdência,
que constam da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)
de 2010, seguem este acordo. O ministro disse ainda que a proposta
de desoneração da folha de pagamentos faz parte da reforma
tributária. Ele não quis comentar se seria viável
uma antecipação dessa medida independentemente da aprovação
da reforma, conforme vem estudando o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Pimentel participou no final da tarde de assinatura do termo de cooperação
técnica com o Ministério do Planejamento para cruzamento
de dados dos cadastros de recursos humanos do governo federal e dos
Estados.
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Vermelho, 9 de julho de 2009
Em caderno especial, Financial Times
destaca resistência do Brasil à crise
O liberal e conservador jornal britânico
de economia Financial Times publicou na terça-feira (7) caderno
especial de quatro páginas sobre o Brasil. Com a reportagem principal
intitulada “Dançando através da crise econômica
global”, o especial destaca a resistência da economia brasileira à crise.
O Financial Times destaca que
o consumo resiste a cair no país apesar da crise e fala do crescimento
no Nordeste. No entanto, diz o jornal, a indústria automotiva
sofreu com a falta de crédito e as vendas de carros só melhoraram
após o governo injetar dinheiro na economia e reduzir imposto
sobre os veículos. Segundo o jornal, o Brasil é “uma
democracia madura, com uma economia diversificada, uma população
jovem e adaptável que comemora empregos cada vez mais estáveis
e renda em alta”.
Por outro lado, o Financial Times
diz que “também é um Brasil em que velhos meus hábitos
demoram a morrer e onde autoridades ainda se contentam em, como diz a
expressão brasileira, empurrar problemas fiscais complicados com
a barriga”. “E o fato de que o Brasil parece estar saindo
da crise global mais rápido que o esperado não significa
que nenhum estrago foi feito e nem que o país está imune
a novas retrações globais”, afirma o jornal.
A reportagem destaca ainda que
o governo recentemente passou a ter déficit em vez de superávit
primário e que a lista de “reformas consideradas estratégicas” desde
o governo de Fernando Henrique Cardoso ainda não foram feitas.
Outro texto do especial do Financial Times fala sobre as crises na política
brasileira, destacando as acusações recentes a José Sarney,
presidente do Senado.
“É difícil
reconciliar essa ganância e corrupção antigas com
o Brasil moderno emergindo no palco mundial como um exemplo de governo
de sucesso. No entanto, esses dois Brasis coexistem”, diz o jornal.
O jornal publica ainda uma entrevista com o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, em que ele destaca as medidas tomadas pelo governo contra a
crise, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) sobre carros, material de construção e eletrodomésticos,
injeção de dinheiro na economia.
Bancos
O ministro disse ainda que o
governo vai reduzir os custos do emprego no país, abolindo encargos
de 25,5% sobre os salários, pagos pelos empregadores.Um dos textos
do especial do Financial Times diz que, no auge da crise, apesar de investidores
terem vendido em massa seus ativos, os mercados funcionaram. O jornal
destaca as regras mais rígidas no país do que em países
desenvolvidos, que ajudaram a manter as bolsas funcionando através
da crise.
O Financial Times diz que a BM&FBovespa
age como câmara de compensação entre as partes que
negociam na bolsa, aumentando a confiança nas operações.
Além disso, operadores têm que informar as autoridades sobre
as posições de seus clientes e fundos têm que se
registrar junto à Comissão de Valores Mobiliários
(CVM) e informar sua estratégia de investimento.
Os bancos também operam
de forma mais conservadora no Brasil do que em outros países,
segundo o jornal. Mas, para o Financial Times, as autoridades ainda enfrentam
desafios como baixar o “spread” (diferença entre os
juros pagos pelos bancos para captar dinheiro e os juros cobrados dos
clientes).
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Gazeta do Povo, 9 de julho
de 2009
Infraestrutura
Federações industriais pedem
obras para o Sul
Agência Estado
Porto Alegre - As Federações
de Indústrias dos Estados da Região Sul (RS, SC e PR) apresentaram
ontem em Florianópolis suas prioridades de projetos de infraestrutura
para o orçamento da União em 2010. Para tentar incluir
obras que somam R$ 5,9 bilhões no orçamento, as entidades
começaram a mobilização pelos governadores dos três
estados, que estiveram reunidos na capital catarinense para encontro
do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul),
formado também pelo Mato Grosso do Sul. O documento será enviado
também às bancadas federais dos estados e aos ministros
do Planejamento, Paulo Bernardo, e Casa Civil, Dilma Rousseff.
A lista contempla obras rodoviárias,
ferroviárias, em portos e aeroportos, algumas previstas no Plano
de Aceleração do Crescimento (PAC). Na infraestrutura aeroportuária,
Santa Catarina pede novo terminal de passageiros no aeroporto Hercílio
Luz, em Florianópolis, no valor estimado de R$ 295 milhões.
O Paraná incluiu a construção de terceira pista
no aeroporto Afonso Pena, orçada em R$ 300 milhões.
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Gazeta do Povo, 9 de julho
de 2009
Serviço público
Câmara abre brecha para a volta
dos supersalários
Proposta restabelece o pagamento do quinquênio – acréscimo
de 5% a cada 5 anos – a algumas categorias
Brasília - Servidores
públicos municipais, estaduais e federais que exercem carreiras
de Estado podem voltar a receber o Adicional por Tempo de Serviço
(ATS). Uma comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou
anteontem a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 210/07, que restabelece
o pagamento do quinquênio (acréscimo de 5% no salário
a cada 5 anos) para esses funcionários. A proposta pode criar
novos supersalários acima do teto constitucional de R$ 24,5
mil recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O substitutivo do deputado
federal Laerte Bessa (PMDB-DF) foi aprovado por 13 votos a 2 e segue
agora para o plenário, antes de ser encaminhado para o Senado.
Bessa alterou o texto original do colega Régis de Oliveira (PSC-SP),
que concedia o benefício apenas para juízes e procuradores.
A nova versão incluiu policiais civis e militares, bombeiros,
guardas municipais, fiscais de tributos, diplomatas, consultores legislativos;
entre outras carreiras consideradas “de Estado”, que abrangem
os Três Poderes.
“Seria uma grande injustiça
se essa vitória ficasse restrita a apenas duas categorias”,
disse Bessa, que é delegado licenciado da Polícia Civil
do Distrito Federal. O peemedebista afirmou que não se baseou
em qualquer parecer sobre o impacto da volta do ATS nas contas públicas. “Não
deve ser algo de outro mundo, que inviabilize a proposta.”
O quinquênio acabou com
a reforma administrativa promovida pelo governo Fernando Henrique Cardoso
em 1998. Segundo a PEC, o benefício terá um teto de 35%
na administração pública federal. Municípios
e estados, entretanto, ficam autorizados a superar esse limite.
A mudança permite que
o salário de um ministro do STF chegue a R$ 33 mil, caso acumule
35 anos de serviço. “Minha ideia sempre foi evitar essa
distorção: como um ministro recém-chegado ao Supremo
pode ganhar o mesmo que outro que está há 20 anos no
cargo?”, explica Régis Oliveira. Magistrado da Justiça
de São Paulo, ele aprovou as alterações promovidas
por Bessa.
Há vários outros
casos em que o teto constitucional será superado. O salário
de um delegado da Polícia Federal (categoria especial) pode
saltar de R$ 19,7 mil para R$ 26,6 mil graças ao quinquênio.
Já um promotor de Justiça do Distrito Federal pode ter
a remuneração elevada de R$ 20 mil para R$ 27 mil.
A proposta contou com o apoio
de diversas instituições de representação
dos servidores. Bessa reiterou que a PEC poderá recompor perdas
históricas do funcionalismo. “Meu relatório tem
como objetivo recompensar o tempo dedicado à causa pública,
reconhecer a experiência adquirida pelos servidores ao longo
dos anos.”
Quinquênio e mérito
O uso do ATS como instrumento
de estímulo aos funcionários é questionado tanto
na iniciativa privada quanto na administração pública.
O vice-presidente de Relações do Trabalho da Associação
Brasileira de Recursos Humanos, Carlos Pessoa, afirma que instrumentos
como o quinquênio não garantem que os funcionários
trabalhem com mais qualidade. “É muito mais inteligente
criar programas de incentivo à melhoria de desempenho.”
Pessoa explica que o ATS é uma
ferramenta útil para a retenção de funcionários.
Ela não se aplica ao serviço público porque a
maioria dos servidores não tem interesse em abandonar a carreira. “Além
disso, dificilmente o quinquênio servirá para melhorar
o atendimento à população, que é o que
realmente interessa.”
Em contrapartida, o professor
do curso de Administração da Universidade de Brasília,
Jorge Pinho, afirma que há um exagero entre os que consideram
o ATS um “mau estímulo”. “A antiguidade precisa
ser vista sim como algo positivo. Além disso, esse aumento de
1% por ano corresponde a valores muito baixos, que não causam
um impacto tão grande.”
Pinho diz que a retomada
do assunto pode ser mais um episódio do confronto ideológico
entre PSDB e PT sobre o modelo de gestão do funcionalismo. “É interessante
ver se o governo Lula vai realmente apoiar a proposta, que representa
muito do que o PT sempre defendeu.” Apesar da aprovação
na comissão especial, ainda não há previsão
de quando a PEC deve entrar na pauta do plenário da Câmara
Federal.

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Folha de S.Paulo, 9 de julho
de 2009
Governo veta sorteio à baixa
renda no Minha Casa, Minha Vida
Programa é sancionado após
três vetos, incluindo financiamento a famílias que ganham
até 6 mínimos
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo vetou a inclusão
do financiamento de lotes para famílias com renda de até seis
salários mínimos no programa habitacional Minha Casa, Minha
Vida.
A lei com as regras do programa foi sancionada ontem pelo presidente em exercício,
José Alencar, com três vetos.
Além de excluir o financiamento com subsídio da União
para produção e aquisição de lotes urbanizados
sem vinculação a um projeto de construção de imóveis,
o governo tirou do texto final a obrigatoriedade de realização
de sorteio eletrônico público para distribuição
das residências destinadas à famílias com renda mensal
de até três salários mínimos.
Também ficou fora da lei a possibilidade de aplicar aos imóveis
de classes média e alta situados no Distrito Federal as regras facilitadas
de regularização fundiária previstas no programa.
Essas modificações haviam sido incluídas no texto original
durante as discussões no Congresso Nacional. Para justificar o veto,
o governo afirmou que a aquisição de lotes isoladamente não
garante um dos principais objetivos do programa: a geração de
emprego e renda com o aumento da demanda no setor da construção
civil.
Também argumentou dificuldade em controlar a exigência que havia
sido feita no texto para que a família que comprasse o lote iniciasse
a construção dentro de seis meses. "O acesso aos recursos
do programa deve se dar para realização de obra civil, ainda
que nessa destinação esteja incluída a aquisição
da terra, mas sem que haja a oportunidade de aquisição de lotes
isoladamente."
O veto foi criticado por entidades do setor. O Sindicato da Habitação
de São Paulo (Secovi-SP) divulgou nota afirmando que, com essa decisão,
o programa torna-se "pouco eficaz para atender famílias com renda
de até três mínimos". Para o vice-presidente de Desenvolvimento
Urbano e Meio Ambiente da entidade, Caio Portugal, o maior gargalo do Minha
Casa, Minha Vida é "a escassez de terra urbanizada e a inexistência
de linhas de financiamento adequadas para investimentos em infraestrutura,
produção e aquisição de novos lotes".
A decisão de vetar a distribuição das casas por meio de
sorteios eletrônicos públicos também gerou polêmica.
Para a oposição, esse era um instrumento que garantiria "impessoalidade
na seleção" dos beneficiados e evitaria o uso eleitoreiro
do programa. O governo disse que o sorteio eletrônico dificulta a "operacionalização
do programa".
Em nota oficial, o líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal,
tratou como "inadmissível e incompreensível" o argumento
do governo.
Outro veto impede que famílias das classes média e alta do Distrito
Federal sejam beneficiadas pelo processo simplificado e administrativo de regularização
de terras previsto no novo programa.
Para o governo, as novas regras que facilitam a regularização
fundiária devem valer para áreas ocupadas por população
de baixa renda, o que está "em sintonia com o princípio
da igualdade" previsto na Constituição e se justifica pela
renda dos beneficiados.
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UOL NOTÍCIAS, 09 de
julho de 2009 | Últimas
Senado aprova regulamentação
a mototáxi e motoboy
Em Brasília O Senado aprovou
nesta quarta-feira (8), em votação simbólica, projeto
de lei que regulamenta as profissões de motoboy, mototaxista e
motofrete. A nova lei, que ainda precisa ser sancionada pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, estabelece a idade mínima de
21 anos para o exercício dessas profissões, além
da exigência de habilitação por, no mínimo,
dois anos na categoria de motos.
Segundo o relator da proposta,
senador Expedito Júnior (PR-RO), existem atualmente no Brasil
2,5 milhões de motoboys e mototaxistas que trabalham na informalidade
por falta de regulamentação dessas profissões.
"Agora vamos ter regras
claras", comemorou Expedito Júnior. Pelo projeto, caberá às
câmaras de vereadores definirem em cada município regras
específicas, como se poderá haver ou não mototáxi
para transporte de passageiros.
A proposta prevê que
o motoqueiro só ficará habilitado para exercer as profissões
de motoboy, mototaxista e motofrete depois de aprovados em curso do
Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O Contran ficará encarregado
de definir as punições para os profissionais que descumprirem
a nova lei.
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ÚLTIMO SEGUNDO, 09 de
julho de 2009
Projeto prevê depósito de
salário em conta de escolha do empregado
Sarah Barros, repórter em Brasília
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira
projeto de lei que permite ao empregado escolher a instituição
bancária pela qual deseja receber seu salário. O relatório
apresentado pelo senador Inácio Arruda foi integralmente aceito pela
comissão, devendo assim ser votado em turno suplementar, marcado para
a próxima semana.
O PLS 340/04, de autoria do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), altera artigo
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que determina a abertura
de conta bancária em estabelecimento próximo ao local de trabalho.
Ele tramita junto com proposta do senador Romeu Tuma, sobre o mesmo tema.
A proposta do Senado prevê que
o empregado informe à empresa os dados referentes à conta
pela qual deseja receber seu salário. Ele poderá mudar
de agência e conta a qualquer tempo, mas deverá informar
a mudança à empresa em que trabalha com 30 dias antecedência.
O projeto acrescenta também
dispositivo que permite ao empregado receber salário por meio
de cheque originário de agência próxima ao trabalho.
Porém, ele não será obrigado a realizar depósito
em conta. As contas já abertas pelas empresas poderão ser
mantidas ou alteradas pelo empregado, com a nova lei.
Para o relator da proposta, senador
Inácio Arruda, a determinação para que o empregado
escolha a instituição pela qual deseja receber seu salário
também poderá aumentar a oferta de crédito pelo
aumento da concorrência. ”Mantendo essa sistemática,
a instituição bancária fica desencorajada e a concorrência
pela concessão de empréstimos a juros menores aos trabalhadores
não chega a se estabelecer”, argumenta em seu relatório.
O projeto tramita no Senado em
caráter terminativo, não sendo necessária a votação
em plenário para começar tramitação na Câmara
dos Deputados.
A proposta reforça entendimento
da Resolução 3424 do Conselho Monetário Nacional
(CMN) que, em abril de 2007, disciplinou a conta-salário. Segundo
a norma, nenhum trabalhador é obrigado a abrir uma conta-salário
para receber o seu salário. Diferente da conta corrente, a conta-salário
tem como titular o empregador e permite apenas saques e transferências.
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Gazeta do Povo, 9 de julho de 2009
Araucária
Operários da Repar mantêm
paralisação
Os cerca de 9 mil trabalhadores que atuam nas empresas terceirizadas que fazem
obras na Refinaria Getúlio Vargas (Repar) e Fosfértil decidiram,
na manhã de ontem, manter a greve iniciada na terça-feira. Segundo
a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Paraná, que reúne
os sindicatos que representam a categoria, não houve avanços
nas negociações. A CUT organizou uma caminhada de três
quilômetros entre os portões da Repar, em Araucária. Segundo
a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 8 mil pessoas participaram
do protesto, que chegou a afetar por alguns minutos o trânsito da Rodovia
do Xisto. Após a caminhada, os operários decidiram prosseguir
com a greve.
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Folha de S.Paulo, 9 de julho
de 2009
TRABALHO
Empresa com funcionários fora do
país terá de ampliar benefícios
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Empresas que contratam trabalhadores
para atuar no exterior ou transferem funcionários terão
de ampliar benefícios trabalhistas. Segundo a lei 11.962/ 2009,
publicada nesta semana, as companhias devem pagar INSS, FGTS, aumentos
negociados em convenções coletivas e outros benefícios.
A nova lei regulariza o que ocorria na prática, mas só depois
que esses profissionais entravam com ações na Justiça
brasileira pedindo o pagamento dos encargos.
Márcio Túlio Viana, da Universidade Federal de Minas Gerais e
da PUC Minas, diz que os juízes determinavam o pagamento por analogia à lei
existente desde 1982 que diz que empresas de engenharia com atuação
no exterior devem pagar direitos. Viana diz que a nova lei é positiva
porque estende a proteção a todos. "A lógica do direito
do trabalho é aumentar a proteção ao trabalhador."
Nancy Tancsik, especializada em direito do trabalho, afirma que a lei é boa
para os trabalhadores, mas aumenta os custos das empresas. Ela defende que
a lei criada na década de 1980 não é adequada para os
tempos atuais e que só prevê o trabalho temporário no exterior,
e não a transferência definitiva do funcionário. "Hoje,
a pessoa vai para fora e alcança o mundo. Isso é bacana, mas
a lei não acompanhou a mudança. O funcionário vai morar
fora do país e a empresa tem que ainda pagar INSS e FGTS." (VERENA
FORNETTI)
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O ESTADO DO PARANÁ,
09 de julho de 2009 | Economia
Justiça condena Petrobras a
pagar multa ao FAT
Redação
A 69.ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro condenou a Petrobras a pagar
multa de R$ 30 milhões ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) pela
contratação de trabalhadores terceirizados em atividades técnicas
da empresa.
A sentença acolheu pedido
do Ministério Público do Trabalho da 1ª Região
(Rio de Janeiro), que afirma ter detectado mais de 190 mil empregados
terceirizados na estatal, que possui apenas 49,8 mil servidores concursados
em seu quadro de pessoal.
A Petrobras informou, por meio
de sua assessoria de imprensa, que já foi notificada e que recorrerá da
decisão judicial. A discrepância entre o número de
servidores diretos e os terceirizados convenceu a juíza responsável
pelo caso, Maria Letícia Gonçalves, de que a Petrobras
está terceirizando mão de obra, o que é vedado pela
legislação trabalhista brasileira.
A juíza também
determinou que a Petrobras “verifique o número de trabalhadores
necessários para exercer as atividades meio e as especialidades
de apoio, e o número de trabalhadores terceirizados executando
tarefas típicas de sua atividade fim ou específicas de
seus objetivos sociais”.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
09/07/2009
TST cancela penhora de imóvel adquirido
antes da ação trabalhista
A Segunda Turma do Tribunal Superior
do Trabalho cancelou a penhora de imóvel da Organização
Paraense Educacional e de Empreendimentos Ltda. (ORPES), acusada de participar
de fraude à execução pelas instâncias ordinárias
da Justiça do Trabalho. Por maioria de votos, venceu a tese do
relator, ministro Renato de Lacerda Paiva, que considerou inexistente
a fraude na medida em que a reclamação trabalhista fora
ajuizada depois da transação comercial com o bem. No caso,
concluiu o ministro, a penhora violou o princípio da legalidade
e o direito de propriedade – garantias constitucionais (artigo
5º, incisos II e XXII, da Constituição Federal).
Para a 11ª Vara do Trabalho
de Belém e o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região
(PA), houve fraude à execução e contra credores
quando a Sociedade Civil Nóbrega por Cotas de Responsabilidade
Ltda. transferiu o imóvel para a ORPES. No entendimento do TRT,
embora o registro de propriedade do imóvel tenha, de fato, ocorrido
antes de iniciada a reclamação que originou a presente
execução, “várias ações trabalhistas
já tramitavam contra a mesma empresa, que fatalmente se transformariam
em feitos executivos”. Portanto, segundo o Regional, o objetivo
do negócio foi prejudicar credores, porque as duas empresas tinham
sócio comum.
No recurso de revista ao TST,
a ORPES contou que recebeu o bem em fevereiro de 2001, e que a ação
foi proposta em maio daquele ano. Além do mais, tomou posse do
imóvel, mediante compromisso de compra e venda, em julho de 1982,
ou seja, dezenove anos antes do ajuizamento da reclamação
trabalhista. A Organização Paraense disse ainda que o imóvel
penhorado fora adquirido diretamente da Universidade Federal do Pará (UFPA),
sem intermediação da Sociedade Civil Nóbrega.
O relator, ministro Renato Lacerda,
esclareceu que o artigo 593 do Código de Processo Civil considera
fraude à execução a alienação ou oneração
de bens quando estiver tramitando contra o devedor demanda capaz de reduzi-lo à insolvência.
Como o imóvel em discussão foi adquirido antes de iniciada
a reclamação trabalhista contra a Sociedade Civil Nóbrega,
o relator deu razão à ORPES e concluiu que houve desrespeito à Constituição.
Já para o ministro José Simpliciano,
estava correto o argumento do Regional de que houve o intuito de prejudicar
credores, com base na informação de que várias ações
trabalhistas tramitavam contra a mesma empresa – o que resultaria
em diversas execuções no futuro. Mas, de acordo com o relator,
o dispositivo legal que trata de fraude à execução é objetivo,
logo, a fraude poderia eventualmente ser constatada em relação às
demais ações, não quanto a este processo em particular.
A interpretação
do relator foi acompanhada pelo ministro Walmir Oliveira da Costa. O
ministro também não aceitou como verdadeira a hipótese
de fraude, pois o negócio teve como intermitente a Universidade
Federal do Pará, que pertence à Administração
Pública e, em princípio, pratica atos revestidos de legalidade.
O resultado do julgamento foi pelo conhecimento e provimento do recurso
de revista, para anular a penhora do imóvel de propriedade da
ORPES.
( RR 383/2007-011-08-40.5)
(Lilian Fonseca)
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09/07/2009
Primeira Turma acolhe cerceamento de
defesa por dispensa de testemunhas
A Primeira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho determinou que 66ª Vara do Trabalho do Rio
de Janeiro (RJ) reabra a instrução processual da ação
trabalhista movida por um assistente administrativo contra a Itapemirim
Turismo – Agência de Viagens e Despachos Ltda., colhendo
os depoimentos das testemunhas do trabalhador. O juiz considerou que
não era necessário ouvir todas as testemunhas, dispensando-as,
pois já tinha formado convencimento a respeito do direito do empregado
ao que pleiteou: horas extras e salário-substituição.
A alegação de que a decisão do magistrado caracterizava
cerceamento de defesa foi feita pela defesa do trabalhador nas contrarrazões
ao recurso apresentado pela Itapemirim ao TRT da 1ª Região
(RJ).
O TRT/RJ reformou a sentença
ao acolher o recurso da Itapemirim e não admitiu analisar a alegação
de nulidade feita pela defesa do trabalhador por considerar que ela foi
feita em “via imprópria”. Segundo o TRT/RJ, a questão
deveria ter sido abordada em recurso próprio ou adesivo. “Das
contrarrazões deduzidas pelo autor fica claro, no que tange à nulidade
do julgado, que a mesma foi suscitada eventualmente, ou seja, somente
no caso de acolhimento do apelo patronal, o que não encontra respaldo
algum. Afinal, a nulidade existe ou não e, como tal, deve ser
arguída pela parte interessada, se assim lhe convier, independentemente
do entendimento que se adote quanto ao mérito”, dispõe
o acórdão do TRT/RJ, agora reformado pela Primeira Turma
do TST, por maioria de votos.
No recurso ao TST, a defesa do
trabalhador afirmou que a decisão regional violou, entre outros
dispositivos, o direito constitucional ao contraditório e à ampla
defesa (artigo 5º, inciso LV, da CF). Segundo o ministro relator
do recurso, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, o trabalhador tem razão. “Na
hipótese dos atos, foram julgadas procedentes as pretensões
do reclamante quanto ao labor extraordinário e salário-substituição.
Portanto, naquele momento, o reclamante carecia, de fato, do indispensável
interesse em recorrer, pois, ainda que fosse reformada a sentença
e beneficiada a parte contrária, as questões e matérias
veiculadas nas contrarrazões ao recurso ordinário, já constaram
do litígio, sendo arguídas na fase processual oportuna”,
afirmou o relator. Vieira de Mello Fº foi acompanhado pelo ministro
Lelio Bentes Corrêa. O ministro Walmir Oliveira da Costa divergiu.
Para ele, o trabalhador deveria ter abordado a questão da nulidade
em recurso adesivo. ( RR 142.315/2004-900-01-00.0)
(Virginia Pardal)
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