 |
O ESTADO DO PARANÁ,
15 de julho de 2009 | Economia
Emprego teve pior semestre em 10
anos no País
Agência Estado
O Brasil fechou o primeiro semestre com a criação de mais de
300 mil postos de trabalho com carteira assinada, informou ao jornal O Estado
de S. Paulo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. É o pior resultado
dos últimos 10 anos e está muito abaixo dos 1,36 milhão
de novos postos gerados no primeiro semestre de 2008 e mesmo das 561 mil vagas
de 2003, quando a economia brasileira cresceu pouco. Até maio, o saldo
entre contratações e demissões estava em 180 mil postos.
Em Maceió, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem
que em junho foram abertos 136 mil novos postos de trabalho. "Em julho,
esse número deve aumentar, para o desespero da oposição",
disse Lula. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)
devem ser divulgados amanhã.
O dado de junho ficou abaixo
das estimativas dos analistas de mercado de trabalho. "Se confirmado,
o número não é um desastre, mas decepcionou",
disse Fábio Romão, economista da LCA Consultores. A consultoria
projetava a geração de quase 200 mil vagas em junho. Na
divulgação do Caged de maio, Lupi chegou a estimar a criação
de 350 mil a 400 mil vagas no primeiro semestre. O ministro não
deu detalhes, mas disse que junho deve manter o padrão dos últimos
meses, com recuperação mais forte dos serviços e
da construção civil, mas estagnação da indústria,
que parou de demitir, mas não avançou nas contratações.
Até maio, a construção gerou 61 mil vagas, a agropecuária
71,7 mil e os serviços 242,9 mil.
Lupi afirmou que mantém
a meta de que o País vai criar 1 milhão de postos de
trabalho este ano. "O segundo semestre deve ser muito forte para
o emprego. Os setores automotivo e da linha branca batem recorde de
vendas graças aos incentivos do governo federal." Os economistas
projetam que a taxa de desemprego no País pode chegar a 8,7%
este ano, acima dos 7,9% de 2008, o nível mais baixo desde 2002,
quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
modificou a base de dados. As informações são
do jornal O Estado de S. Paulo.
|
Dieese, 15 de julho de 2009
A negociação de reajustes
salariais em meio à crise internacional
Como parte das ações
que visam avançar no entendimento acerca dos impactos da crise
internacional no Brasil e, sobretudo, subsidiar o movimento sindical
brasileiro em seus processos de negociação coletiva, o
Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos)
apresenta nesta Nota Técnica uma síntese dos reajustes
salariais negociados em 2009.
No transcorrer dos cinco primeiros
meses do ano, o SAS-Dieese (Sistema de Acompanhamento de Salários)
analisou o resultado das negociações salariais de 100 categorias
de todo o Brasil.
Uma mudança importante
em relação à metodologia de pesquisa merece ser
destacada: com o intuito de construir um diagnóstico mais preciso
dos impactos da crise na negociação dos reajustes salariais,
a opção foi acompanhar em 2009 as mesmas unidades de negociação
analisadas em 2008 e, ao longo da análise, considerar somente
as negociações com informação de reajustes
salariais nos dois anos.
Neste estudo serão considerados,
portanto, os reajustes salariais de 2008 e 2009 das mesmas 100 unidades
de negociação.
A análise dos reajustes
de 2009 revela ligeira melhora diante do ano anterior: se em 2008, 89%
das negociações consideradas asseguraram pelo menos a recomposição
das perdas ocorridas durante a data-base, em 2009, esse percentual subiu
para 96% das negociações.
Por conseguinte, o percentual
de negociações com reajustes inferiores ao INPC-IBGE2 passou
de 11%, em 2008, para 4%, em 2009.
No entanto, o percentual de negociações
que garantiu reajuste acima do índice de preços permaneceu
quase inalterado: 77%, em 2008, e 78%, em 2009.
|
Monitor Mercantil, 15 de julho
de 2009
Pochmann: Recessão destrói
os melhores empregos
É consenso entre os economistas
que o crescimento da indústria tem função dinamizadora,
puxando o setor de serviços e a inovação. No entanto,
o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
Marcio Pochmann, afirma que as décadas de neoliberalismo deixaram
a indústria brasileira muito vulnerável a crises como a
que o mundo está vivendo.
"Com a abertura comercial,
um terço do investimento produtivo no Brasil provém de
multinacionais. Já a abertura financeira nos deixou dependentes
de crédito externo e não reduziu o grau de concentração
bancária, muito pelo contrário", disse Pochmann, em
debate na TV Senado.
Ele defende o incentivo a cooperativas
de crédito e outras alternativas para oferecer financiamento à pequena
empresa. A indústria responde por 30% dos empregos no país,
enquanto o setor de serviços responde por 60%, mas, segundo o
presidente do Ipea, os postos de trabalho na indústria são
de muito mais qualidade e têm efeito multiplicador na dinâmica
da economia.
EUA
"No Brasil é fácil
demitir. E a crise é da indústria, pois o agronegócio
e o setor de serviços apresentaram variação positiva,
após outubro do ano passado. Significa que a crise pegou os melhores
empregos, daí a taxa de rotatividade da mão-de-obra ter
crescido 30% sobre 2007", disse, acrescentando que nos EUA, país
de legislação trabalhista flexível, a taxa de rotatividade é metade
da brasileira.
Pochmann lamentou também
que a crise tenha interrompido dois anos de crescimento da participação
dos salários no PIB. "Defendo que o país diminua o
grau de abertura financeira, dependa menos do comércio com os
ricos (que já foi de 70% e agora está em 40%) e promova
um processo de desconcentração bancária", finalizou.
A informação é do
Monitor Mercantil
|
InfoMoney, 15 de julho de
2009
Vetos ao programa Minha Casa, Minha
Vida podem ser derrubados
Os deputados do PSDB estão
se mobilizando para derrubar dois de três vetos presidenciais ao
PLC (Projeto de Lei de Conversão) 11.977, que institui o programa
habitacional Minha Casa, Minha Vida.
Sancionado na última terça-feira
(7) pelo então presidente em exercício, José Alencar,
o projeto teve retirado o item II do parágrafo 2º, do artigo
4º, que tratava do financiamento de lotes urbanizados dentro do
programa de habitação do governo federal.
Além disso, foram vetadas
as emendas que previam sorteio eletrônico público para a
distribuição de casas destinadas às famílias
de baixa renda e a que flexibilizava as regras para a regularização
fundiária de condomínios de classe média no Distrito
Federal, com o qual a oposição concorda.
Razões
Conforme publicado pela Agência Câmara, o veto à possibilidade
de financiamentos de terrenos foi recomendado pelo Ministério da Fazenda,
por não garantir um dos principais objetivos do sistema, a geração
de empregos no setor da construção civil.
No segundo caso, a retirada foi
sugestão do Ministério das Cidades, para o qual a medida
dificultaria a operacionalização do programa, já que
não existem cadastros únicos municipais. Por outro lado,
há uma ressalva de que o mecanismo será regulamentado futuramente
para garantir impessoalidades na seleção de beneficiários.
Na opinião do deputado
e autor de uma das emendas, Fernando Chucre (PSDB-SP), os dois vetos
são lamentáveis, sobretudo o que trata do sorteio público
de imóveis, que ele classificou como absurdo, uma vez que a ferramenta
garantiria transparência ao processo, impedindo o uso eleitoreiro
do programa.
|
Agência Diap, 15 de
julho de 2009
Crescimento deve ficar acima da
média, dizem Mantega e Meirelles
O ministro da Fazenda, Guido
Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciaram
dados confortáveis sobre o desempenho da economia brasileira para
2010, durante as exposições que fizeram na reunião
ministerial na Granja do Torto, coordenada pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
De acordo com o ministro de Relações
Institucionais, José Múcio Monteiro, as previsões
de crescimento da economia brasileira para 2010, com base em dados mais
pessimistas, indicam um crescimento entre 2,5% e 3,5%.
Segundo Múcio, os ministros
também falaram sobre a expectativa de crescimento para 2009, que
devem ficar acima da média mundial. "Isso é uma coisa
que nos conforta", disse.
"E mostra que estamos enfrentando
a crise com previsão de terminar este ano com saldo positivo,
com previsão de geração de novos postos de trabalho,
com a economia voltando a dar sinais de reaquecimento e a indústria
voltando a contratar e com novas empresas surgindo".
Ainda de acordo com Múcio,
o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, fez um balanço
do crescimento das exportações do setor.
Stephanes disse que alguns mercados,
como o asiático, voltaram a ser grandes compradores dos produtos
agrícolas brasileiros.
Crédito
Mantega afirmou que as políticas anticíclicas adotadas pelo Brasil
têm dado bons resultados e reafirmou que o país crescerá ao
redor de 1% neste ano. Segundo ele, o Brasil não poderá, por
algum tempo, contar com a recuperação das economias avançadas.
"A avaliação
que nós fazemos é que as políticas anticrise, as
políticas anticíclicas têm dado bom resultado no
país, até de maneira superior a outros países emergentes",
disse Mantega, após a segunda reunião ministerial do ano.
Segundo Mantega, o Brasil terá um
desempenho fiscal em 2009 superior a todos os países do G20, com
um déficit nominal em torno de 2% do Produto Interno Bruto (PIB).
"É um desempenho
muito satisfatório (frente ao) tamanho da crise que estamos",
comentou.
O ministro afirmou também que as operações de crédito
realizadas pelos bancos públicos desde setembro do ano passado até abril
deste ano cresceram 19,5%.
O mesmo tipo de operação
realizada pelos bancos privados teve aumento de 2,5% no mesmo período.
Mantega fez uma explanação
sobre as medidas tomadas pela Fazenda no combate à crise financeira.
Em sua apresentação,
o ministro disse que a tormenta já está menos grave, mas
que ainda não acabou.
Selic
O ministro afirmou que o quadro de recessão pode durar anos nas economias
avançadas.
Além do incentivo à concessão
de crédito via bancos públicos, Mantega afirmou que a redução
da taxa básica de juros, a Selic, a redução da reserva
compulsória dos bancos e as desonerações de impostos
concedidas ajudam o Brasil a passar pela crise sentindo efeitos mais
brandos.
A demanda do consumidor por crédito
em junho cresceu pelo quarto mês consecutivo no Brasil, refletindo
a melhora nos prazos e custos dos financiamentos para as pessoas físicas,
de acordo com pesquisa divulgada pela Serasa Experian, empresa especializada
em análise de crédito.
A baixa renda foi o segmento
em que a procura por recursos a prazo mais aumentou no período,
na comparação com o mês de maio.
O Indicador Serasa Experian da
Demanda do Consumidor por Crédito subiu 4,0% em junho, em relação
a maio.
Na comparação com
maio de 2008, no entanto, houve uma queda de 1,2%.
No primeiro semestre de 2009,
o indicador recuou 6,8% em relação ao mesmo período
do ano passado.
|
O ESTADO DO PARANÁ,
15 de julho de 2009 | Economia
Lula negocia aumento real a aposentados
de maior renda
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou hoje que o governo
está negociando com as centrais sindicais a concessão, em janeiro
de 2010, de um aumento real para os aposentados e pensionistas que ganham acima
de um salário mínimo. Se concretizada, será a primeira
vez, no governo Lula, que os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) de renda mais elevada terão um reajuste real em seus benefícios
e justamente em um ano eleitoral.
"Neste momento, estamos
em negociação com as centrais sindicais para definir um
novo porcentual de aumento para os aposentados que ganham acima do salário
mínimo na perspectiva até de ampliarmos os ganhos em relação à inflação",
afirmou o presidente em coluna de perguntas e respostas "O presidente
responde", publicada semanalmente em jornais cadastrados. Lula destacou
ainda que seu governo tem cumprido "rigorosamente" o que determina
a Constituição, que é o repasse da inflação
anual aos beneficiários que ganham acima do mínimo, seguindo
o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
O comentário do presidente,
que não dá mais detalhes sobre a negociação,
foi a primeira confirmação pública das conversas
iniciadas há vinte dias e mantidas nos bastidores sob o comando
dos ministros da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci, e
da Previdência Social, José Pimentel. A Força Sindical
e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) já foram ouvidas
e Dulci ainda deve conversar com as demais centrais. Também estão
a par das conversas líderes partidários da Câmara.
É que em troca da concessão
do reajuste real aos quase oito milhões de segurados com benefício
superior ao de um salário mínimo o governo deseja enterrar
na Câmara a tramitação de projetos que elevam as
despesas do INSS, ao fazer mudanças nas regras previdenciárias,
sem contrapartida de receitas. A sinalização, segundo interlocutores, é dar
um aumento de 2,5% e mais a taxa de inflação acumulada
em 2009, estimada atualmente em 4,5%. Também seria montado um
grupo de trabalho para estudar outras concessões a partir de 2011.
Entre esses projetos estão
o que extingue o fator previdenciário das aposentadorias por tempo
de contribuição e retorna o cálculo da média
desses benefícios sobre os últimos três anos de contribuições
ao INSS e o que corrige o reajuste anual de todos os benefícios
pela política de reajuste real do mínimo adotada há quatro
anos. Se todas as propostas fossem aprovadas, os gastos previdenciários
subiriam para algo em torno de 23% do Produto Interno Bruto (PIB) em
2050, segundo projeções do Ministério da Previdência.
Atualmente, elas equivalem a 7% do PIB.
Em maio, o INSS pagou 26,4
milhões de benefícios, sendo 67% deles com valores de
até um salário mínimo, o que representa 18,3 milhões
de pessoas. Os demais 33% - em torno de oito milhões de segurados
- recebem mais que um mínimo. As despesas totais projetadas
para este ano estão na casa de R$ 200 bilhões.
|
Folha de S.Paulo, 15 de julho
de 2009
Dinheiro do pré-sal vai ser
usado em infraestrutura
Além de financiar projetos sociais,
recursos formarão um fundo similar ao soberano | Lula diz
que governo não quer ser só o dono do óleo existente "lá embaixo
[no mar]", mas também "lá em cima [na terra,
após extração]"
JULIANA ROCHA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ministro da Fazenda, Guido
Mantega, disse ontem que o fundo que receberá parte da receita
de exploração do petróleo na camada pré-sal
também vai servir para arcar com investimentos em infraestrutura.
Na noite de segunda, ao anunciar o modelo de exploração, o ministro
de Minas e Energia, Edison Lobão, havia dito que o fundo iria financiar
apenas a área social, como saúde e educação.
Ontem, Mantega deu até nome ao mecanismo de poupança do governo
com a receita do petróleo. Chamou de Fundo de Desenvolvimento Social.
O ministro da Fazenda informou que o modelo ainda terá que passar pela
aprovação do presidente Lula e que deve ser parecido com um fundo
soberano.
" Uma parte [do fundo] vai para a área social, a outra será capitalizada
para servir como fonte de investimentos em infraestrutura", afirmou Mantega
durante a apresentação de um relatório da OCDE (Organização
para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) sobre a economia
brasileira.
Os comentários do ministro foram uma resposta à proposta da OCDE
de o Brasil direcionar a receita do pré-sal para engordar o fundo soberano
que o país já criou. O relatório da OCDE diz que o fundo
soberano brasileiro tem a vantagem de poder cobrir déficits fiscais,
como política anticíclica.
O secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, alertou de que o Brasil
não caia no erro de diversos países exploradores de petróleo,
de deixar que o produto seja a base da arrecadação nacional. "O
país tem que evitar petrolizar as receitas", afirmou.
O representante da OCDE disse, ainda, que o país deve escolher com calma
as áreas que irão receber os recursos do fundo. Ele avalia que
nos países em desenvolvimento, com muitas necessidades, "há a
tentação de cobrir [todas as áreas]".
Em Maceió, o presidente Lula afirmou que, no futuro regime de concessão,
o governo não quer ser apenas o dono do óleo existente "lá embaixo
[no mar]", mas também "lá em cima [na terra, após
a extração]". "Somos os donos do petróleo, temos
uma empresa com alto conhecimento tecnológico, que é a Petrobras.
Então, nós temos a faca e o queijo e, como estamos com fome,
vamos comer."
Nova
estatal
Na segunda-feira, o governo confirmou que a exploração do pré-sal
será feita por uma estatal criada exclusivamente para esse fim. O anúncio
foi feito depois da reunião ministerial que expôs o modelo fechado
pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao presidente Lula.
Ficou definido também que o óleo explorado será dividido
entre a nova estatal e empresas que vencerem as licitações para
desenvolver os campos, em um sistema de partilha.
Mesmo com a criação de uma nova empresa controlada pelo governo,
a Petrobras terá papel central na exploração do pré-sal.
A parceria entre as duas estatais ainda não está definida.
|
Gazeta do Povo, 15 de julho
de 2009
Tributos
Fiesp e Fazenda trocam farpas
A disputa bilionária entre governo e exportadores em torno da vigência
de um incentivo fiscal, o crédito-prêmio do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI), movimentou a Esplanada dos Ministérios ontem.
O diretor de Relações
Internacionais e de Comércio Exterior da Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto
Giannetti da Fonseca, disse que partiu do Ministério da Fazenda
a proposta de um acordo com os exportadores para encerrar a disputa.
A afirmação provocou irritação na Fazenda,
que desmentiu a versão em duas notas. O crédito foi criado
na década de 60 e, segundo o governo, foi extinto em 1983. Desde
então, exportadores deixaram de recolher o tributo e, agora, temem
ter de pagar uma conta de até R$ 300 bilhões. Eles querem
que o benefício tenha, através de uma emenda parlamentar,
validade até 2002. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou
que tenha concordado com o fim do débito.
|
Congresso em Foco, 15 de
julho de 2009
Lula: “Vou ajudar a eleger
a minha sucessora”
Rodolfo Torres
De forma cautelosa, o presidente
Lula afirmou nesta terça-feira (14) que vai trabalhar para eleger
a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, presidente da República
em 2010.
“Está chegando o
ano eleitoral e eu não posso falar de eleição. Mas
eu só vou dizer uma coisa para vocês. Podem escrever: eu
vou fazer, eu vou ajudar a eleger a minha sucessora neste país.
Ou sucessor”, afirmou o petista durante inauguração
de uma adutora em Maceió.
O petista também aconselhou
o público a conhecer melhor os candidatos a cargos eletivos.
“O povo não pode
ficar em casa apenas não querendo conhecer quem é candidato.
Não quer conhecer quem é candidato, vereador, prefeito,
deputado, governador, presidente. Chega na época das eleições,
a gente vota no primeiro que dá um papelzinho para a gente. No
dia seguinte, a gente não lembra em quem votou, e depois a gente
já começa a xingar o político.”
Na ocasião, Lula aproveitou
para elogiar a atuação dos senadores alagoanos Fernando
Collor (PTB) e Renan Calheiros (PMDB) em prol dos interesses do governo
naquela Casa. “Eu quero aqui fazer justiça ao comportamento
do senador Collor e do senador Renan, que têm dado uma sustentação
muito grande aos trabalhos do governo no Senado.”
O petista ainda ressaltou que
sua administração mudou a relação governo
sociedade “para que o povo mais pobre se sentisse governante deste
país”.
“Aquele Palácio
do Planalto, que antes só recebia grandes banqueiros, grandes
empresários, príncipes, reis e governantes, hoje recebe
catador de papel, hoje recebe os portadores de deficiência.”
|
O ESTADO DO PARANÁ,
15 de julho de 2009 | Política
Crise política atingiu imagem
do Senado, diz pesquisa
Agência Estado
A primeira avaliação feita pelo DataSenado na atual gestão
de José Sarney (PMDB-AP) na presidência da Casa mostra que os
escândalos comprometeram a imagem da instituição em todos
segmentos da população. Para 50% das pessoas entrevistadas, a
corrupção é o "maior problema" do Senado. A
falta de transparência é a segunda questão para 21% dos
que foram ouvidos - 16% criticaram o excesso de gastos. A demora nas votações
de matérias legislativas foi apontada como problema por apenas 12%.
E só 1% das pessoas ouvidas não quiseram se manifestar.
O Senado, que tem orçamento
de R$ 2,7 bilhões, enfrenta desde o início do ano uma série
de denúncias por causa de desmandos administrativos envolvendo
funcionários e senadores, como o excesso de diretorias na Casa
e a contratação de parentes e agregados da família
de Sarney em cargos comissionados. A Casa tem 10 mil funcionários
que trabalham para atender 81 senadores - 3.500 servidores terceirizados,
2.800 comissionados e 3.300 funcionários efetivos.
A pesquisa mostra que a maioria
das pessoas consultadas (89%) afirma, com base nas medidas anunciadas,
que a "faxina" da Casa dependerá da reforma administrativa,
do corte de 10% dos gastos do Senado (88%), da redução
do número de diretores (84%) e da limitação no uso
de passagens pelos senadores (86%).
O trabalho de Sarney também
foi avaliado. Para 17% dos ouvidos, a atuação do parlamentar é "péssima";
9% a consideram "ruim". O desempenho do presidente da Casa
foi considerado "ótimo" para 6%, "bom" para
27% e regular para 39%. Foram entrevistadas por telefone 1.277 pessoas
em junho, em 81 municípios, incluídas as 27 capitais
e o Distrito Federal. As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo.
|
O Outro Lado da Notícia,
15 de julho de 2009
Relator expõe alternativa
ao fim do fator previdenciário em audiência pública
Governo concorda com a mudança, mas avisou que não aceita simplesmente
o fim do fator e que se o projeto original do Senado for aprovado pela Câmara
dos Deputados será vetado
O fator previdenciário
vem sendo tema das palestras do deputado federal Pepe Vargas (PT/RS).
Na noite do último dia
10 de julho ele palestrou na Associação Comercial e Industrial
de Nova Petrópolis (Acinp) para cerca de 100 pessoas.
Vargas é responsável
por preparar um substitutivo ao projeto do do senador Paulo Paim (PT/RS),
já aprovado pelo Senado, e que extingue o fator previdenciário.
A audiência pública,
promovida pela vereadora Simone Michaelsen, contou com as presenças
do vereador Pasqual Grims, do presidente do Sindicato dos Trabalhadores
Rurais de Nova Petrópolis, Ari Boelter e do presidente da Cooperativa
Piá, Vitor Grims.
Vargas destacou que o fator previdenciário
foi criado em 1999, no Governo do então presidente Fernando Henrique
Cardoso (PSDB), com o objetivo de fazer os trabalhadores adiarem a aposentadoria.
Ele explicou que o fator incide
sobre as aposentadorias por tempos de contribuição.
"Para se ter uma idéia
de como o fator pesa sobre o cálculo da aposentadoria, basta ver
a incidência sobre o benefício de um homem de 51 anos de
idade e 35 anos de contribuição. Ele chega a perder 37%
do benefício a que teria direito", exemplificou.
Hoje o Governo Lula reconhece
que ele achata muito o valor do benefício e, como exige muitos
anos de trabalho, não está funcionado como um incentivo à postergação
do direito.
Por isso, o Governo concorda
com a mudança, mas avisou que não aceita simplesmente o
fim do fator e que se o projeto original do Senado for aprovado pela
Câmara dos Deputados será vetado.
"O Governo aceita discutir
uma alternativa que dê ganhos aos trabalhadores", salienta
Pepe.
O deputado informou que tem como
estratégia negociar uma alternativa que se aproxime ao máximo
da proposta do senador Paulo Paim (PT/RS).
O parlamentar propõe que
o fator previdenciário deixe de pesar toda vez que, no caso homem,
o tempo de contribuição somado à idade resultar
no número 95.
Para a mulher, o fator deixará de
pesar quando a soma da idade com o tempo de contribuição
chegar a 85.
No exemplo citado pelo deputado,
com a fórmula 95/85, bastaria o segurado trabalhar até os
55 anos, quatro anos a menos do que com o fator, para chegar a 100% do
seu salário.
Além da aplicação
da fórmula 95/85 o deputado ressaltou que pretende, em sua proposta,
manter uma média de cálculo longa dos 70 melhores salários
de contribuição e propor o congelamento da expectativa
de sobrevida quando o segurado atingir 35 anos de contribuição,
se homem e 30, se mulher.
Ele também sugere a definição
em lei de uma forma de apresentação dos resultados do Regime
Geral da Previdência, dando transparência às suas
fontes de financiamentos e de despesas.
Pepe lembrou que é relator
da proposta na Comissão de Finanças e Tributação,
e a matéria necessita adequação orçamentária,
por isso precisa provar que o orçamento comporta a sua aplicação.
E hoje, segundo o parlamentar,
a Previdência Social não é deficitária, mas
ao longo prazo vai haver uma necessidade de revisão do sistema,
devido ao envelhecimento acelerado da população brasileira.
"Em 2029 vamos ter menos
gente contribuindo, pois hoje a média de filho por mulher é de
1,85%".
Pepe disse que diferente do que
na década de 90, quando instituído o fator previdenciário,
hoje é possível construir uma proposta com ganhos efetivos
para classe trabalhadora, pois existe no Brasil um governo que está disposto
a discutir uma alternativa.
|
Gazeta do Povo, 15 de julho
de 2009
Campanha salarial
Greve na Repar entra na segunda semana
As negociações entre as empresas que prestam serviços
nas obras de ampliação da Refinaria Getulio Vargas (Repar) e
na Fosfértil, em Araucária, e os quase 9 mil operários
que entraram em greve na semana passada continuam sem avançar. Ontem,
quando a paralisação completou uma semana, ocorreu uma reunião
entre os seis sindicatos que representam os trabalhadores, organizados com
ajuda da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e os representantes
das 31 empresas que foram contratadas pela Petrobras para conduzir as obras.
Entre as reivindicações
dos grevistas estão salários iguais para trabalhadores
na mesma função, piso de R$ 897, aumento real (sem contar
a inflação) de 20% e abono para todos os funcionários.
Eles também pedem que as empresas adotem uma única convenção
coletiva por categoria. As obras na Repar foram iniciadas em 2007 e a
meta da empresa é aumentar em 10% a capacidade de refino.
|
Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
15/07/2009
CLT exige que parte apresente embargos no
primeiro momento
Depois que a Lei 9.957/2000 alterou
o artigo 897-A da CLT e admitiu a correção de erro no exame
dos pressupostos extrínsecos (ou genéricos) de recurso
por meio de embargos de declaração, esta é a via
para se fazer a correção. Portanto, se a parte não
o fizer no momento oportuno, não poderá pedir que a instância
superior corrija erro cometido pela instância anterior relativo à não-observância
dos aspectos formais do processo (como regularidade de representação,
tempestividade, pagamento de custas e depósito recursal, entre
outros). A tese é nova no Tribunal Superior do Trabalho, segundo
o ministro Ives Gandra Martins Filho, mas deve ser adotada em respeito
aos princípios da preclusão e da celeridade processual.
“Pelo princípio
da preclusão, no primeiro momento em que a parte tiver de falar
nos autos, deve levantar a matéria que cabe, naquele momento,
ser questionada. Sei que é uma tese nova, mas, do contrário,
estaríamos dando à parte a faculdade de escolher quando
impugnar”, explicou o ministro Ives Gandra Filho. A tese foi adotada
pela Sétima Turma do TST em julgamento de recurso do Sindicato
dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Governador Valadares
(MG) contra a Empresa Valadarense de Transportes Coletivos Ltda.. Ives
Gandra Filho destacou que o entendimento prestigia a celeridade do processo,
evitando idas e vindas dos autos entre as instâncias. “A
permissão de que a correção seja feita por meio
dos embargos declaratórios evita que o recurso suba à outra
instância e retorne para que seja novamente julgado, afastado o
pressuposto que teria sido equivocadamente exigido ou não observado”,
explicou o relator.
No caso julgado pela Sétima
Turma do TST, foi observado que o sindicato, apesar de ter apresentado
embargos de declaração relativos à decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), não
questionou a regularidade de representação processual (procuração)
da empresa naquele momento. Só veio a fazê-lo no recurso
de revista ao TST, quando argumentou que o recurso deveria ter sido declarado
inexistente uma vez que a advogada que o assinou não deteria poderes
para fazê-lo. Segundo a defesa do sindicato, o mandato que outorgou
poderes à advogada foi subscrito por um suposto representante
legal da empresa, cuja assinatura, ilegível, não foi acompanhada
do necessário nome de quem tem poderes para tanto.
“Não há como
acolher a preliminar, na medida em que, diante do artigo 897-A da CLT,
acrescentado pela Lei nº 9.957/00, os embargos de declaração
constituem a via adequada e necessária para a correção
de manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos
do recurso, revelando-se obrigatória a sua oposição
nessa hipótese”, afirmou o ministro Ives Gandra Filho
em seu voto. O artigo 897-A da CLT dispõe que “caberão
embargos de declaração da sentença ou acórdão,
no prazo de cinco dias, devendo seu julgamento ocorrer na primeira
audiência ou sessão subsequente a sua apresentação,
registrada na certidão, admitido efeito modificativo da decisão
nos casos de omissão e contradição do julgado
e manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos
do recurso. ( RR 515/2007-099-03-00.0)
|