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O ESTADO DO PARANÁ,
18 de junho de 2009 | Economia
Operários da construção
civil da Grande Curitiba ameaçam greve
Leonardo Coleto
Aproximadamente 35 mil trabalhadores da construção civil de Curitiba
e região metropolitana entrarão em greve na próxima terça-feira.
O motivo é a rejeição de uma proposta, apresentada em
reuniões entre o empresariado e os trabalhadores, que previa o fechamento
de uma Convenção Coletiva de Trabalho.
O documento oferecia 7% de reajuste
salarial, que representa a inflação acumulada de 1.º de
junho de 2008 a 31 de maio de 2009 (5,44%), mais 1,56% de aumento real,
e o mesmo índice para a recomposição do vale-compras,
atualmente em R$ 105.
No entanto, na visão dos
trabalhadores, a proposta é baixa. A categoria reivindica a reposição
da inflação, mais 14% a título de ganho real - referente
ao crescimento industrial da construção civil do Paraná no
período de 2001 a 2008 - e que não foi repassado aos vencimentos
da categoria.
Eles querem ainda, a correção
de 20% do vale-alimentação, bem como sua integração
no salário. De acordo com o Sindicato da categoria, a greve não
tem data prevista para terminar.
Repar/Forfértil
Após 12 dias em greve,
anda continua o imbróglio entre os dez mil operários e
a administração das 31 empresas que prestam serviços
de construção civil para a Refinaria Getúlio Vargas,
em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.
Depois de várias reuniões,
os dois lados não conseguem chegar a um acordo no que diz respeito às
propostas apresentadas pelas empresas, que já haviam sido negadas
pela classe, e que prevê 6% de reajuste salarial, cesta-básica
no valor de R$ 60, abono de um salário para quem está para
se aposentar, 30% de adicional de periculosidade e 80% de um salário
a título de participação nos lucros e resultados.
A contraproposta dos trabalhadores
prevê piso salarial de R$ 897,60; correção salarial
pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais
20% de aumento real nos vencimentos, cesta-básica, crédito
alimentação, horas-extras com adicional de 100% e 200%,
adicional de periculosidade de 30%, ajuda de custo de R$ 450, fim do
contrato por obra certa, entre outros. Os trabalhadores afirmam que
só irão se reunir com representantes das empresas quando
houver uma proposta compatível com o solicitado.
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BEM PARANÁ, 18 de
julho de 2009 | Trabalho & Negócios
Greve
Trabalhadores da construção
civil da Grande Curitiba entram em greve
Paralisação por tempo indeterminado
tem início na terça-feira
Redação Bem Paraná
Em assembleia realizada na quinta-feira (16), os trabalhadores das indústrias
da construção civil de Curitiba e Região Metropolitana
decidiram por deflagrar greve por tempo indeterminado a partir da próxima
terça (21).
A categoria reivindica a reposição
da inflação mais 14% de ganho real, referente ao crescimento
industrial da construção civil do Paraná no período
de 2001 a 2008 e que não foi repassado aos vencimentos da categoria,
e a correção de 20% do vale-alimentação,
bem como sua integração no salário.
Na pauta dos trabalhadores também
consta o fornecimento de todas as refeições no local de
trabalho, com vistas a acabar com a marmita, e da cesta-básica.
Na sexta reunião de negociações
entre os sindicatos de patrões e de trabalhadores, que aconteceu
na última quarta-feira (15), o empresariado apresentou a seguinte
proposta para o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho
2009/2010: 7% de reajuste salarial, que representa a inflação
acumulada de 1 de junho de 2008 a 31 de maio de 2009 [5.44%] mais 1.56%
de aumento real, e o mesmo índice para a recomposição
do vale-compras, atualmente em R$ 105,00.
A proposta foi rejeitada pelos
trabalhadores na assembleia, por isso a categoria optou pela greve.
A categoria dos trabalhadores
nas indústrias da construção civil de Curitiba e
Região Metropolitana é composta por aproximadamente 35
mil operários.
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AGÊNCIA DIAP, 18 de
julho de 2009
Congresso aprova orçamento,
com mínimo de R$ 507, a partir de janeiro
Na semana que antecede o recesso parlamentar, o Congresso conseguiu concluir
a votação e aprovação do Orçamento para
2010. A novidade, do ponto de vista dos trabalhadores, foi aprovação
do novo valor do salário mínimo de R$ 507, que vai vigorar a
partir de janeiro.
Com isso, os cerca de 18,3 milhões
de aposentados que recebem atualmente o piso do INSS, de R$ 465, deverão
ganhar um reajuste de 8,9% em janeiro de 2010 e passar a receber R$ 507
de benefício.
Recebem salário mínimo
no País cerca de 44 de brasileiros, entre ativos, aposentados
e pensionistas.
Na Câmara, o destaque foi
aprovação de nova lei eleitoral. Uma das principais novidades é a
liberação do uso da internet nas campanhas, seja para a
propaganda de candidatos e partidos ou para a arrecadação
de recursos, inclusive por meio de cartão de crédito.
Ainda no âmbito da Câmara,
a comissão especial que analisa a repercussão da crise
mundial sobre a indústria brasileira aprovou parecer do relator,
deputado Pedro Eugênio (PT/PE), que faz 23 sugestões para
a retomada do crescimento no setor. Entre outras medidas, o texto sugere
estímulos às micro e pequenas empresas, à produção
industrial local, à oferta de crédito e ao comércio
exterior.
No Senado, depois de muitos enfrentamentos,
a Casa instalou a CPI da Petrobras. Porém, seu funcionamento começará de
fato após o recesso, que começa na segunda-feira (27) e
termina no dia 31.
A Casa aprovou ainda o PLS 507/03,
que reconhece os funcionários de escolas como profissionais da
educação, mediante habilitação específica.
O texto vai à sanção presidencial.
Mundo
do Trabalho
Central Única dos Trabalhadores (CUT) pediu ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva a retirada, do Congresso Nacional, do projeto que cria as fundações
estatais, e que poderiam servir para modernizar a gestão de dois mil
dos cinco mil hospitais vinculados ao SUS.
A CUT é contra a proposta,
sob a alegação de que o modelo é neoliberal, privilegia
a lógica comercial e busca o lucro. Segundo o presidente da CUT,
Artur Henrique, a fundação estatal é "totalmente
repelida" pelo movimento sindical e pelos setores da saúde.
Indústria
de SP
O ritmo de cortes de emprego na indústria paulista desacelerou em junho
pelo segundo mês consecutivo, conforme divulgou, nesta quinta-feira (16),
a Federação das Indústrias do estado de São Paulo
(Fiesp), e a perspectiva é de que essa melhora continue no restante
do ano. O emprego na indústria paulista recuou 0,42% em junho sobre
maio, o que equivale ao fechamento de 8 mil vagas, segundo dado com ajuste
sazonal.
O resultado do Produto Interno
Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2009 confirmará que a recessão
ficou para trás, com um crescimento que pode superar 2% em relação
ao trimestre anterior, feito o ajuste sazonal, segundo as previsões
mais otimistas.
Desemprego
na AL
Estudo publicado pela Comissão Econômica para a América
Latina e o Caribe (Cepal) prevê que Produto Interno Bruto (PIB) da América
Latina e do Caribe cairá 1,9% neste ano e elevará o desemprego
na região a 9%.
Juros
Os juros das operações de crédito para pessoa física
e jurídica apresentaram a quinta queda consecutiva em junho, segundo
pesquisa da Associação Nacional de Executivos de Finanças,
Administração e Contabilidade (Anefac) e alguns serviços
registraram os menores patamares da série histórica da pesquisa,
iniciada em 1995, como o cheque especial.
Benefício social
A Caixa Econômica Federal registrou o maior número de benefícios
do Abono Salarial já liberados na história do programa, no calendário
2008/2009. O número de trabalhadores atendidos que receberam o valor
de um salário mínimo (R$ 465) é de 12,7 milhões,
totalizando R$ 5,2 bilhões.
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AGÊNCIA DIAP, 18 de
julho de 2009
Veja o que muda com novo mínimo
de R$ 507, aprovado pelo Congresso
O reajuste do salário mínimo, que deverá passar dos atuais
R$ 465 para R$ 507 a partir de janeiro de 2010, também aumentará o
valor das contribuições previdenciárias e de benefícios
pagos aos trabalhadores.
O aumento do mínimo, de
8,9%, foi aprovado anteontem no Congresso e aguarda a sanção
do presidente Lula.
O aumento de R$ 41,50 vai reajustar
o valor do seguro-desemprego - cuja parcela mínima passará de
R$ 465 para R$ 507 - o abono salarial do PIS, que é sempre de
um salário mínimo, o piso do INSS e as contribuições
dos autônomos, das empregadas domésticas e dos patrões.
A partir de janeiro, quando o
novo salário entrar em vigor, as empregadas, que hoje pagam R$
37,50 - ou 8% do mínimo - passarão a recolher R$ 40,56.
A parte do patrão, que
contribui com 12% do salário (R$ 55,80), será de R$ 60,84.
Se recolher as duas partes, pagará R$ 101,40.
Autônomos
Os autônomos, que recolhem 20% sobre o mínimo, também passarão
dos atuais R$ 93 para R$ 101,40.
No caso de quem aderiu ao plano
de contribuição simplificada (para donas de casa e estudantes,
por exemplo), o recolhimento ao INSS, que hoje é de R$ 51,15 (11%
sobre o mínimo), passará para R$ 55,77 no ano que vem.
Para o MEI (nova forma de contribuição
para autônomos), a contribuição será de até R$
61,77, se não houver aumento de impostos.
Hoje, o máximo é de
até R$ 57,15. A inscrição no MEI começa no
dia 24 por meio do www.portaldoempreendedor.gov.br.
O reajuste do mínimo ainda
afeta o teto permitido para se ajuizar uma ação. No Juizado
Especial Federal, por exemplo, pode entrar com ação, sem
advogado, quem tem valor a receber de até 60 salários mínimos.
De R$ 27.900, o limite passará a ser de R$ 30.420.
No Juizado Especial Cível,
o valor das ações também é calculado com
base no mínimo. A partir do ano que vem, quem quiser entrar com
ação que envolva até R$ 10.140 (ou 20 salários
mínimos), sem advogado, estará liberado. Hoje, o teto é de
R$ 9.300.
Os cerca de 18,3 milhões
de aposentados que ganham atualmente o piso do INSS, de R$ 465, deverão
receber o benefício com o valor maior a partir de fevereiro.
Mas, conforme um acordo fechado
com os bancos, quem tem cartão de pagamento de final de 1 a 5
e ganha o mínimo recebe o benefício nos últimos
cinco dias úteis do mês anterior - no caso, em janeiro de
2010.
Esses 18,3 milhões
de segurados representam 69,3% do total de benefícios pagos
pela Previdência. (Fonte: Agora)
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AGÊNCIA DIAP, 18 de
julho de 2009
Dados do MTE mostram que patronato
usa rotatividade para arrochar salários
O salário médio dos novos contratados ficou praticamente estável:
cresceu 0,57% no 1º semestre na comparação com o mesmo período
do ano anterior, passado de R$ 741,57 para R$ 745,90. O rendimento médio
dos demitidos ficou em R$ 850
As estatísticas do Ministério
do Trabalho sobre o comportamento do mercado de trabalho divulgadas nesta
quinta-feira (16) confirmam a denúncia dos sindicalistas sobre
o uso e abuso da rotatividade no mercado de trabalho (traduzidas em demissões
sem justa causa) para depreciar o valor real dos salários.
Os dados mostram que o salário médio dos trabalhadores demitidos
no primeiro semestre de 2009 é significativamente maior que o dos novos
contratados no mesmo período.
O salário médio
dos novos contratados ficou praticamente estável: cresceu 0,57%
no primeiro semestre na comparação com o mesmo período
do ano anterior, passado de R$ 741,57 para R$ 745,90. O rendimento médio
dos demitidos ficou em R$ 850.
De acordo com o ministro Carlos
Lupi (Trabalho), os dados mostram que um dos motivos da alta rotatividade
do mercado de trabalho no país 'pode ser' a redução
dos custos com a folha de pagamento, apesar das multas pagas pelas empresas
na hora da demissão.
"Quando você contrata
alguém no lugar do demitido, você contrata por um salário
menor. O admitido sempre recebe menos que o desligado", afirmou
Lupi.
Novos
empregos
O governo também divulgou hoje os dados sobre o mercado de trabalho
formal em junho.
A economia brasileira registrou
a criação de 119.495 vagas com carteira assinada no mês
passado, o quinto mês seguido de resultados positivos.
Pela primeira vez no ano, no
entanto, o resultado ficou abaixo do registrado no mês imediatamente
anterior. Em maio, foram gerados 131.557 empregos formais.
O resultado do primeiro semestre
ficou prejudicado na comparação com 2008 devido à crise
econômica. Entre janeiro e junho, foram abertas 299.506 novas vagas.
No mesmo período do ano
passado, foram criadas 1,3 milhão de vagas.
Os resultados de junho, apesar
de positivos, também são os piores para esses períodos
desde 2003, início da série disponibilizada pelo ministério.
Não foram divulgados os
dados referentes ao período anterior ao governo Lula, que também
fazem parte da série histórica do Caged (Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados).
Questionado sobre os números,
o ministro disse que preferia fazer a comparação com outros
países.
"Se eu comparar com
o mundo, é o melhor semestre do G20", disse Lupi, em referência
ao grupo que reúne os países desenvolvidos e os principais
emergentes. (Fonte: Portal CTB, com
agências)
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O ESTADO DO PARANÁ,
18 de julho de 2009 | Economia
Lupi enviará ao Codefat proposta
para financiar taxistas
Agência Estado
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse hoje que vai encaminhar ao Conselho
Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) proposta para destinação
de R$ 200 milhões para financiamento de carros novos a taxistas. De
acordo com a proposta, que será avaliada na próxima reunião
do conselho, marcada para 28 de julho, a linha de financiamento prevê taxa
de juros mensal de até 0,82%.
"A ideia desta linha é aquecer
a cadeia do setor automotivo, que passa por setores como siderurgia,
mineração e autopeças", disse o ministro. A
linha terá uso exclusivo para veículos novos e financiará até 90%
do valor do veículo, com limite de R$ 60 mil.
O Ministério do
Trabalho também encaminhará ao Codefat proposta de seguro-defesa
para os pescadores da Bacia do Uruguai. Os trabalhadores daquela região
foram impedidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Renováveis (Ibama) de realizar pescas por tempo ainda indeterminado.
De acordo com Lupi, serão atendidos 7.500 pescadores, que receberão
um salário mínimo por tempo ainda a ser definido, para
compensar a suspensão dos trabalhos.
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AGÊNCIA DIAP, 18 de julho
de 2009
Contratuh: pizzaiolos protestam após
comparação com senadores por Lula
Em comunicado divulgado nesta
quinta-feira (16), a Confederação Nacional dos Trabalhadores
em Turismo e Hospitalidade (Contratuh) disse que o nome da profissão "ocupou
papel de destaque de forma pejorativa e depreciativa, ofendendo diretamente
uma profissão digna e que merece respeito de toda a sociedade".
O comunicado assinado por Moacyr
Roberto Tesch Auersvald e Francisco Calasans Lacerda, respectivamente
presidente e vice da confederação, diz que "o profissional
suporta as altas temperaturas do forno à lenha, numa luta incansável
contra o tempo" para "produzir o alimento que sacia a fome
de ricos e pobres, sendo intolerável a desvalorização
do ofício secular, nascido em Nápoles".
Na quinta à noite, o Sinthoresp,
sindicato paulista que abrange a categoria, fez a entrega do comunicado
a pizzaiolos em uma pizzaria da Vila Mariana.
Já a reação
dos senadores qualificados de "pizzaiolos" veio na forma de
voto de censura.
Apresentado por Cristovam Buarque
(PDT/DF), a ação é meramente simbólica e
teve 11 assinaturas - cinco de senadores de base aliada.
O requerimento será apreciado
pela Comissão de Constituição e Justiça,
mas precisa ser aprovado no plenário para ser encaminhado ao presidente.
Um voto similar contra o venezuelano
Hugo Chávez está parado há um ano e meio.
Cristovam disse que pizzaiolos "são
aqueles que estão mais próximos do presidente" e que
as declarações de Lula "são irresponsáveis
e caracterizam um desserviço à nação".
O senador José Agripino
(DEM/RN) disse que "o destempero verbal de Lula ao chamar os senadores
da oposição de "bons pizzaiolos" deveria se referir
a ele mesmo".
A defesa do presidente coube
ao vice-líder do Governo, Gim Argello (PTB/DF): "Se alguém
se sentiu ofendido, peço desculpas por antecipação.
O negócio é que o presidente fala a linguagem popular",
afirmou.
Na terça-feira (14), os
senadores vetaram uma indicação do Governo.
Na quinta não houve
retaliação porque os projetos interessavam aos congressistas:
foram aprovados cinco autorizações de empréstimos
externos (AM, CE, MG, SP e DF). (Fonte: Folha de S.Paulo)
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FORÇA SINDICAL, 18
de julho de 2009
São Paulo (SP): Trabalhador
da Construção Civil de SP faz greve, nesta segunda-feira,
por um dia em repúdio a acidentes fatais
Escrito por Assessoria de Imprensa do Sintracon-SP
O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São
Paulo anuncia greve geral da categoria por 24 horas a partir da zero hora do
próximo dia 20, em protesto contra o alto índice de acidentes
fatais observados no setor: nove, neste ano.
A concentração
dos manifestantes será às 10 horas, em frente à sede
do Sindicato, localizada na Rua Conde de Sarzedas, 286.
"Sairemos em passeata pelas
ruas do centro da cidade com caixões, tochas, faixas e cartazes,
buscando conscientizar a sociedade quanto ao fato de que a Construção
Civil é a atividade que mais mata em São Paulo e no Brasil.
Não é admissível que uma categoria tão importante
para o cenário político, social e econômico do nosso
País, a ponto de responder por 16% do PIB brasileiro, seja tão
maltratada", afirma o presidente do Sindicato, Antonio de Sousa
Ramalho.
A manifestação
terminará na Rua Martins Fontes, onde um ofício sobre
o problema será entregue ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi,
e ao superintendente Regional do Trabalho (SP), José Roberto
de Melo.
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GAZETA DO POVO, 18 de julho
de 2009 | Economia
Paralisação
Greve na Repar pode terminar na segunda-feira
A greve dos funcionários
terceirizados que trabalham nas obras de reforma e ampliação
da Refinaria Getúlio Vargas (Repar) e da Fosfértil, em
Araucária, poderá acabar na segunda-feira. A informação é do
presidente do Sindimont, um dos sindicatos envolvidos na mobiização,
Antônio Lemos do Prado. Segundo ele, houve avanços nas negociações
com o sindicato patronal, o Sindemon, durante a audiência de conciliação
realizada ontem no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região
(TRT9). “Estamos dispostos a negociar e, dependendo do que for
acordado, poderemos encerrar a paralisação na segunda”,
afirmou Prado.
Inicialmente as empreiteiras
propuseram reajuste salarial de 6%, cesta básica de R$ 60, entre
outros benefícios para que a greve não começasse.
Ontem foi oferecido aumento de 7%, criação de piso salarial
de R$ 700 e cesta básica de R$ 70.
Emanoel Theodoro Salloum
Silva, advogado de quatro dos 31 consórcios da Repar afirmou
que a proposta pode ser melhorada. Silva disse que, para isso acontecer,
os trabalhadores têm de desistir do pedido de 20% de reajuste
salarial, que, segundo ele, é ilusório. “A situação
econômica do país não comporta um reajuste nesses
níveis. Reajuste de 20% não ocorreu em nenhum local do
país”, salientou o advogado dos quatro consórcios.
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BEM PARANÁ, 18 de
julho de 2009 | Justiça
TRT-PR
Desembargador deficiente visual se
emociona ao encontrar Lula
Ricardo Marques da Fonseca é o único
integrante do MP brasileiro portador de deficiência visual
Agência Estado
Procurador do Paraná se torna o primeiro juiz cego do Brasil O procurador
Ricardo Marques da Fonseca, nomeado hoje (17) desembargador do Tribunal Regional
do Trabalho da 9ª Região, em Curitiba, disse que realizou dois
sonhos: o de ser juiz e o de conhecer o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, com o qual esteve hoje, no Palácio da Alvorada. Fonseca é cego.
"Foi muito emocionante para
mim e para a minha família também. Foi uma conversa muito
agradável". Fonseca afirmou que o presidente é muito
simpático. Ele é o único integrante do MP brasileiro
portador de deficiência visual e, agora, é também
o primeiro juiz nessa condição. Há 18 anos atuando
no Ministério Público, seu nome foi o escolhido de uma
lista tríplice apresentada pelo Tribunal.
No encontro com Lula, que durou
cerca de uma hora, o presidente disse, segundo relato do próprio
Fonseca, que estava muito "orgulhoso" de ter aberto um precedente
no Brasil de nomear um juiz cego. Essa nomeação teria se
dado, segundo o juiz, pelo seu currículo. Ele relatou que o presidente
disse que espera que ele corresponda a essa expectativa. "E eu falei
para ele que vou fazer o possível", disse.
Segundo o juiz, a dificuldade
maior não é a falta de visão, mas o desconhecimento
que as pessoas têm da deficiência. "Acham que a pessoa
com deficiência não é capaz", disse.
Vítima de uma paralisia
cerebral quando nasceu, o que provocou a perda parcial da visão,
Fonseca ficou totalmente cego aos 23 anos, quando cursava o terceiro
ano da faculdade de Direito. Conseguiu se formar com apoio dos colegas
e depois enfrentou preconceitos e dificuldades para conseguir o primeiro
emprego. Chegou a ser reprovado, há 20 anos, no concurso para
juiz do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, justamente
por ser cego. Em seguida, passou no concurso para procurador do Trabalho.
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