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FOLHA DE LONDRINA, 21 de julho
de 2009 | Economia
Construção civil inicia
greve em Curitiba
Curitiba - Os trabalhadores das
indústrias da construção civil de Curitiba e Região
Metropolitana entram em greve hoje por tempo indeterminado. Ontem, a
categoria realizou uma assembleia no final da tarde na Praça 19
de Dezembro, na Capital, para organizar a paralisação que
pode reunir cerca de 35 mil pessoas. As principais reivindicações
são a reposição da inflação (5,44%)
mais 14% de aumento real e a correção de 20% do vale-alimentação.
O presidente do Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil
de Curitiba e Região Metropolitana (Sintracon), Domingos Oliveira
Davide, disse que a greve pode atrasar o cronograma das obras.
‘‘Estamos surpresos
com isso (a greve). Fizemos seis rodadas de negociação’’,
disse o vice-presidente na área de política e relações
do trabalho do Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Paraná (Sinduscon-PR), Euclésio Finatti. Ele lembrou
que nos últimos cinco anos, a categoria já acumula ganho
real de 16,6%. Segundo ele, a última proposta do sindicato patronal
foi 10% de reajuste.
Finatti prevê que o movimento
se concentre nos grandes canteiros de obras da Capital. Hoje, 95% das
empresas do setor são de pequeno e médio porte e têm
até 100 funcionários. Hoje de manhã acontece uma
nova rodada de negociação entre patrões e trabalhadores
na Superintendência Regional do Trabalho, em Curitiba.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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GAZETA DO POVO, 21 de julho
de 2009 | Economia
Paralisação
Em greve, empregados da construção
civil se reúnem no Centro de Curitiba
Representantes da categoria e das empresas
estão reunidos desde as 10 horas na DRT. Desde cedo, os operários
estão deixando os canteiros de obras e se dirigindo para a Praça
19 de Dezembro
21/07/2009 | 11:39 | Gladson Angeli e Fernanda
Leitóles
Os trabalhadores da construção
civil de Curitiba e da região metropolitana (RMC) entraram em
greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (21). Desde cedo,
os operários estão deixando os canteiros de obras e se
dirigindo para a Praça 19 de Dezembro, na região central
de Curitiba, onde deve ocorrer uma assembléia às 12 horas.
Representantes da categoria e das empresas estão reunidos desde
as 10 horas na Delegacia Regional do Trabalho do Paraná (DRT-PR).
De acordo com Sintracon, sindicato
que representa os trabalhadores, cerca de 70% dos 35 mil colaboradores – empregados
em aproximadamente cinco mil obras – cruzaram os braços.
Já o Sindicato da Indústria da Construção
Civil no Paraná (Sinduscon-PR) informa que ainda não tem
um panorama da greve, mas acredita que a paralisação seja
bem menor que a divulgada pelos representantes dos trabalhadores.
Cinco categorias são filiadas
ao Sintracon: serventes, meio-profissionais, profissionais, contramestres
e mestres de obras. Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 20%,
aumento de 20% no valor do vale-mercado, cesta básica de R$ 70,
café da manhã para os trabalhadores, hora-extra no valor
de 100% e diminuição do prazo do contrato de experiência
de 90 para 30 dias.
De acordo com o Secretário
de Finanças do Sintracon, David Pereira de Vasconcelos, o sindicato
tentava negociar desde abril, mas as propostas das empresas ficaram muito
abaixo do que era pedido pelos trabalhadores. “Não houve
acordo, não podemos aceitar o que nos foi oferecido”, disse
Vasconcelos. As empresas ofereceram reajuste de 7,5%.
Em contrapartida, o Sinduscon-PR
afirmou que obras serão paralisadas em Curitiba e na RMC, e com
isso há possibilidade de haver atraso na finalização
de obras e quebra de contratos. A consequência poderia ser demissões
de trabalhadores da construção civil.
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O ESTADO DO PARANÁ,
21 de julho de 2009 | Economia
Trabalhadores da construção
civil iniciam greve
Paula Melech
Mais uma rodada de negociações na manhã desta terça-feira
(21) terminou sem acordo entre os trabalhadores da construção
civil e o sindicato patronal. Uma nova reunião está marcada para
as 16h de sexta-feira, na Superintendência Regional do Trabalho. Os trabalhadores
estão desde a manhã de hoje (21) concentrados na Praça
XIX de Dezembro.
Aproximadamente 35 mil trabalhadores
do setor de Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba (RMC)
cruzam os braços a partir de hoje. A paralisação é por
tempo indeterminado.
As empresas ofereceram reajuste
de salário de 7,5%, o que não agrada a categoria. As reivindicações
dos trabalhadores são: correção da inflação
de 5,44% em relação ao período de maio de 2008 a
maio deste ano, reposição salarial de 14%, reajuste de
8% no vale-transporte, cesta básica e contrato de experiência
de 30 dias ao invés de 90, como acontece hoje.
Por enquanto, o Sintracon
não definiu o que será feito amanhã. "Hoje
estamos convocando os trabalhadores a se mobilizar em favor da greve.
Vamos nos reunir ainda hoje para definir as ações de
amanhã", explica o secretário de finanças
do sindicato, David Pereira de Vasconcelos.
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Gazeta do Povo, 21 de julho
de 2009
Construção
Operários ameaçam fazer
greve
Os trabalhadores da construção
civil de Curitiba e região metropolitana podem entrar em greve
hoje por tempo indeterminado, de acordo com o Sintracon, sindicato
que representa a categoria. O movimento pode ser iniciado se não
houver acordo com o sindicato patronal, o Sinduscon-PR, sobre o reajuste
salarial e outras reivindicações. As negociações
continuam hoje em uma reunião na Delegacia Regional do Trabalho
do Paraná (DRT-PR). A expectativa do Sintracon é de que
grande parte dos 35 mil operários filiados ao órgão
paralisem as atividades. Os trabalhadores pedem reajuste de 20%, aumento
de 20% no valor do vale-mercado, cesta básica de R$ 70, café da
manhã, hora-extra de 100% e diminuição do prazo
do contrato de experiência de 90 para 30 dias. O Sinduscon ofereceu
reajuste de 7,5%.
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O ESTADO DO PARANÁ,
21 de julho de 2009 | Economia
País pode abrir 700 mil vagas
formais no semestre
Agência Estado
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse hoje que mantém a expectativa
de geração de "700 mil novas vagas formais ou mais" no
País no segundo semestre, mais que o dobro das 300 mil geradas no primeiro
semestre, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
De acordo com Lupi, serão criadas ao final do ano 1 milhão de
vagas formais.
O ministro criticou o que chamou
de "pessimistas" que consideraram insatisfatórios os
resultados do mercado de trabalho no primeiro semestre. "Infelizmente
algumas pessoas no Brasil tem mania de grandeza, somos o único
pais do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) que está apresentando
resultado positivo na geração de vagas", disse, acrescentando
que "é claro que estamos aquém de 2008, mas apesar
da crise geramos 300 mil vagas".
Segundo Lupi, a esperada
aceleração no aumento do emprego formal no segundo semestre
vai refletir a reação da indústria e o início
da recuperação do mercado internacional. "Vamos
juntar a força do mercado interno com a melhoria do mercado
externo", disse o ministro, que participa de evento na sede da
Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
(Firjan).
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Folha de s.Paulo, 21 de julho
de 2009
Emprego
Brasil vai gerar 1 milhão de vagas,
diz Lupi
Rio de Janeiro - O ministro do
Trabalho, Carlos Lupi, mantém a expectativa de geração
de “700 mil novas vagas formais ou mais” no país no
segundo semestre, mais que o dobro das 300 mil geradas no primeiro semestre,
segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
De acordo com Lupi, serão criadas, no ano, 1 milhão de
vagas.
Em evento ontem na sede da Federação
das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o ministro
criticou o que chamou de “pessimistas” que consideraram insatisfatórios
os resultados do mercado de trabalho no primeiro semestre. “Infelizmente
algumas pessoas no Brasil têm mania de grandeza, somos o único
pais do G-20 [grupo das 20 maiores economias do mundo] que está apresentando
resultado positivo na geração de vagas”, disse. “É claro
que estamos aquém de 2008, mas apesar da crise geramos 300 mil
vagas.”
Segundo Lupi, a esperada aceleração
no aumento do emprego formal no segundo semestre vai refletir a reação
da indústria e o início da recuperação do
mercado internacional. “Vamos juntar a força do mercado
interno com a melhoria do mercado externo.”
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Agência Brasil, 21 de
julho de 2009
Para Pochmann, trabalhadores vêm
reduzindo o otimismo
A expectativa do setor produtivo
brasileiro com a economia brasileira chegou a 9,82 pontos em junho, segundo
constatou o Sensor Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
divulgado nesta segunda-feira, na capital paulista.
De acordo com a pesquisa o indicador ainda está na zona de apreensão,
mas é o melhor dos seis resultados da série que começou
neste ano. Para os técnicos do Ipea, a expectativa pode atingir a zona
de confiança nos próximos 12 meses. A escala de expectativas
da pesquisa começa com otimismo, que é representado por 100 pontos,
passa pela confiança (60), apreensão (20), adverso (-20) e termina
no pessimismo (-60).
Quando se separa a pesquisa em
componentes distintos, o resultado é 50,19 pontos, mostrando a
confiança das 115 entidades representativas do setor produtivo.
As respostas revelam que há apreensão com as contas públicas,
que obtiveram 10,22 pontos entre os entrevistados; seguidas por desempenho
das empresas, com -5,49 pontos e aspecto social, com -15,63 pontos.
Quadro de dúvidas
Segundo o presidente do Ipea,
Marcio Pochmann, as expectativas positivas registradas na pesquisa estão
ligadas ao que vem ocorrendo na economia brasileira no segundo trimestre
de 2009, no qual se observam melhoras consideráveis do ponto de
vista da ampliação do comércio, dos serviços
e da indústria, que apesar de ainda sofrer por conta da crise
econômica, vem se recuperando gradativamente.
“Estamos em uma realidade
muito diferente para diferentes setores e regiões brasileiras,
mas de certa maneira há uma convergência na crença
de que o país deverá ter um resultado melhor, especialmente
no segundo semestre deste ano com relação ao que foi o
final do ano passado e, especialmente, o início deste ano”,
disse.
Pochmann explicou que o indicador
de junho na zona de apreensão reflete um quadro de dúvida
sobre o que ocorrerá de fato no país. “Estamos medindo
as expectativas futuras e isso é muito importante porque é com
base nessas expectativas que o setor privado toma decisões. Ao
mesmo tempo, para o governo é importante porque permite calibrar
as ações do ponto de vista de política econômica
e das políticas sociais”, afirmou.
Recuperação
Segundo Pochmann, a recuperação
econômica apresentada nos dados aparentemente não vem acompanhada
de melhoras sociais amplas suficientes para evitar que 2010 seja um ano
de menos desemprego, pobreza e desigualdade. “Os dados indicariam
uma recuperação econômica sustentada na recuperação
das margens de lucro das empresas, na ampliação da produtividade
contratando menos trabalhadores e ao mesmo tempo reduzindo o grau de
endividamento do setor produtivo”, disse.
O economista afirmou que as informações
da pesquisa mostram a necessidade de o governo pensar em medidas mais
amplas para reformar a recuperação econômica observada
neste momento. A pesquisa mostrou que os trabalhadores são os
que têm a visão mais pessimista com -8,3 pontos. “Os
trabalhadores, que tinham uma visão mais otimista no começo
do ano, vêm reduzindo esse otimismo, embora sejam justamente os
empresários os mais pessimistas na média geral das expectativas”,
afirmou.
De acordo com o Sensor Ipea,
a região Nordeste é a mais otimista com 20,98 pontos, seguida
pelo Centro-Oeste, com 17,05 pontos, Sudeste, com 9,95 pontos, Norte,
com 8,99 pontos e Sul, a mais pessimista, com -6,70 pontos.
A informação é da
Agência Brasil
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Gazeta do Povo, 21 de julho
de 2009
Infraestrutura
Obras do PAC desaceleram nos últimos
seis meses no Paraná
Dos 20 maiores projetos no estado, apenas
dois tiveram avanço significativo de janeiro para cá
Ao completar dois anos e meio,
o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
passa por uma crise de identidade no Paraná. Ao contrário
do que o próprio nome diz, a principal ação de desenvolvimento
do governo federal desacelerou nos últimos seis meses. Dos 20
maiores projetos do PAC no estado, apenas dois tiveram avanço
significativo de janeiro para cá. Outros seis permanecem paralisados
ou empacaram. O restante está sendo executado, mas há muitos
obstáculos que podem inviabilizar o cronograma das obras.
Essas 20 ações – de
infraestrutura logística, energética e social – somam
investimentos de R$ 20,8 bilhões no período 2007-2010.
Os maiores valores estão sendo aplicados em saneamento básico,
habitação e na ampliação da Refinaria Presidente
Getúlio Vargas (Repar) – obra que foi anunciada antes de
o PAC ser lançado, em janeiro de 2007. Esses três eixos
são justamente os que estão mais avançados, mas
isso não quer dizer que não enfrentam problemas.
Há 15 dias, cerca de 9
mil colaboradores de terceirizadas da Petrobras, que trabalham na ampliação
da Repar, iniciaram greve por melhores salários. O maior projeto
habitacional do PAC no Paraná, o Guarituba, em Piraquara – na
Grande Curitiba –, teve seu status rebaixado de “adequado” para “preocupante” no último
balanço feito pelo Planalto. E, na área de saneamento,
uma das medidas empacadas é a licitação para contratar
a empresa responsável pela gestão do lixo em Curitiba e
região metropolitana.
Problema maior é partilhado
por outros três projetos que até agora existem apenas em
pranchetas e em estudos de viabilidade. Nesse caso estão a dragagem
de aprofundamento do acesso ao Porto de Paranaguá, o poliduto
entre Cuiabá e Paranaguá e um novo ramal ferroviário
no centro do estado. Em janeiro foi feita uma audiência pública
para a dragagem e a expectativa era de que o edital para contratação
da empresa fosse lançado em março – o que não
ocorreu. Ainda não há consenso sobre o poliduto nem em
relação ao ramal ferroviário, que ligaria Guarapuava
a Lapa ou Ipiranga.
Avanços
A ampliação das
pistas, dos pátios e do terminal de cargas do Aeroporto Afonso
Pena é outra ação que vem sendo planejada há anos
e que teima em não sair do papel. Mas a Infraero conseguiu contratar
as empresas responsáveis pelos projetos arquitetônicos e
executivos das duas obras. A Engemix, responsável pela atualização
e complementação dos projetos executivos de engenharia
da pista e dos pátios, tem até 2 de fevereiro para finalizar
o trabalho. A Geplan, responsável pelos projetos do Terminal Logístico
de Carga, tem prazo até setembro para entrega.
Outra grande obra esperada há tempos
por brasileiros e paraguaios deve começar a sair do papel. O Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) concluiu a licitação
para escolha da empresa que fará o projeto básico e executivo
da segunda ponte internacional sobre o Rio Paraná, em Foz do Iguaçu.
A Vetec Engenharia tem aproximadamente um ano para concluir o trabalho,
e a construção deve se iniciar em seguida.
“Suíça”
O governo federal não
vem concordando com as avaliações que mostram que o PAC
está empacado. Um levantamento feito pela ONG Contas Abertas,
no fim de maio, indicava que apenas 3% de um total de 10.914 obras previstas
foram concluídas. Segundo a ONG, 74% sequer tinham saído
do papel. Em seguida o Planalto reagiu. A ministra da Casa Civil, Dilma
Rousseff, divulgou balanço que indicava um índice de conclusão
de 15%. A Contas Abertas contra-atacou: afirmou que esse porcentual foi
obtido porque o governo federal desconsiderou a maior parte dos projetos – monitorou
apenas 2.446 das 10.914 ações.
Dilma voltou a defender a principal
vitrine do governo federal para 2010 – quando ela própria
deve disputar a Presidência pelo PT. Segundo a ministra, os críticos
não levam em conta que o Brasil é um país em desenvolvimento. “Se
considerarmos o Brasil como a Suíça, (o PAC) está lento.
Como não somos a Suíça, acho que conseguimos acelerar
várias obras. Nós estamos trocando o pneu com o carro andando.
Acho que, para os nossos padrões, nós superamos o desafio”,
declarou, há duas semanas.
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Gazeta do Povo, 21 de julho
de 2009
Indústria
Pesquisa mostra aumento na confiança
dos empresários
Levantamento da CNI indica que executivos estão
tão otimistas quanto em julho de 2008, antes da pior fase da crise
Brasília - O Índice
de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), medido pela
Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou
recuperação em julho e apresentou o primeiro resultado
positivo em 2009. Segundo a pesquisa, o empresário está mais
confiante em relação ao desempenho da economia e do próprio
negócio, sobretudo sobre os próximos seis meses. “O
crescimento do ICEI em julho corrobora a reversão das expectativas
negativas e anuncia a recuperação da atividade industrial”,
afirma a CNI. “Com a confiança maior, os empresários
deverão retomar investimentos e aumentar a produção.”
O ICEI, que é medido trimestralmente,
subiu de 49,4 pontos em abril para 58,2 pontos em julho, voltando ao
mesmo patamar de julho de 2008 (58,1 pontos), período anterior
ao pânico que seguiu a falência do banco Lehman Brothers,
em setembro do ano passado. O economista da CNI Renato da Fonseca ressalta,
no entanto, que o índice ainda não voltou aos níveis
de antes da crise internacional. Durante todo o ano de 2007 e até a
pesquisa de abril de 2008, o ICEI estava acima de 60 pontos. Fonseca
considera que o índice de julho do ano passado já refletia
a piora de cenário com a crise.
“A reversão do ICEI
começou em julho de 2008. Voltou a ter uma recuperação
em abril deste ano e, agora, claramente há uma nova reversão”,
avaliou. Pela metodologia da pesquisa, valores abaixo de 50 pontos indicam
pessimismo e valores acima desse patamar mostram confiança.
Fonseca atribui o otimismo da
indústria ao cenário de redução de juros,
recuperação do crédito e renovação
das medidas de redução de tributos para alguns setores. “Os
empresários acham que parou de piorar e que vai melhorar, mas
não quer dizer que o nível de atividade industrial vai
se recuperar a patamares de antes da crise”, analisa.
A pesquisa, realizada com 1.513
empresas, entre os dias 30 de junho e 17 deste mês, mostra que
a confiança cresceu entre empresários dos três portes
de empresas (pequenas, médias e grandes). Dos 27 setores industriais
pesquisados, 25 registraram aumento da confiança. Na pesquisa
anterior, um terço dos setores indicava otimismo.
Segundo a CNI, a maior confiança
foi registrada entre os empresários do setor de outros equipamentos
de transporte, equipamentos hospitalares e de precisão e de limpeza
e perfumaria. Os que registraram os menores indicadores de confiança
foram os de couro (único que registrou queda ante abril), madeira
e papel, e celulose.
O índice é formado
pela avaliação das condições atuais e das
expectativas da economia e do próprio negócio nos próximos
seis meses. Em relação às condições
atuais, o indicador ainda permanece negativo, porém mesmo pessimista
que na pesquisa de abril. Saiu de 33,2 pontos para 47,2 pontos. Quando
questionados sobre as expectativas para os próximos seis meses,
os empresários se mostraram mais confiantes. Esse indicador ficou
em 63,6 pontos em julho, enquanto que em abril ficou 57,6 pontos.
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Agência Câmara,
21 de julho de 2009
Projeto permite suspensão
de benefício para deficiente trabalhar
Rodolfo Stuckert
A Câmara analisa o Projeto de Lei 5052/09, do deputado Arnaldo Faria
de Sá (PTB-SP), que concede às pessoas com deficiência
a possibilidade de optar pela suspensão temporária dos benefícios
previdenciários quando obtiverem um emprego com carteira assinada. Pela
proposta, se ficar desempregado, o portador de deficiência voltará automaticamente
a receber os benefícios nas mesmas condições de antes.
Segundo Arnaldo Faria de Sá,
o objetivo da medida, além de promover a inclusão social
das pessoas com deficiência, é ajudar as empresas a preencherem
as vagas destinadas a esse grupo social, de acordo coma a Lei 8.213/91.
Pela lei, empresas com 100 empregados ou mais devem destinar entre 2%
e 5% de seus postos a profissionais a portadores de deficiência.
De acordo com o autor da proposta,
os estabelecimentos encontram dificuldades, no entanto, para cumprir
a legislação porque grande parte desses candidatos são
aposentados ou recebem algum tipo de benefício governamental. "Caso
aceitem trabalho formal, eles são obrigados a desistir da aposentadoria
e, caso percam o emprego, não podem voltar a receber o benefício
previdenciário".
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter
conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho, de
Administração e Serviço Público; de Seguridade
Social e Família; de Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
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PL-5052/2009
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Conjur, 21 de julho de 2009
Agência de menor porte pode
ter salários menores, decide 7ª turma do TST
Norma interna da Caixa Econômica Federal pode prever menores salários
para trabalhadores de agências com menor porte de negócios.
Com esse entendimento, a 7ª Turma
do Tribunal Superior do Trabalho não aceitou recurso de empregado
da instituição financeira, em João Pessoa (PB),
que pedia diferenças salariais com base no princípio de
isonomia salarial.
Desde a primeira instância,
o trabalhador insistiu em receber a remuneração maior dos
colegas de outras localidades do país que fazem o mesmo trabalho.
Só que a diferença
salarial não decorreu de redução de salário,
mas de classificação de porte de agências, informou
o relator, ministro Ives Gandra Martins Filho.
A queixa do empregado começou
quando a CEF instituiu norma interna e classificou as agências
de acordo com o volume de negócios, custos e competitividade do
mercado local.
Em 2007, o empregado recorreu à Justiça.
Alegou que foi prejudicado porque trabalhava em uma agência menor,
em Pombal (PB), e somente por isso ganhava menos.
O juiz verificou que não
havia nada a reparar, pois os critérios diferenciados de remuneração
instituídos pela Caixa eram legítimos e justificavam que
o salário menor decorria de quantidade também menor de
trabalho.
Da mesma forma, o Tribunal Regional
da 13ª Região julgou o recurso do empregado e informou que
a empresa tem quadro de carreira organizado, com promoções
obedecendo a critérios preestabelecidos, sendo "inviável
a concessão de diferença salarial fundamentada no princípio
da isonomia salarial".
Ao debater o assunto na sessão
de julgamento da 7ª Turma no TST, o relator disse que o tamanho
da agência bancária "justifica efetivamente uma diferenciação
salarial".
O ministro Pedro Paulo Manos
acrescentou que se tratava de "benefício salarial para aquele
que vai trabalhar em uma localidade em que o serviço é maior
ou mais custoso".
O ministro Ives Gandra concluiu
que o critério geográfico estabelecido pela CEF, que definiu
os valores salariais dos seus empregados, "não configura
discriminação atentatória à isonomia, porque
sedimentado em justificativa racional, sem ranhuras ao texto constitucional",
além de que ficou comprovado que não acarretou prejuízo
ao trabalhador, uma vez que não houve redução salarial.
RR-775-2007-004-13-00.4
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
21/07/2009
Carvoarias: MPT tem legitimidade para atuar
contra terceirização ilícita
Após declarar a legitimidade
do Ministério Público do Trabalho (MPT) para atuar na defesa
de direitos coletivos que estariam sendo negados aos trabalhadores por
meio de terceirização ilícita (precarização
por meio de fraude) em duas carvoarias de Minas Gerais, a Oitava Turma
do Tribunal Superior do Trabalho, em voto relatado pela ministra Maria
Cristina Peduzzi, determinou o retorno dos autos ao Tribunal Regional
do Trabalho da 3ª Região (MG) para que prossiga no julgamento
da ação civil pública movida pelo MPT contra a Siderúrgica
Alterosa Ltda. e a Sorel Sociedade Reflorestadora Ltda..
A sentença da Vara do
Trabalho de Bom Despacho (MG) declarou ilícita a terceirização
na atividade-fim das empresas (carvoaria), que foram condenadas a se
abster de contratar serviços relativos à atividade de reflorestamento
com pessoas físicas ou jurídicas e a contratar os trabalhadores
diretamente. A ação civil pública foi acolhida,
também, na parte em que exigiu das empresas a adoção
de medidas corretivas e preventivas relativas à utilização
de livros, fichas ou sistemas eletrônicos, fornecimento de equipamentos
de proteção individual (EPI) e água potável.
A sentença aplicou multa de R$ 100 mil em favor do Fundo de Amparo
ao Trabalhador (FAT).
No julgamento de recurso das
empresas, o TRT/MG declarou a ilegitimidade do Ministério Público
para a defesa judicial dos direitos coletivos dos trabalhadores das carvoarias
e extinguiu o processo sem julgamento de mérito. Segundo o Regional,
o MPT seria parte ativa ilegítima para propor ação
civil pública com o fim de defender interesses individuais de
grupo de trabalhadores de empresa determinada, que possam ser exercidos
através de ação própria, para apreciação
de cada caso concreto. No recurso ao TST, subscrito pelo procurador do
Trabalho Geraldo Emediato,o MPT insistiu na sua legitimidade para atuar
no caso concreto e obteve êxito.
Segundo a ministra Maria Cristina
Peduzzi, o primeiro passo para equacionar a questão é identificar
a natureza dos direitos postulados. “No caso, a própria
essência dos pedidos acolhidos pela sentença – declaração
da ilicitude da terceirização entabulada pelas empresas,
condenando-as a observar, cumprir e fazer cumprir obrigações
de não fazer: abster-se de terceirizar na atividade-fim – carvoaria – e
efetuar contrato cujo objeto se constitua em atividade-fim da tomadora
aponta para a natureza coletiva, em sentido lato, da tutela pretendida”,
explicou a relatora.
A ministra acrescentou que, na
linha do entendimento do Supremo Tribunal Federal, os direitos difusos,
coletivos em sentido estrito e individuais homogêneos são
espécies de direitos coletivos. Além disso, encontra-se
pacificada a jurisprudência quanto à possibilidade de defesa
de direitos coletivos dos trabalhadores pelo MPT. “No caso dos
autos, a postulação possui natureza eminentemente coletiva.
Vislumbra-se, inclusive, a presença de direitos individuais homogêneos,
pois assentados em fundamentos de fato e de direito que remetem a uma
origem comum”, explicou a relatora. “Com efeito, os titulares
dos direitos lesados (empregados) estão vinculados ao suposto
causador do dano (empregador) por liame que lhes é comum (a relação
de emprego precarizada por meio da terceirização ilícita)”,
concluiu. Os autos serão devolvidos ao TRT/MG para que prossiga
no julgamento, afastada a ilegitimidade do MPT. ( RR 1.397/2002-050-03-00.7)
(Virginia Pardal)
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