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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de julho de 2009 | Economia
Trabalhadores da construção
civil em greve
Leonardo Coleto
Desde ontem, aproximadamente 24 mil trabalhadores da construção
civil de Curitiba e região metropolitana estão em greve. A razão é a
discordância gerada, após oito rodadas de negociações
envolvendo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil
(Sintracon) - que representa os trabalhadores - e o Sindicato da Indústria
da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR),
responsável pelo lado patronal. Os trabalhadores rejeitaram a proposta
de reajuste salarial de 7%. Eles querem 20% de aumento.
De acordo com o presidente do
Sintracon, Domingos Oliveira Davide, os trabalhadores recebem benefícios
anualmente, mas daqui para frente eles querem mais. “O setor da
construção civil lucrou muito nos últimos anos e
nada disso foi repassado aos trabalhadores”, cobra.
A categoria reivindica a reposição
da inflação referente ao crescimento industrial da construção
civil do Paraná no período de 2001 a 2008. “Queremos
ainda uma correção salarial de 20% e a integração
do vale-alimentação no salário”, afirma Davide.
Além disso, os trabalhadores
cobram o fornecimento de todas as refeições no local de
trabalho. “Essa é uma luta diária nossa. Queremos
que o café da manhã e o almoço parem de ser servidos
em marmitas”, completa.
O vice-presidente da área
de políticas e relações do trabalho do Sinduscon-PR,
Euclésio Manoel Finatti, por seu lado, afirma que o que os trabalhadores
pedem é inviável.
“Não vamos fechar
esse acordo de forma alguma, o que eles pedem é um contrasenso.
A economia do mundo inteiro está tentando reagir, esse não é o
momento para greves. Além disso, temos dado aumentos acima da
inflação que foram repassados aos operários em anos
anteriores, isso já eleva muita a categoria se comparada com outras”,
explica.
Repar/Fosfértil
Ao contrário do que acontece
com os trabalhadores da construção civil, os cerca de dez
mil trabalhadores de manutenção da Refinaria Getúlio
Vargas, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba
(RMC), que estão paralisados desde o início do mês,
tiveram melhorias em suas reivindicações.
“Depois de muita conversa
recebemos a proposta de 8,5% de reajuste salarial, cesta básica
no valor de R$ 110 e piso salarial mínimo de R$ 720. No entanto
isso não é motivo para terminarmos a greve”, ressalta
o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT/PR),
Roni Anderson Barbosa.
Ainda foi oferecido aos trabalhadores
uma folga a cada 90 dias para aqueles cujas famílias moram longe,
participação nos lucros e resultados das empresas, contrato
de experiência de 30 e 60 dias e cesta básica natalina no
valor de R$ 60.
“Esse foi um pequeno sinal
de negociação entre os trabalhadores e os empresários,
mas ainda estamos insatisfeitos. As propostas podem ser melhoradas”,
ressalta.
Para que a greve termine
o presidente diz que é preciso uma revisão no que foi
ofertado à categoria. “Queremos um reajuste entre 10 a
15%, melhorias na ajuda de custo e aumento no piso salarial para R$
770”, explica. Uma nova reunião entre empresários
e representantes dos operários acontece hoje, no Tribunal Regional
do Trabalho (TRT), em Curitiba.
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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de julho de 2009 | Cidades
Greve continua com mais adesões
e piquetes em obras
Paula Melech
Nos segundo dia de greve dos
trabalhadores da construção civil, a mobilização
ganha força e intensifica ações em Curitiba e região
metropolitana. Os grevistas continuam percorrendo os bairros que concentram
a maior parte das obras na capital (Portão, Cabral e Mossunguê)
para conseguir mais adesões ao movimento.
Nesta quinta-feira (23), os trabalhadores
irão se reunir a partir das 6h, na Praça 19 de Dezembro,
como acontece desde o primeiro dia da greve. Nesta quarta-feira (22),
foram feitos piquetes em oito obras.
Segundo o presidente do Sindicato
dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintracon), Domingos
de Oliveira Davide, a mobilização vêm ganhando força. "A
greve começa a se estender e criar corpo. Em São José dos
Pinhas, 150 pessoas aderiram à paralisação hoje",
diz.
Na próxima sexta-feira
(24), haverá uma reunião entre Sintracon e Sindicato da
Indústria da Construção Civil (Sinduscon) para uma
nova rodada de negociações. O encontro será na Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR).
O presidente do Sintracon diz
esperar uma proposta que possibilite o término da greve "Estou
otimista. Espero que haja uma boa proposta para fechar um acordo",
salienta Davide.
O sindicato patronal ofereceu
reajuste salarial de 7% e informaram que as empresas não têm
condições de pagar um aumento com dois dígitos.
O presidente do sindicato dos trabalhadores disse que para a paralisação
ser encerrada, deve haver uma proposta de no mínimo 10% de reajuste.
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GAZETA DO POVO, 22 de julho
de 2009 | Economia
Construção Civil
Grevistas intensificam mobilização
com piquetes em obras
Os operários realizaram
piquetes na entrada dos canteiros de obras logo no começo da manhã.
Depois, os grevistas se concentraram na Praça 19 de Dezembro,
região central de Curitiba
Os trabalhadores da construção
civil intensificaram a mobilização nos canteiros de obras
em Curitiba e região metropolitana nesta quarta-feira (22), segundo
dia da greve da categoria. Os operários realizaram piquetes na
entrada dos canteiros de obras logo no começo da manhã.
Depois, os grevistas se concentraram na Praça 19 de Dezembro,
região central de Curitiba.
De acordo com o presidente do
Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintracon),
Domingos de Oliveira Davide, foram realizados piquetes em oito obras. “Em
uma só obra em São José dos Pinhais, conseguimos
mobilizar 150 trabalhadores”, disse. Segundo Davide, a adesão
atinge 70% dos 35 mil integrantes da categoria.
Já para o vice-presidente
da área de políticas e relações do trabalho
do Sindicato da Indústria da Construção Civil no
Paraná (Sinduscon-PR), Euclésio Manoel Finatti, a adesão é bem
menor. “Este número que eles estão divulgando é irreal.
Esta greve não chega a atingir 3% do total de trabalhadores”,
afirma.
Negociação
Representantes dos dois sindicatos
vão se reunir, na próxima sexta-feira (24), na Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR), para tentar
um acordo. No encontro de terça-feira (21), não houve avanço
na negociação.
O sindicato patronal ofereceu
reajuste salarial de 7% e informaram que as empresas não têm
condições de pagar um aumento com dois dígitos.
O presidente do sindicato dos trabalhadores disse que para a paralisação
ser encerrada, deve haver uma proposta de no mínimo 10% de reajuste.
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BEM PARANÁ, 22 de julho
de 2009 | Economia
Braços cruzados
Greve da construção
civil paralisa obras em Curitiba
Nível de adesão gera divergências; negociações
recuam e trabalhadores votam por paralisação
21/07/09 às 21:38 | Ana Ehlert

Assembleia dos trabalhadores realizada na Praça 19 de Dezembro:
trânsito ficou tumultuado na região Central ontem à tarde
(foto: Jonas Oliveira )
A greve dos trabalhadores da
construção civil de Curitiba e Região Metropolitana,
iniciada ontem, gerou divergências com relação ao
nível de adesão, entre patrões e empregados, e tumulto
no trânsito das ruas centrais próximas a Praça 19
de Dezembro, onde os trabalhadores votaram pela manutenção
do movimento, por volta das 14 horas. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção Civil, de Olarias,
de Cerâmicas para Construção, de Artefatos de Cimento
Armado e de Mármores e Granitos de Curitiba e Região Metropolitana
(Sintracon), entre 85% a 90% dos trabalhadores pararam em Curitiba. Já de
acordo como Sindicato da Indústria da Construção
Civil (Sinduscon), contestou, afirmando que apenas alguns empreendimentos
pararam parcialmente.
“A adesão foi maior
nos canteiros de obras de Curitiba”, contabilizou ontem José Alexandre
dos Santos, secretário- geral Adjunto do Sintracon. Segundo ele,
ficaram parados os trabalhos nos canteiros de obras das empresas MRV,
Doria, Plaenge, Irmãos Thá, Vanguard e LM. Houve ainda
adesão em empreendimentos de São José dos Pinhais,
Colombo, e Campo Largo. Ao todo, o sindicato representa 35 mil trabalhadores,
dos quais entre 20 mil e 25 mil atuam em Curitiba, segundo calculo de
Santos.
O Sinduscon, que é o sindicato
patronal, contestou os números. “Nas poucas obras em que
houve a adesão a paralisação aconteceu porque foi
solicitado que não houvesse confronto entre os sindicalistas e
os trabalhadores”, contou Euclésio Finatti, vice-presidente
da área de política e relações de trabalho
do sindicato patronal.
O empresário Ramon Doria, presidente da Doria Construções,
por exemplo, afirmou que dos 14 empreendimentos que a empresa atua, apenas
em dois houve paralisação e ainda assim parcial. A empresa tem
680 funcionários. “Estranhamos a adesão dos funcionários,
até porque a empresa já antecipou 7% de aumentos aos funcionários
e, por isso, acredito que o movimento acabe logo”, declarou em entrevista
ao Jornal do Estado Doria.
Negociações — A
paralisação do setor prossegue por tempo indeterminado.
Ontem, houve mais uma rodada de negociações em uma reunião
ocorrida pela manhã na sede da Delegacia Regional do Trabalho
(DRT). Durante as negociações, os empresários recuaram
na proposta de reajuste apresentada. Na reunião anterior, o reajuste
oferecido teria ficado em 7,5%, segundo os trabalhadores. “Mas
ontem, eles voltaram atrás e ofereceram apenas 7%”, disse
Santos.
Finatti explicou o recuo
porque os trabalhadores também teriam recuado em outros pontos
já definidos nas reuniões de negociação
anteriores. Um dos pontos seria o fornecimento do café da manhã. “Já tínhamos
dito que não poderíamos dar isso agora e eles haviam
aceitado, mas ontem resolveram mudar a proposta”, disse.
Segundo ele, a aceitação do pedido geraria um impacto de 3% a
4% na folha de pagamento do setor. “Por isso, baixamos o reajuste que
havíamos anteriormente oferecido”, contou. Finatti, no entanto,
não quis revelar os porcentuais das negociações.
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FOLHA DE LONDRINA, 22 de julho
de 2009 | Economia
Operários de 5 mil obras cruzam
os braços
Curitiba - A greve dos trabalhadores
da construção civil de Curitiba e RMC teve a adesão
de 70% da categoria, segundo informações do Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil
de Curitiba e Região Metropolitana (Sintracon). O movimento que
teve início ontem e não tem data para acabar deixou de
braços cruzados operários de aproximadamente 5 mil obras
em execução. O Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Paraná (Sinduscon-PR) não tem um levantamento
de quantas pessoas participaram da paralisação, mas informou
que o número é bem menor do que o divulgado pelo sindicato
dos trabalhadores.
Ontem de manhã, patrões
e empregados tiveram uma reunião na Superintendência Regional
do Trabalho, mas não conseguiram chegar a um acordo. O Sintracon
tem cinco categorias filiadas: serventes, meio-profissionais, profissionais,
contramestres e mestres de obras.
As principais reivindicações
são a reposição da inflação (5,44%)
mais 14% de aumento real, a correção de 20% do vale-alimentação,
cesta básica de R$ 70, café da manhã para os trabalhadores,
hora-extra no valor de 100% e diminuição no prazo do contrato
de experiência de 90 para 30 dias.
O vice-presidente na área
de política e relações do trabalho do Sindicato
da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR),
Euclésio Finatti, disse que nos últimos cinco anos, a categoria
já acumula ganho real de 16,6%. Segundo ele, a última proposta
do sindicato patronal foi 7% de reajuste. ‘‘Não podemos
chegar nos patamares de reajuste que os trabalhadores querem. Vamos negociar
para chegar a um bom termo’’, disse. Na próxima sexta-feira
acontece uma nova reunião na Superintendência Regional do
Trabalho.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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JORNALE CURITIBA, 22 de julho
de 2009
Trabalhadores da construção
civil permanecerão em greve
Publicado por Jadson André

Sem contraproposta dos patrões, grevistas iniciam mobilizações
as seis da manhã desta quarta-feira
Depois de realizar manifestações em diversos pontos de Curitiba,
a greve dos trabalhadores da construção civil não viu
seu fim na tarde desta terça-feira (21). A última decisão
tomada na assembléia realizada na Praça Dezenove de Dezembro
(Praça do homem nu) é de que a paralisação deverá continuar
por falta de acordo entre o Sintracon-PR (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria
e da Construção Civil) e as empresas.
Desde as seis da manhã desta
terça-feira, milhares de grevistas fizeram passeatas nos bairros
Portão, Cabral e Mossumguê. A concentração
na praça Dezenove de Dezembro reuniu mais de dois mil trabalhadores.
Dentre as principais reivindicações da campanha salarial
de 2009 do Sintracon estão a reposição da inflação
e mais 14% a título de ganho real, referentes ao crescimento
industrial da construção civil do Paraná no período
de 2001 a 2008 e não repassado aos vencimentos da categoria,
além da correção de 20% do vale-alimentação
e sua integração no salário.

As empresas e industrias
ofereceram 5,44% de reajuste para reposição de inflação,
mais 1,56% de aumento real, e o mesmo índice para a recomposição
do vale-compras, atualmente em R$ 105. A proposta foi rejeitada pelos
trabalhadores na assembléia realizada na última quinta-feira.
Não sendo apresentada mais nenhuma modificação
na proposta por parte dos patrões, os trabalhadores votaram
pela manutenção das paralisações.

Os líderes sindicais
convocaram os dois mil grevistas presentes na praça para permanecerem
mobilizados nesta quarta-feira (22). Grande parte dos trabalhadores
que engrossaram o movimento de greve estão empregados em empreiteiras
responsáveis por obras públicas. O presidente do Sintracon,
Domingos Davide afirmou que “os trabalhadores da construção
civil vão aparecer em grande número nas paralisações
enquanto os patrões não apresentarem uma boa proposta”.
Reportagem Jadson André
Fotos Lineu Filho
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Gazeta do Povo, 22 de julho
de 2009
Trabalho
Operários da construção
entram em greve
Paralisação ocorre porque a
categoria pede aumento salarial de 20%, enquanto os empregadores
oferecem correção de 7%

Grevistas tentam convencer outros trabalhadores a cruzar os
braços: estimativa de adesão varia de 1% a 70% da
categoria
Os trabalhadores da construção
civil de Curitiba e região metropolitana entraram em greve ontem.
A categoria decidiu paralisar as atividades após seu sindicato,
o Sintracon, e o que representa a indústria da construção,
o Sinduscon, não chegarem a um acordo em uma reunião na
Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR),
em Curitiba.
As duas entidades também
apresentaram uma grande divergência sobre a adesão à greve.
O Sintracon garante que 70% dos seus 35 mil filiados cruzaram os braços,
e que pelo menos mil pessoas se reuniram ontem na Praça 19 de
Dezembro, em Curitiba. O Sinduscon, no entanto, calcula um porcentual
de adesão muito mais baixo, de apenas 1%, com somente 150 pessoas
reunidas na assembleia que decidiu pela greve.
De acordo com o presidente do
Sintracon, Domingos de Oliveira Davide, a categoria vai permanecer em
greve por tempo indeterminado. Ele explica que os trabalhadores pedem
reajuste salarial de 20%, aumento de 20% no valor do vale-mercado, cesta
básica de R$ 70, café da manhã para, hora-extra
no valor de 100% e diminuição do prazo do contrato de experiência
de 90 para 30 dias.
De acordo com Davide, o Sinduscon
havia oferecido 7,5% de reajuste. O valor havia sido considerado insuficiente
pelos trabalhadores, o que levou à deflagração da
greve. Na negociação de ontem, o índice teria sido
reduzido para 7%. “Este valor está muito abaixo do que a
categoria reivindica, assim vamos continuar mobilizados”, disse
Davide.
O presidente do sindicato dos
trabalhadores disse ainda que para a paralisação ser encerrada,
deve haver proposta de no mínimo 10% de reajuste.
Indústria
O sindicato patronal informou
que a proposta de 7% representa aumento real de 1,5%, mas admite que
pode haver melhora no índice de reajuste oferecido. De acordo
com o vice-presidente da área de políticas e relações
do trabalho do Sinduscon, Euclésio Manoel Finatti, as empresas
não têm condições de oferecer correção
com dois dígitos, como demandam os operários. “Sabemos
que nossos colaboradores precisam de aumento. Mas o que os eles pedem é impossível”,
disse Finatti.
Cinco categorias são
filiadas ao Sintracon: serventes, meio-profissionais, profissionais,
contramestres e mestres de obras. Os representantes dos dois sindicatos
vão continuar em negociações nos próximos
dias para chegar a um acordo. Mas, como ainda não se chegou
a um consenso, uma reunião de negociações já foi
marcada para sexta-feira, dia 24, na SRTE/PR.
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Agência Brasil, 22
de julho de 2009
Porchmann: trabalhadores vêm
reduzindo o otimismo, constata Sensor
A expectativa do setor produtivo brasileiro com a economia brasileira chegou
a 9,82 pontos em junho, segundo constatou o Sensor Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), divulgado nesta segunda-feira, na capital paulista.
De acordo com a pesquisa o indicador
ainda está na zona de apreensão, mas é o melhor
dos seis resultados da série que começou neste ano.
Para os técnicos do Ipea,
a expectativa pode atingir a zona de confiança nos próximos
12 meses.
A escala de expectativas da pesquisa
começa com otimismo, que é representado por 100 pontos,
passa pela confiança (60), apreensão (20), adverso (-20)
e termina no pessimismo (-60).
Quando se separa a pesquisa em
componentes distintos, o resultado é 50,19 pontos, mostrando a
confiança das 115 entidades representativas do setor produtivo.
As respostas revelam que há apreensão
com as contas públicas, que obtiveram 10,22 pontos entre os entrevistados;
seguidas por desempenho das empresas, com -5,49 pontos e aspecto social,
com -15,63 pontos.
Quadro
de dúvidas
Segundo o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, as expectativas positivas registradas
na pesquisa estão ligadas ao que vem ocorrendo na economia brasileira
no segundo trimestre de 2009, no qual se observam melhoras consideráveis
do ponto de vista da ampliação do comércio, dos serviços
e da indústria, que apesar de ainda sofrer por conta da crise econômica,
vem se recuperando gradativamente.
"Estamos em uma realidade
muito diferente para diferentes setores e regiões brasileiras,
mas de certa maneira há uma convergência na crença
de que o país deverá ter um resultado melhor, especialmente
no segundo semestre deste ano com relação ao que foi o
final do ano passado e, especialmente, o início deste ano",
disse.
Pochmann explicou que o indicador
de junho na zona de apreensão reflete um quadro de dúvida
sobre o que ocorrerá de fato no país.
"Estamos medindo as expectativas
futuras e isso é muito importante porque é com base nessas
expectativas que o setor privado toma decisões. Ao mesmo tempo,
para o Governo é importante porque permite calibrar as ações
do ponto de vista de política econômica e das políticas
sociais", afirmou.
Recuperação
Segundo Pochmann, a recuperação econômica apresentada nos
dados aparentemente não vem acompanhada de melhoras sociais amplas suficientes
para evitar que 2010 seja um ano de menos desemprego, pobreza e desigualdade.
"Os dados indicariam uma
recuperação econômica sustentada na recuperação
das margens de lucro das empresas, na ampliação da produtividade
contratando menos trabalhadores e ao mesmo tempo reduzindo o grau de
endividamento do setor produtivo", disse.
O economista afirmou que as informações
da pesquisa mostram a necessidade de o Governo pensar em medidas mais
amplas para reformar a recuperação econômica observada
neste momento.
A pesquisa mostrou que os trabalhadores
são os que têm a visão mais pessimista com -8,3 pontos.
"Os trabalhadores, que tinham
uma visão mais otimista no começo do ano, vêm reduzindo
esse otimismo, embora sejam justamente os empresários os mais
pessimistas na média geral das expectativas", afirmou.
De acordo com o Sensor Ipea,
a região Nordeste é a mais otimista com 20,98 pontos, seguida
pelo Centro-Oeste, com 17,05 pontos, Sudeste, com 9,95 pontos, Norte,
com 8,99 pontos e Sul, a mais pessimista, com -6,70 pontos.
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Portal Terra, 22 de julho de
2009
Contra “mania vira-lata”,
presidente Lula diz que País será 5ª economia
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva criticou nesta segunda-feira o que classificou de "a
mania de ser vira-lata" de alguns brasileiros e disse que o país
deverá ser a quinta economia do mundo em um prazo de dez anos.
Ao reunir o Conselho Diretor
do Banco do Brasil (BB), o presidente disse que as instituições
financeiras estatais precisam crescer e disse que o BB, particularmente,
deveria atingir mais fortemente economias como a América Latina
e a África.
"Trabalho com a ideia de
que daqui a dez anos seremos a quinta maior economia do mundo",
comentou o presidente na reunião.
"Sempre nos tratamos como
se fôssemos seres inferiores, (há) mania de ser vira-lata.
Tudo para nós era superior. Quem é que gosta de alguém
que não se respeita? As pessoas gostam de quem tem orgulho das
coisas", declarou.
"(O BB precisa) se transformar
em um banco do nosso continente, com alma brasileira e força latino-americana.
Por que só os bancos estrangeiros têm que ser grandes e
a gente não? A gente não tem só que financiar o
que a iniciativa privada não faz", avaliou o presidente,
lembrando que o banco é um "patrimônio" dos brasileiros.
"Há algum tempo o
BB precisa virar mais importante na geografia política do mundo",
disse.
"Na compra dos bancos públicos
estaduais, quando se falava em privatização, o pessoal
do banco local, que estava com medo de vender para alguém, quando
falava que o Banco do Brasil ia comprar, era como se (o banco a ser vendido)
fosse promovido", destacou Lula.
Ao cobrar maior presença
do Banco do Brasil no mercado internacional, o presidente citou o caso
específico da Petrobras, que no passado também não
se via como uma grande multinacional petrolífera.
"(Havia uma) Visão
pequena do Estado brasileiro. Foi um trabalho convencer que ela (Petrobras)
precisava virar uma multinacional de verdade", relembrou.
Diante do cenário de crise
financeira mundial, o presidente Lula voltou a criticar países
que, de acordo com ele, tinham suas economias baseadas em papéis,
mas não produziram sequer um lápis.
"Se as pessoas foram capazes
de ficar ricas sem produzir um lápis, uma caneta, um papel, essa
economia não pode dar certo", disse.
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O ESTADO DO PARANÁ,
22 de julho de 2009 | Economia
Previdência acumula déficit
de R$ 21,5 bilhões no 1º semestre
Agência Estado
A Previdência Social registrou em junho um déficit de R$ 3,381
bilhões, que significou um crescimento de 12,5% em relação
ao mesmo mês do ano passado. Em comparação a maio, houve
alta de 22,9% no déficit. Segundo os dados divulgados hoje pelo Ministério
da Previdência, esse déficit é resultado de uma arrecadação
que somou R$ 14,063 bilhões e despesas de R$ 17,445 bilhões.
A arrecadação de junho cresceu 3,6% ante junho de 2008, mas caiu
2,7% na comparação com maio. Já as despesas aumentaram
5,2% ante o mesmo mês do ano passado e subiram 1,4% em relação
a maio.
No acumulado do primeiro
semestre, a Previdência Social teve déficit de R$ 21,547
bilhões, o que representou alta de 10,7% ante igual intervalo
do ano passado. A arrecadação de janeiro a junho totalizou
R$ 82,88 bilhões (crescimento de 5,4% ante o mesmo período
de 2008) e as despesas somaram R$ 104,428 bilhões (alta de 6,5%).
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Gazeta do Povo, 22 de julho
de 2009
Crédito
Caixa se antecipa e reduz juros
Brasília - A Caixa Econômica
Federal decidiu se antecipar à decisão do Comitê de
Política Monetária (Copom) e anunciou ontem a redução
das taxas de juros de 13 linhas de crédito. Essa é a sétima
redução feita pela instituição em 2009 e
foi decidida pela expectativa de que o Banco Central (BC) deve reduzir
o juro básico da economia.
Entre as operações
destinadas às pessoas físicas, o juro máximo cobrado
no crédito pessoal caiu de 4,91% para 4,04% ao mês. No empréstimo
com desconto em folha, a taxa máxima caiu de 2,31% para 2,28%
mensais. Também foram reduzidas as taxas cobradas em alguns cartões
de crédito operados pela instituição.
No financiamento a empresas,
houve redução dos juros do cheque empresa, tanto para micro
e pequenas empresas (cuja taxa agora é a partir de 1,68% ao mês),
e para médias e grandes empresas. Segundo o vice-presidente de
Pessoa Jurídica da Caixa, Carlos Brito, o banco quer ampliar sua
participação neste mercado. “Realizaremos concessões
de empréstimos conscientes e facilitaremos também o crédito às
micro e pequenas empresas, ampliando suas atividades”, disse, em
nota.
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Folha de S.Paulo, 22 de julho
de 2009
Governo acerta redução
no ritmo da queda dos juros
Meirelles diz a Lula que agressividade agora
traz risco de alta da taxa em 2010 | Petista afirma que o BC tem
condições de promover nova queda na Selic hoje e que
autoridade monetária fará o "melhor para o Brasil"
SHEILA D'AMORIM
SIMONE IGLESIAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Na conversa que teve com o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada, o presidente do
Banco Central, Henrique Meirelles, preparou o caminho para redução
no ritmo de queda nos juros neste segundo semestre do ano e até para
uma possível parada técnica nos próximos meses.
Segundo a Folha apurou, apesar de Lula manifestar a vontade de que os juros
continuem caindo, Meirelles pondera que, quanto mais agressivo for o BC daqui
para a frente, maiores serão os riscos de ter que subir os juros no
ano que vem, em plena campanha eleitoral.
Com isso, o presidente do BC tenta minimizar a pressão sobre o Copom
-o comitê que define a taxa de juros de referência para o país,
a Selic-, qualquer que seja o desfecho da reunião de hoje para definir
a nova taxa.
Tudo porque o cenário ainda é incerto e há divergências
na equipe econômica e no próprio BC em relação ao
futuro. A expectativa dentro e fora do governo é que haja um corte de
0,5 ponto percentual na taxa Selic, para 8,75%.
Cobrança
Ontem, Lula afirmou que o Copom tem como reduzir os juros. "Do ponto de
vista da sustentabilidade da economia brasileira, está se permitindo
margem de manobra para fazer os cortes. Se vai ser 0,5%, se vai ser 1%, se
vai ser 0,75%, são as pessoas que estão com as tabelas que vão
decidir, e acho que certamente decidirão o que será melhor para
o Brasil", disse o presidente.
Lula não interfere diretamente nas resoluções do Copom
porque, apesar de não existir lei garantido autonomia do Banco Central
no país, ele a respeita.
" Se eu tivesse que pedir, eu não pediria. Eu determinava. Mas eu
não determinei porque temos uma cultura que está dando certo de
que, embora não tenha nenhuma lei garantindo autonomia ao Banco Central,
a relação entre nós permite que haja certa autonomia, e
colhemos bons resultados até agora", disse Lula.
Desde janeiro, início do ciclo atual de redução da Selic,
por causa da crise econômica global, a taxa foi de 13,75% para 9,25%.
Eleições
Segundo a Folha apurou, Henrique Meirelles quer evitar uma elevação
dos juros em 2010, tese que já está incorporada nas projeções
do mercado financeiro e é baseada nas apostas de que haverá uma
forte retomada da economia brasileira já a partir do início do
próximo ano.
Recentemente, ele até chamou a atenção dos investidores
por causa dos prêmios, considerados exagerados, embutidos nos contratos
de juros futuros. Para o presidente do BC, o ideal é que o país
saia da crise sem a necessidade de solavancos nos juros. Para isso, a expectativa
dos agentes econômicos é importante.
Neste ano, o impacto da crise econômica mundial exigiu uma flexibilização
maior na definição dos juros, mas o desmonte da estratégia
iniciada em janeiro deve ocorrer da forma mais suave possível, segundo
avalia Meirelles.
Dentro do BC defende-se que a calibragem dos juros nos próximos meses
será determinante. As reduções promovidas até agora
ainda não surtiram efeito integral na economia. Além disso, os
sinais de recuperação do nível de atividade ainda não
estão claros.
O BC não quer correr o risco de ter que aumentar juros ao longo do primeiro
semestre de 2010 por causa de alta na inflação, o que poderá significar
um balde de água fria no crescimento. Ao mesmo tempo, a equipe do BC
também está preocupada com a recuperação dos investimentos
produtivos e do emprego. O primeiro é o que dará ao país
condições de crescer de forma sustentável, sem pressão
nos preços, e o segundo assegurará renda aos trabalhadores para
manter o consumo aquecido.
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Folha de S.Paulo, 22 de julho
de 2009
Caixa corta em 40% valor de seguro
de imóvel
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A partir do início de
agosto, a Caixa Seguros irá reduzir, em média, em 40% o
valor dos seguros cobrados nos financiamentos habitacionais. Detentora
de 70% desse mercado, a empresa -controlada pelo grupo francês
CNP Assurance em parceria com a Caixa- atendeu ao apelo do governo e
se antecipou à maior concorrência, esperada com a regulamentação
do setor prevista para sair em agosto.
Segundo Ricardo Talamini, diretor de seguros para financiamentos e operações
financeiras da Caixa Seguros, a redução variará conforme
o perfil do cliente. As pessoas com idade em torno de 33 anos são as
que deverão ter as maiores quedas no valor do seguro. A idade do segurado,
o valor do imóvel e a parcela financiada pesam na definição
do seguro.
O diretor explicou que a mudança no perfil dos segurados nos últimos
anos, com o acesso de mais jovens aos financiamentos habitacionais, assim como
a melhora na qualidade dos imóveis e o aumento das concessões
de financiamento, permitiram o corte nos valores cobrados pela seguradora.
Ele disse também que a queda se aplicará a todos os contratos
que usam a caderneta de poupança e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço) como fonte de recursos e são fechados seguindo as
regras do Sistema Financeiro de Habitação.
Juros
Contando com a queda na taxa Selic, que será definida hoje pelo Banco
Central, a Caixa anunciou ontem a redução nos juros em algumas
das suas linhas de crédito.
O Banco do Brasil também deve anunciar hoje a redução
dos juros, com foco no crédito à pessoa física. A Nossa
Caixa, do grupo do Banco do Brasil, também afirma que resolveu se antecipar à decisão
do Copom e abaixar juros em até 1,45 ponto percentual. Entre os produtos
para pessoa física e para jurídica, seis linhas tiveram redução.
Mesmo antes de conhecida a decisão do BC, a Caixa já dá como
certa a queda da Selic e promete repassar integralmente o corte para os juros
nos financiamentos de eletrodomésticos da linha branca. Mas não
informou, porém, quais as taxas que já são praticadas
nessa modalidade, alegando que os números dependem de acordos com a
rede varejista que atua em parceria com o banco na concessão de empréstimos.
Nas demais modalidades, as reduções já foram definidas.
No crédito pessoal a taxa mensal caiu de 4,91% (cerca de 77,7% ao ano)
para 4,04% (ou 60,8%). Nos empréstimos com desconto em folha de pagamento,
os juros máximos passaram de 2,31% (31,5%) para 2,28% (31,1%), ficando
inalterada a taxa mínima de 0,85% (10,7%).
Para empresas, foi reduzida a taxa de capital de giro, com os juros máximos
passando de 2,05% (27,6%) para 1,95% ao mês (26,1% ao ano).
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Jornal Agora, 22 de julho de
2009
Aposentados querem 9% de aumento real
em 2010, defende Cobap
Para a Cobap (Confederação
Brasileira de Aposentados e Pensionistas), o reajuste em 2010 para todos
os aposentados deve ser de 9%.
"O Governo tem recursos
mais que suficientes para dar um aumento digno aos aposentados sem ter
que recorrer a índices escalonados", disse Warley Gonçalves,
presidente da entidade.
Para o sindicato dos aposentados
da Força Sindical, é possível fazer um reajuste
escalonado, porém, o Governo tem de se comprometer a recompor
o poder de compra dos benefícios e a criar um índice de
inflação para os idosos.
De acordo com o sindicato, as
perdas dos últimos anos chega a 14%, e o INPC não é um
parâmetro fiel para o aumento do custo de vida dos aposentados
e pensionistas do INSS.
O Sintapi (Sindicato Nacional
dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas, da CUT) diz que o escalonamento
pode ser uma solução para melhorar o índice de reajuste
dos aposentados que ganham menos, mas também exige que o Governo
apresente uma proposta de recuperação do poder de compra
dos benefícios acima do mínimo.
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Agência Câmara,
22 de julho de 2009
Projeto cria dedução
no IR para garantir renda extra a autônomos
A Câmara analisa o Projeto
de Lei 5083/09, do deputado Jefferson Campos (PTB-SP), que permite aos
trabalhadores autônomos deduzirem, do Imposto de Renda (IR) devido
em dezembro, 1/11 dos rendimentos recebidos por meio de serviço
não assalariado.
A medida valerá para os
casos em que o próprio contribuinte realiza antecipações
mensais do IR por meio do "carnê-leão". No caso
dos trabalhadores autônomos que prestam serviço para pessoas
jurídicas, a dedução será feita pela própria
empresa pagadora.
Injustiça
O objetivo da proposta, segundo seu autor, é acabar com
uma injustiça hoje existente em relação aos trabalhadores
autônomos. Ele lembra que os assalariados recebem o 13º salário,
enquanto os autônomos, além de não terem essa remuneração
extra, são obrigados a fazer maiores esforços para pagá-la
aos seus empregados.
"Em dezembro de cada ano,
os trabalhadores autônomos enfrentam grandes dificuldades financeiras,
o que diminui a sua capacidade contributiva", afirma Jefferson Campos.
Tramitação
O projeto será analisado em caráter
conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
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PL-5083/2009
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Rondônia Dinâmica
, 22 de julho de 2009
Sindicalistas querem derrubar PEC
que extingue Regime Jurídico Único
" Caso tenha fim o Regime Jurídico Único
dos servidores públicos, como propõe a PEC 306/08,
do deputado Eduardo Valverde (PT/RO), o Brasil sofrerá um
retrocesso de mínimo 20 anos", alega o diretor financeiro
do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Rondônia
(Sindsef/RO), Daniel Pereira, ao falar sobre a campanha dos sindicalistas
para derrubar a proposta.
De acordo com Daniel Pereira,
a PEC vai prejudicar os servidores, pois visa voltar a forma de contratação
antiga, através do regime da Consolidação das Leis
do Trabalho (Decreto Lei 5.452/43) ou pelo regime estatutário.
Extinguindo-se as exigências
e normas para realização de concursos públicos,
contribuindo para a contração de pessoas por coleguismos
e facilitando demissões em massas.
No Lançamento da Central
dos Trabalhadores do Brasil (CTB), em Rondônia, realizado em Porto
Velho, no último sábado (18), o representante nacional
da entidade se comprometeu em entrar em contato com os 183 deputados
que assinaram em favor da PEC.
O diretor do Sindsef destaca
que o objetivo da CTB é conscientizar os deputados sobre a relevância
da PEC e principalmente das conseqüências desastrosas que
podem surgir, caso seja aprovada.
Daniel também convida
a todas as entidades ligadas ao serviço público para aderir
ao combate.
A Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 306/08 que extingue o regime jurídico único na administração
pública esta na Câmara dos Deputados para votação
da Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania.
Se for aprovada, será encaminhada
para uma comissão especial e, posteriormente, para o plenário
para votação em dois turnos.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
22/07/2009
SDI-2 afasta fraude em acordo após
ações iguais em cidades diferentes
Após ajuizar, em cidades
diferentes, duas ações iguais contra a Bege Rio Restaurante
de Coletividade Ltda., uma auxiliar administrativa fez acordo com a empresa
e sua sucessora. Para o Ministério Público do Trabalho
da 4ª Região (RS), a situação era indício
de fraude. Para a Seção Especializada em Dissídios
Individuais 2 (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho, no entanto, não.
Ao negar provimento ao recurso ordinário em ação
rescisória do MPT, que pretendia o cancelamento da homologação
do acordo feita pela 1ª Vara do Trabalho de São Leopoldo
(RS), a SDI-2 considerou não haver ajuste fraudulento.
A primeira ação
foi proposta na 2ª Vara do Trabalho de Sapiranga, e a segunda, em
São Leopoldo. Nas duas, a auxiliar administrativa pretendia receber
verbas rescisórias, horas extras e indenização por
dano moral, porque teria sido vítima de “forte assédio
moral”. Segundo contou, a trabalhadora recebeu ordem para entrar
em contato com os vários locais onde a Bege Rio e a Dinamiza Alimentação
Ltda. prestavam serviços, recomendando “que os funcionários
realizassem acordos trabalhistas para “sanear a Bege Rio, que estava
sendo assumida pela Dinamiza”, e isso a teria afetado psicologicamente.
O valor que atribuiu à causa foi de R$ 30 mil. Na Vara de São
Leopoldo, a auxiliar e a empresa fecharam acordo pelo qual ela receberia
R$ 4.500,00 em seis parcelas de R$ 750,00.
Ao ser informada sobre o acordo,
a Vara de Sapiranga extinguiu o processo, sem julgar o mérito,
e multou as partes por litigância de má-fé, entendendo
ter havido simulação de conflito. Segundo informou aquele
juízo, o advogado da trabalhadora já havia sido procurador
da empresa, e, em outras reclamações contra a Bege Rio,
havia sido comprovado o conluio.
O MPT propôs, então,
a ação rescisória com a alegação de
colusão - ajuste fraudulento entre as partes para prejudicar terceiros
-, argumentando que a trabalhadora não fizera referência,
na ação ajuizada em São Leopoldo, à primeira
ação. Alegou, ainda, que a Bege Rio sequer apresentou defesa
na audiência. Segundo o MPT, um dos objetivos da segunda ação
era obter a quitação do contrato de trabalho com a Bege
Rio, que seria assumido pela Dinamiza, “burlando regras que tutelam
os direitos dos trabalhadores”. O outro intuito seria evitar o
julgamento da ação na Vara de Sapiranga, onde se apurava
o conluio.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 4ª Região julgou a rescisória improcedente. Apesar
de o MPT ter apontado irregularidades em outras reclamatórias
trabalhistas, o Regional entendeu não haver prova suficiente de
lide simulada no caso: diversos atos processuais demonstravam o conflito
de interesses, houve “debates acalorados das partes”, sete
meses decorreram entre o ajuizamento da ação e o acordo,
e não foi demonstrada qualquer relação do advogado
contratado pela trabalhadora com as empresas. Além disso, o MPT
não teria indicado nenhum credor prejudicado pelo acordo.
O TRT/RS ressaltou, em sua decisão,
que a caracterização da colusão capaz de justificar
a rescisão da sentença homologatória do acordo exige
prova robusta prova de sua ocorrência, o que não era o caso
dos autos. O MPT recorreu então ao TST. No entendimento do relator
do recurso ordinário em ação rescisória,
ministro Alberto Bresciani, a colusão ocorre quando o conflito
existe apenas em aparência, enquanto que, na essência, “há uma
comunhão de vontade das partes com vistas a obter um resultado
antijurídico”. Seria, portanto, uma manobra para prejudicar
terceiros. No caso, no entanto, com os fatos apresentados pelo TRT/RS,
o ministro Bresciani concluiu que não era possível verificar
o resultado das partes. ( ROAR-3811/2007-000-04-00.5)
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22/07/2009
Adicional de transferência: TST
reforma decisão do TRT/PR
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
restabeleceu sentença que negou a um bancário do Banco
do Estado do Paraná S/A o direito de receber adicional de transferência
pelo período que trabalhou em Maringá (PR), durante 13
anos, antes de se aposentar. O adicional, previsto no artigo 469 da CLT,
não pode ser inferior a 25% do salário e deve ser pago
enquanto durar a transferência por necessidade de serviço.
Embora a jurisprudência do TST (OJ 113) seja clara no sentido de
que o adicional só é devido em caso de transferência
provisória, o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná insiste
em não aplicá-la, por considerar que a CLT não faz
distinção entre transferência definitiva e provisória,
o que torna o adicional devido em qualquer circunstância.
Por julgar irrelevante o caráter
da transferência (se definitiva ou provisória), o TRT/PR
não costuma registrar em seus acórdãos as informações
relativas a fatos e provas necessárias para que o TST possa modificar
a decisão em grau de recurso. Foi o que aconteceu com o processo
em questão. A Terceira Turma do TST, em voto relatado pelo ministro
Alberto Bresciani, ficou impedida de analisar o recurso do banco porque
o TRT/PR não evidenciou a natureza da transferência. Como
a Súmula 126 impede que fatos e provas sejam revistos, os ministros
do TST têm o acórdão regional como limite. Mas a
SDI-1 acolheu o recurso do banco, reformou a decisão da Terceira
Turma do TST e restabeleceu a decisão de primeiro grau desfavorável
ao bancário, em voto relatado pelo ministro Guilherme Caputo Bastos.
Segundo Caputo Bastos, ao rejeitar
(não conhecer) recurso do banco por falta de manifestação
expressa do TRT/PR a respeito da tese (ou falta de prequestionamento),
a Terceira Turma equivocou-se. “Não havia, afinal, qualquer
controvérsia quanto às questões de ordem fática,
sendo certo que o bancário, após ter sido transferido,
trabalhou na cidade de Maringá por mais de 13 anos, quando se
aposentou e permaneceu residindo no mesmo município. É o
quanto basta ao pretendido enquadramento jurídico dos fatos, sendo
plenamente viável a análise da alegada afronta ao artigo
469 da CLT”, afirmou o relator, em voto seguido à unanimidade
pelos ministros da SDI-1.
Ao acompanhar o voto do
relator, o decano do TST, ministro Vantuil Abdala, evidenciou a gravidade
da situação. “O Tribunal Regional do Trabalho do
Paraná, ao que tudo indica, parece querer travar uma queda-de-braço
com o Tribunal Superior do Trabalho no que concerne ao adicional de
transferência de bancário. E acho que nós não
devemos fugir a esta queda-de-braço. Não devemos permitir
que decisões deste teor se mantenham”, afirmou Abdala,
enfaticamente, antes de ler a sentença para os demais ministros.
A decisão de primeiro grau, agora restabelecida pela SDI-1,
diz claramente que a última transferência do bancário
foi efetuada de forma definitiva para Maringá, onde ficou por
13 anos e onde continuou a morar mesmo depois de se aposentar. ( E-RR
657.218/2000.0)
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FETRACONSPAR, 22 de julho
de 2009
Terceirização e CODEFAT
Ramthun participa de reuniões
em Brasília/DF
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Terceirização:
Ramthum participa de reunião
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Geraldo Ramthun,
presidente da FETRACONSPAR, do DEPACOM, Secretário Regional
da CNTI e 3º Vice-Presidente da NCST, está em Brasília/DF,
onde participou na manhã desta quarta-feira (22/07) de reunião
com as Centrais Sindicais para discutir o projeto de terceirização.
Após diversos debates ficou definido que a base da discussão
será o projeto do governo e que as Centrais Sindicais deverão
discutir a implementação de propostas a serem agregadas no projeto.
A próxima reunião, com o governo, ficou marcada para terça-feira
dia 28/07 às 15:00 horas no MTE.
As centrais
sindicais irão se reunir separadamente um dia antes, na segunda-feira
(27/07) às 14:00 horas em Brasília/DF.
GTFAT
Agora à tarde, Ramthun participa de reunião do grupo de apoio
ao CODEFAT. Dentre vários assuntos na pauta, destaca-se a proposta de
instituição da linha de crédito especial FAT-TAXISTA,
o pagamento de seguro-desemprego para pescadores artesanais e a revisão
no regimento interno do CODEFAT.
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Ramthum
na reunião do GTFAT
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