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RadioAgência NP, 29
de julho de 2009
Saque recorde do seguro-desemprego
revela dificuldade do brasileiro
A queda na geração de empregos com carteira assinada no início
de 2009 provocou saques recordes no seguro-desemprego.
Segundo dados do Ministério
do Trabalho, os saques somaram cerca de R$ 10 bilhões no primeiro
semestre.
O número representa aumento
de mais de 40% em relação aos saques realizados no mesmo
período de 2008.
De acordo com o ministro do Trabalho,
Carlos Lupi, o aumento se deve ao crescimento do desemprego na virada
do ano, ao reajuste do salário mínimo e ao pagamento extra
do seguro para os trabalhadores demitidos por causa da crise.
Formado em administração
de empresas, Rodrigo Duque de Lima está entre os demitidos.
Ele trabalhou na área
de performance de vendas da Sundown Motos, empresa de motos e bicicletas,
até fevereiro, quando boa parte do pessoal foi demitida.
O motivo alegado foi a crise.
Rodrigo deu entrada no seguro-desemprego
e passou a receber o benefício. Para driblar algumas contas, ele
está fazendo bico de garçom em um bar na Vila Madalena,
bairro da cidade de São Paulo.
O salário atual é cerca
de 70% menor do que ele ganhava. Rodrigo teve que cortar gastos para
se adaptar a nova realidade financeira.
"Algumas contas como do
carro, do telefone, seguro de saúde são fixas. Na hora
de pagar, são essas que eu estou priorizando. As outras pago conforme
dá e se não dá ligo e explico a situação,
para quando me estabelecer acertar essas coisas".
O pagamento do seguro-desemprego é feito
com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
De acordo com o ministério,
esse fundo fechou o semestre com um resultado positivo de R$ 1,7 bilhão
- uma piora de 70% em relação ao primeiro semestre de 2008.
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FOLHA ONLINE, 29 de julho
de 2009 | Dinheiro
Desemprego recua para 14,8% com ajuda
de comércio e serviços, diz Seade/Dieese
BRUNO DE VIZIA
colaboração para a Folha Online
A taxa de desemprego caiu para 14,8% em junho, ante 15,3% em maio, segundo
pesquisa da Fundação Seade e do Dieese (Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta quarta-feira.
O contingente de desempregados
nas seis regiões metropolitanas pesquisadas --Belo Horizonte,
Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo--
no mês passado foi estimado em 2,989 milhões de pessoas,
112 mil a menos do que no mês anterior. Houve criação
de 75 mil vagas, e outros 38 mil deixaram o mercado de trabalho.
Já o nível de ocupação no país cresceu 0,4%.
O total de ocupados nas seis regiões investigadas foi estimado em 17,171
milhões de pessoas, e a PEA (População Economicamente
Ativa), em 20,154 milhões.
Em São Paulo, a taxa de
desemprego ficou em 14,2% em junho, ante 14,8% em maio, sendo que o contingente
de desempregados estimado foi de 1,495 milhão de pessoas, 69 mil
a menos do que o mês anterior.
Em Belo Horizonte, a taxa ficou
estável em 11%; no Distrito Federal de 17% para 16,4%; em Porto
Alegre foi de 12,6% para 12%; no Recife foi de 20,4% para 19,4%; e em
Salvador, foi de 21,6% para 21,3%.
Setores e renda
Entre os principais setores de
atividade, o nível de ocupação cresceu no comércio
e serviço. Na indústria e construção civil
caiu.
Em maio, no conjunto das
regiões pesquisadas, o rendimento médio real dos ocupados
teve queda de 1,2% e passou a valer R$ 1.199, enquanto o dos assalariados
recuou 1,2%, para R$ 1.276. Em São Paulo, o rendimento médio
real dos ocupados decresceu 4,3%, indo para R$ 1.203, e o dos assalariados
caiu 5,8%, para R$ 1.289.
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UOL ECONOMIA, 29 de julho
de 2009
Brasileiros cortam quase 5 horas da
jornada de trabalho em 19 anos
Da Redação
Em São Paulo
A jornada de trabalho média
dos brasileiros que têm alguma ocupação caiu 10,7%
ao longo de 19 anos, mostra estudo divulgado nesta quarta-feira pelo
Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
A jornada média dos trabalhadores
do país era de 44,1 horas por semana em 1988; em 2007, de 39,4,
uma redução de quase cinco horas (veja quadro abaixo).
O estudo parte do ano da atual Constituição do país,
que estabeleceu como jornada máxima o tempo de 44 horas; até aquele
momento, o limite era de 48 horas.
A queda do número de horas
trabalhadas, ao contrário do que se pode esperar, não foi
um benefício para a população, uma vez que, segundo
o Ipea, essa tendência foi um reflexo do baixo dinamismo da economia
no período.
" Possivelmente, o quadro geral de baixo dinamismo econômico acompanhado
da elevação do desemprego e de queda na remuneração
do trabalho terminou impondo a muitos ocupados a ampliação do horário
de trabalho, bem como o exercício de qualquer horário, por menor
que seja, como estratégia de sobrevivência mínima",
afirma o estudo.
O fraco crescimento do PIB (Produto
Interno Bruto), de 2,4% em média no período analisado,
provocou a diminuição do número de pessoas com jornada
completa (40 a 44 horas semanais). Em 1988, esses trabalhadores eram
58,6% do total de ocupados; em 2007, passaram a 37,2%.
O estudo mostra que aumentou
o número de trabalhadores que utilizam hora extra, de 30,1% do
total em 1988 para 43,6% em 2009. No entanto, a parcela dos que trabalham
19 horas ou menos mais que dobrou, passando de 3,4% para 9,1% no período.
As regiões com maior informalidade
são as que concentram maior proporção de trabalhadores
com tempo mínimo ou parcial de trabalho (menos de 40 horas por
semana).
O Piauí e o Maranhão,
Estados com maior informalidade no país, são os que têm
a maior parcela de trabalhadores com jornada mínima ou parcial
(até 19 horas). Já São Paulo e Santa Catarina, os
com menor informalidade, estão, junto com o Distrito Federal,
entre os Estados com menor parcela de ocupados com tempo mínimo
ou parcial.
Outro indicativo de que a redução
da média de horas trabalhadas está relacionada à informalidade é o
de que a redução da jornada ocorreu mais intensamente no
setor agrícola (queda de 26%, de 45,6 horas em 1988 para 33,6
em 2007).
Na classificação por sexo, o corte
da jornada média foi um pouco mais forte entre as mulheres (redução
de 11,1%) do que entre os homens (queda de 10%).

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PARANÁSHOP, 29 de
julho de 2009 | Geral
Construção civil aposta
em inovação para atender necessidades de mercado
Empresários do ramo de
construção civil estão animados com a criação
de novas demandas e investem, cada vez mais, em processos de inovação
para suas empresas. Com esse foco, o Sebrae/PR, juntamente com a Fundação
Araucária e a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia
e Ensino Superior (SETI), realizou, na noite da última segunda-feira,
dia 27, o seminário "Inovar dá resultados, sim! (e é simples!)",
que contou com a participação de aproximadamente 80 empresários
do setor.
O evento foi realizado em parceria
com o Sindicato da Indústria da Construção Civil
no Paraná (Sinduscon/PR); Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura
e Agronomia do Estado do Paraná (CREA/PR); PRO-CREA - Programa
de Qualificação Profissional; Sindicato da Indústria
do Mobiliário e Marcenaria do Estado do Paraná (SiMov);
Sindicato das Indústrias de Olarias e Cerâmicas para Construção
no Estado do Paraná (Sindicer/PR); Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial do Paraná (Senai/PR); Associação
Comercial, Industrial e Agropecuária de Araucária (ACIAA);
Associação Comercial e Industrial de Colombo (ACIC); Universidade
Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e prefeituras de
São José dos Pinhais; Araucária; Pinhais e Colombo.
Durante o seminário, o
consultor do Sebrae/PR, Aloísio Aleixo Pereira Cerqueira, abordou
o tema inovação com um foco diferenciado, explicando como
as micro e pequenas empresas podem lucrar implantando processos de inovação
e tecnologia, a partir da possibilidade de se introduzir novidades em
qualquer tipo de atividade humana. “É bom salientar que
nem todo tipo de invenção é inovadora. Para um produto
ou serviço se destacar como inovador, é preciso que ele
seja aceito pelo mercado. Por isso, incentivamos o empresariado a desenvolver
novos produtos ou adaptar antigos, sempre com foco no mercado, agregando
valor e trazendo vantagens para o seu consumidor”, explica Aloísio
Cerqueira.
Além disso, o evento abordou
dois casos de sucesso na implementação de inovações
em empresas de pequeno porte. O empresário Nilson Luis Tortato,
da Olaria Tortato, em São José dos Pinhais, Região
Metropolitana de Curitiba, contou com o auxílio de profissionais
qualificados pelo Sebrae/PR e pela UTFPR para introduzir soluções
simples na melhoria dos processos de controle, financeiro e de redução
do desperdício de materiais em sua empresa, e já percebe
excelentes resultados. “Em nossa linha de produção,
acabávamos não dando muita importância na diferença
de centimetragem na confecção dos produtos, o que acarretava
em grande desperdício ao final de um ano, por exemplo. Adaptar
a fábrica para corrigir esse problema nos possibilitou diminuir
o preço e aumentar a qualidade do produto oferecido ao construtor
e ao consumidor final”, comenta satisfeito.
O empresário também
destacou que as mudanças não aconteceram da noite para
o dia e dependeram de um processo delicado de busca de informações,
mas que os ganhos em termos de produtividade compensam todo o esforço. “Essencialmente
foi mais uma mudança de comportamento do que um grande investimento
em termos de capital. A partir do momento em que melhoramos os processos
de gestão dentro da fábrica, os funcionários passaram
a aceitar essa nova metodologia de trabalho e isso já pode ser
percebido em termos de retorno financeiro efetivo”, afirma Nilson
Tortato.
Outro exemplo de bons resultados
em gestão da inovação aconteceu na fábrica
de artefatos de concreto Ouro Preto, localizada em Campo Largo. A empresa
investiu na padronização de materiais para a fabricação
de produtos; na diminuição do espaço de transporte
dos mesmos, de uma máquina para outra, gerando economia em tempo
de trabalho; na utilização de agregado maior, para a produção
de materiais mais resistentes a quebras e que diminui a utilização
do cimento, que é um material mais caro. “Com essas medidas
básicas, passamos a produzir um produto de maior qualidade, com
menos desperdício de tempo e material, nos garantindo 47% a mais
de economia”, comenta o empresário Renato Dzierva, proprietário
da Ouro Preto.
Complementando a programação
do seminário, os professores Hélio Gomes de Carvalho, Dálcio
Roberto dos Reis e Cezar Augusto Romano, especialistas no tema inovação,
tiraram dúvidas dos participantes e orientaram os empresários
sobre quais caminhos devem ser trilhados para que suas empresas invistam
no ramo de inovação. “Hoje ela não é capricho, é necessidade.
As empresas precisam inovar constantemente e trazer esse novo conceito
para seu dia a dia, buscando sempre novas informações e
formas de atender seus clientes da maneira mais satisfatória possível,
focando em qualidade e redução do desperdício”,
afirma o professor Cezar Romano.
Segundo os estudiosos da UTFPR,
em 20 anos, as empresas que não investirem em inovação
estarão fora do mercado. “Os processos de inovação
dependem muito da capacitação de pessoas. É por
isso que acredito que ela deve começar dentro das instituições
de ensino, para que os empresários e futuros empresários
consigam investir em um processo sistemático contínuo em
termos de mentalidades voltadas para a inovação”,
conclui Dalcio. De acordo com o professor, pesquisas recentes revelaram
que as micro e pequenas empresas que investem em inovação
gastam, em média, R$ 1.000 para adequar seus processos, gerando
retornos financeiros que vão muito além desse custo. “Observar
o funcionário, por exemplo, é uma excelente maneira de
gerar economia para a empresa. É simples e fácil, mas muitas
vezes o empresário acaba se esquecendo desse detalhe.”
Projeto Agentes Locais de Inovação
O Projeto Agentes Locais de Inovação é desenvolvido
pelo Sebrae/PR, com o objetivo de levar a cultura da inovação às
micro e pequenas empresas paranaenses. A partir da inscrição
do empresário, que pode ser realizada na sede do Sebrae/PR ou
pelos telefones (41) 3330-5739 (Pedro Cesar Rychuv) ou (41) 3330-5915
(Olavio Schoenau), ele recebe visitas constantes de Agentes Locais de
Inovação em sua própria empresa, que irão
lhe explicar como proceder para tornar seu negócio inovador, além
dos benefícios desse tipo de atitude.
Os agentes locais são
profissionais que residem e conhecem o local de atuação
da empresa solicitante, formados há 3 anos e que conhecem bem
a realidade do setor de atuação de cada negócio
atendido pelo projeto. Para cada empresa, auxiliam no desenvolvimento
de um diagnóstico e um plano de trabalho apropriados para cada
caso, focados no desenvolvimento de condições operacionais
eficientes em termos de organização e gerenciamento de
negócios, além de corrigir alguns procedimentos que vêm
sendo utilizados, de forma a torná-los mais eficientes. A participação
no projeto não tem custo para o empresário e o Sebrae/PR
ainda o auxilia sugerindo ferramentas e recursos disponíveis para
a obtenção de financiamentos, caso o mesmo precise investir
em tecnologia ou aprimoramento de funcionários.
De acordo com o consultor do
Sebrae/PR e coordenador estadual do Projeto Agentes Locais de Inovação,
Olavio Schoenau, a inovação é essencial no mundo
econômico contemporâneo e deve ser especialmente observada
pelos empresários de micro e pequenas empresas dos mais diversos
setores, em especial de construção civil. “Muitas
vezes, as empresas menores têm maior dificuldade de acesso à informação,
mas precisam ficar atentas aos processos de inovação e
tecnologia. O empresário precisa entender que, se ele não
inovar, seus concorrentes o farão”, explica.
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Folha de S.Paulo, 29 de julho
de 2009
Centrais sindicais pressionarão
deputados para reduzir jornada
Força e CUT também discutem
em seus congressos nova prorrogação de corte de IPI
CLAUDIA ROLLI
FÁTIMA FERNANDES
DA REPORTAGEM LOCAL
Seis centrais sindicais vão
pressionar os congressistas a partir da próxima semana, quando
termina o recesso parlamentar, a apoiar a redução da jornada
de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais.
Ao menos 400 sindicalistas ligados a Força Sindical, CUT, UGT, CTB,
Nova Central e CGTB vão se revezar, a partir do dia 4 de agosto, em
visitas aos deputados e aos senadores para buscar apoio ao projeto de redução
da jornada sem diminuição dos salários aprovado no início
deste mês na comissão especial da Câmara.
O projeto, que, além da diminuição da jornada prevê ainda
o aumento do valor da hora extra de 50% para 75% do valor da hora normal, precisa
ser votado em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado.
" Com a redução da jornada, haverá geração
de empregos, medida importante neste momento de incertezas econômicas.
Segundo o Dieese, a medida tem o potencial de criar, em uma primeira etapa, cerca
de 2 milhões de novas vagas", diz o deputado Paulo Pereira da Silva,
presidente da Força.
Para os empresários, a redução da jornada deve trazer
aumento de cerca de 10% no custo do trabalho, segundo cálculos da CNI
(Confederação Nacional da Indústria). A medida, segundo
os empresários, pode comprometer a competitividade, ameaçar o
emprego e adiar a retomada do crescimento.
A redução da jornada é um dos principais temas dos congressos
nacionais da Força Sindical, que acontece de hoje até sexta-feira,
e da CUT, marcado para a próxima semana.
Cerca de 3.500 dirigentes da Força e 2.300 sindicalistas da CUT vão
discutir ainda uma nova prorrogação da redução
do IPI para os setores de automóveis e eletrodomésticos, pedido
que deverá ser encaminhado ao governo.
Para os carros, a isenção do IPI termina em setembro. A partir
de outubro, as alíquotas sobem gradualmente e retornam ao normal em
janeiro. Para o setor de eletrodomésticos, a redução termina
em outubro.
" Enquanto essa medida for necessária para aliviar a economia, vamos
apoiar. Mas como algo temporário", diz João Felício,
secretário de Relações Internacionais da CUT.
No congresso da central, os cutistas vão debater ainda outras medidas
que possam fortalecer o mercado interno, para impulsionar a economia e o emprego. "Com
propostas, vamos pressionar o governo para que as políticas públicas
sejam direcionadas para aumento da produção, do emprego e da
renda", afirma Quintino Severo, secretário-geral da CUT. O objetivo,
segundo ele, é discutir qual será o centro do projeto de desenvolvimento
do Brasil e as ações do Estado para viabilizar esse desenvolvimento.
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Monitor Mercantil, 29 de julho
de 2009
Economia já começa
a sentir a queda nos juros, avaliam economistas
O corte de cinco pontos percentuais
na taxa básica de juros (Selic) desde dezembro do ano passado
já está mostrando efeitos positivos na economia.
O economista da Unicamp e ex-diretor
de política econômica do Ministério da Fazenda, Julio
Sergio Gomes de Almeida e o economista da Confederação
Nacional do Comércio (CNC) e ex-diretor de política monetária
do Banco Central Carlos Thadeu de Freitas, apontam a irrigação
do crédito à pessoa física como efeitos mais claros,
até o momento, da queda da Selic e esperam para os próximos
meses uma reação mais forte do crédito para as empresas.
Gomes de Almeida lembra que os
canais de transmissão do corte dos juros para a economia real
estão limitados por causa da crise internacional, mas já há efeitos
sobre o consumo - via crédito - e nas expectativas dos consumidores
e empresários.
Segundo ele, é possível
que até o final deste ano "o nível de crédito
retorne ao patamar pré-crise".
Thadeu de Freitas, por sua vez,
aponta os efeitos sobre as contas públicas como um dos mais importantes
impactos na economia, até o momento, da redução
da Selic. "É o principal efeito no curto prazo, porque o
Governo pode investir mais", avalia.
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Gazeta do Povo, 29 de julho
de 2009
Crédito
Financiamento habitacional cresce mais
que o saldo de todas as operação de crédito
O financiamento habitacional
tem apresentando crescimento maior do que o saldo de todas as operações
de crédito do sistema financeiro. Segundo dados do Banco Central,
divulgados nesta terça (28) enquanto o estoque de operações
de crédito habitacional cresceu 3,5% em junho, em relação
a maio, o crescimento do volume dos financiamentos do sistema financeiro
foi de 1,3%.
No total, o financiamento habitacional
chegou a R$ 74,067 bilhões em junho. No primeiro semestre, o crescimento
do crédito habitacional foi de 17,1%. No mesmo período,
o saldo total das operações de crédito teve alta
de 4,2%.
Segundo o chefe do Departamento
Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, o prazo dos financiamentos
está aumentando, o que estimula a tomada de recursos para comprar
casa. Em junho, o prazo médio do financiamento imobiliário
chegou a 2.959 dias corridos. Em relação a maio, houve
aumento de 99 dias e, no primeiro semestre, de 247 dias.
Crédito aumenta em junho
no país; inadimplência também
As novas concessões de
crédito no Brasil subiram 3,6 por cento em junho ante maio, enquanto
a inadimplência aumentou 0,2 ponto percentual no mesmo período,
para 5,7 por cento, informou o Banco Central nesta terça-feira.
O estoque total das operações
de crédito no país cresceu 1,3 por cento em junho, a 1,278
trilhão de reais, o equivalente a 43,7 por cento do Produto Interno
Bruto (PIB). Em maio, essa relação era de 43,2 por cento.
Segundo o chefe do Departamento
Econômico do BC, Altamir Lopes, a perspectiva é de estabilização
da inadimplência no curto prazo. "Em três meses, o dado
já deve mostrar uma tendência de queda."
Ele destacou que a inadimplência
no caso das pessoas físicas já está se estabilizando.
Para as pessoas jurídicas, a situação ainda reflete
a escassez de crédito provocada pela crise global.
"O crédito cessou
e as empresas enfrentam dificuldade de rolagem", disse.
A inadimplência das pessoas
físicas manteve-se em 8,6 por cento em junho. Já os empréstimos
para pessoas jurídicas apresentaram o sétimo aumento mensal
seguido, para 3,4 por cento.
Altamir comentou ainda que, com
o alívio na inadimplência, abre-se espaço para redução
do juro ao tomador final. Segundo ele, o custo de captação
dos bancos já caiu muito, mas o spread bancário aumentou
justamente por conta da inadimplência.
No mês passado, o spread
bancário, que mede a diferença entre o custo de captação
dos bancos e a taxa cobrada dos clientes, teve baixa de 0,9 ponto percentual,
para 27,2 pontos percentuais.
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BEM PARANÁ, 29 de julho
de 2009 | Economia
PAC 2
Paulo Bernardo diz que Brasil saiu da
crise e anuncia novos investimentos
A maioria dos projetos do PAC terminará em
2010
28/07/09 às 16:50 | Agência
Brasil
O ministro do Planejamento, Paulo
Bernardo, afirmou hoje (28), durante o 7º Congresso Internacional
Brasil Competitivo, que a situação do Brasil, diante da
crise financeira internacional, é positiva, e que o governo Lula
dará início a projetos de infraestrutura que serão
tocados pelo próximo governo.
Segundo o ministro, a maioria
dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
terminará em 2010, mas o atual governo pretende deixar alguns
projetos não incluídos no programa em um estágio
mais avançado, para serem conduzidos de forma mais rápida
a partir de 2011. "Uma nova carteira de investimentos em infraestrutura
está sendo preparada para ser tocada a partir de 2011”,
informou Paulo Bernardo.
“O governo Lula terá acabado
[em 2011] , mas o Estado continua. Deixaremos então para o próximo
presidente a opção de realizar tais investimentos”,
completou o ministro. Para tanto, o governo pretende também exigir
de prefeitos e governadores que preparem projetos mais completos, com
as licenças ambientais e fundiárias em estágio mais
avançado.
Paulo Bernardo disse que, a pedido
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma equipe do governo
vai identificar os setores da economia que estão necessitando
estabelecer mais interlocução com o governo. “Ele
[Lula] nos solicitou que façamos uma reavaliação
setor a setor, para identificarmos aqueles que ainda precisam de maior
interlocução ou, se for o caso, ações do
governo visando à retomada do crescimento.”
O controle da inflação,
segundo o ministro, foi de grande relevância para o crescimento
econômico do país, dando condições para que
o mercado interno avançasse nos últimos anos. “Em
2007, o Brasil cresceu 5,7% e, em 2008, com a crise, 5,1%. Estamos entre
os últimos países a sentir os efeitos da crise”,
acrescentou.
Para ele, o país retomará,
agora no segundo semestre, o crescimento. O ministro prevê para
o próximo ano, crescimento econômico entre 4,5% e 5% e “retomada
da trajetória declinante da dívida".
Paulo Bernardo também
defendeu a criação de uma nova lei de licitação,
estendendo o pregão eletrônico para os estados, de forma
a ampliar a transparência do processo.
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FOLHA DE LONDRINA, 29 de
julho de 2009 | Política
Bolsa Família deve ter reajuste
de 10%
Sobre o benefício, que será pago
em setembro, incidirá a inflação dos últimos
12 meses mais a antecipação dos próximos 12
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá anunciar,
na próxima sexta-feira, dia 31, em Belo Horizonte (MG), um reajuste
de 10% nos benefícios do programa Bolsa Família que serão
pagos a partir de setembro. Ao lado do ministro do Desenvolvimento Social,
Patrus Ananias - pretenso futuro candidato ao governo de Minas Gerais -, o
presidente aprovei-tará a formatura dos primeiros beneficiários
do programa em um plano de qualificação profissional para informar
que o governo decidiu não apenas repor a inflação dos últimos
12 meses, mas antecipar a dos próximos 12.
A informação foi
divulgada ontem em um lapso do secretário Nacional do Tesouro,
Arno Augustin. Ao ser questionado quando o aumento entraria em vigor,
Augustin respondeu que ‘‘os 10%’’ seriam dados
em setembro. Interpelado pelos jornalistas sobre o valor, que ainda não
havia sido divulgado, o secretário disse que fez confusão
e tentou negar que este será o reajuste. ‘‘O número
não é esse’’, disse. No entanto, outras fontes
consultadas pela reportagem confirmaram que o reajuste deverá ser
mesmo de 10%.
Os 10% que deverão ser
anunciados na sexta compreendem a inflação desde o último
aumento e mais uma projeção para os próximos 12
meses. Apesar do impacto no orçamento ser maior, esse era um dos
cenários estudados pelo governo. Seria uma forma de evitar um
novo reajuste em 2010, que poderia ser contestado por ser ano eleitoral.
Os 10% significam que o benefício
médio pago pelo programa poderá passar dos atuais R$ 85
por família para R$ 93,50. O teto pago pelo Bolsa Família é,
hoje, de R$ 182 - o que significa um valor básico de R$ 62 mais
R$ 20 por filho até 15 anos, em um máximo de três,
e outros R$ 30 para filhos com até 18 anos que estiverem na escola,
com limite de dois por família.
Criado em outubro de 2004, o
programa atende hoje 11,5 milhões de famílias e custa quase
R$ 12 bilhões ao ano.
Lisandra Paraguassú, Adriana
Fernandes, Renata Veríssimo
Agência Estado
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Agência Brasil, 29
de julho de 2009
Novo valor do Bolsa Família
começa a ser pago em setembro
Brasília - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o novo
valor do Bolsa Família começará a ser pago a partir de
setembro. No entanto, ele não adiantou qual será o percentual
de reajuste do benefício. “Até o final deste mês
ou comecinho de agosto, [o índice de aumento] vai estar resolvido.”
No início de julho, a
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já havia informado
que o governo avalia vários cenários para conceder o reajuste.
Ela disse também que o governo estuda uma política permanente
de reajuste para o programa.
Atualmente, o Bolsa Família
beneficia cerca de 11 milhões de famílias e a estimativa é de
que chegue ao final do ano com mais de 12 milhões de famílias.
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Gazeta do Povo, 29 de julho
de 2009
Crédito
Codefat aprova R$ 200 mi para renovar frota
de táxis
Linha permitirá financiamentos de
até R$ 60 mil
O Conselho Deliberativo do Fundo
de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou a criação de
uma linha de crédito de R$ 200 milhões do Fundo de Amparo
ao Trabalhador (FAT) para financiar a renovação das frotas
de táxi no País, informou hoje o ministro do Trabalho,
Carlos Lupi. A linha, explicou, permitirá financiamentos de até R$
60 mil, com prazo máximo de 60 meses e carência de três
meses. O financiamento poderá cobrir até 90% do valor do
veículo, e a taxa de juros será de 4% ao ano mais a Taxa
de Juros de Longo Prazo (TJLP).
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de julho de 2009 | Economia
Luigi Nese, da CNS, é eleito
presidente do Codefat
Agência Estado
Foi eleito hoje o novo presidente do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo
ao Trabalhador (Codefat), que será Luigi Nese, para o biênio 2009/2010.
Nese é presidente da recém-criada Confederação
Nacional de Serviços (CNS) e foi eleito pela maioria do conselho após
a retirada das quatro confederações empresariais (CNI, CNA, CNC
e Consif). Abstiveram-se da votação os representantes dos ministérios
da Previdência Social e da Agricultura.
Ao final da reunião do
Codefat, o novo presidente classificou de "falta de respeito ao
conselho" a decisão das quatro entidades de se retirarem
do órgão. Ele negou que tenha tido a simpatia e o apoio
explícito do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. "Não
houve nenhuma interferência do ministro nesse processo", disse.
O empresário relatou
que também não havia nenhum acordo prévio entre
os representantes dos empresários no conselho para apoiar a
indicação da CNA. Segundo ele, o que houve foi um jantar,
há alguns dias, no qual a CNA apresentou sua pretensão
de candidatura, mas nada ficou acordado. Ele também não
soube explicar como ficará, a partir de agora, a representação
dos empresários no Codefat, já que, com a retirada das
quatro entidades, a bancada terá apenas dois representantes,
além da CNS, a Confederação Nacional do Turismo.
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Gazeta
do Povo, 29 de julho de 2009
Trabalho
Entidades patronais saem do Codefat
Brasília - Depois de 19 anos, as quatro
maiores confederações de empresários do país – CNI,
CNA, CNC e CNIF – abandonaram o Conselho Deliberativo do Fundo de
Amparo ao Trabalhador (Codefat) em reação à manobra
promovida pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para controlar o conselho
em 2010, ano eleitoral. As grandes entidades patronais ameaçam agora
ir à Justiça reclamar a falta de representatividade do conselho,
responsável pela gestão de um patrimônio de R$ 158
bilhões.
A manobra de Lupi resultou na eleição
de Luigi Nese, presidente da Confederação Nacional de Serviços
(CNS), que recentemente recebeu o registro sindical do próprio ministro
Lupi e cuja representatividade é contestada pelas confederações
patronais mais antigas.
O órgão colegiado é composto
por 18 representantes do governo, dos empresários e dos trabalhadores.
A presidência do conselho é rotativa. Nos últimos anos,
a tradição era a bancada da vez decidir o nome do novo presidente,
evitando votação. Por esse “acordo de cavalheiros”,
o presidente para o próximo biênio seria um conselheiro da
Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
Nas últimas semanas, no entanto, Lupi decidiu
lançar um outro candidato com o objetivo de evitar que a confederação,
presidida pela senadora de oposição Kátia Abreu (DEM-TO),
passasse a comandar o Codefat.
“A ingerência do ministro Lupi resulta
numa temeridade. Ministro patrocinar sindicato chapa branca é uma
volta ao passado”, disse a senadora, que confirma estudos para recorrer à Justiça.
Lupi negou interferência na sucessão
e afirmou desconhecer o acordo fechado. Em entrevista antes da decisão
das confederações de abandonar o conselho, ele declarou que
não trabalhou por nenhuma candidatura. “Qualquer que seja
o resultado, eu não participei, eu não votei. Respeitarei
qualquer decisão”, disse Lupi.
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BEM PARANÁ, 29 de julho
de 2009 | Política
Crise
Lula diz que é preciso evitar
desgaste do Senado
Segundo Lula, o Senado tem “maioridade
para resolver seu problema"
28/07/09 às 17:20 | Agência
Brasil
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva disse hoje (28) que os senadores precisam evitar o desgaste
do Senado, porque esse desgaste, segundo ele, “mata a instituição”.
“Penso que agora, quando
voltarem do recesso, as senadoras e os senadores têm que se reunir
e dizer o que eles querem do Senado. Não é possível
as pessoas permitirem que a instituição vá sofrendo
um desgaste, porque isso mata as pessoas e mata a instituição”,
disse Lula, em entrevista à Rede Correio SAT de Rádio,
de Campina Grande (PB).
Segundo Lula, o Senado tem “maioridade
para resolver seu problema. O que não pode é deixar a coisa
esticar, esticar, porque a cada dia, se você tem uma novidade,
por menor que ela seja no jornal, você vai criando um desgaste
na instituição”.
A crise no Senado engloba
denúncias de irregularidades administrativas, em contratações
de funcionários da casa e também denúncias contra
o presidente da instituição, José Sarney (PMDB-AP).
No fim da tarde de hoje o PSDB encaminhará ao Conselho de Ética
do Senado representações para que se apurem as denúncias
contra Sarney.
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Agência Brasil, 29 de julho de 2009
Professor da UnB diz que DEM quer
negros fora da universidade
Para o professor José Jorge de Carvalho, que junto com a professora
Rita Lauro Segatto, ambos do Departamento de Antropologia da Universidade de
Brasília (UnB) elaborou a proposta de política afirmativa, a
ação do DEM - que pede a suspensão do sistema de cotas
na Universidade - é uma repetição do Manifesto dos 113
enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 30 de abril do ano passado, e
assinado por um grupo pequeno que tem acesso mídia. A ação,
segundo ele, apresenta argumentos frágeis.
Eles (o partido Democratas e quem assinou o Manifesto dos 113) estão
querendo jogar na rua um contingente de mais de 20 mil estudantes, critica
José Jorge de Carvalho afirmando que a ação no STF é uma
tentativa de ganhar no “tapetão”.
“ Eles estão dizendo que 90 universidades (onde há política
afirmativa) vão ter que jogar para fora todos os estudantes que entraram
e não deixarão entrar nunca mais nenhum deles?” pergunta.
“ O universo acadêmico brasileiro está em uma luta para incluir
os negros e os indígenas que estiveram excluídos sempre. Como eles
não conseguem mais influenciar na decisão sobre o processo de inclusão,
eles entraram com uma ação no judiciário. No fundo eles
não querem negros na universidade”, acusa o professor.
Racismo institucional
O antropólogo afirma que o processo de cotas é um dos mais revolucionários
na universidade brasileira. "As universidades funcionaram durante 70 anos,
de 1930 ao ano 2000, totalmente segregadas. Há poucos países
no mundo que tem um universo tão racista quanto o nosso, avalia. Não
que exista lei para que os negros estejam fora, mas eles estão fora
(da universidade). O racismo estrutural e o racismo institucional fazem que
eles estejam fora.
Para o antropólogo, a crítica socioeconômica contra as
cotas é falha, assim como o argumento de que a análise dos pedidos é subjetivo.
Se nós fizermos um recorte de renda as pessoas podem falsificar o comprovante
de renda. Se fizermos um recorte por origem na escola pública as pessoas
também podemos falsificar, aponta.
Toda política pública tem uma margem de erro. A comissão
que analisa os cotistas é uma comissão formada por pessoas da
sociedade, do movimento negro, por professores e estudantes. Ela é tão
idônea como qualquer outra comissão jamais feita no Brasil, defende
José Jorge de Carvalho, acrescentando que se for para discutir a idoneidade
dessa comissão, tem que discutir a idoneidade de todas as comissões.
Tem então que parar com o Bolsa Família para que não haja
fraude no programa, argumenta.
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Agência Câmara,
29 de julho de 2009
Proposta isenta do IR pensão
paga a estudantes de até 24 anos
Edson Santos
A Câmara analisa o Projeto de Lei 5134/09, do deputado Marcelo Ortiz
(PV-SP), que isenta do pagamento de Imposto de Renda (IR) a pensão alimentícia
do estudante de ensino superior ou ensino tecnológico que tenha até 24
anos de idade.
O projeto acrescenta a pensão
alimentícia no valor de até dois salários mínimos
(R$ 930), para os dependentes que ainda estiverem estudando, entre as
isenções previstas na Lei 7.713/88, que trata do Imposto
de Renda.
Pela redação atual,
o IR pode incidir também sobre os alimentos e pensões percebidas
em dinheiro. O autor argumenta que essa incidência fere a dignidade
dessas pessoas, pois seria incompatível com a natureza jurídica
e os fins a que se destinam os alimentos.
Direito
de família
Ortiz ressalta o papel importante dado à pensão alimentícia
no Direito de Família. "A prestação alimentícia
destina-se, em se tratando de crianças e adolescentes, a custear os
seus estudos, visando ao seu pleno desenvolvimento, preparo para o exercício
da cidadania e qualificação para o trabalho, proporcionando-lhes
meios para sua própria subsistência no futuro", afirma.
Seguindo esse raciocínio,
o autor acrescenta que o Estado limita o acesso do jovem à educação
quando taxa os recursos da pensão, destinados às necessidades
básicas do estudante: moradia, alimentação, vestuário
e suprimentos escolares.
Tramitação
O projeto será analisado de forma
conclusiva pelas comissões de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
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PL-5134/2009
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de julho de 2009 | Economia
Ação coletiva contra
Claro e Oi é inédita no País
Agência Estado
Numa iniciativa inédita, a União, o Ministério Público
e os Procons de 24 Estados moveram na Justiça Federal ação
coletiva contra duas das maiores operadoras de telefonia do País, a
Claro e a Oi Brasil Telecom, por desrespeito contumaz às regras de atendimento
ao consumidor. A ação prevê uma indenização
de R$ 300 milhões por danos morais coletivos contra cada uma das empresas,
valor cem vezes maior do que a multa máxima prevista pelo Código
de Defesa do Consumidor.
A medida foi anunciada pelo ministro
da Justiça, Tarso Genro, ao fazer hoje um balanço do primeiro
ano de vigência do Decreto 6.523/08, que regulamentou o Serviço
de Atendimento ao Consumidor (SAC) em setores regulados pelo governo.
Com 57% das demandas, a telefonia foi o setor que registrou o maior volume
de reclamações, mais que o triplo do segundo colocado,
o dos cartões de crédito (17%).
No segmento de telefonia móvel,
a Claro foi a mais citada, com 31% das demandas. Em nota, a operadora
informou que não tomou conhecimento da ação e esclareceu
que todos os seus esforços "se concentram na qualidade de
atendimento aos clientes".
Na telefonia fixa, a Oi Brasil
Telecom lidera, com 59% das demandas. Também por meio de nota,
a empresa informou que não foi notificada da decisão e
que, portanto, não se pronunciaria sobre o assunto. A nota diz
apenas que a Oi "tem como princípio o comprometimento em
fazer grandes investimentos" para "levar, com qualidade, cada
vez mais serviços para a grande massa de consumidores".
As reclamações
mais frequentes dos consumidores contra as empresas de telefonia são
relacionadas a cobranças indevidas ou abusivas de serviços.
Segundo a SDE, cobra-se até por conta encerrada e, em várias
situações, o consumidor não consegue interromper
a cobrança. No caso da telefonia celular, há grande volume
de queixas contra a qualidade dos aparelhos e desrespeito à garantia.
Durante a entrevista, foram mostradas
algumas gravações de telefonemas de consumidores para ilustrar
a má qualidade do atendimento dos call centers das empresas de
telefonia. Segundo o diretor do Departamento de Proteção
e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça,
Ricardo Morishita, com frequência os atendentes "batem o telefone
na cara do cliente" ou deixam a linha cair. Num dos casos apresentados,
o consumidor fica falando sozinho, sem saber que a atendente havia desligado
o aparelho, após passar horas sendo mandado de um setor a outro. "É inacreditável
a postura de desrespeito com o consumidor", disse Morishita.
Na opinião do dirigente,
essa situação deixa clara uma política deliberada
de omissão das operadoras, por razões econômicas. "Algumas
empresas acham que é mais barato pagar a multa do que se adequar às
normas de atendimento ao consumidor", disse ele.
Em nota, a Secretaria de Defesa
Econômica (SDE), à qual o DPDC é vinculado, argumenta
que, "em razão do reiterado desrespeito e ausência
de diálogo, foi imperativo buscar a reparação moral
de toda a sociedade que se vê lesada, face ao descumprimento das
normas existentes para a proteção dos consumidores".
Segundo o ministro Tarso Genro,
o problema não é de todas as empresas, mas de uma parte
delas, que teria grande resistência a se adequar às normas
de atendimento ao consumidor e preferiria pagar as multas da agência
reguladora do setor, a Anatel, de valor baixo. Ele espera que a ação
seja julgada rapidamente, uma vez que "os fatos são públicos
e notórios" e que a punição seja uma lição
eficiente para as empresas do setor.
O ministro informou que o aperto
será maior daqui por diante e o próximo passo pode ser
a revisão das concessões das operadoras que persistirem
no desrespeito aos consumidores. Mas ressalvou que esse tipo de punição é competência
da Anatel. "Nós estamos criando argumentos muito convincentes
para que, se essas empresas não se adequarem, elas sofram depois
as demais penalidades que devem ser aplicadas pela agência no momento
adequado, por ocasião da renovação da concessão",
avisou.
"Quando uma lei é descumprida
e o consumidor é desrespeitado de forma repetida, isso machuca
toda a sociedade", reclamou Morishita. Se ação for
vitoriosa da Justiça, o dinheiro da indenização
será recolhido ao Fundo de Direitos Difusos (FDD), do Ministério
da Justiça, para subsidiar projetos voltados para preservação
e valorização da cidadania.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
29/07/2009
Trabalhador por produção recebe
apenas adicional por hora extra
Um cortador de cana, contratado
com pagamento por produção pela Usina Caeté S.A.,
em São Paulo, receberá apenas o adicional em relação à hora
extra trabalhada. A Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho reformou decisão
que condenou a usina a pagar o excesso de jornada de forma integral,
ou seja, a hora mais o adicional. A SDI-1 aplicou o entendimento da Orientação
Jurisprudencial nº 235 do TST, pela qual o “empregado que
recebe salário por produção e trabalha em sobrejornada
faz jus apenas à percepção do adicional de horas
extras”.
O trabalhador foi contratado
em Igarapava (SP) em dois períodos, de abril de 2004 a novembro
de 2005 e de maio a agosto de 2006. A reclamatória foi apreciada
inicialmente pela Vara do Trabalho de Ituperava (SP), que verificou que
os cartões de ponto registravam sobrejornada, não quitada
pela empregadora. O juízo de primeiro grau entendeu que o excesso
de jornada reduz a remuneração, pois, durante as horas
extraordinárias, “o empregado produz menos, em virtude do
cansaço físico”. Por esse motivo, entendeu que essas
horas deveriam ser pagas como extras e acrescidas do adicional legal.
A Usina Caetés recorreu
da sentença, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região
(Campinas/SP) rejeitou o apelo, e a condenação foi mantida
também pela Quinta Turma do TST, ao julgar recurso de revista
ao TST.
Ao interpor embargos à SDI-1,
a empresa teve êxito. Ao analisar a controvérsia, a ministra
relatora, Maria Cristina Peduzzi, avaliou que há entendimento
pacífico da jurisprudência do TST que permite reformar a
sentença. A relatora adotou a OJ nº 235 para concluir que,
ao trabalhar em horário extraordinário – além
das oito horas diárias -, o empregado que recebe por produção “já terá remunerada
cada hora trabalhada em horário suplementar, tendo jus apenas
ao adicional por trabalho extraordinário”. ( E-RR-1715/2006-052-15-00.0)
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