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BBC Brasil, 01 de agosto
de 2009
Crise financeira mundial
custou US$ 10 trilhões aos governos, diz FMI
A crise econômica mundial já custou aos governos mais de
US$ 10 trilhões, segundo informações do Fundo Monetário
Internacional (FMI).
O órgão afirma que os Países ricos ofereceram, juntos,
US$ 9,2 trilhões em ajuda ao setor financeiro, enquanto as economias
emergentes gastaram um total de US$ 1,6 trilhão.
Cerca de US$ 1,9 trilhão foi concedido na forma de adiantamentos,
enquanto o restante é representado por garantias e empréstimos.
Os governos devem recuperar a maioria dessas quantias quando a economia
mundial se reestabilizar, mas os grandes déficits vão permanecer.
Déficit
O FMI também está revisando suas estimativas do custo da
crise para os orçamentos governamentais. A entidade agora afirma
que os Países mais ricos do G-20 vão sofrer um déficit
orçamentário de 10,2% do PIB em 2009 - o maior resultado
negativo para a maioria dessas nações desde a Segunda Guerra
Mundial.
Os maiores déficits projetados estão nos Estados Unidos,
com 13,5% do PIB, na Grã-Bretanha, com 11,6%, e no Japão,
com 10,3%. Em 2010, no entanto, a Grã-Bretanha deve ter o maior
déficit do G-20, com 13,3% do PIB, comparados com 9,7% estimados
para os Estados Unidos.
O aumento nos déficits orçamentários foi provocado
por uma combinação da gravidade da crise, que derrubou
a arrecadação dos governos, e as medidas de estímulo
introduzidas por alguns Países para tentar incentivar a recuperação
da economia. O FMI estima que os Países do G-20 vão implementar
planos de estímulo no valor de 2% de seu PIB em 2009, e 1,6% em
2010, mas diz que será difícil medir a eficiência
dessa iniciativa.
Apesar disso, o órgão afirma que esses planos já tiveram
um grande efeito em limitar a recessão. Segundo o FMI, esses gastos
incentivaram o crescimento dos Países do G-20 com taxas entre
1,2% e 4,7% neste ano. A entidade acredita que o aumento de gastos é mais
eficiente que a redução dos impostos para incentivar a
demanda, e que isso funciona melhor se aplicado em conjunto com uma política
monetária mais flexível e de maneira coordenada em todo
o mundo.
Longo prazo
Os dados do fundo mostram ainda a extensão dos danos de longo
prazo a crise está provocando para as finanças públicas.
O órgão estima que até 2014, a dívida dos
governos alcance 239% do PIB no Japão, 132% na Itália,
112% nos Estados Unidos, e 99,7% na Grã-Bretanha.
Proporcionalmente, no entanto, o aumento na Grã-Bretanha é o
maior - com a dívida mais que dobrando em relação
aos 44% de 2007. Agências de classificação de risco
alertaram recentemente que poderiam ser forçadas a rebaixar os índices
de classificação dos papéis governamentais de Países
com uma dívida de 100% do PIB ou mais elevada.
Isso poderia fazer o Governo ter que gastar mais pagando juros mais altos
ao ir ao mercado para levantar dinheiro que financie seu déficit.
O FMI diz que é importante que os governos apresentem estratégias
confiáveis para a redução dos déficits a
longo prazo, apesar de ter pedido para que eles mantenham o estímulo
fiscal a curto prazo. Os líderes do G-20 devem voltar a discutir
a situação econômica mundial em seu próximo
encontro, em setembro, em Pittsburgh, nos Estados Unidos.
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Agência Senado, 01
de agosto de 2009
Casa própria:
projeto estabelece suspensão do pagamento de prestação
por mutuário desempregado
Todo mutuário da Caixa Econômica Federal que estiver recebendo
o seguro-desemprego passa a ter direito à suspensão do
pagamento de suas prestações, como prevê projeto
de lei que deve ser examinado pela Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE) depois do recesso parlamentar. Pelo texto do PLS 84/09, do senador
Raimundo Colombo (DEM-SC), a interrupção valerá durante
o período em que o mutuário estiver recebendo o seguro
e também pelos seis meses seguintes.
A proposta estabelece que o valor das prestações não
pagas seja refinanciado pela Caixa, para pagamento mais tarde. O relator,
senador Efraim Morais (DEM-PB), que recomenda a aprovação
do texto, apresentou emenda para determinar que o refinanciamento obedeça
aos mesmos encargos do contrato original - juros e outras condições
previstas.
Raimundo Colombo observa que o país atravessa intenso quadro recessivo,
como resultado dos efeitos da crise global sobre a economia interna.
Em conseqüência, há uma redução do nível
de emprego e perspectiva de aumento da inadimplência dos mutuários.
O quadro atual, como salienta, torna mais oportuno o projeto, pois irá permitir
que o desempregado, enquanto esteja sob a proteção do seguro-desemprego,
tenha a tranqüilidade de não se preocupar com a prestação
de seu imóvel durante a fase de transição entre
um emprego e outro.
- Não faz sentido que o Estado, por um lado, pague a desempregado
um seguro-desemprego, que é garantia de uma sustentação
mínima, e cobre a prestação da casa própria
financiada também junto ao governo - salienta.
A suspensão do pagamento - reforça o autor do texto - é uma
espécie de "moratória pessoal", e não
um "calote".Para Efraim, o relator, a preocupação
do autor é ainda mais justificável pelo fato de que a legislação
já autoriza o início do processo de retomada do imóvel
após três meses de inadimplência. Esse é o
prazo mínimo a partir do qual o processo de execução
da hipoteca pode ser iniciado, embora o tempo efetivo para o início
dos procedimentos, conforme a lei mais atual (Lei 9.514/97), deva ser
estabelecido no contrato do financiamento.
Depois de passar pela CAE, o projeto seguirá para a Comissão
de Assuntos Sociais (CAS), onde receberá decisão terminativa.
Nesse caso, se aprovado, será encaminhado diretamente para a revisão
na Câmara dos Deputados, só indo a Plenário se for
acolhido recurso com esse objetivo.
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Agência Câmara,
01 de agosto de 2009
Seguro-desemprego poderá ser
maior para ex-trabalhador escravo
Diógenes Santos
A Câmara analisa o Projeto de Lei 5188/09, da deputada Solange
Amaral (DEM-RJ), que aumenta de três para dez meses o prazo para
pagamento de seguro-desemprego ao trabalhador resgatado de trabalho forçado
ou em condições semelhantes às de escravidão.
O projeto altera a Lei do Seguro-Desemprego (7.998/90).
A lei também estabelece que o Ministério
do Trabalho e Emprego encaminhará esse trabalhador
para cursos de qualificação profissional
e para recolocação no mercado.
Recomeçar a vida
Solange Amaral acredita que três meses não são
suficientes para que a qualificação e a recolocação
previstas ocorram e, por esse motivo, propõe o aumento do prazo
para pagamento do seguro.
"Os trabalhadores egressos do trabalho forçado
precisam de auxílio financeiro para recomeçar
a vida. Até que a qualificação e a
recolocação do trabalhador ocorram, há necessidade
de prover a sua manutenção, e três
meses de seguro-desemprego não são suficientes",
afirma.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Gazeta do Povo, 01 de agosto
de 2009
Assistência social
Ampliação
e reajuste do Bolsa Família custarão R$ 561
milhões
Benefícios serão
aumentados em 9,68% em setembro e 1,3 milhão de famílias
serão incluídas no programa até o fim
do ano
Brasília - O governo federal oficializou ontem, por
meio de decreto publicado no Diário Oficial, o reajuste
de 9,68% nos valores dos benefícios do programa Bolsa
Família. Segundo o Ministério do Desenvolvimento
Social, o aumento será pago a partir de setembro e,
juntamente com o acréscimo do número de 1,3
milhão famílias beneficiadas previsto para
este ano, gerará um gasto adicional de R$ 561 milhões
aos cofres públicos até o fim de 2009.
Com isso, o orçamento do Bolsa Família passará de
R$ 11,4 bilhões para R$ 11,961 bilhões e as
famílias beneficiadas aumentarão de 11,1 milhões
para 12,4 milhões.
Crédito suplementar
Apesar de o ministério ter anunciado um gasto adicional
de R$ 561 milhões, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva enviou ontem ao Congresso Nacional um pedido
de crédito suplementar no valor de R$ 597,9 milhões
para aumentaer o orçamento do Bolsa Família.
O gasto adicional não está previsto no orçamento
da União para este ano.
O reajuste de 10% permitirá que o valor médio
do benefício pago pelo programa passe dos atuais R$
86 para R$ 95 ao mês. O valor básico, pago para
famílias extremamente pobres, sairá de R$ 62
para R$ 68. O valor variável – para
crianças até 15 anos, em um máximo de
três por família – de R$ 20 para R$ 22.
O Bolsa Família ainda incluiu, no ano passado,
a possibilidade de dois adolescentes até 18 anos receberem
um adicional, que passou de R$ 30 para R$ 33. Com isso, o
valor máximo por família, somando-se o benefício
básico e todas as variáveis a que ela possa
ter direito, chega a R$ 200.
Ano eleitoral
Inicialmente, o governo pretendia apenas repor a inflação
dos últimos 12 meses, desde o último reajuste,
em agosto de 2008. No entanto, por 2010 ser ano eleitoral,
optou-se por pagar também a previsão de inflação
dos próximos 12 meses e evitar um novo reajuste que
possa vir a ser contestado durante as eleições
pela oposição. Assim, outro aumento poderia
esperar por um novo presidente da República em 2011.
O governo ainda deve voltar a estudar um mecanismo permanente
de reajuste do benefício. O presidente Lula já manifestou
preocupação de deixar legalizadas determinadas
normas dos programas sociais para que eles não sejam
abandonados depois que ele sair do governo.
Ontem, em evento em Belo Horizonte, Lula saiu em defesa
ao programa. “Tem gente tão imbecil e ignorante
que ainda fala que o Bolsa Família é para deixar
as pessoas preguiçosas porque quem recebe não
quer mais trabalhar”, reclamou o presidente.
Programa garantiu 3,04% dos votos
de Lula no Paraná
O Bolsa Família foi responsável por garantir ao presidente
Lula 3,13% dos votos que ele obteve na eleição presidencial
de 2006. O dado consta do estudo divulgado nesta semana pela Fundação
Getulio Vargas (FGV) que mostrou que o programa tinha sido responsável
por 3,04% dos votos que Lula teve em todo o país na última
eleição a presidente.
O índice de votos “angariados” no Paraná pelo
Bolsa Família, que tem mais de 445,7 mil famílias
beneficiárias no estado, é superior à média
no Brasil, embora o estado tenha sido um dos últimos
no ranking do peso eleitoral do programa. Isso ocorre porque
em estados populosos, como São Paulo e Rio de Janeiro,
o Bolsa Família teve uma importância eleitoral
pequena, o que acabou puxando a média nacional para
baixo.
Norte e Nordeste
Já nas regiões Norte e Nordeste, o Bolsa Família
teve, em geral, um peso eleitoral significativo. Em Alagoas,
o campeão nesse quesito, o programa rendeu ao presidente
Lula 8,17% de sua votação. Em Roraima e Acre,
o Bolsa Família também teve importante contribuição
na reeleição do presidente Lula – com índices
de 6,85% e 6,53%, respectivamente.

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Folha de S.Paulo, 01 de
agosto de 2009
Desemprego bate recorde,
e deflação preocupa a Europa
Na zona do euro, desocupação
atingiu 9,4% em junho, maior taxa em dez anos
Renda menor deve diminuir a demanda
e acentuar a deflação, cortando mais vagas;
taxa de desemprego na Espanha supera os 18%
MARCELO NINIO
DE GENEBRA
Dados sobre emprego e inflação divulgados
ontem confirmaram que a economia europeia continua em desaceleração,
colocando em dúvida as perspectivas de uma retomada
a partir do próximo ano. O desemprego nos 16 países
do euro voltou a crescer em junho, para atingir a taxa
de 9,4%, a mais alta em dez anos, enfraquecendo a demanda
e empurrando os preços para baixo.
A União Europeia informou que em julho a inflação
anual média do grupo dos 16 ganhou mais terreno negativo, com
redução de 0,6% dos preços ao consumidor na taxa
anual. No mês anterior, a queda havia sido de 0,1%. O declínio
reaviva o temor de que a Europa entre em uma espiral de deflação
provocada pelo desemprego e pela queda no consumo, que teria como consequência
o prolongamento da contração econômica. E mais
desemprego.
A queda nos preços em julho foi maior que os 0,4% previstos
pela maioria dos economistas, aumentando a expectativa sobre a reunião
desta semana do BCE (Banco Central Europeu), que já baixou os
juros ao nível recorde de 1% para tentar estimular a economia.
Um dos principais motivos da deflação na eurozona em
junho foi a queda acentuada dos custos de energia em comparação
com um ano atrás, quando o barril de petróleo chegou
quase a US$ 150, ante algo em torno de US$ 65 atualmente.
O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, antes do anúncio de
ontem, havia previsto que a inflação ficaria "temporariamente
negativa" antes de voltar ao terreno positivo no fim do ano. Entretanto,
um dos fatores que podem derrubar essa retomada é o desemprego.
Segundo o Eurostat, agência de estatísticas da UE, mais
158 mil pessoas ficaram sem trabalho em junho, num aumento da taxa
de desemprego de 1 ponto percentual em relação a maio.
Apesar de ser recorde, o desemprego cresceu menos do que o esperado.
Isso pode ser efeito das ações de apoio ao emprego dos
governos, como subsidiar parte dos horários de trabalho de empresas.
No total dos 27 países da UE, o desemprego subiu para 8,9%,
quando em maio estava em 8,8%. Pelos cálculos do Eurostat, 21,5
milhões de homens e mulheres estavam sem trabalho em junho na
UE, o equivalente à metade da população espanhola.
A Espanha, aliás, continua a ocupar a incômoda liderança
no ranking europeu do desemprego, com uma taxa de 18,1%. Em seguida
estão dois países bálticos, a Letônia (17,2%)
e a Estônia (17%). Os índices mais baixos foram registradas
na Holanda (3,3%) e na Áustria (4,4%).
No rastro da recessão em que mergulhou o continente europeu,
em um ano 3,7 milhões de pessoas perderam o emprego, mas alguns
veem sinais de melhora. Por trás do otimismo está a ideia
de que o crescimento menor do desemprego, combinado com a queda dos
preços, significará mais poder de compra para os consumidores. " Os
preços em queda trazem um impulso bem-vindo à renda",
disse a economista Jennifer Mckeown, da consultoria londrina Capital
Economics.
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Folha de S.Paulo, 01 de
agosto de 2009
MONTADORA:
FORD VAI FECHAR 600
VAGAS NA ESPANHA
A Ford anunciou que pretende fechar 600 postos de trabalho na Espanha,
devido à expectativa de queda na demanda europeia no quarto trimestre.
A montadora, que vai eliminar um turno da produção na fábrica
de Almussafes (perto de Valência), disse que os cortes devem sair
de aposentadorias voluntárias. Nos últimos meses, o mercado
de veículos vinha registrando retração nas vendas
de até 50%, mas começou a dar sinais de recuperação
a partir de maio, após ajuda governamental.
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Folha de S.Paulo, 01 de
agosto de 2009
IMÓVEIS
Zell oferecerá no
país crédito imobiliário
DA BLOOMBERG
O Equity International, do megainvestidor americano Sam
Zell, deverá abrir uma empresa de financiamento
imobiliário no Brasil, num momento em que a taxa
de juros no país, em seu menor nível histórico,
aumenta a demanda por investimentos alternativos.
A Equity International está procurando parceiros para impulsionar
o "ainda nascente" mercado de financiamento imobiliário
brasileiro, disse seu diretor de estratégia e vice-presidente
de investimentos Thomas McDonald, em São Paulo.
Em entrevista no dia 28 passado, Zell afirmou que o Brasil é o
principal país do mundo para investimentos. A redução
da taxa Selic e o incentivo à habitação impulsionaram
a demanda por investimentos imobiliários. No Brasil, Sam Zell
já detém 18,7% da Gafisa.
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Folha de S.Paulo, 01 de
agosto de 2009
Construção
civil anuncia "pool" para importação
de aço
Empresários dizem que,
mesmo com taxação, produto estrangeiro custa
menos que nacional
DANILO VILELA BANDEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Insatisfeita com os preços das siderúrgicas
brasileiras, a Cbic (Câmara Brasileira da Indústria
da Construção) convocou nesta semana seus
associados a adquirirem vergalhões de aço
do exterior. Embora o governo tenha anunciado em junho
a elevação das alíquotas sobre a importação
de alguns tipos de aço de 0 para até 14%,
empresários da construção civil continuam
preferindo o produto de fora.
Segundo a Cbic, o contrato prevê a aquisição de
aço da Turquia por R$ 2.250 a tonelada, já inclusas as
taxas aduaneiras. No mercado nacional, o mesmo produto sairia por R$
3.000 a tonelada. O presidente da entidade, Paulo Simão, diz
que a iniciativa tem motivação técnica: "A
cooperativa decide em função do preço mais baixo".
A Cbic diz que a importação de aço já era
feita individualmente pelas empresas, mas que a convocação
integra um processo de criação de cooperativas cujo objetivo é conseguir
preços competitivos. Em 2005, quando zerou as alíquotas
de importação do produto, o governo federal argumentou
que o aquecimento da economia tornava a produção interna
de aço incapaz de suprir a demanda brasileira.
Naquele ano, segundo o IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia), a
produção de aço no país foi de 31,6 milhões
de toneladas, ante um consumo de 16,8 milhões de toneladas.
Em 2008, a produção alcançou 33,7 milhões,
ante um consumo de 24 milhões.
Contatado, o IBS não quis se manifestar sobre o assunto. A entidade "entende
que a importação é um direito legítimo
de cada consumidor".
Dumping
Não é o primeiro desentendimento entre siderúrgicas
e compradores de aço. Em fevereiro, a Transpetro e a Usiminas
se envolveram em uma disputa em torno da compra, pela primeira, de
24 mil toneladas de aço da China.
Derrotada pela concorrente chinesa, a Usiminas encaminhou reclamação
ao governo federal, acusando a Transpetro de prejudicar a recuperação
da produção siderúrgica brasileira, que sofrera
queda de 44% entre janeiro e dezembro de 2008. O argumento era que
os subsídios do governo chinês inviabilizavam a competição.
Segundo a Transpetro, a Usiminas concordou depois em fornecer aço
a preços semelhantes aos dos chineses. Com a crise, a participação
do aço estrangeiro no mercado nacional foi de 8% para 14%.
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Folha de S.Paulo, 01 de
agosto de 2009
CONSTRUÇÃO
SP anuncia descoberta
do "pré-sal" da argila no interior
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O governo de São Paulo anunciou nesta semana a descoberta
de 135 milhões de toneladas de argila na região
de Presidente Epitácio (655 km de São Paulo). É a
quarta maior reserva já encontrada no país.
A região, tradicional polo de produção
de cerâmica, sofria com a escassez da matéria-prima
desde o início da década, quando alagamentos
causados pela construção da hidrelétrica
Sérgio Motta inundaram as reservas utilizadas pelos
produtores.
O anúncio foi feito após estudos do IPT (Instituto de
Pesquisas Tecnológicas) dimensionarem o tamanho e a qualidade
do material disponível, utilizado na confecção
de blocos, lajes e telhas.
Segundo Marsis Cabral Junior, geólogo que coordenou os estudos,
os 135 milhões de toneladas de argila devem ser suficientes
para suprir durante quase um século a demanda das cerca de 70
empresas da região.
O aproveitamento do material, no entanto, ainda depende de licenças
ambientais e da concessão dos direitos de extração
pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral).
Segundo o geólogo, esse processo pode durar até dois
anos. O secretário de Desenvolvimento do Estado, Geraldo Alckmin,
diz ver na descoberta uma oportunidade de desenvolvimento para as pequenas
empresas do oeste paulista: "É o nosso pré-sal interiorano",
afirma.
A argila, como os demais minerais, pertence exclusivamente à União.
De acordo com Marsis, a extração do material da reserva
será feita pela Incoesp, cooperativa de produtores de cerâmica
da região que recebeu licença do governo federal para
explorar a área.
De acordo com dados da Anicer (Associação Nacional da
Indústria Cerâmica), o setor emprega 400 mil pessoas no
Brasil e fatura R$ 6 bilhões por ano. (DANILO
VILELA BANDEIRA)
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
01/08/2009
Mergulhadores fazem acordo
e processo de dissídio coletivo é extinto
Com acordo coletivo assinado e encerrada a greve da categoria de
mergulhadores dia 30/07 às 19h, ontem (31) foi a vez de ser
extinto o processo de dissídio coletivo ajuizado pelo Sindicato
das Empresas de Engenharia Subaquática, Operação
de Veículos de Controle Remoto, Atividades Subaquáticas
e Afins (Siemasa). Ao chegarem à audiência de conciliação às
14h no Tribunal Superior do Trabalho, os representantes do sindicato
patronal e do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Atividades Subaquáticas
e Afins comunicaram imediatamente a celebração de acordo.
Para o presidente do TST, ministro Milton de Moura França,
que conduziu a audiência e sempre privilegia todas as tentativas
de acordo, essa foi “uma demonstração de maturidade
da representação patronal e dos trabalhadores”.
O ministro Moura ressaltou, ainda, que “a melhor solução é a
que as partes encontram”. A greve teve início no dia 27,
quando também foi ajuizado o dissídio pelo Siemasa, que
pretendia a declaração de ilegalidade do movimento, por
caracterizá-lo como serviço essencial. As empresas representadas
pelo Siemasa dedicam-se à prestação de serviços à indústria
de petróleo e gás e seu principal cliente é a
Petrobrás.
Os trabalhadores - mergulhadores de águas profundas - conseguiram
que a Acergy Brasil S.A. e a Fugro Brasil Serviços Submarinos
e Levantamentos Ltda. reajustassem a parcela de Indenização
por Desgaste Orgânico (IDO) para hora de saturação
de R$ 26,57 para R$35,00 a partir de 01/07/ 2009 e de R$40,00, de 01/01/2010
a 31/08/2010. Esta era a principal reivindicação dos
mergulhadores, que recebem a IDO quando permanecem fechados numa câmara
para obras de instalação, manutenção e
reparos a até 300 metros de profundidade, podendo ficar confinados
por vários dias. (DC 212902/2009-000-00-00.1)
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