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IG,
03 de agosto de 2009
Nassif: Os próximos anos serão
fundamentais para o Brasil
Os próximos anos serão fundamentais para o Brasil. Pela primeira
vez no pós-guerra abre-se a possibilidade de uma conjugação
de crescimento econômico, novo posicionamento do país na economia
global, mercado de consumo expandido (com a inclusão de novos consumidores),
mercado de capitais maduro, modelos de gestão consolidados, grandes grupos
com dimensão global, integração com América Latina,
amplas obras de infra-estrutura à disposição do capital
privado e o pré-sal coroando o modelo.
O país consegue chegar a uma posição privilegiada muito
mais em decorrência da dinâmica interna de seu povo do que do planejamento
de governo. Nem no governo FHC nem no de Lula houve uma visão estratégica
que permitisse chegar onde chegou.
***
FHC teve o mérito de desenrolar alguns nós complicados – como
os bancos estaduais, o endividamento dos estados, o modelo de agências
reguladoras -, Lula avançou em passos importantes – redução
do pesado endividamento herdado, consolidação de políticas
sociais em escala nacional -, mas ainda são sementes plantadas.
Caberá ao próximo presidente a tarefa de comandar um país
pronto para o grande vôo.
***
Algumas condições se farão necessárias. A mais importante
será a capacidade de conciliação e de administração
política do país – tarefas das quais tanto FHC quanto Lula
se desincumbiram com maestria.
Agora o jogo será mais complexo devido às
grandes mudanças tecnológicas ocorridas especialmente
no campo da comunicação. A expansão da Internet,
da banda larga e da informação digital, assim como
os avanços da imprensa regional, romperam com a centralização
da opinião pública.
***
Antes, os grandes jornais
geravam notícias e informação, que eram replicadas
pelas rádios, televisões, imprensa regional.
Por várias razões, esse modelo se esgotou. O acesso a novas informações,
a própria expansão do país – cujo crescimento pela
primeira vez na história se interioriza – provocou o descolamento
da imprensa regional. Depois, a Internet trouxe novos sites, blogs, redes sociais
e comunidades de discussão.
***
No modelo anterior, só tinham
repercussão política as notícias que transitavam
pela grande mídia. Cabia a ela definir a agenda econômica
e parlamentar. E, de fato, ela foi o grande sustentáculo do
modelo financista.
Com a implosão desse
modelo de formação de opinião, novos agentes
estão se colocando.
Gradativamente a Internet
permitirá que novas regiões, novas ideias, novos setores
entrem no jogo. Não haverá mais os grandes consensos – como
o que marcou a queda de Collor ou o apoio ao Plano Real.
Essa situação
exigirá do novo presidente uma ampla condição
de negociação. Mais que isso, um plano estratégico
claro que seja entendido e aceito pela maioria dos setores nacionais.
***
O grande risco que o país
poderia enfrentar seria eleger presidentes sem jogo de cintura, sem
capacidade de negociação e sem visão clara de
futuro.
Esse quadro de confronto,
que antecede as eleições de 2010, de algum modo terá de
ceder lugar a um debate civilizado de ideias. Sob pena do país
perder a maior chance da sua história.
Crise custa mais de US$ 10 trilhões
Os países desenvolvidos
já gastaram mais de US$ 10 trilhões com a crise financeira
global, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional
(FMI). O montante de ajuda ao setor financeiro despendido pelos países
mais ricos somou US$ 9,2 trilhões, enquanto que os emergentes
gastaram cerca de US$ 1,6 trilhão. Além de emprestar
e resgatar bancos, os governos sofreram com a queda das arrecadações
tributárias. Por isso, a crise vai demorar para ser superada,
diz o FMI.
PIB dos EUA cai 1%
O PIB dos EUA recuou 1%
no segundo trimestre puxado pela queda dos investimentos, de acordo
com o Departamento de Comércio. O resultado ficou bem abaixo
do apurado no primeiro trimestre, quando a retração
foi de 6,4%. Foi o quarto trimestre seguido de queda. O consumo,
que responde por mais de dois terços da atividade econômica,
caiu 1,2% no período. Segundo economistas, o consumo deve
continuar ruim nos próximos trimestres.
Bancos devem emprestar mais
Os bancos brasileiros têm
que facilitar mais a concessão de crédito, defendeu
o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), Luciano Coutinho. “A economia brasileira
está bem, voltou a crescer rapidamente, tem boas perspectivas
de expansão de longo prazo e a inadimplência deve cair'',
argumentou. O crédito é importante para os investimentos,
acrescentou, pois alavancam empregos, elevam a produção
e aumentam a renda da população.
BB facilita compra de linha branca
O Banco do Brasil vai prorrogar
até o final de outubro a sua linha de crédito para
a compra de produtos da linha branca (máquinas de lavar, geladeiras,
fogões e microondas) com IPI reduzido. O governo havia reduzido
o IPI de tais produtos em abril, e o prazo termina nesta sexta-feira,
dia 31 de julho. O limite de financiamento é de R$ 20 mil.
O BB informa que tem convênio com 435 lojas para financiar
os produtos da linha branca.
Mantega discutirá crise
nos EUA
O ministro da Fazenda, Guido
Mantega, vai discutir a crise econômica com o secretário
do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, em reunião
programada para a próxima quarta-feira em Washington. Outros
temas de interesse bilateral também serão discutidos.
Além disso, Mantega vai aproveitar a ocasião para explicar
a investidores e empresários que o Brasil vai cumprir sua
meta fiscal, apesar da piora das contas públicas brasileiras.
Reajuste do minério de
ferro
As negociações
para o reajuste de preços do minério de ferro na China
ainda prosseguem. O vice-presidente da Associação do
Ferro e do Aço da China (Cisa, na sigla em inglês),
Luo Bingsheng, negou que a negociação de preço
entre a China e as mineradoras globais tenha se encerrado. Para Bingsheng,
as siderúrgicas do seu país esperam que as negociações
cheguem a uma “solução razoável”.
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O ESTADO DO PARANÁ,
03 de agosto de 2009 | Economia
Indústria quer nova política
para produção
Agência Estado
A crise financeira global dizimou as chances de sucesso das metas da Política
de Desenvolvimento Produtivo (PDP), que já eram consideradas difíceis
pela indústria. Lançada com pompa pelo governo em maio do ano
passado, quando a economia crescia num ritmo superior a 6% ao ano, a PDP ficou
desatualizada. Representantes do setor produtivo pressionam agora o governo
para que a política seja revista à luz do pós-crise.
"A prioridade é incentivar
o investimento na inovação tecnológica e modernização
da indústria nacional", defende o diretor do Departamento
de Produtividade e Tecnologia da Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho.
Além de fortalecer a competitividade do produto brasileiro, a
medida estimula o setor de bens de capital, estratégico para a
economia do País, cuja produção desabou com a crise,
diz.
Para o empresário Mario
Bernardini, assessor econômico da diretoria da Associação
Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq),
até agora o governo agiu sem plano estratégico. "Incentivou
mais o consumo, o que no curto prazo dá resultado, mas no longo
prazo é ineficiente", observa. "Isso deveria ter sido
feito, mas com um objetivo na frente."
Para exemplificar, Bernardini
faz uma comparação com a China. Em razão da crise,
o governo chinês priorizou ampliar os investimentos em ferrovias
e infraestrutura. "Eles vão sair da crise mais competitivos
do que entraram. Nós, tirando o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
de carros e eletrodomésticos, vamos sair da crise antes, porém
não sairemos mais competitivos."
O incentivo aos investimentos
pleiteado pela indústria se resume em desoneração
tributária. O problema é que o governo já disse
que esgotou sua capacidade de reduzir impostos. Um dos argumentos mais
usados pelo setor para justificar o pleito é o fato de o Brasil
ser hoje um dos poucos países a tributar investimento. Tanto
que não causou surpresa para a diretoria da Fiesp os resultados
de uma pesquisa da entidade sobre intenção de investir
em 2009 mostrando que a carga tributária é apontada por
64% dos entrevistados como o maior obstáculo ao investimento.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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O ESTADO DO PARANÁ,
03 de agosto de 2009 | Economia
PIB deve crescer acima de 4,5% em
2010, afirma o presidente
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o governo trabalha
com a expectativa de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima de
4,5% em 2010. Em entrevista à rádio Itatiaia, em Belo Horizonte,
Lula afirmou também que o País poderá, em dez ou 15 anos,
chegar ao patamar de quarta ou quinta maior economia do mundo.
O presidente ressaltou que em
dezembro do ano passado foi à TV e, em rede nacional, afirmou
que a "crise tinha chegado por último ao Brasil e ia sair
primeiro". "O que está acontecendo agora. De todos os
países do mundo, de todos, China e Brasil são os dois países
que estão em melhor situação", avaliou. "A
economia brasileira está se recuperando, eu tenho dito aos meus
ministros que nós não temos que ser ufanistas, nós
temos os pés no chão. Mas os sinais são extraordinários
da economia se consolidando e nós trabalhamos para um crescimento
para o próximo ano acima de 4,5%."
Para Lula, se o Brasil continuar,
pelo menos na próxima década, "trabalhando com seriedade",
poderá assumir uma nova posição no rol das maiores
economias do mundo. "Eu tenho dito, nós, daqui a dez ou 15
anos, seremos a quarta ou quinta economia mundial". Na opinião
do presidente, o atual desempenho se deve em grande parte às medidas
adotadas durante o ajuste fiscal implementado no início de seu
governo.
Lula também enalteceu
o atual nível da taxa básica de juros, a Selic, de 8,75%
ao ano. "Nós aumentamos os juros quando precisávamos
aumentar, reduzimos os juros quando tínhamos folga para reduzir
e hoje nós temos o menor juro da história deste País."
Questionado, o presidente
admitiu a possibilidade de aumento real das aposentadorias, mas observou
que a prioridade do governo é garantir que o salário
mínimo continue crescendo. "Cada um de nós se aposenta
com aquilo que nós contribuímos. Se bem que você tem
setores privilegiados e tem setores que amargam (perdas). De qualquer
forma, isso só vai mudar no dia que você tiver uma reforma
na Previdência Social", afirmou.
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CAMPO GRANDE NEWS, 03 de
agosto de 2009
Pacote de obras reduz informalidade
na construção civil
Edivaldo Bitencourt
om o lançamento de novo pacote de obras, investimentos de R$ 114 milhões
e expectativa de gerar 10,4 mil empregos na construção civil,
a Prefeitura Municipal de Campo Grande pretende reduzir o desemprego e o número
de trabalhadores na informalidade.
Nesta sexta-feira, como parte
da programação da comemoração dos 110 anos
de emancipação político-administrativa da Capital,
o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) lança as obras em solenidade prevista
para as 20h no Clube Estoril. Ele também fará um balanço
das obras prontas, que tiveram investimentos de R$ 80 milhões
e estão sendo entregues neste mês.
A demanda gerada pelos novos
investimentos é tão grande, que o Senai (Serviço
Nacional da Indústria) irá oferecer em caráter emergencial
um curso voltado para formar cerca de 30 operadores de retroescavadeira.
Como as obras de saneamento e
infra-estrutura envolvem muitas máquinas, a Capital começa
a sofrer deficiência de mão-de-obra qualificada neste setor,
segundo o diretor do órgão, Jaime Verruck.
Fim dos bicos – Atualmente,
segundo o presidente do Sintracon (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
da Construção e Mobiliário), Samuel da Silva Freitas,
de 9 mil a 10 mil operários estão desempregados na Capital.
Dos 30 mil empregados pelo setor,
17 mil trabalham com registro em carteira e estão incluídos
no mercado formal. Em torno de 13 mil estão no mercado informal
ou desempregados sobrevivendo de bicos.
“O pacote é bem-vindo
porque vai reduzir a informalidade”, destacou Freitas, sobre as
novas obras a serem anunciadas pelo prefeito. A entidade defende a contratação
formal porque o trabalhador passa a ter os direitos previdenciários
assegurados, como a contabilizar para aposentadoria no futuro ou mesmo
receber os vencimentos em caso de afastamento temporário.
Novidade – A abertura de
novas obras será oportunidade até para os trabalhadores
de outros setores que passaram a ver a construção civil
como caminho para ingressar no mercado. Dos 800 inscritos no programa “Colher
na Massa”, desenvolvido pelo Senai em parceria com o sindicato
e órgãos públicos, 50% são oriundos de outros
setores.
De acordo com Verruck, outra
novidade é que 10% dos qualificados são do sexo feminino.
As empresas estão descobrindo que as mulheres são melhores
em alguns serviços, como a colocação de pisos e
azulejos.
As obras - A maior parte das
obras previstas são nas áreas de pavimentação,
saneamento básico e pavimentação. O prefeito deverá oficializar
a formação de vias marginais e de parque linear no Córrego
Cabaça, entre a Avenida Costa e Silva e a Rua Spipe Calarge, orçada
em R$ 6 milhões.
Também deverá oficializar
o lançamento da terceira etapa da Via Morena, avenida que substituiu
os trilhos. A nova etapa deverá interligar o Aeroporto Internacional
de Campo Grande à Avenida Afonso Pena.
Outras estão em andamento,
como a Orla Morena, que é a revitalização da Avenida
Noroeste entre as avenidas Júlio de Castilho e Ernesto Geisel.
A obra dará uma nova opção de lazer aos moradores
das vilas Planalto, Cabreúva e Amambaí.
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IG, 03 de agosto de 2009
José Paulo Kupfer: A elite
resiste a distribuir a renda
Além de bater nos “estragos” fiscais que, na visão
deles, o reajuste provocaria, os soldados da resistência à distribuição
de renda desceram da prateleira aquele amontoado de argumentos de palanque,
sem sustentação nos fatos, contra o Bolsa-família. Triste
ver como encaram os brasileiros em situação de pobreza e miséria
como meros números que perturbam o equilíbrio fiscal.
por José Paulo Kupfer
colunista do IG
É impressionante a resistência
das elites brasileiras a distribuir a renda neste país. Esta é uma
frase que escrevo, de tempos em tempos, há muitos e muitos anos.
Lamento muitíssimo repeti-la tanto. Mas não tem jeito:
a resistência é incansável, férrea. Muito
impressionante mesmo.
O último exemplo é a
gritaria com o reajuste dos benefícios do Bolsa-família.
O aumento de 9,68% decidido pelo governo, a vigorar a partir de setembro,
desencadeou uma onda de ataques à decisão. De generosidade
com o bolso alheio à falta de provisão para fazer o bem
com o dinheiro dos outros, o governo está sendo malhado como um
judas fora de época.
Atacam, de cara, o reajuste.
Se tomassem meio minuto para consultar números básicos,
verificariam que se trata de uma crítica sem base. De 2003, quando
as bolsas começaram a ser pagas, até o novo valor do benefício,
previsto para vigorar até 2011, o aumento da bolsa ficou em 40,07%.
No período, considerando índices de 4,5% em 2009 e 2010,
o IPCA variou 41,07%. Ou seja, o valor real do benefício permanece
praticamente o mesmo desde o início do programa.
Escandalizam-se com o fato de
que não há previsão orçamentária para
fazer frente ao aumento agora decretado. Ora, ora, senhores, mas qual é o
drama? O Bolsa-família, até o fim do ano, com a incorporação
de mais 1,3 milhão de famílias, alcançará cerca
de 13 milhões de famílias, e nem assim absorverá mais
de 0,8% do Orçamento da União. Falando na língua
que os críticos entendem bem: um corte de 0,1 ponto percentual
na taxa Selic paga toda a conta do programa.
Além de bater nos “estragos” fiscais
que, na visão deles, o reajuste provocaria, os soldados da resistência à distribuição
de renda desceram da prateleira aquele amontoado de argumentos de palanque,
sem sustentação nos fatos, a respeito da falta de mecanismos
de saída do Bolsa-família e seu caráter assistencialista.
Triste ver como encaram os brasileiros em situação de pobreza
e miséria como meros números que perturbam o equilíbrio
fiscal.
Se fossem lá ver ou,
pelo menos, procurassem se informar com terceiros independentes sobre
o que ocorre nas áreas em que o Bolsa-família opera, correriam
menos riscos de se surpreender, como se surpreenderam ao descobrir que
o programa funcionava e alcançava, com inesperada eficácia,
o público-alvo.
Fonte: http://colunistas.ig.com.br/jpkupfer
Leia também: Planseq-Bolsa
Família mostra que programa também 'ensina a pescar'
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JORNAL UAI, 03 de agosto
de 2009 | Economia
Casa própria
Construtoras abandonam financiamento à baixa
renda
Geórgea Choucair - Estado de Minas
As construtoras voltadas para a baixa renda abandonaram o financiamento direto
ao mutuário. As empresas passaram a focar o negócio na produção
e deixaram a operação do empréstimo da casa própria
para os bancos federais ou privados. Grandes construtoras do segmento, como
Tenda, MRV e Emccamp Residencial, só fazem hoje financiamento em parceria
com as instituições financeiras, que estão com taxas de
juros cada vez mais competitivas e prazos de pagamento estendidos em até 30
anos.
As obras de imóveis para
a alta renda seguem o mesmo caminho. Os poucos empréstimos diretos
ao cliente que ainda são feitos têm prazo de pagamento mais
restrito, de no máximo cinco anos. O financiamento de imóvel
direto com as construtoras, segundo analistas do setor, só vale
a pena durante a obra. Nesse período o reajuste das mensalidades é feito
pelo Índice Nacional de Custo da Construção Civil
(INCC), que nos últimos 12 meses, até junho deste ano,
variou 7,67%. Depois da entrega das chaves, o financiamento com as construtoras
passa a ser feito com o reajuste pelo Índice Geral de Preços
de Mercado (IGP-M) mais juros de 1% ao mês. Ou seja, se for levar
em conta a alta do IGP-M de 1,52% nos últimos doze meses (até junho
de 2009), o reajuste da mensalidade salta para cerca de 14,2% ao ano,
taxa bem mais alta do que a média cobrada pela grande parte das
instituições financeiras.
"As construtoras hoje só financiam
até a entrega das chaves. Depois disso, é melhor para o
cliente pegar o empréstimo em banco, que está com taxas
de juros bem mais atrativas", afirma Teodomiro Diniz Camargos, presidente
da Câmara da Indústria da Construção da Federação
das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e diretor da Construtora
Diniz Camargos. As próprias construtoras, diz, não estão
interessadas em financiar o cliente depois da entrega das chaves. "As
empresas precisam do capital para girar. A tendência é de
que nenhuma construtora financie mais os clientes e isso fique a cargo
só dos bancos. O trabalho da gestão do crédito é grande
e o foco precisa ser feito na produção", diz.
O diretor de programas habitacionais
do Sindicato da Indústria da Construção Civil de
Minas Gerais (Sinduscon-MG), André Campos, tem a mesma opinião. "O
papel de financiar o cliente é do banco e não da construtora.
E hoje, as taxas das instituições financeiras estão
muito mais competitivas, além dos vários subsídios
lançados pelo governo federal", diz Campos.
Mas, se a pessoa está interessada
em financiar imóvel em período mais curto, o presidente
em exercício do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis
(Creci-MG), Paulo Tavares, afirma que a negociação direta
com as construtoras costuma ter maior flexibilidade. "Os bancos
costumam financiar em até 80% o valor do imóvel, com parcelas
mensais. Nas construtoras, não há uma tabela. Pode haver
um acordo, com pagamento de quantias trimestrais, semestrais ou anuais",
afirma Tavares. O financiamento de imóveis prontos nos bancos
só é autorizado depois da liberação do habite-se.
Nos últimos anos, os bancos
ficaram mais interessados no mutuário da casa própria e
passaram a ampliar as ofertas de financiamento e o prazo de pagamento.
A competição por taxa de juros mais baixa ficou mais acirrada.
E, este ano, o interessado em comprar a casa própria ganhou mais
subsídios, com o lançamento do programa habitacional do
governo, o Minha casa, minha vida. Os benefícios do programa,
no entanto, são limitados às famílias com renda
de até 10 salários mínimos (R$ 4.650). A meta do
governo é construir 1 milhão de moradias nos próximos
anos. O programa, lançado em março, prevê o investimento
de uma bolada de R$ 34 bilhões na construção das
moradias. Para as famílias com renda de até três
salários mínimos (R$ 1.395), no entanto, o acesso à casa
própria ainda vai demorar. A seleção dos interessados,
que vão contar com os maiores subsídios e pagar prestações
a partir de R$ 50, está sendo feita pelas prefeituras municipais,
de acordo com critérios de necessidade das famílias.
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FOLHA DE LONDRINA, 03 de
agosto de 2009 | Economia
Planos governamentais puxaram avanço
do setor industrial
São Paulo - As experiências de política industrial que
tiveram maior êxito no Brasil eram ligadas a um plano de desenvolvimento.
O símbolo dessa política global foi o Plano de Metas , adotado
em meados dos anos 50, no governo Juscelino Kubitschek, conta o assessor econômico
do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Julio Sergio
Gomes de Almeida.
Com o lema ''50 anos em 5'',
o Plano de Metas tinha objetivos industriais relevantes, como instalar
a indústria automobilística no País, desenvolver
energia, transportes e indústrias de insumos básicos como
a siderúrgica. Outro grande processo de política industrial
associado ao desenvolvimento foi o II Plano Nacional de Desenvolvimento
(PND) adotado no governo do general Ernesto Geisel, em 1974. Teve como
diretrizes básicas o desenvolvimento dos setores de bens de capital
e insumos básicos, como petróleo, e o fortalecimento da
empresa privada nacional. ''Nesses dois episódios, a indústria
brasileira deu saltos fabulosos'', recorda Gomes de Almeida. ''Desde
então, nunca mais tivemos essa combinação de políticas
de desenvolvimento e industrial.''
Para ele, a Política de
Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada pelo governo federal
em maio de 2008, foi a mais importante dos últimos 25 anos. ''O
que falta muito para a gente é vislumbrar um plano de desenvolvimento
do Brasil do pós crise em que estejam articulados programas na área
de infraestrutura e na área industrial, como foram os planos de
maior sucesso que tivemos''.
Segundo ele, o que perdurou
nos 25 anos entre o II PND e o PDP foram iniciativas sem relevância
capaz de mudar a história. Metade desse período foi marcado
por crises de inflação, de governo e de recursos, que
limitaram muito a capacidade do País pensar o desenvolvimento.
A outra metade foi dominada pelo neoliberalismo até o início
do governo Lula. ''O neoliberalismo diz que não tem que fazer
política industrial, porque o desenvolvimento nasce como um
desdobramento natural da estabilidade de uma economia que segue as
regras de mercado.'' (M.R.)
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G1, 03 de agosto de 2009
| Economia
Lula diz que irá inaugurar 214
escolas técnicas até final de seu governo
Presidente afirmou que investir em educação
dá retorno rápido | Lula disse que reajuste do Bolsa
Família faz justiça à população
carente
Do G1, em São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (3),
durante seu programa de rádio “Café com o presidente”,
que irá inaugurar 214 escolas técnicas até o final de
seu governo. Ele afirmou que investimento em educação dá retorno
rápido, especialmente quando esse esforço garante uma profissão
aos jovens.
Lula iniciou o programa falando
sobre o reajuste de 10% do Bolsa Família. Para ele, era necessário
dar uma resposta à população carente. “O reajuste é justiça
com a parte mais carente da população brasileira. Todas
as categorias profissionais tiveram reajuste esse ano, em todo o Brasil.
E é justo que a gente dê um reajuste razoável para
os que recebem o Bolsa Família, porque isso vai ajudar no aumento
de poder de compra deles”.
Segundo o presidente, a decisão
tem reflexo na economia nacional. “Foi uma atitude correta da equipe
econômica do governo, do ministro Patrus (Patrus Ananias, do Desenvolvimento
Social e Combate à Fome). E quando eles se colocaram de acordo
e levaram a proposta para mim, eu não tive dúvida de fazer
a lei garantindo os 10%. Quanto mais o povo puder comprar, mais certeza
nós temos de que a economia brasileira vai continuar crescendo”.
Capacitação profissional
Lula disse que foi a Belo Horizonte,
participar da formatura do Plano Setorial de Qualificação
para Beneficiários do Bolsa Família (Planseq). “Fiquei
emocionado, porque foram 457 pessoas que se formaram num convênio
que o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
fez com os empresários da construção civil. Fiquei
feliz, porque entreguei o diploma para algumas mulheres e duas tiveram
a carteira profissional assinada. Uma mulher, que recebia apenas o Bolsa
Família vai ganhar R$ 616 por mês, como meio oficial até se
tornar oficial. É a melhor forma para a gente ir tirando as pessoas
do Bolsa Família”.
Escola técnica
O presidente falou ainda
sobre investimentos na educação. “Formar o jovem é obrigação
do governo. Lamentavelmente, no passado, não se preocuparam
com a formação da nossa juventude. Eu fui inaugurar o
Instituto Tecnológico em Campina Grande. Vi a alegria das meninas
e dos meninos que estavam lá. Até o final do meu governo
nós vamos inaugurar 214 escolas técnicas. Esta semana
mesmo, eu tenho que inaugurar três no Maranhão. Vou inaugurar
mais duas no Piauí. E daqui para frente, todo mês, teremos
muitas escolas técnicas para serem inauguradas. Nós estamos
garantindo que a nossa juventude tenha uma profissão. Esse é um
investimento extraordinário. A chave do sucesso desse programa
foi a gente dizer que no governo ninguém falava mais em gasto
quando falavam de educação. É um investimento
que traz um retorno mais rápido”.
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Gazeta do Povo, 03 de agosto
de 2009
EUA
Casa Branca prevê mais verba para
seguro desemprego
O principal assessor econômico da Casa Branca, o economista Lawrence
Summers, disse ontem que os EUA terão que ampliar a verba disponível
para o pagamento do seguro-desemprego no país. A expectativa é que,
até o final do ano, 10% dos 15 milhões de desempregados terão
ultrapassado o prazo de elegibilidade para continuar recebendo o benefício
antes de encontrar um novo trabalho. O Congresso dos EUA já autorizou
24 dos 50 Estados mais afetados pela recessão a ampliarem de 46 semanas
para 79 (quase um ano e meio) o pagamento do benefício. Esse é o
mais longo período em que o benefício é pago desde que
foi criado, em 1930. Em média, os desempregados recebem cerca de US$
300 por semana (US$ 570).
A expectativa é que
o Congresso adicione mais 13 semanas. Na média, o
desemprego nos EUA atingiu 9,5%, mas chega a 15,2% em Michigan,
região da indústria automotiva. Os desempregados têm
direito a resgates durante 26 semanas (seis meses). Durante as últimas
recessões, o Congresso têm autorizado a extensão
do pagamento por um período adicional entre 13 e 20 semanas.
O dinheiro vem do Orçamento federal. “Faremos o que for
necessário para tornar o seguro-desemprego disponível”,
disse Summers.
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V NEWS, 03 de agosto de 2009
Nova ferramenta: operários da
construção civil aprendem informática em Taubaté
Curso tem duração de três
meses e ensina noções básicas
Operários de uma construtora de Taubaté estão aprendendo
a manejar uma nova ferramenta: o computador. Em um curso de três meses,
eles têm contato com noções básicas de informática
e abrem as portas para um novo tipo de conhecimento.
A maioria dos 20 trabalhadores
que está no curso não concluiu o ensino médio. Os
estudos foram deixados de lado há muito tempo. Mas agora eles
ganharam a oportunidade de retornar à sala de aula para construir
uma vida mais promissora, utilizando uma ferramenta indispensável
na era digital.
Nas mãos dos pedreiros
e ajudantes gerais, o mouse é o principal instrumento. Alguns
deles, pela primeira vez, ficaram frente a frente com essa tecnologia. "É uma
experiência nova, eu nunca tinha mexido com esse negócio,
primeira vez agora, então tô tentando entender", diz
o ajudante geral Sílvio Leite.
Na sede do curso, que tem duração
de três meses, os alunos aprendem os conceitos básicos da
informática. Noções simples, como operar os programas
e criar pastas de arquivo. Tudo passado detalhadamente pelos professores
voluntários do projeto. "Eles inicialmente chegam sem saber
nada, sem saber mexer com o mouse, sem saber o que é um monitor,
eles não tem nenhuma base do que é informática,
mas têm um desejo muito grande de aprender e é isso que é o
diferencial", observa o professor Eduardo de Oliveira.
E o computador deve mesmo aprimorar
a educação dessa turma. Já que por meio da tela,
todos podem navegar pela internet, fazer cursos à distância
e se manter conectados com o conhecimento.
"Hoje em dia tudo envolve
a internet, né, se não souber mexer, lidar com um computador,
você não tem chance em muitos lugares que dá pra
ganhar um pouco mais", diz o ajudante geral Gustavo de Jesus.
O curso é oferecido aos
operários por uma igreja evangélica e também é aberto à comunidade.
Quem tiver interesse em participar pode procurar a sede da igreja, que
fica na avenida dos Bandeirantes, número 3.170, no centro de Taubaté.
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O ESTADO DO PARANÁ,
03 de agosto de 2009 | Economia
MP eleva cerco à terceirização
em grande empresa
Agência Estado
Em março, uma decisão em primeira instância da Justiça
de São Paulo determinou que o Serviço Brasileiro de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) suspendesse as contratações
de trabalhadores temporários e pagasse indenização de
R$ 10 milhões ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). No início
de julho, foi a vez de a Petrobras ser condenada pela Justiça do Rio
em processo parecido. O valor da multa foi três vezes maior. A AmBev
responde a uma ação semelhante em Belém (PA).
Esses três casos ilustram
o aumento do cerco do Ministério Público do Trabalho (MPT) à terceirização
no País, especialmente nas grandes empresas. Como não há estatísticas
disponíveis a respeito, a constatação baseia-se
em relatos de profissionais que atuam na área. "Desse jeito,
o Ministério Público vai parar o Brasil", diz o advogado
Almir Pazzianotto, ex-ministro do Trabalho e do Tribunal Superior do
Trabalho (TST).
Os procuradores negam veementemente
a acusação e dizem que estão apenas fazendo seu
trabalho. "Há um desvirtuamento da palavra terceirização
no Brasil", afirma o procurador Rodrigo Carelli, autor da ação
contra a Petrobras. "Terceirização não é para
baixar custo, mas para a especialização (de profissionais)." No
caso da estatal, Carelli diz ter identificado um "abuso" da
atividade. "O objetivo é a fuga do vínculo empregatício",
frisa. Na ação, afirma que a Petrobras tem 190 mil terceirizados,
ante 49,8 mil contratados.
A empresa rebate. "As grandes
corporações não são capazes de realizar sozinhas
todos os elos de suas cadeias produtivas", afirma, por meio de nota. "Uma
empresa busca a terceirização de determinadas atividades
quando quer a especialização e a otimização
de recursos." A estatal informou ainda que, em dezembro do ano passado,
tinha 55 mil funcionários próprios e aproximadamente 238
mil empregados trabalhando em serviços ligados à companhia.
Especialistas como Pazzianotto
argumentam que a raiz de toda a polêmica em torno da terceirização
está na falta de um marco regulatório claro para a questão.
Segundo ele, a Justiça tem tomado decisões com base,
principalmente, na Súmula 331 do TST, de 2003. Na avaliação
dele, essa legislação está defasada e precisaria
ser reformada.
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BEM PARANÁ, 03 de
agosto de 2009 | Economia
Claspar
Justiça do Trabalho veta demissão
de aposentados
A Justiça do Trabalho proibiu a Empresa Paranaense de Classificação
de Produtos (Claspar) de demitir empregados aposentados pelo Instituto Nacional
de Seguro Social (INSS). A liminar atende pedido de mandado de segurança
impetrado pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR)
e pelo Sindaspp.
“As demissões vinham
sendo alardeadas pela diretoria da empresa”, explica a advogada
Adriana Frazão da Silva, assessora jurídica do Senge-PR
e autora da ação. “Assim, tal como havíamos
feito semanas atrás com relação à Copel,
protocolamos Ação Civil Pública para impedir as
demissões.” A Claspar é uma empresa pública
estadual, subordinada ao governo do estado.
Em primeira instância, a 8ª Vara do Trabalho de Curitiba negou a
liminar. Por essa razão, os Sindicatos protocolaram Mandado de Segurança,
no qual o pedido de antecipação de tutela foi acatado pelo Desembargador
Arion Mazurkevic, que deu a liminar determinando que a Claspar se abstenha
de promover demissões de aposentados.
“Demonstramos à Justiça
que a pretensão da Claspar de demitir empregados aposentados pelo
INSS é absolutamente discriminatória, e jamais pode ser
admitida num Estado democrático de Direito. É importante
notar que essa é a segunda tentativa do governo do estado nesse
sentido que é barrada pelo Poder Judiciário”, lembra
Adriana.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
03/08/2009
Mantido vínculo de emprego declarado
após constatação de fraude
A Oitava Turma do Tribunal Superior
do Trabalho manteve decisão que reconheceu a existência
de vínculo de emprego entre uma empresa distribuidora de gêneros
alimentícios do Norte do Brasil e um motorista/vendedor, demitido
formalmente em 1999, embora tenha continuado a exercer as mesmas funções
anteriores sob o rótulo de “distribuidor autônomo”,
após ser orientado a constituir firma. O vínculo foi reconhecido
pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (PA/ AP),
que reformou sentença da 1ª Vara do Trabalho de Ananindeua
(PA), e mantido pela Oitava Turma do TST, em voto relatado pela ministra
Dora Maria da Costa.
Quando tinha carteira assinada
pela D.F. Bastos S/A – Indústrias Alimentícias, o
vendedor recebia 3,5% de comissão sobre as vendas realizadas.
A partir da baixa em sua CTPS, para dar configuração de
autônomo, a empresa passou a pagar comissão de 20%, porém
todas as despesas com a equipe de vendas eram anotadas, contabilizadas
e abatidas desta comissão. Segundo o vendedor, isto foi o mesmo
que trocar “seis por meia dúzia”, já que, ao
final, sua remuneração era semelhante ao tempo em que era
empregado registrado, com o agravante de que os direitos trabalhistas
já não eram os mesmos.
O TRT concluiu que a situação
não passou de “manobra escritural” para que o vendedor
continuasse a trabalhar da mesma forma, mas sem receber direitos trabalhistas.
Com base nos depoimentos colhidos, o Regional verificou que o vendedor
continuou a utilizar caminhão da empresa para desenvolver seu
trabalho, seu nome constava como vendedor nas notas fiscais, não
foi assinado contrato de representação comercial e havia
subordinação na política de preços e descontos.
O argumento patronal de que a eleição do vendedor para
exercer o mandato de vereador no Município de Igarapé-Miri
(PA), em 2001, comprovaria a incompatibilidade da manutenção
do vínculo de emprego foi rejeitado pelo TRT, visto que as sessões
na Câmara Municipal são realizadas apenas às sextas-feiras
pela manhã, o que não impediria seu trabalho com vendas.
Em seu voto, a ministra Dora
Maria da Costa afirmou que o TRT, soberano na análise dos fatos
e provas, entendeu que as provas produzidas revelam claramente a fraude
cometida pela empresa, em violação ao artigo 9º da
CLT, na tentativa de mascarar o vínculo empregatício, na
medida em que o vendedor continuou trabalhando, essencialmente, nas mesmas
condições do tempo em que sua CTPS era anotada, embora
com a intermediação, também formal, da empresa interposta. “Para
se chegar a entendimento diverso, seria necessário o revolvimento
de fatos e provas, o que é vedado neste momento processual, nos
termos da Súmula 126 do TST”, concluiu. (RR 3416/2003-111-08-40.3)
(Virginia Pardal)
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