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O ESTADO DO PARANÁ, 17 de agosto
de 2009 | Economia
Trabalhadores pedem redução
na jornada
Cintia Végas
Trabalhadores de diversas categorias se reuniram ontem, em várias
regiões do país, para a realização da
Jornada Nacional de Lutas. Várias bandeiras foram levantadas
em inúmeros protestos e manifestações.
Em Curitiba, integrantes da Central Única dos Trabalhadores
(CUT), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Assembleia Popular,
Via Campesina, entre outras entidades, promoveram uma grande mobilização
na praça Santos Andrade. Posteriormente, foi realizada uma
caminhada pelas ruas do centro da cidade, com término na Boca
Maldita.
Como em outras mobilizações
já ocorridas na capital, uma das principais questões
defendidas pelos trabalhadores era a redução da jornada
de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução
de salários.
Segundo estimativa dos movimentos sociais, isto iria gerar, de forma
imediata, cerca de 2,2 milhões de novos empregos no país
(102 mil no Paraná). “A redução também
iria contribuir com a qualidade de vida e melhor formação
do trabalhador, que teria mais tempo para se capacitar”, comentou
o coordenador dos movimentos sociais e assessor do Sindicato dos Bancários
de Curitiba, Gustavo Erwin.
Outra reivindicação era relativa à reforma agrária,
principal motivo de luta do MST, que vem realizando manifestações
pela capital desde o início da semana. “Entendemos que
não há como haver crescimento econômico se não
houver uma justa distribuição das terras para maior
produtividade. Os debates sobre a questão da reforma agrária
são essenciais”, disse a secretária geral da CUT,
Marisa Stédile.
Outras bandeiras levantadas foram o
fim das demissões, o fim do superávit primário,
a redução das taxas de juros, manutenção
dos direitos sociais e trabalhistas, reforma urbana, defesa da moradia,
valorização do salário mínimo e fim das
privatizações.
A Petrobras e o pré-sal também não foram deixados
de lado. “Queremos que a Petrobras seja 100% pública
e estatal. O governo brasileiro não pode permitir que empresas
brasileiras explorem o petróleo nacional”, afirmou Marisa.
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ESTADÃO,
17 de agosto de 2009 | Economia
Burocracia agrava déficit habitacional
no Brasil
AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - Não é falta de programas e o orçamento
escasso que impedem uma redução mais significativa do déficit
habitacional, que chega a sete milhões de moradias no Brasil. Programas
e dinheiro, mesmo que insuficientes, existem. O problema é que
os governos federal, estadual e municipal não conseguem fugir da
burocracia - como falta de terrenos e de projetos - para liberar com maior
agilidade os recursos disponíveis.
Para contornar a situação, o presidente Lula lançou,
recentemente, o programa "Minha Casa, Minha Vida". A ideia é
construir um milhão de casas e o subsídio do governo vai
variar conforme a renda. Atualmente, quatro fundos financiam a habitação
para a baixa renda. São eles: Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS), Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social
(FNHIS), Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e o Fundo de Desenvolvimento
Social (FDS). Levantamento mostra que o FNHIS e FAR fecharam 2008 sem
liberar grande parte do orçamento previsto - o que se mantém
neste ano. Por outro lado, o FGTS funciona a todo o vapor, porque é
o mutuário quem solicita a liberação de recursos.
No FNHIS, o orçamento para 2007 e 2008
era de R$ 1,952 bilhão, porém, apenas R$ 405,477 milhões
foram contratados. No Programa de Arrendamento Residencial (PAR), que
é financiado pelo FAR, de R$ 1 bilhão previstos no orçamento
deste ano, apenas R$ 300 milhões foram liberados. A secretária
nacional de Habitação do Ministério das Cidades,
Inês Magalhães, afirmou que o PAR terá de passar
por reformulações para deslanchar. Parte dos recursos
será direcionado ao ?Minha Casa?, que opera de maneira parecida.
?Talvez tenhamos que focar o PAR na recuperação dos grandes
centros?, explicou Inês.
Para o presidente da Câmara Brasileira
da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady
Simão, o funcionamento de programas como o FNHIS esbarra na burocracia
dos governos. Na avaliação dele, o grande mérito
do ?Minha Casa? é a dependência de 100% do setor privado.
?Mas os outros programas continuarão sendo tocados?, disse. As
informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Folha de S.Paulo, 17 de agosto de 2009
Baixa renda puxa retomada da construção
civil
TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL
Afetadas pela crise de crédito no final do ano passado, as empresas
de construção civil voltaram a registrar crescimento nas
vendas de imóveis novos e a computar lucros consideráveis
no segundo trimestre de 2009.
Segundo levantamento da consultoria Economática, o setor teve
lucro líquido de R$ 577 milhões no segundo trimestre,
resultado 3% superior aos R$ 561 milhões do mesmo período
do ano passado, ainda antes da crise e em plena expansão no setor.
O estudo considerou os resultados financeiros de 16 empresas com ações
na Bolsa.
Impulsionado por programas do governo federal como o "Minha Casa,
Minha Vida", o aumento nas receitas do setor veio principalmente
do segmento de baixa renda, o primeiro a se recuperar ainda no início
do ano.
Para a corretora Brascan, as construtoras focadas na baixa renda foram
as que tiveram melhor desempenho financeiro no segundo trimestre. Líder
na baixa renda, a Tenda teve alta de 32% no lucro líquido, bastante
acima da média de 3% do setor, na comparação com
o segundo trimestre de 2008. Mas a margem de ganho líquida da
empresa caiu de 9,6% para 9%, nessa comparação.
Segundo Cassio Audi, diretor financeiro da construtora Rossi, as vendas
de imóveis de média e alta rendas também mostram
sinais de recuperação, mas isso só aconteceu em
meados do segundo trimestre. A construtora teve lucro líquido
de R$ 51,2 milhões, resultado estável em relação
ao mesmo período de 2008 e 79% maior do que no primeiro trimestre."Tivemos
um desempenho bastante forte no segmento de baixa renda, principalmente
depois do anúncio do plano do governo", disse Audi.
No levantamento da Economática, as receitas das construtoras
saltaram 35,8% -passaram de R$ 3,122 bilhões para R$ 4,239 bilhões
do segundo trimestre do ano passado para o mesmo período deste
ano.
Apesar desse forte aumento das receitas, o setor viu encolher suas margens
de ganhos operacionais. O estudo mostra que houve redução
dessas margens de 22,7% para 18,7%, do segundo trimestre de 2008 para
o mesmo trimestre de 2009.
Para os próximos meses, a Brascan espera melhora nas margens,
com acomodação dos incentivos do governo para baixa renda
e recuperação maior das vendas na alta e média
rendas. "Melhores margens deverão ser apresentadas. As quedas
nas taxas de juros, aliadas a uma maior confiança por parte de
compradores, deverão fazer com que o segmento volte a performar
em níveis elevados como vistos no pré-crise."
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FOLHA
DE LONDRINA, 17 de agosto de 2009 | Economia
Empresas brasileiras crescem com
a crise
Multinacionais são as que mais têm
lucrado com a situação atual, investindo principalmente
na internacionalização dos negócios
São Paulo - A crise financeira global está abrindo espaços
para o crescimento das multinacionais brasileiras. Protegidas por um mercado
doméstico forte e ''treinadas'' para períodos difíceis,
por causa das inúmeras crises regionais que já atravessaram,
as múltis do País já começam a aproveitar
as boas oportunidades que vêm surgindo. Segundo a espanhola Lourdes
Casanova, professora da escola de negócios Insead e especialista
em empresas latino-americanas, o desinvestimento realizado por multinacionais
de países desenvolvidos - os mais afetados pela crise - já
rendeu bons negócios no Brasil e também em outros países
latino-americanos, como o Chile.
''Elas estão cortando gastos e investimentos
em lugares mais distantes e difíceis de administrar'', afirma
Casanova. Um ''desinvestimento'' que beneficiou uma multinacional brasileira
foi feito pela mineradora anglo-australiana Rio Tinto, que vendeu seus
ativos em Mato Grosso do Sul para a Vale, em janeiro. Um negócio
nos mesmos moldes foi fechado pelo banqueiro André Esteves, do
BTG, que conseguiu retomar o comando de seu Pactual, anos depois de
vendê-lo por US$ 2,5 bilhões ao suíço UBS.
As brasileiras também saem ganhando em
outra ponta. Com os preços de ativos no exterior relativamente
baixos, apareceram oportunidades de expansão internacional. Na
semana passada, o presidente da petroquímica Braskem, Bernardo
Gradin, reafirmou o interesse em adquirir uma companhia nos Estados
Unidos e disse que um negócio pode ser fechado ainda este ano.
''Muitas empresas dos Estados Unidos estão anunciando a intenção
de se desfazerem de ativos'', ressaltou o executivo durante a apresentação
dos resultados da empresa, na semana passada. A entrada da companhia
no mercado americano deve marcar o início do processo de internacionalização
do grupo, que já tem projetos traçados para construir
fábricas na Venezuela, Peru e Bolívia.
No primeiro semestre, no entanto, as multinacionais
do País colocaram um pé no freio no processo de internacionalização.
Foram apenas 12 aquisições de empresas no exterior por
grupos brasileiros, enquanto em todo o ano de 2008 esse número
chegou a 60, segundo dados da consultoria KPMG. Mas especialistas acreditam
que nos próximos meses esse quadro pode ter uma virada.
No ano passado, as multinacionais brasileiras
tiveram forte avanço nos mercados globais, segundo estudo elaborado
pela Fundação Dom Cabral. De acordo com o estudo, mesmo
com a crise, que abalou o resultado financeiro de boa parte das empresas
no último trimestre, as 20 maiores múltis brasileiras
conseguiram aumentar seus níveis de internacionalização.
A receita dessas companhias com operações no exterior
passou a representar 25,3% do total em 2008, ante 24,1% em 2007. Os
ativos estrangeiros responderam por 27% do total das múltis nacionais
no ano passado, ante 24% no ano anterior.
Para Álvaro Cyrino, professor da Dom
Cabral, esse quadro deve voltar agora, com um impulso extra da valorização
da moeda nacional. Segundo ele, nenhuma empresa brasileira pensa em
interromper o processo de internacionalização. O que pode
ocorrer, no entanto, é uma mudança de foco: com a crise,
as companhias preferirão investir em mercados que continuam crescendo
- caso dos países emergentes, como a China - e que tenham proximidade,
seja cultural ou geográfica. Hoje, a América Latina concentra
46% dos ativos das companhias brasileiras internacionalizadas, de acordo
com o estudo da Fundação.
Mariana Aragão
Agência Estado
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Vermelho, 17 de agosto de 2009
PIB japonês cresce 0,9% após
um ano de recessão
A economia do Japão cresceu pela primeira vez em mais de um ano,
emergindo de sua pior recessão em várias décadas.
A segunda maior economia do mundo expandiu-se 0,9% entre o primeiro
e o segundo trimestres do ano, após quatro trimestres consecutivos
de perdas, conforme os dados divulgados pelo governo nesta segunda-feira
(17).
Em termos anualizados, ou seja, caso o mesmo ritmo venha a se manter
por um ano, o PIB (Produti Interno Bruto) do Japão cresceu 3,7%
no segundo trimestre. Pelo mesmo critério, o pior trimestre foi
o quarto do ano passado, em que o PIB japonês teve um recuo anualizado
de 13,1%.
O crescimento do segundo trimestre foi atribuido
em primeiro lugar a um aumento da demanda por exportações,
assim como ao estímulo dos gastos governamentais. A indústria
se beneficiou de um crescimento da demanda d China e outros mercados
emergentes. Os subsídios governamentais em espécie, para
produtos ecológicos, também ajudaram.
As exportações aumentaram 6,3%
de um trimestre para outro, o que representou o crescimento mais acelerado
desde o segundo trimestre de 2002.
No entanto, Kyohei Morita, um economista da
Barclays Capital, disse à AFP que "esta ainda é uma
recuperação sustentada por medidas políticas do
governo e está longe de ser uma reviravolta autossustentada".
Dependente das exportações, o Japão foi fortemente
atingido pela crise global e a procura por seus carros e utensílios
eletrônicos secou em muitos países industrializados.
Temores de desemprego
As grandes empresas do país, como a Toyota
e a Sony, reduziram sua produção e suprimiram milhares
de postos de trabalho, fazendo com que a taxa de desemprego chegasse
em junho a 5,4%, a mais alta em seis anos.
Os números do desemprego continuam a
incomodar políticos e economistas. Estes advertem que a recuperação
pode desandar rapidamente, pois os salários estão sendo
arrochados e o alívio resultante dos incentivos ecológicos
não deve durar muito. A renda dos assalariados se reduziu 1,7%
em abril-junho, enquanto os gastos de consumo tiveram um recuo de 0,8%.
Hiroshi Watanabe, economista do Instituto de
Pesquisa Daiwa, de Tóquio, disse à Associated Press que,
"com a remuneração caindo, é realmente difícil
esperar que os gastos individuais aumentem".
O ministro responsável pela política
econômica e fiscal, Yoshimasa Hayashi, embora afirmando que a
economia estava se recuperando apesar do "ambiente difícil",
admitiu que "fatores de risco" perduram, entre eles o elevado
desemprego (para os padrões japoneses) e a produção
entorpecida.
Porém a retomada foi saudada pelo primeiro
ministro, taro Aso, cujo partido, após uma longa permanência
no poder, corre o risco de perder a eleição do fim deste
mês devido ao descontentamento com a pior recessão em várias
décadas.
Com informações da Al Jazira
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Folha de S.Paulo, 17 de agosto de 2009
CÂMBIO
Real deve ter maior alta em 11 anos até
o fim de 2010 , diz banco
DA BLOOMBERG
O real deve subir 18% até o final do ano que vem com a disparada
das exportações para a China e o crescimento dos fluxos
de capital externo para investimento no mercado acionário brasileiro,
segundo o banco Standard Chartered, que tem previsto as valorizações
da moeda com maior precisão.
O câmbio deve terminar 2009 a R$ 1,80 por dólar -atualmente,
a moeda americana vale R$ 1,8236- e alcançará R$ 1,55
por dólar por volta de dezembro de 2010, no que será a
sua maior elevação em 11 anos, de acordo com o banco,
sediado em Londres, no Reino Unido.
O real já subiu 27% neste ano, mais do que todas as demais 171
moedas monitoradas pela Bloomberg.
O aquecimento da demanda por açúcar, café e suco
de laranja brasileiros ajudou o superávit comercial do país
a crescer 16% entre janeiro e julho deste ano, quando a China suplantou
os EUA como o maior mercado das exportação do Brasil,
segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior.
As receitas em dólar deverão esvaziar o efeito dos esforços
do Banco Central em deter o avanço do real por meio de compras
de divisas, diz Mike Moran, estrategista cambial sênior do Standard
Chartered. "Teremos um volume impressionante de comércio
entre o Brasil e a China", afirma Moran.
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Gazeta do Povo, 17 de agosto de 2009
Receita Federal
Devedor pode pedir parcelamento
São Paulo - A Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda
Nacional começam a receber hoje os pedidos de pagamento à
vista ou de parcelamento de débitos fiscais de pessoas físicas
e de empresas vencidos até 30 de novembro do ano passado.
Segundo a assessoria de im¬¬prensa da Receita, os pedidos de
adesão serão feitos nos sites www.receita.fazenda.gov.br
e www.pgfn.fazenda.gov.br, conforme o caso. O prazo final para pagar
à vista ou efetuar o pedido de parcelamento termina no dia 30
de novembro deste ano.
Nessa primeira etapa, o contribuinte interessado fará apenas
a adesão ao novo parcelamento. A indicação dos
débitos a serem parcelados ocorrerá numa fase posterior.
Segundo a Portaria Conjunta nº 6/2009 da Receita e da Procura¬doria,
que regulamenta a matéria, em caso de opção pelo
parcelamento as prestações mensais não poderão
ser inferiores aos seguintes valores: R$ 2 mil, no caso de parcelamento
de débitos decorrentes do aproveitamento indevido de créditos
do IPI; R$ 50 no caso de pessoa física; e R$ 100 no caso dos
demais débitos da pessoa jurídica.
No caso de débitos que nunca foram parcelados até o dia
27 de maio deste ano, inclusive, o número máximo é
de 180 parcelas mensais (15 anos) no âmbito de cada um dos órgãos.
Conforme a forma de pagamento, o contribuinte terá redução
dos encargos legais. Quanto menor o número de parcelas, maior
os descontos. A regra vale tanto para os débitos com a Receita
como para os com a PGFN. Assim, no pagamento à vista haverá
redução total das multas de mora e de ofício. Entre
2 e 30 parcelas, o desconto é de 90%; de 31 a 60 meses, de 80%;
de 61 a 120 parcelas, de 70%; e de 121 a 180 meses, desconto de 60%.
Em qualquer uma dessas hipóteses, haverá redução
total dos encargos legais.
No caso dos juros de mora, há descontos, respectivamente, de
45%, 40%, 35%, 30% e 25%. Para as multas isoladas (decorrentes do descumprimento
de obrigações acessórias ou as demais não
vinculadas ao principal do tributo), os descontos respectivos são
de 40%, 35%, 30%, 25% e 20%.
Os contribuintes que aderiram aos programas anteriores (Re¬¬fis,
Paes, Paex) e a parcelamen¬tos ordinários poderão
migrar para uma das modalidades do novo parcelamento regulamentado pela
portaria.
Nesses casos, a adesão implicará a desistência compulsória
e definitiva desses programas. Para o saldo remanescente dos débitos
que já foram parcelados até 27 de maio deste ano, através
dos três programas anteriores, também haverá redução
de diversos encargos.
As empresas que quiserem parcelar a dívida em vez de pagá-la
de uma só vez terão de abrir mão das ações
na Justiça.
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O ESTADO DO PARANÁ, 17 de agosto
de 2009 | Política
'El País' destaca mulheres presidenciáveis
do Brasil
Agência Estado
O ano de 2010 poderá ser o ano das mulheres presidenciáveis
no Brasil, diz artigo publicado no site do jornal espanhol "El
País". De acordo com a reportagem, será a primeira
vez nos últimos 20 anos em que Lula não será
candidato, porém, três mulheres, de três partidos
diferentes poderão lutar pelo cargo de presidente do Brasil:
Dilma Roussef, do PT e pré-candidata de Lula; Marina Silva,
ex-ministra do Meio Ambiente e que poderá abandonar o PT nos
próximos dias para ingressar no Partido Verde (PV); e Heloísa
Helena, que em 1998 foi expulsa do PT e hoje é líder
do PSOL.
O jornal lembra que Dilma ainda não é a candidata oficial
do partido, mas que todos no Brasil já dão como certa
na candidatura. Atual ministra da Casa Civil, Dilma lutou contra a
ditadura militar, período em que foi torturada e pertenceu
a um grupo guerrilheiro, do qual participaram vários ministros
do atual governo do presidente Lula, diz o jornal. O "El País"
lembra ainda que a ministra enfrenta um câncer no sistema linfático,
mas que o próprio Lula já disse que isso não
será um obstáculo para sua candidatura e que o Brasil
precisa de exemplos de força e coragem.
Por ora, Dilma, considerada uma gestora dura e exigente, aparece nas
sondagens com apenas 20% dos votos, mas o apoio e a popularidade de
Lula farão com que ela cresça quando seu nome for oficializado,
prossegue a reportagem. No entanto, o PT teria manifestado o desejo
de um nome com maiores raízes com sua militância, mas
Lula considera que uma mulher garantirá o eleitorado feminino.
Outra mulher que se prepara para disputar as eleições
presidenciais - e poderá ser a grande surpresa, segundo o "El
País" - é a ex-ministra do Meio Ambiente do governo
Lula, Marina Silva, ecologista convicta, política austera,
de origem pobre e de uma família de trabalhadores rurais que
atuavam na extração da borracha e que aprendeu a ler
e escrever aos 14 anos, de acordo com o jornal. Apesar de sua amizade
pessoal com Lula, Marina teve que deixar o governo por causa de sua
intransigência em relação ao meio ambiente. Ela
não se curvou aos compromissos cobrados pelos lobbys que vinham
do Congresso.
Segundo o "El País", a expectativa é de que
Marina Silva anuncie esta semana sua decisão de abandonar o
PT para ingressar no PV e disputar as eleições. Por
enquanto, um movimento social criou na internet uma página
que apoia sua candidatura (marinasilvapresidente.ning.com). É
um movimento que não está ligado a nenhum partido político,
mas que apoia sobretudo o Partido Verde, diz o periódico.
Esquerda
A terceira possível candidata é Heloísa Helena,
que já disputou as eleições presidenciais em
2006, apresentando bons resultados e conseguindo 15 milhões
de votos. Ela é fundadora do PSOL, nascido a partir de sua
expulsão e de outros membros do PT, por terem votado contra
o governo no plano de reforma da previdência. Com isso, Heloísa
Helena e seu partido se colocaram em uma posição ainda
mais à esquerda do PT, ressalta o "El País".
Para o jornal espanhol, a presença dessas três mulheres
nas eleições sem Lula dará não apenas
um tom feminino à disputa presidencial, mas poderá afetar
de forma importante o equilíbrio político no País,
especialmente no segundo turno das eleições.
Três mulheres e três candidaturas que poderão tirar
o sono de mais de um político. As três já foram
do PT. Mas apenas Dilma restou.
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FOLHA DE LONDRINA, 17 de agosto de 2009 |
Economia
Reajuste de aposentados deve ser divulgado
amanhã
O governo deve definir na próxima terça-feira
(18) o tamanho do reajuste que será concedido aos aposentados
a partir de janeiro de 2010. A ideia é aproveitar o momento propício
e tentar unificar os quatro projetos de interesse dos aposentados, que
tramitam no Congresso, para criar um ''substitutivo global'' e tentar
aliar as reivindicações da categoria e viabilidade econômica
para o governo.
Segundo o deputado Pepe Vargas (PT-RS), relator
do projeto que propõem o fim do fator previdenciário,
o governo está disposto a negociar um reajuste para os aposentados
e também o fator previdenciário, mas quer discutir em
torno dessas propostas. ''E o acordo que for produzido, se for produzido,
será materializado em um substitutivo global para que essas quatro
matérias legislativas sejam superadas. Para que não haja
uma negociação agora e, em seguida, se retome todo o debate
de novo'', disse Vargas.
Entre os projetos em tramitação
dentro do tema há o que trata da política de recuperação
do salário mínimo até 2023, em que foi incluída
uma emenda que estende os mesmos reajustes aos benefícios pagos
pela Previdência; outro que propõe a reposição
para aqueles aposentados que ganham acima do salário mínimo;
um projeto que extingue o fator previdenciário; além do
veto à emenda que dava aos benefícios previdenciários
o mesmo porcentual de reajuste dado ao salário mínimo.
Na última quarta-feira (12), representantes
de entidades dos aposentados e pensionistas estiveram reunidos com parlamentares
e com os ministros da Previdência, José Pimentel, e da
Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci.
Nesse encontro não se falou em reajustes, mas já existe
uma proposta que deverá ser apresentada pelo governo na próxima
terça-feira. ''O governo disse que o presidente (Lula) determinou
ao Ministério da Previdência que negociasse com a área
econômica qual o porcentual desse reajuste. A negociação
foi feita e tem uma proposta de porcentual'', disse o deputado.
Alexandre Inacio
Agência Estado
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Agência Câmara,
17 de agosto de 2009
PEC prevê sistema de proteção
aos direitos trabalhistas
Elton Bonfim
Barbosa diz que direitos previstos na Constituição são
desrespeitados.
A Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 369/09, do deputado Iran Barbosa (PT-SE), que prevê a criação,
por lei ordinária, do Sistema Nacional de Proteção
ao Salário e demais Direitos dos Trabalhadores. Conforme a proposta,
a lei deverá dispor sobre:
- a criação de uma rede social e institucional de acompanhamento
e fiscalização do cumprimento do artigo 7º da Constituição
(direitos trabalhistas);
- a definição de princípios e objetivos, bem como
da composição, organização e funcionamento
do Sistema criado pela PEC;
- a definição de medidas preventivas a serem adotadas
com vistas a impedir o desrespeito aos direitos dos trabalhadores;
- a criação de mecanismos para coleta e análise
de dados estatísticos referentes ao cumprimento e ao desrespeito
aos direitos dos trabalhadores;
- a criação de um Cadastro Nacional que torne pública
a informação acerca de quais empresas desrespeitam os
direitos dos trabalhadores;
- a definição de medidas com vistas a restringir e/ou
impedir benefícios e relações do Poder Público
para com empresas incluídas no rol do Cadastro Nacional a que
se refere a alínea anterior;
- a garantia de amplo debate nacional durante o processo de discussão
legislativa para a formulação da Lei prevista nesta proposta.
Segundo o deputado, apesar dos
inúmeros direitos assegurados aos trabalhadores, não são
poucos os casos de desrespeito às normas constitucionais. Barbosa
cita estatísticas do Tribunal Superior do Trabalho (TST), segundo
as quais o número de processos recebido pela Justiça do
Trabalho subiu de 2.636.798 para 2.739.509 entre 2007 e 2008.
"Esses números dão
uma idéia superficial de como são desrespeitados os direitos
dos trabalhadores, o que nos impulsiona à conclusão de
que a definição constitucional e infraconstitucional desses
direitos não é suficiente para assegurar a sua observância",
argumenta.
Tramitação
A PEC será analisada pela Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se
aprovada, será analisada por uma comissão especial a ser
criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o
Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.
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Agência Diap, 17 de agosto de 2009
PLS 248/06: campanha pela aprovação
da taxa assistencial continua
Após aprovação na Comissão
de Assuntos Econômicos (CAE), do parecer do senador Inácio
Arruda (PCdoB/CE) ao PLS 248/06, que regulamenta a taxa a ser descontada
em favor dos Sindicatos, em razão da negociação
da Convenção Coletiva de Trabalho, será submetido
a mais uma votação, agora na Comissão de Assuntos
Sociais (CAS) do Senado.
Embora já tenha sido aprovado pela CAS, o projeto retorna à
Comissão porque teve duas emendas de plenário rejeitadas
pela CAE no início da semana. Sendo assim, essas precisam ser
submetidas ao colegiado.
Depois, o texto será votado no plenário da Casa, antes
de ser remetido à Câmara.
Segundo o coordenador nacional do FST (Fórum Social dos Trabalhadores),
José Augusto da Silva, em audiência com a presidente da
Comissão, senadora Rosalba Ciarlini Rosado (DEM/RN), ficou acertado
que a matéria entrará na pauta da reunião do colegiado
marcada para o dia 19 de agosto, às 10 horas.
José Augusto ressalta que a mobilização
das entidades e dirigentes sindicais das confederações
e centrais sindicais no Senado deve ser mantida, pois será fundamental
para a aprovação do projeto.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
17/08/2009
Souza Cruz deve pagar insalubridade com base
no salário mínimo
Por unanimidade de votos, a Sétima Turma
do Tribunal Superior do Trabalho reformou decisão da Justiça
do Trabalho do Rio Grande do Sul e determinou que a Souza Cruz S.A.
pague adicional de insalubridade a ex-empregado com base no salário
mínimo. A empresa recorreu ao TST depois que o Tribunal Regional
do Trabalho da 4ª Região (RS) estabeleceu o salário
normativo ou profissional do trabalhador como referência para
o cálculo do adicional.
Como explicou o relator do processo, ministro
Ives Gandra Filho, o TRT levou em consideração a Súmula
Vinculante n. 4 do Supremo Tribunal Federal que proíbe o uso
do salário mínimo como indexador de base de cálculo
de vantagem devida a empregado (no caso, o adicional de insalubridade),
em cumprimento ao que diz o artigo 7, inciso XXIII, da Constituição
Federal. Também serviu como referência para o Regional
a Súmula 228 do TST, com a redação que estabelecia
a aplicação do salário básico no cálculo
do adicional a partir de nove de maio de 2008 (data da publicaçã
o da súmula vinculante do STF), salvo critério mais vantajoso
para o trabalhador fixado em convenção coletiva. Só
que a Confederação Nacional da Indústria (CNI)
conseguiu decisão do STF para suspender a aplicação
da Súmula do TST na parte que trata da utilização
do salário básico como base de cálculo do adicional
de insalubridade.
Ainda segundo o relator, o STF não
anulou o artigo 192 da CLT, que prevê o uso do salário
mínimo para cálculo do adicional, apenas declarou que
o dispositivo era inconstitucional. Em resumo, esclareceu o ministro,
o Poder Judiciário não pode substituir o legislador para
definir critério diferente para regular a matéria. Desse
modo, até que novo parâmetro seja fixado pelos congressistas,
o salário mínimo deve ser mantido no cálculo do
adicional. ( RR 675/2006-731-04-00.6)
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17/08/2009
Vigilante ganhará 50% a mais por supressão
de horário de almoço
Por ter suprimido o intervalo intrajornada (para
descanso e alimentação) de um vigilante que trabalhava
em jornada de 12X36 horas, a GPS – Predial Sistemas de Segurança
Ltda, de Salvador, foi condenada pela Quarta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho ao pagamento total do período correspondente ao intervalo,
acrescido do adicional de 50%. A Turma aplicou ao caso em questão
a Orientação Jurisprudencial nº 307 da SDI-1 do TST.
Essa Orientação decorre da interpretação
da Lei nº 8.923/1994, segundo a qual a não concessão
total ou parcial do intervalo intrajornada mínimo, de 30 minutos,
implica o pagamento total do período correspondente, com acréscimo
de, no mínimo 50% sobre o valor da remuneração
da hora normal.
O vigilante cumpria jornada em sistema de turno
ininterrupto de 12X36 no período da noite, das 19h até
7h do dia seguinte, sem horário para descanso ou para refeição.
Após quatro anos de trabalho, demitido sem justa causa, ajuizou
ação na Sétima Vara do Trabalho de Salvador visando
receber o aviso prévio e reflexos, intervalo intrajornada, adicional
noturno, FGTS e horas extras a partir das 8h diárias e 44 semanais
em dias úteis e de 100% nas realizadas aos domingos e feriados,
com reflexos.
Notificada para audiência, a fim de conciliar
ou apresentar defesa, a GPS não compareceu, incorrendo em revelia.
Alguns pedidos do vigilante foram concedidos, mas o juiz indeferiu o
adicional noturno, as horas extras e o intervalo intrajornada. Inconformado,
o vigilante recorreu ao TRT da 5ª Região (BA), que manteve
a sentença sob o argumento de que, existindo previsão
em instrumento normativo, é válida a supressão
do intervalo intrajornada para os empregados sujeitos ao regime de 12X36,
conforme previsto no art. 7º, inciso XIII, da Constituição.
No TST, o recurso foi relatado pela ministra
Maria de Assis Calsing, que modificou a decisão do Regional e
concedeu o intervalo pleiteado. Ela afirmou compartilhar do disposto
no artigo 71, caput da CLT, que assegura ao empregado que trabalha mais
de seis horas diárias a concessão de, ao menos uma hora
a título de intervalo intrajornada. “A concessão
do referido intervalo tem por escopo assegurar a higidez física
e mental do trabalhador”, disse Calsing.
A ministra citou, ainda, precedentes do
TST no mesmo sentido, de acordo com a OJ nº 342 da SDI-1. “No
caso, debate-se a validade de norma coletiva que suprimiu o intervalo
intrajornada de empregado sujeito a um regime de 12 horas de trabalho
por 36 de descanso. Mesmo com relação a esses trabalhadores,
o TST firmou entendimento de que a norma coletiva que prevê a
supressão do intervalo é inválida”, concluiu.
( RR-731/2006-007-05-00.6)
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