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Gazeta do Povo, 18 de agosto de 2009
Agenda
Indústria quer reformas para
ser competitiva
Em congresso anual, Fiep apresenta temas
mais importantes para o setor, como alterações no
sistema tributário e nas leis trabalhistas
A necessidade de uma reforma
tributária e críticas à proposta de redução
da jornada de trabalho foram os principais pontos levantados durante
a abertura do Congresso Paranaense da Indústria 2009, realizada
ontem, em Curitiba. Na visão do empresariado do estado, esses
são temas fundamentais para a manutenção da competitividade
da indústria no mercado global.
Em uma reunião a portas
fechadas que durou mais de duas horas e meia com o presidente da Câmara
dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), e representantes da bancada
paranaense, o presidente da Federação das Indústrias
do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures, entregou
um manifesto pedindo o encaminhamento das questões consideradas
“emergenciais” para o setor.
O documento, formulado com
base em 18 fóruns setoriais promovidos pela Fiep, pede a atenção
do legislativo federal a pontos como a simplificação
e redução da carga tributária, a modernização
da legislação trabalhista e a rejeição
da proposta de emenda constitucional que trata da redução
da jornada de trabalho de 44 para 40 horas. A diminuição
da burocracia, a ampliação dos investimentos em infraestrutura
e logística, a facilitação do acesso ao crédito
por pequenas e médias empresas e a reforma política
também fazem parte da pauta.
Integração
Para o diretor financeiro
da Confederação Nacional da Indústria (CNI),
Alexandre Furlan, a agenda proposta pela Fiep está integrada
à agenda da indústria nacional. “O Brasil vem
enfrentando há décadas um debate em torno de reformas
inconclusas. É preciso avançar em uma agenda propositiva
que sirva para toda a sociedade”, avalia.
No caso da reforma tributária,
Temer afirmou que a ideia é levar o projeto ao plenário
em breve, “se possível ainda em setembro”. Segundo
o presidente da Câmara, mesmo sem agradar todos os setores interessados,
a proposta que tramita no Congresso traz alguns elementos de avanço,
como a simplificação de tributos e redução
da carga tributária.
Para Furlan, da CNI, ainda
que não solucione definitivamente a questão, a aprovação
da reforma como está representaria um primeiro passo importante.
“Com a reforma podemos sair de um discurso que já dura
décadas e partir para a ação”, comenta.
Homenagens
Durante a abertura do Congresso,
a Fiep e a CNI prestaram homenagem a três empresários
locais por suas contribuições ao setor. A Fiep também
aproveitou a ocasião para comemorar os 65 anos de fundação
da entidade. A data foi lembrada com uma exposição temática
contando a trajetória dos nove sindicatos setoriais que se
uniram para fundar a Federação em 1944 – da madeira,
do mate, da indústria gráfica, de cacau e balas, da
panificação, alfaiataria, metalúrgica e mecânica,
de laticínios e couro.
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Gazeta do Povo, 18 de agosto
de 2009
Câmara Federal
Redução de jornada terá
debate antes de ir a plenário
Encontro na próxima semana deve reunir
centrais sindicais e setor empresarial. Proposta reduz para 40 as horas
trabalhadas por semana
O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP),
anunciou ontem, em Curitiba, que fará um debate na comissão
especial criada para discutir o Projeto de Emenda a Constituição
(PEC) 231-A, que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas
semanais e aumenta o valor da hora extra de 50% para 75% sobre o valor
normal da hora trabalhada. Pres¬¬sionado pelo setor empresarial,
o debate é uma forma de prolongar a discussão, já
que os sindicatos e entidades trabalhistas querem a votação
urgente da proposta. Cauteloso, o presidente da C⬬mara
não promete nem nega que a PEC possa ser votada ainda neste ano.
“Vai depender de negociação (dos partidos)”,
argumentou.
O debate na comissão especial deve acontecer na próxima
terça-feira e reunirá representantes das centrais sindicais
e do setor empresarial. “Precisamos ouvir todo mundo e cada partido
vai precisar reunir sua bancada para tomar posição”,
declarou Temer, que esteve em Curitiba para receber uma carta com seis
reivindicações da Federação das Indústrias
do Estado do Paraná (Fiep).
O presidente da entidade, Rodrigo da Rocha Loures, é contrário
à redução da jornada e defendeu a criação
de uma “agenda positiva” com as centrais sindicais. “Vou
levar esta ideia no debate na próxima semana. Podemos trabalhar
em conjunto para aprovarmos as reformas fiscal e trabalhista, por exemplo”,
afirmou Rocha Loures. Já o presidente da Federação
das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do
Paraná (Faciap), Ar¬¬¬¬disson Naim Akel, foi
mais enfático em repreender a redução da jornada.
“Estamos em uma economia globalizada. Temos de lembrar que, se
os empresários forem mais onerados, isso vai refletir no preço
dos produtos”, argumentou.
Dez deputados federais, dos 30 que representam o Paraná, estiveram
no encontro e se dividiram sobre o assunto. Porém, a maioria
estava alinhada com a posição da Fiep. “Estamos
em uma clara tendência de automação. Eu não
acredito que a redução crie novos empregos. Se isso acontecer,
a tendência das empresas é se automatizar”, observou
o deputado Eduar¬¬do Sciarra (DEM-PR). Já o deputado
Gustavo Fruet (PSDB-PR) mostrou-se simpático à redução
da jornada de trabalho, mas não como uma medida isolada: “Deve
fazer parte de um pacote de medidas”.
A carta entregue a Temer pela Fiep pede, entre outras coisas, redução
da carga tributária e facilidades fiscais. “É necessário
estabelecer um teto para a carga de impostos em relação
ao PIB; am¬¬¬pliar prazos de recolhimento; dobrar o limite
de faturamento das empresas para adesão ao Simples”, afirma
o texto.
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Gazeta do Povo, 18 de
agosto de 2009
Imóveis
Crédito habitacional cresce acima
da média
Setor teve incremento de 17% no volume de
financiamentos e compradores têm alternativas que vão
além das linhas da Caixa
O financiamento habitacional
tem crescido mais do que todas as outras operações de
crédito do sistema financeiro, segundo o Banco Central. Enquanto
o saldo total das operações de crédito no primeiro
semestre cresceu 4,2%, o crédito imobiliário subiu 17,1%,
somando R$ 74 bilhões em todas as instituições
financeiras.
Além das linhas com
incentivos do governo criadas neste ano e operadas pela Caixa Econômica
Federal, o crescimento também é explicado pelas opções
de parcelamento que vêm sendo aperfeiçoadas pelo mercado
e que podem ser interessantes de acordo com as necessidades do comprador.
Um dos alvos dessas modalidades é facilitar a compra para quem
não dispõe de recursos de FGTS, carteira assinada em
regime CLT, ou mesmo de comprovantes de renda fixa mensal.
É o caso do financiamento
direto com a construtora, que possibilita o financiamento da entrada
do imóvel enquanto ele ainda está sendo construído.
O consultor da Brain Inteligência Corporativa Fábio Araújo
destaca duas principais vantagens dessa modalidade: uma é parcelar
o valor de entrada financiando o imóvel ainda na planta. Ele
ressalta que para assumir um financiamento em banco é preciso
que o imóvel já tenha sido construído e aprovado
pelas autoridades municipais e estaduais.
O outro benefício é
que o comprador pode se beneficiar desse relacionamento com a construtora
como um cartão de visitas na hora de financiar o restante do
imóvel. “As construtoras podem agir como facilitadoras
na hora de o cliente tomar crédito. Auxiliam na parte burocrática,
de avaliação de crédito, e podem conseguir também
melhores taxas, porque elas trabalham em parceria com os bancos”,
diz Araújo.
Outra opção
do mercado é o consórcio imobiliário. Hoje o
valor da carta de crédito é bastante amplo, de R$ 30
mil a R$ 300 mil, e o limite é regido pela renda do comprador.
Mas a professora do Departamento de Administração da
UFPR Ana Paula Cherobim, especialista em finanças pessoais,
alerta que fazer um consórcio é diferente do que fazer
um financiamento. “Na verdade a empresa presta um serviço
guardando o dinheiro para você, cobrando uma taxa de administração
por isso. Se você tiver disciplina e fizer uma poupança
forçada, vai economizar essa taxa de administração”,
ressalta. Na sua opinião, a parte positiva do consórcio
depende de você ser sorteado logo. Quem fica para trás
corre o risco de acabar com uma carta de crédito que não
incorpora totalmente a valorização do bem.
Em todos os casos, tanto para
consórcio ou financiamento, ela destaca que é imprescindível
a atenção ao conteúdo do contrato, especialmente
no que diz respeito à competitividade das taxas de juros, multas
por atrasos no pagamento e índices de reajuste anual. De acordo
com ela, sempre vale a pena pedir a opinião de um especialista
antes de fechar negócio. “O cuidado precisa ser redobrado
porque são contratos para dez, vinte anos. Já ouvi pessoas
dizendo que se o contrato for irregular é só entrar
na Justiça depois, mas eu não recomendo arriscar. Ainda
acho melhor a pessoa perder um bom negócio do que fechar um
mau negócio.”
Caixa
A Caixa Econômica Federal,
maior financiadora do setor imobiliário do país, já
emprestou mais neste ano do que 2008. Dados contabilizados até
12 de agosto somam R$ 23,2 bilhões, ante os R$ 23 bilhões
direcionados a linhas habitacionais em todo o ano passado. Esse valor
se refere a financiamento de 455,1 mil imóveis. Em relação
ao mesmo período ao ano passado, o crescimento foi de 88%.
Opções
O mercado tem hoje três maneiras de parcelar a compra
de um imóvel.
Bancos
Hoje o Sistema Financeiro
de Habitação (SFH) permite financiamento de qualquer
valor, durante até 300 meses (25 anos). Para usar recursos
do FGTS, no entanto, o valor máximo do imóvel deve ser
de R$ 500 mil. A vantagem é poder retirar os recursos de FGTS.
No entanto, para usar esse dinheiro, o financiador não pode
ter um imóvel em seu nome. Hoje há linhas de crédito
imobiliário com taxas inferiores a 10% ao ano.
Construtora
É uma opção
usada por quem começa a pagar o imóvel ainda na planta,
antes da entrega das chaves, totalizando normalmente entre 20% e 40%
do valor total. Esse relacionamento prévio com a construtora
pode abrir caminhos no banco na hora de financiar o imóvel
pronto.
Consórcio
Não deve ser confundido
com financiamento. O consórcio é uma espécie
de poupança forçada na qual se paga uma taxa para a
empresa administradora. O tempo médio de investimento é
dez anos, e a atualização da carta é incerta.
Como depende de sorteio, combina mais com pessoas que não têm
pressa para entrar na casa nova. Como os valores normalmente são
mais altos do que de automóveis – entre R$ 30 e R$ 300
mil –, dar lances normalmente não é mais vantajoso
do que investir em outra aplicação, ou mesmo usar como
entrada no imóvel.
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O Estado de S.Paulo, 18 de
agosto de 2009
2010: Lula vai reajustar aposentadorias
e o valor do Bolsa-Família
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva colocou em execução neste ano um pacote
de bondades que serve para pavimentar o caminho da ministra da Casa
Civil, Dilma Rousseff, na corrida eleitoral.
O atendimento de demandas sociais
neste ano facilita a campanha de 2010.
O pacote inclui revisão
de valores de aposentadorias, reajuste no valor do Bolsa-Família,
além da coleta dos frutos do programa habitacional Minha Casa,
Minha Vida, a partir do próximo ano.
Com questões populares
resolvidas, Lula estaria mais livre para viajar com Dilma pelo país
em busca de votos, além de efetivar a estratégia de transformar
a eleição presidencial em um plebiscito.
O plano é confrontar
o que foi feito no Governo petista e no período do tucano Fernando
Henrique Cardoso, para enfrentar o governador de São Paulo, José
Serra (PSDB), principal adversário de Dilma na avaliação
dos petistas.
Em outra frente, Lula destravou
o bloqueio de verbas para uso em publicidade no próximo ano imposto
pelo Congresso.
O presidente vetou na semana
passada o dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) que limitava as despesas oficiais com publicidade, diárias
e locomoção de funcionários ao mesmo valor do que
será gasto neste ano.
Previdência
Social
O presidente pretende resolver nos próximos dias um passivo antigo,
que beneficia em torno de 8,3 milhões de pessoas que recebem
aposentadorias, pensões e auxílios da Previdência
Social com valor acima de um salário mínimo.
O presidente deu o sinal verde
e a equipe de Governo discute a concessão, a partir de janeiro
de 2010, de um índice de reajuste acima da inflação
anual para essa faixa de benefícios, ao contrário dos
últimos anos, incluindo os seis de Lula, quando essas aposentadorias
receberam somente a correção da inflação.
No próximo mês,
o Governo começa a pagar os benefícios do programa Bolsa-Família
com um reajuste de 10%.
Na definição do
aumento, o Governo antecipou o que seria concedido no próximo
ano.
O índice significa a
reposição da inflação dos últimos
12 meses mais a projeção para os próximos 12.
O programa é responsável
por grande parte da popularidade de Lula e a intenção
é transferi-la em forma de votos para a sua candidata.
Pesquisa da Fundação
Getúlio Vargas (FGV) constatou que na eleição passada
o programa representou três pontos percentuais da votação
de Lula.
Plebiscito
O programa Minha Casa, Minha Vida, é outro exemplo de ação
tomada neste ano que se concretizará no ano eleitoral.
As primeiras construções
subsidiadas deverão estão prontas no primeiro trimestre.
"O presidente tem um discurso
para cada coisa. Ele poderá fazer o comparativo e o plebiscito
entre os Governos dele e o de FHC", avaliou o deputado Eduardo
Cunha (PMDB/RJ).
O deputado Arnaldo Madeira (PSDB/SP)
considera que o componente principal do segundo mandato foi manter a
situação econômica para poder partir para a campanha.
"O presidente quer atender
as corporações, antecipar qualquer demanda e deixar o
Congresso à deriva", criticou.
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Jornal de Brasília,
18 de agosto de 2009
Governo aceita dar 7% a quem ganha
acima do salário-mínimo
Governo já aceita dar 7% a partir de
janeiro e acena com políticas públicas.
Finalmente deve ser anunciado,
nesta terça-feira (18), pelo Governo, o percentual de reajuste
que será concedido aos aposentados a partir de janeiro de 2010.
Na semana passada, representantes
de entidades dos aposentados e pensionistas estiveram reunidos com parlamentares
e com os ministros da Previdência, José Pimentel, e da
Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci,
para tratar do assunto e chegar a um acordo.
O deputado Pepe Vargas (PT/RS),
relator do projeto que propõem o fim do fator previdenciário,
explicou que a proposta do Governo é juntar os quatro projetos
de interesse dos aposentados, que tramitam no Congresso, e elaborar
um substitutivo global, que atenda as reivindicações da
categoria e seja economicamente viável ao Governo.
"O Governo aceita discutir
o reajuste, o fator previdenciário, mas quer discutir em torno
dessas propostas. E o acordo que for produzido, se for produzido, será
materializado em um substitutivo global para que essas quatro matérias
legislativas sejam superadas. Para que não haja uma negociação
agora e, em seguida, se retome todo o debate de novo", explicou
o deputado gaúcho.
Recuperação
salarial
Entre os projetos em tramitação dentro do tema há
o que trata da política de recuperação do salário
mínimo até 2023 (PL 1/07), em que foi incluída
uma emenda que estende os mesmos reajustes aos benefícios pagos
pela Previdência; outro (PL 4.434/08)que propõe a reposição
para aqueles aposentados que ganham acima do salário mínimo;
um projeto (PL 3.299/08) que extingue o fator previdenciário;
além do veto emenda que dava aos benefícios previdenciários
o mesmo (16%) percentual de reajuste dado ao salário mínimo.
O deputado gaúcho informou
que no encontro da semana passada não foi falado em percentuais
de reajuste.
Mas a expectativa é de
que os aposentados ganhem pelo menos 7%, o equivalente à inflação
e mais três pontos percentuais - o que deixaria o valor real do
aumento em 3%.
Este é o número
que está sendo anunciado nos bastidores e que já contaria
com o aval do Governo.
Pepe Vargas, no entanto, não
confirma este a informação. Ele diz apenas que os representantes
do Governo aceitaram o ministro Pimentel aceitou a ideia de se criar
uma mesa de negociações permanente para discutir uma política
de valorização do aposentado e do idoso em geral, que
iria além da questão salarial.
O grupo discutirá também
questões de saúde e políticas públicas voltas
ao idoso.
Perfil
No Brasil, 54% dos aposentados ganham um salário mínimo.
E mais de um quarto deles precisa da ajuda financeira dos filhos, parentes
e amigos para sobreviver com dignidade.
Mais: quase um terço
dos que se declaram aposentados trabalha para complementar seu benefício,
que, na maior parte dos casos, não supera um salário mínimo.
O País tem hoje cerca
de 15 milhões de aposentados.
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Folha de S.Paulo, 18 de
agosto de 2009
PSDB aposta que Lula vai manter
Ciro na sucessão
Aliados de Serra acham que presidente
buscaria evitar vitória tucana no 1º turno | O presidente
nacional do PT, Ricardo Berzoini, reafirma a disposição
de investir numa disputa plebiscitária entre os projetos petista
e tucano
CATIA SEABRA
PEDRO DIAS LEITE
DA REPORTAGEM LOCAL
Os petistas negam. Mas o comando
do PSDB aposta que, mantido o principal cenário da última
pesquisa Datafolha, o governo federal apoiará a candidatura do
ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) para impedir que a disputa presidencial
seja encerrada no primeiro turno.
A mais recente pesquisa Datafolha mostra que a permanência de
Ciro na disputa levaria a eleição para o segundo turno:
José Serra (PSDB) tem 37%, Dilma Rousseff (PT) aparece com 16%,
empatada com Ciro, com 15%, e Heloísa Helena (PSOL) vem em seguida
com 12%. Sem Ciro, Dilma sobe para 19%, mas Serra vai a 44%, o que o
aproxima de vitória no primeiro turno no ano que vem.
Embora aliados do governador Serra duvidem que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva venha a apoiar um candidato com perfil mais crítico
ao governo, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE),
disse acreditar no lançamento de Ciro para deter a vitória
dos tucanos no primeiro turno.
"A situação se complica para Dilma. Ela não
está convencendo. O Ciro já não fica em São
Paulo e pode se lançar no cenário nacional", afirma
Guerra.
Já o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, reafirma a
disposição do partido de investir no confronto de dois
projetos: "o do presidente Lula (e aliados) ao do PSDB-DEM-FHC
e Serra".
"Apesar dos riscos, temos a avaliação de que o melhor
para nós é fazer um embate de projetos", reitera
Berzoini.
O presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva, chega a afirmar
que o PSDB estimula o lançamento de candidaturas alternativas
para impedir a polarização Lula versus PSDB já
no primeiro turno. "O melhor quadro para nós é o
plebiscitário. E o PSDB vai fazer tudo para que isso não
aconteça."
Para aliados de Serra, o PT preferiria perder a admitir a possibilidade
de Ciro superar Dilma nas eleições do ano que vem. Para
esses tucanos, não é remota a chance de Serra vencer num
primeiro turno sem Ciro Gomes.
A alternativa para Ciro é disputar o governo de São Paulo,
projeto acalentado por Lula, com dois objetivos: manter a disputa "plebiscitária"
no plano nacional e, ao mesmo tempo, dar um palanque forte a Dilma no
principal centro tucano.
Só que o próprio Serra tem dito, em conversas, que acredita
na candidatura de Ciro à Presidência. Ontem, governador
comemorou o resultado. A aliados, disse que se sentia "jovem".
Em entrevistas, admitiu: "É lógico que é muito
bom estar bem colocado na pesquisa e ter uma boa avaliação
da população de São Paulo".
Mas, apesar da comemoração, o tucanato identificou dois
pontos fracos na pesquisa. Além de uma queda de desempenho no
Sul, como produto da crise enfrentada pela governadora do Rio Grande
do Sul, Yeda Crusius, a constatação de que a candidatura
de Marina Silva (PT), que deve se filiar ao PV, prejudica o PSDB no
Rio.
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O ESTADO DO PARANÁ,
18 de agosto de 2009 | Economia
Reunião sobre reajuste de benefícios
do INSS é adiada
Agência Estado
A pedido das centrais sindicais, foi desmarcada a reunião entre
as entidades, as associações de aposentados e pensionistas
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o governo para tentar
chegar a um acordo sobre o reajuste acima da inflação,
que deve ser concedido a quem ganha mais de um salário mínimo
da Previdência Social.
O presidente da Força
Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), informou hoje que
o pedido se deve ao fato de não ter havido uma consulta às
bases das representações sobre a exigência do governo
de que sejam previamente arquivados os projetos de lei que mudam regras
de concessão de benefícios previdenciários. Essa
foi uma condição imposta na reunião da semana passada
pelos ministros da Previdência, José Pimentel, e da Secretaria
Geral da Presidência, Luiz Dulci, para que fosse apresentada a
proposta do governo sobre o índice de reajuste real.
"Como ainda não
houve tempo para consultar todos os interessados nem nós conversamos
entre nós, preferimos pedir o adiamento para que não seja
mais uma reunião sem decisão", afirmou o deputado.
O Ministério da Previdência Social, por meio de sua assessoria,
confirmou que o encontro foi desmarcado e acrescentou que ainda não
há nova data definida para nova rodada de discussões.
Na mesa de discussões,
as entidades representativas dos aposentados têm defendido pelo
menos 3% de reajuste real que, somados à inflação
projetada para 2009, representaria uma correção total
em torno de 7% nos valores finais das aposentadorias e pensões
superiores ao salário mínimo. Cerca de oito milhões
de pessoas serão beneficiadas com a decisão.
O governo quer, em troca
disso, que as entidades concordem em enterrar quatro projetos de lei
que tramitam na Câmara dos Deputados, e já passaram pelo
Senado, que reajustam valores dos benefícios e mudam regras de
concessão de aposentadorias, como o que extingue o fator previdenciário.
O fator incide sobre o cálculo das aposentadorias por tempo de
contribuição reduzindo o valor final dependendo da idade
do trabalhador no momento do pedido de aposentadoria.
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Agência Câmara,
18 de agosto de 2009
PEC prevê sistema de proteção
aos direitos trabalhistas
A Câmara analisa a Proposta
de Emenda à Constituição (PEC) 369/09, do deputado
Iran Barbosa (PT-SE), que prevê a criação, por lei
ordinária, do Sistema Nacional de Proteção ao Salário
e demais Direitos dos Trabalhadores. Conforme a proposta, a lei deverá
dispor sobre:
- a criação de uma rede social e institucional de acompanhamento
e fiscalização do cumprimento do artigo 7º da Constituição
(direitos trabalhistas);
- a definição de princípios e objetivos, bem como
da composição, organização e funcionamento
do Sistema criado pela PEC;
- a definição de medidas preventivas a serem adotadas
com vistas a impedir o desrespeito aos direitos dos trabalhadores;
- a criação de mecanismos para coleta e análise
de dados estatísticos referentes ao cumprimento e ao desrespeito
aos direitos dos trabalhadores;
- a criação de um Cadastro Nacional que torne pública
a informação acerca de quais empresas desrespeitam os
direitos dos trabalhadores;
- a definição de medidas com vistas a restringir e/ou
impedir benefícios e relações do Poder Público
para com empresas incluídas no rol do Cadastro Nacional a que
se refere a alínea anterior;
- a garantia de amplo debate nacional durante o processo de discussão
legislativa para a formulação da Lei prevista nesta proposta.
Segundo o deputado, apesar dos
inúmeros direitos assegurados aos trabalhadores, não são
poucos os casos de desrespeito às normas constitucionais. Barbosa
cita estatísticas do Tribunal Superior do Trabalho (TST), segundo
as quais o número de processos recebido pela Justiça do
Trabalho subiu de 2.636.798 para 2.739.509 entre 2007 e 2008.
"Esses números dão
uma idéia superficial de como são desrespeitados os direitos
dos trabalhadores,
o que nos impulsiona à conclusão de que a definição
constitucional e infraconstitucional desses direitos não é
suficiente para assegurar a sua observância", argumenta.
Tramitação
A PEC será analisada pela Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se
aprovada, será analisada por uma comissão especial a ser
criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o
Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
18/08/2009
Depoimento de testemunha garante
horas extras a gerente do BB
A jornada de trabalho anotada
em folhas individuais de presença pode ser desconsiderada se
houver prova em contrário. Assim, com ajuda de testemunha,
um ex-bancário do Banco do Brasil receberá horas extras
pelo serviço prestado depois da sexta hora diária. A
decisão é da Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho.
A discussão começou
na 1ª Vara do Trabalho de Maringá, no Paraná. O
empregado contou que foi contratado pelo banco em maio de 1971 e se
aposentou em janeiro de 2001. A partir de 1997, trabalhava mais de
seis horas por dia, algumas vezes até no final de semana, na
área de recuperação de créditos da instituição,
sem receber horas extras.
Já o Banco do Brasil
alegou que o empregado sempre exerceu cargos de confiança na
empresa, com poderes de gerência. Além do mais, o bancário
ganhava remuneração compatível com a função
(R$ 6.886,51) e não havia sobre ele controle de horário.
O banco ainda anexou folhas individuais de presença (FIPs),
estabelecidas em acordos coletivos da categoria, que atestavam a jornada
de seis horas diárias do ex-funcionário.
Na Vara do Trabalho, o banco
foi condenado a pagar horas extras ao empregado. Essa decisão
foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região
(Paraná). Os juízes entenderam que o simples fato de
o bancário exercer cargo de gerente não exclui o direito
ao recebimento de horas extras. A perda do direito só se caracterizaria
se ele fosse uma espécie de “alter ego” do empregador,
ou seja, tivesse amplos poderes de mando e gestão, sem controle
de horário de trabalho.
Ainda conforme o Regional,
as folhas individuais de presença registravam a jornada previamente
fixada pelo banco, e não a real jornada de trabalho do empregado.
Com a ajuda de testemunha, o bancário provou que trabalhava
mais de seis horas diárias e, portanto, tinha direito ao pagamento
de horas extraordinárias.
No recurso de revista apresentado
ao TST, o Banco do Brasil reafirmou que o empregado era gerente bancário
e não fazia jus às horas extras pleiteadas. Defendeu
também que as FIPs atestam a exata jornada de trabalho do empregado
e não podem ser desconstituídas por prova oral.
A relatora do processo no
TST, ministra Maria de Assis Calsing, explicou que o TRT, ao examinar
as provas do processo, concluiu que o empregado exercia cargo de confiança,
mas com poderes limitados, e, por isso, merecia receber horas extras
além da sexta trabalhada. Para a relatora, a jornada de trabalho
registrada nas FIPs não possibilitava ao empregado fazer a
sua própria marcação. Assim, é correto
aplicar ao caso a Súmula 338, inciso II, do TST, que permite
desconsiderar o ponto anotado, tendo em vista o aparecimento de prova
em contrário.
Por fim, de acordo com a relatora,
o banco não indicou exemplos de decisões divergentes
para possibilitar a rediscussão da matéria no Tribunal.
Para julgar diferente, o TST teria que reanalisar provas do processo
- o que não é possível nessa instância.
A relatora decidiu, então,
não conhecer do recurso de revista e, assim, manter a condenação
do banco ao pagamento de horas extras ao ex-empregado. O entendimento
foi acompanhado por todos os ministros da Quarta Turma do tribunal.
( RR 3317 / 2001-020-09-00.2).
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18/08/2009
Lei estende prioridade a doentes graves e
processos administrativos
A Lei nº 12.008, de 29
de julho de 2009, introduziu alterações nos critérios
que concedem prioridade na tramitação de processos. Ela
altera o Código Civil e também a Lei 9.784/199 para estender
a preferência aos portadores de doenças consideradas graves
e de deficiências físicas e mentais, e reduz para 60 anos
a idade para a tramitação preferencial. A nova lei estabelece
a preferências também nos processos administrativos.
Os interessados na obtenção
do benefício devem juntar prova de sua condição
e requerer a preferência à autoridade judiciária
competente para decidir o feito, que determinará as providências
a serem cumpridas.
A redação
da lei lista como doenças graves, para fins de preferência,
as seguintes patologias: tuberculose ativa, esclerose múltipla,
neoplasia maligna, hanseníase, paralisia irreversível
e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose
anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados
da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação
por radiação, síndrome de imunodeficiência
adquirida ou outra doença grave, com base em conclusão
da medicina especializada – mesmo que a doença tenha sido
contraída após o início do processo. A prioridade
, por sua vez, não cessa com a morte do beneficiado: neste caso,
ela se estende em favor do cônjuge, companheiro ou companheira
em união estável.
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SINTRICOMB, 18 de agosto de 2009 | Eventos
Brusque/SC
Três jogos abrem 10º Campeonato
de Futebol do Sintricomb
As redes balançaram sem
parara na rodada de abertura do 10º Campeonato de Futebol do Sindicato
dos Trabalhadores na Indústria da Construção e
do Mobiliário de Brusque e região (Sintricomb). Os jogos
aconteceram na manhã do ultimo domingo, dia 16, no campo do Sesc.
Ao todo, 12 equipes vão em busca do título este ano.
O destaque da rodada ficou por conta da goleada do Macuco/H9 sobre os
representantes da DD Serv/Empreiteira de Mão-de-Obra AMF por
8 a 0. A equipe mostrou entrosamento e, apesar de ser apenas a rodada
inicial, surge como surpresa na competição. Quem também
fez bonito foram os jogadores da Empreiteira de Mão-de-Obra AMF/DD
Serv, ao vencer a Formabella por 4 a 1. O encerramento do primeiro dia
de disputas reuniu as equipes Otti Construtora contra a Instaladora
Milani. Melhor para a Otti, que saiu com a vitória de 4 a 2.
Os jogos deste domingo foram realizados pela chave B.
As partidas com as equipes que integram a chave A acontecerão
somente no dia 30 de agosto. Em virtude de um evento interno do Sesc,
não haverá rodada no próximo final de semana. No
dia 30 se enfrentam Empreiteira Trainotti x Concredol, Brusnova x Cerâmica
Heinig, e Empreiteira Venzon x Fischer Jardinagem/Tubos Pereira.
O Campeonato de Futebol do Sintricomb em 2009 é especial, pois
integra as comemorações dos 50 anos de existência
do sindicato. são 12 equipes que brigam pelo título. Em
novembro acontecerá em Brusque o Encontro Estadual da Construção
e do Mobiliário, que tem como ponto principal um campeonato de
futebol integrando todas as entidades da classe em Santa Catarina.
Valdomiro da Motta
Assessoria de imprensa do Sintricomb
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