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O ESTADO DO PARANÁ, 19 de agosto
de 2009 | Economia
Julho registra 138 mil novos empregos
no País
Redação com agências
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregado (Caged) de julho registrou
a criação de 138.402 empregos formais, segundo dados
divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Esse saldo líquido positivo
é resultado de 1.398.181 contratações e 1.259.779
demissões e representa um crescimento de 0,43% em relação
ao estoque de empregos de junho. Segundo o ministério, o saldo
é o melhor resultado do Caged para o ano de 2009.
Em julho de 2008, o Caged havia
registrado um saldo positivo de 203.218 empregos formais. No acumulado
de janeiro a julho deste ano, o Caged acumula um saldo positivo de 437.908
empregos com carteira assinada, o que representou um aumento de 1,37%
ante o estoque de empregos existente no fim de dezembro de 2008.
Modéstia e ‘bom gosto’
Para o ministro do Trabalho
e Emprego, Carlos Lupi, o mercado de trabalho formal deve continuar
sua tendência de crescimento no segundo semestre. Para Lupi, os
dados de julho significam “que o Brasil já está
olhando a crise pelo retrovisor”.
Para agosto, o ministro prevê
um resultado líquido melhor que o de julho. Porém, evitou
antecipar o número. “Teremos o agosto do bom gosto”,
afirmou o ministro. Segundo o Caged, todas as regiões do País
mostraram um resultado positivo na geração de empregos
em julho.
Os destaques foram para os Estados
de São Paulo, com a criação de 52.811 postos de
trabalho, a Bahia, com saldo positivo de 9.792, Rio de Janeiro, com
mais 9.649 vagas e Ceará, com 9.523. Os estados que tiveram saldo
negativo foram o Rio Grande do Sul, com menos 481 vagas, e Roraima,
com fechamento de 61 postos de trabalho.
Paraná
O Paraná criou 6.922
postos de trabalho em julho, o que representa um aumento de 0,32% em
relação a junho e o melhor resultado da Região
Sul. Porém, o volume caiu à metade se comparado a julho
do ano passado, quando foram abertas 13.635 vagas e é o pior
desempenho desde 2006.
Os setores que mais influenciaram
o resultado em julho deste ano foram: indústria de transformação
(2.745 vagas), comércio (1.956) e construção civil
(1.206).
Nos sete primeiros meses do
ano, o estoque de empregos formais do Estado cresceu 2,22%, com a abertura
de 47.433 vagas. Já nos últimos doze meses, o nível
de emprego teve ampliação de 1,65% e saldo de 35.539 postos
de trabalho.
Em Curitiba e Região
Metropolitana, segundo o Caged, foram 2.130 novas vagas em julho, o
que representa um incremento de 0,25% sobre junho. No acumulado do ano,
o saldo positivo é de 10.448 empregos gerados.
Dentre os setores que melhor
responderam à retomada da atividade econômica na Grande
Curitiba, destaque para o comércio, que registrou saldo positivo
de 888 contratações em julho comprado a junho e um saldo
acumulado de 2.631 empregos formais.
Em seguida está a construção
civil, com 598 novas vagas formais quando comparado com junho e um acumulado
no ano de 4.248 empregos. A indústria da transformação
registrou saldo positivo de 467 vagas em julho comparado a junho, mas
não o suficiente para amenizar o resultado negativo do acumulado
do ano, de -5.665 vagas.
Em quarto lugar entre
os setores que mais empregaram no mês passado está Serviços,
com 432 novas vagas. No acumulado do ano o setor registra um numero
expressivo de 9.766 novas oportunidades de trabalho.
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O ESTADO DO PARANÁ,
19 de agosto de 2009 | Economia
Mantega prevê até 600 mil
novos empregos este ano
Agência Estado
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, previu
um aumento este ano de 500 mil a 600 mil empregos formais na economia
brasileira. "Em um ano de crise, já está muito bom",
disse o ministro, ao chegar ao evento de comemoração dos
30 anos da Associação Nacional de Jornais (ANJ). Ele disse
que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, tem uma previsão de
800 mil a 1 milhão de novos empregos com carteira assinada em
2009 e comentou que sua expectativa é mais modesta: "mas
eu espero que ele esteja certo e eu não".
Para Mantega, os dados do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados hoje pelo Ministério
do Trabalho mostram que a recuperação econômica
no Brasil é uma realidade. Segundo ele, o impacto da crise financeira
na economia já está superado no Brasil. "Até
o final do ano, vamos gerar mais emprego ainda porque a economia estará
mais aquecida", reforçou. De acordo com o Caged, o saldo
líquido entre contratações e demissões em
julho ficou positivo em 138.402 empregos com carteira assinada, acumulando
de janeiro a julho deste ano a criação de 437.908 vagas.
Na avaliação
do ministro, a manutenção do emprego no Brasil foi fundamental
para a superação da crise porque garantiu o mercado consumidor,
o consumo e permitiu que as empresas continuassem produzindo.
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Folha de S.Paulo, 19 de
agosto de 2009
Indústria e construção
puxam emprego
Emprego formal tem melhor resultado do ano em
julho, com saldo de 138 mil vagas criadas e recuperação
da indústria | Dado de julho ainda é 32% menor que o registrado
no mesmo mês de 2008; Mantega vê criação de
até 600 mil postos no ano todo
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
No melhor resultado do ano,
o mercado de trabalho formal registrou em julho a criação
de 138.402 vagas, sob influência principalmente da recuperação
do emprego na indústria -setor mais afetado pela crise mundial-
e do aumento das contratações na construção
civil. O resultado, no entanto, é 32% inferior ao do mesmo mês
de 2008.
Os dados, que fazem parte do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados),
foram motivo de comemoração ontem no governo, pois seria
o primeiro sinal corroborando as expectativas de que o emprego formal
apresentará forte reação neste semestre, indicando
o fim do ciclo de retração na economia.
Para o ministro Carlos Lupi (Trabalho), neste mês deverão
ser gerados mais de 150 mil postos. "Isso mostra que o segundo
semestre vai ser muito melhor e que vamos chegar a 1 milhão de
empregos até o final do ano. Estamos olhando a crise para trás.
O Brasil está indo no rumo do crescimento."
Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi mais contido: "A
minha expectativa é um pouco mais modesta que a do ministro Lupi:
entre 500 mil e 600 mil empregos. Num ano de crise, já está
muito bom. Mas eu espero que ele esteja certo, e não eu".
O saldo de vagas acumulado até julho é de 437.908 postos.
O número é quase um terço do saldo de vagas criadas
nos sete primeiros meses de 2008, antes do impacto da crise global.
No total de 2008, o emprego formal registrou a marca de 1,452 milhão
de postos gerados.
Obras
No mês de julho, o setor que se destacou pelo maior saldo de vagas
criadas foi a construção civil. Foram gerados 32.175 postos,
o melhor resultado do setor para meses de julho e o segundo maior da
série do Caged, que foi criado em 1992.
Na comparação com outros setores, o número da construção
civil em julho destoa dos dados históricos, pois o setor tradicionalmente
fica atrás do comércio, serviços e indústria.
No mês também surpreendeu o resultado da indústria.
De 2.001 postos criados em junho deste ano, o setor pulou para um saldo
de vagas de 17.354.
O aumento das contratações nas áreas de têxteis,
química e de calçados garantiu a recuperação
do emprego industrial, embora o setor ainda esteja cauteloso com a recuperação.
No acumulado do ano, porém, a indústria continua no vermelho,
com fechamento de 127.123 postos. "Aí está o nó
[na indústria]. Esse é o primeiro crescimento forte, e
definitivamente a indústria saiu da crise", comentou Lupi.
O emprego na indústria extrativa mineral e no setor de calçados
também acumula resultado negativo no ano, mas o ministro acha
que isso será superado já no Caged deste mês. O
setor com o maior saldo positivo em 2009, até agora, é
o de serviços (263.090 vagas). Para Lupi, embora o mercado tenha
mostrado maior vigor em julho, o governo precisa continuar adotando
medidas para permitir o aumento da oferta de emprego. "Os juros
precisam continuar baixando.
Isso é fundamental. Também é preciso continuar
o monitoramento da indústria e adotar novas medidas, se necessário."
Colaborou JULIANA ROCHA, da Sucursal
de Brasília
Gráfico:
Gazeta do Povo, 19/08/2009
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Vermelho, 19 de agosto de
2009
Empregos, Dignidade e Cidadania
A luta pela redução
da jornada de trabalho não é de hoje. A instituição
do dia 1º de maio como feriado internacional como Dia do Trabalho
nasceu da luta de operários que queriam a redução
da jornada de trabalho, pois eles trabalhavam 16 horas por dia.
Por Vicentinho*
O dia 8 de março - Dia
Internacional da Mulher - também foi resultado de uma greve de
centenas de mulheres que não agüentavam mais tanta exploração.
Aproximadamente 130 tecelãs foram queimadas, porque reivindicavam
uma jornada menor para ficar com a família.
Aqui no Brasil, a história
é longa, eu a vivi como dirigente sindical dos metalúrgicos.
Fizemos a greve chamada Operação Vaca Brava e, depois
de 54 dias de movimento, conseguimos reduzir a jornada de 48 horas para
44 horas semanais, limite consagrado em 1988 pela Constituição
Federal.
É nesse sentido que se
olharmos a história de 20 anos atrás, é possível
perceber que as empresas, hoje, produzem três vezes mais riquezas,
com três vezes menos trabalhadores. Atualmente, a evolução
tecnológica beneficia grupos econômicos. Contudo, o cerne
da luta pela redução da jornada de trabalho sem redução
de salário é exatamente para que no amanhã o benefício
seja para todos, para que tenhamos o direito de estudar e de ficar mais
tempo com a família.
Já se comprovou, através
da história, que essas reduções não prejudicam
a produção da empresa. Pelo contrário trazem um
ambiente agradável, de respeitabilidade, garantem produtividade
e qualidade dos produtos e serviços.
É por isso que devemos
estar sempre atentos, discutindo com todos os setores da sociedade e
apresentando projetos que melhorem a condição de vida
dos trabalhadores, que garantam direitos sem redução de
salários e mais do que isso, que respeite a dignidade e a cidadania
da classe trabalhadora do nosso país.
Diante disso, apresentei na
Câmara dos Deputados projetos que primam por essa dignidade, tais
como o PL 6356/05, que estabelece critérios para demissão
coletiva com a participação do sindicato e da sociedade
e o PL 1621/07, que regulamenta as relações de trabalho
nos processos de terceirização, com vistas ao combate
à precarização do trabalho.
O relatório da PEC 231/95
foi aprovado por unanimidade na comissão especial criada para
analisá-la. Realizamos intensos debates. Ouvimos todos os setores
e, em que pese o respeito por aqueles que se posicionam contrariamente
à redução da jornada, os argumentos apresentados
nas audiências não se justificam. Como também não
se justificaram na elaboração da Constituição
Brasileira em 1988 quando reduzimos a jornada de 48 para 44 horas semanais.
Hoje, nem diante da crise financeira
internacional que aí está, os argumentos contrários
à redução da jornada se justificam e, de novo,
não passam do patamar das lamúrias patronais, pois também
na Comissão Especial sobre a Crise Financeira – Geração
de Empregos e Serviços, criada pela Câmara dos Deputados
para apontar soluções ao Brasil, as contribuições
colhidas dos diversos segmentos da sociedade nos deram tranquilidade
para sugerir no relatório a redução da jornada
de trabalho sem redução de salários, como solução
para a geração de empregos.
O desenvolvimento é uma
necessidade constante, sem precarizar as relações de trabalho.
Dignidade e cidadania é o que merecem os trabalhadores brasileiros.
* Vicentinho é deputado federal
(PT-SP) e relator da PEC da redução da jornada de trabalho
na comissão especial da Câmara
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Folha de S.Paulo, 19 de
agosto de 2009
ANÁLISE
Limite à retomada
FERNANDO SAMPAIO
ESPECIAL PARA A FOLHA
A melhora do mercado de trabalho
prosseguiu em julho -mas continuou lenta, principalmente por influência
dos setores produtivos mais ligados à exportação
e ao investimento. Foi essa a impressão principal suscitada pelos
dados sobre a evolução do emprego formal no Brasil no
mês de julho.
Foi tranquilizador constatar que, depois de ter mostrado recuo de maio
para junho, no mês passado a abertura de vagas com carteira assinada
voltou a crescer. Tratou-se, porém, de alta moderada: o saldo
mensal entre admissões e demissões passou de 119,5 mil
para 138,4 mil, resultado bem inferior ao de julho de 2008 (203,2 mil).
Todos os grandes setores da economia -serviços, comércio,
construção, indústria e agropecuária- exibiram
números mensais inferiores aos de igual mês de 2008. Não
resta dúvida, porém, de que indústria e agropecuária
ainda são os focos de maior debilidade do emprego. O emprego
no setor agropecuário costuma flutuar muito a depender da época
do ano. Pelos cálculos da LCA, o ajuste sazonal dos dados revela
que julho foi o 11º mês consecutivo em que o estoque de empregados
formais da agropecuária diminuiu. Ao longo desses 11 meses, estima-se
que o número de trabalhadores formais do setor tenha recuado
5,5%.
Além de um pouco mais aguda, a queda do emprego na indústria
é mais grave porque o setor tem peso bem maior no emprego formal
como um todo (25%, ante menos de 5% da agropecuária). Descontadas
as flutuações sazonais, calcula-se que julho tenha sido
o 10º mês seguido de diminuição do emprego
formal na indústria -elevando a quase 6% o encolhimento do emprego
formal no setor sobre setembro de 2008.
Graças sobretudo ao declínio da inflação,
à estabilização do desemprego em nível relativamente
baixo (para os padrões, deteriorados, da economia brasileira)
e à retomada do crédito, o consumo já se recuperou
da queda do fim de 2008. Isso reflete o fato de que, pela primeira vez
desde os anos 1970, a política econômica sustenta iniciativas
antirrecessivas eficazes.
As medidas voltadas a reativar o investimento têm sido menos eficazes
-o que não surpreende, pois a incerteza suscitada pela crise
nos países ricos só recentemente começou a refluir.
E, em relação ao encolhimento dos mercados de exportação,
a política econômica brasileira é quase impotente
-razão pela qual a recuperação do mercado de trabalho
deverá seguir lenta por alguns meses.
FERNANDO SAMPAIO, economista, é
sócio-diretor da LCA Consultores.
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Folha de S.Paulo, 19 de
agosto de 2009
Metade do 13º salário
a aposentados injeta R$ 8 bi na economia
Pagamento começa na terça, dia
25, e beneficiará 22,85 mi de pessoas, sendo 5,35 mi em São
Paulo
MARCOS CÉZARI
DA REPORTAGEM LOCAL
Na próxima terça-feira,
dia 25 deste mês, 22,85 milhões de aposentados e pensionistas
do INSS começarão a receber a primeira metade do 13º
salário deste ano. O pagamento será feito com os benefícios
deste mês. A segunda parcela será paga entre os dias 24
de novembro e 7 de dezembro, com os benefícios de novembro.
Segundo a Previdência Social, a primeira parcela do 13º injetará
R$ 7,98 bilhões na economia do país (em 2008, 22,1 milhões
de pessoas receberam R$ 7,09 bilhões). Além da primeira
parcela, 26,63 milhões de beneficiários receberão
mais R$ 17 bilhões referentes aos benefícios de agosto.
Assim, em duas semanas o INSS pagará cerca de R$ 25 bilhões.
O número de pessoas que recebem o 13º é menor do
que os que recebem os benefícios porque algumas não têm
direito ao abono natalino. Nesse caso estão as que recebem o
amparo previdenciário do trabalhador rural, a renda mensal vitalícia,
o amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, o auxílio-suplementar
por acidente de trabalho, a pensão mensal vitalícia, o
abono de permanência em serviço, a vantagem do servidor
aposentado pela autarquia empregadora e o salário-família.
Em São Paulo serão pagos R$ 2,33 bilhões para 5,35
milhões de beneficiários. No Rio, serão R$ 915,8
milhões para 2,17 milhões de pessoas.
Na terça-feira será depositado o pagamento dos beneficiários
que ganham até um salário mínimo e têm cartão
de pagamento com final 1 (desconsiderando-se o dígito). Aqueles
que ganham mais que o mínimo recebem o abono e o benefício
a partir de 1º de setembro.
Os segurados devem atentar para um detalhe: o desconto do IR na fonte
feito no contracheque deste mês refere-se apenas ao valor do benefício
mensal. É que, pela lei, não há IR sobre a primeira
parcela do abono. O desconto, quando for o caso, será feito na
segunda parcela, paga entre 1º e 7 de dezembro.
Gazeta
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Gazeta do Povo, 19 de agosto
de 2009
Congresso da FIEP
Pacto federativo será bandeira
da indústria
Além das demandas setoriais, empresários do Paraná
acenam que vão pedir aos candidatos às eleições
de 2010 para fortalecer os municípios na economia nacional
O empresariado industrial deverá
incorporar algumas bandeiras políticas à sua tradicional
reivindicação de pautas setoriais nas eleições
de 2010. A revisão do pacto federativo e o fortalecimento da
presença dos municípios na economia deverão fazer
parte da agenda trabalhada pelo setor junto aos candidatos e próximos
governantes. O tema foi debatido durante o encerramento do Congresso
Paranaense da Indústria 2009, realizado ontem, em Curitiba.
O presidente da Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da
Rocha Loures, disse acreditar que o processo democrático tende
a avançar na medida em que os municípios tiverem o peso
apropriado na distribuição dos recursos públicos.
“Esse resultado tem valor inestimável. As empresas ficam
nos municípios, e nós temos que falar é com os
prefeitos. A relação entre o setor produtivo e político
é fundamental”, defendeu.
O tema também foi trabalhado
durante um workshop promovido pelo analista político Augusto
de Franco, em que empresários, dirigentes sindicais e lideranças
políticas foram divididos de acordo com suas regiões de
origem para debaterem possíveis ações que levem
ao desenvolvimento de suas localidades. “O estabelecimento dessas
parcerias fortalece a sociedade civil e o desenvolvimento local, proporcionando
maior credibilidade e respeito para o poder público e para o
privado”, afirmou Loures.
O pós-crise
O debate da economia pós-crise
também esteve em evidência durante o congresso. Em uma
palestra para mais de mil empresários e lideranças locais,
o consultor australiano Brian Bacon apontou a liderança, a inovação
e o trabalho em equipe como estratégias necessárias para
que as empresas se fortaleçam no processo de retomada econômica.
Para os participantes do congresso,
Bacon destacou que todas as crises começam devagar e evoluem
gradualmente antes de eclodirem de repente. “Temos que agir antes
de as mudanças acontecerem. É preciso que o líder
e sua equipe tenham coragem para enfrentar as adversidades e aproveitem
as oportunidades”, disse o executivo, que comanda a Academia de
Liderança de Oxford, na Inglaterra, e é considerado referência
no pensamento sobre o papel das empresas na sociedade.
A capacidade de inovar também
foi apontada como questão prioritária. “A melhor
inovação não vem das grandes ideias , mas sim da
execução de uma ideia sobre o que já foi feito
antes”, disse Bacon, ressaltando que a crise é igual para
todos.
Opiniões
O modo como os empresários
paranaenses vêm contornando as dificuldades e se posicionando
para um cenário pós-crise também chamou a atenção.
O diretor da fabricante de carrocerias 3W, de Paranavaí (Noroeste
do estado), Rogéryo Moura, conta que sua empresa ficou oito meses
parada por diminuição da demanda. No entanto, ele aproveitou
o momento de pausa para investir. “Compramos equipamentos, maquinários,
fizemos investimentos em tecnologia de ponta para nosso setor. Nos solidificamos
graças à crise”, contou. Hoje ele avalia que está
pronto para colher os resultados desta decisão.
Para Roberto Pecoits, proprietário
da avícola Gralha Azul, de Francisco Beltrão (Sudoeste),
após um trimestre turbulento com queda nas exportações
entre novembro de 2008 e janeiro deste ano, agora a empresa começa
a respirar. “Estava previsto uma queda de 15% na exportação
do meu segmento para este ano. Tivemos apenas 1% de redução”,
disse. “A dificuldade, agora, é a redução
dos preços em virtude da queda do dólar. Mas vamos superar”,
completou o empresário.
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FOLHA DE LONDRINA, 19 de
agosto de 2009 | Política
Proposta da FGV amplia o poder de senadores
Brasília - A reforma administrativa elaborada pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV) amplia o poder político dos senadores
na composição dos gabinetes. A proposta entregue ontem
estabelece que a partir de 2011 os escritórios dos parlamentares
terão 25 servidores, sendo que apenas três obrigatoriamente
terão que ser concursados, fortalecendo as indicações
políticas.
Os chefes de gabinetes, diferente
de como ocorre atualmente, também serão de livre nomeação
dos parlamentares. Pelas regras atuais, cada um dos 81 senadores tem
direito a 12 vagas de servidores comissionados. Na prática, os
senadores lançam mão de uma manobra e dividem o valor
dessas vagas e chegam a contratar até 79 servidores com salários
menores. O custo do Senado ainda acaba sendo maior porque tem que pagar
direitos trabalhistas, como tíquete refeição.
Segundo o diretor da FGV, Bianor
Cavalcanti, o aumento no número de servidores comissionados nos
gabinetes é um caminho natural, porque o senador precisa ter
liberdade para escolher seus servidores.
A FGV sugere um plano de demissão
voluntária para 20% dos funcionários de carreira, o que
envolveria cerca de 600 funcionários e um enxugamento de 10%
nos comissionados, atingindo 210 funcionários, e 30% nos terceirizados.
O Senado tem hoje cerca de 9.600 funcionários: 3.500 terceirizados,
2.800 comissionados (indicações políticas) e 3.300
efetivos (concursados ou efetivados).
A proposta propõe um
corte de R$ 376,4 milhões no orçamento anual de R$ 2,8
bilhões da instituição e uma redução
de 43% nos 662 cargos de chefia, que envolvem diretorias e assessorias.
Márcio Falcão
Folhapress
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Agência Diap, 19 de
agosto de 2009
Instalada comissão sobre
proposta que amplia licença-maternidade
Foi instalada nesta terça-feira
(18), a comissão especial criada para analisar a Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) 30/07, da deputada
Angela Portela (PT/RR), que aumenta o período obrigatório
de licença-maternidade para seis meses.
Após a instalação
do colegiado, a deputada Cida Diogo (PT/RJ) foi eleita presidente, e
a deputada Rita Camata (PMDB/ES) designada relatora da proposição.
A data para a próxima
reunião do colegiado ainda não foi definida.
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Agência Diap, 19 de
agosto de 2009
PLS 248/06: CAS vota nesta quarta-feira
(19) duas emendas de plenário
Já aprovado pela CAS,
projeto retorna à Comissão porque teve duas emendas de
plenário rejeitadas pela CAE na semana passada. Assim, essas
precisam ser submetidas ao colegiado
Após aprovação
na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do parecer do
senador Inácio Arruda (PCdoB/CE) ao PLS 248/06, que regulamenta
a taxa a ser descontada em favor dos sindicatos, em razão da
negociação da Convenção Coletiva de Trabalho,
será submetido a mais uma votação, agora na Comissão
de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.
Embora já tenha sido
aprovado pela CAS, o projeto retorna à Comissão porque
teve duas emendas de plenário rejeitadas pela CAE no início
da semana passada. Sendo assim, essas precisam ser submetidas ao colegiado.
Depois, o texto será
votado no plenário da Casa, antes de ser remetido à Câmara.
Emendas
As duas emendas foram apresentadas pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA).
A primeira abre a possibilidade de oposição à taxa
pelos não-sindicalizados.
A segunda prevê que a
contribuição será devida somente uma vez ao ano,
em percentual não superior a 1% e sobre o salário-base
do trabalhador.
Parecer
do relator
O relator, senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), rejeitou ambas as
emendas sob o argumento no caso da primeira que "descaracterizaria
o projeto e permitiria que, muitos empregados auferissem vantagem decorrente
das negociações coletivas, sem oferecer aos sindicatos
uma compensação mínima pelos gastos havidos durante
o processo [negocial]".
Em relação à
segunda, o relator entende que os detalhes sobre a cobrança da
taxa serão "melhor definidos em assembléias sindicais".
E acrescentou: "Afinal,
ninguém melhor que os próprios trabalhadores para saber
os valores necessários de contribuição assistencial
e a periodicidade de sua cobrança".
As emendas serão examinadas
em sessão da Comissão, nesta quarta-feira (19), às
11h30, na Sala Florestan Fernandes, plenário 9, Ala Senador Alexandre
Costa.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
19/08/2009
Ex-editor de fotografia receberá pelo
trabalho em fins de semana
A Primeira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou (não conheceu) recurso do jornal
O Estado de S. Paulo S/A contra decisão que garantiu a um editor
de fotografia o pagamento de horas relativas aos plantões que
realizava nos fins de semana. A defesa do jornal alegou que o comparecimento
do editor à empresa em finais de semana era obrigação
inerente ao cargo de confiança que exercia. O relator do recurso,
ministro Lelio Bentes Corrêa, rejeitou a alegação
da defesa do jornal de que o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª
Região (SP) incorreu em julgamento extra petita ao deferir direito
que não teria sido expressamente pedido na inicial da ação
trabalhista.
O relator explicou que o julgamento
extra petita ocorre quando o julgador se pronuncia sobre matéria
que não se constituiu objeto do pedido, e o ultra petita quando
concede mais do que expressamente pedido. “Não se verifica,
nesse caso, a alegada existência de julgamento extra petita”,
afirmou Lelio Bentes. Ele acrescentou que, ao examinar a matéria
alusiva às horas trabalhadas em plantões, o TRT/SP verificou
que o editor trabalhava um fim de semana por mês, e que o jornal
não comprovou, como é seu encargo, a compensação
deste trabalho com folgas.
O TRT/SP acolheu parcialmente o recurso do editor de fotografia e fixou
a condenação pelo trabalho em plantões em 23 horas
por mês, sem qualquer acréscimo. O valor será apurado
da seguinte maneira: salário normal fixo + comissão (mês
a mês) dividido por 220 horas; o valor da hora mensal será
multiplicado por 23 horas. O editor recebia, à época da
demissão (julho de 1998), salário mensal de R$ 6,8 mil
mais R$ 700,00 mensais de comissão sobre a venda de fotos (25%).
Tanto a sentença da 9ª Vara do Trabalho de São Paulo
quanto o TRT/SP rejeitaram o pedido de horas extras feito pelo editor
por considerar que ele exercia cargo de confiança.
Na ação, o editor
afirmou que foi contratado como subeditor de fotografia em novembro
de 1989 pela Agência Estado e, em julho de 1993, passou a trabalhar
no jornal, até ser dispensado sem justa causa, cinco anos depois.
Afirma que nunca cumpriu a jornada legal dos jornalistas, de cinco horas
diárias, e que trabalhava de segunda a sexta-feira, das 9h às
22h, com meia hora de intervalo para almoço. Foi promovido a
editor de fotografia e depois a editor-coordenador de fotografia. Na
ação, ele negou que exercesse cargo de confiança,
pois estava subordinado ao editor-chefe do grupo editorial e ao editor-chefe
de redação do Estado. Estes, por sua vez, estavam subordinados
ao secretário e ao diretor de redação.
O argumento foi rejeitado
em primeiro grau. O editor tinha dois funcionários sob sua subordinação,
mas havia aproximadamente 20 repórteres de fotografia subordinados
a estas duas pessoas. O juiz concluiu que ele coordenava o setor de
fotografia e, sendo a autoridade máxima do setor, estava sob
sua responsabilidade a qualidade e o andamento da unidade, bem como
a parte administrativa. A sentença consignou que o fato de ter
de se reportar ao diretor em situações mais delicadas
não retira a confiança que seu cargo demandava, pois só
não estaria subordinado a absolutamente ninguém se fosse
o proprietário da empresa jornalística. O TRT/SP manteve
a negativa, garantindo, entretanto, o direito às horas dos plantões.
( RR 3233/1998-009002-00.3 c/j AIRR 3233/1998-009-02-40.8)
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19/08/2009
TST julga processo sem autos em papel
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais – SDI-2 do Tribunal Superior do
Trabalho julgou hoje (18), pela primeira vez, um processo sem autos
físicos, em papel. O processo foi integralmente digitalizado
e estava disponível para julgamento no computador de cada ministro.
Iniciada às 9h, a sessão foi encerrada às 10h57,
após julgar todos os 95 processos da pauta, sem pedidos de vistas
regimentais ou adiamentos.
Foram julgados, entre outros,
recursos ordinários em ações rescisórias
e em mandados de segurança. A novidade tecnológica - um
agravo de instrumento em recurso ordinário com todos os documentos
disponíveis para visualização eletrônica
-, desenvolvida pela Secretaria de Tecnologia da Informação
(SETIN) do TST, mereceu o registro do ministro Pedro Paulo Manus, que
ressaltou o avanço que representa o uso do recurso nas salas
de sessão. Em seguida, foi a vez do ministro João Oreste
Dalazen, vice-presidente do TST, que presidiu a sessão de hoje
da SDI-2, se congratular com a secretaria, com os servidores e a presidência
do Tribunal “pela consecução dessa meta bastante
auspiciosa”. (AIRO-189/2007-000-17-40.7)
“Ordinarização”
das ações recisórias
Outro processo, um recurso ordinário
em ação rescisória proposto pela Companhia Catarinense
de Águas e Saneamento (CASAN), deu origem a discussão
sobre a grande quantidade de ações rescisórias
propostas inadequadamente. O ministro Barros Levenhagen questionou a
utilização da rescisória como mais um recurso para
reexaminar fatos e provas, “na qual a parte perde e entra com
ação rescisória como se ela fosse outro recurso
para obter aquilo que não obteve antes, propondo novamente questões
já examinadas pelo Judiciário”. O ministro Dalazen
denominou o fato de “ordinarização” da ação
rescisória, que é, segundo ele, “um remédio
excepcional de estrito cabimento”. (ROAR-3/2008-000-12-00.3)
Precatórios
Um recurso ordinário
em mandado de segurança interposto pelo Estado do Espírito
Santo levantou a questão sobre a forma de pagamento da Fazenda
Pública aos exequentes substituídos por sindicato: se
deveria ser considerado o valor individual ou o valor global. Em ações
plúrimas (vários autores numa mesma ação),
pequenos valores podem ser pagos individualmente. Mas no caso do valor
total, o pagamento é feito por precatório. A Fazenda Pública
estadual alegou direito líquido e certo para pagar a dívida
por precatório aos substituídos processualmente pelo Sindicato
dos Enfermeiros no Estado do Espírito Santo, e obteve êxito
em seu recurso. A SDI-2 entendeu que o tratamento a ser dado à
ação proposta por sindicato, como substituto processual,
é diferente das ações plúrimas, e o valor
da execução não pode ser repartido. Determinou,
então, que a execução seja processada por precatório.
(ROMS –264/2008-000-17-00.6)
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19/08/2009
TST mantém dano moral em razão
de assalto
A Primeira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho manteve decisão da Justiça do Trabalho
do Maranhão que reduziu de R$ 1 milhão para 260 salários
mínimos o valor da indenização por dano moral a
ser paga pelo Bradesco S/A (na qualidade de sucessor do BEM –
Banco do Estado do Maranhão) a uma empregada lotada na agência
de Imperatriz (MA) que sofreu quatro assaltos. A bancária recorreu
ao TST pedindo o restabelecimento do valor fixado na sentença
de primeiro grau, mas não obteve êxito. Segundo ela, a
quantia “ínfima” arbitrada pelo TRT/MA - 260 salários
mínimos, levando-se em conta o valor vigente (R$ 260,00) à
época da propositura da ação (23/11/2004), o que
totaliza R$ 67.600,00 – não é suficiente para reparar
os danos morais sofridos, que lhe causaram sérios transtornos
de saúde , como depressão, insônia, síndrome
do pânico, taquicardia, e dependência química (alcoolismo).
Mas, de acordo com o relator
do recurso, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, a indenização
foi fixada em valor suficiente a não provocar instabilidade financeira
ao negócio e capaz de produzir efeitos pedagógico e disciplinar,
na intenção de prevenir e reparar situações
desse tipo. O ministro afirmou, em seu voto, que a decisão do
TRT/MA foi tomada “com sensatez, equanimidade, imparcialidade
e aplicabilidade dos critérios a serem observados no tocante
à pessoa do ofendido e do ofensor, na fixação do
valor indenizatório, dentro dos parâmetros da razoabilidade”.
Para o TRT/MA, o valor de R$ 1 milhão fixado pela Vara do Trabalho
de Imperatriz foi exorbitante e traria à trabalhadora enriquecimento
sem causa, o que é vedado pelo ordenamento jurídico vigente.
A bancária requereu a
revisão do valor a partir da observância dos critérios
concernentes ao grau de culpa do banco, como sua negligência quanto
à adoção de medidas de segurança. O acórdão
do TRT/MA afirmou não restarem dúvidas de que a bancária
foi gravemente afetada em sua saúde pelos fatos ocorridos nas
dependências do banco e necessitou de tratamento psiquiátrico,
acompanhamento psicossocial por tempo indeterminado e medidas socioterápicas,
como terapia ocupacional e desenvolvimento de habilidades sociais com
vistas a sua recuperação médica e psicossocial,
conforme recomendado no parecer médico anexado aos autos. Mas,
para o Regional, a condenação em danos morais não
pode ser nem em valor ínfimo, a ponto de parecer desprezível
ao ofensor, nem tão elevada, a ponto de comprometer a saúde
financeira da empresa.
Na ação
na qual pediu a indenização de R$ 1 milhão, a bancária
contou que nos três primeiros assaltos exercia a função
de caixa (em 1995, 1997 e 1998) e foi abordada diretamente por bandidos
armados. No quarto assalto (em 2000), na condição de supervisora
de posto (PAB) em Vila Nova dos Martírios (MA), foi abordada
em sua residência e levada ao posto pelos ladrões. Em nenhuma
das quatro oportunidades havia porta giratória nos locais de
trabalho. Em um dos assaltos, ocorrido no PAB do BEM na Prefeitura de
Imperatriz, não havia sequer vigilante próprio do banco,
mas tão somente o vigia da Prefeitura. Ela relatou que, após
os assaltos, não houve qualquer alteração na estrutura
de vigilância das agências, de modo a evitar os crimes.
( RR 2999/2005-012-16-00.7)
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19/08/2009
Propagandista de produtos odontológicos
consegue vínculo de emprego
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou (não conheceu) o recurso da empresa
carioca New Stetic Dental, que tentava se eximir da condenação
ao reconhecimento, como empregada efetiva, de uma trabalhadora terceirizada
contratada temporariamente para fazer a divulgação pessoal
de seus produtos odontológicos no Paraná.
A decisão manteve o reconhecimento
do vínculo empregatício entre as partes, que fora determinado
nas instâncias anteriores, por conta de uma reclamação
ajuizada pela empregada na 4ª Vara do Trabalho de Curitiba, por
ter ser sido despedida sem justa causa em dezembro de 2003, após
mais de três anos de trabalho. Ela atuava para a New Stetic por
meio da Meet Recursos Humanos, também com sede no Rio de Janeiro,
com a função de distribuir panfletos e divulgar os produtos
daquela empresa no Paraná, fazendo visitas a dentistas, protéticos
e revendedores. Seus contatos com os empregadores eram feitos por meio
de telefone, correspondências postais e bancárias.
O recurso da empresa não
ultrapassou a fase do conhecimento que permitiria o julgamento do mérito
pela Terceira Turma. De acordo com o relator, ministro Alberto Bresciani
de Fontan Pereira, a decisão do Tribunal Regional do Trabalho
da 9ª Região (PR), informando que o contrato de trabalho
temporário em questão “ultrapassou o prazo legal”,
está em consonância com o item I da Súmula 331 do
TST, que estabelece que “a contratação de trabalhadores
por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo
diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho
temporário Lei nº 6.019/74”. ( RR 9580/2005-004-09-00.0)
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