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BEM PARANÁ, 21 de agosto
de 2009 | Trabalho & Negócios
Emprego
Cai proporção de trabalhadores
sem carteira assinada, informa Dieese
Cerca de 20% das admissões ainda são
informais
Agência Brasil
O número de pessoas que
trabalham sem carteira assinada no comércio ainda é expressivo
em algumas capitais do país, mas, proporcionalmente ao universo
empregado, a informalidade vem caindo. A constatação é
de pesquisa divulgada hoje (20) pelo Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Cerca de 20% das admissões
ainda são informais, embora tenha crescido o número de
empregados que têm assegurados todos os direitos constantes na
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), entre os quais
aposentadoria, seguros previdenciários e 13º salário.
O quadro, referente ao período
que vai de 1998 a 2008, consta da quarta edição do Boletim
Trabalho no Comércio, feito com base em dados da Relação
Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério
do Trabalho e Emprego, e em informações da Pesquisa de
Emprego e Desemprego do Dieese/Seade. Nesse período, o comércio
abriu 14.949.931 vagas em caráter formal e, a cada 10 trabalhadores
contratados, seis tiveram carteira assinada.
São Paulo foi a cidade
com maior proporção de comerciários sem amparo
legal, 21,5% do total de 1,028 milhão. No ano passado, 220 mil
vagas foram preenchidas por trabalhadores que não tiveram o registro
na carteira profissional. Esse total, em termos absolutos, ficou acima
do de 1998 (174 mil). Proporcionalmente ao total de contratados com
ou sem carteira, incluindo ainda outras formas de vínculo empregatício,
houve, entretanto, queda da informalidade, passando de 21,5% para 24%.
Ao mesmo tempo, as contratações com carteira aumentaram
55,6%. Eram 459 mil em 1998 e subiram para 715 mil.
À exceção
de Porto Alegre, onde a proporção dos sem carteira aumentou
de 13,2% para 14%, todas as demais capitais pesquisadas apresentaram
melhora das condições para o trabalhador. Na capital gaúcha,
os contratos informais aumentaram 58,9%, de 18 mil para 29 mil.
Salvador aparece em segundo
lugar na informalidade, mas, comparativamente a 1998, o percentual baixou
de 25,3% para 19,4% .No ano passado, dos 139 mil trabalhadores admitidos
na capital baiana, 19,4% não contavam com os direitos da CLT,
o que representava 27 mil pessoas ante 26 mil, em 1998. Mas, há
dez anos, o universo empregado era de 101 mil e, desses, 25,3% estavam
fora da CLT..
Em Recife, a proporção
caiu de 23,8% para 18,1%, com um total de 29 mil trabalhadores, 07%
mais do que há dez anos. Em Belo Horizonte, houve alta de 12,1%
em termos absolutos, com 36 mil contratos ante 32 mil, mas, em relação
ao total, o percentual caiu de 23,8% para 18,1% .
No Distrito Federal, a proporção
passou de 23% para 16,1%, com aumento de 31,3% em termos absolutos.
Há dez anos, 16 mil contratos eram informais e subiram para 21
mil. Só que em 1998, 23% do total de contratados estavam sem
registro.
Análise técnica
do Dieese diz que o comércio usa a informalidade para baixar
custos, mas a considera "uma prática antiética, que
chega a ultrapassar os limites legais”. Isso, conforme a análise,
leva a uma situação de precariedade, em que o trabalhador
sem registro acaba recebendo salário menor e cumprindo jornadas
mais ampla do que os que têm carteira assinada. Além disso,
os que não têm registro permanecem menos tempo na empresa.
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BEM PARANÁ, 21 de
agosto de 2009 | Economia
Carteira
SRTE altera forma de registro profissional
A Superintendência Regional do Trabalho
e Emprego no Paraná (SRTE/PR) opera desde o dia 1º de agosto
um sistema inédito
A Superintendência Regional
do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR) opera desde o dia 1º
de agosto um sistema inédito para efetuar o registro profissional
nas Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS). Ele agora
é expedido em forma de etiqueta, no prazo máximo de dez
dias. O sistema é pioneiro no Brasil e já possibilitou
a expedição de 360 registros nos últimos 15 dias.
Antes do novo sistema entrar em operação, foram emitidos
233 registros profissionais em um mês e o tempo médio de
emissão podia chegar a 40 dias.
Até a primeira quinzena
de agosto já foram feitos 1.901 novos registros, contra 1.306
no mesmo período do ano passado.
De acordo um dos criadores
do sistema, o servidor Jonathan Felippe Agner, as etiquetas foram criadas
para diminuir o número de processos atrasados e agilizar a elaboração
de futuros protocolos. Além de possuir o nome do profissional
— a forma antiga não continha essa informação
— a etiqueta tem um sistema de segurança criptografado,
o que permite uma rápida confirmação dos dados
repassados pelo trabalhador.
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BEM PARANÁ, 21 de agosto
de 2009 | Brasil
Para o sucessor
PAC deixará pendência de
R$ 115 bi, diz estudo
Até agora só 10% dos recursos
foram efetivamente desembolsados pelo Estado
Agência Estado
O Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) deixará para o sucessor de Lula uma pendência
de R$ 115 bilhões não gastos até 2010 no setor
de logística. O cálculo foi feito pelo professor da Coppead/UFRJ
Paulo Fleury, diretor do Instituto de Logística e Supply Chain
(Ilos), com base no último balanço do programa. Segundo
o trabalho, até agora só 10% dos recursos foram efetivamente
desembolsados pelo Estado. “Nesse ritmo, o governo só terminaria
de gastar todo o dinheiro em 2034”, prevê Fleury.
Ele explica que o governo planejava
deixar para o seu sucessor compromisso de investimentos de apenas R$
36 bilhões - montante referente a parte dos projetos do Trem
de Alta Velocidade (TAV), que vai custar R$ 34 bilhões, e da
Ferrovia Oeste-Leste, na Bahia, de R$ 6 bilhões. “Mas o
que temos visto até agora não vai nesse caminho. Se nada
for feito para dar celeridade ao processo no máximo o PAC terminará
com 12,7% dos recursos gastos”, diz o professor.
Lançado em janeiro de
2007 como o mais importante programa de investimentos em infraestrutura
dos últimos anos, o PAC vive aos trancos e barrancos, com enorme
dificuldade para acelerar o ritmo das obras. Dos 37 projetos de logística
levantados por Fleury, 32% tiveram o cronograma prorrogado e apenas
14% foram concluídos. Em apenas 3% dos casos, o governo conseguiu
antecipar a conclusão da obra.
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O
ESTADO DO PARANÁ, 21 de agosto de 2009 | Economia
"Minha Casa, Minha Vida"
ainda aguarda regulamentação
Agência Estado
Lançado há cinco meses com toda pompa pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, o programa "Minha Casa, Minha Vida"
ainda depende de regulamentação para decolar de vez e possibilitar
o financiamento e construção de um milhão de moradias
no País. Essa iniciativa é uma das armas de Lula para viabilizar
a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência
da República. A expectativa do governo é que as moradias,
principalmente para a população com renda de até
três salários mínimos, comecem a ser entregues no
primeiro trimestre do próximo ano.
Mas, para atingir esse objetivo, várias
pendências precisam ser resolvidas. Por enquanto, o programa nem
chegou aos municípios com menos de 50 mil habitantes porque as
regras para operacionalização não estão
prontas. Além disso, mesmo com a conversão em lei da Medida
Provisória 459, os cartórios de registro de imóveis
resistem a reduzir os custos para o mutuário e o empreendedor.
Na lista de indefinições, está também a
cobrança de seguro pela Caixa Econômica Federal para os
financiamentos para famílias com renda mensal entre três
e dez salários mínimos. Por enquanto, o banco está
liberando o mutuário do pagamento do seguro. As informações
são do jornal O Estado de S. Paulo.
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FOLHA DE LONDRINA, 21 de agosto
de 2009 | Política
Parceria de Lula com PMDB tem custo alto
ao PT
O mais nítido triunfo dos peemedebistas
foi obter o controle político do Congresso em troca de apoio
em 2010
Brasília - Se a parceria
com o PMDB é considerada decisiva pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva para um bom resultado nas eleições de 2010,
seu custo para o PT tem sido alto. Desde que, no início do ano,
Lula resolveu bancar a parceria preferencial com o PMDB em troca da
possibilidade de coligação em torno da candidatura da
ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, cada triunfo político
dos peemedebistas têm produzido um resultado amargo para os petistas,
dentro dessa relação.
Apenas com a perspectiva de
fechar a aliança eleitoral com o PT, os peemedebistas já
conseguiram claras vantagens. O primeiro e mais nítido triunfo
foi obter o controle político do Congresso. Nos últimos
anos, nenhum partido comandava simultaneamente Câmara e Senado,
justamente para não acumular tanta força. Com apoio de
Lula, porém, o PMDB conseguiu eleger Michel Temer (PMDB-SP) e
José Sarney (PMDB-AP) para as presidências de Câmara
e Senado, respectivamente.
No caso do Senado, a situação
foi pior porque a bancada petista chegou a lançar uma candidatura
própria, com o senador Tião Viana (PT-AC). Apesar disso,
Lula defendeu abertamente a candidatura de Sarney e trabalhou para que
ele fosse eleito, derrotando o nome apoiado pelos senadores de seu partido.
O peso da aliança com
o PMDB provocou outro estrago grave para os senadores petistas. Eles
foram obrigados por Lula e pelo presidente do partido, deputado Ricardo
Berzoini (SP), a defenderem Sarney das acusações que sofreu
por suposto envolvimento em irregularidades. A bancada petista chegou
a fechar uma posição pública defendendo a abertura
de investigação contra Sarney dentro do Conselho de Ética.
Apesar disso, Lula e o PT instruíram
que o partido desse seus três votos dentro do Conselho a favor
do arquivamento de todos os pedidos de investigação, contrariando
a decisão da bancada. O saldo dessa pressão foi o anúncio
da desfiliação do senador Flávio Arns (PR), a aceleração
da ida da senadora Marina Silva (AC) para o PV e a predisposição
do líder da bancada, Aloizio Mercadante (SP) de abandonar seu
posto.
Para o PMDB, no sentido inverso,
essa movimentação foi um sucesso. Graças aos votos
petistas serviram para blindar Sarney na condição de presidente
do Senado. Sem esse apoio, o senador teria que passar por investigação
no Conselho e colocaria em risco sua posição de presidente
da Casa.
Além disso, nos últimos
meses, o PMDB conseguiu fortalecer ainda mais sua participação
na gestão de áreas estratégicas dentro do governo.
Desde que foi nomeado ministro de Minas e Energia, o senador Edison
Lobão (PMDB-MA) só aumentou sua participação
na discussão sobre a exploração de petróleo
na camada do pré-sal.
Por sua influência, o
PMDB conseguiu emplacar na semana passada o peemedebista José
Lima de Andrade na presidência da BR Distribuidora, no lugar do
petista José Eduardo Dutra, que deixou o comando da estatal para
disputar a presidência nacional do PT. O problema é que
os petistas desejavam fazer a sucessão de Dutra e manter sua
hegemonia na empresa, mas não tiveram força política
para derrotar a indicação feita pelo PMDB.
Marcelo de Moraes
Agência Estado
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Gazeta do Povo, 21 de agosto
de 2009
Assédio partidário
Flávio Arns recebe convite de sete
partidos para se filiar
Antes de decidir em qual legenda vai ingressar,
o senador esperará um estudo jurídico para garantir que
não corre risco de perder o mandato por infidelidade partidária
Brasília - Um dia após
anunciar que deixaria do PT, o senador Flávio Arns recebeu convites
de filiação de sete partidos (PSC, PMN, PSB, PDT, PSDB,
DEM e PPS). A escolha dele, porém, deve se arrastar pelas próximas
semanas. O primeiro passo de Arns será garantir judicialmente
o direito ao mandato, que acaba em 31 de dezembro de 2010.
A assessoria jurídica
do parlamentar deve terminar um estudo sobre mudança de partido
até segunda-feira. Ainda não se sabe se ele deixará
a legenda e esperará por uma possível reclamação
dos petistas ou se recorrerá primeiro à Justiça.
Arns deve argumentar que o PT traiu o próprio estatuto ao apoiar
o arquivamento das denúncias contra o presidente do Senado, José
Sarney (PMDB-AP).
“Quero que o meu caso
sirva de jurisprudência para situações em que o
partido é infiel aos seus próprios ideais”, disse.
Em 2007, o Supremo Tribunal Federal interpretou que a Constituição
determina que os mandatos pertencem aos partidos e não aos candidatos.
A medida coíbe a infidelidade partidária, mas abre possibilidades
para que os políticos possam mudar de legenda – como comprovada
perseguição interna ou descumprimento do programa partidário.
Na quarta-feira, Arns virou
protagonista da crise do Senado ao dizer que estava “envergonhado”
de ser filiado ao PT. A declaração no Conselho de Ética
do Senado (o qual ele não integra) provocou uma série
de reações. Em menos de 24 horas, ele recebeu 3,6 mil
e-mails parabenizando pela postura – quatro vezes mais do que
a média diária.
“Gente de todo Brasil
está me incentivando nessa decisão”, disse Arns.
Por outro lado, o senador recebeu críticas severas de ex-dirigentes
do PT. “Ele (Flávio Arns) saiu do PSDB, se elegeu senador
por causa do PT e agora se promove atacando o partido. Ele aproveitou
a ‘onda Lula’ e usa o PT para se projetar”, afirmou
o deputado federal José Genoíno (PT-SP), ex-presidente
nacional do PT. O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Segundo
o petista, afastado do governo sob acusação de chefiar
o esquema do mensalão, a atitude do paranaense foi “patética”.
Tanto Dirceu como Genoino estiveram envolvidos no escândalo do
mensalão.
Arns rebateu as críticas.
“José Dirceu está afastado da realidade da sociedade”,
rebateu o senador paranaense. Ele garantiu que não recebeu qualquer
censura de colegas do PT no Senado. “Muito pelo contrário:
o líder (Aloizio Mercadante) disse que pensava exatamente como
eu.”
Tendência de migração
Arns afirmou ainda que não
mantém negociações sobre filiação
com qualquer partido. A tendência, porém, é que
ele migre para um partido pequeno ou de oposição. Por
enquanto, os favoritos são o PSC e o PPS, que não possuem
nenhuma cadeira no Senado.
O presidente do PSC no Paraná,
deputado federal Ratinho Júnior, admitiu que o acordo com o senador
esteve adiantado no ano passado. Outro deputado paranaense, Cézar
Silvestri, também disse que conversaria com Arns a pedido do
presidente nacional do partido, Roberto Freire. “O discurso dele
é exatamente o mesmo do PPS”, afirmou Silvestri.
Gleisi:
direção nacional é que decidirá sobre a
vaga de Arns
A presidente do PT no Paraná, Gleisi Hoffmann, disse que caberá
à direção nacional do partido decidir se brigará
na Justiça pelo mandato do senador Flávio Arns (PT). “Acho
que a postura adotada deve ser a mesma em relação ao Flávio
Arns e à Marina Silva (que também deixou a legenda na
quarta-feira).”
Em princípio, Gleisi
defende que o partido não se envolva em uma briga judicial. “Não
temos uma posição porque ainda não recebemos um
comunicado oficial de desfiliação.” Gleisi também
reafirmou que respeita o senador e que concorda com as críticas
feitas ao Senado – mas não ao PT. “O PT tem uma história
de luta que não pode ser esquecida.” (AG)
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Gazeta do Povo, 21 de agosto
de 2009
Crise política
PMDB perde um senador e está
ameaçado de ficar sem outro
SÃO PAULO - O troca-troca de partidos, como preparação
para a eleição de 2010, começou no Senado. Depois
de Marina Silva (AC) e Flávio Arns (PR) anunciarem a saída
do PT por razões éticas, o senador Mão Santa (PI)
disse ontem vai deixar o PMDB. Além disso, o senador Valter Pereira
(PMDB-MS) também analisa a possibilidade de deixar o partido
por falta de espaço na legenda. Os motivos dos dois peemedebistas,
porém, pretendem migrar de legenda por motivos puramente eleitorais.
Pereira se diz incomodado pela
indefinição do PMDB local quanto aos critérios
que nortearão a escolha dos candidatos ao Senado no ano que vem.
Segundo ele, foi acertado com o governador André Puccinelli (PMDB)
que, até o fim do mês, haveria uma solução
para esse problema, uma vez que suas pendências são diretamente
com o presidente do Diretório Estadual. O peemedebista afirmou
que, no caso de ter que mudar de partido, pode transferir-se para o
PSDB, PTB, PSB ou PPS.
Mão Santa deixou ontem
o PMDB por acreditar que não tem mais espaço para concorrer
a uma reeleição no ano que vem. De acordo com o parlamentar,
o PT “tomou conta’’ do partido no Piauí, o
que inviabilizou sua candidatura para mais oito anos na Casa.
Adversário político
do governador Wellington Dias (PT) desde 2003, o parlamentar adotou
uma postura crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da
Silva com discursos quase que diários contra ações
dos governos federal e, também, do governo do seu estado. Essa
postura colocou o parlamentar numa situação de confronto
com o seu partido, o que ficou claro nas votações de matérias
em plenário quando descumpria as recomendações
da liderança.
Mão Santa avalia, agora,
a filiação ao PPS a fim de conseguir espaço necessário
para uma candidatura ao Senado em 2010. O parlamentar se diz amigo pessoal
do presidente do partido, Roberto Freire, o que facilitaria seu ingresso
na legenda.
PV confirma Marina
Já o PV anunciou em seu
site que a filiação da senadora Marina Silva ao partido
deve ocorrer no dia 30 deste mês. De acordo com texto publicado,
a filiação ocorrerá em São Paulo “numa
convenção nacional festiva do PV precedida de uma reunião
da Executiva Nacional, possivelmente no mesmo dia, pela manhã
ou no sábado, dia 29’’. De acordo com o texto, Marina
“indicará nove integrantes de sua equipe que ingressarão
na Executiva Nacional do PV’’. O texto diz que Marina ainda
não decidiu se irá disputar a Presidência pelo PV
em 2010. “A decisão de Marina não é automática
à filiação, será tomada em momento posterior.’’
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Folha de S.Paulo, 21 de
agosto de 2009
Oposição diz que
vai barrar a nova CPMF no Congresso
Parlamentares do PSDB e DEM dizem que
não há garantia de que recursos obtidos serão de
fato aplicados na saúde A Diante das críticas, governo
agora já cogita dividir a arrecadação entre Estados
e municípios para ganhar apoio dos oposicionistas
MARIA CLARA CABRAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Líderes de partidos da
oposição afirmaram ontem que são contrários
à criação da nova CPMF, batizada de CSS (Contribuição
Social para a Saúde), e farão de tudo para barrá-la
no Congresso.
A proposta começa a ser rediscutida na Câmara, mas, para
o DEM e o PSDB, ela é apenas uma forma de o governo colocar dinheiro
em caixa em um momento de queda da arrecadação de tributos.
Defendida pelo ministro José Gomes Temporão (Saúde)
e com o apoio do PMDB e do PT, a nova CPMF teria alíquota de
0,1% sobre as movimentações financeiras e seria direcionada
para a saúde.
"Não temos segurança de que o dinheiro vai todo para
a saúde. Esse é um jogo para empurrar para o Parlamento
o ônus de criar um novo imposto", disse o líder do
PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP).
"Não só sou contra como vamos fazer uma grande movimentação
para barrar isso", completou o líder do DEM, deputado Ronaldo
Caiado (GO). O ministério estima arrecadar com a CSS cerca de
R$ 10 bilhões por ano, dinheiro que seria destinado apenas para
a União. Para tentar convencer oposicionistas, o governo já
fala, no entanto, na possibilidade de dividir a arrecadação
com os Estados e os municípios.
De acordo com o líder do PT, deputado Cândido Vaccarezza
(SP), a partilha ficaria em 40% para a União, 30% para Estados
e outros 30% para os municípios. Como o projeto que tramita na
Câmara não pode ser mais alterado e destina tudo para o
ministério, o governo acena com a possibilidade de, neste momento,
passar mais dinheiro para os municípios.
Depois, fala em enviar outro projeto, em caráter de urgência,
regulamentando a divisão dos recursos. A proposta de recriação
da CPMF foi incluída pela Câmara no projeto que regulamenta
a emenda constitucional 29, destinando mais recursos para a saúde.
Para Januário Montone, secretário municipal da Saúde
de São Paulo, o setor realmente precisa de mais dinheiro, "mas
não é adequado juntar as duas coisas [regulamentação
da emenda com a CSS]".
Dados do ministério mostram que toda a regulamentação
da emenda 29 destinará à área mais R$ 15 bilhões
por ano. O Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde
tem reunião marcada para o próximo dia 25, em Brasília,
para discutir o assunto. Já o presidente da Câmara, deputado
Michel Temer (PMDB-SP), disse, por meio de sua assessoria de imprensa,
que levará o tema para a próxima reunião de líderes
e colocará o assunto na pauta se for a vontade da maioria.
Entidades
A recriação da CPMF também foi criticada por entidades
de classe. A Fecomercio SP (Federação do Comércio
de São Paulo) vê na CSS uma "artimanha" do governo
para aumentar a arrecadação. "Com a redução
da taxa Selic, o governo tem uma sobra de recursos que, em vez de pagar
os juros, podem ser usados na saúde", disse o economista
da Fecomercio Guilherme Dietze. Segundo ele, a entidade vai entregar
ao governo e ao Congresso na semana que vem um documento expressando
sua oposição à medida.
A CUT (Central Única dos Trabalhadores) vai rediscutir o assunto.
O secretário-geral da entidade, Quintino Severo, disse que um
novo imposto não deve ser criado "por fora" da reforma
tributária. Ele afirma, no entanto, que, se criada, a nova CPMF
terá de cumprir sua finalidade. Já o presidente da Força
Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), afirmou que não
é possível aceitar um novo imposto. "Este é
um péssimo momento para aumentar a tributação."
Ele disse que fará manifestações contra a medida
se a vontade do governo vingar.
Com PAULO DE ARAUJO, colaboração
para a Folha
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FOLHA DE LONDRINA, 21 de agosto
de 2009 | Economia
INSS: novo cálculo para auxílios-doença
e invalidez
Mudança vai beneficiar segurados que
ainda não cumpriram a exigência de terem 60% das contribuições
exigidas como carência
Brasília - O Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) mudou a fórmula de cálculo
dos valores finais dos novos auxílios-doença e das aposentadorias
por invalidez, favorecendo os trabalhadores que precisam receber esses
benefícios por causa de doenças ou acidentes que os impedem
temporariamente ou permanentemente de trabalhar. A mudança vai
beneficiar aqueles segurados que, quando precisarem requerer os auxílios,
ainda não cumpriram a exigência de terem feito no mínimo
60% das contribuições exigidas como carência.
Antes da edição
do decreto presidencial, publicado na edição de ontem
do Diário Oficial, nesses casos, o INSS fazia o cálculo
pela média aritmética simples das contribuições
feitas até então. Agora, seguirá a mesma regra
das demais situações, levando em conta 80% das maiores
contribuições feitas desde julho de 1994. Isso, em algumas
situações, acabará elevando o valor final dos benefícios,
pois desconsidera as contribuições de menores valores.
De acordo com o Ministério
da Previdência, a mudança foi feita para reduzir o número
de ações judiciais que eram apresentadas contra o INSS
e que, invariavelmente, o órgão perdia. Com isso, o gasto
posterior acabava sendo maior, pois o INSS tinha que pagar retroativamente
e corrigir o novo valor determinado pela justiça. As despesas
com ações judiciais perdidas estão crescendo entre
os gastos previdenciários totais. Para 2009, por exemplo, o governo
estima que gastará R$ 6,2 bilhões para honrar os precatórios
judiciais.
Isabel Sobral
Agência Estado
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
20/08/2009
Carro fornecido pela empresa não é
salário, diz TST
O veículo fornecido pela
empresa para uso em serviço não pode ser considerado salário
in natura, mesmo quando utilizado pelo empregado para fins particulares.
Esse entendimento, consagrado na Súmula nº 367 do Tribunal
Superior do Trabalho, foi aplicado recentemente pela Oitava Turma do
TST no julgamento do recurso de revista da Companhia Brasileira de Petróleo
Ipiranga.
A questão começou
a ser debatida quando um ex-auxiliar de vendas da Ipiranga, demitido
sem justa causa, após quase oito anos de serviços prestados,
entrou com ação trabalhista na 4ª Vara do Trabalho
de Vitória, no Espírito Santo. O trabalhador requereu,
entre outros créditos, a integração do carro fornecido
pela empresa ao salário, com reflexos no 13º salário,
horas extras, férias, aviso prévio, repouso semanal remunerado
e FGTS.
O ex-empregado sustentou que
usava o automóvel da empresa em tempo integral. Com a ajuda de
testemunha, provou que o carro permanecia com ele nos fins de semana
e no período de férias. Tanto o juiz de primeiro grau
quanto o Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES)
concordaram que o veículo era fornecido não só
para o trabalho, mas também pelo trabalho, caracterizando, portanto,
salário utilidade.
O TRT esclareceu ainda que o
percentual de 5% do salário mensal recebido pelo empregado (que
era de R$ 2.578,58), estipulado como valor do salário in natura
correspondente ao veículo, era razoável. Isso por que
o artigo 458, parágrafo 1º, da CLT limita o percentual máximo
do salário utilidade habitação e alimentação,
por exemplo, respectivamente, a 25% e 20% do salário do trabalhador.
No entanto, no caso da modalidade transporte, não há limitação
legal.
Durante o julgamento do recurso
de revista na Oitava Turma, o advogado do trabalhador defendeu que a
decisão do Regional não poderia ser reformada porque implicaria
no reexame de fatos e provas – atribuição vedada
ao TST. Só que, na avaliação da relatora do processo,
ministra Dora Maria da Costa, de fato, a decisão regional era
conflitante com a jurisprudência do TST, conforme sustentou a
Companhia Ipiranga.
Segundo a relatora, o
caso em discussão se enquadrava perfeitamente nos termos da Súmula
nº 367, inciso I, do TST, que estabelece que o veículo fornecido
ao empregado para a realização do trabalho, mesmo quando
utilizado em atividades particulares, não tem natureza salarial.
( RR – 811/1999-004-17-00.7)
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20/08/2009
Acordo para criação
de banco de horas deve ter participação do sindicato
Acordo individual plúrimo
pelo qual tenha sido instituído “banco de horas”
deverá ter obrigatoriamente a participação do sindicato
da categoria quando da sua celebração. Este é o
entendimento unânime da Sexta Turma do TST ao julgar recurso da
Magneti Marelli do Brasil Indústria e Comércio Ltda.,
que fora condenada ao pagamento de horas extras que ultrapassaram a
jornada de trabalho e que tinham sido acordadas apenas com os empregados
da empresa, não tendo sendo sido objeto do acordo coletivo da
categoria.
O sindicato, quando fecha um
acordo, o faz em nome de toda a categoria. No caso de acordo individual
plúrimo, ele se dá para uma parcela de empregados de uma
determinada categoria versando sobre um ponto específico –
no caso em questão, o banco de horas para os empregados da Magneti
Marelli do Brasil.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 3ª Região (MG), ao analisar o recurso ordinário
do sindicato, declarou a nulidade da cláusula do acordo individual
por entender ser necessária a interferência do sindicato
na pactuação de compensação de horas e condenou
a Magneti Marelli a pagar as horas extras correspondentes à extrapolação
da jornada diária. A empresa recorreu da decisão, sob
o argumento de que a sua produção oscila de acordo com
os pedidos das montadoras de veículos, e sustentou que o ajuste
pactuado diretamente com os empregados lhes é benéfico,
por garantir a empregabilidade em períodos de poucos pedidos.
O ministro Horácio de
Senna Pires, relator do recurso, observou que o argumento apresentado
pela empresa “não exclui a participação do
sindicato, ao contrário, o inclui, já que este é
parte interessadíssima na manutenção do emprego
dos seus substituídos”. Ademais, considerou o argumento
“muito incoerente”, quando se verifica que a empresa não
fez, no acordo individual, referência alguma à manutenção
dos empregos.
O relator salientou que a Súmula
nº 85 do TST dá validade ao acordo individual de compensação
de jornada de trabalho, salvo se houver norma coletiva em sentido contrário.
Todavia, em se tratando de compensação anual (banco de
horas), a questão deverá ter um tratamento diferenciado,
pois se trata de condição bem mais gravosa para o trabalhador
do que a compensação semanal, onde a jurisprudência
autoriza o ajuste individual. Afirmou ainda que a adesão dos
empregados ao banco de horas foi obtida “sob forte presunção
de coação”, e que. “por qualquer ângulo
que se olhe, o acordo revela-se eivado de irregularidades.” (
RR 1251/2001-032-03-00.0)
(Dirceu Arcoverde)
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