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AGÊNCIA DIAP, 27 de agosto de 2009
Estudo do Dieese mostra que economia
suporta redução da jornada
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese) apresentou estudo com 17 argumentos a favor da proposta de
redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
A mudança na legislação
está prevista na proposta de emenda à Constituição
debatida na Câmara.
Entre os principais pontos do
estudo, está a constatação de que a jornada de
trabalho no Brasil é uma das maiores no mundo. O estudo também
aponta que, no Brasil, além da extensa jornada, não há
limite semanal, mensal ou anual para a execução de horas
extras.
Isso, segundo o Dieese, torna
a taxa de realização de horas extras no País uma
das mais altas no mundo.
Além de ter capacidade
de reduzir a jornada de trabalho sem queda no faturamento das empresas,
o estudo revela que a economia pode gerar novos postos de trabalho,
já que o país registrou crescimento econômico nos
últimos cinco anos e tem perspectivas positivas para o futuro.
"O tempo de trabalho total,
além de extenso, está cada vez mais intenso, em função
de diversas inovações técnico-organizacionais implementadas
pelas empresas, como a polivalência, o just in time, as metas
e a redução das pausas", diz o trabalho do Dieese.
Segundo o departamento, a atual
jornada de trabalho de 44 horas semanais está provocando o aumento
dos índices de faltas e o aparecimento de um número maior
de pessoas doentes por estresse, depressão, hipertensão,
distúrbios no sono e lesões por esforços repetitivos.
Além disso, segundo o
estudo, não haveria aumento significativo de custos para as empresas.
"Uma redução da jornada de trabalho de 44 horas para
40 horas semanais representaria um aumento no custo total de produção
de apenas 1,99%", defende o texto.
Na comissão geral realizada
ontem, o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio,
afirmou que a decisão sobre redução da jornada
de trabalho é eminentemente política.
"O Brasil está preparado
para conduzir uma redução da jornada de trabalho que elevará
a qualidade de vida do seu povo e garantirá produtividade às
empresas", defendeu Clemente.
Ele destacou que o crescimento
da produtividade da indústria nos últimos 20 anos é
de quase de 85% e que o Brasil tem um custo/hora/trabalho em dólar
de 5,94%, um dos mais baixos do mundo. (Fonte: Agência Informes)
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O ESTADO DO PARANÁ,
27 de agosto de 2009 | Economia
Salário em serviços
teve alta real de 9,3% em 2007
Agência Estado
O setor de serviços registrou um crescimento real (descontada
a inflação) de 9,3% dos salários, retiradas e outras
remunerações em 2007, na comparação com
2006, de acordo com a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2007,
divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Não se trata de salário médio, mas do conjunto
de remunerações, incluindo comissões e outras rendas.
Na comparação
com 2006, os maiores aumentos reais do total de remunerações
no setor de serviços vieram do grupo "Outras atividades
de serviços", com 28,6%, principalmente da parte de serviços
financeiros de corretoras e distribuidoras de valores mobiliários
pela alta da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Também
houve aumento expressivo nas atividades imobiliárias e de aluguel
de bens (18,6%), nos serviços de informação (10,3%)
e nos serviços prestados às famílias (9,8%).
A PAS abrange só uma
parte do setor de serviços que aparece como componente do PIB.
Enquanto na pesquisa de Contas Nacionais, o setor de serviços
representava 65,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006, os setores
contemplados pela PAS representavam apenas 13,3% do PIB no mesmo ano.
Salário médio
O salário médio
mensal dos trabalhadores do setor de serviços registrou ganho
real de 1,5% em 2007 em relação a 2006, revelou a PAS.
Na comparação com 2003, o ganho salarial real foi de 6,3%,
informou a gerente de Análise de Dados da Coordenação
de Serviço e Comércio do IBGE, Juliana Vasconcellos.
Ela explicou que é tradicional
no IBGE fazer as comparações salariais com base no salário
mínimo, o que, no caso da PAS, resulta em queda nas duas comparações.
No entanto, não há um recuo das remunerações
em valor real. "O salário mínimo está crescendo
mais que as demais remunerações", disse Juliana.
Ela comentou que 2007 "foi um ano muito bom para a economia".
Juliana ressaltou que
os segmentos que tradicionalmente pagam mais, como telecomunicações
e o setor aéreo, apresentaram as maiores quedas proporcionais.
Isso porque são segmentos em que a remuneração
não está atrelada aos reajustes do salário mínimo.
A PAS de 2007 tem como foco a evolução de empregos e salários
no setor.
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AGÊNCIA DIAP, 27 de
agosto de 2009
Aumenta salário real e número
de trabalhadores no setor de serviços
O número de trabalhadores no setor de serviços não
financeiros cresceu 35% entre os anos de 2003 e 2007, passando de 6,4
milhões para 8,7 milhões. A massa salarial acompanhou
a expansão, saltando de R$ 61 bilhões para R$ 106,8 bilhões.
O salário médio
da categoria em termos reais, já descontada a inflação
do período, registrou aumento de 6,3%.
Os dados fazem parte da Pesquisa
Anual de Serviços (PAS) 2007, divulgada hoje (26) pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Um exemplo do fenômeno
ocorrido nesses quatro anos é o dos trabalhadores dos serviços
de limpeza, que eram 983,1 mil em 2003 e chegaram a 1,47 milhão
em 2007.
Mesmo que a massa salarial da
categoria tenha dobrado no período, totalizando R$ 12,4 bilhões,
o salário médio caiu de 2,2 salários mínimos
para 1,7 salário mínimo.
O mesmo foi verificado no setor
de alimentação, que teve expressivo aumento no número
de trabalhadores - de 948,8 mil para 1,20 milhão -, mas que também
registrou perdas salariais, com o salário médio caindo
de 1,5 salário mínimo em 2003 para 1,4 em 2007.
Entre as explicações
para as reduções nos valores pagos aos trabalhadores,
segundo o IBGE, está a baixa qualificação nesses
dois setores.
Na ponta oposta, mesmo entre
as profissões de alta especialização, também
houve redução salarial, tomando-se como base o salário
mínimo.
O salário médio
nos setores de telecomunicação, informática, audiovisual
e jornalismo baixou de 8,2 salários mínimos, em 2003,
para 5,9 salários mínimos em 2007.
Segundo o IBGE, os serviços
ligados à área da informação geravam 390,3
mil empregos em 2003, número que chegou a 588,5 mil em 2007.
(Fonte: Agência Brasil)
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O ESTADO DO PARANÁ,
27 de agosto de 2009 | Economia
Desemprego em seis regiões sobe
a 15%
Agência Estado
A taxa de desemprego em seis das principais regiões metropolitanas
do País ficou em 15% em julho, segundo dados divulgados hoje
pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados
(Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos
(Dieese). O desemprego praticamente não se alterou em relação
ao mês de junho, quando estava em 14,8%, mas subiu em relação
a julho de 2008, quando estava em 14,6%. O contingente de desempregados
aumentou em 45 mil pessoas nas regiões metropolitanas de Belo
Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito
Federal, para 3,029 milhões.
A taxa de desemprego diminuiu
no Distrito Federal, Recife e Salvador, não apresentou variação
em Belo Horizonte e Porto Alegre e subiu apenas em São Paulo.
O nível de ocupação apresentou variação
negativa de 0,1% em julho, o que resultou no fechamento de 9 mil ocupações.
Em termos setoriais, o desempenho foi puxado pelo setor de serviços,
que demitiu 77 mil pessoas no mês. Já o comércio
criou 32 mil vagas, a indústria abriu 13 mil postos de trabalho,
a construção civil criou 11 mil vagas e o agregado "outros
setores" teve criação de 12 mil empregos.
No caso do comércio,
julho foi o terceiro mês consecutivo de criação
de postos de trabalho. Na indústria, foi o primeiro mês
positivo após sete meses consecutivos de corte de vagas. O rendimento
médio real dos ocupados variou 0,1% em junho ante maio e -0,2%
ante junho de 2008, para R$ 1.202,00. A massa de rendimento dos ocupados
subiu 0,5% ante maio e 1,2% ante junho de 2008.
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BEM PARANÁ, 27 de
agosto de 2009 | Trabalho & Negócios
Crise
Bancos eliminam 2,2 mil vagas em seis
meses
De janeiro a junho foram demitidos 15.459 bancários
e contratados 13.235
Os bancos fecharam 2.224 postos de trabalho no primeiro semestre de
2009, além de usar a rotatividade da mão de obra para
reduzir a média salarial dos bancários. As informações
são de um estudo do Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado ontem pela Confederação
Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). De janeiro
a junho foram demitidos 15.459 bancários e contratados 13.235.
Nada menos que 87% do saldo negativo (1.925 postos) está concentrado
no Estado de São Paulo, sede da maioria dos bancos privados.
Para os sindicalistas, esse
é um indício forte de que o fechamento de postos de trabalho
se deve principalmente aos processos de fusão do Itaú
Unibanco e do Santander Real. O levantamento sobre a evolução
do emprego nos bancos toma por base dados do Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.
A categoria está em campanha salarial.
Segundo o estudo, as demissões
atingiram principalmente a área administrativa, que concentra
os maiores salários. Já as admissões ocorreram
nos cargos iniciais da carreira. Os demitidos no primeiro semestre recebiam
em média R$ 3.627, enquanto os contratados ganham em média
R$1.928, o que representa uma diferença de 46,82%, quase a metade
da remuneração dos dispensados.
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O ESTADO DO PARANÁ,
27 de agosto de 2009 | Economia
Abono salarial começa a ser pago
Redação
O abono salarial de R$ 465 já está sendo pago para 757
mil trabalhadores que nasceram no mês de setembro. O valor total
dos pagamentos será de R$ 352 milhões.
O benefício é
direito de todo brasileiro que está cadastrado no PIS/Pasep há,
no mínimo, cinco anos. No caso do PIS, 617 mil beneficiados poderão
sacar o dinheiro na Caixa. Já para o Pasep, 140 mil pessoas deverão
utilizar o Banco do Brasil.
Para ter direito ao abono é
necessário ter trabalhado com carteira assinada ou ter sido nomeado
efetivamente em cargo público, pelo menos por 30 dias, e ter
recebido, em média, até dois salários mínimos.
Para sacar o dinheiro também é possível utilizar
o Cartão Cidadão (com senha cadastrada).
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O ESTADO DO PARANÁ,
27 de agosto de 2009 | Economia
Voluntariado também é uma
forma de entrar no mercado de trabalho
Mara Andrich
Jovens recém graduados em qualquer curso superior e com idade
até 30 anos têm uma opção para viver experiências
profissionais voluntárias dentro do Paraná ou até
mesmo fora do país.
Estão abertas as inscrições
para o processo seletivo da Aiesec, uma ONG internacional que tem como
objetivo oferecer oportunidades de liderança, desenvolvimento
pessoal e intercâmbio.
A ONG Aiesec conta com cinco
mil empresas parceiras, tanto dentro como fora do Brasil. São
cerca de oito mil cargos oferecidos a cada ano, além de 7.500
intercâmbios.
Ou seja, o jovem pode atuar
nas empresas em setores específicos da sua área de atuação,
mas sem remuneração ou mesmo fazer o intercâmbio.
Geralmente a ONG recomenda que o jovem tenha as duas experiências,
porém ele pode optar por uma delas se quiser.
Depois de selecionada, a pessoa
passa por três semanas de adaptação chamado pela
ONG de Introdução e, depois, escolhe se quer o trabalho
voluntário que em geral é de dez horas semanais ou o intercâmbio.
Todo o processo dura de um ano
a um ano e meio, o que dá rotatividade ao programa. A seleção
é feita duas vezes por ano, sendo que a última contou
com cerca de 200 candidatos.
Além de trabalhar na
empresa, os intercâmbios também podem ser focados no desenvolvimento
de atividades relacionadas à comunidade, com trabalhos de responsabilidade
social em ONGs, universidades ou outras instituições ou,
ainda, em trabalhos relacionados ao ensino de idiomas.
As inscrições
podem ser feitas pelo site da ONG (www.aiesec.org.br) até o dia
4 de setembro, com o pagamento de uma taxa de R$ 10. O candidato também
deve assistir a uma palestra esclarecedora sobre a atuação
da ONG. Mais informações pelo telefone 41-3360-4426.
A Aiesec foi fundada na França,
em 1948, por estudantes de Administração e Ciências
Econômicas de sete países diferentes. No Brasil ela funciona
há 39 anos, e em Curitiba, há 24.
A ONG está presente em
107 países e se mantém com taxas que as empresas pagam
para permanecerem na sua plataforma de dados, e também por usuários
desta plataforma que pagam um valor único para manter seus nomes
na ONG. No Paraná ela possui três escritórios: na
capital, em Maringá e em Londrina.
Somente em Curitiba há
atualmente 64 membros atuando voluntariamente, sete trainees estrangeiros
e outros nove estão fora do país. Atualmente ela possui
no Brasil 1.600 membros voluntários nas empresas e realizou em
2008, 312 intercâmbios.
Informações
para esta coluna podem ser enviadas para concursos@oestadodoparana.com.br
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FOLHA DE SÃO PAULO,
27 de agosto de 2009 | Brasil
Petrobras amplia em 10 vezes patrocínios
a entidades sindicais
Aumento expressivo aconteceu no início
da gestão Lula; de 2002 para 2003, repasse salta de R$ 178 mil
para R$ 2,4 mi | Dados estão em planilha enviada à CPI
do Senado pela estatal, que afirma que ampliação de patrocínio
foi geral e segue lucro maior
FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Petrobras ampliou em pelo
menos dez vezes o número e o valor dos patrocínios para
projetos de sindicatos e centrais que representam trabalhadores, entre
2000 e 2009.
Os aumentos mais expressivos coincidem com o início dos mandatos
do governo Lula, em especial com a chegada de sindicalistas para ocupar
importantes cargos na estatal.
Se comparados os números de 2002 e 2003, os valores dos patrocínios
aumentaram mais de dez vezes: pularam de R$ 178 mil para R$ 2,4 milhões
segundo planilha enviada pela Petrobras à CPI do Senado.
Levantamento da Folha contabilizou todos os repasses para CUT (Central
Única dos Trabalhadores), Força Sindical, União
Geral dos Trabalhadores, sindicatos patronais e de trabalhadores de
diferentes categorias e para a UNE (União Nacional dos Estudantes)
no documento encaminhado pelo presidente da Petrobras, Sérgio
Gabrielli, à comissão que investiga a Petrobras. Foram
excluídos patrocínios para federações e
confederações.
Por meio de nota, a Petrobras informou que o "número de
projetos patrocinados para entidades de classe de trabalhadores e também
patronais cresceu na mesma proporção do número
de patrocínios em geral. O aumento do investimento em patrocínios
acompanha o aumento do faturamento e do lucro líquido da empresa."
CUT, UNE e União Geral dos Trabalhadores estão entre as
entidades que começaram a receber recursos da estatal a partir
de 2003. "No governo anterior, nenhum dos nossos projetos foram
patrocinados. Nossas solicitações nem sequer tinham retorno",
diz o presidente da CUT, Artur Henrique.
Nos dois mandatos de Lula, a central conseguiu pelo menos R$ 4,6 milhões
para festivais, encontros e aniversário da entidade. "Via
muita coisa sendo feita para entidades patronais e nada para os trabalhadores.
Tem que perguntar à Petrobras porque mudou", disse o presidente
da CUT.
Em 2000, sindicatos de jornalistas, odontologistas e indústria
química receberam juntos R$ 15 mil em verbas de patrocínio
da estatal. Neste ano, já foi repassado mais de R$ 1 milhão
às entidades.
Responsável por verba publicitária, patrocínios
e distribuição de recursos para programas ambientais e
sociais, a Comunicação Institucional da Petrobras abriga
pelo menos sete ex-sindicalistas.
O gerente de comunicação estratégica da estatal,
Wilson Santarosa, ex-dirigente do sindicato dos Petroleiros de Campinas,
já explicou as razões de ex-sindicalistas estarem em cargos-chaves.
Segundo ele, sindicalistas ocupam cargos importantes por conhecerem
os setores de produção e ter facilidade com projeto social.
Santarosa foi convidado para falar sobre os contratos firmados pela
Petrobras na próxima fase da CPI. Ainda não há
data para o depoimento, mas base e oposição acreditam
que será a fase mais tensa da CPI. "Patrocínio é
um assunto delicado", disse o presidente da comissão, senador
João Pedro (PT-AM).
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FOLHA DE SÃO PAULO,
27 de agosto de 2009 | Dinheiro
Câmara aprova usar até 30%
do FGTS no PAC
Deputados também autorizam governo a
elevar transferência de recursos para o fundo de investimento
do FGTS
MARIA CLARA CABRAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Câmara dos Deputados
autorizou os trabalhadores a usarem até 30% do saldo na conta
do FGTS para aplicar no fundo de investimento criado pelo governo para
financiar as obras de infraestrutura do PAC. O limite atual, proposto
pelo governo, é de 10%.
Os deputados também aprovaram permissão para o governo
aumentar a transferência de recursos do Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço para o fundo de investimento do próprio FGTS.
O limite passa a ser o de 80% do patrimônio líquido do
fundo registrado em 31 de dezembro do exercício anterior àquele
em que der a autorização para a integralização
das cotas. Atualmente, o limite já é de 80%, mas do patrimônio
líquido registrado em 2006.
As mudanças foram incluídas na MP 464, que permitiu ao
governo injetar verba em fundos de aval para micro e pequenas empresas,
visando fomentar o mercado de crédito para esse setor. A MP,
que ainda será votada no Senado, trata ainda da liberação
de R$ 1,9 bilhão para Estados e municípios para o incentivo
às exportações.
O líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), criticou a alteração
feita pelo relator da MP, deputado Átila Lins (PMDB-AM). Para
Caiado, a emenda não tem nenhuma relação com a
medida. Ele lembra que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP),
proibiu os chamados "contrabandos", ou seja, a inclusão
de temas diferentes do original da medida provisória.
Caiado pediu questão de ordem, que foi rejeitada por Temer. O
deputado deve recorrer da decisão à Comissão de
Constituição e Justiça. Ele disse ainda que as
mudanças têm o único intuito de direcionar mais
recursos para o PAC em ano pré-eleitoral. "Isso é
uma clara tentativa de buscar mais verbas para o PAC. Então que
façam uma MP apenas para isso."
Átila Lins disse que o uso do fundo só até 2006
estava engessando projetos estruturantes do país. "O fundo
estava parado, por isso fiz a mudança."
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FOLHA DE SÃO PAULO,
27 de agosto de 2009 | Brasil
Governo promete R$1 bi e deputados retomam
votações
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, renovou ontem a promessa de agilizar o pagamento e o
empenho (reserva de recursos no Orçamento) de emendas parlamentares,
uma iniciativa para conter a rebelião dos partidos aliados.
O compromisso surtiu efeito: deputados que foram recebidos por ele no
ministério saíram da reunião dizendo que a paralisação
dos trabalhos na Câmara teria fim. No final do dia, no plenário,
eles votaram a medida provisória 464, que presta auxílio
financeiro aos Estados e municípios com o objetivo de ajudar
exportações no país.
"Eu cheguei aqui pessimista e saio otimista", disse o líder
do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), após o encontro.
Na véspera, o partido havia comandado uma espécie de rebelião
para exigir o pagamento das emendas, ao obstruir votações
na Câmara. Os deputados reclamam que, dos R$ 6 bilhões
anuais a que têm direito, só R$ 1 bilhão foi liberado
até agora. Normalmente, as emendas destinam-se a obras nas bases
eleitorais dos deputados - daí o motivo da reclamação.
Segundo o ministro José Múcio, deve ser liberado mais
R$ 1 bilhão na próxima semana. A Folha apurou que o governo
prometeu empenhar aproximadamente o mesmo valor a cada mês, até
o final do ano.
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AGÊNCIA DIAP, 27 de
agosto de 2009
PLS 248/06: senadora Kátia Abreu
(DEM/TO) requer discussão na CCJ
Nesta terça-feira (25), a senadora Kátia Abreu (DEM/TO)
apresentou ao plenário do Senado requerimento 1.055/09, a fim
de que o PLS 248/06, que trata da regulamentação de cobrança
pelos sindicatos da taxa assistencial em razão da assinatura
de acordo ou convenção coletiva de trabalho, seja examinado
também pela Comissão de Constituição, Justiça
e Cidadania.
Trata-se de uma medida protelatória,
pois a matéria não tem caráter constitucional.
O requerimento ainda será votado no plenário, mas como
se trata de votação simbólica, se for a votos,
é difícil que seja rejeitado.
Especula-se que esta atitude
da senadora se deu em razão de os sindicalistas que acompanhavam,
na última terça-feira (25), a comissão geral da
Câmara que debateu a redução da jornada de trabalho
de 44 para 40 horas, terem vaiado o discurso dela contra a PEC 231/95.
Em política tudo é
possível, até atitudes assim.
Desse modo, só resta
agora ao movimento sindical continuar a pressão para que a CCJ
também aprove o projeto, nos termos em que foi chancelado nas
comissões de Assuntos Sociais (CAS), e de Assuntos Econômicos
(CAE).
O relator da matéria
na CCJ será o senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), que também
relatou a matéria nas duas comissões anteriores.
Por fim, o projeto vai ao exame
do plenário em turno único, que se aprová-lo remete-o
à discussão na Câmara dos Deputados.
Tática
Mesmo que o projeto ainda tenha que ser examinado pela CCJ, convém
ao movimento sindical comece já as articulações
com os líderes partidários e o presidente da Casa, José
Sarney (PMDB/AP), para incluir na pauta do plenário a matéria.
Esse trabalho pode ser
feito concomitante ao de conversas com o presidente da CCJ, senador
Demostenes Torres (DEM/GO), bem como os membros do colegiado, a fim
de votar logo o projeto e remetê-lo à votação
final na Casa. (Marcos Verlaine)
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AGÊNCIA DIAP, 27 de
agosto de 2009
Governo concorda em acabar com fator previdenciário,
diz a CUT
As negociações
das centrais sindicais com o Governo evoluem para aumento real nos próximos
dois anos, recuperação do poder de compra e fim do fator
previdenciário, de acordo com avaliação da CUT
(Central Única dos Trabalhadores).
A reunião prossegui,
nesta terça-feira (25), a partir das 18h. Houve avanços,
na avaliação de Artur Henrique presidente nacional da
CUT, presente à reunião de ontem, que durou mais de cinco
horas.
De acordo com Henrique, o Governo
se comprometeu a orientar a base aliada e as lideranças partidárias
no Congresso Nacional para aprovar com rapidez a lei que estabelece
a política de valorização do salário mínimo.
A aprovação é
considerada fundamental para dar continuidade aos reajustes reais que
estão beneficiando mais de 18 milhões de aposentados e
pensionistas que recebem até um mínimo. Esse contingente
representa 70% dos aposentados no país.
Ainda de acordo com o presidente
da CUT, outro avanço foi o compromisso de que haverá aumento
real em 2010 e 2011 para as aposentadorias acima de um salário
mínimo. Também será montada uma comissão
para elaborar um projeto de valorização permanente dessas
aposentadorias.
"O Governo pretendia oferecer
um abono para 2010, o que era muito pouco. Queremos garantir aumento
real para os dois anos seguintes e também para os próximos,
independentemente dos resultados da eleição no ano que
vem", disse Artur Henrique.
O Governo federal também
concordou em acabar com o fator previdenciário, reivindicação
de todas as centrais. Mas apresenta como alternativa o fator 85/95,
que é considerado insuficiente pelas entidades.
"Como a maioria do povo
começa a trabalhar muito cedo, muitas vezes fica na informalidade
e ainda sofre com a alta rotatividade do mercado de trabalho, é
muito difícil comprovar o tempo de contribuição",
explica Quintino Severo.
Pela regra do fator 85/95, o
segurado teria direito ao benefício integral quando a soma da
idade e do tempo de contribuição fosse 95, para homem,
ou 85, para mulher.
Para superar esse impasse, todas
as centrais então defendem três mudanças importantes.
A primeira é de que o tempo em que o trabalhador ou a trabalhadora
receber seguro-desemprego, ao longo de sua carreira, seja contado como
contribuição.
Outro ponto cobrado pelas centrais
é que os trabalhadores passem a ter garantia de emprego quando
estiverem a 36 meses de se aposentar, também como forma de superar
as deficiências do fator 85/95.
Por fim, que a tábua
de expectativa de vida, que faz com que a idade mínima exigida
para as aposentadorias aumente à medida em que aumenta a média
de vida da população, seja congelada.
A CUT também insistiu
na mudança do cálculo das novas aposentadorias, de forma
a garantir que sejam estabelecidas com base na média das 60%
maiores contribuições, o que eliminaria do cálculo
40% das menores - aumentando assim o valor recebido pelos aposentados.
O relator dos projetos
em tramitação na Câmara, deputado Pepe Vargas (PT/RS)
admitiu na reunião aplicar a média das 70% maiores contribuições
(a proposta original do Governo é 80%, o que eliminaria apenas
a média das 20% menores contribuições). Estes pontos
voltaram a ser debatidos na terça-feira à noite, segundo
a CUT. (Fonte: Brasília Confidencial)
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AGÊNCIA DIAP, 27 de agosto de 2009
O Globo defende em editorial permanência
do fator previdenciário
Mais uma vez usando argumentos
falaciosos, o jornal O Globo defendeu, em editorial, o nefando fator
previdenciário.
Isso mostra, sem sombra de dúvidas,
o caráter de classe da mídia brasileira.
A mídia é de direita
e ponto final.
A cada dia ela deixa isso absolutamente
claro.
Este editorial prova isso. (Fonte:
Blog O outro lado da notícia)
Leia:
_______________
Fora de questão
O fator previdenciário
contribuiu significativamente não só para melhorar as
contas do INSS, mas também para equilibrar o tempo médio
de contribuições dos segurados com o de recebimento de
benefícios. Matematicamente, o fator foi concebido para ser neutro.
Ou seja, se o segurado optar
por se aposentar antes de uma determinada idade, e como a expectativa
média de vida dos brasileiros só vem aumentando, isso
é compensado pelo fator.
Dessa forma, o fator vem
desestimulando aposentadorias precoces.
E para os que receberão
benefícios abaixo do teto do INSS contribuir por mais alguns
anos poderá levá-los a ter um valor de aposentadoria mais
alto, pois nesse caso o fator compensa a possível redução
do tempo em que o segurado e/ou pensionista permanecerá entre
os beneficiários, sempre de acordo com a expectativa de vida
da população estimada pelo IBGE.
Trata-se, então,
de um critério justo, que não impede as aposentadorias
precoces, mas recompensa aqueles que optam por contribuir por mais tempo.
Foi a alternativa técnica
encontrada - uma espécie de ovo de Colombo - em razão
de não ter sido estabelecida na reforma da previdência
uma idade mínima para os segurados do INSS se aposentarem por
tempo de contribuição. Trata-se inclusive de um aperfeiçoamento
da regra que existia antes, da aposentadoria proporcional.
Como o fator recompensa
agora aqueles que contribuem por mais tempo, muita gente que se precipitou
ao entrar com pedido de aposentadoria (que, pela legislação
atual, é irreversível), com receio de ser prejudicada
por causa da reforma, hoje torce para que o Congresso aprove alguma
mudança na lei que permita o arrependimento, uma volta atrás.
Substituir o fator previdenciário
por qualquer outra fórmula, como governo e sindicatos negociam,
deveria estar fora de questão.
Trabalhar não é
desonra e nem demérito. A filosofia que inspirou a criação
da previdência no mundo todo não pode ser esquecida: aqueles
que têm capacidade de trabalhar se solidarizam com os que a perderam,
por motivo de saúde ou idade avançada.
A experiência
demonstra que toda vez que o governo, com raízes sindicais, se
reúne com sindicatos alguma conta é transferida para os
contribuintes. É o risco que se corre no momento, sendo que da
pauta dessas reuniões também consta um aumento real (acima
da inflação) para todos os aposentados - mais uma despesa
de fins eleitoreiros.
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FOLHA DE LONDRINA, 27 de agosto
de 2009 | Cidades
SEU DIREITO
Trabalho - É valido celebrar contrato
de experiência após outro contrato por prazo determinado?
O contrato de experiência
é classificado como contrato por tempo determinado, cuja vigência
depende de termo prefixado, no prazo máximo de 90 dias, sendo
necessária anotação na CTPS do Trabalhador do referido
pacto, garantindo ao obreiro todos os direitos e obrigações
previstos na legislação.
Para celebração
de novo contrato de experiência, deve-se aguardar um prazo de
seis meses no mínimo, sob pena do contrato ser considerado por
tempo indeterminado, lembrando que somente se justifica o novo contrato
para uma nova função, visto que não há argumentos
para se testar o desempenho da mesma pessoa na função
exercida anteriormente.
Quando realizado um novo contrato
de experiência, fora das circunstâncias mencionadas acima
revela-se a fraude trabalhista, em prejuízos do trabalhador,
pois a finalidade do contrato de experiência é a verificação
das qualidades recíprocas das partes, tanto do empregado como
do empregador.
Assim, o artigo 452 da CLT desqualifica
o contrato por prazo determinado quando a contratação
ocorrer nos seis primeiros meses após o término de outro
contrato por prazo determinado, nesse caso, o contrato terá todos
os efeitos de um contrato por prazo indeterminado.
Por isso, é nulo o último
contrato celebrado, bem como não gera quaisquer efeitos, prevalecendo
o contrato por prazo indeterminado que tem benefícios específicos
para o trabalhador, como o direito à estabilidade e aviso prévio.
Paula Fernanda Cremonezi - advogada
(Londrina)
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BEM PARANÁ, 27 de
agosto de 2009 | Trabalho & Negócios
Relações de Trabalho no PR
Assédio Moral é o campeão
de denúncias de discriminação no trabalho
Das 106 denúncias no Paraná, 46
eram relativas a assesédio moral
26/08/09 às 16:41 | Redação
Bem Paraná
Em 2009, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no
Paraná (SRTE/PR) registrou 102 denúncias de casos discriminatórios
dentro do ambiente de trabalho. Destas, 46 eram denúncias relativas
ao assédio moral no trabalho. Segundo o superintendente do Trabalho
e Emprego no Paraná, Alvyr Pereira de Lima Junior, conforme dados
da Comissão de Igualdade, de Oportunidade, de Gênero, de
Raça e Etnia, de Pessoas com Deficiência e de Combate à
Discriminação, 54% dos assediados são mulheres
entre 18 e 24 anos e que possuem o ensino médio completo.
De acordo com o presidente da
Comissão, Antonio Bras da Silva, as vítimas que nos procuram,
na maioria das vezes, são gestantes inseguras com a manutenção
de seus empregos, pois são pressionadas pelo empregador a pedirem
demissão.
A mediadora Inês Fappi
Cavassin, conforme relatos e diagnósticos que verifica durante
o dia a dia, afirma que o primeiro passo dos “assediadores”
é abalar o psicológico de sua vítima, para que
ela se distancie dos colegas de trabalho, afetando não somente
sua relação profissional, mas também a familiar,
gerando medo, insegurança e instabilidade emocional. “A
maioria das vítimas que sofreram alguma forma de assédio
moral no trabalho e que vieram até a Superintendência,
já está em tratamento psiquiátrico ou tomando remédios
para a depressão - devido aos atos constantes de discriminação
e por registrarem níveis altos de estresse laboral”, relata
a mediadora.
O que é o Assédio
Moral – O assédio caracteriza-se pela exposição
dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras,
que muitas vezes são repetitivas e prolongadas durante a jornada
de trabalho. O assédio pode tanto vir do dono da empresa quanto
de um gerente ou subordinado.
Alguns comportamentos típicos
do agressor são: ameaçar constantemente, amedrontando
quanto à perda do emprego; desmoralizar a vítima publicamente;
rir, à distância e em pequeno grupo, do trabalhador; troca
de turno de trabalho sem aviso prévio; espalhar entre os colegas
que o trabalhador está com problemas nervosos; sugerir que o
trabalhador peça demissão devido aos problemas de saúde;
divulgar boatos sobre a moral do trabalhador; e a mais comum mandar
o trabalhador fazer uma tarefa a qual não é encarregado
como, por exemplo, mandar o trabalhador limpar pisos e banheiros, quando
a sua função dentro da empresa é outra.
Nestes casos, a SRTE/PR recomenda
que a vítima anote com detalhes todas as humilhações
sofridas, se cerque de colegas que possam testemunhar o fato e que procure
seu sindicato para relatar o acontecido. “Busque apoio da família
e dos amigos e evite conversar com agressor sem testemunhas ao seu redor”,
orienta o presidente da Comissão de Igualdade Antonio Bras.
Denúncias - Segundo Cavassin,
o medo, o sentimento de culpa e inutilidade, a baixa auto-estima, a
indignação, a vergonha e, muitas vezes, o vício
pelo álcool, impedem que o trabalhador denuncie casos dessa natureza
e continuem aceitando o ambiente. “A denúncia é
a única forma de frear esses casos e é a tentativa de
solucionar os conflitos na empresa, sem ela não há o que
mudar.”, afirma.
Para denunciar qualquer ato
discriminatório, a vítima pode conversar diretamente com
um dos membros da Comissão na sede da SRTE/PR (Rua José
Loureiro, 574, Centro, Curitiba) sem precisar agendar horário.
Os telefones (41) 3901-7553 e 3901-7556 estão à disposição
se a vítima ou alguma testemunha de assédio moral quiser
denunciar ou tirar algumas dúvidas.
Comissão - A Comissão
de Igualdade, de Oportunidade, de Gênero, de Raça e Etnia,
de Pessoas com Deficiência e de Combate à Discriminação
foi criada para melhorar o ambiente de trabalho das empresas. Através
de conversas em audiências de conciliação entre
empresas e denunciante, casos como os de assédio moral podem
ser resolvidos sem a necessidade da abordagem judicial. Com um acordo
entre as partes, fica estabelecido que a empresa criará alternativas
para modificar a situação abordada na reunião de
conciliação e que a comissão fiscalizará,
por no prazo de cinco meses, se as condutas acordadas na reunião
estão sendo cumpridas.
“O denunciante não
tem garantia que após essa conversa o seu emprego estará
garantido, porém é a partir da denúncia que a conduta
da empresa será fiscalizada por nós, ou seja, ela ficará
intimidada, pois os próximos passos serão fiscalizações
‘in loco’, aberturas de procedimentos na Procuradoria Regional
do Trabalho e até ações contra ela na Justiça
do Trabalho”, diz Inês Cavassin.
Ela ainda reafirma que
a função da comissão é tentar melhorar o
ambiente do trabalho antes que atos discriminatórios sejam repetidos
e que por causa dessa atitude a empresa seja processada. “Em muitos
casos, os sócios proprietários da empresa denunciada não
tinham ciência do que estava acontecendo, quando um chefe exercia
essa arbitrariedade, eram nas audiências que eles ficavam sabendo
dessa situação, é por isso que a denúncia
é tão importante.”, finalizou a mediadora.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
27/08/2009
Trabalhador receberá indenização
por ser demitido antes da data-base
O trabalhador que é demitido,
sem justa causa, 30 dias antes da data-base para reajuste salarial da
categoria a que pertence tem direito a indenização adicional
no valor de um salário mensal. Essa regra está prevista
no artigo 9º da Lei nº 7.238/1984 e deve ser respeitada mesmo
quando o empregador não concede reajuste a seus empregados na
data-base. A interpretação é da Seção
Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior
do Trabalho.
No caso analisado, a Associação
das Pioneiras Sociais apresentou embargos à SDI-1 para reformar
decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região
(DF e Tocantins) que a condenou ao pagamento de indenização
adicional a ex-funcionário da entidade dispensado exatamente
na situação descrita pela Lei nº 7.238/84. Por unanimidade,
os ministros da SDI-1 acompanharam o voto do relator, ministro Lelio
Bentes Corrêa, e rejeitaram o recurso da associação.
O relator defendeu que a condição
legal para se ter direito à indenização adicional
é a dispensa imotivada do empregado nos 30 dias anteriores à
correção salarial. Do contrário, a aplicação
do preceito legal ficaria condicionada à vontade do empregador,
pois bastaria não conceder aumento geral a seus empregados para
se livrar da obrigação.
Antes dos embargos apresentados
à SDI-1, a Terceira Turma do TST já havia rejeitado (não
conhecido) recurso de revista da Associação, por entender
que o Regional aplicara corretamente os preceitos legais sobre a matéria.
Como a entidade insistiu que o empregado não estava vinculado
a categoria ou sindicato, e, portanto, não tinha data-base definida,
e que os funcionários da própria entidade não foram
contemplados com aumento, a Turma concluiu que haveria necessidade de
reexaminar provas para decidir de forma diferente – atribuição
que o TST não pode realizar.
Na SDI-1, o relator destacou
que o entendimento da Turma não violou o artigo 894 da CLT (que
trata dos casos de cabimento de recurso de revista), como alegado pela
associação. Além do mais, no que diz respeito ao
conhecimento dos embargos, a norma aplicável, levando em consideração
a data do recurso, era a orientação jurisprudencial nº
294 da SDI-1, de conteúdo mais restritivo, e não a Lei
nº 11.496/2007, que autoriza o conhecimento dos embargos, por divergência,
contra a decisão que não conheceu do seu recurso de revista.
( E-RR-621.246/2000.7)
(Lilian Fonseca)
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27/08/2009
Negociação coletiva
não afasta incidência de anuênio sobre demais parcelas
A gratificação
por tempo de serviço (ou anuênio) tem índole salarial
e integra, portanto, a remuneração do trabalhador para
todos os efeitos legais, conforme dispõe a jurisprudência
do Tribunal Superior do Trabalho (Súmula 203). O fato de uma
norma coletiva contemplar o salário básico como critério
de fixação da base de cálculo para pagamento do
adicional por tempo de serviço não afasta a sua incidência
em outras parcelas. A decisão é da Primeira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho, em voto relatado pelo ministro Lelio Bentes Corrêa,
que favorece um advogado de um hospital de Porto Alegre (RS).
Por unanimidade de votos, os
ministros negaram provimento a agravo do Hospital Cristo Redentor S/A
contra decisão que incluiu o anuênio na base de cálculo
das horas extras. O hospital foi condenado ao pagamento de horas extras,
assim consideradas as excedentes de quatro horas diárias, com
a integração da gratificação por tempo de
serviço (anuênio) na base de cálculo do salário/hora,
com adicional de 100%, e reflexos das horas extras pagas e deferidas
judicialmente. Foi determinadao a observância da média
numérica em 13º salário, férias mais 1/3,
FGTS, repousos semanais remunerados e feriados.
O advogado sustenta que o grupo
Conceição, do qual faz parte o hospital, firmou acordos
coletivos com o Sindicato dos Advogados do Rio Grande do Sul, no período
1995 a 2000, com previsão de que o adicional por tempo de serviço
deveria incidir apenas sobre o salário básico. Quandt
ao ano de 2001, diz que foram observadas as regras da convenção
coletiva firmada entre o sindicato dos advogados e o Sindicato dos Hospitais
e Clínicas de Porto Alegre, pois o hospital não ajustou
acordo em separado com os advogados. Em relação ao ano
de 2002, a convenção coletiva estabeleceu que o adicional
incidiria sobre o salário base.
Ao manter a sentença
favorável ao advogado, o TRT/RS salientou que as cláusulas
coletivas não têm o alcance pretendido pelo hospital. Isso
porque adicional de tempo de serviço é salário
e não pode deixar de ser incluído em outras parcelas.
O que a norma coletiva pode estabelecer é sua base de cálculo
e, no caso em questão, optou-se pelo salário básico.
Segundo o ministro Lelio Bentes, o Regional aplicou corretamente ao
caso a Súmula 264 do TST, que contempla os anuênios como
parcela integrante da remuneração do serviço suplementar.
( AIRR 1281/2002-026-04-40.3)
(Virginia Pardal)
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27/08/2009
TST rejeita recurso contra decisão
sobre alteração lesiva de adicional
A Segunda Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou (não conheceu) recurso do Hospital
das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
(SP), da Universidade de São Paulo (Usp), contra condenação
a pagar diferenças do adicional de insalubridade e reflexos em
decorrência da alteração lesiva do contrato de trabalho.
O hospital pagava o adicional com base no piso salarial do Estado e,
a partir de março de 1999, passou a calculá-lo com base
no salário mínimo. O Tribunal Regional do Trabalho da
15ª Região (Campinas/SP) acolheu recurso de dois empregados
do hospital, que requereram judicialmente a declaração
de nulidade da alteração contratual e o recebimento das
diferenças salariais dela decorrentes.
Segundo o relator do recurso
no TST, ministro Renato de Lacerda Paiva, a decisão regional
não deixa dúvidas de que o empregador, de forma unilateral,
modificou a base de cálculo do adicional, que anteriormente era
calculada sobre o piso salarial do Estado, de dois salários mínimos.
“O cerne da controvérsia reside na extinção
de um direito do trabalhador, e não na questão relativa
à base de cálculo do adicional”, explicou. “Na
verdade, essa discussão está num segundo plano, pois o
TRT assegurou um direito que já estava incorporado ao patrimônio
jurídico do trabalhador”.
No recurso ao TST, a defesa
do hospital alegou que apenas houve a adequação do pagamento
ao princípio constitucional da legalidade, depois que o erro
no pagamento foi detectado. Como os empregados eram celetistas, foi
aplicado o disposto no artigo 192 da CLT. Com isso, o valor do adicional
caiu de R$ 88,00 para R$ 52,00. O argumento foi acolhido pelo juiz de
primeiro grau, mas a sentença favorável ao hospital foi
reformada pelo TRT – decisão que está mantida, pois
a Segunda Turma do TST, por unanimidade de votos, rejeitou o recurso
do hospital. ( RR 1.535/2003-042-15-00.9)
(Virginia Pardal)
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27/08/2009
Exposição a inflamáveis,
mesmo por pouco tempo, garante periculosidade
O contato diário por
cerca de quinze minutos com substâncias inflamáveis durante
abastecimento de veículo possibilita, de acordo com julgamento
da Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho, o recebimento de adicional
de periculosidade. No caso de um tratorista que trabalhou para a Usina
São Martinho, em Pradópolis (SP), o tempo reduzido de
exposição não importou redução do
risco, segundo o entendimento da ministra Maria Cristina Peduzzi, relatora
do recurso de revista.
A Oitava Turma modificou decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP),
que havia excluído, da sentença originária, o pagamento
do adicional. Para o Regional, “os quinze minutos diários
com o perigo não ensejam o direito ao adicional de periculosidade”.
Segundo o relato do TRT/Campinas, este era o tempo em que o tratorista
ficava ao lado da bomba ou do caminhão comboio durante a operação
de abastecimento.
No laudo, o perito relatou que
o abastecimento com o caminhão comboio era uma atividade perigosa,
e que o trabalhador permanecia, apesar do pouco tempo, em área
de risco devido à presença de inflamáveis. Por
esse mesmo raciocínio, a ministra Cristina Peduzzi ressalta que,
em regra, “o tempo de exposição do empregado ao
risco é irrelevante para fixação do direito”.
A relatora destacou a dupla finalidade do adicional de periculosidade:
compensar o empregado, “que trabalha em condições
nas quais sua integridade física ou sua vida estão em
perigo”; e desestimular o empregador, “para evitar que se
acomode, deixando de buscar meios mais seguros de realização
do trabalho dos empregados”. Para a ministra, “não
é o tempo que deve ser extremamente reduzido, mas, sim, o risco”.
A decisão da Oitava Turma é objeto de embargos de declaração
por parte da Usina. ( RR 468/2003-029-15-00.5)
(Lourdes Tavares)
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27/08/2009
Invalidez permanente: bancária será
indenizada com base em acordo coletivo
Uma bancária acometida
de invalidez permanente, decorrente de doença ocupacional, receberá
indenização do Banco Santander Banespa S/A. A Sexta Turma
do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso do banco e manteve
decisão anterior, por concluir não haver violação
do artigo 7º, incisos VI e XXVI da Constituição e
basear-se na interpretação da norma coletiva vigente à
época do afastamento, quando ocorreu a invalidez.
No acordo coletivo, que vigorou
de setembro de 1999 a agosto de 2001, a cláusula 27ª assegurava
indenização convencional, nos casos de assaltos ou ataques,
no valor de R$ 127 mil, e 50% desse valor nos casos de invalidez permanente
em decorrência de doença ocupacional e/ou do trabalho.
A bancária afastou-se de suas atividades em virtude de doença
ocupacional relacionada ao trabalho (DORT) e hérnia de disco
em novembro de 2000, mas a aposentadoria por invalidez somente foi concedida
em março de 2002.
O Santander questionou a sentença
de primeiro grau, que o condenou ao pagamento da indenização.
Alegou que, quando da concessão da aposentadoria, não
mais vigia o acordo coletivo em questão. O Tribunal Regional
do Trabalho da 15ª (Campinas/SP) manteve a condenação,
por entender que, se a bancária afastou-se do trabalho 2000,
e se o INSS, ao conceder o afastamento, constatou a incapacidade total
para o trabalho, a invalidez permanente já existia desde o afastamento.
No TST, na análise do
recurso do Santander, o relator, ministro Horácio de Senna Pires,
citou precedentes no mesmo sentido e ainda afirmou em seu voto que,
em situação análoga, o Tribunal pacificou seu entendimento
na Orientação Jurisprudencial nº 41 da SDI-1, segundo
a qual “preenchidos todos os pressupostos para a aquisição
da estabilidade decorrente de acidente ou doença profissional,
ainda durante a vigência do instrumento normativo, goza o empregado
de estabilidade mesmo após o término da vigência
deste’”. (RR-659/2003.057.15.00.6)
(Lourdes Côrtes)
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DEPACOM, 27 de agosto de 2009
SEMINÁRIO CENTRO-OESTE
DEPACOM realizado Seminário em
Goiânia

GERALDO RAMTHUN, Presidente do DEPACOM
na abertura do Seminário
Teve início hoje (27/08)
em Goiânia/GO, o SEMINÁRIO INTERESTADUAL DAS ENTIDADES
SINDICAIS DE TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO
E DO MOBILIÁRIO DO CENTRO-OESTE DO BRASIL.
O evento organizado pelo DEPACOM com apoio da CNTI, está sendo
realizado no Hotel Augustus Plaza Inn e envolve as entidades sindicais
do 3º grupo do plano da confederação nos Estados
do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás/Tocantins e do Distrito
Federal.
Estão presentes apoximadamente 75 participantes de 40 entidades
sindicais.
O seminário segue com sua programação normal amanhã
e tem previsão de encerramento às 17:30 horas com a aprovação
da carta do Centro-Oeste.
Aguarde que em breve publicaremos melhores informações,
enquanto isso confira as primeiras imagens:


Geraldo Ramthun, Presidente do DEPACOM, da FETRACONSPAR
e Secretário Regional da CNTI/PR

Patrocínio Braz Concentino - FETICOM
GO/TO

Dr. Samuel - Superintendente Regional do Trabalho
em Goiás

Aroldo Garcia, presidente da FETICOM/RS

Ronei de Lima, presidente da FTI/MT

Samuel da Silva Freitas, Presidente do STICM
de Campo Grande/MS

João Barbosa - STIC Civil do Distrito
Federal e Eunice Luciene STICM do Norte do Mato Grosso

Altamiro Perdoná, Presidente da FETICOM/SC
e Secretário Regional da CNTI/SC

Mônica: Mestre de Cerimônias

Luiz Lopes, Secretário Regional da CNTI
na região centro-oeste

Jaime Bueno Aguiar, presidente da NCST/GO

Emílio Alves, Presidente da FETICOM/SP

Paulo da Silva Oliveira, Secretário de
Finanças da FETICOM/RJ

Adilson Santana, Presidente da Federação
do Amianto

JOSÉ CALIXTO RAMOS, Presidente da CNTI
e da NCST







Ramthun apresenta o próximo palestrante:
Prof. Luiz Augusto Damasceno Brasil

Prof. Brasil









Professor Brasil recebe certificado de Antonio
Martins

Delegação do Mato Grosso
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