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AGÊNCIA DIAP, 28 de agosto de 2009
Acordo entre Governo e centrais prorroga
política de valorização do mínimo
Agência DIAP
O acordo firmado entre o Governo
e centrais sindicais, anteontem à noite, prorroga até
2023 a atual política de valorização do salário
mínimo. Embora prevista, a extensão da atual fórmula
de reajuste - que garante, todos os anos, aumentos reais iguais aos
do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes - não estava
garantida no texto do projeto de lei que a instituiu.
Até hoje em tramitação,
o PL 1/2007 vem sendo adotado na prática pelo Governo, por meio
da edição de medidas provisórias. Ainda que ele
já tivesse sido aprovado, no entanto, seria necessário
renegociar a fórmula de reajuste, que, pelo texto, seria objeto
de revisão após 2012.
Com o acordo de anteontem, a
negociação sobre os aumentos do mínimo a partir
de 2012 foi antecipada e, agora, só depende do Congresso para
ser efetivamente implementada, confirmou ontem o Ministro da Previdência,
José Pimentel.
Segundo o ministro, a extensão
da atual política até 2023 será um dos pontos do
projeto que vai substituir cerca de 30 proposições legais
em tramitação sobre salário mínimo e benefícios
da Previdência Social, entre elas o PL 1/2007.
Já combinada com o deputado
Pepe Vargas (PT/RS), a construção desse novo texto, que
será de autoria do próprio Legislativo, foi acertada com
os sindicalistas e visa resolver, de uma vez só, diversos problemas
enfrentados pelo Governo no Congresso que podem comprometer as contas
da Previdência Social.
Um deles é a tentativa
de acabar com o fator previdenciário, como prevê um projeto
já aprovado pelo Senado e atualmente relatado por Pepe Vargas
na Câmara.
Criado pelo Governo anterior
para desestimular aposentadorias precoces, o fator incide sobre o valor
base do benefício, no momento da concessão de aposentadorias
por tempo de contribuição. Funciona como desestímulo
porque pode reduzir o benefício em até 50% dependendo
da idade e do tempo de contribuição da pessoa.
O projeto resultante do acordo
com as centrais sindicais - que Pimentel espera ver aprovado pelo Congresso
até outubro - não acabará com o fator previdenciário.
Mas dispensará sua aplicação obrigatória
quando a soma entre idade e tempo de contribuição for
de 85 anos no caso de mulheres e de 95 anos no caso dos homens.
O projeto negociado contorna
também a tentativa de retomar como referência para cálculo
dos benefícios os últimos 36 salários de contribuição
do trabalhador, outro ponto polêmico do mesmo texto do Senado
que trata do fator previdenciário. Hoje, vale na média
dos 80% maiores salários desde 1994.
A solução negociada
é adotar os 70% maiores. O deputado Pepe Vargas destaca que isso
é bom para o trabalhador, que passará a descartar, para
efeitos de cálculo de aposentadoria, os 30% menores e não
só os 20% menores salários, o que elevará a média
das aposentadorias.
Haverá ainda, como parte
da negociação, aumentos reais, em janeiro de 2011 e 2012,
para benefícios da Previdência Social superiores ao salário
mínimo. Esses aposentados terão reajuste real equivalente
à metade do aplicado ao mínimo, ou seja, 50% da variação
do PIB de dois anos antes.
Se for confirmado o crescimento
de 5,1% em 2008, o aumento em 2010 será, portanto, de 2,55% além
da inflação medida pelo INPC desde o reajuste anterior,
ocorrido em fevereiro de 2009. O INPC já vem sendo aplicado anualmente.
Ficou acertado que, em relação
a 2012 em diante, a política de reajuste real desses benefícios
superiores ao mínimo será, antes de proposta ao Congresso,
objeto de uma mesa permanente de negociação.
Essa mesa tratará também
de questões como acesso a medicamentos e adoção
de índice de inflação mais adequado a esse público
(onde alguns preços pesam mais e outros menos do que para os
trabalhadores da ativa).
Com essa parte do acordo,
o Governo resolve, pelo menos temporariamente, outro problema que vinha
enfrentando no Congresso, que é a tentativa de vincular todos
os benefícios da Previdência ao reajuste do mínimo
e, portanto, à variação total do PIB. (Fonte: Valor
Econômico)
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O ESTADO DO PARANÁ,
28 de agosto de 2009 | Economia
Fiesp avalia que crise foi menos intensa
e mais curta
Agência Estado
Depois de dois meses de uma expressiva recuperação na
atividade da indústria paulista, o diretor do Departamento de
Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini,
admitiu que os efeitos da crise financeira internacional no País
foram menores do que a entidade esperava. Em julho, o Indicador de Nível
de Atividade (INA) da Fiesp registrou alta de 2% em relação
a junho, com ajuste sazonal.
Em junho, o crescimento foi
de 2,7% na comparação com maio."Tinha medo de que
a crise viesse pior. Pagamos um preço mais baixo do que eu pensava,
no sentido da profundidade e da duração", disse Francini.
A atividade industrial ainda permanece 10% abaixo dos nível pré-crise
registrado em setembro de 2008, mas já chegou a ficar 18% menor,
em dezembro. "A melhora se acentuou. A indústria caiu da
janela do quinto andar e agora está subindo as escadas num ritmo
mais lento, mas bom", afirmou.
Apesar disso, Francini não
concorda com a avaliação do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, segundo o qual a indústria agiu com "cautela
exagerada" e deu um "cavalo-de-pau desnecessário"
nos meses de novembro, dezembro e janeiro."Não concordo
com o presidente Lula. Não foi uma marolinha", afirmou Francini.
"Principalmente para as 200 mil pessoas que perderam o emprego
durante a crise na indústria paulista", completou o gerente
do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos, André
Rebelo.
A previsão da Fiesp é
de que o ano encerre com queda de 6% a 7% na atividade industrial do
Estado. Na comparação com julho de 2008, o INA teve queda
de 9,4%. "Ainda é um número expressivo, mas devemos
lembrar que esse resultado já foi 15% menor na comparação
anual. O número negativo está se reduzindo", ressaltou
Francini, para quem os níveis de atividade anteriores à
crise só serão atingidos em 2010.Um dos destaques positivos
do mês é que a maioria dos setores da indústria
(70,6%) apresentou crescimento na atividade nos meses de julho e junho,
dado que indica que o aumento do INA mostra consistência e espraiamento.
As vendas reais da indústria
aumentaram 3,1% em julho ante junho, o que indica que os estoques foram
absorvidos.O Nível de Utilização da Capacidade
Instalada (Nuci) de julho, de 81,6%, sem ajuste, é o maior desde
novembro de 2008, quando estava em 81,9%. Entre os 17 setores industriais,
apenas um - Comunicação - apresentou um Nuci abaixo dos
70% - ficou em 65,5%. Seis setores estão com Nuci entre 70% e
80%, oito entre 80% e 90% e dois na faixa dos 90% - Papel e Celulose,
com 90%, e Coque, Refino de Petróleo, Combustíveis Nucleares
e Produção de Álcool, com 98,7%.Entre os setores
que se destacaram no mês, o de Produtos Químicos, Petroquímicos
e Farmacêuticos registrou alta de 4,7% no INA de julho ante junho
sem ajuste.
As vendas reais aumentaram
7,9% no mês. O setor é um dos únicos que, na comparação
com julho de 2008, apresenta alta no INA, de 3%, ao lado de Papel e
Celulose, com crescimento de 3,4%. No mês, o INA de Papel e Celulose
caiu 2,9%, sem ajuste. Máquinas e Equipamentos, um dos mais afetados
pela queda da demanda na crise, teve aumento do INA pelo terceiro mês
consecutivo - em julho, de 1,6%; em junho, de 6,5%, e em maio, de 0,6%.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
28 de agosto de 2009 | Dinheiro
Nova opção para FGTS deve
render mais
Se passar no Senado, trabalhador poderá
investir até 30% de sua conta no FGTS em fundo para financiar
obras de infraestrutura | Embora sem garantia de rentabilidade, fundo
de infraestrutura tem ganho médio de 9% ao ano, contra cerca
de 4,5% do FGTS
JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo espera que os trabalhadores
invistam R$ 5 bilhões de seus recursos depositados no FGTS (Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço) no fundo que reúne obras
de infraestrutura do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O valor seria alcançado com a ampliação de 10%
para até 30% no limite que os cotistas podem aplicar no Fundo
de Infraestrutura, o FI-FGTS.
O investimento no fundo surge como promessa de um bom negócio
para o trabalhador. A rentabilidade média dos projetos que compõem
a carteira do FI é hoje de 9% ao ano. O rendimento garantido
nas contas do FGTS é de 3% ao ano, mais TR (Taxa Referencial)
-o que seria próximo de 4,5% ao ano.
O novo limite de aplicação no FI foi incluído por
deputados, após negociação com a Caixa Econômica
Federal, durante votação de uma medida provisória
nesta semana na Câmara.
O texto foi aprovado e agora segue para o Senado. Depois precisará
ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para
virar lei.
A lei que criou o FI-FGTS já previa a possibilidade de o trabalhador
entrar nesse investimento. Desde o ano passado, o governo vem trabalhando
na definição das regras para participação
dos cotistas do FGTS.
A previsão é de que o modelo fique pronto ainda neste
ano para que as normas sejam divulgadas ao investidor.
"Estamos trabalhando firmemente para sair ainda neste ano. O modelo
está em fase final. Será uma forma de aumentar a remuneração
do trabalhador", declarou o vice-presidente de fundos da Caixa,
Wellington Moreira Franco.
Técnicos envolvidos na formatação avaliam, no entanto,
que será difícil lançar o programa ainda em 2009
devido à complexidade do investimento. O modelo estabelecerá
regras de entrada e saída para o trabalhador, prazo de permanência
na aplicação, entre outros detalhes.
Apesar da atratividade do negócio, o governo estima que os titulares
de menos de 2% das 81 milhões de contas do FGTS entrem no FI-FGTS.
Isso porque 90,5% das contas têm saldo abaixo de R$ 4.650.
Apenas 2,6% das contas têm depósitos que somam R$ 15 mil.
"Estamos fazendo uma estimativa de R$ 5 bilhões com o pé
no chão", declarou o vice-presidente.
Das contas com valores a partir de R$ 15 mil, a Caixa ainda considera
que não optarão pelo investimento no FI os trabalhadores
que estejam comprando casa própria ou tenha boa parte do saldo
aplicado nos fundos mútuos da Petrobras (2000) e da Vale (2002).
Rendimento
Pelas regras de aplicação do trabalhador no FI, não
há rentabilidade mínima garantida no investimento. A Caixa
pondera, entretanto, que predominam entre os projetos de investimento
as obras no setor elétrico, que são de longo prazo, com
risco próximo de zero porque, entre outras razões, a venda
de energia tem compra antecipada.
Além da ampliação do limite para o trabalhador,
os deputados aprovaram mudanças na regra de aplicação
do próprio FGTS no FI. Com a alteração, outros
R$ 6 bilhões deverão ser injetados no fundo de infraestrutura,
o que somaria R$ 11 bilhões.
Hoje, o FI conta com R$ 17 bilhões, sendo que R$ 12 bilhões
já estão contratados. Há demanda de projetos da
ordem de R$ 22 bilhões.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
28 de agosto de 2009 | Dinheiro
Correção do FGTS traz perdas
ao trabalhador
Cálculo pela TR mais juros de
3% ao ano não consegue sequer repor a inflação
| De 2002 até agora, perdas superam R$ 52 bi, segundo cálculos
de ONG; prejuízo também afeta multa na demissão
sem justa causa
MARCOS CÉZARI
DA REPORTAGEM LOCAL
A forma de correção
das contas do FGTS, embora prevista em lei, vem provocando perdas ao
patrimônio dos trabalhadores nos últimos anos.
Isso ocorre porque mais de 98% das contas são corrigidas pela
TR (Taxa Referencial) mais juros de 3% ao ano, o que dá 0,246627%
ao mês -a poupança rende 0,5% ao mês, ou 6,17% ao
ano, mais do que o dobro. Apenas umas poucas contas do fundo têm
juros de 4%, 5% ou 6% ao ano -nesta última hipótese, raríssimos
casos.
O governo tem ressaltado que a forma de correção das contas
dos trabalhadores está prevista na lei 8.036/90, o que é
verdade. Mas essa forma de reajuste continua sendo muito prejudicial
aos trabalhadores, uma vez que, nos últimos anos, ela não
tem conseguido sequer repor a inflação, ou seja, é
como se o trabalhador tivesse menos dinheiro na conta -o efeito é
que, embora aumente, em valores nominais, o saldo da conta perde seu
poder aquisitivo.
Se for feita uma comparação entre a TR e o IPCA (o índice
oficial de inflação usado pelo governo), por exemplo,
verifica-se que a taxa que corrige as contas do fundo "perdeu"
em todos os anos desde 1999.
Cálculos da ONG Instituto FGTS Fácil mostram que, de dezembro
de 2002 até agora, essas perdas somam R$ 52,05 bilhões.
Ou seja, se todas as contas do FGTS fossem corrigidas pelo índice
oficial de inflação usado pelo governo, seu saldo global
seria maior exatamente naquele montante.
Se esse dinheiro estivesse nas contas dos trabalhadores, o próprio
governo teria mais recursos para investir em habitação,
em saneamento e em infraestrutura, ou seja, no PAC, diz Mario Avelino,
presidente do Instituto FGTS Fácil.
Mas a perda não é apenas essa. Nas demissões sem
justa causa, o cálculo da multa (40%) é feito sobre o
saldo para fins rescisórios. Como 65% dos saques são por
demissões sem justa causa, a perda é de mais R$ 13,5 bilhões,
diz Avelino.
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GAZETA DO POVO, 28 de agosto de 2009 | Economia
Trabalho
Curitiba tenta reaver R$ 9 mi do ProJovem
Programa de qualificação profissional
deveria ter iniciado em 30 de junho. Prefeitura diz que, mesmo com o
atraso, ainda é possível levar o projeto adiante
A prefeitura de Curitiba tenta
reverter a perda de R$ 9 milhões em recursos destinados à
qualificação profissional de mais de 7 mil jovens de baixa
renda inscritos no ProJovem Trabalhador – Juventude Cidadã,
programa do governo federal executado em parceria com os municípios.
A portaria ministerial que estabeleceu as regras do programa, cujo plano
de implementação para Curitiba foi assinado no dia 30
de dezembro de 2008, determinava o cancelamento do contrato caso a qualificação
dos jovens não tivesse início em até seis meses
após a data de sua aprovação.
Como o prazo para início
das aulas se encerrou oficialmente no dia 30 de junho de 2009 sem que
a prefeitura tivesse sequer concluído o processo licitatório
das empresas executoras do projeto, o Ministério do Trabalho,
por meio da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego,
publicou um aviso de cancelamento do programa no Diário Oficial
da União do último dia 19 de agosto.
O secretário municipal
do Trabalho e Emprego de Curitiba, Jorge Bernardi, no entanto, afirma
que isso não significa necessariamente que os recursos empenhados
serão perdidos. Segundo ele, o aviso de cancelamento prevê
o prazo de 30 dias para que o processo seja regularizado. Como a secretaria,
responsável pela execução do projeto, só
teria sido notificada por meio de carta no dia 18 de agosto, haveria
ainda um espaço de tempo para que a prefeitura tente regularizar
a situação.
Reinício
“Estive em Brasília
e conversei com o ministro (do Trabalho, Carlos Lupi), que me disse
que existem alternativas. Temos 80% de chance de reverter o quadro”,
afirma Bernardi. Dentre as possibilidades oferecidas pelo ministério,
está a de reiniciar o projeto com a prefeitura. Assim, o processo
retornaria à estaca zero, levando, no mínimo, mais seis
meses para ser executado, caso o novo cronograma seja seguido à
risca.
Mesmo assim, Bernardi reconhece
– mas minimiza – as falhas durante o plano de implementação
do programa. “Cumprimos todas as tarefas, cadastramos 9.491 jovens,
mas houve sim um pequeno atraso por conta de um impasse jurídico
que adiou o edital; mas isso também ocorreu em Salvador, por
exemplo. Da nossa parte, nós fizemos tudo e temos todos os documentos.
Estamos respaldados”, garante.
Esforço político
Bernardi garante que há
um esforço político conjunto, envolvendo prefeitura, vereadores,
deputados e senadores, para que Curitiba consiga revogar o cancelamento
e garanta as aulas de qualificação aos jovens inscritos
no programa.
Licitação
Mesmo sob o risco de ficar sem
os recursos para custear o projeto, a administração municipal
optou por dar continuidade ao processo de licitação das
entidades que vão executar o ProJovem. Na tarde de ontem, o site
da prefeitura de Curitiba divulgou a relação de entidades
classificadas (veja ao lado).
Os participantes da licitação
têm até o dia 9 de setembro para apresentar recursos na
Comissão Especial de Licitação. De acordo com o
cronograma original, a licitação deveria ter começado
em 30 de março. O edital, no entanto, só foi publicado
no dia 28 de julho. No dia 18 de agosto, um dia antes da publicação
do aviso de cancelamento no Diário Oficial, a prefeitura divulgou
em seu site onze “boletins de esclarecimento”, respondendo
às dúvidas levantadas pelas empresas interessadas em participar
do processo.
A prefeitura de Curitiba divulgou
ontem a relação de entidades classificadas para oferecer
os cursos de capacitação profissional aos 7 mil inscritos
no ProJovem.
Beleza e Estética e Serviços
Domiciliares
Associação de
Defesa do Meio Ambiente de Reimer
Construção e Reparos,
Transporte e Alimentação
Fundação do Ensino
Técnico de Londrina (Funtel)
Administração,
Madeira e Móveis e Vestuário
Instituto Sodetec de Desenvolvimento
Social
Esporte e Lazer, Turismo e Hospitalidade
Fundação do Asseio
e Conservação do Estado do Paraná (Facop)
Administração
Cooperativa de Profissionais
de Serviços em Saúde Pública de Santa Catatina
(Coopesc)
Administração
Sociedade Educacional de Santa
Catarina (Sociesc)
Telemática
Instituto Gaudium de Proteção
à Vida
Fonte: www.curitiba.pr.gov.br
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GAZETA DO POVO, 28 de agosto
de 2009 | Economia
Relatório
Desemprego afeta mais os jovens
Da Redação
A taxa de desemprego entre jovens
no Brasil é 3,2 vezes superior à registrada entre adultos,
de acordo com o relatório “Trabalho Decente e Juventude
no Brasil”, divulgado pela Organização Internacional
do Trabalho (OIT) em parceria com o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).
O levantamento constatou que o índice de desemprego entre brasileiros
de 15 a 24 anos é de 17,8%. A taxa é mais do que o triplo
da constatada entre adultos com 25 anos ou mais, que é de 5,6%.
Outro dado também registrado
pela pesquisa é que a porcentagem de jovens desempregados responde
por quase metade da população economicamente ativa (PEA)
que procura emprego: 3,9 milhões (ou 49,1%) dos 8 milhões
de desocupados. Embora o relatório aponte a necessidade de uma
análise mais aprofundada para justificar o fato, o documento
aponta algumas hipóteses. Os jovens tendem a deixar seus postos
de trabalho com mais freqüência que os adultos e são
demitidos mais facilmente, em função dos baixos salários
e menores encargos para a empresa contratante.
Soluções
Para contornar este cenário,
o estudo propõe como solução maiores investimentos
na escolarização e qualificação dos jovens
por meio de programas governamentais, e cita o ProJovem como exemplo.
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FOLHA DE LONDRINA, 28 de
agosto de 2009 | Política
Comissão da Câmara aprova
PEC que aumenta número de vereadores
Medida precisa de mais dois turnos de votação
no plenário da Câmara para ser efetivada; suplentes poderão
tomar posse ainda na atual legislatura
Brasília - Na madrugada de ontem e por pressão de centenas
de suplentes de vereadores, os deputados aprovaram em uma comissão
especial a proposta de emenda constitucional (PEC) que aumenta em mais
de 7 mil as vagas em Câmaras municipais de todo o país.
Para entrar em vigor, o texto
precisa passar por votação em dois turnos no plenário
na Câmara. Ainda há dúvida se precisa de outra votação
no Senado. A expectativa dos deputados é levar o assunto à
pauta nas próximas semanas. O entendimento é que, após
a promulgação, os suplentes tomariam posse ainda nesta
legislatura.
Segundo o relator da proposta,
deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), o país ganhará
7.343 vereadores, divididos pelo número populacional de cada
Estado. Em São Paulo, diz ele, serão cerca de mil novas
vagas para os municípios. Já de acordo com a Confederação
Nacional dos Municípios (CNM), serão 7,8 mil novas vagas.
A proposta aprovada ontem também
modifica o valor do repasse das prefeituras para as Câmaras municipais.
Pelo texto, os valores poderão ir de 3,5% a 7% da receita da
cidade, de acordo com a população. A regra atual é
de 5% a 8%.
A primeira proposta aprovada
pela Câmara reduzia o percentual para ficar entre 2% e 4,5%. Mas,
no ano passado, o Senado desmembrou a questão do repasse da do
número de vagas, adotando os valores do texto atual. O então
presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), se recusou a
promulgar a PEC de forma parcial e o texto voltou para a análise.
O deputado Faria de Sá
calcula que a redução do teto de gastos do que é
permitido hoje pela Constituição para o repasse resultará
em economia de cerca de R$ 1,4 bilhão por ano. Já o presidente
da comissão especial, deputado Fernando Ferro (PT-PE), fala em
cerca de R$ 800 milhões.
A polêmica sobre o número
de vereadores no país teve início em 2004, quando o Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) cortou cerca de 8 mil vagas, mantendo o valor
dos repasses. Isso, argumentam os deputados, deu muito dinheiro para
os atuais vereadores. Desde então, os congressistas lutam para
conseguir reverter a decisão do Tribunal e voltar ao número
de vereadores de antigamente.
Para Faria de Sá, as
Câmaras estão sub-representadas. ''Os vereadores de hoje
são os deputados e os prefeitos de amanhã. Estamos fazendo
isso para valorizar as escolas e valorizar a nossa política vergonhosa.''
O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ)
disse que vai votar contra a proposta. ''Sou favorável a repensar
as representações nas Câmaras, mas no bojo de uma
reforma política mais ampla. Essa PEC não é mais
democrática, é dar mais emprego para vereadores.''
Maria Clara Cabral
Folhapress
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AGÊNCIA DIAP, 28 de
agosto de 2009
Eleições 2010 trarão
forte renovação no Senado, opina Queiroz do DIAP
Agência DIAP
O temor de que a fatura da sucessão
de escândalos seja cobrada nas urnas encontra respaldo nos altos
índices de renovação da Casa nas últimas
duas eleições, também precedidas por grandes crises
Os dividendos da crise que o
Senado tentou sepultar na última semana com o arquivamento das
denúncias no Conselho de Ética contra o presidente do
Senado, José Sarney (PMDB/PA), levam os 30 senadores que pretendem
concorrer à reeleição em 2010 a reavaliar suas
estratégias eleitorais.
Ao contrário de outras crises recentes na Casa, desta vez o Senado
não ofereceu nenhum cadáver político à opinião
pública. O temor de que a fatura da sucessão de escândalos
seja cobrada nas urnas encontra respaldo nos altos índices de
renovação da Casa nas últimas duas eleições,
também precedidas por grandes crises.
As eleições de
2010 colocarão em disputa dois terços das 81 cadeiras
de um Senado desmoralizado diante dos eleitores. Nas últimas
duas eleições ao Senado, poucos foram os parlamentares
que conseguiram manter seus cargos.
Em 2002, logo após o
escândalo da violação do painel eletrônico,
protagonizado pelos então senadores Antonio Carlos Magalhães
- falecido em 2007 - e José Roberto Arruda (DEM/DF) - hoje governador
do Distrito Federal -, 40 das 54 vagas em disputa foram ocupadas por
políticos estreantes - renovação de 74% da Casa.
Quatro anos depois, quando 27
vagas estavam em disputa, a renovação chegou a 75%.
Expectativa:
mais renovação da história
Desta vez, a expectativa é de que o Senado tenha um dos maiores
índices de renovação de sua história. "Será
recorde, maior do que os mais de 70% das últimas eleições
e o desfecho dessa crise será determinante para que isso ocorra",
afirma Antônio Queiroz, assessor parlamentar do Departamento Intersindical
de Assessoria Parlamentar, o Diap.
Queiroz acredita que a reeleição
dos senadores ainda dependerá de muitas variáveis, como
as alianças estaduais, mas que, dessa vez, o desfecho da crise
terá um papel fundamental.
"A Casa ficou paralisada,
o patrimonialismo muito exposto, mas o impacto não será
homogêneo entre todos, dependerá muito do estilo de eleitor
de cada um", afirma. Para Queiroz, o eleitor está mais exigente
em relação aos candidatos e "já pagou o que
tinha de dívida com os grandes caciques".
Segundo boletim do Diap, a renovação
recorde do Senado, em eleição na qual estiveram em jogo
dois terços das cadeiras, ocorreu em 1994: 84% das 54 vagas em
disputa. Na avaliação feita pelo Diap à época,
políticos profissionais, tradicionais e provincianos perderam
espaço, reduzindo a pecha de "clientelista e fisiológica"
da Casa.
Sem
ajustes de contas
Ao contrário das últimas crises, a atual não ofereceu
à opinião pública um ajuste de contas, ainda que
fugaz e frágil como aqueles que marcaram a história recente
do Senado. O que se viu, de lá para cá, pode ser considerado
retrocesso.
Além das sucessivas crises,
colabora para o desgaste o alto número de suplentes que exerceu
o mandato na atual legislatura (mais de 20%, em alguns momentos), em
caso de morte, renúncia ou licença do titular.
Em 2000, pela primeira vez em
seus mais de 180 anos de história, a Casa cassou o mandato de
um senador por quebra do decoro parlamentar. Luiz Estevão foi
acusado de participar do esquema comandado pelo juiz Nicolau dos Santos
Neto, que desviou cerca de R$ 170 milhões na construção
da sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.
Durante a sessão que
cassou Estevão, o placar eletrônico do plenário
foi violado por ACM, então presidente da Casa, e pelo então
senador tucano José Roberto Arruda. As disputas internas pela
presidência do Senado tragaram o hoje deputado federal Jader Barbalho
(PMDB-PA) para o turbilhão de escândalos que marcariam
o Senado em 2001.
Renúncias
No fim, ACM, Jader e Arruda renunciaram aos mandatos para não
evitar o risco de cassação. Hoje, Arruda e Estevão
são governador e vice do Distrito Federal. ACM voltou ao Senado
em 2002, e Jader buscou um mandato de deputado para reincorporar-se
ao Congresso.
Em 2007, foi a vez de Renan
Calheiros, então presidente da Casa, se envolver em um escândalo
por conta do pagamento de pensão de uma de suas filhas por uma
construtora. Renan escapou da cassação do mandato, mas
foi obrigado a renunciar à presidência.
Parlamentares excessivamente
identificados com a crise, como o senador Aloizio Mercadante (PT/SP),
líder da bancada, é talvez o exemplo mais eloquente.
Sua decisão de deixar
a liderança, de acordo com ele irrevogável, foi revista
menos de 24 horas depois do anúncio público, após
uma "conversa franca" com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
Na sexta-feira (21), Mercadante
subiu à tribuna para anunciar que desistira de renunciar à
liderança.
Setores do PT de São
Paulo já falam em lançar a candidatura da ex-prefeita
Marta Suplicy, que, tendo a militância a seu lado, poderia tirar
votos de Mercadante. Romeu Tuma (PTB/SP) é o outro senador que
encerra seu mandato agora e, segundo analistas, não deve ser
reeleito. Como tem candidato forte a governador, o PSDB deve eleger
senador.
Reeleição
difícil
Mercadante, acreditam analistas e mesmo correligionários, terá
uma eleição dura. Situação bem distinta
de Renan, que liderou o bloco parlamentar que defendeu Sarney e ficou
conhecido como Tropa de Choque.
"Para um candidato que
tem um eleitorado mais homogêneo e concentrado, como o Renan,
os impactos da crise não serão tão grandes",
diz Alberto Almeida, diretor geral do Instituto Análise, que
atua na área de pesquisas de mercado e opinião pública.
"Na outra ponta, Mercadante deve sofrer mais".
Almeida, no entanto, minimiza
os efeitos da crise sobre a reeleição dos senadores. Para
ele, as alianças regionais e, principalmente, os candidatos a
governador que estarão na mesma chapa, têm um peso maior.
"O Senado é uma
Casa meio nebulosa para a população, boa parte do eleitorado
vota no senador por conta do candidato ao Governo, por isso a campanha
ao Senado tem o menor custo em relação ao volume de votos
obtidos", diz.
Impactos
da crise
O senador Demóstenes Torres (DEM/GO), que atuou ativamente pelo
afastamento de José Sarney, concorda com Almeida, mas acredita
que, desta vez, os impactos da crise serão sentidos por todos,
independente das alianças.
"O índice
de renovação será altíssimo, será
uma eleição muito dura", diz. Para ele, os problemas
do Senado chegaram a um ponto de saturação inédito.
"A crise atual é resultado de problemas antigos que não
foram resolvidos no passado e a coisa chegou a um ponto insustentável,
de descrença da população", afirma. (Fonte:
Valor Econômico)
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CUT, 28 de agosto de 2009
Na próxima segunda-feira
Em Campanha Salarial, operários
da construção fazem paralisação de advertência
em Porto Velho
Escrito por Leonardo Severo
Sem reajuste salarial desde maio de 2008, cerca de 13 mil operários
da construção civil de Porto Velho-RO vão cruzar
os braços por 24 horas na próxima segunda-feira (30/8),
para exigir do patronato a imediata abertura de negociação.
Conforme Adenilton Salton Borges, liderança da categoria na Bahia,
destacada pela Conticom/CUT (Confederação Nacional dos
Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da
Madeira) para auxiliar na mobilização, será uma
paralisação de advertência para garantir que os
empresários sentem à mesa e reflitam sobre a pauta de
reivindicação da categoria. "Haviam agendado uma
reunião para esta quinta-feira (27/8) e, novamente, empurraram
com a barriga. A greve de 24 horas servirá para que os patrões
de todo o Estado de Rondônia pensem duas vezes antes de uma nova
negativa", declarou.
A antiga direção
do Sindicato foi afastada pela Justiça devido a uma extensa lista
de irregularidades. Diante disso, o Ministério Público
Federal nomeou provisoriamente como administrador do Sindicato o procurador
Anderson Cláudio de Melo Machado, que está organizando
o processo eleitoral e a negociação salarial.
Como o patronato se utilizou
da diretoria pelega para não conceder reajustes e, posteriormente,
se aproveitou do fato da entidade estar acéfala para manter os
salários congelados, a categoria decidiu ir à luta. Os
cerca de dez mil operários que trabalham nas obras de construção
das usinas hidrelétricas do Rio Madeira, empregados dos consórcios
liderados pela Odebrecht (Usina Santo Antônio) e Camargo Correa
(Usina Jirau), puxaram o movimento, ao que se somaram outros três
mil operários que trabalham na capital, particularmente na empresa
Andrade Gutierrez, responsável pelas obras do esgotamento sanitário.
Ao todo, atuam em Porto Velho 30 mil operários da construção.
"Foram os operários,
desde o seu local de trabalho, que pautaram esta paralisação.
A reivindicação principal é o aumento real de salário.
Defendemos piso de R$ 1.250,00 para o pedreiro e de R$ 750,00 para o
ajudante. Hoje, eles recebem respectivamente R$ 750,00 e R$ 500,00.
Além disso, defendemos cesta básica e assistência
médica para todos os companheiros", informou Adenilton.
Na avaliação
do presidente da Conticom/CUT, Waldemar de Oliveira, "não
há nenhuma justificativa, a não ser a enorme sede de lucro,
para que estas grandes empresas, beneficiadas por uma enorme injeção
de recursos públicos, continuem mantendo uma política
intransigente, de arrocho salarial e de precarização".
Da nossa parte, concluiu, "vamos ampliar a solidariedade de Norte
a Sul do país e colocar pressão para garantir direitos
e avançar nas conquistas".
Atualizado em ( 27/08/2009 )
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CUT, 28 de agosto de 2009
PEC 270
Audiência aponta unanimidade no
apoio à aposentadoria integral por invalidez
Escrito por Condsef
A Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço
Público Federal) foi uma das entidades convidadas a compor a
mesa da audiência pública que discutiu, nesta quarta-feira,
26, proposta de emenda à Constituição (PEC) 270
na Câmara dos Deputados. O diretor da entidade, Sérgio
Ronaldo da Silva (foto), falou sobre a luta da Condsef e suas filiadas
em busca da garantia de concessão de aposentadoria integral a
servidores afastados por invalidez permanente. Todas as entidades presentes
à audiência foram unânimes ao defender a aprovação
urgente da PEC. Diante da investida dos movimentos organizados, o relator
da PEC, deputado federal Arnaldo Faria de Sá, informou que é
intenção da comissão criada para proferir parecer
sobre a PEC 270 aprovar o texto da forma como foi proposto pela autora,
deputada Andreia Zito. O objetivo é dar agilidade ao fechamento
do relatório final da comissão para corrigir a injustiça
promovida pelo governo com esses servidores quando da publicação
da Emenda Constitucional (EC) 41.
Faria de Sá também
mencionou que é provável que com a aprovação
da PEC 270, os servidores aposentados por invalidez permanente não
precisem aguardar aprovação da PEC 555/2006 que ainda
aguarda constituição de comissão temporária
na Câmara dos Deputados. "Esta agilidade realmente interessa
a esses trabalhadores que estão vivendo em condições
precárias no momento em que mais necessitam de auxílio
e cuidados especiais", pontuou Sérgio Ronaldo.
A PEC 270/08 garante aposentadoria
integral por invalidez permanente, quando decorrente de acidente em
serviço, moléstia profissional ou doença grave,
contagiosa ou incurável, especificada em lei, a partir de 2004.
Para ter direito à integralidade, ou seja, à paridade,
os servidores devem ter ingressado no serviço público
até 16 de dezembro de 1998.
Desesperados - Em relatos recebidos
pela Condsef por parentes, fica clara a situação absurda
que o governo vem obrigando esses servidores e suas famílias
a enfrentar. Acometidos por doenças graves e impedidos de voltar
a trabalhar em qualquer atividade, muitos servidores tiveram seus salários
reduzidos em mais de 50%.
Por não concordar
com a continuidade desta política "genocida" a Condsef
vai intensificar a campanha pela aprovação da PEC 270/08.
Para a Condsef, o governo não pode colocar esses trabalhadores
e trabalhadoras em situações humilhantes. A entidade orienta
sias filiadas a ampliar a pressão junto aos parlamentares em
seus estados para garantir a aprovação urgente desta PEC.
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AGÊNCIA DIAP, 28 de
agosto de 2009
Acordo entre Governo e centrais altera
cálculo de tempo de aposentadoria
Agência DIAP
O ministro da Previdência
Social, José Pimentel disse, nesta quarta-feira (26), que os
trabalhadores poderão acrescentar cerca de 20 meses do seguro-desemprego
no seu tempo de serviço. A novidade faz parte de acordo fechado
na noite de anteontem entre o Governo e as centrais sindicais.
Segundo previsão do ministro,
o seguro desemprego será pago, durante a vida profissional, entre
quatro a cinco vezes, durante três a cinco meses. O benefício
poderá chegar a dois salários mínimos, com desconto
previdenciário na fonte entre 8% e 11%, como acontece com o salário-maternidade.
Outro ponto que ele destaca,
acordado com as centrais sindicais, é que as empresas terão
que garantir a contribuição previdenciária durante
12 meses para o trabalhador que está prestes a se aposentar e
àquele que for demitido.
"Elas não ficarão
impedidas de demitir, mas vão ter que garantir o pagamento da
contribuição previdenciária, para não prejudicar
o trabalhador na hora de se aposentar, quando estiver no fim da linha",
explicou Pimentel.
Outra decisão tomada
na reunião entre o e os sindicalistas é que o empregador
que indenizar o trabalhador antecipadamente, dispensando-o do cumprimento
do aviso prévio, recolherá a contribuição
relativa aos 30 dias, que serão também computados no tempo
de serviço.
Pimentel comemorou outra decisão
tomada pelo e centrais: a fixação do reajuste das aposentadorias
e pensões da Previdência acima do salário mínimo,
à partir de 2010, com base na inflação anual, medida
pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais
50% da variação do Produto Interno Bruto (PIB) verificada
dois anos antes.
"Um fato que ocorre no
Brasil pela primeira vez, ou seja, a fixação antecipada
de um índice estável no reajuste, permitindo ganho real
aos beneficiários". O custo do reajuste, segundo ele, deverá
ficar em mais R$ 3 bilhões para a folha do no próximo
ano.
A aprovação de
critérios diferenciados para a aposentadoria de homens e mulheres,
com a soma do tempo de contribuição com a idade, que vai
estabelecer fatores entre 80 a 95 como base de cálculo para o
benefício, vai privilegiar as classes mais pobres, conforme o
ministro da Previdência.
Essa sistemática protegerá
o trabalhador no cálculo do benefício, levando em conta
que, após os 30 anos de idade, os salários das classes
mais humildes tendem a ser reduzidos. A média em vigor é
baseada em 80 salários e caiu no acordo para os últimos
70 salários.
O ministro da Previdência
destacou que o não poderia de forma alguma aceitar o projeto
do senador Paulo Paim (PT/RS) que prevê a computação
das 48 últimas contribuições para a aposentadoria,
calculando o benefício na média dos 36 maiores salários
desse período.
"Isso é inaceitável,
porque permitiria o ‘planejamento previdenciário', em detrimento
das classes mais pobres".
Segundo Pimentel, "uma
mulher rica contribuiria por 27 anos sobre um salário mínimo
e depois, nos últimos três anos que faltariam para chegar
ao tempo mínimo de 30 anos para se aposentar, ela contribuiria
com o percentual relativo ao teto, se candidatando ao benefício
máximo [hoje de R$ 3.218]".
E segue: "A aposentadoria
ocorreria, então, aos 46 anos de idade. Como a média de
vida da mulher é de 88 anos, ela iria receber o benefício
durante 42 anos, tendo contribuído apenas durante três
anos sobre o teto. O contribuinte é que pagaria essa conta".
As propostas aprovadas serão
levadas ao Congresso Nacional para inclusão em projetos que tramitam
sobre o tema. Os representantes do Governo e das centrais sindicais
também acertaram o reajuste para os aposentados e pensionistas
que ganham mais de um salário mínimo, a partir de janeiro
de 2010.
Com o aval do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, o aumento será calculado com
base na inflação acumulada, usando o Índice Nacional
de Preços ao Consumidor (INPC), mais 50% do Produto Interno Bruto
(PIB) do segundo ano anterior - mesmo sistema usado para o reajuste
do salário mínimo. (Fonte: Agência Brasil)
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AGÊNCIA DIAP, 28 de
agosto de 2009
Ministério da Previdência
detalha mudanças nas regras para aposentadoria
Parlamentares e centrais sindicais iniciaram, nesta quarta-feira (26),
uma corrida contra o tempo para garantir a aprovação imediata,
pelo Congresso, do acordo celebrado na terça-feira (25), em favor
dos aposentados, dos desempregados e, em geral, dos trabalhadores.
A primeira etapa a vencer -
e a mais fácil e rápida - para que o acordo vigore no
ano que vem é a redação, pelo deputado Pepe Vargas
(PT/RS), da nova proposta a ser submetida aos plenários da Câmara
e do Senado.
Leia, abaixo, o que vai mudar
na Previdência com a aprovação do acordo, segundo
nota distribuída à noite passada pela Previdência:
Reajuste
dos benefícios
Como é: o valor das aposentadorias e pensões é
corrigido pelo índice da inflação (INPC)
A mudança: Quem receber
benefício de valor igual ao salário mínimo terá
reajuste não apenas pela inflação, mas com o acréscimo
de 100% da variação do PIB no segundo ano anterior. Os
benefícios de valor superior ao do salário mínimo
serão reajustados igualmente pelo índice de inflação,
mas com acréscimo de 50% da variação do PIB.
A data-base do reajuste será
antecipada em um mês a cada ano.
Cálculo
de tempo para aposentadoria
Como é: o fator previdenciário inibe a aposentadoria precoce
penalizando, com perda de até 32% do benefício, quem se
aposenta cedo.
A mudança: o fator previdenciário
será substituído pela fórmula 95/85 ou 90/80 (esta
para professores e demais segurados especiais). Para ter direito à
aposentadoria integral, a soma da idade e do tempo de contribuição
terá que ser de 95 para o homem e de 85 para a mulher.
No caso de professores e outros
segurados especiais a soma terá que ser de 90 para os homens
e de 80 para as mulheres. Quem quiser a aposentadoria proporcional antes
da idade mínima ou do tempo de 35/30 anos de contribuição,
terá nova fórmula para calcular o benefício.
Cálculo
do valor da aposentadoria
Como é: é utilizada a média dos 80% maiores salários
de contribuição.
A mudança: passará
a ser usada a média dos 70% maiores salários de contribuição,
a partir de julho de 1994.
Situação
dos desempregados
Como é: em caso de desemprego, a contagem de tempo para aposentadoria
é suspensa. Estima-se que, entre um emprego e outro, o trabalhador
perde até dois anos quando completa os requisitos para se aposentar.
A mudança: a contagem
do tempo não será suspensa em caso de desemprego e nem
de aviso prévio. O vai descontar do seguro-desemprego a contribuição
previdenciária.
Proteção
contra demissões
Como é: não existe qualquer amparo legal contra demissão
de trabalhador próximo da aposentadoria.
A mudança: o trabalhador
terá garantia de emprego durante o período de 12 meses
que lhe falta para a aposentadoria. (Fonte: Brasília Confidencial)
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
28/08/2009
Honorários são calculados
pelo valor total da condenação
A Seção Especializada
em Dissídio Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
manteve o seu posicionamento jurisprudencial ao decidir que a base de
cálculo dos honorários advocatícios deve recair
sobre o valor líquido da condenação, e não
sobre o valor líquido devido ao reclamante. O valor líquido
da condenação, previsto no artigo 11, parágrafo
1º da Lei nº 1060/50, refere-se ao valor apurado na liquidação
da sentença (isto é, o cálculo propriamente dito
da condenação). O valor líquido devido ao reclamante
é o montante efetivamente pago ao trabalhador, após os
descontos previdenciários e fiscais. A decisão foi tomada
no julgamento de embargos do Banco Safra S/A, que visava reformar acórdão
da Primeira Turma do TST.
Ao apreciar, anteriormente,
o recurso de revista, a Primeira Turma do TST se posicionou no sentido
de que os honorários devem ser calculados com base no valor líquido
apurado em execução de sentença, sob o entendimento
de não haver amparo legal para se excluir da base de cálculo
quaisquer deduções – entre eles os descontos fiscais
e previdenciários. O recorreu então à SDI-1, sob
a alegação de que o termo “líquido”
previsto em lei se referia à importância efetivamente paga
ao autor.
A decisão da Primeira
Turma, porém, foi confirmada por unanimidade pela SDI-1. O relator,
ministro Horácio de Senna Pires, observou que o TST está
“consolidando jurisprudência no sentido de que a norma do
parágrafo 1º do artigo 11 da Lei nº 1.060/50, ao dispor
que os honorários serão fixados à base de 15% sobre
o líquido apurado na execução da sentença,
refere-se ao valor apurado, e não ao valor líquido recebido
pelo reclamante. “Assim, se na apuração dos honorários
o valor não deduz os descontos previdenciários e fiscais,
a pretensão da empresa está superada pela jurisprudência,
concluiu, citando vários precedentes no mesmo sentido. (E-ED-RR
1834/2001-104-03-00.9)
(Dirceu Arcoverde)
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28/08/2009
Técnico de computador consegue adicional
de periculosidade
O trabalhador que realiza tarefas
de instalação e manutenção de redes elétricas
de computadores em condições de risco tem direito a receber
adicional de periculosidade. Foi a partir desse entendimento que a Primeira
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por unanimidade de votos, rejeitou
(não conheceu) recurso de revista da Scopus Tecnologia S.A. contra
condenação ao pagamento de adicional de periculosidade
a ex-empregado da empresa.
O relator do processo, ministro
Vieira de Mello Filho, destacou que o laudo do perito oficial apurou
que as funções do empregado eram realizadas em condições
de risco, e a empresa não apresentou testemunha que contrariasse
a opinião técnica. Portanto, para decidir de forma diferente
da Justiça do Trabalho da 3ª Região (MG), que reconheceu
o direito do empregado ao adicional de periculosidade, o TST necessitaria
reexaminar provas dos autos – o que não é possível
nessa instância extraordinária.
Durante o julgamento, o advogado
da empresa argumentou que o laudo pericial confirmou o trabalho em rede
elétrica porque a rede de computador é eletrificada, mas
a atividade do empregado não integrava o sistema elétrico
de potência que autoriza a concessão do adicional de periculosidade.
Para a defesa, o empregado exercia tarefas como qualquer técnico
em manutenção de rede elétrica de computador, ou
seja, em ponto de consumo, inexistindo área de risco.
No entanto, segundo o relator,
o pagamento do adicional não estava restrito às atividades
do sistema elétrico de potência, e abrangia também
a produção, transmissão e distribuição
de energia, como já observara o Regional. Do contrário,
fugiria à função social da norma. Além do
mais, a legislação sobre a matéria (Lei nº
7.369/1985 e Decreto nº 93.412/1986) exige comprovação,
por meio de perícia, do trabalho com equipamento ou em instalações
elétricas em situação de risco – requisitos
que foram cumpridos pelo trabalhador. ( RR 779.736/2001.2)
(Lilian Fonseca)
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28/08/2009
Ausência de perícia não
impede pagamento de insalubridade
“A realização
de perícia é obrigatória para a verificação
de insalubridade. Quando não for possível sua realização,
como em caso de fechamento da empresa, poderá o julgador utilizar-se
de outros meios de prova”. É o que estabelece a jurisprudência
do Tribunal Superior do Trabalho (Orientação Jurisprudencial
nº 278 da SDI-1), e, com base nela, a Oitava Turma do Tribunal
rejeitou o recurso da Pharmacia Brasil Ltda. contra condenação
ao pagamento do adicional de insalubridade no grau médio a duas
ex-empregadas aposentadas.
As empregadas ajuizaram ação
na Justiça do Trabalho visando ao recebimento do adicional, por
terem trabalhado em locais com exposição a ruídos
acima de 85 decibéis e terem tido contato com alguns agentes
químicos. A sentença de primeiro grau indeferiu os pedidos,
mas o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), ao
julgar recurso ordinário, entendeu necessária a realização
de perícia. O artigo 195 da CLT prevê que, nas ações
trabalhistas com pedido de adicional de insalubridade, o juiz deverá
designar perito especializado para averiguar tais condições,
pois somente o perito, com conhecimento técnico, poderá
atestar se a atividade desenvolvida pelo empregado é perigosa
ou não.
Ao ajuizar a ação,
as empregadas já estavam aposentadas, e o local em que trabalharam
havia sido desativado. Elas solicitaram que se considerassem as demais
provas reunidas no processo, como os laudos individuais, concedidos
pela empresa para fins de aposentadoria especial. Com base no PPP –
Perfil Profissiográfico Previdenciário, emitido pelo INSS,
o Regional comprovou o trabalho em atividades insalubres (com excesso
de ruído) durante toda a jornada e sem o uso de protetor auricular,
e deferiu, assim, o adicional em grau médio, com reflexos nas
demais verbas, calculado sobre o salário mínimo da região.
Ao examinar recurso de revista
da empresa, a relatora no TST, ministra Dora Maria da Costa, chegou
à mesma conclusão. “O TRT considerou válida
a perícia que alicerçou o laudo da aposentadoria especial,
pois o local de trabalho já havia sido desativado”, afirmou.
A ministra citou o Regional para explicar que, embora a finalidade do
PPP somente tenha sido normatizada em 2003, os laudos individuais realizados
pelas empresas para concessão de aposentadoria especial são
realizados de forma individual, por profissionais qualificados e registrados
junto ao Ministério do Trabalho, com o aval da empresa –
que, ao assiná-los, assume as condições de trabalho
ali descritas. ( RR 2127/1999.204.01.00.3)
(Lourdes Côrtes)
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28/08/2009
Bancários do Itaú conseguem
manter plano de saúde gratuito
A Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou recurso do Banco Itaú contra decisão
que garantiu a seus empregados em Catanduva (SP) o direito a plano de
saúde gratuito. Ficou mantido, assim, entendimento do Tribunal
Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP), segundo
a qual o fornecimento gratuito de plano de saúde pelo empregador
por vários anos representa condição contratual
benéfica, que se incorpora ao contrato de trabalho, e não
pode ser suprimida.
De acordo com o relator do recurso
do Itaú no TST, ministro Alberto Bresciani, o motivo que ensejou
o acolhimento da ação ajuizada pelo Sindicato dos Empregados
em Estabelecimentos Bancários de Catanduva foi a supressão
do fornecimento gratuito do serviço médico, mediante convênio
firmado entre o Itaú e a Unimed, quando benefício já
havia se incorporado ao contrato de trabalho dos empregados, diante
do caráter de continuidade da vantagem recebida. De acordo com
o TRT, até fevereiro de 1989, o banco concedia plano de assistência
médica a seus empregados de forma integral. Após essa
data, passou a descontar dos salários os valores correspondentes.
O banco alegou impossibilidade de continuar arcando com os custos do
plano de saúde, em razão dos reajustes qualificados como
“abusivos, decorrentes do processo inflacionário”.
Para o TRT, tal declaração,
partindo de um banco, beirava a má-fé, em função
do notório crescimento do Itaú nos últimos anos
e dos sucessivos recordes de lucratividade. “Comparando-se com
as taxas de serviços e juros cobrados dos seus clientes (também
notórios), os valores das mensalidades dos planos de saúde
não podem ser considerados exorbitantes ou insuportáveis”,
afirmou o Regional. “Além do que, o aumento dos planos
de saúde e o processo inflacionário, na época,
não eram imprevisíveis. O banco deveria ter previsto eventuais
elevações nos custos antes de ofertar o plano de saúde
a seus colaboradores”. O TRT determinou que o banco não
mais desconte os valores referentes ao plano e restitua os descontos
já efetuados.
No recurso ao TST, a defesa
da instituição sustentou a impossibilidade de incorporação,
ao salário dos empregados, do plano de assistência médica,
porque tal parcela não constitui salário in natura. Alegou
ofensa ao artigo 458 da CLT, que dispõe que a assistência
médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente
ou mediante seguro-saúde, não é considerada salário
in natura . “Não se constata, na espécie, qualquer
possibilidade de ofensa direta ao referido dispositivo, porque, o Regional,
ao decidir, não reconheceu a natureza jurídica salarial
da parcela em foco”, afirmou Bresciani. (RR 359/1992-028-15-85.0)
(Virginia Pardal)
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28/08/2009
Frigorífico deverá indenizar
família de empregado assassinado
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho rejeitou (não conheceu) recurso do Frigorífico
Cabral Ltda. contra condenação imposta pela Justiça
do Trabalho de Campinas de pagamento de indenização por
danos morais por culpa na morte do empregado, assassinado em serviço.
O trabalhador era contratado do frigorífico desde 1973 na função
de encarregado industrial, mas exercia também outras tarefas,
como as de vigia patrimonial, administrador e representante da empresa
perante órgãos públicos e particulares.
Em 1995, o Frigorífico
paralisou suas atividades, mas manteve o empregado para cuidar do patrimônio
das dependências, responder correspondências e receber fiscais.
Ele se dirigia à empresa todos os dias, inclusive aos domingos.
Quatro vigilantes, que até então faziam a segurança
do local, foram dispensados por ele, com aval do dono do frigorífico.
Em dezembro de 1999, em torno das 19h, o vigia foi encontrado sem vida
no escritório da empresa, assassinado a tiros. Diante do fato,
sua esposa ingressou com ação trabalhista com pedido de
danos morais e materiais pela negligência da empresa em não
fornecer segurança no ambiente de trabalho, sobretudo porque
o local era situado em local distante e havia sido invadido e roubado
por delinquentes.
A sentença da 2ª
Vara do Trabalho de Assis (SP) rejeitou o pedido da viúva, entendendo
que o trabalhador foi vítima da violência urbana cotidiana,
sem que a empresa tivesse responsabilidade pela sua morte. O Tribunal
Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP), por sua
vez, reformou a sentença e condenou o Frigorífico ao pagamento
de danos morais à viúva, estabelecendo culpa concorrente
do empregado, por ter dispensado os vigias. A empresa recorreu então
ao TST.
O relator do recurso na Sexta
Turma, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, destacou em seu voto
que a decisão do TRT/Campinas não havia violado dispositivos
do Código Civil nem da Constituição. “A decisão
regional está fundamentada na culpa lato sensu do empregador
– aquela que abrange todo comportamento, intencional ou não,
contrário ao direito. No caso, envolve o direito à vida,
no sentido de que cabe à empresa manter a segurança dos
seus empregados no local de trabalho”, explicou. “Segundo
a delimitação da matéria pelo TRT, o empregado
foi deixado a cuidar de instalações desativadas e vítima
de homicídio no local de trabalho (dano), havendo conduta ilícita
do empregador em não providenciar meios de segurança a
propiciar o exercício das atividades do empregado (conduta- nexo
causal)”, concluiu. ( RR-212/2005-100-15-00.6)
(Alexandre Caxito)
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28/08/2009
Falta do número de processo na guia
DARF não invalida recolhimento
O preenchimento correto da guia
DARF com o fim de recolher as custas processuais exigidas na interposição
de recurso ordinário na Justiça do Trabalho independe
de constar nela o número do processo a que se refere. Foi o que
decidiu, por maioria de votos, a Quinta Turma do Tribunal Superior do
Trabalho, ao julgar recuso da empresa paulista Inapel Embalagens contra
decisão desfavorável do Tribunal Regional do Trabalho
da 2ª Região (SP), que invalidou o recolhimento das custas
do seu recurso ordinário pela falta do número do processo.
O caso começou quando
a Inapel recorreu ao Regional tentando reverter sentença da primeira
instância que a condenou a pagar verbas rescisórias a um
empregado demitido sem justa causa. No entendimento do TRT/SP, a falta
do número do processo na guia não permitiria “a
imediata identificação do processo a que corresponde”,
o que o inviabilizaria o seu processamento.
Para o ministro Emmanoel Pereira,
relator do recurso de revista no TST, a decisão regional ofendeu
“os princípios constitucionais do devido processo legal,
do contraditório e da ampla defesa”. O ministro defendeu,
“pelo princípio da boa-fé”, o entendimento
de que não se deve exigir do recorrente aquilo não especificado
em lei – e o artigo 789, parágrafo 1º, da CLT, exige
apenas que o pagamento ocorra no prazo e de acordo com o valor fixado
na sentença, requisitos que foram atendidos no caso.
O relator transcreveu vários
precedentes, julgados naquele sentido, pela Seção Especializada
em Dissídios Individuais do TST – o órgão
uniformizador da jurisprudência do Tribunal – e explicou
que os valores recolhidos pela empresa, por meio da guia DARF, estão
à disposição da Receita Federal, de modo que não
se pode alegar que houve “irregularidade formal suficiente a tornar
sem efeito o recolhimento das custas”. Por maioria de votos (vencida
a ministra Kátia Arruda), a Quinta Turma determinou que o processo
seja devolvidos ao TRT, para que examine o recurso ordinário
da empresa. ( RR 2290/2005-315-02-00.1)
(Mário Correia)
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