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Agência Diap, 29
de agosto de 2009
Trabalho: isenção
de imposto em férias e abono salarial são aprovados
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou,
na ÚLTIMA quarta-feira (26), a determinação de que
o abono de férias não tem natureza salarial e está isento
do Imposto de Renda.
O abono é o valor recebido quando o trabalhador "vende" uma
parte do período de repouso a que tem direito.
O texto aprovado foi o substitutivo do relator, deputado
Paulo Rocha (PT/PA), ao Projeto de Lei 6.756/06, do deputado
Vicentinho (PT/SP).
O relator deixou explícita na Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43) a natureza
do abono e sua isenção do IR.
Paulo Rocha também acrescentou na CLT a determinação
de que o abono de férias não constitui base
de incidência de contribuição para
a Seguridade Social e para o Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço.
Projeto original
A proposta original prevê o parcelamento das antecipações
salariais pagas voluntariamente pelo empregador ou em decorrência
de negociação coletiva quando, somadas à remuneração,
o valor exceder os limites de isenção do Imposto de Renda.
De acordo com Vicentinho, com a incidência do IR,
boa parte desses benefícios vão para a tributação,
frustrando os trabalhadores.
O relator argumenta que tais abonos - como acréscimos
por produtividade ou participação nos lucros,
por exemplo -, já são isentos de qualquer
tributação.
A isenção, segundo ele, está prevista
na Lei 10.101/00, razão pela qual ele retirou o
termo "abonos" de artigo da CLT a fim de que
um mesmo assunto não seja tratado em mais de uma
lei e, dessa forma, "venha a ocasionar interpretações
diversas".
Dessa forma, o relator entendeu que a melhor solução
seria prever na CLT o que, segundo ele, já constitui
entendimento dos tribunais superiores, como a não
incidência de Imposto de Renda sobre o abono salarial.
A matéria que tramita em caráter conclusivo,
segue para análise da Comissão de Constituição
e Justiça da Casa.
Sindicatos
O PL 4.593/04, que propõe a isenção da contribuição
do PIS/Pasep e a remissão de créditos tributários
dos programas e de Cofins para os sindicatos de trabalhadores, também
foi aprovado na quarta-feira.
O deputado Vicentinho (PT/SP), autor da proposta, defendeu
o projeto dizendo que o PIS/Pasep deve incidir sobre instituições
que têm lucro. "Sindicato não tem lucro
e, portanto, não pode ter que contribuir para os
programas".
O ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores
(CUT) afirmou ainda que a situação financeira
destas entidades não é boa.
"Dispondo de mais recursos, elas poderão desempenhar
melhor suas antigas e novas funções, o que
contribuirá para elevar a qualidade de vida de milhões
de brasileiros".
Segundo o relator, deputado Pedro Henry (PP/MT), no entanto,
a medida não seria eficaz, já que as contribuições
de que se pretende isentar e remitir as entidades sindicais
constituem receitas da seguridade social.
"Assim, o ônus decorrente desses atos recairá sobre
toda a coletividade", concluiu.
O deputado Eudes Xavier (PT/CE) se manifestou a favor
da isenção da contribuição. "Sindicato
não é empresa, é ferramenta de defesa
dos direitos constitucionais dos trabalhadores".
O relatório pela rejeição do deputado
Pedro Henry passou a ser voto em separado, enquanto o novo
parecer pela aprovação, a ser escrito pelo
deputado Roberto Santiago (PV/SP), foi o vencedor da votação.
Contribuição sindical do servidor
O projeto de decreto legislativo (PDC) 862/08, do deputado Raul Jungmann
(PPS/PE), que susta a Instrução Normativa 1, de 30 de
setembro de 2008, do Ministério do Trabalho e Emprego determina
a obrigatoriedade de recolhimento da contribuição sindical
dos servidores públicos da Administração federal,
estadual e municipal não foi analisado pelo colegiado devido
a pedido de vistas dos deputados Laerte Bessa (PMDB/DF) e Thelma de
Oliveira (PSDB/MT).
O relator da matéria, deputado Roberto Santiago
(PV/SP) apresentou parecer contrário ao projeto.
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Amazônia.org, 29
de agosto de 2009
Governo estuda criar
o 'bolsa-floresta'
Consultores do Ministério do Meio Ambiente (MMA) apresentaram
proposta à equipe econômica do governo que prevê a
criação de uma espécie de mercado nacional de carbono,
com um valor mínimo para cada tonelada de emissão evitada.
Assim, famílias, cooperativas e grupos que preservarem a floresta
terão direito a um recurso, algo como uma "bolsa-floresta",
por prestação de serviços ambientais.
O argumento utilizado para justificar a medida é o de que a floresta
em pé tem um valor que pode ser calculado por aquilo que ela deixa
de emitir de CO². Além disso, quem a preserva pode receber
recursos financeiros por isso e ainda saber previamente com quanto dinheiro
contará. A idéia está sendo discutida com o Ministério
da Fazenda.
A proposta parte da idéia da criação
de um estoque nacional de carbono não emitido. Cada
tonelada teria um valor mínimo, a ser calculado
pelo governo, que seria revertido a quem preservou. Isso
não quer dizer que o governo irá pagar a
todos que deixem de desmatar. Ao final de um ano, uma empresa
ou associação que obteve determinado crédito
pode vendê-lo em um futuro mercado internacional
de créditos de carbono, se obtiver um preço
além do mínimo estabelecido pelo governo.
Mas, com esse modelo, uma família que dificilmente
teria acesso a esse mercado também poderia receber
pela preservação.
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Vermelho, 29 de agosto
de 2009
Paim: Câmara deve
resolver impasse para fator previdenciário
O senador Paulo Paim (PT-RS), autor do projeto que extingue o fator previdenciário,
lamentou o impasse sobre o reajuste das aposentadorias. Segundo ele,
o tema terá que ser enfrentado na Câmara. Ele acredita que
a proposta alternativa ao projeto pelo fim do fator previdenciário
apresentada pelo governo poderia ser maior. "O impacto nas contas
públicas não será tão grande e o governo
poderia dar mais", disse.
O parlamentar criticou o aumento correspondente à metade do PIB
(Produto Interno Bruto) para reajustar aposentadorias acima do salário
mínimo. Em troca, os aposentados abrem mão dos projetos
que tramitam no Congresso que trata de interesse da categoria.
Paim esclareceu que os três projetos de sua autoria,
aprovados no Senado por unanimidade - um propondo o fim
do fator; outro, a recuperação das perdas;
e outro em que o aposentado receba o mesmo percentual dado
ao salário mínimo (inflação
mais a variação do PIB) - não podem
ser retirados. Assim, caberá à Câmara
levar adiante os pleitos.
"O Senado fez o dever de casa e é um equívoco
pressionar os senadores. Se tem que haver movimento e mobilização
por um acordo melhor, isto tem que ser feito na Câmara",
aconselhou.
Discordâncias
A Confederação Brasileira de Aposentados
e Pensionistas (Cobap), entidade que representa os aposentados,
se retirou das negociações com o governo
por discordar da proposta. A Confederação
dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB), uma
das seis centrais sindicais, que acompanharam as negociações,
também discorda da proposta do governo.
Depois que recebeu os dados dos gastos da seguridade
social apresentados pelo Ministério da Previdência
com o reajuste, da ordem de R$3 bilhões, Paim assegura
que o impacto é "insignificante". "Se
dizem que cada ponto percentual de reajuste representa
um bilhão, em vez de dar reajuste de 6,27% o governo
desse 8,7%, seriam dois bilhões a mais. Então,
com 5 bilhões de reais o governo resolveria o problema
dos aposentados e pensionistas", ponderou.
O senador explicou que o que está em negociação
neste momento é a recuperação dos
benefícios dos aposentados pelo número de
salários mínimos, mas em cinco anos. "Acontece
que a pessoa ganhava três salários mínimos
e vai ter reajuste ao longo de cinco anos para voltar a
ganhar três. Aí vem o terrorismo absoluto,
de que se gastará 50 bilhões, 60 bilhões
de reais. Porque não se fala do gasto específico
do fator?” questionou.
De Brasília
Márcia Xavier
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Gazeta do Povo, 29 de agosto
de 2009
Inflação
Índice do aluguel
registra deflação em agosto
Trata-se do sexto mês consecutivo
em que o IGP-M apresenta taxa negativa. Preços no atacado mostram
que recessão não acabou
São Paulo - A deflação registrada pelo Índice
Geral de Preços – Mercado (IGP-M) nos últimos seis
meses confirma que o processo de recuperação da economia
mundial é gradual e ainda não foi suficiente para eliminar
totalmente os efeitos da recessão sobre os preços. “O
fim da recessão não pode ser medido por uma recuperação
na margem. Ainda há um hiato na economia, que está diminuindo,
mas ainda estamos longe da situação normal”, afirma
o coordenador de análise de dados da Fundação
Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.
Ontem, a FGV divulgou que o índice, bastante usado para reajustar
contratos de aluguel. teve deflação de 0,36% em agosto,
após registrar deflação de 0,43% em julho. A instituição
anunciou também os resultados dos três indicadores que
compõem o IGP-M: o Índice de Preços por Atacado
(IPA) caiu 0,61% este mês, após apresentar queda de 0,85%
em julho; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve
aumento de 0,16% em agosto, em comparação com a alta
de 0,34% no mês passado; já o Índice Nacional de
Custo da Construção (INCC) registrou taxa positiva de
0,01% em agosto, em comparação com a alta de 0,37% apurada
em julho.
A percepção da economia ainda fraca, segundo Quadros,
pode ser observada no comportamento dos preços de bens de investimento – que
reúnem máquinas e equipamentos, caminhões e ônibus.
Esses preços recuaram 0,17% em agosto, ante queda de 0,07% em
julho. “A demanda por investimentos está pequena, em grande
parte porque a exportação está menor”, afirma
o coordenador da FGV. “O setor de bens de capital terá o
ciclo recessivo mais longo.”
As matérias primas brutas, que também integram o IPA,
por sua vez, mantiveram a trajetória de queda de preços,
em parte como reflexo dos preços das commodities, mas também
diante da redução da demanda. Nesse grupo, estão
a soja, cuja deflação foi intensificada de 3,32% em julho
para 3,95% em agosto; e o trigo, que caiu 6,32% em agosto e 1,71% em
julho.
Tendências
Segundo Quadros, a tendência de redução das taxas
negativas do IGP-M, indicada no resultado de agosto, deve se manter
nos próximos meses. E, dentro de dois ou três meses, a
taxa do indicador deve voltar a mostrar sinal positivo.
Embora as commodities estejam em processo de recuperação
de preços – o que influencia diretamente os preços
no atacado e, indiretamente, preços ao consumidor –, a
valorização cambial, de cerca de 20% no ano, tem servido
de “freio” ao indicador. “Mas, nos próximos
meses, os preços internacionais devem se transmitir para os
preços internos, e deveremos sair da deflação,
possivelmente em dois ou três meses”, afirma.
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Folha de S.Paulo, 29 de
agosto de 2009
Senado paga R$ 5 mi
por hora extra
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em julho, mês em que houve apenas oito sessões
deliberativas no plenário, o Senado pagou R$ 5 milhões
por hora extra a seus servidores.
A Casa entrou em recesso parlamentar no dia 18 de julho e, nas duas
semanas que antecederam esta data, foram feitas oito sessões
no plenário de terça a quinta-feira, quando é possível
receber hora extra depois das 20h30.
Em julho do ano passado, o Senado pagou R$ 4,4 milhões por hora
extra. A Direção Geral da Casa não explicou o
motivo de o valor ter aumentado este ano, quando não foram votados
projetos relevantes no plenário por causa da crise que atinge
a instituição.
Em nota, o Senado afirmou que "a secretaria de Recursos Humanos
providenciará para que, havendo incorreções [no
pagamento de julho], haja compensação a ser ressarcida
no mês de setembro aos cofres do Senado". A informação
sobre o pagamento de hora extra foi publicada ontem no "Correio
Braziliense".
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Folha de S.Paulo, 29 de
agosto de 2009
Orçamento social
passa a ser deficitário
Pela 1ª vez na década,
despesas em áreas como previdência e saúde
superaram receitas das contribuições criadas
para financiá-las
Entre janeiro e julho, deficit chegou
a R$ 19 bilhões, o equivalente ao desembolso de
um ano e meio do programa Bolsa Família
GUSTAVO PATU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Deixados para trás os recordes de arrecadação
do ano passado, os resultados do Tesouro Nacional explicitam
que o orçamento social do governo passou a ser deficitário
pela primeira vez desde a década de 90. Levantamento
feito pela Folha aponta que, de janeiro a julho, as despesas
com previdência, saúde, assistência
e seguro-desemprego superaram em R$ 19 bilhões -o
equivalente a um ano e meio de Bolsa Família- as
receitas das contribuições criadas para financiar
esses programas.
Definido pela Constituição de 1988, o orçamento
da seguridade social reúne as políticas públicas
mais diretamente ligadas à subsistência das famílias,
além dos tributos cuja arrecadação não
poderia ser dirigida a outras áreas, caso das contribuições
cobradas sobre a folha de salários, o lucro e o faturamento
das empresas.
Graças a uma brecha constitucional de caráter provisório
criada em 1994, chamada DRU (Desvinculação de Receitas
da União), o governo foi autorizado a utilizar livremente 20%
desses recursos. Na apuração do resultado anual da seguridade,
porém, o Tribunal de Contas da União considera as receitas
integrais, critério seguido pela reportagem.
A seguridade mantinha saldo positivo até o ano passado, mesmo
com a inclusão, entre suas despesas, das aposentadorias do funcionalismo
federal, questionada por parte dos analistas do setor. Esse superavit
se tornou um dos principais argumentos dos opositores das propostas
de reforma da Previdência Social destinadas a reduzir os direitos
dos beneficiários.
Partidos autodeclarados de esquerda, setores do governo Luiz Inácio
Lula da Silva, sindicatos e economistas de linha heterodoxa argumentam
que não faz sentido calcular separadamente o saldo previdenciário
negativo. É preciso, afirmam, levar em conta todas as despesas
e receitas listadas pela Constituição.
A tese foi apresentada em um fórum oficial promovido em 2007
para debater a reforma. "O desequilíbrio orçamentário
está no orçamento fiscal, e não no orçamento
da seguridade social ou no orçamento da Previdência Social.
A seguridade não recebe recursos do orçamento fiscal,
ao contrário, parte substancialmente elevada de seus recursos
financia o orçamento fiscal", afirmou, na ocasião,
a pesquisadora Denise Gentil, hoje diretora-adjunta do Ipea (Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada). Procurada pela Folha, a economista
preferiu não comentar os novos números.
Mas o recém-surgido deficit do orçamento social não
serve de argumento apenas para os reformistas de pensamento liberal
que pedem redução de gastos; os números podem
ser usados também pelos que defendem o ajuste pelo lado da arrecadação,
caso dos governistas em campanha pela ressurreição da
CPMF.
Os dados apontam que o fim da cobrança da contribuição
sobre movimentação financeira ajudou, embora não
de imediato, na reversão do saldo positivo da seguridade. Em
2008, primeiro ano sem o tributo, o superavit foi preservado graças
aos surpreendentes resultados dos demais tributos, que superaram as
estimativas mais otimistas do governo e dos analistas. Nos anos anteriores,
teria havido deficit se excluída a CPMF.
Despesas
Neste ano, porém, não só a crise econômica
derrubou as receitas, como as despesas sociais cresceram a taxas dignas
de vésperas de eleição.
O reajuste de quase 6% acima da inflação para o salário
mínimo elevou aposentadorias, pensões, seguro-desemprego
e benefícios assistenciais a idosos e deficientes; o Bolsa Família
teve um aumento médio real de 4%; os servidores da área
social, a exemplo dos demais funcionários do Executivo, ganharam
novos planos de carreira.
Os gastos sociais, equivalentes a 12,16% do Produto Interno Bruto no
ano passado, subiram para 13,49% do PIB estimado para os primeiros
sete meses do ano. Os R$ 230,8 bilhões destinados à área
social representaram praticamente três quartos de todas as despesas
do governo no período, excluídos os encargos da dívida
pública.
A maior fatia do gasto social, de longe, é a das aposentadorias.
As pagas pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) somaram, de
janeiro a julho, R$ 120,6 bilhões, e as do funcionalismo federal,
R$ 35,1 bilhões. A área que mais cresce nos últimos
anos, porém, é a da assistência social, devido
a benefícios instituídos pelo Estatuto do Idoso e à criação
do Bolsa Família, ambos em 2003.
No cenário atual, a eventual criação da CSS (Contribuição
Social para a Saúde), nova versão da CPMF com alíquota
reduzida e receita prevista de R$ 10 bilhões anuais, seria insuficiente
para restabelecer o superavit da seguridade.
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Folha de S.Paulo, 29 de
agosto de 2009
RESIDÊNCIA
Construtora brasileira é a
maior entre América Latina e EUA
DA FOLHA ONLINE
A brasileira Cyrela é a maior empresa de construção
de edifícios residenciais em ranking que envolve América
Latina e Estados Unidos. A lista, da consultoria Economática,
considera as empresas de capital aberto e valores de mercado
fechados até a última quinta.
O valor de mercado da Cyrela fechou em US$ 4,898 bilhões, em
dados até anteontem. No pregão de ontem, as ações
da empresa na Bovespa fecharam a R$ 24,60, queda de 0,84%, seguindo
tendência das companhias do setor.
Para este ano, a Cyrela prevê lançamentos entre R$ 4,6
bilhões e R$ 5,1 bilhões, com projeção
de vendas nesse mesmo intervalo.
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Folha de S.Paulo, 29 de
agosto de 2009
Governo prepara plano
nacional para banda larga
Projeto prevê estímulos
aos empreendedores que levam internet ao interior do país
Governo pretende transformar internet
em serviço de valor agregado; ICMS de 35% poderá ser
substituído por ISS de 5%
DA REPORTAGEM LOCAL
O Plano Nacional de Banda Larga, que está prestes
a ser anunciado pelo governo federal, deverá incentivar
os pequenos e médios empreendedores da internet,
uma forma de fazer com que o acesso chegue a localidades
onde as operadoras não têm interesse comercial.
A justificativa do governo é a de que a banda larga ajuda a
promover o desenvolvimento econômico regional. Cálculos
do Banco Mundial indicam que a cada 10% de aumento de penetração
da banda larga, o PIB do país pode crescer 1,38%. Até 2018,
a Anatel prevê 160 milhões de conexões à internet
(fixas e móveis), dez vezes mais do que o total de hoje.
Além de estímulos específicos a esses pequenos
empresários, que ainda não foram definidos, o governo
pretende transformar a banda larga em serviço de valor agregado.
Se isso ocorrer, as empresas de internet não vão mais
recolher ICMS, imposto estadual que pode chegar a 35%, e passarão
a pagar ISS, imposto municipal de até 5%.
O governo estuda neste momento o impacto que a medida pode causar na
arrecadação dos Estados. A proposta encontra resistência
porque há unidades da federação em que o setor
de telecomunicações participa com até 12% da arrecadação,
segundo dados da Telebrasil (Associação Brasileira de
Telecomunicações).
A ideia da desoneração da banda larga surgiu há dois
meses na Secretaria Estratégica da Presidência da República. "Precisamos
estimular a inclusão digital", diz Daniel Vargas, ministro
da Secretaria.
Vargas afirma que a proposta não será transformada em
lei porque não é esse o papel da secretaria. "Só apresentamos
projetos e diretrizes ao presidente", diz. Segundo Vargas, o assunto
deve ser discutido com urgência até o final de 2009. Já estão
envolvidos nesse debate três ministérios: das Comunicações,
da Cultura e da Ciência e Tecnologia. "O desenvolvimento
econômico de áreas remotas está ligado à presença
das operadoras nesses locais. E hoje elas não estão",
diz Vargas.
Sem interesse comercial
Embora sejam obrigadas a levar a infraestrutura de acesso à internet
a todos os municípios do país, as teles só têm
interesse em fazer negócios com 62% dessas localidades.
" Apesar de o investimento para uma companhia desse porte ser pequeno em
cidades menores, os custos operacionais são proporcionalmente enormes.
Elas levariam muito mais tempo para amortizar o investimento em lugares com menos
demanda", diz Jefferson Sedlacek, sócio da i+, provedora de Manaus
(AM).
É por isso que o governo quer estimular os pequenos empreendedores. Há sete
anos, os acessos realizados por clientes dessas empresas não representavam
0,5% do total do país. Hoje já são 2,2%.
Em Macapá (PA), a TV Som está investindo US$ 250 mil
na compra de equipamentos e foi buscar o "link" de uma grande
operadora em Marabá (PA). A procura aumentou tanto que, em dois
anos, ela já contrata 25 megabytes de banda para espalhar o
sinal em sua região por ondas de rádio. (JULIO WIZIACK)
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Agência Senado, 29
de agosto de 2009
Senado vota reforma
eleitoral na próxima terça
Permissão para veicular na Internet propaganda paga e rejeição às
propostas de voto em trânsito e de voto impresso são algumas
das modificações sugeridas pelos senadores à proposta
de reforma eleitoral aprovada na Câmara dos Deputados. A matéria
deverá ser votada terça-feira (1º/8), em reunião
conjunta das comissões de Constituição, Justiça
e Cidadania (CCJ) e de Ciência, Tecnologia, Inovação,
Comunicação e Informática (CCT).
O parecer dos relatores nas comissões —Eduardo
Azeredo (PSDB-MG), pela CCT, e Marco Maciel (DEM-PE),
pela CCJ—, com a análise das 74 emendas
oferecidas ao projeto, foi lido na última quarta-feira
(26/8), mas um pedido coletivo de vista adiou a votação
do texto.
Os senadores têm pressa em deliberar sobre a matéria,
pois mudanças que alterem as regras das eleições
de 2010 precisam ser aprovadas e promulgadas pelo menos
um ano antes do pleito, ou seja, até 3 de outubro
deste ano.
Para que isso seja possível, conforme explicação
do presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres
(DEM-GO), as comissões precisam decidir sobre
a matéria na terça-feira, para que o Plenário
da Casa possa apreciar a proposta na quarta-feira (2)
e enviá-la, no mesmo dia, para a Câmara
dos Deputados.
Internet
Os relatores concordam com a proposta que veio da Câmara,
autorizando candidatos, partidos políticos e coligações
a explorarem a internet nas campanhas, como meio de comunicação
com o eleitor. No entanto, os senadores querem derrubar
a proibição dos deputados à veiculação
de anúncios na rede e à propaganda, mesmo
gratuita, em portais noticiosos e informativos da internet.
Eduardo Azeredo e Marco Maciel propõe a liberação
da propaganda eleitoral na rede, mas sugerem que esse
tipo de publicidade esteja restrita aos sites voltados à veiculação
de notícias, mantendo a proibição
para páginas de pessoas jurídicas cuja
atividade final não seja relacionada à oferta
de serviços de informação pela internet.
Permite-se, assim, que esse meio de comunicação,
ainda em desenvolvimento, receba mais investimentos.
E, sobretudo, fomenta-se a experimentação
da propaganda partidária em um meio cujas respostas
ainda não se conhecem - explicam os dois relatores.
No relatório, Azeredo e Maciel acolhem proposta
da Câmara permitindo a utilização
da internet para doações de pessoas físicas às
campanhas. Os eleitores preencherão um formulário
eletrônico e poderão também doar
usando cartão de crédito. Mas os senadores
vão além, sugerem a inclusão do
telefone como ferramenta adicional para facilitar as
doações.
Voto em trânsito
A permissão de voto ao eleitor que esteja fora
de seu domicílio eleitoral foi outro ponto de
discordância dos relatores em relação
ao projeto da Câmara. Os deputados aprovaram autorização
para o voto em trânsito em todo o território
nacional, por meio de urnas instaladas nas capitais dos
estados, conforme regulamentação a ser
editada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto,
Marco Maciel e Eduardo Azeredo foram contrários à medida
e apresentaram emenda mantendo o atual sistema —que
permite apenas a justificação do voto para
os que se encontram fora do seu domicílio eleitoral
no dia da votação. Eles explicam que a
medida seria de difícil aplicação.
Para que fosse consistente a votação em
trânsito, cada seção eleitoral do
país deveria ser capaz de identificar corretamente
o eleitor e notificar à seção de
domicílio daquele cidadão que o voto já foi
realizado. Além disso, seria necessário
que o sistema bloqueasse a realização de
votação em mais de uma zona eleitoral no
mesmo dia, sob pena de computar votos em duplicidade.
Voto impresso
Os relatores também rejeitaram proposta da Câmara
para adoção de voto impresso, sugerido
para que, ao término da votação,
a Justiça Eleitoral possa realizar auditoria por
amostragem aleatória. Os senadores argumentam
que "a utilização de componentes mecânicos
acoplados ou inseridos nas urnas eletrônicas aumentará drasticamente
a taxa de falha desse equipamento, o que poderá exigir
a votação em papel em diversas seções".
No entanto, para garantir a auditoria do resultado das
eleições, emenda dos dois relatores propõe
tornar disponíveis para os partidos, coligações
e candidatos 100% dos arquivos eletrônicos e das
urnas utilizadas nas eleições até 180
dias após o término do pleito.
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