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ESTADÃO.COM/ SÃO PAULO, 03
de setembro de 2009 | Economia
CEF emprestou à construção
R$ 23,2 bi no ano, afirma Lula
Presidente desafiou empresários a construir
1 milhão de habitações, meta do programa "Minha
Casa, Minha Vida"
Adriana Chiarini, da Agência
Estado
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse
nesta última terça-feira, 1, que, no acumulado de janeiro
a agosto deste ano, a Caixa Econômica Federal (CEF) emprestou
à construção civil R$ 23,2 bilhões, mais
do que em todo o ano passado, o que ele considerou "excepcional".
Na abertura do 81º Encontro Nacional da Indústria de Construção
Civil, na noite desta última terça-feira, no Rio de
Janeiro, Lula desafiou os empresários do setor a construir
um milhão de habitações, meta, sem prazo, do
programa do governo federal "Minha Casa, Minha Vida".
"Quero cadastrar um milhão
de casas até 2010, mas não quero saber quantas vamos cadastrar,
quero saber quantas vamos construir", disse ele, pedindo as habitações
prontas "para ontem". Segundo o presidente, não falta
dinheiro, mas às vezes falta projeto. Lula contou que os empresários,
inicialmente, propuseram construir 200 mil habitações
no programa.
De acordo com Lula, em seu governo
o patamar da construção civil mudou e o setor ainda terá
no futuro as obras ligadas à Copa do Mundo de 2014. Também
disse que anunciará um novo Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) em janeiro do ano que vem e que em 2015 o Brasil
precisará de outro PAC.
Lula também afirmou no
discurso que "este País tem de fazer mais". Para Lula,
"este País pode se tornar uma das economias mais importantes
do mundo, mas isso não depende só do presidente da República,
depende de todos os brasileiros".
Ele afirmou ainda que aprendeu
que o Brasil não é só construído por trabalhadores,
mas também por empresários que tem o capital e empregam
os trabalhadores. O presidente ainda disse que o Brasil "não
precisava ter passado pela crise que passou" e que alguns setores
se acovardaram por medo, que teria sido suscitado pela imprensa. Lula
citou que a indústria automobilística ficou parada em
novembro e dezembro (de 2008) e comemorou o crescimento generalizado
da produção industrial em julho de 2009.
Gripe
Lula tossiu no início
do evento e disse logo que não está com gripe suína.
Contou que esteve em observação até ontem por ter
estado com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, que
informou recentemente que contraiu a doença.
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INFOMONEY, 03 de setembro
de 2009
Reajuste do salário mínimo
causará impacto de R$ 8 bilhões
O reajuste do salário mínimo previsto para 2010 deverá
causar um impacto de R$ 8 bilhões no orçamento da União,
segundo afirmou o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão,
Paulo Bernardo, nesta terça-feira (1º).
O projeto da Lei Orçamentária
Anual (LOA) prevê aumento do salário mínimo dos
atuais R$ 465 para R$ 505,90 no próximo ano, um acréscimo
de 8,79%. O reajuste foi calculado com base no INPC (Índice Nacional
de Preços ao Consumidor) e no crescimento do PIB (Produto Interno
Bruto) do ano passado.
De acordo com o ministro, o
impacto do aumento de R$ 1 no mínimo é de R$ 196,4 milhões
no orçamento. Quando o aumento é de 1%, por sua vez, o
reflexo é de R$ 913,1 milhões.
Proposta
O valor do novo mínimo está no projeto do orçamento
da União, entregue na noite de segunda-feira (31) ao presidente
do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB-AP).
Bernardo fez questão
de ressaltar que o valor do salário mínimo não
é final, pois pode ser arredondado para cima e ainda é
preciso esperar a divulgação final do IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre o PIB do ano passado,
já que os valores são revisados em novembro.
Em relação ao
PIB, Bernardo afirmou que a LOA estima crescimento de 4,5% para 2010,
mas muitos esperam um aumento na ordem de 5%. "Por prudência,
ficamos nos 4,5%".
O projeto ainda prevê
receita primária do governo de R$ 853 bilhões e despesas
de R$ 802 bilhões. Os investimentos federais estão estimados
em R$ 46 bilhões, enquanto o de empresas estatais deve ficar
em R$ 97 bilhões.
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FS, 03 de setembro de 2009
Brasília (DF): PDT vota fechado
pelas 40 horas
Escrito por Assessoria de imprensa do Sindicato
dos Metalúrgicos de São Paulo
A bancada do PDT na Câmara
dos Deputados, reunida na tarde desta terça-feira(1/09) em Brasília,
decidiu fechar questão e votar pela aprovação da
PEC que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução
de salário.
O partido é o primeiro
a anunciar o apoio pelas 40 horas. Com a presença de 21 dos 25
deputados que compõem a bancada, a decisão foi unânime
e tem o apoio da Executiva Nacional do PDT.
O deputado federal Paulo Pereira
da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical, foi o principal
articulador desta decisão política pioneira e histórica
no País, que contou com o apoio do ministro do Trabalho e Emprego
Carlos Lupi e do deputado federal Dagoberto Nogueira, líder do
partido na Câmara.
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GAZETA DO POVO, 03 de setembro
de 2009 | Economia
Imóveis
União de construtoras cria gigante
do setor
Abyara, Agra e Klabin Segall formalizam negócio
que dá origem à Agre. Receita da nova companhia chega
a mais de R$ 1,2 bilhão por ano

Início das obras do Edifício Botânica, da construtora
Abyara: entrega do empreendimento deve ocorrer em 2011, com seis meses
de atraso
São Paulo - A incorporadora
Agra, em parceria com a espanhola Veromonte, anunciou que consolidou
a aquisição das concorrentes Abyara e Klabin Segall, que
passavam por dificuldades financeiras. O negócio deve formar
a maior empresa do setor da construção civil no Brasil
em volume de vendas contratadas (R$ 3,22 bilhões) e a terceira
em receita (R$ 1,28 bilhão), em números de 2008. A nova
companhia se chamará Agre, sigla para Amazon Group Real Estate.
As aquisições
já haviam sido anunciadas em fevereiro (Abyara, por R$ 38 milhões)
e abril (Klabin Segall, por R$ 154 milhões), mas ainda era necessária
a aprovação dos conselhos das empresas, concedida no último
domingo. Afetadas pela crise, Abyara e Klabin Segall acumulavam dívidas
que, somadas, ultrapassavam R$ 1 bilhão. Durante o auge do desaquecimento
do setor, a própria Agra chegou a cancelar oito empreendimentos
em andamento no estado de São Paulo e a devolver aos compradores
os pagamentos já feitos. No Paraná, a Abyara chegou a
diminuir o ritmo de andamento dos dois empreendimentos que mantêm
em Curitiba. O conjunto Botânica, teve a entrega atrasada em seis
meses – para o primeiro semestre de 2011.
O presidente da nova empresa,
Luiz Roberto Horst, diz que a Agre terá um caixa “confortável”
de cerca de R$ 700 milhões, após aumento de R$ 100 milhões
promovido pela Abyara e a venda de ativos da Agra e da Klabin Segall.
Atualmente, o caixa conjugado das empresas está em R$ 304 milhões.
Provedores de felicidade
Horst diz que a nova empresa
promoverá um número “considerável”
de lançamentos no segundo semestre e que, passada a crise, a
perspectiva é otimista. “O cenário é maravilhoso,
especialmente no Nordeste, que será a China brasileira nos próximos
dez anos. Haverá uma mudança de imagem do setor. Não
vamos fazer apenas paredes e tijolos, vamos prover felicidade para as
pessoas”.
A manutenção dos
nomes das marcas ainda não foi decidida, mas a tendência
é que a nova empresa englobe todos os empreendimentos. A Agre
atuará nos segmentos residencial para classes média e
alta, moradias populares e prédios comerciais.
De acordo com o executivo, a
Veremonte, que participou da aquisição e pertence ao empresário
espanhol Enrique Bañuelos, entra apenas como investidora no negócio
e não terá direito a indicar conselheiros.
Na bolsa, as ações
da Klabin Segall subiram 6,58%, enquanto as da Abyara (-2,11%) e da
Agra (-11,11%) caíram. As assembléias dos acionistas das
empresas têm 45 dias para aprovar a transação.
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FOLHA DE LONDRINA, 03 de
setembro de 2009 | Economia
Governo regulamenta programas do ''Minha
Casa''
Brasília - O Programa Nacional de Habitação Urbana
(PNHU) e o Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR),
que fazem parte do ''Minha Casa, Minha Vida'', foram regulamentados
por portarias assinadas pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e
das Cidades, Márcio Fortes, publicadas na edição
de ontem do Diário Oficial da União. A Caixa Econômica
Federal está encarregada da gestão operacional dos recursos
de subvenção dos dois programas.
No total, o governo federal
investirá nos dois programas R$ 3 bilhões. A maior parte
irá para o programa urbano, que ficará com R$ 2,5 bilhões
e atenderá a pessoas com renda familiar mensal bruta de até
R$ 2.790. Do programa rural, que ficará com os outros R$ 500
milhões, poderão se beneficiar os agricultores e trabalhadores
rurais com renda bruta familiar anual de até R$ 10 mil (no Grupo
1), até R$ 22 mil (Grupo 2) e até R$ 60 mil (Grupo 3).
Neri Vitor Eich
Agência Estado
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FOLHA DE SÃO PAULO,
03 de setembro de 2009 | Dinheiro
Presidente descarta FGTS para Petrobras
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em entrevista à TV 5,
rede pública de TV da França, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva descartou o uso do FGTS na operação de capitalização
da Petrobras no caso dos acionistas que, em 2000, compraram ações
da estatal com recursos depositados no Fundo, segundo informação
da Agência Brasil. Apesar da negativa, a autorização
deve ser incluída pelo PMDB no projeto de lei que trata do tema
enviado ao Congresso.
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INFOMONEY, 03 de setembro
de 2009
Copom breca corte nos juros e mantém
taxa Selic em 8,75% ao ano
O Copom (Comitê de Política
Monetária do Banco Central) optou, nesta quarta-feira (2), pela
manutenção da taxa Selic, deixando-a no patamar de 8,75%
ao ano - sua mínima histórica.
A decisão foi sem viés
(desvio) e por unanimidade.
A interrupção
da flexibilização vai ao encontro da sinalização
da última ata do comitê, que havia indicado o final do
atual ciclo de cortes - que reduziu a Selic em 500 pontos-base desde
janeiro deste ano.
Também em linha com as
expectativas dos analistas, a pausa no afrouxamento monetário
pela autoridade refletiu as projeções de inflação
controlada, assim como os sinais de recuperação da economia
nos últimos meses.
Na nota que acompanhou a decisão
do Copom, o comitê afirma que "levando em conta, por um lado,
a flexibilização da política monetária implementada
desde janeiro, e por outro, a margem de ociosidade dos fatores produtivos,
entre outros fatores, o Comitê avalia que esse patamar de taxa
básica de juros é consistente com um cenário inflacionário
benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação
na trajetória de metas ao longo do horizonte relevante e para
a recuperação não inflacionária da atividade
econômica".
Pausa
era consenso
Devido aos amplos novos sinais de melhora da economia brasileira, os
analistas já previam, por consenso, uma Selic inalterada.
"Tanto o comunicado quanto
as minutas da reunião de julho indicavam claramente a intenção
de interromper o ciclo de cortes", afirmam os analistas do Bank
of America Merrill Lynch.
Segundo eles, a ata da última
reunião já mostrava que alguns membros do comitê
sugeriam uma manutenção da taxa - apesar de o Copom então
ter decidido pelo novo corte de 50 pontos-base.
Enquanto ressalta que não
faltariam pressões para um novo corte de juros - já que
a taxa básica ainda é uma das mais altas do mundo-, a
Ativa não esperava mudanças nos atuais 8,75% ao ano.
A corretora também mencionou
a não deterioração da economia em relação
à última reunião do Copom como fator na opção
pela manutenção.
Os analistas da LCA também
projetavam uma Selic estável, especialmente frente aos indicadores
de melhora da economia brasileira.
"Os sinais de retomada
do crescimento vêm ganhando consistência".
Entre 24 indicadores considerados
pela Rosenberg Associados - entre índices de inflação,
atividade, cenário externo e indicadores da própria consultoria
- apenas seis apontavam possibilidade de queda na Selic.
Segundo a consultoria
Rosenberg, além de a evolução recente da maioria
dos indicadores ser neutra em relação à decisão
do Copom, "pesa ainda a magnitude dos ajustes realizados até
o momento, que têm impacto defasado sobre a economia, bem como
os incentivos fiscais".
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GAZETA DO POVO, 03 de setembro
de 2009 | Vida Pública
Senado
Entre avanços e retrocessos, reforma
eleitoral vai a plenário
Projeto engessa a cobertura jornalística
na internet e reduz a transparência das doações
a candidatos, mas flexibiliza debates e amplia participação
das mulheres nos pleitos

Debates acalorados: Eduardo Azeredo (o segundo da dir. para a esq.),
relator do projeto de reforma eleitoral, conversa com os senadores Aloizio
Mercadante, Demóstenes Torres, Renato Casagrande e Arthur Virgílio
(da esq. para a dir.)
As Comissões de Constituição
e Justiça e Ciência e Tecnologia do Senado aprovaram ontem
o parecer que muda a lei eleitoral brasileira. O texto, que deve ser
analisado pelo plenário da Casa na próxima semana, tem
retrocessos, avanços e muitos pontos polêmicos na regulação
do processo eleitoral, segundo a opinião de especialistas ouvidos
pela Gazeta do Povo (veja quais são eles no quadro ao lado).
Os parlamentares pretendem aprovar a nova lei ainda neste mês,
para que ela possa entrar em vigor já nas eleições
de 2010.
Em geral, há uma concordância
dos especialistas quanto à liberação da internet
para campanhas eleitorais e à flexibilização das
regras dos debates entre candidatos. Também há consenso
sobre a previsão legal de haver novo pleito apenas quando o eleito
for cassado antes de concluir dois anos de mandato. Os especialistas
também aprovaram a proposta de ampliar o porcentual legal de
vagas para mulheres nas chapas eleitorais.
Mas o projeto também
é fortemente criticado por “engessar” a cobertura
eleitoral feita pela imprensa na internet, que terá as mesmas
regras do rádio e televisão, mais rígidas do que
as dos jornais (opiniões, por exemplo, não poderão
ser emitidas a favor ou contra candidatos). Do mesmo modo, a possibilidade
de os candidatos receberem doações ocultas por meio de
seus partidos é considerado um retrocesso no processo de transparência
eleitoral. Já sobre a liberação das candidaturas
daqueles que respondem a processos na Justiça, os chamados “fichas-sujas”,
a opinião dos especialistas ouvidos pela reportagem ficou dividida.
Recuo on-line
Apesar de ter aprovado as restrições
à cobertura jornalística pela internet no texto que será
levado a plenário, senadores deram ontem sinais que podem recuar
desse “engessamento”. Os relatores do parecer da reforma
eleitoral, Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Marco Maciel (DEM-PE), afirmaram
que estão dispostos a mudar o texto aprovado. “Eu vou fazer
uma emenda de plenário para esclarecer as questões relacionadas
à internet”, disse Azeredo. Como o Senado decidiu adiar
para a semana que vem a votação do parecer no plenário
da Casa, os parlamentares vão tentar construir um texto de consenso
entre os senadores.
Apesar de o parecer aplicar
à internet as restrições já previstas na
lei para as rádios e TVs, abre brecha para que os sites publiquem
anúncios dos candidatos que vão disputar a Presidência
da República em 2010 – embora a prática seja vedada
às televisões e rádios. Pela atual lei eleitoral
em vigor, somente a mídia impressa (jornais e revistas) pode
publicar anúncios pagos pelos candidatos, mas à internet
será aplicada a mesma regra se o parecer for mantido como está.
Azeredo negou que a proposta
restrinja a atuação dos sites em anos eleitorais. O tucano
disse que a internet, por reunir ao mesmo tempo conteúdo de rádio,
TV e mídia impressa, precisa de regras mistas para as eleições.
“Na hora em que a internet se assemelha a um jornal, foi colocada
a mesma regra. Quando se assemelha a rádio e televisão,
como é o caso de debates ao vivo, aí o entendimento foi
o de que deve ter as mesmas regras da TV. A internet é uma confluência
de vários meios de comunicação”, justificou
o senador.

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O ESTADO DO PARANÁ,
03 de setembro de 2009 | Política
Temporão faz campanha para recriar
a CPMF
Agência Estado
Com o País na liderança mundial de mortes por gripe suína,
o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pretende
sair da berlinda capitaneando a campanha pela recriação
da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF), batizada de Contribuição Social da
Saúde (CSS). Depois de costurar um acordo com a bancada de seu
partido, o PMDB, ele organizou ontem na sede do ministério um
ato pró-aprovação da medida com secretários
de Saúde estaduais e municipais.
Temporão é apontado
como um dos candidatos do partido, em 2010, a uma vaga na Câmara.
Para políticos e pessoas que estão próximas do
ministro, o atual esforço é uma mostra das pretensões
políticas. O presidente do Conselho Nacional de Secretários
Municipais de Saúde, Antonio Carlos Nardi, referiu-se ao ministro
como "homem destemido", "defensor ferrenho da saúde",
"sem medo de represálias".
Colocar o projeto em votação
não será fácil. O deputado Darcísio Perondi
(PMDB-RS), presente ao encontro, deu sua receita para secretários
sobre o que fazer para pressionar os parlamentares. "Tratem deputados
com carinho", disse. "Chame para uma conversa, providencie
ambulâncias, postos de saúde. Deputado gosta de agrado."
Depois, arrematou: "É preciso ter poder de bala. Gastem.
É pouco para trazer saúde para o povo."
Parada no Congresso, a
proposta da CSS - que institui a cobrança de 0,1% sobre a movimentação
bancária, sistema igual ao da CPMF, para custear despesas na
saúde - faz parte do projeto de regulamentação
da Emenda 29, que fixa gastos mínimos da União, de Estados
e municípios. Para sanitaristas, a regulamentação
é indispensável, porque traz a definição
do que são gastos e serviços em saúde, uma ferramenta
importante para impedir desvios de recursos. Pelos cálculos de
defensores do projeto, a aprovação da CSS traria acréscimo
de R$ 10 bilhões para a área. As informações
são do jornal O Estado de S. Paulo.
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AGÊNCIA
DIAP´, 03 de setembro de 2009
País está amadurecendo democraticamente,
diz Tarso sobre corrupção
Ao comentar as ações de combate
à corrupção no país, o ministro da Justiça,
Tarso Genro, afirmou que o Brasil está "amadurecendo democraticamente".
"Hoje, um policial federal
ou um fiscal do Tribunal de Contas sabe que não vai ter sobre
ele uma tutela política para poupar companheiros", disse,
ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa
Bom Dia, Ministro, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação
(EBC).
Tarso acredita que os agentes
que combatem a corrupção no país têm "autonomia
legal" para desenvolver suas funções. Ele avaliou
que a Polícia Federal está mais aparelhada e a Controladoria-Geral
da União (CGU), mais organizada.
"A taxa de corrupção
nunca será extinta, mas vai ser drasticamente reduzida no país",
afirmou.
Para o ministro da CGU, Jorge
Hage, esta é a primeira vez que o Brasil vê seus órgãos
de combate à corrupção trabalharem "articuladamente".
"O país deu
passos gigantescos em termos de se organizar para enfrentar a corrupção,
que é um crime como tantos outros", disse.
(Fonte: Agência Brasil)
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CUT-PE, 03 de setembro de
2009
MTE e Dieese lançam, nesta quinta-feira
(03), o Anuário do Sistema Público de Emprego
Escrito por Assessoria de Imprensa
O Ministério do Trabalho
e Emprego (MTE) e o Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lançam nesta quinta-feira
(03), o Anuário do Sistema Público de Emprego, Trabalho
e Renda. O anuário é uma publicação desenvolvida
pelo Dieese em convênio com o Ministério do Trabalho e
Emprego que reúne, em cinco livretos, dados relacionados às
políticas públicas de emprego, trabalho e renda. São
focados dados sobre o mercado de trabalho, a intermediação
de mão de obra, a qualificação social e profissional,
o seguro desemprego, a economia solidária, o Programa de Geração
de Emprego, Trabalho e Renda (Proger) e a juventude.
Lançamento
do Anuário do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda
Dia 03 de setembro de 2009 - quinta-feira
Horário; das 14h30 às 18h
Local. Superintendência Regional do Trabalho e Emprego
Endereço: Av. Agamenon Magalhães, 2000 - Espinheiro/Recife-PE
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O ESTADO DO PARANÁ,
03 de setembro de 2009 | Economia
Bancários pedem em campanha reajuste
salarial de 10%
Agência Estado
O Comando Nacional dos Bancários discutiu hoje com representantes
da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) as reivindicações
da campanha salarial da categoria. Reunião realizada na capital
paulista fez parte da rodada de negociações iniciada no
mês passado entre as entidades trabalhista e patronal. Os bancários
pedem reajuste salarial de 10%, o que representaria um incremento real
de 6% sobre os vencimentos, aumento do piso salarial da categoria para
R$ 1.432, implementação de plano de carreira para funcionários
e um tíquete-refeição diário no valor de
R$ 19,25.
A campanha deste ano ressalta
a necessidade de implementação de um plano que dê
segurança aos trabalhadores em caso de demissão. A exigência
surge em decorrência dos reflexos da crise financeira mundial
no País. Levantamento promovido pelo Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com dados
da Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apontou que
no primeiro semestre foram fechados 2.224 postos de trabalho em bancos
no País.
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G1, 03 de setembro de 2009
| Brasil / Manifestação
Operários entram em confronto com
a PM em manifestação no Pará
Trabalhadores da construção civil
pedem reajuste salarial. | Grupo fechou ruas e ameaçou invadir
canteiros de obras na região.
Do G1, em São Paulo*

Manifestantes interditam rodovia na região de Belém
(Foto: Reprodução/TV Liberal)
Um grupo de operários
da construção civil interditou um trecho da rodovia Augusto
Montenegro, desde às 7h desta quarta-feira (2), em Belém.
Os manifestantes pedem reajuste salarial e ameaçam invadir canteiros
de obras na região. Houve confronto com policiais militares e
a interrupção de ruas provocou um congestionamento de
veículos no Centro da capital paraense.
De acordo com o presidente do
sindicato da categoria, Ailson Cunha, a manifestação reúne
mais de dois mil trabalhadores. "Temos pelo menos dez obras em
andamento na rodovia, mas os protestos acontecem em toda cidade."
Segundo Cunha, a categoria
tem cerca de 25 mil trabalhadores no Pará. Eles pedem reajuste
de R$ 70 para os serventes, que hoje recebem R$ 550. Para os pedreiros
profissionais, o reajuste exigido é de R$ 100 para o salário
que hoje é de R$ 680. Para as demais categorias, como encarregados
e mestre de obra, o pedido é 7% de aumento.
A Polícia Militar reagiu
com bombas de gás e tiros de borracha quando o grupo tentou paralisar
obras na região central de Belém.
*( Com informações
da TV Liberal e do Portal ORM)

Manifestantes tentam invadir canteiro
de obras em Belém (Foto: Reprodução/TV Liberal)
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
03/09/2009
Empregados da Embratel obtêm o reconhecimento
de perdas salariais em PCCS
A Empresa Brasileira de Telecomunicações
– Embratel não conseguiu convencer os ministros da Quinta
Turma do Tribunal Superior do Trabalho de que o plano de cargos e salários
implantado em 1989 não prejudicou economicamente um grupo de
empregados cariocas, que reclamou na Justiça do Trabalho as perdas
salariais decorrentes da iniciativa patronal. Por unanimidade, a Turma
rejeitou recurso pelo qual a empresa pretendia que o TST reexaminasse
a matéria.
Desde 1994, os empregados vêm
reivindicando o direito e obtendo decisões favoráveis
nos recursos da empresa. O caso chegou à Quinta Turma do Tribunal
Superior do Trabalho por meio de recurso contra decisão do Tribunal
Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) que manteve a condenação
ao pagamento das perdas salariais registradas na primeira instância.
O recurso foi rejeitado, por despacho, pelo relator, ministro Emmanoel
Pereira, com base no esclarecimento do TRT/RJ de que o PCCS gerou prejuízos
aos empregados, de forma que não cabia a sustentação
da empresa de que os funcionários foram beneficiados “em
razão do aumento salarial com a manutenção da jornada
inferior aos demais empregados da mesma área”.
A empresa entrou com agravo
questionando a decisão monocrática, mas a Quinta Turma
confirmou o despacho, tendo em vista que qualquer modificação
no julgado somente seria possível mediante nova análise
dos fatos e provas constantes dos autos, o que não é permitido
nessa fase do processo, como estabelece a Súmula nº 126
do TST. ( A-RR-129793-2004-900-01-00.9)
(Mário Correia)
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03/09/2009
Estabilidade continua com fim da vigência
de convenção coletiva
Trabalhadora vítima de
doença profissional e com estabilidade no emprego garantida por
convença coletiva conseguiu manter esse direito após o
fim da vigência da norma que o beneficiou. Com essa decisão,
em julgamento da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST),
ex-emprega da Lorenzetti S.A – Indústrias Brasileiras Eletrometalúrgicas
,demitida após fim de validade de convenção, conseguiu
reintegração.
Admitida em 2003 na Lorenzetti,
ela contraiu doença que reduziu sua capacidade profissional sob
a vigência da convenção coletiva de novembro de
1998, que garantia a estabilidade de emprego nesses casos. No entanto,
ela foi demitida em 2000, quando estava em vigor uma nova convenção,
na qual não mais havia a garantia pretendida.
No julgamento do processo,
cujo relator foi o ministro José Simpliciano Fernandes, a Segunda
Turma reformou decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª
Região (SP). O TRT entendeu que a estabilidade era provisória
e teria validade apenas até a vigência de nova convenção
coletiva. No entanto, a Orientação Jurisprudencial nº
41 do TST garante que, “preenchidos todos os pressupostos para
a aquisição de estabilidade decorrente de acidente ou
doença profissional, ainda durante a vigência do instrumento
normativo, goza o empregado de estabilidade mesmo após o término
da vigência deste”. ( A-RR-1382/2002-069-02-00.9)
(Augusto Fontenele)
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03/09/2009
Farmacêutica indenizará empregado
obrigado a tirar roupa em revista
A Distribuidora Farmacêutica
Panarello Ltda., de Recife (PE), foi condenada pela Justiça do
Trabalho a pagar indenização por danos morais a um empregado
obrigado a se submeter a revistas íntimas quatro vezes por dia.
A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho não aceitou recurso
da empresa, que questionava tanto a condenação quanto
o valor da indenização, fixado em R$
De acordo com a inicial da reclamação
trabalhista, os empregados que prestavam serviço no depósito
da empresa eram obrigados a se desnudarem totalmente, em quatro momentos
do dia: na ocasião do ingresso no ambiente de trabalho, no início
do expediente; na saída e no retorno das refeições;
e no fim da jornada. O trabalhador que ajuizou a reclamação
informou que era obrigado a caminhar, desnudado, de um vestiário,
onde deixava as roupas, até outro vestiário, onde vestia
o uniforme da empresa. Apesar de ter firmado termo de ajustamento conduta
de âmbito nacional com a Procuradoria Regional do Trabalho da
9ª Região (PR), visando acabar com tais procedimentos, a
Panarello não havia cessado a realização da revista
íntima em seus empregados na filial de Recife (PE).
A sentença de primeira
instância rejeitou o pedido de danos morais, pois considerou não
ter sido demonstrado o malefício causado ao empregado, e entendeu
“acertado e sem excesso” o procedimento da empresa, ante
a responsabilidade pelo controle dos medicamentos de natureza controlada
e com alto preço no mercado.
O Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (PE), ao julgar
recurso ordinário, reformou a sentença e condenou a empresa
por afronta à dignidade do trabalhador. O acórdão
destacou que, embora o comércio de medicamentos requeira atenção,
o direito de propriedade da empresa e seu poder diretivo não
podem extrapolar os princípios fundamentais da dignidade da pessoa
humana, da inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem e aquele
segundo o qual ninguém será submetido a tratamento desumano
ou degradante, todos previstos na Constituição Federal.
O relator do recurso da empresa
no TST, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, ressaltou que a revista
íntima moderada, por si só, não é suficiente
para provar o constrangimento ou a violação da intimidade.
Mas, no caso em análise, ficou expressamente comprovado pelo
TRT/PE que a empresa manteve a prática vexatória, e não
há a possibilidade de se discutir a questão sem o reexame
dos depoimentos, o que é impedido pela Súmula 126 do TST.
Ele rejeitou ainda a alegação da empresa de que a condenação
violaria dispositivos das Leis 6.368/1976 e 10.409/2002, que tratam
da repressão a tóxicos, pois a prática da revista
íntima não se relaciona com a prevenção
a drogas ilícitas. ( RR-1821/2003-004-06.7)
(Alexandre Caxito)
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03/09/2009
Parcela não especificada no recibo
não é considerada quitada
A Oitava Turma do Tribunal Superior
do Trabalho rejeitou recurso da Construtora Andrade Gutierrez S/A contra
condenação ao pagamento de verbas pleiteadas por empregado
e não especificadas no recibo de quitação. A condenação
foi imposta pela Justiça do Trabalho da 3ª Região
(MG) com base na Súmula nº 30, item I, do TST, segundo a
qual a quitação não abrange parcelas não
consignadas no recibo de quitação, e conseqüentemente,
seus reflexos em outras parcelas, ainda que estas constem desse recibo.
O empregado trabalhou para a
construtora por vários anos, no exterior, e afirmou terem sido
vários contratos sucessivos, com as respectivas rescisões.
O juízo de primeiro grau determinou a retificação
de sua carteira de trabalho para constar um único contrato, de
1977 a 2000 e condenou a empresa a pagar diferenças sobre as
verbas rescisórias.
Em seu recurso ao TRT/MG, a
empresa alegou não ter como deferir ao empregado quaisquer diferenças
em relação a essas parcelas, diante da ausência
de ressalvas no momento da homologação da rescisão.
Mas o Regional entendeu que a ausência de ressalva no termo rescisório,
homologado pela entidade sindical, não impediria o empregado
de exigir na Justiça do Trabalho parcelas que entendesse devidas,
como os reflexos de adicional de transferência, ajuda de custo,
ajuda de aluguel, ajuda de região e adicional de insalubridade,
incidentes sobre as horas extras recebidas por ele no período
contratual. “Vale notar que as verbas postuladas e deferidas não
constam do documento rescisório”, ressaltou o TRT.
Ao recorrer ao TST, a empresa
teve novamente sua pretensão rejeitada. A relatora, ministra
Dora Maria da Costa, observou que a decisão do TRT/MG estava
em harmonia com a jurisprudência pacificada pelo TST, não
cabendo, portanto, a alegação de contrariedade a súmula
ou divergência jurisprudencial, pois o objetivo principal do recurso
de revista – a uniformização da jurisprudência
– já fora atingido. ( RR 1675/2001.018.03.00-7)
(Lourdes Côrtes)
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03/09/2009
Primeira Turma garante justiça gratuita
a engenheiro agrônomo
Se o trabalhador requer o benefício
da justiça gratuita e assina declaração de pobreza,
tem direito à isenção das custas processuais. Essa
foi a conclusão do presidente da Primeira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, ministro Lelio Bentes Correa, ao relatar recurso de revista
de engenheiro agrônomo que pedia o reconhecimento ao benefício.
Por unanimidade, a Turma acompanhou
o voto do relator e reformou decisão do Tribunal Regional do
Trabalho da 15ª Região, de Campinas, São Paulo, para
garantir ao engenheiro o direito. O ministro esclareceu que o TRT/Campinas
declarara que o empregado não se enquadrava nas disposições
legais que lhe asseguravam a justiça gratuita. Mas, para o relator,
essa decisão, na verdade, desrespeitara o artigo 5º, inciso
LXXIV, da Constituição Federal, como sustentou o trabalhador.
O dispositivo prevê assistência jurídica integral
e gratuita por parte do Estado aos que comprovarem insuficiência
de recursos.
O relator ainda observou que
o engenheiro requerera o benefício na petição inicial
da reclamação trabalhista contra o Banespa (Banco do Estado
de São Paulo S.A.) na Vara do Trabalho de Birigui (SP), depois
renovou o pedido no recurso ordinário ao TRT/15ª Região.
Agora, novamente, trouxe a questão ao TST, que aceitou o requerimento
do benefício em qualquer tempo ou grau de jurisdição,
desde que, na fase recursal, seja formulado no prazo relativo ao recurso
(Orientação Jurisprudencial nº 269 da SDI-1).
Além do mais, segundo
o relator, a lei de assistência judiciária não faz
o tipo de restrição imposta pelo Regional. Pelo contrário,
a Lei nº 1.060/50 considera necessitada a pessoa que não
tem condições de pagar as custas do processo e os honorários
de advogado sem prejuízo do próprio sustento ou da família,
e basta simples afirmação da parte explicando a carência
– e o empregado apresentou declaração de pobreza
nesses termos.
Por fim, o ministro chamou atenção
para o fato de que a Constituição de 1988 não só
concedeu novos direitos aos cidadãos, mas também estabeleceu
os meios para fazer cumpri-los. Ou seja, o texto constitucional, ao
mesmo tempo em que assegura o acesso à justiça e o direito
à ampla defesa, garante assistência jurídica integral
e gratuita aos que necessitarem. ( RR 1862/1997-073-15-00.0)
(Lilian Fonseca)
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