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AGÊNCIA DIAP, 04 de setembro de 2009
Indústria cresce em 10 das 14
regiões pesquisadas pelo IBGE em julho
A produção da indústria nacional avançou
em 10 das 14 regiões pesquisadas na passagem de junho para
julho, como mostra a Pesquisa Industrial Produção Física
- Regional, divulgada nesta quinta-feira (3).
Em relação a julho
de 2008, todos locais registraram recuo, à exceção
de Goiás, que avançou 4,4%.
Segundo informou o IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa média nacional
ficou negativa em 9,9%.
Entre as áreas com contração
mais acentuada, destaque para Espírito Santo (-20,0%), Minas
Gerais (-16,1%) e São Paulo (-11,9%), que recuaram mais do que
a média nacional.
Passagem
de junho para julho
Paraná (+15,3%); Bahia (-6,0%)
Espírito Santo (+8,9%); Nordeste -3,5%
Resultado
acumulado
Na passagem dos primeiro sete meses de 2008 para o mesmo período
de 2009, todos os quatorze locais pesquisados registraram retração
na atividade, com média de 12,8% de queda.
"Espírito
Santo (-27,9%) e Minas Gerais (-20,5%) assinalaram as taxas negativas
mais elevadas neste tipo de comparação, ambos pressionados
pelos recuos na indústria extrativa e na metalurgia básica",
apontou o IBGE. (Fonte: InfoMoney)
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FOLHA DE SÃO PAULO,
04 de setembro de 2009 | Dinheiro
G20 tenta consolidar recuperação
global
Representantes das principais economias
se reúnem para retomar ações anticrise; OCDE já
vê melhora mais rápida que o previsto | Um ano após
agravamento da crise, grupo de países discute estratégias
de saída para reduzir medidas fiscais de estímulo à
economia
CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL A LONDRES
O G20, o clube das 20 maiores
economias do mundo, escolheu o coração do que ele próprio
considera como "inimigo" para retomar, hoje, as conversas
sobre a crise global, um ano depois de a quebra do banco Lehman Brothers
servir de estopim para a "A Grande Recessão", segundo
o rótulo do FMI, e um dia depois de a OCDE ter emitido o mais
recente sinal de que a crise parou de piorar.
Ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais do G20 (na verdade,
são mais de 20 porque sempre há convidados especiais)
jantam no Guildhall, sede da Corporação da Cidade de Londres,
a mitológica City, "líder mundial em finanças
internacionais e em serviços para negócios", como
é apresentada a Corporação.
O Guildhall, velho de 800 anos, é o que há de suntuoso
no coração financeiro de Londres.
Um dos pontos centrais da agenda do G20 é justamente controlar
os excessos do mundo financeiro, seja pela via de forte aperto na regulação
das atividades do setor, seja pela imposição de limites
aos bônus que banqueiros e executivos financeiros recebem.
Mas o ambiente que se respira hoje entre os representantes do G20 é
diferente do quase pânico com que os chefes de governo do grupo
se reuniram na mesma Londres, há cinco meses, para enviar um
potente sinal de que estavam dispostos literalmente a tudo para conter
a crise, então devastadora.
Mais que sinal, os governos do grupo e até de fora dele já
despejaram ou vão despejar até 2010 US$ 5 trilhões
em estímulos e renúncias fiscais. Funcionou, atesta a
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômica, o clubão das 30 principais economias, das quais
o Brasil só não faz parte porque não quer.
A OCDE reduziu ontem para 3,9% a previsão de retrocesso que as
economias do G7, os ricos entre os ricos, sofrerão em 2009, quando
a previsão anterior, de final de junho, era de uma queda de 4,8%.
Quando retração econômica é boa notícia,
só por ser menor do que o que se previa, tem-se uma ideia mais
clara de como estava certo o FMI ao falar em "Grande Recessão".
A nova estimativa da OCDE também aponta que, já no terceiro
trimestre deste ano, voltem a crescer os PIBs de Estados Unidos (+1,6%),
zona do euro (+0,3%) e Japão (+1,1%). O crescimento deve se manter
no quarto trimestre, avalia a organização. "As condições
financeiras melhoraram mais rapidamente do que pensávamos",
disse o economista-chefe da OCDE, Jorgen Elmeskov.
Agora, no entanto, quem tem razão é a ministra francesa
da Economia, Christine Lagarde, ao dizer que "o declínio
parou, mas a reversão ainda não começou".
Justifica-se, por isso, a posição majoritária no
G20 em favor da manutenção dos colossais estímulos
despejados na economia quando o cenário era infernal.
Até a OCDE, geralmente conservadora em matéria fiscal,
avaliou ontem que tais medidas continuam sendo necessárias, embora
tenha aconselhado os países-membros a preparar, "a longo
prazo", a supressão delas e elaborar "estratégias
de saída e planos de consolidação fiscal".
O que é exatamente "longo prazo" não ficará
definido nem na reunião de ministros/presidentes de BCs de hoje
e amanhã nem na cúpula do G20, dias 24 e 25 nos Estados
Unidos.
Mas uma pista eventual pode estar em artigo do anfitrião de hoje,
Alistair Darling, responsável pelo Tesouro britânico, no
qual fala em reduzir à metade o deficit orçamentário
de seu país em quatro anos. O deficit do Reino Unido está
em assombrosos 11,6% de seu PIB.
Para comparação: o Tratado de Maastricht, que estabeleceu
as regras para a entrada dos países europeus na moeda única,
o euro, cravava 3% como deficit máximo permitido. Significa que
qualquer número superior a esse torna o país inconfiável.
Hoje, nenhum país europeu fica no limite.
A perspectiva de que os deficit e também as dívidas públicas
acabem, mais adiante, por abortar a incipiente recuperação
faz com que os Estados Unidos retomem no G20 um tema que o presidente
Barack Obama abordou no G8+5 de Aquila, na Itália: seu país
não voltará ao papel de grande consumidor e, por extensão,
de locomotiva da economia mundial. É preciso que os países
com grande superavit (e aqui a alusão é principalmente
à China) passem a consumir mais e a exportar menos.
No G20 de abril, os chineses resistiram fortemente a essa sugestão,
e o tema foi virtualmente silenciado.
Reaparece agora na avaliação de Joaquín Almunia,
comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários,
para quem a reunião deste fim de semana tratará de "como
reagir de maneira coordenada para melhorar o aumento da demanda global".
É frase cifrada para dizer rigorosamente o mesmo que Barack Obama
disse na Itália -o que, aliás, impressionou vivamente
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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AGÊNCIA DIAP, 04 de
setembro de 2009
Selic: centrais sindicais criticam manutenção
da taxa básica de juros
Decisão interrompe uma sequência de cinco cortes consecutivos
na taxa Selic, que vinha sendo reduzida pelo BC desde janeiro, em consequência
da crise financeira internacional
Centrais sindicais atacaram
a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária
do Banco Central) que, nesta quarta-feira (2), manteve inalterada a
taxa básica de juros em 8,75% ao ano.
A decisão interrompe
uma sequência de cinco cortes consecutivos na taxa Selic, que
vinha sendo reduzida pelo BC desde janeiro.
Em suas páginas na internet,
Força Sindical e CTB criticaram a manutenção.
No site da CTB, Wagner Gomes,
presidente da central, assina um texto com o título "Copom
faz o jogo dos especuladores em detrimento da nação".
Um trecho da matéria
diz: "A manutenção da taxa Selic premia a usura,
alimenta a ganância dos especuladores e contraria frontalmente
os interesses da classe trabalhadora. Seus efeitos são perversos
para o País, afetando principalmente os mais pobres: redução
dos investimentos e da capacidade de crescimento da economia, estagnação,
mais desemprego e arrocho dos salários".
Já a Força Sindical
publicou, em sua página na internet, uma nota oficial sobre o
assunto.
"A política
do BC continua nitidamente voltada em prol dos especuladores. As incertezas
econômicas que dominaram o primeiro semestre deste ano estão
se dissipando e o BC, ao manter a taxa básica em patamares proibitivos,
prejudica o setor produtivo", afirma um trecho da nota. (Fonte:
Agência Sindical)
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FOLHA DE SÃO PAULO,
04 de setembro de 2009 | Dinheiro
Sem Lula, petistas buscam apoio à
nova CPMF
Apesar de favorável à recriação,
Planalto não vai tomar a frente na discussão para evitar
rótulo de ter ressuscitado tributo | Para o governo, só
com a mobilização de prefeitos e governadores será
possível garantir a aprovação da contribuição
para a saúde
MARIA CLARA CABRAL
SIMONE IGLESIAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Apesar de o presidente Lula
dizer ontem aos líderes da base que é favorável
à criação da CSS (Contribuição Social
para a Saúde), o governo preferiu não fazer manifestação
oficial pela aprovação da proposta no Congresso como forma
de evitar o rótulo de ressuscitar a CPMF.
O ministro de Relações Institucionais, José Múcio
Monteiro, afirmou que só com a mobilização de prefeitos
e de governadores pode garantir a aprovação da contribuição.
Ele disse que o governo não vai tomar a frente nessa discussão.
Segundo Múcio, o vice-presidente José Alencar defendeu
a criação do tributo, enquanto Lula preferiu apenas ouvir
os argumentos dos que estavam na reunião. "Se for o caso,
vou à Fiesp [Federação das Indústrias do
Estado de São Paulo] defender a CSS", disse Alencar.
O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS),
afirmou que irá procurar os governadores tucanos José
Serra (SP) e Aécio Neves (MG) e o prefeito democrata Gilberto
Kassab para propor um pacto. "Não podemos reeditar uma disputa
entre governo e oposição. Precisamos fazer um pacto",
afirmou.
A posição de Lula frustou lideranças que defendem
a recriação da contribuição para a saúde
e dificulta sua aprovação na Câmara e no Senado.
Deputados da base esperavam sair da reunião com a proposta sendo
encampada pelo governo.
"O presidente, dentro de seu perfil, avançou. Pediu a mobilização
do Congresso. Disse que se não tivéssemos mais dinheiro
para a saúde, iríamos empilhar cadáveres, mas esperava
mais", disse Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente da Frente
Parlamentar da Saúde.
Durante a reunião, o ministro José Gomes Temporão
(Saúde) fez um longo relato sobre a necessidade de mais dinheiro
para a área. Ao lado de representantes do PMDB na Câmara,
Temporão é o maior defensor da CSS, que teria alíquota
de 0,1% sobre as movimentações financeiras.
Lula disse aos parlamentares que não aceita repetir o cenário
de rejeição da CPMF, que foi derrubada no Senado. Segundo
participantes do encontro, o presidente estimulou Temporão a
conversar com todos os governadores e prefeitos de capitais e disse
que só envolverá o Executivo no debate se houver apoio
político.
"Quero saber se eles estão dispostos a viabilizar mais R$
12 bilhões para a saúde. Não será uma guerra
entre o governo e a oposição. Ou será um pacto,
ou não será", disse Fontana ao deixar a reunião
com Lula.
Os principais líderes da oposição são contra
o novo tributo e ameaçam recorrer à Justiça caso
ele seja aprovado no Congresso. O argumento é que um imposto
não pode ser criado por lei complementar.
A discussão sobre a criação da CSS já está
sendo feita na Câmara com o projeto de regulamentação
da emenda constitucional nº 29, que disciplina a aplicação
de recursos na área de saúde no governo federal, nos Estados
e nos municípios. Falta a votação de uma última
emenda, a que cria a CSS.
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BEM PARANÁ, 04
de setembro de 2009 | Política
Sondagem
Bancada do Paraná apóia
redução da jornada
Maioria é favorável à
proposta, mas defende redução de encargos sobre a folha
de pagamento
03/09/09 às 21:07 | Da Redação
Enquete divulgada ontem pela Agência Estadual de Notícias
aponta que a maioria dos deputados da bancada federal do Paraná
apóia a proposta de redução da jornada de trabalho
semanal de 44 para 40 horas. De acordo com o levantamento, treze dos
30 parlamentares paranaenses são favoráveis à
aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional)
231, que prevê a redução da jornada e acréscimo
da hora extra de 50% para 75% sobre o valor da hora normal. Onze estão
indecisos, três são contra e apenas um, o deputado Eduardo
Sciarra (DEM), preferiu “não se pronunciar a respeito,
no momento”.
A proposta do então deputado cearense Inácio Arruda,
hoje senador, tramita no Congresso desde 1995. Recentemente ganhou
o apoio do governador Roberto Requião (PMDB), que chegou a
ao receber representantes da Força Sindical e Sindicato dos
Metalúrgicos, para discutir as ações a serem
tomadas antes da votação da PEC, no Congresso. A nova
reunião, programada para o próximo dia 14, deve contar
com a presença de líderes sindicais e deputados estaduais
e federais.
O deputado Alex Canziani (PTB), coordenador da bancada paranaense,
disse que vai trabalhar pela aprovação da PEC, mas defende
uma “compensação” para as empresas. “O
governo precisa viabilizar uma compensação para que
as empresas não sejam prejudicadas. Caso contrário seria
desastroso no momento de crise em que estamos vivendo. Sou favorável
à redução da jornada de trabalho”.
O deputado André Vargas (PT) é favorável desde
que o governo mude a formula de cobrança da Previdência
Social, que passaria a ser feita sobre o faturamento da empresa, para
que haja redução no custo da folha de pagamento. “O
governo precisa dialogar com a modernidade. Outros países mais
desenvolvidos já adotaram jornada de trabalho mais curta”,
disse.
Para o deputado Doutor Rosinha (PT), a redução da jornada
de trabalho vai gerar emprego, beneficiar a saúde e melhorar
as condições de vida dos trabalhadores. Ele lembrou
que, como a produtividade das empresas brasileiras subiu nas últimas
décadas, o impacto financeiro será baixo para os patrões.
O parlamentar observou que também é preciso considerar
o tempo gasto com o deslocamento entre a casa e o trabalho e o tempo
utilizado em serviços fora das empresas, através do
celular ou do computador. “O trabalho prolongado e intenso tem
deixado os trabalhadores cada vez mais doentes”.
Encargos - Apesar de favoráveis em tese à
medida, muitos parlamentares cobram compensações às
empresas. O deputado Gustavo Fruet (PSDB), através de sua assessoria,
revelou que é a favor da redução da jornada de
trabalho, mas defende discussão mais ampla a respeito. Segundo
ele, é preciso reduzir a jornada de trabalho e os encargos
das empresas. “É preciso tomar cuidado para que esta
reforma não aumente o custo social das empresas”, alegou.
Os deputados Alceni Guerra (DEM) e Alfredo Kaeffer (PSDB) defendem
a redução da jornada de trabalho, desde que o governo,
em contrapartida, reduza a carga tributária das empresas. “As
empresas não podem arcar sozinhas com mais este ônus”,
justificou Alceni. O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB) também
se diz favorável à proposta, mas não aprova o
aumento do valor das horas extras.
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AGÊNCIA DIAP, 04
de setembro de 2009
Senado: votação da reforma
eleitoral é adiada para próxima semana
Em um dia no qual a determinação de urgência para
os projetos que definem as regras para a exploração
de petróleo na camada pré-sal dominou as disputas entre
Governo e oposição no Senado, a votação
da proposta de reforma política no plenário da Casa
acabou sendo adiada para a próxima semana.
A intenção do
governo era apreciar a reforma pela manhã nas comissões
de Constituição e Justiça (CCJ) e de Ciência
e Tecnologia (CCT) e, à tarde, votar a matéria em plenário.
No entanto, a proposta só
conseguiu avançar nas comissões.
A ideia de convocar uma sessão
extraordinária para votar o texto no final da tarde não
vingou diante da posição de obstrução
da oposição.
Os senadores vão tentar
votar a proposta na próxima terça-feira (15).
O líder do PSDB, Arthur
Virgílio (AM), conseguiu derrubar a parte deliberativa da sessão
do plenário pedindo verificação de quórum.
Como poucos senadores estavam
em plenário, não foi possível votar sequer a
medida provisória que reajusta o Bolsa Família e que
tranca a pauta.
O senador tucano se opôs
à manutenção no texto da proposta de reforma
política do ponto em que ele restringe a cobertura jornalística
da eleição pela internet.
Além disso, criticou
a votação da proposta em uma sessão extraordinária.
Ele chegou a citar o
movimento da oposição contrário ao regime de
urgência para os projetos do pré-sal ao comentar o adiamento
a votação. (Fonte: Agência Brasil)
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AGÊNCIA DIAP, 04 de
setembro de 2009
Sindicatos cobram votação
de regras para contribuição assistencial
Paim afirma que as entidades sindicais enfrentam
"verdadeira maratona" para obter das empresas o desconto em
folha de pagamento das contribuições
Representantes do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), organismo
que congrega cerca de 9 mil sindicatos pediram, nesta terça-feira
(1º), ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP), pressa
na votação de projeto (PLS 248/06), do senador Paulo Paim
(PT/RS), que regulamenta a cobrança da contribuição
assistencial pelos sindicatos. O projeto está pronto para ir
a plenário.
Na justificação
do projeto, Paim afirma que as entidades sindicais enfrentam "verdadeira
maratona" para obter das empresas o desconto em folha de pagamento
das contribuições, mesmo quanto fixado em assembleia da
categoria ou convenção coletiva, e apesar dos estatutos
fixados em decorrência da autonomia sindical.
"É um total desrespeito
ao princípio da autonomia e da liberdade sindical, previsto na
Constituição federal, argumenta Paim.
E agrega: "É necessária
uma norma legal que acabe com a insegurança jurídica no
que se refere a essas contribuições, que são fundamentais
para o funcionamento e o desenvolvimento das entidades sindicais. Sem
esses recursos, a prestação de serviços relevantes
aos trabalhadores acaba sendo impedida ou dificultada".
Criado em 2003 por iniciativa
de 288 federações e 14 confederações, o
Fórum Sindical dos Trabalhadores, de acordo com seu site na internet,
nasceu em resposta a propostas apresentadas pelo Governo contra a unicidade
sindical e outros direitos trabalhistas.
Uma das principais demandas
do FST é a superação das dificuldades para repasse,
aos sindicatos, da contribuição sindical. (Fonte: Agência
Senado)
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FOLHA DE LONDRINA, 04 de
setembro de 2009 | Economia
Prevenção de acidentes de
trabalho será premiada
Medida será publicada até o
dia 30 deste mês
Brasília - O governo publicará até o dia 30 deste
mês o novo fator acidentário de prevenção,
segundo o ministro da Previdência, José Pimentel. Com a
mudança, 80% das empresas que pagam o seguro por acidente de
trabalho em suas áreas passarão a ter redução
de 50% a partir de 2010. A estimativa foi feita por Pimentel com base
no número de empresas que deve apresentar um índice inferior
à média do setor em que atuam. Por outro lado, as companhias
que ultrapassarem a média do ramo em que trabalham pagarão
0,75 ponto porcentual a mais.
''Vamos premiar as empresas
que estão investindo para evitar acidentes de trabalho'', disse
o ministro ao sair do Ministério da Fazenda, onde esteve reunido
com o ministro interino, Nelson Machado, e o ministro da Agricultura,
Reinhold Stephanes, para fechar a redação do documento,
que deve ser assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Atualmente, as empresas pagam de 1% a 3% de sua folha de pagamento com
esse seguro, de acordo com Pimentel.
Hoje, o governo recolhe aproximadamente
R$ 8 bilhões com esse seguro por ano, valor que é revertido,
segundo o ministro, em pagamento de benefícios para o trabalhador
que sofre com acidente de trabalho. O intuito da Previdência,
de acordo com Pimentel, é o de chegar a zero de recolhimento
de seguro, mas ele mesmo admite que se trata de uma ''utopia''.
Os ramos que enfrentam maiores
problemas com acidentes são, segundo o ministro, canavieiro,
transportes em geral e construção civil. A fórmula
foi aprovada ao final de maio pelo Conselho Nacional de Previdência
Social. O índice, que será divulgado junto com o decreto,
foi confeccionado com a aprovação de seis confederações
patronais, seis sindicatos e o governo.
Célia Froufe
Agência Estado
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NCST, 04 de setembro de
2009
Senadores discutem com trabalhadores os
caminhos do pré-sal
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu nesta quinta-feira (3)
que os recursos da camada do pré-sal sejam usados em benefício
do conjunto da Nação e não apenas em favor de um
grupo de brasileiros, a exemplo do que ocorreu no passado com o café,
a borracha, o pau-brasil e o ouro.
Apesar de deixar claro que o pré-sal pode dar ao país
uma nova chance de se desenvolver de forma sustentável, com distribuição
de renda, Cristovam Buarque admitiu que, por enquanto, o grande valor
econômico do pré-sal "é apenas uma hipótese"
e que, por isso, "deve ser debatido em profundidade e com muito
cuidado".
O senador Gerson Camata (PMDB-ES) disse que a população
brasileira "deve tirar o chapéu" para Luis Inácio
Lula da Silva, porque foi o primeiro presidente, segundo Camata, a defender
a destinação de parte dos recursos de um grande bem natural
- como a camada do pré-sal - para os mais pobres. Já o
senador José Nery (PSOL-PA) defendeu a reestatização
da Petrobras.
As afirmações foram feitas na abertura da audiência
pública, proposta pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e patrocinada
pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação
Participativa (CDH), que discutiu com representantes dos trabalhadores
sugestão apresentada pela Federação Única
dos Petroleiros (FUP) a respeito de uma nova regulamentação
para a Política Energética Nacional. Foram abordado ainda
os quatro projetos do governo que tratam sobre o marco regulatório
do pré-sal.
Monopólio estatal
Representantes dos trabalhadores presentes à reunião defenderam,
com a descoberta do pré-sal, o retorno ao monopólio estatal
do petróleo, quebrado no governo passado. Segundo o coordenador
da Federação Única dos Petroleiros, João
Antonio de Moraes, estimativas dão conta de que a camada de petróleo
e gás pode render aos cofres públicos cerca de US$ 15
trilhões, o que representa, conforme calculou, tudo o que o Brasil
produziu nos últimos dez anos.
Disse também que os recursos do pré-sal devem ser distribuídos
para a população, especialmente a mais pobre. O dinheiro
arrecadado, conforme observou, também seria usado para a eliminação
de gargalos da economia, como a melhoria dos portos e rodovias.
Emanuel Jorge de Almeida, coordenador do Sindipetro (RJ) e que também
pertence à Associação dos Engenheiros da Petrobrás
(AEPET), também defendeu uma Petrobras 100% estatal e pública.
Mas criticou a criação de uma nova empresa para administrar
o pré-sal ( a Petrosal).
O representante da Via Campesina, Francinalvo Alves Correia, previu
que movimentos populares sairão às ruas em defesa do petróleo
e do pré-sal, para que a riqueza resultante deles seja distribuída
para a população.
Já o representante da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB),
Divanilton da Silva, observou que a presença do Estado na economia
é crescente em todo o mundo, como na Inglaterra que, informou,
chegou a estatizar bancos. Por isso, notou, não e de se estranhar
que a Petrobras volte a ser uma empresa genuinamente brasileira.
Também tomou parte dos debates Dary Beck Filho, da Central Única
dos Trabalhadores (CUT). Ele classificou de "histórico"
o início dos debates sobre o pré-sal que, segundo ele,
poderá representar a redenção do país.
Na mesma reunião, a CDH aprovou requerimento, de autoria do senador
Paulo Paim, convidando o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli,
para falar sobre pré-sal. A data ainda será marcada.
Fonte: Agência Senado
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GAZETA DO POVO, 04 de setembro de 2009 | Economia
Salário
Bancários voltam a negociar dia
9
Terminou sem acordo a terceira rodada de
negociações entre representantes sindicais dos bancários
e da Federação Nacional de Bancos (Fenaban). O encontro,
realizado na noite de terça-feira, em São Paulo, deveria
tratar das cláusulas econômicas da categoria. Os representantes
dos banqueiros, no entanto, afirmaram que pretendem formular uma proposta
econômica somente após a quarta rodada, marcada para o
dia 9 de setembro. Os trabalhadores pedem reajuste de 10%.
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O ESTADO DO PARANÁ,
04 de setembro de 2009 | Economia
Metalúrgicos da Volkswagen-Audi
entram em greve
Helio Miguel
Como já vem acontecendo nos últimos anos, setembro virou
o mês das greves nas montadoras de Curitiba e região metropolitana.
Ontem, em São José dos Pinhais, os metalúrgicos
da Volkswagen-Audi decidiram cruzar os braços no meio da tarde.
O turno da noite nem chegou
a entrar para o trabalho. Na Renault-Nissan, a decisão dos empregados
ficou para hoje de manhã, mas o sindicato da categoria já
antecipa que a greve é bastante provável, já que
a empresa não melhorou sua proposta inicial.
De acordo com o vice-presidente
do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), Cláudio
Gramm, o problema que desencadeou a paralisação na Volks-Audi
foi o adiamento, pela empresa, da apresentação de uma
nova proposta.
“Eles queriam adiar a
discussão só para depois do feriado. Os empregados não
quiseram esperar”, informa. A fábrica tem cerca de 3,5
mil funcionários, que pretendem um reajuste de 10% nos salários,
entre outros pedidos.
A definição dos
metalúrgicos da multinacional alemã pode se repetir, hoje,
na Renault-Nissan, que tem 5 mil funcionários. Gramm diz que,
como a montadora não melhorou sua proposta anterior, o cenário
mais provável na assembleia programada para esta manhã
é, também, de greve. Lá, os trabalhadores reivindicam
um reajuste de 11%.
Já na Volvo, onde o
pedido dos funcionários é igual ao da Volks-Audi, a decisão
foi adiada. Segundo o sindicalista, como parte dos empregados está
em férias coletivas, ficou definido que as discussões
ficariam para a próxima quarta-feira (dia 9). Em todas as montadoras,
os metalúrgicos querem, também, abono de R$ 2 mil, já
em setembro, e elevação no piso da categoria para R$ 1,5
mil.
Gramm acredita que a falta de
propostas das montadoras acontece por pressão do Sindicato Nacional
dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea), para quem,
segundo ele, acordos como os reivindicados no Paraná não
seriam interessantes.
“Quem vai arcar
serão as empresas daqui”, afirma. No final de agosto, o
SMC, que negociava com o Sinfavea, rompeu as discussões e passou
a conversar diretamente com as empresas, já que o sindicato patronal
não concordou com a padronização de cláusulas
para todas as empresas.
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AGÊNCIA DIAP, 04 de
setembro de 2009
Dano moral: carteira de trabalho não
pode ser rasurada, decide TRT/MG
Confirmando a sentença, a 6ª Turma do TRT/MG reconheceu
ao reclamante o direito à reparação indenizatória,
por entender que ele sofreu dano moral depois de ser submetido a treinamentos
e testes admissionais, inclusive médicos, vindo a ter sua CTPS
anotada e indevidamente retida e rasurada, com o cancelamento do contrato,
sem justificativa plausível para esse procedimento.
O reclamante relatou que foi
contratado pelas rés para trabalhar como encanador em uma cidade
do Mato Grosso do Sul. Enquanto aguardava o dia da viagem, ele ficou
em alojamento, disponibilizado pelas empresas, situado numa cidade do
interior de São Paulo.
Contou o reclamante que, no
dia da viagem, saiu do alojamento para fazer compras e, ao retornar,
percebeu que o ônibus já havia partido e que as reclamadas
o haviam dispensado, registrando o cancelamento na ficha de contratação.
O trabalhador alegou que não
sabia o horário da viagem e que foi impedido de dormir no alojamento,
tendo dormido ao relento.
De acordo com as declarações
do reclamante, o Ministério do Trabalho obrigou as rés
a fornecerem a passagem de volta e a pagarem os 3 dias que ele e seus
colegas ficaram à disposição delas, da assinatura
da carteira até a dispensa.
Em sua defesa, as reclamadas
afirmaram que o trabalhador deu causa ao cancelamento do contrato de
trabalho, pois, no dia da viagem, ele e outros colegas perderam o ônibus
por estarem alcoolizados, optando por dormir em outro lugar que não
o alojamento das rés.
Sustentaram as recorrentes que
foi correta a atitude de cancelar o registro na CTPS do autor, uma vez
que ele sequer havia iniciado a prestação de serviços.
Desrespeito
ao trabalhador
O relator do recurso, desembargador Jorge Berg de Mendonça, rechaçou
essas alegações.
O magistrado salientou que,
em nenhum momento, as reclamadas conseguiram produzir provas que confirmassem
a embriaguez do trabalhador, fator que teria motivado o cancelamento
da admissão.
Além disso, como enfatizou
o desembargador, a atitude patronal de rasurar a CTPS é uma demonstração
de desrespeito ao trabalhador, tendo em vista que a carteira de trabalho
é o espelho da sua vida profissional.
Em face disso, a Turma
concluiu que deve ser mantida a condenação em danos morais.
(Fonte: TRT/MG)
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
03/09/2009
Empregado que trabalhava até as 7h45
receberá adicional noturno por todo o período
Por maioria de votos (9 a 5),
os ministros da Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1 ) do Tribunal Superior do Trabalho garantiram a um
ex-empregado da empresa Du Pont Textile & Interiors do Brasil Ltda.
o direito de receber o adicional noturno referente ao período
em que ele trabalhou após as 5 horas da manhã. Por lei,
o adicional é devido a quem trabalha entre 22h de um dia e 5h
de outro. Mas a jurisprudência do TST prevê que, em caso
de prorrogação de jornada que alcance as primeiras horas
da manhã, o adicional é devido se o empregado cumpriu
toda a jornada habitual no período noturno.
No caso em questão, o
empregado trabalhava de 23h45 às 7h45. Para o relator originário
do recurso, ministro Vantuil Abdala, como a jornada não tinha
início às 22h, não se pode deferir ao empregado
o direito ao adicional no período posterior às 5 da manhã.
Mas não foi esse o entendimento que prevaleceu. Após divergência
aberta pelo ministro Lelio Bentes Corrêa e seguida por mais oito
integrantes da SDI-1, o direito ao adicional noturno foi assegurado
ao empregado. A hora do trabalho noturno é menor, sendo computada
a cada 52 minutos e 30 segundos. As regras do trabalho noturno constam
do artigo 73 da CLT.
Segundo o ministro Lelio Bentes,
como a jornada do trabalhador era de seis horas diárias (prestada
em regime de turno ininterrupto de revezamento) não há
ofensa à Súmula 60 do TST que condiciona o direito ao
adicional ao empregado que cumpra integralmente a jornada habitual em
horário noturno. O ministro explicou que seria um contrassenso
reconhecer o direito ao adicional noturno no trabalho prestado até
as 5 horas da manhã e retirá-lo do período posterior,
quando o empregado sofre maior desgaste em razão da prorrogação
a que está submetido, sem qualquer descanso. (E-RR 845/2000-087-15-00.4)
(Virginia Pardal)
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03/09/2009
TST reconhece legitimidade ao MPT em ação
sobre FGTS
Em mais uma votação
apertada (oito a seis), a Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho entendeu que o
Ministério Público do Trabalho tem legitimidade para mover
ação civil pública visando à obrigação
de empresas de recolher o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
A SDI-1 reformou decisão da Terceira Turma, que, em recurso de
revista, havia rejeitado a pretensão do MPT.
A tese vencedora foi a da relatora
dos embargos, ministra Rosa Maria Weber. A corrente contrária,
liderada pela ministra Cristina Peduzzi, mantinha o entendimento anterior
no sentido de que a ação civil pública, pela sua
natureza de ação cominatória (isto é, que
impõe obrigações de fazer ou não fazer,
sob pena de pagamento de multa) ou condenatória genérica
(indenização para um fundo genérico de reparação
dos interesses lesados, em caso de danos morais coletivos), não
permitiria a reparação individualizada de uma lesão
(no caso, a ausência e recolhimento do FGTS).
Os ministros Vieira de Mello
Filho, Lelio Bentes Corrêa e Milton de Moura França –
que, na condição de presidente do Tribunal, foi o último
a votar, definindo a decisão – ressaltaram a importância
da atuação do Ministério Público em nome
da proteção ao trabalhador. Vieira de Mello Filho destacou
a ambivalência do FGTS, que por um lado é um tributo e
uma contribuição social, mas, por outro, é uma
espécie de “para-salário” que garante a subsistência
do trabalhador em caso de perda do emprego. “O Ministério
Público, ao ajuizar ação visando aos depósitos
do FGTS, não está cobrando tributos, e sim buscando obrigar
a empresa a regularizar direitos trabalhistas de seus empregados”,
explicou. “Se um sindicato pode mover ação com esta
finalidade, o MPT também pode.” (E-RR-180/2004-002-16-00.7)
(Carmem Feijó)
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03/09/2009
Advogado X cliente: SDI-1 decide pela incompetência
da Justiça do Trabalho
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
considerou a Justiça do Trabalho incompetente para julgar ação
de cobrança de honorários advocatícios estabelecidos
entre duas pessoas físicas. Por oito votos a seis, a seção
manteve entendimento que rejeita a competência. O ministro relator
do recurso, Horácio de Senna Pires, destacou em seu voto que,
embora a competência da Justiça do Trabalho tenha sido
ampliada com o advento da Emenda Constitucional nº 45/04, não
havia como se concluir que a ação de cobrança de
honorários, decorrente da celebração de contrato,
esteja inserida na expressão “relação de
trabalho”: trata-se de uma relação de índole
civil.
Após retorno de vista
regimental, o ministro João Oreste Dalaze, emitiu voto divergente,
destacando os elementos inspiradores que ampliaram a competência
da Justiça do Trabalho, preferindo a locução “relação
de trabalho”. “Por fundamentos econômicos e sociais,
visou-se a uma mudança no perfil e no espectro de atuação
da Justiça do Trabalho brasileira”, observou o vice-presidente
do TST. “Na sociedade da informação em que vivemos,
e sob o signo da globalização capitalista, operam-se profundas
transformações no mundo do trabalho humano produtivo,
como o aumento da informalidade, crescimento de formas alternativas
de prestação de trabalho por conta própria, em
condições assemelhadas ao contrato de emprego, ao ponto
de se cogitar uma expansão dos domínios do direito do
trabalho”, sustentou. O decano do Tribunal, ministro Vantuil Abdala,
também votou pela competência.
Esclarecendo seu voto a favor
do relator, o Ministro Luiz Phillipe Vieira de Melo explicou os elementos
de relação de consumo e de prestação de
serviço existentes num contrato de advocacia, que impossibilitariam
sua avaliação pela Justiça do Trabalho. “Quando
o advogado age com o cliente, seu trabalho não tem valor de troca,
porque o advogado detém a arte, a técnica, e ainda cobra
pelo serviço”, exemplificou. “Neste caso, o cliente
é que é considerado hipossuficiente social no juizado
cível e do consumidor, em detrimento da hipossuficiência
econômica, que seria a do advogado. Essa condição
é inconcebível no processo do trabalho”, concluiu.
(E-RR-8.310/2006-026-12-00.3)
(Alexandre Caxito)
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03/09/2009
Falta de comprovação de doença
profissional afasta direito à reintegração
A relação de causa
e efeito entre as atividades desempenhadas no trabalho e o estado de
saúde da trabalhadora foi o tema central de uma das discussões
travadas hoje (03) na Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho. O processo envolvia
uma ex-empregada da Chocolates Garoto demitida mesmo sendo portadora
de doença alegadamente decorrente do trabalho, reintegrada por
força de decisão judicial. Ao julgar embargos da empresa,
a seção converteu a reintegração em indenização
restrita ao período de um ano, correspondente à estabilidade
– pedido inicialmente formulado pela trabalhadora na ação
trabalhista ajuizada contra a Garoto.
O relator do processo, ministro
Brito Pereira, votou pela rejeição dos embargos e pela
confirmação da decisão da Primeira Turma do TST,
que, ao julgar recurso de revista, manteve a reintegração
com base na Súmula 126 do TST – por entender que a reforma
da decisão exigiria o reexame de fatos e provas. No início
do julgamento dos embargos pela SDI-1, em maio, o advogado da empresa
afirmou, na sustentação oral, a existência de um
conjunto taxativo de provas no sentido de que a empregada não
tinha doença profissional, levando o ministro Guilherme Caputo
Bastos a pedir vista do processo, a fim de verificar se tais alegações
se encontravam presentes no acórdão do Tribunal Regional
do Trabalho da 17ª Região.
Ao levar o processo novamente
à SDI-1, o ministro Caputo Bastos destacou trechos da decisão
regional segundo os quais o INSS teria afastado a hipótese de
doença ocupacional. Os problemas osteoarticulares apresentados
pela trabalhadora seriam resultado de várias condições
que favoreceriam o aparecimento de dor em vários segmentos do
corpo, como mamas grandes, varizes, bico de papagaio e escoliose. Além
disso, a incapacidade para o trabalho teria surgido após a empregada
ter-se submetido a uma cirurgia no ombro . Diante disso, o voto do ministro
Caputo foi no sentido de rejeitar a alegação de doença
profissional e julgar improcedente a reintegração, por
ausência do direito à estabilidade.
Foi a vez então da ministra
Maria Cristina Peduzzi propor uma solução intermediária
– converter a reintegração (e o pagamento de todos
os salários vencidos desde a demissão, como determinara
o TRT/ES) em indenização apenas pelos 12 meses previstos
na Lei 8.213/1991 (artigo 118) e, na Súmula 378 do TST, para
os casos de afastamento do trabalho por prazo superior a 15 dias. (TST-E-RR-993/1999-005-17-00-2)
(Carmem Feijó)
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03/09/2009
Reintegração: prescrição
é contada a partir de reconhecimento do vínculo
A prescrição -
perda do prazo para exercer o direito de ação –
para pedido de reintegração conta a partir do trânsito
em julgado da ação anterior que reconheceu o vínculo
de emprego. A decisão é da Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
ao julgar, hoje (03), o processo movido por um empregado terceirizado
da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). O contrato
do trabalhador ainda estava em vigor com a empresa prestadora de serviços
quando ele ajuizou a ação de vínculo. Este detalhe
fez toda a diferença no julgamento da SDI-1, que, por maioria,
afastou a prescrição e determinou o retorno do processo
ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (SP) para
que julgue o pedido de reintegração.
Com ressalvas de seu entendimento
pessoal, a relatora, ministra Maria Cristina Peduzzi, votou no sentido
de que a “pretensão à reintegração
só passa a fluir do trânsito em julgado da decisão
judicial reconhecendo o vínculo de emprego, por se tratar de
pretensão condicionada à solução prévia
do conflito”. Em sessão anterior, em que pediu para adiar
o julgamento do processo, a relatora propôs esse voto, seguindo
precedentes da própria SDI-1.
A peculiaridade do caso foi
destacada pelo ministro Lelio Bentes Corrêa. Ele esclareceu que
o trabalhador prestava serviços à Cesp por intermédio
de uma outra empresa e, ainda no decorrer do contrato de trabalho, ajuizou
a ação requerendo o reconhecimento do vínculo de
emprego diretamente com a Companhia Estadual. Em 1995, foi demitido
da prestadora e aguardou o trânsito em julgado da ação
de vínculo, que ocorreu em 2001, para ajuizar a segunda ação
– a de reintegração. “Como o trabalhador poderia
postular o retorno a um emprego do qual não havia se afastado?”,
questionou. E concluiu que o pretenso direito à reintegração
surgiu no momento em que foi reconhecido o vínculo com a Cesp,
isto é, com o trânsito em julgado da decisão nesse
sentido. Ficaram vencidos os ministros Carlos Alberto Reis de Paula
e João Batista Brito Pereira, que mantiveram o entendimento que
considerava prescrito o direito do trabalhador, por não ter ajuizado
a ação no prazo de dois anos após a rescisão
do contrato.
Para o ministro Brito Pereira,
a ação de reconhecimento de vínculo é declaratória
e não interrompe a prescrição. A ministra Maria
de Assis Calsing ressalvou que votava com a corrente majoritária
neste caso específico porque o trabalhador ainda tinha contrato
vigente na época da primeira ação, mas se tivesse
sido demitido, deveria cumular os pedidos de vínculo e reintegração
na mesma ação. (E-RR-1620/2001-005-15-00.5)
(Lourdes Tavares)
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03/09/2009
Hora extra integrada a descanso semanal não
incide em outras parcelas
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais Tribunal Superior do Trabalho iniciou
a sessão de hoje - em que serão discutidos temas polêmicos
e sem posição consolidada – com o julgamento de
dois processos em que foi definido, por maioria, por oito votos a seis,
que verbas salariais como férias, décimo terceiro salário,
aviso prévio e FGTS não sejam calculadas tendo como base
o descanso semanal remunerado acrescido de horas extras habituais.
A SDI-1 seguiu, por maioria
de votos (oito a seis), nos dois casos, os votos dos relatores, ministros
Aloysio Corrêa da Veiga e João Batista Brito Pereira, no
sentido de que a incidência sobre as demais parcelas configura
duplo pagamento, ou seja , reflexos sobre reflexos, o chamado bis in
idem. No primeiro processo julgado, a seção deu provimento
ao embargos do Banco Bradesco S.A. e excluiu a incidência dos
reflexos dos descansos semanais remunerados já integrados das
horas extraordinárias nas demais parcelas trabalhistas.
O ministro Aloysio entende que
“a fórmula de cálculo deverá cuidar para
que não ocorra bis in idem, de modo que as repercussões
reflexas não sejam inseridas em dois momentos distintos e acumuláveis,
como pretendia a bancária”. No outro processo, o teor do
voto do ministro Brito Pereira foi o mesmo, mas, no caso, os embargos
eram do trabalhador, que pretendia a inclusão nos cálculos
de parcelas trabalhistas com descansos semanais majorados das horas
extras. A pretensão foi rejeitada. (E-RR-961/2003-067-02-00.2
e E-RR-201/2004-051-02-00.0)
(Lourdes Tavares)
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