Agência Diap, 5 de
setembro de 2009
DIAP divulga lista dos “Cabeças” do
Congresso Nacional de 2009
Publicação, que está na 16º edição,
traz a lista dos "Cabeças", os parlamentares "em
ascensão", e, ainda os critérios e metodologias adotados
para escolha dos parlamentares
1.Definição e lista dos "Cabeças"
Os "Cabeças" do Congresso Nacional são, na
definição do DIAP, aqueles parlamentares que conseguem
se diferenciar dos demais pelo exercício de todas ou algumas
das qualidades e habilidades aqui descritas.
Entre os atributos que caracterizam um protagonista do
processo legislativo , destacamos a capacidade de conduzir
debates, negociações, votações,
articulações e formulações,
seja pelo saber, senso de oportunidade, eficiência
na leitura da realidade, que é dinâmica, e,
principalmente, facilidade para conceber idéias,
constituir posições, elaborar propostas e
projetá-las para o centro do debate, liderando sua
repercussão e tomada de decisão.
Enfim, é o parlamentar que, isoladamente ou em
conjunto com outras forças, é capaz de criar
seu papel e o contexto para desempenhá-lo.
1.1 - Lista dos "Cabeças" 2009
por estado
Acre
Senadores
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB)
Marina Silva (PV)
Tião Vianna (PT)
Alagoas
Senador
Renan Calheiros (PMDB)
Amapá
Senador
José Sarney (PMDB)
Amazonas
Senador
Arthur Virgílio (PSDB)
Bahia
Deputados
ACM Neto (DEM)
Daniel Almeida (PCdoB)
José Carlos Aleluia (DEM)
Jutahy Júnior (PSDB)
Sérgio Barradas Carneiro (PT)
Ceará
Deputado
Ciro Gomes (PSB)
Senadores
Inácio Arruda (PCdoB)
Tasso Jereissati (PSDB)
Distrito Federal
Deputados
Magela (PT)
Rodrigo Rollemberg (PSB)
Tadeu Filippelli (PMDB)
Senadores
Cristovam Buarque (PDT)
Gim Argello (PTB)
Espírito Santo
Deputada
Rita Camata (PMDB)
Senador
Renato Casagrande (PSB)
Goiás
Deputados
Jovair Arantes (PTB)
Sandro Mabel (PR)
Ronaldo Caiado (DEM)
Senador
Demóstenes Torres (DEM)
Maranhão
Deputado
Flávio Dino (PCdoB)
Mato Grosso do Sul
Senador
Delcídio Amaral (PT)
Minas Gerais
Deputados
Gilmar Machado (PT)
Mário Heringer (PDT)
Paulo Abi-Ackel (PSDB)
Rafael Guerra (PSDB)
Virgílio Guimarães (PT)
Pará
Deputado
Jader Barbalho (PMDB)
Senador
José Nery (PSol)
Paraná
Deputados
Abelardo Lupion (DEM)
Dr. Rosinha (PT)
Gustavo Fruet (PSDB)
Luiz Carlos Hauly (PSDB)
Ricardo Barros (PP)
Senador
Osmar Dias (PDT)
Pernambuco
Deputados
Armando Monteiro (PTB)
Fernando Ferro (PT)
Inocêncio Oliveira (PR)
Maurício Rands (PT)
Pedro Eugênio (PT)
Roberto Magalhães (DEM)
Senadores
Jarbas Vasconcellos (PMDB)
Marco Maciel (DEM)
Sérgio Guerra (PSDB)
Piauí
Senador
Heráclito Fortes (DEM)
Rio de Janeiro
Deputados
Antônio Carlos Biscaia (PT)
Brizola Neto (PDT)
Chico Alencar (PSol)
Eduardo Cunha (PMDB)
Fernando Gabeira (PV)
Miro Teixeira (PDT)
Rodrigo Maia (DEM)
Senador
Francisco Dornelles (PP)
Rio Grande do Norte
Deputado
Henrique Eduardo Alves (PMDB)
Senadores
Garibaldi Alves (PMDB)
José Agripino Maia (DEM)
Rio Grande do Sul
Deputados
Beto Albuquerque (PSB)
Eliseu Padilha (PMDB)
Henrique Fontana (PT)
Ibsen Pinheiro (PMDB)
Marco Maia (PT)
Mendes Ribeiro Filho (PMDB)
Onyx Lorenzoni (DEM)
Pepe Vargas (PT)
Vieira da Cunha (PDT)
Senadores
Paulo Paim (PT)
Pedro Simon (PMDB)
Roraima
Senador
Romero Jucá (PMDB)
Santa Catarina
Deputados
Fernando Coruja (PPS)
Paulo Bornhausen (DEM)
Vignatti (PT)
Senadora
Ideli Salvatti (PT)
São Paulo
Deputados
Aldo Rebelo (PCdoB)
Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB)
Antônio Carlos Pannunzio (PSDB)
Antônio Palocci (PT)
Arlindo Chinaglia (PT)
Arnaldo Faria de Sá (PTB)
Arnaldo Jardim (PPS)
Arnaldo Madeira (PSDB)
Cândido Vaccarezza (PT)
José Aníbal (PSDB)
José Eduardo Cardozo (PT)
Luiza Erundina (PSB)
Márcio França (PSB)
Michel Temer (PMDB)
Paulo Pereira da Silva (PDT)
Regis de Oliveira (PSC)
Ricardo Berzoini (PT)
Roberto Santiago (PV)
Vicentinho (PT)
Senadores
Aloizio Mercadante (PT)
Eduardo Suplicy (PT)
Tocantins
Deputado
Eduardo Gomes (PSDB)
Senadora
Kátia Abreu (DEM)
Os parlamentares em negrito e itálico são
os novos "Cabeças" 2009
2. Parlamentares "em ascensão" no
Poder Legislativo
Entende-se por parlamentar em "ascensão" aquele
deputado ou senador que vem recebendo missões partidárias,
políticas ou institucionais e se desincumbindo bem
delas.
Estão também nessa categoria os parlamentares
que têm buscado abrir canais de interlocução,
criando seus próprios espaços e se credenciando
para o exercício de lideranças formais ou
informais no âmbito do Parlamento.
Integram esse grupo, ainda, os deputados ou senadores
que já fizeram parte dos "Cabeças" mas,
por razões circunstanciais, perderam interlocução.
2.1 - Lista dos parlamentares em ascensão
2009 por estado
Amazonas
Senador
João Pedro (PT)
Bahia
Deputados
Alice Portugal (PCdoB)
Colbert Martins (PMDB)
José Carlos Araújo (PR)
Lídice da Mata (PSB)
Mário Negromonte (PP)
Zezéu Ribeiro (PT)
Ceará
Deputado
Eunício Oliveira (PMDB)
Espírito Santo
Deputados
Iriny Lopes (PT)
Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB)
Senador
Magno Malta (PR)
Goiás
Senadora
Lúcia Vânia (PSDB)
Maranhão
Deputados
Sarney Filho (PV)
Sebastião Madeira (PSDB)
Mato Grosso
Deputado
Carlos Abicalil (PT)
Mato Grosso do Sul
Deputado
Dagoberto (MS)
Senadora
Marisa Serrano (PSDB)
Minas Gerais
Deputados
Odair Cunha (PT)
Jô Moraes (PCdoB)
Júlio Delgado (PSB)
Pará
Deputado
Paulo Rocha (PT)
Zenaldo Coutinho (PSDB)
Paraná
Deputado
Eduardo Sciarra (DEM)
Osmar Serraglio (PMDB)
Senador
Alvaro Dias (PSDB)
Pernambuco
Deputados
André de Paula (DEM)
Bruno Araújo (PSDB)
Bruno Rodrigues (PSDB)
Paulo Rubem Santiago (PDT)
Raul Jungmann (PPS)
Piauí
Deputado
Nazareno Fonteles (PT)
Rio de Janeiro
Deputados
Índio da Costa (DEM)
Rio Grande do Norte
Deputados
Fátima Bezerra (PT)
Senadora
Rosalba Ciarlini (DEM)
Rio Grande do Sul
Deputados
Darcísio Perondi (PMDB)
Maria do Rosário (PT)
Manuela D'Ávila (PCdoB)
Roraima
Deputado
Luciano Castro (PR)
Santa Catarina
Deputado
Edinho Bez (PMDB)
São Paulo
Deputados
Carlos Zarattini (PT)
Devanir Ribeiro (PT)
Ivan Valente (PSol)
João Dado (PDT)
João Paulo Cunha (PT)
José Genoino (PT)
Júlio Semeghini (PSDB)
Marcelo Ortiz (PV)
Sergipe
Senador
Antônio Carlos Valadares (PSB)
3.Metodologia
Definição
Os "Cabeças" do Congresso Nacional são, na
definição do DIAP, aqueles parlamentares que conseguem
se diferenciar dos demais pelo exercício de todas ou algumas
das qualidades e habilidades aqui descritas.
Entre os atributos que caracterizam um protagonista do
processo legislativo , destacamos a capacidade de conduzir
debates, negociações, votações,
articulações e formulações,
seja pelo saber, senso de oportunidade, eficiência
na leitura da realidade, que é dinâmica, e,
principalmente, facilidade para conceber idéias,
constituir posições, elaborar propostas e
projetá-las para o centro do debate, liderando sua
repercussão e tomada de decisão.
Enfim, é o parlamentar que, isoladamente ou em
conjunto com outras forças, é capaz de criar
seu papel e o contexto para desempenhá-lo.
São "Cabeças", portanto, aqueles
operadores-chave do Poder Legislativo cujas preferências,
iniciativas, decisões ou vetos - implementados,
por meio dos métodos da persuasão, da negociação,
da indução ou da não-decisão
- prevalecem no processo decisório na Câmara
ou no Senado Federal.
Critério de classificação
Para a classificação e definição dos nomes
que lideram o processo legislativo, o DIAP adotou critérios
qualitativos e quantitativos que incluem aspectos posicionais (institucionais),
reputacionais e decisionais.
Entendemos como critério institucional, o vínculo
formal ou o posto hierárquico ocupado na estrutura
de uma organização; o reputacional, a percepção
e juízo que outras pessoas têm ou fazem sobre
determinado ator político; e o decisional, a capacidade
de liderar e influenciar escolhas.
Além destes métodos, geralmente aceitos
pelos cientistas políticos, o DIAP vem buscando
a aplicação da abordagem da não-decisão,
caracterizada por ações de bastidores destinadas
a ocultar ou criar barreiras ou obstáculos à exposição
do conflito, evitando que matérias com potencial
explosivo ou ameaçador sejam incluídas na
agenda política.
A não regulamentação do sistema financeiro é um
exemplo típico, como bem demonstrou o cientista
político Pedro Robson Neiva, em sua dissertação
de mestrado na UnB. Este, embora menos visível que
os outros métodos, envolve a manipulação
de regras, procedimentos, instituições, mitos,
valores etc.
Exerce influência, por exemplo, alguém que
consegue evitar que o processo de coleta de assinaturas
para a instalação de uma CPI seja concluído
ou mesmo iniciado ou, ainda, aquele cuja simples não-manifestação
sobre um determinado assunto possa ser decisiva para que
este sequer seja aventado.
Com base nos critérios acima, a equipe do DIAP
fez entrevistas com deputados e senadores, assessores das
duas Casas do Congresso, jornalistas, cientistas e analistas
políticos, e promoveu, em relação
a cada parlamentar, exame cuidadoso das atividades profissionais,
dos vínculos com empresas ou organizações
econômicas ou de classe, da formação
e vida acadêmica, além de levantamentos minuciosos
de pronunciamentos, apresentação de proposições,
resultados de votações, intervenções
nos debates do Legislativo, freqüência com que é citado
na imprensa, temas preferenciais, cargos públicos
exercidos dentro e fora do Congresso, relatorias de matérias
relevantes, forças ou grupos políticos de
que faça parte, além do exame minucioso dos
perfis políticos e ideológicos de cada parlamentar.
Características dos "Cabeças"
Constatou-se, ao longo deste trabalho, que as posições
ocupadas, cargos formais ou informais, como presidência de comissões,
lideranças, vice-lideranças, relatorias, missões
partidárias, direção da Câmara ou do Senado
e a reputação entre os colegas são fundamentais
para o ingresso nesse clube restrito, embora não sejam exclusivos.
O saber, o equilíbrio, a prudência, a credibilidade
e a respeitabilidade, ao lado da experiência, são
atributos que credenciam um parlamentar perante seus pares
e abrem caminho para influenciar no processo decisório,
inclusive na definição da agenda.
A imprensa, igualmente, possui papel decisivo na projeção
desses parlamentares.
Assim, de acordo com os critérios adotados, não
basta o parlamentar ser líder partidário,
presidente de comissão, relator de matéria
importante, presidir partido político, estar sempre
na mídia ou ter arroubos de valentia, para ser classificado
como "Cabeça".
É preciso, além do cargo formal, que o parlamentar
exerça alguma habilidade, que comprovadamente influencie
o processo decisório, seja na bancada partidária,
na comissão, no plenário, nas decisões
de bastidores ou até mesmo em fóruns informais,
como as frentes ou bancadas de interesse. Há uma
alternância normal entre os parlamentares que aparecem
apenas conjunturalmente.
Esses, com a mesma velocidade com que surgem, também,
desaparecem da cena política.
Os "Cabeças" ou protagonistas do Congresso,
portanto, são os parlamentares que exercem real
influência no processo decisório e sobre os
atores nele envolvidos.
Influência aqui é definida como uma relação
entre parlamentares na qual as preferências, desejos
ou intenções de um ou mais parlamentares
afetam a conduta ou a disposição de agir
de outros. Há dois tipos de influência: a
manifesta ou explícita, mais comum, e a implícita
ou de expectativa.
Trata-se, neste último caso, de reação
antecipada, na qual, um ator "y" ajusta sua conduta
ao que acredita ser o desejo do ator "x", sem
que este (ator x) tenha emitido qualquer mensagem explícita
sobre suas preferências ou intenções,
direta ou indiretamente.
Parlamentares em ascensão
Entende-se por parlamentar em "ascensão" aquele deputado
ou senador que vem recebendo missões partidárias, políticas
ou institucionais e se desincumbe bem delas.
Estão também nessa categoria os parlamentares
que têm buscado abrir canais de interlocução,
criando seus próprios espaços e se credenciando
para o exercício de lideranças formais ou
informais no âmbito do Parlamento.
Integram esse grupo, ainda, os deputados ou senadores
que já fizeram parte dos "Cabeças" mas,
por razões circunstanciais, perderam interlocução.
Os conceitos, a metodologia adotada, os critérios
de classificação dos parlamentares, bem como
a análise e perfis individuais são de inteira
responsabilidade da equipe técnica do DIAP.
Classificação
Para facilitar a leitura, o DIAP identificou e classificou os parlamentares
em cinco categorias, de acordo com suas habilidades, dando destaque à característica
principal de cada operador-chave do processo legislativo.
As categorias são: 1) debatedores; 2) articuladores/organizadores;
3) formuladores; 4) negociadores; e 5) formadores de opinião.
As classificações não são excludentes.
Assim, um parlamentar pode, além de sua habilidade
principal, possuir outras secundárias.
1) Formadores de Opinião
São parlamentares que, por sua respeitabilidade, credibilidade
e prudência, são chamados a arbitrar conflitos ou conduzir
negociações políticas de grande relevância.
Normalmente, são deputados ou senadores experientes,
com trânsito fácil entre as diversas correntes
e segmentos representados no Congresso e visão abrangente
dos problemas do País, cuja opinião sobre
o assunto influencia fortemente a decisão dos demais
parlamentares.
Discretos na forma de agir, evitando se expor em questões
menores do dia-a-dia do Legislativo, preferem as decisões
de bastidores, onde exercem real poder.
Constituem a elite do Poder Legislativo, embora não
precisem, necessária e institucionalmente, estar
em postos-chave, como liderança formal ou presidência
de uma das Casas do Congresso.
São os que se pode chamar de líderes de
alta patente, respeitados e legitimados pelo grupo ou corrente
política que lideram.
2) Articuladores/Organizadores
São parlamentares com excelente trânsito nas diversas
correntes políticas, cuja facilidade de interpretar o pensamento
da maioria os credencia a ordenar e criar as condições
para o consenso. Muitos deles exercem um poder invisível entre
seus colegas de bancada, sem aparecer na imprensa ou nos debates de
plenários e comissões.
Como interlocutores dos líderes de opinião,
encarregam-se de difundir e sustentar as decisões
ou intenções dos formadores de opinião,
formando uma massa de apoio à iniciativa dos dirigentes
dos grupos políticos a que pertencem.
Normalmente, têm livre acesso aos bastidores, ao
poder institucional e alto grau de fidelidade às
diretrizes partidárias ou ideológicas do
grupo político que integram. Não são
necessariamente eruditos, intelectuais, mas possuem instinto
político e o dom da síntese.
3) Negociadores
Em geral líderes partidários, os negociadores são
aqueles parlamentares que, investidos de autoridade para firmar e honrar
compromissos, sentam-se à mesa de negociação respaldados
para tomar decisões.
Os negociadores, normalmente parlamentares experientes
e respeitados por seus pares, sabedores de seus limites
de concessões, procuram previamente conhecer as
aspirações e bases de barganha dos interlocutores
para estabelecer sua tática de convencimento.
São atributos indispensáveis ao bom negociador,
além da credibilidade, a urbanidade no trato, o
controle emocional, a habilidade no uso das palavras, discrição
e, sobretudo, capacidade de transigir. É bom negociador
aquele parlamentar que, sem abrir mão de suas convicções
políticas, respeita a vontade da maioria mantendo
coeso seu grupo político.
4) Debatedores
São parlamentares ativos, atentos aos acontecimentos e principalmente
com grande senso de oportunidade e capacidade de repercutir, seja no
plenário ou na imprensa, os fatos políticos gerados dentro
ou fora do Congresso. São, por essência, parlamentares
extrovertidos, que procuram ocupar espaços e explorar os assuntos
que possam ser notícia.
Conhecedores das regras regimentais, que regem as sessões
e o funcionamento das Casas do Congresso, exercem real
influência nos debates e na definição
da agenda prioritária. Com suas questões
de ordem, de encaminhamento, discussão de matérias
em votação, obstrução do processo
deliberativo, dominam a cena e contribuem decisivamente
na dinâmica do Congresso. São os parlamentares
mais procurados pela imprensa.
5) Formuladores
São os parlamentares que se dedicam à elaboração
de textos com propostas para deliberação. Normalmente
são juristas, economistas ou pessoas que se especializaram em
determinada área, a ponto de formular sobre os temas que dominam.
São, certamente, os parlamentares mais produtivos, embora tenham
menos visibilidade que os debatedores.
O saber, a qualidade intelectual e a especialização,
embora não sejam exclusivos, são atributos
indispensáveis aos formuladores.
O debate, a dinâmica e a agenda do Congresso são
fornecidos basicamente pelos formuladores, que dão
forma às idéias e interesses que circulam
no Congresso. A produção legislativa, com
raras exceções, é fruto do trabalho
desses parlamentares. Enfim, são eles que concebem
e escrevem o que o Poder Legislativo debate e delibera.
Não ocupam, necessariamente, posto de líder
político ou partidário.
4. Cabeças por especialização(Operadores
Temáticos)
Apesar de eminentemente político, o trabalho parlamentar
obedece ao princípio da divisão e especialização,
com valorização das habilidades regimentais,
acadêmicas ou profissionais dos deputados e senadores.
Os parlamentares com domínio sobre determinados
temas, além de se constituírem em fontes
de consulta de seus colegas e serem muito requisitados
pela imprensa, são chamados com freqüência
para coordenar negociações, relatar matérias,
encaminhar votações em plenários,
enfim, são considerados no processo decisório.
Entre os "Cabeças" de 2009 identificamos
os parlamentares que são referências nos seguintes
temas: Economia, Tributos e Finanças, Orçamento,
Infra-Estrutura (especialmente Energia e Petróleo,
Ciência e Tecnologia e Comunicação),
Educação, Saúde, Amazônia e
Meio Ambiente; Justiça, Segurança e Cidadania;
Direitos Humanos e Minorias.
A seguir uma rápida tentativa de identificação
dos operadores temáticos da elite do Congresso.
Economia: deputados Ciro Gomes (PSB/CE), Antônio
Palocci (PT/SP), Armando Monteiro (PTB/PE) e os senadores
Aloizio Mercadante (PT/SP), Eduardo Suplicy (PT/SP), Jarbas
Vasconcellos (PMDB/PE) e Tasso Jereissati (PSDB/CE).
Infra-Estrutura: deputados Beto Albuquerque (PSB/RS),
Eduardo Gomes (PSDB/TO), Eliseu Padilha (PMDB/RS), Fernando
Ferro (PT/PE), Jader Barbalho (PMDB/PA), José Carlos
Aleluia (DEM/BA) e os senadores Delcídio Amaral
(PT/MS), Renato Casagrande (PSB/ES) e Romero Jucá (PMDB/RR).
Orçamento: deputados Gilmar Machado (PT/MG), Magela
(PT/DF), Ricardo Barros (PP/PR), Vignatti (PT/SC) e a senadora
Ideli Salvatti (PT/SC).
Tributos e Finanças: deputados Arnaldo Madeira
(PSDB/SP), Fernando Coruja (PPS/SC), Luiz Carlos Hauly
(PSDB/PR), Pedro Eugênio (PT/PE), Ricardo Berzoini
(PT/SP), Rodrigo Maia (DEM/RJ), Virgílio Guimarães
(PT/MG) e os senadores Francisco Dornelles (PP/RJ) e Sérgio
Guerra (PSDB/PE).
Ciência, Tecnologia e Comunicação:
deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), José Aníbal
(PSDB/SP), Miro Teixeira (PDT/RJ), Paulo Bornhausen (DEM/SC),
Rodrigo Rollemberg (PSB/DF), e os senadores José Sarney
(PMDB/AP) e Garibaldi Alves Filho (PMDB/RN).
Agricultura, Questões Fundiárias e Agrárias:
Ronaldo Caiado (DEM/GO), Abelardo Lupion (DEM/PR), Onyx
Lorenzoni (DEM/RS) e os senadores Kátia Abreu (DEM/TO),
Osmar Dias (PDT/PR) e Pedro Simon (PMDB/RS).
Educação: senador Cristovam Buarque (PDT/DF).
Trabalho, Sindical e Previdência: deputados Arnaldo
Faria de Sá (PTB/SP), Brizola Neto (PDT/RJ), Cândido
Vacarezza (PT/SP), Daniel Almeida (PCdoB/BA), Marco Maia
(PT/RS), Maurício Rands (PT/PE), Paulo Pereira da
Silva (PDT/SP), Sandro Mabel (PR/GO), Roberto Santiago
(PV/SP), Vicentinho (PT/SP) e os senadores Paulo Paim (PT/RS)
e Inácio Arruda (PCdoB/CE).
Direitos Humanos e Minorias: deputados Chico Alencar (PSOL/RJ),
Luiza Erundina (PSB/SP), Rita Camata (PMDB/ES).
Saúde: deputados Henrique Fontana (PT/RS), Dr.
Rosinha (PT/PR), Inocêncio Oliveria (PR/PE), Pepe
Vargas (PT/RS), Rafael Guerra (PSDB/MG) e o senador Tião
Vianna (PT/AC).
Justiça, Segurança e Cidadania: deputados
Aldo Rebelo (PCdoB/SP), Antonio Carlos Biscaia (PT/RJ),
Flávio Dino (PCdoB/MA), Gustavo Fruet (PSDB/PR),
José Eduardo Cardozo (PT/SP), Jutahy Júnior
(PSDB/BA), Paulo Abi-Ackel (PSDB/MG), Regis de Oliveira
(PSC/SP), Roberto Magalhães (DEM/PE), Vieira da
Cunha (PDT/RS) e os senadores Demóstenes Torres
(DEM/GO), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB/AC) e Renan
Calheiros (PMDB/AL).
Amazônia e Meio Ambiente: Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB/SP),
Arnaldo Jardim (PPS/SP) e Fernando Gabeira (PV/RJ). Senadores Arthur
Virgílio (PSDB/AM) e José Nery (PSol/PA).