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FOLHA DE SÃO PAULO, 15 de setembro
de 2009 | Dinheiro
Procuradoria aponta trabalho degradante
em obra no Madeira
Ministério Público anuncia libertação
de 38 pessoas que estavam em alojamentos considerados precários
em Jirau | Segundo procuradores, em Rondônia, operários
foram arregimentados de forma ilegal por construtora que participa
de projeto do PAC
MATHEUS PICHONELLI
DA AGÊNCIA FOLHA
O Ministério Público
do Trabalho anunciou a libertação de 38 pessoas alojadas
em condições degradantes para trabalhar em obra do complexo
hidrelétrico do rio Madeira (RO).
A vistoria ocorreu na semana passada em ação do governo
federal, do Ministério Público do Trabalho e da Polícia
Federal.
A Construtora BS é prestadora de serviços da Enersus (Energia
Sustentável do Brasil), consórcio responsável,
no rio Madeira, pela hidrelétrica de Jirau, um dos principais
projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Os operários viviam desde o fim de agosto no distrito de Jaci-Paraná,
em Porto Velho. Foram arregimentados ilegalmente por "gatos"
em Parnarama (MA), segundo a Procuradoria. Dormiam num barracão
improvisado, de cerca de cem metros quadrados.
O local, segundo os fiscais, não tinha "as mínimas
condições de uso". O banheiro era feito de tábuas
e não tinha teto. O alojamento foi interditado.
A hidrelétrica de Jirau terá capacidade para abastecer
cerca de 10 milhões de casas, a partir de 2012, e deve receber
investimentos de R$ 10 bilhões.
A empreiteira é responsável pela construção
de uma vila que vai abrigar famílias que deixarão suas
casas em uma área próxima ao rio em que será formado
um lago da usina. Cerca de 1.400 operários trabalham nessa construção.
Segundo a Procuradoria, os operários foram atraídos pela
promessa de que receberiam até R$ 1.200, mas em suas carteiras
de trabalho constava apenas um salário mínimo. Resgatados,
tiveram contratos rescindidos e receberam passagens para voltar para
casa.
O Ministério Público do Trabalho disse que muitos deles
se endividaram para pagar ao aliciador e custear as despesas com a viagem
até Rondônia.
Um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) foi assinado na sexta-feira.
Pelo acordo, a empresa teve de pagar indenizações de R$
1.500 por dano moral individual a cada um dos 38 trabalhadores.
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AEN, 15 de setembro de 2009
PR: Deputados unem-se ao governador
pela redução da jornada de trabalho
O governador Roberto Requião reuniu-se nesta segunda-feira
(14) com deputados federais e sindicalistas, na Granja do Canguiri,
para discutir a aprovação da PEC (Proposta de Emenda
Constitucional) 231, que prevê a redução da jornada
de trabalho de 44 para 40 horas semanais e acréscimo da hora
extra de 50% para 75% sobre o valor da hora normal. A intenção
do governador é unir forças e fazer pressão para
que o Congresso Nacional analise e aprove a proposta com urgência.
“Esta reunião é
para integrar as possibilidades de recurso do Paraná e das bancadas
na Câmara. Existe o aspecto de aumentar o número de vagas
para os trabalhadores, mas o fundamental é que o trabalhador
tenha tempo livre para a família”, defendeu o governador.
A proposta já foi aprovada
pela Comissão de Constituição e Justiça
e pela Comissão Especial que a analisou. Agora ela precisa ser
aprovada em dois turnos de votação pela Câmara por,
no mínimo, 308 votos favoráveis em cada votação
para depois seguir ao Senado.
Requião lembrou, durante
o encontro, que todos os funcionários do Governo do Estado estão
inseridos na proposta das 40 horas semanais e que diversas indústrias
no Paraná trabalham com o mesmo esquema. “Acreditamos que
os trabalhadores têm direito à qualidade de vida e lazer.
Para isso, eliminamos o imposto da microempresa, reduzimos o ICMS de
95 mil produtos e lutamos pela reforma tributária. Com esta emenda
criamos oportunidade de trabalho e damos qualidade de vida aos brasileiros”,
disse o governador.
Para o deputado federal Florisvaldo
Fier (Dr. Rosinha), se a proposta fosse votada hoje ela não seria
aprovada. “Eu já tenho a minha opinião formada há
muito tempo e defendo a redução para preservar a saúde
dos trabalhadores. Mas muitos deputados ainda estão indecisos
e o ideal é que a votação aconteça daqui
a uns dois meses para termos uma base forte e aprová-la na Câmara”,
disse.
O deputado federal Ângelo
Vanhoni relembrou quando a jornada de trabalho foi reduzida de 48 para
44 horas, na Constituição de 1988, para embasar sua posição
favorável à emenda 231. “O Brasil fez a mesma discussão
há 15 anos. E o que nós vimos foi que a economia do país
se desenvolveu, a produtividade aumentou em 84% das empresas brasileiras.
Esperamos aprovar essa emenda no plenário porque ela vai trazer
benefícios não só à economia mas aos trabalhadores
brasileiros”, enfatizou Vanhoni.
Ratinho Junior também
se mostrou favorável à redução da jornada
de trabalho mas defende um diálogo com o Governo Federal para
que, em contrapartida, sejam diminuídos os encargos trabalhistas
dos empresários. “A diminuição da jornada
de trabalho é muito importante e sou favorável a ela.
Mas acredito que se precisa fazer uma discussão com os empresários
para diminuir seus encargos, porque eles gastam muito com a geração
de empregos. Temos que resolver as duas pontas, do empregado e do empregador”,
defendeu.
“O projeto é polêmico
mas não é difícil de ser realizado. Muitas empresas
já praticam isso. Acredito que as compensações
para a classe empresarial deveriam ser o mote de negociação”,
disse o deputado Luiz Carlos Setim.
“Acredito nesta emenda
porque sou favorável às relações modernas
de trabalho. Com o lazer e a qualidade de vida defendida pelo governador,
criamos uma dinâmica e fomentamos esse setor. As famílias
vão ter tempo para ir ao cinema, parques e desfrutar e consumir
um pouco da cultura que é tão vasta em nosso país”,
ressaltou o deputado André Vargas.
O deputado Airton Roveda salientou
que é preciso analisar bem a proposta antes de tomar uma decisão.
“Estamos em um momento conturbado, sofrendo pressões por
todos os lados mas acho que essa emenda é importante e vale a
pena ser debatida. Esse encontro com o governador e sindicalistas vai
propiciar essa discussão”, disse.
“Os sindicatos do Paraná
e as centrais sindicais têm se mobilizado para a aprovação
da redução da jornada de trabalho. Com o Governo do Paraná
se mobilizando da mesma maneira, ajuda esses movimentos sociais a continuar
fazendo o bom debate que está sendo travado na Câmara dos
Deputados”, salientou Vanhoni.
Estiveram presentes também
os deputados estaduais Bete Pavim e Cleiton Kielse.
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AEN, 15 de setembro de 2009
Sindicalistas afirmam que redução
de jornada amplia benefício a todas categorias
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| Curitiba,
14-09-09- O governador Roberto Requião, em reunião
com deputados e lideranças sindicais. Foto-Roberto Corradini-AE-Notícias.
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Curitiba, 14-09-09- O governador Roberto Requião, em reunião
com deputados e lideranças sindicais. Na foto, Geraldo
Rantum, vice-presidente da Nova Central dos Trabalhadores. Foto-Roberto
Corradini-AE-Notícias. |
A aprovação da
proposta de emenda constitucional 231, que reduz a jornada semanal de
trabalho de 44 para 40 horas, fará com que todos os trabalhadores
recebam os benefícios que já existem em diversas categorias,
explicaram, nesta segunda-feira (14), representantes sindicais. Eles
se encontraram com o governador Roberto Requião, na Granja do
Canguiri.
Clementino Vieira, presidente
da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos,
lembrou que cerca de 50% dos empregados do setor no Paraná já
trabalham no regime de 40 horas. “Iremos normatizar, em definitivo,
algo que já vem funcionando. As categorias que têm menos
poder de pressão é que serão beneficiadas”,
explicou.
Segundo Vieira, são 31
as categorias que já trabalham menos de 44 horas, como a bancária,
do transporte coletivo, de saúde e dos servidores públicos.
Já comerciários e empregadas domésticas, por exemplo,
vivem na situação oposta, com a legislação
em vigor permitindo que, na prática, trabalhem muito mais que
a jornada normal.
“Atualmente, o patrão
pode exigir que a empregada doméstica trabalhe 24 horas por dia,
de segunda a sábado, já que as leis atuais não
garantem os horários de trabalho”, explicou a presidente
do Sindicato dos Empregados Domésticos do Paraná, Carolina
Michelisa Stachera.
No caso dos comerciários
a situação é parecida, já que as leis permitem
jornadas extraordinárias que acabam se tornam rotineiras. Segundo
o presidente da CUT-PR (Central Única dos Trabalhadores do Paraná),
Roni Barbosa, isso faz com que os funcionários trabalhem até
56 horas semanais. “O comércio precisa se modernizar, não
é mais aceitável carga horária desse tamanho”,
afirmou.
BENEFÍCIOS - Segundo
lembrou Clementino Vieira, a jornada atual faz com que os trabalhadores
passem de 12 a 13 horas fora de suas casas. “Em média,
são nove horas na fábrica e mais cerca de uma hora e meia
para ir e voltar. Com a redução ganha-se, no mínimo,
mais uma hora por dia em casa, para o lazer ou ficar com os filhos”,
explicou.
O diretor da Central dos Trabalhadores
e Trabalhadoras do Brasil – CTB, Zenir Teixeira de Almeida, lembrou
que a produtividade dos trabalhadores quase duplicou desde 1988, quando
foi instituída a jornada de 44 horas. “As indústrias
podem reduzir as jornadas e criar mais empregos”, afirmou. “A
tendência mundial, em função dos avanços
tecnológicos, é diminuir as jornadas de trabalho. O Brasil
precisa humanizar as suas relações, e uma forma de fazer
isso é dando mais tempo para o lazer e convívio com as
famílias.”
De acordo com o presidente da
CUT-PR, reduzir a jornada vai dar melhor condição de vida,
de saúde e de trabalho para os trabalhadores, além de
criar empregos. “Há décadas defendemos a redução
da jornada, agora entendemos que chegou o momento de o Congresso Nacional
aprová-la”, disse Barbosa.
Os sindicatos já visitaram
os gabinetes dos 513 deputados federais, em Brasília, para debater
sobre o assunto. “A redução de jornada não
é uma questão econômica, é uma questão
social para dar maior qualidade de vida aos trabalhadores. É
dessa maneira que queremos que os deputados se posicionem,” explicou
o diretor de mobilização da Força Sindical do Paraná,
Nelson Silva de Souza.
Estiveram presentes no
encontro com o governador Roberto Requião, representantes da
CUT (Central Única dos Trabalhadores), CGTB (Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil), Força Sindical, CTB (Central dos Trabalhadores
e Trabalhadoras do Brasil) e da Nova Central Sindical dos Trabalhadores
(NCST), além de diversos sindicatos.
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FS, 15 de setembro de 2009
Sindicalistas falarão amanhã
com líderes partidários e Michel Temer sobre a PEC da
redução da jornada
Sindicalistas de todas as centrais sindicais se reunirão amanhã
com os líderes partidários e com o presidente da Câmara
dos Deputados, Michel Temer, para sensibilizar os parlamentares a incluir
na pauta de votação, a PEC 231/95, que trata da redução
da jornada de trabalho de 44h para 40h. As reuniões com os parlamentares
vão começar amanhã (dia 15), a partir das 10 horas.
Paralelamente, os dirigentes
sindicais estão mobilizando os trabalhadores nas bases para lutarem
pela aprovação da proposta. "A redução
da jornada irá gerar 2 milhões de empregos, além
de reduzir os acidentes de trabalho resultado de jornadas exaustivas",
afirma o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva,
o Paulinho.
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AGÊNCIA DIAP, 15 de
setembro de 2009
PEC 231/95: redução da jornada,
dirigentes sindicais pressionam para votar
A intenção das
centrais sindicais é votar a proposta no dia 7 de outubro. No
mesmo dia, as entidades fariam a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora
em Brasília
Dirigentes sindicais de todas
as centrais sindicais vão se reunir nesta semana com líderes
partidários e com o presidente da Câmara dos Deputados,
Michel Temer (PMDB/SP), para sensibilizá-los a incluir na pauta
de votação, a PEC 231/95, que trata da redução
da jornada de trabalho de 44h para 40h.
A intenção é
votar a proposta no dia 7 de outubro.
Os encontros com parlamentares
e lideranças partidárias começam, nesta terça-feira
(15), às 10h na Câmara dos Deputados.
Paralelamente, os dirigentes
sindicais estão mobilizando os trabalhadores nas bases, nos estados
para lutarem pela aprovação da proposta em discussão
na Câmara.
"A redução
da jornada irá gerar dois milhões de empregos, além
de reduzir os acidentes de trabalho resultado de jornadas exaustivas",
afirma o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira
da Silva (PDT/SP).
A proposta já foi aprovada
pela comissão especial no dia 30 de junho.
Agora, a matéria
precisa ser votada em dois turnos no plenário da Casa, para em
seguida ser enviada ao Senado, Casa onde será examinada pela
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania,
depois vai a votos em plenário também em dois turnos.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
15 de julho de 2009 | Dinheiro
País criou 150 mil vagas
formais em agosto, diz Lula
Segundo o presidente, Brasil deve gerar 1 milhão
de postos de trabalho no ano; saldo de empregos desde início
da crise é negativo
DA ENVIADA A BOA VISTA (RR)
O presidente Lula disse ontem,
a rádios de Roraima, que a geração de empregos
formais em agosto deve ter chegado a 150 mil postos. Se confirmado,
será o melhor resultado mensal do mercado de trabalho desde a
chegada da crise ao Brasil, no último trimestre de 2008.
"Certamente vamos bater outra vez recorde de criação
de empregos. Deve ser por volta de 150 mil empregos. Enquanto o mundo
inteiro está tendo desemprego, vamos chegar ao fim do ano com
quase 1 milhão de empregos novos criados", afirmou o presidente.
Os dados fazem parte do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados),
que deve ser divulgado amanhã pelo Ministério do Trabalho.
No mês passado, ao divulgar o desempenho do mercado formal em
julho, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) já havia estimado que
o número de novos postos passaria de 150 mil em agosto.
Conforme noticiado ontem pela Folha, Lupi acha que o resultado de agosto
poderá ficar próximo de 200 mil. Avalia que a indústria
apresentará o melhor resultado do ano, com quase todos os setores
contratando mais que demitindo.
Em julho, o Caged apontou a criação de 138.402 vagas formais,
o melhor saldo registrado no ano e o quarto maior da série histórica,
segundo dados do cadastro. No ano, as contratações superam
as demissões em 437.908 vagas. Desde outubro do ano passado,
entretanto, o mercado ainda contabiliza saldo negativo de empregos,
com fechamento de 196.458 postos.
PIB
Lula comentou também o resultado do PIB do segundo trimestre,
dizendo que os números foram "alentadores", o que demonstra
que o Brasil foi o primeiro país a sair da crise e chegará
em 2010 ainda melhor.
"Os últimos números do PIB são muito alentadores,
significa que a gente vai terminar o ano numa fase muito boa e vamos
começar o ano que vem numa fase muito melhor", afirmou o
presidente.
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O ESTADO DO PARANÁ,
15 de setembro de 2009 | Economia
Indústria têxtil precisa
de trabalhadores capacitados
Newton Almeida
Um dos setores da economia que mais crescem no Estado, a indústria
têxtil pode significar uma porta de entrada para o mercado de
trabalho, já que, além de aumentar o número de
vagas disponíveis, com o aumento da produção, cresce
também a procura por trabalhadores capacitados. Para quem se
especializa, os profissionais da área garantem: é emprego
certo.
De acordo com o técnico
de educação profissional do Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial (Senac), Raul Vinícius Pizarro, o setor
têxtil já é a segunda maior economia do Estado,
com um faturamento anual de R$ 3,5 bilhões.
"O Paraná atende
hoje as grandes marcas da moda brasileira. Hoje, o crescimento da demanda,
que é maior no norte do Estado, tem se estendido para a capital,
onde também deve crescer a procura por profissionais da área",
diz. Segundo Pizarro, somente as agências do Trabalhador chegam
a oferecer, em média, 400 vagas por mês em todo o Estado.
No entanto, ele conta que o
mercado já reclama a falta de pessoas qualificadas para atuar
em produção e prestação de serviços
de alta qualidade. "Até para fazer reparos é necessário
qualificação. Em algumas roupas femininas, em caso de
erro em reparos, a peça pode se desmanchar", diz.
Segundo Pizarro, a procura por
profissionais de corte e costura é tanta que, 90% dos alunos
que ingressam no curso de Modelagem e Costura do Senac acabam adentrando
ao mercado de trabalho, antes mesmo do fim do curso.
De acordo com Pizarro, o salário
médio mensal de costureiros gira em torno de R$ 1.500. "Alguns
profissionais de criação são alguns dos mais bem
remunerados", diz.
Além de capacitar, Pizarro
conta que o curso do Senac também incentiva os alunos a abrir
o próprio negócio, com conceitos de empreendedorismo.
Opção aderida pela costureira Nadir Batista de Almeida,
que há dois meses mantém uma oficina no bairro Cotolengo,
em Curitiba.
Antes de passar pelo curso,
Nadir conta que atendia somente pessoas conhecidas e se limitava a fazer
roupas mais básicas. Agora, ela aprendeu a modelar e modifica
desde fardas para militares a vestidos para ocasiões de gala.
Para a capacitação
de Modelagem e Costura do Senac, cuja carga horária é
de 263 horas (uma duração de cerca de seis meses) estão
programadas três turmas, nos períodos da manhã,
tarde e noite. As aulas terão início no dia 21 de setembro.
O curso custa R$ 1.325 à vista. Aposentados e comerciários
têm 10% de desconto.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
15 de setembro de 2009
CLÓVIS ROSSI
Nasce uma nova religião?
SÃO PAULO - O presidente francês Nicolas Sarkozy anunciou
ontem o fim do que chamou de "religião das cifras"
e pregou uma "revolução" para entronizar um
novo conceito que eu traduzo, livremente, por Felicidade Nacional Bruta.
Nas palavras de Sarkozy, é preciso que a França e a União
Europeia liderem movimento para mudar os "aparelhos estatísticos
internacionais" para adotar uma "ideia-chave, a de pôr
a ênfase na medição do bem-estar das populações
em vez da produção econômica".
Ou, sempre segundo Sarkozy, trocar a "religião das cifras,
por trás da qual está a religião do mercado",
por uma "política de civilização".
É importante ressaltar que Sarkozy não está sozinho.
Sua sensível antena política captou que a agenda internacional
mudou na direção de uma economia civilizada.
O espaço não me permite listar todos os fatos que demonstram
a mudança. Fico em um, talvez o mais abrangente: a Pesquisa Mundial
Econômica e Social-2009, que acaba de ser divulgada pelas Nações
Unidas, pede "um enfoque integrado" entre desenvolvimento
puro e simples ("a religião das cifras") e desenvolvimento
sustentável.
Acrescenta: "A chave para esse enfoque é a transformação
da economia global para um baixo consumo de carbono com alto crescimento
-uma transformação que possa manter um aumento da temperatura
consistente com a estabilidade ambiental tal como definida pela comunidade
científica".
Até o Brasil, que geralmente chega com atraso à mudança
da agenda global, aderirá a esse conceito, se aceitar os termos
que a União Europeia está propondo para o comunicado final
da reunião entre os europeus e o Brasil, no dia 6, em Estocolmo.
O esboço obtido pela Folha diz: "Brasil e União Europeia
reiteram que a mudança climática é um dos desafios
mais significativos de nosso tempo e requer uma resposta global urgente
e extraordinária".
crossi@uol.com.br
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O ESTADO DO PARANÁ,
15 de setembro de 2009 | Economia
Brasil começará 2010 com
otimismo e crescimento
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil iniciará
2010 com "muito otimismo" e "crescimento". No programa
semanal de rádio "Café com o Presidente" que
foi ao ar hoje, Lula comentou a alta de 1,9% do Produto Interno Bruto
(PIB) no segundo trimestre ante o primeiro, divulgada na semana passada.
Ele afirmou também que tudo o que o País necessita é
regressar à normalidade da economia e destacou a tese do governo
de que o País seria o último a ser afetado pela a crise
financeira internacional e o primeiro a sair dela.
"Isso (os dados da economia)
apenas confirma o que a gente dizia", declarou. De acordo com o
presidente, o País estava preparado para enfrentar a situação
por ter uma economia "sólida", com reservas e mercado
interno em potencial. "Quando veio a crise e nós tomamos
as medidas anticíclicas que tomamos, incentivando a indústria
a produzir e facilitando a vida do consumidor, voltamos a bater recorde
de produção e de venda de produtos. Acredito que os números
do terceiro trimestre serão muito importantes e vão demonstrar
um crescimento muito melhor na economia brasileira até o final
do ano", prosseguiu.
Lula também voltou
a falar sobre o projeto de um fundo social com dinheiro da exploração
do pré-sal. Segundo o presidente, investimentos em educação
são "condição básica" para que
o Brasil entre no "grupo dos países desenvolvidos".
"O século 21 é o século do Brasil e a gente
não pode jogá-lo fora como jogamos o século 20.
Por isso que a educação, para mim, é fundamental",
acentuou. O fundo está previsto em um dos quatro projetos de
lei do pré-sal a serem analisados pelo Congresso.
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CONGRESSO EM FOCO, 15 de
setembro de 2009
Lula defende internet livre em campanha
eleitoral
Renata Camargo
O presidente Lula defendeu nesta
segunda-feira (14) o uso da internet sem restrições em
campanhas eleitorais. Ao comentar o item da reforma eleitoral que limita
o uso da internet nas eleições, Lula disse que é
impossível controlar a rede mundial de computadores.
“A eleição não pode ser uma coisa que cause
tanto medo às pessoas que queiram proibir. Brigamos a vida inteira
por liberdade política, de expressão, de comunicação
e começam a trancar isso. Acho que tem ser livre mesmo, porque
é importante as pessoas saberem quem é o candidato”,
disse Lula, em entrevista a rádios de Roraima.
O texto da reforma eleitoral
está no Senado e deve ter votação concluída
amanhã (15). No plenário, os senadores apreciarão
polêmicas emendas como a que acaba com restrições
ao uso da internet, as regras para cassação de mandato
e o registro na Justiça Eleitoral de candidatos com processos
judiciais.
Em relação ao
uso da internet, o texto aprovado na Câmara prevê que candidatos
tenham liberdade total para realizar campanha eleitoral em blogs, sites
pessoais, sites de rede social e outros tipos de páginas da web.
As campanhas pagas em sites noticiosos, no entanto, ficam restritas
a 24 exposições e somente pode ser feita por candidatos
à Presidência da República.
Uma emenda do líder do
PT no Senado, Aloysio Mercadante (PT) – que retira qualquer restrição
ao conteúdo jornalístico veiculado na internet –,
está entre os destaques de maior embate. A emenda estende a campanha
paga em sites noticiosos para todos os candidatos.
Com informações
da Agência Brasil
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FOLHA DE SÃO PAULO,
15 de agosto de 2009 | Brasil
Ao lado de Serra, Aécio rechaça
chapa puro-sangue
Sobre prévias, o mineiro voltou a admitir
que o PSDB pode usar outro tipo de consulta | Avaliação
entre serristas é que um desempenho favorável em Minas
e em São Paulo pavimentaria uma vitória da legenda
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Os governadores de São
Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, trocaram afagos
ontem na inauguração do Espaço Minas Gerais, em
São Paulo. Mas apesar das juras de apoio mútuo e da pressão
que sofre de seu partido, Aécio rechaçou, mais uma vez,
a hipótese de ocupar a vice de Serra numa chapa pela Presidência.
Segundo tucanos, a composição de uma chapa com Aécio,
batizada de "puro-sangue", é o que mais importa para
Serra. Entre serristas, a avaliação é de que um
bom desempenho em Minas e São Paulo pavimentaria uma vitória
do partido.
Disposto a conquistar o eleitorado mineiro, Serra investiu, durante
o discurso, na ideia de parceria político-administrativa entre
os dois Estados.
"Minas Gerais e São Paulo nunca deixaram de estar juntos.
Estão juntos e vão estar juntos", discursou Serra,
também em retribuição às palavras do colega
mineiro.
"Saibam que, a partir deste instante, essa esquina é a da
integração, da fraternidade", disse Aécio,
numa alusão à localização do espaço,
um casarão nas esquinas da av. Paulista com a rua Minas Gerais.
Embora insista na palavra "prévia" -"Se depender
de mim, tem prévia. A prévia tem de ser vista como uma
coisa absolutamente saudável, uma forma de mobilizarmos as bases"-,
Aécio voltou a admitir a hipótese de um outro instrumento
de consulta do partido.
Ao lado de Aécio, Serra, que lidera as pesquisas para a sucessão
presidencial, disse em entrevista que o povo decidirá o que é
o bom para o país.
No discurso, o paulista lembrou que a candidatura de Tancredo Neves
à Presidência, em 1985, foi fruto de um acordo entre o
então governador de Minas com Franco Montoro, à época
governador de São Paulo. "Sou testemunha da importância
que essa aliança trouxe para a restauração da democracia
no Brasil e abertura de um novo futuro para todos nós",
disse.
Em entrevista, negou que fosse uma tentativa de sensibilizar Aécio
para a edição de uma chapa conjunta.
Diante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso -defensor da dobradinha-
Aécio reiterou oposição à chapa puro-sangue.
"O tempo é que vai dizer. Minha posição é
claramente essa: temos um quadro partidário extremamente plural.
É natural que alianças entre partidos se irradiem ou se
reflitam na composição de chapa."
Para minimizar a pressão, até FHC -que orientava os dois
governadores durante a entrevista- afirmou que talvez Aécio esteja
certo ao pregar a acomodação de um aliado na vice.
Prestígio
Ao instalar um espaço destinado à captação
de investimentos em plena av. Paulista, Aécio tentou ainda dar
uma demonstração de popularidade ao reunir na cerimônia
não só a classe política, mas personalidades como
o apresentador Luciano Huck, o jogador Ronaldo e o técnico de
vôlei Bernardinho.
A restauração do casarão consumiu R$ 1,1 milhão,
de um projeto que soma US$ 5,655 milhões, sendo US$ 2,9 milhões
dos cofres do Estado e o restante do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
Além da manutenção, 12 pessoas trabalharão
no espaço, dedicado à promoção de Minas.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
15 de agosto de 2009 | Brasil
Mendes afirma que PEC dos vereadores só
vale para 2012
Presidente do STF diz que emenda poderá
ser questionada no Supremo | Para ministro, há grande possibilidade
de a corte acolher essas contestações; declaração
foi criticada por relator da PEC na Câmara
FLÁVIO FERREIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente do STF (Supremo
Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, afirmou ontem que a PEC (Projeto
de Emenda à Constituição) que cria cerca de 7.700
novas vagas de vereadores no país não pode gerar efeito
imediato e levar à posse de atuais suplentes nas câmaras
municipais. Para Mendes, em caso de aprovação da PEC na
Câmara dos Deputados, as novas regras só poderão
valer para as próximas eleições.
"Não conheço o teor exato desta PEC. Acho extremamente
difícil, porém, que ela venha a ser aplicada de imediato,
com a convocação de suplentes, como se nós tivéssemos
realizado uma eleição a posteriori", disse ontem
o ministro, antes de abrir um mutirão de conciliação
judicial em São Paulo.
Mendes disse que sua posição contra a alteração
do cenário constituído após as últimas eleições
municipais encontra precedentes no STF. "O Supremo inclusive tem
muitas restrições à mudança naquilo que
ele chama de processo eleitoral no sentido amplo. Isso já se
deu naquele caso da verticalização [de alianças
partidárias]",disse. Para o ministro, a aplicação
imediata da emenda "provavelmente será contestada no âmbito
do STF, e com grande possibilidade de esta contestação
vir a ser acolhida".
O ministro do STF e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral),
Carlos Ayres Britto, também é contra a posse dos suplentes.
Para ele, "uma emenda não substitui a voz das urnas para
eleger quem não foi eleito, porque não existe vereador
suplente, o que há é suplente de vereador".
O deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), relator da PEC
na Câmara, defendeu a legalidade da ocupação dos
cargos pelos suplentes. Para Faria de Sá, as mesas diretoras
das câmaras municipais poderão empossar os suplentes assim
que a emenda for promulgada, o que pode ocorrer em outubro.
"Não tenho dúvida [quanto à legalidade da
posse dos suplentes]. Tanto a Comissão de Constituição
e Justiça do Senado como a da Câmara declararam a emenda
constitucional nos moldes em que ela está", disse o deputado.
Faria de Sá criticou as afirmações de Mendes. "Data
venia ao ministro Gilmar Mendes, acho que ele não deve se manifestar
em cima de fatos concretos, quando ele poderá ser chamado a se
manifestar, e aí ele poderá ser declarado como suspeito
[para julgar a legalidade da posse dos suplentes]. Se o Supremo for
provocado através de uma ação direta de inconstitucionalidade,
ele, Carlos Ayres Britto e outros ministros poderão se manifestar",
afirmou.
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BEM PARANÁ, 15 de setembro
de 2009 | Economia
Taxa de renovação cadastral
em bancos é proibida
Decisão é do Banco Central e altera
o pacote de normas tarifárias aprovado no ano passado
Da Redação
Desde ontem, os bancos não
podem mais cobrar taxa para a renovação de cadastro, por
decisão do Banco Central. O custo para o correntista desta taxa
chegava até a R$ 100 por ano, segundo estudos da Pro Teste –
Associação de Defesa do Consumidor e que moveu uma ação
civil pública contra os 11 maiores bancos brasileiros nesse sentido.
A decisão da diretoria
do Banco Central foi tomada na última sexta-feira e alterou o
pacote de normas que regulamentou, no ano passado, a cobrança
de tarifas bancárias. Segundo a nota do BC, a cobrança
para renovar o cadastro de correntista foi “objeto de reclamações
e questionamentos”.
Os bancos poderão, no entanto, continuar cobrando para fazer
o cadastro dos clientes no momento de abertura da conta corrente e poupança,
operações e crédito e arrendamento mercantil, já
que a cobrança corresponde aos custos com a realização
de pesquisas em serviços de proteção ao crédito,
bases de dados e informações cadastrais.
A ação da Pro
Teste tramita desde 2 de setembro, e pleiteia a suspensão dessa
cobrança e também das taxas de abertura de cadastro de
contas bancárias. Mas o site do Banco Central informava que o
máximo da cobrança podia atingir até R$ 1.200,00.
A Associação se
ampara no Código de Defesa do Consumidor para caracterizar como
abusiva a cobrança de ambas as tarifas. Para a Pro Teste, manter
os cadastros atualizados com informações dos correntistas
e demais contratantes é inerente à prestação
do serviço bancário. Ou seja, faz parte da atividade financeira,
e não tem sentido o consumidor pagar por isto.
Para a Pro Teste, os bancos
vulgarizaram a cobrança da tarifa, passando a debitar as taxas
por utilização de cheque especial, contratação
de crédito e até a critério do gerente. A ação
foi proposta contra: Banco Central, Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco,
Caixa Econômica Federal, Citibank, HSBC, Itaú/Unibanco,
Nossa Caixa, Real e Santander.
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AGÊNCIA DIAP, 15 de
setembro de 2009
Convenção 151 da OIT poderá
ser apreciada pelo plenário nesta semana
A Convenção 151 faz parte da Agenda Positiva do Movimento
Sindical no Congresso Nacional. A norma internacional permite a negociação
coletiva no âmbito do serviço púlbico
O plenário da Câmara
dos Deputados poderá analisar, nesta semana, a ratificação
da Convenção 151, da OIT, que trata das relações
de trabalho na Administração Pública e dispõe
sobre a proteção do direito de sindicalização
e procedimentos para definir as condições de emprego no
serviço público.
A mensagem presidencial foi
aprovada pela Comissão de Relações Exteriores e
Defesa Nacional e passou a tramitar como Projeto de Decreto Legislativo
(PDC) 795/08.
A proposição,
além de aprovar o texto da Convenção, ainda ratifica
o texto da Recomendação 159, da OIT, complementar ao texto
da Convenção 158, de 1978, de ordem prática, onde
estão definidos, entre outros:
1) os critérios para
o reconhecimento das entidades sindicais representantes dos servidores
da Administração Pública;
2) procedimentos para coibir
a proliferação de organizações atuando na
mesma base;
3) determinação
da fixação no ordenamento jurídico pátrio
da legitimidade ativa, para fins de negociações e procedimentos
para pôr em prática as condições de trabalho
estabelecidas no âmbito da Administração Pública;
e
4) especificação
detalhada do conteúdo do acordo decorrente das negociações.
O projeto já foi
aprovado pelas comissões de Constituição, Justiça
e Cidadania; e de Trabalho, Administração e Serviço
Público, cujo relator, na último colegiado foi o deputado
Daniel Almeida (BA), líder da bancada do PCdoB.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
15/09/2009
Seguro de vida não é salário
in natura
Segundo o conceito corrente,
salário in natura são benefícios que compõem
o salário do trabalhador fornecido pelo empregador como gratificação
pelo trabalho desenvolvido ou pelo cargo ocupado. A Oitava Turma do
Tribunal Superior do Trabalho decidiu, no julgamento de recurso de revista,
que o seguro de vida pago ao empregado não pode ser enquadrado
nessa definição, pois o artigo 458, parágrafo 2º,
da CLT, exclui a natureza salarial da parcela respectiva.
Um ex-empregado da empresa Dinap
S.A – Distribuidora Nacional de Publicações alegou
que recebia da empresa, como benefício, seguro de vida mensal
no valor de aproximadamente R$ 31. Ao ser demitido da empresa, ingressou
com reclamação trabalhista pleiteando que às suas
verbas rescisórias fosse acrescida a incorporação
do seguro de vida ao salário recebido no período em havia
trabalhado.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 2 ª Região entendeu que o seguro de vida deveria ser
considerado salário in natura, pois tal beneficio havia resultado
em melhoria da vida do empregado e não guardava relação
com suas atividades na empresa. O Regional salientou que, se a empresa
não o concedesse, o trabalhador teria de usar dinheiro próprio
para adquiri-lo. A distribuidora recorreu ao TST da decisão.
As alegações da
empresa foram aceitas. Ao julgar o recurso de revista, a relatora, ministra
Maria Cristina Peduzzi, lembrou que o artigo 458 da CLT, que trata do
salário in natura, não considera o seguro de vida e acidentes
pessoais como salário. Por unanimidade, a Oitava Turma determinou
a exclusão na condenação da integração
salarial do seguro de vida pago. (RR-2.868/2000-381-02-00.0)
(Dirceu Arcoverde)
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