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Agência Sindical, 19 de setembro de 2009
Mobilização: reaquecimento
da economia provoca volta das greves
A retomada do crescimento econômico está estimulando as mobilizações
e greves de categorias que têm data-base no segundo semestre. A recuperação
do emprego, juros em queda e o reaquecimento da economia estão impulsionando
os sindicalistas a buscar aumento real de salário. Com isso, as
greves estão de volta.
Os 65 mil metalúrgicos das autopeças e dos grupos que não
receberam contraproposta patronal, no ABC, pararam nesta sexta-feira (18).
Os 3.500 trabalhadores da montadora Volks, de Curitiba, estão em
greve há 16 dias.
Já os servidores da ECT (Empresa Brasileira de Correios
e Telégrafos) estão realizando uma greve nacional
desde quarta-feira (16). Cerca de 70% dos 116 mil trabalhadores
estão parados. O Comando Nacional dos Bancários indicou
greve a partir do dia 24.
Algumas categorias profissionais já conseguiram índices
que estão encorajando o movimento sindical brasileiro. Os
5 mil metalúrgicos da Renault de São José dos
Pinhais, Grande Curitiba, conseguiram um reajuste de 8,62% (perdas
inflacionárias mais 4% de aumento real) e abono de R$ 2
mil, setembro.
Em Campinas, os trabalhadores da Toyota e da Honda conquistaram
10% de reajuste: 4,44% das perdas salariais mais 5,32% de aumento
real. As montadoras do ABC paulista deram reajuste de 6,53% (2%
de aumento real) e um abono de R$ 1.500.
Como o segundo semestre reúne as categorias mais organizadas — metalúrgicos,
bancários, carteiros, químicos —, o ambiente é propício
para os trabalhadores arrancarem dos patrões bons acordos
salariais.
Os metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes,
referência para o movimento sindical, têm data-base
em 1º de novembro e já estão em campanha salarial.
Na próxima sexta (25), eles programaram um grande ato de
mobilização no canteiro central da avenida Nações
Unidas, em frente à MWM Motores. Além de aumento
real, os metalúrgicos põem a redução
da jornada para 40 horas como bandeira de luta da campanha.
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Agência
Diap, 19 de setembro de 2009
Centrais adiam 6ª Marcha
da Classe Trabalhadora pela redução da jornada
O adiamento foi em razão do posicionamento
do presidente da Câmara, Michael Temer (PMDB/SP), que afirmou
ser impossível colocar em votação a PEC 231/95,
que reduz a jornada de trabalho no dia 7 de outubro
Em reunião realizada na última quarta-feira (16),
os representantes das centrais sindicais decidiram adiar a realização
da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, prevista anteriormente
para ocorrer no dia 7 de outubro, em Brasília.
O adiamento foi em razão do posicionamento do presidente
da Câmara, Michael Temer (PMDB/SP), que afirmou ser impossível
colocar em votação a PEC 231/95, que reduz a jornada
de trabalho no dia 7 de outubro.
Temer não definiu a data para votação
da PEC, mas disse que poderá ocorrer no final do mês
de outubro.
Ele também afirmou que os deputados estão sendo
pressionados pelos empresários em seus estados para votarem
contra a redução da jornada.
Os representantes das centrais decidiram realizar mobilizações
conjuntas nos estados para convencer os deputados a votarem a
favor da redução da jornada e, também, deliberaram
pela realização de uma mobilização
em Brasília, no dia 7 de outubro, em defesa do trabalho
descente.
As centrais - CUT, CTB, CGTB, Força Sindical, Nova Central
e UGT - aguardam a definição da data de votação
da PEC da redução da jornada de trabalho para mobilizar
os trabalhadores de todo País para a realização
da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora.
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Agência
Diap, 19 de setembro de 2009
Mais de 60 mil metalúrgicos
do ABC entram em greve nesta 6ª feira (18)
Mais de 60 mil metalúrgicos de várias empresas
do ABC paulista vão entrar em greve a partir desta sexta-feira
(18).
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a decisão
foi aprovada por 4 mil trabalhadores em assembleia no início
da noite desta quinta-feira (17).
Os metalúrgicos dessas empresas reivindicam o mesmo acordo
firmado com os trabalhadores das montadoras Volkswagen, Ford,
Mercedes, Scania e Toyota.
Isso significa aumento de 6,53% (2,13% mais 4,44% da inflação)
e abono correspondente a um terço do salário médio
do grupo.
PR: Renault e Volvo encerram greve
Os cinco mil metalúrgicos da unidade da montadora Renault/Nissan,
em São José dos Pinhais, na região metropolitana
de Curitiba, e os 2,6 mil da Volvo, instalada na Cidade Industrial de
Curitiba comemoraram, nesta quarta-feira (16), o que foi considerado
pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba como o "maior
acordo salarial da indústria brasileira" este ano.
Com isso, as greves encerraram-se nas duas montadoras, permanecendo
parados apenas os 3,5 mil trabalhadores da Volkswagen/Audi, também
instalada em São José dos Pinhais, que aguardam
para a assembleia da tarde nova proposta da empresa.
Parados desde o dia 4, os metalúrgicos da Renault conseguiram
8,65% de correção salarial a serem pagos ainda
em setembro, além de um abono de R$ 2 mil.
No cálculo estão incluídos 100% do Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), 3% de aumento
real, além da efetivação de 1% de correção
que tinha sido prometida na negociação do ano passado.
O sindicato calcula que deixaram de ser produzidos 6.240 veículos.
Na Volvo, a paralisação comprometeu apenas um
dia de trabalho.Segundo o sindicato, o prejuízo foi de
24 chassis de ônibus e três chassis de caminhões.
Os trabalhadores conseguiram incorporar ao salário o
INPC e 3% de aumento real, totalizando um índice de 7,57%,
e um abono de R$ 2 mil a ser pago na próxima segunda-feira
(21).
Além disso, foi-lhes garantido estabilidade no emprego
até o mês de dezembro e um piso salarial de R$ 1.381,66.
Os dias parados não serão descontados nas duas
montadoras e vão compor o banco de horas.
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Agência
Diap, 19 de setembro de 2009
CCJ da Câmara aprova indenização
a sindicalista demitido por justa causa
A proposta altera a CLT, e seu relator,
deputado Zenaldo Coutinho (PSDB/PA), ofereceu parecer pela constitucionalidade,
juridicidade e técnica legislativa, sem entrar na análise
de mérito. O texto vai ao exame do Senado
A Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania da Câmara aprovou, nesta quinta-feira (17),
a obrigação de o empregador indenizar o trabalhador,
que for dirigente sindical, demitido sob alegação
de justa causa, não reconhecida judicialmente.
A medida foi proposta pelo deputado Fernando Ferro (PT/PE) no
PL 5.710/01.
A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT), e seu relator, deputado Zenaldo Coutinho (PSDB/PA), ofereceu
parecer pela constitucionalidade, juridicidade e técnica
legislativa, sem entrar na análise de mérito.
Aprovado em caráter conclusivo, o projeto seguirá para
análise do Senado, caso não haja recurso para que
seja votado pelo plenário.
Custo de discriminar
De acordo com o projeto, a indenização será correspondente
ao dobro da remuneração devida durante todo o período
de afastamento, até a reintegração ou até o
final do período de estabilidade provisória.
Segundo o autor, o projeto, na prática assegura estabilidade
até um ano após o fim do mandato sindical, porque
a indenização força a empresa a considerar
o custo das atitudes discriminatórias.
A intenção do projeto é evitar que as empresas
aleguem alguma falta grave para coibir a atividade sindical.
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Congresso
em Foco, 19 de setembro de 2009
Trabalho infantil cai 0,7%, mas
ainda atinge 993 mil
Lúcio Lambranho
Apesar do trabalho infantil no país ter caído
0,7% na comparação com 2007, o Brasil ainda tem
993 mil crianças ocupadas entre 5 e 13 anos. A informação
faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad) divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a mesma pesquisa, a proporção de pessoas
de 5 a 9 anos de idade ocupadas foi de 0,9%, em 2008 (1,0%
em 2007), percentual que era de 6,1% dentre as pessoas de 10
a 13 anos de idade (7,5% em 2007).
A região Nordeste, mostra a Pnad, apresentava a maior
proporção de pessoas de 5 a 17 anos de idade
ocupadas, 12,3% (1,7 milhão); e a Sudeste, a menor,
7,9% (1,3 milhão).
A pesquisa é o retrato mais completo sobre o Brasil
divulgado anualmente e mostra números sobre o mercado
de trabalho, movimentos migratórios no país,
taxas de escolaridade e percentual de domicílios com
telefone e internet.
Para saber mais sobre esses dados e para acessar a pesquisa
completa leia
aqui.
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Gazeta
do Povo, 19 de setembro de 2009
Educação
Analfabetismo estacionou em 10%
Ministro da Educação pede
revisão de dados anunciados pelo IBGE. Se número
estiver certo, meta de 2015 não deve ser atingida
Brasília - A taxa de analfabetismo no país permaneceu
praticamente inalterada em 2008 em relação ao
ano anterior. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad), havia cerca de 14,2 milhões de analfabetos com
mais de 15 anos de idade no Brasil em 2008, quando a taxa foi
estimada em 10%. Em 2007, a taxa foi de 10,1%.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, questionou
os dados. Ele disse que queda de apenas 0,1% na quantidade
de analfabetos com dez anos de idade ou mais é “um
ponto fora da curva” na taxa média de redução
dos últimos anos. O órgão já entrou
em contato com o IBGE para revisar as informações.
Se o número estiver correto, o Brasil dificilmente
atingirá a meta de reduzir até 2015 para 6,7%
o índice de analfabetismo no país. “Ainda
estamos tentando entender o que aconteceu antes de fazer um
diagnóstico”, afirmou o ministro.
Segundo ele, o erro pode estar no número de analfabetos
com 25 anos ou mais detectados pela pesquisa no Sudeste – 100
mil a mais do que o número registrado em 2007. “Não é razoável
que uma pessoa que tenha dito que é alfabetizada no
estudo anterior tenha mudado de situação.”
Por outro lado, Haddad comemorou a redução em
sete pontos porcentuais do analfabetismo entre os brasileiros
com 10 e 24 anos. Ele ressaltou que o dado mais significante
para a educação do país, no entanto, é o
aumento da escolaridade.
Na última década, os brasileiros passaram em
média mais dois anos na escola. Os números estão
relacionados ao crescimento do atendimento aos estudantes.
A quantidade de crianças entre 4 a 5 anos nas escolas
aumentou de 70,1% para 72,8%, enquanto o crescimento entre
os jovens de 15 a 17 anos foi de 82,1% para 84,1%. “Isso
significa o retorno dos jovens que estavam fora da escola.”
Nordeste
As disparidades regionais, no que diz respeito ao analfabetismo,
não diminuíram no ano passado, quando a Região
Nordeste apresentava uma taxa de 19,4%, quase o dobro da nacional.
Porém, segundo destaca o documento de divulgação
da Pnad, o Nordeste foi “a única região
a apresentar queda expressiva” na taxa de analfabetismo
no ano passado em relação a 2007, quando chegava
a 19,9%.
Já a taxa de analfabetismo funcional, representada
pela proporção de pessoas de 15 anos ou mais
de idade com menos de quatro anos de estudos completos, foi
estimada em 21% em 2008, ante 21,8% em 2007. No ano passado,
ainda havia 30 milhões de analfabetos funcionais no
Brasil.
A pesquisa da Pnad mostra que cerca de 22,8% da população
não têm instrução ou não
haviam concluído sequer a 4.ª série
do ensino fundamental. A análise observou que um terço
das mulheres tinha pelo menos o ensino médio completo.
Para os homens, este número não chegou a 30%.
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Gazeta
do Povo, 19 de setembro de 2009
renda
Desigualdade recuou em 2008
Os 10% mais pobres tiveram um ganho de
4,3% no rendimento. Entre as camadas mais ricas, alta foi de
0,3%
Rio de Janeiro - Último retrato do Brasil antes da
crise mundial, iniciada em setembro do ano passado, a Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008
mostra o país no auge de uma fase de avanços
iniciada em 2004. Houve recorde histórico na criação
de empregos formais e continuidade na redução
da desigualdade. Mas a amostra também revela que caiu
o ritmo do encurtamento de distâncias entre as faixas
de renda. Além disso, ela foi concluída em setembro
do ano passado, dias antes do estouro da crise econômica
mundial, que causou demissões até os primeiros
meses de 2009.
O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), Eduardo Nunes, ressaltou que os dados mostram “um
retrato de uma economia bastante forte”. Ele observou,
no entanto, que os efeitos da “curta recessão” pela
qual passou o país serão retratados pela pesquisa
de 2009, que será apresentada no ano que vem.
A Pnad apontou também que, ainda no ano passado, as
camadas mais baixas de rendimento apresentaram os maiores ganhos
em relação ao ano anterior. Segundo a pesquisa,
para os 10% das pessoas ocupadas com os rendimentos mais baixos,
o crescimento do rendimento médio real mensal foi de
4,3% ante o ano anterior. Já os 10% dos trabalhadores
que tinham os rendimentos mais elevados tiveram um aumento
de 0,3% de um ano para o outro.
Com a continuidade na alta do rendimento, sobretudo para os
que ganham menos, houve prosseguimento também no recuo
na concentração do rendimento do trabalho. O índice
de Gini, que mede o nível de concentração
de renda – quanto mais próximo de 1, maior a concentração – caiu
de 0,538 em 2007 para 0,531 em 2008. O Paraná acompanhou
a evolução, de 0,533 para 0,507.
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Gazeta
do Povo, 19 de setembro de 2009
Gêneros
Entre os mais ricos, mulher ganha
mais
Na maior faixa salarial, acima de 20
salários mínimos, a classe feminina do PR recebe,
em média, mais do que os homens
É nos altos cargos executivos que as mulheres paranaenses
estão conseguindo uma posição financeira
melhor do que a dos homens: quando o salário ultrapassa
a faixa dos 20 salários mínimos, são elas
que recebem o pagamento mais pomposo no fim do mês – ganham,
em média, R$ 14.549, contra os R$ 12.922 pagos à classe
masculina.
Na média brasileira, em nenhuma faixa salarial o sexo
feminino consegue ganhar mais que o masculino. Apenas outros
seis estados conseguem repetir o feito paranaense. São
eles: Santa Catarina, Minas Gerais, Acre, Alagoas, Espírito
Santo e Tocantins. Os dados foram divulgados ontem pela Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008, feita
com 391.868 pessoas em 150.591 unidades domiciliares no país.
Altos índices de escolarização (sempre
mais de 15 anos de estudo), acesso ao mercado de trabalho em
idade madura e carreira em concurso público são
os três principais motivos que explicam porque a mulher
da classe alta, nos sete estados, já ganha mais do que
o homem. “As atividades que têm menor poder de
discriminação são as de carreiras públicas,
onde a questão do sexo não é levada em
conta. No setor privado, os homens ainda são os mais
valorizados no Brasil”, explica a economista Maria Cristina
Cacciamali, professora da Universidade de São Paulo
(USP).
A executiva Regina Arns, presidente do Espaço Mulher
Executiva, é um exemplo de executiva paranaense que
ganha normalmente mais do que os homens da mesma classe social. “As
mulheres ganham mais porque estudam por um tempo maior e entram
no mercado de trabalho mais maduras. Isso reflete no resultado
financeiro da empresa: pesquisas mostram que elas são
mais flexíveis e sensíveis, sabem gerenciar conflitos,
o que contribuiu para um trabalho mais humano”, afirma
Regina, que participa de uma pesquisa no estado para ver o
comportamento do mercado de trabalho em relação
ao sexo feminino
De acordo com a pesquisa, além do acesso aos cargos
públicos, especificamente no Paraná as mulheres
conseguem se posicionar bem na iniciativa privada. “O
problema brasileiro é da dupla ou tripla jornada da
mulher, que não permite a ela ser reconhecida neste
network. Ainda é um desafio fazer com que esta mulher
seja lembrada na hora que surge a vaga. Ela não consegue
tempo para fazer parte constante deste grupo social”,
diz Regina.
Nos últimos dez anos, as mulheres do Paraná também
foram as que mais conseguiram ter acesso ao mercado de trabalho:
aumentou em 11,37% a presença feminina nos empregos,
enquanto houve uma queda de 4,89% dos homens que se declararam
ocupados entre 1998 e 2008. “Isso é uma tendência,
que pode ser explicada por diversos motivos”, afirma
o economista Masimo Della Justina, professor da Pontifícia
Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
A mulher pode ter mais acesso porque recebe um salário
menor. Outra questão é que os homens, com mais
formação, estão abrindo o seu próprio
negócio e deixando as vagas assalariadas às mulheres.
O terceiro fator, segundo Justina, é que elas estão
ascendendo socialmente, o que inclui o acesso ao mercado de
trabalho. “Sou a favor da reforma trabalhista no Brasil,
que permita ao empregador registrar um funcionário com
seis, quatro horas de trabalhos diários. Isso daria
mais independência a elas que enfrentam a dupla jornada
e, consequentemente, mais acesso ao emprego”, explica
Justina.
Números nacionais
A Pnad revelou ainda a taxa de desemprego mais baixa da série
histórica, de 7,2%, crescimento do emprego com carteira
assinada e aumento da renda média real (leia mais sobre
este item nesta página). “Não podemos esquecer
que a pesquisa foi feita na última semana de setembro,
quando a crise ainda não tinha atingido o Brasil. Até então,
os índices estavam muito bons. Foi o último período
de pujança antes da crise”, afirma o analista
do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Luis
Alceu Paganotto.
O Paraná teve, pelo primeiro ano, o maior índice
de pessoas que contribuíram com a previdência:
57% dos paranenses ocupados tinham a carteira de trabalho assinada
no ano passado. “Não acredito, mesmo com a crise,
que teremos uma queda no número de carteiras assinadas.
Até porque, é uma tendência: quem contrata,
está fazendo o registro”, diz a economista Maria
Cristina.
Em relação ao desemprego, o Paraná manteve
um bom ritmo nos últimos dez anos – sem levar
em conta a crise financeira. Em 1998, 7,6% da população
economicamente ativa estava desocupada, no ano passado era
4,6%.
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Gazeta
do Povo, 19 de setembro de 2009
Em alta
Salário cresceu 3,39%
As pessoas permanecem ganhando mais a cada ano que passa.
A média salarial dos que se declararam ocupados aumentou
3,39% no Brasil, de 2007 para 2008. O brasileiro ganhava R$ 855
e, no ano passado passou a receber R$ 937.
No Paraná, o aumento foi mais tímido, de 1,63% – em
ambos os casos foram descontados os efeitos inflacionários. Por
outro lado, a média salarial dos paranaenses é melhor do
que a dos brasileiros: quem trabalhava no estado ganhou, em média,
R$ 1.046 no ano passado. “Eu diria que quando a renda é mais
elevada, não importa que o aumento salarial seja mais tímido. É preciso
apenas que haja o crescimento”, explica o economista Masimo Della
Justina, professor da Pontifícia Universidade Católica do
Paraná (PUC-PR).
Historicamente, de 1998 para 2008, o Paraná teve um salto maior
no rendimento médio: em dez anos, os paranaenses ocupados receberam
um aumento salarial de 34,4%, enquanto que os brasileiros tiveram apenas
7% de acréscimo financeiro nesse mesmo período. “O
Paraná é um estado que tem uma economia agrícola e
pecuarista bem forte e que está estruturada. É normal que
apresente uma média melhor”, afirma Justina.
Outro dado interessante da Pnad é o número de
pessoas que optaram, em 2008, por ter mais de um emprego: nestes
casos, o salário passa do dobro do valor. Por exemplo:
um paranaense que ganhava, em média, R$ 1.091 em 2008
com o segundo emprego passa a receber R$ 2.391, 119,15% a mais.
(PM)
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Gazeta
do Povo, 19 de setembro de 2009
Contraste
Brasília é a cidade
mais desigual
Brasília - Apesar de Brasília ser a cidade de maior renda
per capita do Brasil, o Distrito Federal ostenta o título de lugar
mais desigual do país, segundo dados da PNAD. Os altos salários
pagos aos ocupantes de cargos administrativos contrastam com o aumento
dos bairros pobres em torno do centro do poder. Segundo a pesquisa do IBGE,
a renda média por indivíduo no Distrito Federal chega a R$
2.117, mais que o dobro da média do país, que não
passa de R$ 1.036. Na conta brasiliense, pesa a remuneração
do funcionalismo e de profissionais que prestam serviços ao governo.
Devido à diferença desses ganhos, a capital registra
o maior índice de Gini, que mede a desigualdade. Em uma
escala de zero a um ponto, na qual valores mais altos refletem
maiores discrepâncias sociais, Brasília obteve 0,618
ponto em 2008. A média nacional ficou em 0,530.
“Tradicionalmente a desigualdade no Centro-Oeste é superior à nacional,
sobretudo pela situação do Distrito Federal. Mesmo se tratando
de uma minoria com altos salários, o intervalo para os menores valores é tão
alto que faz diferença no índice’’, afirma a analista
do IBGE Adriana Beringuy.
Para o sociólogo Vicente Faleiros, professor da UnB,
a pesquisa do IBGE revela que a sede da República retrata
as relações entre ricos e pobres no país.
Para além da questão econômica, também
entra em cena o problema da violência, diz. “A migração
para as periferias da áreas que concentram maior renda
se justifica pela teia de serviços que uma população
presta à outra’’, afirma Faleiros.
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Folha
de São Paulo, 19 de setembro de 2009
"Dilma já tem as qualidades
para ser candidata", diz Lula
No RS, presidente endossa candidatura de
Tarso e critica Yeda por não ir a evento
Tucana afirma que recebeu convite em cima
da hora; petista diz que ministra tem "extraordinária
chance de ser vitoriosa" no ano que vem
GRACILIANO ROCHA, DA AGÊNCIA FOLHA,
EM SAPUCAIA DO SUL (RS)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou sua
visita ao Rio Grande do Sul, Estado onde o PSDB enfrenta dificuldades,
para defender que a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil,
Dilma Rousseff, à Presidência "tem extraordinária
chance de ser vitoriosa".
Lula também endossou publicamente pela primeira vez a candidatura
de outro ministro, Tarso Genro (Justiça), ao governo do Rio Grande
do Sul.
O presidente fez críticas à ausência da governadora
Yeda Crusius (PSDB) -alvo de um processo de impeachment na Assembleia-
e do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB). Os dois
são possíveis adversários de Tarso na disputa pelo
governo gaúcho. " A candidatura Dilma, quando for aprovada
na convenção, tem extraordinária possibilidade de
ser vitoriosa", afirmou o presidente em entrevista à rádio
Guaíba, de Porto Alegre.
" Dilma já tem todas as qualidades que uma pessoa precisa ter para
ser candidata a presidente da República", disse. " Agora é só construir
o time que vai entrar em campo. A gente sabe que a torcida é muito importante,
mas ela tem que montar o time", afirmou Lula.
Na entrevista, o presidente disse que o governo deverá cumprir
a meta de construir 1 milhão de casas do programa "Minha
Casa, Minha Vida" até o ano que vem e afirmou que as realizações
de seu governo serão o "paradigma" sob o qual seu sucessor
será comparado. "Espero que a Dilma faça o dobro e
faça melhor", disse. Sobre a sucessão gaúcha,
o presidente disse que o PT estadual terá de "aprender com
muita humildade" a construir alianças. "Você pode
não juntar todos do seu lado, mas não pode permitir que
todos se juntem contra você", afirmou.
Depois, em palanque em Sapucaia do Sul (19 km de Porto Alegre), onde
assinou ordens de serviço para a construção de uma
estrada ligando municípios metropolitanos à capital, Lula
criticou Yeda e Fogaça por não estarem na solenidade. " Um
presidente da República tem de se relacionar com os entes federados.
Lamentavelmente estamos chegando perto de um ano político e essa
coisa começa a atrapalhar, mas eu não poderia deixar de
vir aqui por causa disso", afirmou.
Na solenidade, pouco depois de ter elogiado Dilma e Tarso, o presidente
disse que ainda não tem "candidato nem candidata". Mas
prometeu voltar ao Rio Grande do Sul em 2010. " Virei a Porto Alegre
e a todo o Brasil porque nós vamos eleger alguém para dar
continuidade a tudo que estamos fazendo neste país porque o país
não pode retroceder ao que era."
A assessoria de Yeda disse que o convite da Presidência só foi
recebido na quarta-feira, depois que ela havia marcado agenda com prefeitos
no interior. Ontem a tucana estava em Ijuí (402 km de Porto Alegre).
Fogaça, por meio de nota, afirmou que teria ido à solenidade
se tivesse recebido convite oficial ou telefonema.
Dilma e Tarso estavam com Lula. Ela disse que dificilmente a atual base
lulista estará coesa nas disputas estaduais. "É muito
possível que o que ocorrer no cenário nacional não
ocorra "ipsis litteris" nos Estados, até porque tem
que respeitar as características regionais."
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Folha
de São Paulo, 19 de setembro de 2009
Fazenda diz que IR sobre a poupança é saída
temporária
Decisão definitiva fica para o próximo
governo, diz Nelson Barbosa, secretário de Política
Econômica
SHEILA D'AMORIM
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A cobrança de Imposto de Renda sobre o ganho da caderneta
de poupança é uma saída temporária
para permitir que os juros continuem caindo e que empurra para
o próximo presidente a decisão de mexer em definitivo
num dos temas mais polêmicos da economia.
Em entrevista à Folha, o secretário de Política
Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, diz
que o texto já encaminhado para assinatura do presidente Lula
garante ao país dois anos para discutir uma reformulação
das regras que dão hoje à caderneta uma remuneração
mínima de 6,17% ao ano.
"É uma solução temporária, que dá conta
de estabilizar a situação para uma taxa básica de juros
nominal de até 7% ao ano, que é o cenário que se prevê para
a economia brasileira nos próximos 12 a 24 meses." Para o secretário,
a medida não impedirá que os fundos de investimento cortem suas
taxas de administração. A seguir, os principais trechos da entrevista
concedida à Folha.
FOLHA - Há o risco de não cumprir a meta
de superavit deste ano e de 2010?
NELSON BARBOSA - Segundo as avaliações
do Tesouro, da Receita, somos capazes de cumprir a meta neste
e no próximo ano. Tendo em vista o impacto da crise, flexibilizamos
a meta e ainda temos o fundo soberano para usar se for necessário.
FOLHA - O fundo pode ser uma fonte de receita
para incentivos a investimentos. Quando será o momento
de usá-lo?
BARBOSA - Essa é uma decisão para dezembro, quando
o PIB do terceiro trimestre será divulgado. Lá teremos
uma ideia bem clara do ritmo de recuperação da economia
brasileira e como a receita está respondendo a isso.
FOLHA - Qual é o custo?
BARBOSA - Cada ponto percentual sobre a folha equivale a R$
3,5 bilhões a R$ 3,7 bilhões [em receitas].
FOLHA - A ideia é reduzir em quanto?
BARBOSA - Há várias propostas. Provavelmente para
ser possível tem de ser gradual, ao longo de vários anos.
FOLHA - Como enfrentar o problema do real valorizado?
BARBOSA - A política do governo continua sendo de câmbio
flutuante e o ajuste se dá pelos efeitos da própria apreciação
ou depreciação do câmbio. A política é deixar
o câmbio flutuar, mas ter sempre alto nível de reservas
internacionais.
FOLHA - Porque o governo optou por tributar
a caderneta de poupança em vez de resolver o problema
criado pelo rendimento fixo e mexer na indexação
da aplicação à TR?
BARBOSA - O que fizemos foi simplificar a proposta [anterior],
para o consumidor ter mais facilidade para se adaptar a essa proposta.
A atual regra da poupança estabelece um piso para taxa de juros
no Brasil. Se há uma aplicação que paga, sob qualquer
circunstância, 6,17% ao ano, na prática, essa é a
taxa mínima da economia. Obviamente isso terá que ser enfrentado, à medida
que a Selic continue a cair.
FOLHA - Mas essa é uma solução
temporária?
BARBOSA - É uma solução temporária
que dá conta de estabilizar a situação para uma
taxa básica de juros nominal de até 7% ao ano, que é o
cenário que se prevê para a economia nos próximos
12 a 24 meses.
FOLHA - A regra permanente terá de vir
em 2011?
BARBOSA - Depende do comportamento da taxa de juros. Essa solução
que temos dá conta do cenário previsto para 2010 e 2011.
Ela resolve o problema atual e possibilita que o Brasil decida nesses
próximos dois anos como adaptar permanentemente essa estrutura
financeira.
FOLHA - Essa solução temporária
não beneficia os fundos de investimentos, que não
precisam mais reduzir taxas de administração, consideradas
elevadas?
BARBOSA - Com a queda da remuneração,
os fundos terão de reduzir suas taxas de administração
para serem competitivos com a poupança.
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Folha
de São Paulo, 19 de setembro de 2009
HABITAÇÃO:
Compra de terreno é liberada
em programa federal
Quem estiver interessado em financiar a compra de um terreno por meio do
Minha Casa, Minha Vida está liberado. Porém, é preciso
que a construção da moradia seja feita em, no máximo,
seis meses. A exigência foi regulamentada por meio de decreto publicado
na edição de ontem do "Diário Oficial da União".
O financiamento de terreno pelo programa só é permitido para
famílias com renda de até seis salários mínimos
(R$ 2.790).
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Folha
de São Paulo, 19 de setembro de 2009
O RETRATO DO BRASIL EM 2008
Desigualdade cai; renda
e emprego avançam
Pnad, o mais abrangente retrato do país,
revela ganhos com expansão econômica entre setembro
de 2007 e setembro de 2008
No período, a taxa de desocupação
caiu de 8,2% para 7,2%, menor patamar desde 1996, mas número
de adultos analfabetos cresce
ANTÔNIO GOIS
DA SUCURSAL DO RIO
O retrato do Brasil antes da crise, revelado ontem pelo IBGE
em sua Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios),
mostra um país que seguia seu processo de melhoria da
renda, diminuição da desigualdade e da pobreza
e crescimento do emprego formal. Mas a fotografia do Brasil,
feita em setembro de 2008 pelo IBGE, mostra que o vigoroso crescimento
econômico ocorrido nos 12 meses anteriores não conseguiu
reduzir um dos mais graves problemas do país, o analfabetismo.
A taxa de analfabetismo recuou apenas 0,1 ponto percentual na comparação
de 2007 para 2008. Ocorreu inclusive um pequeno aumento no número
absoluto de analfabetos adultos, de 14,136 milhões para 14,247
milhões. Por ter setembro como referência, o Pnad não
captou efeitos da crise que começou a abalar o mundo no último
trimestre de 2008, quando pesquisas do próprio IBGE registraram
aumento do desemprego e queda na renda e no crescimento.
Apesar de menos atualizada, a Pnad é a mais abrangente e detalhada
pesquisa anual do IBGE, cobrindo todo o país e analisando diversas
características da população. Em 2008, a renda média
do trabalhador foi de R$ 1.041, uma variação de 1,7% em
relação a 2007. Ela está, no entanto, ainda 3,1%
abaixo da verificado em 1998, de R$ 1.074.
Essa alta de 1,7% foi a menor desde 2004, quando a economia começou
a se recuperar. Apesar de a renda ter crescido menos, a Pnad mostra que,
em setembro de 2008, mais brasileiros conseguiram emprego -a taxa de
desocupação caiu de 8,2% para 7,2%, o menor patamar desde
1996.
A redução no desemprego significou que 2,5 milhões
a mais de brasileiros estavam ocupados em setembro de 2008 na comparação
com o mesmo período de 2007. E a maioria dos postos criados foi
no setor formal, já que houve aumento de 6,6% (2,1 milhões)
no número de empregados com carteira assinada.
Ainda assim, pouco mais de um terço (34,9%) dos empregados no
Brasil tinha carteira assinada. Em 2001, esse percentual era de 29,4%.
O crescimento da formalização no mercado de emprego contribuiu
para o aumento da proporção de trabalhadores que contribuíam
para a Previdência: de 50,6% para 52,1%.
No caso da renda do trabalho, a queda na desigualdade, medida pelo índice
de Gini, foi de 1,3%, menor do que a redução verificada
de 2006 para 2007, mas maior do que a registrada anualmente de 2003 a
2005. Na comparação com 1998, houve crescimento de 22%
na renda dos 50% mais pobres. Os 10% mais ricos, nessa comparação,
ainda registram perda salarial de 3,1%.
Mesmo assim, os 10% mais ricos (R$ 4.424 ou mais) concentram 43% da riqueza,
enquanto os 50% mais pobres respondem por apenas 18%.
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Consultor
Jurídico, 19 de setembro de 2009
Pagamento de honorários
Afastado formalismo para provar assistência
sindical
A 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho reformou a decisão
que considerou não comprovada a assistência sindical em uma
ação movida contra as Centrais Elétricas de Minas
Gerais (Cemig), por falta de documento subscrito pela entidade sindical.
O ministro Aloysio Corrêa da Veiga afirmou que a legislação
que trata da concessão e prestação de assistência
judiciária na Justiça do Trabalho, Lei 5.584/70,
não exige qualquer instrumento formal para credenciamento
dos advogados pertencentes ao quadro do sindicato. E nada esclarece
a respeito da forma de nomeação do advogado que
acompanhará a causa.
A lei não define, portanto, se a procuração
deve ser assinada diretamente pelo empregado ou necessariamente
pelo sindicato da categoria que designa o advogado. “Desse
modo, a petição feita em papel timbrado do sindicato,
assinada por advogado com procuração nos autos,
não pode ser invalidada para fins de pagamento de honorários
advocatícios por absoluta falta de previsão legal
específica”, afirmou Corrêa da Veiga em seu
voto.
O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG)
considerou que a utilização de papel timbrado do
sindicato não era suficiente para comprovar que o trabalhador
recebia assistência do sindicato. Para a segunda instância,
seria necessário o credenciamento expresso da diretoria
do sindicato ao advogado que presta auxílio em nome da
entidade sindical e subscreve a inicial da ação
trabalhista.
No recurso ao TST, o trabalhador alegou ter preenchido todos
os requisitos previstos na jurisprudência do TST (Súmula
219) a respeito da questão. A súmula dispõe
que, na Justiça do Trabalho, a condenação
ao pagamento de honorários advocatícios, nunca
superiores a 15%, não decorre somente da sucumbência,
devendo a parte estar assistida por sindicato da categoria profissional
e comprovar o recebimento de salário inferior a dois salários
mínimo. Ou, ainda, encontrar-se em condição
econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo
do próprio sustento ou da família.
A Lei nº 5.584/70 dispõe que, na Justiça
do Trabalho, a assistência judiciária de que trata
a Lei 1.060/50 será prestada pelo sindicato da categoria
profissional a que pertencer o trabalhador. Dispõe, ainda,
que os honorários do advogado pagos pelo vencido reverterão
em favor do sindicato assistente. Com informações
da Assessoria de Imprensa do TST.
RR 528/2008-111-03-40.4
AIRR 528/2008-111-03-41.7
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