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FOLHA DE LONDRINA, 21 de setembro de 2009
| Economia
País caminha para retomada definitiva
do crescimento
Investimento em bens de capital e a criação
de vagas de emprego em todos os segmentos fecham ciclo de melhora
da expansão econômica
São Paulo - A economia brasileira começou, agora no
terceiro trimestre, a entrar na última fase que confirma a
retomada definitiva do crescimento, que é a volta do investimento
em bens de capital. A avaliação é da equipe de
analistas da Credit Suisse Hedging-Griffo e consta de relatório
que a instituição distribuiu a seus clientes no final
de semana. Com isso, de acordo com os analistas, a ociosidade da economia
continuará a declinar nos próximos meses em resposta
à melhora dos fatores de produção, fechando o
ciclo de retomada da expansão econômica já mostrada
pelos diversos indicadores antecedentes e coincidentes da economia.
No segundo trimestre, os investimentos em Formação Bruta
de Capital Fixo (FBCF), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), caiu 17%, atingindo sua pior marca da
série histórica, iniciada em 1996. Mas a situação
começou a se inverter no terceiro trimestre.
Os primeiros números
de emprego de agosto também reforçaram ''que a economia
doméstica já entrou numa trajetória consistente
de recuperação'', avaliam os economistas da C.S. Hedging-Griffo.
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a criação
de vagas líquidas no mercado de trabalho formal atingiu 242,1
mil em agosto, já superando o patamar registrado em agosto do
ano passado.
''Na série livre de influências
sazonais, o resultado de agosto foi de 176,7 mil, praticamente o dobro
do nível registrado em julho e também similar aos valores
do pré-crise. A abertura dos dados mostrou uma melhora generalizada
do mercado de trabalho, com destaque para a recuperação
do emprego na indústria e construção civil, e manutenção
dos bons resultados de comércio e serviços.
O mercado de trabalho, de acordo
com os especialistas, reserva, de modo geral, duas boas notícias.
A primeira, digna de louvores, é a retomada das contratações
muito antes do esperado. Por causa dos custos que envolvem a dispensa
de empregados, as avaliações no começo da crise
eram a de que este mercado seria o último a refletir os efeitos
da crise econômica. A contrapartida dessa demora para responder
aos impactos da crise seria a lentidão com que as empresas voltariam
a recompor seus quadros, o que não tem se concretizado. A segunda
boa nova é que a retomada do crescimento no mercado de trabalho
tem se dado de forma generalizada, abrangendo todos os segmentos da
economia.
Entenda o Economês
Bens de Capital
- São bens que servem para a produção de outros
bens, especialmente os bens de consumo, tais como máquinas, equipamentos,
material de transporte e instalações de uma indústria.
Alguns autores usam a expressão bens de capital como sinônimo
de bens de produção; outros preferem usar esta última
expressão para designar algo mais genérico, que inclui
ainda os bens intermediários (matéria-prima depois de
algumas transformações, como, por exemplo, o aço)
e as matérias-primas.
Francisco Carlos de Assis
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 21 de setembro de 2009
| Economia
3,8 milhões de brasileiros deixaram
de ser pobres
O Brasil ainda tem 16,02% da população
abaixo da linha de pobreza, num total de 29,3 milhões de miseráveis
Brasília - A crise financeira internacional
diminuiu o ritmo de crescimento econômico do Brasil a partir do
final de 2008, mas não impediu que houvesse uma redução
da pobreza. Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas
(FGV), um total de 3,8 milhões de brasileiros saíram da
miséria no ano passado, o que representou uma queda de 12,27%
no número de pessoas pobres.
Os dados constam da pesquisa Consumidores, Produtores
e a Nova Classe Média, elaborada pelo Centro de Políticas
Sociais (CPS) da FGV e que será apresentada hoje.
A Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílios (Pnad) mostrou que, em 2008, os pobres sofreram
menos com a desaceleração da economia provocada pela crise.
Para os 10% das pessoas ocupadas com rendimentos mais baixos, o crescimento
da renda média mensal foi de 4,3% no ano passado, enquanto para
os 10% com rendimentos mais elevados houve elevação de
0,3%.
Segundo o levantamento da FGV,
19,3 milhões de brasileiros saíram da miséria desde
2003 com a melhoria do mercado de trabalho, o aumento do salário
mínimo e os programas de transferência de renda como o
Bolsa Família. Atualmente, o Brasil tem 16,02% da população
abaixo da linha de pobreza, num total de 29,3 milhões de miseráveis.
Caso não houvesse a mundança
dos últimos seis anos, a FGV calcula que o país estaria
com 50 milhões de pobres. Em 1993, a economia brasileira tinha
35,03% da população na situação de miséria.
Entre 1995 e 2003, esse indicador girou em torno de 28%.
Agência Brasil
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AGÊNCIA DIAP, 21 de
setembro de 2009
No Brasil, 10% dos que ganham mais detêm
quase 43% da renda do trabalho
Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios)
divulgada, na última sexta-feira (18), pelo IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística)
A desigualdade da distribuição
da renda no Brasil se manteve no ano passado, quando 10% da população
ocupada mais bem remunerada passou a deter 42,7% dos rendimentos, ante
43,3% no ano anterior.
Os dados fazem parte da Pnad
(Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgada, na última
sexta-feira (18), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
De acordo com o levantamento,
os 10% da população ocupada com os rendimentos mais baixos
detinham, em 2008, apenas 1,2% do total dos rendimentos de trabalho.
Em 2007, a proporção era de 1,1%.
Rendimento
do trabalho
Entre 2007 e 2008, o rendimento médio mensal real de trabalho,
em todas as parcelas da população, apresentou crescimento,
em especial nos 10% das pessoas ocupadas com os rendimentos mais baixos
(4,3%).
Para os 10% com os rendimentos
mais elevados, a alta foi de 0,3%.
Quando analisadas todas as fontes
de renda das pessoas com dez anos de idade ou mais, considerando também
a renda do trabalho, o rendimento médio real cresceu 2%, atingindo
R$ 1.023.
Este foi o menor aumento
nas últimas quatro comparações anuais: de 2004
para 2005 (5,1%), de 2005 para 2006 (6,1%) e de 2006 para 2007 (2,7%).
(Fonte: InfoMoney)
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AGÊNCIA DIAP, 21 de
setembro de 2009
Centrais adiam 6ª Marcha da Classe
Trabalhadora pela redução da jornada
O adiamento foi em razão do posicionamento do presidente da Câmara,
Michael Temer (PMDB/SP), que afirmou ser impossível colocar em
votação a PEC 231/95, que reduz a jornada de trabalho
no dia 7 de outubro
Em reunião realizada
na última quarta-feira (16), os representantes das centrais sindicais
decidiram adiar a realização da 6ª Marcha da Classe
Trabalhadora, prevista anteriormente para ocorrer no dia 7 de outubro,
em Brasília.
O adiamento foi em razão
do posicionamento do presidente da Câmara, Michael Temer (PMDB/SP),
que afirmou ser impossível colocar em votação a
PEC 231/95, que reduz a jornada de trabalho no dia 7 de outubro.
Temer não definiu a
data para votação da PEC, mas disse que poderá
ocorrer no final do mês de outubro.
Ele também afirmou que
os deputados estão sendo pressionados pelos empresários
em seus estados para votarem contra a redução da jornada.
Os representantes das centrais
decidiram realizar mobilizações conjuntas nos estados
para convencer os deputados a votarem a favor da redução
da jornada e, também, deliberaram pela realização
de uma mobilização em Brasília, no dia 7 de outubro,
em defesa do trabalho descente.
As centrais - CUT, CTB,
CGTB, Força Sindical, Nova Central e UGT - aguardam a definição
da data de votação da PEC da redução da
jornada de trabalho para mobilizar os trabalhadores de todo País
para a realização da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora.
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AGÊNCIA DIAP, 21 de
setembro de 2009
Agenda Política: G20 financeiro
e ONU tomam a semana de Lula
O assunto principal será a economia internacional e os reflexos
da crise. No Congresso, os destaques são as comissões
do pré-sal e as sabatinas, no Senado, dos ministros indicados
para ocupar o TCU e o STF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará nos Estados
Unidos onde ficará imerso em reuniões do G20 financeiro
e da Assembléia Geral das Nações Unidas nesta semana.
O assunto principal será a economia internacional e os reflexos
da crise.
Nesta quarta-feira (23), Lula
participa da Assembléia Geral da ONU onde vai dizer que considera
prematura a suspensão de medidas anticíclicas e advogará
por uma reforma no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Bando
Mundial.
Além de se posicionar
novamente a favor de uma reforma no sistema financeiro, Lula vai defender
mais espaço das nações em desenvolvimento na ONU,
como a reforma no conselho de segurança, pleiteada de forma recorrente
pelo Brasil.
Na reunião do G20 na
sexta-feira (25) em Pittsburgh, Lula defenderá que o FMI deve
monitorar igualmente as economias desenvolvidas e em desenvolvimento
e que o Banco Mundial e outras instituições de fomento
devem reforçar sua atuação para financiar o comércio
internacional.
A reunião contará
com os chefes de Estado e de governo das 20 maiores economias do mundo.
TCU
e STF
Nesta terça-feira (22), a Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE) do senado sabatina, às 10h, o ministro das Relações
Institucionais, José Múcio Monteiro, indicado pelo presidente
da República para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da
União (TCU).
Na quarta-feira (23), a Comissão
de Constituição e Justiça do Senado sabatina José
Antonio Toffoli, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Pré-sal
No Congresso Nacional, as quatro comissões especiais da Câmara
criadas para analisar e debater os projetos do Governo sobre o novo
marco regulatório do petróleo devem começar a realizar
as primeiras reuniões de trabalho nesta terça-feira (22).
A ideia é promover audiências
públicas para ouvir explicações de especialistas
e autoridades envolvidas com as propostas sobre a exploração
da camada do pré-sal.
O prazo para apresentação
de emendas aos quatro projetos que criam o novo marco regulatório
para a exploração do petróleo se encerrou na última
sexta-feira (18).
O roteiro de atividades das
comissões inclui audiências públicas e debates para
concluir a análise dos projetos até 10 de novembro, quando
serão levados à votação em plenário.
Debate-se na Câmara a
criação de uma comissão geral para tratar conjuntamente
dos quatro projetos. Mas esta decisão só será tomada
pelo presidente da Casa, Michael temer.
Veja, a seguir, a previsão
dos principais acontecimentos políticos desta semana:
Segunda-feira (21)
- Prevista divulgação de pesquisa Ibope sobre sucessão
presidencial.
- O presidente Lula viaja para
os Estados Unidos, onde Receberá o prêmio Woodrow Wilson,
em Nova Iorque. Em sua companhia irá o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, que retorna no sábado (26).
- Reunião de Coordenação
(Brasil + Liga Árabe) para estabelecimento de proposta de agenda
de cooperação em propriedade intelectual, à margem
da Assembléia Geral da Ompi, em Genebra.
- O ministro de Minas e Energia,
Edson Lobão, participa da abertura do 13º Congresso Brasileiro
de Mineração e da Exposição Internacional
de Mineração promovidos pelo Instituto Brasileiro de Mineração
(Ibram), em Belo Horizonte.
- O presidente do Banco Central,
Henrique Meirelles, recebe homenagem da revista Banco Hoje. Às
18h, participa de evento fechado em comemoração aos 15
anos da Sociedade Brasileira de Estudos das Empresas Transnacionais
e da Globalização Econômica (Sobeet).
- A senadora Marina Silva (PV/AC)
será entrevistada no programa de entrevista Roda Viva. Com apresentação
de Heródoto Barbeiro, o programa será transmitido ao vivo
pela IPTV Cultura - www.iptvcultura.com.br - a partir das 18h30, e exibido
pela TV Cultura, às 22h10, sem qualquer corte ou edição.
- Sessão solene em homenagem
aos 174 anos da Revolução Farroupilha, às 10h,
no plenário da Câmara.
Terça-feira (22)
- O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), se reúne
com líderes partidários para discutir votações
da semana. Na pauta, a reforma tributária.
- A Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) sabatina, às 10h, o ministro das Relações
Institucionais, José Múcio Monteiro, indicado pelo presidente
da República para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da
União (TCU).
- Reunião da comissão
especial da Câmara que discute a PEC dos Precatórios (PEC
351/09) para definir roteiro dos trabalhos.
- A Comissão de Finanças
e Tributação da Câmara realiza audiência pública
sobre fundos garantidores de crédito aos micro e pequenos empresários.
- A Comissão de Meio
Ambiente da Câmara realiza audiência pública sobre
revisão dos limites em áreas de conservação
ambiental, na região oeste do Pará, nos limites de influência
da BR-163, com os ministros Dilma Rousseff e Guilherme Cassel (Desenvolvimento
Agrário).
- Henrique Meirelles participa
da reunião do Conselho Consultivo da Abinee, às 12h30.
Às 20h faz palestra na 43ª Convenção Nacional
de Supermercados.
- A CTB realiza seu 2º
Congresso, cuja abertura acontece às 19h, no auditório
Celso Furtado. Durante três dias - 24 a 26 - no Centro de Convenções
do Anhembi, em São Paulo, delegações dos 27 estados
brasileiros debaterão os rumos da central para os próximos
anos.
Quarta-feira (23)
- O presidente Lula faz discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova
Iorque, em defesa da manutenção das medidas de combate
à crise financeira internacional.
- A Comissão de Constituição
e Justiça do Senado sabatina José Antonio Toffoli, indicado
para o Supremo Tribunal Federal (STF).
- As comissões de Trabalho,
e de Educação da Câmara realizam audiência
pública para debater o PL 5.798/09, que institui o Programa de
Cultura do Trabalhador, cria o Vale-Cultura e dá outras providências.
Foram convidados representantes dos ministérios da Fazenda; da
Cultura; da Educação; e do setor artístico/cultural.
O debate vai ser no plenário 12, às 11h30.
- A Comissão de Ciência
e Tecnologia do Senado promove audiência pública sobre
o projeto que reestrutura o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência
com o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, o presidente do Cade,
Arthur Badin, do diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, e outros.
- A Comissão de Defesa
do Consumidor realiza audiência pública para debater o
PL 3.337/04, que dispõe sobre a gestão, a organização
e o controle social das Agências Reguladoras e suas implicações
para o consumidor com o relator do projeto, Ricardo Barros (PR), e outros.
- A Comissão de Finanças
e Tributação da Câmara poderá votar três
requerimentos apresentados pelo deputado Guilherme Campos. Ele quer
que a ministra Dilma, Lina Vieira e sua ex-chefe de gabinete, Iraneth
Dias, compareçam à comissão para explicar possível
interferência da ministra na Receita Federal em favor da família
do presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP).
Com maioria na comissão,
a base aliada pode impedir a votação dos requerimentos
e evitar que o assunto volte ao noticiário.
- A CPI da Dívida Pública
(Câmara) ouve o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, e
o consultor econômico Raul Velloso.
- A Comissão Especial
das Fontes Renováveis de Energia (Câmara) pode votar o
parecer do relator, deputado Fernando Ferro (PT/PE).
- Reunião do Conselho
Monetário Nacional discute, entre outros assuntos, critérios
para a concessão de crédito rural e agroindustrial à
produção e industrialização do setor sucroenergético.
Quinta-feira (24)
- O presidente Lula participa da reunião do G20, em Pittsburgh
(EUA).
- A Comissão de Relações
Exteriores do Senado realiza audiência pública com o ministro
do Desenvolvimento, Miguel Jorge, para discutir assuntos referentes
a comércio exterior, dificuldades diante da crise financeira,
Mercosul e novos mercados
- A Comissão da Amazônia
realiza audiência pública com Daniel Barcelos Vargas, Ministro
Chefe-interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência
da República (SAE), sobre prestação de serviços
ambientais e potenciais mercados de carbono para a Amazônia.
- Sessão solene do Congresso
Nacional destinada a comemorar o centenário da Rede Federal de
Educação Profissional e Tecnológica no Brasil e
o Dia Nacional dos Profissionais de Nível Técnico. O evento
acontece às 10h, no plenário do Senado Federal.
- O IBGE divulga a taxa de desemprego
em agosto.
- O IBGE divulga o IPCA-15 de
setembro.
- O Banco Central divulga Investimento
Estrangeiro Direto (IED) em agosto.
- Veiculação de
programa nacional do PPS, com duração de 10 minutos, em
cadeia de rádio e TV.
Sexta-feira (25)
- Pela manhã, Lula participa da sessão de abertura do
G-20 Financeiro. Depois, viaja para a Venezuela para participar da 2ª
reunião de Cúpula África-América do Sul,
na Isla Margarita.
- Em Brasília, o presidente
da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, participa de debate
promovido pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
(Confea) sobre a proposta do novo marco regulatório do petróleo
e os desafios tecnológicos para a exploração da
camada pré-sal.
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AGÊNCIA DIAP, 21 de
setembro de 2009
Câmara: reforma tributária
(PEC 233/08) na pauta do plenário nesta semana
A pauta do plenário da Câmara dos Deputados tem três
grandes destaques nesta semana. A votação, em primeiro
turno, da reforma tributária (PECs 233/08, 31/07 e outras), o
fim do foro privilegiado para autoridades (PEC 130/07) e a votação,
em segundo turno, do aumento do número de vereadores do País
(PECs 336/09 e 379/09).
A tramitação da
reforma tributária ficou praticamente parada desde o final do
ano passado, quando o substitutivo do deputado Sandro Mabel (PR/GO)
foi aprovado em comissão especial.
Partidos de oposição
obstruíram as votações em plenário até
a base aliada concordar em transferir a deliberação sobre
a proposta para março de 2009.
Foro
privilegiado
A PEC que acaba com o foro privilegiado foi amenizada no substitutivo
do deputado Regis de Oliveira (PSB/SP), aprovado em junho de 2008. A
nova versão apenas abranda o foro privilegiado.
PEC dos Vereadores
A PEC que autoriza a criação de até 7 mil novas
vagas de vereadores nos 5.565 municípios brasileiros pode ser
votada em segundo turno.
A proposta, já aprovada
no Senado, é fruto de um acordo feito para resolver a pendenga
que colocou senadores e deputados em lados opostos quanto à questão.
MPs
Os deputados podem votar também quatro medidas provisórias
que estão em pauta. O plenário se reúne nesta terça-feira
(22), a partir das 16h.
As emendas do Senado à
MP 462/09, que repassa R$ 1 bilhão ao Fundo de Participação
dos Municípios (FPM) para ajudar as prefeituras a enfrentar as
consequências da crise financeira.
Há, ainda, a MP 466/09,
que obriga as distribuidoras de energia elétrica captada em sistemas
isolados a comprarem essa energia por meio de concorrência ou
de leilão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel).
Outras duas medidas são
a MP 467/09, que autoriza, em caráter excepcional, a prorrogação
de contratos de trabalho por tempo determinado vinculados a projetos
de cooperação técnica firmados com organismos internacionais
pelos ministérios da Educação, da Ciência
e Tecnologia e do Meio Ambiente e pelo Hospital das Forças Armadas
(do Ministério da Defesa).
E também a MP 468/09,
que transfere para a Caixa Econômica Federal todos os depósitos
judiciais e extrajudiciais de tributos federais hoje guardados em outras
instituições financeiras.
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FOLHA DE LONDRINA, 21 de setembro
de 2009 | Política
População rejeita o fim
do Senado, diz pesquisa
Maioria dos brasileiros defende a existência
do Senado e a da Câmara para que as leis do País possam
ser aprimoradas
São Paulo - Após passar quase todo o ano como palco de
uma sucessão de escândalos, o Senado ainda é visto
como uma instituição necessária pela maioria da
população, segundo pesquisa feita pelo Instituto Análise.
Dos mil entrevistados no levantamento,
52% manifestaram concordância com a tese de que a existência
do Senado é importante, juntamente com a da Câmara dos
Deputados, ''porque desta forma é possível aprimorar as
leis''. Para outros 35%, o Brasil precisa somente da Câmara ''para
que as leis sejam bem feitas''.
O resultado surpreendeu cientistas
políticos e até senadores ouvidos pela reportagem, que,
dado o desgaste da instituição, supunham a existência
de uma parcela muito maior a favor de sua extinção.
O fim do Senado não é
abertamente defendido por nenhum partido ou líder político,
mas o debate sobre a hipótese ganhou alento com a crise dos atos
secretos. Em agosto, por exemplo, a corrente petista Mensagem ao Partido,
da qual faz parte o ministro da Justiça, Tarso Genro, propôs
que a ideia fosse discutida na legenda.
Para Alberto Carlos Almeida,
diretor do Instituto Análise e autor dos livros A Cabeça
do Brasileiro e A Cabeça do Eleitor, a pesquisa mostra que, em
meio aos escândalos, a maioria da população é
capaz de separar ''a instituição Senado da pessoa física
do senador''. Ele destaca que essa visão institucional é
mais disseminada entre os mais escolarizados - 64% dos entrevistados
com curso universitário afirmam que a Casa deve ser mantida.
Além de manifestar surpresa
com os números, cientistas políticos também saíram
em defesa do Senado como instituição. Seu principal argumento
é o de que, em um parlamento unicameral, os Estados mais populosos
e com mais deputados tenderiam a impor sua agenda legislativa.
''Não é possível
haver só com uma Câmara em um país federalista'',
afirmou Charles Pessanha, professor de Ciência Política
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para ele, a pesquisa
revela ''maturidade'' nos entrevistados.
''O resultado é um sinal
positivo'', disse o cientista político José Álvaro
Moises, da Universidade de São Paulo (USP). ''Não estou
de acordo com a ideia de eliminar o Senado. Vivemos em uma federação
com Estados muito diferenciados. É muito importante ter uma Casa
capaz de abraçar a perspectiva federativa.''
''Num quadro como esse, em que
o próprio presidente do Senado aparece envolvido em escândalos,
a resposta captada pela pesquisa é muito surpreendente'', disse
Carlos Melo, do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, se referindo
ao senador José Sarney (PMDB-AP), principal personagem da crise
dos atos secretos.
Para Melo, uma possível
explicação para o resultado é a hipótese
de o Senado ainda ter a reputação de ser ''uma Casa superior''.
''É onde estão os parlamentares mais velhos, os mais experientes,
em que pese a enorme quantidade de suplentes na fase atual.''
Para o senador Cristovam Buarque
(PDT-DF), o resultado do levantamento ''é uma surpresa muito
positiva''. ''Isso mostra que a população tem consciência
de que a Casa é necessária em um País em que três
ou quatro Estados controlam o poder. Os eleitores são contra
os atuais senadores, mas não contra o Senado.''
''É um número
muito interessante, principalmente nesse momento muito ruim que atravessamos'',
disse o senador Pedro Simon (PMDB-RS). ''Nunca recebi tantas cartas,
e-mails e telefonemas de eleitores revoltados com o Senado.''
Simon também apontou
a importância do bicameralismo em um sistema federativo, mas disse
que nem sempre essa necessidade é bem compreendida. ''São
poucos os que entendem isso de o Senado ser uma Casa revisora. Muitas
vezes, o Senado revisa o que vem da Câmara e os deputados, em
seguida, derrubam o que os senadores fizeram. Foi o caso da reforma
eleitoral.''
No projeto que estabeleceu regras
para as próximas eleições, das 67 emendas feitas
pelo Senado, 64 foram derrubadas na Câmara. Somente foram aprovadas
três emendas que eliminaram restrições a sites de
internet durante as campanhas.
Daniel Bramatti
Agência Estado
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FOLHA DE SÃO PAULO,
21 de setembro de 2009 | Brasil
Na reta final de filiações,
Lula e Serra articulam palanques
Cinco Estados são considerados essenciais
para viabilizar apoio do PMDB a Dilma | Quem quiser disputar as eleições
de 2010 tem que entrar para um partido até 3 de outubro, um ano
antes da data do primeiro turno
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Às vésperas do
prazo final de filiações partidárias -a um ano
das eleições de 2010, marcadas para 3 de outubro- o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo,
José Serra (PSDB), se dedicam à consolidação
de palanques e cooptação de aliados nos Estados. Os dois
trabalham ainda para debelar crises em suas bases de apoio.
Disposto a oferecer palanques confortáveis à ministra
da Casa Civil, Dilma Rousseff, Lula tem investido nos líderes
em cada Estado. Segundo petistas, o presidente está convencido
que o sucesso das negociações -sobretudo com o PMDB- depende
da costura regional.
Palcos de turbulência, cinco Estados são apontados como
essenciais para viabilizar um apoio formal do PMDB ou, ao menos, para
impedir uma adesão do partido ao PSDB: Paraná, Rio de
Janeiro, Minas Gerais, Pará e Goiás.
Em alguns casos, Serra e Lula disputam o mesmo território. É
o caso do Paraná. Na quarta-feira, numa conversa no Palácio
do Planalto, Lula propôs uma aliança ao senador Osmar Dias
(PDT-PR). Na sexta, o senador integrava a comitiva presidencial em viagem
ao Paraná.
Segundo Osmar, o presidente prometeu reproduzir, no Estado, sua ampla
base de sustentação. Só que Osmar tinha um compromisso
com o PSDB. "Em 2008, apoiei o prefeito Beto Richa em troca de
apoio para governador. Como eles esqueceram esse acordo, estou negociando
com esse campo", queixa-se Osmar.
No Estado, a aliança com Osmar sofre a oposição
do governador Roberto Requião (PMDB). Os planos de Lula esbarram
ainda numa articulação de parte do tucanato que defende
um acordo com Osmar para desidratar Dilma no Estado.
No dia 8 de setembro, Serra chegou a ventilar a hipótese durante
conversa com Richa no Palácio dos Bandeirantes. O prefeito é
contra. "Coloquei meu nome à disposição há
três semanas para pararem de dizer que eu desistiria", disse
Richa, que disputa a preferência tucana com o senador Álvaro
Dias.
No Mato Grosso do Sul, a ofensiva é sobre o governador André
Puccinelli (PMDB). Antes em negociação com o PSDB, Puccinelli
agora diz publicamente que, a pedido de Lula, abrirá palanque
para Dilma no Estado. Com uma condição: o PT não
poderá concorrer ao governo. "Zeca do PT será candidato",
diz o senador Delcídio Amaral (PT-MS).
Na Bahia, é Serra quem avança sobre o PMDB, hoje em pé-de-guerra
com o governador Jacques Wagner (PT). Aliado do ministro Geddel Vieira
Lima (Integração), o prefeito de Salvador, João
Henrique Carneiro (PMDB), já agendou uma reunião com Serra.
É na Bahia que PT e PMDB travam batalha das mais violentas. Para
atrair PP e PDT -até então aliados de Geddel-, Wagner
ofereceu a esses partidos secretarias recém-entregues pelo PMDB.
Na segunda-feira, Serra endossou convite do tucano Luiz Paulo Vellozo
Lucas para que a deputada Rita Camata (ES) troque o PMDB pelo PSDB.
Em Goiás, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles,
é causa de apreensão. Sua possível filiação
ao PP impõe, segundo petistas, risco à aliança
com PMDB. Após conversas com Lula -"o presidente sempre
pergunta sobre o Estado"-, o prefeito de Goiânia, Íris
Rezende, convidou Meirelles para o PMDB.
Mas, no PP, a candidatura de Meirelles tem duas vantagens: o apoio do
governo do Estado e a adesão dos democratas.
"Se o PP tiver candidato, o DEM poderá se aliar com Meirelles,
em vez do PSDB", admite o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
Lula -que, quinta-feira conversou com a governadora do Pará,
Ana Júlia Carepa (PT), na tentativa de aplacar a crise com o
PMDB- deverá arbitrar no Rio e em Minas.
No Rio, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, ameaça
implodir a aliança do PT com o governador Sérgio Cabral
Filho (PMDB). Mas é Serra quem enfrenta situação
mais delicada. Com a hipótese de lançamento da candidatura
de Marina Silva (PV) à Presidência, o tucano pode ver seu
palanque desmoronar no Estado.
Até então candidato de Serra no Rio, o deputado Fernando
Gabeira (PV) avisou na sexta-feira que pensa em desistir da disputa
ao governo. "É desconfortável essa ambiguidade: ter
um candidato à Presidência, e os aliados, outro".
Em Minas, o quadro só ficará definido depois da convenção
do PT, objeto de disputa do ministro Patrus Ananias com o ex-prefeito
Fernando Pimentel. Em comum, a defesa de candidatura própria,
em detrimento do PMDB.
"Nunca o PT esteve tão perto de conquistar o governo",
argumenta Pimentel. "Não tem como se lançar candidato
e admitir abrir mão da candidatura", diz Patrus.
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AGÊNCIA DIAP, 21 de
setembro de 2009
Mobilização: reaquecimento
da economia provoca volta das greves
A recuperação do emprego, juros em queda e o reaquecimento
da economia estão impulsionando os sindicalistas a buscar aumento
real de salário. Com isso, as greves estão de volta
A retomada do crescimento econômico está estimulando as
mobilizações e greves de categorias que têm data-base
no segundo semestre.
A recuperação do emprego, juros em queda e o reaquecimento
da economia estão impulsionando os sindicalistas a buscar aumento
real de salário. Com isso, as greves estão de volta.
Os 65 mil metalúrgicos
das autopeças e dos grupos que não receberam contraproposta
patronal, no ABC, pararam na sexta-feira (18).
Os 3.500 trabalhadores da montadora
Volks, de Curitiba, estão em greve há 16 dias.
Já os servidores da ECT
(Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) estão realizando
uma greve nacional desde quarta-feira (16).
Cerca de 70% dos 116 mil trabalhadores
estão parados. O Comando Nacional dos Bancários indicou
greve a partir do dia 24.
Algumas categorias profissionais
já conseguiram índices que estão encorajando o
movimento sindical brasileiro.
Os 5 mil metalúrgicos
da Renault de São José dos Pinhais, Grande Curitiba, conseguiram
um reajuste de 8,62% (perdas inflacionárias mais 4% de aumento
real) e abono de R$ 2 mil, setembro.
Em Campinas, os trabalhadores
da Toyota e da Honda conquistaram 10% de reajuste: 4,44% das perdas
salariais mais 5,32% de aumento real.
As montadoras do ABC paulista
deram reajuste de 6,53% (2% de aumento real) e um abono de R$ 1.500.
Como o segundo semestre reúne
as categorias mais organizadas - metalúrgicos, bancários,
carteiros, químicos - o ambiente é propício para
os trabalhadores arrancarem dos patrões bons acordos salariais.
Os metalúrgicos de São
Paulo e Mogi das Cruzes, referência para o movimento sindical,
têm data-base em 1º de novembro e já estão
em campanha salarial.
Na próxima sexta-feira
(25), eles programaram um grande ato de mobilização no
canteiro central da avenida Nações Unidas, em frente à
MWM Motores.
Além de aumento
real, os metalúrgicos põem a redução da
jornada para 40 horas como bandeira de luta da campanha. (Fontes: Vermelho
e Agência Sindical)
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AGÊNCIA DIAP, 21 de
setembro de 2009
CTB e Nova Central contra acordo que possibilitará
votação do PL 3.229
Em notas públicas, as centrais sindicais NCST e CTB se posicionam
contrárias ao acordo entre Governo e outras centrais - CUT, Força
Sindical, CGTB e UGT - favoráveis ao fator 85/95.
A Nova Central "não
concorda com a proposta do Fator 95/85 em substituição
ao Fator Previdenciário, pois, entendemos que, na verdade, esse
novo fator reproduz, na prática, os mesmos efeitos do Fator Previdenciário,
ou seja, penaliza os trabalhadores no momento da aposentadoria."
Já a CTB "reafirma
sua posição contra a proposta 85/95 e reforça
sua defesa do reajuste do salário mínimo, que deve ser
repassado para as aposentadorias (...)".
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AGÊNCIA DIAP, 21 de
setembro de 2009
Trabalho: projeto de lei que regulamenta
demissão imotivada está na pauta
A Comissão de Trabalho se reúne, nesta quarta-feira (23),
às 10h, para deliberar sobre sua pauta ordinária.
O colegiado poderá votar
o projeto de lei complementar (PLP 8/03) que define o justo motivo objetivo
autorizativo e o justo motivo subjetivo autorizativo para despedida
do empregado, sendo o primeiro por dificuldade econômica do empregador
e o segundo por indisciplina ou insuficiência no desempenho do
empregado.
O relator da matéria,
deputado Roberto Santiago (PV/SP) apresentou substitutivo favorável
ao projeto.
O deputado Luiz Carlos Buzato
(PTB/RS) apresentou voto em separado que diverge do conteúdo
do texto original e do substitutivo apresentado pelo relator.
É importante destacar
que os empresários fazem forte lobby, a fim de rejeitar o substitutivo
do relator e para aprovar o voto em separado do deputado Buzato.
Carta
de fiança
Outra proposta em pauta é o PL 45/99, do deputado Paulo Rocha
(PT/PA), que veda a exigência de carta de fiança aos candidatos
a empregos regidos pela CLT. O relator da matéria, deputado Vicentinho
(PT/SP) é favorável ao projeto. A Comissão se reúne
nesta quarta-feira (23), às 10h no plenário 12.
CCJ:
Planos de Benefícios e Custeio da Previdência Social
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
se reúne nesta semana. Na pauta, o PL 7.078/02, do Executivo,
que consolida a legislação que dispõe sobre os
Planos de Benefícios e Custeio da Previdência Social e
sobre a organização da Seguridade Social.
O relator do projeto, deputado
Colbert Martins (PMDB/BA) apresentou parecer pela constitucionalidade,
juridicidade e técnica legislativa deste, com emenda, e do Substitutivo
do Grupo de Trabalho de Consolidação das Leis.
Adicional
de periculosidade aos eletricitários
Está ainda na pauta da CCJ, o PL 7.378/06, na casa de origem
PLS 170/05, senador Paulo Paim (PT/RS), que modifica o artigo 193 da
CLT, que concede adicional de periculosidade aos eletricitários.
O relator da matéria,
deputado Pastor Manoel Ferreira (PTB/RJ) apresentou parecer pela constitucionalidade,
juridicidade e técnica legislativa. Já foi concedido vista
ao deputado Valtenir Pereira (PSB/MT). O deputado Roberto Magalhães
(DEM/PE) apresentou voto em separado pela inconstitucionalidade da proposição.
Pré-Sal
As comissões especiais que analisarão os projetos do marco
regulatório do pré-sal se reúnem nesta semana para
definir seus vices presidentes e também o roteiro de trabalho
dos colegiados.
Na terça-feira (22),
a Comissão Especial da Exploração e Produção
se reúne no plenário 11, às 12h. A de criação
da Petrosal será às 14h30, no plenário 14. A comissão
especial de criação do Fundo Social se reúne nesta
quarta-feira (23), às 14h, ainda sem plenário definido.
Meio
Ambiente
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
realiza audiência pública para debater a revisão
dos limites em áreas de conservação ambiental na
Região Oeste do Pará.
Foram convidados a ministra
da Casa Civil, Dilma Rousseff; o ministro do Desenvolvimento Agrário,
Guilherme Cassel; o presidente do Incra, Rolf Hackbart; e o presidente
do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade,
Rômulo Mello. Ainda sem plenário definido, a reunião
será às 14h, desta terça-feira (22).
PEC
dos Precatórios
Nesta terça-feira (22), a Comissão Especial do Pagamento
de Precatórios se reúne para escolha dos vice-presidentes
e também votar de requerimentos para realização
de audiências públicas, além da apresentação
do roteiro de trabalho do colegiado. A reunião será no
plenário 16, às 14h.
Licença
maternidade
A Comissão Especial da Licença Maternidade realiza audiência
pública para debater o tema. Foram convidados o ministro da Saúde,
José Gomes Temporão; a diretora da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), Lais Abramo; o presidente da CUT, Artur
da Silva Santos; e o presidente da Força Sindical, deputado Paulo
Pereira da Silva (PDT/SP). A reunião será no plenário
4, às 14h30.
Piso
dos professores
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) realiza,
no auditório Petrônio Portela, no Senado, debate sobre
os temas que trazem reflexo nas receitas da gestão municipal.
Entre os temas em debate destaca-se o piso salarial dos professores
e o Fundeb.
Também serão
debatidos temas como a Emenda 29, pré-sal e as dívidas
previdenciárias, além da PEC dos Precatórios. Foram
convidados os prefeitos de todo País. A reunião será
nesta quarta-feira (23), às 9h.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
21/09/2009
Ex-empregado indenizado por furto de veículo
no Carrefour
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho condenou o Carrefour Comércio e Indústria
ao pagamento de indenização a um ex-empregado, que teve
seu veículo furtado no estacionamento do supermercado. Embora
a questão não esteja diretamente envolvida na relação
de trabalho, a Sexta Turma entendeu que o caso está amparado
na nova competência da Justiça do Trabalho, estabelecida
pela Reforma do Judiciário (emenda constitucional nº 45/2004).
O furto ocorreu durante um domingo,
quando o então funcionário do Carrefour foi convocado
a trabalhar. Ao final do expediente, após fazer algumas compras
no supermercado, ele não encontrou o seu veículo no estacionamento,
o que o motivou a requerer indenização.
A sentença inicial, da
15ª Vara do Trabalho de Curitiba(PR), foi favorável ao trabalhador.
No entanto, ao julgar recurso do Carrefour, o Tribunal Regional do Trabalho
da 9ª Região (PR)a reformulou, por entender que a Justiça
do Trabalho não teria competência para julgar o processo,
pois seria fruto de uma “relação de natureza civil,
com amparo do Código Civil (artigo 186)” e não trabalhista.
O ministro Horácio Senna
Pires, relator do processo na Sexta Turma do TST, acolheu recurso do
ex-empregado e determinou o restabelecimento da senteça de primeiro
grau, revertendo, portanto, a decisão do TRT. Para fundamentar
seu voto, ele considerou que as últimas alterações
da Constituição Federal ampliaram as funções
da Justiça do Trabalho, atribuindo-lhe competência para
julgar qualquer conflito entre trabalhadores e empregados e, especificamente,
ações indenizatórias fundadas em responsabilidade
civil. “Na hipótese (do processo), a controvérsia
decorre de relação de trabalho, pouco importando se o
direito que ampara o empregado consta do Código Civil ou da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT)”, concluiu o ministro. (RR-14648/2006-015-09-40.1)
(Augusto Fontenele)
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21/09/2009
TST nega reajuste semestral para complementação
de aposentadoria no Itaú
A Seção Especializada
em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SDI-1)
manteve decisão da Segunda Turma, negando pretensão a
reajuste de complementação de aposentadoria semestral
a um grupo de ex-funcionários do Banco Itaú S/A.
A decisão baseou-se na
Orientação Jurisprudencial 224 da SDI-1, segundo a qual,
após a vigência da Medida Provisória 542/94 (transformada
na Lei nº 9069/95), o reajuste da complementação
de aposentadoria passou a ser anual e não mais semestral. O entendimento
é de que se aplica o princípio da teoria da imprevisão,
inscrita no Código Civil. O dispositivo legal estabelece que
é possível alterar um pacto, a despeito de sua obrigatoriedade,
sempre que as circunstâncias em que este foi criado não
forem as mesmas no momento de sua execução.
No caso concreto, um grupo de
bancários recorreu à SDI-1 no intuito de reformar a decisão
da Segunda Turma, sob o argumento de que o plano de complementação
de aposentadoria constitui ato jurídico perfeito. Ou seja: a
Lei 9069/95 não poderia retroagir para alterar o critério
de reajuste, de semestral para anual.
Ao julgar os embargos, o relator
da matéria, ministro João Batista Brito Pereira, observou
que a Turma decidiu da maneira correta. Para ele, a Orientação
Jurisprudencial 224 da SDI-1 já pacificara o entendimento de
que o reajuste de complementação de aposentadoria se dará
anualmente – e que a mudança na sistemática do reajuste
ocorreu por força de lei, a partir do plano de estabilização
econômica que ficou conhecido como Plano Real. Assim, conclui
Brito Pereira, “não há de se falar em direito adquirido,
mas em aplicação da teoria da imprevisão”.
Com a decisão, a SDI-1
rejeitou os embargos e manteve o entendimento da Segunda Turma, afastando
a pretensão de manter a complementação de aposentadoria
semestral. (TST-E- RR-653213/2000.7)
(Dirceu Arcoverde)
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21/09/2009
Participação nos lucros: TST
legitima redução de 20% para 1% em banco
A Oitava Turma do Tribunal Superior
do Trabalho reconheceu a validade da alteração de cláusula
no estatuto social do Baneb, que reduziu de 20% para 1% o índice
de participação nos lucros concedidos aos seus empregados.
Vencida a relatora, ministra Dora Maria da Costa, prevaleceu o acórdão
do ministro Márcio Eurico Godinho, acompanhado pela ministra
Maria Cristina Peduzzi.
Na condição de
substituto processual, o Sindicato dos Bancários da Bahia interpôs
ação trabalhista contra o banco, que em assembléia
realizada em abril de 1999, modificou o percentual relativo à
gratificação por participação nos lucros.
Para o sindicato, essa redução
teria contrariado princípios constitucionais, como o direito
adquirido e a irredutibilidade salarial. Mas o banco sustentou, em sua
defesa, que desde junho de 1996 não distribuiu participação
nos lucros, e não o fez em função de os resultados
serem absorvidos pelos prejuízos acumulados. Acrescentou, também,
que a alteração no critério de rateio da participação,
limitado a 1%, já ocorrera no Banco do Estado da Bahia S/A quando
este se encontrava sob controle do governo estadual.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 5ª Região (BA), ao discordar da sentença de primeiro
grau que considerou ilícita a alteração, acentuou
que já é pacífico, no TRT, o entendimento em sentido
contrário, ou seja, a inexistência de ilegalidade na redução
do percentual de participação nos lucros.
O acórdão do Regional
cita precedente do juiz Valtércio Oliveira: “Tratava-se,
pois, de uma benesse concedida à época em que vigorava
uma política econômica totalmente diversa do quadro atual.
Observe-se que à época da criação da vantagem,
o empregador era um banco estadual, não se cogitando que, futuramente,
seria privatizado”. E ainda, segundo o juiz, em razão dos
vários prejuízos sofridos pelo então Banco do Estado
da Bahia S/A, em razão do compromisso com o Banco Central no
processo de privatização, realizou algumas modificações
estatutárias – entre elas, a redução do percentual
de participação no lucro.
Após sucessivos embargos
no TRT, sem sucesso, o Sindicato recorreu ao TST alegando prejuízo
e redução salarial para os empregados. O ministro Márcio
Eurico, relator do processo, destacou que a participação
nos lucros não tem natureza salarial, sendo, pois, impróprio
argumentar sobre redução salarial em razão de eventual
diminuição do percentual de incidência dessa parcela.
Afirmou, também, em relação
ao percentual de 20%, que sua implementação submete-se
à condição suspensiva incerta quanto à sua
ocorrência e que sua previsão enseja “mera expectativa
de direito e não direito adquirido”. Nesse sentido, o ministro,
citou Maria Helena Diniz: “Não se pode admitir direito
adquirido a adquirir um direito”, e que o Regional, ao validar
a alteração estatutária, prestigiando o equilíbrio
econômico-financeiro da instituição, teve em mente
a preservação da própria existência da empresa,
assegurando interesse público pertinente, não apenas aos
empregados do antigo banco estatal, mas a toda a sociedade, na medida,
em que garantiu, indiretamente, os empregos existentes à época,
contemplando, com sua decisão, os valores sociais do trabalho
e da livre iniciativa.
A ministra Maria Cristina Peduzzi
elogiou a fundamentação adotada pelo ministro Márcio
Eurico, coincidentes com seu posiconamento e acrescentou que a proteção
ao emprego, garantida pelo artigo 468 da CLT, não se esta=ende
à mera expectativa de direito, como é o caso da participação
nos lucros e resultados, não havendo, portanto,para identificação
de abuso no poder diretivo do empregador. (AIRR e RR-752/2000.003.05.00.0)
(Lourdes Côrtes)
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21/09/2009
Centrais sindicais travam batalha judicial
no TST sobre bloqueio de contribuição compulsória
Em votação acalorada
por intenso debate, a Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho
decidiu liberar a contribuição sindical compulsória
destinada à Confederação Nacional dos Trabalhadores
no Ramo Financeiro – Contraf. A verba havia sido bloqueada a partir
de liminar obtida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores
nas Empresas de Crédito – Contec, que questionou no TST
a validade do registro sindical da Contraf, criada em 2006, enquanto
ela (Contec) já existe desde 1958.
Ao expor seu voto na sessão
de julgamento, o relator, ministro Caputo Bastos, registrou tratar-se
de tema controvertido. Ele mesmo havia deferido, anteriormente, a liminar
a favor da Contec, estabelecendo bloqueio das verbas à Contraf,
mas que viu razão na contestação desta central
sindical contra a sua decisão.
Esclareceu que o registro da
Contraf, concedido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, não
viola o princípio constitucional da unicidade sindical, como
alega a Contec em ação cautelar pedindo o bloqueio das
verbas até que se decida, em mandado de segurança, a validade
do referido registro. As verbas são arrecadadas e repassadas
pela Caixa Econômica Federal – motivo pelo qual a Contec
pediu também, sem êxito, sua inclusão no processo.
O advogado da Contec fez uma
veemente defesa, afirmando que “esse julgamento diz respeito à
própria sobrevivência sindical”. Mas o relator manteve
a decisão, baseada no entendimento de que a existência
das duas entidades não gera conflitos diante dos dispositivos
constitucionais. No entendimento do ministro Caputo Bastos, o artigo
8º, II e III da Constituição concede às entidades
sindicais o direito de funcionarem independentemente de autorização
estatal. E o princípio da unicidade sindical, por sua vez, estabelece
que “não poderá existir mais de uma organização
sindical representativa da categoria profissional ou econômica
na mesma base territorial”, mas veta apenas “a sobreposição
de representações no mesmo plano territorial, devendo,
no mais, ser respeitada a liberdade sindical”.
Caputo Bastos citou a categoria
dos metalúrgicos como “exemplo da convivência harmônica
de duas confederações representativas da mesma categoria
profissional” – a Confederação Nacional dos
Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), filiada à Força
Sindical, e a Confederação Nacional dos Metalúrgicos
(CNM), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Isso é possível, segundo sua interpretação,
graças à exigência legal estabelecendo que, para
se constituir uma instituição sindical superior, deve
ser observado o mínimo de cinco sindicatos em torno de uma federação
e de três federações constituindo uma confederação.
Essa condição, avaliou o ministro, permite que duas entidades
podem coexistir no mesmo Estado, desde que compostas por sindicatos
distintos, ou uma única que abranja território de dois
ou mais Estados. De acordo com o relator, “não há
informação de que a Contec e a Contraf sejam constituídas
pelas mesmas federações ou de que estas tenham bases territoriais
conflitantes”.
O registro sindical da Contraf
não pode ser invalidado, afirmou o ministro, porque, ao contrário
do que afirma a Contec, o Ministério do Trabalho e Emprego é
o órgão competente para fazer o registro sindical a que
se refere o artigo 8º, I, da Constituição, e confirma
a Sumula nº 677 do STF. Assim, concluiu o relator, o Ministério
“não pode se furtar de sua competência, de sua função
de salvaguardar o princípio da unicidade sindical, enquanto aguarda
acordo entre as entidades ou decisão judicial”.
Como resultado do julgamento,
a Sétima Turma decidiu “cassar a liminar antes deferida,
para determinar que a CEF repasse os valores já recolhidos e
a recolher em favor da Contraf, de acordo com as instruções
do MTE; extinguir o processo sem exame do mérito em relação
à CEF, na forma do artigo 267, VI, do CPC; e julgar improcedente
o pedido cautelar”. (A-AC-207160-2009-000-00-00.0)
(Mário Correia)
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21/09/2009
Não compete à JT determinar
ao INSS averbação de tempo de serviço reconhecido
em juízo
A Oitava Turma do Tribunal Superior
do Trabalho declarou a incompetência da Justiça do Trabalho
para determinar a averbação, pelo Instituto Nacional de
Seguridade Social (INSS), de tempo de serviço reconhecido em
juízo, e reformou acórdão regional que julgava
em sentido contrário.
A ministra relatora do recurso
na Oitava Turma, Dora Maria da Costa, acolheu o recurso postulado pela
União contra a decisão do Tribunal Regional do Trabalho
da 15ª Região (Campinas/SP) e apresentou processos julgados
pelo TST em que se decidiu pela incompetência material trabalhista.
Ela observou que a Constituição não reservou à
Justiça do Trabalho a competência para averbar o período
em que houve o reconhecimento de vínculo empregatício
em juízo, para fins de contagem de tempo de serviço e
que, tampouco, a norma infraconstitucional havia autorizado tal função.
“Portanto, conclui-se que a competência para determinar
a averbação do tempo de serviço do período
trabalhado reconhecido em juízo é da Justiça Federal
ou da Justiça Estadual, na hipótese em que a comarca do
domicílio do segurado ou do beneficiário não seja
sede de vara do juízo federal”.
O TRT havia afastado a argüição
de incompetência, ressaltando que não se aplicaria o artigo
109 da Constituição Federal (Competência da Justiça
Federal para processar e julgar causas em que a União, entidade
autárquica ou empresa pública federal sejam parte em processo),
uma vez que o INSS não havia integrado a relação
de emprego nem a fase de conhecimento do processo.
Conforme o acórdão
do regional, a conseqüência direta do inciso VIII, no artigo
114 da Constituição Federal – competência
da Justiça Trabalhista para a execução, de ofício,
das contribuições sociais de que trata o artigo 195, trazida
pela Emenda Constitucional nº 45/2004 – seria a contagem
como tempo de serviço do lapso em que as contribuições
foram cobradas, ficando mantida a obrigação de fazer ao
INSS e viabilizando ao segurado obrigatório usufruir dos benefícios
previdenciários.
A empregada trabalhou no restaurante Chão Brasil por um ano e
meio na função de garçonete. Após sua demissão
sem justa causa em janeiro de 2007, ela buscou verbas trabalhistas na
3ª Vara do Trabalho de Campinas. O juiz celebrou acordo entre as
partes, estabelecendo o pagamento de R$ 2 mil reais e o reconhecimento
do vínculo de emprego no período de 02/01/2006 a 26/01/2007.
O magistrado declarou-se incompetente para a execução
das contribuições previdenciárias referentes ao
vínculo – e determinou a expedição de ofício
ao INSS para incluir o período como tempo de contribuição,
sob pena de multa diária de duzentos reais, se não cumprida
a obrigação. O INSS recorreu ao TRT de Campinas questionado
a sentença.
A oitava turma do TST acolheu
por unanimidade o voto da ministra Dora Maria da Costa, eximindo a autarquia
de fazer a averbação do tempo de serviço e de receber
as penalidades estipuladas pelo juiz de primeiro grau em caso de descumprimento.
Com o intuito de encerrar os
debates judiciais em torno do tema e estender aos trabalhadores os benefícios
previdenciários das decisões trabalhistas, em abril de
2008 o ministro de Estado da Previdência Social, Luiz Marinho,
assinou um anteprojeto de lei, elaborado com o auxílio de ministros
do TST. Em síntese, o dispositivo permitirá ao INSS acatar
o tempo de serviço reconhecido em sentenças judiciais
ou em acordos homologados na Justiça do Trabalho, desobrigando
o trabalhador de ingressar com nova ação perante o órgão
para se obter o direito. (RR-227/2007-043-015-00.6)
(Alexandre Caxito)
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18/09/2009
Correios entram com processo de dissídio
coletivo no TST
A Empresa Brasileira de Correios
e Telégrafos protocolou, no início da noite de sexta-feira
(18), processo de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho.
Além de apresentar cláusulas de natureza econômica
relacionadas com o Plano de Cargos e Salários, a ECT pede a concessão
de liminar para que a categoria suspenda a greve iniciada em 15 de setembro,
alegando tratar-se de movimento abusivo.
A empresa também requere
que o TST determine, liminarmente, que a categoria mantenha percentual
mínimo de 70% dos trabalhadores em cada uma das unidades operacionais
da ECT.
Caberá ao TST designar
audiência de conciliação e instrução.
Nos processos de dissídio coletivo, a primeira etapa é
a tentativa de conciliação, quando as partes sentam-se
à mesa de negociação junto com um ministro instrutor
e tentam chegar a um acordo. Não havendo entendimento, ou caso
as partes rejeitem eventual proposta formulada pelo Tribunal, o processo
será encaminhado a um relator sorteado, a quem caberá
examiná-lo e levá-lo a julgamento pela Seção
Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST.
(Ribamar Teixeira)
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DEPACOM, 21 de setembro
de 2009 | Eventos
Construção e Mobiliário
Federações reúnem-se
na sede da CNTI em Brasília/DF
As Federações de Trabalhadores
da Construção e do Mobiliário do Brasil estão
reunidas hoje (21/09), na sede da Confederação Nacional
dos Trabalhadores na Indústria – CNTI, para reunião
e debater dentre outros assuntos a Portaria do MTE n.º 186, de
10/04/2008.
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