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AGÊNCIA DIAP, 25 de setembro de 2009
Taxa de desemprego em 8,1% em agosto,
aponta estabilidade, apura IBGE
A taxa de desemprego nacional, apurada nas seis maiores regiões
metropolitanas, ficou praticamente estável em agosto, em 8,1%
da população economicamente ativa (PEA).
Foi uma ligeira alta em relação
à marca de 8% verificada em julho. No oitavo mês de 2008,
o nível de desocupação se encontrava em 7,6%.
Os dados são Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O contingente de desocupados
nas seis regiões pesquisadas equivaleu a 1,9 milhão, considerado
estável pelo IBGE perante julho.
Em relação a agosto
do ano passado, porém, houve alta de 7,8% no total de desocupados.
Conforme o levantamento,
havia 21,4 milhões de pessoas ocupadas em agosto nas seis regiões
metropolitanas analisadas pelo IBGE, número estável em
relação a julho e também a agosto do calendário
passado. (Fonte: Valor Online)
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GAZETA DO POVO, 25 de setembro
de 2009 | Economia
Recuperação
Setor mais afetado pela crise, indústria
volta a contratar
Oito em cada dez novos empregos foram criados
pelo parque industrial de São Paulo
Publicado em 25/09/2009 | Folhapress
Rio de Janeiro - Setor mais afetado pela crise, a indústria voltou
finalmente a contratar e liderou a geração de postos de
trabalho nas principais metrópoles do país em agosto,
segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). O bom desempenho da ocupação no ramo industrial
também impediu o aumento da taxa de desemprego no mês de
agosto – o indicador ficou praticamente estável em 8,1%.
Pela primeira vez desde o agravamento
da crise, o emprego na indústria reagiu com força e cresceu
3,9% de julho para agosto nas seis principais regiões metropolitanas
do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte,
Salvador, Porto Alegre e Recife).
Foi o melhor desempenho desde
abril de 2004 e supera a expansão média da ocupação
de julho para agosto – 0,5%.
Em números absolutos,
foram criadas 135 mil vagas. O emprego na indústria foi puxado
por São Paulo, metrópole brasileira mais industrializada.
Na região, o setor fabril contratou 106 mil pessoas em agosto
– alta de 5,8%, recorde de toda a série da pesquisa, iniciada
em 2002. Ou seja, oito em cada dez novos empregos na indústria
foram gerados em São Paulo.
Por trás da recuperação
do emprego na indústria está a retomada da produção,
já sinalizada pelas pesquisas de indústria e pelos dados
do PIB.
Tal movimento se sustenta no
aumento do consumo – impulsionado pelo avanço da renda,
que cresceu 0,9% de julho para agosto e 3,8% no acumulado de 2009. Tem
ainda origem na volta do crédito, antes combalido pela crise.
“Não há
dúvida de que o nível de atividade da indústria
voltou a crescer, o que repercute no emprego. O impacto da crise setorialmente
foi muito importante na indústria, que fechou muitos postos de
trabalho de novembro de 2008 a março deste ano. No segundo trimestre,
andou de lado. E agora é que se vê um crescimento
mais forte”, diz Fábio Romão, economista da LCA.
Segundo Armando Monteiro Neto,
presidente da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), o setor sentiu, primeiro, uma melhora das vendas com a queima
de estoques, o que impulsionou a produção. Agora, o crescimento
do emprego confirma a trajetória de recuperação
do setor – que, segundo ele, só será mais intensa
e rápida se o mercado externo voltar a crescer e demandar mais
produtos brasileiros.
Apesar da reação
recente, a indústria ainda emprega menos do que antes da crise.
O contingente de trabalhadores do setor caiu, em média, 2,5%
de janeiro a agosto deste ano ante o mesmo período de 2008.
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AGÊNCIA BRASIL, 25 de setembro de 2009
Pesquisa revela que renda do trabalho
foi decisiva para redução das desigualdades em 2008
Brasília - De 2007 a
2008, a renda do trabalho foi "avassaladoramente" o fator
que mais contribuiu para a redução da desigualdade social
no Brasil, segundo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílios (Pnad) relativa a 2008, e divulgado nesta quinta-feira
(24).
"Se a gente escolher o
período entre 2001 e 2008, veremos que as transferências
promovidas pelo Bolsa Família e pelas aposentadorias vinculadas
ao salário mínimo foram muito importantes para essa redução
da desigualdade social no Brasil", explica o pesquisador do Ipea,
Sergei Soares.
"Mas entre 2007 e 2008
isso mudou e, de forma avassaladora, a renda do trabalho passou a ser
o principal responsável, correspondendo por cerca de 90% da queda
da desigualdade social registrada no período", completa.
O estudo do Ipea mostrou que
o comportamento da renda do trabalho, quando diferente do valor salário
mínimo, foi responsável por 75% da queda da desigualdade,
enquanto o aumento do salário mínimo responde por uma
queda de 16% da desigualdade.
Segundo o pesquisador, essas
constatações são muito positivas, "porque
depender apenas de transferências de renda para diminuir as desigualdades
significaria um custo cada vez maior [para o Estado], do ponto de vista
orçamentário".
Sergei disse acreditar que quando
saírem os resultados da Pnad 2009 - que contabilizará
mais expressivamente os efeitos da crise no Brasil - , o Bolsa Família
e tudo que está indexado ao salário mínimo voltarão
a deter mais importância.
"Veremos, daqui a um ano,
um efeito possivelmente ainda importante do mercado de trabalho. Mas
veremos um efeito ainda mais importante das transferências do
que vimos em 2008", prevê o pesquisador.
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BEM PARANÁ, 25 de
setembro de 2009 | Economia
Consumo
Ricos gastam em três dias o que
pobres levam um ano para gastar
Para medir o índice de desigualdade do
país, o Ipea adotou o chamado Coeficiente de Gini
Agência Brasil
No Brasil, o que um pobre gasta em um ano é o mesmo gasto por
um rico - que faz parte de 1% da população - em três
dias. A constatação é do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou hoje (24) uma análise
com base nos dados apresentados na semana passada pela Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios (Pnad) relativa ao ano de 2008.
“Apesar de estar registrando
desde 2001 queda da desigualdade social num ritmo realmente bom, o Brasil
ainda é um monumento à desigualdade. Aqui, uma família
considerada pobre leva um ano para gastar o mesmo que os 1% mais ricos
gastam em apenas três dias”, informa o pesquisador do Ipea,
Sergei Soares.
Para medir o índice de
desigualdade do país, o Ipea adotou o chamado Coeficiente de
Gini, que varia de zero a um. Quanto mais próximo de um for esse
coeficiente, menos justa é a distribuição de renda
da sociedade.
Em 2001, o Coeficiente de Gini
no Brasil estava em 0,594. Desde então, vem caindo ano a ano,
e chegou a 0,544 em 2008.
Sergei explica que mantendo
essa tendência recente de redução da desigualdade
registrada nos últimos anos, que em média foi de -0,007,
"o Brasil levará 20 anos para chegar a um patamar que pode
ser considerado justo". Segundo ele, isso corresponde a um índice
de 0,40 no Coeficiente de Gini.
O pesquisador sugere que o governo
“continue fazendo mais do mesmo”, estimulando programas
como o Bolsa Família e o aumento do salário mínimo,
e invista em educação e estimule a formalidade no mercado
de trabalho.
“Para acelerar esse
processo é necessário que façamos mais do que apenas
olhar as coisas positivas que têm sido feitas. O indicado é
que o país atue de forma a melhorar o sistema educacional e a
reduzir a informalidade”, afirmou. “E, claro, isso envolve
também medidas que objetivem também a redução
da desigualdade racial e regional do país”.
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O ESTADO DO PARANÁ,
25 de setembro de 2009 | Economia
Rendimento da população
sobe 1,3% em julho
Agência Estado
A massa de rendimento real efetivo da população ocupada
nas seis principais regiões metropolitanas do País somou
R$ 28,5 bilhões em julho, o que representa uma alta de 1,3% em
relação a junho, informou hoje o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação
com julho de 2008, a alta foi de 2,4%.
O dado da massa de renda efetiva,
explica o IBGE, sempre se refere ao mês anterior ao de referência
da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), também divulgada hoje. A
taxa de desemprego em agosto ficou em 8,1%.
A massa de rendimento
real habitual da população ocupada, por sua vez, somou
R$ 28,95 bilhões em agosto, com alta de 1,7% em relação
a julho deste ano e aumento de 3,0% ante agosto de 2008. Este dado refere-se
ao mesmo mês da pesquisa mensal de emprego.
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AGÊNCIA
DIAP, 25 de setembro de 2009
Economia: PIB pode crescer acima de 5% em
2010, avaliam economistas
Para este ano, boa parte dos bancos e consultorias já aponta para
um Produto Interno Bruto (PIB) ligeiramente positivo. A expectativa mudou.
Espera-se, agora, crescimento de 5 a 6%, em 2010
O cenário positivo que se desenha para a demanda interna torna
cada vez mais provável um crescimento na casa de 5% em 2010, e
já há até quem aposte em alta de 6%, como o ex-ministro
Luiz Carlos Mendonça de Barros, da Quest Investimentos.
O consumo das famílias e o investimento
devem liderar a expansão, com as despesas do Governo como coadjuvante,
um resultado da combinação de juros baixos, mercado de
trabalho em recuperação, gastos públicos elevados
e redução das incertezas globais.
Para este ano, boa parte dos
bancos e consultorias já aponta para um Produto Interno Bruto
(PIB) ligeiramente positivo.
O economista-chefe da MB Associados,
Sérgio Vale, diz que uma alta expressiva do PIB em 2010 está
praticamente contratada. "A política monetária e
a política fiscal serão muito expansionistas. Elas estarão
trabalhando como nunca para estimular o crescimento", afirma Vale,
que revisou na semana passada a sua projeção de 4% para
5%.
Para ele, apenas uma piora muito
acentuada do cenário global pode comprometer um PIB forte em
2010, algo como um "novo Lehman Brothers" - o banco de investimentos
que quebrou em setembro de 2008, agravando a crise. Vale acredita em
crescimento de 5% do consumo das famílias, estimulado pela alta
de 5% da massa salarial acima da inflação, e de 11% dos
investimentos na construção civil e em máquinas
e equipamentos (a formação bruta de capital fixo, FBCF)
- em 2009, ele projeta queda de 10,2% da FBCF.
Crescimento
de 6% em 2010
Mendonça de Barros passou a apostar em crescimento de 6% em 2010
depois da divulgação dos números do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged) de agosto, que revelou um saldo
positivo de 242,1 mil postos de trabalhos formais.
A renda segue firme e a geração
de emprego está melhor do que se esperava, diz ele, observando
que a Quest passou a trabalhar com uma alta do PIB neste ano de 0,2%
- antes do Caged de agosto, estimava queda de 0,3%. O Morgan Stanley,
que chegou a prever queda de 4,5%, hoje estima recuo de apenas 0,5%.
"O consumo das famílias
deve continuar forte, e o investimento também deve voltar, estimulado
pela demanda. Além disso, o Governo está gastando que
nem louco", afirma Mendonça de Barros, ministro das Comunicações
no Governo Fernando Henrique Cardoso. Apenas as exportações
não devem ter uma reação das mais expressivas,
já que o mundo ainda crescerá pouco no ano que vem.
Para ele, o ritmo forte de expansão
da economia, com um mercado de trabalho tão pujante, pode exigir
aumentos de juros já no primeiro semestre do ano que vem. Nesse
cenário, o Governo deveria mudar a política fiscal, diz
Mendonça de Barros. Com a demanda privada aquecida, manter os
gastos públicos em alta expressiva é uma má ideia.
"A inflação
não vai dar saltos, pulando de 4,5% para 8%, mas pode ficar pressionada
por conta do mercado de trabalho muito aquecido, elevando os preços
dos serviços". Vale diz que há de fato o risco de
alta dos juros no ano que vem, mas vê um eventual aumento da taxa
Selic, hoje em 8,75% ao ano, apenas no quarto trimestre. Se ocorrer,
será mais por causa das perspectivas para a inflação
em 2011 do que pela pressão no ano que vem, já que a capacidade
ociosa na indústria é grande.
Comportamento
do mercado de trabalho e da renda
O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do
Bradesco, Octavio de Barros, também mudou a sua projeção
de crescimento do PIB para 2010, elevando-a de 4,9% para 5,4%.
"A maior surpresa em nosso
cenário certamente tem sido o comportamento muito favorável
do mercado de trabalho e da renda", diz Barros. Segundo ele, os
efeitos da redução dos juros, dos estímulos fiscais
e da rede de proteção social criada nos últimos
anos "foram capazes de preservar o emprego de forma importante,
levando à rápida recuperação da confiança
dos consumidores e, consequentemente, à manutenção
do otimismo empresarial e da produção voltada ao mercado
doméstico".
O economista chama a atenção
para o desempenho das vendas no comércio, que podem crescer algo
próximo a 5% neste ano, descontada a inflação.
Num quadro de preservação da demanda interna, com perspectiva
de continuidade da expansão dos estímulos fiscais e da
ampliação de alguns benefícios já contratados
- o salário mínimo deve subir quase 10% em 2010, por exemplo
-, ele mudou as suas estimativas para o PIB deste ano e do próximo.
Para 2009, o Bradesco, que projetava
queda de 0,5% prevê agora uma alta de 0,1%. "Em nosso novo
cenário, a demanda doméstica continua a ser o motor do
crescimento, puxada pelo consumo das famílias e os gastos do
Governo. Os investimentos retornarão em breve, mas esperamos
uma contribuição bem menor do que os demais ainda em 2010",
afirma Barros, ressalvando, contudo, que as inversões podem ser
mais fortes do que ele projeta, "por conta das boas perspectivas
para a economia e da farta disponibilidade de financiamento doméstico
e externo".
Exportação,
mercado interno e aumento renda
Para Rodrigo Azevedo, ex-diretor do Banco Central (BC) e sócio-sênior
da JGP Gestão de Recursos, o Brasil deverá alcançar
crescimento de 5% no PIB do próximo ano, impulsionado pela melhora
do setor exportador e do mercado interno, sustentado pelo crescente
aumento da renda.
"Há revisão
para cima no crescimento mundial, tendo uma retomada do comércio
em primeiro plano. Como já observamos uma puxada das exportações
acima das previsões, é possível supor que o quadro
para 2010 seja melhor", analisa Azevedo, que trabalha com um quadro
mais favorável para as exportações do que a média
dos analistas.
Para ele, a "profunda"
retração pela qual passou a indústria entre o fim
de 2008 e os primeiros meses de 2009 ampliou a capacidade ociosa, que
foi e está sendo lentamente retomada. Azevedo destaca ainda que
o Governo federal não dá sinais de que vai segurar os
gastos públicos.
O economista-chefe da LCA Consultores,
Bráulio Borges, diz que, do ponto de vista da oferta, a indústria
é que vai brilhar em 2010. Ele prevê alta de 9% para a
produção industrial, uma reação forte à
queda de 7% esperada para 2009. Os setores ligados ao mercado interno
e que produzem bens de capital devem ter bom desempenho, avalia ele.
Do lado da demanda, ele aposta em forte expansão do consumo das
famílias, de 5,2%, e do investimento, de 15,8%.
Outro fator que vai ajudar o
crescimento é a herança estatística (o "carry
over") que 2009 deixará para 2010, como destaca Azevedo.
Segundo ele, se o PIB deste ano ficar estável, como ele prevê,
o "carry over" será de 2,5%. Com isso, se a economia
não crescer nada em relação ao nível do
fim deste ano, a expansão em 2010 será de 2,5%. Para comparar,
o "carry over" que 2008 deixou para 2009 foi negativo em 1,5%.
Menos
otimista
Thaís Zara, economista-chefe da Rosenberg & Associados,
tem previsões menos otimistas para o próximo ano, embora
aposte em crescimento de 0,3% em 2009. "O fundo do poço
já passou, mas o crescimento mundial não será tão
forte quanto se imagina", afirma ela, que aposta em crescimento
de 3,5% para o ano que vem.
O fim das desonerações
tributárias deve tirar um pouco de força da economia nos
próximos trimestres, acredita ela.
Nem a perspectiva de aquecimento
da demanda externa por produtos nacionais empolga a analista, que vê
no câmbio valorizado um entrave para o impulso exportador, embora
os bens primários devam melhorar o saldo comercial do Brasil.
(Fonte: Valor Econômico)
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O ESTADO DO PARANÁ,
25 de setembro de 2009 | Economia
Elevar IPI de construção
agora é paradoxo
Agência Estado
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
Miguel Jorge, disse hoje que é um paradoxo elevar agora o Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI) dos materiais de construção,
no mesmo momento em que o governo conduz um programa de financiamento
de casas populares como o "Minha Casa, Minha Vida". O IPI
de uma série de produtos na área da construção
foi reduzido durante a crise financeira global e deve voltar ao patamar
normal até o fim de dezembro.
Miguel Jorge participou hoje
de audiência pública da Comissão de Relações
Exteriores e de Defesa Nacional no Senado para discutir a crise, o Mercosul
e novos mercados. Ele também falou sobre os planos do governo
para incentivar a indústria de equipamentos que serão
usados na produção petrolífera da camada pré-sal.
"O BNDES está
fazendo um levantamento da base da indústria para ver o que pode
ser feito", disse ele, acrescentando que o Brasil vai procurar
países vizinhos, como a Argentina, que também possuem
parque industrial voltado para o setor de petróleo.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
25 de setembro de 2009 | Dinheiro
G20 substitui FMI como fórum econômico
Se fórmula for aprovada pelos chefes
de governo, grupo assumirá papel para discutir uma eventual nova
política global | Ao novo organismo caberia, entre outras, a
tarefa de corrigir desequilíbrios como os que que estiveram na
origem da crise de 2008
CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL A PITTSBURGH
O G20, por meio de seus ministros
de Economia e presidentes de bancos centrais, assumirá o papel
de fórum para a discussão de uma eventual nova política
econômica global, capaz de corrigir os desequilíbrios que
estiveram na origem da crise agora próxima de ser controlada.
Essa era a fórmula que estava praticamente definida ontem pelos
negociadores do grupo das maiores economias do planeta para ser submetida
aos chefes de governo que encerram hoje a terceira cúpula do
clube em apenas dez meses.
Foi a maneira encontrada para contornar a resistência de países
como China e Alemanha à proposta norte-americana, que conferia
ao FMI (Fundo Monetário Internacional) poderes praticamente de
xerife para vigiar a adequação de políticas nacionais
que tenham repercussão em outros países.
Na prática, significa que todos os países do G20 aceitam,
com maior ou menor entusiasmo, a ideia de que os desequilíbrios
que levaram a crise precisam ser enfrentados.
Em resumo, o desequilíbrio está dado pelo excesso de exportações
chinesas (mas também alemãs e japonesas) e pelo excesso
de consumo norte-americano.
Críticas
Anteontem, o ministro chinês do Exterior já havia criticado
a proposta de dar ao FMI amplos poderes até para impor parâmetros
de política econômica e vigiar o respeito a eles.
Ontem, foi a vez da chanceler alemã, Angela Merkel: "Não
se deve buscar temas substitutos de forma a deixar de lado a regulação
do sistema financeiro", disparou.
Na verdade, o argumento central dos países que se opuseram ao
projeto norte-americano é a soberania. A globalização
não avançou o suficiente para que os Estados-nações
entreguem fatias importantes de sua soberania a organismos multinacionais.
Por isso mesmo, a proposta que constava ontem do esboço de declaração
final deixa para o FMI apenas o que já faz hoje, ou seja, a assessoria
técnica.
Mesmo o G20 não terá músculos para impor políticas.
Será um foro em que os ministros e presidentes de bancos centrais
conversarão entre si sobre suas respectivas políticas
econômicas, com atenção especial e reforçada
sobre os efeitos que elas possam ter nos seus pares -e no resto do mundo,
claro.
O texto preliminarmente acertado (mas que pode ser alterado pelos chefes
de governo) "evitou que haja qualquer mecanismo intrusivo",
na descrição obtida pela Folha com os negociadores.
Mesmo sem se tornar "intrusivo", o fato é que o G20
ganha, se a proposta acabar sendo aprovada, um novo selo de qualidade
como gerente da economia global.
Tanto é assim que o primeiro-ministro britânico, Gordon
Brown, presidente de turno do G20 até o fim do ano, anunciou
ontem que está deslocando sua ministra de Negócios, Shriti
Vadera, para conselheira para o G20, "como parte do esforço
para transformar o grupo em uma nova forma de governança global",
segundo a avaliação feita pelo jornal "Financial
Times".
Marco Aurélio Garcia, o assessor diplomático do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, festeja: "Fica claro [com o novo
papel do G20] que o G8 não é mais a instância que
organiza o debate. Houve uma transferência de competências".
Foi o Brasil -que não participa do G8, limitado aos sete países
ricos mais a Rússia- que propôs que o G20 tivesse um "upgrade",
passando de reunião de ministros e presidentes de bancos centrais
para cúpulas de chefes de governo.
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O ESTADO DO PARANÁ,
25 de setembro de 2009 | Política
Partidos nanicos 'alugam' legendas para
2010
Agência Estado
Na reta final da filiação partidária para as eleições
de 2010, partidos nanicos estão entregando as legendas nos Estados
a lideranças de peso em troca de dinheiro e potencial de votos
nas urnas. Para assumir o comando dessas siglas pequenas sem perder
o atual mandato, políticos driblam a legislação
eleitoral, fazendo acordo com suas siglas atuais. O Partido Social Cristão
(PSC) - cuja ideologia política é "colocar o ser
humano em primeiro lugar" - já entregou os Estados de Alagoas,
Piauí, Paraíba e fecha os últimos detalhes do Distrito
Federal. Seu presidente nacional, Vitor Nósseis, não esconde
que a estrutura financeira de um novo filiado é fundamental.
"Como vou fazer as coisas sem recursos? Num relacionamento entre
marido e mulher, se o dinheiro sai pela porta, a mulher sai pela janela",
disse em entrevista ao Estado.
O Partido da Mobilização
Nacional (PMN) entregou o diretório de Brasília à
deputada distrital Jaqueline Roriz - candidata a uma vaga na Câmara
- e briga com o PSC pela filiação de seu pai, o ex-governador
Joaquim Roriz, que deixou o PMDB. Ontem, Roriz deixou no ar a possibilidade
ir para o PSC. "O partido tem o social no nome e o que mais quero
ser é social, para ajudar os pobres", afirmou.
Outras legendas, como PRTB,
PSL, PRB, buscam a mesma estratégia pelo País. O projeto
de poder dessas siglas é único e financeiro: eleger o
maior número de deputados para aumentar os recursos recebidos
do fundo partidário, distribuído conforme a composição
da Câmara.
Neste ano, vigora a legislação
eleitoral que permite às legendas brigarem pelos mandatos dos
infiéis. O troca-troca partidário tem sido, então,
muito mais intenso no segundo escalão, em muitos casos, com a
conivência das grandes siglas. Os partidos que sofrem o ataque
especulativo do PSC prometem não recorrer ao TSE para retomar
as vagas porque esperam ver a legenda em sua órbita no futuro.
O senador Mão Santa (PI), por exemplo, acertou sua saída
do poderoso PMDB rumo ao pequeno PSC. Vai presidir o partido no Piauí.
"Esse partido acredita em Deus. A doutrina é Cristo e o
programa é a promoção do homem", ressaltou
Mão Santa.
As manobras devem ocorrer até
3 de outubro, último dia de prazo para filiação
partidária. Veterano na política, o deputado Marcondes
Gadelha anunciou a saída do PSB para comandar o PSC na Paraíba.
Seu antigo partido não deve pedir o mandato de volta. Gadelha
vai levar junto dois deputados estaduais - entre eles o filho Leonardo
Gadelha -, prefeitos e vereadores. Ele mesmo admite que a escolha pelo
PSC é de conveniência política. "Vou para o
PSC porque na Paraíba é mais fácil de compor, vai
me dar mais liberdade. Vou comandá-lo no Estado. É mais
fácil de ajustar", disse.
Também presente na filiação
de Mão Santa, Carlos Alberto Canuto - ligado à família
Calheiros - sairá do PMDB para dirigir o partido cristão
em Alagoas, sem risco de perder o mandato de deputado. Outros dois deputados,
Manoel Júnior (PSB-PB) e Laerte Bessa (PMDB-DF), também
devem seguir para o PSC. "Não conheço a estrutura
desse partido, mas sei que tem pessoas idôneas", diz Bessa.
Em troca de receber a chave do partido com carta branca para trabalhar,
eles levam estrutura financeira e possibilidade de sucesso nas urnas.
A discussão política,
muitas vezes, passa longe dessas pequenas legendas. A meta é
mesmo aumentar a bancada na Câmara. "O partido não
oferece, mas pede. Pede ajuda, para que as pessoas se candidatem a deputado
federal", admite o presidente do PSC, que elegeu nove deputados
em 2006. Com essa bancada, recebe R$ 2 milhões por ano do fundo
partidário, composto por recursos públicos. Hoje, o PSC
tem 12 deputados. Com as novas filiações, pode chegar
a 17, ultrapassando legendas influentes, como PV e PPS.
Para driblar a Lei Eleitoral,
um grupo de deputados tenta outra estratégia: registrar um novo
partido até o dia 3. É o Partido Socialista da República,
o PSR. A resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
não considera essa mudança infidelidade partidária.
O PSR já está inscrito num cartório de Brasília.
Seus idealizadores buscam agora colher as 468 mil assinaturas mínimas
necessárias para registrá-lo no TSE. Deputado pelo DEM,
Bispo Rodovalho já ingressou com pedido de desfiliação
no TSE alegando ser um dos fundadores do PSR.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
25 de setembro de 2009 | Brasil
PT e PMDB devem selar pré-aliança
formal para 2010
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O PMDB pretende indicar o presidente
da Câmara, Michel Temer (SP), para ser o vice da ministra Dilma
Rousseff (Casa Civil) na provável aliança formal entre
petistas e peemedebistas para disputar a Presidência.
Na próxima quarta, Temer viajará com Lula para a Dinamarca,
na comitiva que defenderá a candidatura do Rio para a Olimpíada
de 2016. Na volta, o PT e o PMDB deverão anunciar a pré-aliança
formal para concorrer à sucessão presidencial de 2010.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse não haver "qualquer
tipo de restrição ao nome dele [Temer]". "A
indicação é do PMDB. Obviamente que a Dilma, como
candidata, vai ter que dar a sua opinião. É um processo
combinado", disse Berzoini.
O senador Jarbas Vasconcelos (PE), defensor do apoio a José Serra
(PSDB-SP), quer que o partido adie a decisão política
para junho, quando ela terá de ser tomada legalmente. "Hoje,
perderíamos por muito. Até junho, podemos tentar inviabilizar
a aliança formal. Não é o mais bonito, mas seria
o melhor, cada um para o seu lado."
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O ESTADO DO PARANÁ,
25 de setembro de 2009 | Economia
Encerrada greve na Volkswagen-Audi
Helio Miguel
Depois de 17 dias parados, os cerca de 3,6 mil funcionários da
montadora Volkswagen-Audi decidiram, ontem, em assembleia em porta de
fábrica, em São José dos Pinhais, aceitar a última
proposta oferecida da empresa e encerrar a greve.
Pelo acordo, um dos melhores
do ano no setor, os trabalhadores vão receber um aumento de 8,3%,
R$ 2,8 mil de abono e adicional noturno de 25%. Também foi fechado
um aumento no número de graus na tabela salarial, porém
com diminuição nos salários iniciais. Durante a
greve, aproximadamente 14 mil veículos deixaram de ser produzidos.
O acordo surgiu quando a questão
estava para ser julgada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), onde
várias reuniões foram realizadas durante a semana passada,
sem consenso entre empregados e patrões. A reunião que
determinou o fim da greve começou na quarta-feira e terminou
apenas ontem. A assembleia com os metalúrgicos foi realizada
logo em seguida.
O reajuste de 8,3% - idêntico
ao fechado nas fábricas da General Motors no estado de São
Paulo - corresponde à compensação da perda da inflação,
de 4,4%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC) dos últimos 12 meses, mais 3,7% de aumento
real.
O abono de R$ 2,8 mil será
pago em duas parcelas, sendo a primeira, de R$ 2 mil em outubro, e a
segunda, de R$ 800 em novembro. Já o adicional noturno passará
de 20% para 25% a partir de fevereiro do ano que vem. Ficou acertado,
ainda, que haverá desconto dos dias parados, que será
gradativo a partir de outubro.
Em relação à
tabela salarial, que os funcionários queriam que fosse equiparada
à aplicada na planta da Volkswagen em São Bernardo do
Campo (SP), ficou acertado que os graus os chamados “steps”
passarão de cinco para oito.
Assim, as avaliações
de desempenho e os consequentes aumentos salariais poderão ser
mais frequentes. Para compensar o aumento, o acordo prevê um novo
“step” inicial, no qual o salário é mais baixo
que o do anterior primeiro grau.
Última
A paralisação
dos funcionários da Volks-Audi foi a primeira a começar
durante as negociações salariais deste ano, entre metalúrgicos
e as três principais montadoras de Curitiba e região metropolitana.
Foi, também, a última a terminar.
Na quarta-feira da semana passada,
um acordo na Renault-Nissan pôs fim à greve na empresa,
que durou oito dias. Na Volvo, o acordo foi fechado no mesmo dia, mas
a paralisação durou cerca de 24 horas apenas.
Os trabalhadores da Volvo
conseguiram um aumento salarial de 7,57%. Já os funcionários
da Renault obtiveram 8,65% de reajuste. Nos dois casos, os empregados
ainda conquistaram o direito a um abono salarial de R$ 2 mil. Os acordos
da semana passada foram considerados, na ocasião, os maiores
registrados na indústria brasileira em 2009.
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AGÊNCIA DIAP, 25 de
setembro de 2009
Paim: fator previdenciário (PL
3.299/08) deve ser extinto em 2009
"É grande a possibilidade de acabarmos com o fator previdenciário
este ano", comemora
Autor do projeto de lei (PL 3.299/08) que finda com o fator previdenciário,
o senador Paulo Paim (PT/RS), afirmou que a matéria deve ser
aprovada ainda em 2009.
Ele já se encontrou com o presidente da Câmara, Michel
Temer (PMDB/RS), e o relator do texto na Casa, deputado Pepe Vargas
(PT/RS), para tratar do assunto.
"É grande a possibilidade
de acabarmos com o fator previdenciário este ano", comemora.
O dispositivo é usado
no cálculo das aposentadorias e considera, entre outros itens,
a expectativa de vida do beneficiário. Segundo o senador, o fator
previdenciário faz com que o trabalhador perca até 40%
de seus rendimentos no ato da aposentadoria.
"Peço a quem está
para encaminhar sua aposentadoria, que espere um pouco mais. Vamos derrubar
o fator", declarou, segundo publicado na Agência Senado.
O senador ainda defendeu a derrubada,
pelo Congresso Nacional, do veto presidencial à emenda de sua
autoria à Medida Provisória 288, de 2006.
Essa emenda estende o
reajuste de 16,67% - concedido naquele ano ao salário mínimo
- a todas as pensões e aposentadorias. Além de Paim, outros
senadores defendem a derrubada desse veto. (Fonte: Blog O outro lado
da notícia)
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
25/09/2009
Terceirização: siderúrgica
é absolvida de responsabilidade subsidiária
A Companhia Siderúrgica
de Tubarão – CSA foi absolvida da responsabilidade subsidiária
sobre verbas trabalhistas devidas a um empregado de uma empresa terceirizada,
que foi contratada para construir uma fábrica de oxigênio.
A empresa havia sido condenada no Tribunal Regional da 17ª Região
(ES), mas a Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho reformou
a decisão, entendendo que a siderúrgica é apenas
dona da obra.
Contrariamente ao entendimento
do TRT, que afirmou ser indiferente o fato de a companhia ser ou não
dona da obra – “pois sempre que se contrata uma empresa
para prestação de serviços surge automaticamente
a responsabilidade subsidiária” –, o relator da Primeira
Turma, ministro Walmir Oliveira da Costa, explicou que a CSA é,
sim, apenas dona de uma obra certa, destinada à expansão
de sua unidade industrial, de forma que não lhe cabe a responsabilização
pelas dívidas trabalhistas dos empregados da empresa que foi
contratada para construir a fábrica. A decisão da Primeira
Turma foi por maioria de votos. (RR-1863-1997-006-17-00.1)
(Mário Correia)
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25/09/2009
Sem comprovar feriado local, Itaú
perde recurso devido a intempestividade
A simples transcrição
do ato administrativo que estabelece feriado, com indicação
da lei municipal, não é suficiente para a demonstração
da suspensão do prazo processual. A Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
rejeitou recurso do Banco Itaú S.A., mantendo assim a decisão
que considerou intempestivo o agravo de instrumento da empresa por falta
de certidão ou documento adequado que comprove a falta de expediente
local.
A empresa alega que recorreu
com agravo de instrumento dentro do período legal, considerando-se
a prorrogação do prazo em consequência de feriado
municipal e por não ter havido expediente no Tribunal Regional
do Trabalho da 2ª Região (SP). Informa que identificou e
transcreveu o ato administrativo que determinou a ausência de
expediente forense no dia 20/11/06.
Ao julgar o agravo regimental,
a Quinta Turma entendeu que, de acordo com a Súmula nº 385
do TST, cabe à parte comprovar, quando interpõe recurso,
a existência de feriado local ou de dia útil em que não
haja expediente forense que justifique a prorrogação do
prazo recursal. Diante disso, concluiu que essa demonstração
deve ser feita mediante certidão ou documento competente. A simples
menção à ausência de expediente forenese
não comprova a alegação.
O banco procurou alterar a decisão
com recurso à SDI-1, que também rejeitou o apelo, ao não
conhecer dos embargos. A relatora, ministra Maria de Assis Calsing,
entendeu que, “embora não sujeito a formalismos excessivos,
o processo do trabalho também deve respeitar rotinas indispensáveis
à segurança das partes, dos atos praticados e da própria
prestação jurisdicional”.
(E-AG-AIRR-1185/1993-025-02-40.8)
(Lourdes Tavares)
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