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UAI/ MINAS GERAIS, 28 de setembro
de 2009 | Economia
Renda de trabalhadores na construção
civil sobe 13%
Marinella Castro - Estado de Minas
A indústria da construção civil foi destaque do
segmento industrial em agosto. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego
(PME) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), a construção fechou o mês longe dos impactos
da crise financeira mundial. O rendimento médio pago à
população ocupada no setor, de R$ 1.096,30, registrou
avanço de 6% em relação a julho – e de 13,5%
frente a agosto do ano passado. No mês passado, o rendimento médio
da população nas seis capitais onde a pesquisa é
realizada atingiu R$ 1.336,80, crescimento de 2,2% em comparação
a julho. O resultado da construção civil foi diferente
do restante do setor, que registrou queda de 1% na comparação
de agosto com julho. Ou seja – na crise, a construção
foi – e continua sendo – um dos pilares do aquecimento do
mercado interno brasileiro.
Já a taxa de desemprego
no país cresceu meio ponto percentual em relação
a julho, mas permaneceu praticamente estável em comparação
ao mês passado, registrando alta de 8% para 8,1% da população
economicamente ativa. O percentual de pessoas ocupadas também
ficou estável, tanto na comparação mensal quanto
anual, em 21,4 milhões de pessoas. Belo Horizonte se destacou
em agosto apresentando alta no desemprego de 24,4%, o maior percentual
entre as seis capitais pesquisadas. O percentual na cidade é
de 7,5%, a terceira maior taxa do país, depois de Porto Alegre,
com 5,4%, e Rio de Janeiro, com 5,6%. Para o gerente da pesquisa de
emprego do IBGE, Cimar Azeredo, o percentual da população
à procura de emprego aumentou, enquanto a oferta de vagas permaneceu
estável. “É um momento de alerta. O resultado deve
ser acompanhado por mais dois meses para se ter uma maior clareza.”
O pesquisador aponta como ponto positivo o crescimento industrial do
estado de 3,9% em relação a julho, além do aumento
da renda da população em 1,6%. No acumulado do ano, o
percentual positivo atinge 6,8%.
Bombeiro e encanador desde a
década de 1970, Sebastião Bispo comemora a ótima
fase de seu mercado de trabalho. Segundo ele, em 2007 a procura por
seu serviço começou a crescer. Com experiência,
Bispo se considera um profissional disputado pelo mercado. “Hoje,
ganho seis vezes mais que há três anos e nem no fim de
semana consigo descansar. A tendência para quem é bom é
ganhar cada vez mais.”
Em Minas Gerais, o segmento
que envolve a construção industrial, investimentos em
novas rodovias e crescimento das incorporações, além
das obras do novo Centro Administrativo do estado, é destacado
pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção
Civil (Sinduscon-MG), Luiz Fernando Pires, como o diferencial do segmento.
“Em Minas, a remuneração de algumas faixas salariais,
como engenheiros, encarregados e técnicos já supera mercados
como Rio de Janeiro e São Paulo.” A estimativa do sindicato
é de que a indústria feche o ano com crescimento de 5%
em relação a 2008.
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JB ONLINE, 28 de setembro
de 2009
Governo
R$ 100 bilhões e emprego de volta
RIO - A oferta de crédito para a aquisição de moradias
e os programas de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha
Casa, Minha Vida – ambos do governo federal – vão
garantir investimentos da ordem de R$ 100 bilhões e a criação
de mais 800 mil postos de trabalho no setor de construção
civil em 2010. Com isso, o número de empregados formais no segmento
deve chegar a 3 milhões no próximo ano – marca registada
apenas no início da década de 80, período anterior
à estagnação que o setor passou por quase 20 anos.
O presidente do Sindicato da
Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro
(Sinduscon-RJ), Roberto Kauffmann, detalha a soma dos investimentos:
R$ 30 bilhões dos recursos provenientes das cadernetas de poupança,
R$ 20 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS) e R$ 50 bilhões do PAC e do Minha Casa, Minha Vida.
O aumento do investimento do
setor no próximo ano em relação aos recursos de
2009 é da ordem de 10%, considerando os R$ 90 bilhões
que estão sendo investidos neste ano . E a razão da diferença
é o programa de habitação do governo. Segundo o
executivo, o “grosso do programa” será aprovado no
próximo ano.
Enquanto setores chaves da economia
estimam que 2009 foi um ano perdido, como a indústria de máquinas
e equipamentos, têxtil, siderurgia e mineração,
os efeitos da crise financeira internacional na construção
civil já foram superados, garante o presidente da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo
Safady Simão.
– Atravessamos a crise
muito bem. Os 110 mil empregos perdidos no setor entre novembro e dezembro
do ano passado já foram recuperados. A construção
civil criou mais de 151 mil postos de trabalho no acumulado deste ano,
cerca de 25% do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)
do país – ressaltou Simão.
A previsão do presidente
da Cbic é que o setor encerre o ano com queda de 5% em relação
aos 8% de 2008, mas com crescimento de 3% quando comparado a 2007.
20 anos de abandono
Apesar do bom resultado nos
últimos três anos – o Produto Interno Bruto (PIB)
do segmento passou de 4,7% em 2006 para 8% em 2008 – a construção
civil ficou cerca de 20 anos estagnada. Desde a extinção
do Banco Nacional da Habitação (BNH) em 1986, o setor
ficou "abandonado”.
– Quando o PIB do setor
crescia, caía logo no ano seguinte. Desde 2005, esse processo
se reverteu. Prova disso é o número de trabalhadores,
que passou de 1,5 milhão, em 2005, para 2,2 milhões até
agosto deste ano – disse o diretor-executivo do Sinduscon-RJ,
Antônio Carlos Mendes Gomes.
Para o executivo, a decisão
do governo em utilizar o setor como um instrumento de combate a crise
para gerar emprego, renda e investimento para o país foi acertada,
já que é um setor que demanda um número elevado
de mão de obra.
– Além do PAC,
que é anterior ao colapso econômico mundial, e do Minha
Casa, Minha Vida, a construção civil foi beneficiada com
a expansão da oferta de crédito para o financiamento imobiliário
e a redução da taxa básica de juros (Selic) –
explicou Mendes Gomes.
Mas a atenção
do governo para a construção civil deve continuar para
que o déficit habitacional do país – atualmente
de 8 milhões de moradias – seja eliminado nos próximos
15 anos. O diretor de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, contou
que há um Projeto de Lei no Congresso, que prevê a destinação
de 2% de recursos da União e 1% dos estados e municípios
para manter investimentos públicos em habitação.
– O Minha Casa, Minha
Vida mostrou para o governo a importância de institucionalizar
regras para a habitação. Há anos o país
necessita de um fluxo financeiro destinado a acelerar os recursos para
a baixa renda adquirir um imóvel destacou Zaidan.
Reação
O Índice de Vendas elaborado
pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais
de Construção (Abramat) registrou crescimento pelo quarto
mês consecutivo do faturamento do mercado interno 1,28% em agosto
comparado a julho. A reação do setor se deve em parte
às medidas de estímulo anunciadas pelo governo, como a
ampliação da validade do Imposto Sobre Produtos Industrializados
(IPI) reduzido para materiais até o fim deste ano.
Entretanto, a associação
prevê fechar este ano com um resultado 5% inferior ao de 2008.
Ainda assim, esta nova previsão representa um crescimento real
de 8% em relação a 2007, refletindo uma evolução
mais realista do setor no ambiente pós-crise, de acordo com o
presidente da Abramat, Melvyn Fox.
– O ano passado foi atípico.
O segmento cresceu 14% em 2008. Vínhamos crescendo fortemente,
mas a freada a partir do último trimestre, nos levou de volta
aos patamares de 2007, mais próximos da realidade – explica
Fox.
Fonte: JB Online
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O ESTADO DO PARANÁ,
28 de setembro de 2009 | Economia
No G-20, Lula destaca necessidade de gerar
empregos
Agência Estado
Entre os líderes do G-20 há o consenso de que "nenhum
país tem de parar medidas anticíclicas que vinham tomando.
A crise não acabou", afirmou o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, em entrevista coletiva ao final do encontro do G-20,
em Pittsburgh (EUA). O presidente deu destaque para políticas
que promovam o aumento do emprego no mundo.
"Uma das preocupações
é de que a volta do crescimento não significa volta dos
empregos. Portanto, é preciso que haja investimento em setores
que gerem empregos", disse ele. No Brasil, Lula estima que a economia
vai crescer pelo menos 5% no próximo ano.
O presidente avaliou que a crise
está menor em alguns países, mas "está mais
forte em outros. É importante não descuidar da prioridade
de uma política econômica que faça um país
se desenvolver", avalia. "Eu até citei o exemplo do
Brasil de que este ano, com a recuperação econômica,
nós vamos chegar ao final do ano com aproximadamente 1 milhão
de empregos novos e com carteira profissional assinada", contou.
Outra decisão derivada
deste encontro do G-20, citou Lula, é o acordo na visão
de todos os presidentes de que o sistema financeiro precisa ser regulado
para que não aconteçam "desatinos" como os ocorridos
no ano passado, permitindo que a crise acontecesse. "Saio com a
convicção de que o G-20 passa a cumprir um papel excepcional
na nova ordem econômica, no sistema financeiro e em estabelecer
regras para o emprego", disse Lula.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
28 de setembro de 2009 | Dinheiro
Construção vive boom de
ofertas na Bolsa
Expectativa de aquecimento do ramo imobiliário
com o fim da crise leva as ações do setor ao topo dos
ganhos neste ano | Empresas aproveitam bom momento e anunciam novas
emissões visando a baixa renda, contemplada pelo Minha Casa,
Minha Vida
DA REPORTAGEM LOCAL
A expectativa de aquecimento
do ramo de construção civil tem colocado as ações
de construtoras e incorporadoras, além de bancos e financeiras
ligadas ao setor, no centro do radar do mercado financeiro. Além
de estarem no topo dos ganhos da Bolsa no ano, as empresas do segmento
têm se destacado no que se refere à captação
de recursos.
Nas últimas semanas, as principais companhias do setor imobiliário
-Direcional Engenharia, Rossi, PDG Realty, Cyrela e a financeira Brazilian
Finance & Real State- anunciaram operações para emitir
novas ações como forma de levantar capital para se preparar
para o esperado boom do ramo imobiliário, especialmente no segmento
de baixa renda, contemplado pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do
governo federal.
O problema é que, ao emitirem mais ações, essas
empresas acabam por inundar o mercado com seus papéis, o que
tende a fazer com que percam força. Os expressivos ganhos acumulados
pelas ações do setor também geram dúvidas
entre os analistas em relação à possibilidade de
ainda terem fôlego para continuar em rota de alta.
Para Ricardo Almeida, economista do Insper, há uma expectativa
no mercado de aumento no preço de terrenos e de insumos para
construção. Por isso, as construtoras buscam elevar seus
bancos de terrenos e investir em tecnologia para conseguir participar
do Minha Casa, Minha Vida, programa limitado a imóveis com valor
de R$ 130 mil.
"No setor de construção e de shopping centers, talvez
esteja havendo uma corrida [para fazer IPO]. A primeira a fazer oferta
foi a MRV, que captou um dinheirão. Todo mundo parece que está
fazendo. A posição da empresa nessa corrida é fazer
ou morrer. Quem ficar por último vai ficar em desvantagem. O
setor de construção está claramente eufórico
por causa do Minha Casa, Minha Vida. O problema é que, se os
custos subirem, só algumas poucas construtoras vão se
dar bem", diz Almeida.
"Consideramos que algumas das ações mais líquidas
do setor estão bem precificadas, com avaliações
que pressupõem um nível alto de crescimento, que poderão
se provar superotimistas. Adicionalmente, o excesso de ações
no setor, totalizando mais de R$ 3 bilhões, deverá pressionar
a performance das ações do setor", avalia o Barclays
Capital em relatório enviado a clientes.
A Rossi Residencial, que entrou com pedido na CVM (Comissão de
Valores Mobiliários) no último dia 15 para emitir mais
ações, é uma das que mais subiram na Bolsa de Valores
no ano. Seus papéis ordinários computam valorização
de 293,7% em 2009. No mês, a Rossi também se mostra como
uma das mais lucrativas da Bolsa, com alta de 21,99%
Já a Gafisa tem demonstrado menor fôlego para se manter
em alta. A ação ordinária da empresa tem apreciação
de 158,7% no ano, mas em setembro está com queda de 1,68%.
No caso da PDG Realty, que também entrou recentemente com pedido
na CVM para fazer nova oferta de ações, seus papéis
têm tido desempenho mais tímido no mês. Com alta
de 2,53% em setembro, a ação tem ganho anual de 154,71%.
Outra ação de grande destaque na Bolsa até o momento
é Abyara ON, que tem ganhos anuais de 291,1%.
Dada a expansão do segmento, a BM&FBovespa inclusive criou
um índice apenas para acompanhar o desempenho de empresas do
ramo imobiliário.
(FABRICIO VIEIRA e TONI SCIARRETTA)
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G1, 28 de setembro de 2009 | Política
'Minha casa, minha vida' é pré-estreia
do 'espetáculo do crescimento', diz Dilma
Ministra participou de posse de nova diretoria
de sindicato da construção | Ela também voltou
ao tema meio ambiente, defendendo o chuveiro solar.
Maria Angélica Oliveira
Do G1, em São Paulo
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira
(24), ao participar da posse da nova diretoria do Secovi (sindicato
do setor de construção civil), em São Paulo, que
o programa de habitação "Minha casa, minha vida"
é uma "pré-estreia" para o "espetáculo
do crescimento" que o país deve experimentar nos próximos
anos.
"Temos certeza que o crescimento
da construção civil é sustentável e vamos
ter um grande aquecimento [do número de lançamentos]",
disse ela. "Somos capazes de treinar trabalhadores, incorporar
tecnologia e de fazer face à demanda crescente [...]. Acho que
o 'Minha casa, minha vida' é uma pré-estreia [...] do
espetáculo crescimento", afirmou a ministra.
Meio ambiente
Possível candidata do
PT à Presidência da República, Dilma voltou a falar
sobre o tema meio ambiente ao discursar para empresários da construção
civil. Ela defendeu a substituição do chuveiro elétrico,
principal fonte de gastos das famílias com energia, segundo ela,
pelo chuveiro térmico solar.
O tema ambiental, que vinha
ficando de fora dos discursos da ministra, foi abordado algumas vezes
por Dilma Rousseff desde que a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva,
que recentemente trocou o PT pelo PV, entrou como possível nome
da corrida presidencial de 2010. "Seremos um grande exportador
de petróleo e nem por isso vamos abandonar nossa matriz de energia
renovável", disse.
Além disso, a ministra-chefe
da Casa Civil também afirmou que o Brasil pode ter metas mais
ambiciosas de desenvolvimento, especialmente na área de construção
civil. Parafraseando uma propaganda do governo federal que afirma que
o "brasileiro não desiste nunca", ela afirmou: "O
brasileiro não se conforma nunca."
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FOLHA DE SÃO PAULO
(ON LINE), 28 de setembro de 2009 | Educação
Gasto de R$ 2 bilhões reduz pouco
o analfabetismo no país
da Folha Online
Lançado seis anos atrás
com a meta de erradicar o analfabetismo no país, o programa Brasil
Alfabetizado já consumiu mais de R$ 2 bilhões até
este ano, mas o índice de brasileiros que não sabem ler
nem escrever um bilhete simples caiu apenas 13% entre 2004 e 2008, segundo
reportagem de Marta Salomon, publicada nesta segunda-feira na Folha
(íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Segundo o texto, ainda há
mais de 14 milhões de jovens e adultos analfabetos --o equivalente
a um a cada dez brasileiros com 15 anos ou mais. "Não vou
brigar com os números", reagiu André Lázaro,
secretário de Educação Continuada, Alfabetização
e Diversidade do Ministério da Educação: "A
queda do analfabetismo não é proporcional ao nosso esforço",
completou.
No ritmo de queda registrado
desde o início do programa, o Brasil ainda vai demorar pelo menos
o dobro do tempo --oito anos-- para tirar do papel o compromisso de
Dakar. "A [atual] taxa não é o que queríamos,
mas vamos cumprir a meta", insiste Lázaro, com o aval do
ministro Fernando Haddad.
Estados
O combate ao analfabetismo foi
bastante desigual no Brasil. E o percentual de jovens e adultos que
não sabem ler nem escrever aumentou em 2008 no Distrito Federal
e em mais 11 Estados --entre eles São Paulo--, mostra o detalhamento
dos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),
tabulados pelo Ministério da Educação.
Embora tenha a segunda menor
taxa de analfabetismo do país, o Distrito Federal registrou o
maior aumento percentual (8%), número que surpreendeu o governo
local. Já em São Paulo, a taxa aumentou 3% entre 2007
e 2008.
A Bahia é o Estado
que reúne o maior número de jovens e adultos analfabetos
(1,8 milhão de pessoas). Em proporção da população
dos Estados, o ranking do analfabetismo é liderado por Alagoas,
Piauí e Paraíba, todos com mais de 20% da população
acima de 15 anos analfabeta.

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FOLHA DE SÃO PAULO, 28 de setembro
de 2009 | Brasil
Bolsa Família ignora adesão
à escola de 23% dos jovens
Governo não tem informações
sobre 447,8 mil adolescentes atendidos pelo programa | Presença
em 75% das aulas é condição para receber o benefício;
evasão escolar e problemas no envio de dados causam descontrole
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O governo federal ignora a frequência escolar de quase um em cada
quatro adolescentes do Bolsa Família. A matrícula na escola
e o comparecimento em 75% das aulas são as condicionalidades
exigidas pelo governo aos jovens de 16 e 17 anos de famílias
beneficiárias do programa.
Com esse aluno longe das salas de aula, o "benefício variável
jovem", no valor de R$ 33, pode ser bloqueado e, em seguida, cancelado.
Essa falta de informações supera em 62% a das crianças
também integradas ao programa de transferência de renda.
De acordo com relatório do Ministério do Desenvolvimento
Social obtido pela reportagem, do 1,9 milhão de adolescentes
beneficiados em julho passado pelo Bolsa Família, não
havia informações disponíveis sobre a frequência
escolar de 447,8 mil (23,28%).
No caso de crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos, o índice
é de 14,32% -dos 15,2 milhões registrados no programa,
2,1 milhões não têm a frequência acompanhada
pelo governo.
O benefício vinculado aos adolescentes começou a ser pago
às famílias no início do ano passado e, agora,
o governo admite a dificuldade de manter esses jovens na sala de aula,
mesmo com a frequência escolar vinculada ao pagamento.
Segundo Lúcia Modesto, secretária de Renda de Cidadania
do Ministério do Desenvolvimento Social, três fatores colaboram
com a falta de informações sobre a frequência dos
jovens: evasão escolar, mudanças de cidade ou de instituições
de ensino e problemas no envio das informações da escola
ao sistema do governo (leia texto nesta página).
Do 1,9 milhão de adolescentes do Bolsa Família, 70% ainda
cursam o ensino fundamental, quando, aos 15 anos, já deveriam
estar no ensino médio.
Em 321 municípios do país o controle da frequência
escolar não atinge ao menos a metade dos adolescentes. Em 66
deles, o acompanhamento é zero. Entre as capitais, por exemplo,
o acompanhamento é de 35% em Macapá (AP), 41% no Rio,
58% em Fortaleza, 70% em São Paulo e 94% em Teresina (PI).
Uma família extremamente pobre, com renda mensal de até
R$ 70 por pessoa, pode receber até R$ 200 por mês do Bolsa
Família, sendo R$ 68 de benefício básico, R$ 22
por criança até 15 anos (limite de três) e R$ 33
por adolescente de 16 e 17 anos (limite de dois).
Famílias com renda entre R$ 71 e R$ 140 não têm
direito ao benefício básico. O Bolsa Família atende
hoje 12 milhões de famílias no país, com orçamento
anual de R$ 12 bilhões.
O relatório do ministério mostra ainda que, desde a criação
da modalidade dos adolescentes, o governo não tem conseguido
diminuir o percentual da falta de informações. Em julho
do ano passado, por exemplo, estava em 21,45%, contra os atuais 23,28%.
Esse índice nunca esteve abaixo dos 21% -teve picos de 24% em
setembro de 2008 e maio deste ano.
Quando lançou essa modalidade, no início do ano passado,
o governo justificou a inclusão dos adolescentes como uma forma
de mantê-los nas salas de aula ou trazê-los de volta a elas.
Por isso, a exigência em sala de aula para eles foi mais amena:
fixada em 75%, contra 85% das crianças de até 15 anos.
Na época, o governo estimava em 18% os adolescentes entre 16
e 17 anos fora da escola.
No caso dos adolescentes, a exigência do governo está restrita
à matrícula e à carga horária nas aulas.
Nas demais modalidades do programa, as famílias podem ter o benefício
cancelado caso não cumpram o calendário de vacinação
das crianças ou se as gestantes deixarem de fazer o pré-natal.
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O ESTADO DO ÇPARANÁ,
28 de setembro de 2009 | Economia
Caixa disponibiliza R$ 62 milhões
para obra em Curitiba
Joyce Carvalho
O maior contrato de financiamento para a construção de
um único imóvel, no Paraná, foi assinado ontem
entre Caixa Econômica Federal e o Grupo Noster. O banco vai disponibilizar
R$ 62,8 milhões para o complexo imobiliário Neo SuperQuadra,
no Centro Cívico, em Curitiba.
O espaço vai contar com
um edifício residencial, outro comercial e um terceiro, com perfil
corporativo, somando 63 mil metros quadrados de área construída.
As obras serão concluídas em 36 meses.
O financiamento também
foi o primeiro de apoio à construção de um imóvel
comercial em todo o Brasil, conforme relata o superintendente regional
da Caixa, Celso Matos.
“Depois vamos disponibilizar
financiamento para os compradores das unidades”, afirma. Haverá
linhas de crédito para pessoas físicas que queiram adquirir
uma unidade residencial e para pessoas jurídicas que tenham interesse
nos imóveis do prédio comercial do complexo.
Antes desse contrato assinado
ontem, o maior volume de recursos financiados para a construção
de imóvel no Paraná (residencial) foi de R$ 37 milhões.
De acordo com Alfredo Gulin Filho, um dos sócios do Grupo Noster,
o empreendimento vai custar R$ 160 milhões.
Desse montante, R$ 62,8 milhões
virão da Caixa e R$ 25 milhões são referentes ao
terreno onde será construído o complexo. O orçamento
será fechado com recursos próprios do grupo. “Já
sabíamos da procura por essa região por causa de outro
empreendimento nosso, que teve muito sucesso”, comenta.
O terreno onde será construído
o empreendimento abriga uma concessionária de veículos
Copava, uma das mais tradicionais de Curitiba. Segundo Gulin Filho,
uma nova loja está prevista no projeto do complexo para abrigar
a concessionária, que deixará a atual localização
na Avenida Cândido de Abreu.
O ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, participou da cerimônia de assinatura do contrato
e ressaltou a importância da construção civil para
o desenvolvimento da economia brasileira. Ele citou a ministra-chefe
da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao falar da previsão de financiamentos
habitacionais pela Caixa.
O montante em 2009 pode chegar
a R$ 38 bilhões em todo o País. Somente no Paraná,
entre janeiro e agosto deste ano, o investimento do banco na construção
civil somou R$ 1,773 bilhões.
O valor já é
maior do que o volume contratado em 2008 e beneficiou 38 mil famílias.
A expectativa é fechar 2009 com R$ 2,5 bilhões em financiamentos
habitacionais no Paraná.
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O ESTADO DO PARANÁ,
28 de setembro de 2009 | Política
Candidato será menor que partido
em 2010
Agência Estado
A eleição presidencial de 2010 terá pelo menos
duas novidades marcantes na fase pós-redemocratização.
Pela primeira vez, Luiz Inácio Lula da Silva não será
candidato a presidente e, também fato inédito, nenhum
dos pretendentes a chefe do Executivo será maior do que o partido,
característica que marcou todos os pleitos desde 1989. Na eleição
em que se elegeu (1989), Fernando Collor era maior que o nanico PRN,
que ele mesmo fundou e nunca prosperou. Lula, que disputou com Collor,
já era maior do que o PT, do qual é fundador.
Em 1994, Fernando Henrique Cardoso
apareceu como herdeiro de Itamar Franco - que havia feito um governo
de coalizão após a queda de Collor, em 1992 - e do Plano
Real. Era maior do que o PSDB, fundado seis anos antes. Reeleito em
1998, FHC pôde apresentar a bandeira da estabilidade econômica
e da inflação sob controle. Já em 2002, Lula se
elegeu na quarta tentativa. Pôde apresentar um nome muito maior
do que o PT. E, em 2006, enquanto os petistas afundavam no escândalo
do mensalão, Lula tirava proveito do fato de não ter deixado
a crise colar em seu nome.
Candidata imposta por Lula,
a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vai para a campanha
com dois problemas: não construiu sua candidatura a partir de
si mesma nem pela força no partido. Lula fez esse trabalho para
ela. E ela é bem menor que o PT, ao qual aderiu após uma
temporada no PDT. "O segredo para Dilma vencer a eleição
e a questão de ter um nome menos conhecido do que Lula é
ela se identificar com o crescimento, a geração de emprego
e renda, a inflação controlada, de nosso governo, mostrando
que está no caminho certo", disse o líder do PT na
Câmara, Cândido Vaccarezza (SP).
No Palácio do Planalto,
a orientação é para que Dilma apareça mais
e use as obras do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) para se tornar conhecida. De acordo com um auxiliar de Lula, ela
deve mostrar sempre que "pertence a um governo vitorioso, que não
só vai continuar a administração de Lula como fará
mais para a área social, educação, saúde,
segurança". Dá, de acordo com os palacianos, para
mostrar Dilma como boa gestora.
O presidente do PSDB, senador
Sérgio Guerra (PE), acha que uma forma de os governadores José
Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas, os dois
pré-candidatos à Presidência, aparecerem bem para
a população é colar no partido. "O PSDB tem
o que mostrar. Então, vamos mostrar o que aconteceu no governo
FHC e o que está acontecendo em nossos governos, tanto em São
Paulo quanto em Minas. É o segredo para ter um bom desempenho
na eleição e vencer. O eleitor já não quer
nomes. Quer trabalho."
No caso de Ciro Gomes (PSB),
a intenção dos articuladores é dizer que ele foi
ministro de Lula e sempre o apoiou em todos os momentos do governo.
Ou seja, Ciro sabe que, para ter condição de disputar
a eleição com chance de vencer, não pode ficar
apenas fazendo pregação de difícil entendimento
para o eleitor mais simples, pois o importante é fazer-se próximo
de Lula, mais até do que Dilma.
Das candidaturas expostas,
a mais identificada com a causa que defende é Marina Silva, do
PV. Para o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), ela tem condição
de buscar o "voto do sonho", do eleitor desapontado com candidatos
e governos, além de conquistar a juventude. O PV pretende vender
a ideia de que Marina é o exemplo da esperança que pode
tocar cada um dos brasileiros - a sobrevivente que abraçou uma
causa, a da preservação do meio ambiente. Difícil
será avançar, deixando a armadilha de uma candidatura
monotemática.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
28 de setembro de 2009 | Brasil
Divergências locais dividem PSDB
e DEM
DA ENVIADA A NATAL
Ao lado do presidente nacional
do PSDB, Sérgio Guerra (PE), os governadores de São Paulo,
José Serra, e de Minas, Aécio Neves, assistiram, anteontem,
a uma tensa discussão entre o ex-governador da Paraíba
Cássio Cunha Lima e o senador Cícero Lucena (PB).
Na Paraíba, Cunha Lima defende o apoio à candidatura do
prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB). Cícero
Lucena pretende concorrer ao governo. Num almoço na tarde de
sábado, Serra tentou debelar a crise.
Na ríspida conversa, Cunha Lima insistiu na ideia de que não
há espaço para a candidatura de Cícero no Estado.
De acordo com ele, haveria o risco de o PSDB da Paraíba sair
da eleição menor do que é hoje.
Cunha Lima, que ameaça deixar o partido, prometeu ficar desde
que asseguradas condições para que concorra ao Senado.
Cícero disse que cabe ao partido na Paraíba decidir seu
destino.
Esse era também um dos nós na pauta de uma conversa entre
o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), e presidente
do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).
Num café da manhã, Maia se queixou da concentração
de poder em São Paulo e reclamou das negociações
em Estados como o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.
Sobre o Rio, reclamou do PSDB insistir no lançamento de candidatura
própria, em vez de apoiar o verde Fernando Gabeira.
O próprio Serra pediu que o PSDB fluminense suspendesse a operação.
Na conversa, Rodrigo defendeu ainda que o PSDB apoie Osmar Dias (PDT)
no Paraná e Coutinho na Paraíba.
Sobre o Espírito Santo, alegou que o tucanato não pode
exigir que o DEM rompa com o governador Paulo Hartung (PMDB), sem investir
no fortalecimento dos democratas no Estado. Uma das propostas seria
a de que Rita Camata, hoje no PMDB, se filiasse ao DEM em vez de ir
para o PSDB, hipótese que ela cogita.
A própria deputada resiste, no entanto, à ideia.
Maia reclamou ainda da maneira unilateral como é conduzida a
costura de palanques pelo país.
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BEM PARANÁ, 28 de setembro
de 2009 | Política
Lei eleitoral
Projeto popular que veta "ficha suja"
chega à Câmara
Proposta torna inelegíveis candidatos
com condenação em primeira ou única instância
Agência Estado
O projeto de iniciativa popular
que impede a candidatura de políticos com a ficha suja será
entregue ao presidente da Câmara Michel Temer (PMDB-SP), na terça-feira.
O projeto torna inelegíveis candidatos com condenação
em primeira ou única instância e também os que tiverem
a denúncia recebida por um tribunal ou que renunciaram a seus
mandatos para escapar de punições.
O projeto ainda propõe
que crimes de colarinho branco sejam julgados por um órgão
colegiado e não por um único juiz e que o político
ameaçado de cassação que renuncie ao mandato fique
inelegível por oito anos.
Para que essas regras passem
a valer a partir da próxima eleição (2010), seria
necessária a aprovação do projeto até o
dia 2 de outubro.
As assinaturas recolhidas
1,3 milhão fizeram parte da campanha Ficha Limpa, da Confederação
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O dia da entrega das assinaturas
marcará os dez anos da primeira lei de iniciativa popular do
Brasil - a Lei 9 840/99 - que trata do combate compra de votos e do
uso da máquina pública nas campanhas eleitorais.
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NCST,
28 de setembro de 2009
Paim: fator previdenciário (PL 3.299/08)
deve ser extinto em 2009
"É grande a possibilidade de acabarmos
com o fator previdenciário este ano", comemora
Autor do projeto de lei (PL
3.299/08) que finda com o fator previdenciário, o senador Paulo
Paim (PT/RS), afirmou que a matéria deve ser aprovada ainda em
2009.
Ele já se encontrou com
o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/RS), e o relator do
texto na Casa, deputado Pepe Vargas (PT/RS), para tratar do assunto.
"É grande a possibilidade
de acabarmos com o fator previdenciário este ano", comemora.
O dispositivo é usado
no cálculo das aposentadorias e considera, entre outros itens,
a expectativa de vida do beneficiário. Segundo o senador, o fator
previdenciário faz com que o trabalhador perca até 40%
de seus rendimentos no ato da aposentadoria.
"Peço a quem está
para encaminhar sua aposentadoria, que espere um pouco mais. Vamos derrubar
o fator", declarou, segundo publicado na Agência Senado.
O senador ainda defendeu a derrubada,
pelo Congresso Nacional, do veto presidencial à emenda de sua
autoria à Medida Provisória 288, de 2006.
Essa emenda estende o
reajuste de 16,67% - concedido naquele ano ao salário mínimo
- a todas as pensões e aposentadorias. Além de Paim, outros
senadores defendem a derrubada desse veto.
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RONDONIA AO VIVO, 28 de setembro de 2009
Nota de Esclarecimento - STICCERO –
Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Estado
de Rondônia
O STICCERO – Sindicato dos Trabalhadores da Construção
Civil do Estado de Rondônia vem a público esclarecer os
fatos que ocorreram nas ultimas 24 horas e que foram divulgados pela
imprensa a nível nacional.
Em primeiro lugar, o Sindicato lamenta profundamente pelos atos de violência
praticados contra companheiros, pais de famílias, homens e mulheres
que foram vítimas de agitadores profissionais irresponsáveis
que notadamente estão sendo tele-guiados por grupos terceiros
que tem um sórdido interesse em desestabilizar as novas conquistas
do Sindicato, desde a sua retomada administrativa através da
intervenção da Justiça do Trabalho do Estado de
Rondônia.
Trata-se de um grupo isolado de psêudos trabalhadores infiltrados,
que não tem qualquer ligação direta ou indireta
com o STICCERO e ou seus membros de comissões, e muito menos
compromisso com os ideais e propostas da atual administração
do Sindicato em quais os verdadeiros trabalhadores das usinas estão
depositando todas as suas esperanças nesta fase de renovação
sindical. O STICCERO não tem qualquer outro sentimento a considerar
quanto a essas pessoas inconseqüentes a não ser o repúdio
a todos os atos praticados, com os quais o STICCERO jamais compactuará
e que com certeza serão apreciados pelas autoridades competentes.
Com relação ao atraso na Assembléia que decidiria
quanto a Contra Proposta apresentada pelas usinas, ocorre que na manhã
do dia 23, o administrador Anderson Machado já havia realizado
com sucesso uma reunião com os trabalhadores da usina de Santo
Antônio onde os mesmo decidiram pela retomada da greve, porém
dentro de um prazo legal de 48 horas, e já se preparava para
sair em direção à usina de Jirau quando foi surpreendido
pela notícia de que um grupo de trabalhadores havia tomado de
assalto o canteiro daquela obra e que estariam se dirigindo para o centro
da capital, por tanto, resolveu aguardá-los para que a Assembléia
fosse então realizada próximo a sede do Sindicato.
Realizada a Assembléia, de peito aberto, olho no olho do trabalhador,
na principal avenida comercial de Porto Velho (7 de setembro), apesar
dos ânimos acirrados de alguns trabalhadores que pertencem a esse
grupo isolado, todos os demais, que são a grande maioria, também
concordaram com o Sindicato de que para que a greve fosse legitimada,
haveria a necessidade de se aguardar as 48 horas, desfazendo-se todas
as falsas afirmações que o grupo de agitadores procurava
produzir contra o sindicato, e todos foram devidamente orientados e
retornar às suas funções. Atendendo ao convite
da presidente do TRT/RO – Tribunal Regional do Trabalho do Estado
de Rondônia, Desembargadora Maria Cezarineide de Souza Lima, que
decidiu assumir a mediação das negociações
diante dos fatos ocorridos e mais uma vez tentar conciliar em dissídio
coletivo os interesses dos trabalhadores e das empresas envolvidas,
recebeu as partes na sala de audiência reservada do Pleno do Tribunal
e promoveu a retomada das negociações.
Durante mais de seis horas (das 15:00 às 21:30), foram rediscutidos
ponto a ponto todos os itens da Contra Proposta apresentada pelas usinas
e redesenhada uma nova tentativa de elevar os pontos alcançados,
onde as empresas ficaram de reavaliar as suas planilhas de cálculos
e reiniciar as negociações na tarde de hoje (13:30), para
finalmente se encontrar a melhor proposta para a categoria. A atual
administração do Sindicato negocia exaustivamente há
quase 15 dias pelas melhorias na vida de todos os trabalhadores, por
que conheceu de perto todas as mazelas vivenciadas pela categoria e
desde então vem trabalhando arduamente em conjunto e com a colaboração
com o MTE – Ministério do Trabalho e Emprego, SRT –
Superintendência Regional do Trabalho, MPT – Ministério
público do Trabalho e TRT – Tribunal Regional do Trabalho
no sentido de dizimar os inúmeros vícios que se formaram
ao longo da inoperância do Sindicato em administrações
anteriores.
Por tanto, o STICCERO conta penhoradamente com a compreensão
e equilíbrio de todos os trabalhadores envolvidos nesta luta
e reitera a sua confiança na classe trabalhadora do setor da
construção civil de Rondônia que nunca precisou
usar de violência ou terrorismo para alcançar as suas conquistas
diante dos valorosos serviços prestados aos milhões de
cidadãos rondonienses que sempre enxergaram as reais dificuldades
e necessidades que a categoria atravessa em mais de 26 anos de Sindicato.
O STICCERO SOMOS TODOS NÓS !!! Este é o nosso lema, lema
que todos os trabalhadores do Estado levam com orgulho e jamais nos
deixaremos confundir com baderneiros de plantão...
Anderson Machado de Melo
Administrador do STICCERO
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
28/09/2009
Empresa pagará indenização
a trabalhador que ficou paraplégico
A empresa paranaense Boscardin
& Cia. foi condenada a pagar indenização de mais de
R$ 500 mil a um empregado que se acidentou gravemente e ficou paraplégico,
quando era transportado na caçamba de um caminhão que
colidiu com outro veículo que trafegava em sentido contrário.
A decisão da Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve
a sentença condenatória do Tribunal Regional da 9ª
Região.
O drama do trabalhador começou
em outubro de 1998, quanto tinha 26 anos de idade e viajava a serviço
da empresa. Saudável, com pleno vigor físico reforçado
nos quatro anos de serviço que prestou ao Exército Brasileiro,
com o acidente acabou ficando paraplégico, com perda do controle
de várias funções do organismo. Aposentado por
invalidez e passando a se submeter a uma rotina de tratamentos caros,
o trabalhador passou a viver uma nova situação com reflexos
sobre a qualidade de vida sua e da família, a exemplo da esposa,
que se viu obrigada a deixar o trabalho para cuidar do marido.
Em 2005 o trabalhador recorreu
à Justiça do Trabalho requerendo que o empregador arcasse
com a reparação dos danos, tendo em vista que, até
aquela data, a empresa responsabilizada na área cível
pelo acidente não lhe havia pago, apesar de sucessivos recursos.
Condenada, a Boscardin recorreu contra a decisão, alegando que
já havia coisa julgada sobre o caso, que a ação
estava prescrita na legislação trabalhista e que era improcedente
a condenação lhe imposta pelos danos morais e materiais
decorrentes de acidente de trabalho.
A Oitava Turma decidiu, por
maioria, que àquele caso aplica-se a prescrição
da legislação civil, e não conheceu (rejeitou)
os outros temas do recurso. O voto foi relatado pela ministra Dora Maria
da Costa. A empresa aguarda julgamento de novo recurso. (RR-99507-2005-665-09-00.0)
(Mário Correia)
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28/09/2009
Demitido pela ECT consegue anulação
de processo de sindicância por falta de defesa
A Justiça do Trabalho
anulou processo administrativo disciplinar que culminou com a demissão
do trabalhador da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos,
por julgar que a empresa não lhe garantiu o direito à
ampla defesa. A decisão foi mantida pela Segunda Turma do Tribunal
Superior do Trabalho, que rejeitou agravo de instrumento em recurso
de revista da ECT.
A comissão de sindicância
foi instaurada para apurar irregularidades constatadas na gestão
de contratos de engenharia e da área de recursos humanos na Diretoria
Regional do Piauí da ECT. O trabalhador conta que, inicialmente,
foi convocado como testemunha, mas acabou sendo acusado, sem terem sido
observados os princípios do contraditório e de ampla defesa.
Com receio de penalidades de advertência, suspensão ou
até mesmo demissão, sem que lhe tivesse sido conferido
o direito de se defender adequadamente, interpôs mandado de segurança
com pedido de liminar, que lhe foi deferido.
A juíza de primeira instância,
ao analisar o caso, observou que, apesar da gravidade dos fatos o processo
de sindicância foi marcado por uma série de equívocos,
inclusive com o estabelecimento de prazos menores do que prevê
o Manual de Controle Interno da ECT. Por esse motivo, determinou a anulação
do processo administrativo. O Tribunal Regional do Trabalho da 22ª
Região (PI), ao julgar recurso da empresa, manteve a sentença
de primeiro grau, por verificar que o trabalhador não foi indiciado
desde o princípio da investigação, nem foi garantida
a sua presença ou de seus representantes nas tomadas de depoimentos
testemunhais. A empresa chegou a admitir que considerava desnecessária
a participação do empregado.
No TST, o relator de agravo
de instrumento, ministro Renato de Lacerda Paiva, explica que não
se discute no caso a questão da demissão imotivada de
empregado de empresa pública, mas do não atendimento aos
princípios assegurados pela Constituição aos litigantes
em processo administrativo. O relator frisa que se trata de “controle
jurisdicional sobre a legalidade dos atos punitivos emanados da Administração
Pública no exercício de seu poder disciplinar”.
Com base nesse entendimento, o ministro Renato Paiva rejeitou a argumentação
da ECT de que o acórdão regional afastaria a prerrogativa
da empresa de apurar atos ilícitos praticados por seus empregados
e a impediria de exercer seu poder disciplinar. Para o relator, não
há como se admitir o recurso de revista, por estar sem fundamentos.
A Segunda Turma acatou o voto e negou provimento ao agravo que visava
liberar o recurso de revista, “despido dos pressupostos de cabimento”.
(AIRR-376/2007-003-22-40.2)
(Lourdes Tavares)
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28/09/2009
Aviso prévio de 60 dias reflete
no cálculo da rescisão
Se norma coletiva dá
direito ao empregado a aviso prévio de 60 dias, e não
existe no acordo qualquer restrição quanto aos efeitos
desse pacto, o prazo estipulado entre as partes deve ser computado integralmente
no tempo de serviço do empregado para o cálculo das verbas
rescisórias. Com esse fundamento, a Seção Especializada
em Dissídios Individuais (SDI 1) negou recurso da Fundação
Centro-Atlântica (FCA), que pretendia reverter decisão
que a condenou a calcular rescisão com base em 60 dias.
No processo em questão,
no qual figura como ré, a Fundação alegou que no
acordo coletivo de trabalho não ficou estipulada a indenização
correspondente ao período do aviso prévio de 60 dias e
que, neste caso, deveria ser observado o período de 30 dias.
Defendeu a tese de que a vantagem é liberalidade da empresa e
não comporta interpretação ampliada, que repercuta
no valor das verbas rescisórias. Mas seu recurso foi negado pelo
Regional, o que levou a empresa a apelar ao TST.
Ao apreciar recursos de embargos
ajuizado pela FCA, o ministro Vantuil Abdala observou que o prazo de
30 dias, fixado pela CLT, é garantia mínima do trabalhador,
sendo válida a concessão de prazo maior, por meio de norma
coletiva. No caso, o relator constatou que o acordo coletivo não
restringiu a extensão jurídica do conceito de aviso prévio,
que integra o tempo de serviço para todos os fins. Não
havendo, portanto, razão para se falar em interpretação
ampliativa, pois não sendo a norma explícita quanto à
questão, prevalece o que determina a CLT, quando dispõe
ser garantida a integração desse período no tempo
de serviço do empregado, independentemente de ser o prazo fixado
por cláusula convencional.
O ministro Vantuil acrescentou
que “não se pode negar as consequências jurídicas
normais inerentes à concessão do aviso prévio”
e, por esse motivo, manifestou-se pela rejeição da materia,
destacando que a decisão está de acordo com precedentes
jurisprudenciais da SDI-1, inclusive em processos em que a própria
Fundação consta como parte.
(E-ED-RR-714731/2000.1)
(Lourdes Tavares)
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28/09/2009
TST afasta incorporação
de vantagens previstas em norma coletiva
A Primeira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho reformou a decisão regional que garantiu
a um empregado da Empresa Baiana de Águas e Saneamento S/A (Embasa)
parcelas relativas à gratificação de férias,
ticket alimentação, prêmio assiduidade, adicional
de turno e promoções bienais sob o entendimento de que
essas vantagens, previstas em cláusulas e condições
do Acordo Coletivo de Trabalho de 1992/1993, incorporam-se a seu contrato
de trabalho. O recurso da Embasa, cujo relator foi o ministro Lelio
Bentes Corrêa, foi acolhido na parte em que contestou a incorporação
de normas coletivas não mais vigentes a contratos individuais
de trabalho.
Segundo o ministro Lelio Bentes,
a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região
(BA) contrariou a Súmula 277 do TST, segundo a qual as condições
de trabalho alcançadas por força de sentença normativa
vigoram no prazo assinado, não integrando, de forma definitiva,
os contratos. As vantagens constam de sentença normativa do TRT/BA,
que homologou a transação que pôs fim ao dissídio
coletivo. O TRT/BA entendeu que as cláusulas de sentença
normativa da Justiça do Trabalho incorporam-se definitivamente
aos contratos individuais de trabalho dos integrantes da categoria profissional,
visto que são proferidas depois de esgotadas as possibilidades
de negociação entre as partes.
No recurso ao TST, a defesa
da Embasa alegou que as cláusulas normativas não se incorporam
aos contratos individuais de trabalho, por isso não se pode falar
em direito adquirido, já que as vantagens estão limitadas
ao termo de vigência do instrumento normativo. A Embasa informou
que não existe atualmente nenhuma norma coletiva em vigor que
assegure os direitos requeridos pelo trabalhador judicialmente. O ministro
Lelio Bentes afirmou que a jurisprudência do TST tem se encaminhado
no sentido de que a Súmula 277 aplica-se indistintamente às
sentenças normativas (proferidas pela Justiça do Trabalho)
e às normas coletivas autônomas (convenção
e acordo coletivo), em razão da identidade de seus efeitos. (RR
679/1998-007-05-00.7)
(Virginia Pardal)
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Informamos
com grande pesar, que faleceu o Senhor FRADIQUE SCAGLIONE
– Pai do Senhor NORIVAL RIESZ SCAGLIONE
- Presidente do STI Fabricantes de Peças e Pré-Fabricados
em Concreto do Estado de São Paulo.
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