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O ESTADO DO PARANÁ, 29 de setembro
de 2009 | Economia
Emprego na construção
civil tem novo recorde em agosto
Agência Estado
O nível de emprego da construção civil brasileira
bateu novo recorde no mês de agosto, com 2,260 milhões
de trabalhadores, conforme pesquisa mensal, divulgada hoje, do Sindicato
da Indústria da Construção Civil do Estado de
São Paulo (Sinduscon-SP) e da FGV Projetos. O recorde anterior
havia sido registrado em julho, quando o número de empregados
do setor somou 2,216 milhões. O número de agosto supera
em 2,03% o estoque registrado em julho.
No mês passado, foram
criados 44.922 novos empregos na construção civil brasileira,
o maior volume registrado desde dezembro de 2000. O número foi
puxado pelo mercado imobiliário, responsável pela abertura
de 32.569 vagas.
Em agosto, o estoque de
emprego no setor de construção no Estado de São
Paulo era de 641,958 mil trabalhadores, o equivalente a 28,39% do total
do País. O crescimento em relação ao nível
de emprego registrado em julho no Estado foi de 1,72%. Na capital, o
estoque de trabalhadores era de 313,106 mil em agosto, com expansão
de 1,86% em relação a julho.
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Agência Diap, 29 de
setembro de 2009
Produção industrial caiu
7,8% em agosto, mostra indicador mensal do Ipea
A previsão da produção industrial do mês
de agosto, se comparada com igual período do ano passado, apresenta
queda de 7,8%. No entanto, os números mostram sinais de recuperação
do setor, conforme dados divulgados, nesta segunda-feira (28), pelo
Instituto de Pesquisa Econômicas Aplicadas (Ipea).
Dentre os indicadores setoriais,
o destaque positivo ficou por conta da produção de autoveículos.
O Indicador Ipea de Produção Industrial Mensal é
elaborado pela Diretoria de Estudos Macroeconômicos do instituto.
O coordenador do Indicador Ipea
de Produção Industrial Mensal, Leonardo Mello de Carvalho,
frisou que, após a pequena queda verificada no mês anterior,
o setor voltou a registrar crescimento na margem, avançando 5,4%
na comparação frente a julho, na série com ajuste
sazonal.
O mês de agosto também
registrou, segundo ele, importante recuperação das exportações,
que totalizaram 45.358 milhões de unidades, refletindo, em parte,
a pequena melhora apresentada por algumas montadoras norte-americanas.
A produção de
papel e papelão foi outro setor que contabilizou crescimento
na comparação dessazonalizada e avançou 1,6% em
relação a julho.
Já o fluxo de veículos
pesados em rodovias cresceu 0,4% frente a julho, na série com
ajuste sazonal, caindo 3,9% na comparação interanual.
A produção industrial
em julho registrou expansão de 2,2%, na comparação
com o mês imediatamente anterior, na série livre de influências
sazonais.
Este resultado representou uma
forte aceleração, uma vez que a produção
cresceu, em média, 1,5% nos primeiros seis meses do ano.
Com relação a
dezembro de 2008, a indústria já acumula um avanço
de 12%, igualando o patamar de fevereiro de 2007. Na comparação
com o mesmo mês do ano passado, a queda de 9,9% foi a menor desde
o mês de março.
O resultado positivo na margem
se refletiu em todos os setores, com destaque para a produção
de bens de consumo duráveis, com crescimento de 4,6% sobre junho.
Vale citar também a categoria
de intermediários, que registrou variação positiva
pelo sétimo mês seguido. O avanço de 2% representou
uma aceleração sobre o crescimento médio do primeiro
semestre, que foi de 1,3%.
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Agência Brasil, 29
de setembro de 2009
Brasil deve crescer acima da média
mundial em 2010, aponta FMI
O Brasil está em condições mais favoráveis
do que o resto do mundo para reagir aos efeitos da crise, segundo antecipou
o diretor adjunto do organismo, Murilo Portugal
As medidas adotadas pelo Brasil
contra a crise financeira internacional, iniciada em setembro de 2008,
estão sendo bem sucedidas e colocaram o país na frente
dos demais parceiros da América Latina na retomada da economia,
tendo um crescimento acima da média mundial.
Esse desempenho constará
do próximo relatório do Fundo Monetário Internacional
(FMI), a ser divulgado entre esta terça-feira (29) e quarta-feira
(30), segundo antecipou o diretor adjunto desse organismo, Murilo Portugal.
"O Brasil está liderando
a retomada do crescimento na América Latina, graças à
força da sua economia, a solidez de seus bancos e as políticas
econômicas que foram adotadas para enfrentar a crise. O país
vinha implementando boas políticas como o câmbio flutuante,
a responsabilidade fiscal e algum controle da inflação",
justificou o dirigente.
O risco atual, segundo ele,
seria a possibilidade de uma retração expressiva do comércio
mundial, fato que ele não acredita que venha a ocorrer, embora
exista a previsão de que o problema do desemprego vá persistir
por mais tempo nos países desenvolvidos.
Pelas projeções
do FMI e que também vão estar no próximo relatório,
conforme adiantou, esse organismo reviu as previsões de crescimento
da economia mundial que deve atingir 3%, no ano que vem, taxa acima
da previsão anterior (2,5%).
Ele observou que os dados indicam
a retomada do crescimento mundial de forma gradual e que se deve muito
mais a reposição de estoques da indústria de transformação
do que à reação do consumo.
Segundo Portugal, os bancos
ainda não estão com capacidade plena de aumentar seus
empréstimos. Diante disso, ele recomenda que sejam mantidas as
políticas de estímulos fiscais e de apoio ao sistema monetário.
Na previsão dele, o Brasil
está em condições mais favoráveis do que
o resto do mundo para reagir aos efeitos da crise. "Acho que o
Brasil no ano que vem vai crescer mais rápido e mais forte do
que a economia mundial".
Portugal classificou de "muito
importante" o consenso definido, na semana passada, durante o encontro
dos países do G20 nos Estados Unidos. Os países emergentes
passarão a ter mais influência de votos no FMI, com a transferência
de 5% das cotas junto a esse organismo.
"Isso significa que esses
países exercerão maior influência e se, eventualmente,
caso haja a necessidade de tomar empréstimos [junto ao FMI],
o que não é o caso do Brasil, eles são relacionados
a quantidade de cotas que cada país têm", esclareceu.
Ele informou que os aportes
de recursos para os países emergentes evoluíram, passando
de US$ 14 bilhões, em 2007, para US$ 160 bilhões, desde
setembro do ano passado. Além disso, foram criadas linhas de
crédito para socorrer países em medidas preventivas, como
foram os casos do México, Colômbia e Polônia.
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Congresso em Foco, 29 de
setembro de 2009
FGTS poderá ser usado para quitar
consórcio
Mudança feita pelo Congresso em MP permite
usar o Fundo de Garantia para pagar prestações de consórcios
da casa própria. Benefício ainda depende da sanção
de Lula, que no ano passado vetou iniciativa semelhante
Eduardo Militão
Mais de meio milhão de
brasileiros poderão usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) para quitar consórcios para compra da casa própria.
Criada pelo governo para recuperar os cofres dos municípios em
meio à crise financeira mundial, a Medida Provisória 462/09
também incluiu a permissão de usar o fundo para pagar
prestações desse tipo de consórcio. Antes disso,
somente quem se sujeitava aos financiamentos imobiliários podia
sacar o FGTS para pagar as prestações ou usar como entrada
na compra da residência.
As novidades são fruto
de mudanças na MP 462 feitas na Câmara e no Senado. O texto
aprovado pelos parlamentares seguiu para a Casa Civil da Presidência
da República na última sexta-feira (25). A mudança
no uso do FGTS ainda depende da sanção do presidente Lula
para virar lei. Segundo a Casa Civil, ainda não foi decidido
se a MP será sancionada integral ou parcialmente.
Há um ano o presidente
Lula vetou a liberação do FGTS para o pagamento de parcelas
e quitação de consórcios de imóveis ao sancionar
a Lei 11.795/08, que regula o setor. A mudança, incluída
na época pelos senadores, foi vetada pelo presidente com a justificativa
de que a ampliação do fundo acarretaria um volume significativo
de saques e diminuiria os recursos disponíveis para o financiamento
da casa própria.
“(...) O que tenderia
a reduzir os recursos de que o FGTS dispõe para financiamento
de moradia própria no âmbito do SFH, em especial para população
de baixa renda, bem como dificultaria o financiamento de projetos de
infraestrutura urbana e saneamento básico, que constituem a finalidade
primária do FGTS”, explicou Lula na justificativa do veto.
Mercado em expansão
Segundo a Associação
Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac), há
3,7 milhões de consorciados no país. Desses, 531 mil estão
na modalidade de consórcio imobiliário, segundo dados
de julho deste ano. O número é expressivo porque aumentou
7% em relação aos 495 mil existentes em julho de 2008.
Somente nos primeiros sete meses
deste ano, 117.300 pessoas adquiriram um consórcio para a compra
de imóveis. No período, 38.500 brasileiros foram contemplados
e puderam comprar a casa própria.
A permissão para o uso
do FGTS se estende aos novos e antigos consorciados. Durante a tramitação
da MP que regulamentou o programa habitacional Minha Casa Minha Vida,
essa possibilidade acabou não virando lei.
Seguros
A MP 462 também isentou
do pagamento de seguro os empréstimos habitacionais feitos com
dinheiro do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e do Fundo de Desenvolvimento
Social (FDS). Sem a contratação do seguro, as prestações
ficam mais baixas.
O FGTS é uma poupança
obrigatória feita pelo empregador numa conta do trabalhador na
Caixa Econômica Federal. Corresponde a 8% do seu salário
bruto, mas o funcionário não tem acesso ao dinheiro, a
não ser em situações especiais, como:
- demissão por justa
causa
- aposentadoria ou morte
- doenças graves, como Aids e câncer
- compra da casa própria na modalidade de financiamento imobiliário
(com a MP 462, também o consórcio imobiliário)
A MP 462 e os consórcios
Art. 11. O art. 20 da Lei nº
8.036, de 11 de maio de 1990, passa a vigorar acrescido do seguinte
§ 21:
Art. 20.
...
§ 21. As movimentações autorizadas nos incisos V
e VI do caput serão estendidas aos contratos de participação
de grupo de consórcio para aquisição de imóvel
residencial, cujo bem já tenha sido adquirido pelo consorciado,
na forma a ser regulamentada pelo Conselho Curador do FGTS.(NR)
A MP 462 foi anunciada pelo
presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), como a última
a receber as chamadas emendas de “contrabando”, ou seja,
aquelas que tratam de temas estranhos ao escopo da medida provisória.
Os parlamentares incluíram na MP temas tão variados quanto
a diminuição de juros cobrados nas renegociações
de dívidas com a União como o uso de recursos federais
em estradas estadualizadas. Temer diz que, a partir de agora, não
serão mais aceitas alterações que não tenham
relação direta com o assunto tratado no texto enviado
pelo Executivo.
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de setembro de 2009 | Economia
O mundo não tem mais dono da verdade,
diz Lula
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o mundo
não tem mais nenhum "dono da verdade" porque "todo
mundo senta à mesa, com muita humildade, querendo aprender, querendo
saber como é que vai fazer para lidar com a crise econômica,
para lidar com o sistema financeiro, redefinir o papel do Estado".
"Isso é o que explica o sucesso do G-20", disse, no
programa semanal de rádio "Café com o Presidente".
De acordo com Lula, a reunião da cúpula das 20 maiores
economias do mundo, em Pittsburgh, Estados Unidos, na semana passada,
da qual participou, teve três "conquistas".
A primeira, afirmou, é
que o G-20 será o grande fórum para debater a economia
do mundo, substituindo o G-8 (Grupo dos 7 e Rússia). A segunda
é a ampliação da participação das
nações emergentes no Fundo Monetário Internacional
(FMI). "Nós reivindicamos sete (%), e nós passamos
para cinco. Qualquer negociador sabe que quem reivindica sete e conquista
cinco, é uma vitória extraordinária", disse.
A terceira conquista, segundo ele, foi o acréscimo da participação
dos emergentes nas cotas do Banco Mundial (Bird) em 3%. "A gente
queria ter uma participação de 6%, na véspera,
à noite, do encontro, o Obama disse que não era possível
negociar o Banco Mundial, que não tinha acordo. O que aconteceu
no dia seguinte é que de manhã nós conseguimos
fazer com que aumentasse a participação dos emergentes
em 3%", disse.
Lula lembrou também o
discurso de abertura que fez na Assembleia Geral da Organização
das Nações Unidas (ONU), em Nova York. "Foram três
mensagens. Primeira, a questão da crise econômica mundial;
segunda, a questão do clima; terceira, a questão da governança
global. Ou seja, são três assuntos que estão na
ordem do dia, três assuntos que o mundo inteiro está discutindo
e três assuntos que interessam ao Brasil."
Países pobres
Ao falar sobre a Segunda Cúpula
dos Países da América do Sul com os Países da África,
em Isla Margarita, na Venezuela, da qual participou em seguida, o presidente
declarou que, para ele, ir a uma reunião de países ricos
e depois a um encontro das nações mais pobres foi "uma
lição de vida".
"Foi um momento de glória,
ter participado, durante uma semana inteira, do G-20, que reúne
os países mais ricos, e ter saído do G-20 e vir participar
do encontro dos mais pobres."
Para o presidente, a ida a dois
encontros tão diferentes permitiu "compreender melhor que
é preciso ter uma nova ordem mundial, que é preciso a
gente cuidar de concluir o acordo da Rodada de Doha, na OMC (Organização
Mundial do Comércio), que é preciso ter mais política
de transferência de tecnologia para os países pobres, que
é preciso fazer com que a miséria seja extirpada do mundo,
com a colaboração dos países ricos".
Lula considerou ainda que essa
"união" entre América do Sul e África
é uma "coisa extremamente rica" para mudar a geografia
comercial e política. "Quem viver mais alguns anos vai perceber
que vai mudar a situação da governança mundial,
a partir da relação que nós estabelecemos com o
mundo árabe, com os países da América Latina, Caribe,
Caricom (Comunidade do Caribe), e com o continente africano. Ou seja,
é uma nova lógica: nós somos a maioria dos países
do mundo. Portanto, nós temos que utilizar essa força
nas decisões da governança global", ressaltou.
Olimpíada
O presidente faltou também
sobre esportes. De acordo com Lula, o Brasil tem chance de ganhar a
disputa para sediar a Olimpíada de 2016. O presidente lembrou
que, enquanto Espanha, Japão, Estados Unidos, Grã-Bretanha
realizaram vários Jogos Olímpicos, a América do
Sul não fez nenhum. Além disso, disse, o Brasil faz parte
dos 10 países mais ricos do mundo e é o único que
não sediou uma competição olímpica. O presidente
observou ainda que o País está numa situação
de estabilidade econômica e de possibilidade de crescimento econômico.
"Eu tenho dito que
esses são fatores determinantes, porque para os outros países
será apenas mais uma Olimpíada. Para o Brasil será
a autoafirmação de um povo, será a autoestima de
um povo à flor da pele. Por isso que eu acho que o Brasil vai
ganhar, porque nós temos a melhor proposta, apresentamos a melhor
proposta, temos compromisso da prefeitura, do governo do Estado e do
governo federal. Eu já enviei carta para todos os presidentes
que têm delegados do COI (Comitê Olímpico Internacional),
já enviei carta para cada delegado votante do COI e eu espero
que eles tenham a compreensão de que a América do Sul,
que tem 180 milhões de jovens, possa realizar uma Olimpíada.
E vou trabalhar para isso. Agora, isso é uma disputa. Se a gente
não ganhar, nós temos que nos preparar para outra. Mas
eu acho que nós vamos voltar de Copenhague com uma vitória",
declarou.
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Congresso em Foco, 29 de
setembro de 2009
PEC dos Vereadores só vale a partir
de 2012, reforça TSE
Rodolfo Torres
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres
Britto, encaminhou nesta segunda-feira (28) ofício aos presidentes
dos tribunais regionais eleitorais reforçando o entendimento
de que o aumento de quase 8 mil vagas nos legislativos municipais –
objeto da PEC dos Vereadores – só terá efeito a
partir das próximas eleições municipais, em 2012.
O ministro informa que a corte
eleitoral respondeu unanimemente, em 2007, consulta sobre a referida
proposta de emenda constitucional.
Na ocasião, os ministros
decidiram que o número de vagas de vereador só poderia
ser alterado para as eleições municipais de 2008 caso
a emenda constitucional fosse promulgada até o final de junho
daquele ano (data das convenções partidárias que
definiram os candidatos).
Promulgada em sessão
conjunta do Congresso Nacional na semana passada (dia 23 de setembro),
a emenda também reduz gastos com as câmaras municipais
ao fixar faixas percentuais de despesas com essas casas legislativas.
Para tanto, serão observadas a população do município
e a arrecadação total no ano anterior.
Contudo, a matéria promete
embalar um caloroso debate nos tribunais. É que milhares de suplentes
de vereador analisam que as vagas devem ser ocupadas a partir do próximo
ano.
Confira a íntegra do
ofício encaminhado aos presidentes dos tribunais regionais
"Assunto: Emenda Constitucional
n° 58, de 23 de setembro de 2009.
Excelentíssimo Senhor Presidente,
A propósito da recente
Emenda Constitucional n° 58, de 23 de setembro de 2009, e sem a
pretensão de interferir na esfera da autonomia interpretativa
desse TRE, encaminho a Vossa Excelência a resposta que este TSE
ministrou à Consulta n° 1.421/DF, DJU de 7/8/2007. Resposta
que obteve a unanimidade dos votos dos ministros da Corte, e cuja ementa
ficou assim redigida:
CONSULTA. EMENDA CONSTITUCIONAL
QUE REGULAMENTA NÚMERO DE VEREADORES. APLICAÇÃO
IMEDIATA DESDE QUE PUBLICADA ANTES DO FIM DO PRAZO DAS CORRESPONDENTES
CONVENÇÕES PARTIDÁRlAS.
1.Consignou-se no voto que:
'(...) a alterarão do número de vereadores por emenda
constitucional tem aplicação imediata, não se sujeitando
ao prazo de um ano previsto no artigo 16 da Constituição
Federal. Esse 'dispositivo está dirigido à legislação
eleitoral em si, ou seja, àquela baixada pela União no
âmbito da competência que lhe é assegurada constitucionalmente
... ' (RMS n° 2.0621 RS, Relator Ministro Marco Aurélio,
DJ 221 10193). '(fi. 7).
2.Ressaltou-se que: 'todavia.
a data-limite para a aplicação da emenda em comento para
as próximas eleições municipais deve preceder o
inicio do processo eleitoral, ou seja, o prazo final de realização
das convenções partidárias.' (flJ. 7-8).
3. Consulta respondida positivamente,
com a ressalva acima mencionada' . (sem grifo no original)
Atenciosamente,
Ministro Carlos Ayres Britto
Presidente"
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de setembro de 2009 | Política
Em 10 anos, 667 prefeitos e vereadores
foram cassados
Agência Estado
Balanço divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa
que nos últimos dez anos foram cassados 667 prefeitos, vices
e vereadores brasileiros. Nos processos de cassação, julgados
pela Justiça Eleitoral, esses políticos foram acusados
de irregularidades como compra de votos e uso da máquina administrativa
em proveito próprio.
Para ministros do TSE, as punições
a políticos que cometem irregularidades como essas ocorreram
em grande parte graças à lei 9.840, de 1999. O presidente
do TSE, Carlos Ayres Britto, disse hoje que essa lei introduziu os valores
da ética e do equilíbrio nos costumes eleitorais brasileiros.
"A Justiça Eleitoral assimilou de pronto essa renovação
da lei, no plano ético, no plano democrático, e vem aplicando
a lei muito bem. As estatísticas são extraordinariamente
animadoras", afirmou.
Os dados divulgados hoje pelo
TSE foram coletados em março deste ano em 83,74% das zonas eleitorais
do País. Por esse motivo, o número de cassações
de fato realizadas deve ser maior. Segundo o balanço, foram cassados
460 prefeitos e vices e 207 vereadores. Dos prefeitos e vices, 238 foram
punidos em 2008. No mesmo ano, foram cassados 119 vereadores. De acordo
com as informações do TSE, na região Sudeste ocorreram
mais cassações, com 120 sentenças. Em seguida,
ficou o Nordeste, com 109, o Sul, com 66, o Centro-Oeste, com 48 e o
Norte, com 36.
A lei que baseou as cassações
foi aprovada depois de uma grande mobilização no País,
que envolveu entidades como a Conferência Nacional dos Bispos
do Brasil (CNBB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Associação
de Juízes para a Democracia. A intenção era aumentar
as possibilidades de punição dos políticos que
praticavam irregularidades como compra de votos e uso da máquina
administrativa.
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BEM PARANÁ, 29 de setembro
de 2009 | Política
Eleições
Partidos disputam últimos reforços
para 2010
Mauro Moraes deve se filiar ao PSDB; Flávio
Arns também pode voltar ao ninho tucano
28/09/09 às 19:54 | Ivan Santos
Com o fim do prazo para
filiação de quem pretende disputar as eleições
de 2010, que se encerra no próximo sábado, os partidos
disputam esta semana os últimos reforços para o ano que
vem. No Paraná, a expectativa maior é em torno do futuro
do deputado estadual Mauro Moraes, que briga na Justiça pelo
direito de trocar o PMDB do governador Roberto Requião por outro
partido sem perder o mandato; e do senador Flávio Arns, que deixou
o PT em meio à crise no Senado.
Em anos anteriores, nesta época era comum até então
a intensa em especial deputados estaduais e federais – para trocar
de partido. Com a resolução baixada pelo Tribunal Superior
Eleitoral segundo a qual o mandato é do partido, e quem troca
de legenda perde o cargo, poucos políticos com mandato se animaram
a mudar de sigla.
Mauro Moraes, por exemplo, está lutando na Justiça para
deixar o PMDB. Alegando perseguição da cúpula da
legenda, ele entrou com um processo no Tribunal Regional Eleitoral para
poder mudar de sigla sem perder o mandato. A última testemunha
do caso – o deputado estadual Durval Amaral (DEM) – depôs
na última sexta-feira, e não há perspectivas de
que o processo tenha julgamento antes do prazo para o final para as
filiações. Pela legislação eleitoral, quem
quer disputar a próxima eleição tem que estar filiado
até um ano antes da eleição, que no ano que vem
está programada para 3 de outubro.
Oficialmente, Moraes afirma que pretende esperar até o prazo
final por uma decisão da Justiça. Mas segundo o próprio
TRE, não há sessão de julgamento prevista para
esta semana. “Vou aguardar até o último momento,
até o prazo limite. Se não for julgado, terei que tomar
uma decisão”, disse ele ontem, que afirma ter convites
do PSDB, PPS e PSB, entre outros partidos.
Fontes tucanas, porém, garantem que já estaria certo que
ele se filia esta semana no PSDB. Um dos motivos da saída do
deputado do PMDB é que ele nunca escondeu sua preferência
pela candidatura do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB) ao governo
do Estado, em detrimento da candidatura própria do vice-governador
peemedebista, Orlando Pessuti.
Como justificativa para poder trocar de sigla sem perder o mandato,
Moraes afirma que estaria sendo perseguido pelo comando do partido,
por suas posições divergentes em relação
ao governo Requião na Assembleia Legislativa. No ano passado
ele foi destituído da Comissão de Constituição
e Justiça, por insistir em apresentar emendas à proposta
do governo de reajuste salarial do funcionalismo, prevendo aumentos
diferenciados para policiais e professores. Mais recentemente, ele perdeu
a vaga de integrante e presidente da Comissão de Segurança
Pública da Casa por motivo semelhante. “Tenho motivo de
sobra pelas graves perseguições. Nunca houve casos de
susbstituição de membros de comissões, ainda mais
de destituição do presidente, no meio do mandato”,
alega.
Já o senador Flávio Arns, que abandonou o PT depois que
o partido ajudou a enterrar as investigações contra o
presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP), também diz
ainda não ter definido seu novo rumo partidário, nem sequer
decidido se disputa ou não a reeleição para o cargo.
Arns também pode voltar ao PSDB – partido que deixou quando
era deputado federal, por ter apoiado a criação de uma
CPI para investigar denúncias de irregularidades no governo do
presidente Fernando Henrique Cardoso.
Como argumento para não perder o mandato por ter deixado o PT,
ele alega que o partido traiu suas bandeiras políticas. Além
disso, o senador não tinha mais espaço dentro da legenda
petista, que pretende lançar a presidente estadual do partido,
Gleisi Hoffmann, como candidata ao Senado no ano que vem.
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Folha de S.Paulo, 29 de
setembro de 2009
Sem debate, emenda amplia teto para doações
eleitorais
Regra incluída às pressas deve
elevar poder do dinheiro privado em campanhas | Parágrafo exclui
do limite para doação -de 10% da renda no ano anterior-
os gastos de até R$ 50 mil com uso de bens, como aviões
FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Um trecho pouco notado da nova
lei eleitoral recém-aprovada pelo Congresso abre caminho para
o aumento do poder do dinheiro privado nas campanhas. O texto está
nas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que
tem de sancioná-lo ou vetá-lo até o fim do mês
para valer em 2010.
Por iniciativa do líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes
(GO), foi acrescentado um parágrafo ao artigo 23 da atual lei
eleitoral, cujo efeito prático é ampliar o limite de doações
de pessoas físicas -hoje de 10% da renda auferida no ano anterior
ao do pleito. Pelo novo texto, a partir de agora está excluída
desse teto "doação estimável em dinheiro relativa
à utilização de bens móveis ou imóveis
de propriedade do doador", até o limite de R$ 50 mil.
Isso é traduzido como empréstimos de casas, carros e aviões
para candidatos, que precisam ser contabilizados como "doação
estimável em dinheiro", com base em valores de mercado.
Num exemplo hipotético, uma pessoa com renda de R$ 1 milhão
hoje pode doar R$ 100 mil em dinheiro ou bens na eleição.
Passará a poder doar mais R$ 50 mil em empréstimo de bens,
um aumento de 50%.
O valor pode fazer diferença, principalmente numa campanha para
deputado. Com R$ 50 mil, aluga-se uma frota de seis carros do modelo
básico durante os três meses de campanha, segundo tabela
de duas das principais agências do ramo.
Também é possível alugar ao menos quatro imóveis
de alto padrão para comitês pelo mesmo período.
O valor ainda dá conta do aluguel de um jato executivo para voar
3.500 km.
Em outras palavras, significa que uma pessoa física terá
mais espaço para financiar transporte e comitês de campanha
de um candidato amigo, emprestando veículos e imóveis.
O parágrafo foi incluído de maneira informal, num canto
do plenário, enquanto corria a agitada sessão da Câmara
que aprovou o projeto pela primeira vez, na noite de 8 de julho.
Após articular-se com o líder do PT, Cândido Vaccarezza
(SP), o do DEM, Ronaldo Caiado (GO), e o corregedor da Casa, ACM Neto
(DEM-BA), Arantes levou a emenda ao relator da matéria, Flávio
Dino (PC do B-MA), que a acolheu. Pelo fato de a inclusão ter
sido feita às pressas, a emenda não foi listada no site
da Câmara.
Deputados procurados pela Folha não tinham conhecimento do fato.
"Não sei. Não olhei. Não foi uma das emendas
mais debatidas", disse Mendes Ribeiro Filho (RS), que negociou
a reforma pelo PMDB.
No Senado, não se tocou no assunto. O texto foi devolvido intacto
aos deputados, que o referendaram em votação final.
Segundo defensores da proposta, a intenção foi nobre.
Ao dizer que o limite de 10% "não se aplica" a doações
de patrimônio, tentou-se proteger doadores com pequeno ou nenhum
ganho fixo (como um desempregado, um aposentado ou um universitário),
que emprestam carros ou imóveis para candidatos amigos.
Nesses casos, como o empréstimo é contabilizado como doação,
acaba extrapolando os 10% da pequena renda do doador, dando margem a
ações judiciais. "Isso acontece muito. Tive a experiência
de um motorista que emprestou seu carro para mim em Ourinhos (SP) e
não tinha renda para justificar", afirmou o deputado Arnaldo
Madeira (PSDB-SP).
Após inicialmente negar a possibilidade de dupla leitura, Arantes
a admitiu. "É uma questão de interpretação
de texto. É como o Tarcísio Meira e o Tony Ramos, que
interpretam o mesmo texto de TV de forma diferente", afirmou.
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Agência
Câmara, 29 de setembro de 2009
Câmara aprova antecipação
de feriados para as segundas-feiras
Laycer Tomaz
A Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania aprovou na quarta-feira (23) o Projeto de Lei 2756/03, do deputado
Milton Monti (PR-SP), que antecipa para as segundas-feiras os feriados
que ocorrem entre as terças e sextas-feiras.
De acordo com o texto aprovado, os feriados
dos dias da Paz Universal (1º de janeiro), Carnaval (festa móvel),
Sexta-feira Santa (festa móvel), Independência do Brasil
(7 de setembro) e Natal (25 de dezembro) são os únicos
que não serão alterados.
O relator na comissão, deputado Geraldo
Pudim (PMDB-RJ), apresentou parecer pela constitucionalidade e juridicidade
da proposta. Quanto à técnica legislativa, ele acrescentou
uma emenda para que o projeto se adeque à Lei Complementar 95/98,
que estabeleceu normas para a edição de novas leis.
Datas relevantes
Pudim explica que os feriados que não são alterados pelo
projeto são datas relevantes e protegidas por disposições
de proteção de bens culturais não devendo mesmo
ter suas comemorações modificadas.
No caso de haver mais de um feriado na mesma
semana, o projeto determina que o segundo passará para a segunda-feira
da semana seguinte. "Os feriados que caem no meio da semana, causam
muitos transtornos e prejuízos à economia, principalmente
ao comércio", afirma o autor da proposição.
Tramitação
De caráter
conclusivo, o projeto, já aprovado
pela Comissão de Educação e Cultura em 2004, seguirá
para análise do Senado, caso não haja recurso para que
seja votado pelo Plenário.
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de setembro de 2009 | Economia
Greve dos bancários segue sem perspectiva
de solução
Flávio Laginski
A greve nacional dos bancários entrou ontem no terceiro dia útil
de paralisação e parece que não deve encerrar tão
cedo. Em uma assembleia na tarde de ontem, os trabalhadores optaram
em manter a manifestação por tempo indeterminado.
Além disso, houve um
aumento considerável no número de agências bancárias
fechadas em todo o Paraná: na sexta-feira, foram 360 e ontem
o número aumentou para 418. O número de servidores de
braços cruzados também aumentou e já ultrapassa
a marca de 15 mil.
Curitiba e região metropolitana
registram a maior adesão da greve, com o fechamento de 209 agências
e mais de 11,6 mil bancários com as atividades profissionais
paradas. Há ainda dez centros administrativos com as portas fechadas.
De acordo com o presidente da
Federação dos Trabalhadores no Ramo Financeiro no Estado
do Paraná (Fetec), Elias Hennemann Jordão, a decisão
pela manutenção da greve deve-se ao fato de a Federação
Brasileira dos Bancos (Febraban) ainda não ter apresentado uma
proposta para o reajuste salarial dos bancários.
“A Febraban ainda
não apresentou nenhuma proposta concreta para a nossa classe.
O que eles têm dito é que aguardam um pedido de nossa parte.
Entretanto, a nossa requisição permanece a mesma e não
deveremos recuar. Hoje (ontem) a Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf) mandou um ofício
para que haja uma reunião amanhã (hoje) para retomar as
negociações e reafirmar as nossas reivindicações.
Acredito que, para dar um fim à greve, depende apenas da Febrabran
apresentar uma proposta decente”, explica o dirigente sindical.
O presidente da Fatec se diz
satisfeito com o crescimento da adesão de novos colegas de trabalho
para essa luta, que entendem o momento pelo qual estão passando.
“Mesmo com todas as dificuldades,
é bom ver que a nossa luta vai ganhando cada vez mais corpo.
Mesmo aqueles que não têm uma vida sindical ativa, entenderam
que a proposta apresentada pelos patrões seria extremamente prejudicial
à nossa classe. Manteremos firme nossa posição”,
garante.
Além dos protestos nas
agências, os bancários devem realizar hoje, às 15h,
uma passeata no centro de Curitiba, saindo da praça Santos Andrade
e indo até a Rua Marechal Deodoro.
A Febraban se manifestou
em nota dizendo que recebeu o ofício da Contraf e que existe
interesse por parte dos patrões em retomar a mesa de negociações
para dar um fim à greve. Entretanto, a nota não menciona
quando essa reunião irá acontecer e não informa
se existe alguma nova proposta para os bancários.
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Gazeta do Povo, 29 de setembro
de 2009
Campanha salarial
Sem acordo, termina a greve dos Correios
Reajuste salarial será decidido pelo
Tribunal Superior do Trabalho; serviços devem ser normalizados
em no mínimo 10 dias
Apesar da falta de um acordo
sobre o reajuste salarial, as agências dos Correios no Paraná
devem abrir normalmente hoje, depois de 13 dias de greve. Cerca de 2,7
milhões de correspondência deixaram de ser entregues em
todo o estado no período, segundo estimativa do Sindicato dos
Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR). A empresa
diz que os serviços paralisados devem ser normalizados em até
dez dias, mas o sindicato estima até três semanas.
De acordo com o secretário-geral
do Sintcom, Nilson Santos, a categoria avaliou que não poderia
manter o movimento sozinho, já que outros sindicatos que também
não aceitaram a proposta patronal retornaram ao trabalho. No
país, 16 sindicatos aprovaram a proposta da empresa para o Acordo
Coletivo de Trabalho, de 9% de reajuste mais R$ 100 em janeiro.
Outros quatro aprovaram a proposta
de conciliação, que mantém o reajuste, mas adianta
o abono para agosto de 2009. Além do Paraná, 13 bases
sindicais rejeitaram as duas propostas e voltam ao trabalho “em
estado de greve.” Como a estatal não conseguiu alcançar
o mínimo de 18 sindicatos favoráveis à sua proposta,
a questão do reajuste dos funcionários terá de
ser julgada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST)
Além das diferenças
solicitadas no valor do reajuste, os trabalhadores estão rechaçando
a oferta de acordo único que dure por dois anos. De acordo com
Santos, isso é um retrocesso nas negociações. “Essa
ideia de forçar um acordo de dois anos veio diretamente do governo,
que quer evitar desgastes trabalhistas em ano eleitoral. Na nossa visão
é um absurdo não haver mesa de negociação
anual. Nunca houve acordo assim na história do sindicato”,
declarou.
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
29/09/2009
TST extingue processo sobre competência
de base territorial de sindicato paulista
A Seção Especializada em Dissídios Coletivos do
Tribunal Superior do Trabalho (SDC) acolheu recurso de uma empresa paulista
e extinguiu processo de dissídio coletivo em que o sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral
da Grande São Paulo pedia a declaração de sua legitimidade
para representar os funcionários da empresa.
O sindicato ajuizou ação
declaratória e condenatória, com pedido de liminar ou
antecipação de tutela, pretendendo obter a declaração
de sua representatividade em relação aos empregados da
empresa Convenção São Paulo Indústria de
Bebidas e Conexos, assim como a nulidade de acordo coletivo de trabalho
firmado entre a empresa e outra entidade, o Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias de Alimentação, com a consequente
aplicação da convenção coletiva firmada
com o sindicato das Indústrias de Cerveja de São Paulo.
Ocorre que a empresa havia firmado
novo acordo coletivo com outra representação – o
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação
de Jundiaí, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Louveira, Itupeva,
Várzea Paulista, Itatiba e Cabreúva, configurando, assim,
conflito de representação sobre a base territorial de
Caieiras.
Tendo o Tribunal Regional do
Trabalho da 2ª Região (SP) julgado legítima a representação
do sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Bebidas em Geral
da Grande São Paulo para representar os trabalhadores sindicais,
além de determinar ao outro sindicato que se abstivesse de praticar
qualquer ato sindical, a emrpesa recorreu ao TST.
A relatora do recurso, ministra
Dora Maria da Costa, manifestou-se pela incapacidade do dissídio
coletivo de natureza jurídica para dirimir pretensões
de cunho declaratório, como requereu o sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias de Bebidas em Geral da Grande São Paulo,
o que evidenciaria a ausência do interesse de agir dessa entidade
sindical.
Afirmou que o dissídio
de natureza jurídica visa a interpretar e declarar o alcance
de cláusulas de sentenças normativas, de instrumentos
de negociação coletiva, diferente da declaração
de representatividade, que pressupõe o exame do enquadramento
sindical e a interpretação de normas genéricas,
o que é vetado pela Orientação Jurisprudencial
nº 7, da SDC. Em seu entendimento, é inviável a utilização
de dissídio coletivo de natureza jurídica e econômica,
pelo sindicato, com o objetivo específico de obter a declaração
de sua representatividade em relação aos empregados da
empresa, bem como a nulidade de acordo firmado com outro sindicado.
"No caso do dissídio coletivo, mesmo no de natureza jurídica,
a declaração de legitimidade, no entanto, somente poderá
ocorrer de forma incidental, caso em que não terá atributo
de coisa julgada", concluiu.
Com o aprovação
do voto da relatora, a SDC acatou o recurso da empresa, reformou a decisão
do TRT e extinguiu o dissídio coletivo sem resolução
do mérito. (RODC-20216/2007-000-02-00.5)
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29/09/2009
Acidente de trabalho: responsabilidade do
empregador depende da situação de risco
A responsabilidade objetiva com base no risco da atividade, conforme
definido pelo artigo 927 do Código Civil, existe apenas quando
o trabalho desenvolvido causar ao empregado ônus maior do que
aos demais membros da coletividade. Esse entendimento fundamentou a
decisão da Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho,
ao reformar acórdão regional que manteve sentença
condenatória por danos morais à viúva de um trabalhador
que faleceu no exercício de suas atividades.
Ele trabalhava como vigilante
de escolta armada para a empresa Protection Sistemas de Vigilância,
realizando viagens semanais em todo o país assegurando a integridade
de veículos de carga até o destino. A condução
do veículo usado no trabalho era revezada entre dois vigilantes,
e estes somente poderiam parar para dormir quando o motorista do caminhão
vigiado parasse para descansar. No retorno de uma viagem a serviço,
na altura do Km 323 da BR-101, o veículo que continha dois vigilantes
saiu da pista e chocou-se contra uma árvore, causando a morte
de um deles.
A viúva do empregado
entrou com ação trabalhista, buscando danos morais e materiais.
Alegou imprudência da empresa, por submeter seus empregados a
desgaste físico e mental de jornada ininterrupta – fator
que poderia ter contribuído com o acidente. A decisão
da primeira instância foi favorável à autora da
ação, condenando a empresa ao pagamento de danos morais
pelo fato do acidente ter ocorrido no contexto da jornada de trabalho.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 17ª Região (ES), ao analisar recurso da empresa, destacou
que a condenação por danos morais encontrava amparo na
teoria da responsabilidade objetiva, consubstanciada nos artigos 932
e 933 do Código Civil, além de que teria sido demonstrado
o dano e o nexo causal no acidente de trabalho, destacando que o dever
de reparar não depende de dolo ou culpa da empresa.
Ao avaliar a questão,
em recurso de revista da empresa, a relatora, juíza convocada
Doralice Novaes, manifestou entendimento diferente, observando que,
para existir o dever de reparar, deve-ser verificar, além do
dano e nexo causal, pressupostos como a ação, omissão,
culpa ou dolo do causador, requisitos não confirmados nos autos
do processo. Após ressaltar que o ordenamento jurídico
abriga tão somente a responsabilidade subjetiva, derivada da
culpa e do dolo do agente da lesão, a relatora citou decisões
do TST em casos análogos com esse mesmo entendimento. E destacou
que a responsabilidade objetiva, pelo risco da atividade exercida que
põe em risco direito alheio, conforme estipula o artigo 927 do
Código Civil, não poderia ser aplicada ao acidente envolvendo
o vigilante, no caso em questão. “Não estava ele,
portanto, no momento do acidente, em situação de risco
superior a qualquer outro cidadão" concluiu. (RR-555/2005-012-17-00.1)
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Sintricomb, 29 de setembro de 2009 | Eventos
Brusque e Região
Brusnova e Macuco/H9 lideram Campeonato
de Futebol do Sintircomb
Uma rodada de poucos gols, se comparada com as anteriores. Assim foi
mais uma série de confrontos pelo Campeonato de Futebol do
Sintricomb (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção
e do Mobiliário de Brusque e região). Os jogos aconteceram
na manhã do último domingo, dia 26, no campo do Sesc.
O destaque da rodada ficou por conta do jogo entre as equipes Cerâmica
Heinig e Empreiteira de Mão-de-Obra Trainotti. Os jogadores
da Empreiteira se deram melhor e venceram a disputa por 4 a 3. A vitória
deu a vice-liderança da chave B, com o mesmo número
de pontos da líder Brusnova, mas perdendo apenas no saldo de
gols.
Com placar apertado, a Brusnova manteve a ponta de cima da tabela
depois de três rodadas ao conquistar mais uma vitória.
O time derrotou a Empreiteira de Mão-de-Obra Venzon por 1 a
0. Para fechar os confrontos do domingo, Concredol e Fischer Jardinagem/Tubos
Pereira ficaram no empate de 1 a 1.
No próximo domingo, dia, 4, acontecem os jogos pela terceira
rodada da chave A. os confrontos serão os seguintes: Instaladora
Milani x DD Serv/Empreiteira AMF (8h45min), Formabella x Otti Construtora
(9h45min) e Macuco/H9 x Empreiteira AMF/DD Serv (10h45min).
Depois de três rodadas, a chave B tem na liderança a
Brusnova, com nove pontos. Em segundo lugar vem a Empreiteira de Mão-de-Obra
Trainotti (6), seguido pela Fischer Jardinagem/Tubos Pereira (4 pontos),
Empreiteira de Mão-de-Obra Venzon (3 pontos), Concredol (1
ponto) e Cerâmica Heinig (nenhum ponto). Já pela chave
A foram apenas duas rodadas. Na liderança está a Macuco/H9
(9 pontos), seguida pela Empreiteira AMF/DD Serv (9 pontos), Otti
Construtora (6 pontos), Formabella (3 pontos), Instaladora Milani
e DD Serv/Empreiteira AMF, cada uma sem nenhum ponto marcado.
Bocha tem duas equipes eliminadas
Na noite da última sexta-feira,
25, aconteceu a segunda rodada do Campeonato de Bocha Vale Tudo do
Sintricomb (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção
e do Mobiliário de Brusque e região). As partidas estão
sendo realizadas na Associação da Siensem. Empreiteira
AMF e Empreiteira Trainotti empataram em 1 x 1. A Instaladora Guesser
venceu a Madeireira Dalcéjio por 2 a 0, e a Morisa Móveis
derrotou a Formabella por 2 a 0.
A rodada seguinte está programada para a noite de sexta-feira,
2. Na ocasião, os confrontos serão os seguintes: Morisa
Móveis x Empreiteira Trainotti, Empreiteira AMF x Instaladora
Guesser, e Formabella x Madeireira Dalcéjio. Duas equipes,
Brusnova e Empreiteira de Mão-de-Obra Raize, estão eliminadas
da disputa. Ambas não compareceram na rodada de abertura e
pelo regulamento ficam fora da competição automaticamente.
Restam vagas para curso de formação
em serviços elétricos
Ainda há tempo para que os interessados
no curso de qualificação profissional em serviços
de eletricidade do Sintricomb (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
da Construção e do Mobiliário de Brusque e região)
façam inscrição. A data de início das
aulas foi alterada de 22 de setembro para 8 de outubro.
O curso é obrigatório para quem atua na área
de elétrica, conforme a Norma Regulamentadora (NR) número
10 do Ministério do Trabalho em Emprego (MTE). As inscrições
podem ser feitas na sede do Sintricomb (Rua Francisco Cervi, nº
39, entre a Schlosser e a Sociedade Bandeirante). A carga horária
será de 40 horas e as aulas terão início no dia
08 de outubro, com data final programada para o dia 29 do mesmo mês.
O custo das aulas será de R$ 220 e pode ser parcelado em até
duas vezes. As matrículas podem ser feitas no primeiro dia
de aulas, sendo, no entanto, necessário reservar antecipadamente
as vagas. Para isso, os interessados devem se dirigir ao Sintricomb,
deixar nome completo e telefone particular e da empresa em que trabalha.
Para a realização das aulas é necessário
fechar um grupo de alunos composto por 20 pessoas.
Valdomiro da Motta
Assessoria de imprensa do Sintricomb
47 91877553
47 33512089
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