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Agência Brasil, 02 de novembro de 2009
Começa a procura por empregos
temporários
Faltando menos de dois meses para o final do ano, a estudante Alessandria
dos Santos Oliveira, 19 anos, já começa a distribuir currículos
em busca de um trabalho temporário. A temporada 2009 deve oferecer
123 mil vagas em todo o país, de acordo com uma pesquisa encomendada
pela Associação Brasileira das Empresas de Serviço
Tercerizados e Trabalhos Temporários (Asserttem).
Faltando menos de dois meses para o final do ano, a estudante Alessandria
dos Santos Oliveira, 19 anos, já começa a distribuir currículos
em busca de um trabalho temporário. A temporada 2009 deve oferecer
123 mil vagas em todo o país, de acordo com uma pesquisa encomendada
pela Associação Brasileira das Empresas de Serviço
Tercerizados e Trabalhos Temporários (Asserttem).
Alessandria, que está terminando o ensino médio
e nunca trabalhou, quer um desses empregos. "Esta é a
melhor época para arrumar um trabalho. Vou tentar o comércio,
lojas de rua e depois os shopping".
A pesquisa da Asserttem mostra que entre as prioridades da estudante
poderiam estar também as lojas de departamento, responsáveis
por 17% das contratações e os supermercados, que
abrem 16% das vagas. Para a diretora de comunicação
da entidade, Jismalia Oliveira Alves, as lojas de varejo de rua
são as que lideram as conntratações, com 21%. "Este
ano as contratações devem ser 7% maiores que no ano
passado".
Uma das maiores redes do ramo, o Magazine Luiza abriu 833 vagas
para vendedores de brinquedos e 164 para diversos cargos no centro
de distribuição da empresa, na cidade de Louveira
(SP). Jismalia explica que a maioria dos cargos é para vendedores,
atendentes, fiscais de loja e que 27% das vagas são reservadas
para quem, como Alessandria, procura o primeiro emprego a partir
dos 18 anos.
"Trabalhos de Papai Noel e Mamãe Noel são boas
oportunidades para os idosos voltarem ao mercado. Estimamos que
11,5% das vagas são para esse público", disse.
Mas as oportunidades não estão apenas nas grandes
empresas. Proprietário de um pequeno mercado na zona norte
de São Paulo, Marcio Barbosa Caldas já começou
a contratar para atender a demanda de final de ano.
"Estendemos o horário de funcionamento do mercado,
criamos um novo turno e estamos precisando de funcionários".
Ele disse que já contratou duas pessoas e tem planos de
continuar admitindo até dezembro. "Ajudante geral,
caixa, açougueiro: há as mais variadas vagas".
De norte a sul o país contrata-se também para atender
a demanda dos turistas. Para reproduzir o clima frio do Polo Norte,
o parque temático Aldeia do Papai Noel, em Gramado (RS),
terá quase o dobro dos funcionários do local nos
meses de outubro, novembro e dezembro, época em que aumenta
consideravelmente o número de visitantes.
Em Fortaleza (CE), 350 pessoas foram contratadas para trabalhar
no Beach Park até fevereiro, quando termina a alta temporada
de férias de verão. No ano passado, o parque teve
310 trabalhadores temporários no período.
Além de garantir um extra para o final do ano, as vagas
temporárias podem ser o começo de uma carreira, como
explica a psicóloga organizacional e consultora de carreiras
Renata Sosvianin.
"Um emprego temporário é uma porta de entrada
porque ali se adquire experiência, amplia sua rede de contatos
e quando a pessoa desempenha bem a sua função, pode
ser efetivada".
A pesquisa da Asserttem prevê que 17% dos temporários
se tornem permanentes passada a época de festas.
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Congresso
em Foco, 02 de novembro de 2009
Câmara deve votar reajuste
para aposentadorias
Proposta que equipara aumento
dos aposentados ao salário mínimo está na
pauta do plenário. Mudança enfrenta resistência
do governo
Fábio Góis
Está na pauta da Câmara um projeto que, se aprovado,
vai equiparar o reajuste das aposentadorias ao critério
definido para o aumento do salário mínimo (R$
465). A matéria, já aprovada em comissão
especial, está prevista para ir a votação
na quarta-feira (4), em sessão extraordinária,
uma vez que medidas provisórias trancam os trabalhos
das sessões ordinárias do plenário. Aposentados
anunciam até acampamento nas dependências da Casa.
O texto original do Projeto de Lei 01/07, que estabelece reajustes
permanentes do mínimo, já foi aprovado pelos
senadores, com emendas, e aguarda há meses deliberação
da Câmara. Os deputados devem votar a emenda apresentada
pelo senador Paulo Paim (PT-RS) à proposição,
que garante a todos os beneficiários da Previdência
Social o mesmo modelo de aumento do mínimo, bem como
os mais de 8,1 milhões de aposentados e pensionistas
que recebem acima do piso salarial. A nova regra valeria já em
2010.
Depois de uma tramitação conturbada no Senado,
com direito a vigílias em plenário (leia mais
aqui e aqui) organizadas por Paim e um pequeno grupo de senadores,
o governo resolveu entrar em campo e negociar com os aposentados,
em junho. Sem que houvesse alcançado acordo, e alegando
que o reajuste padronizado comprometeria as contas da Previdência,
o Executivo negociou a derrubada da proposta.
Música
Outra matéria posta para análise em sessão
extraordinária é igualmente polêmica: a
chamada PEC da Música. De autoria do deputado Otávio
Leite (PSDB-RJ), a Proposta de Emenda à Constituição
98/07 concede imunidade tributária a CDs e DVDs com
obras artísticas de autores brasileiros, e produzidos
no país.
Nas duas últimas semanas, músicos famosos foram
ao Congresso para pedir a aprovação da matéria.
Entre eles, o cantor e compositor Frejat (Barão Vermelho),
Digão, guitarrista e atual líder da banda brasiliense
Raimundos, e o “músico-performance” cearense
Falcão.
Músicos pressionam pela aprovação
de PEC
A proposta deveria ter sido apreciada na semana passada, mas
a bancada do Amazonas impediu a votação (leia).
O plenário vai debater parecer apresentado pelo deputado
gaúcho José Otávio Germano (PP), aprovado
por comissão especial em agosto. Os opositores pressionaram
o relator (que cedeu) a restringir a imunidade para os produtos
artísticos fabricados na Zona Franca de Manaus, sob
o argumento que a extensão do benefício colocaria
o pólo produtor em risco.
Demais matérias
As medidas provisórias que trancam a pauta são
a 465/09 e a 466/09, aprovadas no Senado na semana passada.
A MP 465/09 concede subvenção econômica
ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) para empréstimos reservados à aquisição
e produção de bens de capital e à inovação
tecnológica.
A matéria, que já havia sido alterada na Câmara (a
subvenção foi estendida ao setor da aviação
civil), foi aprovada com duas emendas apresentadas pelo relator-revisor,
senador João Pedro (PT-AM). Com mais essa modificação,
a matéria retorna à apreciação dos deputados.
Já a MP 466/09 altera as normas do subsídio
concedido à geração de energia termoelétrica
produzida na Região Norte, nos chamados sistemas isolados.
Entre outros pontos, a MP 466 autoriza que as empresas incluam
custos atualmente não contabilizados para fins de subsídio
(investimentos e fornecimento de energia a regiões distantes,
por exemplo).
Como recebeu alterações em relação
ao texto proveniente da Câmara, a matéria volta
para a análise dos deputados. Enviadas ao Congresso
há mais de 45 dias pelo Executivo, as MPs chegam à Casa
trancando a pauta de votações em plenário.
Também constam da pauta as MPs 469/09, que libera R$
2,1 bilhões do orçamento para financiar ações
contra a nova gripe, e 470/09, que aumenta em R$ 6 bilhões
o patrimônio da Caixa Econômica Federal, para promover
a ampliação de financiamentos bancários.
Como não trancam a pauta, essas matérias não
devem ser votadas nesta semana.
Senado
Está prevista para a próxima quarta-feira (4),
em sessão do plenário, a votação
da polêmica inclusão da Venezuela no bloco comercial
do Mercosul. Na última quinta-feira (22), o membros
da Comissão de Relações Exteriores do
Senado rejeitaram o parecer do tucano Tasso Jereissati (CE),
contrário à entrada do país vizinho. E
aprovaram o voto em separado do líder do governo, Romero
Jucá (PMDB-RR), de teor contrário. Lula classificou
a aprovação como “amadurecimento” dos
senadores (leia).
Trata-se do item prioritário da pauta, mesmo diante
da divergência do presidente do Senado, José Sarney
(PMDB-AP), à incorporação daquele país
ao Mercosul.
Outra questão que promete discussões acaloradas é a
CPI do MST, que ainda será instalada (e está sem
prazo de instalação). A oposição
insistirá nas supostas irregularidades em destinação
e uso de verbas públicas e privadas pelo movimento rural.
A base governista prepara um contra-ataque contra os oposicionistas – leia-se
bancada ruralista – nas duas Casas legislativas: direcionar
as investigações nos repasses públicos
a entidades ligadas ao agronegócio.
A Frente Parlamentar da Terra, presidida pelo petista Dr.
Rosinha (PR), dispõe de um estudo encomendado ao pesquisador
Sérgio Saue (estudos agrários da UnB) sobre os
recursos públicos que grandes produtores recebem para
financiar entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem
Rural e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo.
Congresso
Já em relação ao marco regulatório
do pré-sal, em exame no Congresso, a bancada do Rio
de Janeiro na Câmara, onde a proposta do Executivo é examinada
em comissão especial, cogita obstruir a votação
do projeto que cria o modelo de partilha de produção.
Os parlamentares fluminenses podem deixar de arrecadar para
suas regiões US$2,7 bilhões, anualmente, caso
a proposição prospere. O colegiado especial tem
18 deputados, 11 dos quais de estados produtores (cinco de
São Paulo, quatro do Rio e dois do Espírito Santo).
Na esfera do Judiciário, o Conselho Nacional de Justiça
(CNJ) encaminhará ao Parlamento um pacote de projetos
com vistas à modernização da legislação
penal. Entre as proposições, a possibilidade
de troca do regime aberto pela prisão domiciliar, desde
que o condenado aceite ser monitorado por aparelho eletrônico
a ser fixado no próprio corpo.
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Gazeta
do Povo, 02 de novembro de 2009
Eleição presidencial
Marina busca fechar aliança
com o PSol
PV, no entanto, quer um empresário
para vice. Um dos mais cotados é Guilherme Leal, copresidente
do Conselho de Administração da Natura
São Paulo, SP - Na tentativa de fechar alianças à Presidência,
a senadora Marina Silva (PV-AC) tem se concentrado no PSol, da
ex-senadora Heloísa Helena (AL). A união ampliaria
o tempo de TV do Partido Verde – de cerca de dois minutos
-, embora a senadora diga que o importante é a questão “programática” – o
PV é aliado do DEM e do PSDB em São Paulo, e do
PT no governo federal.
O PV quer, no entanto, um candidato a vice-presidente que também
seja empresário por avaliar que ajudaria a construir
uma imagem de Marina mais moderna, além de facilitar a
arrecadação de recursos. Um dos cotados é Guilherme
Leal, copresidente do Conselho de Administração
da Natura, recém- filiado ao PV.
Em palestra ontem sobre enconomia verde, na qual foi saudada
como pré-candidata do PV à Presidência,
a ex-ministra do Meio Ambiente disse que queria evitar o discurso “ecoterrorista”,
mas usou termos como “ponto de declínio sem retorno”.
Defendeu um “novo fazer civilizatório” e permeou
o discurso com expressões como “aliança intergereacional” e “lideranças
e processos multicêntricos”. Sem citar a metodologia,
falou que os setores de energia solar, eólica
e de biomassa criariam, respectivamente, 770 mil, 1,175 milhão
e 300 mil “empregos verdes”.
Questionada sobre a reunião de Copenhagen, na qual a
pré-candidata do governo à Presidência e
ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, será chefe da
delegação brasileira, a senadora disse: “Não
vamos fulanizar. O governo tem de ter uma posição.
Até bem pouco tempo a questão estava solta.” Segundo
ela, o governo está atrasado nesta missão.
No evento, a senadora ainda defendeu mudança na legislação
eleitoral para que seja regulamentada a fase de pré-campanha.
Em resposta às acusações de uso da máquina
pública por Dilma Rousseff, Marina disse que, independentemente
de “picuinha de disputa eleitoral”, a lei precisa
ser cumprida.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem sendo acusado
pela oposição de promover campanha fora do prazo,
o que é proibido pela lei. A legislação
eleitoral só permite a realização de atos
para a promoção de candidaturas após as
convenções partidárias, em junho de 2010. “A
gente deve respeitar a legislação eleitoral, ainda
que eu ache que a legislação deveria prever o processo
da pré-campanha. É pré-campanha, mas não
existe campanha? Então teria que pensar uma legislação
para a pré-campanha”, afirmou a senadora em passagem
por São Paulo.
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Gazeta
do Povo, 02 de novembro de 2009
Valorização
Linha Verde vive onda imobiliária
O preço de terrenos e imóveis
comerciais e residenciais que ficam no eixo da via de transporte
teve aumento de até 100% desde 2007
O mercado imobiliário nos bairros no entorno da Linha
Verde, eixo de urbanização da antiga
BR-116, já vive um boom de preços. Imóveis
comerciais, residenciais e terrenos tiveram aumento de até 100%
desde 2007, quando teve início a construção
da primeira etapa da obra, já concluída, que
liga o Pinheirinho, na zona sul da cidade, ao Jardim
das Américas, na zona leste.
A alta é semelhante à que viveu recentemente
a região do Campo Comprido em relação
ao Ecoville e ocorre sempre que alguma
região vira alvo de uma alteração
urbana de grande porte.
Bairros como Boqueirão, Capão Raso,
Guabirotuba, Pinheirinho e Xaxim estão entre os
que mais se valorizaram, segundo o vice-presidente de lançamentos,
compra e venda do Secovi-PR, Paulo Celles.
“A região da Linha Verde tem grande potencial
de crescimento nos próximos anos, o que faz com que
o mercado imobiliário comece a se mobilizar para atender
essa demanda futura. O entorno da antiga rodovia
deve também concentrar projetos dentro do programa de
habitação popular do governo federal, o Minha
Casa, Minha Vida”, diz Marcelo Alisson,
gestor executivo de vendas da construtora mineira
MRV para o sul do país.
Para Marcos Kahtalian, consultor do Sindicato da Indústria
da Construção Civil (Sinduscon) no Paraná,
o mercado de Curitiba como um todo se valorizou.
Mas os bairros da Linha Verde devem ter um aumento ainda mais
expressivo, já que há uma movimentação
urbana importante, como a abertura de ruas e a infraestrutura
viária. Além disso, começam
a surgir na região supermercados, farmácias e
lojas para aproveitar o fluxo de pessoas que circulam na via
de transporte, estimado em 300 mil pessoas. Ao todo Curitiba
ganha, com o projeto total, 5,5 milhões metros
quadrados para construção, que poderão
ser triplicados verticalmente.
Especulação
A expectativa de melhora, com a “substituição
da estrada pela avenida”, trouxe otimismo para os donos
de imóveis na região. Porém o volume de
negócios de compra e venda ainda é pequeno, o
que indica que o mercado está buscando seu ponto de
equilíbrio. “Ainda há muita especulação.
Alguns proprietários jogaram os preços lá em
cima. A questão será saber se haverá negócios
nesses patamares. Em algumas regiões se justifica
um reajuste desse porte, em outras não”,
afirma Ralf Paciornik, gerente comercial da Top Imóveis.
A empresa foi responsável por erguer, junto
com a BP Empreendimentos, um dos principais projetos
imobiliários na região, o Curitiba
Office Park, que oferece espaços empresariais.
Alfredo Canezin, presidente do Conselho Federal de Corretores
de Imóveis (Creci) no Paraná, diz que o mercado
ficou muito tempo estagnado e depois, com a reação,
os preços subiram muito. “Isso não quer
dizer, no entanto, que ocorram negócios nesses
patamares. O volume de transações ainda é pequeno”,
afirma.
De acordo com o vice-presidente de lançamentos, compra
e venda do Secovi-PR, Paulo Celles, nos últimos dois
anos residências no bairro Pinheirinho, por exemplo,
tiveram reajuste médio de 72% e algumas casas
no Boqueirão, de 63%. Mas o aumento
chega até 107%, como no caso dos terrenos no Pinheirinho.
Esse movimento tem sido puxado principalmente por
grandes construtoras, que têm prospectado terrenos nos
bairros cortados pela antiga rodovia para construção
de condomínios de apartamentos. “São áreas
de 30 mil, 40 mil metros quadrados que devem abrigar, no futuro,
grandes condomínios residenciais, voltados principalmente
para a classe média baixa”, diz
Boris Madsen Cunha, diretor técnico administrativo da
WAA Willer Arquitetos Associados.
O mercado de locação também está mais
aquecido, principalmente nos bairros Pinheirinho, Lindóia
e Prado Velho. De acordo com Veridiana Ferreira
da Rocha, angariadora da LS Castro Corretora de Imóveis,
o valor do aluguel em regiões próximas à rodovia,
que há dois anos não superava 0,4% do valor total
do imóvel, hoje está dentro da média de
mercado (em torno de 0,7%).
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Gazeta
do Povo, 02 de novembro de 2009
Valorização
Prédios para classe C são
prioridade do setor
De patinho feio a vedete do setor. A região
no entorno da Linha Verde é considerada por
muitas construtoras o último reduto ainda inexplorado
de Curitiba e para onde devem migrar os investimentos voltados
para a classe C. “Já não há mais terrenos
disponíveis em outras regiões mais próximas
do centro.
No Ecoville, por outro lado, praticamente todos os terrenos já estão
nas mãos de construtoras”, diz Osvaldir Benato,
presidente da construtora Casteval. A empresa lançou três
condomínios horizontais na região e estuda implantação
de conjuntos de apartamentos em parceria com outras empresas.
A mineira MRV prepara-se para lançar, em novembro, um
condomínio de apartamentos a duas quadras da Linha Verde,
no bairro Hauer. Serão cinco blocos com um total de 236
unidades entre 70 metros quadrados e 95 metros quadrados e valor
geral de venda de R$ 23 milhões.
A MRV também tem engatilhado um outro projeto, que deve ser lançado
no próximo ano e reúne ao todo quatro empreendimentos em
um mesmo terreno com um total de 1016 unidades. O valor geral de venda é de
R$ 90 milhões. Ambos serão incluídos no
programa Minha Casa, Minha Vida, segundo Marcelo Alisson, gestor executivo
de vendas da construtora mineira MRV para o sul do país. De acordo
com ele, o objetivo está em lançar apartamentos com preços
entre R$ 80 mil e R$ 120 mil.
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Folha
de S.Paulo, 02 de novembro de 2009
Juro menor e prazo maior turbinam
Natal
Indústria e comércio preveem
um dos melhores finais de ano dos últimos tempos; demanda
deve crescer de 5% a 20%
Com mais confiança no fim da crise,
consumidor deve buscar produtos mais caros, levando até ao
temor de desabastecimento no varejo
FÁTIMA FERNANDES
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
O consumidor vai gastar mais, comprar mais a prazo e ter mais
acesso a artigos importados neste final de ano. O aumento na
demanda, previsto entre 5% e 20% em relação a igual
período de 2008, quando o mundo viveu o auge da crise
financeira, pode levar até à falta de modelos e
de marcas de produtos, como é o caso de televisores de
LCD e de plasma.
Esse é o cenário previsto por representantes da indústria
e do comércio e por economistas para este último trimestre.
E o que proporciona esse ambiente mais favorável ao consumo são
a melhora na confiança do consumidor e do empresariado na economia,
o crescimento do emprego e da renda, a inflação sob controle,
taxas de juros menores, além da perspectiva de o Brasil estar
entre os países com mais potencial para crescer no ano que vem,
ficando atrás da China e da Índia.
A oferta de importados será maior porque caiu a demanda mundial
e as sobras da produção devem ser direcionadas para os
países com maior potencial de consumo, como o Brasil. O comércio
e a indústria se preparam para dar conta do crescimento nas vendas.
As lojas elevaram em até 15% as compras da indústria para
este fim de ano. E as fábricas aumentaram a produção
-desde abril, o uso de capacidade da indústria de transformação
vem subindo e alcançou 82,9% em outubro, segundo levantamento
do Ibre, da FGV.
Casas Bahia, Magazine Luiza, Lojas Cem, Pão de Açúcar,
PB Kids e Armarinhos Fernando elevaram estoques de mercadorias em até 20%
para dar conta de uma demanda maior.
" Este será um dos melhores finais de ano dos últimos tempos.
O principal gatilho dessa melhora substancial do ambiente foi a tendência
declinante dos juros reais desde o ano passado", afirma Fábio Silveira,
sócio-diretor da RC Consultores. Em 2008, a taxa média real de
juros no país era de 7,2% ao ano. Neste ano, foi a 6%, e a previsão é ficar
em 4% em 2010.
Neste último trimestre do ano, segundo previsão
da RC Consultores, a produção industrial deve crescer
6,2%; o volume de vendas do comércio, 5,1%; e a massa
real de rendimento do trabalhador, 1,4%, sobre igual período
de 2008. A LCA Consultores já estima expansão de
6,5% nas vendas do varejo e de 4,9% na produção
industrial nesse período.
Ânimo para comprar
Novo indicador da Fecomercio-SP -o Índice de Intenção
de Consumo das Famílias (ICF)- revela o ânimo do consumidor
para comprar no final de ano. Em setembro, o índice atingiu 127,8
pontos, representando alta de 6% sobre agosto. Em outubro, ficou em 131,6
pontos, o que significou 3% de aumento sobre setembro. O ICF considera
percepção das famílias sobre consumo, orçamento,
renda e emprego.
" Por dois meses consecutivos o ICF está em alta, o que revela que
o consumidor decretou o fim da crise", diz Fabio Pina, assessor econômico
da Fecomercio-SP. Para ele, a segurança que o consumidor sente ao estar
empregado é o ponto mais importante para manter a intenção
de comprar.
Diferentemente do que ocorreu no ano passado, o consumidor deve priorizar
as compras de bens de maior valor, como eletrodomésticos, produtos
eletrônicos e veículos. " Considerando o mesmo número
de lojas, a expectativa é vender 15% a mais neste mês e
em dezembro do que em igual período do ano passado. A venda pela
internet, que cresceu 40% sobre 2008, também puxará a expansão
da rede", diz Frederico Trajano, diretor do Magazine Luiza.
" A prorrogação da redução de IPI para alguns
produtos da linha branca deve favorecer ainda mais o consumo", afirma Valdemir
Colleone, diretor da Lojas Cem.
A Casas Bahia trabalha com a perspectiva de aumento de 20% nas vendas
-principalmente de televisores (plasma e LCD) e computadores (PCs, notebooks
e netbooks)- neste final de ano em relação ao mesmo período
de 2008. "Se houver produtos disponíveis na indústria",
informa a rede, que considera que a indústria está mais
preparada hoje do que estava meses atrás, uma vez que retomou
turnos e contratação.
" Quando as manchetes dos jornais não dão mais destaque para
o desemprego e melhora a oferta de crédito, o consumidor tem mais confiança
para comprar", diz Maria Cristina Mendonça de Barros, economista
da MB Associados, que prevê para este ano aumento de 5,5% nas vendas do
comércio e queda de 8% na produção industrial, na comparação
com 2008. "A indústria está se recuperando, mas no ano ficará abaixo
de 2008", afirma a economista.
Em outubro do ano passado, o nível de utilização
da capacidade da indústria estava perto de 85%, segundo o Ibre.
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Folha
de S.Paulo, 02 de novembro de 2009
TRABALHO
EUA PODEM CRIAR EMPREGOS
JÁ EM 2010, DIZ GEITHNER
A economia americana pode começar a criar empregos
já no primeiro trimestre de 2010, disse ontem o secretário
do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, mostrando-se mais otimista
do que outros membros do governo. A taxa de desemprego no país,
que em setembro chegou a 9,8% (a mais alta desde 1983), deve
continuar subindo durante os próximos meses, para logo
recuar com relativa rapidez, estimou Geithner no programa da
NBC "Meet the Press".
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Conjur,
02 de novembro de 2009
Honorários advocatícios
Advogado pode cobrar até 30%
em ações previdenciárias
Na advocacia previdenciária, tanto nas postulações
administrativas quanto nas ações de conhecimento, o advogado
pode cobrar até 30% do proveito obtido pelo seu cliente. Essa é uma
das decisões tomadas pelo Tribunal de Ética e Disciplina
da OAB de São Paulo, na última sessão, no dia 15 de
outubro. Foram 9 ementas aprovadas.
Uma delas reforça que tanto nas postulações
administrativas quanto nas de conhecimento, o advogado pode cobrar
até 30% do proveito obtido pelo seu cliente. De acordo
com a decisão, os princípios da moderação
e da proporcionalidade têm como base de cálculo
os valores vencidos até a prolação da sentença
transitada em julgado, com mais 12 parcelas a vencer. No caso
das reclamações trabalhistas, das ações
previdenciárias e das relativas a acidentes do trabalho,
em que o percentual pode ser de até 30%, por se tratar
de advocacia de risco e não haver sucumbência, não
haverá antieticidade em sua cobrança por parte
do advogado.
Outra decisão afirma que não há impedimento,
ou infração ética, na publicação
de um anúncio publicitário do advogado ou da sociedade
de advogados, onde conste o nome de todos os advogados com as
respectivas especialidades e endereços. Reforça
a ementa, que a publicidade paga e seletiva, feita em Catálogo
Empresarial ou Profissional, dirigida a um público selecionado, é o
caminho mais curto para a captação de causas e
clientes, banalização da advocacia e mercantilização
da profissão.
Sobre a incompatibilidade em cargos de função
pública, uma das ementas fixa que o Estatuto da Ordem
prevê que ela permanece mesmo que o ocupante do cargo ou
função deixe de exercê-lo temporariamente. “Aquela
somente cessará com o desligamento definitivo do cargo
ou função, seja por aposentadoria, morte, renúncia
ou exoneração, incidindo nas hipóteses de
afastamento temporário, independentemente de remuneração”.
Segundo a decisão, o titular da atividade incompatível,
elencada no artigo 28 do Estatuto, não tem a situação
jurídica modificada para efeito da sua respectiva inscrição
nos quadros da Ordem, se o afastamento não for definitivo
ou ainda se passou a exercer eventualmente ou temporariamente
outro cargo.
Clique aqui para
ler todas as ementas aprovadas.
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Conjur,
02 de novembro de 2009
Novo cenário
Perspectivas pós-crise no
Direito do Trabalho
Por Gabriel Ribeiro Alves
Muito se tem discutido a respeito das perspectivas de um mundo pós-crise
para a sociedade como um todo, e os reflexos daí decorrentes no âmbito
jurídico. Diante da globalização que se apresenta
na atualidade, o fantasma da crise mundial econômica de 1929, que
há pouco assombrava a sociedade, parece cada vez mais distante.
A recessão financeira atual está chegando ao fim,
e a tendência, segundo a maioria dos especialistas no assunto, é a
recuperação das condições sócio-econômicas,
ainda que de forma moderada.
Todavia, muitos setores da produtividade, mesmo sem sentir efeito
algum da temerosa crise anunciada, passaram a vivenciá-la
e a retrair a sistemática de produção das
suas atividades, o que ensejou a tomada de decisões desastrosas
pelas empresas - muitas delas precipitadas. Como se sabe, um
negócio jurídico mal realizado pode acarretar prejuízos
irreparáveis.
Nesse sentido, dispensas em massa e a diminuição
na produtividade, observadas ao longo da crise, deram ensejo
a uma crescente demanda processual observada na Justiça
do Trabalho. As projeções indicam que o mundo deverá se
preparar para um período de crescimento econômico
gradativo ao longo dos próximos anos, o que certamente
acarretará a melhoria dos indicadores sócio-econômicos
e trabalhistas.
Dessa forma, projetos que visem a flexibilização
das leis laborais cada vez mais são usados como forma
de combater os efeitos advindos da crise financeira, através
da incansável busca pela redução de custo
do trabalho, e pela concessão de benefícios fiscais às
empresas.
As perspectivas econômicas para um mundo pós-crise
dão lugar a políticas mais eficientes e que estimulam
a produtividade e a competitividade entre as empresas, o que
acarretará num projetado aumento de postos de trabalho.
A busca pelo incentivo ao consumo responsável, no sentido
de convencer os consumidores a privilegiar a compra de produtos
de empresas que cumpram regularmente seus direitos trabalhistas,
com os devidos recolhimentos fiscais e previdenciários,
deve ser incessantemente observada.
Num mundo pós-crise, os empresários devem estabelecer
condições sociais e econômicas mínimas,
buscando um desenvolvimento econômico-sustentável,
e de responsabilidade social, através do aprimoramento
das relações entre o capital e o trabalho, e o
aumento da produtividade em todos os setores da economia, com
uma política de geração de empregos, e incentivos
fiscais, com vistas à luta pela redução
da pobreza, um dos principais desafios à humanidade.
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