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Agência Diap, 3 de novembro de 2009
Câmara: projeto que garante
valorização do mínimo até 2023 está
na pauta
O plenário da Câmara dos Deputados realiza sessão,
nesta quarta-feira (4), que pode votar a emenda do Senado ao PL 1/07,
do Executivo, que garante a todos os benefícios mantidos pela
Previdência Social - aposentadorias e pensões - o mesmo
aumento concedido ao salário mínimo.
A regra também beneficia
os 8,1 milhões de aposentados e pensionistas que ganham acima
do mínimo.
A proposta é a mais polêmica
da semana e foi pautada pelo presidente da Câmara, Michel Temer
(PMDB/SP), depois da pressão dos aposentados na semana passada.
A emenda recebeu parecer favorável
da comissão especial que analisou a matéria.
Desde junho, o Governo tenta
negociar com representantes dos aposentados uma proposta alternativa,
mas até agora não houve acordo.
Para o Executivo, o reajuste
unificado pode comprometer as contas da Previdência nos próximos
anos. O plenário se reúne, a partir desta terça-feira
(3), às 16h.
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Agência Diap, 3 de novembro
de 2009
Agenda Política: pré-sal
e salário mínimo na agenda da Câmara desta semana
Comissões que analisam
projetos do marco regulatório do pré-sal poderão
votar pareceres esta semana. Deputados poderão votar emenda ao
PL 1/07, paridade de reajuste dos benefícios previdenciários
com política do salário mínimo
Esta semana, entre terça
e quarta-feira (4), as comissões especiais que analisam os projetos
do marco regulatório do pré-sal podem votar os pareceres
dos relatores. A previsão para votação dos projetos
em plenário é o dia 10 de novembro, próxima quarta-feira.
Está prevista para votação,
nesta quarta-feira (4), a emenda do Senado ao PL 1/07, que trata da
política de atualização e recuperação
do salário mínimo até 2023.
A emenda determina a paridade
do reajuste dos benefícios previdenciários - aposentadorias
e pensões - acima do mínimo segundo a política
estabelecida pelo projeto de lei.
Proventos
integrais na invalidez
A comissão especial de Proventos Integrais na Invalidez, que
analisa PEC 270/08, deve votar, nesta terça-feira (3), o parecer
do relator, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP).
Aposentadoria
especial de servidores públicos
A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara
promove, nesta terça-feira (3), audiência pública
sobre a regulamentação da aposentadoria especial de servidores
públicos.
PT:
novo portal
O Partido dos Trabalhadores fez, na última terça-feira
(27), o pré-lançamento de seu novo portal na Internet,
que irá ao ar nesta semana. O evento acontece em Brasília.
Serão apresentadas as novas ferramentas de comunicação
do partido, como a TV PT e a Rádio PT Web.
Participam do evento, o presidente
Ricardo Berzoini e o secretário de Comunicação
Gleber Naime, entre outros dirigentes do partido.
Centrais
na OIT
Representantes das seis centrais sindicais entregaram, nesta segunda-feira
(2), em Genebra (Suíça), denúncia ao diretor-geral
da OIT (Organização Internacional do Trabalho), Juan Somavia,
para reclamar da interferência do MPT (Ministério Público
do Trabalho) e da Justiça do Trabalho no movimento sindical.
PEC
dos Vereadores
Nesta quinta-feira (5), o Supremo Tribunal Federal (STF) julga Ação
Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do Inciso I do artigo 3º
da EC 58/09, que alterou a redação do inciso IV do caput
do artigo 29 e do artigo 29-A da Constituição, que trata
da composição das Câmaras Municipais.
A emenda aumentou em torno de
7.800 as vagas de vereadores e o dispositivo questionado pela Procuradoria
Geral da República e OAB é sobre o seu efeito retroativo
às eleições de 2008.
Venezuela
no Mercosul
O Senado poderá votar, nesta quarta-feira (4), o protocolo de
adesão do novo sócio no Mercosul - Venezuela - bloco econômico
formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Na última quinta-feira
(29), a Comissão de Relações Exteriores e Defesa
Nacional aprovou o protocolo por 12 votos favoráveis, contra
5.
Veja, a seguir, a previsão
dos principais acontecimentos políticos desta semana:
Segunda-feira (2)
- Feriado nacional (Finados).
- Centrais sindicais apresentaram
denúncia na OIT contra perseguição ideológica
contra os representantes dos trabalhadores e pelos atos de ingerência
praticados pelo Ministério Público do Trabalho e pelo
Poder Judiciário.
Terça-feira (3)
- A direção da Federação Interestadual dos
Trabalhadores em Entidades Sindicais (Fites) e sindicatos filiados reúnem-se
com ministro do Trabalho e Emprego. Na pauta: 1) direito de organização
sindical; e 2) Portaria 993/08.
- A comissão especial
do Pré-sal que analisa a criação do Fundo Social
pode votar o parecer do deputado Antonio Palocci (PT/SP).
- A comissão especial
do Pré-sal que analisa o Regime de Partilha pode votar o parecer
do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN).
- A Comissão de Constituição
e Justiça da Câmara promove audiência pública
sobre a regulamentação do pré-sal com o presidente
da Petrobras, José Gabrielli, e o diretor-geral da Agência
Nacional do Petróleo, Haroldo Lima, entre outros.
- A Comissão de Agricultura
da Câmara realiza audiência pública para discutir
a proposta orçamentária de 2010 no sentido de buscar uma
equalização de preços e juros destinados à
execução da Política de Garantia dos Preços
Mínimos e subvenção ao seguro rural com o relator
do Orçamento, deputado Geraldo Magela (PT/DF) e Nelson Machado,
secretário-executivo do Ministério da Fazenda, entre outros.
- A Comissão de Seguridade
Social e Família da Câmara promove audiência pública
sobre a regulamentação da aposentadoria especial de servidores
públicos.
- Termina o prazo de apresentação
de emendas ao parecer preliminar do deputado Geraldo Magela (PT/DF)
ao Orçamento da União para 2010.
- O ministro do Desenvolvimento,
Miguel Jorge, viaja para Havana, Cuba, onde vai presidir a primeira
reunião do Grupo de Trabalho Brasil-Cuba. Miguel Jorge também
participará da 26ª edição da Feira Internacional
de Havana (Fihav 2009) e manterá encontros com autoridades daquele
país.
- Henrique Meirelles realiza
palestra Global Economic Governance Lecture 2009-10, na Universidade
de Oxford, Inglaterra.
- O Ministério do Desenvolvimento
divulga o saldo da balança comercial em outubro.
- O IBGE divulga a produção
industrial de setembro.
Quarta-feira (4)
- A Câmara pode votar emenda do Senado ao PL 1/07, que garante
a todos os benefícios mantidos pela Previdência Social
o mesmo aumento concedido ao salário mínimo.
- O diretor do Instituto Real
de Relações Internacionais de Londres entrega ao presidente
Lula, o Prêmio Chatham House 2009 por sua liderança na
América Latina.
- Henrique Meirelles participa
da Inauguração do escritório do BNDES em Londres,
Inglaterra.
- O plenário do Senado
pode votar adesão da Venezuela ao Mercosul.
- A Comissão de Defesa
do Consumidor da Câmara realiza audiência pública
com os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Edson Lobão (Minas
e Energia) e os presidentes da Aneel, Nelson Hubner, e do Tribunal de
Contas da União, Ubiratan Aguiar, sobre o cálculo de reajuste
tarifário aplicado nas contas de energia elétrica a partir
da Portaria Interministerial 25, de 24 de janeiro de 2002
- Último dia para que
os senadores apresentem recurso para que o projeto que modifica a lei
do inquilinato seja analisado pelo plenário. Se não for
apresentado recurso, o projeto segue para sanção do presidente
da República.
- A comissão especial
do Pré-sal que analisa a capitalização da Petrobras
pode votar o parecer do deputado João Maia (PR/RN).
- A comissão especial
do Pré-sal que analisa a criação da Petrosal pode
votar o parecer do deputado Luiz Fernando de Faria (PP/MG).
- Supremo Tribunal Federal (STF)
julga processo contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG) por suposta
prática de peculato e de lavagem de dinheiro na campanha ao governo
do estado de Minas Gerais, em 1998.
Quinta-feira (5)
- O presidente Lula participa, em Londres, da conferência "Investindo
no Brasil", organizada pelo Financial Times. Acompanham o presidente
os ministros Guido Mantega e Dilma Rousseff e os presidentes do Banco
Central, Henrique Meirelles, e do BNDES, Luciano Coutinho.
- Henrique Meirelles realiza
palestra no Financial Times Investing in Brazil Summit, em Londres,
Inglaterra.
- A Comissão Mista de
Orçamento pode votar o parecer preliminar do deputado Geraldo
Magela (PT/DF) ao Orçamento da União para 2010
- O Supremo Tribunal Federal
julga constitucionalidade de dispositivo da Emenda Constitucional 58
que aumentou em torno de 7.800 as vagas de vereadores com efeito retroativo
às eleições de 2008.
- A CNI divulga indicadores
industriais de setembro.
Sexta-feira (6)
- Prefeitos e vice-prefeitos petistas promovem seminário, na
sexta e sábado (7), que contará com a participação
da ministra Dilma Rousseff.
- Henrique Meirelles realiza
palestra no Bradesco Day 2009, em Londres, Inglaterra. Também
participa da inauguração do escritório da BM&F.
- O FST/MG realiza seu 2º
encontro, no Sesc Venda Nova, em Belo Horizonte/MG, onde serão
debatidos temas como a redução da jornada de trabalho;
fim do fator previdenciário e reajuste dos aposentados; Portaria
186; Reforma Agrária (Índice de Produtividade); Conclat
- convenções 151 e 158 da OIT; e fraude no Ponto Eletrônico.
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O ESTADO DO PARANÁ,
03 de novembro de 2009 | Economia
Lula: BNDES terá R$ 225 milhões
para reciclagem
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará,
nos próximos dois anos, R$ 225 milhões em projetos de
reciclagem.
No programa semanal de rádio
"Café com o Presidente", Lula afirmou que os recursos
vão ajudar cooperativas de catadores a montar galpões
de tratamento de resíduos.
No programa, o presidente pediu
que as prefeituras ajudem a organizar os catadores em cooperativas,
mais do que incentivar a iniciativa empresarial no setor.
"Quero fazer um apelo aos
prefeitos do Brasil inteiro, sabe, que ajudem a organizá-los.
Se, por acaso, um prefeito qualquer resolver tirar 200, 300 pessoas
que estão na catação para colocar um empresário,
o que vai acontecer? Ao invés de dar salário para 300
pessoas, você dá lucro para apenas uma."
O governo enviou um projeto
de lei ao Congresso que regulamenta a atividade de catador de material
reciclável, afirmou o presidente. "Espero que essa lei seja
aprovada logo."
A visita à Feira Nacional
do Transporte (Fenatran) em São Paulo, na semana passada, também
foi tema de Lula no programa. O presidente contou que, durante o evento,
pôde perceber os resultados do Procaminhoneiro, programa que reduziu
juros e aumentou prazos de financiamento, para que caminhoneiros troquem
veículos velhos por novos. "O Procaminhoneiro está
dando um resultado extraordinário", comentou.
Segundo Lula, a indústria
automobilística já está sentindo os efeitos da
iniciativa. "O resultado é que se está vendendo muito
caminhão. Vou dar um exemplo: a Mercedes-Benz me procurou, coisa
de 15 dias atrás. Ela tinha mandado embora praticamente 1.200
trabalhadores e veio me comunicar a contratação de 1.300,
porque voltou a vender e a produzir muito. Esse é um dado extremamente
importante."
Lula também atribuiu
o aumento das vendas ao fundo garantidor de crédito, que beneficia
sobretudo os caminhoneiros autônomos. O presidente disse esperar
que os incentivos contribuam para dinamizar a indústria do setor
e para renovar a frota brasileira com veículos mais eficientes
e menos poluentes.
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Gazeta do Povo, 3 de novembro
de 2009
FSM: O sindicalismo internacional
recorre a Marx
Em um discurso pronunciado no começo de outubro, em Bruxelas,
o presidente da Federação Mundial de Sindicatos, George
Mavrikos, no começo de outubro, em Bruxelas, capital da Bélgica
e da União Européia, falou sobre a atual crise do capitalismo
em uma reunião internacional de sindicatos. O discurso não
foi destacado pela grande mídia.
“Há muitas análises do desencadeamento da crise.
Acreditamos que a mais confiável é de que esta é
uma crise de superprodução, ou de superacumulação
de capital. Uma crise é um componente do sistema capitalista
e também é um mecanismo de reconstrução
que vai tornar o sistema capitalista mais forte, com o apoio do Estado",
disse Mavrikos:
"Durante a crise, a correção
dos desequilíbrios mais extremos do capitalismo ocorre momentânea
e parcialmente, para então começar um novo ciclo de reprodução
desregulada e ampliada da reprodução capitalista",
prossegue.
"Já em 1847 Karl
Marx deu uma explicação científica para as crises
do capitalismo. Ele explicou que elas são inevitáveis,
cíclicas e repetitivas A própria vida confirmou essa explicação”.
Assim, o sindicalismo internacional
continua se baseando em Marx, ainda que em sua vertente reformista,
na verdade tão apoiada pelos quatro volumes de “O Capital”
quanto a vertente revolucionária.
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Gazeta do Povo, 3 de novembro
de 2009
Divisão administrativa
"Surto" de novos municípios
vem aí
Avançam no Congresso duas propostas de
emenda constitucional que devolvem às assembleias estaduais o
poder de criar cidades
Prado Ferreira é uma
cidadezinha localizada no Norte paranaense. Tem 3.344 habitantes, vive
basicamente da agropecuária e, assim como tantos outros locais
do estado, ainda não atingiu um estágio de desenvolvimento
satisfatório. Pode-se alegar que a pouca idade atrapalha um pouco
– tem apenas 14 anos. O município é o 399.º
do Paraná, número que está estacionado
desde dezembro de 1995, por causa das restrições legais
para a criação de novas cidades. O quadro deve mudar em
breve, com o avanço de duas propostas de emendas constitucionais
(PECs) que tramitam no Congresso.
A Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) do Senado deve votar hoje o parecer do relator
Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para a PEC 13/03. Na Câmara, uma comissão
especial analisa o relatório da PEC 15/1996, do deputado Zequinha
Marinho (PSC-PA). As PECs devolvem às assembleias legislativas
o direito de legislar sobre a criação de novos municípios,
o que foi garantido pela Constituição de 1988 e derrubado
por meio da emenda constitucional n.º 15, de 1996. Na época,
a intenção foi frear o surto emancipatório que
varreu o país. Mas a lei complementar que deveria regulamentar
o assunto nunca foi discutida.
A criação de novas
localidades continuou ocorrendo, mas em ritmo bem menor do que no período
de vigência das leis estaduais. Na primeira metade da década
de 90, foram desmembradas aproximadamente 1,4 mil localidades. No Paraná,
foram criados 81 municípios em cinco anos.
O parecer do deputado Zequinha
Marinho estabelece que o desmembramento respeite a continuidade e a
unidade histórico-cultural do ambiente urbano. Fora
isso, não há outros critérios para a criação
de cidades.
Se o Congresso retirar o freio
imposto às assembleias, o mapa do Paraná, assim como o
de outros estados, pode mudar significativamente. Nos 399 municípios
paranaenses há cerca de 400 distritos – dos quais 65 têm
mais de 3 mil habitantes, segundo o censo de 2000 (não há
dados mais recentes sobre os distritos).
O professor Alessandro Cavassin
Alves, que estudou o assunto para sua dissertação de mestrado,
destaca a extensão do território como um fator preponderante
para a emancipação de um distrito – a distância
das comunidades à sede é motivo de descontentamento. No
Paraná, 128 cidades têm área superior a 500 km².
Curitiba, por exemplo, tem 434,9 km². Dez municípios podem
ser considerados “gigantes”: têm mais de 2 mil km²
e correspondem a 12% da área estadual, de 199,3 mil km².
“Se as assembleias retomarem
o direito de legislar, acredito que haverá uma nova corrida por
emancipação”, observa Alves. Outros especialistas
consultados pela Gazeta do Povo têm a mesma opinião. Até
porque, dizem eles, o Paraná tem menos municípios (proporcionalmente
à área), do que São Paulo (645). Minas Gerais,
Rio Grande do Sul e Bahia também têm mais municipalidades,
mas o território também é bem mais extenso.
Para o presidente da Confederação
Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, o desmembramento
de municípios precisa ser retomado. “O Brasil tem imensos
vazios territoriais onde a máquina pública não
se faz presente. Temos casos no estado do Pará
onde distritos distam mais de 300 quilômetros da sede do município.
Ora, como pode o gestor local atender de forma adequada
essas comunidades?”, questiona ele.

Divisão administrativa
Os dois lados da emancipação
Há casos de sucesso e de fracasso na criação de
novas cidades no Paraná. Mato Rico está no segundo grupo,
pois é totalmente dependente de recursos da União
Mato Rico - O processo de emancipação
ocorrido na primeira metade da década de 90 no Paraná
tem casos de fracasso e de sucesso. A cidade de Mato Rico, na região
central do estado, está no primeiro grupo. Já Itaipulândia,
no Oeste, conseguiu se desenvolver por conta própria.
Há 18 anos, cerca de
800 moradores do distrito de Mato Rico decidiram ir às urnas
com a intenção de mudar uma realidade de carência
da localidade. Por 640 votos a favor e 160 contra, eles conseguiram
se desmembrar de Pitanga.
A vitória, no entanto,
tem um sabor amargo. Hoje, o município tem o terceiro pior Índice
de Desenvolvimento Humano do Paraná (IDH) e caminha a passos
lentos. Os repasses do Fundo de Participação dos Municípios
(FPM) representaram, em 2007, cerca de 65% das receitas totais do município,
segundo dados do IBGE.
A grande parte dos 4.156 moradores
sobrevive de trabalhos esporádicos na pecuária e na agricultura.
O comércio gera cerca de 40 postos de trabalho. A prefeitura
municipal, oficialmente instalada em 1.º de janeiro de 1993, se
tornou a maior empregadora do município. Tem 260 servidores e
gasta grande parte do orçamento anual de R$ 8 milhões
com folha de pagamento. Além de não ter indústrias,
a cidade sequer possui dentista, advogado, contador ou consultório
médico particular.
Mas houve alguns avanços.
Antes da separação da cidade, os moradores enfrentavam
dificuldades por causa da distância de 50 quilômetros entre
o distrito e a sede. “Tudo era mais complicado. Segurança
quase não existia, a saúde era precária e a educação
capengava”, lembra o comerciante Florindo Seguro Sobrinho, de
68 anos, que em 1991 era vereador por Pitanga e teve participação
ativa no plebiscito.
“Votei pela emancipação
pensando em uma realidade totalmente diferente, mas apenas houve a centralização
dos serviços essenciais. O município cresceu em estrutura
física, mas reduziu a população e não evoluiu”,
observa ele. Comparando os dados do Censo de 2000 com
a contagem da população feita pelo IBGE em 2007, Mato
Rico perdeu 340 moradores. Para Sobrinho, a culpa é da falta
de pavimentação da rodovia que liga Roncador a Mato Rico.
“Sem asfalto, Mato Rico parou no tempo.”
O comerciante Ezequiel Batista
de França é mais otimista. Para ele, a emancipação
trouxe autonomia. “Antes, se um morador precisasse de uma agulha
tinha de viajar até Pitanga. Hoje conseguimos a mesma agulha
aqui. Aos trancos e barrancos a cidade vai crescendo.”
O secretário geral do
município, Valdomiro Ortiz, concorda. “A emancipação
foi boa para o município, pois além de centralizar os
serviços, criou centenas de postos de trabalho”, diz o
secretário. Apesar disso, ele reconhece que o município
não é independente financeiramente. “Se o governo
federal reduzir drasticamente o FPM, Mato Rico acaba.”
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Folha de S.Paulo, 3 de novembro
de 2009
Minha Casa, Minha Vida privilegia corretora
sindical
Dirigida por petistas, Fenae tem monopólio
informal da venda de seguros do programa | Duas seguradoras fecham acordo
com corretora para explorar mercado em que giram cerca de R$ 40 mi;
CEF afirma que atuação é livre
Leonardo Wen/Folha Imagem
Operários rabalham no Complexo São
Vicente, em Mauá (SP), obras do Minha Casa, Minha Vida
FERNANDO BARROS DE MELLO
DA REPORTAGEM LOCAL
Uma corretora dirigida por sindicalistas
da Caixa Econômica Federal, que são filiados ao PT e também
doadores de candidatos a deputado e prefeito pelo partido, é
a maior negociadora de seguros de entrega de obras do Minha Casa, Minha
Vida, programa do governo federal lançado há sete meses.
A Fenae Corretora é a única a ter acordo com a Caixa para
a venda do seguro-garantia do programa habitacional -um negócio
de milhões de reais. Empreiteiras e corretores ouvidos pela Folha
afirmam haver um monopólio informal.
Construtoras que participam do programa são obrigadas a contratar
um seguro para garantir a entrega das moradias, caso as próprias
empreiteiras não cumpram o prometido.
Duas seguradoras, Caixa Seguros e J Malucelli, dominam o mercado até
o momento. A Fenae Corretora é quem faz a intermediação
entre construtoras e seguradoras.
Em julho, Caixa Seguros, J Malucelli e Fenae divulgaram comunicado ao
setor financeiro anunciando um acordo "para explorarem juntas esse
mercado". À Folha, o setor de relações com
investidores da J Malucelli confirmou que quase a totalidade dos seguros
é negociada, até agora, pela parceria das três empresas.
A Caixa diz que quaisquer seguradoras e corretoras podem participar
e o mercado é livre. A Fenae afirma ser uma das mais experientes
da área.
O Minha Casa, Minha Vida -que é uma das principais bandeiras
da pré-campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ao Planalto-
promete investir R$ 34 bilhões na construção de
um milhão de casas populares. O valor a ser segurado é
de 10% de cada obra.
Isso representaria um prêmio de cerca de R$ 40 milhões
para as seguradoras que atuarem nesse nicho -considerando uma taxa conservadora
de gratificação de menos de 1,5% sobre o valor total segurado.
A comissão a ser recebida pelos corretores de seguro, segundo
documento da própria J Malucelli, chega a 10% do prêmio
recebido pelas seguradoras (o que representaria um total de R$ 4 milhões
para a Fenae, caso seja a única a explorar o mercado).
Em pouco mais de três meses, mais de R$ 4 bilhões em financiamentos
da Caixa para o Minha Casa foram garantidos pela J Malucelli, segundo
a própria empresa. Alexandre Malucelli, vice-presidente da J
Malucelli Seguros, diz que a Fenae "é a corretora cativa
da Caixa Seguros" e que por isso foi escolhida para a parceria.
"O seguro-garantia é complexo e a Caixa tem o direito de
indicar a seguradora de sua confiança. O que combatemos é
o abuso, a imposição de representantes", diz André
Dabus, coordenador de Crédito e Garantia do Sincor-SP (sindicato
dos corretores). "Os corretores entendem que banco é banco,
corretora é corretora. Monopólio não é sadio.
Esperamos que a Caixa não fique na contramão da história."
Doações
A Fenae Corretora é ligada à Fenae (Federação
Nacional das Associações de Pessoal da Caixa Econômica
Federal), entidade associada à CUT (Central Única dos
Trabalhadores). Pedro Beneduzzi Leite preside tanto a corretora como
a entidade sindical.
Filiado ao PT desde 1990 e com carreira no Paraná, ele já
foi doador de campanha do presidente do PT, Ricardo Berzoini (R$ 4 mil
em 2006), e da mulher do ministro Paulo Bernardo (Planejamento), Gleisi
Hoffmann, a quem destinou R$ 4 mil em 2008, quando ela disputou a Prefeitura
de Curitiba.
Alexandre Monteiro, diretor-executivo da Fenae Corretora, é doador
de campanha de Ricardo Berzoini (R$ 9 mil) e de Geraldo Magela (R$ 1,5
mil).
Já Fernando Ferraz Rêgo Neiva, presidente e membro efetivo
do conselho fiscal, foi candidato pelo PT-MG a deputado federal em 2006.
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Folha de S.Paulo, 3 de novembro
de 2009
Mercado de seguro de obra cresce
no país
DA REPORTAGEM LOCAL
O mercado de seguro garantia
de obras, modalidade que visa garantir a entrega caso haja problemas
com as construtoras e elas não finalizem as moradias, vem crescendo
no Brasil. A J Malucelli é a líder nesse seguimento.
De acordo com dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados),
órgão ligado ao Ministério da Fazenda, a J Malucelli
recebeu prêmio de R$ 163 milhões de janeiro a setembro
deste ano.
Segundo comunicado da empresa divulgado em outubro na Bolsa de Valores
de São Paulo, o programa Minha Casa, Minha Vida deve "elevar
ainda mais o mercado de seguro garantia, que já vem em um ritmo
de crescimento superior a 50% ao ano nos últimos cinco anos".
O vice-presidente da J Malucelli, Alexandre Malucelli, afirma que os
seguros são contratados para garantir 10% do total de cada financiamento.
Dessa forma, até o momento, o prêmio recebido pela seguradora
ficaria em quase R$ 4 milhões -segundo cálculo feito por
ele e por técnicos da empresa.
A Fenae não revelou valores de comissão que recebeu até
o momento por conta de corretagem dos seguros para o Minha Casa, Minha
Vida. Afirma que, em média, cobra
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Folha de S.Paulo, 3 de novembro
de 2009
Caixa e corretora negam monopólio
DA REPORTAGEM LOCAL
A Caixa Econômica Federal,
financiadora oficial do programa Minha Casa, Minha Vida, diz que "não
existe nenhuma restrição para que qualquer seguradora
estruture esses seguros e os ofereça no mercado".
Apesar de a Fenae controlar esse nicho de mercado, a Caixa afirma que
"qualquer corretora pode negociar" o seguro. A assessoria
da Caixa disse que não compete ao banco divulgar o volume de
operações já feitas e os nomes das seguradoras
e corretoras que fecharam os contratos.
Caixa Seguros, J Malucelli e Fenae dizem que são as maiores empresas
no mercado de seguro-garantia e, por isso, têm participação
importante no projeto habitacional.
Ricardo Talamini, diretor de crédito da Caixa Seguros, afirma
que várias corretoras e seguradoras participam. "Só
que trabalhamos forte em cima do nosso produto. Às vezes acontece
do cliente querer fechar fora. As duas mais fortes do mercado são
a J Malucelli e a Caixa Seguros."
Segundo ele, a parceria entre Caixa Seguros, J Malucelli e Fenae fez
com que o melhor das empresas fosse aproveitado "para ter uma operação
mais rápida, com menor custo para o tomador final". "Existem
outros corretores que fazem seguros, mas a Fenae é a maior das
corretoras", afirmou Talamini.
Segundo Alexandre Monteiro, diretor-executivo da Fenae Corretora, o
seguro-garantia é complexo e exige experiência. "Quase
nenhuma seguradora trabalha nesse mercado por conta da complexidade",
disse.
"A Fenae é a maior corretora em estrutura de funcionários.
Trabalhamos há muitos anos no mercado de construção",
afirmou o diretor-executivo da corretora.
Segundo ele, Caixa Seguros e J Malucelli consideram a Fenae o "parceiro
para operacionalizar melhor esse seguro".
O diretor-executivo explica que a Fenae Corretora é distinta
da Fenae, a federação de trabalhadores da Caixa. "A
Fenae Federação tem uma corretora de seguros há
mais de 35 anos. Na corretora, todo o corpo funcional é de funcionários
do mercado", diz.
"Todo mundo é técnico na corretora", diz o presidente
da Fenae Corretora e também da Fenae sindical, Pedro Eugênio
Beneduzzi Leite. Segundo os dirigentes, Leite acumula as duas presidências
por "questões estatutárias".
O vice-presidente da J Malucelli, Alexandre Malucelli, diz que a parceria
entre a seguradora e a corretora propicia agilidade. "A gente domina
o produto, mas não conhecia o canal de distribuição.
A Fenae entrou", disse, referindo-se à rede de contatos
da corretora.
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O ESTADO DO PARANÁ,
03 de novembro de 2009 | Economia
Cursos técnicos atendem demanda
e remuneram bem
Newton Almeida
Diferente do que muita gente pensa, o ensino superior não é
a única porta de entrada para o mercado de trabalho e, principalmente,
para alcançar uma boa remuneração.
Há cursos que atendem
à demanda do mercado e, por isso, podem ser a forma de começar
uma carreira. É o caso dos cursos técnicos de nível
médio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai),
que estão com as inscrições abertas.
São 13 opções
de cursos, distribuídos pelas unidades da Cidade Industrial de
Curitiba (CIC) e Cietep, na capital, além de São José
dos Pinhais e Rio Branco do Sul. As aulas começam no primeiro
semestre de 2010.
A unidade do Senai na CIC oferece
cursos nas áreas de Bioprocessos Industriais e Biotecnologia,
Eletrônica, Mecânica Industrial e Mecatrônica, Gestão
e Produção de Alimentos e Meio Ambiente.
No Senai Cietep estão
abertas vagas para cursos de técnico em Edificações,
Estilismo de Confecção Industrial, Manutenção
Automotiva, Segurança do Trabalho e Telecomunicações.
Em São José dos
Pinhais, estão abertas as inscrições para o curso
técnico em Mecânica. Já em Rio Branco do Sul, o
Senai abre a partir do primeiro semestre de 2010 uma nova turma do curso
técnico em Eletromecânica.
Os cursos duram de um ano e
meio a dois anos e visam a capacitar profissionais para vários
segmentos da indústria. As inscrições, que custam
entre R$ 30 e R$ 35, podem ser feitas nas próprias unidades até
o dia 26 de novembro. Os interessados devem ter concluído ou
estar concluindo o ensino médio e terão que passar por
um processo seletivo para garantir a vaga.
De acordo com o gerente de Educação
Profissional do Senai, José Ayrton Vidal Júnior, um dos
maiores atrativos para os interessados é a média de empregabilidade
dos recém-formados, que ultrapassa os 90%.
Outro fato preponderante para
a opção pelos cursos técnicos é a remuneração
- que, em alguns casos, sobrepõe o piso salarial de categorias
de profissionais de nível superior. “O salário médio
inicial para profissionais da área metal-mecânica chega
a R$ 1,2 mil. Alunos de segurança do trabalho chegam a ganhar
R$ 1,4 mil”, conta.
Mais informações
no site www.pr.senai.br.
Casa aberta
Para ajudar na escolha
de um curso profissionalizante, o Senai realizará em todas as
unidades do Paraná, nos dias 13 e 14 deste mês, a primeira
edição do projeto Sesi/Senai Casa Aberta, proveniente
da antiga Mostra de Profissões do Senai. Mais informações
sobre o projeto podem ser obtidas no site www.pr.senai.br/casaaberta.
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Agência Diap, 3 de novembro
de 2009
CCJ pode votar projeto que dispõe
sobre piso salarial nas convenções
A Comissão de Constituição
da Câmara pode votar nesta semana, o projeto de lei complementar
(PLP) 282/08, do deputado Brizola Neto (PDT/SP), que altera a Lei Complementar
103, 14 de julho de 2000, a fim de dispor que convenção
e acordos coletivos de trabalho devem observar o piso salarial nela
instituído.
A matéria, cujo relator
no colegiado é o deputado João Campos (PSDB/GO), teve
parecer pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa.
Se aprovada, segue para votação em dois turnos no plenário
da Casa antes de seguir para exame do Senado. O colegiado se reúne,
nesta terça-feira (3), no plenário 1, às 14h.
Piso
salarial para agentes comunitários
Nesta terça-feira (3), às 9h, a comissão especial
do Plano de Carreira dos Agentes de Saúde realiza seminário,
cujo tema é "Piso Salarial Nacional e Plano de Carreira
dos agentes comunitários de Saúde e de Combate às
Endemias". O evento acontece no auditório Nereu Ramos da
Câmara dos Deputados.
Pré-sal
A comissão especial do Pré-sal - Exploração
e Produção vota, nesta terça-feira (3), parecer
do relator, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN). A reunião
acontece às 12h, no plenário 2.
A comissão especial do
Pré-sal - Fundo Social inicia, nesta terça-feira (3),
discussão e deve votar, nesta semana, o parecer do relator, deputado
Antonio Palocci (PT/SP). A reunião será no plenário
4, às 14h30.
A comissão especial do
Pré-sal - Capitalização da Petrobras deve votar
nesta semana o parecer do relator, deputado João Maia (PR/RN).
Ainda sem plenário definido, a reunião acontecerá
às 14h, desta quarta-feira (4).
Às 14h30, a Comissão
especial do Pré-sal - Petrosal pode votar, nesta quarta-feira
(4), o parecer do relator, deputado Luiz Fernando Faria (PP/MG). A reunião
ainda não tem plenário definido.
Pré-sal
na CCJ
A Comissão de Constituição e Justiça da
Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (3), audiência
pública para debater os projetos de lei que compõem o
marco legal da exploração de petróleo na região
do pré-sal. Foram convidados o relator da comissão especial
do Pré-sal- Capitalização da Petrobras, deputado
João Maia (PR/RN); e o relator da comissão especial do
Pré-sal - Exploração e Produção,
Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN). A reunião acontece no plenário
1, às 14h30.
Pré-sal
A Comissão da Amazônia, Integração Nacional
e de Desenvolvimento Regional realiza audiência pública
sobre os projetos de lei que tratam do Pré-sal. Foram convidados
o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc; e os governadores de Roraima,
José de Anchieta Júnior (PSDB); de Rondônia, Ivo
Cassol (PP); e Tocantins, Carlos Henrique Gaguim (PMDB). A reunião
acontece, nesta quarta-feira (4), às 11h, no plenário
15.
Piso
salarial dos professores
A Comissão da Amazônia, Integração Nacional
e de Desenvolvimento Regional realiza, nesta terça-feira (3),
audiência pública para debater o piso salarial dos professores
e o transporte escolar.
Foram convidados o presidente
da Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação,
Daniel Silva Balaban; o secretário executivo adjunto do Ministério
da Educação e Cultura (MEC), Francisco das Chagas; o presidente
do Sindicato dos Servidores Públicos da Educação
no Amapá, Aíldo Silva; e o presidente da União
Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação no Amapá,
Conceição Corrêa Medeiros. A reunião será
no plenário 15 do anexo II da Câmara às 14h.
Nesta quinta-feira (5), o colegiado
prossegue o debate com o presidente da Fundação Nacional
de Desenvolvimento da Educação, Daniel Balaban; o secretário
executivo adjunto do Ministério da Educação e Cultura
(MEC), Francisco das Chagas; o presidente do Sindicato dos Servidores
Públicos da Educação no Amapá, Aíldo
Silva; e o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais
de Educação no Amapá, Conceição Corrêa
Medeiros. A reunião também acontecerá no plenário
15.
Aposentadoria
especial
A Comissão de Seguridade Social e Família realiza, nesta
terça-feira (3), audiência pública sobre a regulamentação
da aposentadoria especial de servidores públicos.
Foram convidados o diretor do
Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Minas Gerais, Luiz
Henrique Macêdo; o assessor jurídico do Sindicato dos Servidores
Públicos na área de Ciência e Tecnologia no Vale
do Paraíba, José Roberto Sodero; e o representante do
Ministério do Planejamento.
A audiência pública
está prevista para iniciar às 14h30. Mas ainda não
há plenário definido para o evento.
PEC
270/08: proventos integrais na invalidez
A comissão especial de Proventos Integrais na Invalidez, que
analisa PEC 270/08, deve votar, nesta terça-feira (3), o parecer
do relator, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP). O colegiado
se reúne no plenário 9, às 14h30.
Demissões
no Santander
As comissões de Legislação Participativa, em parceria
com a de Trabalho da Câmara realizam, nesta quinta-feira (5),
audiência pública para debater as demissões no Banco
Santander e denúncias contra aposentados da instituição.
Foram convidados o presidente
do Banco Santander Brasil, Fábio Barbosa; o presidente da Confederação
Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Carlos Cordeiro; e o
presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz
Cláudio Marcolino. A reunião será no plenário
3, às 14h.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
03/11/2009
Quarta Turma discutirá equiparação
entre auxiliar e técnico de enfermagem
Na próxima sessão
da 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, a se realizar no
dia 4 de novembro, os ministros vão discutir a possibilidade
de equiparação salarial entre auxiliar e técnico
de enfermagem. O pedido foi feito pelo Hospital Cristo Redentor S.A.,
com sede em Porto Alegre.
O relator do processo, ministro Fernando Eizo Ono, deu provimento ao
agravo do hospital, por contrariedade à Orientação
Jurisprudencial nº 296 do TST e foi acompanhado pela maioria do
colegiado. Essa decisão permitirá à Turma discutir
o assunto no recurso de revista apresentado pela instituição.
Segundo o ministro Ono, a OJ nº 296/TST trata da impossibilidade
de equiparação salarial entre atendente e auxiliar de
enfermagem, porque o Conselho Regional de Enfermagem exige formação
específica para o exercício dessas profissões.
Embora o relator reconheça que o caso dos autos não se
encaixa perfeitamente na hipótese da OJ, ele também entende
que a situação é similar o bastante para permitir
a discussão do tema no recurso de revista.
O ministro ressaltou ainda que o Tribunal do Trabalho da 4ª Região
(RS) destacara a existência de diferenças na legislação
do setor quanto às atribuições de cada uma dessas
profissões, apesar de ter admitido a equiparação
salarial requerida pelo trabalhador. (AIRR – 1140/2005-027-04-40.0)
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03/11/2009
Falta de comunicação
ao INSS não afasta direito à estabilidade por doença
A ausência de comunicação
ao INSS sobre afastamento por doença do trabalho não afasta
o direito ao período de garantia no emprego. Com esse fundamento,
a Seção I Especializada em Dissídios Individuais
do Tribunal Superior do Trabalho (SDI-1) acatou recurso de trabalhadora
contra a empresa Chocolates Garoto S/A.
Trata-se de ação
em que a trabalhadora, alegando ter contraído Lesão por
Esforço Repetitivo (LER) em decorrência de suas atividades
como auxiliar de escritório, que exerceu durante nove anos na
empresa, requereu reintegração ao emprego e o consequente
pagamento de salários desde sua demissão. Seu pedido foi
acatado em sentença de primeiro grau e confirmado pelo Tribunal
Regional da 17ª Região (ES), que determinou o pagamento
de salários durante o período de seu afastamento e a efetiva
reintegração.
A empresa recorreu ao TST e
obteve da Terceira Turma decisão para que a reintegração
fosse convertida em indenização correspondente ao saldo
de salários correspondente ao período entre a data da
despedida e o final da estabilidade, conforme a Súmula 396 do
TST. Inconformada, a trabalhadora recorreu à SDI-1, no intuito
de solucionar divergência jurisprudencial sobre a concessão
de estabilidade a trabalhador acometido por doença profissional.
O relator do recurso de embargos
na SDI-1, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, ressaltou em seu voto
que a empresa não havia emitido a Comunicação de
Acidente de Trabalho (CAT), desrespeitando a finalidade protetiva ao
trabalhador definida pela legislação trabalhista e previdenciária.
Em sua análise, ele considerou que a Súmula 378 assegura
ao trabalhador o direito à estabilidade nos termos da Lei 8.213/91,
em caso de doença profissional sem que a empresa tenha expedido
comunicado ao INSS. O ministro destaca ainda que decisão contrária
à proteção do trabalhador seria a premiação
da empresa que, ao não emitir a CAT, concede aos empregados demitidos
sem a CAT apenas a estabilidade pela data da rescisão. Aquele
empregador que, por sua vez, emite a CAT, em observância à
norma legal, respeita o período de estabilidade do afastamento
previdenciário, possibilitando que o empregado, caso tenha condições,
retorne ao emprego após um ano de alta, quando então se
iniciará o período de garantia de emprego.
Com a decisão, a SDI-1
restabeleceu a decisão do TRT pela reintegração
e firmou entendimento no sentido de que o empregado acometido de doença
ocupacional e demitido sem a emissão da CAT faz jus à
garantia de emprego regulamentada pelo artigo 118 da Lei nº 8.213/91.
(E-RR-568/2003-007-17-00.3)
(Alexandre Caxito)
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03/11/2009
Rescisão homologada por Comissão
de Conciliação Prévia tem eficácia plena
A Sexta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho acatou recurso de uma empresa e declarou “eficácia
liberatória geral” em relação a um termo
de rescisão homologado por Comissão de Conciliação
Prévia. Em termos práticos, esse entendimento implica
o reconhecimento de plena eficácia da quitação
assinada pelo trabalhador, abrangendo todas as parcelas decorrentes
do vínculo de emprego.
Trata-se do caso de um motorista
que, ao ser demitido da empresa Transportes Único Petrópolis,
assinou termo de rescisão com a interveniência de Comissão
de Conciliação Prévia e, posteriormente, ajuizou
ação trabalhista alegando não ter recebido todas
as verbas a que teria direito, como férias, horas extras, décimo
terceiro salário e integração de comissões.
O pedido foi aceito pelo juiz
da 2ª. Vara de Petrópolis e ratificado pelo Tribunal Regional
do Trabalho da 1ª Região (RJ), que considerou descabida
a exigência da submissão à Comissão de Conciliação
Prévia como pressuposto para o ajuizamento da ação.
Para o TRT, essa exigência, além de contrariar a garantia
constitucional de livre acesso ao judiciário, seria mera formalidade
administrativa e, portanto, não teria eficácia para extinguir
supostos direitos trabalhistas não abrangidos no termo de rescisão.
A empresa recorreu ao TST, questionando
esse entendimento. O relator do recurso de revista, ministro Aloysio
Corrêa da Veiga, observou que a Lei 9.958/00 instituiu a Comissão
Conciliação Prévia como uma forma alternativa de
solução dos conflitos trabalhistas, buscando evitar ações
judiciais naquelas situações em que as partes podem se
conciliar previamente. No entanto, segundo o ministro, o termo de rescisão
lavrado perante essas comissões tem eficácia liberatória
geral, ou seja, trata-se de “título executivo extrajudicial
com efeito de coisa julgada entre as partes”, conforme determina
dispositivo da CLT. Abrange, assim, todas as parcelas oriundas do vínculo
empregatício, direito transacionado preliminarmente, cuja quitação
está expressamente consignada em dispositivo de lei.
Com a aprovação
do voto do ministro Corrêa da Veiga, a Sexta Turma determinou
a extinção do processo sem resolução de
mérito. (RR-1614/2005-302-01-00.3)
(Alexandre Caxito)
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03/11/2009
Petição transmitida por fax
entre particulares invalida recurso
A Seção I Especializada
em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SDI-1)
rejeitou embargos da TV Ômega visando anular decisão que
rejeitou recurso ordinário da empresa por considerá-lo
"deserto", isto é, por não preencher os requisitos
legais para o seu conhecimento e julgamento. No caso, trata-se da não
observância da da Lei 9.800/99, que trata da utilização
de fac-símile para prática de atos processuais em segundo
grau de jurisdição.
Condenada em sentença
de primeira instância, a TV Ômega apelou ao Tribunal Regional
do Trabalho da 1ª Região (RJ), que rejeitou o recurso ordinário
da empresa em face da apresentação de cópias não
autenticadas dos comprovantes de recolhimento das custas processuais
e do depósito recursal. Ao fundamentar sua decisão, o
TRT considerou o fato de que os originais da guia de recolhimento das
custas somente foram apresentados fora do prazo para que o recurso fosse
admitido. A empresa se defendeu, argumentando haver efetuado o recolhimento
das custas e do depósito recursal em tempo hábil, porém
pela matriz, instalada em São Paulo, uma vez que na filial do
Rio de Janeiro não dispõe de departamento financeiro.
Essa argumentação
foi descartada pelo Regional sob o fundamento de que a Lei nº 9.800/99
autoriza a transmissão de fac-símile para a prática
de atos processuais apenas nos casos em que as petições
são enviadas ao órgão julgador, não conferindo
a presunção de autenticidade à transmissão
entre particulares, ainda que depois sejam juntados os originais. No
caso, o TRT concluiu que a empresa não transmitiu o fax para
a Vara do Trabalho que proferiu a sentença condenatória,
e sim para sua filial no Rio de Janeiro.
Diante da rejeição
do recurso ordinário pelo Tribunal Regional, a TV Ômega
apelou ao TST e, não obtendo êxito no julgamento do recurso
de revista pela Sexta Turma, interpôs embargos à SDI-1.
O ministro Vieira de Mello Filho, relator da matéria, manteve
o entendimento das instâncias anteriores, rejeitando, portanto,
os embargos da empresa. “A partir do momento em que a transmissão
de fax ocorre entre particulares, para, ato contínuo, repassá-lo
ao protocolo do órgão jurisdicional, ele equivale a um
documento não autenticado, ficando prejudicada a prova do preparo
do recurso nos termos do artigo 830 da CLT”, acentuou. Outra questão
relevante – completa o ministro – é a separação
do ato processual, uma vez que o recurso ordinário foi protocolizado
na petição original e as guias de custas processuais e
de depósito recursal foram anexadas ao recurso em cópias
sem autenticação, transmitidas entre os escritórios
da empresa. (E-ED-RR-1378/2005.049.01.00-4)
Lourdes Côrtes
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