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Agência Diap, 4 de novembro
de 2009
Câmara: projeto que garante
valorização do mínimo até 2023 está
na pauta
O plenário da Câmara
dos Deputados realiza sessão, nesta quarta-feira (4), que pode
votar a emenda do Senado ao PL 1/07, do Executivo, que garante a todos
os benefícios mantidos pela Previdência Social - aposentadorias
e pensões - o mesmo aumento concedido ao salário mínimo.
A regra também beneficia
os 8,1 milhões de aposentados e pensionistas que ganham acima
do mínimo.
A proposta é a mais polêmica
da semana e foi pautada pelo presidente da Câmara, Michel Temer
(PMDB/SP), depois da pressão dos aposentados na semana passada.
A emenda recebeu parecer favorável
da comissão especial que analisou a matéria.
Desde junho, o Governo tenta
negociar com representantes dos aposentados uma proposta alternativa,
mas até agora não houve acordo.
Para o Executivo, o reajuste
unificado pode comprometer as contas da Previdência nos próximos
anos. O plenário se reúne, a partir desta terça-feira
(3), às 16h.
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O ESTADO DO PARANÁ,
04 de novembro de 2009 | Economia
Produção industrial cresce
pelo nono mês seguido
Agência Estado
A produção industrial
subiu 0,8% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal,
segundo divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
O resultado veio dentro do intervalo
das expectativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, de
alta de 0,6% a 2,5%, com mediana de 1,5%. Na comparação
com setembro do ano passado, a produção da indústria
caiu 7,8%. Neste caso, as estimativas variavam de -8% a -5,6%, com mediana
de -6,5%.
No terceiro trimestre
de 2009, a produção registrou alta de 4,1% ante o trimestre
imediatamente anterior e queda de 8,3% ante o mesmo período de
2008. Até setembro, a produção acumula queda de
11,6% no ano e recuo de 10,3% nos últimos 12 meses. Os técnicos
do IBGE vão conceder entrevista hoje para comentar os resultados.
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ESTADÃO.COM/ SÃO
PAULO, 04 de novembro de 2009 | Economia
Construção civil puxa criação
de empregos, diz Dieese
ANNE WARTH - Agencia Estado
SÃO PAULO - O crescimento dos empregos no setor de construção
civil tem sido fundamental para manter a taxa de desemprego estável
no País. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED),
divulgada hoje pela Fundação Sistema Estadual de Análise
de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o número de empregados
do setor em seis das principais regiões metropolitanas do País
registrou, em setembro, alta de 16,2% em relação ao mesmo
mês de 2008. Isso representou a criação de 155 mil
postos de trabalho, quase três vezes mais que as vagas criadas
pelo setor de serviços no mesmo período.
Em comparação,
a indústria eliminou 223 mil vagas no mesmo período. Em
setembro de 2008, havia 954 mil trabalhadores na construção
e, atualmente, o número chega a 1,109 milhão. Para o coordenador
da pesquisa, Alexandre Loloian, a importância da construção
civil está no efeito multiplicador que seus investimentos geram
na cadeia. "Embora as contratações no setor não
sejam tão significativas em termos absolutos, a cadeia é
enorme e os investimentos movimentam setores de mineração,
indústria e serviços", explicou.
O diretor de Economia do Sindicato
da Indústria da Construção Civil do Estado de São
Paulo (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan, disse que o aumento no número
de empregos é consequência dos investimentos iniciados
nos últimos dois anos, que chegaram próximos do nível
de 20% do Produtos Interno Bruto (PIB). "As decisões de
investimentos tomadas há dois anos geraram uma demanda por obra,
trabalho e materiais muito grande, que continua com ou sem crise. Não
se veem obras paradas no País", disse.
Segundo Zaidan, os impactos
da crise ainda poderão ser sentidos no longo prazo, apesar dos
bons resultados das medidas anticíclicas adotadas pelo governo.
"De setembro a março, não tivemos nenhum lançamento
na área. Foram seis meses sem novos projetos. Pode ser que o
reflexo não seja uma queda, mas uma desaceleração
do crescimento do emprego por um período. Quando a economia cresce,
a construção civil cresce muito mais", explicou.
Em todo o País, o setor emprega mais de 2,2 milhões de
trabalhadores.
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Agência
Diap, 4 de novembro de 2009
Sustentação e estabilidade:
os desafios do movimento sindical
Com o advento da lei que regulamentou
o funcionamento das centrais sindicais, em 2008, o movimento sindical
ganhou novo impulso e tem dado saltos de qualidade em sua intervenção
social em defesa dos trabalhadores. Porém, dois problemas perduram
e precisam ser resolvidos o quanto antes para que o movimento sindical
— sobretudo na base, nos sindicatos — melhore sua intervenção
e protagonismo político.
Por Marcos Verlaine*, no site do Diap
O primeiro diz respeito ao financiamento ou sustentação
financeira dos sindicatos. O segundo diz respeito à estabilidade
do dirigente sindical. Estes dois problemas têm colocado o movimento
sindical em xeque e numa defensiva, pois a instabilidade financeira aliada
à instabilidade do dirigente fazem com que as entidades funcionem
em bases muito precárias.
Desse modo, o movimento sindical — centrais,
confederações, federações e sindicatos —
precisa atuar para superar estes que são problemas centrais da
estrutura sindical brasileira. Dois projetos de lei em discussão
no Senado podem contribuir, se aprovados, para superar estas deficiências
do movimento sindical. Ambos são de autoria do senador Paulo
Paim (PT/RS).
Sustentação financeira
O projeto que trata da sustentação
financeira é o PLS 248/06, que já foi aprovado pelas comissões
temáticas do Senado e, agora, aguarda votação no
plenário. O projeto regulamenta a cobrança, pelos sindicatos,
da taxa assistencial em razão da assinatura da convenção
ou acordo coletivo de trabalho. Pelo projeto, após a assinatura
da convenção coletiva, os sindicatos poderão cobrar
da categoria até 1% da remuneração bruta anual
do trabalhador em atividade.
Segundo o projeto de Paim, “a contribuição
assistencial, destinada ao financiamento da negociação
coletiva e de outras atividades sindicais, será descontada compulsoriamente
de todos os trabalhadores e servidores membros da categoria profissional,
sindicalizados ou não, conforme prerrogativa prevista na alínea
'e' do artigo 513 desta consolidação, e na alínea
'c' do artigo 240 da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990”.
Este “percentual de contribuição
assistencial devido, a ser creditado para a entidade sindical representativa,
e a forma de rateio serão fixados por assembleia geral dos trabalhadores”,
determina o projeto. Ademais, fica "vedada a fixação
de percentual de contribuição superior a 1% da remuneração
bruta anual do trabalhador em atividade".
A aprovação deste projeto de lei
dará sustentabilidade às entidades, que poderão
atuar mais efetivamente para que as relações de trabalho
no país melhorem em favor dos trabalhadores. É sempre
bom lembrar que os empresários têm atuado no Senado para
protelar a aprovação desta matéria, pois entendem,
numa compreensão refinada da luta de classes, que sindicatos
enfraquecidos são reféns e presas fáceis na disputa
entre o capital e o trabalho.
Estabilidade do dirigente sindical
Resgatar a estabilidade para todos os diretores
que compõem as direções sindicais, inclusive para
os membros do conselho fiscal das entidades, é fundamental para
melhorar a intervenção do sindicato e do dirigente, que
hoje se não estiver na executiva da entidade está arriscado
a ser demitido, pois este não tem estabilidade.
Isto tem funcionado como um verdadeiro garrote
contra os sindicatos e os dirigentes sindicais. Sob ameaça de
demissão, nenhum trabalhador vai arriscar seu emprego e/ou carreira
para atuar no sindicato. O que dificulta a renovação das
direções sindicais e arrefece a luta reivindicatória
dos trabalhadores.
Para solucionar essa mazela está em discussão
no Senado o PLS 177/07, que veda a dispensa do empregado sindicalizado
ou associado que concorrer a cargo de direção ou conselho
fiscal ou de representação, incluindo os suplentes, desde
o registro da candidatura até um ano após o termino do
mandato. O projeto já foi aprovado na Comissão de Assuntos
Sociais, com parecer favorável do senador José Nery (Psol/PA).
Agora, aguarda apreciação de recurso para votação
da matéria no plenário do Senado.
Ao justificar a iniciativa, o senador Paim argumenta
que "A realidade nos mostra que, infelizmente, inúmeros
dirigentes sindicais têm sido demitidos por exercer as atividades
para as quais foram eleitos, ou seja, representar os trabalhadores entre
os empregadores ou na sociedade civil". E arremata: "Esta
é uma atividade necessária para a preservação
dos direitos da classe trabalhadora".
Assim, aprovar os dois projetos nas duas casas
do Congresso poderá contribuir sobremodo para enraizar os sindicatos
na sociedade como legítimos defensores dos trabalhadores. A compatibilidade
entre a estabilidade financeira com a estabilidade do dirigente contribuirá
para que o movimento sindical brasileiro ingresse em nova e alvissareira
fase da luta por melhores condições de vida para a classe
trabalhadora.
Para serem aprovados, será necessária
mais pressão do movimento sindical no Senado Federal. Pressão
esta que o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) e todas as
entidades que o compõe têm exercido mais efetivamente entre
os senadores, inclusive nos estados de origem dos parlamentares.
O movimento sindical precisa "abraçar"
estes dois projetos e aprová-los no Congresso, pois estão
na ordem do dia dos trabalhadores.
* Marcos Verlaine é jornalista, analista
político e assessor parlamentar do Diap (Departamento Intersindical
de Assessoria Parlamentar)
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Agência Diap, 4 de
novembro de 2009
Maiores e menores salários
na Administração Pública, divulga SRH
Anualmente, a portaria é publicada três vezes pela SRH,
trazendo valores brutos, sem incidência de descontos, impostos
ou contribuições
A Secretaria de Recursos Humanos
do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
publicou na edição da última quinta-feira (29)
do Diário Oficial da União, a Portaria 2.873, que trouxe
o demonstrativo das maiores e menores remunerações da
Administração Pública Federal, por órgão
ou entidade, como determinado pelo Decreto 3.529, de 2000.
Anualmente, a portaria é
publicada três vezes, trazendo valores brutos, sem incidência
de descontos, impostos ou contribuições.
O levantamento, feito pela SRH,
revela remunerações acima de R$ 25,7 mil, teto salarial
da administração pública, equivalente ao subsídio
de ministro do Supremo Tribunal Federal.
Parte dos altos salários
que ainda persistem na folha de pagamentos da Administração
Pública é decorrente do pagamento de sentenças
judiciais.
O maior salário do Executivo
Federal, publicado na tabela, continua sendo o de um servidor da Universidade
Federal do Ceará, que tem remuneração total de
R$ 46.138,45. Sobre ela incide um corte R$ 9.002,35.
O alto valor que esse servidor
recebe é decorrente de sentença judicial. A remuneração,
que originalmente de R$ 18.683,08 tem decisão judicial incorporada
no valor de R$ 27.455,37. Com isso, o servidor tem remuneração
bruta de R$ 37.136,10.
Além do servidor da Universidade
Federal do Ceará, existem, no Executivo, outros quatro com remuneração
superior ao teto salarial: um no Centro Federal de Educação
Tecnológica da Paraíba (R$ 33.232,39), um na Universidade
Rural Federal do Rio de Janeiro (R$ 28.251,78), um na Universidade Federal
de Minas Gerais (R$ 29.388,14) e um na Universidade Federal do Acre
(R$ 28.285,37).
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Gazeta do Povo, 4 de novembro
de 2009
Profissionalização
Carpinteiros na sala de aula
Instituto Federal do Paraná em Telêmaco
Borba lança o primeiro curso público de carpintaria do
Paraná

A exigência de qualificação
para o mercado de trabalho já chegou a profissões que
tradicionalmente tiveram seus trabalhadores formados exclusivamente
na prática. É o caso da carpintaria. O Instituto Federal
do Paraná em Telêmaco Borba (IFPR/Campus TB) abrirá
no ano que vem o primeiro curso público para a formação
de carpinteiros no Paraná, e um dos poucos do país.
O instituto ainda está
em fase de construção e a primeira turma deve começar
os estudos em maio do ano que vem. Com duração de dois
anos, o curso oferecerá inicialmente 40 vagas. “A carpintaria
está hoje em uma linha muito mais complexa do que já foi.
A ideia é que esses profissionais possam ser autônomos,
gerando empregos e montando suas empresas. O profissional poderá
acompanhar todo o processo da construção civil”,
aponta Zita Castro Machado, pró-reitora de Ensino, Pesquisa e
Pós-Graduação do IFPR.
Com o boom da construção
civil no país, a profissão vive um momento de demanda
alta, mas a oferta de profissionais qualificados é baixa. “Cursos
como este são fundamentais. Encontrar gente qualificada está
cada vez mais complicado, pois quem é bom já está
empregado”, avalia o engenheiro e construtor Fábio Miquelão.
Ele ressalta que o curso pode tornar o trabalho mais “científico”
e também melhorar a comunicação entre o gerente
da obra e os outros trabalhadores. “A pessoa que tem somente a
base prática fica devendo no conhecimento de alguns termos. Um
curso formal vai ensinar coisas que eles não conseguem aprender
na prática”.
Região
Muito dependente da indústria
de papel e celulose, Telêmaco Borba aposta que a escola pode ser
um diferencial para modificar o foco da economia do município.
“Temos uma mão-de-obra extremamente barata, tanto na remuneração
quanto na qualificação. Por isso precisamos de um diferencial”,
avalia Sérgio Ubiratã de Freitas, secretário de
governo da cidade. “O governo (federal) entendeu que a região
precisa de iniciativas como essa, que transformem a realidade local”,
considera.
O curso também vai fornecer
Certificados de Competência para carpinteiros profissionais. O
trabalhador que aprendeu a profissão na prática poderá
fazer uma prova para confirmar seus conhecimentos. Caso aprovado, ele
receberá um diploma.
A profissão
O profissional da carpintaria
é o responsável pela sustentação da obra.
É ele quem vai montar a estrutura provisória que determina
a estrutura definitiva do edifício. Quanto mais conhecimento
do ofício, mais o carpinteiro reduzirá o desperdício
de madeira e cimento, reduzindo também o valor da obra. “O
carpinteiro representa 90% da força de trabalho no início
da obra. Nas fases seguintes isso diminui e de cada dez pedreiros, um
tem que ser também carpinteiro”, explica o mestre-de-obras
Manoel dos Santos.
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Congresso
em Foco, 4 de novembro de 2009
Senado aprova fim de “ficha
limpa” para compra de casa própria
Renata Camargo
A Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (3) um projeto de lei
que exclui a declaração de “ficha limpa” ou
"nada consta" da lista de documentos exigidos de famílias
de baixa renda para a compra casa própria pelo Sistema Nacional
de Habitação de Interesse Social (SNHIS). A proposta foi
aprovada com emenda do relator, senador Antonio Carlos Junior (DEM-BA),
que limitou o fim da declaração para compradores que ganham
até um salário mínimo por pessoa da família.
A proposta foi aprovada por unanimidade em caráter
terminativo e deve seguir para apreciação na Câmara
sem passar pelo plenário. Em 2007, o projeto foi rejeitado pela
Comissão de Assuntos Sociais, que aprovou parecer contrário
sob o argumento de que retirar a exigência de “ficha limpa”
aumentaria o risco de não recebimento dos empréstimos
feitos para comprar a casa própria.
“Não se pode ignorar o fato de
que a maior parte do déficit habitacional do país está
concentrada na faixa de renda mais baixa da população,
justamente a que enfrente maiores dificuldades financeiras, para cuja
situação o Estado não deve fechar os olhos. (...)
Estamos propondo uma emenda para limitar o uso de informação
cadastral negativa apenas para mutuários cuja renda familiar
per capita seja superior ao salário mínimo”, considerou
o relator.
O projeto, de autoria do senador Sérgio
Zambiasi (PTB-RS), retira a necessidade da apresentação
de documentos que comprovem que o comprador não é inadimplente
no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC)
e na empresa de análise de créditos Serasa. Na avaliação
do autor da proposta, essa cobrança tem sido injusta, já
que pessoas mais pobres podem cair na “lista suja” do SPC
por atrasos de pagamentos de prestações.
“As exigências são desnecessárias
e danosas, uma vez que as famílias de menor renda são
exatamente as que, ao mesmo tempo, mais necessitam de auxílio
para a aquisição da casa própria e tendem a apresentar
maiores restrições cadastrais”, disse Zambiasi na
justificativa do projeto.
O SNHIS foi criado em 2005 pela Lei 11.124/05,
que o define como "sistema de acesso a terra urbanizada e habitação
digna à população de menor renda e promove articulação
e o acompanhamento para atuação das instituições
e órgãos do setor habitacional".
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FOLHA DE LONDRINA, 04 de
novembro de 2009 | Economia
Governo barra projeto que beneficia aposentados
Deputados podem votar hoje proposta que corrige
aposentadorias pelo mesmo índice de correção adotado
para o mínimo
Brasília - O governo teve de entrar em campo ontem para tentar
evitar a votação na sessão de hoje da Câmara
do projeto de reajuste de todas as aposentadorias pelo mesmo índice
de correção adotado para os benefícios no valor
de um salário mínimo. Com grande potencial eleitoral,
os partidos da base deixaram claro que votariam contra o governo e a
favor dos aposentados, se o projeto entrar em votação,
garantindo a aprovação e transferindo para o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva o desgaste político de vetá-lo.
No PT e no governo, acendeu um alerta. O temor é que a oposição
tente grudar na candidata à presidência Dilma Rousseff,
ministra da Casa Civil, o desgaste de derrubar uma proposta que pode
beneficiar em torno de 8,2 milhões de aposentados que recebem
benefícios acima de um salário mínimo. A proposta
está na pauta do plenário da sessão de hoje.
''Só um suicida para
votar contra os aposentados'', afirmou o líder do chamado bloquinho
(PSB, PCdoB, PMN e PRB), deputado Márcio França, mostrando
a disposição dos aliados de Lula. Pela regra atual, as
aposentadorias no valor de um salário mínimo são
reajustadas pela mesma política de aumento do mínimo,
obtendo ganho real, além da inflação. Os benefícios
acima do mínimo são reajustados apenas pela variação
da inflação do período.
A proposta chegou à Câmara
por meio de uma emenda do senador petista Paulo Paim (RS), provocando
irritação na bancada do próprio PT. Deputados petistas
afirmam que Paim quer se reeleger com os votos dos aposentados, sem
se preocupar com o impacto nas contas do governo nem com o desgaste
que a Câmara terá para barrar a proposta ou do próprio
presidente Lula, no caso de vetar a equiparação dos reajustes.
''É inconcebível
que um senador do PT faça uma emenda dessa, criando gastos de
bilhões sem conversar com o governo, quando estamos no período
pós-crise'', protestou o deputado José Genoino (SP). A
extensão do aumento do mínimo a todas as faixas de benefícios
previdenciários pode gerar um impacto de R$ 6,9 bilhões
em 2009, provocando um desequilíbrio nas contas do governo.
''Se colocar o projeto, vai
ser aprovado. Ninguém quer assumir esse ônus criado pelo
PT. O PT que resolva. Não seremos nós que pediremos a
retirada do projeto de pauta'', disse o líder do PSB, deputado
Rodrigo Rollemberg. Se a base deixou claro que não vai votar
contra os aposentados, a oposição muito menos. ''Não
vamos facilitar a vida do governo. Eles criaram esse problema'', afirmou
o vice-líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP). ''Sempre que alertamos
o governo do aumento de gastos, ele faz cara de paisagem. Não
vamos fazer o papel do governo'', completou o tucano.
O ministro de Relações
Institucionais, Alexandre Padilha, entrou na operação
pedindo ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para
evitar a votação. O líder do PT, Cândido
Vaccarezza (SP), também foi escalado para falar com Temer. ''Esse
projeto só pode ser votado com acordo político na Casa'',
argumentou o petista. Pressionado pelos aposentados nos corredores da
Casa na semana passada e para cumprir o compromisso de campanha de pôr
o projeto em votação, Temer incluiu a proposta na pauta
de hoje.
A estratégia adotada
pelo PT foi evitar a votação de uma medida provisória
que está trancando a pauta e, em consequência, impedindo
a votação do projeto dos aposentados. Na próxima
semana, o plenário da Câmara será reservado para
os projetos do marco regulatório do pré-sal. O governo
busca um acordo com as centrais sindicais e com as entidades dos aposentados
para corrigir as aposentadorias acima do valor mínimo. A proposta
prevê um reajuste de cerca de 6,1% ou um ganho real de 2,5%, mais
a inflação.
Denise MadueÀo
Agência Estado
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Gazeta do Povo, 4 de novembro
de 2009
Previdência
Por reajuste igual ao do mínimo,
aposentados "invadirão" a Câmara
Beneficiários do INSS prometem fazer
muita pressão sobre parlamentares hoje, durante a votação
de emenda que equipara o aumento das aposentadorias ao piso nacional
Cerca de mil aposentados prometem
lotar os corredores da Câmara dos Deputados hoje para pressionar
os parlamentares a votar a favor da emenda do senador Paulo Paim (PT-RS)
ao Projeto de Lei 01/07. A emenda estende o mesmo porcentual de reajuste
do salário mínimo às aposentadorias superiores
ao piso nacional. Na semana passada, o presidente da Câmara, deputado
Michel Temer (PMDB-SP), prometeu colocar a proposta na pauta de votação
da sessão extraordinária desta quarta-feira, independentemente
do posicionamento de acordo com líderes partidários.
Se a emenda for aprovada e sancionada
ainda em 2009, 8,1 milhões de aposentados, que têm benefícios
superiores a um salário mínimo (hoje em R$ 465), também
receberiam um reajuste de 8,9% no ano que vem – porcentual previsto
pelo governo para o aumento do mínimo em 2010. Desde 1992, o
reajuste dos benefícios do INSS superiores ao piso nacional não
está mais atrelado ao do mínimo. Aposentados reclamam
que isso significou uma redução do poder de compra dos
benefícios.
Divulgação de nomes
“Vamos para Brasília
pressionar os parlamentares. É uma mobilização
nacional, com caravanas de diversos locais do país”, diz
o diretor de comunicação da Confederação
Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap), Antônio Graff.
Ele conta que a estratégia para pressionar os deputados ainda
prevê a divulgação do nome dos deputados que votarem
contra a proposta de autoria de Paim.
No entanto, mesmo com toda a
pressão prometida pelos aposentados, a base governista aposta
que a votação da emenda será adiada por falta de
um acordo entre os líderes partidários. Com isso, o governo
espera ganhar tempo para convencer os parlamentares que o projeto é
inviável porque acabaria significando um rombo nas contas do
INSS e por isso será vetado pelo presidente Lula caso seja aprovado.
Segundo estudo do Ministério
da Previdência, o impacto de cada ponto porcentual de aumento
aos beneficiários que recebem mais que o piso nacional é
de R$ 1,6 bilhão. Se valesse já para 2009, a proposta
representaria um déficit de R$ 6,9 bilhões no caixa da
Previdência. Em 2008, o gasto adicional teria sido de R$ 3,5 bilhões.
Acordo
Na tentativa de acalmar os ânimos
dos aposentados, o governo também deve levar à votação
em breve o texto do acordo firmado em agosto com as centrais sindicais,
que prevê um reajuste de 6,15% para as aposentadorias acima do
piso em 2010. Para 2011, o reajuste deverá ser metade do porcentual
de crescimento do PIB de 2009 mais a variação da inflação
do ano anterior ao reajuste.
A votação dessa
proposta, segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados,
João Batista Inocentini, deve ser realizada na próxima
semana, período da marcha das Centrais Sindicais a Brasília.
Isso deixaria os deputados mais à vontade para votar favoravelmente
à proposta que interessa ao governo.
Pelo acordo fechado entre governo
e sindicalistas, o aumento acima da inflação está
garantido para todos os aposentados nos dois próximos anos. Em
troca disso e de outros benefícios, as centrais se comprometeram
a desistir de pressionar os parlamentares a aprovar outros projetos
que tramitam atualmente na Câmara e que mexem com a Previdência
– entre eles, a emenda que estende a mesma política de
reajuste do mínimo às aposentadorias superiores ao piso,
que pode ir à votação hoje.
A proposta que agrada ao governo,
no entanto, foi fechada sem haver um consenso na categoria. A Cobap
se retirou da reunião em que foi fechado o acordo e, junto com
outras entidades representativas dos trabalhadores e aposentados, continuou
a pressionar os parlamentares pela aprovação dos projetos.
Na avaliação de
Inocentini, essa postura da Cobap pode resultar em prejuízos
para os aposentados no ano que vem. “Se for aprovada a emenda
ao PL, o presidente já disse que irá vetar e o projeto
que prevê o acordo não entrará em votação”,
afirma Inocentini, que é ligado à Força Sindical.
Ele ainda critica os deputados que prometem votar a favor dos projetos
que o governo não aceita. “Eles estão desesperados
para ganhar votos. Eu classifico essa postura como eleitoreira e demagógica.”
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Agência Diap, 4 de
novembro de 2009
CCJ pode votar projeto que dispõe
sobre piso salarial nas convenções
A Comissão de Constituição da Câmara pode
votar nesta semana, o projeto de lei complementar (PLP) 282/08, do deputado
Brizola Neto (PDT/SP), que altera a Lei Complementar 103, 14 de julho
de 2000, a fim de dispor que convenção e acordos coletivos
de trabalho devem observar o piso salarial nela instituído.
A matéria, cujo relator
no colegiado é o deputado João Campos (PSDB/GO), teve
parecer pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa.
Se aprovada, segue para votação em dois turnos no plenário
da Casa antes de seguir para exame do Senado. O colegiado se reúne,
nesta terça-feira (3), no plenário 1, às 14h.
Piso
salarial para agentes comunitários
Nesta terça-feira (3), às 9h, a comissão
especial do Plano de Carreira dos Agentes de Saúde realiza seminário,
cujo tema é "Piso Salarial Nacional e Plano de Carreira
dos agentes comunitários de Saúde e de Combate às
Endemias". O evento acontece no auditório Nereu Ramos da
Câmara dos Deputados.
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Agência
Senado, 4 de novembro de 2009
Trabalhador poderá ter mais
duas folgas anuais
Os trabalhadores poderão ganhar o direito
de faltar ao trabalho mais duas vezes ao ano, sem perda de qualquer
parcela do salário, num desses dias para tratar de assuntos particulares
e no outro para acompanhar atividade escolar de dependente matriculado
no ensino fundamental ou médio. O benefício está
previsto em texto substitutivo aprovado pela Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE), nesta terça-feira (3).
Apresentado pelo senador Oswaldo Sobrinho (PTB-MT),
o substitutivo uniu sugestões de dois projetos que tramitam em
conjunto. Como apenas uma proposta pode ser acolhida, o relator recomendou
a aprovação do mais antigo (PLS 23/03), de iniciativa
de Paulo Paim (PT-RS), que versa sobre a folga por interesse particular.
O segundo (PLS 139/08), de Cristovam Buarque (PDT-DF), trata da licença
para acompanhamento de atividade escolar.
Agora, a matéria será examinada
pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde receberá
decisão terminativa. O substitutivo incluiu ainda emenda do senador
Romero Jucá (PMDB-RR) para estabelecer que a folga por interesse
particular seja utilizada nos termos e condições fixadas
por acordo ou convenção coletiva de trabalho.
No caso da ausência para acompanhamento
de atividade escolar, o empregado deverá solicitar autorização
com pelo menos 30 dias de antecedência. Em seguida, ele deverá
atestar à empresa sua participação, por meio de
comprovante expedido pela administração da escola. É
prevista ainda a possibilidade de ampliação de folgas
com essa finalidade, dependendo de acerto por acordo ou convenção
coletiva.
Na justificativa de seu projeto, Cristovam afirma
que não se pode dissociar educação formal daquele
que é recebida no ambiente familiar. Na sua avaliação,
é inadmissível que o empregador não possa liberar
seus trabalhadores, pelo menos uma vez ao ano, para que eles possam
tomar conhecimento da situação escolar do filho - termo
substituída por "dependente", pelo relator, por ser
mais abrangente.
Ao propor a folga por interesse particular,
Paim argumentou que a medida atende a uma "antiga e justa"
reivindicação dos trabalhadores. Segundo o senador, o
trabalhador, como ser humano, deve ter o direito de tratar de seus assuntos
pessoais e íntimos sem precisar justificar esse fato perante
seus chefes ou empregadores.
Avaliação de impactos
Oswaldo Sobrinho, que apresentou o relatório
em substituição ao senador Gim Argello (PTB-DF), afirmou
que a aprovação da matéria implicará aumento
médio do custo de cada dia trabalhador da ordem de 0,002% para
um ano de 220 dias úteis de trabalho. Para ele, trata-se de custo
reduzido e que se torna plenamente justificável quando confrontado
com os benefícios sociais que serão gerados.
- As medidas terão, ainda, um impacto
econômico positivo decorrente do bem estar do trabalhador, que
exercerá suas funções com maior motivação,
e no de seus filhos, que terão um maior incentivo para seu aprendizado
- afirmou o relator.
O senador Antonio Carlos Junior (DEM-BA), no
entanto, criticou a criação de novas hipóteses
de ausências do trabalho além das já previstas no
texto da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) - como
as que decorrem, entre outras situações, em razão
da morte de parentes, nascimento de filhos e casamento do empregado.
Segundo ele, a medida abre "precedente perigoso", podendo
estimular iniciativas de novas folgas, por outros motivos, com perdas
para as empresas.
- Acho que há certo exagero e por isso
sou contrário - manifestou-se.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que
as necessidades dos trabalhadores e das empresas podem ser compatibilizadas,
nos termos do "espírito" do texto aprovado, já
que deve haver acerto prévio entre as partes sobre as condições
de utilização da folga pelos empregados no caso de interesse
particular, por meio do acordo ou da convenção coletiva.
Gorette Brandão e Helena Daltro / Agência
Senado
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Agência Senado, 4
de novembro de 2009
Adicional de 10% na multa do FGTS poderá
cair
Contribuição sobre saldo de FGTS
nas demissões sem justa causa acaba em julho de 2012
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, nesta
terça-feira (3), o fim da cobrança da contribuição
social de empregadores criada para cobrir o passivo do Fundo de Garantia
por Tempo e Serviço (FGTS) gerado pelos planos Verão e
Collor I. A aprovação foi garantida pelo bloco governista
depois de o senador Adelmir Santana (DEM-DF) concordar em adiar para
31 de julho de 2012 a data para o término da cobrança.
Pelo texto original do projeto
(PLS 198/07- Complementar), do senador Renato Casagrande (PSB-ES), a
contribuição só poderia ser cobrada até
31 de dezembro de 2010, ou seja, 18 meses antes. O recolhimento é
feito com base em alíquota de 10% sobre o montante do saldo do
FGTS acumulado durante a vigência do contrato de trabalho do empregado,
incidente nos casos de dispensa sem justa causa. Criada pela Lei Complementar
110, de 2001, a contribuição do empregador foi instituída
sem prazo definido para seu fim.
Para o empregado, alíquota
foi fixada em 0,5% sobre a remuneração a ele devida no
mês anterior, mas com prazo de vigência de apenas 60 meses.
Os recursos recolhidos foram destinados para cobrir o passivo do FGTS
gerado quando a Justiça reconheceu que os saldos das contas do
fundo foram corrigidos a menor na implementação dos planos
Verão e Collor I. Essa diferença teria sido da ordem de
R$ 42 bilhões.
O apoio ao projeto foi unânime,
com 16 votos favoráveis. No entanto, em seguida, na votação
da emenda que adiou o fim da cobrança para 31 de julho de 2012,
o placar registrou quatro votos a menos. Entre os que votaram contra,
estavam os senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e Antonio Carlos Junior
(DEM-BA), que tentaram por todos os meios convencer Adelmir Santana
a desistir da emenda.
- Qualquer ação
no sentido diminuir a carga tributária é bem vida ao país
- argumentou Flexa Ribeiro.
Antonio Carlos Júnior
lembrou que, em entrevista à imprensa em 2006, o próprio
ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo,
revelou que a contribuição deveria ser extinta em dezembro
de 2007, pois até ali o "esqueleto" do FGTS já
teria sido eliminado.
Negociação
Adelmir Santana informou que
recebeu pedido para a inclusão da emenda do próprio autor
do projeto. Segundo ele, Casagrande ponderou que, mantido o prazo original,
a matéria não venceria a resistência da base governista,
tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados - onde a proposta
deverá ser também examinada caso passe pelo Plenário
do Senado, próximo passo da tramitação. Por isso,
o relator considerou mais razoável, nessas circunstâncias,
dar sobrevida por mais um ano e meio ao tributo, em troca de sua extinção
depois disso.
Ainda no início do debate,
o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) mencionou levantamento do Ministério
do Trabalho que indicaria a existência de ainda 270 mil processos
para a cobrança da diferença dos planos do FGTS. Segundo
ele, isso representa um passivo potencial estimado ainda em R$ 22,8
bilhões para o fundo, o que justificou a decisão do governo
em propor o acordo a Casagrande.
O projeto que criou a contribuição
foi de iniciativa do Executivo, depois de acordo com entidades de trabalhadores
e empregadores. Desde então, como salientou Casagrande na justificativa
de seu projeto, houve a recuperação da solvência
do FGTS. Segundo ele, a manutenção da contribuição
até 31 de dezembro de 2010 seria suficiente para finalizar todo
o impacto do acordo e, além disso, vai eliminar ônus que
recaiu sobre o setor empresarial, sem afetar a capacidade do Fundo de
fazer frente às políticas sociais.
Gorette Brandão e Denise
Costa / Agência Senado
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Gazeta do Povo, 4 de novembro
de 2009
CCJ
Fim do fator previdenciário avança
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
da Câmara dos Deputados deve votar na próxima semana o
projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) que extingue o fator previdenciário.
A proposta de Paim recebeu parecer favorável do relator, deputado
Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que entregou o relatório
à CCJ ontem.
Faria de Sá rejeitou
o substitutivo apresentado pelo deputado Pepe Vargas (PT-RS), relator
da comissão especial criada para analisar o projeto de lei de
Paim. Pela proposta de Pepe Vargas, seria criada a fórmula 85/95.
Por esse cálculo, o fator previdenciário seria extinto
sempre que a soma da idade com o tempo de serviço chegasse a
85 (para as mulheres) ou a 95 (no caso dos homens).
“Constitucionalmente,
é impossível ter uma lei ordinária que estabeleça
uma idade mínima para a aposentadoria, e era isso que esse projeto
fazia. Isso só pode ser aplicado por meio de uma emenda constitucional”,
justificou Faria de Sá.
A fórmula 85/95 é
uma proposta que tem a simpatia do governo. Isso porque reduziria o
impacto nas contas da Previdência causado pelo fim do fator previdenciário.
Além disso, evitaria o desgaste com os aposentados e trabalhadores
que seria causado pelo veto presidencial à proposta original
– o que o governo garante que vai acontecer se ela for aprovada
como saiu do Senado.
O texto de Paim propõe
que as aposentadorias passem a ser calculadas da maneira como era feito
antes da criação do fator – uma média aritmética
dos 36 melhores salários recebidos pelo trabalhador nos últimos
quatro anos antes de se aposentar. A proposta é vista como um
retrocesso por especialistas em previdência porque extinguiria
um cálculo que ajuda a manter o equilíbrio das contas
do INSS.
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Folha de S.Paulo, 4 de novembro
de 2009
TRABALHO
Johnson & Johnson demite mais de 7.000
DA AGÊNCIA FOLHA
DA REDAÇÃO
A Johnson & Johnson, fabricante
de produtos de saúde, disse que vai demitir mais de 7.000 trabalhadores,
como resultado da crise, que fez os consumidores reduzirem os gastos.
A companhia americana afirmou que vai demitir entre 6% e 7% da sua força
de trabalho no mundo todo, de em torno de 117 mil funcionários.
Com isso, ela espera economizar US$ 1,7 bilhão em 2011.
O Sindicato dos Químicos de São José dos Campos
(SP) disse que não houve demissões na fábrica da
Johnson & Johnson na cidade. A direção local da empresa
não dá informações sobre impacto do anúncio
no Brasil.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
04/11/2009
Equiparação salarial
deve seguir requisitos do artigo 461 da CLT
Para conseguir equiparação
salarial com paradigma, o empregado deve exercer idêntica função,
com desempenho das mesmas tarefas, ao mesmo empregador e na mesma localidade.
Esse é o comando do artigo 461 da Consolidação
das Leis do Trabalho que, no entender da Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho, não foi observado no caso analisado pelo
relator, ministro Guilherme Caputo Bastos.
Por essa razão, o colegiado,
à unanimidade, acompanhou o voto do ministro para rejeitar (não
conhecer) recurso de revista de uma trabalhadora que pretendia equiparação
salarial com outra colega que obtivera a vantagem por meio de decisão
judicial. Segundo o relator, como o Tribunal do Trabalho da 3ª
Região (MG) afirmou que a empregada nunca exercera a função
de “operador monitor”, a exemplo do paradigma original,
seria necessário reexaminar fatos e provas do processo para concluir
de forma diferente – o que não é possível
nessa instância extraordinária.
A empregada alegou no TST que
tinha direito à equiparação com empregado que obteve
aumento salarial mediante decisão judicial, bastando para isso
provar a identidade de função em relação
ao paradigma indicado, e não com todos os integrantes da cadeia
equiparatória, conforme a Súmula nº 6 do TST.
No entanto, o relator observou
que, mesmo para equiparação com paradigma que obteve melhoria
salarial mediante decisão judicial, os pressupostos do artigo
461 da CLT devem ficar comprovados em relação a todos
os integrantes da cadeia equiparatória, como disse o Regional,
caso contrário, haveria uma eterna cadeia de equiparação.
Além do mais, como destacou o TRT, a empregada em vez de sustentar
o pedido de equiparação com a empregada paradigma original,
preferiu se amparar numa interpretação equivocada da súmula,
descumprindo a exigência celetista. (RR – 325/2007-015-03-00.0)
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