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Agência Diap, 12 de novembro de 2009
6ª Marcha da Classe Trabalhadora
reúne mais de 30 mil em Brasília
A chuva não dispersou os trabalhadores de todo Brasil que se
concentraram na Esplanada dos Ministérios. Representantes das
centrais entregaram pauta da marcha aos presidentes da Câmara
e do Senado. 40 horas é a principal reivindicação
Na manhã desta quarta-feira (11), a 6ª
Marcha da Classe Trabalhadora chamou atenção de quem passava
pelo centro de Brasília. Organizado pelas centrais sindicais
- CUT, Força Sindical, NCTS, CTB, UGT e CGTB - o evento reuniu
mais de 30 mil trabalhadores e trabalhadoras de todo Brasil.
Os manifestantes saíram a pé do
estacionamento do Estádio Mané Garrincha, seguiram pelo
Eixo Monumental e caminharam até o Congresso Nacional, onde foi
realizado um ato político.
Além de trabalhadores, a marcha contou
com a participação de representantes de movimentos sociais,
da UNE (União Nacional dos Estudantes) e do MST (Movimento dos
Trabalhadores Sem Terra), estreante na mobilização promovida
pelas centrais sindicais.
Também compareceram ao ato político
parlamentares que apóiam a redução da jornada de
trabalho de 44 para 40 horas semanais, principal reivindicação
da marcha.
Agenda da marcha
Principal atividade no calendário das centrais sindicais, a marcha
ocorre anualmente.
Na 6ª edição, além
da redução da jornada de trabalho, são reivindicações
da marcha: valorização do salário mínimo
com aprovação do PL 1/07; ratificação das
convenções 151 da OIT, negociação no serviço
público; e da 158, proibição da demissão
imotivada; retirada dos projetos de lei de terceirização
- PL 4.302/98 e PL 4.330/04; aprovação da PEC 438/01,
fim do trabalho escravo; e, ainda, o marco regulatório do pré-sal.
Pressão sobre
o Congresso
Durante o ato político, o presidente da Força Sindical,
deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), explicou aos trabalhadores
as reivindicações e disse que "é preciso pressionar
o Congresso e que os presidentes das centrais iriam pedir ao presidente
da Câmara dos Deputados e do Senado Federal um compromisso para
votar estes projetos".
O presidente da CUT, Artur Henrique, falou sobre
as conseqüências da aprovação de cada item
da pauta da classe trabalhadora, em especial a valorização
do salário mínimo.
"Mais de 20 milhões de brasileiros
vivem com um salário e dependem dos deputados federais e senadores
na recuperação do mínimo até 2023, fazendo
com que isso não seja uma política apenas do atual Governo,
mas de Estado", defendeu.
Para Wagner Gomes, presidente da CTB, a mobilização
de hoje é muito importante para avançar na conquista pela
redução da jornada, medida que irá gerar mais de
dois milhões de empregos, além de contribuir para a melhora
da qualidade de vida para toda a população.
"Foi muito importante essa manifestação
para pressionar a aprovação da redução da
jornada de 44 para 40 horas. Mas não podemos nos esquecer da
importância em manter a unidade do movimento sindical".
O presidente da UGT, Ricardo Patah, defendeu
o fim do fator previdenciário.
"Além dos temas que nos são
caros como a redução da jornada de trabalho para 40 horas
semanais, defenderemos com todo nosso empenho a extinção
do fator previdenciário, pois o consideramos um golpe nos interesses
dos aposentados e pensionistas que contribuem, enquanto trabalham, e
são lesados na hora da aposentadoria", afirmou o dirigente.
José Calixto Ramos, presidente da Nova
Central Sindical de Trabalhadores (NCST), lembrou da consideração
e confiança que os dirigentes depositam no presidente da Câmara,
deputado Michel Temer (PMDB/SP). Calixto alertou que as centrais também
estão empenhadas em "buscar uma solução para
a situação dos aposentados do País".
O presidente da CGTB, Antonio Neto, também
conferiu credibilidade à palavra do deputado Michel Temer. "O
presidente da Câmara é um forte aliado", ratificou.
A 6ª marcha das centrais sindicais revela
a maturidade do movimento sindical e tem sido utilizada como um forte
e eficiente instrumento de pressão para obter conquistas para
a classe trabalhadora e a sociedade brasileira em geral. Nos discursos
de hoje, os dirigentes sindicais destacaram como vitória a união
das centrais em torno de assuntos de interesse comum dos trabalhadores.
Reunião na Câmara
Em audiência com o presidente da Câmara, deputado Michel
Temer, os dirigentes sindicais pediram que o parlamentar estimasse uma
data para votação em plenário da PEC 231/95, que
reduz de 44 para 40 horas semanais a jornada de trabalho.
A proposta foi aprovada em comissão especial
no dia 30 de junho deste ano.
Durante a reunião, o deputado Paulo Pereira
da Silva (PDT/SP) reconheceu que o presidente Temer já fez muito
pelos trabalhadores, mas o aconselhou: "você pode fazer mais".
O deputado do PDT reforçou o pedido de agilidade na inclusão
da proposta na pauta de votações.
Votação
sem data
O presidente da Câmara elogiou a atuação dos dirigentes
sindicais. Para Temer, o Poder Legislativo "trabalha sobre pressão".
Ele lembrou que, em seu mandato, já recebeu mais de cinco vezes
os representantes dos trabalhadores. "Isso é muito positivo".
Apesar do apelo das centrais sindicais, Temer
não agendou a votação da PEC 231/95. "Não
dá para marcar uma data". No entanto, o presidente da Câmara
se comprometeu em mediar negociações entre trabalhadores
e empresários. "O meio termo não é impossível",
concluiu.
Com uma agenda apertada, o presidente do Senado,
José Sarney (PMDB/AP), apenas recebeu a pauta da delegação
de sindicalistas, que estavam acompanhados pelo senador Paulo Paim (PT/RS).
Os dirigentes sindicais pediram atenção
ao PDS 819/09, que ratifica a Convenção 151 da OIT (negociação
coletiva no serviço público). O projeto está sob
análise da Comissão de Relações Exteriores
e Defesa Nacional, onde a relatoria foi distribuída ao senador
Geraldo Mesquita Junior (PMDB/AC).
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Vermelho, 12 de novembro
de 2009
Marcha acredita na vitória da redução
da jornada de trabalho
A chuva fina que caiu durante todo o dia em
Brasília não afastou os milhares de trabalhadores da 6ª
Marcha da Classe Trabalhadora, realizada nesta quarta-feira, na Esplanada
dos Ministérios. Logo cedo, os dois lados da pista já
anunciavam a manifestação. De um lado, cartazes das centrais
sindicais anunciavam o mote da campanha “40 Horas Já”;
do outro, faixas dos deputados que apoiam a reivindicação.
Câmara dos Deputados

Centrais sindicais se unem em torno de interesses
comuns dos trabalhadores
Os discursos – de líderes
sindicais e parlamentares - centraram na necessidade de que a proposta
de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais
seja colocada em votação. Eles acreditam na vitória,
tomando como exemplo a votação unânime a favor da
matéria quando analisada na comissão especial da Câmara.
O senador Inácio Arruda
(PCdoB-CE), autor da projeto, disse isso para os trabalhadores que encheram
o gramado em frente do Congresso Nacional, agitando bandeiras, faixas
e cartazes, e gritando: “1, 2, 3, 4, 5 mil/ 40 horas já
ou paramos o Brasil”.
O deputado Vicentinho (PT-SP),
relator da matéria na comissão especial, também
acredita que se colocada em votação agora, a matéria
será aprovada com folga. Após a manifestação,
os dirigentes das centrais sindicais, unidas em torno da reivindicação,
e parlamentares, estiveram em audiência com o presidente da Câmara,
deputado Michel Temer (PMDB-SP), a quem pediram pressa na votação
do projeto.
Sem data marcada
Os argumentos utilizados em
defesa da redução da jornada de trabalho foram novamente
expostos na audiência, nos discursos e nas palavras de apoio dos
manifestantes. A proposta vai garantir a abertura de dois milhões
de novas vagas de trabalho, além de ajudar na redução
dos índices de acidentes de trabalho e permitir mais tempo de
lazer e convivência familiar para o trabalhador.
Segundo o deputado Paulo Pereira
da Silva (PDT-SP),que também é presidente da Força
Sindical, Temer afirmou que é preciso conciliar os interesses
divergentes sobre jornada de trabalho em uma proposta comum. Temer se
dispôs a coordenar essa negociação, mas disse que
não é possível marcar data para a votação
da proposta.
Paulo Pereira da Silva disse
que, se a proposta não for votada neste ano, os trabalhadores
começarão a promover greves a partir de janeiro do ano
que vem.
Movimento ‘maduro’
A Marcha da Classe Trabalhadora
é realizada anualmente pelas centrais sindicais e tem este ano
como eixo central a redução da jornada de trabalho. Mas
os trabalhadores também destacaram, em seus discursos, a defesa
da destinação dos recursos da exploração
do petróleo do pré-sal para a saúde, educação
e combate à pobreza.
Também fizeram parte
das reivindicações deste ano outros assuntos que estão
aguardando votação no Congresso Nacional, como o reajuste
nas aposentadorias; o fim do fator previdenciário; a ratificação
das Convenções 151 (que dispõe sobre e negociação
coletiva no serviço público) e 158 (que coíbe a
demissão imotivada) da OIT (Organização Internacional
do Trabalho) e aprovação da política de valorização
do salário mínimo.
Os líderes sindicais
também reafirmaram a luta pela reforma agrária, com ênfase
para a atualização dos índices de produtividade
da terra, outro assunto polêmico, em função da resistência
dos ruralistas, que aguarda decisão do governo federal.
O presidente da CUT, Artur Henrique,
disse que é esta a sexta marcha unificada das centrais, o que
revela a maturidade do movimento sindical. Os dirigentes sindicais também
destacaram como vitória a união das centrais em torno
de assuntos de interesse comum dos trabalhadores.
Fator de divisão
O reajuste das aposentadorias,
que está na ordem do dia e dividiu as centrais, também
figurou nos discursos dos líderes. Os presidentes da Central
dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, e da
União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, estão
unidos pela fim do fator previdenciário e pelo reajuste das aposentadorias
para aqueles que ganham acima de um salário mínimo. (Presidente
Lula quer solução para reajuste das aposentadorias)
“Além dos temas
que nos são caros como a redução da jornada de
trabalho para 40 horas semanais, defenderemos com todo nosso empenho
a extinção do fator previdenciário pois o consideramos
um golpe nos interesses dos aposentados e pensionistas que contribuem,
enquanto trabalham, e são lesados na hora da aposentadoria”,
afirmou Ricardo Patah.
Os parlamentares “que
não traíram os trabalhadores”, na fala dos líderes
sindicais, estiveram na manifestação para prestar apoio.
Da bancada do PCdoB estiveram presentes, além do senador Inácio
Arruda, os deputados Daniel Almeida e Alice Portugal, da Bahia, Chico
Lopes, (CE), Vanessa Grazziotin (AM) e Jô Moraes (MG), Perpétua
Almeida (AC), além de parlamentares do PT, PDT e PSB. A manifestação
foi encerrada com fogos de artifício.
Da sucursal de Brasília
Márcia Xavier
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Agência Senado,
12 de novembro de 2009
Manifestantes pedem aprovação
de PEC que reduz jornada de trabalho
Manifestantes organizados na 6ª Marcha da Classe Trabalhadora
reuniram-se nesta quarta-feira (11), em frente ao Congresso Nacional,
para pedir a aprovação da proposta de emenda à
Constituição (PEC 231-A/95) que reduz o limite da jornada
de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem que ocorra a redução
dos salários. A matéria está pronta para a pauta
do Plenário da Câmara dos Deputados, e depois de aprovada,
segue para o Senado.
A PEC é de autoria
dos então deputados e atualmente senadores Inácio Arruda
(PCdoB-CE) e Paulo Paim (PT-RS), entre outros. O relator naquela Casa,
deputado Vicentinho (PT-SP) argumenta que a Organização
Internacional do Trabalho (OIT), em publicação de 2008
sobre as normas relacionadas às condições de
trabalho, relata que a jornada de 40 horas semanais é o padrão
legal predominante em todo o mundo e é defendida por especialistas.
A matéria também
prevê a elevação do custo da hora extraordinária,
com o intuito de "desestimular o seu uso habitual por parte das
empresas".
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Agência Senado, 12 de
novembro de 2009
Sarney promete apressar projeto
que fixa jornada semanal em 40 horas
Acompanhados do senador Paulo Paim (PT-RS), o deputado Paulinho da Força
Sindical (PDT-SP) e outros representantes de entidades trabalhistas
pediram, nesta quarta-feira (11), ao presidente do Senado, José
Sarney, pressa na votação de projeto que reduz a jornada
semanal de trabalho de 44 para 40 horas. Sarney prometeu todo o esforço
para acelerar a votação do projeto, assim que o texto,
que ainda aguarda a deliberação dos deputados, chegar
ao Senado.
- O presidente Sarney nos disse
que já está engajado nessa luta. Ele lembrou que foi no
governo dele que o Brasil reduziu a jornada de trabalho de 48 para 44
horas. Esperamos agora votar rapidamente o projeto na Câmara e
trazê-lo para o Senado - disse Paulinho.
Enquanto os líderes sindicais
falavam com Sarney, inúmeros trabalhadores de todo o país
participavam, em frente ao prédio do Congresso, da Sexta Marcha
da Classe Trabalhadora. Além da redução da jornada
de trabalho, o outro tema que mobilizou a marcha foi o fator previdenciário,
que influencia no valor de aposentadorias e pensões.
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TERRA, 12 de novembro de 2009
| Brasil
Sindicalistas pedem apoio de Temer e Sarney
para redução da jornada de trabalho
Participantes da marcha das centrais sindicais
pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais
fazem manifesto em frente ao Congresso Nacional
Brasília - Participantes
da marcha das centrais sindicais pela redução da jornada
de trabalho para 40 horas semanais fazem manifesto em frente ao Congresso
Nacional Brasília - Os presidentes das centrais sindicais se
encontraram hoje (11) com o presidente da Câmara dos Deputados,
Michel Temer, e com o presidente do Senado, José Sarney, para
tratar da votação da Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) que reduz de 44 para 40 horas a jornada semanal dos trabalhadores.
Durante a manhã de hoje,
cerca de 20 mil trabalhadores, segundo a Polícia Militar, participaram
de passeata na Esplanada dos Ministérios para reivindicar a redução
da jornada.
As centrais querem que Michel
Temer tente conciliar as negociações entre trabalhadores
e empresários e chegue a uma proposta comum para ser colocada
em votação. Segundo o presidente da Força Sindical,
deputado Paulo Pereira da Silva, os empresários são contrários
à redução da jornada.
O presidente do Senado, José
Sarney, afirmou que é a favor da PEC e que colocará o
projeto em votação tão logo chegue à Casa.
Segundo o presidente da Força Sindical, Sarney lembrou que foi
em seu governo, em 1988, quando era presidente da República,
que foi reduzida a jornada semanal de trabalho de 48 para 44 horas,
em vigor atualmente.
O presidente da CUT, Artur
Henrique da Silva Santos, afirmou que também foi tratado com
Sarney a agilização da aprovação pelo Senado
da Convenção 151 da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), já aprovada pela Câmara dos Deputados,
por acordo de liderança.
O documento da OIT, segundo
Arthur Henrique, estabelece negociação coletiva no setor
público em todos os níveis, municipal, estadual e federal.
Ele afirmou que há greves
que duram de dois a três meses apenas para que os trabalhadores
consigam entregar uma pauta de reivindicações ao empregador.
A Convenção 151, segundo defende Arthur Henrique, garante
democracia nas relações dos trabalhadores com o estabelecimento
de data-base e espaço para as negociações.
O presidente da CUT afirmou
que, apesar de algumas diferenças ideológicas, as centrais
sindicais sempre se unem para defender interesses comuns dos trabalhadores,
como ocorreu hoje durante a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, realizada
em Brasília. O evento, segundo ele, é uma mostra de maturidade
política.
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DIÁRIO CATARINENSE,
12 de novembro de 2009
TRABALHO
Centrais fazem manifestação
Pedido de redução da jornada
Representantes das seis maiores centrais
sindicais do país se reuniram ontem com os presidentes da Câmara,
Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Eles entregaram documento em
que pedem a votação da Proposta de Emenda Constitucional
(PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
A reivindicação
faz parte da pauta da 6ª Marcha dos Trabalhadores, movimento que
reuniu, ontem, cerca de 15 mil manifestantes na capital federal, segundo
cálculos da Polícia Militar. Além da redução
da jornada, as reivindicações incluem a aprovação
do projeto de lei de valorização do salário mínimo
e a ratificação de duas convenções da Organização
Internacional do Trabalho (OIT): a de número 151, que regulamenta
negociações salariais com os servidores públicos;
e a de 158, que proíbe as demissões imotivadas.
A pauta ainda inclui a exigência
de discussões das regras de exploração do petróleo
na camada pré-sal com representantes dos trabalhadores.
Os dirigentes sindicais se reuniram
ainda com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que apoia as reivindicações.
A expectativa das centrais sindicais era de reunir em torno de 30 mil
trabalhadores.
Brasília
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O ESTADO DO PARANÁ,
12 de novembro de 2009 | Economia
Paulinho faz lobby por jornada menor
Agência Estado
O deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força
Sindical, distribuiu ontem, no plenário da Câmara, gravatas
para fazer lobby a favor da redução da jornada semanal
de trabalho de 44 para 40 horas. Segundo ele, essa será a principal
reivindicação dos trabalhadores que participarão
hoje da Marcha da Classe Trabalhadora, organizada por centrais sindicais,
na Esplanada dos Ministérios. "Vamos conseguir trazer umas
50 mil pessoas", disse Paulinho, confiante de que o movimento vai
servir para acelerar a votação da proposta no Congresso.
Foram confeccionadas mil
gravatas, na cor laranja, pela Confederação Nacional dos
Metalúrgicos. Cada gravata custou R$ 9 - ou seja, foram gastos
R$ 9 mil. "Vamos distribuir uma gravata para cada deputado",
disse Paulinho. Ao todo são 513 deputados federais. "Oh,
povo rico!", brincou a deputada Gorete Pereira (PR-CE), enquanto
Paulinho tentava pôr uma gravata nela. O corregedor da Câmara,
Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), fugiu do sindicalista
assim que o viu com uma gravata na mão. "Eu não,
eu não", repetiu ACM Neto. Ainda não há data
definida para que o projeto seja votado na Casa. As informações
são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Agência Brasil, 12
de novembro de 2009
Lupi (Trabalho) anuncia marca de
1 milhão de empregos criados neste ano
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anunciou que o Brasil ultrapassou,
em outubro, a marca de 1 milhão de empregos formais gerados desde
o início do ano.
O dado fechado, disse Lupi,
será anunciado nos próximos dias pelo Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged).
No mesmo período de 2008,
no entanto, foram geradas 2.086.560 vagas. Ou seja, apesar da melhora,
o total de empregos gerados é inferior à metade dos criados
ano passado.
Além disso, é
insuficiente para garantir emprego ao cerca de 1,5 milhão de
brasileiro que ingressa anualmente no mercado de trabalho.
Em setembro, foram criados 252.617
empregos formais, contra 282.841, no mesmo mês do ano passado,
quando a crise começou a se acirrar.
O resultado foi o segundo maior
da série para setembro. De janeiro a setembro, o Caged registrava
a criação de 932.651 empregos formais.
"Quando eu disse, em janeiro,
que criaríamos mais de um milhão de empregos este ano,
cheguei a ser ridicularizado. Só faltaram me chamar de louco",
disse o ministro, em palestra na abertura da Feira e Conferência
Internacional de Tecnologia Naval e Offshore (Fenashore), em Niterói,
na região metropolitana do Rio.
Segundo Lupi, o número
de empregos gerados seria um sinal de que o Brasil teria superado a
crise, graças às medidas anticrise do Governo.
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O Estado de S.Paulo, 12 de
novembro de 2009
País cresce a 9% ao ano
no 3º tri, apontam projeções de consultorias
A economia brasileira cresceu
no terceiro trimestre deste ano em ritmo chinês, com taxa anualizada
do Produto Interno Bruto (PIB) beirando 9%, apontam as projeções
de várias consultorias independentes.
O número oficial do desempenho
do PIB do terceiro trimestre, medido pelo IBGE, será conhecido
em 10 de dezembro.
Para este trimestre, no entanto,
a perspectiva é de arrefecimento do crescimento para uma taxa
anualizada em torno de 6%.
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O Estado de S.Paulo, 12
de novembro de 2009
Maior empresa do Brasil, Petrobrás
seria a 3ª nos EUA
Se a Petrobrás e a Vale fossem americanas, ocupariam a 3ª
e a 15ª posição, respectivamente, num ranking que
reúne as 20 maiores companhias abertas dos Estados Unidos. O
ranking foi elaborado na segunda-feira pela Economática com base
no valor de mercado dessas empresas.
A Petrobrás, avaliada em US$ 207,9 bilhões no dia 9, está
apenas atrás da Exxon Mobil, cujo valor de mercado era de US$
345,8 bilhões nessa data, e da Microsoft Corporation, avaliada
em US$ 257,4 bilhões. Nessa lista, o valor de mercado da Petrobrás
supera, por exemplo, o do Walmart, o maior varejista do mundo (US$ 200,6
bilhões), a Apple, gigante de equipamentos de informática
(US$ 181,5 bilhões) e o Google, por exemplo, que vale US$ 178,5
bilhões.
Já o valor de mercado
da Vale nesse ranking é de US$ 141,9 bilhões, cinco posições
à frente da Coca-Cola, avaliada em US$ 128,6 bilhões.
Excluindo a Petrobrás desse ranking, a companhia ocuparia a 14ª
posição. Numa análise comparativa, desde o início
do governo Lula até hoje, a Petrobrás subiu 118 posições
nesse ranking, enquanto a Vale ascendeu 139 posições,
excluindo a Petrobrás.
Segundo o gerente de Relações
Institucionais da Economática e responsável pelo estudo,
Einar Rivero, dois fatores contribuíram para a ascensão
das companhias brasileiras. O primeiro, e o que mais pesou, foi a recuperação
do valor de mercado das empresas depois da crise. O segundo fator foi
queda do dólar em relação ao real, de 27% neste
ano. Com isso, o valor de mercado em dólar das companhias abertas
brasileiras cresceu por causa do câmbio.
Pico de valor de mercado
Apesar da recuperação,
o valor de mercado tanto da Petrobrás como da Vale é menor
que o estimado em 2007. “O ano de 2008 foi trágico para
as companhias abertas”, afirma Rivero. No ano passado, a Petrobrás
ocupava 17 ª posição nesse ranking e valia US$ 95,8
bilhões, depois de ter alcançado a 5ª posição
em 2008, sendo avaliada em US$ 242,7 bilhões.
No caso da Vale, a companhia
estava na 32ª posição no ranking em 2008 e valia
US$ 58,5 bilhões. Em 2007, ocupava a 17ª posição
e estava avaliada US$ 152,7 bilhões. Mesmo com a recuperação
do valor de mercado, a Petrobrás hoje vale quase 15% menos que
em 2008. No caso da Vale, o diferencial é bem menor, de 7%.
Segundo o estudo, entre 31 de
dezembro de 2002 e o dia 9 deste mês, a Petrobrás conseguiu
ficar sete vezes na segunda posição no ranking das empresas
americanas. O pico de valor de mercado da companhia foi atingido nos
dias 21 e 22 de maio do ano passado. Nessas datas, a empresa alcançou
o recorde histórico de US$ 309,5 bilhões.
Com esse valor, a companhia
ficou na segunda posição nesse ranking, atrás da
Exxon Mobil, que valia US$ 494,9 bilhões no dia 21 de maio de
2008 e US$ 488,8 bilhões no dia 22 de maio de 2008. Nas contas
de Rivero, a valorização da Petrobrás teria de
aumentar cerca de 50% em relação ao nível atual
para que a companhia atingisse o pico conquistado no ano passado.
Preço do petróleo
A Vale conseguiu alcançar
o maior valor de mercado no dia 16 de maio do ano passado. Nessa data,
valia US$ 196,5 bilhões. Para repetir esse desempenho, os papéis
da companhia teriam de ter uma valorização de cerca de
40%, calcula Rivero. No período analisado pelo estudo, que vai
de 31 de dezembro de 2002 ao dia 9 deste mês, a Vale conseguiu
ultrapassar a Petrobrás em valor de mercado em duas oportunidades.
A primeira foi em 1º de outubro de 2007 e a segunda, no dia 2 de
outubro do mesmo ano.
Em um ambiente de retração
dos investimentos no setor de petróleo, os planos da Petrobrás
aparecem como a terceira maior cifra do mundo. A estatal investirá
US$ 28 bilhões este ano, uma queda de 3,7% em relação
a 2008, mas ainda assim um montante somente inferior ao da PetroChina
(US$ 34,1 bilhões) e da Shell (US$ 31 bilhões).
O levantamento é da Agência
Internacional de Energia (AIE) e faz parte do relatório anual
“Perspectiva para Energia Mundial”, divulgado ontem. Conforme
a entidade, os projetos de água profunda têm sido menos
afetados pela crise porque possuem escala maior e são operados
por grandes empresas internacionais. Para a agência, é
improvável que as companhias cancelem esses projetos mesmo que
o preço do petróleo fique mais baixo por alguns meses.
Capitalização da estatal
O governo conseguiu aprovar
o texto básico do projeto de capitalização da Petrobrás
na comissão especial da Câmara que analisa o tema. Com
isso, concluiu mais uma etapa da tramitação dos quatro
projetos de lei que estabelecem o marco regulatório da exploração
do petróleo da camada do pré-sal. A oposição,
liderada por deputados do DEM e do PSDB, tentou obstruir a votação,
mas foi vencida pela maioria da base governista, que aprovou o relatório
do deputado João Maia (PR-RN) por 14 votos a favor e 4 contra.
Os integrantes da comissão
voltam a se reunir hoje para discutir e votar os nove destaques apresentados.
A proposta mais polêmica que a oposição quer incluir
no projeto é a permissão de uso do dinheiro do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de ações
que a Petrobrás emitirá quando a capitalização
for autorizada. A possibilidade de aprovação dos destaques,
entretanto, é mínima, considerando o placar da vitória
do governo na votação do texto base do parecer.
DEM e PSDB devem repetir a estratégia
de obstruir os trabalhos na tramitação dos projetos do
pré-sal no plenário da Câmara, conforme antecipou
o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA). “O partido diverge
da orientação que está sendo dado ao pré-sal.
Não concordamos filosoficamente com o conjunto de projetos apresentados
pela União”, disse o deputado.
Participação dos trabalhadores
Além da capitalização
da Petrobrás, as comissões especiais já aprovaram
a criação da Petro-Sal, estatal que vai gerenciar os contratos
de exploração no novo modelo, e o Fundo Social, espécie
de poupança que o governo vai estabelecer com as receitas do
pré-sal. O projeto mais importante, que define o modelo de partilha
em substituição ao atual sistema de concessões,
deve ser votado hoje na comissão especial que analisa a proposta.
No caso da capitalização
da Petrobrás, o relator João Maia (PR-RN) manteve praticamente
intacto em seu parecer o texto original encaminhado pelo governo ao
Congresso no início de setembro. A oposição criticou
a decisão de Maia de acatar os pedidos do Planalto para não
incluir no texto a possibilidade de uso do FGTS para a compra de ações
da Petrobrás.
Em 2000, o governo Fernando
Henrique Cardoso autorizou o uso de parte do FGTS para a compra de cotas
de um fundo de investimentos que comprou ações da estatal.
Várias entidades, incluindo a Bolsa de Valores, Mercadorias e
Futuro de São Paulo (BM&F Bovespa), sugeriram que, no processo
de capitalização proposto, os trabalhadores que participaram
da operação em 2000 tivessem o direito de usar novamente
os recursos do FGTS para subscrever os novos papéis da estatal.
Diante da pressão do
Planalto, contrário desde o início à ideia, Maia
acabou deixando de fora a medida. Para capitalizar a Petrobrás,
a União vai entregar à empresa reservas equivalentes a
5 bilhões de barris. O presidente da estatal, José Sérgio
Gabrielli, disse ontem que, após aprovar o projeto no Congresso,
a operação financeira deverá ser realizada em,
no máximo, três meses.
Maior produtor
Segundo a AIE, o Brasil será
em 2015 o sexto maior produtor mundial de petróleo, ultrapassando
alguns dos países mais tradicionais na extração
do combustível. Com as descobertas na camada do pré-sal,
o Brasil terá uma produção diária de 3,1
milhões de barris, ficando à frente de países como
Emirados Árabes, Kuait e Iraque, que são membros da Opep
(Organização dos Países Exportadores de Petróleo,
cartel responsável por cerca de 40% do produto consumido no mundo),
sempre tomando como base o estudo da AIE.
Caso essas previsões
se confirmem, o Brasil se tornará ainda o maior produtor da América
Latina, superando o México e a Venezuela -que terão queda
no setor, ainda que por motivos diversos. O primeiro sofre com a falta
de investimentos na estatal Pemex; o segundo, com a saída dos
investidores estrangeiros, que debandaram por causa do governo Hugo
Chávez.
No ano passado, o país
era o 11º maior produtor, com a extração de 1,8 milhão
de barris de petróleo ao dia. Os 3,1 milhões de barris
previstos pela agência para 2015 são inferiores à
estimativa mais recente da própria, de junho, para 2014. Na época,
ela disse que a produção brasileira chegaria a 3,4 milhões
de barris diários -com aumento constante na extração
a partir do ano que vem.
A AIE ressalta que o Brasil,
o Cazaquistão e o Azerbaijão são os únicos
países que não integram a Opep e que terão um aumento
significativo na produção nos próximos anos. No
caso brasileiro, esse crescimento se deve às descobertas recentes
em águas profundas.
Consumo mundial
Olhando mais para a frente,
para 2030, o Brasil perderá uma posição no ranking,
sendo ultrapassado por Canadá e Iraque -mas deixando a China
para trás. No período de 2008 a 2030, apenas o Iraque
e o Canadá (graças à extração de
óleo das areias betuminosas) terão um crescimento anual
superior ao brasileiro na produção.
O avanço brasileiro,
quando a extração do pré-sal provavelmente estiver
no seu auge, vai se dar em um período no qual o consumo mundial
vai continuar crescendo, mas menos do que a AIE imaginava. A agência
estima uma demanda global diária de 105,2 milhões de barris
em 2030, 1 milhão de barris menos do que previra no ano passado.
O consumo mundial de petróleo
no ano passado foi de 88,4 milhões de barris ao dia.
No cenário previsto pela agência nos próximos 21
anos, os países ricos passarão a consumir menos petróleo,
cuja demanda será puxada pelas economias emergentes, como o Brasil,
a China e a Índia. Já o preço médio do barril,
em termos nominais, deve saltar dos atuais US$ 60 para cerca de US$
190 em 2030.
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Gazeta do Povo, 12 de novembro
de 2009
Petróleo
Projeto permite uso de 10% do FGTS
Apesar de o governo já ter afirmado que os trabalhadores não
poderão utilizar o FGTS no pré-sal, o senador Paulo Paim
(PT-RS) apresentou o projeto de lei nº 466, de 13 de outubro, permitindo
o uso de até 10% daqueles recursos. Segundo Paim, o uso do FGTS
no pré-sal permitirá que os trabalhadores obtenham remuneração
bem superior à TR mais juros de 3% ao ano. Além disso,
permitirá que a Petrobras tenha acesso a quase R$ 20 bilhões
em financiamento.
Comissão
A comissão especial que
trata do projeto de capitalização da Petrobras, porém,
manteve a proibição do uso do FGTS para subscrição
de ações da Petrobras pelos acionistas minoritários,
que usaram, no passado, recursos do Fundo para comprar ações
da estatal dentro de um fundo de investimento criado para esse fim.
A comissão rejeitou os destaques do PSDB e do DEM que permitiam
o uso do FGTS.
“Em nenhum momento o governo
pensou no trabalhador, que não tem recursos próprios para
se tornar acionistas da Petrobras”, protestou o deputado Paulo
Bornhausen (DEM-SC).
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O ESTADO DO PARANÁ,
12 de novembro de 2009 | Política
STF veta posse dos suplentes de vereador
Roger Pereira
O pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) referendou ontem a decisão
liminar da ministra Cármen Lúcia que impede a posse imediata
dos suplentes de vereador que seriam beneficiados pela aprovação
da Emenda Constitucional nº 58/2009, em setembro, que aumentou
em 7 mil as vagas nas câmaras municipais e previa o efeito retroativo
da medida às eleições do ano passado.
O plenário manteve o
entendimento que qualquer alteração na legislação
que interfere no processo eleitoral tem de ser aprovada, ao menos, um
ano antes da eleição na qual ela será aplicada
pela primeira vez.
Assim, o aumento do número
de vereadores só será observado nas eleições
de 2012. A decisão do STF foi por maioria: oito votos a um. A
liminar foi concedida na Ação Direta de Inconstitucionalidade
(ADI) nº 4307, proposta pelo procurador-geral da República.
À ADI da PGR, o STF anexou ação da Ordem dos Advogados
do Brasil, com igual objetivo.
Assim, se o STF não voltar
atrás no julgamento final das ações, a emenda que
passa de 51.748 para 59.457 o número de vereadores no país
só valerá nas próximas eleições municipais.
A ministra Cármen Lúcia
disse que concedeu a liminar rapidamente, em função da
insegurança jurídica que a aplicação imediata
do inciso I do artigo 3º da EC impugnada estava causando.
Ela lembrou que procuradores-gerais
eleitorais de vários estados já haviam orientado os juízes
eleitorais a impugnarem a posse de suplentes nas câmaras de vereadores.
Ressaltou ainda que, em setembro
do ano passado, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro
Carlos Ayres Britto, orientou os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs)
no sentido de que a data limite para alterar o número de vereadores
pelas regras vigentes para as eleições de 2008 era o mês
de junho do ano passado, data das convenções partidárias
em que foram escolhidos os candidatos dos partidos que iriam concorrer
às eleições.
Entretanto, como observou a
ministra Cármen Lúcia, na data de ajuizamento da ADI do
procurador-geral da República, diversos vereadores já
haviam sido empossados, e muitos outros estavam em vias de tomar posse.
Assim, segundo ela, corria-se o risco de serem empossados vereadores
que poderiam produzir leis sem validade.
Ao votar pela manutenção
da liminar, a ministra argumentou que o pleito foi encerrado em 2008
e que a posse de suplentes, agora, afrontaria a soberania popular, prevista
nos artigos 1º,á parágrafo único, e 14 da
Constituição.
Diante disso, ela questionou
se, não havendo possibilidade de garantir segurança jurídica
quanto ao passado (o respeito às normas das eleições
de 2008), como seria possível garantir segurança jurídica
para o futuro.
Para a ministra, o efeito retroativo
da emenda muda a regra das eleições do ano passado após
seu término. “O cidadão brasileiro tem o direito
de saber das regras do jogo (eleitoral) antes de seu início”.
Apenas o ministro Eros Grau não acompanhou o voto.
A PEC dos vereadores até
foi votada pelo Congresso antes das convenções partidárias
do ano passado. No entanto, um desentendimento entre a Câmara
e o Senado evitou a aprovação do projeto no ano passado,
uma vez que a proposta original, que além de criar as novas vagas,
estabelecia limites de gastos pelas câmaras, foi desmembrada pelo
Senado, o que fez com que o então presidente da Câmara
dos Deputados, Arlindo Chinaglia se recusasse a promulgá-la.
Aprovada neste ano, com as duas proposições a emenda não
terá efeito retroativo.
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Agência Câmara,
12 de novembro de 2009
Comissão aprova capitalização
da Petrobras sem o uso do FGTS
A comissão especial que trata do projeto de lei (PL 5941/09)
sobre a capitalização da Petrobras rejeitou nesta quarta-feira
os nove destaques apresentados ao parecer do relator - cujo texto principal
já havia sido aprovado ontem - e concluiu a votação
da proposta na comissão. O texto exclui o uso do FGTS na compra
de ações da empresa.
O objetivo da proposta é
criar condições financeiras para que a Petrobras possa
fazer frente à exploração de petróleo e
gás natural na camada pré-sal. Junto com os outros três
projetos do pré-sal, a proposta agora aguarda a votação
pelo Plenário.
O relator, deputado João
Maia (DEM-RN), disse que o projeto original estava "bem amarrado",
e por isso não comportava as sugestões feitas pelos parlamentares
nos destaques.
Uso
do FGTS
Ele explicou porque a ideia mais discutida, a do uso de FGTS dos trabalhadores
para comprar ações, não poderia ser posta em prática.
"Tiveram dois destaques sobre FGTS. O primeiro, que permitia a
quem já é acionista, padecia de um problema muito sério.
Porque quando se permitiu lá atrás o uso de recursos do
FGTS para comprar ações da Petrobras se limitou a 50%
do saldo do fundo. Agora, não era estabelecido um limite."
O segundo destaque, acrescenta
o relator, permitia que todos os trabalhadores usassem o FGTS, "o
que não é compatível com o projeto, porque não
é venda de ações da Petrobras. Na verdade, é
um aumento de capital, e só pode acompanhar [esse aumento] quem
já é acionista da Petrobras".
Rediscutir
em Plenário
Para o deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), a derrota dos destaques na
comissão foi causada pelos deputados governistas, que dominaram
a comissão. Ele quer agora rediscutir em Plenário os pontos
que considera mais importantes desses destaques.
"Primeiro, queremos garantir
participação especial para estados e municípios
também para a capitalização da Petrobras",
explica Bornhausen. "Por outro lado, queremos estender a utilização
do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para a capitalização
da Petrobras por aqueles que são detentores dessas ações
e compraram com dinheiro do fundo."
Oferta
de ações
O texto que será analisado pelo Plenário propõe
captar dinheiro para a capitalização da Petrobras por
meio de oferta de ações para a União e para investidores
particulares que já detém ações da empresa.
A União poderá pagar com títulos de dívida
pública, mas os outros investidores só podem pagar as
ações em dinheiro.
Íntegra
da proposta:
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PL-5941/2009
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Agência Câmara,
12 de novembro de 2009
Projeto acaba com prisão
especial para quem tem curso superior
A Câmara analisa o Projeto de Lei 5314/09, do Senado Federal,
que estingue a concessão automática de prisão especial
para as pessoas com curso superior que forem detidas.
A proposta, composta por apenas
dois artigos, modifica o Código de Processo Penal (Decreto-Lei
3.689/41) e o Código de Processo Penal Militar (Decreto-Lei 1.002/69).
Se o texto for aprovado, esse
tipo de benefício continuará podendo ser conferido, mas
apenas a critério do Judiciário e nos casos em que for
constatado risco de morte ou ameaça à integridade física
de quem cometeu crimes. Algumas autoridades também continuarão
a contar com prisões especiais, como promotores, procuradores
e magistrados.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e, como já passou
pelo Senado, se for aprovado pela Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania, seguirá para sanção
presidencial.
Íntegra
da proposta:
-
PL-5314/2009
|
Congresso em Foco, 12 de
novembro de 2009
Comissão aprova aposentadoria
integral por invalidez
PEC, destinada aos servidores públicos,
será votada em dois turnos na Câmara antes de seguir para
o Senado
Rodolfo Torres
Comissão especial da
Câmara aprovou nesta quarta-feira (11) parecer favorável
à Proposta de Emenda à Constituição (PEC)
270/2008, que concede aposentadoria integral aos servidores públicos
efetivos (da União, estados, Distrito Federal e municípios)
que ingressaram no serviço público até 16 de dezembro
de 1998 e que se aposentaram por invalidez. Agora, a matéria
será analisada no plenário da Casa.
“Se considerarmos o ano
de 2008, de um quantitativo de 583.367 servidores públicos federais
em atividade, tivemos o montante de 10.654 aposentadorias, das quais
apenas 1.395 foram por invalidez permanente, o que corresponde a 13,1%
do total de aposentadorias e de 0,24% da força total de trabalho”,
afirma o relator da matéria, deputado Arnaldo Faria e Sá
(PTB-SP).
De acordo com o Grupo de Aposentados
por Invalidez do Banco Central do Brasil (BCB), muitos aposentados estão
acamados, com menos de 50% de seus proventos originais, “no momento
em que mais precisam de recursos na compra de medicamentos caros, inexistentes
nas redes públicas de saúde”.
A autora da PEC, deputada Andreia
Zito (PSDB-RJ), destaca que a aposentadoria por invalidez “acontece
num momento em que o servidor mais dispende recursos financeiros em
prol da aquisição dos medicamentos e internações”.
Uma proposta de emenda à
Constituição precisa passar por um longo caminho antes
de ser promulgada. A matéria tem de ser apreciada por duas comissões
na Câmara e uma no Senado, antes de ir ao plenário das
Casas. No plenário, a matéria precisa da adesão
de, no mínimo, 3/5 dos deputados e senadores (308 e 49, respectivamente)
em dois turnos de votação.
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BEM PARANÁ, 12 de novembro de 2009
| Economia
Greve da Superintendência Regional
do Trabalho
A greve dos servidores das Superintendências Regionais do Trabalho
(SRTs), parados desde o dia 5, conta com a adesão de 97% dos
funcionários das unidades de Curitiba, Ponta Grossa, Londrina,
Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Apucarana, Assaí,
Umuarama, Guarapuava, Campo Mourão, Toledo, Uraí, Paranavaí,
São José dos Pinhais, Campo Largo, Araucária, Cornélio
Procópio, Arapongas e Paranaguá.
O levantamento é do Sindicato dos Servidores Públicos
Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação
Social do Estado do Paraná (Sindiprevs).
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
12/11/2009
Sociedade quer justiça rápida,
eficaz e de qualidade, afirma presidente do TST
“A Meta 2 não é
somente do CNJ – é de toda a sociedade brasileira, que
tem o direito à Justiça rápida, eficaz e de qualidade”.
Com essas palavras, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro
Milton de Moura França, parabenizou os órgãos que
conseguiram atingir o objetivo estabelecido pelo Conselho Nacional da
Justiça – de zerar os processos distribuídos até
2005. A declaração foi feita durante a solenidade de entrega
de certificados, em 10 de novembro, no Conselho Nacional da Justiça,
com a presença do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo
Tribunal Federal e do CNJ, e dos demais membros do Conselho.
Os resultados ainda são
parciais, pois refletem a posição em 29 de outubro. À
exceção do Superior Tribunal Militar, todos os outros
sete que já conseguiram atingir a meta são da Justiça
do Trabalho: os Tribunais Regionais da 11ª Região (AM/RR),
13ª Região (PB), 16ª Região (MA), 19ª Região
(AL), 21ª Região (RN), 22ª Região (PI) e 23ª
Região.
Os números alcançados
na campanha pela Meta 2 foram comemorados pelo presidente do CNJ. Ele
destacou o fato de que 29 tribunais têm menos de cem processos
e deverão cumprir a meta em breve. "Além disso, outros
19 tribunais têm entre cem e mil processos para serem julgados
e, que certamente, conseguirão zerar esse estoque até
o fim do ano", acrescentou Gilmar Mendes. O ministro destacou,
ainda, o desempenho do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que já
julgou 97% dos processos incluídos na Meta 2, e do TST , "que
vem dando uma resposta adequada a esse objetivo".
Os dados atuais, de 10 de novembro,
indicam que 14 TRTs encontram-se muito próximos de atingir a
meta, seja pelo elevado índice percentual – entre 60% e
92% –, seja pela quantidade irrisória de processos aguardando
julgamentos – entre 184 e 568. (Ver quadro).
Quanto ao TST, a situação
é de cumprimento de 65% da meta. Dos mais de 50 mil processos
no início de 2009, restam pouco mais de 13 mil (posição
em 6 de novembro, segundo o “processômetro” do TST).
Nesse quantitativo estão inclusos processos cuja resolução
depende do posicionamento do STF sobre a adoção, nesses
casos, do instituto de repercussão geral. Conforme esclareceu
o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, ao ministro Moura França,
pouco antes da solenidade no CNJ, o critério correto para a contagem
deve excluir esses processos – o que muda substancialmente a realidade
da Meta 2 no TST.
Independentemente dessa questão,
o ministro Milton de Moura França atribuiu o excelente desempenho
da Justiça do Trabalho a todos os magistrados e servidores. Ele
informou que estão sendo adotadas providências para a informatização
total do processo trabalhista, sempre de acordo com a realidade brasileira,
considerando a extensão e a diversidade da estrutura da Justiça
do Trabalho: além do TST, há 24 Tribunais Regionais e
1.378 Varas do Trabalho. Ele revelou que a meta é que, até
julho de 2010, o processo eletrônico esteja funcionando plenamente
no TST e em alguns Tribunais Regionais.
Participaram da cerimônia
de entrega do certificado o presidente do TST, Milton Moura França;
o presidente do STM, Carlos Alberto Marques Soares; o secretário-adjunto
da Ordem dos Advogados do Brasil ( OAB) , Alberto Zacharias Toron; o
presidente do TRT19, desembargador Jorge Bastos da Nova Moreira; a presidente
do TRT16, desembargadora Márcia Andréa Farias da Silva;
o presidente do TRT23, desembargador João Carlos Ribeiro de Souza;
o vice-presidente do TRT13, Paulo Américo Maia de Vasconcelos
Filho; o presidente do TRT21, desembargador José Barbosa Filho
e a representante do TRT11, desembargadora federal Solange Maria Santiago
Morais.
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12/11/2009
Inclusão em cadastro negativo não
é suficiente para definir dano moral
“A inclusão de
nome em cadastro negativo não importa dano moral”. Assim
o ministro Brito Pereira, presidente da Quinta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, resumiu o seu entendimento no julgamento de hoje de dois
recursos de revista em que trabalhadores pleiteavam indenização
por danos morais das empresas Rurícula Agenciamento de Mão-de-Obra
Rural Ltda. e Employer - Organização de Recursos Humanos
Ltda. Os dois recursos foram rejeitados, por maioria, devido à
divergência de posicionamento da ministra Kátia Magalhães
Arruda.
Para o relator, o destinatário
da pretensão do dano moral deve ser aquele que deixou de empregar
alguém que estava incluído em lista negra. É neste
tipo de situação que o ministro Brito Pereira considera
caracterizado o dano moral. Seu argumento é que há inúmeras
situações de cadastro negativo que não geram indenização
por danos morais. O relator cita os casos em que um município
não presta contas aos órgãos devidos e perde o
direito ao financiamento, assim como o comerciante que tem título
protestado e não pode obter financiamento bancário. “E,
por essas restrições, nem por isso se lhes concede dano
moral”, concluiu o presidente da Quinta Turma.
O ministro Brito esclareceu
que o assunto está em discussão na Seção
I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), porque há
quem considere que não se deve questionar sobre “o efetivo
dano, mas que bastaria o reconhecimento de que o empregado foi incluído
numa lista que o negativa”. Nesse sentido, os trabalhadores alegam
que o simples fato de seu nome constar em lista “negra”
ou discriminatória atrapalha a obtenção de novos
empregos. Mesmo assim, concluiu o relator, “mantenho meu voto”.
Sua proposta terminou prevalecendo e os dois processos não foram
conhecidos.
O Tribunal Regional do Trabalho
da 9ª Região (PR), nos dois recursos julgados hoje, liberou
as empresas da indenização porque não havia provas
de efetivo dano moral – o trabalhador nem mesmo sabia se as empresas
tinham cadastro com seu nome. Em um dos processos, o autor alegou que
o dano existiria pela confecção e posterior propagação
da lista entre as empresas associadas. A Quinta Turma concluiu que não
havia elementos que possibilitassem a análise de mérito,
como violação ao artigo 5º da LICC ou divergência
jurisprudencial específica, pois os acórdãos apresentados
pelos trabalhadores não rebatiam a fundamentação
do TRT/PR. (RR –655/2003-091-09-00.1 e RR-592/2003-091-09-00.3)
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