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O GLOBO, 16 de novembro de
2009 | País
Custo da construção civil
avança mais em outubro, apura IBGE
Valor Online
RIO - O Índice Nacional
da Construção Civil, calculado pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 0,33% em outubro, passando
em 0,13 ponto percentual a taxa apurada um mês antes, de 0,20%.
Em outubro de 2008, porém, o acréscimo foi de 0,95%.
O organismo explicou que o resultado
mensal foi pressionado pelos reajustes salariais nos estados de Roraima,
Pará e Pernambuco.
Conforme a pesquisa, o custo
nacional por metro quadrado passou de R$ 707,78 em setembro para R$
710,15 um mês depois. Do total mais recente, R$ 409,13 estão
ligados às despesas com materiais e R$ 301,02 são referentes
aos gastos com mão de obra, com ampliação de 0,22%
e 0,49%, nesta ordem.
No acumulado do ano, o custo
da construção subiu 4,93%, bem menos do que o verificado
em igual período do exercício passado (10,15%). Nos últimos
12 meses, o aumento equivaleu a 6,44%, inferior aos 7,09% dos 12 meses
imediatamente anteriores.
Os números são
calculados pelo IBGE, em convênio com a Caixa Econômica
Federal, a partir do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices
da Construção Civil (Sinapi), criado em 1969.
(Juliana
Cardoso | Valor)
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G1, 16 de novembro de 2009
| Mundo
Emergentes liderarão recuperação
da construção a partir de 2011
Da EFE
(EFE).- Em todo o mundo a construção civil voltará
a crescer até 2011, sendo que a recuperação será
puxada pelos países emergentes, devido ao crescimento da economia
e da população, entre estes o Brasil que terá uma
posição de destaque.
Segundo os analistas, o gigante
brasileiro será beneficiado principalmente pela realização
do Mundial de Futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016,
que terá como consequência à expansão da
construção civil de 6,5% entre 2009 e 2014.
Esta é a principal conclusão
de um relatório elaborado pelas consultoras Oxford Economics
- vinculada à prestigiosa universidade britânica - e Global
Construction Perspectives, que faz uma projeção global
para o setor da construção na próxima década
e hoje foi apresentado em Londres.
Conforme as projeções,
o setor mundial de construção civil deverá movimentar
US$ 12,7 trilhões (8,8 trilhões de euros) em 2020, 70%
a mais que em 2009.
Serão os países
emergentes os que devem liderar a recuperação, pois nestes
mercados a atividade crescerá na próxima década
110%.
Até 2020, países
como China, Índia, Brasil, Polônia, Turquia, Vietnã,
Rússia, México e Indonésia representarão
55% do total da atividade construtora mundial, contra 35% que significavam
em 2005.
Apesar do auge que experimentará
o Brasil, está previsto que a construção no conjunto
da América do Sul e da América Central aumente em média
5% durante a próxima década, transformando a região
emergente de maior crescimento.
A atividade aumentará
até 2020 em torno de 4,2% na Argentina, 4% na Colômbia
e cerca de 6% no México, segundo as estimativas.
Uma das condições
levadas em conta pelos analistas é a política ambiental
dos países emergentes, menos restritiva que a das nações
desenvolvidas durante a próxima década.
O único país desenvolvido
que figura entre os que mais crescerão na próxima década
são os EUA, com uma média de 4,7%, um aumento na construção
de moradias residenciais entre 2009 e 2014, que chegará a 9,8%.
Uma das surpresas do relatório
é a inclusão da Nigéria como o Estado onde a atividade
crescerá fortemente até 2020, devido ao aumento demográfico
e à necessidade de investir em infraestrutura, o dinheiro obtido
pela exploração de seus recursos naturais, entre estes
o petróleo.
O estudo -
patrocinado pelas construtoras Cemex, Holcim, Lafarge e Orascom e que
está à venda na Internet por mais de 300 euros - também
destaca à China como mercado em expansão, onde projeta
um crescimento entre 2009 e 2020 próximo a 8%.
Pelo relatório,
o imóvel residencial representa 57% do mercado da construção
no país asiático, principalmente por causa da mudança
em massa de população da rural à cidade. EFE
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DIÁRIO DO GRANDE
ABC, 16 de novembro de 2009
Pesquisa revela que baixa renda consegue
guardar dinheiro
Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC
A população de
baixa renda, que ganha de um a quatro salários mínimos
(R$ 465 e R$ 1.860), consegue organizar seus gastos mensais com aluguel,
supermercado, contas de água e luz, deixar um pouco para seu
próprio lazer. Um estudo realizado pelo Instituto Quorum com
410 trabalhadores da Região Metropolitana de São Paulo
com registro em carteira, entre 25 e 50 anos, apontou que, em alguns
casos, boa parte consegue guardar um dinheiro na poupança.
Cerca de 40% dos entrevistados
que recebe entre um e dois salários (de R$ 465 a R$ R$ 930) consegue
poupar quantias entre R$ 20 e R$ 30 por mês. Esse percentual chega
a 50% entre quem ganha acima de dois mínimos (a partir de R$
931). "Muitas vezes eles economizam durante o ano todo para, quando
chegar em dezembro, comprar um novo eletrodoméstico ou concluir
alguma obra", relata Cláudio Silveira, diretor do Instituto
Quorum.
A balconista Regiane Maria da
Silva, de 27 anos, que trabalha em uma padaria de Santo André,
vai além: "Quando meus pais faleceram, eles deixaram um
dinheiro para mim, que guardei na poupança. Desde então,
deposito R$ 20 todos os meses. Meu objetivo é juntar dinheiro
para dar de entrada em uma casa própria. E eu devo conseguir
isso em alguns anos", revela.
Hoje ela divide uma casa em
Mauá com marido, filho e dois irmãos. Dos R$ 800 mensais
que ela recebe, gasta R$ 150 no supermercado, R$ 120 em remédios
para tratar a rinite de seu filho, R$ 60 em um convênio médico
para ele e R$ 70 na perua escolar - a escola é pública.
"Se não fosse a renda do meu marido, que é confeiteiro,
e ganha R$ 900, não conseguiria fazer tudo o que faço",
conta. Ele arca com aluguel, conta de água, luz, telefone e gastos
com o carro.
EMPRÉSTIMOS
- De acordo com a pesquisa, quanto menor o rendimento é cada
vez menos comum ter empréstimos em entidades financeiras. Quando
eles precisam de dinheiro, costumam resolver entre amigos e familiares.
"Um dos fatores que contribui para isso é o fato de muitos
deles nem terem conta em banco", aponta Silveira.
É o caso do polidor de
carros Edson Rodrigues, de 30 anos, que trabalha em um estacionamento
em Santo André e ganha um salário mínimo por mês.
"Meu salário é tão pequeno que não
dá para abrir conta em banco, é besteira", comenta.
Dos R$ 465 mensais, ele paga
R$ 75 em condução, gasta R$ 250 no supermercado e R$ 270
com o aluguel, mais água e luz. "O aluguel pesa demais.
Se eu ganhasse uns R$ 800 daria para pagar as contas tranquilamente",
diz Rodrigues, que tem dois filhos e conta com a ajuda da esposa, que
é confeiteira. Juntos, eles somam renda familiar de R$ 900.
Lazer permite pizza e passeio no
shopping
Uma das opções
de lazer, segundo a pesquisa do Instituto Quorum, é alugar DVDs,
ir a parques, fazer um churrasco e comer uma pizza, seja ela da pizzaria
do bairro ou de massa pré-pronta comprada nos supermercados.
"Geralmente eles optam
por assistir a um filme em casa do que pegar um ônibus e levar
uma hora para chegar em um parque. Infelizmente, nas regiões
periféricas não há essa opção de
lazer grátis, então eles têm de estar com disposição
para se deslocar e levar os filhos", diz Cláudio Silvestre,
diretor da entidade.
Os dados apontam que 60% daqueles
que recebem entre um e dois salários mínimos (R$ 465 e
R$ 930) alugam DVDs para passar o tempo livre. O percentual cresce de
acordo com a renda.
A proporção é,
no entanto, semelhante à dos entrevistados que dizem ir a parques:
57% entre um e dois salários.
Jairo Brunetti, de 34 anos,
manobrista de um estacionamento em Santo André, trabalha todos
os fins de semana e folga quando seus três filhos estão
na escola. Ele então aproveita os feriados para ir a um parque
em São Bernardo, no qual, para chegar, leva 40 minutos.
"Quando posso, também
levo as crianças no shopping, eles adoram o Playland, mas eu
acabo gastando uns R$ 80", conta Brunetti, que em suas folgas faz
‘bicos'' de R$ 40 para complementar a renda. Com o salário
de sua mulher, que faz faxinas, somam um total de R$ 840.
O estudo afirma que dos que
recebem até R$ 930 mensais, 74% freqüentam o shopping como
opção de passeio.
Uma vez por mês, ainda,
o manobrista, que adora ler revistas sobre caminhões e para quem
o salário ideal seria de R$ 1.300, consegue pedir uma pizza na
pizzaria de seu bairro ou comprar algo diferente no supermercado. "Nem
que seja uma pipoca, isso já os faz feliz", diz, referindo-se
aos seus filhos.
O levantamento indica, de fato,
que 77% dos que ganham entre um e dois salários tem a pizza como
atividade gastronômica. "Mesmo que não tenham dinheiro
para comprar na pizzaria, compram no supermercado por R$ 5 e dão
uma incrementada", conta Silvestre.
A balconista Regiane Silva
revela que gasta cerca de R$ 300 com seu lazer e de seu filho. "Não
adianta. Quando o levamos ao parque Celso Daniel ou ao shopping, sempre
passamos no McDonald''s ou no Habib''s."
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Gazeta do Povo, 16 de novembro
de 2009
Planalto
Governo federal acelera a consolidação
de "leis sociais"
Presidente Lula quer deixar CLS como legado
de sua gestão, assim como a Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT), referente aos direitos dos trabalhadores, foi para
Getúlio Vargas
Brasília - O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva decidiu acelerar a discussão
da proposta de Consolidação das Leis Sociais (CLS). Ele
determinou aos ministros Tarso Genro, da Justiça, e Luiz Dulci,
da Secretaria- Geral da Presidência da República,
que apresentem ainda neste ano um texto consolidando em lei todos programas
sociais no país, existentes desde 1988, e que funcionem sustentados
apenas por decretos e portarias. São programas que podem ser
interrompidos pela decisão de qualquer governo futuro. Incluídos
na CLS, ficarão garantidos.
Além de tentar transformar
a CLS em legado da sua gestão, Lula quer usar a proposta para
ajudar a impulsionar a campanha presidencial da ministra da Casa Civil,
Dilma Rousseff. Na visão do presidente, o projeto seria tão
importante quanto à Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT) em relação aos direitos dos trabalhadores,
criada por Getúlio Vargas, em 1943.
Setores do governo tem apresentado
ideias para inclusão de pontos no texto. O presidente do Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, acredita
que existe espaço na CLS para incluir um capítulo sobre
o “trabalhador moderno”. Ele se refere a pessoas que não
trabalham em um local fixo, estão conectados por internet e celulares
ao serviço e, portanto, fogem dos padrões previstos na
jornada de trabalho tradicional. É o que ele chama de “trabalho
material”. “Outros países estão vivendo esse
contexto. Essa ideia do avanço do trabalho material, que é
a possibilidade de exercê-lo em qualquer lugar, em qualquer horário”,
diz Pochmann. “Cada um tem computador, tem
tecnologia de informação. Ele pode trabalhar em qualquer
lugar. O espaço formal de trabalho, a sede da empresa, não
é mais o espaço da individualidade.”
A questão, segundo Pochmann,
é que essa forma de trabalhar altera jornadas, gera riquezas,
mas não tem suas especificidades previstas pela lei. “Não
houve apenas uma intensificação do trabalho, dadas as
novas tecnologias e a possibilidade de obter ganhos com produtividade”,
diz, citando o serviço feito fora do local que tradicionalmente
é reconhecido como trabalho. Esse tipo de trabalho, segundo o
dirigente do Ipea, está gerando riqueza, apesar de ser um valor
pouco conhecido, não contabilizado. “Não só
a legislação não dá conta, como também
a relação capital trabalho não dá conta.
Os sindicatos não estão reclamando e, aparentemente, as
empresas também não estão contabilizando.”
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Gazeta do Povo, 16 de novembro
de 2009
Sucessão
De olho em 2010, PT resgata antigas teses
da esquerda
Petistas tentam abandonar discurso centrista
de Lula e falam em “projeto democrático, popular, nacionalista”
Brasília - Com a pré-campanha
eleitoral na rua, o PT afia, em discursos e documentos, uma linguagem
que estava aposentada e não encaixava no figurino de um governo
cada vez mais politicamente centrista. Com inflexão esquerdista,
os petistas ressuscitaram o velho Consenso de Washington e até
a ideia de um “projeto democrático, popular, nacionalista
e internacionalista, de inclusão e participação
popular”. A ampliação do papel do Estado virou lugar
comum nas declarações dos ministros.
Na semana passada, essa guinada
deu o tom no debate em torno do apagão de energia, ocorrido na
última terça-feira, quando foi feita comparação
com a crise do setor durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.
“Aves de rapina não se aguentam de alegria pelo blecaute.
Confundem o incidente com a falta de energia que parou o Brasil em 2001”,
rebateu o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini
(SP), em seu twitter, classificando como “incidente” a falta
de luz que atingiu 18 estados.
Antes desse problema, a comparação
sobre os modelos de governo Lula e FHC já vinha sendo promovida
pelos petistas em outras áreas. Considerado como um dos pontos
centrais da campanha presidencial de 2010, o tema pré-sal é
tratado como assunto de máximo interesse estratégico.
Por conta disso, tornou-se simbólico para exemplificar a nova
visão de fortalecimento do Estado pregada
por governistas e pelo presidente Lula.
Pré-sal
Em resolução aprovada
por uma comissão da Executiva Nacional do PT, no dia 3 de setembro,
o partido faz a defesa dessa linha de ação e provoca nova
comparação com os rivais de campanha. “O lançamento
do marco regulatório do pré-sal repõe o debate
essencial: as opções estratégicas colocadas para
o Brasil e o papel do Estado”, diz o texto. “Decorridos
quase sete anos de governo Lula, depois dos 12 anos de neoliberalismo,
o confronto entre projetos tem contornos compreensíveis para
largas parcelas do povo brasileiro.”
Segundo a resolução,
“a própria descoberta das reservas do pré-sal –
e muitas outras de petróleo e gás de menor profundidade
– só foi possível a partir da retomada dos investimentos
e apoio decidido do governo Lula à estatal”.
O documento emenda: “É
pedagógica, nesse sentido, a reação dos setores
conservadores ao discurso feito pelo presidente Lula no ato de lançamento
do marco regulatório (do pré-sal). Alguns editoriais,
comentários e análises trazem de volta o discurso neoliberal
que levou o mundo à crise financeira e econômica. É
papel do PT tratar a questão não apenas como a tramitação
legislativa de um projeto técnico, mas como vetor simbólico
do embate entre o projeto democrático, popular, nacionalista
e internacionalista, de inclusão e participação
popular, contra o projeto do Consenso de Washington,
que vigorou no Brasil até 2002”.
“Dois Brasis”
Pré-candidata do PT à
sucessão de Lula, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, já
incorporou o bordão “nós contra eles” nos
eventos. “O que se jogará no ano que vem é o confronto
entre dois Brasis. O que terminou em 2002 e o de 2009 e 2010”,
afirmou a ministra durante o encontro de prefeitos petistas, em Guarulhos,
ocorrido no dia 7.
Segundo os petistas, foi bem
sucedida a estratégia adotada na campanha presidencial de 2006,
entre Lula e Geraldo Alckmin (PSDB), justamente em torno da defesa do
papel do Estado. Naquela eleição, os tucanos foram acusados
de serem defensores de ampla privatização das companhias
estatais.
Na campanha, vendas de companhias
como a Vale do Rio Doce foram criticadas e os petistas passaram a insinuar
que os adversários negociariam outras empresas, como Petrobras,
Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, caso voltassem ao poder.
Os tucanos não conseguiram ganhar esse debate junto à
opinião pública.
Na medida que a disputa presidencial
avança para provável polarização entre PT
e PSDB, a ideia dos governistas é usar essa guinada para marcar
uma espécie de modelo petista durante a campanha eleitoral.
Aliados do presidente fazem
comparações entre a gestão Lula, iniciada em 2003,
e a de Fernando Henrique Cardoso, exercida entre 1995 e 2002, apresentando
Dilma como representante de um modelo em que o Estado terá participação
cada vez maior. O discurso fica mais à esquerda do adotado pelo
governo nos primeiros anos de mandato de Lula e durante sua campanha
eleitoral. Após perder três eleições consecutivas,
o petista só conseguiu vencer ao fazer movimento contrário
do atual, buscando simpatia de setores liberais e conservadores.
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BEM PARANÁ, 16 de novembro de 2009
| Política
Vida pública
ONGs apostam em conscientização
para barrar “fichas-sujas”
Ideia é oferecer ao eleitor informações
para ele puna com o próprio voto os candidatos implicados na
Justiça
Abraão Benício com agências
Entidades que defendem a moralidade na vida pública estão
se unindo em uma cruzada nacional para impedir que os chamados “fichas-sujas”
disputem as eleições 2010. Como já não há
tempo hábil para que o projeto de iniciativa popular que proíbe
a candidatura de políticos condenados em primeiro grau pela Justiça
seja aprovado e vigore a partir da eleição do ano que
vem, as principais entidades civis de combate à corrupção
estão buscando uma alternativa para garantir que 60% dos ocupantes
de cadeiras no Senado e Câmara Federal sofram renovação.
A legislação eleitoral prevê que para entrar em
vigor, qualquer alteração deve ser aprovada, no mínimo,
com um ano de antecedência da eleição.
Assim, como via alternativa, o Movimento de Combate à Corrupção
Eleitoral (MCCE), Transparência Brasil, Contas Abertas, Voto Consciente,
Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo), entre outras,
se organizam para entrar nas eleições de 2010 com uma
campanha massiva na internet para elevar a qualidade da representação
parlamentar do País. Os trabalhos vão desde a seleção
dos nomes dos candidatos com ficha suja, que já está sendo
preparada, aos relatórios de desempenho da atividade legislativa
dos que já ocupam cargos no Congresso, tabelas de gastos com
verba indenizatória, quadro de doadores de campanha, emendas
apresentadas ao Orçamento entre outras.
De acordo com o professor de sociologia e ciência política
da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Costa de Oliveira,
o ideal seria a existência de uma lei específica para barrar
os fichas-sujas. “Esta iniciativa já é melhor do
que nada. Já que não existe uma legislação,
é uma alternativa válida. O movimento tenta conscientizar
o eleitorado. Acho que os próprios partidos poderiam impedir
estes maus políticos de disputarem eleições”,
argumenta.
Considerada pelas organizações não-governamentais
a principal ferramenta para a conquista de uma renovação
recorde no Congresso, a campanha da ficha limpa - que prega a rejeição
de voto para os políticos com processos na Justiça - será
usada pela primeira vez para a escolha dos 513 deputados e 54 dos 81
senadores no próximo ano. Nas últimas eleições,
o índice de novos parlamentares eleitos do Congresso foi de 45%
(em 2006) e de 41% (em 2002). Só em 1990 foi registrada renovação
de 62%, mas apenas na Câmara.
Oliveira defende ainda uma fiscalização mais rigorosa
nas declarações de bens dos candidatos. “Todo cidadão
tem que prestar contas a Receita, mas a declaração de
bens dos candidatos é feita de qualquer jeito. Eles incluem o
que querem e alguns não declaram nada. Há muitas brechas
na legislação eleitoral, que ainda precisa de aperfeiçoamento.
A punição deveria ser mais efetiva”, afirma. “A
Justiça começa a cassar alguns eleitos por abuso do poder
econômico, mas o avanço ainda é lento”, completa
o professor.
Atualmente, levantamento feito pelo projeto Excelências da Transparência
Brasil mostra que, dos 513 deputados, 208 têm problemas com a
Justiça ou com os tribunais de contas - 41%. No Senado, dos 81
parlamentares, são 29 - 36%.
A proposta de criar a ficha limpa como critério de corte para
candidaturas de políticos com condenação em primeira
instância por crimes graves ou contra a administração
pública com processo ainda em trâmite na Justiça
foi inicialmente formalizada nas eleições municipais de
2008 pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Na ocasião, o pedido foi rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal
(STF). Mesmo assim, ela foi amplamente divulgada pelas entidades civis
e pela imprensa.
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JM ONLINE (UBERABA/ MINAS
GERAIS), 16 de novembro de 2009 | Cidade
Setor da construção civil
obtém cesta básica e aumento de 6,5%
Trabalhadores do setor de mármores
e granitos já sabem qual será o percentual do aumento
salarial. Foi definido na quarta-feira, 11, que eles receberão
reajuste de 6,5%, sendo 2% de ganho real e 4,5% referente à inflação,
medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Segundo Paulo Wagner de Oliveira, diretor geral do Sindicato dos Trabalhadores
da Indústria da Construção Civil e Mobiliário
de Uberaba, os funcionários deste segmento também passarão
a ganhar cesta básica. “Eles almejavam ganho real de 15%,
mas não foi possível esta elevação. De qualquer
forma, houve elevação e o índice ficou de acordo
com a realidade do mercado local”, avalia.
Ainda de acordo com Paulo Wagner, outras três áreas ligadas
à construção mantêm negociações
na cidade: produtos de cimento, cerâmicas e olarias, e instalações
elétricas e hidráulicas. “Cada uma quer aumento
salarial de 19,5%, sendo 15% de ganho real, mais 4,5% da inflação,
medida pelo INPC”, informa.
As propostas foram encaminhadas ao sindicato patronal responsável
por estas categorias, mas, conforme Paulo Wagner, até o momento
não houve resposta. “Entregamos as pautas de reivindicações
e, agora, aguardamos as contrapropostas. Esperamos que elas cheguem
rapidamente para que possamos fechar os acordos ainda neste mês
e os empregados recebam os aumentos já em dezembro”, afirma.
Paulo Wagner informa também que os trabalhadores dos três
segmentos pedem ainda cestas básicas e adicionais de periculosidade
e insalubridade.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
16/11/2009
Norma coletiva não pode estabelecer
prazo para comunicação de gravidez
O desconhecimento da gravidez
pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização
decorrente da estabilidade. Sob esse entendimento, consignado na Súmula
244, a Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho aceitou recurso
de uma trabalhadora e afastou norma coletiva que condicionava o direito
à estabilidade a confirmação da gravidez em prazo
específico.
Três meses após ter sido dispensada da Plastmóveis
Indústria e Comércio Ltda., para a qual trabalhou durante
quatro anos, ela apresentou à gerência da empresa exames
médicos comprovando que se encontrava grávida na época
de sua demissão. Tentou, com isso, retornar ao emprego mas, diante
da recusa do empregador, ajuizou ação trabalhista.
O juiz da Vara de Rolândia (PR) negou o reconhecimento do direito
à estabilidade e, consequentemente, ao pedido de reintegração
e o direito à estabilidade, sob o fundamento de que o comunicado
de sua gravidez à empresa foi feito após o prazo estabelecido
em acordo coletivo em vigor, que era de 60 dias após a rescisão
contratual. Inconformada, a industriária recorreu ao Tribunal
Regional da 9ª Região (PR), que confirmou o entendimento
da primeira instância.
A trabalhadora insistiu em seus argumentos e buscou a reforma da decisão
no TST, mediante recurso de revista. O relator do processo na Primeira
Turma, ministro Walmir Oliveira, destacou em seu voto que o entendimento
do TST, expresso na Súmula 244, é de que a imposição
de condições à gestante para o exercício
do direito à estabilidade provisória fere a norma constitucional.
Assim, ainda que o empregador não tivesse ciência do estado
de gravidez da empregada quando a dispensou, é assegurada a ela
a estabilidade provisória.
Na avaliação do ministro, trata-se de responsabilidade
objetiva, na qual o legislador constituinte visou a resguardar, em última
análise, o próprio nascituro, cujo direito de personalidade
civil começa desde a concepção. Nesse mesmo sentido,
acrescentou, há decisão do Supremo Tribunal Federal reconhecendo
ser inválida norma coletiva que condicione o gozo da estabilidade
à comunicação ao empregador.
Assim, a Primeira Turma acatou, por unanimidade, o recurso da trabalhadora
e condenou a empresa ao pagamento dos salários e demais direitos
correspondentes ao período de estabilidade provisória
da gestante. (AIRR-779/2001-669-09-00.3)
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15/11/2009
Vendedora de seguros consegue multa do artigo
477 da CLT
Embora o corretor de seguros,
por disposição legal, seja considerado autônomo,
a empresa carioca Gibraltar Corretora de Seguros foi condenada a pagar
multa por atraso na quitação da rescisão contratual
de uma vendedora que foi considerada empregada. Isso porque a Seção
I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior
do Trabalho (SDI-1) verificou que, nesse caso, o vínculo empregatício
estava devidamente configurado.
A empresa recorreu ao TST contra
decisão do Tribunal Regional da 1ª Região (RJ), favorável
à empregada. Alegou que a multa do artigo 477 da CLT seria ilegal
porque havia “razoável controvérsia sobre a existência
da relação empregatícia” – entendimento
que a isentaria da condenação. Julgado na Terceira Turma
do TST, o recurso não chegou a ultrapassar a fase de conhecimento,
que daria condições para que o mérito da questão
fosse julgado.
A Gibraltar embargou a decisão,
mas a SDI-1 manteve o entendimento adotado pela Terceira Turma, sob
o fundamento de que as informações divulgadas no acórdão
regional não deixa dúvidas quanto à veracidade
da relação de emprego. Informou o relator, ministro Brito
Pereira, que a empregada se submetia a metas, supervisão e direção,
o que afasta seu enquadramento como profissional autônomo.
Durante os debates na sessão
de julgamento na SDI-1, o ministro Aloysio Correa da Veiga afirmou que
não pode haver controvérsia sobre a questão, na
medida em que a trabalhadora submeteu-se a exame admissional, pois não
existe esse tipo de exame para a contratação de autônomo.
A decisão foi aprovada
por unanimidade (E-RR-1901-2000-012-01-00.1)
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16/11/2009
Mandato tácito é reconhecido
após procuração ter sido considerada irregular
A falta de identificação
do outorgante da procuração deixou de ser impedimento
para que o agravo de instrumento de uma empresa fosse apreciado no Tribunal
Superior do Trabalho. O comparecimento pelo advogado à audiência
inaugural possibilitou que a Seção I Especializada em
Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SDI-1)
se posicionasse pela aceitação da existência de
mandato tácito da empresa, diante da invalidade do mandato expresso
(procuração escrita).
A decisão provocou uma
reviravolta no julgamento do processo. Anteriormente, o mérito
do agravo de instrumento da Comercial Pereira de Alimentos Ltda. não
chegou a ser analisado pela Primeira Turma, devido à irregularidade
de representação, decorrente da ausência de identificação
do outorgante da procuração. A empresa opôs embargos
declaratórios alegando haver mandato tácito, pois o advogado
comparecera à audiência inaugural.
A Primeira Turma, porém,
apenas prestou esclarecimentos, mas não reformou a decisão.
Considerou que, para ser válido o mandato tácito, a procuração
não poderia ter sido juntada aos autos. Nessa linha de entendimento,
concluiu que, havendo mandato expresso, ainda que irregular, não
há como invocar a caracterização de mandato tácito.
A empresa opôs embargos
à SDI-1. Sustentou a regularidade de representação
sob o argumento de que, uma vez identificado o vício processual
na procuração, esta deveria ser considerada inexistente.
Logo, o mandato tácito teria de ser reconhecido.
Ao analisar o caso, a ministra
Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, relatora dos embargos, avaliou que,
se a jurisprudência do TST entende que a falta de identificação
do representante legal da pessoa jurídica torna inválido
o mandato, o negócio jurídico não produz efeitos.
Diante disso, propôs afastar a irregularidade de representação
declarada pela Turma. Aprovado o voto, a SDI-1 determinou o retorno
dos autos à Primeira Turma, para que prossiga no julgamento do
agravo de instrumento. (E-AIRR - 299/2007-006-24-40.9)
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16/11/2009
Moradia para a realização do
trabalho não é salário
A Quarta Turma do Tribunal Superior
do Trabalho deu provimento ao recurso de revista da Itaipu Binacional
para descaracterizar a condição de salário-utilidade
da habitação fornecida a uma ex-empregada da empresa.
Com essa decisão, prevaleceu a sentença de primeiro grau
que havia excluído da condenação os respectivos
reflexos dessa vantagem.
Como afirmou o relator e presidente
do colegiado, ministro Barros Levenhagen, na medida em que ficara esclarecido
que a habitação era fornecida à empregada pela
Itaipu para o trabalho, não se pode caracterizar o benefício
como salário-utilidade. Segundo o relator, a jurisprudência
do TST considera que a habitação fornecida pelo empregador
ao empregado, quando indispensável para a realização
do trabalho, não tem natureza salarial (Súmula nº
367).
O Tribunal do Trabalho da 9ª
Região (PR) tinha reformado a sentença de primeiro grau
por entender que a concessão de moradia gratuita configurava
salário-utilidade, não importando se esse fornecimento
tenha sido para o trabalho ou pelo trabalho prestado. Para o TRT, o
fornecimento de habitação caracterizava sempre salário-utilidade
quando a presença do trabalhador nela fosse vantajosa para o
empregador.
Durante o julgamento na Turma,
o advogado da trabalhadora afirmou que a moradia fornecida tinha natureza
salarial, pois a situação nos dias atuais na região
era bem diferente do início das obras no local, ou seja, não
haveria mais necessidade de fornecimento de habitação
aos trabalhadores que teriam opções de moradia na cidade.
Entretanto, o voto do relator
foi acompanhado por unanimidade pelos demais ministros da Quarta Turma.
O ministro Fernando Eizo Ono, inclusive, destacou que a Itaipu continua
fornecendo essas moradias com a mesma filosofia do passado, ou seja,
para facilitar a prestação do serviço pelo trabalhador.
Ainda de acordo com o ministro, nas cidades do interior, não
existem tantas ofertas de moradias - o que demonstra a importância
da vantagem fornecida pela Itaipu. (RR- 567.720/1999.5)
(Lilian Fonseca)
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Sintricomb, 16 de novembro
de 2009
Brusque participa da 6º Marcha de
Trabalhadores em Brasília
Representantes do Sindicato
dos Trabalhadores na Indústria da Construção e
do Mobiliário de Brusque e região (Sintricomb) participaram
na semana que passou de uma manifestação pela redução
da jornada de trabalho no Brasil. O encontro aconteceu em Brasília,
no último dia 11, quinta-feira.
De acordo com o vice-presidente do Sintricomb, Izaias Otaviano, um dos
que representou a entidade na capital federal, em torno de 40 mil pessoas
participaram do movimento. Eram sindicalistas e trabalhadores de todo
o país. O pleito é para que o Congresso aprove a redução
da jornada de 44 para 40 horas semanais, como já ocorre em outros
países. “A manifestação foi um grande sucesso.
Nós atingimos o objetivo, que era d elevar mais de 40 mil trabalhadores
para lá.” Destaca Otaviano. Denominada de 6ª Marcha
da Classe Trabalhadora, a manifestação percorreu as principais
ruas de Brasília, passando pelo Congresso e também a Esplanada
dos Ministérios.
De posse de cartazes e carros-de-som, os manifestantes cobraram dos
deputado9s e senadores a aprovação da proposta. Com isso,
a classe acredita que haverá a abertura de novos postos de trabalho.
O presidente do Sintricomb, Renato José Lungen, pensa dessa forma,
mas acredita que a proposta vai enocntrar muitas barreiras no Congresso.
“Dificilmente passa. Porque a classe patronal tem muita força
lá” comenta.
Valdomiro da Motta
Assessoria em imprensa do Sintricomb
47 91877553 | 47 33512089
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