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Vermelho, 17 de novembro de 2009
Empregos com carteira passa de
1 mi; 2010 deve chegar a 2 mi
O Brasil conseguiu criar 1.163.607
de postos de trabalho até outubro. Somente no mês passado,
foram gerados 230.956 empregos com a admissão de 1.433.915
pessoas e demissão de 1.202.959.
Entre os setores, os que mais de destacaram foram a indústria
de transformação, o setor de serviços e o comércio.
Segundo o Ministério do Trabalho, pelo terceiro mês consecutivo
o número de empregos gerados com carteira assinada superou
a marca de 200 mil. O resultado de outubro se deve ao desempenho recorde
em cinco dos oito setores da atividade econômica.
O principal destaque foi a indústria
de transformação, que ampliou o seu quadro em 74.552 novos
postos, também um recorde para meses de outubro. Outros setores
com contrações líquidas recordes foram serviços
(69.581), comércio (68.516), construção civil (26.156)
e extrativa mineral (1.157). O único setor que demitiu mais do
que contratou foi o agropecuário, com dispensas líquidas
de 11.569.
Segundo o Ministério
do Trabalho, essa redução se deve à entressafra,
principalmente no Sudeste do país. “Não me surpreendo
com esse número de 1.163.607, porque desde março vínhamos
falando da solidez do mercado interno, da força da economia nacional
e das ações do governo para enfrentar a crise”,
afirmou o ministro Carlos Lupi.
Massa salarial
Segundo o ministro, o resultado
mostra que o Brasil é o único país do G-20 a gerar
mais de 1 milhão de empregos e disse que no próximo ano
o país vai chegar ao saldo acumulado de 2 milhões de empregos.
Lupi disse ainda que o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os
bens e serviços produzidos pelo país) de 2010 poderá
crescer entre 7% e 8%. Entre as áreas que devem ter maior expansão
em 2010, ele citou a indústria de transformação
e o setor de serviços.
Para 2010, Lupi previu a geração
de 2 milhões de empregos formais no país. Se a marca for
atingida, segundo ele, será o maior número de geração
de empregos em um ano na história do país. “Temos
que ter crença na economia nacional e temos que acabar com o
complexo de ser pequeno”, afirmou o ministro, que previu que o
setor de serviços continue sustentando a geração
de empregos no Brasil.
Lupi também destacou
a elevação da massa salarial de janeiro a outubro, 4,4%
acima da inflação medida pelo Índice Nacional de
Preços ao Consumidor (INPC). Para o ministro, o aumento da massa
salarial foi o maior impulso para que o País saísse da
crise financeira internacional. Ele disse que anunciará, nos
próximos dias, um recorde histórico no pagamento do abono
salarial, concedido a trabalhadores com renda média de até
dois salários mínimos no ano anterior.
Demissões
"A maior alavanca para
sair dessa crise foi a massa salarial. O aumento do salário mínimo
injetou muito dinheiro na economia, assim como os abonos salariais.
Em comparação com o mês anterior (setembro) a média
de salário cresceu 0,97%.O crescimento real do salário
mínimo acima da inflação foi a mola que promoveu
a recuperação da economia", disse Lupi.
O ministro, no entanto, não
se arriscou a prever um número de criação de empregos
para fechar 2009. Lupi manteve a expectativa de fechar o ano na marca
de 1,1 milhão empregos formais, evitando afirmar que os meses
de novembro e dezembro podem ter saldo negativo, com aumento das demissões.
"Para encerrar o ano, vamos
ter em dezembro o menor índice de demissões. A força
da economia interna puxou a geração de 1.163 milhão
de empregos até agora, mas não quero apostar num resultado
maior nesse momento", afirmou. "Ouso afirmar que novembro
terá uma grata surpresa de contratação, também
com recorde para ser o melhor novembro da história. O melhor
novembro foi em 2007 com 125 mil, então devemos passar dos 150
mil empregos no mês", disse.
Com agências
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Gazeta do Povo, 17 de novembro
de 2009
Queda de braço
Governo só dará 2,5% de
reajuste real a aposentado
Ministro da Previdência alega que porcentual
acima disso estoura as contas do INSS
O governo federal não
está disposto a ceder um reajuste real superior a 2,5% aos aposentados
que recebem acima do salário mínimo (R$ 465) no ano que
vem. Segundo o ministro da Previdência, José
Pimentel, a proposta fechada em agosto com as centrais sindicais é
a que cabe nas contas do INSS. “Por parte do governo,
não há qualquer resistência a essa proposta”,
afirmou Pimentel, durante passagem por Curitiba, ontem, para participar
do 25.º Congresso dos Tribunais de Contas Estaduais.
O reajuste real de 2,5% não
é unanimidade entre os aposentados. A Confederação
Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap) faz um forte lobby
contra a proposta e defendem que seja aprovado o texto da emenda ao
Projeto de Lei 01/07 do senador Paulo Paim (PT-RS). A emenda de Paim
estende a mesma política de reajuste do mínimo aos aposentados
que recebem acima do piso nacional. A política prevista no PL
01/07 determina que até 2023 o reajuste do mínimo deve
corresponder a soma da inflação ao porcentual do crescimento
do PIB de dois anos anteriores.
O projeto de lei, que incluindo
a emenda de Paim, já passou no Senado e foi colocado na pauta
de votação da Câmara dos Deputados no começo
do mês sob forte pressão de parte das entidades representativas
dos aposentados. Mas, graças a uma manobra regimental da base
governista, não chegou a ser votado.
O governo agora promete formalizar
a proposta fechada em agosto com as centrais sindicais e levá-la
à votação no Congresso. É provável
que o Palácio do Planalto edite uma medida provisória
para isso, mas Pimentel afirmou que ainda não há nada
definido. “Cada dia com a sua agonia”, brincou o ministro.
O projeto governista deve ser
apresentado aos deputados após a votação do marco
regulatório do pré-sal, afirmou o ministro. Os quatro
projetos de lei que regulam a exploração do petróleo
na camada pré-sal estão na pauta de votação
desta semana do Congresso. Porém, a expectativa dos governistas
é que as discussões sobre o tema levem até 20 dias
para serem concluídas. Isso empurra a votação do
reajuste das aposentadorias para dezembro, ou até mesmo para
o ano que vem.
Outras propostas
Além da emenda que estende
o reajuste do mínimo a todas as aposentadorias, Paim já
apresentou outras três propostas que mexem com o caixa com a Previdência
Social. “Se o kit Paim for aprovado, gerará um custo adicional
de R$ 143 bilhões”, comentou Pimentel. Ele afirmou que,
se forem mantidas as regras atuais do sistema previdenciários,
em 2019 a previdência urbana atingirá o equilíbrio
financeiro.
Discussão sobre fator previdenciário
só depois do pré-sal
O governo federal também
aguarda o fim das discussões do marco regulatório do pré-sal
no plenário da Câmara para voltar as atenções
ao substitutivo apresentado pelo deputado Pepe Vargas (PT-RS) à
proposta do senador Paulo Paim (PT-RS), que prevê o fim do fator
previdenciário. O texto do deputado cria a fórmula 85/95
e conta com o apoio do Executivo. “Houve um pedido dos líderes
governistas para que esses temas só sejam discutidos após
a votação do pré-sal”, comentou o ministro
da Previdência, José Pimentel, se referindo também
aos reajustes reais para os aposentados que recebem acima do mínimo.
Pelo projeto de Pepe Vargas,
o fator previdenciário seria extinto e o trabalhador teria direito
ao benefício integral sempre que a soma da idade com o tempo
de serviço chegasse a 85, no caso das mulheres, ou a 95, no caso
dos homens. A criação da fórmula é polêmica
e, assim como a acordo do reajuste em 2010, não conta com o apoio
de todos os aposentados.
Inconstitucional
Além disso, a proposta
de Pepe Vargas foi considerada inconstitucional pelo relator da matéria
na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
da Câmara Federal. No seu relatório, o deputado Arnaldo
Faria de Sá (PTB-SP) avalia que o substitutivo tenta criar um
limite de idade para a aplicação do fator previdenciário,
o que só poderia ser feito por meio de uma modificação
na Constituição Federal, segundo Faria de Sá. No
mesmo relatório, o deputado apresentou parecer favorável
ao texto de Paim. O texto, entregue no começo do mês à
CCJ, ainda não foi votado na comissão.
O projeto de Paim retoma a forma
de cálculo que era feito anteriormente à criação
do fator previdenciário. Assim, o benefício seria calculado
pela média aritmética simples dos últimos 36 salários
de contribuição recebidos pelo trabalhador nos quatro
anos anteriores ao pedido de aposentadoria. A proposta é criticada
por especialista na área de previdência, que acreditam
que a mudança significaria um retrocesso para o equilíbrio
das contas do INSS.
Kit
Paim
Veja as propostas do senador Paulo Paim (PT-RS) que mexem com o caixa
da Previdência Social e tramitam hoje no Congresso:
Fator Previdenciário
(PL 3.299/2008)
Extingue o cálculo e
propõe uma retomada ao sistema anterior para o cálculo
das aposentadorias.
Recuperação
(PL 4.434/08)
Prevê um sistema de recuperação
dessas aposentadorias. De modo que o aposentado passe a receber em cinco
anos o equivalente ao número de mínimos que ganhava quando
parou de trabalhar.
Reajuste (Emenda ao
PL 01/07)
O reajuste do salário
mínimo seria aplicado também para quem recebe uma aposentadoria
acima do piso.
Veto
A proposta estendia o reajuste
de 16,67% do mínimo em 2006 a todos os aposentados. A emenda
foi vetada pelo presidente, mas o veto pode ser derrubado pelo Congresso.
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BEM PARANÁ, 17 de novembro
de 2009 | Economia
PIB
Estimativa para crescimento do PIB em
2010 chega a 5%
Analistas financeiros dizem que o superavit
comercial será de US$ 15 bilhões
Agência Estado
Analistas do mercado financeiro
elevaram a projeção para o crescimento da economia no
próximo ano. A estimativa para o aumento do Produto Interno Bruto
(PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país,
passou de 4,83% para 5%, em 2010. Para este ano, a projeção
teve ligeira alta, de 0,20% para 0,21%.
As informações
constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada
pelo Banco Central (BC) com base em estimativas dos analistas do mercado
financeiro para os principais indicadores da economia. Essas projeções
para o crescimento da economia são importantes tanto para as
empresas quanto para os trabalhadores.
No caso das empresas, as estimativas
servem como indicativo sobre qual será a demanda pelos seus produtos.
Já para os trabalhadores, as projeções sobre o
PIB têm a ver com a disponibilidade de emprego e até mesmo
com as perspectivas salariais do mercado de trabalho.
Além das projeções
dos analistas do mercado financeiro, o governo também faz estimativas
para os indicadores. Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi,
mais otimista, o Brasil terá em 2010 um crescimento econômico
em níveis semelhantes ao da China e assim, dobrará o número
de empregos para 2 milhões.
A projeção do
ministro é de um crescimento do PIB de 7% a 8%. Para o ministro
da Fazenda, Guido Mantega, o atual nível de recuperação
indica uma previsão de crescimento da economia na casa de 5%
em 2010. Essa é a mesma projeção feita pelo ministro
do Planejamento, Paulo Bernardo.
Além da estimativa para
o PIB, o boletim Focus também divulga projeções
para outros indicadores. No caso da produção industrial,
os analistas não esperam recuperação neste ano,
mas somente em 2010. A expectativa para 2009 passou de -7,70% para -7,64%.
Para o próximo ano, a estimativa de crescimento da produção
industrial passou de 6,05% para 6,55%.
Segundo o boletim, não
foi ajustada a projeção para a relação entre
a dívida líquida do setor público e o PIB, que
permaneceu em 44% em 2009, com alteração de 42% para 42,20%
em 2010. A expectativa para a cotação do dólar
também foi mantida em R$ 1,70 ao final de 2009 e em R$ 1,75 ao
fim de 2010.
A previsão para o superavit
comercial (saldo positivo de exportações menos importações)
neste ano passou de US$ 25,5 bilhões para US$ 25,2 bilhões.
Para 2010, os analistas reduziram a estimativa de US$ 16 bilhões
para US$ 15 bilhões.
Para o deficit em transações
correntes (registro das transações de compra e venda de
mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) neste ano, os
analistas alteraram a estimativa de US$ 16,9 bilhões para US$
17 bilhões. Para 2010, foi ajustada a projeção
de US$ 33,250 bilhões para US$ 34,3 bilhões.
A expectativa para o investimento
estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do
país) em 2009 foi mantida em US$ 25 bilhões e em US$ 35
bilhões para 2010.
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Folha de S.Paulo, 17 de
novembro de 2009
BC troca diretor e fica menos ortodoxo
Aldo Mendes, funcionário de carreira
do BB e que já questionou independência do Banco Central,
entra no lugar de Torós | Saída de Torós, já
prevista, é antecipada após críticas que fez à
ação de Mantega na crise e declarações sobre
os bastidores do banco
MARCIO AITH
DA REPORTAGEM LOCAL
Reduto do pensamento econômico
liberal no governo petista, a diretoria do BC (Banco Central) passa
a ter uma feição um pouco menos ortodoxa.
O diretor de Política Monetária do órgão,
Mario Torós, foi substituído ontem pelo economista Aldo
Luiz Mendes, funcionário de carreira do Banco do Brasil e ex-presidente
do conselho administrativo da Previ -o fundo de previdência dos
funcionários do BB.
A troca no Banco Central foi anunciada no começo da noite de
ontem após conversa telefônica entre o presidente do BC,
Henrique Meirelles, e o presidente Lula, em viagem oficial à
Itália.
No telefonema, Meirelles foi convocado para reunião com Lula
hoje em Brasília.
Não está claro se a nomeação de Mendes implica
uma reorientação futura da política monetária
do Banco Central com relação à política
ativa de juros e à tolerância com a crescente valorização
do real.
Em um artigo publicado em 1993, Mendes colocou-se contrário à
independência do BC, vista por ele como um empecilho às
forças da democracia.
Mas Mendes não é propriamente alinhado com o pensamento
petista. Foi nomeado diretor de finanças do Banco do Brasil ainda
no governo FHC, em 2001, e sua relação civilizada com
o PSDB viabilizou, em 2008, o acordo com o tucano José Serra
para a compra da Nossa Caixa, do governo paulista, pelo BB.
O novo diretor do BC é ligado a Antonio de Lima Neto, ex-presidente
do BB demitido por Lula em abril por reduzir "lentamente"
os juros.
Dois meses após a saída de Lima Neto, Mendes migrou da
vice-presidência do BB para a presidência da Companhia Aliança
do Brasil (seguradora controlada pelo BB), cargo que ocupava até
ontem.
Aos 51 anos, dos quais 30 como funcionário do BB, Mendes é
formado pela Universidade de Brasília, tem mestrado pela mesma
instituição e doutorado pela Universidade de São
Paulo. Sua tese de doutorado versou sobre a relação entre
o aumento de gastos públicos e a redemocratização
do país.
Torós era um dos três remanescentes do setor financeiro
privado na diretoria do Banco Central. Antes de entrar no banco, em
abril de 2007, havia sido gestor do Thassos Fundo de Investimento Multimercado
e vice-presidente do Santander Banespa.
Os outros dois são o próprio presidente da instituição,
Henrique Meirelles, ex-presidente mundial do BankBoston, e Mário
Mesquita, atual diretor de Política Econômica da instituição,
oriundo do ABN Amro.
Ambos devem ficar no BC pelo menos até março de 2010,
quando Meirelles decide se deixa o BC para candidatar-se a algum cargo
eletivo.
Entrevista
A saída de Torós, que estava prevista para dezembro, foi
antecipada após uma entrevista que deu ao jornal "Valor
Econômico", publicada na última sexta-feira.
Na entrevista, da qual Meirelles não fora previamente informado,
Torós revelou detalhes da estratégia do governo no combate
à crise e atribuiu a si próprio feitos que, segundo a
administração do banco, nem de longe lhe pertencem.
Além disso, fez críticas ao ministro da Fazenda, Guido
Mantega. Entre elas, a de que Mantega teria acelerado a corrida de saques
durante a crise ao declarar publicamente que era contrário ao
uso de reservas internacionais para restabelecer a normalidade dos mercados.
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Gazeta do Povo, 17 de novembro
de 2009
Sucessão presidencial
Apagão motiva ala do PMDB a romper
com PT
Peemedebistas contrários ao acordo que
definiu que o partido indicará o vice na chapa de Dilma Rousseff
se articulam para forçar candidatura própria
Brasília e Curitiba -
O apagão da semana passada estremeceu as relações
entre PT e PMDB em Brasília. O episódio, somado a várias
dissidências regionais, deu fôlego à possibilidade
de os peemedebistas lançarem candidato próprio à
Presidência da República em 2010. O tema é a principal
pauta de uma reunião nacional que está sendo organizada
pelo diretório paranaense do partido para o próximo sábado,
em Curitiba.
Em outubro, a cúpula
da legenda fechou um acordo com os petistas para apoiar a candidatura
da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Em troca, o PMDB teria o
direito de indicar o vice. O nome mais cotado é o presidente
da Câmara dos Deputados, Michel Temer (SP).
A decisão gerou protestos
de lideranças estaduais, como o governador do Paraná,
Roberto Requião. Ele tem articulado pessoalmente o evento do
dia 21. No papel, entretanto, o objetivo da reunião é
discutir um programa de governo para o Brasil.
“Estamos fazendo esse
encontro porque a direção nacional, de maneira voluntarista,
se adiantou e foi conversar com o presidente Lula para ter a vice. Mas
com que proposta de governo?”, questiona o presidente do PMDB
paranaense, deputado estadual Waldyr Pugliesi.
Tratado até agora com
frieza em Brasília, o evento pode crescer em função
da polêmica partidária que envolve o blecaute que atingiu
18 estados há sete dias. Nos bastidores, setores do partido queixam-se
da estratégia do governo no caso. Até agora, o ministro
das Minas e Energia, Edison Lobão, tem sido isolado como porta-voz
do problema.
Lobão é senador
licenciado pelo PMDB do Maranhão e chegou ao cargo em 2007 graças
ao apadrinhamento do presidente do Senado, José Sarney. Entre
2003 e 2005, porém, o posto foi ocupado por Dilma. Além
disso, a maioria das funções técnicas da pasta
é ocupada por petistas.
A definição de
qual partido é “culpado” pelo apagão e, consequentemente,
responsável por supostos problemas de gestão do sistema
elétrico brasileiro é o que tem ampliado o desgaste entre
as duas legendas. Nesse conflito, a principal dificuldade dos peemedebistas
descontentes com a aliança é apresentar um nome viável
como candidato a presidente.
“Até agora, nenhum
brasileiro nato filiado ao partido, com mais de 35 anos de idade e apto
para disputar a Presidência apresentou-se oficialmente. Se ninguém
diz que quer ser candidato, fica difícil encontrar outra hipótese
a essa altura do campeonato”, diz o deputado federal Rodrigo Rocha
Loures, único paranaense que participou das reuniões que
selaram o acordo entre PMDB e PT no mês passado.
Ele cita como exemplo o governador
de Minas Gerais, Aécio Neves, que está atrás das
pesquisas em relação ao principal adversário, José
Serra, na escolha do candidato do PSDB. “O Aécio nunca
titubeou, sempre disse que é candidato e desmente imediatamente
quem diz o contrário. Não dá para um partido se
definir pela candidatura própria sem opções.”
Apesar da postura contrária
em relação ao acordo nacional entre PT e PMDB, Pugliesi
é cauteloso ao falar em presidenciáveis. “Precisamos
ser bem realistas. Muita gente gostaria de ver o Requião candidato
à Presidência. Outros falam no Pedro Simon (senador gaúcho),
outros no governador do Rio de Janeiro (Sérgio Cabral).”
Entre os três citados,
apenas Requião admite que pode ser candidato. Cabral já
anunciou que disputará a reeleição, enquanto Simon
já declarou que pretende se aposentar.
Encontro deve ficar restrito a dissidentes
O encontro promovido pelo diretório
estadual do PMDB para o próximo sábado deve ficar restrito
às lideranças dissidentes da aliança com o PT para
a eleição presidencial de 2010. Até ontem, nenhum
dos sete ministros peemedebistas havia confirmado presença. Edison
Lobão, por exemplo, comunicou na semana passada que não
participaria.
Por enquanto, os nomes mais
conhecidos no cenário nacional são o senador gaúcho
Pedro Simon, o ex-ministro Mangabeira Unger e o ex-governador de São
Paulo Orestes Quércia. Todos eles já se manifestaram contra
o acordo com o PT. Os presidentes do Senado, José Sarney, e da
Câmara, Michel Temer, dificilmente comparecerão.
Por outro lado, a expectativa
é reunir pelo menos 15 presidentes de diretórios estaduais.
Pelo menos nove já estão confirmados – além
de Quércia (São Paulo), Jackson Barreto (Sergipe), Eduardo
Moreira (Santa Catarina), Pedro Simon (Rio Grande do
Sul), Paulo Melo (Rio de Janeiro), Marcelo Castro (Piauí),
Zaire Rezende (Minas Gerais), Ezaque Cipriano (Mato Grosso do Sul) e
Welington Coimbra (Espírito Santo). O evento,
que ocorre das 10 horas às 13h30 no Hotel Pestana, terá
transmissão ao vivo pela internet.
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Agência Câmara,
17 de novembro de 2009
Projeto autoriza penhor de madeira de
floresta plantada
A Câmara analisa o Projeto
de Lei 6018/09, do deputado José Santana de Vasconcellos (PR-MG),
que autoriza o penhor de madeira, de produtos madeireiros, e demais
produtos da floresta plantada.
O objetivo do deputado é
contribuir para garantia do crédito rural, estimulando a atividade
florestal e fomentando o crédito agrícola, "com os
benéficos resultados que ele trará para a agricultura
e para as famílias que dela dependem para sobreviver".
Atualmente, o Código
Civil (Lei 10.406/02) autoriza o penhor agrícola dos seguintes
bens:
- máquinas e instrumentos de agricultura;
- colheitas pendentes, ou em via de formação;
- frutos acondicionados ou armazenados;
- lenha cortada e carvão vegetal; e
- animais do serviço ordinário de estabelecimento agrícola.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões Agricultura, Pecuária, Abastecimento e
Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
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PL-6018/2009
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Agência Câmara,
17 de novembro de 2009
Proposta reajusta taxas da Justiça
do Trabalho pelo INPC
Edson Santos
Tramita na Câmara o Projeto
de Lei 5453/09, do deputado Edgar Moury (PMDB-PE), que reajusta as custas
e emolumentos da Justiça Trabalhista pela variação
acumulada de 12 meses do Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). O primeiro reajuste com base na nova regra, de acordo com o
projeto, será feito no 1º dia do mês subsequente à
data de publicação da lei.
A proposta, que acrescenta artigo
à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei
5452/43), também determina que o dia do primeiro reajuste seja
considerado o aniversário para os reajustes anuais futuros, que
também deverão adotar o INPC.
De acordo com o autor, seguidas
mudanças legais, como as extinções do valor de
referência e da Ufir, fizeram com que não houvesse reajuste
das taxas da Justiça do Trabalho, o que diminuiu muito sua renda
e dificultou as atividades.
Tramitação
A proposta, que tramita emcaráter conclusivo
, será analisada pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; de Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
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PL-5453/2009
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O ESTADO DO PARANÁ,
17 de novembro de 2009 | Economia
Funcionários da Bosch ameaçam
parar
Helio Miguel
As negociações salariais entre a Bosch e os cerca de 3
mil funcionários da unidade da empresa na Cidade Industrial de
Curitiba (CIC), iniciadas há cerca de duas semanas, podem resultar
em greve devido à falta de entendimento entre as duas partes.
Ontem, em assembleia, os metalúrgicos
rejeitaram a última proposta oferecida pela empresa, paralisaram
as atividades por duas horas e exigiram um acordo melhor, sob pena de
iniciar uma greve já a partir de hoje.
A companhia, que admite ainda
sentir os efeitos da crise mundial, propõe pagar R$ 2 mil de
abono, sendo R$ 500 em dezembro e R$ 1,5 mil em abril de 2010, corrigir
os salários em 4,13%, de acordo com o Índice Nacional
de Preços ao Consumidor (INPC) dos últimos 12 meses, e
conceder aumento real de 3,5% em dezembro de 2010.
Já os funcionários
querem, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande
Curitiba (SMC), 3,7% de aumento real a partir de janeiro de 2010 e abono
de R$ 2 mil em dezembro.
A planta da Bosch em Curitiba
produz componentes para sistemas a diesel e tem a maior parte de sua
produção voltada ao mercado internacional. A empresa diz
que não recuperou o nível de exportações
e que a previsão de volumes de vendas para 2010 é significativamente
menor do que a deste ano.
Em junho, a companhia efetuou
cerca de 900 demissões e colocou 3 mil funcionários em
licença remunerada, paralisando temporariamente toda a produção.
A companhia alemã
informou, em nota, que a proposta apresentada é coerente à
situação dos negócios e contribui para assegurar
a competitividade e sustentabilidade da empresa no médio e longo
prazo. “A Bosch respeita o direito de manifestação
dos trabalhadores e esclarece que se mantém aberta ao diálogo”,
conclui a nota.
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Gazeta do Povo, 17 de novembro
de 2009
Trabalho
Protesto na Klabin fecha rodovia por 13
h
Um protesto organizado ontem pelo Sindicato do Papel de Telêmaco
Borba, nos Campos Gerais, bloqueou por 13 horas a rodovia PR 160, a
poucos metros da entrada da fábrica da Klabin. A rodovia só
foi liberada por volta das 18 horas, depois de uma decisão judicial
a favor da empresa. A manifestação foi motivada pela migração
de 400 funcionários, do total de 1.800, do Sindicato do Papel
para o Sindicato Rural. Os empregados pertencem à área
de reflorestamento. A mudança deve reduzir a remuneração
dos funcionários em cerca de R$ 200. A Klabin diz que a discussão
sobre a transferência cabe à Justiça.
O presidente do Sindicato, Marcos
Augusto Lagos, afirma que o protesto continua. “Vamos para a entrada
da Klabin para impedir a entrada dos caminhões de madeira. Nem
adianta carregar o caminhão no mato, porque não vai poder
entrar”, disse. A assessoria de comunicação da fábrica
informou que a manifestação não trouxe reflexos
para a unidade. Os funcionários puderam entrar na empresa usando
o antigo bonde.
O Sindicato do Papel representa
os trabalhadores do corte mecanizado das árvores há 52
anos. O salário base é de cerca de R$ 800. Com a transferência
para o Sindicato Rural o piso será de aproximadamente R$ 620.
Em nota, a Klabin informou que “a reivindicação
do Sindicato dos Papeleiros de transferência de vínculo
sindical de parte dos trabalhadores da empresa, hoje representados pelo
Sindicato Rural, deve ser resolvida no âmbito da Justiça
do Trabalho entre os dois sindicatos”.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
17/11/2009
TST mantém reconhecimento de horas
extras a advogado
A Seção II Especializada
em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho não
reconheceu a alegada contradição que a empresa distribuidora
de energia da Paraíba Energisa apontou para pedir a desconstituição
de acórdão favorável a um advogado da empresa,
relativo ao direito às horas extras excedentes a quatro horas
diárias de trabalho.
A Turma havia decidido de acordo
com o Tribunal Regional da 13ª Região, que afirmou “categoricamente
que o empregado trabalhava no cargo de advogado, em regime de dedicação
exclusiva, de forma que faz jus à jornada de quatro horas estabelecida
no artigo 20 da Lei nº 8.906/94”, registrou o ministro Barros
Levenhagen, relator do caso na SDI-2.
Em sua análise, são
improcedentes as alegações da Energisa de que a decisão
da Turma, além de não ter julgado corretamente o recurso,
não verificou que o depósito prévio recolhido pelo
empregado teria sido insuficiente para atender às exigências
legais. O depósito recursal de R$ 1.900,00 corresponde ao valor
da condenação de R$ 5 mil, arbitrado pela sentença
inicial, sendo que o valor de R$ 49.028,12, citado pela empresa, decorreu
de erro material, afirmou o relator. Neste sentido, prossegue o relator,
o artigo 2º, II, da Instrução Normativa nº 31/07
do TST estabelece que “o valor da causa da ação
rescisória que visa desconstituir decisão da fase de conhecimento
corresponderá (...) no caso de procedência, total ou parcial,
ao respectivo valor arbitrado à condenação”.
A decisão da SDI-2 foi
aprovada por maioria de votos, ficando vencido, na matéria, o
ministro João Oreste Dalazen. (AR-207080-2009-000-00-00.3)
(Mário Correia)
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17/11/2009
Trabalho em sistema elétrico de consumo
não garante adicional de insalubridade
A Subseção I Especializada
em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou
recurso de embargos de ex-empregado da Fundação Educacional
Inaciana – Padre Sabóia de Medeiros que pretendia receber
adicional de periculosidade pelos serviços prestados em sistema
elétrico de consumo.
Depois de muito debate durante
a sessão, venceu a tese da divergência contra o conhecimento
dos embargos. Com esse resultado, prevaleceu a decisão do Tribunal
do Trabalho da 2ª Região (SP) que excluíra da condenação
o pagamento do adicional de periculosidade inicialmente concedido pela
sentença de origem.
A relatora, ministra Maria de
Assis Calsing, conhecia dos embargos. Para a ministra, o laudo pericial
descrito no acórdão regional constatara que as atribuições
desempenhadas pelo trabalhador se enquadravam como perigosas, conforme
as disposições do Decreto nº 93.412/1986.
Desse modo, segundo a ministra,
haveria conflito com a Orientação Jurisprudencial nº
324 da SDI-1 do TST que trata do direito dos empregados ao adicional
de periculosidade quando atuam em sistema elétrico de potência
em condições de risco ou com equipamentos e instalações
elétricas similares, ainda que em unidade consumidora de energia
elétrica.
Diferentemente da Sexta Turma
do TST, que rejeitou o recurso de revista do empregado, a ministra Calsing
determinava o pagamento do adicional de periculosidade e seus reflexos
como estabelecido na sentença de primeiro grau.
No entanto, o ministro Aloysio
Corrêa da Veiga divergiu desse entendimento. De acordo com o ministro,
a decisão regional não contrariava a OJ nº 324 justamente
pela impossibilidade de se concluir que o empregado trabalhava em condições
de risco equivalente ao sistema elétrico de potência e,
assim, fazer jus ao recebimento do adicional.
Na opinião do ministro,
apesar de o laudo pericial afirmar que as atividades do empregado enquadravam-se
naquelas consideradas perigosas pelo Decreto nº 93.412/86, o TRT
constatou que o trabalhador exercia suas tarefas junto ao sistema elétrico
de consumo – o que não autorizaria o pagamento do adicional
de periculosidade.
O ministro destacou ainda que
o TRT confirmara que o empregado “ativava-se junto ao sistema
elétrico de consumo”, fazendo a inspeção
e manutenção de equipamentos elétricos da Fundação,
sem caracterizar essas atividades como similares às do sistema
elétrico de potência, como prevê a OJ nº 324
da SDI-1/TST para garantir o direito ao adicional.
A votação terminou
em 6 a 5 pela concessão do adicional de periculosidade ao empregado
nos termos do voto da ministra Calsing. Mas, com o voto prevalente do
presidente do TST, ministro Milton de Moura França (que empatou
e desempatou ao mesmo tempo a votação), venceu a tese
da divergência contra o conhecimento dos embargos. O ministro
Aloysio foi designado o novo redator do acórdão.
O presidente explicou que não
havia elementos suficientes no acórdão regional para se
concluir que o empregado trabalhava em condições de risco
equivalente às do sistema elétrico de potência.
Na interpretação do presidente, na medida em que o empregado
argumentou que trabalhava em subestações de 13.600 volts
e cabines primárias de alta tensão similares ao sistema
elétrico de potência, deveria ter proposto embargos de
declaração no TRT para configurar esse quadro de risco
com eletricidade. (E-RR- 1062/2006-466-02-00.6)
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17/11/2009
TST altera Orientação Jurisprudencial
342
O Tribunal Superior do Trabalho
alterou a Orientação Jurisprudencial 342 da Seção
I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), que passará
a ter a seguinte redação:
INTERVALO INTRAJORNADA PARA
REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. NÃO CONCESSÃO OU
REDUÇÃO. PREVISÃO EM NORMA COLETIVA. INVALIDADE.
EXCEÇÃO AOS CONDUTORES DE VEÍCULOS RODOVIÁRIOS,
EMPREGADOS EM EMPRESAS DE TRANSPORTE COLETIVO URBANO.
I – É inválida
cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho
contemplando a surpressão ou redução do intervalo
intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e
segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública
(art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1998), infenso à
negociação coletiva.
II – Ante a natureza do
serviço e em virtude das condições especiais de
trabalho a que são submetidos estritamente os condutores e cobradores
de veículos rodoviários, empregados em empresas de transporte
público coletivo urbano, é valida cláusula de acordo
ou convenção coletiva de trabalho contemplando a redução
do intervalo, deste que garantida a redução da jornada
para, no mínimo, sete horas diárias ou quarenta e duas
semanais, não prorrogada , mantida a mesma remuneração
e concedidos intervalos para descanso menores e fracionários
ao final de cada viagem, não descontados da jornada.
A alteração foi
aprovada por unanimidade pelo Tribunal Pleno.
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17/11/2009
TST altera Súmula 277
O Tribunal Superior do Trabalho
aprovou alterações na Súmula 277, sobre repercussão
de sentença normativa, convenção ou acordo coletivos
nos contratos de trabalho. A Súmula passará a ter a seguinte
redação:
SENTENÇA NORMATIVA, CONVENÇÃO
OU ACORDO COLETIVOS. VIGÊNCIA. REPERCUSSÃO NOS CONTRATOS
DE TRABALHO.
I – As condições
de trabalho alcançadas por força de sentença normativa,
convenção ou acordo coletivos vigoram no prazo assinado,
não integrando, de forma definitiva, os contratos individuais
de trabalho.
II – Ressalva-se da regra
enunciada no item I o período compreendido entre 23.12.1992 e
28.07.1995, em que vigorou a Lei nº 8.542, revogada pela Medida
Provisória nº 1.709, convertida na Lei nº 10.192, de
14.02.2001.
A matéria foi aprovada
por maioria no Tribunal Pleno.
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17/11/2009
TST cancela Orientação Jurisprudencial
351 sobre artigo 477 da CLT
O Tribunal Superior do Trabalho cancelou
a Orientação Jurisprudencial 351 da Seção
I de Dissídios Individuais (SDI-1), que estabelecia ser “incabível
a multa prevista no art. 477, parágrafo 8º, da CLT, quando
houver fundada controvérsia quanto à existência
da obrigação cujo inadimplemento gerou a multa”.
A decisão foi aprovada
pelo Tribunal Pleno, por maioria de votos.
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17/11/2009
TST dá nova redação
à Orientação Jurisprudencial 350
O Tribunal Superior do Trabalho aprovou alterações
na Orientação Jurisprudencial nº 350, da Seção
I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), que passa
a ter a seguinte redação:
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO.
NULIDADE DO CONTRATO DE TRABALHO NÃO SUSCITADA PELO ENTE PÚBLICO
NO MOMENTO DA DEFESA. ARGUIÇÃO EM PARECER. POSSIBILIDADE.
O Ministério Público do Trabalho
pode arguir, em parecer, na primeira vez que tenha de se manifestar
no processo, a nulidade do contrato de trabalho em favor de ente público,
ainda que a parte não a tenha suscitado, a qual será apreciada,
sendo vedada, no entanto, qualquer dilação probatória.
A matéria foi aprovada pelo Tribunal
Pleno, por maioria de votos.
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